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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Introduction: The National School Feeding Program, existing in Brazil sets that all public schools provide adequate and free meals to students during the school year, to keep students properly fed into the class period. In order to ensure the quality of school menus a list of food allowed and restricted are registered with the National Fund for Education Development. Methodology: It was used in this study the Qualitative Assessment tool for the qualitative analysis of schools menus, which enables the verification of aspects related to nutritional and sensory quality. All menus implemented during the school year 2013 in public schools in the municipality of Duque de Caxias, Rio de Janeiro, Brazil were analyzed. Food preparations were categorized according to the program&#8217;s recommendations, into two types: recommended foods that must be provided 80 to 100% and controlled food, with maximum use of 20%. Results: It was observed that the recommended foods in the following categories: meat, fish and eggs; beans; vegetables; fruits and milk and milk products were offered in adequate amounts. However, the salads were offered 20-60% below recommendations, and have not been offered whole foods in spite of being recommended for school meals. Some foods exceeded the maximum percentage indicated for the menus, such as foods with added sugar; industrialized semi-ready, canned and dehydrated; breakfast cereals and biscuits. Conclusions: The menus for public schools in Duque de Caxias, Rio de Janeiro, Brazil, showed several positive aspects by offering properly the most groups of recommended foods. However, some controlled products were offered in excess, and could be replaced or reduced to improve the quality of the meals provided to students enrolled in these schools.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>ARTIGO ORIGINAL</b></p>     <p>      <p><b>An&aacute;lise Qualitativa de Ementas em Escolas do Rio de Janeiro</b></p>      <p><b>Qualitative Analysis of Menus in Rio de Janeiro Schools</b></p>       <p><b>Margareth Xavier da Silva<sup>1</sup>*; Margarida Liz Martins<sup>2,3</sup>; Anna Paola Trindade da Rocha Pierucci<sup>1</sup>; Cristiana Pedrosa<sup>1</sup>; Ada Rocha<sup>2,3</sup></b></p>     <p><sup>1</sup> LabDAFEE/DNBE, Instituto de Nutri&ccedil;&atilde;o Josu&eacute; de Castro, Universidade Federal do Rio de Janeiro, Brasil</p>     <p><sup>2</sup> LAQV@REQUIMTE, Rua Dr. Roberto Frias, 4200-465 Porto, Portugal</p>     <p><sup>3</sup> Faculdade de Ci&ecirc;ncias da Nutri&ccedil;&atilde;o e Alimenta&ccedil;&atilde;o da Universidade do Porto, Rua Dr. Roberto Frias, 4200-465 Porto, Portugal</p>  <a href="#c0">Endere&#231;o para correspond&#234;ncia</a><a name="topc0"></a></b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b >RESUMO</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Introdu&ccedil;&atilde;o: O Programa Nacional de Alimenta&ccedil;&atilde;o Escolar, existente no Brasil determina que todas as escolas p&uacute;blicas ofere&ccedil;am refei&ccedil;&otilde;es adequadas e gratuitas aos alunos, no per&iacute;odo letivo, para manter os alunos corretamente alimentados no per&iacute;odo de aulas. A fim de assegurar a qualidade das ementas das refei&ccedil;&otilde;es escolares, est&atilde;o documentados, no Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educa&ccedil;&atilde;o, os alimentos restritos e os permitidos.</p>     <p>Metodologia: Utilizou-se neste estudo, para an&aacute;lise qualitativa das ementas oferecidas nas escolas, o instrumento de Avalia&ccedil;&atilde;o Qualitativa das Prepara&ccedil;&otilde;es do Card&aacute;pio, que possibilita a verifica&ccedil;&atilde;o de aspetos referentes &agrave; qualidade nutricional e sensorial e analisou-se todas as ementas implementadas durante o ano letivo de 2013, das escolas p&uacute;blicas do munic&iacute;pio de Duque de Caxias, Rio de Janeiro, Brasil. As prepara&ccedil;&otilde;es foram categorizadas, de acordo com as recomenda&ccedil;&otilde;es do Programa, em dois tipos: alimentos recomendados, que devem ser oferecidos de 80 a 100% e alimentos controlados que devem ser utilizados at&eacute; 20%.</p>     <p>Resultados: Observou-se que os alimentos recomendados, nas seguintes categorias: carne, pescado e ovos; leguminosas; hort&iacute;colas; frutas e latic&iacute;nios foram oferecidos nas ementas em quantidades adequadas. Entretanto, as saladas foram oferecidas entre 20-60% abaixo do que &eacute; indicado e os alimentos integrais, apesar de recomendados, foram pouco oferecidos. Alguns alimentos excederam o percentual m&aacute;ximo indicado para uso nas ementas, tais como: alimentos com adi&ccedil;&atilde;o de a&ccedil;&uacute;car; industrializados semiprontos, enlatados e desidratados; cereais de pequeno-almo&ccedil;o e biscoitos.</p>     <p>Conclus&otilde;es: As ementas destinadas aos alunos das escolas p&uacute;blicas municipais de Duque de Caxias, Rio de Janeiro, Brasil, apresentaram v&aacute;rios aspetos positivos com oferta da maioria grupos de alimentos recomendados, adequadamente. Contudo, alguns produtos controlados, foram oferecidos em excesso, e poderiam ser substitu&iacute;dos ou reduzidos para a melhoria da qualidade do almo&ccedil;o fornecido aos alunos matriculados nestas escolas.