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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Relação entre função motora, competências alimentares e peso de crianças e adolescentes com paralisia cerebral]]></article-title>
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<institution><![CDATA[,Centro de Reabilitação da Associação do Porto de Paralisia Cerebral  ]]></institution>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Introduction: Cerebral Palsy is the most common cause of motor disability in childhood. The associated changes of movement and posture often lead to feeding difficulties. The prevalence of these difficulties appears to be related to the severity of motor function and its consequences include long and stressful meals, respiratory diseases, dehydration and malnutrition. Objectives: To evaluate the relationship between motor function, feeding competencies and the weight of children and adolescents with Cerebral Palsy. Methodology: This study evaluated 73 children and adolescents between 3 and 18 years of age. Motor function was assessed using the Gross Motor Function Classification System and feeding competencies using the Eating and Drinking Classification System; percentiles of weight for age were determined through the specific growth charts for this population. Results: In terms of motor function, the level V of Gross Motor Function Classification System was the most common (60,3%). With regard to feeding competencies, level I of Eating and Drinking Classification System were the most representative (46,6%) and most children and adolescents were totally dependent to perform their feeding. The risk of being overweight was higher than the risk of low weight for age. It was found that, the greater the severity of motor function and feeding difficulties, the lower will be the percentil of weight-for-age. It was also found that major feeding difficulties are associated with the risk of a child or adolescent be underweight. Conclusions: It was confirmed that there is a relationship between motor function and feeding competencies of children and adolescents (greater severity of motor impairment is associated with higher feeding difficulties) and that major feeding difficulties determine their weight.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Competências alimentares]]></kwd>
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<kwd lng="en"><![CDATA[Cerebral palsy]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Weight]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>ARTIGO ORIGINAL</b></p>     <p>      <p><b>Rela&ccedil;&atilde;o entre fun&ccedil;&atilde;o motora, compet&ecirc;ncias alimentares e peso de crian&ccedil;as e adolescentes com paralisia cerebral</b></p>     <p><b>Relationship between motor function, feeding competences and weight of children and adolescents with cerebral palsy</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>V&acirc;nia Gomes<sup>1</sup>*; Maria Ant&oacute;nia Campos<sup>2</sup>; Maria Jo&atilde;o Greg&oacute;rio<sup>1</sup></b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><sup>1 </sup>Faculdade de Ci&ecirc;ncias da Nutri&ccedil;&atilde;o e Alimenta&ccedil;&atilde;o da Universidade do Porto, Rua Dr. Roberto Frias, 4200-465 Porto, Portugal</p>     <p><sup>2</sup> Centro de Reabilita&ccedil;&atilde;o da Associa&ccedil;&atilde;o do Porto de Paralisia Cerebral,</p>     <p>Alameda de Cartes, n. &ordm; 192, 4300-008 Porto, Portugal</p>  <a href="#c0">Endere&#231;o para correspond&#234;ncia</a><a name="topc0"></a></b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b >RESUMO</b></p>     <p>Introdu&ccedil;&atilde;o: A Paralisa Cerebral &eacute; a causa mais comum de defici&ecirc;ncia motora na inf&acirc;ncia. As altera&ccedil;&otilde;es do movimento e postura a ela associadas conduzem frequentemente a dificuldades alimentares. A preval&ecirc;ncia destas dificuldades parece relacionar-se com a gravidade da fun&ccedil;&atilde;o motora e as suas consequ&ecirc;ncias incluem refei&ccedil;&otilde;es demoradas e stressantes, doen&ccedil;as respirat&oacute;rias, desidrata&ccedil;&atilde;o e desnutri&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>Objetivos: Avaliar a rela&ccedil;&atilde;o entre a fun&ccedil;&atilde;o motora, as compet&ecirc;ncias alimentares e o peso de crian&ccedil;as e adolescentes com Paralisia Cerebral.