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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Edible flowers have been used in the gastronomy of several countries. Nowadays, they are attracting increasing attention worldwide in order to improve the appearance, taste and aesthetic value of dishes, aspects that the consumer appreciates and valorizes. However, consumers also demand foods with beneficial properties for their health, looking for products with interesting nutritional characteristics. In this sense, this document revises the nutritional composition of some edible flowers, including macro- and micronutrients, as well as bioactive compounds, in order to show their value and potential.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>ARTIGO DE REVIS&#195;O</b></p>     <p>     <p><b>Uma perspetiva nutricional sobre flores comest&iacute;veis</b></p>      <p><b>Edible flowers: a nutrition perspective</b></p>       <p><b>Luana Fernandes<sup>1-3</sup>; Susana Casal<sup>3</sup>*; Jos&eacute; Alberto Pereira<sup>1</sup>; Jorge A Saraiva<sup>2</sup>; Elsa Ramalhosa<sup>1</sup>*</b></p>     <p><sup>1</sup> LAQV@Requimte /Escola Superior Agr&aacute;ria, Instituto Polit&eacute;cnico de Bragan&ccedil;a, Campus de St.&ordf; Apol&oacute;nia, Apartado 1172, 5300-253 Bragan&ccedil;a, Portugal</p>     <p><sup>2</sup> Qu&iacute;mica Org&acirc;nica, Produtos Naturais e Agroalimentares (QOPNA) &ndash; Departamento de Qu&iacute;mica, Universidade de Aveiro, Campus Universit&aacute;rio de Santiago, 3810-193 Aveiro, Portugal</p>     <p><sup>3</sup> LAQV@REQUIMTE/Laborat&oacute;rio de Bromatologia e Hidrologia, Faculdade de Farm&aacute;cia, Universidade do Porto, Rua Jorge Viterbo Ferreira, n.&ordm; 228, 4050-313 Porto, Portugal</p> <a href="#c0">Endere&#231;o para correspond&#234;ncia</a><a name="topc0"></a></b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b >RESUMO</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>As flores comest&iacute;veis t&ecirc;m sido usadas na culin&aacute;ria de diversos pa&iacute;ses, tendo hoje em dia, o seu uso despertado a aten&ccedil;&atilde;o com o intuito de melhorar a apar&ecirc;ncia, sabor e valor est&eacute;tico de pratos, aspetos que o consumidor aprecia e valoriza. No entanto, os consumidores tamb&eacute;m exigem alimentos com propriedades ben&eacute;ficas para a sa&uacute;de, procurando produtos com qualidade nutricional interessante. Nesse sentido, o presente documento pretende abordar a composi&ccedil;&atilde;o nutricional de algumas flores comest&iacute;veis, incluindo os macro e os micronutrientes, bem como alguns compostos bioativos que demonstram o valor e potencial das flores comest&iacute;veis.</p>     <p><b>PALAVRAS-CHAVE:</b> Composi&ccedil;&atilde;o nutricional, Compostos bioativos, Flores comest&iacute;veis, Macronutrientes, Micronutrientes</p>     <p>&nbsp;</p>  <hr>     <p>&nbsp;</p>      <p><b>Abstract</b></p>     <p>Edible flowers have been used in the gastronomy of several countries. Nowadays, they are attracting increasing attention worldwide in order to improve the appearance, taste and aesthetic value of dishes, aspects that the consumer appreciates and valorizes. However, consumers also demand foods with beneficial properties for their health, looking for products with interesting nutritional characteristics. In this sense, this document revises the nutritional composition of some edible flowers, including macro- and micronutrients, as well as bioactive compounds, in order to show their value and potential.</p>     <p><b>Keywords: </b>Nutritional composition, Bioactive compounds, Edible flowers, Macronutrients, Micronutrients</p>     <p>&nbsp;</p>  <hr>     <p>&nbsp;</p>       <p><b >INTRODU&Ccedil;&Atilde;O</b>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>As flores comest&iacute;veis s&atilde;o usadas na alimenta&ccedil;&atilde;o desde a antiguidade (1). O seu consumo tem aumentado em pa&iacute;ses menos tradicionais nesta pr&aacute;tica, como Portugal, impulsionado pelo crescimento e desenvolvimento do mercado gastron&oacute;mico e pelos <i>chefs</i> de cozinha, que come&ccedil;am a usar flores comest&iacute;veis nos seus pratos, pela sua beleza e sabor. Na verdade algumas flores s&atilde;o consumidas com regularidade, mas sem que o consumidor tenha no&ccedil;&atilde;o disso, como &eacute; o caso da couve-flor (<i>Brassica oleracea</i> var. <i>botrytis</i>), dos br&oacute;colos (<i>Brassica oleracea</i> var. <i>italica</i>) e da alcachofra (<i>Cynara cardunculus</i>).