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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Frutos gordos neurodegenerescência]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[During the aging process, several modifications occur in the human brain. Neuronal death is one of these changes, which may lead to a decline of cognitive function and could progress into neurodegenerative diseases. They appear as a consequence of oxidative stress, which is an imbalance between the production and the elimination of reactive oxygen species that are responsible for severe and irreversible damage in cellular components. Since age and genetics are factors that cannot be controlled, it is important to shape the modifiable ones, for instance, nutrition. Nuts contain potentially neuroprotective compounds, including polyunsaturated fatty acids, selenium, vitamin E and phenolic compounds. Human studies have shown that there is an improvement in cognitive function after nuts consumption, but some of these studies have also pointed out that there is no decline of cognitive function after follow-up, which demonstrates the importance of early prevention. Although their exact mode of action is not yet determined, it is known that these neuroprotective compounds play important roles in brain function and can counteract oxidative stress. However, regardless of the mechanism from which nuts can improve cognitive function, their nutrient composition may vary considerably. In fact, it becomes necessary to consider the synergic interactions between these neuroprotective compounds and those from the whole dietary pattern.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>ARTIGO DE REVIS&#195;O</b></p>     <p>     <p><b>Frutos gordos neurodegeneresc&ecirc;ncia</b></p>     <p><b>Nuts and neurodegeneration</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Raquel Bradford<sup>1</sup>*; Teresa F Amaral<sup>1</sup>; Rui C&eacute;sar<sup>2</sup></b></p>     <p><sup>1</sup> Faculdade de Ci&ecirc;ncias da Nutri&ccedil;&atilde;o e Alimenta&ccedil;&atilde;o da Universidade do Porto, Rua Dr. Roberto Frias, 4200-465, Porto, Portugal</p>     <p><sup>2</sup> Hospital do Divino Esp&iacute;rito Santo, Servi&ccedil;o de Endocrinologia e Nutri&ccedil;&atilde;o, Avenida D. Manuel I, 9500-370, Ponta Delgada, Portugal</p>  <a href="#c0">Endere&#231;o para correspond&#234;ncia</a><a name="topc0"></a></b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b >RESUMO</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Durante o envelhecimento, o c&eacute;rebro sofre modifica&ccedil;&otilde;es, entre as quais a morte neuronal, que se reflete numa redu&ccedil;&atilde;o da fun&ccedil;&atilde;o cognitiva e pode progredir para o aparecimento de doen&ccedil;as neurodegenerativas, que t&ecirc;m por base o stress oxidativo, isto &eacute;, um desequil&iacute;brio entre a produ&ccedil;&atilde;o e a elimina&ccedil;&atilde;o de esp&eacute;cies reativas de oxig&eacute;nio, respons&aacute;veis por danos graves e irrevers&iacute;veis nos constituintes celulares. Uma vez que a idade e a gen&eacute;tica s&atilde;o fatores que n&atilde;o podem ser controlados, torna-se importante moldar os que ser&atilde;o modific&aacute;veis, como a alimenta&ccedil;&atilde;o. Os frutos gordos s&atilde;o alimentos com compostos potencialmente neuroprotetores, entre os quais os &aacute;cidos gordos polinsaturados, sel&eacute;nio, vitamina E e compostos fen&oacute;licos. Estudos efetuados em humanos demonstraram uma melhoria da fun&ccedil;&atilde;o