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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[As Novas Tecnologias no Desenvolvimento da Restauração Coletiva]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[The New Technologies in Contract Catering Development]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[In the last two decades of the last century, the prospect of new businesses created an increasing demand for more and better technologies, which allowed to deal with rising competition and customer expectations, and with the need for companies to adapt to new social and health related contexts. This paper intended to review the technologies developed and used in the contract catering business, as well as the ways in which these developments led to changes in the field. The literature review was based on scientific references, institutional links and related books, through the use of key expressions, infra referred. The contract catering covers a wide range of services related to food management, involving the preparation and service of meals for people who work, study, temporarily stay or reside in public or private organizations and from the third sector. The concern with the improvement of food preservation&#8217;s procedures promoted multiples technological developments. Also, the need to feed faster and more efficiently a growing number of people, supported the developments of meal production systems which allowed these purposes to be achieved, such as the cook-serve systems, cook-hot-hold (cook- warm-hold), the cook-freeze and cook-chill, as well as other methods of producing safe food, such as Steamplicity, Sous Vide, Pasteurization, Hurdle technology and Hot fill. In recent years contract catering developed mainly in what concerns computer management systems (information technology applications). The industry began to use &#8220;online&#8221; solutions that enable integrated and cross operations within the entire organization, from accounting and financial area to the management of purchases, human resources, quality and all operational activity. A plethora of new technological advances, including computer and logistics applications now integrate and support the food sector, both at operational and at administrative management level. New technologies across the food sector and contract catering, are presented as major factors of development, and as such, should be privileged, through a conscious use.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Inovação na restauração coletiva]]></kwd>
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<kwd lng="en"><![CDATA[Food technology]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>ARTIGO DE REVIS&#195;O</b></p>     <p><b>As Novas Tecnologias no Desenvolvimento da Restaura&ccedil;&atilde;o Coletiva</b></p>     <p><b>The New Technologies in Contract Catering Development</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Nuno Pereira<sup>1</sup>; Helena &Aacute;vila<sup>2</sup></b></p>     <p><sup>1</sup>Nutricionista Estagi&aacute;rio</p>     <p><sup>2</sup>Uniself, S.A., Senhora da Hora, Portugal</p>     <p><a href="#c0">Endere&#231;o para correspond&#234;ncia</a><a name="topc0"></a></b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b >RESUMO</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Nas duas &uacute;ltimas d&eacute;cadas do s&eacute;culo passado, a perspetiva de novos neg&oacute;cios criou um aumento na procura por mais e melhores tecnologias, que permitissem lidar com as crescentes expectativas dos clientes, com o aumento da concorr&ecirc;ncia e com a necessidade das empresas se adaptarem a novos contextos sociais e na &aacute;rea da sa&uacute;de.</p>     <p>Neste trabalho pretendeu-se fazer a revis&atilde;o das tecnologias desenvolvidas e utilizadas no setor da restaura&ccedil;&atilde;o coletiva, e em que medida estas evolu&ccedil;&otilde;es operaram mudan&ccedil;as no setor.</p>     <p>A revis&atilde;o bibliogr&aacute;fica foi efetuada nas bases cient&iacute;ficas de refer&ecirc;ncia, p&aacute;ginas institucionais e livros relacionados, atrav&eacute;s do uso das express&otilde;es chaves de pesquisa infra descriminadas. A restaura&ccedil;&atilde;o coletiva cobre uma vasta &aacute;rea de servi&ccedil;os relacionados com a gest&atilde;o alimentar, que envolvem a prepara&ccedil;&atilde;o e o servi&ccedil;o de refei&ccedil;&otilde;es para pessoas que trabalham, estudam, permanecem temporariamente ou residem em organiza&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas, privadas e do terceiro setor.</p>     <p>A preocupa&ccedil;&atilde;o com a melhoria das t&eacute;cnicas de conserva&ccedil;&atilde;o dos alimentos constituiu a for&ccedil;a motriz dos v&aacute;rios desenvolvimentos tecnol&oacute;gicos. Igualmente, a necessidade de alimentar um n&uacute;mero crescente de pessoas de um modo mais r&aacute;pido e eficiente, suportou a cria&ccedil;&atilde;o de sistemas de produ&ccedil;&atilde;o de refei&ccedil;&otilde;es capazes de ir ao encontro desses objetivos, como o cook-serve, o cook-hot-hold (cook-warm-hold), o cook-freeze e o cook-chill, bem como de outros m&eacute;todos de produ&ccedil;&atilde;o de refei&ccedil;&otilde;es seguras, como o Steamplicity, o Sous Vide, a Pasteuriza&ccedil;&atilde;o, o Hurdle technology e o Hot fill.</p>     <p>Nos &uacute;ltimos anos a restaura&ccedil;&atilde;o coletiva desenvolveu-se principalmente ao n&iacute;vel dos sistemas inform&aacute;ticos (aplica&ccedil;&otilde;es das tecnologias da informa&ccedil;&atilde;o). O setor passou a utilizar solu&ccedil;&otilde;es &ldquo;on-line&rdquo;, que possibilitam opera&ccedil;&otilde;es integradas e transversais a toda a organiza&ccedil;&atilde;o, englobando desde a &aacute;rea contabil&iacute;stica e financeira at&eacute; &agrave; gest&atilde;o por processos, designadamente das compras, dos recursos humanos, da qualidade e de toda a atividade operacional. Uma infinidade de avan&ccedil;os tecnol&oacute;gicos e de aplica&ccedil;&otilde;es inform&aacute;ticas e log&iacute;sticas passaram a integrar e apoiar as empresas e os operadores do setor alimentar, apresentando-se como grandes fatores de desenvolvimento da restaura&ccedil;&atilde;o coletiva e, como tal, devem ser privilegiadas atrav&eacute;s de um uso consciente.</p>     <p><b>Palavras-Chave: </b>Inova&ccedil;&atilde;o na restaura&ccedil;&atilde;o coletiva, Inova&ccedil;&atilde;o no setor alimentar, Restaura&ccedil;&atilde;o coletiva, Tecnologia alimentar, Tecnologia no setor alimentar</p>     <p>&nbsp;</p>  <hr>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>In the last two decades of the last century, the prospect of new businesses created an increasing demand for more and better technologies, which allowed to deal with rising competition and customer expectations, and with the need for companies to adapt to new social and health related contexts.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>This paper intended to review the technologies developed and used in the contract catering business, as well as the ways in which these developments led to changes in the field.