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<article-id pub-id-type="doi">10.21011/apn.2015.0302</article-id>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Adequação Nutricional em Crianças Subnutridas dos 6 aos 59 Meses, em Cantagalo (São Tomé E Príncipe)]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Nutritional Adequacy in Undernourished Children from 6 to 59 Months of Age, in Cantagalo (São Tomé E Príncipe)]]></article-title>
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<self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S2183-59852015000400002&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S2183-59852015000400002&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S2183-59852015000400002&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><abstract abstract-type="short" xml:lang="pt"><p><![CDATA[Introdução: A subnutrição em crianças é considerada um problema de saúde pública, principalmente nos países em desenvolvimento, reconhecendo-se a sua relação com uma ingestão inadequada. A escassez de dados relativos a São Tomé e Príncipe nesta temática torna premente a avaliação da adequação nutricional destas crianças e a realização de estudos semelhantes. Objetivos: Conhecer as diferenças entre o aporte energético e de macronutrientes e as recomendações nutricionais em crianças subnutridas dos 6 aos 59 meses, no distrito de Cantagalo, em São Tomé e Príncipe. Estudar a relação entre a adequação da ingestão e o tipo e grau de subnutrição, idade, amamentação e dificuldade de acesso a comida suficiente reportada pelo cuidador da criança. Metodologia: Neste estudo descritivo inquiriram-se cuidadores de 118 crianças entre os 6 e os 59 meses. Foram recolhidos dados antropométricos e sociodemográficos e foi feito um inquérito às 24 horas anteriores para avaliar o aporte energético e de macronutrientes. Determinou-se a adequação nutricional pela comparação com as Dietary Reference Intake (crianças não amamentadas) e com as recomendações definidas por Dewey e Brown (para as amamentadas). Resultados: Da amostra de crianças subnutridas, 72,9%, 59,3% e 74,6% apresentou aportes inferiores às recomendações em termos de energia, hidratos de carbono e lípidos, respetivamente. Apenas 14,4% apresentou aporte proteico inferior ao de referência. As crianças mais velhas e as não amamentadas tenderam a apresentar-se mais afastadas das recomendações. As crianças com subnutrição crónica moderada, comparativamente às que tinham subnutrição crónica severa, apresentaram maior prevalência de aporte energético inferior às recomendações, mas não se verificaram diferenças relativamente aos macronutrientes. Conclusões: A maioria das crianças subnutridas avaliadas não atinge as recomendações energéticas e de macronutrientes, à exceção das proteínas. Esta situação é mais grave em crianças mais velhas e crianças não amamentadas.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Introduction: Undernutrition in children is considered a public health issue, especially in developing countries, and its relation to an inadequate dietary intake is highly recognized. The lack of data concerning to São Tomé e Príncipe in this area makes it imperious to evaluate these children&#8217;s nutritional adequacy and to do more similar studies. Objectives: To know the differences between energetic and macronutrient intake and nutritional recommendations in undernourished children from 6 to 59 months of age in Cantagalo, São Tomé e Príncipe. To assess the relationship between nutritional adequacy and undernutrition type and severity, age, breastfeeding and reported difficulties in access to enough food. Methodology: In this descriptive study, a survey was applied to 118 caregivers of children from 6 to 59 months of age. Anthropometric and sociodemographic data were collected and a 24 hour recall was applied to assess children&#8217;s energy and macronutrient intake. Nutritional adequacy was determined by comparison with the DRI (non-breastfed children) and Dewey and Brown&#8217;s recommendations (for breastfed children). Results: From the sample of undernourished children, 72.9%, 59.3% and 74.6% presented values below the recommendations for energy, carbohydrates and lipids, respectively. For protein, only 14.4% were below the reference values. Older and non-breastfed children tended to be out of the recommendation. Children with moderate chronic undernutrition, comparatively to those with severe chronic undernutrition, showed a higher prevalence of energetic intake inferior to recommendations, but no significant differences were found in terms of macronutrients. Conclusions: Most of the evaluated undernourished children do not reach energetic and macronutrient recommendations, with protein being an exception. This is worse for older and non-breastfed children.