</p>      <p><b>Flores comest&iacute;veis: aspetos gerais</b></p>     <p>Nas flores comest&iacute;veis mais conhecidas inclui-se a capuchinha (<i>Tropaeolum majus</i>), amor-perfeito (<i>Viola </i> x <i>wittrockiana</i>), borragem (<i>Borago officinalis</i>), rosas (<i>Rosa spp.</i>) e cent&aacute;urea (<i>Centaurea cyanus</i>). Contudo, o n&uacute;mero de esp&eacute;cies de flores que se conhece ser adequado para consumo humano e que se podem encontrar em pontos de venda especializados &eacute; atualmente bastante alargado (<a href ="/img/revistas/apn/n6/n6a06t1.jpg">Tabela 1</a>).</p>     
<p>Antes de ingerir qualquer esp&eacute;cie de flor &eacute; importante ter alguns cuidados. Uma correta identifica&ccedil;&atilde;o da planta &eacute; crucial, pois algumas flores s&atilde;o t&oacute;xicas (2). Al&eacute;m disso, outro ponto a considerar &eacute; que nem todas as partes das flores comest&iacute;veis podem ser ingeridas. De facto, as p&eacute;talas s&atilde;o as partes mais usualmente consumidas. Pelo contr&aacute;rio, os caules, s&eacute;palas, pistilos e estames s&atilde;o, em geral, removidos. Al&eacute;m disso, a base branca existente em algumas p&eacute;talas deve ser eliminada, devido ao seu sabor amargo (2). Em rela&ccedil;&atilde;o ao p&oacute;len, este pode prejudicar o sabor da flor e causar alergias em alguns consumidores (1).</p>     <p>Outro fator muito importante a ter em conta &eacute; o modo de produ&ccedil;&atilde;o das flores, devendo estas ser produzidas de acordo com o modo de produ&ccedil;&atilde;o biol&oacute;gico, uma vez que a maioria das flores comest&iacute;veis s&atilde;o consumidas em fresco sem terem sido sujeitas a qualquer tratamento (2). De acordo com o Regulamento (CE) No 834/2007 (3), o modo de produ&ccedil;&atilde;o biol&oacute;gico deve seguir restritas limita&ccedil;&otilde;es no uso de pesticidas, fertilizantes sint&eacute;ticos, antibi&oacute;ticos, aditivos alimentares e auxiliares tecnol&oacute;gicos, bem como, proibi&ccedil;&atilde;o absoluta do uso de organismos geneticamente modificados e rota&ccedil;&atilde;o de culturas. Nesse sentido, o cultivo de flores comest&iacute;veis de acordo com os princ&iacute;pios da agricultura biol&oacute;gica deve ser isento de poluentes ambientais, produtos muitas vezes associados a intoxica&ccedil;&otilde;es alimentares que induzem danos na sa&uacute;de humana, pelo consumo de produtos contaminados com agro-t&oacute;xicos ou resultado dos seus res&iacute;duos (4). Assim, a aquisi&ccedil;&atilde;o de flores para consumo s&oacute; deve ser feita em estabelecimentos pr&oacute;prios, n&atilde;o podendo ser feita em floristas ou afins (2), onde as flores vendidas, normalmente para fins ornamentais, s&atilde;o produzidas e conservadas com recurso a produtos qu&iacute;micos desadequados &agrave; alimenta&ccedil;&atilde;o. Para al&eacute;m disso, as flores para consumo humano devem sempre seguir as regras de higiene e seguran&ccedil;a alimentar ao longo da sua produ&ccedil;&atilde;o, armazenamento, distribui&ccedil;&atilde;o e venda. At&eacute; ao momento, os incidentes reportados de flores comest&iacute;veis no Sistema de Alerta R&aacute;pido para os G&eacute;neros Aliment&iacute;cios e Alimentos para Animais (RASFF) t&ecirc;m sido casos de contamina&ccedil;&atilde;o qu&iacute;mica, resultado da presen&ccedil;a de produtos qu&iacute;micos n&atilde;o autorizados, tais como dimetoato (insecticida) e sulfito, bem como de microrganismos patog&eacute;nicos como a <i>Salmonela spp</i> (5). Al&eacute;m disso, a Pol&oacute;nia reportou um caso de contamina&ccedil;&atilde;o de flores de <i>Hibiscus</i> por excrementos de roedores, insectos e bolores, resultado de m&aacute;s pr&aacute;ticas de higiene (5).