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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Recomendações Nutricionais em Idade Pediátrica: O Estado da Arte]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Introduction: Dietary intake must supply nutritional requirements and its adequacy is crucial for a healthy growth and development during infancy and adolescence. There are no Portuguese nutritional guidelines and, consequently, there is no consensus about what should be used in Portugal. Objectives: To systematize and to compare the nutritional guidelines for childhood and adolescence (0-18 years) and to contribute for the adoption of guidelines to be used among Portuguese paediatric population. Methodology: The most used in children and adolescence, based on a PubMed® search of studies published in the last 10 years, were selected: those from the Food and Nutrition Board / Institute of Medicine, National Academies (USA/Canada), from the Food and Agriculture Organization of the United Nations / World Health Organization (Worldwide) and from the European Food Safety Authority / European Commission (European). Subsequently, all documents concerning these nutritional guidelines were assessed. Results: The three considered committees provide different criteria, namely in the age stratification that they use for presenting the respective guidelines and in the used terminology. The European Food Safety Authority / European Commission guidelines are targeted for European population and are based on a solid methodology, comprising guidelines of the other two committees, being also the most recent, whereas the Food and Nutrition Board / Institute of Medicine, National Academies guidelines are the most used. The recommendations for energy, protein and lipids do not evidence significant variations between committees. Concerning carbohydrates, the Food and Agriculture Organization of the United Nations / World Health Organization recommendations are the highest. With regard to vitamins and minerals, in general the recommendations for vitamin B1, pantothenic acid, calcium, selenium, zinc and iodine are similar between the three committees, but they showed some variations for the remaining vitamins and minerals. Conclusions: The official adoption of nutritional recommendations for the Portuguese population is important and urgent, and would allow to uniform criteria and to compare results. The methodological consistency and the up-to-date of the European Food Safety Authority / European Commissionrecommendations lead the authors to consider them as an option to recommend.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>ARTIGO DE REVIS&#195;O</b></p>     <p>     <p><b>Recomenda&ccedil;&otilde;es Nutricionais em Idade Pedi&aacute;trica: O Estado da Arte</b></p>     <p><b>Nutritional Recommendations for Paediatric Ages: State of the Art</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Margarida Nazareth<sup>1*</sup>; Carla R&ecirc;go<sup>1-3</sup>; Carla Lopes<sup>4, 5</sup>; Elisabete Pinto<sup>1, 4</sup></b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><sup>1</sup>Universidade Cat&oacute;lica Portuguesa, CBQF &ndash; Centro de Biotecnologia e Qu&iacute;mica Fina &ndash; Laborat&oacute;rio Associado, Escola Superior de Biotecnologia, Rua Arquitecto Lob&atilde;o Vital, Apartado 2511, 4202-401 Porto, Portugal</p>     <p><sup>2</sup>Centro da Crian&ccedil;a e do Adolescente do Hospital CUF Porto, Estrada da Circunvala&ccedil;&atilde;o, n.&ordm; 14341, 4100-180 Porto, Portugal</p>     <p><sup>3</sup>Center for Research in Health Technologies and Information Systems (CINTESIS), Rua Dr. Pl&aacute;cido da Costa, s/n, 4200-450 Porto, Portugal</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><sup>4</sup>EPIUnit &ndash; Instituto de Sa&uacute;de P&uacute;blica da Universidade do Porto, Rua das Taipas, n.&ordm; 135, 4050-600 Porto, Portugal</p>     <p><sup>5</sup>Departamento de Epidemiologia Cl&iacute;nica, Medicina Preventiva e Sa&uacute;de P&uacute;blica da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto, Alameda Prof. Hern&acirc;ni Monteiro, 4200-319 Porto, Portugal</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="topc0"></a><a href="#c0">Endere&#231;o para correspond&#234;ncia</a>     <p></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b >RESUMO</b></p>     <p>Introdu&ccedil;&atilde;o:&nbsp;A alimenta&ccedil;&atilde;o di&aacute;ria deve suprir as necessidades nutricionais e a sua adequa&ccedil;&atilde;o &eacute; fundamental para um crescimento e desenvolvimento saud&aacute;veis ao longo da inf&acirc;ncia e da adolesc&ecirc;ncia. N&atilde;o existem recomenda&ccedil;&otilde;es nutricionais portuguesas e na aus&ecirc;ncia destas, n&atilde;o h&aacute; um consenso relativamente &agrave;s recomenda&ccedil;&otilde;es que dever&atilde;o ser utilizadas em Portugal. Objetivos:&nbsp;Sistematizar e comparar as recomenda&ccedil;&otilde;es nutricionais na inf&acirc;ncia e na adolesc&ecirc;ncia (0-18 anos) e contribuir para a ado&ccedil;&atilde;o de recomenda&ccedil;&otilde;es a utilizar para a popula&ccedil;&atilde;o pedi&aacute;trica portuguesa. Metodologia:&nbsp;Selecionaram-se as recomenda&ccedil;&otilde;es mais utilizadas para crian&ccedil;as e adolescentes, tendo por base uma revis&atilde;o das publica&ccedil;&otilde;es na base PubMed<sup>&reg;&nbsp;</sup> nos &uacute;ltimos 10 anos: as do Food and Nutrition Board / Institute of Medicine, National Academies (EUA/Canad&aacute;), as da Organiza&ccedil;&atilde;o das Na&ccedil;&otilde;es Unidas para a Alimenta&ccedil;&atilde;o e a Agricultura / Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial da Sa&uacute;de (Mundiais) e as da&nbsp;Autoridade Europeia para a Seguran&ccedil;a Alimentar / Comiss&atilde;o Europeia (Europeias). Posteriormente, analisaram-se todos os documentos existentes relativos a estas recomenda&ccedil;&otilde;es nutricionais. Resultados:&nbsp;Os tr&ecirc;s Comit&eacute;s considerados apresentam crit&eacute;rios diferentes, nomeadamente na estratifica&ccedil;&atilde;o por idade que fazem, para apresentar as recomenda&ccedil;&otilde;es e na terminologia utilizada. As recomenda&ccedil;&otilde;es da Autoridade Europeia para a Seguran&ccedil;a Alimentar / Comiss&atilde;o Europeia destinam-se &agrave; popula&ccedil;&atilde;o europeia e t&ecirc;m por base uma metodologia s&oacute;lida, incluindo recomenda&ccedil;&otilde;es dos outros dois Comit&eacute;s analisados, sendo tamb&eacute;m as mais recentes, no entanto as recomenda&ccedil;&otilde;es da Food and Nutrition Board / Institute of Medicine, National Academies s&atilde;o as mais utilizadas. Os valores recomendados para energia, prote&iacute;na e l&iacute;pidos n&atilde;o apresentam grandes varia&ccedil;&otilde;es entre Comit&eacute;s. Relativamente aos hidratos de carbono, as recomenda&ccedil;&otilde;es da Organiza&ccedil;&atilde;o das Na&ccedil;&otilde;es Unidas para a Alimenta&ccedil;&atilde;o e a Agricultura / Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial da Sa&uacute;de s&atilde;o as mais elevadas. No que diz respeito &agrave;s vitaminas e minerais, de uma forma geral, as recomenda&ccedil;&otilde;es para a vitamina B1, &aacute;cido pantot&eacute;nico, c&aacute;lcio, sel&eacute;nio, zinco e iodo s&atilde;o semelhantes para os tr&ecirc;s Comit&eacute;s, apresentando algumas varia&ccedil;&otilde;es para as restantes vitaminas e minerais. Conclus&otilde;es:&nbsp;A ado&ccedil;&atilde;o oficial de recomenda&ccedil;&otilde;es nutricionais para a popula&ccedil;&atilde;o portuguesa &eacute; importante e urgente, para permitir a uniformiza&ccedil;&atilde;o de crit&eacute;rios e comparar resultados. A solidez metodol&oacute;gica e a atualidade das recomenda&ccedil;&otilde;es da Autoridade Europeia para a Seguran&ccedil;a Alimentar / Comiss&atilde;o Europeia levam os autores a consider&aacute;-las uma op&ccedil;&atilde;o a recomendar.