cognitiva ap&oacute;s o seu consumo, e, em alguns deles, a manuten&ccedil;&atilde;o da mesma ap&oacute;s follow-up,</p>     <p>evidenciando a import&acirc;ncia de uma preven&ccedil;&atilde;o iniciada precocemente. Apesar de ainda n&atilde;o se conhecer o seu exato modo de atua&ccedil;&atilde;o, sabe-se que os compostos neuroprotetores desempenham importantes fun&ccedil;&otilde;es a n&iacute;vel cerebral e que s&atilde;o capazes de contrariar o stress oxidativo. Contudo, independentemente do mecanismo atrav&eacute;s do qual possam melhorar a fun&ccedil;&atilde;o cognitiva, a composi&ccedil;&atilde;o nutricional pode variar muito entre os diferentes frutos gordos, pelo que, a estes alimentos, n&atilde;o pode ser dado todo o m&eacute;rito dos resultados observados. Torna-se, assim, necess&aacute;rio considerar as intera&ccedil;&otilde;es sin&eacute;rgicas entre os pr&oacute;prios compostos dos frutos gordos e os dos restantes alimentos que constituem o padr&atilde;o alimentar.</p>     <p><b>Palavras-Chave:</b>Cogni&ccedil;&atilde;o, Doen&ccedil;as neurodegenerativas, Frutos gordos, Neurodegeneresc&ecirc;ncia, Stress oxidative</p>     <p>&nbsp;</p>  <hr>     <p>&nbsp;</p>      <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>During the aging process, several modifications occur in the human brain. Neuronal death is one of these changes, which may lead to a decline of cognitive function and could progress into neurodegenerative diseases. They appear as a consequence of oxidative stress, which is an imbalance between the production and the elimination of reactive oxygen species that are responsible for severe and irreversible damage in cellular components. Since age and genetics are factors that cannot be controlled, it is important to shape the modifiable ones, for instance, nutrition. Nuts contain potentially neuroprotective compounds, including polyunsaturated fatty acids, selenium, vitamin E and phenolic compounds. Human studies have shown that there is an improvement in cognitive function after nuts consumption, but some of these studies have also pointed out that there is no decline of cognitive function after follow-up, which demonstrates the importance of early prevention. Although their exact mode of action is not yet determined, it is known that these neuroprotective compounds play important roles in brain function and can counteract oxidative stress. However, regardless of the mechanism from which nuts can improve cognitive function, their nutrient composition may vary considerably. In fact, it becomes necessary to consider the synergic interactions between these neuroprotective compounds and those from the whole dietary pattern.</p>     <p><b>Keywords: </b>Cognition, Neurodegenerative diseases, Nuts, Neurodegeneration, Oxidative stress</p>     <p>&nbsp;</p>  <hr>     <p>&nbsp;</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b >INTRODU&Ccedil;&Atilde;O</b>     <p>A cogni&ccedil;&atilde;o define-se como um grupo de processos mentais que inclui a aten&ccedil;&atilde;o, produ&ccedil;&atilde;o e compreens&atilde;o da linguagem, aprendizagem, mem&oacute;ria, racioc&iacute;nio, resolu&ccedil;&atilde;o de problemas e tomada de decis&atilde;o (1-3). Durante o envelhecimento, o c&eacute;rebro sofre modifica&ccedil;&otilde;es a n&iacute;vel morfol&oacute;gico e funcional (4-6), das quais fazem parte a morte neuronal (7). Este fen&oacute;meno reflete-se na redu&ccedil;&atilde;o da fun&ccedil;&atilde;o cognitiva (5, 7), a qual est&aacute; associada ao envelhecimento (4, 7-9) e pode progredir para o aparecimento de uma doen&ccedil;a neurodegenerativa (DND) (7, 9).