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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Introduction: Obesity is one of the more serious health problems worldwide. Finding solutions to the designated epidemic of the twenty-first century persists, and the relationship between the consumption of sweetened beverages and body weight became a relevant issue. Objectives: To evaluate the impact of an awareness strategy about the content of simple sugars present on a range of drinks available in the cafeteria. Methodology: The sales of a range of beverages were analyzed, before and after intervention. The intervention was based on the exposure of a framework with drinks and the representation of the amount of simple sugars, in sugar, under the motto &#8220;The sugar that you eat when you drink&#8221;. An analysis of proportion of sales, with a confidence interval of 95% was performed. Results: After statistical analysis of the ratios was observed a statistically significant reduction in the number of units sold of soft drinks, coca-cola and carbonated drinks. In addition, there was an increase in the number of units sold, with statistical significance, of fruit nectars, tea / infusions and chocolate milk. Conclusions: The intervention in the cafeteria of the Escola de Hotelaria e Turismo de Coimbra was successful with an effective reduction in sales of sweetened beverages.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>ARTIGO ORIGINAL</b></p>     <p>      <p><b>O a&ccedil;&uacute;car que comes quando bebes: impacto de uma estrat&eacute;gia de consciencializa&ccedil;&atilde;o</b></p>     <p><b>The sugar you eat when you drink: impact of an awareness strategy</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Jo&atilde;o Lima<sup>1-3</sup>; Catarina Augusto<sup>1,4</sup>; Joana Gaspar<sup>1,4</sup>; Teresa RS Brand&atilde;o<sup>5</sup>; Ada Rocha<sup>2,3</sup></b></p>      <p><sup>1</sup>Escola de Hotelaria e Turismo de Coimbra - Turismo de Portugal, Rua Te&oacute;filo Braga-Quinta da Boavista,3030-076 Coimbra, Portugal</p>     <p><sup>2</sup>Faculdade de Ci&ecirc;ncias da Nutri&ccedil;&atilde;o e Alimenta&ccedil;&atilde;o da Universidade do Porto, Rua Dr. Roberto Frias, 4200-465 Porto, Portugal</p>     <p><sup>3</sup>LAVQ@REQUIMTE, Rua D. Manuel II, Apartado 55142, 4051-401 Porto, Portugal</p>     <p><sup>4</sup>Escola Superior de Tecnologia da Sa&uacute;de de Coimbra, Rua 5 de Outubro, 3046-854 Coimbra, Portugal</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><sup>5&nbsp;</sup>CBQF &ndash; Centro de Biotecnologia e Qu&iacute;mica Fina &ndash; Laborat&oacute;rio Associado, Escola Superior de Biotecnologia da Universidade Cat&oacute;lica Portuguesa/Porto, Porto</p> <a href="#c0">Endere&#231;o para correspond&#234;ncia</a><a name="topc0"></a></b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b >RESUMO</b></p>     <p>Introdu&ccedil;&atilde;o:&nbsp;A obesidade &eacute; um dos problemas de sa&uacute;de mais graves, a n&iacute;vel mundial. A procura de solu&ccedil;&otilde;es para a designada epidemia do s&eacute;culo XXI cont&iacute;nua, sendo que a rela&ccedil;&atilde;o entre o consumo de bebidas a&ccedil;ucaradas e o peso corporal tornou-se uma quest&atilde;o pertinente.</p>     <p>Objetivos:&nbsp;Avaliar o impacto de uma estrat&eacute;gia de consciencializa&ccedil;&atilde;o sobre o teor de a&ccedil;&uacute;cares simples presentes num conjunto de bebidas disponibilizadas na cafetaria de um estabelecimento de ensino.</p>     <p>Metodologia:&nbsp;Foram analisadas as vendas de um conjunto de bebidas antes e ap&oacute;s a interven&ccedil;&atilde;o. A interven&ccedil;&atilde;o baseou-se na afixa&ccedil;&atilde;o de um expositor com as bebidas e a representa&ccedil;&atilde;o da quantidade de a&ccedil;&uacute;cares simples, em a&ccedil;&uacute;car, sob o mote &ldquo;O a&ccedil;&uacute;car que comes quando bebes&rdquo;. Procedeu-se a uma an&aacute;lise das propor&ccedil;&otilde;es das vendas, com um intervalo de confian&ccedil;a a 95%.