</p>     <p>The literature review was based on scientific references, institutional links and related books, through the use of key expressions, infra referred.</p>     <p>The contract catering covers a wide range of services related to food management, involving the preparation and service of meals for people who work, study, temporarily stay or reside in public or private organizations and from the third sector.</p>     <p>The concern with the improvement of food preservation&rsquo;s procedures promoted multiples technological developments. Also, the need to feed faster and more efficiently a growing number of people, supported the developments of meal production systems which allowed these purposes to be achieved, such as the cook-serve systems, cook-hot-hold (cook- warm-hold), the cook-freeze and cook-chill, as well as other methods of producing safe food, such as Steamplicity, Sous Vide, Pasteurization, Hurdle technology and Hot fill.</p>     <p>In recent years contract catering developed mainly in what concerns computer management systems (information technology applications). The industry began to use &ldquo;online&rdquo; solutions that enable integrated and cross operations within the entire organization, from accounting and financial area to the management of purchases, human resources, quality and all operational activity.</p>     <p>A plethora of new technological advances, including computer and logistics applications now integrate and support the food sector, both at operational and at administrative management level.</p>     <p>New technologies across the food sector and contract catering, are presented as major factors of development, and as such, should be privileged, through a conscious use.</p>     <p><b>Keywords:</b> Contract catering innovation, Catering innovation, Contract catering, Catering technology, Food technology</p>     <p>&nbsp;</p> <hr>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>INTRODU&Ccedil;&Atilde;O</b></p>     <p>O uso do termo &ldquo;tecnologia&rdquo;, oriundo dos tempos da revolu&ccedil;&atilde;o industrial ocorrida no final do s&eacute;culo XVIII, tem-se generalizado pelas diversas &aacute;reas do conhecimento (1).</p>     <p>A hist&oacute;ria da alimenta&ccedil;&atilde;o est&aacute; intrinsecamente ligada &agrave; hist&oacute;ria da tecnologia, pois a comida n&atilde;o resulta apenas da jun&ccedil;&atilde;o de ingredientes, sendo tamb&eacute;m o produto de tecnologias, passadas e presentes (2). Segundo o dicion&aacute;rio de L&iacute;ngua Portuguesa, tecnologia &eacute; &ldquo;uma Ci&ecirc;ncia cujo objeto &eacute; a aplica&ccedil;&atilde;o do conhecimento t&eacute;cnico e cient&iacute;fico para fins industriais e comerciais&rdquo;, podendo ser tamb&eacute;m definida como &ldquo;um conjunto dos termos t&eacute;cnicos de uma arte ou de uma ci&ecirc;ncia&rdquo; (3).</p>     <p>O Setor Alimentar, constitu&iacute;do pelo Canal Alimentar e pelo Canal HoReCa (4), &eacute; tipicamente descrito como sendo uma &aacute;rea de atividade relativamente madura e de crescimento lento, que exibe um n&iacute;vel de investimento baixo no que respeita &agrave; introdu&ccedil;&atilde;o de inova&ccedil;&otilde;es tecnol&oacute;gicas (5,6).</p>     <p>O Canal Alimentar, tamb&eacute;m denominado por Distribui&ccedil;&atilde;o, &eacute; o setor de atividade econ&oacute;mica que assegura um conjunto de fun&ccedil;&otilde;es essenciais entre produtores e consumidores, permitindo que aqueles coloquem os seus produtos junto destes em condi&ccedil;&otilde;es e quantidades diversificadas (7).</p>     <p>O Canal HoReCa, no qual se insere a restaura&ccedil;&atilde;o coletiva, &eacute; o setor de atividade econ&oacute;mica que engloba todos os locais, estabelecimentos, institui&ccedil;&otilde;es e empresas onde se preparam e servem alimentos, refei&ccedil;&otilde;es e bebidas que, por norma, s&atilde;o consumidas fora de casa. O termo HoReCa, &eacute; a contra&ccedil;&atilde;o das palavras Hotel/Restaurante/Catering (ou Caf&eacute; ou Cantina) (8).</p>     <p>Nas duas &uacute;ltimas d&eacute;cadas do s&eacute;culo passado, a perspetiva de novos neg&oacute;cios levou a um aumento na procura de tecnologias que permitissem lidar com as crescentes expectativas dos clientes, com o aumento da concorr&ecirc;ncia e com a necessidade das empresas se adaptarem a novos contextos sociais e na &aacute;rea da sa&uacute;de. Se por um lado a indispensabilidade de melhorar a qualidade do servi&ccedil;o trouxe a necessidade de tecnologias avan&ccedil;adas (9,10), por outro, os recentes avan&ccedil;os em &aacute;reas como a biotecnologia, a nanotecnologia e a tecnologia de preserva&ccedil;&atilde;o, oferecem um n&uacute;mero in&eacute;dito de oportunidades para aplica&ccedil;&otilde;es de valor acrescentado no setor alimentar (11).</p>     <p>Para satisfazer as novas tend&ecirc;ncias, foram desenvolvidos diferentes sistemas de produ&ccedil;&atilde;o de refei&ccedil;&otilde;es, como o cook-chill, o cook-freeze ou o Steamplicity.</p>     <p>Esta evolu&ccedil;&atilde;o tecnol&oacute;gica tem vindo a provocar mudan&ccedil;as substanciais no canal HoReCa, nomeadamente no setor da restaura&ccedil;&atilde;o coletiva (12), em que o sistema de produ&ccedil;&atilde;o de refei&ccedil;&otilde;es subentende um servi&ccedil;o onde s&atilde;o fornecidas grandes quantidades de alimentos para consumo individual, sujeitos a diferentes prepara&ccedil;&otilde;es (13), determinando que as inova&ccedil;&otilde;es tecnol&oacute;gicas envolvam desde os equipamentos aos processos produtivos e de gest&atilde;o (10).</p>     <p>Como refere Bee Wilson: &ldquo;A tecnologia &eacute; a arte poss&iacute;vel. &Eacute; suscitada pelo desejo humano, mas tamb&eacute;m pelos materiais e pelo conhecimento dispon&iacute;vel&rdquo; (2).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Este artigo de revis&atilde;o objetiva responder &agrave;s seguintes quest&otilde;es: Em que medida a evolu&ccedil;&atilde;o mais recente da tecnologia operou mudan&ccedil;as no setor da restaura&ccedil;&atilde;o coletiva? Como se materializou essa evolu&ccedil;&atilde;o?</p>     <p><b>METODOLOGIA</b></p>     <p>A revis&atilde;o bibliogr&aacute;fica foi efetuada nas bases cient&iacute;ficas de refer&ecirc;ncia PubMed e Scopus, sites institucionais como o FoodService Europe, cat&aacute;logos de equipamentos de empresas e livros relacionados, atrav&eacute;s</p>     <p>do uso das express&otilde;es chave: &ldquo;food technology&rdquo;, &ldquo;catering technology&rdquo;, &ldquo;catering innovation&rdquo;, &ldquo;contract catering innovation&rdquo;, &ldquo;contract catering&rdquo;. A leitura dos artigos originou a pesquisa de outros, a partir das suas refer&ecirc;ncias bibliogr&aacute;ficas.</p>     <p>Passado e Presente da Restaura&ccedil;&atilde;o Coletiva</p>     <p>Segundo Rossana Proen&ccedil;a:</p>     <p>&ldquo;A alimenta&ccedil;&atilde;o constitui uma das atividades humanas mais importantes, n&atilde;o s&oacute; por raz&otilde;es biol&oacute;gicas evidentes, mas tamb&eacute;m por envolver aspetos econ&oacute;micos, sociais, cient&iacute;ficos, pol&iacute;ticos, psicol&oacute;gicos e culturais, fundamentais na din&acirc;mica da evolu&ccedil;&atilde;o das sociedades&rdquo; (14).