</p>     <p><b>Palavras-Chave</b></p>     <p>Adolescentes, Crian&ccedil;as, Recomenda&ccedil;&otilde;es nutricionais</p>     <p>&nbsp;</p> <hr>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>Introduction:&nbsp;Dietary intake must supply nutritional requirements and its adequacy is crucial for a healthy growth and development during infancy and adolescence. There are no Portuguese nutritional guidelines and, consequently, there is no consensus about what should be used in Portugal. Objectives:&nbsp;To systematize and to compare the nutritional guidelines for childhood and adolescence (0-18 years) and to contribute for the adoption of guidelines to be used among Portuguese paediatric population. Methodology:&nbsp;The most used in children and adolescence, based on a PubMed&reg;&nbsp;search of studies published in the last 10 years, were selected: those from the Food and Nutrition Board / Institute of Medicine, National Academies (USA/Canada), from the Food and Agriculture Organization of the United Nations / World Health Organization (Worldwide) and from the European Food Safety Authority / European Commission (European). Subsequently, all documents concerning these nutritional guidelines were assessed. Results:&nbsp;The three considered committees provide different criteria, namely in the age stratification that they use for presenting the respective guidelines and in the used terminology. The European Food Safety Authority / European Commission guidelines are targeted for European population and are based on a solid methodology, comprising guidelines of the other two committees, being also the most recent, whereas the Food and Nutrition Board / Institute of Medicine, National Academies guidelines are the most used. The recommendations for energy, protein and lipids do not evidence significant variations between committees. Concerning carbohydrates, the Food and Agriculture Organization of the United Nations / World Health Organization recommendations are the highest. With regard to vitamins and minerals, in general the recommendations for vitamin B1, pantothenic acid, calcium, selenium, zinc and iodine are similar between the three committees, but they showed some variations for the remaining vitamins and minerals. Conclusions:&nbsp;The official adoption of nutritional recommendations for the Portuguese population is important and urgent, and would&nbsp;allow to uniform criteria and to compare results. The methodological consistency and the up-to-date of the European Food Safety Authority /&nbsp;European Commissionrecommendations lead the authors to consider them as an option to recommend.</p>     <p><b>Keywords</b></p>     <p>Adolescents, Children, Nutritional recommendations</p>     <p>&nbsp;</p> <hr>     <p>&nbsp;</p>     <p><b >INTRODU&Ccedil;&Atilde;O</b>     <p>A alimenta&ccedil;&atilde;o e a nutri&ccedil;&atilde;o na inf&acirc;ncia e adolesc&ecirc;ncia s&atilde;o fundamentais para um crescimento e desenvolvimento saud&aacute;veis e determinam o estado de sa&uacute;de atual e futuro (1-3). As necessidades nutricionais, por defini&ccedil;&atilde;o, representam a quantidade de energia e de nutrientes necess&aacute;rios para assegurar as fun&ccedil;&otilde;es org&acirc;nicas, a sa&uacute;de e a correta nutri&ccedil;&atilde;o, garantindo um adequado crescimento e desenvolvimento, bem como a preven&ccedil;&atilde;o de doen&ccedil;as cr&oacute;nicas (4-6). As necessidades nutricionais variam de indiv&iacute;duo para indiv&iacute;duo e ao longo da vida. Assim, as recomenda&ccedil;&otilde;es nutricionais correspondem &agrave; quantidade de nutrientes e energia estimados para cobrir as necessidades da maior parte dos indiv&iacute;duos saud&aacute;veis da popula&ccedil;&atilde;o (7-8). Uma crian&ccedil;a/adolescente deve praticar uma alimenta&ccedil;&atilde;o saud&aacute;vel, equilibrada, variada e completa (9), capaz de suprir as suas necessidades nutricionais. Neste per&iacute;odo particular do ciclo de vida, estas variam em fun&ccedil;&atilde;o da idade e, em algumas idades, tamb&eacute;m do sexo, na depend&ecirc;ncia dos seus padr&otilde;es de crescimento (10). A adequa&ccedil;&atilde;o nutricional &eacute; avaliada tendo por base a compara&ccedil;&atilde;o da ingest&atilde;o nutricional de um indiv&iacute;duo com as respetivas recomenda&ccedil;&otilde;es (11). Existem recomenda&ccedil;&otilde;es nutricionais para as diferentes faixas et&aacute;rias emanadas por organismos internacionais, tais como a Organiza&ccedil;&atilde;o das Na&ccedil;&otilde;es Unidas para a Alimenta&ccedil;&atilde;o e a Agricultura, a Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial da Sa&uacute;de (FAO/OMS) e a Autoridade Europeia para a Seguran&ccedil;a Alimentar (EFSA). Alguns pa&iacute;ses [Estados Unidos da Am&eacute;rica (EUA) e Canad&aacute;, Alemanha-&Aacute;ustria-Su&iacute;&ccedil;a (D-A-CH), Pa&iacute;ses N&oacute;rdicos, entre outros] t&ecirc;m recomenda&ccedil;&otilde;es pretensamente mais adaptadas &agrave; sua popula&ccedil;&atilde;o, elaboradas por Comit&eacute;s independentes. No que respeita a Portugal, n&atilde;o existem recomenda&ccedil;&otilde;es espec&iacute;ficas para o pa&iacute;s. As&nbsp;Dietary Reference Intake(DRI) (12), adotadas pelos EUA e Canad&aacute;, s&atilde;o as mais frequentemente utilizadas (13-17), muito embora as da FAO/OMS tenham servido de base, por exemplo, para a avalia&ccedil;&atilde;o da adequa&ccedil;&atilde;o alimentar na popula&ccedil;&atilde;o portuguesa (17), bem como para suportar o desenvolvimento de alimentos infantis, por parte da ind&uacute;stria alimentar (18). A preocupa&ccedil;&atilde;o relativamente &agrave; necessidade da exist&ecirc;ncia de recomenda&ccedil;&otilde;es que permitam avaliar a adequa&ccedil;&atilde;o nutricional de um indiv&iacute;duo ou de uma popula&ccedil;&atilde;o, data da primeira metade do s&eacute;culo XX. Efetivamente, desde a d&eacute;cada de 50, a FAO/OMS realiza reuni&otilde;es de peritos, com uma regularidade vari&aacute;vel e com o objetivo de fornecer orienta&ccedil;&otilde;es atualizadas sobre a ingest&atilde;o recomendada e as necessidades dos diferentes nutrientes, a pa&iacute;ses desenvolvidos e em desenvolvimento. A informa&ccedil;&atilde;o reporta &agrave;s recomenda&ccedil;&otilde;es em energia, macro e micronutrientes (19). Tamb&eacute;m a Comiss&atilde;o Europeia (CE) disponibiliza recomenda&ccedil;&otilde;es para a Europa, sendo o &uacute;ltimo documento datado de 1993 (20). Num exerc&iacute;cio de atualiza&ccedil;&atilde;o das recomenda&ccedil;&otilde;es existentes, e visando a uniformiza&ccedil;&atilde;o de crit&eacute;rios (10, 21), a EFSA, a pedido da CE, solicitou ao seu Painel dos produtos diet&eacute;ticos, nutri&ccedil;&atilde;o e alergias (DNA) que estabelecesse recomenda&ccedil;&otilde;es nutricionais (Dietary Reference Values) (DRV) (22-44) para macro e micronutrientes, energia e &aacute;gua para a popula&ccedil;&atilde;o Europeia. No momento da presente revis&atilde;o estavam dispon&iacute;veis recomenda&ccedil;&otilde;es relativas a todos os macronutrientes, a 18 micronutrientes, &agrave; energia e &agrave; &aacute;gua, prevendo-se para breve as recomenda&ccedil;&otilde;es para os restantes (45). No que diz respeito aos micronutrientes, a EFSA, no sentido de otimizar os recursos, teve por base o trabalho desenvolvido pela&nbsp;EURopean micronutrient RECommendations Aligned&nbsp;(EURRECA) (46), que foi financiada pela Uni&atilde;o Europeia e cujo objetivo foi sistematizar as diferentes recomenda&ccedil;&otilde;es de micronutrientes dispon&iacute;veis (47). Finalmente, as DRI adotadas pelos EUA e Canad&aacute; foram desenvolvidas pelo&nbsp;Food and Nutrition Board&nbsp;(FNB) do&nbsp;Institute of Medicine,&nbsp;National Academies&nbsp;(IOM) e s&atilde;o atualizadas pelo&nbsp;United States Department of Agriculture&nbsp;(USDA) e pelo&nbsp;Department of Health and Human Services&nbsp;(HHS) a cada cinco anos, sendo que no momento da presente revis&atilde;o as de 2015 aguardavam ainda publica&ccedil;&atilde;o. As recomenda&ccedil;&otilde;es das tr&ecirc;s entidades supracitadas (FNB/IOM, FAO/OMS e EFSA/CE) n&atilde;o s&atilde;o completamente sobrepon&iacute;veis e, muito embora nos &uacute;ltimos anos tenha havido um esfor&ccedil;o por parte da EFSA/CE, de uniformiza&ccedil;&atilde;o de terminologias (10), de conceitos e de valores, a comunidade cient&iacute;fica ainda n&atilde;o &eacute; un&acirc;nime em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s recomenda&ccedil;&otilde;es a adotar, nomeadamente no nosso pa&iacute;s. Posto isto, torna-se f&aacute;cil entender que a diversidade de recomenda&ccedil;&otilde;es dispon&iacute;veis para a idade pedi&aacute;trica leva &agrave; dificuldade na escolha da refer&ecirc;ncia a utilizar quando se pretende caracterizar a ingest&atilde;o alimentar de crian&ccedil;as/adolescentes, bem como impossibilita compara&ccedil;&otilde;es entre diferentes estudos.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>OBJETIVOS</b></p>     <p>Foram objetivos deste estudo, sistematizar e comparar as recomenda&ccedil;&otilde;es nutricionais na inf&acirc;ncia e na adolesc&ecirc;ncia (0-18 anos), propostas por tr&ecirc;s entidades internacionais e contribuir para a ado&ccedil;&atilde;o de recomenda&ccedil;&otilde;es a utilizar para a popula&ccedil;&atilde;o pedi&aacute;trica portuguesa.