<?xml version="1.0" encoding="ISO-8859-1"?><article xmlns:mml="http://www.w3.org/1998/Math/MathML" xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xmlns:xsi="http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance">
<front>
<journal-meta>
<journal-id>2183-5985</journal-id>
<journal-title><![CDATA[Acta Portuguesa de Nutrição]]></journal-title>
<abbrev-journal-title><![CDATA[Acta Port Nutr]]></abbrev-journal-title>
<issn>2183-5985</issn>
<publisher>
<publisher-name><![CDATA[Associação Portuguesa de Nutrição]]></publisher-name>
</publisher>
</journal-meta>
<article-meta>
<article-id>S2183-59852015000300004</article-id>
<title-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Os Desafios da Restauração Coletiva e o Nutricionista Como Impulsionador do Seu Desenvolvimento]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[The Challenges of Contract Catering and the Nutritionist as a Drive of Its Development]]></article-title>
</title-group>
<contrib-group>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Pinto]]></surname>
<given-names><![CDATA[Ana Helena]]></given-names>
</name>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Ávila]]></surname>
<given-names><![CDATA[Helena]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
</contrib>
</contrib-group>
<aff id="A01">
<institution><![CDATA[,Uniself  ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[Senhora da Hora ]]></addr-line>
<country>Portugal</country>
</aff>
<pub-date pub-type="pub">
<day>00</day>
<month>09</month>
<year>2015</year>
</pub-date>
<pub-date pub-type="epub">
<day>00</day>
<month>09</month>
<year>2015</year>
</pub-date>
<numero>2</numero>
<fpage>22</fpage>
<lpage>32</lpage>
<copyright-statement/>
<copyright-year/>
<self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S2183-59852015000300004&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S2183-59852015000300004&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S2183-59852015000300004&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><abstract abstract-type="short" xml:lang="pt"><p><![CDATA[Introdução: A restauração coletiva é um setor de atividade que enfrenta atualmente uma miríade de desafios complexos. A atual situação económica, as múltiplas modificações do sistema alimentar e a necessidade urgente da sua sustentabilidade, estão entre os fatores que têm influenciado e sido influenciados pela restauração coletiva. Objetivos: O presente trabalho, partindo de uma visão global e sistémica, pretende elencar e caracterizar os desafios específicos da restauração coletiva, como parte integrante do complexo processo da alimentação humana. Inclui uma reflexão e a procura de respostas para o futuro deste setor e estuda a função do Nutricionista e do seu perfil como um recurso chave. Metodologia: A pesquisa bibliográfica foi realizada em bases de dados e bancos de depósito de artigos e teses, nacionais e internacionais: Pubmed, Scopus, Repositório de Acesso Aberto de Portugal, Revista da Sociedade Portuguesa de Ciências da Nutrição e Alimentação, Catálogo da Biblioteca da Faculdade de Ciências da Nutrição e Alimentação da Universidade do Porto, com as seguintes palavras-chave: restauração, colectiva, Nutricionista, desenvolvimento, foodservice, catering, contract catering, nutritionist e development, entre maio e julho de 2014. E em todas as edições da Revista Nutrícias. Procedeu-se à consulta de páginas electrónicas de instituições de referência para o setor, como a Associação Portuguesa dos Nutricionistas (APN), Food Service Europe (FSE), International Confederation of Dietetic Associations (ICDA), European Federation of the Associations of Dietitians (EFAD), Academy of Nutrition and Dietetic (AND), The British Dietetic Association (TBDA), Center on Food Security and the Environment (CFSE), Syndicat National de la Restauration Collective (SNRC), Europedirect, Instituto Nacional de Estatística (INE) e legislação em vigor. Seguiu-se a leitura dos artigos selecionados e dos mencionados nas suas referências bibliográficas, com relevância para o tema. Resultados: Apresentam-se os 10 principais desafios + 1 que se colocam à restauração coletiva e que por esta deverão ser superados. Numa segunda parte é apresentado o Nutricionista, o seu perfil e o que lhe é exigido hoje, para que possa dar resposta aos desafios, contribuindo para o desenvolvimento da restauração coletiva. Conclusões: O Nutricionista é o profissional que contempla os conhecimentos e as competências necessárias e essenciais para ser um fator major de desenvolvimento e de futuro para a restauração coletiva.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Introduction: Contract catering is a market segment which currently faces a myriad of complex challenges. The present economic situation, the multiple changes in the food system and the urgent need for its sustainability, are among the factors that influence and have been influenced by contract catering. Obectives: The present study, from a global and systemic vision, aims to enumerate and characterize the specific challenges of contract catering, as an integral part of the complex process of human nourishment. It includes a reflection and the search for answers to the future of this sector and studies the role of the nutritionist and his profile as a key resource. Methodology: Bibliographic research was don e via databases and deposit banks of articles and theses, national and international: Pubmed, Scopus, Repositório de Acesso Aberto de Portugal, Revista da Sociedade Portuguesa de Ciências da Nutrição e Alimentação, Catálogo da Biblioteca da Faculdade de Ciências da Nutrição e Alimentação da Universidade do Porto, with the following keywords: restauração, colectiva, Nutricionista, desenvolvimento, contract catering, nutritionist, development and foodservice, between May and July 2014. And in all the editions of the Revista Nutrícias. The work proceeded with the consultation of electronic pages of key institutions in the sector, as the Associação Portuguesa dos Nutricionistas (APN), Food Service Europe (FSE), International Confederation of Dietetic Associations (ICDA), European Federation of the Associations of Dietitians (EFAD), Academy of Nutrition and Dietetic (AND), The British Dietetic Association (TBDA), Center on Food Security and the Environment (CFSE), Syndicat National de la Restauration Collective (SNRC), Europedirect, Instituto Nacional de Estatística (INE) and the legislation in force. This was followed by the reading of selected articles and of those mentioned in the bibliographic references, which were relevant to the theme. Results: 10 main challenges + 1 to contract catering, which must be overcome, are presented. The second part presents the Nutritionist, his profile and what is required of him nowadays, so he can meet the challenges, contributing for the development of contract catering. Conclusions: The Nutritionist is the professional that contemplates the knowledge and skills necessary and essential to be a major factor of development and future for contract catering.]]></p></abstract>
<kwd-group>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Desenvolvimento]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Nutricionista]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Restauração coletiva]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Setor alimentar]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Sustentabilidade]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Development]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Nutritionist]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Contract Catering]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Foodservice]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Sustainability]]></kwd>
</kwd-group>
</article-meta>
</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>ARTIGO DE REVIS&#195;O</b></p>     <p><b>Os Desafios da Restaura&ccedil;&atilde;o Coletiva e o Nutricionista Como Impulsionador do Seu Desenvolvimento</b></p>     <p><b>The Challenges of Contract Catering and the Nutritionist as a Drive of Its Development</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Ana Helena Pinto<sup>1</sup>; Helena &Aacute;vila<sup>2</sup></b></p>     <p><sup>1</sup>Nutricionista Estagi&aacute;rio</p>     <p><sup>2</sup>Uniself, S.A., Senhora da Hora, Portugal</p>     <p><a href="#c0">Endere&#231;o para correspond&#234;ncia</a><a name="topc0"></a></b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b >RESUMO</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Introdu&ccedil;&atilde;o: A restaura&ccedil;&atilde;o coletiva &eacute; um setor de atividade que enfrenta atualmente uma mir&iacute;ade de desafios complexos. A atual situa&ccedil;&atilde;o econ&oacute;mica, as m&uacute;ltiplas modifica&ccedil;&otilde;es do sistema alimentar e a necessidade urgente da sua sustentabilidade, est&atilde;o entre os fatores que t&ecirc;m influenciado e sido influenciados pela restaura&ccedil;&atilde;o coletiva.</p>     <p>Objetivos: O presente trabalho, partindo de uma vis&atilde;o global e sist&eacute;mica, pretende elencar e caracterizar os desafios espec&iacute;ficos da restaura&ccedil;&atilde;o coletiva, como parte integrante do complexo processo da alimenta&ccedil;&atilde;o humana. Inclui uma reflex&atilde;o e a procura de respostas para o futuro deste setor e estuda a fun&ccedil;&atilde;o do Nutricionista e do seu perfil como um recurso chave.</p>     <p>Metodologia: A pesquisa bibliogr&aacute;fica foi realizada em bases de dados e bancos de dep&oacute;sito de artigos e teses, nacionais e internacionais: Pubmed, Scopus, Reposit&oacute;rio de Acesso Aberto de Portugal, Revista da Sociedade Portuguesa de Ci&ecirc;ncias da Nutri&ccedil;&atilde;o e Alimenta&ccedil;&atilde;o, Cat&aacute;logo da Biblioteca da Faculdade de Ci&ecirc;ncias da Nutri&ccedil;&atilde;o e Alimenta&ccedil;&atilde;o da Universidade do Porto, com as seguintes palavras-chave: restaura&ccedil;&atilde;o, colectiva, Nutricionista, desenvolvimento, foodservice, catering, contract catering, nutritionist e development, entre maio e julho de 2014. E em todas as edi&ccedil;&otilde;es da Revista Nutr&iacute;cias. Procedeu-se &agrave; consulta de p&aacute;ginas electr&oacute;nicas de institui&ccedil;&otilde;es de refer&ecirc;ncia para o setor, como a Associa&ccedil;&atilde;o Portuguesa dos Nutricionistas (APN), Food Service Europe (FSE), International Confederation of Dietetic Associations (ICDA), European Federation of the Associations of Dietitians (EFAD), Academy of Nutrition and Dietetic (AND), The British Dietetic Association (TBDA), Center on Food Security and the Environment (CFSE), Syndicat National de la Restauration Collective (SNRC), Europedirect, Instituto Nacional de Estat&iacute;stica (INE) e legisla&ccedil;&atilde;o em vigor.</p>     <p>Seguiu-se a leitura dos artigos selecionados e dos mencionados nas suas refer&ecirc;ncias bibliogr&aacute;ficas, com relev&acirc;ncia para o tema.</p>     <p>Resultados: Apresentam-se os 10 principais desafios + 1 que se colocam &agrave; restaura&ccedil;&atilde;o coletiva e que por esta dever&atilde;o ser superados. Numa segunda parte &eacute; apresentado o Nutricionista, o seu perfil e o que lhe &eacute; exigido hoje, para que possa dar resposta aos desafios, contribuindo para o desenvolvimento da restaura&ccedil;&atilde;o coletiva.</p>     <p>Conclus&otilde;es: O Nutricionista &eacute; o profissional que contempla os conhecimentos e as compet&ecirc;ncias necess&aacute;rias e essenciais para ser um fator major de desenvolvimento e de futuro para a restaura&ccedil;&atilde;o coletiva.</p>     <p><b>Palavras-Chave:</b> Desenvolvimento, Nutricionista, Restaura&ccedil;&atilde;o coletiva, Setor alimentar, Sustentabilidade</p>     <p>&nbsp;</p>  <hr>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Introduction: Contract catering is a market segment which currently faces a myriad of complex challenges. The present economic situation, the multiple changes in the food system and the urgent need for its sustainability, are among the factors that influence and have been influenced by contract catering.</p>     <p>Obectives: The present study, from a global and systemic vision, aims to enumerate and characterize the specific challenges of contract catering, as an integral part of the complex process of human nourishment. It includes a reflection and the search for answers to the future of this sector and studies the role of the nutritionist and his profile as a key resource.</p>     <p>Methodology: Bibliographic research was don e via databases and deposit banks of articles and theses, national and international: Pubmed, Scopus, Reposit&oacute;rio de Acesso Aberto de Portugal, Revista da Sociedade Portuguesa de Ci&ecirc;ncias da Nutri&ccedil;&atilde;o e Alimenta&ccedil;&atilde;o, Cat&aacute;logo da Biblioteca da Faculdade de Ci&ecirc;ncias da Nutri&ccedil;&atilde;o e Alimenta&ccedil;&atilde;o da Universidade do Porto, with the following keywords: restaura&ccedil;&atilde;o, colectiva, Nutricionista, desenvolvimento, contract catering, nutritionist, development and foodservice, between May and July 2014. And in all the editions of the Revista Nutr&iacute;cias. The work proceeded with the consultation of electronic pages of key institutions in the sector, as the Associa&ccedil;&atilde;o Portuguesa dos Nutricionistas (APN), Food Service Europe (FSE), International Confederation of Dietetic Associations (ICDA), European Federation of the Associations of Dietitians (EFAD), Academy of Nutrition and Dietetic (AND), The British Dietetic Association (TBDA), Center on Food Security and the Environment (CFSE), Syndicat National de la Restauration Collective (SNRC), Europedirect, Instituto Nacional de Estat&iacute;stica (INE) and the legislation in force. This was followed by the reading of selected articles and of those mentioned in the bibliographic references, which were relevant to the theme.</p>     <p>Results: 10 main challenges + 1 to contract catering, which must be overcome, are presented. The second part presents the Nutritionist, his profile and what is required of him nowadays, so he can meet the challenges, contributing for the development of contract catering.</p>     <p>Conclusions: The Nutritionist is the professional that contemplates the knowledge and skills necessary and essential to be a major factor of development and future for contract catering.</p>     <p><b>Keywords:</b> Development, Nutricionist, Contract Catering, Foodservice, Sustainability</p>     <p>&nbsp;</p> <hr>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>INTRODU&Ccedil;&Atilde;O</b></p>     <p>Na Europa, uma em cada quatro refei&ccedil;&otilde;es s&atilde;o realizadas fora de casa, sendo o setor da restaura&ccedil;&atilde;o coletiva respons&aacute;vel pelo fornecimento di&aacute;rio de refei&ccedil;&otilde;es a 67 milh&otilde;es de consumidores (1), cerca de 13,2% da popula&ccedil;&atilde;o residente na Europa (2). Destas, uma em cada duas realizam-se no local de trabalho, mais do que uma em cada quatro na escola e mais do que uma em cada dez na &aacute;rea da sa&uacute;de ou em setores sociais (1).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Inserindo-se no setor Alojamento, Restaura&ccedil;&atilde;o e Similares da Classifica&ccedil;&atilde;o Portuguesa de Atividades Econ&oacute;micas (CAE) do Instituto Nacional de Estat&iacute;stica, com o c&oacute;digo 56290 - Outras actividades de servi&ccedil;o de refei&ccedil;&otilde;es, compreendendo</p>     <p>&ldquo;as atividades de fornecimento e, eventualmente, de prepara&ccedil;&atilde;o de refei&ccedil;&otilde;es e bebidas a grupos bem definidos de pessoas (selecionadas na base da ocupa&ccedil;&atilde;o profissional), geralmente a pre&ccedil;os reduzidos. Inclui, nomeadamente, cantinas (de empresas, de estabelecimentos p&uacute;blicos e escolares) e messes militares. Compreende tamb&eacute;m o fornecimento de refei&ccedil;&otilde;es com base num contrato por um determinado per&iacute;odo de tempo (para empresas de transportes e outras). Normalmente as refei&ccedil;&otilde;es s&atilde;o preparadas numa cozinha central&rdquo; (3).</p>     <p>Faz parte do denominado Canal HoReCa (Hotel/Restaurante/Catering ou Caf&eacute; ou Cantina), que engloba todos os locais onde se preparam e servem alimentos, refei&ccedil;&otilde;es e bebidas que, por norma, s&atilde;o consumidas fora de casa (4). O setor da restaura&ccedil;&atilde;o coletiva representa 7,8% das empresas em Portugal (82.294), sendo mais de 99% o PME, com 7,7% do pessoal ao servi&ccedil;o (264.526) e 2,6% do volume de neg&oacute;cios (superior a 8,4 mil milh&otilde;es) (5).</p>     <p>Esta atividade teve as suas ra&iacute;zes na necessidade da provis&atilde;o de alimentos para os oper&aacute;rios contratados ou em trabalho for&ccedil;ado nos campos ou na constru&ccedil;&atilde;o dos monumentos da antiguidade (6). Com a revolu&ccedil;&atilde;o industrial do final do s&eacute;culo XVIII e a mudan&ccedil;a ocorrida no sistema socioecon&oacute;mico, os empregadores come&ccedil;aram a fornecer refei&ccedil;&otilde;es gratuitas ou um subs&iacute;dio de refei&ccedil;&atilde;o (6). Esta filosofia de subsidiar a refei&ccedil;&atilde;o manteve-se na maioria das unidades industriais e representou um acr&eacute;scimo real da remunera&ccedil;&atilde;o dos funcion&aacute;rios. Depois da Segunda Guerra Mundial foi reconhecida a import&acirc;ncia deste tipo de benef&iacute;cio para os trabalhadores, quando se descobriu que refei&ccedil;&otilde;es nutritivas e equilibradas contribu&iacute;am para a sa&uacute;de, satisfa&ccedil;&atilde;o e efici&ecirc;ncia dos mesmos (6).</p>     <p>Inserindo-se marcadamente no setor de servi&ccedil;os, definido pela Associa&ccedil;&atilde;o Americana de Marketing como as atividades, vantagens ou mesmo satisfa&ccedil;&otilde;es que s&atilde;o oferecidas &agrave; venda ou que s&atilde;o proporcionadas em conex&atilde;o com a venda de mercadorias (7), a restaura&ccedil;&atilde;o coletiva incorpora todas as fun&ccedil;&otilde;es de gest&atilde;o da produ&ccedil;&atilde;o e do servi&ccedil;o de refei&ccedil;&otilde;es, desde o seu planeamento e prepara&ccedil;&atilde;o (8) at&eacute; ao fornecimento (8), proporcionando, quer benef&iacute;cios diretos, quer de natureza intang&iacute;vel.</p>     <p>Enquanto atividade econ&oacute;mica, o fornecimento de refei&ccedil;&otilde;es &eacute; adjudicado a organiza&ccedil;&otilde;es do setor da restaura&ccedil;&atilde;o coletiva (CAE 56290), com assinatura de um contrato entre a empresa prestadora do servi&ccedil;o e a institui&ccedil;&atilde;o cliente (1, 3, 8), documento este que verte os requisitos e as caracter&iacute;sticas da presta&ccedil;&atilde;o do servi&ccedil;o contratualizado (9). Quando &eacute; a pr&oacute;pria institui&ccedil;&atilde;o a respons&aacute;vel efetiva pela gest&atilde;o, prepara&ccedil;&atilde;o, fornecimento da refei&ccedil;&atilde;o e todos os recursos alocados, o processo denomina-se gest&atilde;o direta ou autogest&atilde;o, n&atilde;o configurando uma atividade empresarial, mas analogamente sujeita aos desafios presentes.