</p>     <p>Desde os prim&oacute;rdios que existem hospitais, asilos, lares, mosteiros, infant&aacute;rios, pris&otilde;es ou quart&eacute;is das for&ccedil;as armadas, ou seja, institui&ccedil;&otilde;es que exigiam a produ&ccedil;&atilde;o e a distribui&ccedil;&atilde;o de alimentos em grande escala (10,15).</p>     <p>Em 1934 surge a primeira empresa organizada de refei&ccedil;&otilde;es coletivas na Europa, mas s&oacute; entre 1955 e 1965 &eacute; que se d&aacute; a organiza&ccedil;&atilde;o legislativa do setor da restaura&ccedil;&atilde;o coletiva, do modo como hoje o conhecemos (10). O grande desenvolvimento do setor ocorreu entre as d&eacute;cadas de 60 e 70 do s&eacute;culo XX, mantendo-se em crescimento at&eacute; ao in&iacute;cio dos anos 90, mas a uma taxa inferior (10).</p>     <p>Em Portugal, num dos primeiros textos escritos sobre a restaura&ccedil;&atilde;o ou alimenta&ccedil;&atilde;o coletiva, datado de 1983, o Professor Gon&ccedil;alves Ferreira diz-nos que</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&ldquo;esta designa genericamente um tipo de alimenta&ccedil;&atilde;o n&atilde;o individual nem familiar, em que os alimentos s&atilde;o preparados previamente para serem utilizados de forma semelhante pelos consumidores&rdquo; (15).</p>     <p>Atualmente, a restaura&ccedil;&atilde;o coletiva cobre uma vasta &aacute;rea de servi&ccedil;os relacionados com a gest&atilde;o alimentar, que envolvem a prepara&ccedil;&atilde;o e o servi&ccedil;o de refei&ccedil;&otilde;es para pessoas que trabalham, estudam, permanecem temporariamente ou residem em organiza&ccedil;&otilde;es como empresas, institui&ccedil;&otilde;es e entidades do estado, hospitais, institui&ccedil;&otilde;es de educa&ccedil;&atilde;o, institui&ccedil;&otilde;es de solidariedade social, estabelecimentos prisionais, entre outros (16).</p>     <p>Na Uni&atilde;o Europeia, 33% das organiza&ccedil;&otilde;es t&ecirc;m um contrato com uma empresa de restaura&ccedil;&atilde;o coletiva, o setor emprega cerca de 600.000 pessoas e serve aproximadamente 6 bili&otilde;es de refei&ccedil;&otilde;es por ano (17).</p>     <p>A tend&ecirc;ncia para comer fora de casa, n&atilde;o sendo uma manifesta&ccedil;&atilde;o recente (15), sofreu um incremento na &uacute;ltima d&eacute;cada, tendo as empresas refor&ccedil;ado a sua posi&ccedil;&atilde;o no mercado, alargando as oportunidades de neg&oacute;cio para outros espa&ccedil;os e conceitos, como eventos desportivos, museus, esta&ccedil;&otilde;es de comboio e de metro, aeroportos, &aacute;reas de servi&ccedil;o, entre outros (17) e oferecendo uma ampla gama de servi&ccedil;os com o intuito de melhorar a oferta deste segmento de atividade (18).</p>     <p><u>Sistemas de Produ&ccedil;&atilde;o de Refei&ccedil;&otilde;es</u></p>     <p>A necessidade de conservar alimentos por longos per&iacute;odos de tempo &eacute;, desde os prim&oacute;rdios, uma inquieta&ccedil;&atilde;o que levou o Homem &agrave; procura de formas eficazes de a concretizar (19,20).</p>     <p>Esta preocupa&ccedil;&atilde;o com a melhoria das t&eacute;cnicas de conserva&ccedil;&atilde;o e preserva&ccedil;&atilde;o dos alimentos constituiu a for&ccedil;a motriz dos v&aacute;rios desenvolvimentos tecnol&oacute;gicos. Igualmente, a necessidade de alimentar um n&uacute;mero crescente de pessoas de um modo mais r&aacute;pido e eficiente, suportou a cria&ccedil;&atilde;o de sistemas de produ&ccedil;&atilde;o de refei&ccedil;&otilde;es capazes de ir ao encontro desses objetivos (19).</p>     <p>No in&iacute;cio da d&eacute;cada de 70 do s&eacute;culo passado, os gestores do setor alimentar foram desafiados a serem inovadores em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; implementa&ccedil;&atilde;o de novos processos de produ&ccedil;&atilde;o de refei&ccedil;&otilde;es, que os ajudassem a conter os custos, a resolver os problemas de seguran&ccedil;a alimentar e a baixa produtividade do setor (21). Atualmente existem uma s&eacute;rie de sistemas de produ&ccedil;&atilde;o de refei&ccedil;&otilde;es e alimentos como o cook-serve, o cook-hot-hold (cook-warm-hold), o cook-freeze e o cook-chill (22), concebidos para melhorar e organizar de forma mais eficiente o sistema produtivo.</p>     <p><u>Sistemas de Produ&ccedil;&atilde;o de Refei&ccedil;&otilde;es em Cadeia Quente</u></p>     <p>O conceito de cadeia quente subentende um processo cont&iacute;nuo de cozinhar e servir, em que a cadeia de temperatura n&atilde;o pode ser quebrada, ou seja, as refei&ccedil;&otilde;es devem ser mantidas a temperaturas superiores a 65&ordm;C em todo o processo (10). A produ&ccedil;&atilde;o de refei&ccedil;&otilde;es atrav&eacute;s deste conceito possibilita um servi&ccedil;o simult&acirc;neo em diferentes espa&ccedil;os, mas n&atilde;o um desfasamento no tempo (22).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Cook-serve &ndash; &eacute; o sistema de produ&ccedil;&atilde;o de refei&ccedil;&otilde;es mais antigo e mais comum (10). &Eacute; indicado para situa&ccedil;&otilde;es em que o consumo da refei&ccedil;&atilde;o e dos alimentos &eacute; imediato ou inferior a duas horas ap&oacute;s o t&eacute;rmino da sua confe&ccedil;&atilde;o (23), mas n&atilde;o responde inteiramente a outras necessidades e expectativas, como em situa&ccedil;&otilde;es onde &eacute; necess&aacute;rio conservar as refei&ccedil;&otilde;es por per&iacute;odos mais longos.</p>     <p>Cook-warm-hold &ndash; esta designa&ccedil;&atilde;o significa que, ap&oacute;s a confe&ccedil;&atilde;o, as refei&ccedil;&otilde;es s&atilde;o mantidas a temperatura controlada, at&eacute; ao momento do seu consumo, podendo este ocorrer com a diferen&ccedil;a de algumas horas. Os equipamentos empregues na manuten&ccedil;&atilde;o da refei&ccedil;&atilde;o quente devem ser capazes de a manter acima dos 65&ordm;C, de modo a garantir-se a seguran&ccedil;a alimentar e prevenindo o crescimento microbiano de patog&eacute;nicos (24). A dificuldade na manuten&ccedil;&atilde;o e no controlo da temperatura exigida, o ex&iacute;guo prazo de validade e a dificuldade em manter-se uma boa qualidade sensorial da refei&ccedil;&atilde;o, denotam os constrangimentos deste sistema. Revela ainda, nas situa&ccedil;&otilde;es em que a confe&ccedil;&atilde;o das refei&ccedil;&otilde;es se processa numa cozinha central e o seu consumo se verifica num local distinto (i.e. refei&ccedil;&otilde;es transportadas), ser um m&eacute;todo limitador do raio de a&ccedil;&atilde;o que a cozinha central pode ter, obrigando a que os recursos humanos estejam concentrados em per&iacute;odos muitos espec&iacute;ficos do dia, perdendo-se assim sinergias e economia de escala. Estas limita&ccedil;&otilde;es levaram &agrave; busca de sistemas alternativos (10).