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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Construção e Validação de um Questionário para Avaliação da Perceção sobre Alimentos Funcionais]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Development and Validation of a Questionnaire to Assess the Perception about Functional Foods]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Functional foods are those that promote health and well-being besides lowering the risk of certain diseases. Their potential for health is b that marketing strategies take advantage of them. Considering that claims related health benefits of food influence purchase intent, it is important to create tools for evaluating the consumers' perception of functional foods. This study aims at development and validation of a questionnaire to assess the perception about functional foods. After a pre-test, the final version of the questionnaire was applied to 257 individuals whose mean age is 41 years (SD = 6) - parents of students who attended the 3rd cycle of basic education on Terceira Island, Azores. Internal consistency and construct validity were analyzed. The Cronbach's alpha (&#945; = 0.816) showed good internal consistency. Exploratory factor analysis showed a good model adequacy (KMO = 0.855). The extraction of factors from the scree plot has shown that one latent factor explains 30.4% of the total variance. This study demonstrates and certifies the questionnaire's capabilities for evaluating the perception of functional foods in adults. It is a useful tool for research in the field of marketing and nutrition education, which may foster more conscious and informed choices.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>ARTIGO ORIGINAL</b></p>     <p><b>Constru&ccedil;&atilde;o e Valida&ccedil;&atilde;o de um Question&aacute;rio para Avalia&ccedil;&atilde;o da Perce&ccedil;&atilde;o sobre Alimentos Funcionais</b></p>     <p><b>Development and Validation of a Questionnaire to Assess the Perception about Functional Foods</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Leandro Oliveira<sup>1*</sup>; Rui Po&iacute;nhos<sup>2</sup>; Francisco Sousa<sup>3,5</sup>; Maria Gra&ccedil;a Silveira<sup>1,5</sup></b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><sup>1</sup>Faculdade de Ci&ecirc;ncias Agr&aacute;rias e do Ambiente da Universidade dos A&ccedil;ores, Rua Capit&atilde;o Jo&atilde;o d&rsquo;&Aacute;vila &ndash; Pico da Urze, 9700-042 Angra do Hero&iacute;smo, A&ccedil;ores, Portugal</p>     <p><sup>2</sup>Faculdade de Ci&ecirc;ncias da Nutri&ccedil;&atilde;o e Alimenta&ccedil;&atilde;o da Universidade do Porto, Rua Dr. Roberto Frias, 4200-465 Porto, Portugal</p>     <p><sup>3</sup>Faculdade de Ci&ecirc;ncias Sociais e Humanas da Universidade dos A&ccedil;ores, Rua Capit&atilde;o Jo&atilde;o d&rsquo;&Aacute;vila &ndash; Pico da Urze, 9700-042 Angra do Hero&iacute;smo, A&ccedil;ores, Portugal</p>     <p><sup>4</sup>Centro de Investiga&ccedil;&atilde;o em Estudos da Crian&ccedil;a da Universidade do Minho, Instituto de Educa&ccedil;&atilde;o, Campus de Gualtar, 4710-057 Braga, Portugal</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><sup>5</sup>Centro de Biotecnologia dos A&ccedil;ores, Largo da Igreja, 9701-851 Angra do Hero&iacute;smo, A&ccedil;ores, Portugal</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="topc0"></a><a href="#c0">Endere&#231;o para correspond&#234;ncia</a>     <p></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b >RESUMO</b></p>     <p>Os alimentos funcionais caracterizam-se pela sua capacidade de promover a sa&uacute;de e bem-estar ou reduzir o risco de determinadas doen&ccedil;as. Apresentam um grande potencial para a sa&uacute;de, que &eacute; aproveitado em campanhas de