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<journal-title><![CDATA[Acta Portuguesa de Nutrição]]></journal-title>
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<article-id pub-id-type="doi">10.21011/apn.2016.0605</article-id>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Medidas económicas na promoção da alimentação saudável na Europa: taxação e subsidiação]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Economic approaches used to healthy eating promotion on Europe: tax and subsidy]]></article-title>
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<self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S2183-59852016000300005&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S2183-59852016000300005&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S2183-59852016000300005&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><abstract abstract-type="short" xml:lang="pt"><p><![CDATA[Introdução: A utilização de medidas económicas como políticas públicas de promoção de comportamentos alimentares saudáveis tem sido considerada por vários países para diminuir as doenças crónicas não transmissíveis. Objetivos: O objetivo deste trabalho é realizar uma revisão sobre o impacto da utilização de medidas económicas para a promoção da alimentação saudável, como a taxação e a subsidiação de alimentos, em países Europeus. Metodologia: Foi efetuada uma recolha e análise das medidas descritas em artigos científicos, documentos governamentais e regulamentos disponíveis nos países da europa. De seguida, foi realizada uma análise do impacto destas medidas no consumo e na saúde baseada na evidência disponível. Resultados: Os países Europeus com utilização de taxação de alimentos para promoção da alimentação saudável são a Bélgica, a Dinamarca, a Finlândia, a França, a Hungria, a Irlanda e o Reino Unido, e com utilização de subsidiação de alimentos é o Reino Unido. Os alimentos comumente taxados são os refrigerantes, seguidos de outras bebidas com açúcar ou edulcorantes e no caso dos nutrientes são o açúcar e a gordura. A existência de estudos de eficácia destas medidas é escassa. A grande maioria dos estudos são modelos de previsão do impacto da adoção destas medidas no consumo e na saúde, apenas a Dinamarca, a Finlândia, a França, a Hungria e a Irlanda apresentam estudos observacionais, sendo que a taxação de produtos alimentares parece ter impacto ao nível da redução do seu consumo. Conclusões: A informação analisada sugere que a utilização de medidas económicas tem potencial para modificar o consumo alimentar da população, no entanto, existem poucas evidências acerca do seu impacto a médio e longo prazo na saúde e na prevalência de doenças crónicas não transmissíveis. A adoção destas medidas pelos Governos deve fazer parte de uma política alimentar concertada e considerar uma série de fatores discutidos ao longo do artigo.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Introduction: The use of economic measures to promote healthy eating behavior has been considered by several countries to reduce non-communicable diseases (NCDs). Objectives: Our study aims to conduct a review of the impact of economic measures, such as tax and subsidies on food, to promote healthy eating in European countries. Methodology: The collection and analysis of the policies described in scientific articles, government documents and regulations available in the countries of Europe was performed. Next, an analysis of the impact of these measures on consumption and health based on available evidence was conducted. Results: The European countries with the use of taxation on food for healthy eating promotion are Belgium, Denmark, Finland, France, Hungary, Ireland and the United Kingdom, and with the use of subsidies is the UK. The commonly taxed products are soft drinks and other beverages with added sugar or sweeteners and in the case of nutrients are sugar and fat. Efficacy studies of these measures are scarce. The vast majority of studies is provisional models of the adoption of these measures on consumption and health; only Denmark, Finland, France, Hungary and Ireland have observational studies, and they show that taxation of products could reduces the consumption. Conclusions: The analysis performed suggests that economic measures to promote healthy eating when used as part of a concerted food policy can contribute to improving food habits. This study suggests that the use of economic measures has the potential to change population food consumption; however, there is little evidence about the impact in the medium and long-term health and in the prevalence of NCDs. The adoption of these measures by the governments should be part of a concerted food policy and consider a number of factors discussed in the article.