</p>     <p>Estima-se que, no ano de 2050, 30% da popula&ccedil;&atilde;o mundial ter&aacute; mais de 65 anos de idade (9). A preval&ecirc;ncia de DND aumenta com a idade (10), o que, com o crescente envelhecimento da popula&ccedil;&atilde;o (9, 10) e cont&iacute;nuo aumento da esperan&ccedil;a de vida (8), ter&aacute;, mais tarde, um elevado impacto na sociedade, em particular no sistema de cuidados de sa&uacute;de (8-10). Como tal, torna-se necess&aacute;ria a ado&ccedil;&atilde;o de medidas para prevenir (9) ou adiar (10) o decl&iacute;nio cognitivo.</p>     <p>A idade e a gen&eacute;tica s&atilde;o fatores que n&atilde;o podem ser controlados (4, 10), pelo que, para um indiv&iacute;duo geneticamente predisposto, ser&aacute; importante identificar fatores de risco modific&aacute;veis (10). Um deles &eacute; a alimenta&ccedil;&atilde;o (9-11), e as mudan&ccedil;as a este n&iacute;vel t&ecirc;m as vantagens de serem econ&oacute;micas, f&aacute;ceis de implementar, socialmente aceites e, geralmente, seguras e desprovidas de efeitos adversos (11).</p>     <p>Os frutos gordos (FG), grupo que contempla alimentos como as am&ecirc;ndoas, cajus, avel&atilde;s, pist&aacute;cios e nozes, entre outros (1, 2, 12), cont&ecirc;m uma mir&iacute;ade de constituintes promotores da sa&uacute;de (13) e compostos potencialmente neuroprotetores (2, 3, 6, 9, 10, 14). Deste grupo de compostos, est&atilde;o inclu&iacute;dos os &aacute;cidos gordos polinsaturados, o sel&eacute;nio, a vitamina E e os compostos fen&oacute;licos, que ser&atilde;o abordados no presente artigo, bem como o triptofano, vitaminas do complexo B, minerais como o c&aacute;lcio, f&oacute;sforo e pot&aacute;ssio, o zinco, a melatonina, entre outros (2, 3, 6, 9, 14).</p>     <p>Os l&iacute;pidos representam o macronutriente em maior quantidade nos FG, sendo esta fra&ccedil;&atilde;o caracterizada por um elevado teor de &aacute;cidos gordos (AG) insaturados, predominantemente monoinsaturados. No que respeita aos AG polinsaturados (AGPI), que existem em n&iacute;veis apreci&aacute;veis nos pinh&otilde;es (15) e nas nozes (9, 15, 16) (34 g (15) e 47 g (15, 17), respetivamente, por cada 100 g de alimento), destes fazem parte os &aacute;cidos linoleico (AL) (9, 15, 18) e alfa-linol&eacute;nico (AAL), essencial &agrave; fun&ccedil;&atilde;o cerebral (2, 3, 19) e precursor dos &aacute;cidos eicosapentaen&oacute;ico (EPA) e docosahexaen&oacute;ico (DHA) (3, 14, 15, 18, 20), AG n-3 de cadeia longa (11). Cont&ecirc;m tamb&eacute;m diversos micronutrientes essenciais, entre os quais se destacam o sel&eacute;nio (Se) (2, 12, 16) e a vitamina E (2), e, ainda, diversos compostos fen&oacute;licos (2, 3, 12, 16, 21), cujo perfil e conte&uacute;do variam de fruto para fruto, dependendo de v&aacute;rios factores (16, 21, 22).</p>      <p><b>Neurodegeneresc&ecirc;ncia</b></p>     <p>O stress oxidativo como um elemento-chave na patog&eacute;nese</p>     <p>A apoptose e a excitotoxicidade s&atilde;o as duas principais causas de morte neuronal. Em ambos os processos, est&atilde;o envolvidas esp&eacute;cies reativas de oxig&eacute;nio (ERO) (7). Estas s&atilde;o produzidas, no decorrer do metabolismo normal, pela mitoc&ocirc;ndria, como um subproduto da fosforila&ccedil;&atilde;o oxidativa (5, 7, 23-26), e desempenham fun&ccedil;&otilde;es fisiol&oacute;gicas importantes (4, 23, 25, 26), funcionando como mediadores essenciais na ativa&ccedil;&atilde;o de fatores de transcri&ccedil;&atilde;o, express&atilde;o de genes (23, 25), crescimento celular (4, 23, 25) e apoptose (23, 25).