</p>      <p><b>Na cozinha</b></p>     <p>As flores comest&iacute;veis s&atilde;o usadas na culin&aacute;ria com diversos fins. Ao inclu&iacute;-las na finaliza&ccedil;&atilde;o de saladas, sopas, entradas, sobremesas e bebidas, v&atilde;o dar cor, fragr&acirc;ncia, sabor e aumentar o volume ao prato. Cada esp&eacute;cie de flor &eacute; mais adequada para determinados pratos e/ou bebidas, de acordo com as suas caracter&iacute;sticas, nomeadamente de aroma e sabor (<a href ="/img/revistas/apn/n6/n6a06t1.jpg">Tabela 1</a>). As flores comest&iacute;veis podem ter um sabor picante, herb&aacute;ceo, enquanto outras conferem um sabor floral e perfumado. Dada a perecibilidade e fragilidade das mesmas, a sua conserva&ccedil;&atilde;o em fresco requer cuidados especiais e distribuidores regulares. Assim, &eacute; usual tamb&eacute;m encontrar flores desidratadas e cristalizadas (com ovo e a&ccedil;&uacute;car). As utiliza&ccedil;&otilde;es mais frequentes incluem a decora&ccedil;&atilde;o de saladas e sobremesas, aromatiza&ccedil;&atilde;o de vinagres e azeites, para ch&aacute;s ou refrescos ou em cubos de gelo para dar um toque especial a bebidas frescas.</p>     
<p>Para al&eacute;m disso, e de acordo com a esp&eacute;cie, pode usar-se a flor inteira ou apenas as p&eacute;talas. De um modo geral, as flores inteiras s&atilde;o mais utilizadas como enfeite e/ou guarni&ccedil;&atilde;o de v&aacute;rios pratos, ch&aacute;s e na prepara&ccedil;&atilde;o de compotas e geleias. J&aacute; as p&eacute;talas s&atilde;o mais usadas para decorar saladas, frutas, gelados e bebidas.</p>      <p><b>Composi&ccedil;&atilde;o nutricional</b></p>     <p>A composi&ccedil;&atilde;o nutricional das flores comest&iacute;veis n&atilde;o &eacute; muito diferente das outras plantas, como por exemplo, as folhas (6). Do ponto de vista nutricional, a flor pode ser dividida em tr&ecirc;s componentes principais: o p&oacute;len, o n&eacute;ctar, e as p&eacute;talas e outras partes. Embora a quantidade de p&oacute;len seja muito pequena, este &eacute; uma fonte muito rica de prote&iacute;nas, hidratos de carbono, l&iacute;pidos, caroten&oacute;ides e flavon&oacute;ides (1). Contudo, pode provocar alergia a alguns consumidores. O n&eacute;ctar &eacute; l&iacute;quido, cont&eacute;m uma mistura equilibrada de a&ccedil;&uacute;cares (frutose, glucose e sacarose), amino&aacute;cidos livres (principalmente prolina), prote&iacute;nas, l&iacute;pidos, sais minerais, &aacute;cidos org&acirc;nicos, compostos fen&oacute;licos, alcal&oacute;ides e terpen&oacute;ides (1). As p&eacute;talas e outras partes da flor podem tamb&eacute;m ser uma importante fonte dos compostos anteriormente mencionados, bem como de vitaminas, minerais e compostos antioxidantes. Contudo, mesmo sendo algumas flores comest&iacute;veis uma boa fonte de elementos ben&eacute;ficos &agrave; sa&uacute;de, deve-se ter em conta que a quantidade a consumir &eacute; geralmente pequena, podendo n&atilde;o satisfazer as doses di&aacute;rias recomendadas.</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>&Aacute;gua e micronutriente</b></p>     <p>A &aacute;gua &eacute; o principal constituinte das flores comest&iacute;veis, variando entre 70 a 95% (7) (<a href ="/img/revistas/apn/n6/n6a06t2.jpg">Tabela 2</a>). Os valores mais baixos foram reportados para rosa (<i>Rosa micrantha</i>) (72%), <i>Madhuca indica</i> (74%) e alcachofra (<i>Cynara scolymus</i>) (79%) (8, 9, 10) e os mais altos para couve (<i>Brassica oleracea</i>) e ab&oacute;bora (<i>Curcubita pepo</i>) (93%) (10). Os diferentes componentes da flor tamb&eacute;m podem apresentar teores de humidade distintos. De acordo com Serrano-D&iacute;az et al. (11), as flores de a&ccedil;afr&atilde;o (<i>Crocus sativus</i>), apresentam um teor de humidade de 86%. No entanto, dentro dos seus constituintes, as p&eacute;talas apresentam maior valor de humidade (90%), seguidas dos estigmas (80%) e estames (76%).</p>     