</p>     <p><b>Palavras-Chave: </b>An&aacute;lise qualitativa, Ementa, Escola, Refei&ccedil;&otilde;es</p>     <p>&nbsp;</p>  <hr>     <p>&nbsp;</p>      <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>Introduction: The National School Feeding Program, existing in Brazil sets that all public schools provide adequate and free meals to students during the school year, to keep students properly fed into the class period. In order to ensure the quality of school menus a list of food allowed and restricted are registered with the National Fund for Education Development.</p>     <p>Methodology: It was used in this study the Qualitative Assessment tool for the qualitative analysis of schools menus, which enables the verification of aspects related to nutritional and sensory quality. All menus implemented during the school year 2013 in public schools in the municipality of Duque de Caxias, Rio de Janeiro, Brazil were analyzed. Food preparations were categorized according to the program&rsquo;s recommendations, into two types: recommended foods that must be provided 80 to 100% and controlled food, with maximum use of 20%.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Results: It was observed that the recommended foods in the following categories: meat, fish and eggs; beans; vegetables; fruits and milk and milk products were offered in adequate amounts. However, the salads were offered 20-60% below recommendations, and have not been offered whole foods in spite of being recommended for school meals. Some foods exceeded the maximum percentage indicated for the menus, such as foods with added sugar; industrialized semi-ready, canned and dehydrated; breakfast cereals and biscuits.</p>     <p>Conclusions: The menus for public schools in Duque de Caxias, Rio de Janeiro, Brazil, showed several positive aspects by offering properly the most groups of recommended foods. However, some controlled products were offered in excess, and could be replaced or reduced to improve the quality of the meals provided to students enrolled in these schools.</p>     <p><b>Keywords: </b>Qualitative analysis, Menus, School, Meals</p>     <p>&nbsp;</p>  <hr>     <p>&nbsp;</p>       <p><b >INTRODU&Ccedil;&Atilde;O</b>     <p>O Programa Nacional de Alimenta&ccedil;&atilde;o Escolar (PNAE), existente no Brasil, &eacute; uma pol&iacute;tica governamental nacional, que integra o Programa de Seguran&ccedil;a Alimentar e Nutricional. Todas as escolas p&uacute;blicas devem oferecer a alimenta&ccedil;&atilde;o escolar, que inclui a totalidade das refei&ccedil;&otilde;es oferecidas gratuitamente, aos alunos da educa&ccedil;&atilde;o b&aacute;sica (educa&ccedil;&atilde;o infantil, jovens e adultos; ensino fundamental e m&eacute;dio). O objetivo principal deste programa &eacute; manter o aluno corretamente alimentado durante o per&iacute;odo letivo, satisfazendo 20% das necessidades nutricionais di&aacute;rias, quando oferecida apenas uma refei&ccedil;&atilde;o, 30% se forem servidas duas refei&ccedil;&otilde;es e 70%, para per&iacute;odo integral de perman&ecirc;ncia na escola. A alimenta&ccedil;&atilde;o escolar deve contribuir para a forma&ccedil;&atilde;o de bons h&aacute;bitos alimentares, al&eacute;m de favorecer a aprendizagem no espa&ccedil;o escolar, por isso, &eacute; importante garantir a sua aceita&ccedil;&atilde;o pelo p&uacute;blico ao qual se destina. O PNAE determina que as ementas das escolas sejam planeadas por nutricionistas com utiliza&ccedil;&atilde;o de g&eacute;neros aliment&iacute;cios b&aacute;sicos, respeitando-se os h&aacute;bitos alimentares, a cultura e a tradi&ccedil;&atilde;o alimentar do local (1, 2).</p>     <p>Independentemente do n&iacute;vel social a que as crian&ccedil;as pertencem, a escola apresenta sempre grande relev&acirc;ncia na forma&ccedil;&atilde;o dos seus h&aacute;bitos, nomeadamente, h&aacute;bitos alimentares, podendo influenciar as prefer&ecirc;ncias alimentares dos alunos contribuindo para escolhas saud&aacute;veis, no futuro (3). A fim de assegurar a qualidade das ementas das refei&ccedil;&otilde;es escolares, est&atilde;o documentadas, no Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educa&ccedil;&atilde;o (FNDE) no Brasil, as orienta&ccedil;&otilde;es que dever&atilde;o ser seguidas, assim como os alimentos que dever&atilde;o ser restritos. Desse modo, fica estabelecido o que deve ser permitido ou controlado nas ementas. O FNDE &eacute; o principal &oacute;rg&atilde;o de execu&ccedil;&atilde;o de pol&iacute;ticas educacionais no Brasil e est&aacute; respons&aacute;vel por transferir recursos financeiros e prestar assist&ecirc;ncia t&eacute;cnica aos estados, munic&iacute;pios e ao Distrito Federal, para garantir educa&ccedil;&atilde;o universalizada de qualidade (2).