marketing. Sabendo que as alega&ccedil;&otilde;es de benef&iacute;cios para a sa&uacute;de associadas &agrave; publicidade influenciam a inten&ccedil;&atilde;o de compra dos consumidores, &eacute; importante a cria&ccedil;&atilde;o de ferramentas que avaliem a perce&ccedil;&atilde;o destes em rela&ccedil;&atilde;o aos alimentos funcionais. Assim, o objetivo deste estudo &eacute; construir e validar um question&aacute;rio de avalia&ccedil;&atilde;o da perce&ccedil;&atilde;o sobre alimentos funcionais. Ap&oacute;s a realiza&ccedil;&atilde;o de um pr&eacute;-teste, aplicou-se a vers&atilde;o final do question&aacute;rio a 257 indiv&iacute;duos com uma m&eacute;dia de idades de 41 anos (dp = 6), encarregados de educa&ccedil;&atilde;o de alunos do 3.&ordm; ciclo do ensino b&aacute;sico da ilha Terceira, A&ccedil;ores. Foi analisada a consist&ecirc;ncia interna e a validade de constructo. O Alfa de Cronbach (&alpha; = 0,816) revelou uma boa consist&ecirc;ncia interna. A an&aacute;lise fatorial explorat&oacute;ria revelou uma boa adequa&ccedil;&atilde;o do modelo (KMO = 0,855). A an&aacute;lise do&nbsp;scree plot&nbsp;revela uma solu&ccedil;&atilde;o unifactorial, com o fator extra&iacute;do a explicar 30,4% da vari&acirc;ncia total. Este estudo demonstra e certifica as capacidades deste question&aacute;rio para a avalia&ccedil;&atilde;o da perce&ccedil;&atilde;o sobre os alimentos funcionais em adultos, sendo uma ferramenta &uacute;til para a investiga&ccedil;&atilde;o no &acirc;mbito do marketing e da educa&ccedil;&atilde;o alimentar na promo&ccedil;&atilde;o de escolhas mais conscientes e informadas.</p>     <p><b>Palavras-Chave</b><b>:</b>     <p>Alimentos funcionais, Atitudes, Ensino b&aacute;sico, Envolvimento parental, Valida&ccedil;&atilde;o de question&aacute;rio</p>     <p>&nbsp;</p> <hr>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>Functional foods are those that promote health and well-being besides lowering the risk of certain diseases. Their potential for health is b that marketing strategies take advantage of them. Considering that claims related health benefits of food influence purchase intent, it is important to create tools for evaluating the consumers&rsquo; perception of functional foods. This study aims at development and validation of a questionnaire to assess the perception about functional foods. After a pre-test, the final version of the questionnaire was applied to 257 individuals whose mean age is 41 years (SD = 6) &ndash; parents of students who attended the 3rd cycle of basic education on Terceira Island, Azores. Internal consistency and construct validity were analyzed. The Cronbach&rsquo;s alpha (&alpha; = 0.816) showed good internal consistency. Exploratory factor analysis showed a good model adequacy (KMO = 0.855). The extraction of factors from the scree plot has shown that one latent factor explains 30.4% of the total variance. This study demonstrates and certifies the questionnaire&rsquo;s capabilities for evaluating the perception of functional foods in adults. It is a useful tool for research in the field of marketing and nutrition education, which may foster more conscious and informed choices.</p>     <p><b>Keywords</b><b>:</b>     <p>Functional foods, Attitudes, Basic education, Parental involvement, Development of a questionnaire</p>     <p>&nbsp;</p> <hr>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>INTRODU&Ccedil;&Atilde;O</b></p>     <p>O conceito de alimentos funcionais tem-se disseminado mundialmente, despertando o interesse de diferentes grupos, nomeadamente consumidores, governos, ind&uacute;stria alimentar e profissionais de sa&uacute;de (1, 2). O mercado dos alimentos funcionais tem um enorme potencial. Contudo, apesar de parecer extremamente favor&aacute;vel aos