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>METODOLOGIA</b></p>     <p>O trabalho iniciou-se com uma revis&atilde;o bibliogr&aacute;fica acerca da ingest&atilde;o nutricional de crian&ccedil;as e adolescentes, com base em trabalhos indexados na Pubmed&reg;, publicados em l&iacute;ngua inglesa e portuguesa. Esta revis&atilde;o teve como objetivo averiguar quais as recomenda&ccedil;&otilde;es nutricionais mais frequentemente utilizadas. Para esta revis&atilde;o foram utilizadas as seguintes palavras-chave: [(nutritional adequacy) AND (infant OR children OR adolescent)], restringindo a pesquisa aos trabalhos publicados nos &uacute;ltimos 10 anos. Desta forma, selecionaram-se as recomenda&ccedil;&otilde;es mais utilizadas para crian&ccedil;as e adolescentes, com potencial interesse para a popula&ccedil;&atilde;o portuguesa e que se apresentam de seguida: as do FNB/IOM (EUA/Canad&aacute;), as da FAO/OMS (Mundiais) e as da EFSA/CE (Europeias). Posteriormente, acedeu-se &agrave;s p&aacute;ginas eletr&oacute;nicas oficiais de cada um dos Comit&eacute;s supracitados onde se pesquisaram todos os documentos existentes relativos a recomenda&ccedil;&otilde;es nutricionais, dispon&iacute;veis at&eacute; 1 de setembro de 2015. Nos casos em que a informa&ccedil;&atilde;o era omissa ou amb&iacute;gua, as respetivas entidades foram contactadas para se obterem esclarecimentos. Os tr&ecirc;s Comit&eacute;s considerados apresentam recomenda&ccedil;&otilde;es diferentes, sendo logo &agrave; partida diferentes na estratifica&ccedil;&atilde;o por idade. Efetivamente o FNB/IOM, que apresenta documentos (publicados entre 1997 e 2011) (48-54), utiliza como pontos de corte para a idade: 0-6 meses; 6-12 meses; 1-3 anos; 4-8 anos; 9-13 anos e 14 - 18 anos, estes dois &uacute;ltimos intervalos divididos ainda por sexo. J&aacute; a FAO/OMS, para cada documento independente publicado em diferentes anos, (2003 &ndash; hidratos de carbono (55); 2004 &ndash; energia (5); 2004 &ndash; micronutrientes (56); 2007 &ndash; prote&iacute;nas (57) e 2010 &ndash; l&iacute;pidos (58)), apresenta diferentes pontos de corte. Atendendo &agrave; disparidade observada entre eles, no presente artigo assumiu-se os pontos de corte para a idade utilizados para os micronutrientes, a saber: 0-6 meses; 7-12 meses; 1-3 anos; 4-6 anos; 7-9 anos; 10-18 anos, este &uacute;ltimo intervalo de idades dividido ainda por sexo. Importa referir que, relativamente &agrave; prote&iacute;na, se registam algumas especificidades, nomeadamente diferentes pontos de corte em fun&ccedil;&atilde;o do sexo, na adolesc&ecirc;ncia (11-14 anos; 15-18 anos). Como exce&ccedil;&atilde;o aos pontos de corte referidos, temos o caso do ferro, do iodo e do zinco, onde s&atilde;o apresentados&nbsp;intervalos de idades diferentes.&nbsp;Na &uacute;ltima reuni&atilde;o do Comit&eacute; (2004), relativamente aos micronutrientes, n&atilde;o foram abordados os seguintes minerais: fluor, molibd&eacute;nio, cobre e cr&oacute;mio. Finalmente, as recomenda&ccedil;&otilde;es da EFSA/CE apresentadas no presente trabalho basearam-se nas mais recentemente emitidas pelo Painel DNA da EFSA, publicadas entre 2010 e 2015 (22-44). Como&nbsp;referido anteriormente, ainda n&atilde;o foram publicados por este painel os documentos relativos a todos os micronutrientes, pelo que em casos omissos foi utilizado o documento da CE de 1993 (20). Os valores que tiveram por base este &uacute;ltimo documento est&atilde;o apresentados em it&aacute;lico nas diferentes tabelas. Os pontos de corte utilizados para a idade s&atilde;o: 0-6 meses; 7-11 meses; 1-3 anos; 4-6 anos; 7-10 anos; 11-14 anos e 15-17 anos, com exce&ccedil;&atilde;o para a vitamina E (39) e magn&eacute;sio (42). Estas recomenda&ccedil;&otilde;es consideram que para lactentes at&eacute; aos seis meses de idade, se considera que as necessidades s&atilde;o totalmente supridas pela ingest&atilde;o de leite materno (59), &agrave; exce&ccedil;&atilde;o das vitaminas D e K (10, 56), esta &uacute;ltima considerando apenas as primeiras semanas de vida. Por conven&ccedil;&atilde;o, os autores decidiram adotar os pontos de corte para a idade propostos pela EFSA, para an&aacute;lise e compara&ccedil;&atilde;o das recomenda&ccedil;&otilde;es propostas pelos v&aacute;rios Comit&eacute;s (<a href ="/img/revistas/apn/n7/n7a05t1.jpg">Tabelas 1</a>, <a href ="/img/revistas/apn/n7/n7a05t2.jpg">2</a>, <a href ="/img/revistas/apn/n7/n7a05t3.jpg">3</a> e <a href ="/img/revistas/apn/n7/n7a05t4.jpg">4</a>). Assim, e no que diz respeito &agrave;s recomenda&ccedil;&otilde;es para energia (5, 43, 52) cada Comit&eacute; apresenta-as por ano de idade, sendo que para cada intervalo de idade considerado foi feita a m&eacute;dia, com base nos pontos de corte utilizados como refer&ecirc;ncia para os nutrientes, para cada Comit&eacute; (<a href ="/img/revistas/apn/n7/n7a05t1.jpg">Tabela 1</a>). Neste &acirc;mbito em particular, importa ter em considera&ccedil;&atilde;o o disp&ecirc;ndio energ&eacute;tico inerente ao n&iacute;vel de atividade f&iacute;sica (PAL). A escolha efetuada pelos autores para o valor de PAL apresentado para cada um dos Comit&eacute;s, teve como suporte os valores de PAL mais semelhantes entre os tr&ecirc;s, havendo a preocupa&ccedil;&atilde;o de n&atilde;o apresentar valores que representassem uma sobrestimativa relativamente &agrave; maioria das crian&ccedil;as e adolescentes. Importa, por isso, referir que quando estes&nbsp;valores forem usados para efetuar recomenda&ccedil;&otilde;es a n&iacute;vel individual, o n&iacute;vel de atividade da crian&ccedil;a deve ser considerado (<a href ="/img/revistas/apn/n7/n7a05t1.jpg">Tabela 1</a>). Concretamente, no que diz respeito ao FNB/IOM at&eacute; aos tr&ecirc;s anos (52) os valores propostos&nbsp;n&atilde;o t&ecirc;m em conta o n&iacute;vel de atividade f&iacute;sica (PAL), dizendo apenas respeito ao metabolismo basal. A partir desta faixa et&aacute;ria, est&atilde;o dispon&iacute;veis valores para quatro n&iacute;veis de atividade f&iacute;sica, tendo-se optado por apresentar os valores que correspondem a um n&iacute;vel moderado e que equivalem a um PAL compreendido entre 1,4 e 1,6 (<a href ="/img/revistas/apn/n7/n7a05t1.jpg">Tabela 1</a>). As recomenda&ccedil;&otilde;es da FAO/OMS at&eacute; aos 12 meses (5) t&ecirc;m apenas em considera&ccedil;&atilde;o a energia inerente ao metabolismo basal e &agrave; deposi&ccedil;&atilde;o de novos tecidos. A partir dos 12 meses de idade s&atilde;o apresentados valores para tr&ecirc;s n&iacute;veis de PAL, tendo os autores optado por apresentar os valores de um n&iacute;vel de PAL moderado que varia entre 1,4 e 1,7, consoante a faixa et&aacute;ria a que diz respeito (<a href ="/img/revistas/apn/n7/n7a05t1.jpg">Tabela 1</a>). Finalmente, no caso da EFSA (43) e &agrave; semelhan&ccedil;a da FAO/OMS, apenas os valores propostos at&eacute; aos 12 meses n&atilde;o t&ecirc;m em considera&ccedil;&atilde;o o PAL. A partir desta idade est&atilde;o dispon&iacute;veis recomenda&ccedi    
l;&otilde;es que t&ecirc;m por base seis n&iacute;veis de atividade f&iacute;sica, tendo-se optado por apresentar valores que correspondem a um PAL de 1,6. No intervalo compreendido entre os 1 e 3 anos, o PAL apresentado &eacute; de 1,4, por n&atilde;o estarem dispon&iacute;veis valores para um PAL de 1,6 para esta faixa et&aacute;ria (<a href ="/img/revistas/apn/n7/n7a05t1.jpg">Tabela 1</a>). No que diz respeito aos valores propostos pela FAO/OMS para o zinco (56), est&atilde;o dispon&iacute;veis valores atendendo &agrave; biodisponibilidade (alta, moderada e baixa), tendo os autores optado por disponibilizar os valores interm&eacute;dios. No caso do ferro, e ainda de acordo com a mesma entidade, est&atilde;o dispon&iacute;veis valores de biodisponibilidade de 5, 10, 12 e 15%, tendo os autores optado por apresentar os valores correspondentes a 12% (56). Para al&eacute;m da disparidade de pontos de corte referentes &agrave; idade, outro aspeto que n&atilde;o &eacute; consensual entre Comit&eacute;s &eacute; a terminologia utilizada para as defini&ccedil;&otilde;es de um mesmo conceito (<a href ="/img/revistas/apn/n7/n7a05t5.jpg">Tabela 5</a>). O conceito de&nbsp;Estimated Average Requirement&nbsp;(EAR) ou&nbsp;Average Requirement&nbsp;(AR) ou&nbsp;Average Protein Requirement&nbsp;(APR), esta &uacute;ltima