</p>     <p>Os clientes diretos das empresas de restaura&ccedil;&atilde;o coletiva n&atilde;o s&atilde;o os consumidores, mas sim a entidade que firma o contrato (10), convertendo-se esta em intermedi&aacute;ria entre a empresa e os consumidores finais, e a respons&aacute;vel principal pela sua satisfa&ccedil;&atilde;o (11). O grau em que a alimenta&ccedil;&atilde;o dos consumidores depende do servi&ccedil;o prestado varia de caso para caso, sendo esta rela&ccedil;&atilde;o consumidor - servi&ccedil;o de refei&ccedil;&otilde;es, um dos aspetos que distingue a restaura&ccedil;&atilde;o coletiva de outros tipos de restaura&ccedil;&atilde;o. Em algumas situa&ccedil;&otilde;es, o consumidor depende por completo de que o servi&ccedil;o lhe seja prestado, como &eacute; o exemplo dos estabelecimentos prisionais.</p>     <p>O p&uacute;blico da restaura&ccedil;&atilde;o coletiva &eacute; assim muito heterog&eacute;neo, mas caracteriza-se por constituir uma comunidade espec&iacute;fica e restrita (9): utentes, profissionais e visitantes de hospitais e de estabelecimentos de sa&uacute;de, institui&ccedil;&otilde;es do terceiro setor (como lares, centros de dia e distribui&ccedil;&atilde;o domicili&aacute;ria de refei&ccedil;&otilde;es), estabelecimentos p&uacute;blicos e privados de todos os n&iacute;veis de ensino, estabelecimentos prisionais, diferentes servi&ccedil;os e organismos da administra&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica (como for&ccedil;as de seguran&ccedil;a, for&ccedil;as armadas, bombeiros, minist&eacute;rios e institutos ou assembleia da rep&uacute;blica), empresas ou outras institui&ccedil;&otilde;es privadas (8).</p>     <p>Outro fator de diferencia&ccedil;&atilde;o &eacute; o pre&ccedil;o da refei&ccedil;&atilde;o. O pre&ccedil;o social praticado pela restaura&ccedil;&atilde;o coletiva marca o benef&iacute;cio que este tipo de presta&ccedil;&atilde;o de servi&ccedil;o pretende ser, como parte integrante da pol&iacute;tica social de uma coletividade (3, 9).</p>     <p>Dados indicam que este tipo de servi&ccedil;os tem impacto nos h&aacute;bitos alimentares da popula&ccedil;&atilde;o (12,13), uma vez que a sua utiliza&ccedil;&atilde;o pode prolongar-se ao longo do ciclo de vida, desde a inf&acirc;ncia at&eacute; ao envelhecimento (11). A restaura&ccedil;&atilde;o coletiva &eacute; consciente da responsabilidade que tem para com a sa&uacute;de p&uacute;blica, refletindo-se em rigorosas recomenda&ccedil;&otilde;es, nomeadamente ao n&iacute;vel da seguran&ccedil;a alimentar, da adequa&ccedil;&atilde;o e do equil&iacute;brio nutricional das refei&ccedil;&otilde;es (9), mas tamb&eacute;m no abastecimento, manipula&ccedil;&atilde;o de alimentos, tipo de oferta, prepara&ccedil;&otilde;es culin&aacute;rias, tamanho das por&ccedil;&otilde;es ajustado &agrave;s caracter&iacute;sticas do grupo (capita&ccedil;&atilde;o) (14). A estes constantes desafios acrescem as exig&ecirc;ncias econ&oacute;micas (11), da concorr&ecirc;ncia, da inova&ccedil;&atilde;o e do consumidor e, fator determinante (coadjuvante e condicionante) da sua atividade, a obrigatoriedade de dar cumprimento ao contratualmente pr&eacute;-determinado pelo cliente.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Na restaura&ccedil;&atilde;o coletiva, o Nutricionista &eacute; um profissional de sa&uacute;de que realiza o estudo, a orienta&ccedil;&atilde;o e a vigil&acirc;ncia da nutri&ccedil;&atilde;o e alimenta&ccedil;&atilde;o, intervindo nos dom&iacute;nios da adequa&ccedil;&atilde;o, qualidade e seguran&ccedil;a alimentar, com o objetivo da promo&ccedil;&atilde;o de sa&uacute;de, preven&ccedil;&atilde;o e tratamento de doen&ccedil;as (15). Na sua forma&ccedil;&atilde;o, o Nutricionista &eacute; capacitado a saber como transformar em alimentos e refei&ccedil;&otilde;es os conhecimentos cient&iacute;ficos de nutri&ccedil;&atilde;o. Para tal as suas compet&ecirc;ncias v&atilde;o muito para al&eacute;m do dom&iacute;nio dos conhecimentos em nutri&ccedil;&atilde;o, tendo que incluir compet&ecirc;ncias de gest&atilde;o (recursos humanos, operacional, log&iacute;stica de abastecimento, design de instala&ccedil;&otilde;es, estruturas, equipamentos hoteleiros, econ&oacute;micos e financeiros), capacidade de decis&atilde;o, de lideran&ccedil;a, de comunica&ccedil;&atilde;o e forma&ccedil;&atilde;o, de satisfa&ccedil;&atilde;o do cliente, planeamento de ementas seguras, saud&aacute;veis, saborosas e sustent&aacute;veis (incluindo para prescri&ccedil;&otilde;es nutricicionais espec&iacute;ficas) (16). Todos estes aspetos, aliados ao equil&iacute;brio entre os recursos dispon&iacute;veis e as compet&ecirc;ncias da m&atilde;o-de-obra (17). O Nutricionista tem que transformar inputs (compet&ecirc;ncias, materiais, instala&ccedil;&otilde;es e opera&ccedil;&otilde;es) em outputs (refei&ccedil;&otilde;es, satisfa&ccedil;&atilde;o do cliente, satisfa&ccedil;&atilde;o do colaborador e responsabiliza&ccedil;&atilde;o financeira), num sistema que est&aacute; em constante mudan&ccedil;a e que tem novas exig&ecirc;ncia (18-20).</p>     <p><b>OBJETIVOS</b></p>     <p>O presente trabalho partindo de uma vis&atilde;o global e sist&eacute;mica, pretende elencar, discutir e caracterizar os desafios espec&iacute;ficos da restaura&ccedil;&atilde;o coletiva, como parte integrante do complexo processo da alimenta&ccedil;&atilde;o humana. Inclui uma reflex&atilde;o e a procura de respostas para o futuro deste setor e estuda a fun&ccedil;&atilde;o do Nutricionista e do seu perfil como um recurso chave.</p>     <p><b>METODOLOGIA</b></p>     <p>A pesquisa bibliogr&aacute;fica foi realizada em bases de dados e bancos de dep&oacute;sito de artigos e teses, nacionais e internacionais: Pubmed, Scopus, Reposit&oacute;rio de Acesso Aberto de Portugal, Revista da Sociedade Portuguesa de Ci&ecirc;ncias da Nutri&ccedil;&atilde;o e Alimenta&ccedil;&atilde;o, Cat&aacute;logo da Biblioteca da Faculdade de Ci&ecirc;ncias da Nutri&ccedil;&atilde;o e Alimenta&ccedil;&atilde;o da Universidade do Porto, entre maio a julho de 2014, com as seguintes palavras-chave: restaura&ccedil;&atilde;o AND Nutricionista, restaura&ccedil;&atilde;o AND colectiva AND desenvolvimento, food services AND nutritionist AND development, catering AND nutritionist AND development, food services AND nutritionist AND development, catering AND nutritionist AND development, development contract catering, tendo sido obtidos 431 resultados de pesquisa. Foram consultadas todas as edi&ccedil;&otilde;es da Revista Nutr&iacute;cias. Procedeu-se ainda &agrave; consulta de p&aacute;ginas eletr&oacute;nicas de institui&ccedil;&otilde;es de refer&ecirc;ncia para o setor, como a Associa&ccedil;&atilde;o Portuguesa dos Nutricionistas (APN), Food Service Europe (FSE), International Confederation of Dietetic Associations (ICDA), European Federation of the Associations of Dietitians (EFAD), Academy of Nutrition and Dietetic (AND), The British Dietetic Association (TBDA), Center on Food Security and the Environment (CFSE), Syndicat National de la Restauration Collective (SNRC), Europedirect, Instituto Nacional de Estat&iacute;stica (INE) e legisla&ccedil;&atilde;o em vigor. Seguiu-se a leitura dos artigos selecionados e dos referenciados nas suas refer&ecirc;ncias bibliogr&aacute;ficas e com relev&acirc;ncia para o tema.</p>     <p><b>AN&Aacute;LISE CR&Iacute;TICA</b></p>     <p><u>Desafios da Restaura&ccedil;&atilde;o Coletiva</u></p>     <p>Desafio 1: A Complexidade do Sistema Alimentar</p>     <p>O sistema alimentar &eacute; hoje um sistema adaptativo complexo, multidimensional, multi-sectorial e multi-escala assegurado por um conjunto de agentes econ&oacute;micos ligados por atos de produ&ccedil;&atilde;o, transforma&ccedil;&atilde;o, distribui&ccedil;&atilde;o, consumo e trocas, que desenvolvem entre si rela&ccedil;&otilde;es comerciais, financeiras e sociais num determinado espa&ccedil;o geogr&aacute;fico, a designada cadeia de abastecimento alimentar (18-21).</p>     <p>Desde o produtor agr&iacute;cola at&eacute; ao consumidor final: empresas agr&iacute;colas, cooperativas, organiza&ccedil;&otilde;es de produtores, empresas da transforma&ccedil;&atilde;o (ind&uacute;stria alimentar e tamb&eacute;m das bebidas), empresas da distribui&ccedil;&atilde;o (grossistas, retalhistas, importadores, exportadores), empresas de alojamento e restaura&ccedil;&atilde;o (hotelaria, restaurantes, caf&eacute;s, cantinas, etc.) (21). De entre os diferentes tipos de participantes na cadeia de abastecimento alimentar, os agentes da transforma&ccedil;&atilde;o e da distribui&ccedil;&atilde;o t&ecirc;m particular import&acirc;ncia, na medida em que lhes cabe o ajustamento dos atributos da produ&ccedil;&atilde;o prim&aacute;ria &agrave;s exig&ecirc;ncias dos consumidores (21).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O sistema alimentar sofre hoje tend&ecirc;ncias e fen&oacute;menos t&atilde;o complexos quanto aparentemente contradit&oacute;rios, em que o produtor, o distribuidor e o consumidor constituem os pilares de interliga&ccedil;&atilde;o entre os seus subsistemas (22). Ao longo das &uacute;ltimas d&eacute;cadas, o seu poder econ&oacute;mico deslocou-se da produ&ccedil;&atilde;o para a distribui&ccedil;&atilde;o (23), havendo quem defenda que esta altera&ccedil;&atilde;o trouxe implica&ccedil;&otilde;es para a sa&uacute;de, mas tamb&eacute;m para os aspetos ecol&oacute;gico, biof&iacute;sico e do bem-estar social das regi&otilde;es e das comunidades (22).</p>     <p>De facto, o &uacute;ltimo relat&oacute;rio do Comit&eacute; Permanente da Uni&atilde;o Europeia para o Desenvolvimento da Agricultura (SCAR) conclui que muitos dos sistemas atuais de produ&ccedil;&atilde;o de alimentos comprometem a capacidade da Terra para produzir alimentos no futuro (24), mormente na Europa, em que a produ&ccedil;&atilde;o de alimentos &eacute; j&aacute; superior aos limites ambientais ou est&aacute; perto de o ser (24, 25). Paralelamente, no atual modo de produ&ccedil;&atilde;o e distribui&ccedil;&atilde;o de alimentos, mais de 900 milh&otilde;es de pessoas passam fome, enquanto cerca de 1,5 bili&otilde;es se encontram com sobrepeso ou obesidade (26). Estima-se que 2 bili&otilde;es de pessoas care&ccedil;am de micronutrimentos como vitamina A, ferro e iodo (26). N&atilde;o se pode dizer que o funcionamento do sistema alimentar mundial esteja em equil&iacute;brio, quando uma em cada sete pessoas n&atilde;o tem acesso a alimentos suficientes e um igual n&uacute;mero est&aacute; sobrealimentada (27).</p>     <p>&Agrave; produ&ccedil;&atilde;o alimentar do s&eacute;culo XXI &eacute; exigido que seja em quantidade suficiente, adequada nutricionalmente, ambientalmente sustent&aacute;vel e adaptada &agrave; cultura de cada regi&atilde;o, mas tamb&eacute;m que se adapte a uma sociedade cada vez mais multicultural (28). &Agrave; distribui&ccedil;&atilde;o &eacute; exigido que as conting&ecirc;ncias pol&iacute;ticas e econ&oacute;micas sejam superadas, encontrando uma resposta &agrave; procura de alimentos, ambiental e socialmente sustent&aacute;vel (29). No espa&ccedil;o da Europa Comunit&aacute;ria as caracter&iacute;sticas atuais da cadeia de abastecimento alimentar s&atilde;o uma oferta superior &agrave; procura, o fabricante produz na &oacute;tica do mercado, o comerciante privilegia mais a rota&ccedil;&atilde;o e menos a margem de lucro e o consumidor assume um papel ativo e determinante (4). Sabendo que os limites dos recursos naturais s&atilde;o uma condicionante (30), h&aacute; uma exig&ecirc;ncia de mudan&ccedil;a na forma como se produzem, distribuem, armazenam e processam os alimentos, que n&atilde;o poder&aacute; passar simplesmente por maximizar a produ&ccedil;&atilde;o, mas optimiz&aacute;-la atrav&eacute;s de um paradigma de produ&ccedil;&atilde;o e distribui&ccedil;&atilde;o mais complexo, mais ambiental, justo e social (31). Esta mudan&ccedil;a necess&aacute;ria &eacute; de t&atilde;o grande amplitude que se pode comparar &agrave;s ocorridas nos s&eacute;culos XVIII e XIX com a Revolu&ccedil;&atilde;o Industrial e a Revolu&ccedil;&atilde;o Agr&iacute;cola e, no s&eacute;culo XX, com a Revolu&ccedil;&atilde;o Verde (31). Os riscos que possam resultar exigem que se considere o princ&iacute;pio da precau&ccedil;&atilde;o, sendo que as decis&otilde;es e as solu&ccedil;&otilde;es que tomarmos nas pr&oacute;ximas d&eacute;cadas definir&atilde;o a alimenta&ccedil;&atilde;o das pr&oacute;ximas gera&ccedil;&otilde;es (27).</p>     <p>A restaura&ccedil;&atilde;o &eacute; hoje desafiada a associar-se, a olhar em conjunto para a complexidade de desafios de todo o sistema alimentar, a combater o seu desequil&iacute;brio e a responder de forma &iacute;ntegra e integral.</p>     <p>Tem sido historicamente diminuta a aten&ccedil;&atilde;o dada pelo Nutricionista ao que sucede antes do subsistema do consumidor, ou seja, na produ&ccedil;&atilde;o e distribui&ccedil;&atilde;o alimentares, pelo que a consciencializa&ccedil;&atilde;o e o conhecimento da complexidade do sistema alimentar s&atilde;o em si mesmo um desafio. As suas a&ccedil;&otilde;es dever&atilde;o passar por um crit&eacute;rio respons&aacute;vel na sele&ccedil;&atilde;o e apoio aos produtores, fornecedores e distribuidores; que n&atilde;o contribua para a sobrexplora&ccedil;&atilde;o de recursos, mas encontre solu&ccedil;&otilde;es localmente adaptadas. Para nos tornarmos agentes efetivos da mudan&ccedil;a teremos de compreender as mudan&ccedil;as efetivas na cadeia alimentar nos &uacute;ltimos anos, a escala das suas transforma&ccedil;&otilde;es e as consequentes implica&ccedil;&otilde;es (23).</p>     <p>O Nutricionista como profissional de sa&uacute;de capacitado na comunica&ccedil;&atilde;o interdisciplinar; conhecedor das necessidades e exig&ecirc;ncias do consumidor e de todo o percurso do alimento no seu sistema, tem a dar &agrave; restaura&ccedil;&atilde;o coletiva um contributo imprescind&iacute;vel na necessidade de cria&ccedil;&atilde;o de parcerias e de procura de respostas comuns.</p>     <p>O desafio &eacute; assim o de antever e conhecer associa&ccedil;&otilde;es entre os subsistemas elencados, o que implica novas compet&ecirc;ncias comunicacionais, an&aacute;lise cr&iacute;tica e uma postura &eacute;tica atenta, objetivando a primazia da sa&uacute;de, a par do equil&iacute;brio dos recursos, superando os interesses espec&iacute;ficos e particulares de cada subsistema.</p>     <p>Desafio 2: A Sustentabilidade da Alimenta&ccedil;&atilde;o</p>     <p>Uma alimenta&ccedil;&atilde;o com futuro requer o acesso, por parte de todos, a uma alimenta&ccedil;&atilde;o saud&aacute;vel e ecologicamente sustent&aacute;vel (32), n&atilde;o esquecendo que a alimenta&ccedil;&atilde;o constitui um dos pilares da sustentabilidade social, na medida em que garante o funcionamento integral e harm&oacute;nico do ser humano, do ponto de vista f&iacute;sico, ps&iacute;quico, mental e social (33).</p>     <p>Em 2010, a Organiza&ccedil;&atilde;o das Na&ccedil;&otilde;es Unidas para a Alimenta&ccedil;&atilde;o e Agricultura (FAO) definiu padr&atilde;o alimentar sustent&aacute;vel, como aquele que garante alimentos para as gera&ccedil;&otilde;es futuras, com um impacto negativo m&iacute;nimo no meio ambiente, devendo na sua base ter alimentos que s&atilde;o produzidos localmente, que estejam facilmente dispon&iacute;veis e economicamente acess&iacute;veis para todos, al&eacute;m de seguros do ponto de vista sanit&aacute;rio e nutricionalmente adequados (34, 35). Os rendimentos dos agricultores e de outros trabalhadores devem ser protegidos, bem como os valores culturais dos consumidores e das comunidades (34). O desenvolvimento sustent&aacute;vel &eacute; condi&ccedil;&atilde;o essencial para o fortalecimento da democracia e da cidadania, mediante a participa&ccedil;&atilde;o dos indiv&iacute;duos no processo de desenvolvimento, baseado na &eacute;tica, justi&ccedil;a e satisfa&ccedil;&atilde;o das necessidades humanas, dentre as quais se incluem a alimenta&ccedil;&atilde;o, sa&uacute;de, educa&ccedil;&atilde;o, moradia, seguran&ccedil;a, entre in&uacute;meras outras (33).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Devem ser tomadas medidas imediatas para promover h&aacute;bitos de alimenta&ccedil;&atilde;o mais sustent&aacute;veis, como forma de melhorar a sa&uacute;de dos cidad&atilde;os (26, 34).</p>     <p>A dieta ocidental, com elevados consumos de carne, gordura e a&ccedil;&uacute;car, &eacute; um risco para a sa&uacute;de individual, mas tamb&eacute;m para os sistemas social e ambiental (35), que pode ser substitu&iacute;da pela Dieta Mediterr&acirc;nica, um conceito abrangente que permite promover um estilo de vida saud&aacute;vel e ambientalmente sustent&aacute;vel (28). Promover dietas sustent&aacute;veis significa equilibrar a sa&uacute;de, o bem-estar, a preserva&ccedil;&atilde;o da biodiversidade, do meio ambiente e do clima, o com&eacute;rcio justo, os alimentos sazonais e locais, o conhecimento e a heran&ccedil;a cultural, a acessibilidade e a seguran&ccedil;a alimentar (26). Ali&aacute;s, a FAO indica como solu&ccedil;&atilde;o a promo&ccedil;&atilde;o de uma cultura alimentar que aperfei&ccedil;oe o conhecimento culin&aacute;rio como forma de variar a dieta, pois, segundo Denis Lairon, um dos autores do livro Biodiversity in Sustentainable Diets, a alimenta&ccedil;&atilde;o atual est&aacute; muito simplificada (26, 34). S&oacute; as culturas de milho, trigo e arroz fornecem cerca de 60% da energia total que consumimos (26). Uma restaura&ccedil;&atilde;o coletiva com futuro tem o imperativo de ser sustent&aacute;vel, sendo esta uma exig&ecirc;ncia intr&iacute;nseca de autopreserva&ccedil;&atilde;o, mas tamb&eacute;m &eacute; uma exig&ecirc;ncia de responsabilidade social (36). Esta, ao requerer o fornecimento de grande quantidade de alimentos, exige uma capacidade log&iacute;stica de distribui&ccedil;&atilde;o e abastecimento, num curto per&iacute;odo de tempo e numa extensa quantidade. Quando num determinado concelho, se verifica a aplica&ccedil;&atilde;o do mesmo plano de ementas escolar, o desafio consiste em desenvolver uma atua&ccedil;&atilde;o sustent&aacute;vel. Neste caso, deve verificar-se se a oferta local &eacute; suficiente em termos de quantidade, disponibilidade, custo, log&iacute;stica de abastecimento e adequa&ccedil;&atilde;o &agrave; qualidade e variedade exigida pelo cliente.