interesses do consumidor, levanta um conjunto desafiador e abrangente de quest&otilde;es para os Nutricionistas, n&atilde;o s&oacute; pelas v&aacute;rias defini&ccedil;&otilde;es existentes para o conceito de alimentos funcionais, mas tamb&eacute;m pela dificuldade existente em distinguir claramente os alimentos ditos &ldquo;saud&aacute;veis&rdquo; dos &ldquo;funcionais&rdquo;. Al&eacute;m disso, sabe-se que a perce&ccedil;&atilde;o do consumidor &eacute; muito influenciada pelo marketing, que &eacute; capaz de aumentar a procura por este tipo de alimentos, mesmo sem evid&ecirc;ncia cient&iacute;fica dos seus benef&iacute;cios (1-3). Neste sentido, a defini&ccedil;&atilde;o do conceito de alimentos funcionais adotada neste estudo foi a sugerida por Diplock et al. (4): alimentos que apresentam um efeito fisiol&oacute;gico ben&eacute;fico para a sa&uacute;de e/ou redu&ccedil;&atilde;o dos riscos de doen&ccedil;as cr&oacute;nicas, para al&eacute;m da fun&ccedil;&atilde;o nutricional b&aacute;sica, sendo que o composto funcional tem que permanecer no alimento e demonstrar os seus efeitos nas quantidades em que &eacute; ingerido na alimenta&ccedil;&atilde;o e deve ser consumido regularmente, como parte de uma alimenta&ccedil;&atilde;o variada. Segundo a Comiss&atilde;o Europeia (5), &eacute; considerado alimento funcional: um alimento natural inalterado (por exemplo, peixe gordo com elevado teor de &aacute;cidos gordos polinsaturados &oacute;mega-3); um alimento no qual um componente foi aumentado, diminu&iacute;do, adicionado ou removido pelo processo de produ&ccedil;&atilde;o ou outras tecnologias (por exemplo, sumo de fruta com teor aumentado de antioxidantes, creme de barrar com adi&ccedil;&atilde;o de fitoster&oacute;is, iogurte com redu&ccedil;&atilde;o do teor de gordura); um alimento com um componente cuja biodisponibilidade tenha sido modificada (por exemplo, arroz geneticamente modificado de modo a aumentar a biodisponibilidade do ferro); ou, uma combina&ccedil;&atilde;o dos anteriormente indicados. V&aacute;rios estudos reportam baixo n&iacute;vel de conhecimentos por parte dos consumidores sobre os alimentos funcionais (6-10), sendo que indiv&iacute;duos com maior conhecimento revelaram ter atitudes mais positivas em rela&ccedil;&atilde;o a tipo de produtos (6). Al&eacute;m disso, as atitudes, os fatores relacionados com o estilo de vida, os fatores sociodemogr&aacute;ficos (como o sexo, a idade ou o n&iacute;vel de educa&ccedil;&atilde;o), bem como o sabor, a qualidade, o pre&ccedil;o, a conveni&ecirc;ncia e os efeitos na sa&uacute;de dos alimentos funcionais influenciam fortemente a inten&ccedil;&atilde;o de consumo de alimentos funcionais (11-15). Outros fatores importantes que influenciam positivamente a inten&ccedil;&atilde;o de os consumidores consumirem alimentos funcionais s&atilde;o: a atratividade das alega&ccedil;&otilde;es de benef&iacute;cios para a sa&uacute;de (16) e a perce&ccedil;&atilde;o de exist&ecirc;ncia de benef&iacute;cios resultantes do seu consumo (17). &Eacute; ainda de salientar que para Goetzke e colaboradores (18) o bem-estar cognitivo-emocional tem um papel mais importante no consumo de alimentos funcionais do que para outros alimentos, tendo estes autores verificado ainda que a redu&ccedil;&atilde;o do bem-estar psicol&oacute;gico-emocional aumenta a probabilidade de consumir estes alimentos. Sabe-se ainda que existem outros fatores que n&atilde;o est&atilde;o diretamente relacionados com o produto e tamb&eacute;m influenciam a aceita&ccedil;&atilde;o dos alimentos funcionais, como a confian&ccedil;a, sendo que indiv&iacute;duos que t&ecirc;m confian&ccedil;a na ind&uacute;stria alimentar parecem estar mais propensos a comprar alimentos funcionais, em compara&ccedil;&atilde;o com aqueles