</p>     <p><u>Sistemas de Produ&ccedil;&atilde;o de Refei&ccedil;&otilde;es a Frio</u></p>     <p>Os sistemas de produ&ccedil;&atilde;o de refei&ccedil;&otilde;es a frio permitem uma alimenta&ccedil;&atilde;o diferenciada ao n&iacute;vel do espa&ccedil;o e do tempo (25). O cook-chill e o cook-freeze s&atilde;o os dois principais sistemas de produ&ccedil;&atilde;o de refei&ccedil;&otilde;es a frio, havendo uma s&eacute;rie de requisitos que estes sistemas devem cumprir: todas as mat&eacute;rias-primas devem ser de boa qualidade e a confe&ccedil;&atilde;o tem de assegurar a destrui&ccedil;&atilde;o dos microrganismos patog&eacute;nicos presentes. Existem outros princ&iacute;pios que, apesar de serem comuns a todos os processos mencionados neste trabalho, constituem boas pr&aacute;ticas: o arrefecimento p&oacute;s-confe&ccedil;&atilde;o deve ser r&aacute;pido, de modo a controlar o crescimento de microrganismos; a contamina&ccedil;&atilde;o cruzada deve ser evitada em todas as fases de produ&ccedil;&atilde;o; as condi&ccedil;&otilde;es de armazenamento e de distribui&ccedil;&atilde;o das refei&ccedil;&otilde;es e dos alimentos devem assegurar a sua qualidade e seguran&ccedil;a; o reaquecimento deve garantir a seguran&ccedil;a alimentar e os colaboradores devem ter treino espec&iacute;fico nesta &aacute;rea (26).</p>     <p>Para uma execu&ccedil;&atilde;o destes sistemas com sucesso, v&aacute;rios fatores devem ser considerados, designadamente: a exist&ecirc;ncia de infraestruturas adequadas, o projeto e circuitos (lay-out) da unidade de produ&ccedil;&atilde;o central, a necessidade de equipamentos espec&iacute;ficos, a correta refrigera&ccedil;&atilde;o, o posterior reaquecimento das refei&ccedil;&otilde;es e a garantia da qualidade e da seguran&ccedil;a alimentar (26).</p>     <p>As vantagens gerais da sua utiliza&ccedil;&atilde;o: aumentam a flexibilidade na prepara&ccedil;&atilde;o e no servi&ccedil;o de refei&ccedil;&otilde;es (26,27,28); favorecerem uma diminui&ccedil;&atilde;o do stress na produ&ccedil;&atilde;o (19); promovem uma alta produtividade (27); possibilitam uma diminui&ccedil;&atilde;o dos baixos custos laborais (27,28); diminuem o desperd&iacute;cio alimentar (26) e s&atilde;o de utiliza&ccedil;&atilde;o satisfat&oacute;ria para os diferentes tipos de servi&ccedil;o da restaura&ccedil;&atilde;o coletiva ou da restaura&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica ou comercial (26).</p>     <p>As desvantagens associadas &agrave; produ&ccedil;&atilde;o destas refei&ccedil;&otilde;es s&atilde;o: um elevado investimento inicial, em equipamentos e forma&ccedil;&atilde;o das equipas; uma menor variedade das ementas, a necessidade de adapta&ccedil;&atilde;o de algumas receitas originais e o facto de um eventual problema de seguran&ccedil;a alimentar poder afetar um elevado n&uacute;mero de consumidores, provocando desconfian&ccedil;a excessiva neste tipo de prepara&ccedil;&atilde;o de refei&ccedil;&otilde;es (28).</p>     <p>Cook-chill &ndash; numa tradu&ccedil;&atilde;o literal significa &ldquo;cozinhar-arrefecer&rdquo; (19). Existindo uma s&eacute;rie de referenciais para realizar este sistema, segundo o Food Code, da Food and Drug Administration, &eacute; um sistema de produ&ccedil;&atilde;o de refei&ccedil;&otilde;es baseado na confe&ccedil;&atilde;o total dos alimentos seguida de um pr&eacute;-arrefecimento em 2 horas (dos 57&ordm;C at&eacute; aos 21&ordm;C) e de um arrefecimento total (dos 21&ordm;C at&eacute; os 5&ordm;C), em 4 horas (29). A regenera&ccedil;&atilde;o deve ser feita pouco tempo antes da hora de consumo. O consumo da refei&ccedil;&atilde;o tem de ser feito no prazo de cinco dias, incluindo o dia da confe&ccedil;&atilde;o, de modo a assegurar a sua qualidade (19,22,26).</p>     <p>Cook-freeze &ndash; significa &ldquo;cozinhar e congelar&rdquo;. Os alimentos s&atilde;o rapidamente arrefecidos e armazenados a temperaturas abaixo do ponto de congela&ccedil;&atilde;o (-18&ordm;C ou inferior). Devem atingir-se pelo menos os -5&ordm;C em 90 minutos, contados a partir do momento em que o alimento &eacute; colocado no abatedor de temperatura (13,26). Os alimentos que necessitem de ser descongelados antes da sua regenera&ccedil;&atilde;o, devem ser mantidos a 3&ordm;C ou menos, e nunca acima de 10&ordm;C (13,26).</p>     <p>Neste sistema, o tempo de conserva&ccedil;&atilde;o dos alimentos &eacute; superior ao do cook-chill e varia em fun&ccedil;&atilde;o do tipo de alimento, mas geralmente podem ser armazenados at&eacute; oito semanas (26).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Tem-se verificado a melhoria dos equipamentos de manuten&ccedil;&atilde;o da temperatura, possibilitando o seu controlo mais eficaz, sem preju&iacute;zo da seguran&ccedil;a alimentar (19). Nestes sistemas, a utiliza&ccedil;&atilde;o de um abatedor de temperatura capaz de reduzir a temperatura para valores adequados e no tempo pr&eacute;-definido, &eacute; essencial (26), sendo tanto melhor quanto menor o tempo de arrefecimento dos alimentos para intervalos de temperatura de seguran&ccedil;a (30).</p>     <p>As c&acirc;maras de refrigera&ccedil;&atilde;o, utilizadas para armazenamento das refei&ccedil;&otilde;es produzidas por Cook-chill e para a descongela&ccedil;&atilde;o das refei&ccedil;&otilde;es produzidas pelo Cook-freeze, devem ser especialmente concebidas para o efeito, mantendo temperaturas entre os 0 e os 3&ordm;C. As c&acirc;maras devem ser usadas unicamente para as refei&ccedil;&otilde;es que sofreram os processos mencionados (26).</p>     <p>Em alguns alimentos, como pe&ccedil;as de carnes e aves dom&eacute;sticas, pode n&atilde;o ser exequ&iacute;vel a redu&ccedil;&atilde;o da temperatura no tempo correspondente, devendo ser utilizados outros m&eacute;todos de arrefecimento, como: utiliza&ccedil;&atilde;o de recircula&ccedil;&atilde;o de ar limpo, a alta velocidade e a baixas temperaturas, em aparelhos mec&acirc;nicos; utiliza&ccedil;&atilde;o de sistemas criog&eacute;nicos, que utilizam g&aacute;s n&atilde;o-oxidante a baixas temperaturas e a imers&atilde;o de produtos embalados num l&iacute;quido refrigerador (26).</p>     <p><u>Outros M&eacute;todos de Produ&ccedil;&atilde;o de Refei&ccedil;&otilde;es</u></p>     <p>Sistema steamplicity - um dos maiores desenvolvimentos dos &uacute;ltimos anos foi a introdu&ccedil;&atilde;o da tecnologia steamplicity, em 2009, pela Compass Group Canada (31). Neste sistema, os alimentos s&atilde;o primeiramente embalados num recipiente espec&iacute;fico, seguindo-se a refrigera&ccedil;&atilde;o a temperaturas inferiores a 5&deg;C (32). Na etapa seguinte, &eacute; efetuada a sua distribui&ccedil;&atilde;o para a URT (unidade de refei&ccedil;&otilde;es transportadas) onde permanecem refrigerados, com uma data de validade de quatro dias, contados a partir do dia da confe&ccedil;&atilde;o. As refei&ccedil;&otilde;es, mantidas na sua embalagem original, s&atilde;o ent&atilde;o confecionadas individualmente num forno pr&oacute;prio que utiliza a energia do tipo micro-ondas, a temperaturas superiores a 75&deg;C. A embalagem em que a refei&ccedil;&atilde;o &eacute; confecionada cont&eacute;m uma v&aacute;lvula patenteada de liberta&ccedil;&atilde;o de vapor, semelhante a uma mini panela de press&atilde;o, que regula a temperatura durante todo o processo de cozimento (32).