</p>     <p>Metodologia: Avaliaram-se 73 crian&ccedil;as e adolescentes entre os 3 e os 18 anos. A fun&ccedil;&atilde;o motora foi avaliada atrav&eacute;s do Gross Motor Function Classification System e as compet&ecirc;ncias alimentares atrav&eacute;s do Eating and Drinking Classification System; os percentis de peso para a idade foram determinados atrav&eacute;s das curvas de crescimento espec&iacute;ficas para esta popula&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>Resultados: Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; fun&ccedil;&atilde;o motora, o n&iacute;vel V do Gross Motor Function Classification System foi o mais encontrado (60,3%). Quanto &agrave;s compet&ecirc;ncias alimentares, o n&iacute;vel I do Eating and Drinking Classification System foi o mais representativo (46,6%) e a maior parte da amostra revelou ser totalmente dependente para realizar a alimenta&ccedil;&atilde;o. O risco de excesso de peso foi superior ao risco de baixo peso para a idade. Verificou-se que, quanto maior a gravidade motora e as dificuldades alimentares, menor o percentil de peso para a idade e que maiores dificuldades alimentares est&atilde;o associadas ao risco de uma crian&ccedil;a/adolescente apresentar baixo peso.</p>     <p>Conclus&otilde;es: Confirmou-se a exist&ecirc;ncia de uma rela&ccedil;&atilde;o entre a fun&ccedil;&atilde;o motora e as compet&ecirc;ncias alimentares das crian&ccedil;as e adolescentes (uma maior gravidade do comprometimento motor est&aacute; associada a maiores dificuldades alimentares) e que, maiores dificuldades alimentares condicionam o seu peso.</p>     <p><b>&nbsp;</b></p>     <p><b>Palavras-chave:</b> Compet&ecirc;ncias alimentares, Fun&ccedil;&atilde;o motora, Paralisia cerebral, Peso</p>     <p>&nbsp;</p>  <hr>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>      <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>Introduction: Cerebral Palsy is the most common cause of motor disability in childhood. The associated changes of movement and posture often lead to feeding difficulties. The prevalence of these difficulties appears to be related to the severity of motor function and its consequences include long and stressful meals, respiratory diseases, dehydration and malnutrition.</p>     <p>Objectives: To evaluate the relationship between motor function, feeding competencies and the weight of children and adolescents with Cerebral Palsy.</p>     <p>Methodology: This study evaluated 73 children and adolescents between 3 and 18 years of age. Motor function was assessed using the Gross Motor Function Classification System and feeding competencies using the Eating and Drinking Classification System; percentiles of weight for age were determined through the specific growth charts for this population.</p>     <p>Results: In terms of motor function, the level V of Gross Motor Function Classification System was the most common (60,3%). With regard to feeding competencies, level I of Eating and Drinking Classification System were the most representative (46,6%) and most children and adolescents were totally dependent to perform their feeding. The risk of being overweight was higher than the risk of low weight for age. It was found that, the greater the severity of motor function and feeding difficulties, the lower will be the percentil of weight-for-age. It was also found that major feeding difficulties are associated with the risk of a child or adolescent be underweight.