no caso espec&iacute;fico da prote&iacute;na, traduz a quantidade m&eacute;dia di&aacute;ria de um nutriente capaz de suprir as necessidades de 50% dos indiv&iacute;duos saud&aacute;veis. Deve ser considerada quando se pretende efetuar recomenda&ccedil;&otilde;es para grupos populacionais e para estabelecer preval&ecirc;ncias de inadequa&ccedil;&atilde;o. Quando se utiliza a terminologia&nbsp;Recommended Dietary Allowance&nbsp;(RDA),&nbsp;Recommended Nutrient Intake&nbsp;(RNI) e [no caso espec&iacute;fico da prote&iacute;na,&nbsp;Safe Level&nbsp;(SL)] ou&nbsp;Population Reference Intake&nbsp;(PRI) faz-se refer&ecirc;ncia &agrave; quantidade m&eacute;dia di&aacute;ria de um nutriente capaz de suprir as necessidades de 97,5% dos indiv&iacute;duos saud&aacute;veis da popula&ccedil;&atilde;o, devendo apenas utilizar-se para recomenda&ccedil;&otilde;es individuais. Sempre que n&atilde;o existe evid&ecirc;ncia cient&iacute;fica suficiente para estabelecer uma RDA ou EAR, s&atilde;o utilizadas as&nbsp;Adequate Intake&nbsp;(AI) (60), que traduzem a ingest&atilde;o adequada de um nutriente em indiv&iacute;duos saud&aacute;veis. Finalmente, os&nbsp;Acceptable Macronutrient Distribution Ranges&nbsp;(AMDR) ou&nbsp;Reference Intake ranges for macronutrients&nbsp;(RI) traduzem o intervalo da distribui&ccedil;&atilde;o percentual adequada dos macronutrientes em rela&ccedil;&atilde;o ao valor energ&eacute;tico total, ao qual n&atilde;o est&atilde;o associados riscos de doen&ccedil;a cr&oacute;nica.</p>     
<p>&nbsp;</p>     <p><b>RESULTADOS</b></p>     <p>As recomenda&ccedil;&otilde;es nutricionais propostas pelos tr&ecirc;s comit&eacute;s&nbsp;considerados (FNB/IOM, FAO/OMS e EFSA/CE), apresentam-se&nbsp;de acordo com a estratifica&ccedil;&atilde;o por idade descrita previamente na metodologia e encontram-se explanadas nas <a href ="/img/revistas/apn/n7/n7a05t6.jpg">Tabelas 6</a>, <a href ="/img/revistas/apn/n7/n7a05t7.jpg">7</a>, <a href ="/img/revistas/apn/n7/n7a05t8.jpg">8</a>, respetivamente. Da an&aacute;lise da <a href ="/img/revistas/apn/n7/n7a05t1.jpg"></a><a href ="/img/revistas/apn/n7/n7a05t1.jpg">Tabela 1</a>, podemos verificar que as recomenda&ccedil;&otilde;es para a energia n&atilde;o apresentam grandes varia&ccedil;&otilde;es entre Comit&eacute;s, sendo as recomenda&ccedil;&otilde;es da FAO/OMS um pouco mais altas a partir dos oito anos. No que &agrave; prote&iacute;na diz respeito, os valores s&atilde;o muito semelhantes entre os diferentes Comit&eacute;s. Relativamente aos hidratos de carbono, podemos verificar que as recomenda&ccedil;&otilde;es propostas pela FAO/OMS s&atilde;o mais elevadas, propondo que a ingest&atilde;o em hidratos de carbono se situe nos 55-75% do valor energ&eacute;tico (<a href ="/img/revistas/apn/n7/n7a05t2.jpg">Tabela 2</a>). No que se refere aos a&ccedil;&uacute;cares h&aacute; uma grande disparidade entre o que &eacute; mencionado pela FNB/IOM e pela FAO/OMS. A primeira refere que o consumo de a&ccedil;&uacute;car deve estar limitado a n&atilde;o mais que 25% do total da energia e a FAO/OMS sugere que o seu consumo seja inferior a 10% do total da energia consumida. Contudo, a FNB/IOM especifica que o valor mencionado n&atilde;o &eacute; uma recomenda&ccedil;&atilde;o de ingest&atilde;o e que n&atilde;o est&aacute; estabelecido nenhum valor de ingest&atilde;o di&aacute;ria de a&ccedil;&uacute;cares adicionados numa dieta saud&aacute;vel. A EFSA/CE n&atilde;o estabelece nenhum valor, por considerar que n&atilde;o tem dados dispon&iacute;veis que permitam propor um valor de AI ou RI. Em rela&ccedil;&atilde;o aos l&iacute;pidos, as recomenda&ccedil;&otilde;es s&atilde;o sobrepon&iacute;veis entre os v&aacute;rios Comit&eacute;s, sendo superiores nos primeiros anos de vida e decrescendo ap&oacute;s os tr&ecirc;s anos. At&eacute; aos tr&ecirc;s anos, a FNB/IOM e a EFSA/CE recomendam que a propor&ccedil;&atilde;o de energia consumida sob a forma de gordura possa atingir os 40% e a partir desta idade os tr&ecirc;s Comit&eacute;s advogam que esta fra&ccedil;&atilde;o n&atilde;o ultrapasse os 35% (<a href ="/img/revistas/apn/n7/n7a05t2.jpg">Tabela 2</a>). No que diz respeito &agrave;s recomenda&ccedil;&otilde;es para as vitaminas lipossol&uacute;veis, a FAO/OMS apresenta para a vitamina A valores de uma forma geral mais altos do que os restantes Comit&eacute;s, sendo os valores da EFSA/CE os mais baixos. Relativamente &agrave; vitamina D, os valores propostos pelo FNB/IOM s&atilde;o os mais altos (10 ou 15 &micro;g/dia), sendo estes o dobro ou o triplo dos valores propostos pela FAO/OMS. Para a vitamina E s&atilde;o propostos pelo FNB/IOM valores superiores aos propostos pela FAO/OMS e valores sobrepon&iacute;veis aos da EFSA/CE que correspondem a AIs.&nbsp;Os valores propostos para a vitamina K pelo FNB/IOM correspondem a AIs e s&atilde;o superiores aos RNIs propostos pela FAO/OMS (<a href ="/img/revistas/apn/n7/n7a05t3.jpg">Tabela 3</a>). J&aacute; para as vitaminas hidrossol&uacute;veis, nomeadamente do complexo B, relativamente &agrave; vitamina B1, as recomenda&ccedil;&otilde;es propostas pelos tr&ecirc;s Comit&eacute;s s&atilde;o sobrepon&iacute;veis, mas para as vitaminas B2, B6, B12 e niacina os valores disponibilizados pela EFSA/CE s&atilde;o ligeiramente superiores aos valores propostos pelo FNB/IOM e pela FAO/OMS, sendo as recomenda&ccedil;&otilde;es destes dois &uacute;ltimos Comit&eacute;s sobrepon&iacute;veis. Os valores propostos pela EFSA/CE para a vitamina B12 correspondem a AI, sendo mais elevados do que os emanados pelos outros dois Comit&eacute;s. No que respeita ao &aacute;cido f&oacute;lico, os valores propostos pelo FNB/IOM e pela FAO/OMS s&atilde;o sobrepon&iacute;veis, sendo superiores aos da EFSA/CE. No caso da vitamina C, os valores recomendados pelo FNB/IOM no intervalo compreendido entre o 1.&ordm; e o 3.&ordm; ano de vida s&atilde;o metade do valor proposto pela FAO/OMS e o valor publicado pela EFSA/CE &eacute; semelhante ao da FAO/OMS, ainda que ligeiramente inferior para a mesma faixa et&aacute;ria. A partir desta idade as recomenda&ccedil;&otilde;es s&atilde;o semelhantes, sendo que a partir dos 11 anos os valores publicados pela EFSA/CE (70 mg/dia) s&atilde;o superiores, chegando a ser aproximadamente o dobro dos valores propostos pela FAO/OMS (40 mg/dia). Relativamente ao &aacute;cido pantot&eacute;nico as recomenda&ccedil;&otilde;es dos diferentes Comit&eacute;s s&atilde;o sobrepon&iacute;veis. Finalmente, os valores propostos pelo FNB/IOM e pela EFSA/CE para a biotina correspondem a AIs, sendo os valores da EFSA/CE um pouco superiores. As recomenda&ccedil;&otilde;es da FAO/OMS n&atilde;o traduzem AIs, no entanto s&atilde;o bastante sobrepon&iacute;veis &agrave;s do FNB/IOM (<a href ="/img/revistas/apn/n7/n7a05t3.jpg">Tabela 3</a>). No que se refere aos minerais, e mais concretamente ao c&aacute;lcio, as recomenda&ccedil;&otilde;es propostas pelos tr&ecirc;s Comit&eacute;s s&atilde;o semelhantes, embora ligeiramente superiores no caso do FNB/IOM. Relativamente ao ferro, as quantidades sugeridas pelo FNB/IOM s&atilde;o quase o dobro das da FAO/OMS e da EFSA/CE para os primeiros anos de vida. A partir da adolesc&ecirc;ncia, os valores propostos pelo FNB/IOM s&atilde;o inferiores aos preconizados pelos outros Comit&eacute;s (FAO/OMS e EFSA/CE), sendo estas diferen&ccedil;as ainda mais acentuadas no sexo feminino (15 mg/dia, 25,8 mg/dia e 21 mg/dia, respetivamente). No caso do sel&eacute;nio, as recomenda&ccedil;&otilde;es s&atilde;o semelhantes entre os tr&ecirc;s Comit&eacute;s, correspondendo as da EFSA/CE a AIs e sendo os valores superiores em crian&ccedil;as e adolescentes mais velhos. Os valores propostos para o zinco n&atilde;o apresentam grandes varia&ccedil;&otilde;es entre os Comit&eacute;s, &agrave; exce&ccedil;&atilde;o dos valores propostos pela EFSA/CE para adolescentes com idades compreendidas entre os 15 e 17 anos (&#9794;14,2 mg/dia;&#9792; 11,9 mg/dia), que s&atilde;o aproximadamente o dobro dos valores propostos pela FAO/OMS (&#9794;8,6 mg/dia;&#9792;7,2 mg/dia). No que respeita ao magn&eacute;sio, as recomenda&ccedil;&otilde;es do FNB/IOM s&atilde;o um pouco superiores &agrave;s da FAO/OMS e cerca de metade das recomenda&ccedil;&otilde;es da EFSA/CE, com exce&ccedil;&atilde;o dos valores do FNB/IOM para adolescentes entre os 14 e os 18 anos, que s&atilde;o superiores aos valores recomendados pelos outros dois Comit&eacute;s. Relativamente ao f&oacute;sforo, n&atilde;o est&atilde;o disp    