</p>     <p>O benef&iacute;cio do steamplicity &eacute; que os alimentos assim pr&eacute;-preparados s&atilde;o selados, armazenados e depois reaquecidos individualmente pouco antes do consumo, reduzindo assim o potencial para a degrada&ccedil;&atilde;o dos nutrientes e possibilitando uma textura e temperatura adequadas (33). Outro aspeto positivo, &eacute; que a facilidade e rapidez de confe&ccedil;&atilde;o permitem uma escolha individualizada da refei&ccedil;&atilde;o (33). Existem, contudo, algumas limita&ccedil;&otilde;es, pois o steamplicity n&atilde;o permite a confe&ccedil;&atilde;o de fritos ou de pratos com base num produto de pastelaria. Por outro lado, as refei&ccedil;&otilde;es completas tornam-se inflex&iacute;veis, pois n&atilde;o &eacute; poss&iacute;vel modificar, por exemplo, o acompanhamento ou a quantidade (34).</p>     <p>Sous Vide &ndash; &eacute; equiparado a um sistema de produ&ccedil;&atilde;o de refei&ccedil;&otilde;es, mas sendo interrompido ou incompleto, pois n&atilde;o pressup&otilde;e as fases de distribui&ccedil;&atilde;o e de servi&ccedil;o de refei&ccedil;&otilde;es (35).</p>     <p>Neste m&eacute;todo, os alimentos crus minimamente processados ou pr&eacute;-cozinhados, s&atilde;o selados em v&aacute;cuo num recipiente de pl&aacute;stico laminado (4,36). Posteriormente ocorre a confe&ccedil;&atilde;o a temperatura controlada, seguida de um r&aacute;pido arrefecimento, entre 0 &ordm;C e 3 &ordm;C, temperatura que deve ser atingida em 90 minutos (12), e posterior reaquecimento, depois dos alimentos estarem armazenados em frio por um determinado per&iacute;odo de tempo (4,36). O prazo de validade dos alimentos que foram produzidos por esta t&eacute;cnica n&atilde;o deve ultrapassar os 8 dias (36). A conveni&ecirc;ncia, a qualidade, a imagem e a variedade das refei&ccedil;&otilde;es preparadas por este sistema fez aumentar rapidamente a sua popularidade (4,35).</p>     <p>Pasteuriza&ccedil;&atilde;o &ndash; h&aacute; mais de 100 anos, foi introduzida como m&eacute;todo de conserva&ccedil;&atilde;o do leite, tendo sido objeto de v&aacute;rios desenvolvimentos ao longo dos tempos (35). Atualmente &eacute; tamb&eacute;m usada como m&eacute;todo de conserva&ccedil;&atilde;o de refei&ccedil;&otilde;es e de alimentos, por meio da aplica&ccedil;&atilde;o do calor. &Eacute; um tratamento t&eacute;rmico suave, em que os alimentos s&atilde;o aquecidos a temperaturas abaixo dos 100 &ordm;C. O seu principal objetivo &eacute; a inativa&ccedil;&atilde;o de microrganismos patog&eacute;nicos e, como consequ&ecirc;ncia, aumentar o tempo de vida do alimento (35).</p>     <p>A combina&ccedil;&atilde;o da pasteuriza&ccedil;&atilde;o com outros tratamentos t&eacute;rmicos &eacute; muito frequente na produ&ccedil;&atilde;o de refei&ccedil;&otilde;es, pois muitos microrganismos s&atilde;o ainda capazes de se desenvolverem ap&oacute;s a sua aplica&ccedil;&atilde;o, o que levaria a tempos de conserva&ccedil;&atilde;o relativamente curtos (35,37,38).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Hot-fill &ndash; &eacute; um sistema de conserva&ccedil;&atilde;o com efic&aacute;cia reconhecida no aumento do tempo de vida dos produtos &aacute;cidos (pH &lt;4.6), atrav&eacute;s de um embalamento e/ou engarrafamento a quente, sendo utilizado em bebidas, como n&eacute;ctares ou sumos de fruta, e em alimentos pr&eacute;-embalados (39,40).</p>     <p>Os produtos, quentes (entre 90 e 95 &ordm;C) s&atilde;o introduzidos na sua embalagem final, sendo esta selada enquanto quente. Os produtos devem ser mantidos entre 2 e 3 minutos na embalagem e s&oacute; depois arrefecidos. O enchimento deve ser feito entre 82 e 85 &ordm;C (39). Este m&eacute;todo cria um ambiente anaer&oacute;bio, que impede o crescimento dos microrganismos aer&oacute;bios. &Eacute; um m&eacute;todo efetivo na redu&ccedil;&atilde;o da oxida&ccedil;&atilde;o do produto (39,40).</p>     <p>Tecnologia de barreiras (Hurdle technology) &ndash; sabe-se que a utiliza&ccedil;&atilde;o de tratamentos combinados tem efeitos antimicrobianos sin&eacute;rgicos, enquanto o seu impacto na diminui&ccedil;&atilde;o da qualidade sensorial e nutritiva das refei&ccedil;&otilde;es s&atilde;o m&iacute;nimos (41). A tecnologia de barreiras resulta da combina&ccedil;&atilde;o de uma s&eacute;rie de barreiras no alimento, de potencial sin&eacute;rgico, para diminuir o seu risco de contamina&ccedil;&atilde;o que individualmente n&atilde;o seriam adequadas para esse controlo. As barreiras mais comummente usadas na conserva&ccedil;&atilde;o dos alimentos s&atilde;o: a temperatura, o pH, o potencial redox, os conservantes, a atividade da &aacute;gua, os microrganismos competitivos, entre outras (42).</p>     <p>De uma forma sum&aacute;ria, os fatores de prote&ccedil;&atilde;o acima referidos, s&atilde;o chamados de &ldquo;barreiras&rdquo; e a sua intera&ccedil;&atilde;o de &ldquo;efeito barreira&rdquo;, sendo que a sua aplica&ccedil;&atilde;o requer um conhecimento aprofundado dos mecanismos utilizados. As barreiras dos alimentos devem ser aproveitadas em conjunto, e n&atilde;o individualmente, de forma a potenciar o seu efeito barreira (43).</p>     <p>Com a evid&ecirc;ncia dos seus benef&iacute;cios (41,43), no futuro deve-se otimizar a utiliza&ccedil;&atilde;o destas t&eacute;cnicas no setor alimentar, suportada por desenvolvimentos tecnol&oacute;gicos, de forma a garantir e melhorar o processo de seguran&ccedil;a alimentar. Antioxidantes naturais e t&eacute;cnicas de formula&ccedil;&atilde;o de receitas podem ser incorporados nas refei&ccedil;&otilde;es de forma a dot&aacute;-las de barreiras &agrave; degrada&ccedil;&atilde;o, aumentando os seus fatores de prote&ccedil;&atilde;o e, por conseguinte, o seu n&iacute;vel de seguran&ccedil;a com menor impacto na qualidade final do alimento/refei&ccedil;&atilde;o.</p>     <p><u>Outras &Aacute;reas do Desenvolvimento Tecnol&oacute;gico</u></p>     <p><u>T&eacute;cnicas de Embalamento</u></p>     <p>O desenvolvimento tecnol&oacute;gico levou a que setor alimentar procurasse formas de prolongar o tempo de vida dos alimentos (44). Para isso foram criados novos m&eacute;todos de embalamento para os alimentos, que o setor da restaura&ccedil;&atilde;o coletiva passou a utilizar. As atmosferas das embalagens dos alimentos foram alteradas ou foram adicionados produtos qu&iacute;micos (44).</p>     <p>Um exemplo de uma t&eacute;cnica de embalamento &eacute; o denominado embalamento com atmosfera modificada. &Eacute; uma t&eacute;cnica onde o ar presente na embalagem &eacute; substitu&iacute;do por uma mistura de gases, sendo a embalagem selada de imediato (44,45). A composi&ccedil;&atilde;o gasosa normalmente cont&eacute;m azoto, oxig&eacute;nio e di&oacute;xido de carbono, e varia conforme o produto (56).</p>     <p>Outra t&eacute;cnica bastante utilizada &eacute; o embalamento a v&aacute;cuo. Este &eacute; um procedimento simples e de custos reduzidos, em que se retira o ar da embalagem final. A quantidade reduzida de oxig&eacute;nio presente na embalagem impede o crescimento microbiano (44). No entanto, a percentagem de oxig&eacute;nio e di&oacute;xido de carbono na embalagem devem ser rigorosamente controlados de forma a impedir os riscos associados &agrave; anaerobiose. A anaerobiose pode provocar o desenvolvimento de sabores e odores estranhos e o crescimento de microrganismos patog&eacute;nicos anaer&oacute;bios, como o Clostridium Botulinum, pondo em risco a sa&uacute;de p&uacute;blica (45).