</p>     <p>O Nutricionista &eacute; o profissional capacitado para dissociar a dicotomia do mais econ&oacute;mico e saboroso do cliente e mais saud&aacute;vel e sustent&aacute;vel da sa&uacute;de, em complemento e n&atilde;o como contraponto, aliando a rentabilidade do servi&ccedil;o &agrave; imprescind&iacute;vel satisfa&ccedil;&atilde;o do cliente. Para tal dever&aacute; ser o promotor ativo da implementa&ccedil;&atilde;o de uma cultura de sustentabilidade na presta&ccedil;&atilde;o do servi&ccedil;o de refei&ccedil;&otilde;es, e do seu reconhecimento pelo cliente e consumidor.</p>     <p>Desafio 3: O Desperd&iacute;cio Alimentar</p>     <p>Vivemos numa sociedade que, sendo de consumo, &eacute; tamb&eacute;m de desperd&iacute;cio (37, 38), o que traz, para al&eacute;m dos custos econ&oacute;micos, custos de n&iacute;vel &eacute;tico, social e ambiental (39, 40). Mundialmente, 300 milh&otilde;es de toneladas de alimentos por ano s&atilde;o desperdi&ccedil;ados (41), representando cerca de 30 a 40% dos alimentos dos pa&iacute;ses considerados desenvolvidos e dos em desenvolvimento (27), apesar de, por diferentes causas (31, 42), o que daria para alimentar cerca de 900 milh&otilde;es de pessoas (41). O desperd&iacute;cio alimentar ocorre ao longo de toda a cadeia alimentar, durante a produ&ccedil;&atilde;o, o processamento, a distribui&ccedil;&atilde;o e o consumo (43).</p>     <p>No Reino Unido s&atilde;o desperdi&ccedil;ados quase um milh&atilde;o de toneladas de alimentos por ano s&oacute; no setor da restaura&ccedil;&atilde;o coletiva, o que equivale a 1 em cada 6 pratos preparados (44). Segundo o Waste and Resources Action Programme (WRAP), 21% deve-se &agrave; deteriora&ccedil;&atilde;o dos alimentos, 45% &agrave; prepara&ccedil;&atilde;o e 34% ao desperd&iacute;cio por parte do consumidor (44).</p>     <p>Em Portugal, tal como verificado nos pa&iacute;ses industrializados, a maioria dos alimentos s&atilde;o desperdi&ccedil;ados ao n&iacute;vel da distribui&ccedil;&atilde;o e do consumo final (43), motivo pelo qual os consumidores s&atilde;o alvo de uma aten&ccedil;&atilde;o particular, quando se procuram reduzir estes valores (43).</p>     <p>At&eacute; 2025 devem ser implementadas medidas urgentes com o objetivo de diminuir at&eacute; 50% o volume de desperd&iacute;cio alimentar (45).</p>     <p>O desperd&iacute;cio de alimentos representa um problema ambiental e &eacute;tico e tem repercuss&otilde;es sobre a fome, a redu&ccedil;&atilde;o da pobreza, a nutri&ccedil;&atilde;o e o crescimento econ&oacute;mico e social (43). &Eacute; portanto uma problem&aacute;tica que diz respeito tamb&eacute;m ao Nutricionista.</p>     <p>Este deve desenvolver estrat&eacute;gias de redu&ccedil;&atilde;o do desperd&iacute;cio relacionadas com a pr&oacute;pria atividade, com os princ&iacute;pios First-in, First-out (FIFO) e First-expire, First-out (FEFO), a melhoria das condi&ccedil;&otilde;es de abastecimento, armazenamento e distribui&ccedil;&atilde;o, t&eacute;cnicas adequadas de prepara&ccedil;&atilde;o de g&eacute;neros aliment&iacute;cios e/ou utiliza&ccedil;&atilde;o de produtos de quarta gama, a inclus&atilde;o nos planos de ementas de receitas com aproveitamento integral dos alimentos. Paralelamente, e verificando-se uma grande percentagem de desperd&iacute;cio ao n&iacute;vel do consumo final, este desafio pressup&otilde;e uma educa&ccedil;&atilde;o alimentar dos consumidores, que n&atilde;o pode ser desenvolvida sem o comprometimento do cliente.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Desafio 4: A Alimenta&ccedil;&atilde;o em Meio Hospitalar</p>     <p>Em meio hospitalar, d&aacute;-se resposta &agrave; necessidade de alimenta&ccedil;&atilde;o e nutri&ccedil;&atilde;o, de melhoria do estado de sa&uacute;de, de recupera&ccedil;&atilde;o f&iacute;sica, representando tamb&eacute;m um valor e uma fun&ccedil;&atilde;o emocional, social, cultural e de conforto. De facto, a refei&ccedil;&atilde;o e a forma como se come, neste caso quanto, o qu&ecirc; ou como este cliente come, pode ser uma boa ferramenta de an&aacute;lise (46) de outros aspetos como a percep&ccedil;&atilde;o sensorial e o estado psicol&oacute;gico, o &acirc;nimo, a motiva&ccedil;&atilde;o, a ansiedade, o stress e o sofrimento (47). Sobretudo em meio hospitalar, alguns estudos demonstram que, mais do que a variedade da ementa ou do que genericamente se considera &ldquo;boa comida&rdquo;, a prestabilidade dos colaboradores tem uma import&acirc;ncia maior para o cliente (48). Sabe-se contudo, que uma boa comunica&ccedil;&atilde;o &eacute; ainda mais valorizada que a prestabilidade, e que a capacidade emp&aacute;tica melhora a comunica&ccedil;&atilde;o (47).</p>     <p>Neste contexto, o desperd&iacute;cio alimentar representa 31 a 42% (49-52), valor duas a tr&ecirc;s vezes superior (50) ao que se verifica em caf&eacute;s e restaurantes (53, 54), configurando um problema das institui&ccedil;&otilde;es prestadoras de cuidados de sa&uacute;de. Em Portugal os dados s&atilde;o similares (55-57), mas podendo atingir valores de 50%, segundo o estudo de Viana et al (55).</p>     <p>Uma inadequada alimenta&ccedil;&atilde;o durante a hospitaliza&ccedil;&atilde;o est&aacute; associada ao aumento da preval&ecirc;ncia ou agravamento da desnutri&ccedil;&atilde;o (58-60) e consequentemente ao aumento da morbilidade, do tempo de internamento, de readmiss&otilde;es hospitalares e da mortalidade, aumentando tamb&eacute;m os custos dos cuidados prestados (11, 61, 62). Acresce que outros estudos em Portugal (63, 64) e noutros pa&iacute;ses (65-71) t&ecirc;m demonstrado que 30 a 85% dos clientes hospitalizados encontram-se desnutridos (72).</p>     <p>Apesar de n&atilde;o serem conhecidos dados globais que reportem o peso no momento de admiss&atilde;o hospitalar, segundo o nutritionDay Portugal de 2014, 46,9% dos inquiridos reportaram perda de peso nos &uacute;ltimos 3 meses (73). Assim, o processo de desnutri&ccedil;&atilde;o pode ser pr&eacute;vio ao internamento ou iniciar-se e/ou acentuar-se neste ambiente. As causas podem passar pela qualidade da refei&ccedil;&atilde;o, mas tamb&eacute;m decorrer de uma prescri&ccedil;&atilde;o n&atilde;o ajustada, do facto de n&atilde;o se proporcionarem as condi&ccedil;&otilde;es suficientes para a toma da refei&ccedil;&atilde;o e de causas inerentes ao seu estado de sa&uacute;de e condi&ccedil;&otilde;es de tratamento.</p>     <p>Apesar de 66,6% dos inquiridos mencionarem ter um apetite normal, 56,0% assinalaram n&atilde;o ter consumido a refei&ccedil;&atilde;o completa, por: n&atilde;o terem fome (50,6%), n&atilde;o gostarem do sabor (15,3%), terem n&aacute;useas e v&oacute;mitos (8,9%), normalmente comerem menos que a quantidade servida (7,4%), n&atilde;o gostarem do cheiro (5,1%), terem sido sujeitos a exame ou cirurgia (4,5%), sentirem-se cansados (3,2%) ou n&atilde;o conseguirem comer sem ajuda (1,3%) (73).</p>     <p>Esta realidade exige que toda a equipa envolvida no tratamento dos pacientes internados tenha forma&ccedil;&atilde;o sobre os cuidados nutricionais necess&aacute;rios para prevenir a malnutri&ccedil;&atilde;o e para permitir uma melhor recupera&ccedil;&atilde;o dos mesmos (74).</p>     <p>As refei&ccedil;&otilde;es em contexto hospitalar, sendo parte integrante dos cuidados de sa&uacute;de prestados a pessoas internadas e tendo por principal finalidade que o cliente se alimente, devem ser abordadas de uma base hol&iacute;stica (46).</p>     <p>O Nutricionista &eacute; um elemento chave em todo este processo. Dado ter conhecimento das necessidades nutricionais e das particularidades do servi&ccedil;o a prestar, torna-se um elo diferenciador na comunica&ccedil;&atilde;o entre os profissionais da sa&uacute;de e a equipa prestadora do servi&ccedil;o de refei&ccedil;&otilde;es, agindo de forma colaborativa e equilibrando as necessidades e expectativas das partes (47).</p>     <p>Mereceriam particular aten&ccedil;&atilde;o as solu&ccedil;&otilde;es tecnol&oacute;gicas que a ind&uacute;stria hoteleira oferece, nomeadamente equipamentos e utens&iacute;lios espec&iacute;ficos para o setor hospitalar e que facilitam ao cliente hospitalizado o consumo da refei&ccedil;&atilde;o (75). &Eacute; igualmente de considerar o n&uacute;mero de colaboradores necess&aacute;rio para o aux&iacute;lio no momento da refei&ccedil;&atilde;o, dado o impacto que este, aliado a uma boa comunica&ccedil;&atilde;o (75) e &agrave; prestabilidade, tem na satisfa&ccedil;&atilde;o e no consumo efetivo da refei&ccedil;&atilde;o (75). Um ponto a necessitar de melhor an&aacute;lise ser&aacute; o de aferir se os resultados dos estudos sobre desperd&iacute;cio alimentar em meio hospitalar refletem insatisfa&ccedil;&atilde;o e um &iacute;ndice inferior da qualidade da refei&ccedil;&atilde;o ou, por outro lado, se ser&aacute; indicador de um valor excessivo das capita&ccedil;&otilde;es definidas (75).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Embora seja importante em todos os processos, a forma&ccedil;&atilde;o da equipa prestadora do servi&ccedil;o (47) assume aqui particular relev&acirc;ncia nomeadamente na qualidade de atendimento e no cumprimento dos requisitos da dieta do cliente.</p>     <p>Desafio 5: A Alimenta&ccedil;&atilde;o em Meio Escolar</p>     <p>As escolas assumem-se como um dos locais mais importantes no contributo para o crescimento e desenvolvimento saud&aacute;vel e harmonioso das crian&ccedil;as, onde estas passam dois ter&ccedil;os do seu dia, que aprendem h&aacute;bitos alimentares, a socializar e que potenciam o desenvolvimento f&iacute;sico, emocional e intelectual (76). Existe evid&ecirc;ncia cient&iacute;fica que suporta o papel da escola como espa&ccedil;o eficaz na promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de e a rela&ccedil;&atilde;o entre ser saud&aacute;vel e os resultados escolares (28). As mais eficazes na promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de s&atilde;o as que possuem uma abordagem global dos problemas de sa&uacute;de, com a participa&ccedil;&atilde;o de toda a comunidade local e a integra&ccedil;&atilde;o das vari&aacute;veis social, cultural e ambiental, na estrat&eacute;gia de ensino e nos curr&iacute;culos escolares (31, 77).</p>     <p>As refei&ccedil;&otilde;es escolares est&atilde;o na primeira linha de uma pol&iacute;tica de interven&ccedil;&atilde;o que engloba a educa&ccedil;&atilde;o, a sa&uacute;de, a prote&ccedil;&atilde;o ambiental e a agricultura (33, 78), e que defende os refeit&oacute;rios escolares como modelos de comportamentos alimentares saud&aacute;veis (79, 80). A cria&ccedil;&atilde;o de um elo entre a sa&uacute;de e a educa&ccedil;&atilde;o &eacute; essencial para a ado&ccedil;&atilde;o de conhecimentos, h&aacute;bitos e atitudes promotoras de sa&uacute;de, n&atilde;o s&oacute; atrav&eacute;s dos conte&uacute;dos curriculares, mas tamb&eacute;m da oferta alimentar, para que as crian&ccedil;as sejam progressivamente capacitadas para fazer escolhas alimentares saud&aacute;veis (81). Fornecer refei&ccedil;&otilde;es saud&aacute;veis nas escolas e limitar o acesso a alimentos com alto teor de sal, a&ccedil;&uacute;car e gorduras, constituem as principais medidas propostas pela Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial da Sa&uacute;de (OMS) (82, 83). Neste locais de excel&ecirc;ncia para aplica&ccedil;&atilde;o dos conceitos sobre alimenta&ccedil;&atilde;o aprendidos na sala de aula (84), cabe &agrave; escola a responsabilidade de oferecer refei&ccedil;&otilde;es saud&aacute;veis (85). Na verdade, este modelo &eacute; j&aacute; seguido em It&aacute;lia, que considera que as refei&ccedil;&otilde;es escolares devem ser concebidas de modo a promover as tradi&ccedil;&otilde;es e a cultura alimentares, contribuindo para refor&ccedil;ar a identidade regional e nacional das popula&ccedil;&otilde;es (28). Tamb&eacute;m em Portugal, a Circular n.&ordm; 3/DSSEAS/DGE/2013 (86) apresenta uma clara promo&ccedil;&atilde;o de requisitos saud&aacute;veis para os refeit&oacute;rios escolares, baseados nos princ&iacute;pios da Dieta Mediterr&acirc;nica.</p>     <p>O refeit&oacute;rio escolar deve assumir um valor insubstitu&iacute;vel e uma responsabilidade acrescida da perspetiva nutricional e alimentar, no que diz respeito &agrave; composi&ccedil;&atilde;o das refei&ccedil;&otilde;es, mas tamb&eacute;m no processo de socializa&ccedil;&atilde;o e na valoriza&ccedil;&atilde;o da gastronomia (87, 86), elegendo-se como um espa&ccedil;o onde os h&aacute;bitos alimentares saud&aacute;veis devem ser ensinados, estimulados e praticados (88).</p>     <p>O Nutricionista &eacute; um agente de concretiza&ccedil;&atilde;o de pol&iacute;ticas nacionais em grupos populacionais espec&iacute;ficos. Este tem assim a dar ao setor escolar uma pr&aacute;tica profissional baseada na defesa dos cuidados de sa&uacute;de e que se manifesta nas refei&ccedil;&otilde;es servidas, mas tamb&eacute;m no proporcionar do refeit&oacute;rio como instrumento pedag&oacute;gico. Este desidrato &eacute; em grande parte respondido atrav&eacute;s da aplica&ccedil;&atilde;o de um plano de ementas que concilie o objetivo de obter um elevado &iacute;ndice de aceita&ccedil;&atilde;o por parte do aluno, sem preju&iacute;zo do cumprimento da Circular n.&ordm; 3/DSSEAS/DGE/2013. Deve considerar-se que esta aceita&ccedil;&atilde;o depende, em igual ou superior medida, da cultura da escola e do ambiente proporcionado no refeit&oacute;rio escolar, bem como das a&ccedil;&otilde;es e do modelo educativo dos pais e/ou encarregados de educa&ccedil;&atilde;o. O sucesso da aplica&ccedil;&atilde;o de um plano de ementas estar&aacute; tamb&eacute;m relacionado com a literacia alimentar dessa comunidade escolar.</p>     <p>Quest&otilde;es como a diversifica&ccedil;&atilde;o alimentar, as aptid&otilde;es culin&aacute;rias, o incremento do consumo de determinados alimentos (sopa, pescado, leguminosas, hortofrut&iacute;colas) exigem do Nutricionista, estrat&eacute;gias adaptadas. Tamb&eacute;m a consist&ecirc;ncia e apresenta&ccedil;&atilde;o da refei&ccedil;&atilde;o (sopa passada ou n&atilde;o, pescado servido com ou sem espinhas, fruta descascada ou n&atilde;o, o n&iacute;vel de processamento dos produtos), assim como a utiliza&ccedil;&atilde;o de terminologia identit&aacute;ria da gastronomia nacional na comunica&ccedil;&atilde;o do plano de ementas, s&atilde;o fatores que requerem mais estudo e evid&ecirc;ncia cientifica para a tomada de decis&atilde;o.</p>     <p>Desafio 6: Os Novos Desafios em Seguran&ccedil;a Alimentar</p>     <p>Os dados epidemiol&oacute;gicos e econ&oacute;micos relativos &agrave;s doen&ccedil;as de origem alimentar indicam que a seguran&ccedil;a alimentar continua a ser um desafio por vencer (89-91), apesar da regulamenta&ccedil;&atilde;o a n&iacute;vel europeu e nacional. Os dados publicados pela Autoridade Europeia para a Seguran&ccedil;a Alimentar (EFSA) mostram que, em 2012, 25 dos estados membros comunicaram 5363 surtos de doen&ccedil;as de origem alimentar, atingindo 55453 pessoas das quais 5118 foram hospitalizadas e 41 morreram (90). Destes, s&oacute; em 763 foi poss&iacute;vel detetar o agente patog&eacute;nico e/ou a respetiva causa alimentar, sendo 14,6% atribu&iacute;dos a servi&ccedil;os de sa&uacute;de, ensino ou locais de trabalho da restaura&ccedil;&atilde;o coletiva (89). Os cinco fatores de maior risco identificados pela OMS s&atilde;o a confe&ccedil;&atilde;o inadequada, a quebra da cadeia de frio, a limpeza e higieniza&ccedil;&atilde;o desajustada com as necessidades, a contamina&ccedil;&atilde;o cruzada e as mat&eacute;rias-primas inseguras (92).</p>     <p>Um estudo realizado em 2011, na regi&atilde;o de Lisboa e Vale do Tejo, demonstrou que os servi&ccedil;os em gest&atilde;o direta de distribui&ccedil;&atilde;o domicili&aacute;ria de refei&ccedil;&otilde;es a idosos, dispunham de deficientes condi&ccedil;&otilde;es de funcionamento, verificando-se uma falta de forma&ccedil;&atilde;o ligada &agrave; higiene, seguran&ccedil;a e qualidade alimentares, que dispunham de m&aacute;s condi&ccedil;&otilde;es de manuten&ccedil;&atilde;o da cadeia de frio, que algumas n&atilde;o dispunham de qualquer sistema de an&aacute;lise, controlo, preven&ccedil;&atilde;o ou corre&ccedil;&atilde;o de eventuais problemas que pudessem surgir no processo, sendo a gest&atilde;o operacional da produ&ccedil;&atilde;o entregue, na maioria dos casos, ao cozinheiro(a) (93).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Os problemas resultam portanto de comportamentos humanos que podem ser modificados atrav&eacute;s da constru&ccedil;&atilde;o de uma cultura de seguran&ccedil;a alimentar positiva (92, 94), bem como da melhoria das condi&ccedil;&otilde;es e procedimentos.</p>     <p>Embora na restaura&ccedil;&atilde;o coletiva a seguran&ccedil;a alimentar seja uma mat&eacute;ria consolidada, esta deve continuar a contribuir para transformar a atitude dominante &ndash; um entendimento burocr&aacute;tico e legalista e uma postura reativa perante a seguran&ccedil;a alimentar, para uma postura proativa, que resulte da consciencializa&ccedil;&atilde;o dos indiv&iacute;duos envolvidos na relev&acirc;ncia do seu papel na seguran&ccedil;a do consumidor (94). A higiene alimentar (condi&ccedil;&otilde;es e medidas necess&aacute;rias para garantir a seguran&ccedil;a e a adequa&ccedil;&atilde;o dos alimentos servidos) e a seguran&ccedil;a alimentar (garantia de que os alimentos n&atilde;o provocar&atilde;o danos ao consumidor quando sejam preparados e/ou ingeridos de acordo com a sua utiliza&ccedil;&atilde;o prevista) &eacute; uma obriga&ccedil;&atilde;o das empresas de restaura&ccedil;&atilde;o coletiva (95). Para tal, o cumprimento dos pr&eacute;-requisitos (pessoal e instala&ccedil;&otilde;es, equipamentos, abastecimento de &aacute;gua, mat&eacute;rias-primas, produtos, res&iacute;duos, transporte), ou seja, o conjunto de procedimentos que controlam as condi&ccedil;&otilde;es operacionais e favorecem o estabelecimento de condi&ccedil;&otilde;es ambientais adequadas &agrave; produ&ccedil;&atilde;o de alimentos seguros, deve ser garantido (95), aspetos estes que se encontram tamb&eacute;m, na depend&ecirc;ncia do cliente.</p>     <p>Cabe ao Nutricionista, profissional com vasta compet&ecirc;ncia nesta &aacute;rea e com capacidade de decis&atilde;o quanto aos procedimentos internos da organiza&ccedil;&atilde;o, construir ferramentas de promo&ccedil;&atilde;o da cultura de seguran&ccedil;a alimentar, adaptada a cada tipologia de cliente.</p>     <p>Desafio 7: A Influ&ecirc;ncia do Processamento Alimentar nos Nutrimentos e na sua Biodisponibilidade</p>     <p>O consumo insuficiente de micronutrimentos est&aacute; entre os dez principais fatores de risco para a carga total de doen&ccedil;as no mundo, sendo considerado o terceiro fator que mais potencia o desenvolvimento das doen&ccedil;as n&atilde;o-transmiss&iacute;veis, nomeadamente a obesidade, a anemia, a diabetes, problemas do foro cardiovascular e outras doen&ccedil;as cr&oacute;nicas (96-100). Milh&otilde;es de pessoas s&atilde;o afetadas pela defici&ecirc;ncia em micronutrimentos, com varia&ccedil;&otilde;es em fun&ccedil;&atilde;o do pa&iacute;s, destacando-se com maior frequ&ecirc;ncia o Ferro (Fe), o Folato, o Iodo (I), a vitamina A e D e o Zinco (Zn) (96, 101). Na Europa, as defici&ecirc;ncias em micronutrimentos est&atilde;o muitas vezes relacionadas com a qualidade da dieta e n&atilde;o tanto com a quantidade de comida consumida (101).