on&iacute;veis recomenda&ccedil;&otilde;es da FAO/OMS, e os valores propostos pelo FNB/IOM s&atilde;o superiores aos das AI propostos pela EFSA/CE, sendo que na adolesc&ecirc;ncia os valores do FNB/IOM (1250 mg/dia) chegam mesmo a ser o dobro dos apresentados pela EFSA/CE (640 mg/dia). No que concerne ao iodo os valores propostos pelos tr&ecirc;s Comit&eacute;s s&atilde;o semelhantes (<a href ="/img/revistas/apn/n7/n7a05t4.jpg">Tabela 4</a>). A FAO/OMS n&atilde;o disponibiliza recomenda&ccedil;&otilde;es para os oligoelementos cobre, molibd&eacute;nio, mangan&ecirc;s, fl&uacute;or e cr&oacute;mio, bem como tamb&eacute;m n&atilde;o disponibiliza recomenda&ccedil;&otilde;es para s&oacute;dio e pot&aacute;ssio. Os outros dois Comit&eacute;s apresentam recomenda&ccedil;&otilde;es, contudo apenas AI, denotando a escassez de evid&ecirc;ncia para formular outro tipo de recomenda&ccedil;&otilde;es (<a href ="/img/revistas/apn/n7/n7a05t4.jpg">Tabela 4</a>).</p>     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>DISCUSS&Atilde;O DOS RESULTADOS</b></p>     <p>As necessidades nutricionais apresentam varia&ccedil;&otilde;es desde o nascimento at&eacute; aos 18 anos, tendo em conta as particularidades do crescimento e matura&ccedil;&atilde;o, caracter&iacute;sticas desta fase da vida. Assim se compreende que as recomenda&ccedil;&otilde;es para cada idade e sexo apresentem tamb&eacute;m varia&ccedil;&otilde;es (7), resultando num verdadeiro desafio para os profissionais de sa&uacute;de que trabalham nutri&ccedil;&atilde;o pedi&aacute;trica. Mas, para al&eacute;m destas particularidades, a tarefa ainda se torna mais &aacute;rdua por n&atilde;o existir consenso entre os diferentes Comit&eacute;s. Relativamente a Portugal, n&atilde;o existe a ado&ccedil;&atilde;o oficial de um conjunto de recomenda&ccedil;&otilde;es, tornando-se dif&iacute;cil a interpreta&ccedil;&atilde;o e compara&ccedil;&atilde;o dos resultados dos diferentes grupos de investiga&ccedil;&atilde;o, tendo em conta a disparidade dos crit&eacute;rios utilizados. A cria&ccedil;&atilde;o de recomenda&ccedil;&otilde;es nutricionais pressup&otilde;e a exist&ecirc;ncia de um conjunto de evid&ecirc;ncias que nem sempre &eacute; poss&iacute;vel obter. Por essa raz&atilde;o, para alguns nutrientes, n&atilde;o est&atilde;o dispon&iacute;veis, por exemplo, RDAs. De entre as evid&ecirc;ncias podemos citar a realidade socioecon&oacute;mica e o estado nutricional e de sa&uacute;de da popula&ccedil;&atilde;o, mas tamb&eacute;m o alcance pretendido ou a popula&ccedil;&atilde;o-alvo a que a recomenda&ccedil;&atilde;o se destina. Ora, a realidade em &Aacute;frica ou na Am&eacute;rica do Sul &eacute; notoriamente diferente da Europa e dos EUA/Canad&aacute; e as recomenda&ccedil;&otilde;es da FAO/OMS ter&atilde;o necessariamente uma abrang&ecirc;ncia diferente das do FNB/IOM e das da EFSA/CE. Por outro lado, quando se tenta perceber exatamente o que suporta cada recomenda&ccedil;&atilde;o, nem sempre &eacute; f&aacute;cil obter essa informa&ccedil;&atilde;o. Importa referir que neste aspeto, a EFSA/CE tem tido a preocupa&ccedil;&atilde;o de justificar as suas recomenda&ccedil;&otilde;es, que, em alguns casos, s&atilde;o as recomendadas por outros Comit&eacute;s. Por exemplo, no caso da prote&iacute;na, a EFSA adotou em 2013 (24) os valores propostos em 2007 pela FAO/OMS (57) para as EAR (APR)/AR e RNI (SL)/PRI. A ado&ccedil;&atilde;o destes valores teve por base o reconhecimento da abordagem que foi utilizada por este &uacute;ltimo Comit&eacute;, que utilizou um modelo fatorial para estimar as necessidades proteicas a partir dos seis meses de idade (57). Assim, e atendendo &agrave; grande varia&ccedil;&atilde;o das necessidades, s&atilde;o propostos pela FAO/OMS valores mensais at&eacute; ao sexto m&ecirc;s de vida e anuais at&eacute; aos 17 anos, valores por isso mais espec&iacute;ficos. Os valores propostos pelo FNB/IOM incluem intervalos de idade maiores e s&atilde;o superiores aos da FAO/OMS e da EFSA/CE at&eacute; &agrave; idade da adolesc&ecirc;ncia (<a href ="/img/revistas/apn/n7/n7a05t2.jpg">Tabela 2</a>). Relativamente ao valor percentual de energia para os hidratos de carbono, podemos verificar que as recomenda&ccedil;&otilde;es propostas pela FAO/OMS em 2003 s&atilde;o mais elevadas do que as recomenda&ccedil;&otilde;es propostas pela FNB/IOM e pela EFSA (<a href ="/img/revistas/apn/n7/n7a05t2.jpg">Tabela 2</a>). Tal facto poder&aacute; dever-se &agrave; maior abrang&ecirc;ncia das recomenda&ccedil;&otilde;es da FAO/OMS, uma vez que pretendem suprir as necessidades da popula&ccedil;&atilde;o mundial. Est&atilde;o dispon&iacute;veis recomenda&ccedil;&otilde;es do FNB/IOM em gramas para toda a idade pedi&aacute;trica tendo os outros Comit&eacute;s apenas dispon&iacute;veis valores percentuais. Importa ainda referir que, estas &uacute;ltimas recomenda&ccedil;&otilde;es s&atilde;o as &uacute;nicas que prop&otilde;em valores de EAR/AR. No que diz respeito &agrave;s recomenda&ccedil;&otilde;es da FAO/OMS, o AMDR proposto em 2003 para este macronutriente &eacute; transversal para adultos e a toda a idade pedi&aacute;trica, sendo suportada esta recomenda&ccedil;&atilde;o no objetivo de preven&ccedil;&atilde;o das doen&ccedil;as cr&oacute;nicas (55), tendo inclusive sido proposto na &uacute;ltima revis&atilde;o, feita em 2007, uma redu&ccedil;&atilde;o do seu limite inferior para 50% (61). No que &agrave; fibra diz respeito, n&atilde;o s&atilde;o propostas EAR/AR por nenhuma das tr&ecirc;s entidades, muito embora a OMS no seu documento de 2003, proponha um consumo de, pelo menos, 25 g por dia de fibra como recomenda&ccedil;&atilde;o transversal &agrave; vida, sendo no caso das RDA/RNI/PRI apenas propostas AIs pelo FNB/IOM e pela EFSA a partir do 1.&ordm; ano de vida. Em suma, numa an&aacute;lise global das recomenda&ccedil;&otilde;es emanadas pelas tr&ecirc;s entidades analisadas, de um modo geral, existe uma concord&acirc;ncia relativa &agrave;s recomenda&ccedil;&otilde;es em energia, prote&iacute;na, l&iacute;pidos e hidratos de carbono. Mesmo relativamente a este &uacute;ltimo macronutriente a FAO/OMS prop&ocirc;s, em 2007, uma revis&atilde;o em baixa do contributo na distribui&ccedil;&atilde;o energ&eacute;tica total (55-75% versus 50%) (61). No que respeita &agrave;s recomenda&ccedil;&otilde;es para as vitaminas observam-se diferen&ccedil;as substanciais entre os diferentes Comit&eacute;s, traduzindo provavelmente as necessidades dos diferentes p&uacute;blicos-alvo. Assim, a FAO/OMS apresenta recomenda&ccedil;&otilde;es mais elevadas para a vitamina A, C (at&eacute; aos 3 anos). A FNB/IOM apresenta recomenda&ccedil;&otilde;es mais elevadas para as vitaminas D, E, K f&oacute;sforo e para o ferro primeiros anos) e a EFSA/CE para a vitamina B12, biotina, &aacute;cido pantot&eacute;nico vitamina C (ap&oacute;s os 11 anos), e de zinco e magn&eacute;sio na adolesc&ecirc;ncia. As recomenda&ccedil;&otilde;es propostas pelos tr&ecirc;s Comit&eacute;s para os primeiros seis meses de vida t&ecirc;m por base o leite materno, uma vez que este &eacute; o alimento ideal a ser fornecido ao lactente, em exclusivo, no primeiro semestre de vida (59). Assim, enquanto a FNB/IOM prop&otilde;e AIs para esta faixa et&aacute;ria, a FAO/OMS prop&otilde;e valores com base no alimento ideal para os primeiros meses de vida, &agrave; exce&ccedil;&atilde;o da vitamina K (56), e a EFSA decidiu n&atilde;o apresentar valores para esta faixa et&aacute;ria, refor&ccedil;ando que o consumo de leite materno &eacute; suficiente para cobrir as necessidades da maior parte dos nutrientes durante os primeiros seis meses de vida. Muito embora tenham sido contempladas neste artigo recomenda&ccedil;&otilde;es para toda a idade pedi&aacute;trica, importa referir que n&atilde;o est&atilde;o inclu&iacute;das nesta revis&atilde;o recomenda&ccedil;&otilde;es para alguns casos particulares, tais como o caso das crian&ccedil;as e adolescentes que pratiquem desporto de alta competi&ccedil;&atilde;o, crian&ccedil;as q    
