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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Influência do Estado Nutricional na Insuficiência Cardíaca]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Heart failure is a cardiovascular disease that may be caused by any condition that affects the heart and, consequently, impairs diastolic or systolic function. Despite the improvements that have been observed in terms of prognosis, the numbers are still alarming and the prevalence remains high, especially in the elderly. Among the many known risk factors, nutritional status has proved to be closely related to the development and prognosis of the pathology, verifying that a large number of patients with advanced heart failure also presents severe malnutrition (cardiac cachexia) associated with an increased morbidity and mortality. Moreover, obesity seems to have a protective effect in this condition, as there are several studies showing the relationship between higher Body Mass Index values and lower risk of mortality when compared to individuals with lower Body Mass Index . However, and despite being the most common method used to characterize the nutritional status, Body Mass Index is not a good indicator of body composition as regards the distribution of body fat, which is a fundamental factor to be studied in these patients. Thus, in order to understand the role of fat in heart failure it is important to determine the best method to assess the nutritional status of these patients and how it may influence the prognosis.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>ARTIGO DE REVIS&#195;O</b></p>     <p>     <p><b>Influ&ecirc;ncia do Estado Nutricional na Insufici&ecirc;ncia Card&iacute;aca</b></p>     <p><b>Influence of Nutritional Status in Heart Failure</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Bruna Domingues<sup>1</sup>; Teresa Rodrigues<sup>2</sup>; Marlene Fonseca<sup>3</sup>; S&oacute;nia Xar&aacute;<sup>3</sup></b></p>     <p><sup>1</sup>Associa&ccedil;&atilde;o Portuguesa dos Nutricionistas, Rua Jo&atilde;o das Regras,</p>     <p>n.&ordm; 284, R/C 3, 4000-291 Porto, Portugal</p>     <p><sup>2</sup>ACES Grande Porto VII - Gaia, Administra&ccedil;&atilde;o Regional de Sa&uacute;de do Norte, Rua Bartolomeu Dias, n.&ordm; 316, 4400-043 Vila Nova de Gaia, Portugal</p>     <p><sup>3</sup>Centro Hospitalar de Vila Nova de Gaia/Espinho, Rua Concei&ccedil;&atilde;o Fernandes, s/n,</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>4434-502 Vila Nova de Gaia, Portugal</p>  <a href="#c0">Endere&#231;o para correspond&#234;ncia</a><a name="topc0"></a></b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b >RESUMO</b></p>     <p>A Insufici&ecirc;ncia Card&iacute;aca pode ser causada por qualquer patologia que afete o cora&ccedil;&atilde;o e, consequentemente, condicione a sua fun&ccedil;&atilde;o diast&oacute;lica ou sist&oacute;lica. Apesar das melhorias que se t&ecirc;m vindo a verificar em termos de progn&oacute;stico, os n&uacute;meros s&atilde;o ainda preocupantes e a preval&ecirc;ncia permanece elevada, sobretudo em idosos. O estado nutricional tem-se revelado intimamente relacionado com o desenvolvimento e progn&oacute;stico desta patologia, verificando-se que um grande n&uacute;mero de pacientes com Insufici&ecirc;ncia Card&iacute;aca avan&ccedil;ada apresenta tamb&eacute;m desnutri&ccedil;&atilde;o severa (caquexia card&iacute;aca), associada a um aumento da morbilidade e da mortalidade. Por outro lado, a obesidade parece ter um efeito protetor nesta patologia, existindo numerosos estudos que comprovam a rela&ccedil;&atilde;o entre valores de &Iacute;ndice de Massa Corporal elevados e menor risco de mortalidade, quando comparados com indiv&iacute;duos com valores de &Iacute;ndice de Massa Corporal mais baixos. No entanto, e apesar de ser o m&eacute;todo mais utilizado para caracterizar o estado nutricional, o &Iacute;ndice de Massa Corporal n&atilde;o &eacute; um bom indicador da composi&ccedil;&atilde;o corporal no que respeita &agrave; distribui&ccedil;&atilde;o de gordura, sendo este um fator fundamental a ser estudado nestes pacientes. Assim, para melhor compreender o papel do tecido adiposo na Insufici&ecirc;ncia Card&iacute;aca, &eacute; premente determinar o m&eacute;todo que melhor se adequa &agrave; avalia&ccedil;&atilde;o do estado nutricional destes pacientes e de que forma este pode influenciar o progn&oacute;stico da doen&ccedil;a.