<?xml version="1.0" encoding="ISO-8859-1"?><article xmlns:mml="http://www.w3.org/1998/Math/MathML" xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xmlns:xsi="http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance">
<front>
<journal-meta>
<journal-id>2183-5985</journal-id>
<journal-title><![CDATA[Acta Portuguesa de Nutrição]]></journal-title>
<abbrev-journal-title><![CDATA[Acta Port Nutr]]></abbrev-journal-title>
<issn>2183-5985</issn>
<publisher>
<publisher-name><![CDATA[Associação Portuguesa de Nutrição]]></publisher-name>
</publisher>
</journal-meta>
<article-meta>
<article-id>S2183-59852016000400007</article-id>
<article-id pub-id-type="doi">10.21011/apn.2016.0707</article-id>
<title-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Os Nutricionistas e os Cuidados Paliativos]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Nutritionists and Palliative Care]]></article-title>
</title-group>
<contrib-group>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Pinto]]></surname>
<given-names><![CDATA[Isabel Ferraz]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Campos]]></surname>
<given-names><![CDATA[Claudinei José Gomes]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
</contrib>
</contrib-group>
<aff id="A01">
<institution><![CDATA[,Universidade Estadual de Campinas Faculdade de Enfermagem ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[Campinas SP]]></addr-line>
<country>Brasil</country>
</aff>
<pub-date pub-type="pub">
<day>00</day>
<month>12</month>
<year>2016</year>
</pub-date>
<pub-date pub-type="epub">
<day>00</day>
<month>12</month>
<year>2016</year>
</pub-date>
<numero>7</numero>
<fpage>40</fpage>
<lpage>43</lpage>
<copyright-statement/>
<copyright-year/>
<self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S2183-59852016000400007&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S2183-59852016000400007&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S2183-59852016000400007&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><abstract abstract-type="short" xml:lang="pt"><p><![CDATA[A importância da integração de Nutricionistas em serviços de cuidados paliativos oncológicos começa a ser discutida com maior evidência atualmente, dada a importância emergente da assistência alimentar e nutricional para o bem-estar dos pacientes e suas famílias e a qualidade dos serviços oferecidos. Nesta área, o trabalho desenvolvido pelos Nutricionistas tem-se tornado particularmente relevante no contexto de intervir e iniciar os cuidados paliativos mais cedo na trajetória da doença oncológica, mas é também importante no contexto da doença avançada, para a melhoria da experiência alimentar e qualidade de vida. No entanto, quer ao nível do conhecimento científico quer do desenvolvimento da prática profissional, são muitas as questões que permanecem por ser esclarecidas. Este trabalho teve como objetivo contextualizar o papel do Nutricionista nos cuidados paliativos oncológicos e discutir os fatores envolvidos na integração de Nutricionistas neste tipo de serviços.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Currently, the importance of nutritionists&#8217; integration in cancer palliative care services starts to be discussed more evidently, given the emerging importance of nutritional care in the assistance of patients and their families. The work developed by nutritionists has become particularly relevant in the context of intervening and initiating palliative care earlier in the course of oncological diseases, but is also important in advanced disease, to improve food experience and quality of life. However, in terms of scientific knowledge or development of professional practice, there are many issues that remain to be clarified. This study aimed to contextualize the nutritionists&#8217; role in cancer palliative care and discuss the factors involved in the integration of nutritionists in this type of services.]]></p></abstract>
<kwd-group>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Assistência nutricional]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Cuidados paliativos oncológicos]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Equipa multidisciplinar]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Nutricionistas]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Nutritional care]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Cancer palliative care]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Multidisciplinary team]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Nutritionists]]></kwd>
</kwd-group>
</article-meta>
</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>ARTIGO PROFISSIONAL</b></p>     <p>     <p><b>Os Nutricionistas e os Cuidados Paliativos</b></p>     <p><b>Nutritionists and Palliative Care</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Isabel Ferraz Pinto<sup>1*</sup>; Claudinei Jos&eacute; Gomes Campos<sup>1</sup></b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><sup>1</sup>Universidade Estadual de Campinas &ndash; Faculdade de Enfermagem, Rua Tess&aacute;lia Vieira de Camargo, n.&ordm; 126, Cidade Universit&aacute;ria &ldquo;Zeferino Vaz&rdquo;, Campinas, SP, Brasil CEP 13083-887</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="topc0"></a><a href="#c0">Endere&#231;o para correspond&#234;ncia</a>     <p></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b >RESUMO</b></p>     <p>A import&acirc;ncia da integra&ccedil;&atilde;o de Nutricionistas em servi&ccedil;os de cuidados paliativos oncol&oacute;gicos come&ccedil;a a ser discutida com maior evid&ecirc;ncia atualmente, dada a import&acirc;ncia emergente da assist&ecirc;ncia alimentar e nutricional para o bem-estar dos pacientes e suas fam&iacute;lias e a qualidade dos servi&ccedil;os oferecidos. Nesta &aacute;rea, o trabalho desenvolvido pelos Nutricionistas tem-se tornado particularmente relevante no contexto de intervir e iniciar os cuidados paliativos mais cedo na trajet&oacute;ria da doen&ccedil;a oncol&oacute;gica, mas &eacute; tamb&eacute;m importante no contexto da doen&ccedil;a avan&ccedil;ada, para a melhoria da experi&ecirc;ncia alimentar e qualidade de vida. No entanto, quer ao n&iacute;vel do conhecimento cient&iacute;fico quer do desenvolvimento da pr&aacute;tica profissional, s&atilde;o muitas as quest&otilde;es que permanecem por ser esclarecidas. Este trabalho teve como objetivo contextualizar o papel do Nutricionista nos cuidados paliativos oncol&oacute;gicos e discutir os fatores envolvidos na integra&ccedil;&atilde;o de Nutricionistas neste tipo de servi&ccedil;os.</p>     <p><b>Palavras-Chave</b></p>     <p>Assist&ecirc;ncia nutricional, Cuidados paliativos oncol&oacute;gicos, Equipa multidisciplinar, Nutricionistas</p>     <p>&nbsp;</p> <hr>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>Currently, the importance of nutritionists&rsquo; integration in cancer palliative care services starts to be discussed more evidently, given the emerging importance of nutritional care in the assistance of patients and their families. The work developed by nutritionists has become particularly relevant in the context of intervening and initiating palliative care earlier in the course of oncological diseases, but is also important in advanced disease, to improve food experience and quality of life. However, in terms of scientific knowledge or development of professional practice, there are many issues that remain to be clarified. This study aimed to contextualize the nutritionists&rsquo; role in cancer palliative care and discuss the factors involved in the integration of nutritionists in this type of services.</p>     <p><b>Keywords</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Nutritional care, Cancer palliative care, Multidisciplinary team, Nutritionists</p>     <p>&nbsp;</p> <hr>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>INTRODU&Ccedil;&Atilde;O</b></p>     <p><b>Os Cuidados Paliativos - defini&ccedil;&atilde;o e conceitos relevantes</b></p>     <p>A Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial da Sa&uacute;de (OMS) define cuidados paliativos como:</p>     <p>&ldquo;(...)