</p>     <p>Que o processamento alimentar altera a matriz original do alimento &eacute; j&aacute; sabido, sendo ainda limitados os conhecimentos sobre o seu efeito, seja aumento da biodisponibilidade (102), seja a sua diminui&ccedil;&atilde;o. A diminui&ccedil;&atilde;o pode ocorrer devido &agrave; altera&ccedil;&atilde;o ou degrada&ccedil;&atilde;o qu&iacute;mica dos nutrimentos, fen&oacute;meno particularmente importante no caso das vitaminas, alguns amino&aacute;cidos e &aacute;cidos gordos essenciais, ou devido &agrave; solubiliza&ccedil;&atilde;o e drenagem dos nutrimentos hidrossol&uacute;veis (minerais e vitaminas), para o meio de confe&ccedil;&atilde;o (&aacute;gua), aspeto relevante sobretudo, se este n&atilde;o for consumido (102). Quanto ao aumento, sabe-se que a tritura&ccedil;&atilde;o ou moagem, fermenta&ccedil;&atilde;o e/ou aquecimento suave podem aumentar a biodisponibilidade de alguns nutrimentos e fitoqu&iacute;micos (como caroten&oacute;ides, xantofilas, tocofer&oacute;is, folatos e compostos fen&oacute;licos), em resultado do rompimento das paredes celulares dos tecidos vegetais, da dissocia&ccedil;&atilde;o do complexo nutrimento-matriz ou da transforma&ccedil;&atilde;o em mol&eacute;culas mais ativas (102).</p>     <p>A restaura&ccedil;&atilde;o coletiva deve desenvolver pr&aacute;ticas que assegurem uma perda de nutrimentos m&iacute;nima.</p>     <p>Tal pressup&otilde;e uma aten&ccedil;&atilde;o para com todas as fases do processo de produ&ccedil;&atilde;o de refei&ccedil;&otilde;es, desde a sele&ccedil;&atilde;o dos ingredientes, ao armazenamento, m&eacute;todos e tecnologias utilizadas na prepara&ccedil;&atilde;o, na confe&ccedil;&atilde;o e na sua distribui&ccedil;&atilde;o e no tempo de manuten&ccedil;&atilde;o da refei&ccedil;&atilde;o a quente (103).</p>     <p>Este processo requer dom&iacute;nio da compreens&atilde;o dos fen&oacute;menos, devendo ter-se em igual considera&ccedil;&atilde;o as propriedades sensoriais e o benef&iacute;cio para a sa&uacute;de (103). A estreita colabora&ccedil;&atilde;o entre o dom&iacute;nios das ci&ecirc;ncias da nutri&ccedil;&atilde;o, da culin&aacute;ria, da ind&uacute;stria hoteleira e da ind&uacute;stria alimentar, revela-se como um caminho promissor para uma optimiza&ccedil;&atilde;o da qualidade das refei&ccedil;&otilde;es (103). Nomeadamente a colabora&ccedil;&atilde;o entre Nutricionistas e os profissionais de cozinha e hotelaria &eacute; uma chave para o futuro da melhoria no servi&ccedil;o de refei&ccedil;&otilde;es e &eacute; uma tend&ecirc;ncia em curso neste setor. Com a ind&uacute;stria alimentar h&aacute; uma colabora&ccedil;&atilde;o crescente e cada vez mais indissoci&aacute;vel, atrav&eacute;s de contributos &agrave;s t&eacute;cnicas e instrumentos de confe&ccedil;&atilde;o, armazenamento e distribui&ccedil;&atilde;o de refei&ccedil;&otilde;es (44).</p>     <p>Desafio 8: As M&uacute;ltiplas Significa&ccedil;&otilde;es da Refei&ccedil;&atilde;o</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Os alimentos t&ecirc;m gosto, cor, forma, aroma e textura e todos esses componentes precisam ser considerados na abordagem do fornecimento de refei&ccedil;&otilde;es. Sendo os nutrimentos importantes; os alimentos n&atilde;o podem ser resumidos a seus ve&iacute;culos, pois agregam significa&ccedil;&otilde;es culturais, comportamentais e afetivas singulares. Assim, o alimento como fonte de prazer e identidade cultural e familiar tamb&eacute;m &eacute; uma abordagem necess&aacute;ria para a promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de (33).</p>     <p>A restaura&ccedil;&atilde;o coletiva deve considerar uma abordagem em que o alimento e a refei&ccedil;&atilde;o contribuem para todas as suas significa&ccedil;&otilde;es.</p>     <p>Sendo o alimento o objeto de estudo por excel&ecirc;ncia do Nutricionista; a refei&ccedil;&atilde;o, o seu meio de complexidade cruzada, e a pessoa nas suas dimens&otilde;es social, cultural e emocional, o Nutricionista &eacute; o especialista no estudo das fun&ccedil;&otilde;es e valoriza&ccedil;&otilde;es m&uacute;ltiplas do alimento, na abordagem integral para com o fim &uacute;ltimo deste setor: servir refei&ccedil;&otilde;es.</p>     <p>Desafio 9: As M&uacute;ltiplas Facetas do Consumidor</p>     <p>A escolha dos alimentos &eacute; determinante para o estado nutricional e para o bem-estar das popula&ccedil;&otilde;es, sendo dependente de fatores fisiol&oacute;gicos, econ&oacute;micos, sociodemogr&aacute;ficos e relativos &agrave; satisfa&ccedil;&atilde;o com a vida (104). A avalia&ccedil;&atilde;o das prefer&ecirc;ncias dos consumidores &eacute; uma ferramenta de extrema import&acirc;ncia para todo o processo de gest&atilde;o de um servi&ccedil;o de refei&ccedil;&otilde;es, desde o planeamento de ementas &agrave; previs&atilde;o de consumos (105).</p>     <p>A Sociedade Portuguesa de Ci&ecirc;ncias da Nutri&ccedil;&atilde;o e Alimenta&ccedil;&atilde;o, no &acirc;mbito de um protocolo de mecenato cient&iacute;fico com a Nestl&eacute;, desenvolveu em 2013, o estudo Alimenta&ccedil;&atilde;o e Estilos de Vida da Popula&ccedil;&atilde;o Portuguesa, concluindo que o sabor, seguido do pre&ccedil;o e do tentar fazer uma alimenta&ccedil;&atilde;o saud&aacute;vel, s&atilde;o os fatores que mais influenciam a escolha alimentar dos adultos portugueses (106). O pre&ccedil;o ultrapassa assim o tentar fazer uma alimenta&ccedil;&atilde;o saud&aacute;vel, em segundo lugar na relev&acirc;ncia, num estudo semelhante realizado em 1995 (107).</p>     <p>O odor, aroma e sabor constituem um importante par&acirc;metro da qualidade de um produto alimentar e um dos principais crit&eacute;rios na aceitabilidade pelo consumidor, numa perspetiva positiva (agrad&aacute;vel e caracter&iacute;stico) ou negativa (indicativo de defeitos ou altera&ccedil;&otilde;es indesej&aacute;veis) (108).</p>     <p>O pre&ccedil;o tem ganho uma import&acirc;ncia crescente nos condicionantes da escolha do consumidor, atingindo uma influ&ecirc;ncia de 39 a 41% para os consumidores do Reino Unido (109), tendo vindo tamb&eacute;m a aumentar para os consumidores portugueses. Mesmo na restaura&ccedil;&atilde;o coletiva, em que &eacute; praticado um pre&ccedil;o social, esta tend&ecirc;ncia &eacute; notada.</p>     <p>Para a restaura&ccedil;&atilde;o coletiva a satisfa&ccedil;&atilde;o e aceitabilidade das refei&ccedil;&otilde;es, por parte do cliente s&atilde;o indicativos da qualidade, pelo que esta deve conhecer as m&uacute;ltiplas facetas do consumidor e aliar o conhecimento cient&iacute;fico e t&eacute;cnico das ci&ecirc;ncias da nutri&ccedil;&atilde;o &agrave; pr&aacute;tica da cozinha e do servi&ccedil;o.</p>     <p>O Nutricionista &eacute; um profissional pr&oacute;ximo do consumidor, conhecendo as suas prefer&ecirc;ncias e necessidades, pelo que lhe &eacute; exigido um trabalho cr&iacute;tico, inovador e de inter-colabora&ccedil;&atilde;o de forma a satisfazer e superar as expectativas do cliente.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Desafio 10: As Novas Tend&ecirc;ncias de Mercado e o Foco no Cliente</p>     <p>Atualmente a exig&ecirc;ncia do mercado para com a restaura&ccedil;&atilde;o n&atilde;o se resume apenas &agrave; higiene e seguran&ccedil;a alimentares mas tem-nas como base inquestion&aacute;vel. A qualidade nutricional das ementas fornecidas tem vindo a ganhar substancialmente maior relev&acirc;ncia (11) o que, a par da promo&ccedil;&atilde;o de uma alimenta&ccedil;&atilde;o saud&aacute;vel, elevam o &acirc;mbito de atua&ccedil;&atilde;o para um n&iacute;vel de maior exig&ecirc;ncia. Estabelecer par&acirc;metros e valores m&iacute;nimos de qualidade nutricional, deixando espa&ccedil;o &agrave; liberdade de escolha do cidad&atilde;o e do consumidor, s&atilde;o limites nem sempre claros, que exigem muita reflex&atilde;o e inova&ccedil;&atilde;o (23). Apesar das tend&ecirc;ncias apontarem para um aumento do n&uacute;mero de refei&ccedil;&otilde;es nos servi&ccedil;os de restaura&ccedil;&atilde;o coletiva, a dif&iacute;cil conjuntura socioecon&oacute;mica atual, est&aacute; a criar uma propens&atilde;o oposta e nova, relativamente &agrave;s &uacute;ltimas d&eacute;cadas (110). Comer fora de casa &eacute; um ato que est&aacute; a regredir, para dar lugar ao consumo de refei&ccedil;&otilde;es caseiras, n&atilde;o necessariamente efetivo ou mais saud&aacute;vel (111), verificando-se um aumento no transporte de alimentos e refei&ccedil;&otilde;es de casa para o local de trabalho, ou at&eacute; para a escola. Aliado a esta realidade, acresce a perce&ccedil;&atilde;o sobre a qualidade dos alimentos fornecidos pelos servi&ccedil;os de restaura&ccedil;&atilde;o coletiva, fortemente influenciada pelo marketing, publicidade e estilo de vida (6). O marketing tem um grande impacto na mentalidade dos consumidores sobre a qualidade dos alimentos preparados (112, 113), vigorando ainda &ldquo;fortes atitudes negativas sobre a qualidade e aceitabilidade das refei&ccedil;&otilde;es destes servi&ccedil;os&rdquo;. O p&uacute;blico em geral percebe-o como mais pobres em qualidade sensorial (6).</p>     <p>As empresas de restaura&ccedil;&atilde;o coletiva devem assim dar resposta &agrave; necessidade de exceder a expectativa do cliente e da sua fideliza&ccedil;&atilde;o (110).</p>     <p>As recomenda&ccedil;&otilde;es nutricionais devem ser postas em pr&aacute;tica aquando do planeamento das ementas e da sua confe&ccedil;&atilde;o, constituindo assim uma ponte entre a ci&ecirc;ncia e a cozinha (103). T&ecirc;m sido v&aacute;rios os incentivos legislativos para aumentar a qualidade das refei&ccedil;&otilde;es servidas nos estabelecimentos de restaura&ccedil;&atilde;o coletiva (114), como o encorajamento, por exemplo, da utiliza&ccedil;&atilde;o do sistema de rotulagem por sem&aacute;foro e/ou a informa&ccedil;&atilde;o energ&eacute;tica e nutricional das ementas (115). Segundo a Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial de Sa&uacute;de (OMS), que engloba nestas recomenda&ccedil;&otilde;es a ind&uacute;stria alimentar e a restaura&ccedil;&atilde;o comercial, os par&acirc;metros que devem ser cumpridos pelos respons&aacute;veis dos estabelecimentos de restaura&ccedil;&atilde;o coletiva, na tentativa de melhorar os h&aacute;bitos alimentares das popula&ccedil;&otilde;es, s&atilde;o: reduzir a quantidade de gordura saturada, aumentar o consumo de hortofrut&iacute;colas, melhorar a rotulagem dos g&eacute;neros alimentares, incentivar a promo&ccedil;&atilde;o e a cria&ccedil;&atilde;o de alimentos saud&aacute;veis e clarificar as mensagens amb&iacute;guas dirigidas &agrave;s crian&ccedil;as e adolescentes (116). Neste sentido, a Sociedade de Nutri&ccedil;&atilde;o Alem&atilde; e a Sociedade de Nutri&ccedil;&atilde;o Austr&iacute;aca atribuem um selo de qualidade a cantinas que melhorem a qualidade nutricional das suas ementas (103). Os principais crit&eacute;rios de avalia&ccedil;&atilde;o para a obten&ccedil;&atilde;o desta acredita&ccedil;&atilde;o s&atilde;o: o cumprimento dos valores de refer&ecirc;ncia nutricionais, o cumprimento das fichas t&eacute;cnicas durante todo o processamento alimentar e a minimiza&ccedil;&atilde;o das perdas nutricionais (103). Estes s&atilde;o grandes desafios, que implicam um trabalho conjunto entre Nutricionistas (profissionais competentes para a elabora&ccedil;&atilde;o e/ou valida&ccedil;&atilde;o do plano de ementas) e profissionais de cozinha (profissionais respons&aacute;veis pela sua execu&ccedil;&atilde;o pr&aacute;tica) (103).</p>     <p><u>+ 1 Desafio: O Capital Humano</u></p>     <p>No setor alimentar, e em particular na restaura&ccedil;&atilde;o coletiva, a mais-valia do fator humano &eacute; transversal a toda a atividade e tem um impacto comprovado na qualidade dos resultados da atividade. Constitui, por si s&oacute;, um desafio, sendo simultaneamente intr&iacute;nseco e supra aos anteriormente apresentados, na medida em que todos se encontram na sua correla&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>&Eacute; exigido dos servi&ccedil;os de restaura&ccedil;&atilde;o coletiva que consigam assegurar a sua continuidade no mercado, minimizando custos e desperd&iacute;cios (117), por raz&otilde;es de &iacute;ndole econ&oacute;mica, mas tamb&eacute;m de responsabilidade social, refor&ccedil;adas pela circunst&acirc;ncia atuais. No canal HoReCa, a dimens&atilde;o m&eacute;dia de pessoal ao servi&ccedil;o das empresas em Portugal &eacute; de 3,37 (118). Os gastos m&eacute;dios mensais com o pessoal s&atilde;o de 754 euros/per capita, representando 67,43% do peso total de gastos (peso dos gastos com o pessoal no VABpm &ndash; Valor Acrescentado Bruto a pre&ccedil;os de mercado) (118). E 119,24% da produtividade de trabalho ajustada ao sal&aacute;rio (118). Sendo a m&atilde;o-de-obra uma parte significativa da despesa de um estabelecimento de restaura&ccedil;&atilde;o, p&uacute;blico ou privado (119, 120), esta realidade tem exigido uma redefini&ccedil;&atilde;o de estrat&eacute;gias (117).</p>     <p>Neste setor de atividade, torna-se muitas vezes necess&aacute;rio o desenvolvimento de atividades n&atilde;o programadas, como a adapta&ccedil;&atilde;o a imprevistos e a consequente exposi&ccedil;&atilde;o a picos de trabalho intenso, exigindo uma r&aacute;pida capacidade de reorganiza&ccedil;&atilde;o &agrave;s necessidades do momento (117, 121, 122). A rotatividade, a polival&ecirc;ncia e o absentismo s&atilde;o citados como fatores cr&iacute;ticos da gest&atilde;o da equipa (123), aliados &agrave; frequente insatisfa&ccedil;&atilde;o salarial.</p>     <p>Os recursos humanos de um servi&ccedil;o ou institui&ccedil;&atilde;o s&atilde;o um dos aspetos mais importantes e valiosos para o sucesso (117). O processo produtivo s&oacute; se realiza quando h&aacute; efici&ecirc;ncia e comprometimento das pessoas (117). A restaura&ccedil;&atilde;o coletiva deve prestar clara aten&ccedil;&atilde;o ao recrutamento (124), &agrave; continuidade (124) e &agrave; garantia da forma&ccedil;&atilde;o (125) e motiva&ccedil;&atilde;o do seu capital humano.</p>     <p>Neste sentido, a forma&ccedil;&atilde;o dos profissionais que ocupam ou podem vir a ocupar posi&ccedil;&otilde;es de lideran&ccedil;a neste setor, como &eacute; o caso do Nutricionista, deve conferir conhecimentos e compet&ecirc;ncias n&atilde;o s&oacute; na &aacute;rea das ci&ecirc;ncias e tecnologias alimentares, mas tamb&eacute;m nas ci&ecirc;ncias sociais e comportamentais. O seu envolvimento e as suas capacidades relacionais, comunicacionais e t&eacute;cnicas s&atilde;o cruciais para a constru&ccedil;&atilde;o e difus&atilde;o da cultura da empresa (126, 127). A comunica&ccedil;&atilde;o &eacute; realmente um dos factores decisivos (126-129). Comunicar, mais do que transmitir informa&ccedil;&atilde;o, &eacute; estabelecer uma rela&ccedil;&atilde;o, o que deve tamb&eacute;m ter repercuss&atilde;o num comportamento (94). Uma boa comunica&ccedil;&atilde;o influencia a cultura das organiza&ccedil;&otilde;es e a socializa&ccedil;&atilde;o est&aacute; inerente &agrave; defini&ccedil;&atilde;o de cultura (130). Para o enraizamento de uma cultura &eacute; importante garantir, por um lado, que os colaboradores percebam as expectativas que a organiza&ccedil;&atilde;o tem no seu desempenho e, por outro, que seja poss&iacute;vel verificar ou monitorizar se essas expectativas est&atilde;o a ser alcan&ccedil;adas (94). Quando uma cultura positiva est&aacute; enraizada, a motiva&ccedil;&atilde;o para executar comportamentos adequados resulta do sentimento de responsabiliza&ccedil;&atilde;o dos colaboradores, da relev&acirc;ncia que eles lhe atribuem, do reconhecimento do seu papel individual na prote&ccedil;&atilde;o do consumidor e n&atilde;o tanto do controlo que decorre do sistema de verifica&ccedil;&atilde;o implementado (127). As chefias interm&eacute;dias t&ecirc;m uma import&acirc;ncia ineg&aacute;vel na forma&ccedil;&atilde;o da cultura organizacional pelo papel orientador que exercem, &eacute; decisivo que assumam o compromisso de construir, juntamente com a lideran&ccedil;a da empresa, a cultura da mesma (94).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>De facto, o capital humano &eacute; o mais caro, o mais exigente, mas o mais significativo e competente quando de desenvolvimento, crescimento e sucesso, se trata.</p>     <p><u>Perfil e Fun&ccedil;&atilde;o do Nutricionista</u></p>     <p>Segundo Torheim et al (2009) o Nutricionista deve ser capaz de reinterpretar resultados da investiga&ccedil;&atilde;o, trabalhar no campo da administra&ccedil;&atilde;o e gest&atilde;o, dar respostas de lideran&ccedil;a, trabalhar com or&ccedil;amentos e demonstrar uma s&eacute;ria responsabilidade pessoal (131). Deve ser capaz de conduzir reuni&otilde;es e ser respons&aacute;vel pelo pessoal, deve ter a capacidade de colaborar com diferentes culturas e realidades (131). &Eacute; importante ainda que seja conhecedor de softwares de nutri&ccedil;&atilde;o e de estat&iacute;stica, no tratamento de bases de dados, que saiba trabalhar com p&aacute;ginas web e pesquisar literatura cient&iacute;fica (131). A versatilidade exigida a um Nutricionista pode chegar &agrave; solicita&ccedil;&atilde;o da integra&ccedil;&atilde;o, por exemplo, numa equipa de conce&ccedil;&atilde;o do projeto de arquitetura de uma unidade de restaura&ccedil;&atilde;o coletiva, sendo-lhe solicitado o contributo para interpretar uma planta, prevendo a correta disposi&ccedil;&atilde;o e distribui&ccedil;&atilde;o das diferentes zonas e circuitos (132), n&uacute;mero de refei&ccedil;&otilde;es a serem confecionadas e a possibilidade de haver refei&ccedil;&otilde;es transportadas (133). A abrang&ecirc;ncia de necessidades de atua&ccedil;&atilde;o pode chegar &agrave; necessidade de atuar a n&iacute;vel legislativo. Liderar um grupo interdisciplinar capaz de planear e desenvolver estrat&eacute;gias; planear, organizar, implementar e avaliar programas de forma&ccedil;&atilde;o em nutri&ccedil;&atilde;o destinados a outros profissionais; promover programas de educa&ccedil;&atilde;o alimentar para as escolas e p&uacute;blico em geral; produzir materiais de educa&ccedil;&atilde;o em sa&uacute;de alimentar; participar em iniciativas da comunica&ccedil;&atilde;o social sobre quest&otilde;es de alimenta&ccedil;&atilde;o e sa&uacute;de; negociar mudan&ccedil;as na ind&uacute;stria alimentar local; controlar a qualidade das ementas e composi&ccedil;&atilde;o de refei&ccedil;&otilde;es (134).