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<article-id pub-id-type="doi">10.21011/apn.2017.0802</article-id>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Avaliação e controlo do desperdício alimentar em refeitórios escolares do Município de Barcelos]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Assessment and Monitoring of School Lunch Plate Waste at Schools from the Municipality of Barcelos]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Introduction: Food waste is the amount of food that remains proper for consumption but that is discarded by human action or omission. Due to the enormous amount of food wasted worldwide this is a subject of increasing interest in the last years. In Portugal about 400,000 children attend to the 1st grade of basic education and most of them have lunch at school daily. The relevance of evaluating food waste in this scenario includes its effects on the environment, society and economy but particularly focusing on its nutritional consequences on children&#8217;s daily intake. Objectives: This study aimed to assess the extent of food waste in the school lunch provided for nursery children and 1st grade students in the Municipality of Barcelos, in Portugal. Methodology: Four schools totaling 293 students were involved in this research. This study was divided into three phases, the first was developed to quantify the food waste in schools, using the selective aggregate weighing. In the second phase an intervention was carried out to raise awareness of educators, students and canteen staff about food waste. And, in the third phase, the food waste was again quantified using the same procedure used in the first phase. Results: It was found that from the total amount of food produced in schools, 11,5% was wasted in the first stage and 11,2% in the second one. In schools without an intervention, the total amount of waste increased from 18,1% to 21,4%, while in schools where a sensitization action was taken, the amount of waste decreased from 32,4% to 28,2%. It was observed that the possibility of children leaving the canteen before consuming the whole meal as well as the presence of a small number of workers to accompany the meal are associated factors with high levels of food waste at school. Conclusions: In this study, the results show a decrease in the waste volume which may indicate that the awareness strategy about food waste may be used as potential strategy to reduce food waste in schools.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Crianças]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Desperdício alimentar]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Refeitório escolar]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>ARTIGO ORIGINAL</b></p>     <p>      <p><b>Avalia&ccedil;&atilde;o e controlo do desperd&iacute;cio alimentar em refeit&oacute;rios escolares do Munic&iacute;pio de Barcelos</b></p>     <p><b>Assessment and Monitoring of School Lunch Plate Waste at Schools from the Municipality of Barcelos</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Lillian Ara&uacute;jo<sup>1</sup>; Ada Rocha<sup>1, 2*</sup></b></p>     <p></p>     <p><sup>1</sup>Faculdade de Ci&ecirc;ncias da Nutri&ccedil;&atilde;o e Alimenta&ccedil;&atilde;o da Universidade do Porto, Rua Dr. Roberto Frias, 4200-465 Porto, Portugal</p>     <p><sup>2</sup>LAQV@REQUIMTE, Faculdade de Ci&ecirc;ncias e Tecnologia, Universidade Nova de Lisboa, Quinta da Torre, 2829-516 Caparica, Portugal</p> <a href="#c0">Endere&#231;o para correspond&#234;ncia</a><a name="topc0"></a></b></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b >RESUMO</b></p>     <p>Introdu&ccedil;&atilde;o:&nbsp;O desperd&iacute;cio alimentar, entendido como os alimentos ainda pr&oacute;prios para consumo que s&atilde;o eliminados por a&ccedil;&atilde;o ou omiss&atilde;o humana, tem-se revelado nos &uacute;ltimos anos um tema de interesse crescente. Em Portugal, cerca de 400.000 crian&ccedil;as do 1.