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Adequação nutricional]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>ARTIGO ORIGINAL</b></p>     <p><b>Adequa&ccedil;&atilde;o Nutricional em Crian&ccedil;as Subnutridas dos 6 aos 59 Meses, em Cantagalo (S&atilde;o Tom&eacute; E Pr&iacute;ncipe) </b></p>     <p><b>Nutritional Adequacy in Undernourished Children from 6 to 59 Months of Age, in Cantagalo (S&atilde;o Tom&eacute; E Pr&iacute;ncipe) </b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Ana Pisco<sup>1</sup>; Rui Po&iacute;nhos<sup>2</sup>; Elisabete Catarino<sup>3</sup></b></p>     <p><sup>1</sup>Licenciada em Ci&ecirc;ncias da Nutri&ccedil;&atilde;o</p>     <p><sup>2</sup>Faculdade de Ci&ecirc;ncias da Nutri&ccedil;&atilde;o e Alimenta&ccedil;&atilde;o da Universidade do Porto, Porto</p>     <p><sup>3</sup>Helpo ONGD, Vila Dolores, S&atilde;o Tom&eacute; e Pr&iacute;ncipe</p>     <p><a href="#c0">Endere&#231;o para correspond&#234;ncia</a><a name="topc0"></a></b></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b >RESUMO</b></p>     <p>Introdu&ccedil;&atilde;o: A subnutri&ccedil;&atilde;o em crian&ccedil;as &eacute; considerada um problema de sa&uacute;de p&uacute;blica, principalmente nos pa&iacute;ses em desenvolvimento, reconhecendo-se a sua rela&ccedil;&atilde;o com uma ingest&atilde;o inadequada. A escassez de dados relativos a S&atilde;o Tom&eacute; e Pr&iacute;ncipe nesta tem&aacute;tica torna premente a avalia&ccedil;&atilde;o da adequa&ccedil;&atilde;o nutricional destas crian&ccedil;as e a realiza&ccedil;&atilde;o de estudos semelhantes.</p>     <p>Objetivos: Conhecer as diferen&ccedil;as entre o aporte energ&eacute;tico e de macronutrientes e as recomenda&ccedil;&otilde;es nutricionais em crian&ccedil;as subnutridas dos 6 aos 59 meses, no distrito de Cantagalo, em S&atilde;o Tom&eacute; e Pr&iacute;ncipe. Estudar a rela&ccedil;&atilde;o entre a adequa&ccedil;&atilde;o da ingest&atilde;o e o tipo e grau de subnutri&ccedil;&atilde;o, idade, amamenta&ccedil;&atilde;o e dificuldade de acesso a comida suficiente reportada pelo cuidador da crian&ccedil;a. Metodologia: Neste estudo descritivo inquiriram-se cuidadores de 118 crian&ccedil;as entre os 6 e os 59 meses. Foram recolhidos dados antropom&eacute;tricos e sociodemogr&aacute;ficos e foi feito um inqu&eacute;rito &agrave;s 24 horas anteriores para avaliar o aporte energ&eacute;tico e de macronutrientes. Determinou-se a adequa&ccedil;&atilde;o nutricional pela compara&ccedil;&atilde;o com as Dietary Reference Intake (crian&ccedil;as n&atilde;o amamentadas) e com as recomenda&ccedil;&otilde;es definidas por Dewey e Brown (para as amamentadas). Resultados: Da amostra de crian&ccedil;as subnutridas, 72,9%, 59,3% e 74,6% apresentou aportes inferiores &agrave;s recomenda&ccedil;&otilde;es em termos de energia, hidratos de carbono e l&iacute;pidos, respetivamente. Apenas 14,4% apresentou aporte proteico inferior ao de refer&ecirc;ncia. As crian&ccedil;as mais velhas e as n&atilde;o amamentadas tenderam a apresentar-se mais afastadas das recomenda&ccedil;&otilde;es. As crian&ccedil;as com subnutri&ccedil;&atilde;o cr&oacute;nica moderada, comparativamente &agrave;s que tinham subnutri&ccedil;&atilde;o cr&oacute;nica severa, apresentaram maior preval&ecirc;ncia de aporte energ&eacute;tico inferior &agrave;s recomenda&ccedil;&otilde;es, mas n&atilde;o se verificaram diferen&ccedil;as relativamente aos macronutrientes.</p>     <p>Conclus&otilde;es: A maioria das crian&ccedil;as subnutridas avaliadas n&atilde;o atinge as recomenda&ccedil;&otilde;es energ&eacute;ticas e de macronutrientes, &agrave; exce&ccedil;&atilde;o das prote&iacute;nas. Esta situa&ccedil;&atilde;o &eacute; mais grave em crian&ccedil;as mais velhas e crian&ccedil;as n&atilde;o amamentadas.</p>     <p><b>Palavras-chave:</b> Adequa&ccedil;&atilde;o nutricional, Aporte energ&eacute;tico e de macronutrientes, S&atilde;o Tom&eacute; e Pr&iacute;ncipe, Subnutri&ccedil;&atilde;o aguda, Subnutri&ccedil;&atilde;o cr&oacute;nica</p>     <p>&nbsp;</p>  <hr>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>Introduction: Undernutrition in children is considered a public health issue, especially in developing countries, and its relation to an inadequate dietary intake is highly recognized. The lack of data concerning to S&atilde;o Tom&eacute; e Pr&iacute;ncipe in this area makes it imperious to evaluate these children&rsquo;s nutritional adequacy and to do more similar studies.</p>     <p>Objectives: To know the differences between energetic and macronutrient intake and nutritional recommendations in undernourished children from 6 to 59 months of age in Cantagalo, S&atilde;o Tom&eacute; e Pr&iacute;ncipe. To assess the relationship between nutritional adequacy and undernutrition type and severity, age, breastfeeding and reported difficulties in access to enough food.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Methodology: In this descriptive study, a survey was applied to 118 caregivers of children from 6 to 59 months of age. Anthropometric and sociodemographic data were collected and a 24 hour recall was applied to assess children&rsquo;s energy and macronutrient intake. Nutritional adequacy was determined by comparison with the DRI (non-breastfed children) and Dewey and Brown&rsquo;s recommendations (for breastfed children).