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><u>Rastreabilidade</u></p>     <p>Desde 2005 que todas as empresas do setor alimentar s&atilde;o obrigadas a implementar um m&eacute;todo que garanta a rastreabilidade dos g&eacute;neros aliment&iacute;cios, segundo o clausulado do Regulamento (CE) N&ordm; 178/2002. Uma das inova&ccedil;&otilde;es recentes &eacute; a rastreabilidade eletr&oacute;nica, que come&ccedil;a a ser utilizada a n&iacute;vel industrial e em todo o setor alimentar, incluindo a restaura&ccedil;&atilde;o coletiva (46).</p>     <p>A tecnologia de agrega&ccedil;&atilde;o de dados utiliza c&oacute;digos de barras, etiquetas de identifica&ccedil;&atilde;o por radiofrequ&ecirc;ncia (RFID), ou outras como fitas magn&eacute;ticas, para automatizar a entrada de dados, eliminando assim a inefici&ecirc;ncia e os erros produzidos (46). A identifica&ccedil;&atilde;o por RFID e os c&oacute;digos de barras diferem em algumas caracter&iacute;sticas: a tecnologia RFID tem uma faixa de leitura mais longa, podem ser lidos a mais de 100m de dist&acirc;ncia; os leitores de RFID podem ler as etiquetas de modo mais r&aacute;pido e t&ecirc;m tamb&eacute;m capacidade de mem&oacute;ria; os c&oacute;digos de barras s&atilde;o lidos individualmente e n&atilde;o t&ecirc;m capacidade de mem&oacute;ria de dados. Os sistemas baseados em c&oacute;digos de barras apresentam a vantagem de possu&iacute;rem um pre&ccedil;o mais baixo em compara&ccedil;&atilde;o com o sistema RFID, e de serem pr&aacute;ticos para quantidades reduzidas de carga rececionada (30,47), e, por isso, mais facilmente utilizadas em restaura&ccedil;&atilde;o coletiva.</p>     <p><u>Sistemas de Gest&atilde;o Inform&aacute;ticos</u></p>     <p>A partir de 2000, os avan&ccedil;os na biotecnologia e na tecnologia inform&aacute;tica revolucionaram o neg&oacute;cio do setor alimentar (9), originando igualmente um manifesto desenvolvimento ao n&iacute;vel dos sistemas inform&aacute;ticos (aplica&ccedil;&otilde;es das tecnologias da informa&ccedil;&atilde;o) das empresas de restaura&ccedil;&atilde;o coletiva. O setor passou a utilizar solu&ccedil;&otilde;es &ldquo;on-line&rdquo;, que possibilitam opera&ccedil;&otilde;es integradas e transversais a toda a organiza&ccedil;&atilde;o, englobando desde a &aacute;rea contabil&iacute;stica e financeira at&eacute; &agrave; gest&atilde;o por processos, designadamente das compras, dos recursos humanos, da qualidade e de toda a atividade operacional. Uma infinidade de avan&ccedil;os tecnol&oacute;gicos e de aplica&ccedil;&otilde;es inform&aacute;ticas e log&iacute;sticas podem apoiar o setor alimentar, tanto a n&iacute;vel operacional como da gest&atilde;o dos seus diferentes processos (48).</p>     <p>A Implementa&ccedil;&atilde;o estrat&eacute;gica de tecnologias da informa&ccedil;&atilde;o para o servi&ccedil;o de alimenta&ccedil;&atilde;o contribui para apoiar a gest&atilde;o financeira, atrav&eacute;s da qualidade, din&acirc;mica e do controlo or&ccedil;amental (9).</p>     <p>As ferramentas criadas visam apoiar algumas atividades, como a realiza&ccedil;&atilde;o de um invent&aacute;rio cont&iacute;nuo, a gest&atilde;o das compras e de stocks (9), a redu&ccedil;&atilde;o do desperd&iacute;cio de alimentos e uma consider&aacute;vel redu&ccedil;&atilde;o de custos. Todas as informa&ccedil;&otilde;es obtidas atrav&eacute;s destas ferramentas devem ser reconstru&iacute;das como parte integrante da gest&atilde;o da informa&ccedil;&atilde;o, pois levam a tomadas de decis&otilde;es pr&oacute;-ativas e sustentadas sobre o servi&ccedil;o de alimenta&ccedil;&atilde;o (49).</p>     <p>A informa&ccedil;&atilde;o fornecida por estes sistemas deve ser integrada na metodologia de seguran&ccedil;a alimentar, e por consequ&ecirc;ncia nos registos de Hazard Analysis and Critical Point (HACCP).</p>     <p>Os registos devem acompanhar a evolu&ccedil;&atilde;o dos sistemas inform&aacute;ticos. Quanto mais dados e mais fi&aacute;veis, maior a garantia da seguran&ccedil;a alimentar.</p>     <p><u>Equipamentos</u></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>T&ecirc;m sido aplicadas novas tecnologias na produ&ccedil;&atilde;o de equipamentos (9), acompanhando a inova&ccedil;&atilde;o na produ&ccedil;&atilde;o de refei&ccedil;&otilde;es, possibilitando a produ&ccedil;&atilde;o em massa, melhorando as condi&ccedil;&otilde;es de trabalho e as condi&ccedil;&otilde;es organizativas e de higiene (50).</p>     <p>As inova&ccedil;&otilde;es tecnol&oacute;gicas no que respeita aos equipamentos s&atilde;o normalmente desenvolvidas para potenciar os sistemas de servi&ccedil;os de produ&ccedil;&atilde;o de refei&ccedil;&otilde;es utilizados. Referem-se principalmente &agrave;s quest&otilde;es de transmiss&atilde;o de calor, atrav&eacute;s de aparelhos de coc&ccedil;&atilde;o e arrefecimento de alimentos. As capacidades de programa&ccedil;&atilde;o, que aumentam a seguran&ccedil;a do processo atrav&eacute;s de uma grande precis&atilde;o dos tempos e temperaturas envolvidos, t&ecirc;m sido desenvolvidas (10).</p>     <p>As principais modifica&ccedil;&otilde;es ao n&iacute;vel dos equipamentos realizaram-se atrav&eacute;s de utiliza&ccedil;&atilde;o de: vapor de &aacute;gua com ou sem press&atilde;o; ar quente sob press&atilde;o, vapor de &aacute;gua para a coc&ccedil;&atilde;o mista, combina&ccedil;&atilde;o dos fornos de convec&ccedil;&atilde;o com fornos a vapor, eletricidade em alta frequ&ecirc;ncia para a placa de indu&ccedil;&atilde;o; ondas eletromagn&eacute;tica sem micro-ondas; c&eacute;lulas de arrefecimento, criog&eacute;nicas (utilizada para grandes volumes) ou mec&acirc;nicas (pequenos volumes de produ&ccedil;&atilde;o) (10).</p>     <p>Ao n&iacute;vel do transporte de refei&ccedil;&otilde;es, desde a UCL (Unidade de confe&ccedil;&atilde;o local) at&eacute; ao ponto de consumo, estrat&eacute;gias de manuten&ccedil;&atilde;o da temperatura &oacute;tima dos alimentos t&ecirc;m sido desenvolvidas, obtidas atrav&eacute;s da utiliza&ccedil;&atilde;o de carros estufa, isolados de forma a manter a temperatura dos alimentos durante o transporte para o ponto de servi&ccedil;o, onde os seus elementos de aquecimento interno podem ser ligados a uma fonte de eletricidade; carros de regenera&ccedil;&atilde;o, possuem um sistema de aquecimento muito mais poderoso e s&atilde;o concebidos para aceitar alimentos refrigerados ou congelados; malas t&eacute;rmicas, caixas de transporte isoladoras que podem variar largamente na sua capacidade, podendo mesmo incorporarem uma fonte de aquecimento ou de refrigera&ccedil;&atilde;o (51).