</p>     <p>Conclusions: It was confirmed that there is a relationship between motor function and feeding competencies of children and adolescents (greater severity of motor impairment is associated with higher feeding difficulties) and that major feeding difficulties determine their weight.</p>     <p><b>&nbsp;</b></p>     <p><b>Keywords</b>: Feeding competencies, Motor function, Cerebral palsy, Weight</p>     <p>&nbsp;</p>  <hr>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>       <p><b >INTRODU&Ccedil;&Atilde;O</b>     <p>A Paralisa Cerebral (PC) &eacute; definida como um grupo de altera&ccedil;&otilde;es permanentes, mas n&atilde;o inalter&aacute;veis, do desenvolvimento do movimento e da postura que causam limita&ccedil;&otilde;es na atividade e que s&atilde;o atribu&iacute;das a les&otilde;es que ocorreram no c&eacute;rebro imaturo e em desenvolvimento (1). &Eacute; a causa mais comum de defici&ecirc;ncia motora em crian&ccedil;as, afetando cerca de 2 nados vivos por cada 1.000, em pa&iacute;ses desenvolvidos (2).</p>     <p>As dificuldades de alimenta&ccedil;&atilde;o afetam cerca de 30-40% das crian&ccedil;as com algum tipo de comprometimento neurol&oacute;gico (3), sendo muito comuns na popula&ccedil;&atilde;o com PC (4), como resultado dos danos ocorridos no Sistema Nervoso Central (5). A preval&ecirc;ncia destas dificuldades parece estar positivamente associada com o grau de comprometimento da fun&ccedil;&atilde;o motora (6, 7).</p>     <p>Comer e beber de forma segura (sem risco de asfixia e aspira&ccedil;&atilde;o de alimentos s&oacute;lidos/l&iacute;quidos) e eficiente (no mesmo per&iacute;odo de tempo que os seus pares, sem esfor&ccedil;o e sem que ocorra perda de alimentos/bebidas a partir da boca) pressup&otilde;e compet&ecirc;ncias alimentares que envolvem uma s&eacute;rie de movimentos musculares coordenados. Estes movimentos podem encontrar-se seriamente comprometidos em indiv&iacute;duos com PC podendo interferir no normal processo de alimenta&ccedil;&atilde;o (8).</p>     <p>As consequ&ecirc;ncias das dificuldades alimentares incluem refei&ccedil;&otilde;es demoradas e stressantes, quer para a pessoa com PC quer para o seu cuidador, doen&ccedil;as respirat&oacute;rias, causadas por alimentos e bebidas aspirados para os pulm&otilde;es, desidrata&ccedil;&atilde;o e desnutri&ccedil;&atilde;o, comprometendo o crescimento e sa&uacute;de (5, 9). As dificuldades alimentares podem ainda ter um impacto psicossocial significativo, afetando a participa&ccedil;&atilde;o social e a qualidade de vida destas pessoas (5).</p>     <p><b>&nbsp;</b></p>     <p><b>OBJETIVOS</b></p>     <p>O objetivo do presente trabalho de investiga&ccedil;&atilde;o foi avaliar a rela&ccedil;&atilde;o entre a fun&ccedil;&atilde;o motora, as compet&ecirc;ncias alimentares e o peso de crian&ccedil;as e adolescentes com PC.</p>     <p><b>&nbsp;</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>AMOSTRA E METODOLOGIA</b></p>     <p>Neste estudo descritivo utilizou-se uma amostra de conveni&ecirc;ncia de utentes do Centro de Reabilita&ccedil;&atilde;o da Associa&ccedil;&atilde;o do Porto de Paralisia Cerebral (CRAPPC).</p>     <p>Foram avaliadas 73 crian&ccedil;as e adolescentes de ambos os sexos, com idades compreendidas entre os 3 e os 18 anos e com diagn&oacute;stico cl&iacute;nico de PC.</p>     <p>Para avaliar a fun&ccedil;&atilde;o motora foi utilizado o Gross Motor Function Classification System (GMFCS), que permite classificar a fun&ccedil;&atilde;o motora dos indiv&iacute;duos com PC, desde o n&iacute;vel I &ndash; Anda sem limita&ccedil;&otilde;es &ndash; at&eacute; ao n&iacute;vel V &ndash; Transportado numa cadeira de rodas manual e totalmente dependente (10).