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>ARTIGO DE REVIS&#195;O</b></p>     <p>     <p><b>     <p><b>Medidas econ&oacute;micas na promo&ccedil;&atilde;o da alimenta&ccedil;&atilde;o saud&aacute;vel na Europa: taxa&ccedil;&atilde;o e subsidia&ccedil;&atilde;o</p></b></p>      <p><b>Economic approaches used to healthy eating promotion on Europe: tax and subsidy</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Carla Gon&ccedil;alves<sup>1,2</sup>*; T&acirc;nia Cordeiro<sup>1,3</sup>; Alexandra Bento<sup>1,4</sup></b></p></b>     <p><sup>1</sup> Ordem dos Nutricionistas, Rua do Pinheiro Manso, n.&ordm; 174, 4100-409 Porto, Portugal</p>     <p><sup>2</sup> Escola Superior de Tecnologia e Gest&atilde;o do Instituto Polit&eacute;cnico de Viana do Castelo, Av. do Atl&acirc;ntico, 4900-348 Viana do Castelo, Portugal</p>     <p><sup>3</sup> Universidade Fernando Pessoa, Pra&ccedil;a 9 de Abril, n.&ordm; 349, 4249-004 Porto, Portugal</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><sup>4</sup> Escola Superior de Biotecnologia Universidade Cat&oacute;lica Portuguesa, Rua Arquiteto Lob&atilde;o Vital, Apartado 2511, 4202-401 Porto, Portugal</p>  <a href="#c0">Endere&#231;o para correspond&#234;ncia</a><a name="topc0"></a></b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b >RESUMO</b></p>     <p>Introdu&ccedil;&atilde;o: A utiliza&ccedil;&atilde;o de medidas econ&oacute;micas como pol&iacute;ticas p&uacute;blicas de promo&ccedil;&atilde;o de comportamentos alimentares saud&aacute;veis tem sido considerada por v&aacute;rios pa&iacute;ses para diminuir as doen&ccedil;as cr&oacute;nicas n&atilde;o transmiss&iacute;veis.</p>     <p>Objetivos: O objetivo deste trabalho &eacute; realizar uma revis&atilde;o sobre o impacto da utiliza&ccedil;&atilde;o de medidas econ&oacute;micas para a promo&ccedil;&atilde;o da alimenta&ccedil;&atilde;o saud&aacute;vel, como a taxa&ccedil;&atilde;o e a subsidia&ccedil;&atilde;o de alimentos, em pa&iacute;ses Europeus.</p>     <p>Metodologia: Foi efetuada uma recolha e an&aacute;lise das medidas descritas em artigos cient&iacute;ficos, documentos governamentais e regulamentos dispon&iacute;veis nos pa&iacute;ses da europa. De seguida, foi realizada uma an&aacute;lise do impacto destas medidas no consumo e na sa&uacute;de baseada na evid&ecirc;ncia dispon&iacute;vel.</p>     <p>Resultados: Os pa&iacute;ses Europeus com utiliza&ccedil;&atilde;o de taxa&ccedil;&atilde;o de alimentos para promo&ccedil;&atilde;o da alimenta&ccedil;&atilde;o saud&aacute;vel s&atilde;o a B&eacute;lgica, a Dinamarca, a Finl&acirc;ndia, a Fran&ccedil;a, a Hungria, a Irlanda e o Reino Unido, e com utiliza&ccedil;&atilde;o de subsidia&ccedil;&atilde;o de alimentos &eacute; o Reino Unido. Os alimentos comumente taxados s&atilde;o os refrigerantes, seguidos de outras bebidas com a&ccedil;&uacute;car ou edulcorantes e no caso dos nutrientes s&atilde;o o a&ccedil;&uacute;car e a gordura. A exist&ecirc;ncia de estudos de efic&aacute;cia destas medidas &eacute; escassa. A grande maioria dos estudos s&atilde;o modelos de previs&atilde;o do impacto da ado&ccedil;&atilde;o destas medidas no consumo e na sa&uacute;de, apenas a Dinamarca, a Finl&acirc;ndia, a Fran&ccedil;a, a Hungria e a Irlanda apresentam estudos observacionais, sendo que a taxa&ccedil;&atilde;o de produtos alimentares parece ter impacto ao n&iacute;vel da redu&ccedil;&atilde;o do seu consumo.</p>     <p>Conclus&otilde;es: A informa&ccedil;&atilde;o analisada sugere que a utiliza&ccedil;&atilde;o de medidas econ&oacute;micas tem potencial para modificar o consumo alimentar da popula&ccedil;&atilde;o, no entanto, existem poucas evid&ecirc;ncias acerca do seu impacto a m&eacute;dio e longo prazo na sa&uacute;de e na preval&ecirc;ncia de doen&ccedil;as cr&oacute;nicas n&atilde;o transmiss&iacute;veis. A ado&ccedil;&atilde;o destas medidas pelos Governos deve fazer parte de uma pol&iacute;tica alimentar concertada e considerar uma s&eacute;rie de fatores discutidos ao longo do artigo.