</p>     <p><u>Ambiente Arquitet&oacute;nico no Refeit&oacute;rio</u></p>     <p>Quando se considera o refeit&oacute;rio, a parte est&eacute;tica deve ser tida em conta como ferramenta de comunica&ccedil;&atilde;o. A implementa&ccedil;&atilde;o de novas cores ou novas formas de decora&ccedil;&atilde;o tornam-se cada vez mais importantes na satisfa&ccedil;&atilde;o das espectativas dos clientes, j&aacute; que a experi&ecirc;ncia da refei&ccedil;&atilde;o n&atilde;o deriva apenas do consumo adequado de nutrientes, mas tamb&eacute;m da satisfa&ccedil;&atilde;o social e da integra&ccedil;&atilde;o pessoal na comunidade (50,52) e deve ser capaz de aumentar as expectativas, emo&ccedil;&otilde;es e repostas pessoais favor&aacute;veis em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; refei&ccedil;&atilde;o, e de, por fim, aumentar o valor da refei&ccedil;&atilde;o (52).</p>     <p>Novas abordagens para layouts dos refeit&oacute;rios representam outra poss&iacute;vel &aacute;rea de inova&ccedil;&atilde;o, num servi&ccedil;o de alimenta&ccedil;&atilde;o. As &aacute;reas internas do servi&ccedil;o e do refeit&oacute;rio est&atilde;o a tornar-se cada vez mais &iacute;ntimas, atraentes e intercambi&aacute;veis (5,52). A restaura&ccedil;&atilde;o coletiva pode aplicar as t&eacute;cnicas de merchandising e de marketing oriundas da restaura&ccedil;&atilde;o comercial, com resultados positivos no que respeita &agrave; qualidade do servi&ccedil;o prestado e &agrave; satisfa&ccedil;&atilde;o das expetativas do cliente.</p>     <p><b>AN&Aacute;LISE CR&Iacute;TICA</b></p>     <p>As novas tecnologias, em todo o setor alimentar e na restaura&ccedil;&atilde;o coletiva, apresentam-se como grandes fatores de desenvolvimento e as vantagens s&atilde;o in&uacute;meras (5,9,53). Existem uma infinidade de avan&ccedil;os tecnol&oacute;gicos e de aplica&ccedil;&otilde;es que podem apoiar o setor alimentar, tanto a n&iacute;vel operacional como da sua gest&atilde;o corporativa.</p>     <p>O setor alimentar, e no caso espec&iacute;fico da restaura&ccedil;&atilde;o coletiva, depende em grande parte das inova&ccedil;&otilde;es que as empresas especializadas cont&iacute;guas desenvolvem (54). Este setor de atividade est&aacute; relativamente retardado a n&iacute;vel tecnol&oacute;gico, em compara&ccedil;&atilde;o com outros. A raz&atilde;o para o seu atraso pode estar relacionada com o facto de n&atilde;o existir um desenvolvimento individual acentuado (10), o que &eacute; favorecido pela aus&ecirc;ncia de departamentos de pesquisa e de desenvolvimento pr&oacute;prios (5), mas igualmente pela marcada depend&ecirc;ncia das incertezas do mercado. Contudo, as empresas de restaura&ccedil;&atilde;o coletiva podem ser promotoras de avan&ccedil;os expressivos, n&atilde;o permanecendo unicamente como recetoras dos desenvolvimentos gerais que ocorrem dentro do setor alimentar. Apesar de pertencer ao setor alimentar, a restaura&ccedil;&atilde;o coletiva tem necessidades tecnol&oacute;gicas e operacionais pr&oacute;prias, que devem ser desenvolvidas internamente, atrav&eacute;s de uma forte aposta no investimento, que deve ser capitalizado em aquisi&ccedil;&atilde;o de tecnologia avan&ccedil;ada, na forma&ccedil;&atilde;o dos colaboradores e na investiga&ccedil;&atilde;o.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Para que o investimento se transforme em proveitos futuros, &eacute; necess&aacute;ria uma boa interliga&ccedil;&atilde;o entre todos os departamentos das empresas de restaura&ccedil;&atilde;o coletiva, mormente a cria&ccedil;&atilde;o de rotinas transversais ao departamento operacional, da qualidade e de compras para que possam, com base em pareceres t&eacute;cnico-cient&iacute;ficos fundamentados, decidir sobre a compra ou o desenvolvimento de qualquer inova&ccedil;&atilde;o, proveitosa para o servi&ccedil;o (9). O desenvolvimento cient&iacute;fico e tecnol&oacute;gico favoreceu o crescimento da restaura&ccedil;&atilde;o coletiva, no entanto, muito h&aacute; a fazer, principalmente em Portugal, no campo da investiga&ccedil;&atilde;o e do desenvolvimento.</p>     <p><b>AGRADECIMENTOS</b></p>     <p>Os autores manifestam uma nota final de agradecimento ao Eng.&ordm; Daniel Azevedo, pela sua contribui&ccedil;&atilde;o na revis&atilde;o deste artigo.</p> </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b >REFER&#202;NCIAS BIBLIOGR&#193;FICAS</b>     <p>1.Silva, Jos&eacute; Carlos Teixeira. Tecnologia: Conceitos e Dimens&otilde;es [internet]. 2002 [acedido em 15/5/2015]. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.abepro.org.br/biblioteca/ENEGEP2002_TR80_0357.pdf" target="_blank">http://www.abepro.org.br/biblioteca/ENEGEP2002_TR80_0357.pdf</a>.</p>     <li>2. Wilson, Bee. A hist&oacute;ria da inven&ccedil;&atilde;o na Cozinha. C&iacute;rculo de Leitores; 2012.</li>     <li>Dicion&aacute;rio Priberam da L&iacute;ngua Portuguesa. Significado de tecnologia [internet]. 2014 [acedido em 25-6-14].Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.priberam.pt/dlpo/tecnologia" target="_blank">http://www.priberam.pt/dlpo/tecnologia</a>.</li>     <li>Marques, Helena &Aacute;vila. Sector alimentar e a caracteriza&ccedil;&atilde;o do consumo alimentar fora de casa: Portugal 1990-2000. Porto. Tese [Mestrado em Alimenta&ccedil;&atilde;o Colectiva] - Faculdade de Ci&ecirc;ncias da Nutri&ccedil;&atilde;o e Alimenta&ccedil;&atilde;o; 2009.</li>     <li>Rodgers, S. Innovation in food service technology and its strategic role. Hospitality Management. 2007; 26: 899-912.</li>     ]]></body>
<body><![CDATA[<li>Costa, A.I.A. Collaborative product innovation in the food service industry. Do too many cooks really spoil the broth [internet]? 2013 [acedido em 19-4-14]. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://icm.clsbe.lisboa.ucp.pt/docentes/url/anacosta/livro/Costa2013.pdf" target="_blank">http://icm.clsbe.lisboa.ucp.pt/docentes/url/anacosta/livro/Costa2013.pdf</a>.</li>     <li>Rousseau JA. Manual de Distribui&ccedil;&atilde;o. 2 ed. Princ&iacute;pia Editora; 2008.</li>     <li>The European Union Eurostat. Services in Europe: one European out of two works in market services: a statistical overview of all market and non-market services. The European Union: Eurostat [internet]. [acedido em 11-7-14]. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://training.itcilo.it/actrav_cdrom1/english/global/emp/eu_marke.htm" target="_blank">http://training.itcilo.it/actrav_cdrom1/english/global/emp/eu_marke.htm</a>.</li>     <li>Pantelidis, I.S. High tech foodservice: an overview of technological advancements [internet]. Eastbourne, UK. 2009 [acedido em 11-6-14]. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://c.ymcdn.com/sites/www.fcsi.org/resource/resmgr/americas/is_pantelidis_-_high_tech_fo.pdf" target="_blank">http://c.ymcdn.com/sites/www.fcsi.org/resource/resmgr/americas/is_pantelidis_-_high_tech_fo.pdf</a>.</li>     <li>Proen&ccedil;a, Rossana. Inova&ccedil;&atilde;o Tecnol&oacute;gica na produ&ccedil;&atilde;o de alimenta&ccedil;&atilde;o colectiva. Florian&oacute;polis: Editora Insular; 1997.</li>     <li>Juriaanse, A.C. Challenges ahead for Food Science. International Journal of Dairy Technology. 2006; 59: 55-57.</li>     <li>FERCO, ECF-IUF. Agreement on Vocational Training in the European Contract Catering Sector [internet]. 1999 [acedido em 22-4-14]. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www2.cedefop.europa.eu/etv/Upload/Projects_Networks/SocialP/cross_sector/sp_horeca_1999.pdf" target="_blank">http://www2.cedefop.europa.eu/etv/Upload/Projects_Networks/SocialP/cross_sector/sp_horeca_1999.pdf</a>.</li>     <li>Matthews, M. Eileen. Foodservice in Health Care Facilities: The special environment facing managers. Food Technology. 1982; 36 (7).</li>     <li>Proen&ccedil;a, Rossana. Alimenta&ccedil;&atilde;o e globaliza&ccedil;&atilde;o: algumas reflex&otilde;es. Ci&ecirc;ncia e Cultura [internet]. 2010 [acedido em 15-06-14]; 62(4). Dispon&iacute;vel em: <a href="http://cienciaecultura.bvs.br/scielo.php?pid=S0009-67252010000400014&amp;script=sci_arttext" target="_blank">http://cienciaecultura.bvs.br/scielo.php?pid=S0009-67252010000400014&amp;script=sci_arttext</a>.</li>     <li>Ferreira, F.A. Gon&ccedil;alves. Nutri&ccedil;&atilde;o Humana. Lisboa: Funda&ccedil;&atilde;o Calouste Gulbenkian. Cap&iacute;tulo XXXII, Alimenta&ccedil;&atilde;o Colectiva; 1983.</li>     ]]></body>