<i>uma abordagem ou tratamento que melhora a qualidade de vida de pacientes e familiares diante de doen&ccedil;as que ameacem a continuidade da vida, atrav&eacute;s da preven&ccedil;&atilde;o e al&iacute;vio do sofrimento por meio da identifica&ccedil;&atilde;o precoce, avalia&ccedil;&atilde;o impec&aacute;vel e tratamento da dor e outros problemas f&iacute;sicos, psicossociais e espirituais</i> (1).&rdquo; Os cuidados paliativos s&atilde;o uma filosofia de cuidar e um sistema altamente estruturado para presta&ccedil;&atilde;o de cuidados a pacientes e fam&iacute;lias com doen&ccedil;as debilitantes e/ou que ameacem a vida (2). Reconhecendo o potencial de a&ccedil;&atilde;o dos cuidados paliativos quando implementados mais cedo na trajet&oacute;ria da doen&ccedil;a, a OMS recomenda um modelo de interven&ccedil;&atilde;o em que as a&ccedil;&otilde;es paliativas t&ecirc;m in&iacute;cio j&aacute; no momento do diagn&oacute;stico, e os cuidados paliativos desenvolvem-se de forma conjunta com as terap&ecirc;uticas capazes de modificar o curso da doen&ccedil;a (1, 2). Os cuidados paliativos podem tamb&eacute;m, por si s&oacute;, ser o principal foco assistencial (2). Em alguns pa&iacute;ses ou contextos assistenciais espec&iacute;ficos, os cuidados paliativos continuam muito associados &agrave; &ldquo;terminalidade&rdquo; e &ldquo;fim de vida&rdquo;, e n&atilde;o ao um modelo integrado de atua&ccedil;&atilde;o face &agrave; doen&ccedil;a, sustentado pela OMS, fato que parece estar relacionado com o grau de desenvolvimento deste tipo de cuidados (3). Os pacientes e fam&iacute;lias em cuidados paliativos sofrem de um conjunto complexo de sintomas f&iacute;sicos, psicol&oacute;gicos, espirituais e sociais, pelo que o trabalho de equipa &eacute; considerado como uma condi&ccedil;&atilde;o fundamental para a presta&ccedil;&atilde;o de cuidados de qualidade (4). Os servi&ccedil;os de cuidados paliativos devem organizar-se em torno de uma rede de a&ccedil;&otilde;es que, dependendo da realidade onde se encontra inserida, poder&aacute; ser composta por unidades de internamento, equipas de suporte (hospitalares e comunit&aacute;rias) e centros de dia, destinadas ao controlo de ocorr&ecirc;ncias cl&iacute;nicas, ao apoio aos familiares e aos cuidados de fim de vida, entre outras (1). A abordagem paliativa, desde sempre pr&oacute;xima &agrave; oncologia, tem sido transferida para outros cen&aacute;rios cl&iacute;nicos, beneficiando atualmente a assist&ecirc;ncia das doen&ccedil;as neurol&oacute;gicas degenerativas, das doen&ccedil;as card&iacute;acas e pulmonares avan&ccedil;adas e do S&iacute;ndrome da imunodefici&ecirc;ncia adquirida, entre outras. Os cuidados paliativos podem igualmente estar organizados em servi&ccedil;os de adulto ou pedi&aacute;tricos (5). Os princ&iacute;pios que orientam a pr&aacute;tica dos Cuidados Paliativos encontram-se&nbsp;resumidos na <a href ="/img/revistas/apn/n7/n7a07t1.jpg">Tabela 1</a>.</p>     
<p><b>Os Cuidados Paliativos em Oncologia &ndash; a vis&atilde;o integrativa</b>     <p>Muito embora os estudos continuem a alertar para uma referencia&ccedil;&atilde;o demasiadamente tardia para os cuidados paliativos, os cuidados oncol&oacute;gicos parecem estar lentamente a transitar, de interven&ccedil;&otilde;es oferecidas de forma epis&oacute;dica e sequencial, para um continuum de cuidados onde os cuidados paliativos est&atilde;o integrados para al&eacute;m da assist&ecirc;ncia na &ldquo;terminalidade&rdquo; (2, 3). Os pacientes oncol&oacute;gicos desenvolvem frequentemente sintomas f&iacute;sicos e psicossociais, podendo sofrer de decl&iacute;nio funcional, juntamente com preocupa&ccedil;&otilde;es espirituais e sociais. Do mesmo modo, as suas fam&iacute;lias experimentam regularmente sofrimento f&iacute;sico e emocional (6). As recomenda&ccedil;&otilde;es atuais indicam que, dada a severidade e o impacto da doen&ccedil;a oncol&oacute;gica e tratamentos associados, os cuidados oncol&oacute;gicos devem integrar todas as fases, desde a preven&ccedil;&atilde;o da doen&ccedil;a &agrave; preven&ccedil;&atilde;o do sofrimento (7). Estudos recentes demonstram que a integra&ccedil;&atilde;o dos cuidados paliativos em fases precoces da progress&atilde;o da doen&ccedil;a oncol&oacute;gica, parece melhorar a qualidade de vida e sobrevida de pacientes rec&eacute;m-diagnosticados (2, 3, 8). Do mesmo modo, alguns autores defendem que, mesmo em popula&ccedil;&otilde;es com doen&ccedil;a oncol&oacute;gica avan&ccedil;ada, atrav&eacute;s da implementa&ccedil;&atilde;o de abordagens multimodais, os cuidados paliativos podem assumir uma fun&ccedil;&atilde;o reabilitadora, para al&eacute;m do convencional controlo de sintomas e melhoria da qualidade de vida (9).</p>     <p><b>Import&acirc;ncia da interven&ccedil;&atilde;o nutricional em cuidados paliativos oncol&oacute;gicos &ndash; considera&ccedil;&otilde;es gerais</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A natureza metab&oacute;lica da doen&ccedil;a oncol&oacute;gica, a toxicidade e as altera&ccedil;&otilde;es fisiol&oacute;gicas decorrentes dos tratamentos oncol&oacute;gicos e a evolu&ccedil;&atilde;o da pr&oacute;pria doen&ccedil;a provocam nos pacientes uma mir&iacute;ade de sintomas. S&atilde;o exemplo: dor, astenia, anorexia, saciedade precoce, n&aacute;usea, v&oacute;mito, disfagia, mucosite, altera&ccedil;&atilde;o do paladar e cheiro, xerostomia, obstipa&ccedil;&atilde;o, diarreia, altera&ccedil;&atilde;o da absor&ccedil;&atilde;o de nutrientes e avers&atilde;o a alimentos espec&iacute;ficos, entre outros (11, 12). Muitos destes sintomas re&uacute;nem-se de forma complexa e interdependente em uma s&iacute;ndrome, intitulada s&iacute;ndrome da caquexia (13). Fearon et al caracterizam esta s&iacute;ndrome do seguinte modo:</p>     <p><i>&ldquo;(&hellip;) s&iacute;ndrome multifactorial, (&hellip;) que representa um continuum de fases cl&iacute;nicas (pr&eacute;-caquexia, caquexia e caquexia refract&aacute;ria) (&hellip;), definida por uma perda cont&iacute;nua de massa muscular esquel&eacute;tica (com ou sem perda de massa gorda), que n&atilde;o pode ser completamente revertida pelo suporte nutricional convencional e leva a uma degrada&ccedil;&atilde;o funcional progressiva. A sua fisiopatologia &eacute; caracterizada por um balan&ccedil;o proteico e energ&eacute;tico negativo, provocado por uma combina&ccedil;&atilde;o vari&aacute;vel de ingest&atilde;o de alimentos reduzida e metabolismo anormal (13).&rdquo;</i> Na doen&ccedil;a oncol&oacute;gica, esta s&iacute;ndrome envolve uma rea&ccedil;&atilde;o inflamat&oacute;ria estabelecida entre o tumor e hospedeiro, mediada por um conjunto de agentes, tais como, citoquinas, mecanismos hipotal&acirc;micos e neurotransmissores (14). O impacto desta s&iacute;ndrome parece depender da sua progress&atilde;o, mas na caquexia refrat&aacute;ria a perda de peso e degrada&ccedil;&atilde;o funcional &eacute; normalmente irrevers&iacute;vel, pelo que a atua&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica centra-se no controlo de sintomas associados e na melhoria da qualidade de vida e conforto de pacientes e suas fam&iacute;lias (14). A todo este espetro sintom&aacute;tico intr&iacute;nseco &agrave; condi&ccedil;&atilde;o de doen&ccedil;a oncol&oacute;gica associam-se muitos fatores extr&iacute;nsecos dependentes da &ldquo;institucionaliza&ccedil;&atilde;o&rdquo;, que contribuem para um maior agravamento da condi&ccedil;&atilde;o f&iacute;sica e psicossocial desta popula&ccedil;&atilde;o. Muitos estudos t&ecirc;m consistentemente identificado que os servi&ccedil;os de entrega e apoio &agrave; ingest&atilde;o das refei&ccedil;&otilde;es e o ambiente onde as mesmas s&atilde;o ingeridas s&atilde;o muitas vezes inflex&iacute;veis, mal-adaptados, de m&aacute; qualidade ou simplesmente n&atilde;o condutivos da ingest&atilde;o alimentar, fatores identificados como exacerbadores dos sintomas de impacto nutricional e em particular da anorexia (15-17). Perante este cen&aacute;rio, a perda de peso progressiva e a