</p>     <p>Al&eacute;m de conhecimentos bem cimentados, da fundamenta&ccedil;&atilde;o e da capacidade de argumenta&ccedil;&atilde;o e comunica&ccedil;&atilde;o, &eacute; necess&aacute;rio que o Nutricionista esteja claro sobre a sua pr&oacute;pria identidade profissional, papel, cultura e valores (135), porque s&oacute; assim se consegue atuar em conjunto e no mesmo sentido de toda a profiss&atilde;o. &Eacute; tamb&eacute;m essencial que o Nutricionista desenvolva compet&ecirc;ncias na &aacute;rea de culin&aacute;ria, que lhe permitam identificar as receitas que incluem nutrimentos e t&eacute;cnicas de prepara&ccedil;&atilde;o compat&iacute;veis com as indica&ccedil;&otilde;es para uma alimenta&ccedil;&atilde;o saud&aacute;vel (136). &Eacute; um desafio que implica trabalho em equipa multidisciplinar, com gestores hoteleiros, engenheiros alimentares, t&eacute;cnicos de seguran&ccedil;a e sa&uacute;de no trabalho, profissionais de cozinha, m&eacute;dicos veterin&aacute;rios, economistas, financeiros, t&eacute;cnicos de sa&uacute;de ambiental, arquitetos, engenheiros de produ&ccedil;&atilde;o.</p>     <p><b>CONCLUS&Otilde;ES</b></p>     <p>O presente trabalho, partindo de uma vis&atilde;o global e sist&eacute;mica, elenca, discute e caracteriza os desafios espec&iacute;ficos da restaura&ccedil;&atilde;o coletiva como parte integrante do complexo processo da alimenta&ccedil;&atilde;o humana. Inclui uma reflex&atilde;o e a procura de respostas para o futuro deste setor e estuda a fun&ccedil;&atilde;o do Nutricionista e do seu perfil como um recurso chave.</p>     <p>A complexidade do sistema alimentar, a necessidade da sustentabilidade da alimenta&ccedil;&atilde;o, os dados atuais de desperd&iacute;cio alimentar, a realidade da alimenta&ccedil;&atilde;o em meio hospitalar e escolar, os novos desafios da seguran&ccedil;a alimentar, a influ&ecirc;ncia do processamento alimentar nos nutrimentos e na sua biodisponibilidade, as m&uacute;ltiplas significa&ccedil;&otilde;es da refei&ccedil;&atilde;o e as facetas do consumidor, as novas tend&ecirc;ncias do mercado e o foco no cliente s&atilde;o desafios que exigem &agrave; restaura&ccedil;&atilde;o coletiva respostas inovadoras, complexas e com forte evid&ecirc;ncia cientifica e suporte t&eacute;cnico. O fator humano revela-se transversal a toda a atividade e com impacto comprovado na qualidade dos seus dos resultados. Vencer estes desafios implica uma capacidade de inova&ccedil;&atilde;o sem precedentes (32).</p>     <p>A sua vasta e aprofundada forma&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica, aliada a compet&ecirc;ncias pessoais e interpessoais e a uma necessidade de constante atualiza&ccedil;&atilde;o e especializa&ccedil;&atilde;o, fazem do Nutricionista um profissional de sa&uacute;de capacitado para dar resposta &agrave; necessidade de formula&ccedil;&atilde;o, desenvolvimento, concretiza&ccedil;&atilde;o e orienta&ccedil;&atilde;o de solu&ccedil;&otilde;es que a restaura&ccedil;&atilde;o coletiva necessita. A polival&ecirc;ncia, a vis&atilde;o do sistema alimentar como um todo e a sustentabilidade como um estilo de atua&ccedil;&atilde;o, assim como a primazia da valoriza&ccedil;&atilde;o humana, da satisfa&ccedil;&atilde;o do cliente e da sa&uacute;de s&atilde;o aspetos a fazer atuar neste setor. O perfil do Nutricionista deve conter fortes compet&ecirc;ncias de lideran&ccedil;a, de flexibilidade, de trabalho interdisciplinar e de gest&atilde;o cultural, conhecimentos consolidados e atualizados da sua &aacute;rea espec&iacute;fica, mas tamb&eacute;m de economia, gest&atilde;o, marketing, desenvolvimento de produto, sistemas agroalimentares, desenvolvimento sustent&aacute;vel, estrat&eacute;gico e pol&iacute;tico do setor (137).</p>     <p>O Nutricionista &eacute; assim uma mais-valia para a restaura&ccedil;&atilde;o coletiva, colocando as suas compet&ecirc;ncias ao servi&ccedil;o da organiza&ccedil;&atilde;o, dos clientes e da promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de. Como tal, deve desenvolver a sua fun&ccedil;&atilde;o e atribui&ccedil;&otilde;es num quadro de responsabilidades e deveres encimados pela sua condi&ccedil;&atilde;o de t&eacute;cnico de sa&uacute;de e pelos princ&iacute;pios &eacute;ticos e deontol&oacute;gicos da profiss&atilde;o; acautelar os prop&oacute;sitos de uma alimenta&ccedil;&atilde;o segura, adequada e sustent&aacute;vel, observando os custos e recursos da organiza&ccedil;&atilde;o e garantindo os requisitos do cliente; promover e dignificar o setor, atrav&eacute;s de uma atua&ccedil;&atilde;o com base na evid&ecirc;ncia cient&iacute;fica; partilhando conhecimentos e interagindo com os diferentes profissionais da organiza&ccedil;&atilde;o, numa &oacute;ptica cont&iacute;nua de melhoria.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b >REFER&#202;NCIAS BIBLIOGR&#193;FICAS</b>     <li>Europe FS. European Industry Overview [cited 2014 2014]. Available from: <a href= "http://www.foodserviceeurope.org/en/european-industry-overview" table"_blank">http://www.foodserviceeurope.org/en/european-industry-overview</a>.</li>     <li>Santos FFMd. Popula&ccedil;&atilde;o residente na Europa. Pordata - Base de Dados Portugal Contempor&acirc;neo; 2014.</li>     <li>Estat&iacute;stica INd. Classifica&ccedil;&atilde;o Portuguesas das Actividades Econ&oacute;micas Rev 3. Lisboa: Instituto Nacional de Estat&iacute;stica, I.P.; 2007.</li>     <li>Marques H&Aacute;. O Sector Alimentar e a Caracteriza&ccedil;&atilde;o do Consumo Alimentar fora de Casa - Portugal: 1990-2000. Porto: Universidade do Porto; 2009.</li>     <li>Associa&ccedil;&atilde;o da Hotelaria ReSdP. Caracteriza&ccedil;&atilde;o do Setor - Restaura&ccedil;&atilde;o e Hotelaria. 2015.</li>     <li>Ranganathan Kumar TK, Ramalingam Rajamanickam, Shanmugam Nadanasabapathi. Institutional Foods Development Perspectives Review. Food and Nutrition Sciences. 2013;4:873-8.</li>     <li>Association AM. [cited 2015]. Available from: <a href= "https://www.ama.org/Pages/default.aspx" table"_blank">https://www.ama.org/Pages/default.aspx</a>.</li>     <li>Organizations EFoCC. Healthy Eating for a Better Life: Contact Catering Fights Against Obesity. In: FERCO e EU Plataform on Diet PAaH, editor. p. 8.</li>     <li>Collective SNdlR. Explications: SNRC; 2014 [cited 2014 Julho de 2014]. Available from: <a href= "http://www.snrc-site.com/snrc.php?rub=Au%20sein%20de%20la%20Restauration%20Collective%20Conc%E9d%E9e&amp;id=34" table"_blank">http://www.snrc-site.com/snrc.php?rub=Au%20sein%20de%20la%20Restauration%20Collective%20Conc%E9d%E9e&amp;id=34</a>.</li>     ]]></body>
<body><![CDATA[<li>Collective SNdlR. D&eacute;finition de la restauration collective: SNRC; 2014 [cited 2014 Julho de 2014]. Available from: <a href= "http://www.snrc-site.com/restauration.php?rub=D%E9finition&amp;id=40" table"_blank">http://www.snrc-site.com/restauration.php?rub=D%E9finition&amp;id=40</a>.</li>     <li>Silva MIG. Proposta de referencial para qualifica&ccedil;&atilde;o de ementas na Restaura&ccedil;&atilde;o Colectiva [Monografia]. Porto: Universidade do Porto; 2008.</li>     <li>Organization WH. European Food and Nutrition Action Plan 2015-2020. In: Europe ROf, editor. Denmark: World Health Organization; 2014.</li>     <li>Bessa V MA, Rocha A. . Proposta de crit&eacute;rios para avalia&ccedil;&atilde;o qualitativa de ementas. Alimenta&ccedil;&atilde;o Humana. 2009;15(3):73-80.</li>     <li>AMCN R. Particularidades dos Servi&ccedil;os de Alimenta&ccedil;&atilde;o em Institui&ccedil;&otilde;es Geri&aacute;tricas. Rev de Aliment Hum. 2007;13(1):3-9.</li>     <li>Pereira CMN. Refer&ecirc;ncias Instituicionais para o Desempenho da Profiss&atilde;o de Nutricionista. Porto: Instituto Superior de Ci&ecirc;ncias da Sa&uacute;de; 2013.</li>     <li>Committee TAQMCaSoPSotQM. Academy of Nutrition and Dietetics: Scope of Practice for the Registered Dietitian. Journal of the Academy of Nutrition and Dietetics. 2013;113(6 suppl 2):S17-28.</li>     <li>Dietetitians EFotAo. European Dietetic Competences and their Performance Indicators. EFAD; 2009.</li>     <li>Dietetics PPoJotAoNa. Principles of Productivity in Food and Nutrition Services: Applications in the 21 st Century health Care Reforms Era. Journal of the Academy of Nutrition and Dietetics. 2015:115(7):S1141-7.</li>     <li>Spears MC VA. Foodservice Organizations: A Managerial and Systems Approach. New York: NY: Collier Macmillan; 1985.</li>     ]]></body>
<body><![CDATA[<li>MB. G. Foodservice Organizations: A Managerial and System Approach. 8th ed. Upper Saddle River ed: NJ: Pearson; 2013.</li>     <li>Duarte F. Consumo alimentar: regresso ao passado? In: Gulbenkian FC, editor. O Futuro da Alimenta&ccedil;&atilde;o: Ambiente, Sa&uacute;de e Economia. Lisboa. 2013. p. 123-39.</li>     <li>Jennifer L. Wilkins JL, Angie Tagtow, Susan Roberts Beyond Eating Right: The Emergence of Civic Dietetics to Foster Health and Sustainability Through Food System Change. Journal of Hunger &amp; Environmental Nutrition. 2010(1932-0248 print/1932-0256 online).</li>     <li>Gra&ccedil;a P. Compromissos Actuais da Forma&ccedil;&atilde;o e Pedagogia nas Ci&ecirc;ncias da Nutri&ccedil;&atilde;o e Alimenta&ccedil;&atilde;o. O Impacto das Modifica&ccedil;&otilde;es na Cadeia Alimentar. Revista Nutr&iacute;cias. 2006;6:8-11.</li>     <li>Commission E. Sustainable food consumption and production in a resource-constrained world - 3rd SCAR Foresight Exercise. In: Food AFB, editor. Luxembourg: Publications Office of the European Union: European Commission; 2011. p. 232.</li>     <li>Rockstrom Jea. Planetary boundaries: exploring space for humanity. Ecology and Society. 2009;14/21.</li>     <li>Herrero T. Como ligar nutri&ccedil;&atilde;o e sustentabilidade: Centro de Estudos em Sustentabilidade da EAESP; 2012 [cited 2014]. Available from: <a href= "http://www.pagina22.com.br/index.php/2012/12/como-ligar-nutricao-e-sustentabilidade/" table"_blank">http://www.pagina22.com.br/index.php/2012/12/como-ligar-nutricao-e-sustentabilidade/</a>.</li>     <li>H. Charles J. Godfray IRC, Lawrence Haddad, David Lawrence, James F. Muir, Nicholas Nisbett, Jules Pretty, Sherman Robinson, Camilla Toulmin and Rosalind Whiteley. The future of the global food system. Philosophical Transactions of the Royal Society B. 2010;365:2769-77.</li>     <li>Gra&ccedil;a, P. Mateus, MP., Lima, RM. O Conceito de Dieta Mediterr&acirc;nica e a Promo&ccedil;&atilde;o da Alimenta&ccedil;&atilde;o Saud&aacute;vel nas Escolas Portuguesas. Revista Nutr&iacute;cias. 2013;19:6-9.</li>     <li>Braun Jv. The World Food Situation: New Driving Forces and Required Actions International Food Policy Research Institute, Washington, DC, 2007.</li>     ]]></body>
<body><![CDATA[<li>Conway G. The Doubly Green Revolution. London: Penguin Books; 1997.</li>     <li>H. Charles J. Godfray JRB, Ian R. Crute, Lawrence Haddad, David Lawrence, James F. Muir, Jules Pretty, Sherman Robinson, Sandy M. Thomas, Camilla Toulmin. Food Security: The Challenge of Feeding 9 Billion People. SCIENCE. 2010;327:812-8.</li>     <li>Jos&eacute; Lima Santos IdC, Pedro Gra&ccedil;a, Isabel Ribeiro. Introdu&ccedil;&atilde;o: uma alimenta&ccedil;&atilde;o com futuro, saud&aacute;vel, sustent&aacute;vel e acess&iacute;vel para todos. O Futuro da Alimenta&ccedil;&atilde;o: Ambiente, Sa&uacute;de e Economia: Funda&ccedil;&atilde;o Calouste Gulbenkian; 2013. p. 8.</li>     <li>Lucena S. Alimenta&ccedil;&atilde;o Adequada e Sustentabilidade Social. Revista Nutr&iacute;cias. 2012;15:36-9.</li>     <li>FAO. Biodiversity in Sustainable Diets. Roma: FAO, 2010.</li>     <li>Commission E. Sustainable Food 2014 [updated 07/07/2014]. Available from: <a href= "http://ec.europa.eu/environment/eussd/food.htm" table"_blank">http://ec.europa.eu/environment/eussd/food.htm</a>.</li>     <li>New Public Procurement Directives [press release]. 2014.</li>     <li>Baptista P CI, Pires I, Vaz S. Do Campo ao Garfo. Desperd&iacute;cio Alimentar em Portugal. Lisboa: CESTRAS; 2012.</li>     <li>Europeia C. Reduzir o Desperd&iacute;cio Alimentar, A&ccedil;&atilde;o Comum N.&ordm; 2 &ndash; Adapta&ccedil;&atilde;o para o Concurso Escolar &ldquo;Cantina da SEPR 2012&rdquo;. In: Res&iacute;duos SEdPd, editor. 2012.</li>     <li>G. H. &lsquo;Free&rsquo; food, the local production of worth, and the circuit of decommodification: a value theory of the surplus. Environ Plann D: Soc Space. 2002;22(4):485-512.</li>     ]]></body>
<body><![CDATA[<li>Stuart T. Waste: uncovering the global food scandal. London: Penguin Books; 2009.</li>     <li>Think.Eat.Save. Think, Eat, Save: FAO, UNEP and partners launch global campaign on food waste Geneva: Think.Eat.Save. 2013 [cited 2015]. Available from: <a href= "http://www.thinkeatsave.org/index.php/launch-pr" table"_blank">http://www.thinkeatsave.org/index.php/launch-pr</a>.</li>     <li>al. CNe. The Environmental Food Crisis. Nairobi, Kenya: United Nations Environment Programme (UNEP); 2009. p. 37-9.</li>     <li>Ribeiro JMPI RA. Quantifica&ccedil;&atilde;o do Desperd&iacute;cio Alimentar num Centro Escolar. Sociedade Portuguesa de Ci&ecirc;ncias da Nutri&ccedil;&atilde;o e Alimenta&ccedil;&atilde;o; 2013.</li>     <li>Hospitality Bi. An Insight Into the Foodservice &amp; Hospitality Management Sector. Visio - The Vision of a Sector. 2015-2016.</li>     <li>Caronna RS. Como evitar o desperd&iacute;cio de alimentos: estrat&eacute;gias para melhorar a efici&ecirc;ncia da cadeia alimentar na EU. In: Rural CdAedD, editor. 2011.</li>     <li>Nyberg M, Bryntorp, A., Hakansson, A., Hoijer, K., Olsson, V., Rothenberg, E., Sepp, H. and Wendin, K. Exploring the meal concept an interdisciplinary literature overview. The International Conference on Culinary Arts and Sciences 20152015.</li>     <li>Aase S. Hospital Foodservice and Patient Experience: What&rsquo;s New? Journal of the Academy of Nutrition and Dietetics. 2012.</li>     <li>Lee S-L. A Case Study on Quality Improvement of Employee Foodservice in Hospital, Seoul - Focused on Cost Control by the Quantity of Non-Offered Meal. The Korean Journal of Food and Nutrition Sciences. 2010.</li>     <li>Barton AD BC, Macdonald IA, Allison SP. High food wastage and low nutritional intakes in hospital patients. Clin Nutr. 2000 19(6):445-9.</li>     ]]></body>
<body><![CDATA[<li>Williams P WK. Plate waste in hospitals and strategies for change. e-SPEN, the European e-Journal of Clinical Nutrition and Metabolism. 2011;6(6):e235-e41.</li>     <li>Iff S LM, Rosch S, Knecht G, Tanner B, and Stanga Z. . Meeting the nutritional requirements of hospitalized patients: an interdiscipinary approach to hospital catering Clin Nutr. 2008;27:800-5.</li>     <li>Beck A BU, Hasunen K, Jones L, Keller U, Melchior J-C, Mikkelsen B, Schauder P, Sivonen L, Zinck O, Oien H, and Ovesen L. . Food and nutrition care in hospitals: how to prevent undernutrition - report and guidelines from the Council of Europe. Clin Nutr. 2001;20:455-60.</li>     <li>Engstr&ouml;m R C-KA. Food losses in food service institutions Examples from Sweden. Food Policy. 2004;29(3):203-13.</li>     <li>Kelley SM JG, Funk K, Gaskins GT, Welch GB. . Edible plate waste assessment in a university dining hall. Journal of the American Dietetic Association. 1983;83(4):436-40.</li>     <li>I. V. Estudo do desperd&iacute;cio nas refei&ccedil;&otilde;es hospitalares na unidade CHAM - Viana do Castelo. Porto: Universidade do Porto; 2007.</li>     <li>D. F. Desenvolvimento de um projecto piloto de monitoriza&ccedil;&atilde;o da ingest&atilde;o alimentar em doentes hospitalizados Porto: Universidade do Porto; 2011.</li>     <li>D. P. Avalia&ccedil;&atilde;o da satisfa&ccedil;&atilde;o das necessidades energ&eacute;ticas e proteinas e desperd&iacute;cio alimentar de utentes internados no CHCB- Hospital P&ecirc;ro da Covilh&atilde;. Porto: Universidade do Porto; 2012.</li>     <li>McWhirter JP PC. Incidence and recognition of malnutrition in hospital. Bmj. 1994;308(6934):945-8.</li>     <li>Kyle UG UP, Dupertuis YM, Karsegard VL, Genton L, Pichard C. Body composition in 995 acutely ill or chronically ill patients at hospital admission: a controlled population study. Journal of the American Dietetic Association. 2002;102(7):944-55.</li>     ]]></body>
<body><![CDATA[<li>Kyle UG MA, Slosman DO, Mensi N, Unger P, Pichard C. . Contribution of body composition to nutritional assessment at hospital admission in 995 patients: a controlled population study. The British journal of nutrition. 2001;86(6):725-31.</li>     <li>Lim SL OK, Chan YH, Loke WC, Ferguson M, Daniels L. . Malnutrition and its impact on cost of hospitalization, length of stay, readmission and 3-year mortality. Clin Nutr. 2012;31(3):345-50.</li>     <li>Correia MI WD. The impact of malnutrition on morbidity, mortality, length of hospital stay and costs evaluated through a multivariate model analysis. Clin Nutr. 2003;22(3):235-9.</li>     <li>Tavares MM ML, Amaral TF. . Insufficient voluntary intake of nutrients and energy in hospitalized patients. Nutr Hosp. 2007;22(5):584-9.</li>     <li>Amaral TF ML, Teixeira MA, Tavares MM, &Aacute;lvares L, Antunes A. . Undernutrition and associated factors among hospitalized patients. Clin Nutr. 2010;29(5):580-85.</li>     <li>Waitzberg DL CW, Correia MI. Hospital malnutrition: the Brazilian national survey (IBRANUTRI): a study of 4000 patients. Nutrition (Burbank, Los Angeles County, Calif). 2001;17(7-8):573-80.</li>     <li>Mowe M BT. The prevalence of undiagnosed protein-calorie undernutrition in a population of hospitalized elderly patients. Journal of the American Geriatrics Society. 1991;39(11):1089-92.</li>     <li>Meijers JM SJ, vanBokhorst-de van der Schueren MA, Dassen T, Janssen MA, Halfens RJ. . Malnutrition prevalence in The Netherlands: results of the annual dutch national prevalence measurement of care problems. The British journal of nutrition. 2009;101(3):417-23.</li>     <li>Hirsch KM HR, Uetrecht CL, Nelson SJ. . Factors influencing plate by the hospitalized patient. Journal of the American Dietetic Association. 1979;75(3):270-3.</li>     <li>T. C. Treatment of protein-energy malnutrition in chronic disorders in the elderly. Minerva gastroenterologica e dietologica. 2002;48(3):247-63.</li>     ]]></body>