</p>      <p><b>Palavras-Chave:</b> Europa, Obesidade, Pol&iacute;tica alimentar, Subsidia&ccedil;&atilde;o, Taxa&ccedil;&atilde;o</p>     <p>&nbsp;</p>  <hr>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>      <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>Introduction: The use of economic measures to promote healthy eating behavior has been considered by several countries to reduce non-communicable diseases (NCDs).</p>     <p>Objectives: Our study aims to conduct a review of the impact of economic measures, such as tax and subsidies on food, to promote healthy eating in European countries.</p>     <p>Methodology: The collection and analysis of the policies described in scientific articles, government documents and regulations available in the countries of Europe was performed. Next, an analysis of the impact of these measures on consumption and health based on available evidence was conducted.</p>     <p>Results: The European countries with the use of taxation on food for healthy eating promotion are Belgium, Denmark, Finland, France, Hungary, Ireland and the United Kingdom, and with the use of subsidies is the UK. The commonly taxed products are soft drinks and other beverages with added sugar or sweeteners and in the case of nutrients are sugar and fat. Efficacy studies of these measures are scarce. The vast majority of studies is provisional models of the adoption of these measures on consumption and health; only Denmark, Finland, France, Hungary and Ireland have observational studies, and they show that taxation of products could reduces the consumption.</p>     <p>Conclusions: The analysis performed suggests that economic measures to promote healthy eating when used as part of a concerted food policy can contribute to improving food habits. This study suggests that the use of economic measures has the potential to change population food consumption; however, there is little evidence about the impact in the medium and long-term health and in the prevalence of NCDs. The adoption of these measures by the governments should be part of a concerted food policy and consider a number of factors discussed in the article.</p>      <p><b>Keywords: </b>Europe, Obesity, Food policy, Subsidies, Taxation</p>     <p>&nbsp;</p>  <hr>     <p>&nbsp;</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b >INTRODU&Ccedil;&Atilde;O</b>     <p>No &uacute;ltimo s&eacute;culo, tem-se verificado uma melhoria geral da sa&uacute;de da popula&ccedil;&atilde;o europeia, nomeadamente com o grande aumento da esperan&ccedil;a m&eacute;dia de vida, a diminui&ccedil;&atilde;o da mortalidade infantil, bem como a erradica&ccedil;&atilde;o de muitas doen&ccedil;as infeciosas. No entanto, a industrializa&ccedil;&atilde;o e prosperidade foi acompanhada pelo aumento da incid&ecirc;ncia de v&aacute;rias doen&ccedil;as cr&oacute;nicas n&atilde;o transmiss&iacute;veis (DCNT), como as doen&ccedil;as do aparelho circulat&oacute;rio, cancro, diabetes e doen&ccedil;as respirat&oacute;rias cr&oacute;nicas (1). As DCNT s&atilde;o respons&aacute;veis por cerca de 80% da mortalidade na Europa, sendo as doen&ccedil;as do aparelho circulat&oacute;rio a maior causa de morte prematura, seguidas pelo cancro (2). Para al&eacute;m do impacto na morbilidade e mortalidade prematura, as DCNT representam um pesado fardo nas economias nacionais, aumentando os custos dos servi&ccedil;os de sa&uacute;de, perda de produtividade e aumento das desigualdades na sa&uacute;de (3-5).</p>     <p>Os estilos de vida s&atilde;o um fator determinante na mudan&ccedil;a do padr&atilde;o de sa&uacute;de e doen&ccedil;a, sendo a obesidade e a alimenta&ccedil;&atilde;o inadequada, excessivamente energ&eacute;tica, rica em a&ccedil;&uacute;car, s&oacute;dio e gordura saturada, contribuidores importantes para o aumento das DCNT (1, 6).