desnutri&ccedil;&atilde;o tornam-se uma complica&ccedil;&atilde;o&nbsp;major&nbsp;das doen&ccedil;as oncol&oacute;gicas e assim, fatores importantes de pior progn&oacute;stico e menor qualidade de vida (18-20). Este espetro sintom&aacute;tico e suas consequ&ecirc;ncias podem, por sua vez, gerar o que atualmente alguns cientistas denominam de&nbsp;distress&nbsp;alimentar, fen&oacute;meno que constitui uma poderosa e frequente fonte de mal-estar psicossocial, para os pacientes e as suas fam&iacute;lias (21, 22). Um conjunto de mecanismos foi j&aacute; identificado como capaz de despoletar mal-estar psicossocial. Entre eles encontram-se as altera&ccedil;&otilde;es no processo normal de prepara&ccedil;&atilde;o das refei&ccedil;&otilde;es, a aus&ecirc;ncia de prazer e conv&iacute;vio social durante as mesmas, a falta de aten&ccedil;&atilde;o aos problemas nutricionais e alimentares pelos profissionais de sa&uacute;de, o tabu de di&aacute;logo em torno destas quest&otilde;es, a aus&ecirc;ncia de reconhecimento por parte dos familiares e/ou pacientes das altera&ccedil;&otilde;es alimentares como parte do processo de morte (nega&ccedil;&atilde;o) e as tentativas malsucedidas de revers&atilde;o da perda de peso, entre muitos outros (21, 22). Os efeitos psicossociais do&nbsp;distress&nbsp;alimentar s&atilde;o articulados atrav&eacute;s de um conjunto de emo&ccedil;&otilde;es negativas que incluem: confus&atilde;o, desespero, preocupa&ccedil;&atilde;o, ansiedade, medo, ang&uacute;stia, frustra&ccedil;&atilde;o, culpa, raiva, entre muitas outras (21). Dados na literatura sugerem que um estado nutricional adequado associa-se a uma maior sobrevida, menor tempo de hospitaliza&ccedil;&atilde;o e maior toler&acirc;ncia ao tratamento oncol&oacute;gico (18-20). Por sua vez, a melhoria do estado nutricional parece estar associada ao aumento da qualidade de vida e capacidade funcional dos pacientes oncol&oacute;gicos (23-26). Do mesmo modo, mesmo em pacientes com cancro avan&ccedil;ado, a literatura sugere que a assist&ecirc;ncia alimentar e nutricional personalizada contribui para um melhor controlo de sintomas, promove uma melhor ingest&atilde;o alimentar e impacta positivamente na qualidade de vida dos pacientes e suas fam&iacute;lias (10, 14, 27, 28). Mais ainda, a identifica&ccedil;&atilde;o e implementa&ccedil;&atilde;o de estrat&eacute;gias de actua&ccedil;&atilde;o, que promovam o coping e atenuem os efeitos psicossociais relacionados com a s&iacute;ndrome da caquexia e os demais efeitos alimentares e nutricionais do cancro avan&ccedil;ado, parecem ir de&nbsp;encontro aos desejos e necessidades dos pacientes e suas fam&iacute;lias, promovendo conforto e al&iacute;vio emocional (21, 22, 29, 30).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>O papel do Nutricionista nos servi&ccedil;os de cuidados paliativos oncol&oacute;gicos</b></p>     <p>A presen&ccedil;a dos Nutricionistas nos servi&ccedil;os de cuidados paliativos oncol&oacute;gicos come&ccedil;a a ser discutida com maior evid&ecirc;ncia, dada a import&acirc;ncia emergente da assist&ecirc;ncia alimentar e nutricional no cuidado dos pacientes e fam&iacute;lias, os benef&iacute;cios para o trabalho de equipa e a melhoria dos servi&ccedil;os oferecidos. Neste contexto, os Nutricionistas podem constituir uma mais-valia no processo de cuidado alimentar e nutricional atrav&eacute;s da implementa&ccedil;&atilde;o de rotinas de avalia&ccedil;&atilde;o e interven&ccedil;&atilde;o nutricional, otimiza&ccedil;&atilde;o da oferta de aconselhamento alimentar e nutricional personalizado, promo&ccedil;&atilde;o da adapta&ccedil;&atilde;o e flexibiliza&ccedil;&atilde;o das rotinas alimentares institucionais e refor&ccedil;o do di&aacute;logo entre pacientes, familiares e outros membros da equipa, em torno de assuntos relacionados com a alimenta&ccedil;&atilde;o e nutri&ccedil;&atilde;o (31-35). Recentemente, um estudo qualitativo realizado com Nutricionistas que trabalhavam em servi&ccedil;os de cuidados paliativos europeus apontou que os Nutricionistas sentiam o seu trabalho valorizado pelos pacientes e suas fam&iacute;lias, entre outros aspetos, por este contribuir para o al&iacute;vio da ansiedade e do conflito em torno das quest&otilde;es alimentares e ser uma fonte de informa&ccedil;&atilde;o cred&iacute;vel, sobre controlo de sintomas de impacto nutricional e a s&iacute;ndrome da caquexia (36). Todos os participantes envolvidos neste estudo consideravam-se capazes de entender o fen&oacute;meno alimentar como multidimensional, algo que lhes permitia trabalhar de forma mais &iacute;ntima e din&acirc;mica no bem-estar psicossocial dos pacientes paliativos e suas fam&iacute;lias e aproximar-se de modo mais assertivo das suas expectativas de melhoria de qualidade de vida (36). A assist&ecirc;ncia alimentar e nutricional promotora de bem-estar psicossocial poder&aacute; ser interpretada como uma das pr&aacute;ticas norteadoras dos Nutricionistas que trabalham em cuidados paliativos oncol&oacute;gicos. A ex&iacute;gua literatura existente sobre este tema identifica como exemplos desta atividade: o fornecimento de informa&ccedil;&atilde;o e aconselhamento personalizado, o di&aacute;logo aberto em torno de t&oacute;picos como, perda de peso, altera&ccedil;&otilde;es alimentares, presen&ccedil;a e efeito disruptivo dos mecanismos de suporte alimentar/nutricional, o apoio na descoberta de novos mecanismos de controlo e realiza&ccedil;&atilde;o da ingest&atilde;o alimentar, e a modifica&ccedil;&atilde;o das rotinas assistenciais relacionadas com a alimenta&ccedil;&atilde;o institucional, entre muitas outras (21).</p>     <p><b>A integra&ccedil;&atilde;o de Nutricionistas em servi&ccedil;os de cuidados paliativos &ndash; panorama e fatores envolvidos</b></p>     <p>Algumas evid&ecirc;ncias sugerem que, na maioria dos pa&iacute;ses europeus, o n&uacute;mero de Nutricionistas presentes em servi&ccedil;os de cuidado paliativos oncol&oacute;gicos &eacute; ainda limitado, e que aqueles que a&iacute; trabalham podem enfrentar problemas ao n&iacute;vel da sua completa integra&ccedil;&atilde;o e reconhecimento profissional (36). Comparativamente, em pa&iacute;ses como o Reino Unido, o Canad&aacute; e os Estados Unidos da Am&eacute;rica, onde o movimento paliativista nasceu e mais precocemente se expandiu, os Nutricionistas parecem estar melhor integrados na presta&ccedil;&atilde;o destes cuidados (32, 33, 37, 38). Numa das maiores pesquisas realizadas sobre a presta&ccedil;&atilde;o de cuidados paliativos na Europa, a presen&ccedil;a de Nutricionistas e o seu envolvimento com este tipo de servi&ccedil;os n&atilde;o foram estudados, deixando os investigadores com a falta de dados descritivos confi&aacute;veis (39). Do mesmo modo, em Portugal n&atilde;o existem dados publicados sobre este tema. A presen&ccedil;a de Nutricionistas em servi&ccedil;os de cuidados paliativos oncol&oacute;gicos parece estar relacionada com o desenvolvimento do movimento paliativista, suas caracter&iacute;sticas de funcionamento e acesso a recursos (4, 5, 36). Do mesmo modo, o n&iacute;vel de integra&ccedil;&atilde;o e reconhecimento dos processos de assist&ecirc;ncia alimentar e suporte nutricional no&nbsp;continuum&nbsp;de cuidar em oncologia parecem tamb&eacute;m desempenhar um papel fundamental a este n&iacute;vel (4, 5, 36). O reduzido n&uacute;mero de estudos cient&iacute;ficos que explorem a a&ccedil;&atilde;o de Nutricionistas em servi&ccedil;os de cuidados paliativos oncol&oacute;gicos e o seu papel na qualidade assistencial dos pacientes e suas fam&iacute;lias &eacute; um importante aspeto a ter em conta nesta discuss&atilde;o, assim como, o escasso trabalho desenvolvido em torno da determina&ccedil;&atilde;o de pr&aacute;ticas e compet&ecirc;ncias profissionais especificas nesta &aacute;rea. Estes fatores parecem contribuir para a exist&ecirc;ncia de um importante &ldquo;erro de perce&ccedil;&atilde;o&rdquo; do papel dos Nutricionistas, por parte dos outros profissionais de sa&uacute;de e dos &oacute;rg&atilde;os superiores de decis&atilde;o administrativa (36). Alguns autores alertam ainda para um vi&eacute;s de tomada de decis&atilde;o, presente em muitos servi&ccedil;os de cuidados paliativos, causado por um foco nos cuidados de fim de vida, onde os cuidados alimentares e nutricionais n&atilde;o s&atilde;o t&atilde;o relevantes (21). De ressaltar que todos os processos de cuidado alimentar e nutricional envolvem uma pr&aacute;tica de equipa. O funcionamento em equipa, em qualquer sistema de sa&uacute;de, &eacute; dependente de um conjunto de vari&aacute;veis (culturais, sociais, comunicacionais, educacionais, pessoais), onde a fus&atilde;o de diversos papeis profissionais e compet&ecirc;ncias se d&aacute; atrav&eacute;s de um processo din&acirc;mico e complexo (40). No contexto dos cuidados paliativos, a literatura tem destacado a necessidade de esclarecer pap&eacute;is profissionais e mapear as compet&ecirc;ncias necess&aacute;rias das v&aacute;rias disciplinas que trabalham de forma interprofissional (41-43). Igualmente, a necessidade de atender &agrave;s necessidades do paciente paliativo e sua fam&iacute;lia coloca as equipas num modo de funcionamento exigente e permanentemente desafiado pela realidade cl&iacute;nica e profissional que enfrentam (44). Dados indicam que os Nutricionistas, que se encontram inseridos em servi&ccedil;os de cuidados paliativos oncol&oacute;gicos, consideram o trabalho em equipa crucial para a sua atua&ccedil;&atilde;o neste contexto, e que o desenvolvimento de uma estrat&eacute;gia de assist&ecirc;ncia alimentar e nutricional &eacute; um processo conjunto, tra&ccedil;ado de acordo com o plano terap&ecirc;utico definido pela equipa, para o paciente e sua fam&iacute;lia (36). Do mesmo modo, muitas das atividades realizadas pelos Nutricionistas neste contexto eram atividades de apoio direto ao funcionamento do servi&ccedil;o e da equipe, tais como, o apoio &agrave; adequa&ccedil;&atilde;o das rotinas de distribui&ccedil;&atilde;o e oferta alimentar e o desenvolvimento de atividades formativas (36). Por &uacute;ltimo, cabe destacar o d&eacute;fice de informa&ccedil;&atilde;o e treinamento espec&iacute;fico dispon&iacute;vel sobre processo de cuidado alimentar e nutricional em cuidados paliativos oncol&oacute;gicos e a aus&ecirc;ncia de uma rede formal de Nutricionistas, que potencie a investiga&ccedil;&atilde;o e a partilha de conhecimento sobre este tema e contribua para a redu&ccedil;&atilde;o do sentimento de isolamento profissional, comum entre os mesmos (36).</p>     <p><b>AN&Aacute;LISE CR&Iacute;TICA E CONCLUS&Otilde;ES</b></p>     <p>No contexto dos cuidados paliativos oncol&oacute;gicos, a pr&aacute;tica assistencial do Nutricionista apresenta-se como uma releitura das pr&aacute;ticas profissionais &ldquo;convencionais&rdquo;, realizada &agrave; luz dos princ&iacute;pios e da filosofia dos cuidados paliativos, que expande o seu grau de atua&ccedil;&atilde;o e re&uacute;ne, assim, o potencial de geral d&uacute;vidas e conflitos, mas tamb&eacute;m oportunidades de atua&ccedil;&atilde;o e expans&atilde;o profissional. Este artigo descreve, face ao conhecimento atual do tema, o papel da assist&ecirc;ncia alimentar e nutricional nos cuidados paliativos oncol&oacute;gicos, posicionando a a&ccedil;&atilde;o dos Nutricionistas como um importante fator para a qualidade do servi&ccedil;o oferecido e o bem-estar dos pacientes e suas fam&iacute;lias. O cuidado nutricional e alimentar &eacute; discutido como uma pr&aacute;tica interdisciplinar e a atua&ccedil;&atilde;o do Nutricionista neste contexto, como dependente do trabalho de equipa. O impacto das limita&ccedil;&otilde;es do conhecimento cient&iacute;fico atual na discuss&atilde;o que este trabalho promove &eacute; de ressaltar, pois estas parecem pejorativas ao desenvolvimento da pr&aacute;tica profissional neste contexto. De destacar, a necessidade de ampliar a descri&ccedil;&atilde;o das atividades de assist&ecirc;ncia alimentar e nutricional de interesse para os cuidados paliativos oncol&oacute;gicos, dada a heterogeneidade da popula&ccedil;&atilde;o assistida e objetivos terap&ecirc;uticos. Um maior esclarecimento sobre os modelos de integra&ccedil;&atilde;o de Nutricionista em servi&ccedil;os de cuidados paliativos poder&aacute; tamb&eacute;m ser &uacute;til para o esclarecimento das for&ccedil;as, oportunidades, fragilidades e amea&ccedil;as &agrave; atua&ccedil;&atilde;o dos Nutricionistas nesta &aacute;rea.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>REFER&Ecirc;NCIAS BIBLIOGR&Aacute;FICAS</b></p>     <br> 1. World Health Organization. Definition of Palliative Care. Genebra; 2002. [consultado em 2016 mai]. Disponivel em: <a href="http://www.who.int/cancer/palliative/en/" target="_blank">http://www.who.int/cancer/palliative/en/</a>.     <!-- ref --><br> 2. Levy MH, Back A, Benedetti C, et al. Palliative Care Clinical Practice Guidelines in Oncology. J Natl Compr Canc Netw. 2009; 7:436-473.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1923181&pid=S2183-5985201600040000700001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><br> 3. Hui D, Elsayem A, De la Cruz M, et al. Availability and integration of palliative care at US cancer centers. J Am Med Assoc. 2010; 303:1054&ndash;1061.     <br> 4. Lickiss JN, Turner KS, Pollock ML. The interdisciplinary team. In: Oxford Textbook of Palliative Medicine. Doyle D, Hanks G, Cherny N, Calman K, eds. Oxford University Press: 2005; pp.42-46.     <br> 5. Doyle D, Hanks G, Cherny NI, Claman K. Introduction. In: Oxford Textbook of Palliative Medicine. Doyle D, Hanks G, Cherny N, Calman K, eds. Oxford University Press: 2005; pp.1-4.     <br> 6. Dalal S, Del Fabbro E, Bruera E. Symptom control in palliative care: Part I&mdash;Oncology as a paradigmatic example. J Palliat Med. 2006; 9:391&ndash;408.     <br> 7. MacDonald N. Palliative care&mdash;the fourth phase of cancer prevention. Cancer Detect Prev. 1991; 15:253&ndash;255.     <!-- ref --><br> 8. Temel JS, Greer JA, Muzikansky A, Gallagher ER, Admane S, et al. Early palliative care for patients with metastatic non-small-cell lung cancer. New Eng J Med. 2010; 363(8):733-742.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1923187&pid=S2183-5985201600040000700005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><br> 9. Smith TJ, Temin S, Alesi ER, et al. American Society of Clinical Oncology provisional clinical opinion: the integration of palliative care into standard oncology care. J Clin Oncol. 2012; 30:880&ndash;887.     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><br> 10. Chasen MR, Feldstein A, Gravelle D, et al. An interprofessional palliative care oncology rehabilitation program: effects on function and predictors of program completion. Curr Oncol. 2013; 20:301-309.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1923189&pid=S2183-5985201600040000700007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><br> 11. Tong H, Insenring E, Yates P. The prevalence of nutrition impact symptoms and their relationship to quality of life and clinical outcomes in medical oncology patients. Supp Care Can. 2009; 17:83-90.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1923190&pid=S2183-5985201600040000700008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><br> 12. Potter J, Hami F, Bryan T, et al. Symptoms in 400 patients referred to palliative care services: prevalence and patterns. Palliat Med. 2003; 17(4):310-314.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1923191&pid=S2183-5985201600040000700009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><br> 13. Fearon K, Arends J, Baracos V. Understanding the mechanisms and treatment options in cancer cachexia. Nat Rev Clin Oncol. 2013; 10:90-99.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1923192&pid=S2183-5985201600040000700010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><br> 14. Radbruch L, Elsner F, Trottenberg P, Strasser F, Fearon K: Clinical practice guidelines on cancer cachexia in advanced cancer patients. Aachen: Department of Palliative Medicine/ European Palliative Care Research Collaborative; 2010 [citado em 2016 6 Jun] . Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.epcrc.org" target="_blank">http://www.epcrc.org</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1923193&pid=S2183-5985201600040000700011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><br> 15. Beck AM, Balknas UN, Furst P, Hasunen K, Jones L, et al. Food and nutritional care in hospitals: how to prevent undernutrition- report and guidelines from the Council of Europe. Clin Nutr. 2001; 20:455-460.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1923194&pid=S2183-5985201600040000700012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><br> 16. Beck AM, Balknas UN, Camilo ME, F&uuml;rst P, Gentile MG, et al. Practices in relation to nutritional care and support-report from the Council of Europe. Clin Nutr. 2002; 21:351-354.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1923195&pid=S2183-5985201600040000700013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><br> 17. Demario Rl, Sousa AA, Salles RK. Comida de hospital: percep&ccedil;&otilde;es de pacientes em um hospital p&uacute;blico com proposta de atendimento humanizado. Ci&ecirc;nc Sa&uacute;de Coletiva. 2010; 15:1275-1282.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1923196&pid=S2183-5985201600040000700014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><br> 18. National Cancer Institute. Treatment for cancer. Maryland; 2016. [consultado em 2016 abr]. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.cancer.gov/about-cancer/treatment/" target="_blank">http://www.cancer.gov/about-cancer/treatment/</a>.     <br> 19. INCA &ndash; Instituto Nacional de Canc&ecirc;r. Consenso Nacional de Nutri&ccedil;&atilde;o Oncol&oacute;gica. Rio de Janeiro; 2015. [consultado em 2015 dez]. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www1.inca.gov.br/inca/Arquivos/consensonacional-de-nutricao-oncologica-2-edicao_2015_completo.pdf" target="_blank">http://www1.inca.gov.br/inca/Arquivos/consensonacional-de-nutricao-oncologica-2-edicao_2015_completo.pdf</a>     ]]></body>
<body><![CDATA[<br> 20. Felder S, Lechtenboehmer C, Bally M, et al. Association of nutritional risk and adverse medical outcomes across different medical inpatient populations. Nutrition. 2015; 31(11-12):1385&ndash;1393.     <!-- ref --><br> 21. Oberholzer R, Hopkinson, JB, Baumann K, et al. Psychosocial effects of cancer cachexia: a systematic literature search and qualitative analysis. J Pain and Symptom Manag. 2013; 46(1):77- 95.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1923200&pid=S2183-5985201600040000700016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><br> 22. Strasser F, Binswanger J, Cerny T, et al. Fighting a losing battle: eating-related distress of men with advanced cancer and their female partners. A mixed-methods study. Palliat Med. 2007; 21(2):129-137.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1923201&pid=S2183-5985201600040000700017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><br> 23. Paccagnella A, Morello M, Da Mosto MC, Baruffi C, Marcon ML, Gava A, et al. Early nutritional intervention improves treatment tolerance and outcomes in head and neck cancer patients undergoing concurrent chemoradiotherapy. Support Care Cancer. 2010; 18:837&ndash;845.     <!-- ref --><br> 24. Ravasco P, Monteiro-Grillo I and Camilo, ME. Does nutrition influence quality of life in cancer patients undergoing radiotherapy? Radiother Oncol. 2003; 67(2):213-220.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1923203&pid=S2183-5985201600040000700019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><br> 25. Ravasco P, Monteiro-Grillo I, Vidal PM, et al. Cancer: disease and nutrition are key determinants of patients&rsquo; quality of life. Support Care Cancer. 2004; 12(4):246-252.     <!-- ref --><br> 26. Ravasco P, Monteiro-Grillo I and Camilo M. Cancer wasting and quality of life react to early individualized nutritional counselling!. Clin Nutr. 2007; 26(1):7-15.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1923205&pid=S2183-5985201600040000700021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><br> 27. Wallin V, Carlander I, Sandman PO, Hakanson C. Meanings of eating deficiencies for people admitted to palliative home care. Palliat Support Care. 2015; 13:1231-1239.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1923206&pid=S2183-5985201600040000700022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><br> 28. Silva PB, Lopes M, Trindade LCT, et al. Controlo dos sintomas interven&ccedil;&atilde;o nutricional. Fatores que interferem na qualidade de vida de pacientes oncol&oacute;gicos em cuidados paliativos. Rev Dor S&atilde;o Paulo. 2010; 11(4):282-288.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1923207&pid=S2183-5985201600040000700023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><br> 29. Reid J, Mckenna HP, Fitzsimons D et al. An exploration of the experience of cancer cachexia: what patients and their families want from healthcare professionals. Eur J Cancer Care. 2010; 19:682-689.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1923208&pid=S2183-5985201600040000700024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><br> 30. Hopkinson J and Corner J. Helping Patients with Advanced Cancer Live with Concerns About Eating: A Challenge for Palliative Care Professionals. J Pain and Symptom Manag. 2006; 31(4):293-305.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1923209&pid=S2183-5985201600040000700025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><br> 31. Bosaeus I.Nutritional support in multimodal therapy for cancer cachexia. Supp Care Cancer. 2008; 16:447-451.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1923210&pid=S2183-5985201600040000700026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><br> 32. Gallagher-Allred CR. The role of dietitian in palliative care. In: Nutritional Care of the Terminally Ill. Gallagher-Allred CR, eds. Aspen: 1989; pp.99-114.     <br> 33. Davidson I, Richardson R. The contribution of the dietician and nutritionist to palliative medicine. In: Oxford Textbook of Palliative Medicine. Doyle D, Hanks G, Cherny N, Calman K, eds. Oxford University Press: 2005; pp.1047-1050.     <!-- ref --><br> 34. Boykin L. The role of the dietitian in palliative care. Health Care Food Nutr Focus. 1997; 13(9):8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1923213&pid=S2183-5985201600040000700027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><br> 35. Power J. Nutritional issues in advanced cancer. Eur J Palliat Care. 1999; 6:39-42.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1923214&pid=S2183-5985201600040000700028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><br> 36. Pinto IF, Pereira JL, Campos CJ, Thompson JL. The Dietitian&rsquo;s Role in Palliative Care: A Qualitative Study Exploring the Scope and Emerging Competencies for Dietitians in Palliative Care. J Palliat Care Med. 2016; 6(2):253.     <!-- ref --><br> 37. Pietersma P, Follet-Bick S, Wilkinson B, et al. A bedside food cart as an alternate food service for acute and palliative oncological patients. Support Care Cancer. 2003; 11(9):611- 614.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1923216&pid=S2183-5985201600040000700030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><br> 38. Matsumoto DY. Cuidados Paliativos: conceitos, fundamentos e princ&iacute;pios. In: Manual de Cuidados Paliativos ANCP. Carvalho RT, Parsons HA, eds. Editora Meridional: 2012; pp.23-30.     <!-- ref --><br> 39. Kaasa S, Torvik K, Cherny N, et al. Patient demographics and centre description in European palliative care units - a cross sectional survey of the European Association for Palliative Care (EAPC) research network. Palliat Med. 2007; 21(1):15-22.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1923218&pid=S2183-5985201600040000700031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><br> 40. Fernandes EA. O papel do nutricionista na equipe. In: Manual de Cuidados Paliativos ANCP. Carvalho RT, Parsons HA, eds. Editora Meridional: 2012; pp.345-352.     <br> 41. Gamondi C, Larkin P, Payne S. Core competencies in palliative care: an EAPC Whitepaper on palliative care education &ndash; part 1. Eur J Palliat Care. 2013; 20:86-91.     <!-- ref --><br> 42. Cooper D, Aherne M, Pereira J. The competencies required by professional hospice palliative care spiritual care providers. J Palliat Med. 2010; 13:869-875.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1923221&pid=S2183-5985201600040000700033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><br> 43. Cobbe S, Kennedy N. Physical function in hospice patients and physiotherapy interventions: a profile of hospice physiotherapy. J Palliat Med. 2012; 15:760-767.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1923222&pid=S2183-5985201600040000700034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><br> 44. Dawson S. Interprofessional working: communication, collaboration&hellip;perspiration!. Int J Palliat Nurs. 2007; 13(10):502-505.     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p> <b ><a name="c0"></a><a href="#topc0">Endere&#231;o para correspond&#234;ncia</a></b>     <br>   Isabel Pinto</p>     <br> Universidade de Campinas &ndash; Faculdade de Enfermagem     ]]></body>