</p>     <p>O presente estudo analisou os aspetos qualitativos das ementas utilizadas durante o ano letivo de 2013, nas Escolas P&uacute;blicas Municipais de Duque de Caxias, a fim de verificar a qualidade das refei&ccedil;&otilde;es oferecidas aos alunos ao pequeno-almo&ccedil;o e almo&ccedil;o. Para an&aacute;lise qualitativa das ementas oferecidas nas escolas, utilizou-se o instrumento de Avalia&ccedil;&atilde;o Qualitativa das Prepara&ccedil;&otilde;es do Card&aacute;pio &ndash; AQPC (4), que &eacute; um programa largamente utilizado para avaliar planos de ementas de Unidades de Alimenta&ccedil;&atilde;o e Nutri&ccedil;&atilde;o, destinados a diferentes popula&ccedil;&otilde;es. Esta ferramenta permite a verifica&ccedil;&atilde;o de aspetos referentes &agrave; qualidade alimentar e sensorial de acordo com as recomenda&ccedil;&otilde;es do PNAE, cujas orienta&ccedil;&otilde;es poder&atilde;o favorecer o aumento da aceita&ccedil;&atilde;o das refei&ccedil;&otilde;es escolares pelos alunos (4).</p>     <p>Duque de Caxias, local onde se realizou a aplica&ccedil;&atilde;o das ementas analisadas neste documento, &eacute; um munic&iacute;pio integrante da Regi&atilde;o Metropolitana da cidade do Rio de Janeiro. O Censo Demogr&aacute;fico, no Brasil, &eacute; realizado a cada dez anos pelo IBGE, e o mais pr&oacute;ximo ao ano em que as ementas deste estudo foram aplicadas &eacute; o de 2010, que indicou que Duque de Caxias &eacute; o terceiro munic&iacute;pio mais populoso do Rio de Janeiro e o d&eacute;cimo oitavo do Brasil, com 855046 habitantes (5). O Censo Escolar &eacute; realizado anualmente e mostrou que esse munic&iacute;pio possui 261 escolas de ensino pr&eacute;-escolar, com 13014 crian&ccedil;as matriculadas; 369 escolas de ensino b&aacute;sico, com 131810 alunos e 104 estabelecimentos de ensino m&eacute;dio, com 36447 alunos (6). Todos estes estabelecimentos t&ecirc;m implementado o PNAE (1).</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>METODOLOGIA</b></p>     <p>Neste estudo foram avaliadas qualitativamente as 200 ementas utilizadas, durante o ano letivo de 2013, nas escolas p&uacute;blicas municipais de Duque de Caxias, Rio de Janeiro, Brasil, que servem alunos do ensino b&aacute;sico, com idades de 8 aos 15 anos de idade, no per&iacute;odo em que utilizaram a cantina escolar e consumiram o pequeno-almo&ccedil;o e o almo&ccedil;o. As prepara&ccedil;&otilde;es das ementas foram categorizadas conforme as indica&ccedil;&otilde;es do PNAE, em dois tipos: alimentos recomendados e alimentos controlados, que devem ser utilizados at&eacute; o m&aacute;ximo de 20% dos dias em que os alunos recebem alimenta&ccedil;&atilde;o escolar (1). A recolha de dados foi realizada por meio das ementas disponibilizadas pela nutricionista da Secretaria de Educa&ccedil;&atilde;o de Duque de Caxias, no setor da Alimenta&ccedil;&atilde;o Escolar, que &eacute; respons&aacute;vel pela sua elabora&ccedil;&atilde;o. Foram preenchidas as tabelas do Programa AQPC Escola, conforme as etapas descritas a seguir: 1- proceder a an&aacute;lise da ementa por refei&ccedil;&atilde;o; 2- considerar a classifica&ccedil;&atilde;o dos ingredientes que comp&otilde;em as prepara&ccedil;&otilde;es e a forma de prepara&ccedil;&atilde;o; 3- seguir para o pr&oacute;ximo item da tabela, ao finalizar a refei&ccedil;&atilde;o de um dia, at&eacute; a an&aacute;lise de todos os dias da semana; 4- realizar a an&aacute;lise at&eacute; concluir todas as semanas do m&ecirc;s; 5- finalizar, com o somat&oacute;rio do n&uacute;mero de vezes que cada item aparece na semana, e 6- calcular as percentagens, de acordo com o n&uacute;mero de dias analisados (4).</p>     <p>Considerou-se as seguintes categorias: categoria de alimentos recomendados: frutas in natura; hort&iacute;colas n&atilde;o amil&aacute;ceos; cereais, p&atilde;es, massas e hort&iacute;colas amil&aacute;ceos; carne, pescado e ovos; leguminosas e latic&iacute;nios; categoria de alimentos controlados: prepara&ccedil;&otilde;es/produtos concentrados em a&ccedil;&uacute;car; industrializados, enlatados ou conservas; alimentos desidratados, concentrados; cereais de pequeno-almo&ccedil;o, bolos e biscoitos; alimentos flatulentos (leguminosas, hort&iacute;colas folhosos, ovo cozido, por exemplo); alimentos gordurosos. Esta categoriza&ccedil;&atilde;o est&aacute; de acordo com o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educa&ccedil;&atilde;o, Conselho Deliberativo que disp&otilde;e sobre o atendimento da alimenta&ccedil;&atilde;o escolar aos alunos da educa&ccedil;&atilde;o b&aacute;sica no Programa Nacional de Alimenta&ccedil;&atilde;o Escolar, PNAE (1).</p>      <p><b>ASPETOS BIO&Eacute;TICOS</b></p>     <p>O presente estudo foi realizado em sua totalidade com respeito &agrave;s normas contidas na resolu&ccedil;&atilde;o n.&ordm; 196/96 (Conselho Nacional de Sa&uacute;de) que regulamenta as pr&aacute;ticas de pesquisas envolvendo seres humanos. Todos os envolvidos na pesquisa, pessoas f&iacute;sicas ou jur&iacute;dicas, foram devidamente informados sobre os procedimentos da pesquisa, e o consentimento formalizado por meio do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE) em duas vias, sendo uma do pesquisador e a outra do sujeito ou das institui&ccedil;&otilde;es, neste caso, a Secretaria de Educa&ccedil;&atilde;o de Duque de Caxias- RJ, as escolas indicadas pela Secretaria de Educa&ccedil;&atilde;o e os respons&aacute;veis pelos alunos menores de idade. Os pesquisadores respons&aacute;veis pela condu&ccedil;&atilde;o da pesquisa permaneceram &agrave; disposi&ccedil;&atilde;o para esclarecimento de d&uacute;vidas e atendimento em caso de necessidade, conforme informado no TCLE. Esta pesquisa foi submetida ao Comit&ecirc; de &Eacute;tica em Pesquisa do Instituto de Estudos em Sa&uacute;de Coletiva (IESC/UFRJ) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (PARECER 79/2009 - PROCESSO: 0026.0.239.000-09; 16/2009).