</p>     <p>No entanto, devido &agrave; sua elevada reatividade, uma produ&ccedil;&atilde;o excessiva de ERO e sua consequente acumula&ccedil;&atilde;o, a ponto de se atingirem n&iacute;veis superiores aos necess&aacute;rios para a c&eacute;lula, pode afetar a estrutura e integridade funcional celulares (4, 9, 23, 25, 27). As c&eacute;lulas s&atilde;o capazes de neutralizar o excesso de ERO, atrav&eacute;s de sistemas de defesa antioxidante (5, 7, 25-29), mol&eacute;culas que atrasam ou inibem a oxida&ccedil;&atilde;o de um substrato atrav&eacute;s de diversos mecanismos (23). Todavia, quando a produ&ccedil;&atilde;o de ERO excede a capacidade antioxidante das c&eacute;lulas, atinge-se um estado denominado de stress oxidativo (SO) (4, 5, 7, 25, 27, 28, 30). Como tal, considera-se que o SO e danos associados desempenham um papel central no decl&iacute;nio cognitivo (7-9, 18, 23) e na patog&eacute;nese de diversas DND (4, 11, 23-25, 27-31).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O c&eacute;rebro &eacute;, de facto, particularmente vulner&aacute;vel ao SO (5, 7, 8, 23, 25, 29-31), por conter grandes quantidades de AGPI, suscet&iacute;veis &agrave; peroxida&ccedil;&atilde;o lip&iacute;dica (5, 8, 23, 25, 29-31) levada a cabo pelas ERO, por ser pass&iacute;vel de acumular metais de transi&ccedil;&atilde;o, que, por sua vez, podem catalisar a forma&ccedil;&atilde;o de ERO, e por possuir, comparativamente a outros &oacute;rg&atilde;os (23, 25), concentra&ccedil;&otilde;es relativamente baixas de antioxidantes (5, 8, 23, 25, 29), quer enzim&aacute;ticos (5, 23, 25), quer n&atilde;o enzim&aacute;ticos, de que s&atilde;o exemplos a melatonina, cujos n&iacute;veis diminuem marcadamente com a idade (23), e tamb&eacute;m a vitamina E (23, 25).</p>      <p><b>O papel da disfun&ccedil;&atilde;o mitocondrial</b></p>     <p>Julga-se que a mitoc&ocirc;ndria desempenha uma fun&ccedil;&atilde;o crucial na neurodegeneresc&ecirc;ncia (5, 7), n&atilde;o s&oacute; por ser o principal produtor intracelular de ERO (5, 7, 23-25, 29), mas tamb&eacute;m por ser um alvo do ataque destas esp&eacute;cies (5, 7, 23). Estas levam a danos progressivos no DNA mitocondrial (5, 7, 23), que s&atilde;o agravados devido &agrave; falta de mecanismos de repara&ccedil;&atilde;o adequados (23), resultando em graves defeitos na fun&ccedil;&atilde;o deste organelo (7, 23, 24).</p>     <p>O SO resultante torna-se, ent&atilde;o, respons&aacute;vel pela apoptose e excitotoxicidade, causas centrais de morte neuronal (7). Pode ativar uma via metab&oacute;lica mitocondrial que culmina na apoptose (7, 25, 30) e danificar a enzima sintetase da glutamina, respons&aacute;vel pela convers&atilde;o de glutamato, principal neurotransmissor excitat&oacute;rio, em glutamina, cuja atividade requer ATP (7). Sem esta enzima e sem energia dispon&iacute;vel, a concentra&ccedil;&atilde;o extracelular de glutamato torna-se elevada, levando a uma ativa&ccedil;&atilde;o excessiva dos seus recetores, a ponto de causarem danos excitot&oacute;xicos (7, 25, 26) nos neur&oacute;nios do c&oacute;rtex ou do hipocampo (7), &aacute;reas do c&eacute;rebro envolvidas na fun&ccedil;&atilde;o cognitiva (9).