<body><![CDATA[<li>Bruun LI BI, Bergstad I, Nygaard K. . Prevalence of malnutrition in surgical patients: evaluation of nutritional support and documentation. Clin Nutr. 1999;18(3):141-7.</li>     <li>Agarwal E FM, Banks M, Batterham M, Bauer J, Capra S, et al. . Malnutrition and poor food intake are associated with prolonged hospital stay, frequent readmissions, and greater in-hospital mortality: Results from the Nutrition Care Day Survey 2010. Clin Nutr. 2012.</li>     <li>Cruz ACA. Desperd&iacute;cio alimentar e suas causas no almo&ccedil;o do Centro Hospitalar do Alto Ave [Trabalho de Investiga&ccedil;&atilde;o]. Porto: Universidade do Porto; 2013.</li>     <li>Worldwide n. National Report 2014 Portugal. 2015.</li>     <li>Oliveira ACSd. Avalia&ccedil;&atilde;o dos conhecimentos de nutri&ccedil;&atilde;o de cozinheiros e auxiliares de cozinha em Unidades de Alimenta&ccedil;&atilde;o Coletiva do setor hospitalar e social [Trabalho de Investiga&ccedil;&atilde;o]. Porto: Universidade do Porto; 2013.</li>     <li>&Aacute;vila H. Alimenta&ccedil;&atilde;o Hospitalar: Qualidade versus Custos. In: Nutricionistas Od, editor. Alimenta&ccedil;&atilde;o e Desnutri&ccedil;&atilde;o Hospitalar; Porto. 2012.</li>     <li>Rito A. A Pr&eacute;-escola: Uma Ferramenta Contra a Obesidade Infantil. Revista Nutr&iacute;cias. 2003;3:42-7.</li>     <li>Bank W. World Development Report 2008: Agriculture for Development. World Bank, Washington, DC: World Bank, 2008.</li>     <li>Morgan KJ SR. Catering for Sustainability - The Creative Procuremment of School Meals in Italy and the UK. In: Institute TR, editor. Cardiff: Cardiff University; 2005.</li>     <li>FoodServiceEurope. FoodServiceEurope Newsletter. Newsletter. January 2015.</li>     ]]></body>
<body><![CDATA[<li>Sancho, T, Candeias, A, Mendes, C, Rego, M, Cartaxo, L. Promo&ccedil;&atilde;o da Qualidade Nutricional das Refei&ccedil;&otilde;es em Estabelecimentos de Educa&ccedil;&atilde;o. Revista Nutr&iacute;cias. 2007;7:41-3.</li>     <li>Baptista MIM LR. Educa&ccedil;&atilde;o Alimentar em Meio Escolar. Referencual para uma Oferta Alimentar Saud&aacute;vel. Lisboa: Direc&ccedil;&atilde;o-Gera de Inova&ccedil;&atilde;o e Desenvolvimento Curricular, 2006.</li>     <li>WHO. Global strategy on diet, physical activity and health. 2004.</li>     <li>WHO. WHO European Ministerial Conference on Counteracting Obesity Conference Report. Copenhagen: WHO Regional Office for Europe, 2007.</li>     <li>M A. Alimenta&ccedil;&atilde;o saud&aacute;vel na escola: problemas e algumas solu&ccedil;&otilde;es. Alimenta&ccedil;&atilde;o Humana. 1998.</li>     <li>Lopes S RA. Avalia&ccedil;&atilde;o qualitativa das ementas dos jardins-de-inf&acirc;ncia e escolas do primeiro ciclo de Pombal. Alimenta&ccedil;&atilde;o Humana. 2010;16.</li>     <li>Circular n&ordm; 14/DGIDC/2007 - Refeit&oacute;rios Escolares - Normas Gerais de Alimenta&ccedil;&atilde;o, (2007).</li>     <li>Aranceta Bartrina J PRC, Dalmau Serra J, Gil Hernandez A, Lama More R, Martin Mateos MA, Martinez Suarez V, Pavon Belinchon P, Suarez Cortina L. El comedor escolar: situaci&oacute;n actual y gu&iacute;a de recomendaciones. An Pediatr (Barc). 2008;69(1):72-88.</li>     <li>DRE-RAM. Linhas orientadoras para a alimenta&ccedil;&atilde;o nas escolas do 1&ordm; ciclo do ensino b&aacute;sico da Regi&atilde;o Aut&oacute;noma da Madeira. 2006.</li>     <li>(EFSA) EFSA. The European Union summary report on trends and sources of zoonoses, zoonotic agents in 2010. The EFSA Journal 2012: 2012.</li>     ]]></body>
<body><![CDATA[<li>(EFSA) EFSA. The European Union summary report on trends and sources of zoonoses, zoonotic agents and food-borne outbreaks in 2012. The EFSA Journal 2014: 2014.</li>     <li>RL. S. Health-related costs from food borne illness in the United States. 2010.</li>     <li>(WHO) WHO. Five keys to safer food manual. Department of food safety zafbd, editor. Geneve, Switzerland: World Health Organization; 2006.</li>     <li>Bernardino F. Factores de Risco no Servi&ccedil;o Domicili&aacute;rio de Refei&ccedil;&otilde;es. Estoril: Escola Superior de Hotelaria e Turismo do Estoril; 2011.</li>     <li>Martins RB. Seguran&ccedil;a Alimentar: uma Revolu&ccedil;&atilde;o Cultural nas Empresas da Cadeia Alimentar. Revista Nutr&iacute;cias. 2014;20:26-8.</li>     <li>Commission CA. Recomemended International Code of Practice General Principles of Food Hygiene. CAC/RCP1-1969,Rev4: FAO/WHO Food; 2003.</li>     <li>Neufeld LMaBMC. Identifying nutritional need for multiple micronutrient interventions. J Nutr. 2012;142(1):166S-72S.</li>     <li>Leao ALaLCdS. Micronutrient consumption and overweight: is there a relationship? Rev Bras Epidemiol. 2012;15(1):85-95.</li>     <li>Hermoso M, et al. The effect of iron on cognitive development and function in infants, children and adolescents: a systematic review. Ann Nutr Metab. 2011;59(2-4:154-65.</li>     <li>Prado ELaKGD. Nutrition and brain development in early life. Nutr Rev.72(4):267-84.</li>     ]]></body>
<body><![CDATA[<li>Troesch B, et al. Increased Intake of Foods with High Nutrient Density Can Help to Break the Intergenerational Cycle of Malnutrition and Obesity. Nutrients. 2015;7(7):6016-37.</li>     <li>Kaganov B, et al. Suboptimal Micronutrient Intake among Children in Europe. Nutrients. 2015;7(5):3524-35.</li>     <li>DPMI T. Produ&ccedil;&atilde;o de Refei&ccedil;&otilde;es e Altera&ccedil;&otilde;es Nutricionais nos Alimentos. Alimenta&ccedil;&atilde;o Humana. 2009;15.</li>     <li>Frisch G, Elmadfa I. Impact of food processing on the implementation of dietary guidelines. Ann Nutr Metab. 2007;51:50-3.</li>     <li>Mira AR OB, de Almeida MDV. Determinantes da Escolha Alimentar em Crian&ccedil;as. Alimenta&ccedil;&atilde;o Humana. 2012;18.</li>     <li>E. B-Z. Food preferences among the Polish young adults. Food Quality and Preference. 1999;3//;10(2):139-45.</li>     <li>Faria NV. Determinantes da escolha alimentar no trabalho: estudo explorat&oacute;rio no setor de produ&ccedil;&atilde;o de refei&ccedil;&otilde;es [Disserta&ccedil;&atilde;o]. Porto: Universidade do Porto; 2013.</li>     <li>Cunha LM dMA. Question&aacute;rio sobre crit&eacute;rios de escolha de produtos alimentares: aplica&ccedil;&atilde;o a consumidores portugueses. Alimenta&ccedil;&atilde;o Humana; 2014.</li>     <li>Pinho, O, Ferreira, IMPLVO. An&aacute;lise sensorial entre a ind&uacute;stria alimentar e as prefer&ecirc;ncias dos consumidores. Revista Nutr&iacute;cias. 2005;5:8-14.</li>     <li>Manning L. Determining value in the food supply chain. British Food Journal. 2015.</li>     ]]></body>
<body><![CDATA[<li>Gaud&ecirc;ncio JFM. Avalia&ccedil;&atilde;o das prefer&ecirc;ncias alimentares entre utilizadores da cantina de Direito dos Servi&ccedil;os de A&ccedil;&atilde;o Social da Universidade do Porto [Trabalho de Investiga&ccedil;&atilde;o]. Porto: Universidade do Porto; 2013.</li>     <li>AL. P. O que o nutricionista pode fazer pelo pa&iacute;s: como surpreender e empreender o futuro? . APN. 2013;XII Congresso de Nutri&ccedil;&atilde;o e Alimenta&ccedil;&atilde;o.</li>     <li>Cardello AV. The Role of the Human Senses in Food Acceptance. Measurement of Food Preferences. London: Blackie Academic &amp; Professional; 1994. p. 253-97.</li>     <li>Cardello AV. Consumer Expectations and Their Role in Food Acceptance. Measurement of Food Preferences. London: Blackie Academic &amp; Professional; 1994. p. 253-97.</li>     <li>Poory Farahani MG, Renzo Akkerman. Design and operations planning of municipal foodservice systems. Int J Production Economics. 2013;144:383-96.</li>     <li>Victorian Health Promotion Foundation PHAoA. Healthy Australia - Public Support for Prevention Strategies. 2011.</li>     <li>Organization WH. Diet, nutrition and the prevention of chronic diseases: report of a joint WHO/FAO expert consultation. Geneva: World Health Organization, 2003.</li>     <li>Silva FJF. Gest&atilde;o de Pessoas em Alimenta&ccedil;&atilde;o coletiva: fatores que influenciam os r&aacute;cios de pessoal em estabelecimentos com confe&ccedil;&atilde;o Local (Estudo caso em estabelecimentos de Ensino do Setor Privado) [Disserta&ccedil;&atilde;o]. Porto: Universidade do Porto; 2013.</li>     <li>Estat&iacute;stica INd. Empresas em Portugal 2013. 2015.</li>     <li>RP. A. Custos de Refei&ccedil;&otilde;es em Unidades de Alimenta&ccedil;&atilde;o e Nutri&ccedil;&atilde;o: uma aplica&ccedil;&atilde;o para a Divis&atilde;o de Alimenta&ccedil;&atilde;o COSEAS/USP, EM 1997 S&atilde;o Paulo: Universidade de S&atilde;o Paulo. 1999.</li>     ]]></body>
<body><![CDATA[<li>Avegliano RP CD. Influ&ecirc;ncia do Tamanho das Plantas de Produ&ccedil;&atilde;o nos Custos de Refei&ccedil;&otilde;es das Unidades de Alimenta&ccedil;&atilde;o e Nutri&ccedil;&atilde;o da Divis&atilde;o de Alimenta&ccedil;&atilde;o COSEAS/USP1. Rev Nutr Campinas. 2001;14:21-6.</li>     <li>EMGd A. An&aacute;lise da Organiza&ccedil;&atilde;o e das Condi&ccedil;&otilde;es de Trabalho em uma Unidade de Alimenta&ccedil;&atilde;o e Nutri&ccedil;&atilde;o em Rela&ccedil;&atilde;o ao Desempenho e &agrave; Satisfa&ccedil;&atilde;o no Trabalho: Um Estudo de Caso. Niter&oacute;i: Universidade Federal Fluminense. 2010.</li>     <li>Alevato H AE. Gest&atilde;o, Organiza&ccedil;&atilde;o e Condi&ccedil;&otilde;es de Trabalho. Niter&oacute;i, Brasil: V Congresso Nacional de Excel&ecirc;ncia em Gest&atilde;o - Gest&atilde;o do Conhecimento para a Sustentabilidade; 2009.</li>     <li>Cavalli SB SE. Gest&atilde;o de pessoas em unidades produtoras de refei&ccedil;&otilde;es comerciais e a seguran&ccedil;a alimentar. Rev Nutr Campinas. 2007;20(6):657-67.</li>     <li>W. V. Attracting and retaining food servers: How internal service quality moderates occupational stigma. Int J Hospitality Manage. 2007;26:4-19.</li>     <li>Lea R. Dopson DKH JE, Miller. Food and Beverage - Cost Control. Canad&aacute;: Wiley. 2008.</li>     <li>Griffith CJ LK, Clayton D. The assessment of food safety culture. British Food Journal. 2010;112(4):439-56.</li>     <li>F Y. Food safety culture: Creating a behaviour-based food safety management system: New York: Springer; 2009.</li>     <li>Ltd FSAFGB. A Tool to Diagnose Culture in Food Business Operators. 2012.</li>     <li>Powell DA JC, Chapman BJ. Enhancing food safety culture to reduce rates of foodborne illness. Food Control. 2011;22:817-22.</li>     ]]></body>
<body><![CDATA[<li>P. P. Pedagogia laboral. Barcelona: Editorial Ariel, SA; 2002.</li>     <li>Torheim LE, Granli GI, Barikmo I, Oshaug A. A survey among potential employers for developing a curriculum in public health nutrition. Public Health Nutr. 2009;12(8):1039-45.</li>     <li>CFSN B. Gest&atilde;o de riscos sanit&aacute;rios em restaura&ccedil;&atilde;o e hotelaria Congresso de ci&ecirc;ncias Veterin&aacute;rias Oeiras. 2002.</li>     <li>Carvalho CIL. Influ&ecirc;ncia das infraestruturas na garantia da seguran&ccedil;a alimentar, em refeit&oacute;rios escolares. Porto: Universidade do Porto; 2012.</li>     <li>Barbosa MN. Caracteriza&ccedil;&atilde;o da presta&ccedil;&atilde;o do servi&ccedil;o de refei&ccedil;&otilde;es escolares pelos Munic&iacute;pios Portugueses. Porto: Universidade do Porto; 2011.</li>     <li>Landman JP, Wootton SA. Professional regulation of nutritionists: where are we now? P Nutr Soc. 2007;66(2):269-76.</li>     <li>Dias ARM. Manual de empratamento: uma ferramenta promotora da Qualidade na restaura&ccedil;&atilde;o Coletiva [Trabalho de Investiga&ccedil;&atilde;o]. Porto: Universidade do Porto; 2013.</li>     <li>Capra S. Dietitians as leaders, past, present and future. Nutrition &amp; Dietetics. 2012 69:179-82.</li>     <p>&nbsp;</p>     <p>  <b ><a href="#topc0">Endere&#231;o para correspond&#234;ncia</a><a name="c0"></a></b> <br/>Ana Helena Pinto     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Rua Cidade de Poligny, n.&ordm; 16,</p>     <p>4540-234 Arouca, Portugal</p> <a href="mailto:anahelenabfp@gmail.com">anahelenabfp@gmail.com</a></p>      <p>Recebido a 20 de julho de 2015</p>     <p>Aceite a 3 de setembro de 2015</p>      ]]></body><back>
<ref-list>
<ref id="B1">
<label>4</label><nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Marques]]></surname>
<given-names><![CDATA[HÁ]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[O Sector Alimentar e a Caracterização do Consumo Alimentar fora de Casa - Portugal: 1990-2000]]></source>
<year>2009</year>
<publisher-loc><![CDATA[Porto ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Universidade do Porto]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B2">
<label>6</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Ranganathan Kumar]]></surname>
<given-names><![CDATA[TK]]></given-names>
</name>
</person-group>
<collab>Ramalingam Rajamanickam.Shanmugam Nadanasabapathi</collab>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Institutional Foods Development Perspectives Review]]></article-title>
<source><![CDATA[Food and Nutrition Sciences]]></source>
<year>2013</year>
<volume>4</volume>
<page-range>873-8</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B3">
<label>9</label><nlm-citation citation-type="book">
<collab>Collective SNdlR</collab>
<source><![CDATA[en]]></source>
<year>2014</year>
<publisher-loc><![CDATA[Explications ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[SNRC]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B4">
<label>10</label><nlm-citation citation-type="book">
<collab>Collective SNdlR</collab>
<source><![CDATA[en]]></source>
<year>2014</year>
<publisher-loc><![CDATA[Définition de la restauration collective ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[SNRC]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B5">
<label>11</label><nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Silva]]></surname>
<given-names><![CDATA[MIG]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Proposta de referencial para qualificação de ementas na Restauração Colectiva]]></source>
<year>2008</year>
<publisher-loc><![CDATA[Porto ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Universidade do Porto]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B6">
<label>12</label><nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Organization]]></surname>
<given-names><![CDATA[WH]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[European Food and Nutrition Action Plan 2015-2020]]></article-title>
<source><![CDATA[Europe ROf, editor]]></source>
<year>2014</year>
<publisher-loc><![CDATA[Denmark ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[World Health Organization]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B7">
<label>13</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Bessa V]]></surname>
<given-names><![CDATA[MA]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Rocha]]></surname>
<given-names><![CDATA[A]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Proposta de critérios para avaliação qualitativa de ementas]]></article-title>
<source><![CDATA[Alimentação Humana]]></source>
<year>2009</year>
<volume>15</volume>
<numero>3</numero>
<issue>3</issue>
<page-range>73-80</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B8">
<label>14</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[AMCN]]></surname>
<given-names><![CDATA[R]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Particularidades dos Serviços de Alimentação em Instituições Geriátricas]]></article-title>
<source><![CDATA[Rev de Aliment Hum]]></source>
<year>2007</year>
<volume>13</volume>
<numero>1</numero>
<issue>1</issue>
<page-range>3-9</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B9">
<label>15</label><nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Pereira]]></surname>
<given-names><![CDATA[CMN]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Referências Instituicionais para o Desempenho da Profissão de Nutricionista]]></source>
<year>2013</year>
<publisher-loc><![CDATA[Porto ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Instituto Superior de Ciências da Saúde]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B10">
<label>16</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Committee TAQMCaSoPSotQM]]></surname>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Academy of Nutrition and Dietetics: Scope of Practice for the Registered Dietitian]]></article-title>
<source><![CDATA[Journal of the Academy of Nutrition and Dietetics]]></source>
<year>2013</year>
<volume>113</volume>
<numero>6^s2</numero>
<issue>6^s2</issue>
<supplement>2</supplement>
<page-range>S17-28</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B11">
<label>19</label><nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Spears MC]]></surname>
<given-names><![CDATA[VA]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Foodservice Organizations: A Managerial and Systems Approach. New York:]]></source>
<year>1985</year>
<publisher-loc><![CDATA[NY ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Collier Macmillan]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B12">
<label>20</label><nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[MB]]></surname>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[G.Foodservice Organizations: A Managerial and System Approach]]></source>
<year>2013</year>
<edition>8</edition>
<publisher-loc><![CDATA[NJ ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Pearson]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B13">
<label>23</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Graça]]></surname>
<given-names><![CDATA[P]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Compromissos Actuais da Formação e Pedagogia nas Ciências da Nutrição e Alimentação: O Impacto das Modificações na Cadeia Alimentar]]></article-title>
<source><![CDATA[Revista Nutrícias]]></source>
<year>2006</year>
<volume>6</volume>
<page-range>8-11</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B14">
<label>24</label><nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Commission]]></surname>
<given-names><![CDATA[E]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Sustainable food consumption and production in a resource-constrained world - 3rd SCAR Foresight Exercise]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[Food]]></surname>
<given-names><![CDATA[AFB]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Luxembourg]]></source>
<year>2011</year>
<page-range>232</page-range><publisher-loc><![CDATA[Publications Office of the European Union ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[European Commission]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B15">
<label>26</label><nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Herrero]]></surname>
<given-names><![CDATA[T]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[en]]></source>
<year>2012</year>
<publisher-loc><![CDATA[Como ligar nutrição e sustentabilidade ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Centro de Estudos em Sustentabilidade da EAESP]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B16">
<label>27</label><nlm-citation citation-type="journal">
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[27: H. Charles J. Godfray IRC, Lawrence Haddad, David Lawrence, James F. Muir, Nicholas Nisbett, Jules Pretty, Sherman Robinson, Camilla Toulmin and Rosalind Whiteley. The future of the global food system]]></article-title>
<source><![CDATA[Philosophical Transactions of the Royal Society B]]></source>
<year>2010</year>
<volume>365</volume>
<page-range>2769-77</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B17">
<label>28</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Graça]]></surname>
</name>
</person-group>
<collab>P</collab>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Mateus, MP: , Lima, RM. O Conceito de Dieta Mediterrânica e a Promoção da Alimentação Saudável nas Escolas Portuguesas]]></article-title>