<p>Inevitavelmente, o elevado teor em humidade origina valores reduzidos de todos os macronutrientes, principalmente de prote&iacute;na e l&iacute;pidos, variando o conte&uacute;do de hidratos de carbono e fibra diet&eacute;tica de acordo com o tipo de flor (12). Encontram-se descritos valores de 18 a 20 kcal/100 g para a couve (<i>Brassica oleracea</i>), at&eacute; 30 kcal/100 g para capuchinha (<i>Tropaeolum majus</i>), cravo-de-defunto (<i>Tagetes erecta</i>) e jambu (<i>Spilanthes oleracea</i>), 36 kcal/100 g para cal&ecirc;ndula ou margarida (<i>Calendula officinalis</i>), 47 kcal/100 g para amor-perfeito (<i>Viola &times</i>; <i>wittrockiana</i>), 58 kcal/100 g para cebolinha (<i>Allium schoenoprasum</i>) e 69 kcal/100 g para cardo (<i>Cynara cardunculus</i>) (8, 10, 12, 13). Ao comparar estes dados com os valores energ&eacute;ticos de algumas frutas e produtos hort&iacute;colas, descritos na Tabela da Composi&ccedil;&atilde;o de Alimentos Portuguesa (14), como por exemplo a ma&ccedil;&atilde; com casca (64 kcal/100 g),</p>     <p>morango (34 kcal/100 g), alface crua (15 kcal/100 g) e couve roxa crua (30 kcal/100 g), verificou-se que as flores comest&iacute;veis apresentam um baixo valor cal&oacute;rico, sendo adequadas em dietas para perda ou manuten&ccedil;&atilde;o de peso (7).</p>     <p>Relativamente aos hidratos de carbono, estes s&atilde;o referidos como o macronutriente mais abundante nas flores comest&iacute;veis, sendo classificados como de f&aacute;cil digest&atilde;o (a&ccedil;&uacute;cares simples) e hidratos de carbono n&atilde;o diger&iacute;veis, estes &uacute;ltimos representados principalmente pela fibra diet&eacute;tica (12). Globalmente os valores globais variam de acordo com a esp&eacute;cie e na gama dos 50-90% em peso seco, nomeadamente: rosa (<i>Rosa micrantha</i>) (90%), Madhuca indica (86%), cravo-de-defunto (<i>Tagetes erecta</i>) (85%), jambu (<i>Spilanthes oleracea</i>) (74%), capuchinha (<i>Tropaeolum majus </i>) (67%), cal&ecirc;ndula ou margarida (<i>Calendula officinalis</i>) (62%), cardo (C<i>ynara scolymus</i>) (61%) e cebolinha (<i>Allium schoenoprasum </i>) (50%) (7, 9, 10, 12, 13). Contudo, foram descritos teores inferiores por Vieira (10), entre 10 e 44% para br&oacute;colos (<i>Brassica oleracea</i> var. <i>italica</i>) e couve-flor (<i>Brassica oleracea</i> var. <i>botrytis</i>), respetivamente. Dentro do grupo dos hidratos de carbono, incluem-se os a&ccedil;&uacute;cares redutores e a fibra diet&eacute;tica. At&eacute; ao momento, poucos estudos determinaram os a&ccedil;&uacute;cares redutores em flores comest&iacute;veis, destacando-se a rosa (<i>Rosa micrantha</i>) e cebolinha (<i>Allium schoenoprasum</i>) com 9,6 e 10,6%, respetivamente (8, 13). Entre os a&ccedil;&uacute;cares redutores, Serrano-D&iacute;az et al. (11) reportaram que a glicose e a frutose foram os a&ccedil;&uacute;cares maiorit&aacute;rios em alcachofra (<i>Crocus sativus</i>). Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; fibra diet&eacute;tica, os maiores valores foram reportados para jambu (<i>Spilanthes oleracea</i>) e cravo-de-defunto (<i>Tagetes erecta</i>) (55%) e capuchinha (<i>Tropaeolum majus</i>) (42%) (12). No entanto, a maioria dos estudos efetuados por outros autores reporta valores menores, nomeadamente: 8 a 18% para yucca (<i>Yucca filifera</i>) e Erythrina caribaea, respetivamente (15); 6% para cebolinha (<i>Allium schoenoprasum</i>) (13) e entre 13 e 30% para cal&ecirc;ndula ou margarida (<i>Calendula officinalis</i>) e capuchinha (<i>Tropaeolum majus</i>), respetivamente (10). Na fibra diet&eacute;tica inclui-se a fibra sol&uacute;vel e insol&uacute;vel que, de acordo com a flor em estudo, podem apresentar valores e propor&ccedil;&otilde;es vari&aacute;veis. Nas flores de alcacrofra (<i>Crocus sativus</i>), por exemplo, a percentagem de fibra sol&uacute;vel &eacute; maior do que de fibra insol&uacute;vel (8,5 versus 5,9% de peso seco) (11). Apesar das flores avaliadas n&atilde;o poderem ser consideradas uma fonte de fibras, a ingest&atilde;o destas pode auxiliar a atingir os n&iacute;veis di&aacute;rios recomendados (27 a 40 g de fibras por dia para adultos saud&aacute;veis, segundo a Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial da Sa&uacute;de (16)) e dessa forma trazer benef&iacute;cios &agrave; sa&uacute;de da popula&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>Os teores de prote&iacute;na nas flores comest&iacute;veis s&atilde;o usualmente referidos em peso seco, apesar de poder n&atilde;o ser esta a forma de consumo mais comum das flores, com valores n&atilde;o superiores a 30% de peso seco. Neste panorama, e