</p>     <p>Results: From the sample of undernourished children, 72.9%, 59.3% and 74.6% presented values below the recommendations for energy, carbohydrates and lipids, respectively. For protein, only 14.4% were below the reference values. Older and non-breastfed children tended to be out of the recommendation. Children with moderate chronic undernutrition, comparatively to those with severe chronic undernutrition, showed a higher prevalence of energetic intake inferior to recommendations, but no significant differences were found in terms of macronutrients.</p>     <p>Conclusions: Most of the evaluated undernourished children do not reach energetic and macronutrient recommendations, with protein being an exception. This is worse for older and non-breastfed children.</p>     <p><b>Keywords</b>: Nutritional adequacy, Energetic and macronutrient intake, S&atilde;o Tom&eacute; e Pr&iacute;ncipe, Acute undernutrition, Chronic undernutrition</p>     <p>&nbsp;</p> <hr>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>INTRODU&Ccedil;&Atilde;O</b></p>     <p>Segundo o Nutrition Glossary da United Nations Children&rsquo;s Fund (UNICEF), a malnutri&ccedil;&atilde;o ocorre quando a alimenta&ccedil;&atilde;o apresenta excesso ou d&eacute;fice de nutrientes (1, 2). Uma das suas vertentes &eacute; a subnutri&ccedil;&atilde;o, que engloba a subnutri&ccedil;&atilde;o cr&oacute;nica (SC), a subnutri&ccedil;&atilde;o aguda (SA) e o d&eacute;fice de micronutrientes essenciais (3). A subnutri&ccedil;&atilde;o em crian&ccedil;as &eacute; considerada um problema de sa&uacute;de p&uacute;blica, principalmente nos pa&iacute;ses em desenvolvimento (1, 4). Os &uacute;ltimos dados dispon&iacute;veis acerca da subnutri&ccedil;&atilde;o em S&atilde;o Tom&eacute; e Pr&iacute;ncipe (STP) mostram, a partir dos &iacute;ndices de avalia&ccedil;&atilde;o do estado nutricional, que 29,3% das crian&ccedil;as at&eacute; aos 5 anos apresentam subnutri&ccedil;&atilde;o cr&oacute;nica moderada (SCM) e 11,9% subnutri&ccedil;&atilde;o cr&oacute;nica severa (SCS) (5). Esta condi&ccedil;&atilde;o &eacute; definida por um z-score de estaturapara-idade (E/I) (6). Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; SA, definida por um z-score de peso-para-estatura (P/E) (6-8), 10,5% das crian&ccedil;as apresentam SA moderada (SAM) e 4,0% SA severa (SAS) (5). Existem v&aacute;rios fatores que podem ser considerados causas de subnutri&ccedil;&atilde;o; no entanto &eacute; consensual a sua rela&ccedil;&atilde;o com o inadequado consumo alimentar di&aacute;rio (9-11). Sendo assim, a avalia&ccedil;&atilde;o da adequa&ccedil;&atilde;o nutricional (compara&ccedil;&atilde;o entre as necessidades e recomenda&ccedil;&otilde;es nutricionais e o consumo alimentar) torna-se fundamental na compreens&atilde;o da subnutri&ccedil;&atilde;o e possibilidades de interven&ccedil;&atilde;o (12, 13). Uma das ferramentas mais utilizadas para avaliar a ingest&atilde;o alimentar di&aacute;ria &eacute; o Inqu&eacute;rito &agrave;s 24 horas anteriores (Inq24H). Este m&eacute;todo de avalia&ccedil;&atilde;o &eacute; especialmente adequado quando a alimenta&ccedil;&atilde;o n&atilde;o apresenta grande diversidade (14), como &eacute; o caso de STP. O presente estudo foi realizado em STP, especificamente no distrito de Cantagalo que, segundo o &uacute;ltimo recenseamento, conta com 2736 crian&ccedil;as com idade inferior a 5 anos (15). Tendo em conta os dados referentes &agrave; subnutri&ccedil;&atilde;o em crian&ccedil;as menores de 5 anos, a sua rela&ccedil;&atilde;o prim&aacute;ria com a ingest&atilde;o alimentar di&aacute;ria e a escassez de dados relativos a STP nesta tem&aacute;tica, torna-se premente a avalia&ccedil;&atilde;o da adequa&ccedil;&atilde;o nutricional em crian&ccedil;as subnutridas nesta faixa et&aacute;ria.</p>     <p><b>OBJETIVOS</b></p>     <p>O presente estudo tem como principal objetivo conhecer as diferen&ccedil;as entre a ingest&atilde;o energ&eacute;tica e de macronutrientes e as recomenda&ccedil;&otilde;es nutricionais, em crian&ccedil;as subnutridas dos 6 aos 59 meses, no distrito de Cantagalo, em STP, atrav&eacute;s da avalia&ccedil;&atilde;o do seu consumo alimentar. Adicionalmente, estudou-se a rela&ccedil;&atilde;o entre a adequa&ccedil;&atilde;o da ingest&atilde;o e o tipo e grau de subnutri&ccedil;&atilde;o, idade, amamenta&ccedil;&atilde;o e dificuldade de acesso a comida suficiente (DACS) reportada pelo cuidador da crian&ccedil;a.