ue apresentem patologias que exijam necessidades especiais e ainda casos de gravidez na adolesc&ecirc;ncia (62). As EAR/AR s&atilde;o base de c&aacute;lculo importante na caracteriza&ccedil;&atilde;o da inadequa&ccedil;&atilde;o nutricional de uma popula&ccedil;&atilde;o, contudo n&atilde;o est&atilde;o dispon&iacute;veis valores para as tr&ecirc;s entidades relativamente aos seguintes nutrientes: fibra, l&iacute;pidos, &aacute;cido linoleico e alfa-linol&eacute;nico, vitamina K, colina, &aacute;cido pantot&eacute;nico, biotina, mangan&ecirc;s, s&oacute;dio, fl&uacute;or, cr&oacute;mio e pot&aacute;ssio. Nestes casos supracitados, e em outros casos (ex: recomenda&ccedil;&otilde;es da EFSA para a vitamina E) em que n&atilde;o est&atilde;o dispon&iacute;veis EAR/AR &eacute; utilizado o valor de AI para a caracteriza&ccedil;&atilde;o da inadequa&ccedil;&atilde;o nutricional. Admite-se que uma ingest&atilde;o habitual igual ou superior ao valor da AI seja indicador de uma baixa probabilidade de inadequa&ccedil;&atilde;o ao n&iacute;vel individual ou populacional. Contudo, se a m&eacute;dia de ingest&atilde;o for inferior ao valor da AI, n&atilde;o &eacute; poss&iacute;vel determinar se a ingest&atilde;o &eacute; adequada ou inadequada. Apenas est&atilde;o dispon&iacute;veis valores de EAR/AR para os hidratos de carbono, vitamina D, B1, B2, B6, ferro e cobre e de AIs para a vitamina K, colina, s&oacute;dio, cr&oacute;mio e pot&aacute;ssio propostos pelo FNB/IOM. E tendo em conta os 28 micronutrientes apresentados, a FAO/OMS apenas disponibiliza valores de EAR/AI para cinco deles: vitamina A, vitamina B12, &aacute;cido f&oacute;lico, sel&eacute;nio e zinco. Estes aspetos enunciados poder&atilde;o justificar a utiliza&ccedil;&atilde;o mais frequente das recomenda&ccedil;&otilde;es do FNB/IOM em estudos de inadequa&ccedil;&atilde;o nutricional em crian&ccedil;as portuguesas (<a href ="/img/revistas/apn/n7/n7a05t2.jpg">Tabelas 2</a>, <a href ="/img/revistas/apn/n7/n7a05t3.jpg">3</a> e <a href ="/img/revistas/apn/n7/n7a05t4.jpg">4</a>). A heterogeneidade de refer&ecirc;ncias utilizadas na literatura cient&iacute;fica, por exemplo, para determinar a preval&ecirc;ncia de inadequa&ccedil;&atilde;o nutricional em diferentes popula&ccedil;&otilde;es, complexifica a compara&ccedil;&atilde;o entre diferentes estudos, que podem apresentar diferentes resultados, meramente pela utiliza&ccedil;&atilde;o de diferentes recomenda&ccedil;&otilde;es. Um dos grandes desafios deste trabalho foi a utiliza&ccedil;&atilde;o de diferentes pontos de corte e terminologia utilizados pelos tr&ecirc;s Comit&eacute;s. No que diz respeito ao FNB/IOM existe um grupo de tabelas com a informa&ccedil;&atilde;o sistematizada. Relativamente &agrave; EFSA/CE existe uma publica&ccedil;&atilde;o independente para cada nutriente e que foram publicadas em anos diferentes. No caso da FAO/OMS, os documentos s&atilde;o mais dif&iacute;ceis de analisar, uma vez que n&atilde;o tem a informa&ccedil;&atilde;o t&atilde;o sistematizada e no caso particular dos hidratos de carbono, &eacute; feita apenas uma proposta de altera&ccedil;&atilde;o no &uacute;ltimo documento, sendo que desconhecemos se efetivamente j&aacute; foi ou n&atilde;o adotada. Outra das dificuldades encontradas prendeu-se com o facto de n&atilde;o estarem dispon&iacute;veis valores para todos os macro e micronutrientes para os tr&ecirc;s Comit&eacute;s, direcionando nesses casos a op&ccedil;&atilde;o de escolha. As recomenda&ccedil;&otilde;es nutricionais n&atilde;o s&atilde;o um campo fechado, s&atilde;o pelo contr&aacute;rio um campo em constante atualiza&ccedil;&atilde;o o que constitui tamb&eacute;m outro grande desafio nesta sistematiza&ccedil;&atilde;o. Apesar das dificuldades em sumariar um enorme manancial de informa&ccedil;&atilde;o e a obrigatoriedade de tomar op&ccedil;&otilde;es metodol&oacute;gicas tendo em vista conseguir comparar as recomenda&ccedil;&otilde;es propostas pelos tr&ecirc;s Comit&eacute;s (por exemplo, escolha de um valor de PAL para comparar as recomenda&ccedil;&otilde;es para a energia), consideramos que esta s&uacute;mula da informa&ccedil;&atilde;o existente ser&aacute; muito relevante para apoiar atividades e decis&otilde;es em sa&uacute;de.</p>     
<p>&nbsp;</p>     <p><b>CONCLUS&Otilde;ES</b></p>     <p>Em conclus&atilde;o, consideramos que a EFSA/CE &eacute; o Comit&eacute; que descreve com maior clareza a metodologia utilizada para obter as suas recomenda&ccedil;&otilde;es, n&atilde;o significando que a FNB/IOM e a FAO/OMS n&atilde;o tenham efetuado todos esses procedimentos, contudo essa informa&ccedil;&atilde;o n&atilde;o est&aacute; dispon&iacute;vel. Ap&oacute;s esta an&aacute;lise comparativa das diferentes recomenda&ccedil;&otilde;es, e apesar das recomenda&ccedil;&otilde;es do FNB/IOM serem as mais utilizadas, considera-se que as da EFSA/CE por serem mais recentes, uma vez que t&ecirc;m vindo a ser atualizadas desde 2010, por terem como popula&ccedil;&atilde;o-alvo, a popula&ccedil;&atilde;o europeia, na qual se inclui o nosso pa&iacute;s, por serem baseadas numa metodologia s&oacute;lida que inclui, nomeadamente, as recomenda&ccedil;&otilde;es dos outros dois Comit&eacute;s, possam vir a ser adotadas para a popula&ccedil;&atilde;o portuguesa. A informa&ccedil;&atilde;o atualizada do consumo alimentar, bem como do estado nutricional em diferentes grupos et&aacute;rios da popula&ccedil;&atilde;o portuguesa ser&atilde;o fundamentais como base para a discuss&atilde;o de quais as recomenda&ccedil;&otilde;es nutricionais mais adequadas &agrave; nossa popula&ccedil;&atilde;o. A ado&ccedil;&atilde;o oficial de recomenda&ccedil;&otilde;es nutricionais para a popula&ccedil;&atilde;o portuguesa, por parte das entidades respons&aacute;veis, seria uma mais-valia para todos os que, por um motivo ou por outro, necessitam da sua utiliza&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>AGRADECIMENTOS</b></p>     <p>Estudo realizado no &acirc;mbito da bolsa de Doutoramento SFRH/BD/89293/2012 da Funda&ccedil;&atilde;o para a Ci&ecirc;ncia e a Tecnologia (FCT), Portugal</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b >REFER&#202;NCIAS BIBLIOGR&#193;FICAS</b>     <br>   1. Fall CHD, Borja JB, Osmond C, Richter L, Bhargava SK, Martorell R et al. Infant-feeding patterns and cardiovascular risk factors in young adulthood: data from five cohorts in low- and middle-income countries. International Journal of Epidemiology. 2011; 40:47&ndash;62.     <!-- ref --><br>   2. Koletzko B, Dodds P, Akerblom H, Ashwell Meds: Perinatal Programming of Adult Health. EC Supported Research Series. Berlin: Springer, 2005.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1922856&pid=S2183-5985201600040000500002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><br>   3. Robinson S, Fall C. Infant Nutrition and Later Health: A Review of Current Evidence. Nutrients. 2012; 4: 859-874.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1922857&pid=S2183-5985201600040000500003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><br>   4. Aggett P.J., Bresson J., Haschke F., Hernell O., Koletzko B., Lafeber H.N., et al. Recommended dietary allowances (RDAs), recommended dietary intakes (RDIs), recommended nutrient intakes (RNIs), and population reference intakes (PRIs) are not &lsquo;recommended intakes&rsquo;. J Pediatr Gastroenterol Nutr. 1997; 25: 236 &ndash; 241.     <br>   5. FAO/WHO/UNU Expert Consultation. Human Energy Requirements: report of a Joint FAO/WHO/ UNU Expert Consultation. Rome: FAO Food and Nutrition Technical Report Series 1; 2004.     <br>   6. Koletzko B. Basic concepts in nutrition: Nutritional needs of children and adolescents. E-SPEN. The European e-Journal of Clinical Nutrition and Metabolism. 2008; 3: e179 &ndash; e184.     <!-- ref --><br>   7. Hermoso M, Tabacchi G, Iglesia-Altaba I, Bel-Serrat S, Moreno-Aznar LA, Garc&iacute;a-Santos Y et al. The nutritional requirements of infants. Towards EU alignment of reference values: the EURRECA network. Maternal and Child Nutrition. 2010; 6 (Suppl.2): 55-83.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1922861&pid=S2183-5985201600040000500006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><br>   8. Food and Nutrition Board, Institute of Medicine. Dietary reference intakes: applications in dietary planning. Washington DC: National Academy Press, 2003.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1922862&pid=S2183-5985201600040000500007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><br>   9. FCNAUP, IC. Os Alimentos na Roda. Lisboa: Instituto do Consumidor; 2003.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1922863&pid=S2183-5985201600040000500008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><br>   10. EFSA Panel on Dietetic Products, Nutrition, and Allergies (NDA). Scientific Opinion on principles for deriving and applying Dietary Reference Values. 2010;8(3):1458.