em termos gerais, alguns dos maiores valores de prote&iacute;na foram determinados em flores de <i>Erythrina caribaea</i> (27,4%), <i>Erythrina americana</i> (26,2%), yucca (<i>Yucca filifera</i>) (25,9%) e <i>Euphorbia radians</i> (25,1%) (15). Apesar de ser reportado um elevado teor proteico na mat&eacute;ria seca de br&oacute;colos (<i>Brassica oleracea</i> var. <i>italica</i>), de 52,3%, o seu elevad&iacute;ssimo teor em humidade (93%) reflete igualmente um teor proteico baixo na flor fresca (4%) (10), equivalente aos valores reportados para beg&oacute;nia (<i>Begonia boliviensis</i>) (2,0%), rosa (<i>Rosa odorata</i>) (2,6%) e brincos de princesa (<i>Fuchsia&times;hybrida</i>) (2,9%) em mat&eacute;ria fresca (6). Estes valores s&atilde;o baixos quando comparados com 100 g de lentilhas secas cozidas (9.1% por parte comest&iacute;vel) e feij&atilde;o branco cozido (6.6 % por parte comest&iacute;vel) (14).</p>     <p>Os l&iacute;pidos s&atilde;o o macronutriente menos abundante, sendo mencionados valores por peso seco para algumas flores comest&iacute;veis inferiores a 3,5%, como por exemplo cebolinha (<i>Allium schoenoprasum</i>) (3,4%), capuchinha (<i>Tropaeolum majus</i>) (3,1%), agave (<i>Agave salmiana</i>) (2,8%), jambu (<i>Spilanthes oleracea</i>) (2,2%) e cravo-de-defunto (<i>Tagetes erecta</i>) (1,9%) (8, 11, 13, 15). S&atilde;o descritos valores ligeiramente superiores para <i>Madhuca indica</i> (6,1%) (9), ab&oacute;bora (<i>Cucurbita pepo</i>) (5,0%) e <i>Euphorbia radians</i> (4,9%) (15).</p>     <p><b>Micronutrientes</b></p>     <p>Os micronutrientes, apesar de existirem em menores quantidades do que os macronutrientes e n&atilde;o fornecerem energia ao organismo, s&atilde;o essenciais para o seu bom funcionamento. De entre os micronutrientes refiram-se os minerais e as vitaminas, estando cada um deles associados a diferentes fun&ccedil;&otilde;es no nosso organismo (6).</p>     <p>Tendo em conta os diferentes estudos efetuados em flores comest&iacute;veis, os minerais maiorit&aacute;rios s&atilde;o, de um modo geral, o pot&aacute;ssio, f&oacute;sforo, c&aacute;lcio e magn&eacute;sio. No entanto, a quantidade e abund&acirc;ncia relativa de cada um dos minerais depende da flor comest&iacute;vel em estudo. No que se refere ao pot&aacute;ssio, na maioria das situa&ccedil;&otilde;es os valores reportados variaram entre 184 e 396 mg/100 g de mat&eacute;ria fresca para beg&oacute;nia (<i>Begonia boliviensis</i>) e cravo-de-defunto (<i>Tagetes patula</i>), respetivamente (6). Al&eacute;m disso, nas flores comest&iacute;veis j&aacute; estudadas, o pot&aacute;ssio apresenta-se sempre em maior propor&ccedil;&atilde;o do que o s&oacute;dio, situa&ccedil;&atilde;o ben&eacute;fica para a sa&uacute;de, por diminuir o risco de doen&ccedil;as cardiovasculares (17). J&aacute; no que se refere ao f&oacute;sforo, foi observada uma maior varia&ccedil;&atilde;o, com valores entre 0,9 a 53,4 mg/100 g de mat&eacute;ria fresca para a capuchinha (<i>Tropaeolum majus</i>) e cent&aacute;urea (<i>Centaurea cyanus</i>), respetivamente (6, 10). Contudo, alguns destes valores devem ser analisados com algum cuidado porque para a mesma flor observaram-se valores de ordem de grandeza totalmente distinta em diferentes publica&ccedil;&otilde;es, tal como o referido para amor-perfeito (<i>Viola &times </i>; <i>wittrockiana</i>) de 1,0 (10) e 28,9 mg/100 g (6) de mat&eacute;ria fresca. Os valores de c&aacute;lcio e magn&eacute;sio s&atilde;o bastante d&iacute;spares entre flores, variando os valores de c&aacute;lcio entre 1,2 e 48,6 mg/100 g de peso fresco para couve-flor (<i>Brassica oleracea </i> var. <i>botrytis</i>) e amor-perfeito (<i>Viola &times</i>; <i>wittrockiana</i>), respetivamente (6,10), e de magn&eacute;sio entre 10,5 e 20,5 mg/100 g de mat&eacute;ria fresca para couve-flor (<i>Brassica oleracea </i> var. <i>botrytis</i>) e cravo-de-defunto (<i>Tagetes patula</i>), respetivamente (6). Outros minerais foram tamb&eacute;m reportados, nomeadamente, ferro, cobre, mangan&ecirc;s, molibd&eacute;nio, enxofre, estr&ocirc;ncio e zinco (6). Mesmo em menor quantidade, alguns deles exercem importantes fun&ccedil;&otilde;es metab&oacute;licas (6).