&ordm; ciclo do ensino b&aacute;sico consomem o almo&ccedil;o escolar diariamente. A pertin&ecirc;ncia do estudo do desperd&iacute;cio alimentar neste contexto prende-se n&atilde;o s&oacute; com os efeitos deste fen&oacute;meno a n&iacute;vel ambiental, social e econ&oacute;mico, mas particularmente com as consequ&ecirc;ncias nutricionais.</p>     <p>Objetivos:&nbsp;O presente trabalho visa avaliar a dimens&atilde;o do desperd&iacute;cio alimentar em refeit&oacute;rios escolares de Jardins de Inf&acirc;ncia e das Escolas B&aacute;sicas do 1.&ordm; Ciclo do Munic&iacute;pio de Barcelos.</p>     <p>Metodologia:&nbsp;Esta investiga&ccedil;&atilde;o teve como alvo os estudantes de quatro escolas do Munic&iacute;pio de Barcelos, totalizando 293 alunos. Foi dividida em tr&ecirc;s fases, na primeira foi efetuada a quantifica&ccedil;&atilde;o do desperd&iacute;cio alimentar em contexto escolar, utilizando-se como procedimento a pesagem agregada seletiva. Na segunda etapa foi levada a cabo uma interven&ccedil;&atilde;o tendo em vista a sensibiliza&ccedil;&atilde;o dos educadores, educandos e tarefeiras sobre o desperd&iacute;cio alimentar. Na terceira fase foi novamente efetuada a quantifica&ccedil;&atilde;o do desperd&iacute;cio alimentar, utilizando o mesmo procedimento da primeira fase.</p>     <p>Resultados:&nbsp;Verificou-se que da totalidade dos alimentos preparados nas escolas eram desperdi&ccedil;ados 11,5% antes da interven&ccedil;&atilde;o e 11,2% depois da interven&ccedil;&atilde;o. Nas institui&ccedil;&otilde;es onde n&atilde;o houve sensibiliza&ccedil;&atilde;o, a dimens&atilde;o total de desperd&iacute;cio aumentou de 18,1% para 21,4%, enquanto que nas escolas onde se realizou uma a&ccedil;&atilde;o de sensibiliza&ccedil;&atilde;o a quantidade de res&iacute;duos decresceu de 32,4% para 28,2%. Observou-se ainda que a possibilidade das crian&ccedil;as sa&iacute;rem da cantina antes de consumirem a totalidade da refei&ccedil;&atilde;o, bem como a presen&ccedil;a de um n&uacute;mero diminuto de tarefeiras a acompanhar a refei&ccedil;&atilde;o, s&atilde;o fatores associados de altos n&iacute;veis de desperd&iacute;cio alimentar no almo&ccedil;o escolar.</p>     <p>Conclus&otilde;es:&nbsp;Neste estudo foi poss&iacute;vel notar uma diminui&ccedil;&atilde;o na quantidade de alimentos desperdi&ccedil;ados, o que parece indicar que a sensibiliza&ccedil;&atilde;o sobre o desperd&iacute;cio alimentar poder&aacute; ser uma estrat&eacute;gia eficaz na redu&ccedil;&atilde;o do volume de desperd&iacute;cio nas escolas.</p>     <p><b>Palavras-chave</b></p>     <p>Crian&ccedil;as, Desperd&iacute;cio alimentar, Refeit&oacute;rio escolar, Sensibiliza&ccedil;&atilde;o</p>     <p>&nbsp;</p>  <hr>     <p>&nbsp;</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>Introduction:&nbsp;Food waste is the amount of food that remains proper for consumption but that is discarded by human action or omission. Due to the enormous amount of food wasted worldwide this is a subject of increasing interest in the last years. In Portugal about 400,000 children attend to the 1st&nbsp;grade of basic education and most of them have lunch at school daily. The relevance of evaluating food waste in this scenario includes its effects on the environment, society and economy but particularly focusing on its nutritional consequences on children&rsquo;s daily intake.</p>     <p>Objectives:&nbsp;This study aimed to assess the extent of food waste in the school lunch provided for nursery children and 1st&nbsp;grade students in the Municipality of Barcelos, in Portugal.</p>     <p>Methodology:&nbsp;Four schools totaling 293 students were involved in this research. This study was divided into three phases, the first was developed to quantify the food waste in schools, using the selective aggregate weighing. In the second phase an intervention was carried out to raise awareness of educators, students and canteen staff about food waste. And, in the third phase, the food waste was again quantified using the same procedure used in the first phase.