que n&atilde;o confiam nesta (19). V&aacute;rios estudos (20-22) demonstram que os pais e encarregados de educa&ccedil;&atilde;o t&ecirc;m um papel determinante nas escolhas alimentares das crian&ccedil;as. Al&eacute;m disso, como s&atilde;o os adultos que compram os alimentos para consumo em casa, torna-se importante avaliar a sua perce&ccedil;&atilde;o sobre os alimentos funcionais, de modo a delinear estrat&eacute;gias de educa&ccedil;&atilde;o alimentar mais efetivas na melhoria das suas escolhas e assim promover a sa&uacute;de individual e do agregado familiar. O objetivo deste estudo &eacute; desenvolver e estudar as propriedades psicom&eacute;tricas, numa amostra de encarregados de educa&ccedil;&atilde;o, de um question&aacute;rio de avalia&ccedil;&atilde;o da perce&ccedil;&atilde;o sobre alimentos funcionais (QAPAF).</p>     <p><b>METODOLOGIA</b></p>     <p>Com base no estudo de Urala et al. (23), que pretendia avaliar e monitorizar as atitudes face aos alimentos funcionais na popula&ccedil;&atilde;o finlandesa, e noutros estudos com objetivos semelhantes, foram constru&iacute;dos ou adaptados 17 itens para avalia&ccedil;&atilde;o de aspetos particulares do tema que se pretendia estudar. O QAPAF &eacute; um instrumento orientado para adultos, de modo a avaliar a sua perce&ccedil;&atilde;o em rela&ccedil;&atilde;o ao consumo de alimentos funcionais. Os itens consistem em afirma&ccedil;&otilde;es referentes aos seguintes aspetos: benef&iacute;cios da utiliza&ccedil;&atilde;o dos alimentos funcionais (itens 1, 3, 4, 9 e 14), necessidade da utiliza&ccedil;&atilde;o (itens 2, 5, 7 e 11), confian&ccedil;a (itens 6, 12, 16 e 17) e seguran&ccedil;a (itens 8, 10, 13 e 15). Durante a fase de constru&ccedil;&atilde;o do QAPAF, para que se conseguisse validar este instrumento relativamente &agrave; clareza e &agrave; compreens&atilde;o das afirma&ccedil;&otilde;es utilizadas nos itens, realizou-se um pr&eacute;-teste em que o question&aacute;rio foi aplicado a uma amostra de conveni&ecirc;ncia de 10 encarregados de educa&ccedil;&atilde;o de crian&ccedil;as que frequentavam o 3.&ordm; ciclo do ensino b&aacute;sico. Com base no pr&eacute;-teste, alguns itens foram reformulados, de modo a facilitar a sua compreens&atilde;o. A vers&atilde;o inicial do QAPAF inclu&iacute;a 17 itens (cuja ordem de apresenta&ccedil;&atilde;o foi aleatorizada) respondidos numa escala do tipo Likert de cinco pontos, sendo os pontos mais extremos 1 (&ldquo;discordo muito&rdquo;) e 5 (&ldquo;concordo muito&rdquo;). A resposta era assinalada por um &ldquo;x&rdquo; no n&iacute;vel da escala que correspondia &agrave; perce&ccedil;&atilde;o do inquirido em rela&ccedil;&atilde;o a cada item. A pontua&ccedil;&atilde;o final foi obtida pela soma das cota&ccedil;&otilde;es nos itens que constituem a escala, considerando que os itens 2, 4, 5, 6, 7, 8, 11, 14, 15, 16 s&atilde;o cotados de forma inversa. A pontua&ccedil;&atilde;o total, obtida pela soma das pontua&ccedil;&otilde;es de todos os itens, varia entre 0 e 85. Em cada item e no total, maiores pontua&ccedil;&otilde;es correspondem a atitudes mais positivas em rela&ccedil;&atilde;o aos alimentos funcionais.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Amostra e procedimentos</b></p>     <p>Foram convidadas a participar no estudo as sete escolas com 3.&ordm; ciclo do ensino b&aacute;sico da ilha Terceira, Regi&atilde;o Aut&oacute;noma dos A&ccedil;ores, sendo que apenas duas n&atilde;o comunicaram autoriza&ccedil;&atilde;o para realiza&ccedil;&atilde;o do estudo. Foi selecionada uma amostra n&atilde;o probabil&iacute;stica de tr&ecirc;s turmas por ano de escolaridade do 3.