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>METODOLOGIA </b></p>     <p>Tipo de estudo e caracteriza&ccedil;&atilde;o da amostra A amostra deste estudo descritivo foi de conveni&ecirc;ncia, tendo sido inquiridos cuidadores de 118 crian&ccedil;as entre os 6 e os 59 meses, selecionadas a partir de um conjunto de crian&ccedil;as consultadas e rastreadas no distrito de Cantagalo. A exclus&atilde;o de crian&ccedil;as abaixo dos 6 meses prendeu-se com a dificuldade de quantificar o aleitamento materno, sendo esta a idade preconizada pela Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial da Sa&uacute;de para a finaliza&ccedil;&atilde;o do aleitamento materno exclusivo e inicia&ccedil;&atilde;o da diversifica&ccedil;&atilde;o alimentar. Atrav&eacute;s do z-score de P/E e de E/I, foi determinada a presen&ccedil;a ou aus&ecirc;ncia de subnutri&ccedil;&atilde;o sob a forma de SA e SC, respetivamente, sendo que a sua presen&ccedil;a constituiu o crit&eacute;rio de inclus&atilde;o no estudo. Foram analisadas separadamente as crian&ccedil;as com SC, com SA e as que apresentavam os dois tipos de subnutri&ccedil;&atilde;o. Procedimento A recolha dos dados foi feita entre abril e junho de 2015 atrav&eacute;s de um inqu&eacute;rito de aplica&ccedil;&atilde;o indireta realizado em consulta externa ou na comunidade, tendo sido aplicado por uma nutricionista e duas estagi&aacute;rias de nutri&ccedil;&atilde;o. Foram recolhidos dados sociodemogr&aacute;ficos e foi feito um Inq24H. Devido &agrave; elevada preval&ecirc;ncia de analfabetiza&ccedil;&atilde;o em S&atilde;o Tom&eacute; e Pr&iacute;ncipe (30,5% dos adultos s&atilde;o iliterados, sendo esta propor&ccedil;&atilde;o de 39,9% nas mulheres (16)), o consentimento informado dado pelos cuidadores foi obtido oralmente, ap&oacute;s explica&ccedil;&atilde;o dos objetivos do estudo e condi&ccedil;&otilde;es de participa&ccedil;&atilde;o. A recolha e tratamento dos dados seguiram as indica&ccedil;&otilde;es da Declara&ccedil;&atilde;o de Hels&iacute;nquia. Numa primeira fase foi determinado o peso (atrav&eacute;s da balan&ccedil;a pedi&aacute;- trica SECA&reg; (modelo 374) e da balan&ccedil;a digital SECA&reg; (modelo 874), tendo sido registado em quilogramas, com aproxima&ccedil;&atilde;o &agrave;s cent&eacute;simas) e a estatura (atrav&eacute;s de um estadi&oacute;metro horizontal ou vertical de madeira e um estadi&oacute;metro SECA&reg; (modelo 217), tendo sido registada em cent&iacute;metros, com aproxima&ccedil;&atilde;o &agrave;s d&eacute;cimas). Depois, tendo em conta o sexo e idade, calcularam-se os z-scores atrav&eacute;s do software Who Anthro&reg; vers&atilde;o 3.2.2. Classificou-se o tipo de subnutri&ccedil;&atilde;o atrav&eacute;s do z-score de P/E (para SA) e do z-score de E/I (para SC). O grau de SA ou SC foi classificado como moderado ou severo, respetivamente quando -2 &lt; z-score &le; -3 ou z-score &lt; -3. Para al&eacute;m do tipo e grau de subnutri&ccedil;&atilde;o e da idade das crian&ccedil;as, atrav&eacute;s do question&aacute;rio recolheu-se informa&ccedil;&atilde;o relativa &agrave; amamenta&ccedil;&atilde;o, tendo a vari&aacute;vel sido posteriormente dicotomizada em crian&ccedil;as amamentadas vs. n&atilde;o amamentadas. O mesmo aconteceu relativamente &agrave;s DACS, sendo que o cuidador afirmava passar ou n&atilde;o por per&iacute;odos, durante o ano, em que n&atilde;o tinha comida suficiente para toda a fam&iacute;lia. Na aplica&ccedil;&atilde;o do Inq24H, a quantifica&ccedil;&atilde;o de alimentos e suas por&ccedil;&otilde;es foi feita com recurso a um &aacute;lbum fotogr&aacute;fico. Este &aacute;lbum foi desenvolvido no &acirc;mbito do estudo, tendo por base o Manual de Quantifica&ccedil;&atilde;o de Alimentos da Faculdade de Ci&ecirc;ncias da Nutri&ccedil;&atilde;o e Alimenta&ccedil;&atilde;o da Universidade do Porto (17): &agrave;s imagens constantes do original foram acrescentadas as de alimentos e pratos t&iacute;picos de STP utilizando a mesma metodologia (pesagem e registo fotogr&aacute;fico de 3 por&ccedil;&otilde;es). Todos os procedimentos foram previamente padronizados, utilizando uma lista de indica&ccedil;&otilde;es gerais para aplica&ccedil;&atilde;o do inqu&eacute;rito. Com base no Inq24H foram calculados os aportes energ&eacute;tico e de macronutrientes para cada crian&ccedil;a. A informa&ccedil;&atilde;o nutricional dos alimentos foi recolhida maioritariamente a partir da West African Food Composition Table (WAFCT), da Tabela Brasileira de Composi&ccedil;&atilde;o e Alimentos (TACO) e da Tabela de Composi&ccedil;&atilde;o de Alimentos Portuguesa (TCAP) (18-20). A informa&ccedil;&atilde;o nutricional de alguns alimentos foi obtida atrav&eacute;s da consulta das embalagens dos alimentos, a partir da receita e respetiva pesagem e confe&ccedil;&atilde;o, e de um artigo cient&iacute;fico (21). A adequa&ccedil;&atilde;o energ&eacute;tica e de macronutrientes foi determinada pela compara&ccedil;&atilde;o com as Dietary Reference Intakes (DRI) e com as recomenda&ccedil;&otilde;es definidas por Dewey e Brown, para as n&atilde;o amamentadas e amamentadas, respetivamente (22, 23). Tratamento estat&iacute;stico O tratamento estat&iacute;stico foi efetuado no programa IBM SPSS&reg; vers&atilde;o 22.0 para Windows. A an&aacute;lise descritiva consistiu no c&aacute;lculo de m&eacute;dias e desvios-padr&atilde;o (dp), medianas e percentis, e frequ&ecirc;ncias. Para al&eacute;m de tal estar inerente ao conceito de z-score, a normalidade das vari&aacute;veis cardinais foi confirmada pelos coeficientes de simetria e de achatamento. Utilizaram-se o teste t de Student e ANOVA univariada para comparar m&eacute;dias de amostras independentes; quando se verificaram diferen&ccedil;as significativas na ANOVA, a compara&ccedil;&atilde;o entre pares de grupos foi feita com corre&ccedil;&atilde;o de Bonferroni. Usaram-se teste exato de Fisher ou o teste do qui-quadrado para avaliar a depend&ecirc;ncia entre pares de vari&aacute;veis. Rejeitou-se a hip&oacute;tese nula quando o n&iacute;vel de signific&acirc;ncia cr&iacute;tico para a sua rejei&ccedil;&atilde;o (p) foi inferior a 0,05.