</p>     <p><b>Palavras-Chave</b><b>:</b> Composi&ccedil;&atilde;o corporal, Estado nutricional, Insufici&ecirc;ncia Card&iacute;aca</p>     <p>&nbsp;</p>  <hr>     <p>&nbsp;</p>      <p><b>Abstract</b></p>     <p>Heart failure is a cardiovascular disease that may be caused by any condition that affects the heart and, consequently, impairs diastolic or systolic function. Despite the improvements that have been observed in terms of prognosis, the numbers are still alarming and the prevalence remains high, especially in the elderly. Among the many known risk factors, nutritional status has proved to be closely related to the development and prognosis of the pathology, verifying that a large number of patients with advanced heart failure also presents severe malnutrition (cardiac cachexia) associated with an increased morbidity and mortality. Moreover, obesity seems to have a protective effect in this condition, as there are several studies showing the relationship between higher Body Mass Index values and lower risk of mortality when compared to individuals with lower Body Mass Index . However, and despite being the most common method used to characterize the nutritional status, Body Mass Index is not a good indicator of body composition as regards the distribution of body fat, which is a fundamental factor to be studied in these patients. Thus, in order to understand the role of fat in heart failure it is important to determine the best method to assess the nutritional status of these patients and how it may influence the prognosis.</p>      <p><b>Keywords</b>: Body composition, Nutritional status, Heart failure</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>  <hr>     <p>&nbsp;</p>       <p><b >INTRODU&Ccedil;&Atilde;O</b>     <p>De acordo com a Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial da Sa&uacute;de (OMS), as doen&ccedil;as cr&oacute;nicas n&atilde;o transmiss&iacute;veis s&atilde;o respons&aacute;veis por 36 milh&otilde;es de mortes por ano, em todo o mundo, sendo a maior contribui&ccedil;&atilde;o a das Doen&ccedil;as Cardiovasculares (DCV), que representam 48% dessas mortes (1). Segundo as&nbsp;European Cardiovascular Disease Statistics&nbsp;(ECDS) de 2012, as DCV continuam a ser a principal causa de morte na Europa, respons&aacute;veis por cerca de 47% das mortes nesse ano (2). Em Portugal Continental, constituem, de igual forma, a principal causa de morte, atendendo &agrave; taxa de mortalidade padronizada por DCV, no mesmo ano, de 61,4 (3).</p>     <p>A Insufici&ecirc;ncia Card&iacute;aca (IC) &eacute; uma importante condi&ccedil;&atilde;o patol&oacute;gica, do grupo das DCV, considerada atualmente um&nbsp;grave problema de sa&uacute;de p&uacute;blica &agrave; escala mundial. Estima-se que 26 milh&otilde;es de indiv&iacute;duos no mundo sofram de IC, dos quais cerca de 6 milh&otilde;es s&atilde;o americanos e europeus (4). Dados do estudo EPICA (Epidemiologia da Insufici&ecirc;ncia Card&iacute;aca e Aprendizagem) apontam tamb&eacute;m para uma elevada preval&ecirc;ncia de IC em Portugal, afetando 4,4% dos portugueses com mais de 25 anos, sem diferen&ccedil;as significativas entre g&eacute;neros e com valores mais elevados na popula&ccedil;&atilde;o idosa (5).</p>     <p>A Sociedade Europeia de Cardiologia define a IC como uma s&iacute;ndrome, na qual os pacientes t&ecirc;m sintomas e sinais resultantes de uma anomalia na fun&ccedil;&atilde;o ou na estrutura card&iacute;aca (6). Apesar das melhorias no progn&oacute;stico, a taxa de mortalidade por IC &eacute; elevada (aproximadamente 50% aos 5 anos de diagn&oacute;stico) (7).</p>     <p>Entende-se por caquexia, a s&iacute;ndrome de desnutri&ccedil;&atilde;o grave caracterizada por perda de massa muscular (MM), com ou sem perda de massa gorda (MG) (8). A MM constitui um indicador relevante, uma vez que a sua perda acelerada ou exagerada permite distinguir caquexia de perda de&nbsp;peso resultante apenas da diminui&ccedil;&atilde;o da ingest&atilde;o alimentar (9). Estima-se&nbsp;que a preval&ecirc;ncia de caquexia, na fase avan&ccedil;ada da IC, seja de 5-10%. Segundo estimativas de 2014, dos 745 milh&otilde;es de indiv&iacute;duos que constituem a popula&ccedil;&atilde;o Europeia, cerca de 1,2 milh&otilde;es sofrem simultaneamente de IC e de caquexia (10). Torna-se, pois, primordial assegurar uma alimenta&ccedil;&atilde;o cuidada e personalizada, com vista a evitar ou minimizar perdas nutricionais e de peso e, dessa forma, melhorar o progn&oacute;stico do doente com IC.