</p>      <p><b>Rela&ccedil;&atilde;o com o consumo de frutos gordos</b></p>     <p>A rela&ccedil;&atilde;o entre o consumo de FG e a melhoria da fun&ccedil;&atilde;o cognitiva foi demonstrada por alguns estudos em ratos (2, 6, 14). Em humanos, dois estudos de coorte prospetivos demonstraram resultados consistentes: um elevado consumo de FG associa-se a uma melhor fun&ccedil;&atilde;o cognitiva, no in&iacute;cio do estudo, e a um n&atilde;o decl&iacute;nio da mesma, ap&oacute;s seguimento. Ambos os estudos sugerem que os compostos neuroprotetores dos FG diminuem os decl&iacute;nios cognitivos que acompanham o envelhecimento (10, 19).</p>     <p>Um estudo randomizado (32), efetuado em adultos de ambos os sexos com alto risco de doen&ccedil;a cardiovascular, sugeriu que uma dieta mediterr&acirc;nica suplementada com 30 g de FG por dia estava associada a uma melhor cogni&ccedil;&atilde;o global. Num trabalho que seguiu a mesma metodologia (33), observou-se um aumento dos n&iacute;veis do fator neurotr&oacute;fico derivado do c&eacute;rebro, cujas baixas concentra&ccedil;&otilde;es t&ecirc;m sido associadas a DND, enquanto concentra&ccedil;&otilde;es mais altas est&atilde;o relacionadas com a preven&ccedil;&atilde;o da perda de mem&oacute;ria e disfun&ccedil;&atilde;o cognitiva (2, 33). No entanto, atrav&eacute;s de um desenho crossover (3), n&atilde;o foi demonstrada melhoria na cogni&ccedil;&atilde;o em estudantes universit&aacute;rios saud&aacute;veis, ap&oacute;s o consumo de 60 g de nozes por dia, durante 8 semanas, o que poder&aacute; ser explicado pelo facto de se tratar de uma popula&ccedil;&atilde;o j&aacute; com elevadas habilidades cognitivas (3).</p>     <p>Contudo, apesar de em nenhum dos trabalhos se ter estudado qual o composto dos FG respons&aacute;vel por estes efeitos, todos parecem apoiar a hip&oacute;tese de que a sinergia e intera&ccedil;&atilde;o de todos os nutrientes e outros compostos bioativos dos FG podem ter um efeito ben&eacute;fico no c&eacute;rebro e na cogni&ccedil;&atilde;o (2, 14, 33).</p>     <p>Compostos dos frutos gordos com impacto na fun&ccedil;&atilde;o cerebral</p>      <p><b>&Aacute;cidos gordos polinsaturados</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Depois do tecido adiposo, o c&eacute;rebro &eacute; a estrutura que cont&eacute;m a maior quantidade de gordura (20). Os fosfol&iacute;pidos das membranas das c&eacute;lulas cerebrais s&atilde;o compostos pelos derivados de AL e AAL (4, 34, 35), que, n&atilde;o sendo sintetizados pelo organismo, prov&ecirc;m da alimenta&ccedil;&atilde;o (3, 4, 35). Estes AGPI participam na gera&ccedil;&atilde;o de segundos mensageiros e mol&eacute;culas de sinaliza&ccedil;&atilde;o, na modula&ccedil;&atilde;o da atividade de neurotransmissores (18) e na manuten&ccedil;&atilde;o da estrutura (18, 35) e fluidez das membranas (9, 35, 36), de tal modo que a sua car&ecirc;ncia induz altera&ccedil;&otilde;es no funcionamento das mesmas, aumentando a sua suscetibilidade &agrave; agress&atilde;o e, consequentemente, acelerando o envelhecimento cerebral (20, 35).</p>     <p>Em termos de fun&ccedil;&atilde;o cognitiva, &eacute; dada uma maior import&acirc;ncia aos n-3, que, para al&eacute;m de exercerem atividade anti-inflamat&oacute;ria (3, 18, 34) e de reduzirem a produ&ccedil;&atilde;o de ERO (18), tendo, portanto, um efeito contra o SO (14, 20, 34, 35), s&atilde;o capazes de promover a neurog&eacute;nese, fortalecer a plasticidade sin&aacute;ptica, isto &eacute;, a remodela&ccedil;&atilde;o e o refor&ccedil;o das liga&ccedil;&otilde;es entre neur&oacute;nios, e prevenir altera&ccedil;&otilde;es nesta, tal como sugerem diversos estudos em animais (34).