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s vitaminas presentes nas flores comest&iacute;veis, at&eacute; ao momento foram ainda feitos poucos estudos. Contudo, as flores de cebolinha (<i>Allium schoenoprasum</i>),capuchinha (<i>Tropaeolum majus</i>), rosa (<i>Rose spp.</i>), cravo-de-defunto (<i>Tagetes erecta</i>) e beldroega comum (<i>Portulaca oleracea</i>) s&atilde;o referidas como sendo ricas em vitamina C, enquanto as flores de dente de le&atilde;o (<i>Taraxacum officinale</i>) s&atilde;o ricas em vitamina A (7). O teor de vitamina C foi avaliado em 6 flores comest&iacute;veis (cardo (<i>Cynara cardunculus</i>), amor-perfeito (<i>Viola &times </i>; <i>wittrockiana</i>), br&oacute;colos (<i>Brassica oleracea</i> var. <i>italica</i>), cal&ecirc;ndula ou margarida (<i>Calendula officinalis</i>), capuchinha (<i>Tropaeolum majus</i>) e couve-flor (<i>Brassica oleracea</i> var. <i>botrytis</i>)), sendo que a capuchinha (<i>Tropaeolum majus</i>) foi avaliada em 3 diferentes cores (amarelo, laranja e vermelho) (10). As concentra&ccedil;&otilde;es mais elevadas foram detetadas para amor-perfeito (<i>Viola &times </i>; <i>wittrockiana</i>) (256 mg/100 g de amostra fresca), seguido pela capuchinha (<i>Tropaeolum majus</i>) vermelha(129 mg/100 g de amostra fresca). Tamb&eacute;m as flores de cebolinha (<i>Allium schoenoprasum</i>) apresentam um teor elevado de vitamina C(108 mg/100 g peso fresco) (13), equivalente ou at&eacute; superior &agrave; maior parte dos frutos a que se associa elevado teor em vitamina C, como os citrinos (por exemplo: lim&atilde;o (55 mg/100 g); laranja (57 mg/100 g) e tangerina (32 mg/100 g)) (14). J&aacute; as flores de cal&ecirc;ndula (<i>Calendula officinalis</i>) e capuchinha (<i>Tropaeolum majus</i>) amarelo apresentam teores reduzidos (0,35 e 3,58 mg/100 g de amostra fresca, respetivamente). Globalmente, o amor-perfeito (<i>Viola &times </i>; <i>wittrockiana</i>), capuchinha (<i>Tropaeolum majus</i>) vermelha, cardo (<i>Cynara cardunculus</i>), couve-flor e br&oacute;colos (<i>Brassica oleracea </i> var. <i>botrytis e italica</i>), e cebolinha (<i>Allium schoenoprasum</i>) podem ser considerados alimentos ricos em vitamina C, tendo por base a Ingest&atilde;o Di&aacute;ria Recomendada para um adulto de 75 mg/dia (FAO/OMS) (16). Dessa forma, pode-se constatar que a ingest&atilde;o de 30 g de amor-perfeito, 60 g de capuchinha (<i>Tropaeolum majus</i>) vermelha, 69 g de cebolinha (<i>Allium schoenoprasum</i>), 150 g de cardo (<i>Cynara cardunculus</i>), 230 g de couve-flor ou 245 g de br&oacute;colos poderiam suprir estas necessidades di&aacute;rias em adultos saud&aacute;veis.</p>     <p>As flores de <i>Madhuca indica</i>, usadas em diferentes partes da &Iacute;ndia para fazer produtos fermentados e xarope de a&ccedil;&uacute;car ou serem consumidas em pequenas quantidades cruas, cozinhadas e secas, apresentam igualmente tiamina (B1) (0,028 mg/100 g), riboflavina (B2) (0,87 mg/100 g) e niacina (B3) (4,8 mg/100 g) (9), valores superiores aos apresentados por frutos comuns, como ma&ccedil;&atilde; (0,02 (B1); 0,03 (B2); 0,1 (B3) mg/100 g), banana (0,06 (B1); 0,07 (B2); 0,7 (B3) mg/100 g), manga (0,04 (B1); 0,05 (B2); 0,5 (B3) mg/100 g) e uva (0,02 (B1); 0,02 (B2); 0,3 (B3) mg/100 g) (14).</p>     <p><b>Compostos bioativos</b></p>     <p>Os compostos bioativos nas flores, como noutros vegetais, s&atilde;o metabolitos secund&aacute;rios da planta, e incluem, por exemplo, caroten&oacute;ides e compostos fen&oacute;licos (dentro destes encontram-se os flavon&oacute;ides e as antocianinas), os quais est&atilde;o associados a benef&iacute;cios para a sa&uacute;de humana (18). Esses compostos t&ecirc;m sido a base de muitos estudos em flores comest&iacute;veis (19-22), verificando-se que os seus teores variam entre esp&eacute;cies e de acordo com outros fatores, incluindo o per&iacute;odo de flora&ccedil;&atilde;o, solo e clima (23).