</p>     <p><b>RESULTADOS </b></p>     <p><u>Caracteriza&ccedil;&atilde;o da amostra </u></p>     <p>A amostra foi constitu&iacute;da por 118 crian&ccedil;as com idades compreendidas entre os 6 e os 59 meses: 17,8% (n = 21) encontravam-se na faixa et&aacute;ria dos 6 a 12 meses, 28,8% (n = 34) tinham entre 13 e 24 meses e 53,4% (n = 63) entre 25 e 59 meses de idade. No que respeita &agrave; subnutri&ccedil;&atilde;o, 82,2% (n = 97) da amostra sofria de SC, 8,5% (n = 10) de SA e 9,3% (n = 11) sofria de ambos os tipos de subnutri&ccedil;&atilde;o (SC+SA). Na <a href ="/img/revistas/apn/n3/n3a02t1.jpg">Tabela 1</a> a amostra &eacute; caracterizada de acordo com o tipo e grau de subnutri&ccedil;&atilde;o apesentada, bem como de acordo com a faixa et&aacute;ria. Da amostra total, 72,0% (n = 85) das crian&ccedil;as n&atilde;o estavam a ser amamentadas. Do total dos cuidadores inquiridos, 57,6% (n = 68) afirmaram passar por per&iacute;odos durante o ano em que n&atilde;o tinham acesso a comida suficiente para toda a fam&iacute;lia. Aporte energ&eacute;tico e de macronutrientes e compara&ccedil;&atilde;o com as recomenda&ccedil;&otilde;es nutricionais Da amostra, 72,9% (n = 86) apresentou valores abaixo do valor de refer&ecirc;ncia no que toca &agrave;s recomenda&ccedil;&otilde;es energ&eacute;ticas, 59,3% (n = 70) &agrave;s de hidratos de carbono (HC) e 74,6% (n = 88) &agrave;s de l&iacute;pidos. A maioria das crian&ccedil;as (85,6%; n = 101) atingia as recomenda&ccedil;&otilde;es de prote&iacute;na (<a href ="/img/revistas/apn/n3/n3a02g1.jpg">Gr&aacute;fico 1</a>).</p>     
<p><u>Idade e adequa&ccedil;&atilde;o nutricional</u></p>     <p>A idade das crian&ccedil;as revelou diferen&ccedil;as significativas em fun&ccedil;&atilde;o da adequa&ccedil;&atilde;o do aporte energ&eacute;tico, de HC e de l&iacute;pidos, mas n&atilde;o de prote&iacute;nas. As crian&ccedil;as com um aporte energ&eacute;tico inferior ao valor de refer&ecirc;ncia eram mais velhas do que as restantes. Tamb&eacute;m em rela&ccedil;&atilde;o ao aporte de l&iacute;pidos as crian&ccedil;as abaixo do intervalo recomendado eram mais velhas do que as que cumpriam ou excediam as recomenda&ccedil;&otilde;es. As crian&ccedil;as com aporte de HC dentro das recomenda&ccedil;&otilde;es eram mais novas do que as restantes. Na <a href ="/img/revistas/apn/n3/n3a02t2.jpg">Tabela 2</a> as crian&ccedil;as s&atilde;o caracterizadas em termos de idade em fun&ccedil;&atilde;o da adequa&ccedil;&atilde;o do aporte energ&eacute;tico e de macronutrientes.</p>     
<p><u>Amamenta&ccedil;&atilde;o e adequa&ccedil;&atilde;o nutricional </u></p>     <p>Verificou-se depend&ecirc;ncia entre a amamenta&ccedil;&atilde;o e a compara&ccedil;&atilde;o com as recomenda&ccedil;&otilde;es energ&eacute;ticas, de HC e de l&iacute;pidos. O reduzido n&uacute;mero de crian&ccedil;as com aporte proteico inferior &agrave;s recomenda&ccedil;&otilde;es impossibilitou a aplica&ccedil;&atilde;o dos testes para avalia&ccedil;&atilde;o da depend&ecirc;ncia relativamente a este nutriente. As crian&ccedil;as n&atilde;o amamentadas mostraram maior preval&ecirc;ncia de valores abaixo do valor de refer&ecirc;ncia comparativamente &agrave;s amamentadas, no que toca &agrave;s recomenda&ccedil;&otilde;es do aporte energ&eacute;tico, de HC e de l&iacute;pidos. Estes dados est&atilde;o demonstrados na <a href ="/img/revistas/apn/n3/n3a02t3.jpg">Tabela 3</a>, em que se descrevem as frequ&ecirc;ncias de crian&ccedil;as em fun&ccedil;&atilde;o de serem ou n&atilde;o amamentadas e da adequa&ccedil;&atilde;o de aporte energ&eacute;tico e de macronutrientes.</p>     