&ordm; ciclo do ensino b&aacute;sico. Ap&oacute;s a autoriza&ccedil;&atilde;o dos presidentes dos conselhos executivos das cinco escolas que aceitaram participar no estudo, foram realizados contactos pessoais com representantes de cada uma delas, no contexto dos quais se entregou o Termo de Consentimento Informado endere&ccedil;ado aos encarregados de educa&ccedil;&atilde;o dos alunos, em que era fornecida informa&ccedil;&atilde;o detalhada sobre o estudo e assegurada a confidencialidade dos dados, al&eacute;m de ser fornecido o contacto de um membro da equipa de investiga&ccedil;&atilde;o para esclarecimento de d&uacute;vidas. Os question&aacute;rios, de aplica&ccedil;&atilde;o direta, foram distribu&iacute;dos e recolhidos pelos diretores de turma das turmas selecionadas entre mar&ccedil;o e junho de 2015, sendo que os questionados foram preenchidos nos domic&iacute;lios dos alunos pelos respetivos encarregados de educa&ccedil;&atilde;o. O crit&eacute;rio de inclus&atilde;o foi, apenas, ser encarregado de educa&ccedil;&atilde;o de um aluno que frequentasse o 3.&ordm; ciclo do ensino b&aacute;sico na ilha Terceira.</p>     <p><b>An&aacute;lise estat&iacute;stica</b></p>     <p>Ap&oacute;s a colheita de dados, procedeu-se ao tratamento estat&iacute;stico com apoio do programa IBM SPSS Statistics, vers&atilde;o 23.0 para Windows. Usou-se o teste de Mann-Whitney para comparar as respostas a cada item entre sexos. Dada a aus&ecirc;ncia de diferen&ccedil;as significativas, toda a an&aacute;lise foi efetuada conjuntamente para participantes do sexo feminino e masculino. A consist&ecirc;ncia interna da escala foi avaliada pelo coeficiente Alfa de Cronbach. A escala foi submetida a an&aacute;lise fatorial pelo m&eacute;todo de extra&ccedil;&atilde;o de componentes principais (sem rota&ccedil;&atilde;o). Os modelos de an&aacute;lise fatorial foram validados usando a medida de adequa&ccedil;&atilde;o da amostragem de Kaiser-Meyer-Olkin (KMO) e o teste de Bartlett e usou-se o m&eacute;todo do scree plot (24) para determinar o n&uacute;mero de componentes a reter. Calculou-se o coeficiente de correla&ccedil;&atilde;o de Pearson (r) para avaliar o grau de associa&ccedil;&atilde;o entre pares de vari&aacute;veis. A hip&oacute;tese nula foi rejeitada quando o n&iacute;vel de signific&acirc;ncia cr&iacute;tico para a sua rejei&ccedil;&atilde;o (p) foi inferior a 0,05.</p>     <p><b>RESULTADOS</b></p>     <p>Foram convidados a participar no estudo 432 indiv&iacute;duos, sendo que 112 (25,9%) recusaram participar. Dos 320 indiv&iacute;duos que aceitaram participar no estudo, 53 (16,6%) foram exclu&iacute;dos por terem respondido ao question&aacute;rio de forma incompleta. Deste modo, foram inclu&iacute;dos neste estudo 257 indiv&iacute;duos dos quais 93,0% eram do sexo feminino, com uma m&eacute;dia de idades de 41 anos (dp = 6), sendo que 3,1% eram solteiros, 84,8% casados/em uni&atilde;o de facto, 9,3% divorciados e 2,7% vi&uacute;vos. Al&eacute;m disso, 14,0% dos respondentes tinham uma escolaridade at&eacute; ao 1.&ordm; ciclo do ensino b&aacute;sico, 26,5% o 2.&ordm; ciclo do ensino b&aacute;sico, 16,3% o 3.&ordm; ciclo do ensino b&aacute;sico, 20,2% o ensino secund&aacute;rio e 20,6% o ensino superior.</p>     <p><b>An&aacute;lise de fiabilidade e an&aacute;lise fatorial</b></p>     <p>A <a href ="/img/revistas/apn/n7/n7a04t1.jpg">Tabela 1</a> apresenta os resultados obtidos pela an&aacute;lise de fiabilidade. Embora os itens 14 e 16 apresentem correla&ccedil;&otilde;es item-total inferiores a 0,2, (25), o reduzido incremento no Alfa de Cronbach se qualquer um deles fosse exclu&iacute;do levou &agrave; op&ccedil;&atilde;o pela sua manuten&ccedil;&atilde;o na escala. A an&aacute;lise fatorial foi realizada pelo m&eacute;todo de extra&ccedil;&atilde;o dos componentes principais (sem rota&ccedil;&atilde;o), que gerou quatro componentes com valores pr&oacute;prios