</p>     <p>Relativamente &agrave; obesidade, caracteriza-se por uma acumula&ccedil;&atilde;o excessiva de gordura e &eacute; definida, segundo a OMS, por um &Iacute;ndice de Massa Corporal (IMC) igual ou superior a 30 kg/m&sup2; (11). A par da obesidade, a hipercolesterolemia e a press&atilde;o arterial elevada s&atilde;o fatores de risco tradicionais de mortalidade na popula&ccedil;&atilde;o em geral. No entanto, alguns estudos afirmam que estes fatores apresentam um efeito protetor em pacientes com IC avan&ccedil;ada &ndash; epidemiologia reversa (12, 13). Este fen&oacute;meno, demonstrado em v&aacute;rios estudos realizados em pacientes idosos com IC, em que indiv&iacute;duos obesos t&ecirc;m maior sobrevida quando comparados com indiv&iacute;duos normoponderais (IMC 18,5-24,9 kg/m&sup2;), &eacute; designado &ldquo;Paradoxo da obesidade&rdquo; (14-20).</p>     <p>Face ao exposto, revela-se premente perceber qual o melhor m&eacute;todo de avalia&ccedil;&atilde;o da composi&ccedil;&atilde;o corporal nestes indiv&iacute;duos, bem como estudar de que forma o estado nutricional pode influenciar o seu progn&oacute;stico.</p>      <p><b>INSUFICI&Ecirc;NCIA CARD&Iacute;ACA</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A IC pode ser causada por qualquer doen&ccedil;a que afete o cora&ccedil;&atilde;o e, consequentemente, condicione a sua fun&ccedil;&atilde;o diast&oacute;lica ou sist&oacute;lica (6). Por outras palavras, consiste na incapacidade do cora&ccedil;&atilde;o bombear sangue em quantidade suficiente para atender &agrave;s necessidades do organismo.</p>     <p>Existem dois tipos de IC: com fun&ccedil;&atilde;o sist&oacute;lica deprimida (disfun&ccedil;&atilde;o sist&oacute;lica) e com fun&ccedil;&atilde;o sist&oacute;lica preservada (disfun&ccedil;&atilde;o diast&oacute;lica), sendo que o primeiro tipo caracteriza-se por diminui&ccedil;&atilde;o da contratilidade card&iacute;aca e da fra&ccedil;&atilde;o de eje&ccedil;&atilde;o e o segundo por hipertrofia ventricular, diminui&ccedil;&atilde;o das c&acirc;maras do ventr&iacute;culo e altera&ccedil;&otilde;es na distensibilidade (6).</p>     <p>O diagn&oacute;stico de IC considera a presen&ccedil;a de sinais (p.e. press&atilde;o jugular elevada, crepita&ccedil;&otilde;es pulmonares e &aacute;rea de impulso apical deslocada), sintomas t&iacute;picos (p.e. dispneia, edema maleolar e fadiga) e exames complementares de diagn&oacute;stico (ecocardiografia transtor&aacute;cica, eletrocardiograma e dados anal&iacute;ticos) (6).</p>     <p>Existem v&aacute;rias comorbilidades associadas &agrave; IC, nomeadamente: angina, hipertens&atilde;o arterial (HTA), diabetes&nbsp;mellitus, anemia, defici&ecirc;ncia em ferro, insufici&ecirc;ncia renal, doen&ccedil;a pulmonar obstrutiva cr&oacute;nica, apneia do sono e depress&atilde;o, sendo que a maioria est&aacute; associada ao agravamento do estado cl&iacute;nico, considerando-se fatores preditores de um fraco progn&oacute;stico. Por este motivo, o tratamento das comorbilidades assume um papel fundamental na presta&ccedil;&atilde;o de cuidados aos pacientes com esta patologia (21).</p>     <p>Quanto aos fatores de risco, a HTA, a doen&ccedil;a coron&aacute;ria e as doen&ccedil;as valvulares e do mioc&aacute;rdio s&atilde;o as principais causas de IC em Portugal, embora outros fatores, como a obesidade, a diabetes e o tabagismo concorram igualmente para o aparecimento da doen&ccedil;a (22).</p>     <p>Assim, &eacute; essencial que as recomenda&ccedil;&otilde;es para o diagn&oacute;stico e tratamento da IC sejam seguidas de forma rigorosa, sendo que diversos estudos real&ccedil;am a influ&ecirc;ncia do estado nutricional na progress&atilde;o e no progn&oacute;stico da doen&ccedil;a (8, 9, 23).