<p><u>Tipo e grau de subnutri&ccedil;&atilde;o e adequa&ccedil;&atilde;o nutricional </u></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Verificou-se depend&ecirc;ncia entre o grau de SC e a adequa&ccedil;&atilde;o do aporte energ&eacute;tico, sendo que as crian&ccedil;as com SCM apresentaram maior preval&ecirc;ncia de n&atilde;o atingimento dos valores de refer&ecirc;ncia, comparativamente &agrave;s crian&ccedil;as com SCS (85,5%; n = 53 vs. 65,7%; n = 23; p = 0,038). N&atilde;o se verificaram as condi&ccedil;&otilde;es de aplicabilidade dos testes de hip&oacute;teses para os macronutrientes, ou para a an&aacute;lise da depend&ecirc;ncia com o grau de SA, de SC+SA, ou com o tipo de subnutri&ccedil;&atilde;o.</p>     <p><u>DACS reportadas pelo cuidador e adequa&ccedil;&atilde;o nutricional </u></p>     <p>Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s DACS reportadas pelo cuidador n&atilde;o se verificou depend&ecirc;ncia relativamente a nenhum dos par&acirc;metros (p = 0,402 para energia; p = 0,300 para HC; p = 0,296 para prote&iacute;na; p = 0,099 para l&iacute;pidos). Contudo, verificou-se uma tend&ecirc;ncia para uma maior percentagem de crian&ccedil;as com valores inferiores aos de refer&ecirc;ncia no que respeita &agrave; energia, HC e l&iacute;pidos, tanto para os cuidadores que referiram ter DACS como para os que referiram n&atilde;o ter (76,5% vs. 68,0% abaixo das recomenda&ccedil;&otilde;es de energia; 61,8% vs. 56,0% de HC e 77,9% vs. 70,0% de l&iacute;pidos, respetivamente).</p>     <p><b>DISCUSS&Atilde;O DOS RESULTADOS </b></p>     <p>O objetivo principal deste trabalho foi avaliar as diferen&ccedil;as entre a ingest&atilde;o energ&eacute;tica e de macronutrientes e as recomenda&ccedil;&otilde;es nutricionais em crian&ccedil;as santomenses subnutridas com idades entre os 6 e os 59 meses. &Eacute; de notar que a interpreta&ccedil;&atilde;o destes resultados deve ter em conta o reduzido tamanho amostral e o facto de n&atilde;o estar assegurada a representatividade da popula&ccedil;&atilde;o estudada, o que condiciona a sua generaliza&ccedil;&atilde;o. Tamb&eacute;m &eacute; de referir como limita&ccedil;&atilde;o do estudo o facto de as condi&ccedil;&otilde;es de recolha de dados (em contexto de rastreio) n&atilde;o serem as mais adequadas, a falta de privacidade, a diferen&ccedil;a de culturas entre inquiridor e inquiridos e as limita&ccedil;&otilde;es inerentes &agrave; aplica&ccedil;&atilde;o de um Inq24H. &Eacute; importante real&ccedil;ar que o aporte energ&eacute;tico e de l&iacute;pidos ficou aqu&eacute;m dos valores de refer&ecirc;ncia em cerca de tr&ecirc;s quartos da amostra e o de HC em mais de metade. Tendo em conta o experienciado no terreno e que o aporte m&eacute;dio de prote&iacute;nas em STP &eacute; bastante inferior ao dos pa&iacute;ses desenvolvidos, esperava-se uma elevada propor&ccedil;&atilde;o de valores inferiores &agrave;s recomenda&ccedil;&otilde;es (16, 17). Contudo, apenas 14,4% da amostra apresentou valores inferiores aos de refer&ecirc;ncia, o que pode ser explicado pelo facto de estarmos a trabalhar com aproxima&ccedil;&otilde;es, tanto em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s recomenda&ccedil;&otilde;es per si, que s&atilde;o feitas para popula&ccedil;&otilde;es, como no que respeita ao m&eacute;todo utilizado para determina&ccedil;&atilde;o do aporte nutricional, que &eacute; dependente da capacidade que o inquirido apresenta ou n&atilde;o para descrever a alimenta&ccedil;&atilde;o e identificar por&ccedil;&otilde;es (24). De uma maneira geral, as crian&ccedil;as com idade inferior e as crian&ccedil;as amamentadas apresentavam valores mais aproximados das recomenda&ccedil;&otilde;es ou acima destas, enquanto as crian&ccedil;as mais velhas e as n&atilde;o amamentadas se afastavam mais das recomenda&ccedil;&otilde;es, o que se verifica principalmente em rela&ccedil;&atilde;o aos l&iacute;pidos. Uma poss&iacute;vel explica&ccedil;&atilde;o para estes resultados ser&atilde;o potenciais falhas no que toca &agrave; inicia&ccedil;&atilde;o da diversifica&ccedil;&atilde;o alimentar, tendo em conta que &eacute; sobretudo a partir da altura em que a diversifica&ccedil;&atilde;o deveria ser iniciada que o consumo alimentar das crian&ccedil;as come&ccedil;a a n&atilde;o corresponder &agrave;s suas necessidades. Este facto &eacute; concordante com um estudo realizado em STP, que conclui que a diversifica&ccedil;&atilde;o alimentar n&atilde;o &eacute; concordante com as recomenda&ccedil;&otilde;es, n&atilde;o existindo nenhum plano de diversifica&ccedil;&atilde;o (25). Esta situa&ccedil;&atilde;o poder&aacute; explicar as rela&ccedil;&otilde;es com a idade, tendo em conta que s&atilde;o as crian&ccedil;as mais velhas as que n&atilde;o s&atilde;o amamentadas. Sendo a subnutri&ccedil;&atilde;o diretamente afetada pelo consumo alimentar (9-11), &eacute; de salientar ter-se encontrado uma maior propor&ccedil;&atilde;o de crian&ccedil;as que n&atilde;o atingiam as recomenda&ccedil;&otilde;es para o aporte energ&eacute;tico nos casos de SCM do que nos de SCS. O consumo alimentar n&atilde;o &eacute; a &uacute;nica vari&aacute;vel interferente na subnutri&ccedil;&atilde;o, podendo haver complica&ccedil;&otilde;es associadas que condicionem este estado (6, 9, 26). Para al&eacute;m disso, as crian&ccedil;as que participaram neste estudo foram selecionadas em &acirc;mbito de consulta ou rastreio, pelo que grande parte ter&aacute; sofrido interven&ccedil;&atilde;o nutricional antes de atingir um estado severo. As condi&ccedil;&otilde;es em que a amostra foi recolhida permitem tamb&eacute;m justificar a baixa propor&ccedil;&atilde;o de crian&ccedil;as