</p>     <p>Para avaliar as compet&ecirc;ncias alimentares foi utilizado o Eating and Drinking Classification System (EDACS) (8, 11), que permite descrever as compet&ecirc;ncias de um indiv&iacute;duo para comer e beber, em cinco n&iacute;veis distintos, desde o n&iacute;vel I &ndash; Come e bebe em seguran&ccedil;a e de forma eficiente &ndash; at&eacute; ao n&iacute;vel V - Incapaz de comer ou beber em seguran&ccedil;a. O n&iacute;vel de EDACS &eacute; complementado com uma indica&ccedil;&atilde;o do n&iacute;vel de depend&ecirc;ncia do indiv&iacute;duo para realizar a alimenta&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>O peso foi determinado com recurso a uma cadeira balan&ccedil;a digital SECA&reg; modelo 944, com precis&atilde;o de 100 g. Os indiv&iacute;duos com capacidade de equil&iacute;brio foram pesados diretamente na cadeira balan&ccedil;a enquanto que os que n&atilde;o apresentavam esta capacidade foram pesados ao colo do cuidador/ acompanhante, subtraindo-se posteriormente o peso deste (12).</p>     <p>Para determinar os per centis de peso para a idade (P/I) utilizaram-se as curvas de crescimento espec&iacute;ficas para a popula&ccedil;&atilde;o com PC (13, 14). Neste trabalho foram definidos os seguintes pontos de corte: percentil &lt;25 &ndash; risco de baixo peso para a idade; percentil 25-75 &ndash; peso normal para a idade; percentil 75-95 &ndash; risco de excesso de peso para a idade e percentil&gt; 95 &ndash; excesso de peso para a idade.</p>     <p>O tratamento estat&iacute;stico foi efetuado com recurso ao programa IBM&reg; SPSS&reg; vers&atilde;o 22.0 para Windows&reg;. Foi testada a normalidade das vari&aacute;veis cardinais atrav&eacute;s do teste de Kolmogorov-Smirnov, tendo-se verificado que estas seguiam uma distribui&ccedil;&atilde;o n&atilde;o normal. A estat&iacute;stica descritiva consistiu no c&aacute;lculo de frequ&ecirc;ncias e medianas. O teste de Mann-Whitney foi utilizado para comparar as frequ&ecirc;ncias obtidas para os diferentes n&iacute;veis das vari&aacute;veis GMFCS e EDACS entre as crian&ccedil;as do sexo feminino e masculino. Para avaliar a correla&ccedil;&atilde;o entre as vari&aacute;veis foi usado o coeficiente de correla&ccedil;&atilde;o de Spearman. Foram utilizados modelos de regress&atilde;o log&iacute;stica bivariados e multivariados para verificar de que forma as escalas relativas &agrave; fun&ccedil;&atilde;o motora (GMFCS) e &agrave;s compet&ecirc;ncias alimentares (EDACS) se encontram associadas ao risco de baixo peso para a idade e ao risco de excesso de peso/excesso de peso para a idade. Para esta an&aacute;lise, as vari&aacute;veis referentes &agrave;s escalas GMFCS e EDACS foram analisadas como vari&aacute;veis cont&iacute;nuas. Foram consideradas diferen&ccedil;as estatisticamente significativas quando o valor de signific&acirc;ncia (p) foi menor que 0,05.</p>     <p><b>&nbsp;</b></p>     <p><b>RESULTADOS</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A caracteriza&ccedil;&atilde;o da amostra encontra-se representada na <a href ="/img/revistas/apn/n6/n6a04t1.jpg">Tabela 1</a>.</p>     
<p>No que diz respeito &agrave; fun&ccedil;&atilde;o motora, n&atilde;o se verificaram diferen&ccedil;as estatisticamente significativas entre sexos (p = 0,281).</p>     <p>Relativamente &agrave;s compet&ecirc;ncias alimentares, tamb&eacute;m n&atilde;o se observaram diferen&ccedil;as estatisticamente significativas entre sexos (p = 0,598).</p>     <p>No que diz respeito ao n&iacute;vel de depend&ecirc;ncia para realizar a alimenta&ccedil;&atilde;o, n&atilde;o foram encontradas diferen&ccedil;as com significado estat&iacute;stico entre sexos (p = 0,151).</p>     <p>Relativamente aos percentis de P/I, 50,7% (n = 37) dos indiv&iacute;duos foram classificados como tendo peso normal para a idade, 17,8% (n = 13) com risco de baixo peso para a idade, 27,4% (n = 20) com risco de excesso de peso para a idade e 4,1% (n = 3) como tendo excesso de peso para a idade.