</p>     <p>Resultados:&nbsp;Ap&oacute;s a an&aacute;lise estat&iacute;stica dos r&aacute;cios foi observada uma redu&ccedil;&atilde;o estatisticamente significativa no n&uacute;mero de unidades vendidas, ap&oacute;s a interven&ccedil;&atilde;o, de refrigerantes do tipo cola e das bebidas gaseificadas. Al&eacute;m disso, houve um aumento no n&uacute;mero de unidades vendidas, com signific&acirc;ncia estat&iacute;stica, de n&eacute;ctares de frutas, ch&aacute;/infus&otilde;es e leite de chocolate.</p>     <p>Conclus&otilde;es:&nbsp;A interven&ccedil;&atilde;o na cafetaria da Escola de Hotelaria e Turismo de Coimbra foi bem sucedida tendo-se verificado uma redu&ccedil;&atilde;o efetiva das vendas de bebidas a&ccedil;ucaradas.</p>     <p><b>Palavras-Chave:</b> A&ccedil;&uacute;car, Bebidas a&ccedil;ucaradas, Estrat&eacute;gia de consciencializa&ccedil;&atilde;o, Obesidade</p>     <p>&nbsp;</p>  <hr>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>      <p><b >ABSTRACT</b>      <p>Introduction:&nbsp;Obesity is one of the more serious health problems worldwide. Finding solutions to the designated epidemic of the twenty-first century persists, and the relationship between the consumption of sweetened beverages and body weight became a relevant issue.</p>     <p>Objectives:&nbsp;To evaluate the impact of an awareness strategy about the content of simple sugars present on a range of drinks available in the cafeteria.</p>     <p>Methodology:&nbsp;The sales of a range of beverages were analyzed, before and after intervention. The intervention was based on the exposure of a framework with drinks and the representation of the amount of simple sugars, in sugar, under the motto &ldquo;The sugar that you eat when you drink&rdquo;. An analysis of proportion of sales, with a confidence interval of 95% was performed.</p>     <p>Results:&nbsp;After statistical analysis of the ratios was observed a statistically significant reduction in the number of units sold of soft drinks, coca-cola and carbonated drinks. In addition, there was an increase in the number of units sold, with statistical significance, of fruit nectars, tea / infusions and chocolate milk.</p>     <p>Conclusions:&nbsp;The intervention in the cafeteria of the Escola de Hotelaria e Turismo de Coimbra was successful with an effective reduction in sales of sweetened beverages.</p>     <p><b>Keywords</b><b>:</b> Sugar, Sweetened Beverages, Awareness strategy, Obesity </p>     <p>&nbsp;</p>  <hr>     <p>&nbsp;</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b >INTRODU&#199;&#195;O</b>     <p>O aumento da preval&ecirc;ncia de obesidade tem coincidido com um grande aumento no consumo de bebidas a&ccedil;ucaradas (BA) que incluem refrigerantes, bebidas com sabor a fruta, ch&aacute; e caf&eacute;, leite com sabores, bebidas desportivas, bebidas energ&eacute;ticas, e quaisquer outras bebidas com adi&ccedil;&atilde;o de a&ccedil;&uacute;car. O consumo de BA tem sido associado ao excesso de peso e obesidade (1), c&aacute;ries dent&aacute;rias ou extra&ccedil;&otilde;es de dentes prim&aacute;rios (2, 3), diabetes tipo 2 (4), dislipidemias (5), e ainda hipertens&atilde;o (6). Estas bebidas cont&ecirc;m em m&eacute;dia 150 kcal por por&ccedil;&atilde;o, que se consumidas em excesso, ou seja, 1 lata (&asymp;0,33L) por dia, sem considerar uma redu&ccedil;&atilde;o energ&eacute;tica de outros alimentos, pode promover o aumento do peso corporal, podendo contribuir para um ganho de at&eacute; 6,8 kg por ano (7). Outro trabalho demonstra que ap&oacute;s 18 meses de consumo de BA se verificou um ganho de aproximadamente 0,5 kg, de massa gorda (8). As BA induzem a resist&ecirc;ncia &agrave; insulina (10), contribuem para a hipertens&atilde;o, promovem a acumula&ccedil;&atilde;o de tecido adiposo visceral e de gordura ect&oacute;pica (11), assim como o desenvolvimento de triglicer&iacute;deos elevados e baixo colesterol HDL (12). Assim, indiv&iacute;duos com uma ingest&atilde;o elevada de BA apresentam cerca de 20% maior risco de desenvolvimento de s&iacute;ndrome metab&oacute;lica do que indiv&iacute;duos que n&atilde;o consumam, ou consumam pouco (12).