</p>     <p>Reconhecida a necessidade de atuar sobre os desafios colocados pelo cen&aacute;rio atual de doen&ccedil;a, os pa&iacute;ses membros da Uni&atilde;o Europeia comprometeram-se a atuar atrav&eacute;s de pol&iacute;ticas alimentares para a preven&ccedil;&atilde;o da obesidade e das DCNT associadas &agrave; alimenta&ccedil;&atilde;o (7). Com a ado&ccedil;&atilde;o do Plano de A&ccedil;&atilde;o da Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial da Sa&uacute;de (OMS) para 2015-2020 (8), tornou-se claro o compromisso de desenvolver ambientes alimentares mais saud&aacute;veis atrav&eacute;s de uma a&ccedil;&atilde;o concertada que permitisse tornar mais acess&iacute;veis os alimentos mais saud&aacute;veis. A utiliza&ccedil;&atilde;o de medidas econ&oacute;micas, como a taxa&ccedil;&atilde;o e subsidia&ccedil;&atilde;o de alimentos, foi considerada como uma ferramenta poss&iacute;vel de promo&ccedil;&atilde;o da alimenta&ccedil;&atilde;o saud&aacute;vel de forma a guiar a escolha do consumidor (8). Recentemente, a OMS como forma de aux&iacute;lio aos pa&iacute;ses membros da regi&atilde;o europeia emitiu um relat&oacute;rio que esclarece a evid&ecirc;ncia dispon&iacute;vel sobre a utiliza&ccedil;&atilde;o deste tipo de medidas (9), apresentando-se como um breve sum&aacute;rio da evid&ecirc;ncia e descrevendo quatro casos de estudo (Dinamarca, Finl&acirc;ndia, Fran&ccedil;a e Hungria).</p>     <p>O pre&ccedil;o dos alimentos &eacute; um dos fatores com mais influ&ecirc;ncia na escolha alimentar (10), sendo que pode influenciar a escolha do tipo, a qualidade e a quantidade do alimento adquirido. O impacto da taxa&ccedil;&atilde;o ou subsidia&ccedil;&atilde;o nos alimentos deve ser analisado do ponto de vista econ&oacute;mico, tendo em considera&ccedil;&atilde;o os ganhos em sa&uacute;de, a poupan&ccedil;a nos custos do servi&ccedil;o de sa&uacute;de e a redu&ccedil;&atilde;o das desigualdades sociais (11-13). A taxa&ccedil;&atilde;o pode ser definida como imposi&ccedil;&atilde;o de aumento do pre&ccedil;o de um produto de forma a reduzir a sua procura, e a subsidia&ccedil;&atilde;o como uma imposi&ccedil;&atilde;o de redu&ccedil;&atilde;o do pre&ccedil;o de um produto no ponto de compra que dever&aacute; provocar aumento da procura (9).</p>     <p>Do ponto de vista te&oacute;rico, num modelo simplista de procura--oferta, a aplica&ccedil;&atilde;o de uma taxa ir&aacute; resultar num aumento do pre&ccedil;o o que poder&aacute; estar associado a uma redu&ccedil;&atilde;o da venda do produto. O racioc&iacute;nio na taxa&ccedil;&atilde;o de produtos, como o tabaco e o &aacute;lcool, pressup&otilde;e que o seu consumo esteja associado a custos econ&oacute;micos e sociais que nem o consumidor nem o produtor ir&atilde;o cobrir (14). Assim, as medidas econ&oacute;micas poder&atilde;o permitir a diminui&ccedil;&atilde;o da tend&ecirc;ncia da procura por produtos associados a um impacto negativo na sa&uacute;de, devido &agrave; sua elevada densidade energ&eacute;tica, elevado teor de sal, a&ccedil;&uacute;car e gordura saturada e estimular a procura por produtos alimentares que melhoram a qualidade da alimenta&ccedil;&atilde;o, com elevada densidade nutricional, fibra e gordura predominantemente insaturada (15, 16).</p>     <p>O objetivo deste trabalho &eacute; realizar uma revis&atilde;o sobre a utiliza&ccedil;&atilde;o de medidas econ&oacute;micas para a promo&ccedil;&atilde;o da alimenta&ccedil;&atilde;o saud&aacute;vel, como a taxa&ccedil;&atilde;o e a subsidia&ccedil;&atilde;o a alimentos, e a avalia&ccedil;&atilde;o do seu impacto nos pa&iacute;ses Europeus.</p>      <p><b>METODOLOGIA</b></p>     <p>Foi efetuada uma recolha e an&aacute;lise das medidas descritas em artigos cient&iacute;ficos, documentos e websites governamentais, relat&oacute;rios t&eacute;cnicos e regulamentos publicados em ingl&ecirc;s. A recolha de documentos foi limitada aos 53 pa&iacute;ses da regi&atilde;o europeia da OMS (17).</p>     <p>A pesquisa foi efetuada nas bases de dados eletr&oacute;nicas PubMed e Scopus, bem como em sites governamentais e de organiza&ccedil;&otilde;es nacionais e internacionais atrav&eacute;s dos motores de busca Google e Google Scholar, at&eacute; maio de 2016. Tamb&eacute;m foram identificados artigos constantes na bibliografia dos estudos inclu&iacute;dos para an&aacute;lise.