</p>     <p>Verificaram-se correla&ccedil;&otilde;es positivas entre o n&iacute;vel do GMFCS e o n&iacute;vel de EDACS (&rho; = 0,702; p &lt; 0,001) e entre o n&iacute;vel de EDACS e o grau de depend&ecirc;ncia para realizar a alimenta&ccedil;&atilde;o (&rho; = 0,708; p &lt; 0,001).</p>     <p>Em rela&ccedil;&atilde;o ao GMFCS, ao n&iacute;vel de EDACS e ao grau de depend&ecirc;ncia foram encontradas correla&ccedil;&otilde;es negativas entre cada um destes e os percentis de P/I (&rho; = -0,256, p = 0,029; &rho; = -0,495, p &lt; 0,001; e &rho; = -0,290, p = 0,013 respetivamente).</p>     <p>N&atilde;o se encontrou associa&ccedil;&atilde;o entre o n&iacute;vel de GMFCS e o risco de baixo peso ou o risco de excesso de peso/excesso de peso para a idade. Pelo contr&aacute;rio, no que diz respeito &agrave; rela&ccedil;&atilde;o entre o EDACS e o risco de baixo peso ou o risco de excesso de peso/excesso de peso para a idade, verificou-se que, &agrave; medida que as dificuldades alimentares aumentam, aumenta o risco para uma crian&ccedil;a/adolescente apresentar risco de baixo peso para a idade e diminui o risco destes apresentarem risco de excesso de peso ou excesso de peso para a idade (Tabelas <a href ="/img/revistas/apn/n6/n6a04t2.jpg">2</a> e <a href ="/img/revistas/apn/n6/n6a04t3.jpg">3</a>).</p>     
<p><b>&nbsp;</b></p>     <p><b>DISCUSS&Atilde;O DOS RESULTADOS</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Este trabalho avaliou a fun&ccedil;&atilde;o motora, as compet&ecirc;ncias alimentares e o peso de 73 crian&ccedil;as e adolescentes com diagn&oacute;stico cl&iacute;nico de PC.</p>     <p>No que diz respeito &agrave; fun&ccedil;&atilde;o motora, a maioria das crian&ccedil;as e adolescentes (60,3%) foi classificada no grau V do GMFCS, que inclui os indiv&iacute;duos que apresentam um quadro motor mais grave.</p>     <p>Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s compet&ecirc;ncias alimentares, o n&iacute;vel I do EDACS, onde se consideram os indiv&iacute;duos que comem e bebem em seguran&ccedil;a e de forma eficiente, agrupou 46,6% do total da amostra, no entanto, mais de metade das crian&ccedil;as e adolescentes revelaram ser totalmente dependentes na realiza&ccedil;&atilde;o da sua alimenta&ccedil;&atilde;o. Estes resultados sugerem que, o facto de um indiv&iacute;duo ser capaz de comer e beber em seguran&ccedil;a e de forma eficiente n&atilde;o significa que seja capaz de assegurar, per se, a sua alimenta&ccedil;&atilde;o, estando muitas vezes dependentes de terceiros para que tal seja poss&iacute;vel.</p>     <p>Mais de metade das crian&ccedil;as/adolescentes apresentaram dificuldades alimentares. Em muitos casos, para as minimizar, &eacute; necess&aacute;rio recorrer a determinadas estrat&eacute;gias como, por exemplo, a altera&ccedil;&atilde;o da consist&ecirc;ncia dos alimentos s&oacute;lidos e l&iacute;quidos (15, 16), o correto posicionamento dos indiv&iacute;duos no momento das refei&ccedil;&otilde;es (17-19) e, em casos mais graves, em que a alimenta&ccedil;&atilde;o per os &eacute; incapaz de satisfazer as necessidades nutricionais do indiv&iacute;duo ou constitui um perigo para a sua sa&uacute;de, &agrave; coloca&ccedil;&atilde;o de uma sonda (5, 16).</p>     <p>Foi encontrada uma associa&ccedil;&atilde;o moderada entre o grau do GMFCS e o n&iacute;vel de EDACS, levando-nos a inferir que uma maior gravidade motora se relaciona com maiores dificuldades alimentares. Estes resultados s&atilde;o consensuais com a literatura (7, 11, 20), no entanto, &eacute; importante ter em considera&ccedil;&atilde;o que dificuldades alimentares podem existir mesmo entre os indiv&iacute;duos classificados nos n&iacute;veis menos graves de comprometimento da fun&ccedil;&atilde;o motora (7).</p>     <p>Este estudo demonstrou a exist&ecirc;ncia de uma correla&ccedil;&atilde;o positiva entre o n&iacute;vel de EDACS e o n&iacute;vel de depend&ecirc;ncia para realizar a alimenta&ccedil;&atilde;o, ou seja, quanto maiores as dificuldades alimentares apresentadas por um indiv&iacute;duo, mais dependente de terceiros ele estar&aacute; para se alimentar.