</p>     <p>Results:&nbsp;It was found that from the total amount of food produced in schools, 11,5% was wasted in the first stage and 11,2% in the second one. In schools without an intervention, the total amount of waste increased from 18,1% to 21,4%, while in schools where a sensitization action was taken, the amount of waste decreased from 32,4% to 28,2%. It was observed that the possibility of children leaving the canteen before consuming the whole meal as well as the presence of a small number of workers to accompany the meal are associated factors with high levels of food waste at school.</p>     <p>Conclusions:&nbsp;In this study, the results show a decrease in the waste volume which may indicate that the awareness strategy about food waste may be used as potential strategy to reduce food waste in schools.</p>     <p><b>Keywords</b></p>     <p>Children, Food waste, School lunch, Awareness</p>     <p>&nbsp;</p>  <hr>     <p>&nbsp;</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>INTRODU&Ccedil;&Atilde;O</b></p>     <p>O desperd&iacute;cio alimentar &eacute; designado como a quantidade de alimentos ainda pr&oacute;prios para consumo que &eacute; eliminada por a&ccedil;&atilde;o ou omiss&atilde;o humana, correspondendo aos restos p&oacute;s-consumo e &agrave;s sobras limpas (1-4).</p>     <p>Do ponto de vista ambiental e social, o desperd&iacute;cio alimentar n&atilde;o contribui para um comportamento sustent&aacute;vel, pois uma propor&ccedil;&atilde;o substancial de alimentos descartados poderiam ser usados para satisfazer as necessidades de pessoas carenciadas (3-5). Al&eacute;m disso, a decomposi&ccedil;&atilde;o de res&iacute;duos org&acirc;nicos conduz a efeitos ambientais adversos (3,5,6). Do ponto de vista econ&oacute;mico, os custos do desperd&iacute;cio alimentar tendem a ser subvalorizados (3).</p>     <p>Enquanto na Europa e Am&eacute;rica do Norte, a&nbsp;<i>Food and Agriculture Organization&nbsp</i>;estima que se produzam, anualmente, entre 95 a 115 kg&nbsp;de res&iacute;duos&nbsp;<i>per capita</i>; na &Aacute;frica Subsariana, no sul e sudeste asi&aacute;tico calcula-se que cerca de 6 a 11 kg de g&eacute;neros aliment&iacute;cios sejam desperdi&ccedil;ados por ano (3,7,8). Em Portugal, estudos indicam que o desperd&iacute;cio anual ronde 131 kg&nbsp;<i>per capita</i>&nbsp;(9).</p>     <p>Esta problem&aacute;tica no meio escolar centra-se na quantidade de alimentos desperdi&ccedil;ados e numa consequente ingest&atilde;o nutricional inadequada (5,10). A n&iacute;vel nacional, verificou-se que 18,4% a 21,6% da sopa e entre 27,5% a 32,0% do prato da refei&ccedil;&atilde;o escolar s&atilde;o desperdi&ccedil;ados (11,12). Um estudo realizado recentemente na Regi&atilde;o Norte de Portugal demonstrou que o desperd&iacute;cio do prato &eacute; superior a 34% e que o desperd&iacute;cio de sopa &eacute; superior a 19% (11).</p>     <p>O desperd&iacute;cio alimentar em contexto escolar pode ser devido, por exemplo, &agrave; falta de acompanhamento dos alunos durante o almo&ccedil;o, por parte dos membros da escola, ao facto de n&atilde;o serem consideradas as prefer&ecirc;ncias dos alunos na ementa escolar e &agrave; exist&ecirc;ncia de alimentos de baixo valor nutricional em m&aacute;quinas de venda autom&aacute;tica, caf&eacute;s e quiosques nas proximidades das escolas (13,14).</p>     <p>Em Portugal, cerca de 400000 crian&ccedil;as do 1.&ordm; ciclo do ensino b&aacute;sico consomem o almo&ccedil;o escolar diariamente (15). O almo&ccedil;o &eacute; confecionado e servido tendo em conta as necessidades energ&eacute;ticas dos estudantes, com o pressuposto de que todos os alimentos distribu&iacute;dos sejam consumidos, no entanto, estas podem n&atilde;o ser cumpridas se quantidades substanciais de alimentos forem rejeitadas pelas crian&ccedil;as sistematicamente (9,16,17).</p>     <p>A pertin&ecirc;ncia da avalia&ccedil;&atilde;o do desperd&iacute;cio alimentar est&aacute; intimamente relacionada com as consequ&ecirc;ncias nutricionais a este inerentes. Esta problem&aacute;tica impulsiona a investiga&ccedil;&atilde;o em ambientes escolares, quanto &agrave; quantifica&ccedil;&atilde;o do desperd&iacute;cio, &agrave; determina&ccedil;&atilde;o das causas e &agrave; elabora&ccedil;&atilde;o de medidas concretas para a redu&ccedil;&atilde;o do desperd&iacute;cio alimentar. &Eacute; neste contexto que este trabalho visa contribuir para a minimiza&ccedil;&atilde;o do desperd&iacute;cio alimentar.</p>     <p><b>OBJETIVOS</b></p>     <li>Avalia&ccedil;&atilde;o da dimens&atilde;o do desperd&iacute;cio alimentar nos refeit&oacute;rios dos Jardins de Inf&acirc;ncia (JI) e Escolas B&aacute;sicas do 1.&ordm; Ciclo (EB1) do Munic&iacute;pio de Barcelos;</li>     ]]></body>