</p>     <p>Os valores reportados para compostos fen&oacute;licos totais em flores comest&iacute;veis s&atilde;o muito vari&aacute;veis, sendo mais elevados para plum&eacute;ria (<i>Plumeria obtusa</i>), c&aacute;ssia amarela (<i>Cassia siamea</i>) e cravo-de-defunto (<i>Tagetes erecta</i>), com 89&times;102, 37&times;102 e 26&times;102 mg de equivalentes de &aacute;cido g&aacute;lico (GAE)/100 g de peso seco, respetivamente (24,12), ou bem mais baixos para capuchinha (<i>Tropaeolum majus </i>) amarela e br&oacute;colos (<i>Brassica oleracea</i> var. <i>italica</i>), entre 1,35 e 3,87 mg GAE/100 g, respetivamente (10).</p>     <p>Os flavon&oacute;ides mais comuns nas flores comest&iacute;veis s&atilde;o a quercetina, kaempferol, miricetina, rutina, apigenina, luteolina, catequina e epicatequina (6, 12, 25-30). Quanto aos teores totais de flavon&oacute;ides reportados por alguns autores, observa-se uma grande varia&ccedil;&atilde;o de valores entre esp&eacute;cies, como por exemplo, Vieira (9) que determinou valores entre 0,43 e 1310 mg em equivalentes de quercetina (QE)/100 g peso seco para cardo (<i>Cynara cardunculus</i>) e capuchinha (<i>Tropaeolum majus</i>) amarela, respetivamente.</p>     <p>As antocianinas s&atilde;o os principais compostos respons&aacute;veis pela ampla gama de cores nas flores, que v&atilde;o do vermelho-alaranjado ao vermelho brilhante, roxo e azul (31). As antocianinas mais relatadas em flores s&atilde;o a cianidina, delfinidina e pelargonidina glicosiladas (32-36). Os valores de antocianinas totais encontrados em algumas flores comest&iacute;veis variam entre 1,9 mg/100 g para capuchinha (<i>Tropaeolum majus</i>) laranja; 3,12 mg/100 g para capuchinha (<i>Tropaeolum majus</i>) vermelha, at&eacute; 940 mg/100 g para amor-perfeitos (<i>Viola &times </i>; <i>wittrockiana</i>) (10), denotando-se novamente uma grande varia&ccedil;&atilde;o entre esp&eacute;cies.</p>     <p>Assim, as flores comest&iacute;veis apresentam na sua composi&ccedil;&atilde;o compostos importantes para uma dieta saud&aacute;vel.</p>      <p><b>Riscos toxicol&oacute;gicos</b></p>     <p>At&eacute; &agrave; atualidade, poucos estudos foram feitos em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; toxicologia de flores comest&iacute;veis. Contudo, alguns trabalhos de citotoxicidade em extractos de Hibiscus (<i>Hibiscus rosa-sinensis</i>) (37), cravo-de-defunto (<i>Tagetes erecta</i>) (38), dente de le&atilde;o (<i>Taraxacum officinale</i>) (39) e cris&acirc;ntemos (<i>Chrysanthemum morifolium</i>) (40), t&ecirc;m demonstrado que as flores comest&iacute;veis n&atilde;o t&ecirc;m efeitos t&oacute;xicos quando consumidas em quantidades moderadas. Recentemente, Lu et al. (41) realizou uma revis&atilde;o sobre este tema.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Alguns estudos referem a presen&ccedil;a de compostos que podem ter efeitos t&oacute;xicos na sa&uacute;de humana, como por exemplo alcal&oacute;ides (42). Em algumas flores comest&iacute;veis j&aacute; foram identificados e quantificados alguns destes compostos, tais como em s&oacute;fora (<i>Sophora viciifolia</i>) - sofocarpina e matrina, sem refer&ecirc;ncia a quantidade (43); Erythrina americana e <i>Erythrina caribaea</i> - eritroidina, com gama de valores de 0,16-0,37 g/kg de amostra (15), borragem (<i>Borago officinalis</i>) - tesinina (44); cal&ecirc;ndula ou margarida (<i>Calendula officinalis</i>) (16,14 mg/100 g, n&atilde;o sendo referido o composto) (45). Na maioria dos casos, as quantidades de alcal&oacute;ides presentes nas flores comest&iacute;veis s&atilde;o reduzidas para poderem ter efeito nocivo na sa&uacute;de humana. No entanto, no caso das esp&eacute;cies de <i>Erythrina</i>, a eritroidina detetada em maior concentra&ccedil;&atilde;o, pode ser eliminada ou diminu&iacute;da por cozimento das flores em &aacute;gua (15). Contudo, &eacute; importante consumir em quantidades moderadas para n&atilde;o por em risco a sa&uacute;de do consumidor.</p>      <p><b>AN&Aacute;LISE CR&Iacute;TICA E CONCLUS&Otilde;ES</b></p>     <p>Quando se fala em flores comest&iacute;veis &eacute; necess&aacute;rio ter v&aacute;rios cuidados. Uma correta identifica&ccedil;&atilde;o das plantas &eacute; essencial, dada a toxicidade de algumas flores, bem como das partes comest&iacute;veis, sendo tamb&eacute;m importante saber o seu modo de produ&ccedil;&atilde;o, o qual deve ser biol&oacute;gico. Sob o ponto de vista nutricional, as flores comest&iacute;veis s&atilde;o uma boa fonte de vitaminas, minerais e compostos bioativos, com baixo valor energ&eacute;tico. As flores comest&iacute;veis podem ser um &oacute;timo meio de tornar os pratos mais apelativos, pela sua cor, sabor e aspeto visual. Nesse sentido, a op&ccedil;&atilde;o de incluir flores comest&iacute;veis no nosso prato, al&eacute;m do aspeto decorativo, ir&aacute; contribuir para uma alimenta&ccedil;&atilde;o saud&aacute;vel, resultado da presen&ccedil;a de compostos com propriedades ben&eacute;ficas para a sa&uacute;de.