<body><![CDATA[<br> Rua Tess&aacute;lia Vieira de Camargo, n.&ordm; 126,     <br> Cidade Universit&aacute;ria     <br> &ldquo;Zeferino Vaz&rdquo;,     <br> Campinas, SP, Brasil     <br> CEP 13083-887     <p><a href="mailto:i152604@dac.unicamp.br">i152604@dac.unicamp.br</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <br> Recebido a 8 de junho de 2016     <br> Aceite a 9 de dezembro de 2016     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[ ]]></body><back>
<ref-list>
<ref id="B1">
<label>2</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Levy]]></surname>
<given-names><![CDATA[MH]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Back]]></surname>
<given-names><![CDATA[A]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Benedetti]]></surname>
<given-names><![CDATA[C]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Palliative Care Clinical Practice Guidelines in Oncology]]></article-title>
<source><![CDATA[J Natl Compr Canc Netw]]></source>
<year>2009</year>
<volume>7</volume>
<page-range>436-473</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B2">
<label>3</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Hui]]></surname>
<given-names><![CDATA[D]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Elsayem]]></surname>
<given-names><![CDATA[A]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[De la Cruz]]></surname>
<given-names><![CDATA[M]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Availability and integration of palliative care at US cancer centers]]></article-title>
<source><![CDATA[J Am Med Assoc]]></source>
<year>2010</year>
<volume>303</volume>
<page-range>1054-1061</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B3">
<label>6</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Dalal]]></surname>
<given-names><![CDATA[S]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Del Fabbro]]></surname>
<given-names><![CDATA[E]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Bruera]]></surname>
<given-names><![CDATA[E]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Symptom control in palliative care: Part I-Oncology as a paradigmatic example]]></article-title>
<source><![CDATA[J Palliat Med]]></source>
<year>2006</year>
<volume>9</volume>
<page-range>391-408</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B4">
<label>7</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[MacDonald]]></surname>
<given-names><![CDATA[N]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Palliative care-the fourth phase of cancer prevention]]></article-title>
<source><![CDATA[Cancer Detect Prev]]></source>
<year>1991</year>
<volume>15</volume>
<page-range>253-255</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B5">
<label>8</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Temel]]></surname>
<given-names><![CDATA[JS]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Greer]]></surname>
<given-names><![CDATA[JA]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Muzikansky]]></surname>
<given-names><![CDATA[A]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Gallagher]]></surname>
<given-names><![CDATA[ER]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Admane]]></surname>
<given-names><![CDATA[S]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Early palliative care for patients with metastatic non-small-cell lung cancer]]></article-title>
<source><![CDATA[New Eng J Med]]></source>
<year>2010</year>
<volume>363</volume>
<numero>8</numero>
<issue>8</issue>
<page-range>733-742</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B6">
<label>9</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Smith]]></surname>
<given-names><![CDATA[TJ]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Temin]]></surname>
<given-names><![CDATA[S]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Alesi]]></surname>
<given-names><![CDATA[ER]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[American Society of Clinical Oncology provisional clinical opinion: the integration of palliative care into standard oncology care]]></article-title>
<source><![CDATA[J Clin Oncol]]></source>
<year>2012</year>
<volume>30</volume>
<page-range>880-887</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B7">
<label>10</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Chasen]]></surname>
<given-names><![CDATA[MR]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Feldstein]]></surname>
<given-names><![CDATA[A]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Gravelle]]></surname>
<given-names><![CDATA[D]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[An interprofessional palliative care oncology rehabilitation program: effects on function and predictors of program completion]]></article-title>
<source><![CDATA[Curr Oncol]]></source>
<year>2013</year>
<volume>20</volume>
<page-range>301-309</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B8">
<label>11</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Tong]]></surname>
<given-names><![CDATA[H]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Insenring]]></surname>
<given-names><![CDATA[E]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Yates]]></surname>
<given-names><![CDATA[P]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[The prevalence of nutrition impact symptoms and their relationship to quality of life and clinical outcomes in medical oncology patients]]></article-title>
<source><![CDATA[Supp Care Can]]></source>
<year>2009</year>
<volume>17</volume>
<page-range>83-90</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B9">
<label>12</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Potter]]></surname>
<given-names><![CDATA[J]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Hami]]></surname>
<given-names><![CDATA[F]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Bryan]]></surname>
<given-names><![CDATA[T]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Symptoms in 400 patients referred to palliative care services: prevalence and patterns]]></article-title>
<source><![CDATA[Palliat Med]]></source>
<year>2003</year>
<volume>17</volume>
<numero>4</numero>
<issue>4</issue>
<page-range>310-314</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B10">
<label>13</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Fearon]]></surname>
<given-names><![CDATA[K]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Arends]]></surname>
<given-names><![CDATA[J]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Baracos]]></surname>
<given-names><![CDATA[V]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Understanding the mechanisms and treatment options in cancer cachexia]]></article-title>
<source><![CDATA[Nat Rev Clin Oncol]]></source>
<year>2013</year>
<volume>10</volume>
<page-range>90-99</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B11">
<label>14</label><nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Radbruch]]></surname>