<body><![CDATA[<li>Avalia&ccedil;&atilde;o do impacto de estrat&eacute;gias de sensibiliza&ccedil;&atilde;o sobre o desperd&iacute;cio alimentar;</li>     <li>Verificar se existem diferen&ccedil;as quantitativas entre o desperd&iacute;cio alimentar de escolas com confe&ccedil;&atilde;o local e de escolas com refei&ccedil;&otilde;es transportadas.</li>     <p></p>     <p><b>METODOLOGIA</b></p>     <p>O estudo trata-se de um ensaio comunit&aacute;rio onde se pretendia comparar o impacto de estrat&eacute;gias de sensibiliza&ccedil;&atilde;o sobre o desperd&iacute;cio alimentar, ap&oacute;s a quantifica&ccedil;&atilde;o pr&eacute;via deste evento em unidades escolares com servi&ccedil;o de refei&ccedil;&otilde;es de diferentes caracter&iacute;sticas (pr&oacute;prio ou transportado) e dimens&otilde;es&nbsp;(escolas com mais de 100 alunos e escolas com menos de 40 alunos).</p>     <p>A recolha de dados realizada em 2015, contemplava 4 escolas que englobam JI e EB1 com alunos dos 3 aos 10 anos de idade, os dados sociodemogr&aacute;ficos n&atilde;o foram considerados nesta investiga&ccedil;&atilde;o. A amostra recolhida foi obtida por sele&ccedil;&atilde;o n&atilde;o probabil&iacute;stica e de conveni&ecirc;ncia.</p>     <p>A investiga&ccedil;&atilde;o foi dividida em tr&ecirc;s fases (<a href ="/img/revistas/apn/n8/n8a02f1.jpg">Figura 1</a>), sendo que na primeira etapa foi efetuada a quantifica&ccedil;&atilde;o do desperd&iacute;cio alimentar em contexto escolar. Na segunda etapa (duas semanas ap&oacute;s a primeira avalia&ccedil;&atilde;o) foi levada a cabo, em duas das quatro escolas, a a&ccedil;&atilde;o de sensibiliza&ccedil;&atilde;o sobre o desperd&iacute;cio alimentar, atrav&eacute;s: da distribui&ccedil;&atilde;o de panfletos elaborados especificamente para educadores e educandos onde foram abordadas as consequ&ecirc;ncias nutricionais do desperd&iacute;cio de alimentos e formas de o reduzir; da afixa&ccedil;&atilde;o de cartazes com mensagens relacionadas com a redu&ccedil;&atilde;o do desperd&iacute;cio de alimentos nas cantinas destas escolas, de modo a cativar a aten&ccedil;&atilde;o dos alunos; e de uma sess&atilde;o de advert&ecirc;ncia, elaborada pelo investigador principal e dirigida aos funcion&aacute;rios que acompanham a refei&ccedil;&atilde;o, sobre conceitos b&aacute;sicos de alimenta&ccedil;&atilde;o e sa&uacute;de, as quantidades de alimentos desperdi&ccedil;ados em Portugal, e a import&acirc;ncia dos membros da escola na modifica&ccedil;&atilde;o de comportamentos face ao almo&ccedil;o escolar. Finalmente na terceira etapa (um m&ecirc;s ap&oacute;s a primeira avalia&ccedil;&atilde;o) foi efetuada nova quantifica&ccedil;&atilde;o do desperd&iacute;cio alimentar em contexto escolar.</p>     
<p>Utilizou-se como procedimento de quantifica&ccedil;&atilde;o do desperd&iacute;cio a pesagem agregada seletiva, nas escolas de interven&ccedil;&atilde;o e de controlo. Este m&eacute;todo consiste na pesagem da quantidade total de cada tipo de alimento, antes do empratamento e ap&oacute;s a divis&atilde;o dos restos presentes nos pratos em recipientes, de acordo com a tipologia de alimento (18-20).&nbsp;Deste modo, no in&iacute;cio da refei&ccedil;&atilde;o realizou-se a pesagem de todos os alimentos preparados nos seus recipientes antes de irem para a linha de distribui&ccedil;&atilde;o. Previamente foram registados os pesos dos recipientes vazios. Posteriormente, os recipientes ao regressarem &agrave; cozinha eram pesados novamente para registar o peso das sobras limpas. Para obter o valor dos restos separaram-se os desperd&iacute;cios dos pratos dos alunos em diferentes sacos (cujos pesos foram desprezados) para sopa, hort&iacute;colas, componente proteica, acompanhamento fornecedor de hidratos de carbono e sobremesa.