</p>      <p><b>AGRADECIMENTOS</b></p>     <p>Os autores agradecem &agrave; Funda&ccedil;&atilde;o para a Ci&ecirc;ncia e Tecnologia (FCT, Portugal) pelo apoio financeiro prestado &agrave; bolsa de investiga&ccedil;&atilde;o SFRH/BD/ 95853/2013 e FCT/MEC pelo apoio financeiro &agrave; Unidade de Investiga&ccedil;&atilde;o QOPNA (FCT UID/QUI/00062/2013), atrav&eacute;s de fundos nacionais e, quando aplic&aacute;vel co-financiado pelo FEDER, no &acirc;mbito do Acordo de Parceria PT2020. O REQUIMTE tamb&eacute;m agradece &agrave; FCT atrav&eacute;s do Projeto UID/QUI/50006/2013.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b >REFER&#202;NCIAS BIBLIOGR&#193;FICAS</b> <ol start="1">     <li>Mlcek J. Rop O. Fresh edible flowers of ornamental plants - A new source of nutraceutical foods. Trends in Food Science &amp; Technology. 2011 Oct;22(10):561-9.</li>     <li>Newman SE, O&rsquo;Connor AS. Edible Flowers.[Web page]: Colorado State University Extension; 2014 [actualizado 2015; acedido em 16 de Abril de 2016]. Disponivel em:  <a href="http://www.ext.colostate.edu/pubs/garden/07237.html" target="_blank">http://www.ext.colostate.edu/pubs/garden/07237.html</a>.</li>     <li>Regulamento (CE) N.o 834/2007 DO CONSELHO de 28 de Junho de 2007 relativo &agrave; produ&ccedil;&atilde;o biol&oacute;gica e &agrave; rotulagem dos produtos biol&oacute;gicos e que revoga o Regulamento (CEE) n.o 2092/91.</li>     ]]></body>
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<body><![CDATA[<p><b>Susana Casal</b></p>     <p>Faculdade de Farm&aacute;cia, Universidade do Porto, Rua Jorge Viterbo Ferreira, n.&ordm; 228, 4050-313 Porto, Portugal</p>     <p><a href="mailto:sucasal@ff.up.pt">sucasal@ff.up.pt</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Recebido a 26 de junho de 2016</p>     <p>Aceite a 3 de agosto de 2016</p>      ]]></body><back>
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<label>1</label><nlm-citation citation-type="journal">
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<surname><![CDATA[Mlcek]]></surname>
<given-names><![CDATA[J]]></given-names>
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<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Rop O: Fresh edible flowers of ornamental plants - A new source of nutraceutical foods]]></article-title>
<source><![CDATA[Trends in Food Science & Technology]]></source>
<year>2011</year>
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<surname><![CDATA[Ribas]]></surname>
<given-names><![CDATA[PP]]></given-names>
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<source><![CDATA[Matsumura ATS.A química dos agrotóxicos: impacto sobre a saúde e meio ambiente]]></source>
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<publisher-loc><![CDATA[Revista Liberato ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Novo Hamburgo]]></publisher-name>
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<label>6</label><nlm-citation citation-type="journal">
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<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Mlcek J: Jurikova T. Neugebauerova J. Vabkova J. Edible flowers - A new promising source of mineral elements in human nutrition]]></article-title>
<source><![CDATA[Molecules]]></source>
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<surname><![CDATA[Sandhya]]></surname>
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<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Sowjanya LG: Laxmi SK. Sulakshana M. Edible flowers - A Review article]]></article-title>
<source><![CDATA[International Journal of Advanced Research in Science and Technology]]></source>
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