</p>     <p><b>RESULTADOS</b></p>     <p>As Tabelas <a href ="/img/revistas/apn/n6/n6a02t1.jpg">1</a>, <a href ="/img/revistas/apn/n6/n6a02t2.jpg">2</a> e <a href ="/img/revistas/apn/n6/n6a02t3.jpg">3</a> referem-se &agrave;s tr&ecirc;s ementas rotativas utilizadas nas Escolas P&uacute;blicas Municipais de Duque de Caxias durante o ano letivo de 2013. Na <a href ="/img/revistas/apn/n6/n6a02t4.jpg">Tabela 4</a> &eacute; feita a descri&ccedil;&atilde;o e apresentada a frequ&ecirc;ncia de oferta dos alimentos recomendados pelo PNAE, que foram oferecidos aos alunos. &Eacute; recomendado pelo Programa a utiliza&ccedil;&atilde;o de 100% de frutas in natura, hort&iacute;colas n&atilde;o amil&aacute;ceos; cereais, p&atilde;es, massas e hort&iacute;colas amil&aacute;ceos; leguminosas e latic&iacute;nios, pelo que a oferta destes grupos de alimentos deve ser di&aacute;ria. Os alimentos recomendados pelo PNAE est&atilde;o nas ementas das escolas avaliadas neste estudo nas seguintes propor&ccedil;&otilde;es: frutas in natura entre 80 a 90%; hort&iacute;colas n&atilde;o amil&aacute;ceos de 60 a 90%; cereais, p&atilde;es, massas e hort&iacute;colas amil&aacute;ceos de 95 a 100%; carnes e ovos 100%; leguminosas 95 e 100% e leite e derivados 80 e 100% da recomenda&ccedil;&atilde;o. As prepara&ccedil;&otilde;es de saladas foram oferecidas nas ementas com uma frequ&ecirc;ncia de apenas 20 a 60%, estando abaixo do que &eacute; indicado, e os produtos integrais, que foram pouco oferecidos nas ementas, quando o ideal &eacute; que sejam regularmente oferecidos, nas refei&ccedil;&otilde;es escolares.</p>     
<p>Na <a href ="/img/revistas/apn/n6/n6a02t5.jpg">Tabela 5</a> faz-se a descri&ccedil;&atilde;o e apresenta-se a frequ&ecirc;ncia de oferta dos alimentos controlados pelo PNAE, oferecidos aos alunos, nas ementas do ano letivo de 2013. Estes alimentos dever&atilde;o ser fornecidos at&eacute; o limite de 20% do total de refei&ccedil;&otilde;es durante o ano letivo. As prepara&ccedil;&otilde;es com a&ccedil;&uacute;car adicionado ou produtos com a&ccedil;&uacute;car foram oferecidos entre 55 a 60% nas ementas do pequeno-almo&ccedil;o, nomeadamente sob a forma de geleia, p&atilde;o doce com creme, p&atilde;o de coco e biscoito rosquinha de coco, e nas sobremesas do almo&ccedil;o: goiabada e doce de leite.</p>     
<p>Os embutidos, produtos c&aacute;rneos industrializados foram oferecidos em 10% das refei&ccedil;&otilde;es, sendo exemplos a carne seca, estando dentro do limite de 20% indicado para os alimentos controlados.</p>     <p>Os alimentos industrializados semiprontos ou prontos foram fornecidos entre 50 e 60%, sendo exemplos as bebidas l&aacute;cteas, vitaminas, mingaus e suco de uva ao pequeno-almo&ccedil;o; Os enlatados, nomeadamente o extrato de tomate e ervilha em lata, foram disponibilizados em 60 a 80% das ementas. Todos acima do limite m&aacute;ximo recomendado pelo programa (1).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Verificou-se que os cereais matinais bolos e biscoitos s&atilde;o oferecidos em 40 a 45% dos pequenos-almo&ccedil;os em substitui&ccedil;&atilde;o de alternativas mais equilibradas.</p>     <p>Os alimentos flatulentos e de dif&iacute;cil digest&atilde;o como os feij&otilde;es, alguns hort&iacute;colas (bertalha, br&oacute;colis, couve, talos, repolho), o ovo cozido e a melancia s&atilde;o disponibilizadas em 90 a 100% das ementas. Positivamente, as bebidas de baixo valor nutricional n&atilde;o est&atilde;o presentes nas ementas das escolas.</p>     <p><b>DISCUSS&Atilde;O DOS RESULTADOS</b></p>     <p>A avalia&ccedil;&atilde;o da oferta dos alimentos recomendados evidenciou que no grupo das frutas in natura, a utiliza&ccedil;&atilde;o satisfez o total de 80 a 90%, embora em dois dias da ementa de fevereiro a abril houvesse repeti&ccedil;&atilde;o de banana ao pequeno-almo&ccedil;o e almo&ccedil;o. As saladas foram oferecidas abaixo da percentagem recomendada, entre 20 e 60%, embora as prepara&ccedil;&otilde;es com hort&iacute;colas tenham sido oferecidas regularmente, estando presentes nas ementas em mais de uma prepara&ccedil;&atilde;o na mesma refei&ccedil;&atilde;o. Estes alimentos t&ecirc;m um efeito protetor contra as doen&ccedil;as cr&oacute;nicas n&atilde;o transmiss&iacute;veis, como a obesidade, dislipidemia, diabetes, hipertens&atilde;o e cancro, que tem sido associado ao seu alto teor em nutrientes, como as fibras, antioxidantes, vitaminas e minerais. Segundo dados da Pesquisa do Or&ccedil;amento Familiar (5), correspondente aos anos de 2014/2015, as frutas e hort&iacute;colas correspondem apenas a 2,8% das calorias totais ingeridas, cerca de um quarto das recomenda&ccedil;&otilde;es para o consumo desses dois grupos de alimentos, cujo m&iacute;nimo deveria ser de 9% a 12% do valor energ&eacute;tico total de uma dieta de 2 000 kcal di&aacute;rias ou, aproximadamente, 400 gramas di&aacute;rios (8).