</p>     <p>No que diz respeito aos percentis de P/I, a maior parte da popula&ccedil;&atilde;o estudada (50,7%) foi classificada como tendo peso normal para a idade. Apesar de na PC o baixo peso ser dos problemas mais citados na literatura (16, 21-23), neste trabalho, a exist&ecirc;ncia de risco de excesso de peso/excesso de peso foi maior do que a exist&ecirc;ncia de risco de baixo peso para a idade. Isto pode ser explicado pelo aumento da preval&ecirc;ncia de excesso de peso em indiv&iacute;duos com PC (24) e pelo maior encaminhamento dos mesmos para a consulta de nutri&ccedil;&atilde;o no CRAPPC. Foi poss&iacute;vel constatar que o baixo peso poder&aacute; j&aacute; n&atilde;o ser o principal problema nutricional em crian&ccedil;as e adolescentes com PC, obrigando &agrave; reflex&atilde;o acerca desta nova realidade e ao desenvolvimento de mais estudos nesta &aacute;rea.</p>     <p>Verificou-se que quanto maior a gravidade da fun&ccedil;&atilde;o motora, as dificuldades alimentares e o n&iacute;vel de depend&ecirc;ncia para realizar a alimenta&ccedil;&atilde;o, menor o percentil de P/I. Foi not&oacute;rio que maiores dificuldades alimentares aumentam o risco de uma crian&ccedil;a/adolescente apresentar baixo peso e diminuem o risco de estes apresentarem excesso de peso para a idade.</p>     <p>Este estudo tem algumas limita&ccedil;&otilde;es, nomeadamente, o reduzido tamanho amostral e a inexist&ecirc;ncia de pontos de corte e respetivas classifica&ccedil;&otilde;es para todos os percentis de P/I das curvas de crescimento espec&iacute;ficas para a PC. Como estas curvas definem o percentil 20 de P/I como o percentil abaixo do qual as crian&ccedil;as ou adolescentes apresentam um risco acrescido de morbilidade e mortalidade (13), na pr&aacute;tica cl&iacute;nica considera-se que, abaixo do percentil 25 de P/I, uma crian&ccedil;a/adolescente com PC apresenta risco aumentado de ter baixo peso. Do mesmo modo, na pr&aacute;tica cl&iacute;nica considera-se o percentil 75 de P/I como o percentil a partir do qual uma crian&ccedil;a/ adolescente apresenta risco aumentado de ter excesso de peso para a idade. Considera-se necess&aacute;rio que se definam classifica&ccedil;&otilde;es para estes pontos de corte j&aacute; que, na popula&ccedil;&atilde;o com PC, o peso &eacute;, muitas vezes, o &uacute;nico par&acirc;metro antropom&eacute;trico poss&iacute;vel de determinar.</p>     <p>A utiliza&ccedil;&atilde;o das curvas de crescimento espec&iacute;ficas para a PC constitui um ponto forte do estudo. As curvas habitualmente usadas na pr&aacute;tica cl&iacute;nica s&atilde;o as dos CDC (29) e da OMS (30). No entanto, nenhuma delas parece avaliar corretamente o desenvolvimento de pessoas com PC (31), j&aacute; que n&atilde;o t&ecirc;m em considera&ccedil;&atilde;o o comprometimento motor existente e o diferente padr&atilde;o de crescimento destas crian&ccedil;as e adolescentes, em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; popula&ccedil;&atilde;o pedi&aacute;trica geral (22, 32, 33).</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>CONCLUS&Otilde;ES</b></p>     <p>Atrav&eacute;s deste trabalho foi poss&iacute;vel confirmar que uma maior gravidade da fun&ccedil;&atilde;o motora est&aacute; associada a maiores dificuldades alimentares. Tornou-se claro que a exist&ecirc;ncia de dificuldades alimentares nesta popula&ccedil;&atilde;o &eacute; bastante frequente e que estas condicionam o seu peso e, provavelmente, o seu estado nutricional e de sa&uacute;de, sendo necess&aacute;rio monitorizar desde cedo a exist&ecirc;ncia destas mesmas dificuldades, transversalmente a todos os n&iacute;veis do GMFCS, mas em particular em indiv&iacute;duos com maior comprometimento motor.