</p>     <p>As BA s&atilde;o a maior fonte de a&ccedil;&uacute;car adicionado, constituem um grande contributo em termos energ&eacute;ticos na dieta dos jovens dos EUA, sendo que o seu consumo subiu 135% entre 1977 e 2001 (7, 12). Os maiores consumidores de BA s&atilde;o adolescentes (14).</p>     <p>Os jovens adolescentes que bebem mais BA tamb&eacute;m tendem a comer mais&nbsp;fast-food&nbsp;e a ver mais televis&atilde;o (15). Foram ainda associados a um maior consumo de carne vermelha e processada, hidratos de carbono com elevado &iacute;ndice glic&eacute;mico, gordura e energia total, mas com menores consumos de prote&iacute;na, gordura vegetal, fibras e &aacute;lcool (7).</p>     <p>T&ecirc;m-se verificado que o estatuto socioecon&oacute;mico tem estado associado ao tipo de alimenta&ccedil;&atilde;o dos adolescentes e a educa&ccedil;&atilde;o parental tem um papel fundamental no consumo de fruta, hort&iacute;colas e BA. Muitas interven&ccedil;&otilde;es destinadas a aumentar o consumo de frutas e produtos hort&iacute;colas e para reduzir a ingest&atilde;o de BA em crian&ccedil;as em idade escolar envolvem os pais, mas poucas s&atilde;o as que relatam os efeitos sobre o consumo alimentar dos pais. No estudo HEIA, um estudo que tinha como objetivo averiguar a influ&ecirc;ncia do consumo de frutas, hort&iacute;colas e refrigerantes a&ccedil;ucarados com o sexo, peso corporal e o n&iacute;vel de educa&ccedil;&atilde;o parental, foram encontrados resultados favor&aacute;veis no grupo de interven&ccedil;&atilde;o, com maior ingest&atilde;o de frutas entre os adolescentes. Crian&ccedil;as com pais com escolaridade m&eacute;dia e baixa reduziram a sua ingest&atilde;o de BA. Assim, esta interven&ccedil;&atilde;o pareceu contribuir para uma maior consci&ecirc;ncia e conhecimento sobre nutri&ccedil;&atilde;o, nomeadamente sobre o teor de a&ccedil;&uacute;car simples nas BA, sendo que os adolescentes cujos pais t&ecirc;m um n&iacute;vel de escolaridade baixo e m&eacute;dio evidenciaram maior potencial de redu&ccedil;&atilde;o da ingest&atilde;o de BA (16).</p>     <p>Resultados de estudos como de Ha et al fornecem evid&ecirc;ncias em como aulas de educa&ccedil;&atilde;o nutricional s&atilde;o uma estrat&eacute;gia vi&aacute;vel de consciencializa&ccedil;&atilde;o sobre h&aacute;bitos alimentares em estudantes universit&aacute;rios. A discuss&atilde;o sobre a import&acirc;ncia da nutri&ccedil;&atilde;o na preven&ccedil;&atilde;o de doen&ccedil;as cr&oacute;nicas em aulas te&oacute;ricas e atividades interativas incentivou os alunos a reduzir o consumo de refrigerantes como parte de pr&aacute;ticas alimentares saud&aacute;veis&nbsp;(17).</p>     <p>Programas de educa&ccedil;&atilde;o sobre estilos de vida saud&aacute;veis foram implementados em escolas de ensino b&aacute;sico, utilizando mensagens simples que incentivavam o consumo de &aacute;gua em vez de bebidas a&ccedil;ucaradas. No programa foram realizadas atividades em sala de aula, cartazes de promo&ccedil;&atilde;o do consumo de &aacute;gua, foram dadas garrafas de &aacute;gua com o logotipo da campanha, e ainda foi criada a &ldquo;Pir&acirc;mide de bebidas&rdquo; cuja mensagem principal era que a &aacute;gua (a base da pir&acirc;mide) deve ter preval&ecirc;ncia sobre bebidas ado&ccedil;adas com a&ccedil;&uacute;car (no topo da pir&acirc;mide). O objetivo da campanha era estimular a troca de bebidas ado&ccedil;adas com a&ccedil;&uacute;car para a &aacute;gua. Resultados mostraram uma redu&ccedil;&atilde;o estatisticamente significativa na ingest&atilde;o de bebidas gaseificadas no grupo de interven&ccedil;&atilde;o em compara&ccedil;&atilde;o com o grupo controlo (18).</p>     <p>Alguns pa&iacute;ses como o M&eacute;xico est&atilde;o a considerar taxar bebidas a&ccedil;ucaradas. Os resultados da coloca&ccedil;&atilde;o de um imposto n&atilde;o podem ser conhecidos at&eacute; que sejam implementados e estudados, mas o estado de arte sugere que este tipo de taxa teria fortes efeitos positivos sobre a redu&ccedil;&atilde;o do seu consumo (19).