</p>      <p><b>CAQUEXIA CARD&Iacute;ACA</b></p>     <p>A defini&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica de caquexia foi proposta pela&nbsp;Cachexia Society, em 2006, com base na presen&ccedil;a dos seguintes crit&eacute;rios: doen&ccedil;a cr&oacute;nica subjacente e perda de peso involunt&aacute;ria de, pelo menos, 5%,&nbsp;em 12 meses, ou IMC inferior a 20 kg/m&sup2; e mais do que tr&ecirc;s dos seguintes cinco par&acirc;metros: 1) diminui&ccedil;&atilde;o da for&ccedil;a muscular, 2) fadiga, 3) anorexia, 4) baixo &iacute;ndice de massa livre de gordura (per&iacute;metro muscular do bra&ccedil;o abaixo do percentil 10 para a idade e o sexo; &iacute;ndice de massa muscular esquel&eacute;tica &lt; 5,45 e &lt; 7,25 Kg/m2, respetivamente em mulheres e homens), 5) par&acirc;metros anal&iacute;ticos alterados - marcadores inflamat&oacute;rios (aumento de prote&iacute;na C-reativa (&gt; 5.0 mg/l) e/ou de interleucina 6 (&gt; 4,0 pg/ml), anemia (hemoglobina &lt; 12 g/dL), albumina s&eacute;rica (&lt; 3,2 g/dL) (9).</p>     <p>A caquexia &eacute; uma manifesta&ccedil;&atilde;o comum nos pacientes com IC e est&aacute;, normalmente, associada a aumento da morbilidade e da mortalidade (9).</p>     <p>As concentra&ccedil;&otilde;es plasm&aacute;ticas do fator de necrose tumoral alfa (TNF-&alpha;), respons&aacute;vel por esta s&iacute;ndrome, relacionam-se inversamente com o IMC em pacientes normoponderais, sendo mais elevadas em pacientes com perda de peso. Os efeitos biol&oacute;gicos do TNF-&alpha;, pertencente ao grupo das citocinas e segregado principalmente por macr&oacute;fagos ativados em resposta a uma doen&ccedil;a sist&eacute;mica, incluem anorexia, pirexia, taxa metab&oacute;lica aumentada e ativa&ccedil;&atilde;o imunit&aacute;ria (24).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Habitualmente, o envelhecimento est&aacute; associado a um decl&iacute;nio progressivo da taxa metab&oacute;lica em repouso (1-2% por d&eacute;cada, depois dos 20 anos de idade), ocorrendo dessa forma um desequil&iacute;brio entre a ingest&atilde;o cal&oacute;rica total e o disp&ecirc;ndio de energia (25). No entanto, na IC, a taxa metab&oacute;lica em repouso pode ser respons&aacute;vel por um aumento do gasto energ&eacute;tico di&aacute;rio at&eacute; 70% (24). Este aumento pode dever-se a um acr&eacute;scimo do consumo de oxig&eacute;nio pelo mioc&aacute;rdio hipertrofiado, a um maior trabalho respirat&oacute;rio, &agrave; maior atividade do sistema nervoso simp&aacute;tico e ao estado febril frequente em pacientes com IC grave e infe&ccedil;&otilde;es. Todos estes fatores contribuem para o aumento do metabolismo basal e, consequentemente, do gasto energ&eacute;tico (21).</p>     <p>A fisiopatologia da caquexia na IC ainda n&atilde;o est&aacute; completamente esclarecida, contudo, a anorexia e a consequente diminui&ccedil;&atilde;o da ingest&atilde;o alimentar, o comprometimento da absor&ccedil;&atilde;o, o aumento do gasto energ&eacute;tico basal e as altera&ccedil;&otilde;es imunol&oacute;gicas e neuroend&oacute;crinas podem explicar o seu desenvolvimento (23, 26).</p>     <p>At&eacute; &agrave; data n&atilde;o se conhece um tratamento espec&iacute;fico para a caquexia mas sabe-se que a interven&ccedil;&atilde;o nutricional constitui uma parte essencial do tratamento, associando-se, em alguns casos, a exerc&iacute;cios de reabilita&ccedil;&atilde;o, com o objetivo de atingir/manter um peso adequado (27).</p>      <p><b>TRATAMENTO NUTRICIONAL</b></p>     <p>Apesar de n&atilde;o existirem muitos estudos sobre recomenda&ccedil;&otilde;es nutricionais no tratamento da IC, alguns autores defendem que uma ingest&atilde;o cal&oacute;rica de 28-35 kcal/kg/dia &eacute; segura e suficiente, seguindo as recomenda&ccedil;&otilde;es proteicas habituais para um adulto saud&aacute;vel (0,8 a 1,0 g/kg/dia), exceto nos casos em que exista desnutri&ccedil;&atilde;o ou m&aacute; absor&ccedil;&atilde;o (aumentando para 1,5 a 2,0 g/kg/dia), ou ent&atilde;o naqueles em que ocorra insufici&ecirc;ncia renal (diminuindo o aporte proteico, em fun&ccedil;&atilde;o da taxa de filtra&ccedil;&atilde;o glomerular) (28).</p>     <p>No que respeita aos micronutrientes em geral, as recomenda&ccedil;&otilde;es s&atilde;o id&ecirc;nticas &agrave;s de um adulto saud&aacute;vel, salvaguardando os seguintes: s&oacute;dio, magn&eacute;sio, c&aacute;lcio e vitaminas lipossol&uacute;veis (28).</p>     <p>A ingest&atilde;o excessiva de s&oacute;dio &eacute; respons&aacute;vel pela reten&ccedil;&atilde;o de l&iacute;quidos, por sua vez causadora de edemas &ndash; sinal t&iacute;pico da IC, n&atilde;o existindo, no entanto, consenso quanto aos valores recomendados nestes pacientes, os quais variam entre 2 a 3 g/dia (29).