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Numa primeira fase foram efetuadas pesquisas nas bases de dados com os termos: &ldquo;tax&rdquo;, &ldquo;taxation&rdquo;, &ldquo;price&rdquo;, &ldquo;prices&rdquo;, &ldquo;subsidy&rdquo;, &ldquo;subsidies&rdquo;, &ldquo;soda&rdquo;, &ldquo;sugar sweetened beverages&rdquo;, &ldquo;soft drinks&rdquo;, &ldquo;beverage&rdquo;, &ldquo;beverages&rdquo;, &ldquo;fast food&rdquo;, &ldquo;snacks&rdquo;, &ldquo;fruits&rdquo;, e &ldquo;vegetables&rdquo;, combinados com o nome do pa&iacute;s a pesquisar em ingl&ecirc;s ou a palavra &ldquo;europe&rdquo;.</p>     <p>Tendo como foco de investiga&ccedil;&atilde;o os pa&iacute;ses europeus foi ainda realizada uma sistematiza&ccedil;&atilde;o de estudos dispon&iacute;veis sobre o impacto destas medidas no consumo e na sa&uacute;de. Para a avalia&ccedil;&atilde;o do impacto das medidas econ&oacute;micas foram ainda utilizados os seguintes termos de pesquisa: &ldquo;obesity&rdquo;, &ldquo;body mass index&rdquo;, &ldquo;price elasticity&rdquo; e &ldquo;food consumption&rdquo;, neste sentido foram inclu&iacute;dos estudos de revis&atilde;o, estudos observacionais e estudos prospetivos.</p>     <p>A avalia&ccedil;&atilde;o inicial dos artigos para serem incluidos baseou-se na leitura dos resumos. De seguida os artigos identificados com potencial de responderem aos objetivos foram revistos, e uma amostra total de 39 artigos foram considerados para constitui&ccedil;&atilde;o do Corpus Documental deste trabalho.</p>      <p><b>RESULTADOS</b></p>     <p>Na <a href ="/img/revistas/apn/n6/n6a05t1.jpg">Tabela 1</a> &eacute; poss&iacute;vel verificar que os pa&iacute;ses que apresentam medidas econ&oacute;micas na promo&ccedil;&atilde;o da alimenta&ccedil;&atilde;o saud&aacute;vel s&atilde;o: a B&eacute;lgica (18), a Dinamarca (19), a Finl&acirc;ndia (20), a Fran&ccedil;a (21), a Hungria (22), a Irlanda (23) e o Reino Unido (24, 25).</p>     
<p>Destes pa&iacute;ses, a Dinamarca e a Irlanda atualmente n&atilde;o t&ecirc;m estas medidas econ&oacute;micas em vigor, tendo abolido a sua utiliza&ccedil;&atilde;o. No Reino Unido, prev&ecirc;-se no Or&ccedil;amento de Estado de 2016 a introdu&ccedil;&atilde;o de uma taxa sobre refrigerantes em 2017.</p>     <p>Os alimentos que s&atilde;o mais vezes foco de taxa&ccedil;&atilde;o s&atilde;o os refrigerantes, seguidos de outras bebidas com a&ccedil;&uacute;car ou edulcorantes, no caso da taxa&ccedil;&atilde;o de nutrientes o principal alvo &eacute; o a&ccedil;&uacute;car. O Reino Unido apresenta um programa de subsidia&ccedil;&atilde;o de leite, iogurte natural, hort&iacute;colas e fruta para os grupos socioecon&oacute;micos mais desfavorecidos atrav&eacute;s da utiliza&ccedil;&atilde;o de vales.</p>     <p>A <a href ="/img/revistas/apn/n6/n6a05t2.jpg">Tabela 2</a>  indica o sum&aacute;rio dos estudos de avalia&ccedil;&atilde;o do impacto e efic&aacute;cia da utiliza&ccedil;&atilde;o das medidas econ&oacute;micas de taxa&ccedil;&atilde;o e subsidia&ccedil;&atilde;o na promo&ccedil;&atilde;o da alimenta&ccedil;&atilde;o saud&aacute;vel. A grande maioria dos estudos s&atilde;o modelos de previs&atilde;o do impacto da ado&ccedil;&atilde;o destas medidas no consumo e na sa&uacute;de, apenas a Dinamarca, a Finl&acirc;ndia, a Fran&ccedil;a, a Hungria e a Irlanda apresentam estudos observacionais. Verifica-se que a aplica&ccedil;&atilde;o de uma taxa sobre os produtos diminu&iacute; o seu consumo, assim como a remo&ccedil;&atilde;o da taxa implica o aumento do consumo.</p>      
<p><b>DISCUSS&Atilde;O DOS RESULTADOS</b></p>     <p>Na &uacute;ltima d&eacute;cada os Governos dos pa&iacute;ses da regi&atilde;o europeia t&ecirc;m apresentado uma maior sensibilidade para a utiliza&ccedil;&atilde;o de medidas econ&oacute;micas de promo&ccedil;&atilde;o da alimenta&ccedil;&atilde;o saud&aacute;vel, de forma a complementar outras medidas tradicionalmente usadas como campanhas de educa&ccedil;&atilde;o alimentar, restri&ccedil;&atilde;o do marketing de produtos dirigidos a crian&ccedil;as, rotulagem dos alimentos ou promo&ccedil;&atilde;o de alimenta&ccedil;&atilde;o saud&aacute;vel em escolas ou locais de trabalho (26, 27).