</p>     <p>Estrat&eacute;gias s&atilde;o necess&aacute;rias para diminuir a ingest&atilde;o de BA entre os adolescentes, porque diversos estudos sugerem que, devido &agrave; disponibilidade do mercado, o consumo de BA &eacute; cada vez maior (13). Assim, as interven&ccedil;&otilde;es eficazes destinadas a apoiar um estilo de vida saud&aacute;vel s&atilde;o cada vez mais necess&aacute;rias. As escolas s&atilde;o um cen&aacute;rio de elei&ccedil;&atilde;o para melhorar os estilos de vida entre os jovens adolescentes, porque permitem alcan&ccedil;ar indiv&iacute;duos com etnias variadas e diferentes estatutos socioecon&oacute;micos. Al&eacute;m disso, o meio envolvente tende a ser obesog&eacute;nico, o que significa que devem ser concentrados esfor&ccedil;os para promover um ambiente saud&aacute;vel. Deste modo, as interven&ccedil;&otilde;es que s&atilde;o efetuadas precisam de alcan&ccedil;ar v&aacute;rios n&iacute;veis baseados na comunidade, sendo que o envolvimento desta pode tamb&eacute;m contribuir para programas mais sustent&aacute;veis com maior alcance e mais impacto (20).Tem sido sugerido que a obesidade deve ser abordada a v&aacute;rios n&iacute;veis: o indiv&iacute;duo, a fam&iacute;lia, a escola e a comunidade (21).</p>     <p>O sobrepeso &eacute; um problema percebido na nossa comunidade escolar, com 26,8% dos estudantes com mais de 18 anos apresentando excesso de peso ou obesidade.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b >OBJETIVO</b>     <p>Avaliar o impacto nas vendas de uma estrat&eacute;gia de consciencializa&ccedil;&atilde;o sobre o teor de a&ccedil;&uacute;cares simples presentes num conjunto de bebidas disponibilizadas na cafetaria de uma escola profissional.</p>     <p><b >METODOLOGIA</b>     <p>Foi realizado um estudo ecol&oacute;gico (de base populacional), longitudinal, onde foram analisadas as vendas de um conjunto de bebidas (cola, refrigerantes com g&aacute;s, refrigerantes sem g&aacute;s, n&eacute;ctares, &aacute;guas, ch&aacute;s/infus&otilde;es, leite achocolatado), antes (entre 2 de fevereiro e 6 de julho de 2014 (203 alunos)) e ap&oacute;s a interven&ccedil;&atilde;o, no mesmo per&iacute;odo em 2015 (221 alunos) na Escola de Hotelaria e Turismo de Coimbra (EHTC). O cartaz foi afixado a 2 de dezembro de 2014. Este per&iacute;odo de an&aacute;lise das vendas realizadas foi escolhido visto ser o semestre com mais alunos presentes na Escola de Hotelaria e Turismo de Coimbra, conseguindo assim uma amostra maior de indiv&iacute;duos.</p>     <p>Apesar de n&atilde;o ser poss&iacute;vel associar dados socio-demogr&aacute;ficos &agrave;s vendas realizadas, por n&atilde;o haver esse registo, foram levantados dados socio-demogr&aacute;ficos a partir do programa de gest&atilde;o de alunos, por forma a caracterizar os consumidores em an&aacute;lise.</p>     <p>A interven&ccedil;&atilde;o baseou-se na afixa&ccedil;&atilde;o de um expositor com as bebidas e a representa&ccedil;&atilde;o da quantidade de a&ccedil;&uacute;cares simples, sob a forma de a&ccedil;&uacute;car, sob o mote &ldquo;O a&ccedil;&uacute;car que comes quando bebes&rdquo;. Depois de obtidas as vendas por tipo de produto, calcularam-se as propor&ccedil;&otilde;es de vendas de cada tipo de bebida e respetivos intervalos de confian&ccedil;a a 95%. A diferen&ccedil;a estat&iacute;stica foi analisada tendo por base o n&atilde;o cruzamento dos intervalos de confian&ccedil;a (<a href ="/img/revistas/apn/n4/n4a04g1.jpg">Gr&aacute;fico 1</a>). A infer&ecirc;ncia foi baseada nos intervalos de confian&ccedil;a das propor&ccedil;&otilde;es, isto &eacute;, estima&ccedil;&atilde;o intervalar.</p>     
<p>A m&eacute;dia do teor de a&ccedil;&uacute;cares simples, por tipo de bebida a&ccedil;ucarada, foi multiplicado pelo n&uacute;mero de unidades vendidas, tendo-se obtido as diferen&ccedil;as, por tipo de bebida e total, de a&ccedil;&uacute;cares simples vendidos (atrav&eacute;s das bebidas em an&aacute;lise), antes e ap&oacute;s a interven&ccedil;&atilde;o.</p>     <p><b >RESULTADOS</b>     <p>A idade m&eacute;dia dos alunos que frequentam a cafetaria da EHTC &eacute; de 21 anos, sendo que a maioria s&atilde;o do g&eacute;nero masculino, n&atilde;o recebem apoio social e frequentam cursos da &aacute;rea da cozinha. As caracter&iacute;sticas socio-demogr&aacute;ficas dos mesmos s&atilde;o indicadas na (<a href ="/img/revistas/apn/n4/n4a04t1.jpg">Tabela 1</a>).</p>     