<source><![CDATA[Revista Nutrícias]]></source>
<year>2013</year>
<volume>19</volume>
<page-range>6-9</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B18">
<label>29</label><nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Braun Jv]]></surname>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[en]]></source>
<year>2007</year>
<publisher-loc><![CDATA[The World Food Situation ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[New Driving Forces and Required Actions International Food Policy Research Institute, Washington, DC]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B19">
<label>30</label><nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Conway]]></surname>
<given-names><![CDATA[G]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[The Doubly Green Revolution]]></source>
<year>1997</year>
<publisher-loc><![CDATA[London ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Penguin Books]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B20">
<label>31</label><nlm-citation citation-type="journal">
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[31: H. Charles J. Godfray JRB, Ian R. Crute, Lawrence Haddad, David Lawrence, James F. Muir, Jules Pretty, Sherman Robinson, Sandy M. Thomas, Camilla Toulmin. Food Security: The Challenge of Feeding 9 Billion People]]></article-title>
<source><![CDATA[SCIENCE]]></source>
<year>2010</year>
<volume>327</volume>
<page-range>812-8</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B21">
<label>32</label><nlm-citation citation-type="book">
<collab>José Lima Santos IdC.Pedro Graça.Isabel Ribeiro</collab>
<source><![CDATA[Introdução: uma alimentação com futuro, saudável, sustentável e acessível para todos. O Futuro da Alimentação: Ambiente,]]></source>
<year>2013</year>
<publisher-loc><![CDATA[Saúde e Economia ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Fundação Calouste Gulbenkian]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B22">
<label>33</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Lucena]]></surname>
<given-names><![CDATA[S]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="unknown"><![CDATA[Alimentação Adequada e Sustentabilidade Social]]></article-title>
<source><![CDATA[Revista Nutrícias]]></source>
<year>2012</year>
<volume>15</volume>
<page-range>36-9</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B23">
<label>34</label><nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[FAO]]></surname>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Biodiversity in Sustainable Diets]]></source>
<year>2010</year>
<publisher-loc><![CDATA[Roma ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[FAO]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B24">
<label>37</label><nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Baptista P]]></surname>
<given-names><![CDATA[CI]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Pires]]></surname>
<given-names><![CDATA[I]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Vaz]]></surname>
<given-names><![CDATA[S]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Do Campo ao Garfo.Desperdício Alimentar em Portugal]]></source>
<year>2012</year>
<publisher-loc><![CDATA[Lisboa ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[CESTRAS]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B25">
<label>39</label><nlm-citation citation-type="journal">
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[39: G. H. 'Free' food, the local production of worth, and the circuit of decommodification: a value theory of the surplus]]></article-title>
<source><![CDATA[Environ Plann D: Soc Space]]></source>
<year>2002</year>
<volume>22</volume>
<numero>4</numero>
<issue>4</issue>
<page-range>485-512</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B26">
<label>40</label><nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Stuart]]></surname>
<given-names><![CDATA[T]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Waste: uncovering the global food scandal]]></source>
<year>2009</year>
<publisher-loc><![CDATA[London ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Penguin Books]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B27">
<label>49</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Barton]]></surname>
<given-names><![CDATA[AD BC]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Macdonald]]></surname>
<given-names><![CDATA[IA]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Allison]]></surname>
<given-names><![CDATA[SP]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[High food wastage and low nutritional intakes in hospital patients]]></article-title>
<source><![CDATA[Clin Nutr]]></source>
<year>2000</year>
<volume>19</volume>
<numero>^s6</numero>
<issue>^s6</issue>
<supplement>6</supplement>
<page-range>445-9</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B28">
<label>50</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Williams P]]></surname>
<given-names><![CDATA[WK]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Plate waste in hospitals and strategies for change: e-SPEN, the European e-Journal of Clinical Nutrition and]]></article-title>
<source><![CDATA[Metabolism]]></source>
<year>2011</year>
<volume>6</volume>
<numero>6</numero>
<issue>6</issue>
<page-range>e235-e41</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B29">
<label>51</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Iff S]]></surname>
<given-names><![CDATA[LM]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Rosch]]></surname>
<given-names><![CDATA[S]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Knecht]]></surname>
<given-names><![CDATA[G]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Tanner]]></surname>
<given-names><![CDATA[B]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[and Stanga]]></surname>
<given-names><![CDATA[Z]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Meeting the nutritional requirements of hospitalized patients: an interdiscipinary approach to hospital catering Clin]]></article-title>
<source><![CDATA[Nutr]]></source>
<year>2008</year>
<volume>27</volume>
<page-range>800-5</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B30">
<label>52</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Beck A]]></surname>
<given-names><![CDATA[BU]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Hasunen]]></surname>
<given-names><![CDATA[K]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Jones]]></surname>
<given-names><![CDATA[L]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Keller]]></surname>
<given-names><![CDATA[U]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Melchior J-C]]></surname>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Mikkelsen]]></surname>
<given-names><![CDATA[B]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Schauder]]></surname>
<given-names><![CDATA[P]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Sivonen]]></surname>
<given-names><![CDATA[L]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Zinck]]></surname>
<given-names><![CDATA[O]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Oien]]></surname>
<given-names><![CDATA[H]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[and Ovesen]]></surname>
<given-names><![CDATA[L]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Food and nutrition care in hospitals: how to prevent undernutrition - report and guidelines from the Council of Europe]]></article-title>
<source><![CDATA[Clin Nutr]]></source>
<year>2001</year>
<volume>20</volume>
<page-range>455-60</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B31">
<label>53</label><nlm-citation citation-type="journal">
<collab>Engström R C-KA</collab>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Food losses in food service institutions Examples from Sweden]]></article-title>
<source><![CDATA[Food Policy]]></source>
<year>2004</year>
<volume>29</volume>
<numero>3</numero>
<issue>3</issue>
<page-range>203-13</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B32">
<label>54</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Kelley SM]]></surname>
<given-names><![CDATA[JG]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Funk]]></surname>
<given-names><![CDATA[K]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Gaskins]]></surname>
<given-names><![CDATA[GT]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Welch]]></surname>
<given-names><![CDATA[GB]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Edible plate waste assessment in a university dining hall]]></article-title>
<source><![CDATA[Journal of the American Dietetic Association]]></source>
<year>1983</year>
<volume>83</volume>
<numero>4</numero>
<issue>4</issue>
<page-range>436-40</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B33">
<label>55</label><nlm-citation citation-type="book">
<source><![CDATA[55.I. V. Estudo do desperdício nas refeições hospitalares na unidade CHAM - Viana do Castelo]]></source>
<year>2007</year>
<publisher-loc><![CDATA[Porto ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Universidade do Porto]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B34">
<label>56</label><nlm-citation citation-type="book">
<source><![CDATA[56.D. F]]></source>
<year>2011</year>
<publisher-loc><![CDATA[Desenvolvimento de um projecto piloto de monitorização da ingestão alimentar em doentes hospitalizados Porto ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Universidade do Porto]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B35">
<label>57</label><nlm-citation citation-type="book">
<source><![CDATA[57.D. P. Avaliação da satisfação das necessidades energéticas e proteinas e desperdício alimentar de utentes internados no CHCB- Hospital Pêro da Covilhã]]></source>
<year>2012</year>
<publisher-loc><![CDATA[Porto ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Universidade do Porto]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B36">
<label>58</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[McWhirter JP]]></surname>
<given-names><![CDATA[PC]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Incidence and recognition of malnutrition in hospital]]></article-title>
<source><![CDATA[Bmj]]></source>
<year>1994</year>
<volume>308</volume>
<numero>6934</numero>
<issue>6934</issue>
<page-range>945-8</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B37">
<label>59</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Kyle UG]]></surname>
<given-names><![CDATA[UP]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Dupertuis]]></surname>
<given-names><![CDATA[YM]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Karsegard]]></surname>
<given-names><![CDATA[VL]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Genton]]></surname>
<given-names><![CDATA[L]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Pichard]]></surname>
<given-names><![CDATA[C]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Body composition in 995 acutely ill or chronically ill patients at hospital admission: a controlled population study]]></article-title>
<source><![CDATA[Journal of the American Dietetic Association]]></source>
<year>2002</year>
<volume>102</volume>
<numero>7</numero>
<issue>7</issue>
<page-range>944-55</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B38">
<label>60</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Kyle UG]]></surname>
<given-names><![CDATA[MA]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Slosman]]></surname>
<given-names><![CDATA[DO]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Mensi]]></surname>
<given-names><![CDATA[N]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Unger]]></surname>
<given-names><![CDATA[P]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Pichard]]></surname>
<given-names><![CDATA[C]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Contribution of body composition to nutritional assessment at hospital admission in 995 patients: a controlled population study]]></article-title>
<source><![CDATA[The British journal of nutrition]]></source>
<year>2001</year>
<volume>86</volume>
<numero>6</numero>
<issue>6</issue>
<page-range>725-31</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B39">
<label>61</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Lim SL]]></surname>
<given-names><![CDATA[OK]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Chan]]></surname>
<given-names><![CDATA[YH]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Loke]]></surname>
<given-names><![CDATA[WC]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Ferguson]]></surname>
<given-names><![CDATA[M]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Daniels]]></surname>
<given-names><![CDATA[L]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Malnutrition and its impact on cost of hospitalization, length of stay, readmission and 3-year mortality]]></article-title>
<source><![CDATA[Clin Nutr]]></source>
<year>2012</year>
<volume>31</volume>
<numero>3</numero>
<issue>3</issue>
<page-range>345-50</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B40">
<label>62</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Correia MI]]></surname>
<given-names><![CDATA[WD]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[The impact of malnutrition on morbidity, mortality, length of hospital stay and costs evaluated through a multivariate model analysis]]></article-title>
<source><![CDATA[Clin Nutr]]></source>
<year>2003</year>
<volume>22</volume>
<numero>3</numero>
<issue>3</issue>
<page-range>235-9</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B41">
<label>63</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Tavares MM]]></surname>
<given-names><![CDATA[ML]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Amaral]]></surname>
<given-names><![CDATA[TF]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Insufficient voluntary intake of nutrients and energy in hospitalized patients]]></article-title>
<source><![CDATA[Nutr Hosp]]></source>
<year>2007</year>
<volume>22</volume>
<numero>5</numero>
<issue>5</issue>
<page-range>584-9</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B42">
<label>64</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Amaral TF]]></surname>
<given-names><![CDATA[ML]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Teixeira]]></surname>
<given-names><![CDATA[MA]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Tavares]]></surname>
<given-names><![CDATA[MM]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Álvares]]></surname>
<given-names><![CDATA[L]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Antunes]]></surname>
<given-names><![CDATA[A]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Undernutrition and associated factors among hospitalized patients]]></article-title>
<source><![CDATA[Clin Nutr]]></source>
<year>2010</year>
<volume>29</volume>
<numero>5</numero>
<issue>5</issue>
<page-range>580-85</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B43">
<label>65</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Waitzberg DL]]></surname>
<given-names><![CDATA[CW]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Correia]]></surname>
<given-names><![CDATA[MI]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Hospital malnutrition: the Brazilian national survey (IBRANUTRI): a study of 4000 patients]]></article-title>
<source><![CDATA[Nutrition (Burbank, Los Angeles County, Calif)]]></source>
<year>2001</year>
<volume>17</volume>
<numero>7-8</numero>
<issue>7-8</issue>
<page-range>573-80</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B44">
<label>66</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Mowe M]]></surname>
<given-names><![CDATA[BT]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[The prevalence of undiagnosed protein-calorie undernutrition in a population of hospitalized elderly patients]]></article-title>
<source><![CDATA[Journal of the American Geriatrics Society]]></source>
<year>1991</year>
<volume>39</volume>
<numero>11</numero>
<issue>11</issue>
<page-range>1089-92</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B45">
<label>67</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Meijers JM]]></surname>
<given-names><![CDATA[SJ]]></given-names>
</name>
</person-group>
<collab>vanBokhorst-de van der Schueren MA.Dassen T.Janssen MA.Halfens RJ</collab>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Malnutrition prevalence in The Netherlands: results of the annual dutch national prevalence measurement of care problems]]></article-title>
<source><![CDATA[The British journal of nutrition]]></source>
<year>2009</year>
<volume>101</volume>
<numero>3</numero>
<issue>3</issue>
<page-range>417-23</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B46">
<label>68</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Hirsch KM]]></surname>
<given-names><![CDATA[HR]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Uetrecht]]></surname>
<given-names><![CDATA[CL]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Nelson]]></surname>
<given-names><![CDATA[SJ]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Factors influencing plate by the hospitalized patient]]></article-title>
<source><![CDATA[Journal of the American Dietetic Association]]></source>
<year>1979</year>
<volume>75</volume>
<numero>3</numero>
<issue>3</issue>
<page-range>270-3</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B47">
<label>69</label><nlm-citation citation-type="journal">
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[69: T. C. Treatment of protein-energy malnutrition in chronic disorders in the elderly]]></article-title>
<source><![CDATA[Minerva gastroenterologica e dietologica]]></source>
<year>2002</year>
<volume>48</volume>
<numero>3</numero>
<issue>3</issue>
<page-range>247-63</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B48">
<label>70</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Bruun LI]]></surname>
<given-names><![CDATA[BI]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Bergstad]]></surname>
<given-names><![CDATA[I]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Nygaard]]></surname>
<given-names><![CDATA[K]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Prevalence of malnutrition in surgical patients: evaluation of nutritional support and documentation]]></article-title>
<source><![CDATA[Clin Nutr]]></source>
<year>1999</year>
<volume>18</volume>
<numero>3</numero>
<issue>3</issue>
<page-range>141-7</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B49">
<label>71</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Agarwal]]></surname>
<given-names><![CDATA[E FM]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Banks]]></surname>
<given-names><![CDATA[M]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Batterham]]></surname>
<given-names><![CDATA[M]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Bauer]]></surname>
<given-names><![CDATA[J]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Capra]]></surname>