<given-names><![CDATA[L]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Elsner]]></surname>
<given-names><![CDATA[F]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Trottenberg]]></surname>
<given-names><![CDATA[P]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Strasser]]></surname>
<given-names><![CDATA[F]]></given-names>
</name>
</person-group>
<collab>Fearon K: Clinical practice guidelines on cancer cachexia in advanced cancer patients</collab>
<source><![CDATA[en]]></source>
<year>2010</year>
<publisher-loc><![CDATA[Aachen ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Department of Palliative Medicine/ European Palliative Care Research Collaborative]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B12">
<label>15</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Beck]]></surname>
<given-names><![CDATA[AM]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Balknas]]></surname>
<given-names><![CDATA[UN]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Furst]]></surname>
<given-names><![CDATA[P]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Hasunen]]></surname>
<given-names><![CDATA[K]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Jones]]></surname>
<given-names><![CDATA[L]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Food and nutritional care in hospitals: how to prevent undernutrition- report and guidelines from the Council of Europe]]></article-title>
<source><![CDATA[Clin Nutr]]></source>
<year>2001</year>
<volume>20</volume>
<page-range>455-460</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B13">
<label>16</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Beck]]></surname>
<given-names><![CDATA[AM]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Balknas]]></surname>
<given-names><![CDATA[UN]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Camilo]]></surname>
<given-names><![CDATA[ME]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Fürst]]></surname>
<given-names><![CDATA[P]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Gentile]]></surname>
<given-names><![CDATA[MG]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Practices in relation to nutritional care and support-report from the Council of Europe]]></article-title>
<source><![CDATA[Clin Nutr]]></source>
<year>2002</year>
<volume>21</volume>
<page-range>351-354</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B14">
<label>17</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Demario Rl]]></surname>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Sousa]]></surname>
<given-names><![CDATA[AA]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Salles]]></surname>
<given-names><![CDATA[RK]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Comida de hospital: percepções de pacientes em um hospital público com proposta de atendimento humanizado]]></article-title>
<source><![CDATA[Ciênc Saúde Coletiva]]></source>
<year>2010</year>
<volume>15</volume>
<page-range>1275-1282</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B15">
<label>20</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Felder]]></surname>
<given-names><![CDATA[S]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Lechtenboehmer]]></surname>
<given-names><![CDATA[C]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Bally]]></surname>
<given-names><![CDATA[M]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Association of nutritional risk and adverse medical outcomes across different medical inpatient populations]]></article-title>
<source><![CDATA[Nutrition]]></source>
<year>2015</year>
<volume>31</volume>
<numero>11-12</numero>
<issue>11-12</issue>
<page-range>1385-1393</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B16">
<label>21</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Oberholzer]]></surname>
<given-names><![CDATA[R]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Hopkinson]]></surname>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[JB]]></surname>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Baumann]]></surname>
<given-names><![CDATA[K]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Psychosocial effects of cancer cachexia: a systematic literature search and qualitative analysis]]></article-title>
<source><![CDATA[J Pain and Symptom Manag]]></source>
<year>2013</year>
<volume>46</volume>
<numero>1</numero>
<issue>1</issue>
<page-range>77-95</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B17">
<label>22</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Strasser]]></surname>
<given-names><![CDATA[F]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Binswanger]]></surname>
<given-names><![CDATA[J]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Cerny]]></surname>
<given-names><![CDATA[T]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Fighting a losing battle: eating-related distress of men with advanced cancer and their female partners. A mixed-methods study]]></article-title>
<source><![CDATA[Palliat Med]]></source>
<year>2007</year>
<volume>21</volume>
<numero>2</numero>
<issue>2</issue>
<page-range>129-137</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B18">
<label>23</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Paccagnella]]></surname>
<given-names><![CDATA[A]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Morello]]></surname>
<given-names><![CDATA[M]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Da Mosto]]></surname>
<given-names><![CDATA[MC]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Baruffi]]></surname>
<given-names><![CDATA[C]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Marcon]]></surname>
<given-names><![CDATA[ML]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Gava]]></surname>
<given-names><![CDATA[A]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Early nutritional intervention improves treatment tolerance and outcomes in head and neck cancer patients undergoing concurrent chemoradiotherapy]]></article-title>
<source><![CDATA[Support Care Cancer]]></source>
<year>2010</year>
<volume>18</volume>
<page-range>837-845</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B19">
<label>24</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Ravasco]]></surname>
<given-names><![CDATA[P]]></given-names>
</name>
</person-group>
<collab>Monteiro-Grillo I and Camilo.ME</collab>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Does nutrition influence quality of life in cancer patients undergoing radiotherapy]]></article-title>
<source><![CDATA[Radiother Oncol]]></source>
<year>2003</year>
<volume>67</volume>
<numero>2</numero>
<issue>2</issue>
<page-range>213-220</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B20">
<label>25</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Ravasco]]></surname>
<given-names><![CDATA[P]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Monteiro-Grillo]]></surname>
<given-names><![CDATA[I]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Vidal]]></surname>
<given-names><![CDATA[PM]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Cancer: disease and nutrition are key determinants of patients' quality of life]]></article-title>
<source><![CDATA[Support Care Cancer]]></source>
<year>2004</year>
<volume>12</volume>
<numero>4</numero>
<issue>4</issue>
<page-range>246-252</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B21">
<label>26</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Ravasco]]></surname>
<given-names><![CDATA[P]]></given-names>
</name>
</person-group>
<collab>Monteiro-Grillo I and Camilo M</collab>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Cancer wasting and quality of life react to early individualized nutritional counselling: . Clin]]></article-title>
<source><![CDATA[Nutr]]></source>
<year>2007</year>
<volume>26</volume>
<numero>1</numero>
<issue>1</issue>
<page-range>7-15</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B22">
<label>27</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Wallin]]></surname>
<given-names><![CDATA[V]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Carlander]]></surname>