<body><![CDATA[<li>European Federation of Contract Catering Organization. Healthy Eating for a Better Life: Contract Catering Fights Against Obesity. [internet]. [acedido em 18-06-14]. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.foodserviceeurope.org/gallery/106/Brochure%20Healthy%20Eating%20for%20a%20Better%20Life%20-%20Contract%20Catering%20Fights%20against%20Obesity.pdf" target="_blank">http://www.foodserviceeurope.org/gallery/106/Brochure%20Healthy%20Eating%20for%20a%20Better%20Life%20-%20Contract%20Catering%20Fights%20against%20Obesity.pdf</a>.</li>     <li>Food Service Europe. European Industry Overview [internet]. [acedido em 18-6-14]. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.foodserviceeurope.org/en/european-industry-overview" target="_blank">http://www.foodserviceeurope.org/en/european-industry-overview</a></p>.</li>     <li>Agriculture and Agri-Food Canada. France: A Modern Foodservice [internet]. Fevereiro, 2011 [acedido em 20-6-14]. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www5.agr.gc.ca/resources/prod/Internet-Internet/MISB-DGSIM/ATS-SEA/PDF/5721-eng.pdf" target="_blank">http://www5.agr.gc.ca/resources/prod/Internet-Internet/MISB-DGSIM/ATS-SEA/PDF/5721-eng.pdf</a>.</li>     <li>Azevedo, Daniel. Sistema de Cook-Chill: Produ&ccedil;&atilde;o de refei&ccedil;&otilde;es em Sistema diferido. Seguran&ccedil;a e Qualidade Alimentar [internet]. Maio 2008 [acedido em 24/5/14]; Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.infoqualidade.net/SEQUALI/PDF-SEQUALI-04/n4-sequali-36.pdf" target="_blank">http://www.infoqualidade.net/SEQUALI/PDF-SEQUALI-04/n4-sequali-36.pdf</a>.</li>     <li>Breda, Jo&atilde;o. Fundamentos de Higiene Alimentar e Nutri&ccedil;&atilde;o. Lisboa: Instituto Nacional de Forma&ccedil;&atilde;o Tur&iacute;stica; 1998.</li>     <li>Arora, R.K. Foodservice and Catering Management. New Delhi: Publishing Corporation; 2007 [acedido em 18-6-14]. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://books.google.com/books?id=kFsDXPfNZXQC&amp;pg=PA315&amp;dq=cookchilling&amp;hl=pt-PT&amp;ei=9NuFTofFHIek8QO6h4lU&amp;sa=X&amp;oi=book_result&amp;ct=result&amp;resnum=10&amp;ved=0CGAQ6AEwCQ#v=onepage&amp;q&amp;f=false" target="_blank">http://books.google.com/books?id=kFsDXPfNZXQC&amp;pg=PA315&amp;dq=cookchilling&amp;hl=pt-PT&amp;ei=9NuFTofFHIek8QO6h4lU&amp;sa=X&amp;oi=book_result&amp;ct=result&amp;resnum=10&amp;ved=0CGAQ6AEwCQ#v=onepage&amp;q&amp;f=false</a>.</li>     <li>Rodgers, S. Potential applications of protective cultures in cook-chill catering. Food Control. 2003; 14: 35-42.</li>     <li>Codex Alimentarius Commission. Code of hygienic practice for refrigerated packaged foods with extended shelf life.1999.</li>     <li>Marzano, Maria Ada. Food Safety in Conventional and Innovative Catering Systems. Mil&atilde;o. Tese (Doutoramento em Sa&uacute;de animal e Seguran&ccedil;a alimentar) - Universit&agrave; degli Studi di Milano; 2010.</li>     <li>Proen&ccedil;a, Rossana. Novas tecnologias para a produ&ccedil;&atilde;o de refei&ccedil;&otilde;es coletivas: recomenda&ccedil;&otilde;es de introdu&ccedil;&atilde;o para a realidade brasileira. Rev. Nutr. 1999;12(1):43-53.</li>     ]]></body>
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<body><![CDATA[<li>Barcoding Incorporated. Food Traceability Solutions: Adopting traceability standards to increase revenues and market share [internet]. 2009 [acedido em 16-7-15]. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.barcoding.com/pDF/slicks/Barcoding-SS-Food-Traceability-Zebra.pdf" target="_blank">http://www.barcoding.com/pDF/slicks/Barcoding-SS-Food-Traceability-Zebra.pdf</a>.</li>     <li>Qian, Jian-Ping [et al]. A traceability system incorporating 2D barcode and RFID technology for wheat flour mills. Computers and Electronics in Agriculture. 2012; 89: 76-85.</li>     <li>Day, Mike. The changing landscape of technology in contract catering. EP Business in Hospitality Magazine [internet]. 23 de Mar&ccedil;o de 2014 [acedido em 22-6-14]. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.epmagazine.co.uk/entrepreneurs-forum-events/the-changing-landscape-of-technology-in-contract-catering" target="_blank">http://www.epmagazine.co.uk/entrepreneurs-forum-events/the-changing-landscape-of-technology-in-contract-catering</a>.</li>     <li>Vision Software. Food Service Management Software [internet]. [acedido em 13-6-14]. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.vstech.com/hospital-food-service/food-service-management.php" target="_blank">http://www.vstech.com/hospital-food-service/food-service-management.php</a>.</li>     <li>National Food Service Management Institute, University of Mississippi. Equipment Purchasing and Facility Design for School Nutrition Programs.</li>     <li>Thermo Future Box. Transportation and Insulation [internet]. [acedido em 20-6-14]. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://thermo-future-box.com/en/index.html" target="_blank">http://thermo-future-box.com/en/index.html</a>.</li>     <li>Nyberg, Maria. Meals at work: an integrating social and architectural aspects. International Journal of Workplace Health Management. 2010; 3(3): 222-232.</li>     <li>Hamid, Munirah [et al]. The Application of Technology Devices in Commissary Catering Kitchen Establishments. World Applied Sciences Journal. 2011; 12: 32-38.</li>     <li>SINFIC. Software de Gest&atilde;o Hoteleira [internet]. 2006 [acedido em 13-6-14]. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.sinfic.pt/SinficWeb/displayconteudo.do2?numero=24377" target="_blank">http://www.sinfic.pt/SinficWeb/displayconteudo.do2?numero=24377</a>.</li>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>  <b ><a href="#topc0">Endere&#231;o para correspond&#234;ncia</a><a name="c0"></a></b> <br/>Nuno Pereira     <p>Rua Dr. Ant&oacute;nio Manuel Cerqueira Magro, Ed. Voltaire II, 3.&ordm; direito frente,</p>     <p>4615-594 Lixa, Portugal</p> <a href="mailto:setnuno@gmail.com">setnuno@gmail.com</a></p> </p>      <p>Recebido a 5 de maio de 2015</p>     <p>Aceite a 30 de setembro de 2015</p>      ]]></body><back>
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