<given-names><![CDATA[S]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Malnutrition and poor food intake are associated with prolonged hospital stay, frequent readmissions, and greater in-hospital mortality: Results from the Nutrition Care Day Survey 2010]]></article-title>
<source><![CDATA[Clin Nutr]]></source>
<year>2012</year>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B50">
<label>72</label><nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Cruz]]></surname>
<given-names><![CDATA[ACA]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Desperdício alimentar e suas causas no almoço do Centro Hospitalar do Alto Ave]]></source>
<year>2013</year>
<publisher-loc><![CDATA[Porto ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Universidade do Porto]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B51">
<label>74</label><nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Oliveira ACSd]]></surname>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Avaliação dos conhecimentos de nutrição de cozinheiros e auxiliares de cozinha em Unidades de Alimentação Coletiva do setor hospitalar e social]]></source>
<year>2013</year>
<publisher-loc><![CDATA[Porto ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Universidade do Porto]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B52">
<label>76</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Rito]]></surname>
<given-names><![CDATA[A]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[A Pré-escola: Uma Ferramenta Contra a Obesidade Infantil]]></article-title>
<source><![CDATA[Revista Nutrícias]]></source>
<year>2003</year>
<volume>3</volume>
<page-range>42-7</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B53">
<label>77</label><nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Bank]]></surname>
<given-names><![CDATA[W]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[World Development Report 2008: Agriculture for Development. World Bank, Washington,]]></source>
<year>2008</year>
<publisher-loc><![CDATA[DC ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[World Bank]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B54">
<label>78</label><nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Morgan KJ]]></surname>
<given-names><![CDATA[SR]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Catering for Sustainability - The Creative Procuremment of School Meals in Italy and the UK]]></article-title>
<source><![CDATA[Institute TR, editor]]></source>
<year>2005</year>
<publisher-loc><![CDATA[Cardiff ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Cardiff University]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B55">
<label>80</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Sancho]]></surname>
</name>
</person-group>
<collab>T.Candeias.A.Mendes.C.Rego.M.Cartaxo.L</collab>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Promoção da Qualidade Nutricional das Refeições em Estabelecimentos de Educação]]></article-title>
<source><![CDATA[Revista Nutrícias]]></source>
<year>2007</year>
<volume>7</volume>
<page-range>41-3</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B56">
<label>81</label><nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Baptista MIM]]></surname>
<given-names><![CDATA[LR]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Educação Alimentar em Meio Escolar.Referencual para uma Oferta Alimentar Saudável]]></source>
<year>2006</year>
<publisher-loc><![CDATA[Lisboa ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Direcção-Gera de Inovação e Desenvolvimento Curricular]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B57">
<label>83</label><nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[WHO]]></surname>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[WHO European Ministerial Conference on Counteracting Obesity Conference Report]]></source>
<year>2007</year>
<publisher-loc><![CDATA[Copenhagen ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[WHO Regional Office for Europe]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B58">
<label>87</label><nlm-citation citation-type="journal">
<collab>Aranceta Bartrina J PRC.Dalmau Serra J.Gil Hernandez A.Lama More R.Martin Mateos MA.Martinez Suarez V.Pavon Belinchon P.Suarez Cortina L</collab>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[El comedor escolar: situación actual y guía de recomendaciones]]></article-title>
<source><![CDATA[An Pediatr (Barc)]]></source>
<year>2008</year>
<volume>69</volume>
<numero>1</numero>
<issue>1</issue>
<page-range>72-88</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B59">
<label>93</label><nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Bernardino]]></surname>
<given-names><![CDATA[F]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Factores de Risco no Serviço Domiciliário de Refeições]]></source>
<year>2011</year>
<publisher-loc><![CDATA[Estoril ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Escola Superior de Hotelaria e Turismo do Estoril]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B60">
<label>94</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Martins]]></surname>
<given-names><![CDATA[RB]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Segurança Alimentar: uma Revolução Cultural nas Empresas da Cadeia Alimentar]]></article-title>
<source><![CDATA[Revista Nutrícias]]></source>
<year>2014</year>
<volume>20</volume>
<page-range>26-8</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B61">
<label>96</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Neufeld LMaBMC]]></surname>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Identifying nutritional need for multiple micronutrient interventions]]></article-title>
<source><![CDATA[J Nutr]]></source>
<year>2012</year>
<volume>142</volume>
<numero>1</numero>
<issue>1</issue>
<page-range>166S-72S</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B62">
<label>97</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Leao ALaLCdS]]></surname>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Micronutrient consumption and overweight: is there a relationship?]]></article-title>
<source><![CDATA[Rev Bras Epidemiol]]></source>
<year>2012</year>
<volume>15</volume>
<numero>1</numero>
<issue>1</issue>
<page-range>85-95</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B63">
<label>98</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Hermoso]]></surname>
<given-names><![CDATA[M]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[The effect of iron on cognitive development and function in infants, children and adolescents: a systematic review]]></article-title>
<source><![CDATA[Ann Nutr Metab]]></source>
<year>2011</year>
<volume>59</volume>
<numero>^s2-4</numero>
<issue>^s2-4</issue>
<supplement>2-4</supplement>
<page-range>154-65</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B64">
<label>99</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Prado]]></surname>
<given-names><![CDATA[ELaKGD]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Nutrition and brain development in early life]]></article-title>
<source><![CDATA[Nutr Rev]]></source>
<year></year>
<volume>72</volume>
<numero>^s4</numero>
<issue>^s4</issue>
<supplement>4</supplement>
<page-range>267-84</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B65">
<label>100</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Troesch]]></surname>
<given-names><![CDATA[B]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Increased Intake of Foods with High Nutrient Density Can Help to Break the Intergenerational Cycle of Malnutrition and Obesity]]></article-title>
<source><![CDATA[Nutrients]]></source>
<year>2015</year>
<volume>7</volume>
<numero>7</numero>
<issue>7</issue>
<page-range>6016-37</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B66">
<label>101</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Kaganov]]></surname>
<given-names><![CDATA[B]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Suboptimal Micronutrient Intake among Children in Europe]]></article-title>
<source><![CDATA[Nutrients]]></source>
<year>2015</year>
<volume>7</volume>
<numero>5</numero>
<issue>5</issue>
<page-range>3524-35</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B67">
<label>103</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Frisch]]></surname>
<given-names><![CDATA[G]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Elmadfa]]></surname>
<given-names><![CDATA[I]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Impact of food processing on the implementation of dietary guidelines]]></article-title>
<source><![CDATA[Ann Nutr Metab]]></source>
<year>2007</year>
<volume>51</volume>
<page-range>50-3</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B68">
<label>106</label><nlm-citation citation-type="">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Faria]]></surname>
<given-names><![CDATA[NV]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[pt]]></source>
<year></year>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B69">
<label>108</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Pinho]]></surname>
</name>
</person-group>
<collab>O.Ferreira.IMPLVO</collab>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Análise sensorial entre a indústria alimentar e as preferências dos consumidores]]></article-title>
<source><![CDATA[Revista Nutrícias]]></source>
<year>2005</year>
<volume>5</volume>
<page-range>8-14</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B70">
<label>110</label><nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Gaudêncio]]></surname>
<given-names><![CDATA[JFM]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Avaliação das preferências alimentares entre utilizadores da cantina de Direito dos Serviços de Ação Social da Universidade do Porto]]></source>
<year>2013</year>
<publisher-loc><![CDATA[Porto ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Universidade do Porto]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B71">
<label>112</label><nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Cardello]]></surname>
<given-names><![CDATA[AV]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[The Role of the Human Senses in Food Acceptance.Measurement of Food Preferences]]></source>
<year>1994</year>
<publisher-loc><![CDATA[London ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Blackie Academic & Professional]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B72">
<label>113</label><nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Cardello]]></surname>
<given-names><![CDATA[AV]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Consumer Expectations and Their Role in Food Acceptance.Measurement of Food Preferences]]></source>
<year>1994</year>
<publisher-loc><![CDATA[London ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Blackie Academic & Professional]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B73">
<label>114</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Poory Farahani]]></surname>
<given-names><![CDATA[MG]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Renzo Akkerman]]></surname>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Design and operations planning of municipal foodservice systems]]></article-title>
<source><![CDATA[Int J Production Economics]]></source>
<year>2013</year>
<volume>144</volume>
<page-range>383-96</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B74">
<label>116</label><nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Organization]]></surname>
<given-names><![CDATA[WH]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Diet, nutrition and the prevention of chronic diseases: report of a joint WHO/FAO expert consultation]]></source>
<year>2003</year>
<publisher-loc><![CDATA[Geneva ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[World Health Organization]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B75">
<label>117</label><nlm-citation citation-type="">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Silva]]></surname>
<given-names><![CDATA[FJF]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Gestão de Pessoas em Alimentação coletiva: fatores que influenciam os rácios de pessoal em estabelecimentos com confeção Local]]></source>
<year></year>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B76">
<label>120</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Avegliano RP]]></surname>
<given-names><![CDATA[CD]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Influência do Tamanho das Plantas de Produção nos Custos de Refeições das Unidades de Alimentação e Nutrição da Divisão de Alimentação COSEAS/USP1]]></article-title>
<source><![CDATA[Rev Nutr Campinas]]></source>
<year>2001</year>
<volume>14</volume>
<page-range>21-6</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B77">
<label>122</label><nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Alevato H]]></surname>
<given-names><![CDATA[AE]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Gestão, Organização e Condições de Trabalho.Niterói,]]></source>
<year>2009</year>
<publisher-loc><![CDATA[Brasil ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[V Congresso Nacional de Excelência em Gestão - Gestão do Conhecimento para a Sustentabilidade]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B78">
<label>123</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Cavalli SB]]></surname>
<given-names><![CDATA[SE]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Gestão de pessoas em unidades produtoras de refeições comerciais e a segurança alimentar]]></article-title>
<source><![CDATA[Rev Nutr Campinas]]></source>
<year>2007</year>
<volume>20</volume>
<numero>6</numero>
<issue>6</issue>
<page-range>657-67</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B79">
<label>124</label><nlm-citation citation-type="journal">
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[124: W. V. Attracting and retaining food servers: How internal service quality moderates occupational stigma]]></article-title>
<source><![CDATA[Int J Hospitality Manage]]></source>
<year>2007</year>
<volume>26</volume>
<page-range>4-19</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B80">
<label>126</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Griffith CJ]]></surname>
<given-names><![CDATA[LK]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Clayton]]></surname>
<given-names><![CDATA[D]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[The assessment of food safety culture]]></article-title>
<source><![CDATA[British Food Journal]]></source>
<year>2010</year>
<volume>112</volume>
<numero>4</numero>
<issue>4</issue>
<page-range>439-56</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B81">
<label>127</label><nlm-citation citation-type="book">
<collab>F Y</collab>
<source><![CDATA[Food safety culture: Creating a behaviour-based food safety management system:]]></source>
<year>2009</year>
<publisher-loc><![CDATA[New York ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Springer]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B82">
<label>129</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Powell DA]]></surname>
<given-names><![CDATA[JC]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Chapman]]></surname>
<given-names><![CDATA[BJ]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Enhancing food safety culture to reduce rates of foodborne illness]]></article-title>
<source><![CDATA[Food Control]]></source>
<year>2011</year>
<volume>22</volume>
<page-range>817-22</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B83">
<label>130</label><nlm-citation citation-type="book">
<source><![CDATA[130.P. P. Pedagogia laboral]]></source>
<year>2002</year>
<publisher-loc><![CDATA[Barcelona ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Editorial Ariel, SA]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B84">
<label>131</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Torheim]]></surname>
<given-names><![CDATA[LE]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Granli]]></surname>
<given-names><![CDATA[GI]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Barikmo]]></surname>
<given-names><![CDATA[I]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Oshaug]]></surname>
<given-names><![CDATA[A]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[A survey among potential employers for developing a curriculum in public health nutrition]]></article-title>
<source><![CDATA[Public Health Nutr]]></source>
<year>2009</year>
<volume>12</volume>
<numero>8</numero>
<issue>8</issue>
<page-range>1039-45</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B85">
<label>133</label><nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Carvalho]]></surname>
<given-names><![CDATA[CIL]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Influência das infraestruturas na garantia da segurança alimentar, em refeitórios escolares]]></source>
<year>2012</year>
<publisher-loc><![CDATA[Porto ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Universidade do Porto]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B86">
<label>134</label><nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Barbosa]]></surname>
<given-names><![CDATA[MN]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Caracterização da prestação do serviço de refeições escolares pelos Municípios Portugueses]]></source>
<year>2011</year>
<publisher-loc><![CDATA[Porto ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Universidade do Porto]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B87">
<label>135</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Landman]]></surname>
<given-names><![CDATA[JP]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Wootton]]></surname>
<given-names><![CDATA[SA]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Professional regulation of nutritionists: where are we now?]]></article-title>
<source><![CDATA[P Nutr Soc]]></source>
<year>2007</year>
<volume>66</volume>
<numero>2</numero>
<issue>2</issue>
<page-range>269-76</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B88">
<label>136</label><nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Dias]]></surname>
<given-names><![CDATA[ARM]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Manual de empratamento: uma ferramenta promotora da Qualidade na restauração Coletiva]]></source>
<year>2013</year>
<publisher-loc><![CDATA[Porto ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Universidade do Porto]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B89">
<label>137</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Capra]]></surname>
<given-names><![CDATA[S]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Dietitians as leaders, past, present and future]]></article-title>
<source><![CDATA[Nutrition & Dietetics]]></source>
<year>2012</year>
<volume>69</volume>
<page-range>179-82</page-range></nlm-citation>
</ref>
</ref-list>
</back>
</article>