</p>     <p>O DHA, em especial, &eacute; fundamental a uma fun&ccedil;&atilde;o neurol&oacute;gica normal (20, 34), tanto que v&aacute;rios estudos epidemiol&oacute;gicos associam a redu&ccedil;&atilde;o dos seus n&iacute;veis plasm&aacute;ticos ao decl&iacute;nio cognitivo em adultos saud&aacute;veis (35, 36). De facto, foram identificados n&iacute;veis reduzidos de DHA no hipocampo em c&eacute;rebros de ratos envelhecidos (9, 34, 35) e em doentes de Alzheimer (34). A suplementa&ccedil;&atilde;o com DHA previne a redu&ccedil;&atilde;o, associada &agrave; idade, dos seus n&iacute;veis cerebrais (34, 36), para al&eacute;m de melhorar o fluxo sangu&iacute;neo cerebral, a aprendizagem e mem&oacute;ria em animais envelhecidos (36). Um estudo laboratorial realizado em 2013 (18) mostrou a habilidade do DHA em proteger c&eacute;lulas do hipocampo de ratos contra a morte celular e a desregula&ccedil;&atilde;o da homeostase do c&aacute;lcio &ndash; fen&oacute;meno causado pelo SO e que resulta em danos celulares irrevers&iacute;veis, incluindo morte celular &ndash;, induzidos por dois stressores diferentes, ap&oacute;s pr&eacute;-tratamento com concentra&ccedil;&otilde;es variadas de extrato de nozes, consideradas as melhores fontes vegetais de AAL (15, 18), ou de AGPI.</p>      <p><b>Sel&eacute;nio</b></p>     <p>No sistema nervoso central (SNC), o papel do Se, para al&eacute;m do de influenciar o metabolismo de neurotransmissores, como sugerido por estudos in vitro (31), est&aacute; relacionado com a sua capacidade antioxidante (8, 31, 37). Embora n&atilde;o seja um antioxidante por si s&oacute; (27), &eacute; um constituinte das selenoprote&iacute;nas, que protegem as c&eacute;lulas contra danos oxidativos (8, 31, 37, 38). A bioss&iacute;ntese destas selenoprote&iacute;nas depende, portanto, da disponibilidade de Se (31, 37), pelo que a defici&ecirc;ncia neste oligoelemento prejudica as defesas antioxidantes (39), havendo aumento do SO e, consequentemente, morte neuronal (8). Como tal, um consumo adequado de Se pode ser particularmente importante na manuten&ccedil;&atilde;o da fun&ccedil;&atilde;o cerebral (8, 31).</p>     <p>Nos estudos em humanos realizados com a castanha-do-brasil, a melhor fonte alimentar de Se (8, 31, 37), observou-se que o seu consumo &eacute; eficaz no aumento dos n&iacute;veis de Se no plasma (8, 31, 37) e eritr&oacute;citos (8, 31), e que o Se destas castanhas est&aacute; mais biodispon&iacute;vel para a atividade funcional das selenoprote&iacute;nas do que o Se proveniente de suplementos (37).</p>     <p>No que diz respeito &agrave; cogni&ccedil;&atilde;o, um estudo longitudinal (8) sugere que os n&iacute;veis de Se tendem a decrescer &agrave; medida que a fun&ccedil;&atilde;o cognitiva tamb&eacute;m decresce, uma vez que se observaram menores n&iacute;veis de Se em doentes de Alzheimer, ou seja, com uma fun&ccedil;&atilde;o cognitiva mais comprometida, n&iacute;veis interm&eacute;dios em indiv&iacute;duos com d&eacute;fice cognitivo ligeiro, e, por fim, n&iacute;veis mais elevados em idosos saud&aacute;veis. Neste estudo, os autores conclu&iacute;ram que a defici&ecirc;ncia de Se pode contribuir para o decl&iacute;nio cognitivo (8). Os mesmos autores realizaram, mais tarde, um outro estudo, em adultos com d&eacute;fice cognitivo ligeiro, e demonstraram que o consumo di&aacute;rio de uma castanha do-brasil durante seis meses, para al&eacute;m de aumentar os n&iacute;veis de Se, contribuiu para melhorar claramente algumas fun&ccedil;&otilde;es cognitivas (31).