</p>     <p>O consumo de frutas e/ou de hort&iacute;colas &eacute; considerado protetor contra as doen&ccedil;as cardiovasculares, e outras doen&ccedil;as cr&ocirc;nicas n&atilde;o transmiss&iacute;veis (9). Os dados dispon&iacute;veis s&atilde;o preocupantes, pois mostram que apenas 25,2% das crian&ccedil;as brasileiras entre os dois e os cinco anos de idade e 38,3% das crian&ccedil;as entre os cinco e os dez anos consomem frutas e hort&iacute;colas na sua alimenta&ccedil;&atilde;o di&aacute;ria, enquanto que 26,6% das crian&ccedil;as nesta faixa et&aacute;ria declaram consumir rebu&ccedil;ados, biscoitos recheados e outros doces, cinco a sete vezes por semana (9,10,11,12). No estudo de Leal et al. (2010) foi avaliado o consumo alimentar de 640 alunos do 5&ordm; ano do Ensino B&aacute;sico e Ensino M&eacute;dio, com idades entre 10 e 15 anos. Recorrendo ao question&aacute;rio &agrave;s 24 horas anteriores foi demonstrado que os alimentos menos consumidos eram os que pertencem ao grupo dos hort&iacute;colas e frutas, evidenciando o risco potencial para car&ecirc;ncias nutricionais (13).</p>     <p>A escola &eacute; um local onde as crian&ccedil;as passam a maior parte do seu dia e onde estabelecem rela&ccedil;&otilde;es de amizade e confian&ccedil;a, sendo reconhecida como o ambiente ideal para a divulga&ccedil;&atilde;o de v&aacute;rios conhecimentos e promo&ccedil;&atilde;o de comportamentos saud&aacute;veis. O hor&aacute;rio das refei&ccedil;&otilde;es tamb&eacute;m &eacute; um momento de aprendizagem, desse modo, a maior oferta de frutas e hort&iacute;colas, al&eacute;m de incentivar o consumo destes alimentos, pode refor&ccedil;ar a ideia entre os alunos, de que s&atilde;o alimentos saud&aacute;veis que devem fazer parte da alimenta&ccedil;&atilde;o di&aacute;ria (13, 14).</p>     <p>Verifica-se que o grupo de cereais, p&atilde;es, massas e hort&iacute;colas amil&aacute;ceos, nem sempre foi oferecido ao pequeno-almo&ccedil;o, como indicado pelo PNAE (1). Por outro lado, observou-se a substitui&ccedil;&atilde;o dos p&atilde;es, ao pequeno-almo&ccedil;o, por cereais de pequeno-almo&ccedil;o e biscoitos doces ou salgados, caracterizados como alimentos controlados, por corresponderem a alimentos industrializados com maior teor de a&ccedil;&uacute;car, sal e gordura trans (13,15). Kliemann et al.. 2015 identificaram, igualmente, no seu estudo uma elevada percentagem de alimentos industrializados cuja informa&ccedil;&atilde;o nutricional declarava n&atilde;o ter gordura trans, mas que a apresentava na lista de ingredientes, assim como os biscoitos presentes na ementa dos alunos. Este facto ocorreu, mesmo para produtos que seguem a por&ccedil;&atilde;o recomendada pela legisla&ccedil;&atilde;o brasileira (13).</p>     <p>A presen&ccedil;a de mais de uma fonte de hidratos de carbono na mesma refei&ccedil;&atilde;o (16) pode ser considerada uso excessivo (1). Foram evidenciadas refei&ccedil;&otilde;es contendo arroz, batata e farinha de mandioca simultaneamente em dois dias na ementa de fevereiro a abril e, por v&aacute;rias vezes ementas com arroz com farinha de mandioca, ou inhame, ou aipim, ou batata doce na mesma refei&ccedil;&atilde;o. Em certos casos este aspeto contribui simultaneamente, para a monotonia de cor na ementa, com predom&iacute;nio da cor branca, fator que torna a apresenta&ccedil;&atilde;o visual do prato menos atrativa ao utente, e pode interferir na aceita&ccedil;&atilde;o, pois o primeiro contato da crian&ccedil;a com o alimento &eacute; o visual e a monotonia de cores pode diminuir o interesse pelos alimentos (17, 18). Al&eacute;m disso, o excesso na oferta de alimentos fontes de hidratos de carbono nas refei&ccedil;&otilde;es pode acarretar em doen&ccedil;as cr&ocirc;nicas n&atilde;o transmiss&iacute;veis (19). O fornecimento dos alimentos do grupo de carnes, pescado e ovos foi integralmente satisfeito, por&eacute;m a oferta de carne seca poderia ser limitada na ementa escolar, por conter alto teor de sal e de gordura, embora fa&ccedil;a parte dos h&aacute;bitos alimentares do povo brasileiro (20, 21) e n&atilde;o tenha sido oferecida em excesso nas ementas. As leguminosas tamb&eacute;m foram oferecidas quase diariamente nas ementas, o que contribui para maior aporte de fibras, prote&iacute;nas, vitaminas e minerais, como o ferro, importante nesta faixa et&aacute;ria, todavia (21), est&atilde;o caracterizadas como alimentos flatulentos nas tabelas de alimentos controlados por conterem na sua composi&ccedil;&atilde;o, alguns oligossacar&iacute;deos, rafinose, estaquiose e verbascose (22). Este fornecimento apesar de estar muito acima do recomendado para os alimentos controlados justifica-se provavelmente por este grupo incluir o feij&atilde;o, um dos alimentos base da alimenta&ccedil;&atilde;o no Brasil (22).