</p>     <p>Considera-se essencial e urgente capacitar os cuidadores e profissionais que lidam diariamente com indiv&iacute;duos com PC para que sejam capazes de responder &agrave;s suas necessidades e limita&ccedil;&otilde;es no que concerne &agrave; alimenta&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b >REFER&#202;NCIAS BIBLIOGR&#193;FICAS</b> <ol start="1">     <li>Rosenbaum P, Paneth N, Leviton A, Goldstein M, Bax M, Damiano D, et al. A report: the definition and classification of cerebral palsy April 2006. Developmental medicine and child neurology Supplement. 2007;109:8-14.</li>     <li>Himmelmann K. Chapter 15 - Epidemiology of cerebral palsy. In: Olivier Dulac ML, Harvey BS, editors. Handbook of Clinical Neurology. Volume 111: Elsevier; 2013. p. 163-7.</li>     <li>Andrew MJ, Sullivan PB. Feeding difficulties in disabled children. Paediatrics and Child Health. 2010;20(7):321-6.</li>     <li>Ferluga ED, Archer KR, Sathe NA, Krishnaswami S, Klint A, Lindegren ML, et al. AHRQ Comparative Effectiveness Reviews. Interventions for Feeding and Nutrition in Cerebral Palsy. Rockville (MD): Agency for Healthcare Research and Quality (US); 2013.</li>     <li>Andrew MJ, Parr JR, Sullivan PB. Feeding difficulties in children with cerebral palsy. Archives of disease in childhood Education and practice edition. 2012;97(6):222-9.</li>     ]]></body>
<body><![CDATA[<li>Dahlseng MO, Finbraten AK, Juliusson PB, Skranes J, Andersen G, Vik T. Feeding problems, growth and nutritional status in children with cerebral palsy. Acta paediatrica (Oslo, Norway : 1992). 2012;101(1):92-8.</li>     <li>Sullivan PB, Lambert B, Rose M, Ford-Adams M, Johnson A, Griffiths P. Prevalence and severity of feeding and nutritional problems in children with neurological impairment: Oxford Feeding Study. Developmental medicine and child neurology. 2000;42(10):674-80.</li>     <li>Sellers D. Development of a functional eating and drinking ability classification system for individuals with cerebral palsy. University of Brighton; 2014.</li>     <li>Arvedson JC. Feeding children with cerebral palsy and swallowing difficulties. European journal of clinical nutrition. 2013;67 Suppl 2:S9-12.</li>     <li>Palisano R, Rosenbaum P, Bartlett D, Livingston M. Gross Motor Function Classification System - Expanded and Revised. CanChild Centre for Childhood Disability Research, McMaster University; 2007.</li>     <li>Sellers D, Mandy A, Pennington L, Hankins M, Morris C. Development and reliability of a system to classify the eating and drinking ability of people with cerebral palsy. Developmental medicine and child neurology. 2014;56(3):245-51.</li>     <li>Kuperminc MN, Stevenson RD. Growth and nutrition disorders in children with cerebral palsy. Developmental disabilities research reviews. 2008;14(2):137-46.</li>     <li>Brooks J, Day S, Shavelle R, Strauss D. Low weight, morbidity, and mortality in children with cerebral palsy: new clinical growth charts. Pediatrics. 2011;128(2):e299-307.</li>     <li>New Growth Charts. Life Expectancy Project. <a href="http://www.lifeexpectancy.org/articles/NewGrowthCharts/All.pdf" target="_blank">http://www.lifeexpectancy.org/articles/NewGrowthCharts/All.pdf</a>.</li>     <li>Snider L, Majnemer A, Darsaklis V. Feeding interventions for children with cerebral palsy: a review of the evidence. Physical &amp; occupational therapy in pediatrics. 2011;31(1):58-77.</li>     ]]></body>
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<body><![CDATA[<p>  <b ><a href="#topc0">Endere&#231;o para correspond&#234;ncia</a><a name="c0"></a></b>     <p>V&acirc;nia Gomes</p>     <p>Rua Andrade Corvo, n.&ordm; 8,</p>     <p>4700-204 Braga, Portugal</p>     <p><a href="mailto:vaniagomes_05@hotmail.com">vaniagomes_05@hotmail.com</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Recebido a 2 de fevereiro de 2016</p>     <p>Aceite a 21 de setembro de 2016</p>      ]]></body><back>
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