<p>Relativamente &agrave;s bebidas de cola no per&iacute;odo designado, antes da interven&ccedil;&atilde;o, foram vendidas 711 unidades, sendo que ap&oacute;s a interven&ccedil;&atilde;o ocorreu uma redu&ccedil;&atilde;o de cerca de 55,7%, para 315. Tamb&eacute;m nos refrigerantes sem g&aacute;s foi observada uma diminui&ccedil;&atilde;o das vendas, de 650 unidades por per&iacute;odo para cerca de 350, que corresponde a uma redu&ccedil;&atilde;o de 46,2%.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Por outro lado, verificou-se um aumento no n&uacute;mero de unidades vendidas de n&eacute;ctares, &aacute;guas e leite achocolatado. A quantidade de n&eacute;ctares anteriormente vendidos era de 825 e aumentou para 932, um incremento de 13%. J&aacute; as unidades vendidas de &aacute;gua elevaram-se 89,6%, de 77 para 146 garrafas. Quanto ao leite achocolatado, este tamb&eacute;m teve um aumento de vendas de 30,8%, de 120 unidades para 157. Para refrigerantes do tipo cola, refrigerantes sem g&aacute;s, n&eacute;ctares, &aacute;gua e leite achocolatado, obtiveram-se diferen&ccedil;as significativas entre as propor&ccedil;&otilde;es antes e ap&oacute;s interven&ccedil;&atilde;o, ao passo que para os refrigerantes com g&aacute;s e ch&aacute;s/infus&otilde;es (que obtiveram um decr&eacute;scimo de 16,3% e 8,1%, respetivamente), estes resultados n&atilde;o foram estatisticamente diferentes. Estas conclus&otilde;es s&atilde;o baseadas nos intervalos de confian&ccedil;a calculados (<a href ="/img/revistas/apn/n4/n4a04g1.jpg">Gr&aacute;fico 1</a>).</p>     
<p>Verificou-se ainda um decr&eacute;scimo aproximado de 15 Kg no total de a&ccedil;&uacute;cares simples vendidos, correspondendo a cerca de 107,6 g/aluno, tendo por base a evolu&ccedil;&atilde;o nas vendas das bebidas a&ccedil;ucaradas em estudo, conforme &eacute; retratado na (<a href ="/img/revistas/apn/n4/n4a04t2.jpg">Tabela 2</a>).</p>     
<p><b >DISCUSS&Atilde;O ;O DOS RESULTADOS</b>     <p>No nosso estudo, observou-se uma redu&ccedil;&atilde;o significativa nas vendas de bebidas, o que parece indicar que o uso de expositores com bebidas reais e a exposi&ccedil;&atilde;o da quantidade de a&ccedil;&uacute;cares simples pode ser bastante eficaz para a perce&ccedil;&atilde;o dos jovens, indo de encontro ao estudo realizado por Bergen et al (19). O aumento verificado do consumo de n&eacute;ctares, &aacute;guas e leite de chocolate poder&aacute; estar associado ao fator de substitui&ccedil;&atilde;o relativo &agrave;s bebidas do tipo cola e dos refrigerantes sem g&aacute;s, no entanto, mais estudos devem ser realizados de modo a confirmar a veracidade desta quest&atilde;o.</p>     <p>Em consequ&ecirc;ncia da altera&ccedil;&atilde;o nas vendas, verificou-se uma redu&ccedil;&atilde;o no teor de a&ccedil;&uacute;cares simples vendidos total na ordem dos 15 Kg, correspondendo a cerca de 107,6 g/aluno, o que constitui um resultado positivo, parecendo indicar que a substitui&ccedil;&atilde;o verificada &eacute; ben&eacute;fica no que se refere &agrave; quantidade de a&ccedil;&uacute;cares simples potencialmente consumidos antes e ap&oacute;s a interven&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>&Eacute; consensual que o ambiente atual, com grande disponibilidade e acessibilidade a alimentos e bebidas de baixo custo, de alta densidade energ&eacute;tica, s&atilde;o fatores determinantes para a obesidade. Devem ser procuradas solu&ccedil;&otilde;es mais eficazes para o combate ao excesso de peso, que abranjam o meio envolvente para uma altera&ccedil;&atilde;o dos estilos de vida que promovam a manuten&ccedil;&atilde;o do peso corporal, dentro da normoponderabilidade, e o bem-estar em geral. Resultados de estudos sugerem que os r&oacute;tulos/fichas nutricionais e cartazes motivacionais colocados junto a m&aacute;quinas de venda autom&aacute;tica de bebidas podem ser eficazes na influ&ecirc;ncia das vendas de refrigerantes a&ccedil;ucarados (22).