</p>     <p>Os valores das capita&ccedil;&otilde;es da Pesquisa de Or&ccedil;amento Familiar (POF) indicam um menor consumo de feij&atilde;o, saladas e hort&iacute;colas, em geral, por adolescentes quando comparados com os adultos e idosos, logo, a oferta di&aacute;ria na ementa escolar pode servir para incentivar o consumo deste alimento (1). O estudo de Levy- Costa et al. (2005), refer&ecirc;ncia mais antiga do que a da POF do ano de 2009 j&aacute; mostrava esse decl&iacute;nio no consumo do feij&atilde;o por adolescentes com o aumento do or&ccedil;amento familiar e o fen&oacute;meno da transi&ccedil;&atilde;o nutricional (23).</p>     <p>A oferta dos alimentos do grupo dos latic&iacute;nios tamb&eacute;m foi satisfat&oacute;ria, embora sejam utilizadas prepara&ccedil;&otilde;es ao pequeno-almo&ccedil;o com produtos desidratados concentrados, para prepara&ccedil;&atilde;o de bebidas l&aacute;cteas ou de vitaminas com sabor de fruta e mingaus, que embora otimize o trabalho das merendeiras, n&atilde;o possuem o mesmo valor nutricional das prepara&ccedil;&otilde;es elaboradas com a fruta in natura ou a farinha, e por conterem maior teor de a&ccedil;&uacute;car de adi&ccedil;&atilde;o, seriam contraindicados na preven&ccedil;&atilde;o da obesidade. Esses alimentos devem ser restritos nas ementas escolares de acordo com as orienta&ccedil;&otilde;es do PNAE. O consumo regular de bebidas com adi&ccedil;&atilde;o de a&ccedil;&uacute;car relaciona-se com n&iacute;veis mais elevados de excesso de peso e risco de obesidade (2, 24).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A avalia&ccedil;&atilde;o dos alimentos controlados nas ementas do ano de 2013, demonstrou que a oferta de prepara&ccedil;&otilde;es concentradas em a&ccedil;&uacute;car ultrapassou 55 a 60% o m&aacute;ximo recomendado, considerando-se as orienta&ccedil;&otilde;es do PNAE. Esta pr&aacute;tica &eacute; reconhecida por v&aacute;rios autores como fator risco para obesidade na inf&acirc;ncia e prejudicial na forma&ccedil;&atilde;o de bons h&aacute;bitos para a vida adulta (2,16,17). Foram utilizados produtos enlatados, industrializados e em conservas com oferta entre 60 e 70% acima do limite m&aacute;ximo tolerado pelo Programa, com a utiliza&ccedil;&atilde;o quase di&aacute;ria de extrato de tomate, e espor&aacute;dica de ervilha em lata, como tamb&eacute;m do suco de uva, ao pequeno-almo&ccedil;o. Embora o uso desses enlatados e suco industrializado facilitem o trabalho das funcion&aacute;rias do servi&ccedil;o de alimenta&ccedil;&atilde;o escolar, estes deveriam ser substitu&iacute;dos por alimentos in natura, contribuindo para a redu&ccedil;&atilde;o do teor de s&oacute;dio na alimenta&ccedil;&atilde;o dos alunos (2).</p>     <p>O estudo de Boaventura et al. (2013) utilizou do m&eacute;todo AQPC para avaliar as ementas das escolas municipais da Grande S&atilde;o Paulo, obtendo resultados semelhantes ao estudo aqui apresentado, quanto &agrave; oferta suficiente de hort&iacute;colas, frutas e latic&iacute;nios, assim como a identifica&ccedil;&atilde;o de monotonia de cor em algumas das grandes refei&ccedil;&otilde;es (25). Veiros e Martinelli (2012), que elaboraram a ferramenta AQPC, encontraram ementas escolares com grande oferta de alimentos dos grupos dos cereais, ricos em hidratos de carbono simples e amido, contraindicados por apresentarem alto &iacute;ndice glic&eacute;mico e favorecerem o aumento de peso (4, 26, 27). Sugeriram a substitui&ccedil;&atilde;o destes, por alimentos integrais, que al&eacute;m de promoverem a maior variedade de cores na apresenta&ccedil;&atilde;o do prato, fornecem simultaneamente maior quantidade de micronutrientes (4, 26, 27). Menegazzo et al. (2011) ao utilizarem o m&eacute;todo AQPC para avaliar card&aacute;pios de Centros de Educa&ccedil;&atilde;o Infantil na Grande Florian&oacute;polis, Santa Catarina, estado do Sul do Brasil, observaram n&atilde;o haver monotonia de cor nos card&aacute;pios das grandes refei&ccedil;&otilde;es, mesmo com pouca oferta de frutas e hort&iacute;colas nas ementas (17). Portanto, o m&eacute;todo AQPC facilita a avalia&ccedil;&atilde;o da qualidade nutricional dos card&aacute;pios e de algumas das caracteristicas sensoriais, fatores importantes para a aceita&ccedil;&atilde;o das refei&ccedil;&otilde;es, facilita ainda a identifica&ccedil;&atilde;o da necessidade de melhorias o que permite identificar as solu&ccedil;&otilde;es a serem implementadas na revis&atilde;o e adequa&ccedil;&atilde;o dos card&aacute;pios, de forma a assegurar as exig&ecirc;ncias nutricionais que garantem a manuten&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de dos alunos com a adequada oferta de nutrientes. (18, 28).</p>     <p>Limita&ccedil;&otilde;es do estudo</p>     <p>Considerou-se como limita&ccedil;&atilde;o do estudo n&atilde;o terem sido encontrados, durante a revis&atilde;o bibliogr&aacute;ficas, trabalhos de avalia&ccedil;&atilde;o qualitativa de card&aacute;pios escolares por um ano letivo inteiro, o que dificultou a rela&ccedil;&atilde;o durante a reda&ccedil;&atilde;o deste documento.</p>      <p><b>CONCLUS&Otilde;ES</b></p>     <p>As ementas destinadas aos alunos de todas as escolas p&uacute;blicas municipais de Duque de Caxias, Rio de Janeiro, Brasil, no ano de 2013 apresentaram v&aacute;rios aspetos positivos ao seguir as indica&ccedil;&otilde;es do Programa Nacional de Alimenta&ccedil;&atilde;o Escolar, com a oferta, em propor&ccedil;&otilde;es recomendadas, da maioria dos grupos de alimentos sugeridos, contudo, alguns produtos contraindicados, foram oferecidos em excesso, e poderiam ser substitu&iacute;dos ou reduzidos, a fim de corroborar com as indica&ccedil;&otilde;es do Programa e contribuir para a melhoria da qualidade das refei&ccedil;&otilde;es fornecidas aos alunos matriculados nestas escolas.