</p>     <p>A restri&ccedil;&atilde;o h&iacute;drica nem sempre &eacute; necess&aacute;ria e depende da gravidade da IC. Normalmente recomenda-se uma ingest&atilde;o de 1,5-2,0 L em pacientes com IC, n&atilde;o sendo, no entanto, claros os benef&iacute;cios da restri&ccedil;&atilde;o, por rotina, em todos os pacientes com sintomas ligeiros a moderados (6, 10, 30). No caso das vitaminas lipossol&uacute;veis, pode existir necessidade de suplementa&ccedil;&atilde;o quando se verificar m&aacute; absor&ccedil;&atilde;o de gorduras, frequente em pacientes com caquexia (28). Para al&eacute;m das vitaminas, os &aacute;cidos gordos &oacute;mega 3 s&atilde;o uma boa op&ccedil;&atilde;o, nestes casos, pelas suas propriedades anti-inflamat&oacute;rias (28). Igualmente frequente, em situa&ccedil;&otilde;es de caquexia, &eacute; a diminui&ccedil;&atilde;o da massa &oacute;ssea, pelo que os n&iacute;veis de c&aacute;lcio, magn&eacute;sio e vitamina D tamb&eacute;m devem ser monitorizados (28).</p>     <p>No que concerne &agrave; via de administra&ccedil;&atilde;o, a alimenta&ccedil;&atilde;o oral &eacute; a mais indicada, mas nos casos em que n&atilde;o &eacute; poss&iacute;vel fornecer, por esta via, a&nbsp;quantidade de alimentos recomendada, a sonda nasog&aacute;strica apresenta-se&nbsp;como uma alternativa. Em situa&ccedil;&otilde;es que obriguem a utiliza&ccedil;&atilde;o da sonda por um per&iacute;odo superior a quatro semanas, recomenda-se a gastrostomia endosc&oacute;pica percut&acirc;nea (31, 32). Se o trato gastrointestinal n&atilde;o estiver funcionante, ser&aacute; prefer&iacute;vel recorrer a nutri&ccedil;&atilde;o parent&eacute;rica por acesso venoso central, uma vez que permite usar solu&ccedil;&otilde;es concentradas hiperosmolares, em menores volumes (26).</p>     <p>Mesmo com a administra&ccedil;&atilde;o de nutri&ccedil;&atilde;o parent&eacute;rica total e com estabiliza&ccedil;&atilde;o do peso, nem sempre se consegue corrigir o problema subjacente, nem impedir a perda de MM, ou reverter as altera&ccedil;&otilde;es metab&oacute;licas (9). Ainda assim, o papel da abordagem nutricional na progress&atilde;o da doen&ccedil;a &eacute; incontest&aacute;vel, com uma forte influ&ecirc;ncia no progn&oacute;stico (9, 23).</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>&ldquo;EPIDEMIOLOGIA REVERSA&rdquo;</b></p>     <p>Estudos recentes demonstram que valores elevados de IMC (pr&eacute;-</p>     <p>-obesidade e obesidade), de colesterol s&eacute;rico e de press&atilde;o arterial, est&atilde;o associados a um aumento da sobrevida na IC. Esta situa&ccedil;&atilde;o, que alguns autores t&ecirc;m vindo a tentar explicar, &eacute; designada &ldquo;epidemiologia reversa&rdquo; e ocorre em doen&ccedil;as como a IC, a insufici&ecirc;ncia renal e o cancro (12,13).</p>     <p>A caquexia card&iacute;aca est&aacute; associada a um estado de inflama&ccedil;&atilde;o, resultante da transloca&ccedil;&atilde;o de endotoxinas, devido a edemas na parede do intestino, levando ao aumento de produ&ccedil;&atilde;o de citocinas em indiv&iacute;duos com IC. A a&ccedil;&atilde;o destas citocinas sobre o sistema cardiovascular &eacute; respons&aacute;vel por in&uacute;meros efeitos, nomeadamente, promo&ccedil;&atilde;o da inflama&ccedil;&atilde;o e perda gradual de MM, diretamente correlacionados com a gravidade da IC, os quais poder&atilde;o explicar o desenvolvimento de desnutri&ccedil;&atilde;o nestes pacientes. Assim, quanto mais debilitados nutricionalmente estiverem e quanto menor for o seu IMC, mais graves ser&atilde;o as consequ&ecirc;ncias (12, 13, 33, 34).</p>     <p>Outra explica&ccedil;&atilde;o poss&iacute;vel relaciona-se com os n&iacute;veis aumentados de colesterol total, que podem significar maior reserva de lipoprote&iacute;nas, as quais se ligam, de forma ativa, &agrave;s endotoxinas, neutralizando-as ou removendo-as, eliminando o seu efeito prejudicial no processo de inflama&ccedil;&atilde;o da IC (12, 13, 33, 34).</p>     <p>Assim, em pacientes com IC, quaisquer fatores aparentemente de, como a obesidade e a hipercolesterolemia, poder&atilde;o exercer um efeito desej&aacute;vel sobre a longevidade a curto prazo, ao passo que as condi&ccedil;&otilde;es que s&atilde;o tradicionalmente consideradas protetoras a longo prazo, n&atilde;o t&ecirc;m efeitos ben&eacute;ficos nestes casos (12, 13, 33, 34).