superiores a 1, que no conjunto explicavam 54,9 % da vari&acirc;ncia total. Para definir o n&uacute;mero de componentes a reter optamos pela an&aacute;lise do&nbsp;scree plot&nbsp;(26) (<a href ="/img/revistas/apn/n7/n7a04f1.jpg">Figura 1</a>). Assim, apesar de a an&aacute;lise fatorial ter extra&iacute;do 4 componentes principais com valores pr&oacute;prios superiores a 1, a an&aacute;lise do&nbsp;scree plot&nbsp;sugere uma solu&ccedil;&atilde;o unifatorial. Na <a href ="/img/revistas/apn/n7/n7a02t2.jpg">Tabela 2</a> encontram-se os valores do teste de KMO e do teste de esfericidade de Bartlett. Apresentam-se tamb&eacute;m os pesos fatoriais de cada item e para cada um dos quatro fatores.</p>     
<p><b>DISCUSS&Atilde;O DE RESULTADOS</b></p>     <p>O QAPAF mostrou ser um instrumento de f&aacute;cil e r&aacute;pida aplica&ccedil;&atilde;o na popula&ccedil;&atilde;o adulta, uma vez que o tempo de aplica&ccedil;&atilde;o do question&aacute;rio &eacute; de cerca de 5 minutos e durante a sua aplica&ccedil;&atilde;o n&atilde;o foram colocadas d&uacute;vidas referentes ao preenchimento. Salienta-se que &eacute; importante esclarecer a popula&ccedil;&atilde;o onde ser&aacute; aplicado o QAPAF sobre o conceito de alimentos funcionais, exemplificando, uma vez que o conhecimento sobre esta tem&aacute;tica por parte da popula&ccedil;&atilde;o em geral &eacute; considerado reduzido (6-10). Depois de construir o QAPAF e da sua aplica&ccedil;&atilde;o &agrave; amostra em estudo, foram avaliadas as propriedades psicom&eacute;tricas da mesma. A homogeneidade dos itens foi medida pelo Alfa de Cronbach (&alpha;=0,816), revelando uma boa consist&ecirc;ncia interna. A an&aacute;lise fatorial explorat&oacute;ria revelou uma boa correla&ccedil;&atilde;o entre vari&aacute;veis (KMO= 0,855). A extra&ccedil;&atilde;o de fatores a partir do&nbsp;scree plot&nbsp;sugeriu a extra&ccedil;&atilde;o de apenas um fator latente, que explica 30,4% da vari&acirc;ncia total. No entanto, sugere-se a realiza&ccedil;&atilde;o de estudos capazes de gerar dados normativos, tendo em considera&ccedil;&atilde;o caracter&iacute;sticas sociodemogr&aacute;ficas que permitir&atilde;o valorizar estes resultados.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>CONCLUS&Otilde;ES</b></p>     <p>O QAPAF mostrou possuir propriedades psicom&eacute;tricas adequadas para a avalia&ccedil;&atilde;o da perce&ccedil;&atilde;o sobre alimentos funcionais em adultos. Este poder&aacute; ser utilizado para estudos no &acirc;mbito do marketing alimentar, bem como em programas de educa&ccedil;&atilde;o alimentar, de modo a desmitificar algumas cren&ccedil;as associadas aos alimentos funcionais, promovendo a literacia alimentar e a escolha informada e consciente destes alimentos.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>AGRADECIMENTOS</b></p>     <p>Agradecemos &agrave; Funda&ccedil;&atilde;o Calouste Gulbenkian pelo financiamento deste trabalho inserido no projeto &ldquo;Alimentos promotores de sa&uacute;de em contexto escolar &ndash; mais conhecimento melhor crescimento&rdquo; no &acirc;mbito do concurso Literacia em Sa&uacute;de 2014 &ndash; &ldquo;Os Cidad&atilde;os e a Sa&uacute;de: melhorar a informa&ccedil;&atilde;o, melhorar a decis&atilde;o&rdquo;.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>REFER&Ecirc;NCIAS BIBLIOGR&Aacute;FICAS</b></p>     <!-- ref --><br> 1. McConnon A, Cade J, Pearman A. Stakeholder interactions and the development of functional foods. Public Health Nutrition. 2002;5(3):469-77.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1922735&pid=S2183-5985201600040000400001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><br> 2. Crowe KM, Francis C. Position of the academy of nutrition and dietetics: functional foods. Journal of the Academy of Nutrition and Dietetics. 