com SA e com SC+SA, que impossibilitou a aplica&ccedil;&atilde;o de alguns testes estat&iacute;sticos. Apesar de se esperar que as DACS reportadas pelo cuidador condicionassem a alimenta&ccedil;&atilde;o das crian&ccedil;as (9, 27), a tend&ecirc;ncia para os valores serem inferiores notou-se tanto nas crian&ccedil;as cujos cuidadores afirmaram ter dificuldades, como naquelas em que afirmaram n&atilde;o ter. Contudo, &eacute; necess&aacute;rio ter em conta que, dado o car&aacute;ter invasivo da quest&atilde;o e as condi&ccedil;&otilde;es de aplica&ccedil;&atilde;o do question&aacute;rio n&atilde;o serem as ideais, estes resultados devem ser interpretados cautelosamente. Finalmente, e considerando alguns aspetos j&aacute; referidos, estudos posteriores dever&atilde;o procurar avaliar em amostras de maior dimens&atilde;o, o que permitir&aacute; clarificar alguns dos resultados obtidos atrav&eacute;s de an&aacute;lise multivariada. O estudo de amostras de maiores dimens&otilde;es permitir&aacute; uma an&aacute;lise mais clara e representativa de crian&ccedil;as com SC, com SA e com ambos os tipos de subnutri&ccedil;&atilde;o, respetivamente.</p>     <p><b>CONCLUS&Otilde;ES </b></p>     <p>Grande parte das crian&ccedil;as santomenses subnutridas estudadas, com idade compreendida entre os 6 e os 59 meses, n&atilde;o atinge as recomenda&ccedil;&otilde;es energ&eacute;ticas e de macronutrientes, com exce&ccedil;&atilde;o das prote&iacute;nas. Esta situa&ccedil;&atilde;o &eacute; mais evidente em crian&ccedil;as mais velhas e em crian&ccedil;as n&atilde;o amamentadas. &Eacute; emergente a necessidade de realiza&ccedil;&atilde;o de mais estudos que permitam conhecer o consumo alimentar e compar&aacute;-lo com as recomenda&ccedil;&otilde;es nutricionais em STP e em pa&iacute;ses em desenvolvimento no geral, tendo em conta a grande percentagem de crian&ccedil;as subnutridas menores de 5 anos que estes pa&iacute;ses apresentam. S&oacute; assim poder&atilde;o ser definidas estrat&eacute;gias no sentido da diminui&ccedil;&atilde;o dos casos de subnutri&ccedil;&atilde;o existentes.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b >REFER&#202;NCIAS BIBLIOGR&#193;FICAS</b>     <!-- ref --><p>1.Black RE, Victora CG, Walker SP, Bhutta ZA, Christian P, de Onis M, et al. Maternal and child undernutrition and overweight in low-income and middle-income countries. The Lancet. 2013;382(9890):427-51.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1919686&pid=S2183-5985201500040000200001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>2.The United Nations Children&rsquo;s Fund. NUTRITION GLOSSARY - A resource for communicators. April 2012.</p>     <!-- ref --><p>3.Black RE, Allen LH, Bhutta ZA, Caulfield LE, de Onis M, Ezzati M, et al. Maternal and child undernutrition: global and regional exposures and health consequences. The Lancet. 2008;371(9608):243-60.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1919689&pid=S2183-5985201500040000200002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>4.Victora CG, Adair L, Fall C, Hallal PC, Martorell R, Richter L, et al. Maternal and child undernutrition: consequences for adult health and human capital. The Lancet. 2008;371(9609):340-57.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1919691&pid=S2183-5985201500040000200003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>5.Instituto Nacional de Estat&iacute;stica. Inqu&eacute;rito Demogr&aacute;fico e Sanit&aacute;rio, S&atilde;o Tom&eacute; e P&iacute;ncipe, IDS STP, 2008-2009. 2010.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1919693&pid=S2183-5985201500040000200004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>6.World Health Organization. WHO child growth standards : training course on child growth assessment - Interpreting Growth Indicators. Geneva 2008.</p>     <p>7.World Health Organization, WFP, United Nations System Standing Committee on Nutrition, The United Nations Children&rsquo;s Fund. COMMUNITY-BASED MANAGEMENT OF SEVERE ACUTE MALNUTRITION. May 2007.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>8.World Health Organization, The United Nations Children&rsquo;s Fund. WHO child growth standards and the identification of severe acute malnutrition in infants and children. A Joint Statement by the World Health Organization and the United Nations Children&rsquo;s Fund. Geneva 2009.</p>     <p>9.United Nations Children&rsquo;s Fund. IMPROVING CHILD NUTRITION The achievable imperative for global progress. United Nations Publications Sales No.: E.13.XX.4 ed. <a href="http://www.unicef.org/publications/index.html" target="_blank">www.unicef.org/publications/index.html</a>.</p>     <p>10.World Health Organization. Essential nutrition actions: improving maternal, newborn, infant and young child health and nutrition. Geneva 2013.</p>     <p>11.The United Nations Children&rsquo;s Fund. The state of the world&rsquo;s children - focus on nutrition 2014. Available from: <a href="http://www.unicef.org/sowc98/silent4.htm" target="_blank">http://www.unicef.org/sowc98/silent4.htm</a>.  