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Esta predisposi&ccedil;&atilde;o parece estar relacionada com a forma como a responsabilidade nas sociedades contempor&acirc;neas tem evolu&iacute;do, nomeadamente ao n&iacute;vel da decis&atilde;o pol&iacute;tica (26), e onde a aplica&ccedil;&atilde;o de taxas sobre alimentos menos saud&aacute;veis incorpora a ideia de que o indiv&iacute;duo &eacute; respons&aacute;vel pelo seu bem-estar e estilo de vida, n&atilde;o devendo sobrecarregar com os seus atos aqueles que n&atilde;o t&ecirc;m o mesmo comportamento e que ter&atilde;o de contribuir com os seus impostos para a sustentabilidade dos servi&ccedil;os de sa&uacute;de. Esta ideia tamb&eacute;m contempla o facto de que os indiv&iacute;duos muitas vezes tomam decis&otilde;es de consumo de alimentos sem total consci&ecirc;ncia da rela&ccedil;&atilde;o entre o consumo e as consequ&ecirc;ncias na sa&uacute;de desse ato, este &eacute; um aspeto particularmente importante no caso das crian&ccedil;as e adolescentes (13).</p>     <p>No nosso estudo, a utiliza&ccedil;&atilde;o da taxa&ccedil;&atilde;o de alimentos &eacute; mais prevalente do que a utiliza&ccedil;&atilde;o de subs&iacute;dios. Verificou-se tamb&eacute;m que a taxa&ccedil;&atilde;o &eacute; aplicada de diferentes formas, quer atrav&eacute;s da taxa&ccedil;&atilde;o de nutrientes quer de alimentos, esta decis&atilde;o pol&iacute;tica tem impacto ao n&iacute;vel da implementa&ccedil;&atilde;o, administra&ccedil;&atilde;o e efic&aacute;cia da medida. A utiliza&ccedil;&atilde;o da taxa&ccedil;&atilde;o sobre nutrientes implica uma maior carga administrativa, no entanto, parece ter maior efic&aacute;cia do que a taxa&ccedil;&atilde;o de alimentos (28). Por outro lado, a tributa&ccedil;&atilde;o de produtos espec&iacute;ficos &eacute; mais f&aacute;cil de implementar mas pode implicar efeitos laterais de substitui&ccedil;&atilde;o do consumo n&atilde;o previstos (29, 30). A resposta dos consumidores a uma altera&ccedil;&atilde;o de pre&ccedil;o de um alimento atrav&eacute;s da altera&ccedil;&atilde;o do consumo para outros alimentos, denominada de substitui&ccedil;&atilde;o (por exemplo com a taxa&ccedil;&atilde;o de gelados o consumidor poder&aacute; aumentar a compra de sobremesas congeladas), ou quando afeta o consumo de outro alimento, denominada de &ldquo;elasticidade cruzada&rdquo; (por exemplo com a taxa&ccedil;&atilde;o de leite o consumo de chocolate em p&oacute; poder&aacute; diminuir), poder&aacute; anular o poss&iacute;vel efeito ben&eacute;fico da medida. Efeito observado na Finl&acirc;ndia com o aumento do consumo de produtos n&atilde;o taxados como sobremesas congeladas e barras de cereais, tendo-se observado um aumento da ingest&atilde;o energ&eacute;tica e sal, apesar da diminui&ccedil;&atilde;o do consumo dos produtos taxados (doces, gelados e refrigerantes) (29).</p>     <p>Os alimentos com maior elasticidade da procura, isto &eacute;, a altera&ccedil;&atilde;o do consumo verificada em consequ&ecirc;ncia da altera&ccedil;&atilde;o do pre&ccedil;o, s&atilde;o os refrigerantes, os sumos, a carne, as refei&ccedil;&otilde;es fora de casa e a fruta, e os menos el&aacute;sticos s&atilde;o os ovos (31). Assim, do ponto de vista da sa&uacute;de p&uacute;blica os produtos com maior elasticidade poder&atilde;o ser mais propensos a este tipo de medida, sendo esperada uma maior mudan&ccedil;a da procura pelo consumidor com o aumento ou diminui&ccedil;&atilde;o do pre&ccedil;o. Alguns autores defendem que para este tipo de medidas ter potencial para influenciar efetivamente o consumo alimentar e a sa&uacute;de da popula&ccedil;&atilde;o a taxa ou o subs&iacute;dio aplicado devem representar uma propor&ccedil;&atilde;o significativa do pre&ccedil;o do alimento, cerca de 20% (16, 32-34).</p>     <p>Em termos de sensibilidade &agrave; taxa&ccedil;&atilde;o, as faixas et&aacute;rias mais jovens parecem ser mais sens&iacute;veis &agrave; taxa&ccedil;&atilde;o de gordura saturada enquanto o grupo de meia idade e as classes socioecon&oacute;micas mais baixas s&atilde;o mais sens&iacute;veis &agrave; taxa&ccedil;&atilde;o de a&ccedil;&uacute;car (30). Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; taxa&ccedil;&atilde;o de refrigerantes, o aumento da taxa&ccedil;&atilde;o destes produtos tem um impacto mais acentuado nos maiores consumidores destes produtos, em compara&ccedil;&atilde;o com os consumidores moderados (35).