2013;113(8):1096-103.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1922736&pid=S2183-5985201600040000400002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><br> 3. Menrad K. Market and marketing of functional food in Europe. Journal of Food Engineering. 2003;56(2&ndash;3):181-8.     <!-- ref --><br> 4. Diplock AT, Aggett PJ, Ashwell M, Bornet F, Fern EB, Roberfroid MB. Scientific concepts of functional foods in Europe: consensus document. British Journal of Nutrition. 1999;81: S1-S27.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1922738&pid=S2183-5985201600040000400004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><br> 5. European Commission. Functional Foods. Luxembourg: Publications Office of the European Union; 2010.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1922739&pid=S2183-5985201600040000400005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><br> 6. Armstrong G, Farley H, Gray J, Durkin M. Marketing health&#8208;enhancing foods: implications from the dairy sector. Marketing Intelligence &amp; Planning. 2005;23(7):705-19.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1922740&pid=S2183-5985201600040000400006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><br> 7. Gray J. Consumer perception of the functional dairy food market in Northern Ireland*. International Journal of Consumer Studies. 2002;26(2):154-8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1922741&pid=S2183-5985201600040000400007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><br> 8. Oliveira H. O consumo de alimentos funcionais - atitudes e comportamentos. Porto: Universidade Fernando Pessoa; 2008.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1922742&pid=S2183-5985201600040000400008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><br> 9. Patch CS, Tapsell LC, Williams PG. Overweight consumers&rsquo; salient beliefs on omega-3-enriched functional foods in Australia&rsquo;s Illawarra region. Journal of Nutrition Education and Behavior. 2005;37(2):83-9.     <!-- ref --><br> 10. Viana JV, Da Cruz AG, Zoellner SS, Silva R, Batista ALD. Probiotic foods: consumer perception and attitudes. International Journal of Food Science &amp; Technology. 2008;43(9):1577-80.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1922744&pid=S2183-5985201600040000400010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><br> 11. Bhaskaran S, Hardley F. Buyer beliefs, attitudes and behaviour: foods with therapeutic claimsnull. Journal of Consumer Marketing. 2002;19(7):591-606.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1922745&pid=S2183-5985201600040000400011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><br> 12. de Jong N, Ocke MC, Branderhorst HA, Friele R. Demographic and lifestyle characteristics of functional food consumers and dietary supplement users. The British Journal of Nutrition. 2003;89(2):273-81.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1922746&pid=S2183-5985201600040000400012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><br> 13. Urala N, L&auml;hteenm&auml;ki L. Attitudes behind consumers&rsquo; willingness to use functional foods. Food Quality and Preference. 2004;15(7&ndash;8):793-803.     <br> 14. Badrie N, Reid&#8208;Foster S, Benny&#8208;Ollivierra C, Roberts H. Exercise enthusiasts&rsquo; perceptions and beliefs of functional foods in Trinidad, West Indiesnull. Nutrition &amp; Food Science. 2007;37(5):345-57.     <!-- ref --><br> 15. Pappalardo G, Lusk JL. The role of beliefs in purchasing process of functional foods. Food Quality and Preference. 2016;53:151-8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1922749&pid=S2183-5985201600040000400015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><br> 16. van Kleef E, van Trijp HC, Luning P. Functional foods: health claim-food product compatibility and the impact of health claim framing on consumer evaluation. Appetite. 