</p>     <p><b>IMPACTO DA OBESIDADE E DO &ldquo;PARADOXO DA OBESIDADE&rdquo;</b></p>     <p>Segundo a OMS, em 2014 mais de 1,9 bilh&otilde;es de adultos no mundo tinham excesso de peso e, destes, mais de 600 milh&otilde;es eram obesos (35).</p>     <p>A obesidade apresenta diversas comorbilidades, incluindo diabetes&nbsp;mellitus&nbsp;tipo 2, HTA, dislipidemia, apneia do sono, alguns tipos de cancro e, sobretudo, DCV (16), sendo que diversos estudos epidemiol&oacute;gicos mostram a forte rela&ccedil;&atilde;o entre valores de IMC elevados e aumento do risco e mortalidade por DCV (36-38). Relativamente &agrave; IC, estima-se que o risco aumenta 5% nos homens e 7% nas mulheres por cada aumento de 1 kg/m&sup2; no IMC (37). Sabe-se tamb&eacute;m que a dura&ccedil;&atilde;o da obesidade m&oacute;rbida est&aacute; diretamente associada &agrave; probabilidade de sofrer de IC (p &lt;0,001) (38).</p>     <p>De facto, a obesidade tem v&aacute;rios efeitos adversos na estrutura e fun&ccedil;&atilde;o cardiovascular, sendo respons&aacute;vel por um aumento do volume total de sangue e do d&eacute;bito card&iacute;aco que, em parte, &eacute; causado pelo aumento metab&oacute;lico induzido pelo excesso de peso corporal (39). Devido ao aumento na press&atilde;o de enchimento e no volume ventricular, os pacientes obesos t&ecirc;m um risco acrescido de hipertrofia do ventr&iacute;culo esquerdo, bem como de outras anomalias estruturais que conduzem ao aumento do risco de IC (40). &Agrave; medida que a carga de trabalho aumenta, h&aacute; um espessamento do mioc&aacute;rdio e, por vezes, o tamanho do pr&oacute;prio ventr&iacute;culo tamb&eacute;m aumenta, resultando numa menor elasticidade (40).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Pensa-se, pois, que a atua&ccedil;&atilde;o mais eficaz, a longo prazo, para as altera&ccedil;&otilde;es hemodin&acirc;micas e card&iacute;acas estruturais associadas &agrave; obesidade, &eacute; uma perda de peso estruturada (38, 41). Na obesidade grau II e III, uma perda de peso resultaria na redu&ccedil;&atilde;o do volume de sangue circulante, do volume sist&oacute;lico do ventr&iacute;culo esquerdo e do seu trabalho sist&oacute;lico (41). Contudo, apesar da associa&ccedil;&atilde;o entre obesidade e risco de DCV, diversos estudos t&ecirc;m demonstrado a exist&ecirc;ncia de um paradoxo da obesidade, sugerindo que valores elevados de IMC (pr&eacute;- -obesidade e obesidade) est&atilde;o associados a um melhor progn&oacute;stico e, consequentemente, a uma menor taxa de mortalidade em pacientes com IC (14, 16-20). Uma an&aacute;lise do IMC e da mortalidade em pacientes internados com IC mostrou que, por cada aumento de 5 kg/m&sup2; do IMC, o risco de mortalidade diminui 10% (p &lt; 0,001) (15).</p>     <p>N&atilde;o existe, ainda, uma explica&ccedil;&atilde;o concreta para este paradoxo, o que dificulta a defini&ccedil;&atilde;o da melhor estrat&eacute;gia de abordagem do peso dos pacientes com IC. Algumas teorias defendem que o tecido adiposo providencia reservas capazes de suportar as mudan&ccedil;as catab&oacute;licas sentidas na IC (16), al&eacute;m de produzir recetores sol&uacute;veis de TNF-&alpha;, que podem ter um efeito protetor em pacientes obesos com IC aguda e cr&oacute;nica, ao neutralizar os efeitos biol&oacute;gicos adversos do TNF-&alpha; (41). No entanto, outros estudos sugerem que pacientes com maior quantidade de tecido adiposo t&ecirc;m uma sobrevida menor (19, 37, 38). Segundo uma revis&atilde;o de 2014, uma das muitas explica&ccedil;&otilde;es para o paradoxo da obesidade, pode relacionar-se com as limita&ccedil;&otilde;es associadas &agrave; utiliza&ccedil;&atilde;o do IMC como instrumento de avalia&ccedil;&atilde;o do estado nutricional (14).</p>     <p><b>AVALIA&Ccedil;&Atilde;O DA COMPOSI&Ccedil;&Atilde;O CORPORAL</b></p>     <p>A avalia&ccedil;&atilde;o do estado nutricional atrav&eacute;s do IMC constitui um dos m&eacute;todos mais utilizados na rotina cl&iacute;nica, dada a sua simplicidade. No entanto, este n&atilde;o avalia a composi&ccedil;&atilde;o corporal, nem a distribui&ccedil;&atilde;o de gordura, sendo, por isso, um indicador limitado do estado nutricional (14).