</p>     <p>A motiva&ccedil;&atilde;o da aplica&ccedil;&atilde;o da taxa parece ser importante para a opini&atilde;o p&uacute;blica. Neste trabalho verificamos que a aplica&ccedil;&atilde;o da taxa nem sempre teve como inten&ccedil;&atilde;o primordial a melhoria da sa&uacute;de p&uacute;blica, como &eacute; o caso da B&eacute;lgica e Hungria (18, 22), onde as receitas n&atilde;o s&atilde;o diretamente aplicadas para subsidiar alimentos mais saud&aacute;veis ou para financiar campanhas ou programas de educa&ccedil;&atilde;o alimentar.</p>     <p>A Dinamarca foi o primeiro pa&iacute;s do mundo a aplicar uma taxa sobre os produtos com elevado teor em gordura saturada, contudo, apesar de existirem ind&iacute;cios de que a sua aplica&ccedil;&atilde;o teve impacto na redu&ccedil;&atilde;o do consumo de produtos com elevado teor de gordura saturada (36) a medida foi retirada no ano seguinte devido a falta de apoio pol&iacute;tico e dos investigadores de sa&uacute;de p&uacute;blica, mesmo antes de ter sido avaliada a sua efic&aacute;cia. Esta falta de apoio &agrave; continua&ccedil;&atilde;o da medida deveu-se principalmente ao loby da ind&uacute;stria alimentar e agricultura que influenciaram a opini&atilde;o dos pol&iacute;ticos (37) mas tamb&eacute;m ao facto de ter aumentado a percep&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica de que a taxa foi introduzida para gerar receitas fiscais usadas para outros fins que n&atilde;o a promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de p&uacute;blica (38).</p>     <p>Neste estudo apenas no Reino Unido se verificou a utiliza&ccedil;&atilde;o de subsidia&ccedil;&atilde;o a alimentos a promover, no entanto, na Finl&acirc;ndia atualmente existe press&atilde;o para diminuir ou at&eacute; remover a imposto aplicado sobre a fruta e os hort&iacute;colas em rela&ccedil;&atilde;o aos restantes alimentos (26). A utiliza&ccedil;&atilde;o de subs&iacute;dios para promover o consumo de alimentos parece aumentar significativamente a compra e o consumo dos alimentos a promover (39).</p>     <p>O apoio da opini&atilde;o p&uacute;blica acerca da aplica&ccedil;&atilde;o de taxas em alimentos e bebidas em nome da redu&ccedil;&atilde;o da obesidade parece ter vindo a aumentar, sendo maior quando o enquadramento da medida &eacute; realizado na promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de e as receitas vinculadas a programas de preven&ccedil;&atilde;o da obesidade (13, 40). No entanto, a falta de apoio da opini&atilde;o p&uacute;blica poder&aacute; condicionar a opini&atilde;o pol&iacute;tica e o sucesso da utiliza&ccedil;&atilde;o destas medidas, como no caso da Dinamarca (38), bem como a sustentabilidade das medidas face a oposi&ccedil;&atilde;o forte por parte da ind&uacute;stria alimentar. Assim, existe a necessidade de se efetuarem estudos nacionais de perce&ccedil;&atilde;o do consumidor face a este tipo de medidas de modifica&ccedil;&atilde;o da disponibilidade alimentar de forma a refor&ccedil;ar a sua ado&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>Existem poucos estudos sobre a avalia&ccedil;&atilde;o da efic&aacute;cia deste tipo de medidas na promo&ccedil;&atilde;o da alimenta&ccedil;&atilde;o saud&aacute;vel, a maioria dos estudos criam uma s&eacute;rie de cen&aacute;rios onde, com dados de consumo e de incid&ecirc;ncia de doen&ccedil;as ou mortalidade, formulam previs&otilde;es de impacto da medida no consumo ou nos indicadores de sa&uacute;de. No entanto, estes modelos partem de pressupostos dos quais n&atilde;o existe total certeza como o grau de influ&ecirc;ncia da altera&ccedil;&atilde;o do pre&ccedil;o no comportamento de compra do produto pelo consumidor (elasticidade), os pre&ccedil;os dos produtos no mercado, a dificuldade de estimar os efeitos da &ldquo;elasticidade cruzada&rdquo; e a substitui&ccedil;&atilde;o dos produtos (27) e quais os impactos indiretos na produ&ccedil;&atilde;o, fabrico e retalho destes produtos (41).