2005;44(3):299-308.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1922750&pid=S2183-5985201600040000400016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><br> 17. Urala N, Lahteenmaki L. Hedonic ratings and perceived healthiness in experimental functional food choices. Appetite. 2006;47(3):302-14.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1922751&pid=S2183-5985201600040000400017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><br> 18. Goetzke B, Nitzko S, Spiller A. Consumption of organic and functional food. A matter of well-being and health? Appetite. 2014;77:96-105.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1922752&pid=S2183-5985201600040000400018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><br> 19. Siegrist M, Stampfli N, Kastenholz H. Consumers&rsquo; willingness to buy functional foods. The influence of carrier, benefit and trust. Appetite. 2008;51(3):526-9.     <!-- ref --><br> 20. Savage JS, Fisher JO, Birch LL. Parental Influence on Eating Behavior: Conception to Adolescence. The Journal of Law, Medicine &amp; Ethics. 2007;35(1):22-34.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1922754&pid=S2183-5985201600040000400020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><br> 21. Klesges RC, Stein RJ, Eck LH, Isbell TR, Klesges LM. Parental influence on food selection in young children and its relationships to childhood obesity. The American Journal of Clinical Nutrition. 1991;53(4):859-64.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1922755&pid=S2183-5985201600040000400021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><br> 22. Brown R, Ogden J. Children&rsquo;s eating attitudes and behaviour: a study of the modelling and control theories of parental influence. Health Education Research. 2004;19(3):261-71.     ]]></body>
<body><![CDATA[<br> 23. Urala N, L&auml;hteenm&auml;ki L. Consumers&rsquo; changing attitudes towards functional foods. Food Quality and Preference. 2007;18(1):1-12.     <!-- ref --><br> 24. Maroco J. An&aacute;lise estat&iacute;stica com utiliza&ccedil;&atilde;o do SPSS. 3.&ordf; ed. Lisboa: Edi&ccedil;&otilde;es Silabo, Lda; 2007.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1922758&pid=S2183-5985201600040000400024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><br> 25. Streiner D, Norman G. Health measurement scales: pratical guide to their development and use. 4 ed. Oxford: Oxford University Press; 1989.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1922759&pid=S2183-5985201600040000400025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><br> 26. Cattell RB. The scree test for the number of factors. Multivariate Behavioral Research. 1966;1(2):245-76.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1922760&pid=S2183-5985201600040000400026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p> <b ><a name="c0"></a><a href="#topc0">Endere&#231;o para correspond&#234;ncia</a></b>     <br>   Leandro Oliveira     <br>   Faculdade de Ci&ecirc;ncias Agr&aacute;rias e do Ambiente da Universidade dos A&ccedil;ores,     <br>   Campus de Angra do Hero&iacute;smo, Rua Capit&atilde;o Jo&atilde;o d&rsquo;&Aacute;vila &ndash; Pico da Urze,     ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   9700-042 Angra do Hero&iacute;smo, A&ccedil;ores, Portugal     <p><a href="mailto:leandroliveira.nut@gmail.com">leandroliveira.nut@gmail.com</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Recebido a 3 de junho de 2016     <br>   Aceite a 23 de dezembro de 2016</p>     <p>&nbsp;</p>      ]]></body><back>
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