</p>      <p><b>AGRADECIMENTOS</b></p>     <p>Margareth Xavier da Silva agradece a bolsa CAPES do Programa de Doutoramento Sandu&iacute;che, recebida a partir de dezembro de 2014, processo n&uacute;mero BEX 8287/14-7.</p>     <p>Agradecemos as Professoras Doutoras Marcela Boro Veiros e Suellen Secchi Martinelli pelo envio do Programa AQPC Escola. O artigo das referidas Professoras, e no qual foram baseados os &ldquo;M&eacute;todos&rdquo; deste documento, est&aacute; citado na bibliografia.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b >REFER&#202;NCIAS BIBLIOGR&#193;FICAS</b> <ol start="1">     <li>Brasil- Minist&eacute;rio da Educa&ccedil;&atilde;o, Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educa&ccedil;&atilde;o Conselho Deliberativo, disp&otilde;e sobre o atendimento da alimenta&ccedil;&atilde;o escolar aos alunos da educa&ccedil;&atilde;o b&aacute;sica no Programa Nacional de Alimenta&ccedil;&atilde;o Escolar &ndash; PNAE, V &ndash; das A&ccedil;&otilde;es de Alimenta&ccedil;&atilde;o e Nutri&ccedil;&atilde;o na Escola, Portaria Interministerial MEC/MS n&deg; 1.010, de 8 de maio de 2006, Artigo 17, inciso II. Dispon&iacute;vel em: &lt;<a href="http://www.fnde.gov.br/programas/alimentacao-escolar/alimentacao-escolar-historico" target="_blank">http://www.fnde.gov.br/programas/alimentacao-escolar/alimentacao-escolar-historico</a>&gt;. Acesso em: 06/10/2015.</li>     <li>Muniz VM, Carvalho AT. O Programa Nacional de Alimenta&ccedil;&atilde;o Escolar em munic&iacute;pio do estado da Para&iacute;ba: um estudo sob o olhar dos benefici&aacute;rios do Programa. Revista de Nutri&ccedil;&atilde;o 2007; 20(3): 2-19.</li>     <li>Frizon JD. H&aacute;bitos alimentares e qualidade de vida: Uma discuss&atilde;o sobre alimenta&ccedil;&atilde;o escolar. I Simp&oacute;sio Nacional de Educa&ccedil;&atilde;o. UNIOESTE, Cascavel, novembro de 2008.</li>     <li>Veiros MB, Martinelli SS. Avalia&ccedil;&atilde;o qualitativa das prepara&ccedil;&otilde;es do card&aacute;pio escolar&ndash; AQPC Escola. Nutri&ccedil;&atilde;o em Pauta 2012. 114: 3-11.</li>     <li>Brasil, Instituto Brasileiro de Geografia e Estat&iacute;stica, IBGE, Censo Demogr&aacute;fico, 2010 Dispon&iacute;vel em: &lt;<a href="http://www.cidades.ibge.gov.br/xtras/perfil.php?lang=&amp;codmun=330170&amp;search=rio-de-janeiro|duque-de-caxias" target="_blank">http://www.cidades.ibge.gov.br/xtras/perfil.php?lang=&amp;codmun=330170&amp;search=rio-de-janeiro|duque-de-caxias</a>&gt;. Acesso em: 22/04/201.</li>     <li>Brasil, Instituto Brasileiro de Geografia e Estat&iacute;stica, IBGE, cidades@. Dispon&iacute;vel em &lt;<a href="http://www.cidades.ibge.gov.br/painel/educacao.php?lang=&amp;codmun=330170&amp;search=rio-de-janeiro|duque-de-caxias|infogr%E1ficos:-escolas-docentes-e-matr%EDculas-por-n%EDvel" target="_blank">http://www.cidades.ibge.gov.br/painel/educacao.php?lang=&amp;codmun=330170&amp;search=rio-de-janeiro|duque-de-caxias|infogr%E1ficos:-escolas-docentes-e-matr%EDculas-por-n%EDvel</a>&gt;. Acesso em: 22/04/2016&gt;.</li>     <li>Brasil. LDB, que corresponde a educa&ccedil;&atilde;o b&aacute;sica no Brasil. Lei de Diretrizes e Bases da Educa&ccedil;&atilde;o Nacional.(Lei n&ordm; 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Em: <a href="http://portal.mec.gov.br/arquivos/pdf/ldb.pdf" target="_blank">http://portal.mec.gov.br/arquivos/pdf/ldb.pdf</a>). </li>     <li>Brasil- Pesquisa de Or&ccedil;amentos Familiares- POF-2014/2015. Despesas, Rendimentos e Condi&ccedil;&otilde;es de Vida, 222p.</li>     <li>Tavares LF, Castro IRRD, Levy RB, Cardoso LO, Passos MDD, Brito FDS. Relative validity of dietary indicators from the Brazilian National School-Based Health Survey among adolescents in Rio de Janeiro, Brazil. Cadernos de Sa&uacute;de P&uacute;blica 2014; 30 (5): 1029-1041.</li>     ]]></body>
<body><![CDATA[<li>Ferreira JSG, da Silva Y, de Moraes OMG, Tancredi RP. Marketing de alimentos industrializados destinados ao p&uacute;blico infantil na perspectiva da rotulagem. Vigil&acirc;ncia Sanit&aacute;ria em Debate: Sociedade, Ci&ecirc;ncia e Tecnologia 2015; 3 (2): 75-84.</li>     <li>Leal GVDS, Philippi ST, Matsudo SMM, Toassa EC. Food intake and meal patterns of adolescents, S&atilde;o Paulo, Brazil. Revista Brasileira de Epidemiologia 2010; 13(3): 457-467.</li>     <li>Almeida SSD. O cotidiano da merenda escolar: an&aacute;lise da experi&ecirc;ncia em uma escola da Rede P&uacute;blica Estadual de Ensino do munic&iacute;pio de Vit&oacute;ria de Santo Ant&atilde;o/PE. 2014. Disserta&ccedil;&atilde;o (Mestrado em Sa&uacute;de Humana e Meio Ambiente) &ndash; Universidade Federal de Pernambuco, Vit&oacute;ria de Santo Ant&atilde;o.</li>     <li>Kliemann N, dos Santos Kraemer MV, Silveira BM, Gonz&aacute;lez-Chica DA, da Costa Proen&ccedil;a RP. Tamanho da por&ccedil;&atilde;o e gordura trans: os r&oacute;tulos de alimentos industrializados brasileiros est&atilde;o adequados? DEMETRA: Alimenta&ccedil;&atilde;o, Nutri&ccedil;&atilde;o &amp; Sa&uacute;de 2015; 10(1): 43-60.