</p>     <p>Mais investiga&ccedil;&atilde;o &eacute; necess&aacute;ria para estabelecer o efeito da aplica&ccedil;&atilde;o de taxas sobre os alimentos no comportamento alimentar e na sa&uacute;de a m&eacute;dio-longo prazo. No ano de 2011, tanto a Dinamarca, como a Finl&acirc;ndia e a Hungria introduziram taxas sobre produtos, seguidos pela Fran&ccedil;a em 2012 (19-22). Alguns destes pa&iacute;ses apresentam dados que suportam a evid&ecirc;ncia que o aumento do pre&ccedil;o dos produtos resultou numa diminui&ccedil;&atilde;o do seu consumo, no entanto, estudos de impacto em indicadores de sa&uacute;de s&atilde;o escassos (apenas na Dinamarca e no Reino Unido).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Torna-se importante que o desenho deste tipo de medidas defina bem o objetivo da introdu&ccedil;&atilde;o da taxa ou subs&iacute;dio em alimentos e que estipule indicadores para avalia&ccedil;&atilde;o da sua efic&aacute;cia a m&eacute;dio-longo prazo de forma a tornar esta op&ccedil;&atilde;o realmente consciente por parte dos Governos (27).</p>     <p>Uma obje&ccedil;&atilde;o comum &agrave; utiliza&ccedil;&atilde;o deste tipo de medidas na promo&ccedil;&atilde;o da alimenta&ccedil;&atilde;o saud&aacute;vel &eacute; a sua natureza regressiva. Como os grupos de baixo rendimento gastam uma parcela maior do rendimento dispon&iacute;vel em alimentos, uma medida fiscal, como um imposto sobre alimentos, tem um impacto regressivo na medida em que os que t&ecirc;m menor rendimento ser&atilde;o os que ter&atilde;o uma maior participa&ccedil;&atilde;o do rendimento no pagamento da taxa (11, 42). No entanto, alguns estudos mostram que a taxa&ccedil;&atilde;o de alimentos como o a&ccedil;&uacute;car pode ter efeito de diminui&ccedil;&atilde;o das desigualdades na sa&uacute;de (43) e que o efeito regressivo da taxa aplicada pode ser amenizado com a utiliza&ccedil;&atilde;o das receitas para subsidia&ccedil;&atilde;o de alimentos saud&aacute;veis como fruta e hort&iacute;colas nos grupos populacionais de baixo rendimento (31, 44) e com o aumento da literacia alimentar atrav&eacute;s de programas de educa&ccedil;&atilde;o alimentar (45).</p>     <p>Como principal limita&ccedil;&atilde;o do estudo, destacamos a inclus&atilde;o de documentos apenas escritos em ingl&ecirc;s, o que pode tornar suscept&iacute;vel a n&atilde;o inclus&atilde;o no estudo de pa&iacute;ses com este tipo de medidas implementadas mas que n&atilde;o apareceram na nossa pesquisa, como por exemplo a Let&oacute;nia, que tem implementada uma taxa sobre os refrigerantes (46), no entanto, n&atilde;o foi inclu&iacute;da nos resultados devido a n&atilde;o aparecer na pesquisa.</p>      <p><b>CONCLUS&Otilde;ES</b></p>     <p>As ferramentas econ&oacute;micas de promo&ccedil;&atilde;o da alimenta&ccedil;&atilde;o saud&aacute;vel poder&atilde;o n&atilde;o ser suficientes para obter um impacto no consumo e na sa&uacute;de, no entanto, utilizadas como parte de uma pol&iacute;tica alimentar concertada poder&atilde;o contribuir para melhorar a alimenta&ccedil;&atilde;o de alguns segmentos da popula&ccedil;&atilde;o. A sua ado&ccedil;&atilde;o por parte dos Governos deve considerar uma s&eacute;rie de fatores como a substitui&ccedil;&atilde;o, &ldquo;elasticidade cruzada&rdquo;, aceitabilidade pela popula&ccedil;&atilde;o e natureza regressiva destas medidas. Este estudo sugere que a utiliza&ccedil;&atilde;o de medidas econ&oacute;micas tem potencial para modificar a alimenta&ccedil;&atilde;o da popula&ccedil;&atilde;o ao n&iacute;vel do consumo alimentar, no entanto, existem poucas evid&ecirc;ncias acerca do impacto a m&eacute;dio e longo prazo na sa&uacute;de e na preval&ecirc;ncia de DCNT.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b >REFER&#202;NCIAS BIBLIOGR&#193;FICAS</b> <ol start="1">     <li>OECD. Obesity and the Economics of Prevention: OECD Publishing.</li>     <li>World Health Organization. The European health report 2012 : charting the way to well-being. Copenhagen: WHO; 2013.</li>     <li>CDSS. Redu&ccedil;&atilde;o das desigualdades no per&iacute;odo de uma gera&ccedil;&atilde;o. Igualdade na sa&uacute;de atrav&eacute;s da ac&ccedil;&atilde;o sobre os seus determinantes sociais. Relat&oacute;rio Final da Comiss&atilde;o para os Determinantes Sociais da Sa&uacute;de. Portugal: Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial da Sa&uacute;de; 2010.</li>     ]]></body>
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