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1922864&pid=S2183-5985201600040000500009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><br>   11. Gibson RS. Evaluation of nutrient intake data. Principles of Nutritional Assessment. New York: Oxford University Press; 1990.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1922865&pid=S2183-5985201600040000500010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><br>   12. Murphy SP, Poos MI. Dietary Reference Intakes: summary of applications in dietary assessment. Public Health Nutrition. 2002; 5 (6A): 843-9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1922866&pid=S2183-5985201600040000500011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><br>   13. Moreira T, Severo M, Oliveira A, Ramos E, Rodrigues S, Lopes C. Eating out of home and dietary adequacy in preschool children. British Journal of Nutrition. 2015; 114(2): 297-305.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1922867&pid=S2183-5985201600040000500012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><br>   14. Lopes C, Oliveira A, Santos AC, Ramos E, Gaio AR, Severo M, Barros H. Consumo alimentar no Porto. Faculdade de Medicina da Universidade do Porto; 2006. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.consumoalimentarporto.med.up.pt" target="_blank">www.consumoalimentarporto.med.up.pt</a>.     <!-- ref --><br>   15. Lopes C, Oliveira A, Afonso L, Moreira T, Dur&atilde;o C, Severo M et al. Consumoalimentar e nutricional de crian&ccedil;as em idade pr&eacute;-escolar: resultados da coorte Gera&ccedil;&atilde;o 21.Porto: Instituto de Sa&uacute;de P&uacute;blica da Universidade do Porto; 2014. Dispon&iacute;vel em <a href="http://epidemiologia.med.up.pt/pdfs/RelCons.pdf" target="_blank">http://epidemiologia.med.up.pt/pdfs/RelCons.pdf</a>     &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1922869&pid=S2183-5985201600040000500013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><br>   16. Pinto E, Barros H, Santos-Silva I. Dietary intake and nutritional adequacy prior to conception and during pregnancy: a follow-up study in the north of Portugal. Public Health Nutrition. 2008; 12(7), 922-931.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1922870&pid=S2183-5985201600040000500014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><br>   17. Valente H, Padez C, Mour&atilde;o I, Rosado V, Moreira P. Preval&ecirc;ncia de inadequa&ccedil;&atilde;o nutricional em crian&ccedil;as portuguesas. Acta Med Port. 2010; 23: 365-370.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1922871&pid=S2183-5985201600040000500015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><br>   18. FAO/WHO (Food and Agriculture Organization of the United Nations/World Health Organization). FAO/WHO Technical Consultation on National Food-based Dietary Guidelines: Report of a Joint FAO/WHO Expert Consultation, Cairo, Egypt, 6-9 December 2004; 2006.     ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   19. WHO/FAO (World Health Organization/ Food and Agriculture Organization of the United Nations). Carbohydrates in human nutrition: Report of a Joint FAO/WHO Expert Consultation Rome, Italy 14-18 April, 1997; 1998.     <!-- ref --><br>   20. Commission of the European Communities. Reports of the Scientific Committee for Food (Thirty-First series). Luxembourg: Commission of the European Communities; 1993.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1922874&pid=S2183-5985201600040000500016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><br>   21. King JC, Vorster HH, Tome DG. Nutrient intake values (NIVs): A recommended terminology and framework for the derivation values. Food and Nutrition Bulletin. 2007; 28, no.1 (supplement): S16- S26.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1922875&pid=S2183-5985201600040000500017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><br>   22. EFSA Panel on Dietetic Products, Nutrition, and Allergies (NDA). Scientific Opinion on Dietary Reference Values for fats, including saturated fatty acids, polyunsaturated fatty acids, monounsaturated fatty acids, trans fatty acids, and cholesterol. 2010; 8(3): 1461.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1922876&pid=S2183-5985201600040000500018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><br>   23. EFSA Panel on Dietetic Products, Nutrition, and Allergies (NDA). Scientific Opinion on Dietary Reference Values for carbohydrates and dietary fibre. 2010; 8(3): 1462.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1922877&pid=S2183-5985201600040000500019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><br>   24. EFSA Panel on Dietetic Products, Nutrition, and Allergies (NDA). Scientific Opinion on Dietary Reference Values for protein. 2012; 10(2): 2557.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1922878&pid=S2183-5985201600040000500020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><br>   25. EFSA Panel on Dietetic Products, Nutrition, and Allergies (NDA). Scientific Opinion on Dietary Reference Values for fluoride. 2013; 11(8): 3332.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1922879&pid=S2183-5985201600040000500021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><br>   26. EFSA Panel on Dietetic Products, Nutrition, and Allergies (NDA). Scientific Opinion on Dietary Reference Values for molybdenum. 2013; 11(8): 3333.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1922880&pid=S2183-5985201600040000500022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><br>   27. EFSA Panel on Dietetic Products, Nutrition, and Allergies (NDA). Scientific Opinion on Dietary Reference Values for vitamin C. 2013; 11(11): 3418.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1922881&pid=S2183-5985201600040000500023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><br>   28. EFSA Panel on Dietetic Products, Nutrition, and Allergies (NDA). Scientific Opinion on Dietary Reference Values for manganese. 2013; 11(11): 3419.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1922882&pid=S2183-5985201600040000500024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><br>   29. EFSA Panel on Dietetic Products, Nutrition, and Allergies (NDA). Scientific Opinion on Dietary Reference Values for biotin. 2014; 12(2): 3580.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1922883&pid=S2183-5985201600040000500025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><br>   30. EFSA Panel on Dietetic Products, Nutrition, and Allergies (NDA). Scientific Opinion on Dietary Reference Values for pantothenic acid. 2014; 12(2): 3581.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1922884&pid=S2183-5985201600040000500026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><br>   31. EFSA Panel on Dietetic Products, Nutrition, and Allergies (NDA). Scientific Opinion on Dietary Reference Values for iodine. 2014; 12(5): 3660.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1922885&pid=S2183-5985201600040000500027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><br>   32. EFSA Panel on Dietetic Products, Nutrition, and Allergies (NDA). Scientific Opinion on Dietary Reference Values for niacin. 2014; 12(7): 3759.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1922886&pid=S2183-5985201600040000500028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><br>   33. EFSA Panel on Dietetic Products, Nutrition, and Allergies (NDA). Scientific Opinion on Dietary Reference Values for zinc. 2014; 12(10): 3844.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1922887&pid=S2183-5985201600040000500029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><br>   34. EFSA Panel on Dietetic Products, Nutrition, and Allergies (NDA). Scientific Opinion on Dietary Reference Values for chromium. 2014; 12(10): 3845.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1922888&pid=S2183-5985201600040000500030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><br>   35. EFSA Panel on Dietetic Products, Nutrition, and Allergies (NDA). Scientific Opinion on Dietary Reference Values for selenium. 2014; 12(10): 3846.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1922889&pid=S2183-5985201600040000500031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><br>   36. EFSA Panel on Dietetic Products, Nutrition, and Allergies (NDA). Scientific Opinion on Dietary Reference Values for folate. 2014; 12(11): 3893.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1922890&pid=S2183-5985201600040000500032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><br>   37. EFSA Panel on Dietetic Products, Nutrition, and Allergies (NDA). Scientific Opinion on Dietary Reference Values for vitamin A; 13(3): 4028.     <!-- ref --><br>   38. EFSA Panel on Dietetic Products, Nutrition, and Allergies (NDA). Scientific Opinion on Dietary Reference Values for calcium. 2015; 13(5): 4101.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1922892&pid=S2183-5985201600040000500034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><br>   39. EFSA Panel on Dietetic Products, Nutrition, and Allergies (NDA). Scientific Opinion on Dietary Reference Values for vitamin E as &alpha;-tocopherol. 2015; 13(7): 4149.     <!-- ref --><br>   40. EFSA Panel on Dietetic Products, Nutrition, and Allergies (NDA). Scientific Opinion on Dietary Reference Values for cobalamin (vitamin B12).2015; 13(7): 4150.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1922894&pid=S2183-5985201600040000500037&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><br>   41. EFSA Panel on Dietetic Products, Nutrition, and Allergies (NDA). Scientific Opinion on Dietary Reference Values for phosphorus. 2015; 13(7): 4185.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1922895&pid=S2183-5985201600040000500038&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><br>   42. EFSA Panel on Dietetic Products, Nutrition, and Allergies (NDA). Scientific Opinion on Dietary Reference Values for magnesium.2015; 13(7): 4186.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1922896&pid=S2183-5985201600040000500039&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><br>   43. EFSA Panel on Dietetic Products, Nutrition, and Allergies (NDA). Scientific Opinion on Dietary Reference Values for energy.2013; 11(1): 3005.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1922897&pid=S2183-5985201600040000500040&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><br>   44. EFSA Panel on Dietetic Products, Nutrition, and Allergies (NDA). Scientific Opinion on Dietary Reference Values for water. 2010; 8(3): 1459.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1922898&pid=S2183-5985201600040000500041&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><br>   45. EFSA Panel on Dietetic Products, Nutrition, and Allergies (NDA). Scientific Opinion on nutrient requirements and dietary intakes of infants and young children in the European Union .2013; 11(10): 340.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1922899&pid=S2183-5985201600040000500042&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><br>   46. DhonuKshe- Rutten RAM, Timotijevic L, Cavelaars AEJM, Raats MM, Wit LS, Doets EL et al. European micronutrient recommendations aligned : a general framework developed by EURRECA. European Journal of Clinical Nutrition. 2010; 64: S2-S10.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1922900&pid=S2183-5985201600040000500043&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><br>   47. Kleiner J head of unit NDA. EFSA Panel on Dietetic Products, Nutrition, and Allergies (NDA). EFSA&acute;s work on Dietary Reference Values and related activities. EFSA 12 th Stakeholder Consultive Platform Meeting. Brussels: 2010.     <!-- ref --><br>   48. Food and Nutrition Board, Institute of Medicine. Dietary reference intakes for calcium, phosphorous, magnesium, vitamin D, and fluoride. Washington DC: National Academy Press, 1997.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1922902&pid=S2183-5985201600040000500044&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><br>   49. Food and Nutrition Board, Institute of Medicine. Dietary Reference Intakes for thiamin, riboflavin, niacin, vitamina B6, folate, vitamina B12, pantothenic acid, biotin and choline. Washington DC: National Academies Press, 1998.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1922903&pid=S2183-5985201600040000500045&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><br>   50. Food and Nutrition Board, Institute of Medicine. Dietary reference intakes for vitamin C, vitamin E, selenium, and carotenoids. Washington DC: National Academy Press, 2000.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1922904&pid=S2183-5985201600040000500046&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><br>   51. Food and Nutrition Board, Institute of Medicine. Dietary reference intakes for vitamin A, vitamin K, arsenic, boron, chromium, copper, iodine, iron, manganese, molybdenum, nickel, silicon, vanadium, and zinc. Washington DC: National Academy Press, 2001.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1922905&pid=S2183-5985201600040000500047&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><br>   52. Food and Nutrition Board, Institute of Medicine. Dietary reference intakes for energy, carbohydrate, fiber, fat, fatty acids, cholesterol, protein and amino acids. Washington DC: National Academy Press, 2002/2005.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1922906&pid=S2183-5985201600040000500048&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><br>   53. Food and Nutrition Board, Institute of Medicine. Dietary reference intakes for water, potassium, sodium, chloride and sulfate. Washington DC: National Academy Press, 2005.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1922907&pid=S2183-5985201600040000500049&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><br>   54. Food and Nutrition Board, Institute of Medicine. Dietary reference Intakes for calcium and vitamin D. Washington DC: National Academies Press, 2011.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1922908&pid=S2183-5985201600040000500050&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><br>   55. WHO/FAO (World Health Organization and Food and Agriculture Organization). Diet, nutrition and prevention of chronic diseases. Geneva: Scientific background papers of the joint WHO/FAO expert consultation; 2003.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1922909&pid=S2183-5985201600040000500051&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><br>   56. WHO/FAO (World Health Organization/Food and Agriculture Organization of the United Nations). Vitamin and mineral requirements in human nutrition. Report of a joint FAO/WHO expert consultation (Bangkok 1998). Geneva: WHO/FAO: 2004.     <br>   57. WHO/FAO (World Health Organization and Food and Agriculture Organization). Protein and Amino Acid Requirements in Human Nutrition. Report of a Joint WHO/FAO/UNU Expert Consultation. Geneva: WHO Technical Report Series. No 935; 2007.     <br>   58. FAO (Food and Agriculture Organization). Fats and fatty acids in human nutrition Report of an expert consultation. Rome: FAO Food and Nutrition Paper 91; 2010.     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><br>   59. World Health Organization. Report of the expert consultation on the optimal duration of exclusive breastfeeding. Geneva: WHO; 2001.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1922913&pid=S2183-5985201600040000500052&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><br>   60. Rom&aacute;n-Vinas B, Serra-Majem L, Ribas-Barba L, Ngo J, Garc&iacute;a-&Aacute;lvarez A, Wijnhovem TMA et al. Overview of methods used to evaluate the adequacy of nutrient intakes for individuals and populations. British Journal of Nutrition. 2009; 101 (Suppl 2): S6-S11.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1922914&pid=S2183-5985201600040000500053&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><br>   61. Nishida, C., Nocito FM, Mann J. FAO/WHO Scientific Update on Carbohydrates in Human Nutrition. European Journal of Clinical Nutrition. 2007; 61 (Supplement 1).     <!-- ref --><br>   62. da Silva AC, Gomes-Pedro J. Nutri&ccedil;&atilde;o Pedi&aacute;trica. Princ&iacute;pios B&aacute;sicos. Ed Aires Cleofas da Silva. Lisboa: Clinica Universit&aacute;ria de Pediatria Hospital de Santa Maria; 2005.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1922916&pid=S2183-5985201600040000500054&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p> <b ><a name="c0"></a><a href="#topc0">Endere&#231;o para correspond&#234;ncia</a></b>     <br>   Margarida Nazareth     <br>   Escola Superior de Biotecnologia,     <br>   Rua Arquitecto Lob&atilde;o Vital, Apartado 2511,     ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   4202-401 Porto, Portugal     <p><a href="mailto:margaridanazareth@gmail.com">margaridanazareth@gmail.com</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <br> Recebido a 11 de maio de 2016     <br> Aceite a 20 de dezembro de 2016     <p>&nbsp;</p>      ]]></body><back>
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