12.Castro-Quezada I, Rom&aacute;n-Vi&ntilde;as B, Serra-Majem L. The Mediterranean Diet and Nutritional Adequacy: A Review. Nutrients. 2014;6(1):231-48.</p>     <!-- ref --><p>13.Rom&aacute;n-Vi&ntilde;as B, Serra-Majem L, Ribas-Barba L, Ngo J, Garc&iacute;a-&Aacute;lvarez A, Wijnhoven TMA, et al. Overview of methods used to evaluate the adequacy of nutrient intakes for individuals and populations. British Journal of Nutrition. 2009;101(SUPPL. 2):S6-S11.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1919701&pid=S2183-5985201500040000200006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>14.Rosalind S. Gibson ELF. An interactive 24-hour recall for assessing the adequacy of iron and zinc intakes in developing countries. Washington DC: Harvest Plus; 2008.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1919703&pid=S2183-5985201500040000200007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>15.Instituto Nacional de Estat&iacute;stica. Rep&uacute;blica Democr&aacute;tica de S&atilde;o Tom&eacute; e P&iacute;ncipe - Recenseamento 2012 - Distrito de Cantagalo. 2013.</p>     <p>16.UNESCO. International Literacy Data 2013. Available from: <a href="http://www.uis.unesco.org/literacy/" target="_blank">http://www.uis.unesco.org/literacy/</a>.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>17.Manuela Marques, Ol&iacute;via Pinho, Almeida MDVd. Manual de Quantifica&ccedil;&atilde;o de Alimentos (FCNAUP). 1996.</p>     <p>18.N&uacute;cleo de Estudos e Pesquisas em Alimenta&ccedil;&atilde;o, Universidade Estadual de Campinas. Tabela Brasileira de Composi&ccedil;&atilde;o de Alimentos &ndash; TACO. 4.&ordf; ed: N&uacute;cleo de Estudos e Pesquisas em Alimenta&ccedil;&atilde;o &ndash; NEPA; 2011.</p>     <p>19.Instituto Nacional de Sa&uacute;de Dr. Ricardo Jorge, Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. Tabela da Composi&ccedil;&atilde;o de Alimentos. 1.&ordf; ed. Lisboa: Instituto Nacional de Sa&uacute;de Dr. Ricardo Jorge; 2007.</p>     <!-- ref --><p>20.Food and Agriculture Organization. West African Food Composition Table. Rome: FAO; 2012.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1919710&pid=S2183-5985201500040000200009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>21.Stadlmayr B, Charrondi&egrave;re UR, Eisenwagen S, Jamnadass R, Kehlenbeck K. Nutrient composition of selected indigenous fruits from sub-Saharan Africa. Journal of the Science of Food and Agriculture. 2013;93(11):2627-36.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1919712&pid=S2183-5985201500040000200010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>22.Dietary Reference Intakes for Energy, Carbohydrate, Fiber, Fat, Fatty Acids, Cholesterol, Protein, and Amino Acids (Macronutrients). Washington, DC: The National Academies Press; 2005. 1357 p.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1919714&pid=S2183-5985201500040000200011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>23.Dewey KG, Brown KH. Update on technical issues concerning complementary feeding of young children in developing countries and implications for intervention programs. Food and Nutrition Bulletin. 2003;24(1):5-28.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1919716&pid=S2183-5985201500040000200012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>24.Salvador Castell G, Serra-Majem L, Ribas-Barba L. What and how much do we eat? 24-hour dietary recall method. Nutricion Hospitalaria. 2015;31 Suppl 3:46-8. 25.Valente ANT. Avalia&ccedil;&atilde;o do estado de nutri&ccedil;&atilde;o e caracteriza&ccedil;&atilde;o dos h&aacute;bitos alimentares de crian&ccedil;as dos 0 aos 60 meses residentes em S&atilde;o Tom&eacute; e Pr&iacute;ncipe: Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra; 2013.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1919718&pid=S2183-5985201500040000200013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>26.Rodr&iacute;guez L, Cervantes E, Ortiz R. Malnutrition and Gastrointestinal and Respiratory Infections in Children: A Public Health Problem. International Journal of Environmental Research and Public Health. 2011;8(4):1174-205.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1919720&pid=S2183-5985201500040000200014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>27.The United Nations Children&rsquo;s Fund. 25 YEARS OF THE CONVENTION ON THE RIGHTS OF THE CHILD - Is the world a better place for children? November 2014.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>  <b ><a href="#topc0">Endere&#231;o para correspond&#234;ncia</a><a name="c0"></a></b> <br/>Ana Pisco     <p>Rua Poeta Jos&eacute; M. da Cruz, lote 94, 2410-051 Leiria, Portugal</p> <a href="mailto:anitapisco@gmail.com">anitapisco@gmail.com</a></p>      <p>Recebido a 27 de outubro de 2015</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Aceite a 3 de dezembro de 2015</p>      ]]></body><back>
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