<given-names><![CDATA[I]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Sandman]]></surname>
<given-names><![CDATA[PO]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Hakanson]]></surname>
<given-names><![CDATA[C]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Meanings of eating deficiencies for people admitted to palliative home care]]></article-title>
<source><![CDATA[Palliat Support Care]]></source>
<year>2015</year>
<volume>13</volume>
<page-range>1231-1239</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B23">
<label>28</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Silva]]></surname>
<given-names><![CDATA[PB]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Lopes]]></surname>
<given-names><![CDATA[M]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Trindade]]></surname>
<given-names><![CDATA[LCT]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Controlo dos sintomas intervenção nutricional: Fatores que interferem na qualidade de vida de pacientes oncológicos em cuidados paliativos]]></article-title>
<source><![CDATA[Rev Dor São Paulo]]></source>
<year>2010</year>
<volume>11</volume>
<numero>4</numero>
<issue>4</issue>
<page-range>282-288</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B24">
<label>29</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Reid]]></surname>
<given-names><![CDATA[J]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Mckenna]]></surname>
<given-names><![CDATA[HP]]></given-names>
</name>
</person-group>
<collab>Fitzsimons D et al</collab>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[An exploration of the experience of cancer cachexia: what patients and their families want from healthcare professionals]]></article-title>
<source><![CDATA[Eur J Cancer Care]]></source>
<year>2010</year>
<volume>19</volume>
<page-range>682-689</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B25">
<label>30</label><nlm-citation citation-type="journal">
<collab>Hopkinson J and Corner J</collab>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Helping Patients with Advanced Cancer Live with Concerns About Eating: A Challenge for Palliative Care Professionals]]></article-title>
<source><![CDATA[J Pain and Symptom Manag]]></source>
<year>2006</year>
<volume>31</volume>
<numero>4</numero>
<issue>4</issue>
<page-range>293-305</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B26">
<label>31</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Bosaeus]]></surname>
<given-names><![CDATA[I]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Nutritional support in multimodal therapy for cancer cachexia]]></article-title>
<source><![CDATA[Supp Care Cancer]]></source>
<year>2008</year>
<volume>16</volume>
<page-range>447-451</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B27">
<label>34</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Boykin]]></surname>
<given-names><![CDATA[L]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[The role of the dietitian in palliative care]]></article-title>
<source><![CDATA[Health Care Food Nutr Focus]]></source>
<year>1997</year>
<volume>13</volume>
<numero>9</numero>
<issue>9</issue>
<page-range>8</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B28">
<label>35</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Power]]></surname>
<given-names><![CDATA[J]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Nutritional issues in advanced cancer]]></article-title>
<source><![CDATA[Eur J Palliat Care]]></source>
<year>1999</year>
<volume>6</volume>
<page-range>39-42</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B29">
<label>36</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Pinto]]></surname>
<given-names><![CDATA[IF]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Pereira]]></surname>
<given-names><![CDATA[JL]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Campos]]></surname>
<given-names><![CDATA[CJ]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Thompson]]></surname>
<given-names><![CDATA[JL]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[The Dietitian's Role in Palliative Care: A Qualitative Study Exploring the Scope and Emerging Competencies for Dietitians in Palliative Care]]></article-title>
<source><![CDATA[J Palliat Care Med]]></source>
<year>2016</year>
<volume>6</volume>
<numero>2</numero>
<issue>2</issue>
<page-range>253</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B30">
<label>37</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Pietersma]]></surname>
<given-names><![CDATA[P]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Follet-Bick]]></surname>
<given-names><![CDATA[S]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Wilkinson]]></surname>
<given-names><![CDATA[B]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[A bedside food cart as an alternate food service for acute and palliative oncological patients]]></article-title>
<source><![CDATA[Support Care Cancer]]></source>
<year>2003</year>
<volume>11</volume>
<numero>9</numero>
<issue>9</issue>
<page-range>611-614</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B31">
<label>39</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Kaasa]]></surname>
<given-names><![CDATA[S]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Torvik]]></surname>
<given-names><![CDATA[K]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Cherny]]></surname>
<given-names><![CDATA[N]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Patient demographics and centre description in European palliative care units - a cross sectional survey of the European Association for Palliative Care (EAPC) research network]]></article-title>
<source><![CDATA[Palliat Med]]></source>
<year>2007</year>
<volume>21</volume>
<numero>1</numero>
<issue>1</issue>
<page-range>15-22</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B32">
<label>41</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Gamondi]]></surname>
<given-names><![CDATA[C]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Larkin]]></surname>
<given-names><![CDATA[P]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Payne]]></surname>
<given-names><![CDATA[S]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Core competencies in palliative care: an EAPC Whitepaper on palliative care education - part 1]]></article-title>
<source><![CDATA[Eur J Palliat Care]]></source>
<year>2013</year>
<volume>20</volume>
<page-range>86-91</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B33">
<label>42</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Cooper]]></surname>
<given-names><![CDATA[D]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Aherne]]></surname>
<given-names><![CDATA[M]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Pereira]]></surname>
<given-names><![CDATA[J]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[The competencies required by professional hospice palliative care spiritual care providers]]></article-title>
<source><![CDATA[J Palliat Med]]></source>
<year>2010</year>
<volume>13</volume>
<page-range>869-875</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B34">
<label>43</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Cobbe]]></surname>
<given-names><![CDATA[S]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Kennedy]]></surname>
<given-names><![CDATA[N]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Physical function in hospice patients and physiotherapy interventions: a profile of hospice physiotherapy]]></article-title>
<source><![CDATA[J Palliat Med]]></source>
<year>2012</year>
<volume>15</volume>
<page-range>760-767</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B35">
<label>44</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Dawson]]></surname>
<given-names><![CDATA[S]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Interprofessional working: communication, collaboration...perspiration!. Int J Palliat]]></article-title>
<source><![CDATA[Nurs]]></source>
<year>2007</year>
<volume>13</volume>
<numero>10</numero>
<issue>10</issue>
<page-range>502-505</page-range></nlm-citation>
</ref>
</ref-list>
</back>
</article>