</li>     <li>Da Silva MX, Serapio J, da Rocha Pierucci, AT, Pedrosa C. Nutri&ccedil;&atilde;o escolar consciente: estudo de caso sobre o uso de oficinas de culin&aacute;ria no ensino fundamental. Ci&ecirc;ncias e Cogni&ccedil;&atilde;o/Science and Cognition 2014; 19(2): 267-277.</li>     <li>Souza ALDC, Mamede MEO. Estudo sensorial e nutricional da merenda escolar de uma escola da cidade de Lauro de Freitas-BA. Revista do Instituto Adolfo Lutz (Impresso) 2010; 69(2): 255-260.</li>     <li>Piccoli L, Johann R, Corr&ecirc;a EN, Toassa EC, Leal GVDS, Wen CL, Ramos CV. A educa&ccedil;&atilde;o nutricional nas s&eacute;ries iniciais de escolas p&uacute;blicas estaduais de dois munic&iacute;pios do oeste de Santa Catarina. Nutrire 2010; 35 (3): 1-15.</li>     <li>Menegazzo M, Fracalossi K, Fernandes AC, Medeiros, NI. Avalia&ccedil;&atilde;o qualitativa das prepara&ccedil;&otilde;es do card&aacute;pio de centros de educa&ccedil;&atilde;o infantil. Rev. Nutri&ccedil;&atilde;o 2011; 24 (2): 243-251.</li>     <li>dos Santos PB, de Oliveira AC, de Jesus JC, Moreira PVP, Matias ACG, Spinelli MGN, de Abreu ES. Avalia&ccedil;&atilde;o qualitativa de card&aacute;pios oferecidos em escolas de educa&ccedil;&atilde;o infantil da grande S&atilde;o Paulo. Demetra 2013; 8(3), 397-409.</li>     <li>Ruviaro L, Novello D, Quintiliano DA. Avalia&ccedil;&atilde;o do estado nutricional e consumo alimentar de adolescentes matriculados em um col&eacute;gio p&uacute;blico de Guarapuava- PR. Revista Salus 2010; 2 (1): 47-56.</li>     ]]></body>
<body><![CDATA[<li>Passos, ALA. An&aacute;lise do card&aacute;pio de uma unidade de alimenta&ccedil;&atilde;o e nutri&ccedil;&atilde;o institucional em Bras&iacute;lia-DF segundo o m&eacute;todo &ldquo;Avalia&ccedil;&atilde;o Qualitativa das Prepara&ccedil;&otilde;es do Card&aacute;pio&rdquo;. 2008. Curso de Especializa&ccedil;&atilde;o em Gastronomia e Sa&uacute;de (P&oacute;s-Gradua&ccedil;&atilde;o em Lato Sensu). Universidade de Bras&iacute;lia, Bras&iacute;lia-DF.</li>     <li>Dam&aacute;sio MVFR. Desenvolvimento da civiliza&ccedil;&atilde;o e coloniza&ccedil;&atilde;o do Brasil: a import&acirc;ncia antropol&oacute;gica e cultural da salga como m&eacute;todo natural de desidrata&ccedil;&atilde;o da carne. 2010. Curso de Gastronomia e Seguran&ccedil;a Alimentar III (P&oacute;s-Gradua&ccedil;&atilde;o em Lato Sensu). Universidade de Bras&iacute;lia, Bras&iacute;lia-DF.</li>     <li>Brasil- Embrapa- Ag&ecirc;ncia Embrapa de Forma&ccedil;&atilde;o Tecnol&oacute;gica. Dispon&iacute;vel em:&lt;<a href="http://www.agencia.cnptia.embrapa.br/gestor/feijao/arvore/CONTAG01_2_28102004161635.html" target="_blank">http://www.agencia.cnptia.embrapa.br/gestor/feijao/arvore/CONTAG01_2_28102004161635.html</a>&gt;. Acesso em: 28/04/2016.</li>     <li>Levy-Costa RB, Sichieri R, Pontes NS, Monteiro CA. Disponibilidade domiciliar de alimentos no Brasil: distribui&ccedil;&atilde;o e evolu&ccedil;&atilde;o (1974-2003). Revista de Sa&uacute;de P&uacute;blica 2005; 39 (4): 530-40.</li>     <li>Linardakis M, Sarri K, Pateraki MS, Sbokos M, Kafatos A. Sugar-added beverages consumption among kindergarten children of Crete: effects on nutritional status and risk of obesity. BMC Public Health 2008; 8 (1), 1.</li>     <li>Boaventura OS, Oliveira AC, Costa JJ, Moreira PVP, Matias ACG, Neumann MG, Abreu ES. Avalia&ccedil;&atilde;o qualitativa de card&aacute;pios oferecidos em escolas de educa&ccedil;&atilde;o infantil da Grande S&atilde;o Paulo. Demetra 2013; 8(3): 397-409.</li>     <li>Prado BG, Hinnig PDF, Tanaka LF, Latorre MDRDD. (2015). Diet quality in students aged 7 to 10 years in S&atilde;o Paulo: Association with the number and the locations of the meals. Revista de Nutri&ccedil;&atilde;o 2015; 28(6), 607-618.</li>     <li>Couto SF, Madruga SW, Neutzling MB, da Silva, MC. Frequ&ecirc;ncia de ades&atilde;o aos &ldquo;10 Passos para uma Alimenta&ccedil;&atilde;o Saud&aacute;vel&rdquo; em escolares adolescentes. Revista Ci&ecirc;ncia &amp; Sa&uacute;de Coletiva 2014;19(5): 1589-1599.</li>     <li>de S&atilde;o Jos&eacute;, JFB. Avalia&ccedil;&atilde;o Qualitativa de Card&aacute;pios em uma Unidade de Alimenta&ccedil;&atilde;o e Nutri&ccedil;&atilde;o localizada em Vit&oacute;ria, Esp&iacute;rito Santo. Demetra 2015; 9 (4) : 975-984.</li>     </ol></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>  <b ><a href="#topc0">Endere&#231;o para correspond&#234;ncia</a><a name="c0"></a></b>     <p>Margareth Xavier da Silva</p>     <p>Av. Carlos Chagas Filho,</p>     <p>373 - Cidade Universit&aacute;ria,</p>     <p>Rio de Janeiro - Brasil,</p>     <p>21941-902</p>     <p><a href="mailto:margarethx@gmail.com">margarethx@gmail.com</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Recebido a 22 de setembro de 2015</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Aceite a 19 de agosto de 2016</p>      ]]></body><back>
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<source><![CDATA[Vigilância Sanitária em Debate: Sociedade, Ciência e Tecnologia]]></source>
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