</p>     <p>Outro m&eacute;todo, frequentemente usado, &eacute; a avalia&ccedil;&atilde;o por bioimped&acirc;ncia, que permite estimar diferentes compartimentos corporais, al&eacute;m de tamb&eacute;m ser um m&eacute;todo simples, r&aacute;pido, n&atilde;o invasivo e de resultados reprodut&iacute;veis e imediatos. No entanto, a bioimped&acirc;ncia apresenta limita&ccedil;&otilde;es no que respeita &agrave; avalia&ccedil;&atilde;o de indiv&iacute;duos com IC, frequentemente desnutridos e com altera&ccedil;&otilde;es h&iacute;dricas, dado que a sua fiabilidade pode estar comprometida em casos de desnutri&ccedil;&atilde;o, obesidade m&oacute;rbida e altera&ccedil;&otilde;es do estado de hidrata&ccedil;&atilde;o (edemas, ascite ou balan&ccedil;o hidroeletrol&iacute;tico alterado), obrigando a especial cuidado na interpreta&ccedil;&atilde;o dos resultados (42).</p>     <p>Um estudo com 344 pacientes com IC, acompanhados em ambulat&oacute;rio, cujo objetivo era avaliar a associa&ccedil;&atilde;o entre v&aacute;rias medidas de composi&ccedil;&atilde;o corporal (IMC, Prega Cut&acirc;nea Tricipital (PCT) Per&iacute;metro da Cintura e Per&iacute;metro do Bra&ccedil;o) e o risco de mortalidade por IC, mostrou que existe rela&ccedil;&atilde;o entre a PCT &ndash; m&eacute;todo que estima a gordura subcut&acirc;nea &ndash; e o progn&oacute;stico da IC (43). Pacientes que sobreviveram apresentaram uma PCT 10% superior &agrave; dos que morreram. Uma PCT de 20 mm foi observada em apenas 9% dos pacientes com IC que morreram durante o seguimento e em 22% das pessoas que sobreviveram (p=0,027) (43). Assim, os resultados do estudo sugerem que, embora o IMC seja um par&acirc;metro antropom&eacute;trico amplamente utilizado na pr&aacute;tica cl&iacute;nica, a PCT &eacute; um melhor preditor de mortalidade em indiv&iacute;duos com IC, tendo sido a &uacute;nica medida antropom&eacute;trica realmente associada ao progn&oacute;stico da doen&ccedil;a (43). Por outro lado, na an&aacute;lise multivariada de um estudo sobre o progn&oacute;stico de pacientes idosos com excesso de peso e com IC, nem o IMC nem a PCT apresentaram um valor preditivo independente (44), pelo que se considera serem necess&aacute;rios mais estudos nesta &aacute;rea, para obter conclus&otilde;es consistentes.</p>     <p>Para al&eacute;m das medidas de MG, as medidas de for&ccedil;a muscular s&atilde;o igualmente importantes e tendem a ser esquecidas. No envelhecimento assim como na IC ocorrem altera&ccedil;&otilde;es da composi&ccedil;&atilde;o corporal, nomeadamente perda de massa magra, que afeta inevitavelmente a for&ccedil;a muscular (8, 45).</p>     <p>A incapacidade funcional devida &agrave; perda de for&ccedil;a muscular &eacute; um marcador relevante, comparativamente &agrave;s mudan&ccedil;as da MM magra de forma isolada. Existem diversos estudos que demonstram que a for&ccedil;a de preens&atilde;o manual pode ser usada como uma t&eacute;cnica de avalia&ccedil;&atilde;o nutricional. A dinamometria tem como princ&iacute;pio estimar a fun&ccedil;&atilde;o do m&uacute;sculo-esquel&eacute;tico, sendo uma t&eacute;cnica n&atilde;o-invasiva, r&aacute;pida e simples (45).</p>     <p>Como a for&ccedil;a muscular reduzida tem sido associada a um aumento do risco de morte por DCV, os investigadores do&nbsp;Prospective Urban and Rural Epidemiological&nbsp;(PURE) mediram a for&ccedil;a de preens&atilde;o manual de cerca de 140 mil adultos, em 17 pa&iacute;ses, com um dinam&oacute;metro de preens&atilde;o manual, concluindo que, por cada perda de 5 kg na for&ccedil;a de preens&atilde;o manual, o risco de morte cardiovascular aumenta cerca de 17% (46). Visto a IC se associar a uma diminui&ccedil;&atilde;o da for&ccedil;a muscular, este m&eacute;todo pode ser uma forma pr&aacute;tica de avaliar o risco de morte e DCV, auxiliando na preven&ccedil;&atilde;o e controlo das suas causas (46).</p>      <p><b>CONCLUS&Otilde;ES</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>As DCV s&atilde;o a principal causa de morte no mundo, inclusive em Portugal. Neste grupo inclui-se a IC, que se apresenta, igualmente, como uma patologia associada &agrave; redu&ccedil;&atilde;o da qualidade de vida e com uma taxa de mortalidade elevada, principalmente nos idosos.