</p>      <p><b>Vitamina E e os compostos fen&oacute;licos</b></p>     <p>A vitamina E &eacute; considerada essencial &agrave; fun&ccedil;&atilde;o neurol&oacute;gica (29). No SNC, est&aacute; diretamente envolvida na prote&ccedil;&atilde;o das membranas neuronais contra os danos oxidativos (29, 38), ao eliminar (23, 27, 28, 30, 38) ou neutralizar (4, 23, 27, 29, 30, 38) as ERO, contribuindo, assim, para a manuten&ccedil;&atilde;o da integridade e estabilidade das estruturas celulares do c&eacute;rebro (38). Existe forte evid&ecirc;ncia de que a vitamina E reduz as altera&ccedil;&otilde;es associadas &agrave; degenera&ccedil;&atilde;o celular. Isto leva a crer que a sua ingest&atilde;o &oacute;tima pode ajudar a retardar as altera&ccedil;&otilde;es funcionais, associadas &agrave; idade e ao decl&iacute;nio cognitivo, que ocorrem no SNC (28). Estudos em animais e em humanos foram realizados neste &acirc;mbito, de forma a comprovar tal hip&oacute;tese. Todavia, apresentaram resultados contradit&oacute;rios (28-30).</p>     <p>No que diz respeito aos compostos fen&oacute;licos, estes s&atilde;o considerados antioxidantes (22, 27) em virtude das suas propriedades como dadores de hidrog&eacute;nio (16, 27), o que contribui para a forma&ccedil;&atilde;o de um radical est&aacute;vel e n&atilde;o t&oacute;xico (16). Podem, tamb&eacute;m, desempenhar atividade antioxidante atrav&eacute;s de outros mecanismos (16). De acordo com a evid&ecirc;ncia dispon&iacute;vel, os FG s&atilde;o considerados a melhor fonte alimentar de compostos fen&oacute;licos totais, superando os existentes nos hortofrut&iacute;colas (16), e estes s&atilde;o biodispon&iacute;veis em humanos (21, 22).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>In vitro, extratos de FG aumentaram a resist&ecirc;ncia das LDL &agrave; oxida&ccedil;&atilde;o, inibiram a peroxida&ccedil;&atilde;o lip&iacute;dica e protegeram o DNA contra les&otilde;es oxidativas (22). Em estudos com humanos, demonstrou-se que o consumo de FG, particularmente de nozes ou de am&ecirc;ndoas, reduziu a peroxida&ccedil;&atilde;o lip&iacute;dica e aumentou a capacidade antioxidante do plasma (21, 22, 27, 40, 41), associado ao aumento dos n&iacute;veis de antioxidantes enzim&aacute;ticos (21, 22), de vitamina E (21, 22, 40) e de catequinas (40). Em alguns estudos verificou-se, tamb&eacute;m, efeito redutor do SO, ap&oacute;s o consumo de cajus e de amendoins (41). Outros estudos mostraram uma redu&ccedil;&atilde;o dos danos oxidativos em prote&iacute;nas e DNA ap&oacute;s o consumo de am&ecirc;ndoas (21, 22). Todos estes resultados evidenciam uma poss&iacute;vel a&ccedil;&atilde;o antioxidante devido a componentes destes alimentos, podendo haver, desta forma, redu&ccedil;&atilde;o do SO e, consequentemente, da incid&ecirc;ncia de doen&ccedil;as relacionadas (21, 22, 27), como as DND.</p>      <p><b>AN&Aacute;LISE CR&Iacute;TICA E CONCLUS&Otilde;ES</b></p>     <p>A cogni&ccedil;&atilde;o pode ser encarada como algo um tanto ou quanto subjetivo, e desconhece-se de que modo &eacute; que esta possa ter sido melhorada ap&oacute;s o consumo de FG. &Eacute; certo que estes alimentos cont&ecirc;m compostos com importantes fun&ccedil;&otilde;es a n&iacute;vel cerebral e em termos de prote&ccedil;&atilde;o celular, sendo capazes de contrariar o SO que se acredita estar na base da patog&eacute;nese das DND. Todavia, evid&ecirc;ncias crescentes sugerem que uma vasodilata&ccedil;&atilde;o comprometida, e, portanto, um perfil de risco cardiovascular, pode contribuir para uma performance cognitiva debilitada (1, 2, 10, 32), devido a uma pobre perfus&atilde;o cerebral. Tem sido, por isso, colocada a hip&oacute;tese de que, melhorando a regula&ccedil;&atilde;o do fluxo sangu&iacute;neo no c&eacute;rebro, a performance cognitiva ser&aacute; igualmente melhorada (1). Independentemente do mecanismo, os FG, para al&eacute;m dos efeitos a n&iacute;vel cerebral, demonstrados em estudos laboratoriais, t&ecirc;m, tamb&eacute;m, um efeito ben&eacute;fico num grande n&uacute;mero de fatores de risco cardiovascular, o que os torna num alimento com um duplo benef&iacute;cio em termos de melhoria da fun&ccedil;&atilde;o cognitiva.</p>     <p>N&atilde;o existem, no entanto, alimentos perfeitos, a que lhes possa ser dado todo o m&eacute;rito dos resultados demonstrados por estudos. A composi&ccedil;&atilde;o nutricional pode variar muito entre os diferentes FG, sendo, por isso, improv&aacute;vel que haja um ou poucos constituintes que contribuam para os benef&iacute;cios que lhes s&atilde;o atribu&iacute;dos (22). Devem ser consideradas as potenciais intera&ccedil;&otilde;es entre todos os nutrientes e compostos, quer dos pr&oacute;prios FG, quer dos outros alimentos que constituem o padr&atilde;o alimentar. Os estudos que avaliaram o efeito de um &uacute;nico nutriente, como a vitamina E, podem ter apresentado diferentes resultados por este mesmo motivo e/ou por terem sido realizados em popula&ccedil;&otilde;es cuja degeneresc&ecirc;ncia cerebral j&aacute; se encontrava num estado avan&ccedil;ado, o que leva a crer que uma rede de diferentes compostos neuroprotetores e uma preven&ccedil;&atilde;o a n&iacute;vel prim&aacute;rio podem ser necess&aacute;rias para uma adequada prote&ccedil;&atilde;o cerebral.</p>     <p>Apesar dos resultados positivos serem particularmente evidentes em indiv&iacute;duos de meia-idade e em popula&ccedil;&otilde;es idosas, seria igualmente interessante verificar se a interven&ccedil;&atilde;o nutricional em idades mais jovens contribuiria para a preven&ccedil;&atilde;o do decl&iacute;nio cognitivo mais tarde na vida, ou seja, se teria efeitos a longo prazo, assim como se os fatores de risco modific&aacute;veis, como a alimenta&ccedil;&atilde;o, seriam capazes de contrariar (ou de, pelo menos, &ldquo;silenciar&rdquo;) os fatores gen&eacute;ticos que possam contribuir para o aparecimento de uma DND.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b >REFER&#202;NCIAS BIBLIOGR&#193;FICAS</b> <ol start="1">     <li>Barbour JA, Howe PR, Buckley JD, Bryan J, Coates AM. Nut consumption for vascular health and cognitive function. Nutr Res Rev. 2014;27(1):131-58.</li>     <li>Pribis P, Shukitt-Hale B. Cognition: the new frontier for nuts and berries. Am J Clin Nutr. 2014;100(Suppl 1):347-52.</li>     <li>Pribis P, Bailey RN, Russell AA, Kilsby MA, Hernandez M, Craig WJ, et al. Effects of walnut consumption on cognitive performance in young adults. Br J Nutr. 2012;107(9):1393-401.</li>     ]]></body>
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<body><![CDATA[<p>  <b ><a href="#topc0">Endere&#231;o para correspond&#234;ncia</a><a name="c0"></a></b>     <p>Raquel Bradford</p>     <p>Rua Dr. Jo&atilde;o Bernardo Oliveira Rodrigues, n.&ordm; 16,</p>     <p>9500-439 Ponta Delgada, Portugal</p>     <p><a href="mailto:raquelbradford@outlook.com">raquelbradford@outlook.com</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Recebido a 9 de junho de 2016</p>     <p>Aceite a 9 de agosto de 2016</p>      ]]></body><back>
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