</p>     <p>A viabilidade e a efic&aacute;cia da coloca&ccedil;&atilde;o de disponibilizadores de &aacute;gua, sobre as vendas de BA, em escolas secund&aacute;rias tamb&eacute;m j&aacute; foi estudada, demonstrando ser uma interven&ccedil;&atilde;o exequ&iacute;vel para o aumento do consumo de &aacute;gua. No entanto, esta interven&ccedil;&atilde;o por si s&oacute; n&atilde;o foi eficaz na diminui&ccedil;&atilde;o das vendas de BA, devendo ser dada prioridade a outras estrat&eacute;gias no combate &agrave; obesidade (23).</p>     <p>Block et al testaram o aumento de pre&ccedil;os de refrigerantes e a implementa&ccedil;&atilde;o de uma a&ccedil;&atilde;o educativa e observaram uma diminui&ccedil;&atilde;o de cerca de 26% das vendas de BA, quando testaram um aumento de 35% do pre&ccedil;o habitual (24). Por outro lado, estrat&eacute;gias de sa&uacute;de p&uacute;blica que incentivam a redu&ccedil;&atilde;o da ingest&atilde;o de refrigerantes tamb&eacute;m parecem ter resultados eficientes para a redu&ccedil;&atilde;o do consumo de energ&eacute;tico (22).</p>     <p>N&atilde;o foram encontrados trabalhos cient&iacute;ficos realizados sobre esta tem&aacute;tica, em Portugal, em popula&ccedil;&otilde;es na mesma faixa et&aacute;ria da popula&ccedil;&atilde;o em estudo, o que constitui uma limita&ccedil;&atilde;o ao n&iacute;vel da discuss&atilde;o dos resultados obtidos. Contudo este facto, atesta a originalidade e pertin&ecirc;ncia do trabalho em causa.</p>     <p>Adicionalmente, o facto destes resultados serem relativos &agrave;s vendas de bebidas a&ccedil;ucaradas, n&atilde;o nos permite tirar conclus&otilde;es efetivas quanto &agrave; sua ingest&atilde;o. Contudo, a diferen&ccedil;a ao n&iacute;vel da disponibilidade verificada traduz-se num resultado interessante no que se refere &agrave;s estrat&eacute;gias de modula&ccedil;&atilde;o do comportamento do consumidor.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Conclus&otilde;es</p>     <p>Verificou-se, com a interven&ccedil;&atilde;o, uma redu&ccedil;&atilde;o da percentagem de unidades vendidas de refrigerantes tipo cola e dos refrigerantes sem g&aacute;s. Paralelamente, verificou-se um aumento da mesma para os n&eacute;ctares, &aacute;guas e leite achocolatado.</p>     <p>Podemos concluir que a estrat&eacute;gia de consciencializa&ccedil;&atilde;o sobre o teor de a&ccedil;&uacute;cares simples presentes num conjunto de bebidas, atrav&eacute;s de um quadro com bebidas reais e a representa&ccedil;&atilde;o da quantidade de a&ccedil;&uacute;cares simples, parece apresentar-se como uma estrat&eacute;gia com efic&aacute;cia na redu&ccedil;&atilde;o das vendas de bebidas a&ccedil;ucaradas numa cafetaria escolar, podendo ser reproduzida em contextos semelhantes. Contudo, trabalhos adicionais s&atilde;o necess&aacute;rios no sentido de corroborar&nbsp;os resultados encontrados neste estudo.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b >REFER&#202;NCIAS BIBLIOGR&#193;FICAS</b> <ol start="1">     <li>Ludwig DS, Peterson KE, Gortmaker SL. Relation between consumption of sugar-sweetened drinks and childhood obesity: a prospective, observational analysis. Lancet (London, England) [Internet]. 2001 Feb 17;357(9255):505&ndash;8. Available from: <a href= "http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/11229668" target="_blank">http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/11229668</a></li>     <li>Sohn W, Burt B a., Sowers MR. Carbonated Soft Drinks and Dental Caries in the Primary Dentition. J Dent Res [Internet]. 2006 Mar 1 [cited 2015 Nov 23];85(3):262&ndash;6. Available from: <a href= "http://jdr.sagepub.com/cgi/doi/10.1177/154405910608500311" target="_blank">  http://jdr.sagepub.com/cgi/doi/10.1177/154405910608500311</a></li>     <li>Slater PJ, Gkolia PP, Johnson HL, Thomas a R. Patterns of soft drink consumption and primary tooth extractions in Queensland children. Aust Dent J [Internet]. 