</p>     <p>A evid&ecirc;ncia cient&iacute;fica sugere que o metabolismo energ&eacute;tico desempenha um papel importante na fisiologia da IC, nomeadamente na caquexia card&iacute;aca, caracter&iacute;stica destes pacientes. Apesar de n&atilde;o existir um tratamento espec&iacute;fico, sabe-se que a interven&ccedil;&atilde;o nutricional &eacute; indispens&aacute;vel no tratamento da IC.</p>     <p>Por outro lado, a obesidade tem-se revelado um fator protetor em pacientes com IC, apesar de ainda n&atilde;o estarem totalmente esclarecidos os mecanismos envolvidos. Considera-se que o paradoxo da obesidade dever&aacute; ser explorado no que concerne &agrave; sua validade preditiva para outros desfechos cl&iacute;nicos al&eacute;m da mortalidade, como sejam a qualidade de vida, as readmiss&otilde;es hospitalares, a capacidade funcional, entre outros.</p>     <p>Apesar das suas limita&ccedil;&otilde;es, o IMC &eacute; o m&eacute;todo mais utilizado para avaliar o estado nutricional. No entanto, a PCT (indicador da gordura corporal) e as medidas de for&ccedil;a muscular (indicador da MM magra), t&ecirc;m surgido como m&eacute;todos importantes na determina&ccedil;&atilde;o do progn&oacute;stico da IC.</p>     <p>Assim, apesar de serem necess&aacute;rios mais estudos que considerem diferentes m&eacute;todos de avalia&ccedil;&atilde;o nutricional e estrat&eacute;gias terap&ecirc;uticas, verifica-se que o estado nutricional constitui um marcador importante no desenvolvimento e progress&atilde;o da IC, pelo que se revela fundamental proceder &agrave; sua correta avalia&ccedil;&atilde;o, de forma a garantir uma alimenta&ccedil;&atilde;o cuidada e personalizada, minimizando-se perdas nutricionais e ponderais e melhorando o progn&oacute;stico e a qualidade de vida destes pacientes.</p>     <p>N&atilde;o obstante, no que toca &agrave; alimenta&ccedil;&atilde;o, os estudos s&atilde;o ainda escassos e incidem maioritariamente no controlo de s&oacute;dio e de l&iacute;quidos, pelo que &eacute; necess&aacute;rio mais trabalho neste &acirc;mbito.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b >REFER&#202;NCIAS BIBLIOGR&#193;FICAS</b> <ol start="1">     <li>World Health Organization. Global status report on noncommunicable diseases. 2010. Dispon&iacute;vel em:&nbsp;<a href="http://www.who.int/nmh/publications/ncd_report_full_en.pdf">http://www.who.int/nmh/publications/ncd_report_full_en.pdf</a>[acesso a 20/05/15].</li>     <li>European Heart Network and European Society of Cardiology. European Cardiovascular Disease Statistics. 2012. Dispon&iacute;vel:&nbsp;<a href="http://www.escardio.org/static_file/Escardio/Press-media/press-releases/2013/EU-cardiovascular-disease-statistics-2012.pdf">http://www.escardio.org/static_file/Escardio/Press-media/press-releases/2013/EU-cardiovascular-disease-statistics-2012.pdf</a>[acesso em: 20/05/2015].</li>     ]]></body>
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<body><![CDATA[<li>Zuchinali P, Souza GC, Alves FD, d&rsquo;Almeida KS, Goldraich LA, Clausell NO et al. Triceps Skinfold as a Prognostic Predictor in Outpatient Heart Failure. Arq Bras Cardiol. 2013 Nov;101(5):434-41.</li>     <li>Casas-Vara A, Santolaria F, Fern&aacute;ndez-Bereciart&uacute;a A, Gonz&aacute;lez-Reimers E, Garc&iacute;a-Ochoa A, Mart&iacute;nez-Riera A. The obesity paradox in elderly patients with heart failure: analysis of nutritional status. Nutrition. 2012 Jun;28(6):616-22.</li>     <li>Matos LC, Tavares MM, Amaral TF. Handgrip strength as a hospital admission nutritional risk screening method. European Journal of Clinical Nutrition (2007) 61, 1128&ndash;1135.</li>     <li>Leong DP, Teo KK, Rangarajan S, Lopez-Jaramillo P, Avezum A Jr, Orlandini A, et al. Prognostic value of grip strength: findings from the Prospective Urban Rural Epidemiology (PURE) study. Lancet. 2015 Jul 18;386(9990):266-73.</li>     </ol></p>      <p>&nbsp;</p>     <p>  <b ><a href="#topc0">Endere&#231;o para correspond&#234;ncia</a><a name="c0"></a></b>     <p>S&oacute;nia Xar&aacute;</p>     <p>Centro Hospitalar de Vila Nova de Gaia/Espinho,</p>     <p>Rua Concei&ccedil;&atilde;o Fernandes, s/n,</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>4434-502 Vila Nova de Gaia, Portugal</p>     <p><a href="mailto:soniaxara@gmail.com">soniaxara@gmail.com</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Recebido a 12 de abril de 2016</p>     <p>Aceite a 10 de maio de 2016</p>      ]]></body><back>
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