2010 Dec [cited 2015 Nov 23];55(4):430&ndash;5. Available from: <a href= "http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/21133943" target="_blank">http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/21133943</a></li>     <li>Montonen J, Ja R, Knekt P, Helio M, Reunanen A. Consumption of Sweetened Beverages and Intakes of Fructose and Glucose Predict Type 2 Diabetes Occurrence 1. J Nutr. 2007;1967(April):0&ndash;7.</li>     <li>Vaccarino V, Gillespie C, Vos MB. Caloric Sweetener Consumption and Dyslipidemia Among US Adults. J Am Med Assoc. 2011;303(15):1490&ndash;7.</li>     ]]></body>
<body><![CDATA[<li>Browna IJ, Stamlerb J, Hornb L Van, Robertsonc CE, Chana Q, Dyerb AR, et al. Sugar-sweetened beverage, Sugar intake of individuals and their boold pressure: intermap study. Hypertension. 2012;57(4):695&ndash;701.</li>     <li>Koning L De, Malik VS, Rimm EB, Willett WC, Hu FB. Sugar-sweetened and artificially sweetened beverage consumption and risk of type 2 diabetes in men. Am J Clin Nutr. 2011;(3).</li>     <li>de Ruyter JC, Katan MB, Kas R, Olthof MR. Can children discriminate sugar-sweetened from non-nutritively sweetened beverages and how do they like them? PLoS One [Internet]. 2014 Jan [cited 2015 Nov 23];9(12):e115113. Available from: <a href= "http://www.pubmedcentral.nih.gov/articlerender.fcgi?artid=4281215&amp;tool=pmcentrez&amp;rendertype=abstract" target="_blank">http://www.pubmedcentral.nih.gov/articlerender.fcgi?artid=4281215&amp;tool=pmcentrez&amp;rendertype=abstract</a></li>     <li>Daniels MC, Popkin BM. The impact of water intake on energy intake and weight status: a systematic review. Nutr Rev. 2011;68(9):505&ndash;21.</li>     <li>Willett W, Manson J, Liu S. Glycemic index, glycemic load, and risk of type 2 diabetes. Am Soc Clin Nutr. 2002;76(April 2001):274&ndash;80.</li>     <li>Stanhope KL, Schwarz JM, Keim NL, Griffen SC, Bremer AA, Graham JL, et al. Consuming fructose-sweetened, not glucose- sweetened, beverages increases visceral adiposity and lipids and decreases insulin sensitivity in overweight/obese humans. he J Clin Investig. 2009;119(5):1322&ndash;34.</li>     <li>Malik VS, Popkin BM, Bray G a, Despr&eacute;s J-P, Willett WC, Hu FB. Sugar-sweetened beverages and risk of metabolic syndrome and type 2 diabetes: a meta-analysis. Diabetes Care [Internet]. 2010 Nov [cited 2015 Nov 3];33(11):2477&ndash;83. Available from: <a href= "http://www.pubmedcentral.nih.gov/articlerender.fcgi?artid=2963518&amp;tool=pmcentrez&amp;rendertype=abstract" target="_blank">http://www.pubmedcentral.nih.gov/articlerender.fcgi?artid=2963518&amp;tool=pmcentrez&amp;rendertype=abstract</a></li>     <li>Park S, Blanck HM, Sherry B, Brener N, O&rsquo;Toole T. Factors associated with sugar-sweetened beverage intake among United States high school students. J Nutr [Internet]. 2012 Feb;142(2):306&ndash;12. Available from: <a href= "http://www.pubmedcentral.nih.gov/articlerender.fcgi?artid=4532336&amp;tool=pmcentrez&amp;rendertype=abstract" target="_blank">http://www.pubmedcentral.nih.gov/articlerender.fcgi?artid=4532336&amp;tool=pmcentrez&amp;rendertype=abstract</a></li>     <li>Ogden CL, Kit BK, Carroll MD, Park S. Consumption of Sugar Drinks in the United States, 2005 &ndash; 2008. Natl Cent Heal Stat. 2011;(71):2005&ndash;8.</li>     <li>de Ruyter JC, Olthof MR, Seidell JC, Katan MB. A trial of sugar-free or sugar-sweetened beverages and body weight in children. N Engl J Med [Internet]. 2012 Oct 11 [cited 2015 Nov 3];367(15):1397&ndash;406. Available from: <a href= "http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/22998340" target="_blank">http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/22998340</a></li>     ]]></body>
<body><![CDATA[<li>Bjelland M, Hausken SES, Bergh IH, Grydeland M, Klepp K, Andersen LF, et al. Changes in adolescents&rsquo; and parents&rsquo; intakes of sugar-sweetened beverages, fruit and vegetables after 20 months: results from the HEIA study - a comprehensive, multi-component school-based randomized trial. Food Nutr Res [Internet]. 2015 Jan [cited 2015 Nov 23];59(16):25932. Available from: <a href= "http://www.pubmedcentral.nih.gov/articlerender.fcgi?artid=4369556&amp;tool=pmcentrez&amp;rendertype=abstract" target="_blank">http://www.pubmedcentral.nih.gov/articlerender.fcgi?artid=4369556&amp;tool=pmcentrez&amp;rendertype=abstract</a></li>     <li>Ha E-J, Caine-Bish N, Holloman C, Lowry-Gordon K. Evaluation of effectiveness of class-based nutrition intervention on changes in soft drink and milk consumption among young adults. Nutr J. 2009;8:50.</li>     <li>Sichieri R, Paula Trotte A, de Souza RA, Veiga G V. School randomised trial on prevention of excessive weight gain by discouraging students from drinking sodas. Public Health Nutr [Internet]. 2009 Feb [cited 2015 Nov 24];12(2):197&ndash;202. Available from: <a href=  "http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/18559131" target="_blank">http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/18559131</a></li>     <li>Brownell KD, Farley T, Willett WC, Popkin BM, Chaloupka FJ, Thompson JW, et al. The Public Health and Economic Benefits of Taxing Sugar-Sweetened Beverages. N Engl J Med. 2009;</li>     <li>Swinburn B, Egger G, Raza F. Dissecting Obesogenic Environments: The Development and Application of a Framework for Identifying and Prioritizing Environmental Interventions for Obesity. Prev Med (Baltim). 1999;570:563&ndash;70.</li>     <li>van de Gaar VM, Jansen W, van Grieken A, Borsboom GJJM, Kremers S, Raat H. Effects of an intervention aimed at reducing the intake of sugar-sweetened beverages in primary school children: a controlled trial. Int J Behav Nutr Phys Act [Internet]. 2014 Jan [cited 2015 Nov 23];11:98. Available from: <a href=  "http://www.pubmedcentral.nih.gov/articlerender.fcgi?artid=4222660&amp;tool=pmcentrez&amp;rendertype=abstract target="_blank">http://www.pubmedcentral.nih.gov/articlerender.fcgi?artid=4222660&amp;tool=pmcentrez&amp;rendertype=abstract</a></li>     <li>Bergen D, Yeh M-C. Effects of energy-content labels and motivational posters on sales of sugar-sweetened beverages: stimulating sales of diet drinks among adults study. J Am Diet Assoc [Internet]. 2006 Nov [cited 2015 Dec 10];106(11):1866&ndash;9. Available from: <a href= "http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/17081839 target="_blank">http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/17081839</a></li>     <li>Visscher TLS, van Hal WCW, Blokdijk L, Seidell JC, Renders CM, Bemelmans WJE. Feasibility and impact of placing water coolers on sales of sugar-sweetened beverages in Dutch secondary school canteens. Obes Facts [Internet]. 2010 Jan [cited 2015 Dec 10];3(2):109&ndash;15. Available from: <a href= "http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/20484944 target="_blank">http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/20484944 </a></li>     <li>Block JP, Chandra A, McManus KD, Willett WC. Point-of-purchase price and education intervention to reduce consumption of sugary soft drinks. Am J Public Health [Internet]. 2010 Aug [cited 2015 Dec 9];100(8):1427&ndash;33. Available from: <a href= "http://www.pubmedcentral.nih.gov/articlerender.fcgi?artid=2901278&amp;tool=pmcentrez&amp;rendertype=abstract." target="_blank">http://www.pubmedcentral.nih.gov/articlerender.fcgi?artid=2901278&amp;tool=pmcentrez&amp;rendertype=abstract</a></li>     </ol></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>  <b ><a href="#topc0">Endere&#231;o para correspond&#234;ncia</a><a name="c0"></a></b>     <p>Jo&atilde;o Lima</p>     <p>Escola de Hotelaria e Turismo de Coimbra, Rua Te&oacute;filo Braga-Quinta da Boavista,3030-076 Coimbra, Portugal</p>     <p><a href="mailto:nutricionista.joaolima@gmail.com">nutricionista.joaolima@gmail.com</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Recebido a 15 de fevereiro de 2016</p>     <p>Aceite a 31 de mar&ccedil;o de 2016</p>      ]]></body><back>
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