</p>     <p>As escolas de maiores dimens&otilde;es (que fornecem cerca de 100 refei&ccedil;&otilde;es) confecionam o almo&ccedil;o escolar na cantina da pr&oacute;pria escola, enquanto as escolas de menores dimens&otilde;es (que fornecem cerca de 30 refei&ccedil;&otilde;es) recebem o almo&ccedil;o escolar preparado nas escolas de maiores dimens&otilde;es. A ementa era igual em todas as escolas do Munic&iacute;pio e foram elaboradas segundo as diretrizes oficiais para o almo&ccedil;o escolar (21). Esta refei&ccedil;&atilde;o inclui uma sopa de hort&iacute;colas, um prato com uma componente proteica (peixe ou carne), uma componente fornecedora de hidratos de carbono (arroz, massa ou batata), produtos hort&iacute;colas e fruta fresca como sobremesa.&nbsp;Assim, nas escolas de maiores dimens&otilde;es o prato consistiu em massa cozida com frango estufado acompanhado com alface e tomate, e nas escolas de menores dimens&otilde;es a ementa foi arroz branco cozido com abr&oacute;tea estufada, acompanhada com salada de alface e tomate.</p>     <p>Para realizar as medi&ccedil;&otilde;es foram selecionados dias em que a ementa consistia num prato n&atilde;o composto, isto &eacute;, os diferentes componentes do prato eram confecionados de forma dissociada e fornecidos separadamente. Nesta investiga&ccedil;&atilde;o n&atilde;o foi considerada a temperatura da refei&ccedil;&atilde;o. Em cada cantina, os funcion&aacute;rios que confecionam o almo&ccedil;o escolar s&atilde;o os respons&aacute;veis pelo atendimento e distribui&ccedil;&atilde;o de refei&ccedil;&otilde;es, recolhendo os tabuleiros no final das mesmas. Durante a investiga&ccedil;&atilde;o, n&atilde;o existiu qualquer mudan&ccedil;a nas pr&aacute;ticas escolares relativas ao almo&ccedil;o escolar, nomeadamente na hora do almo&ccedil;o, ementas dispon&iacute;veis e funcion&aacute;rios que acompanham a refei&ccedil;&atilde;o (nas escolas menores 2 funcion&aacute;rios e nas escolas maiores 7 funcion&aacute;rios), a fim de evitar a interfer&ecirc;ncia com o consumo de alimentos.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Para os dias de recolha de dados foi necess&aacute;rio o uso de bata, touca, luvas, sacos e balan&ccedil;a digital (marca Baxtran &ndash; modelo BS15 com alcance de 15 quilogramas e precis&atilde;o de 5 gramas).</p>     <p>A percentagem de desperd&iacute;cio alimentar foi contabilizada atrav&eacute;s das sobras e restos, de acordo com Buzby e Guthrie, utilizando a seguinte f&oacute;rmula: Desperd&iacute;cio (%) = Peso dos restos e sobras x 100 / Peso da refei&ccedil;&atilde;o produzida (15). A quantifica&ccedil;&atilde;o dos restos foi feita atrav&eacute;s do indicador de restos (IR), de acordo com Teixeira et al.: IR (%) = Peso dos restos x 100 / Peso da refei&ccedil;&atilde;o produzida (22). Para quantificar as sobras foi calculada a sua percentagem conforme Augustini et al.: Sobras (%) = Peso das sobras x 100 / Peso da refei&ccedil;&atilde;o produzida (15,22).</p>     <p>Utilizou-se para a an&aacute;lise dos dados o programa&nbsp;<i>Statistical Package for Social Sciences&nbsp </i>;para o&nbsp;Windows&nbsp;vers&atilde;o 21. A an&aacute;lise descritiva envolveu o c&aacute;lculo da m&eacute;dia, desvio-padr&atilde;o, m&aacute;ximo e m&iacute;nimo (vari&aacute;veis cardinais) e das frequ&ecirc;ncias (vari&aacute;veis nominais). Para comparar m&eacute;dias de duas amostras independentes utilizou-se o teste&nbsp;t-student&nbsp;ou o teste&nbsp;Mann-Whitney. O teste ANOVA foi utilizado para comparar m&eacute;dias de mais do que duas amostras independentes. O grau de associa&ccedil;&atilde;o entre vari&aacute;veis foi calculado atrav&eacute;s do coeficiente de correla&ccedil;&atilde;o de Spearman (&rho;) e Pearson (r). A hip&oacute;tese nula foi rejeitada quando o n&iacute;vel de signific&acirc;ncia cr&iacute;tico para a sua rejei&ccedil;&atilde;o (p) foi inferior a 0,05.</p>     <p><b>RESULTADOS</b></p>     <p>Verificou-se que, no total de 270 refei&ccedil;&otilde;es na primeira fase e 275 na segunda, desperdi&ccedil;aram-se 63,5 kg, o que representa 22,7% do total de alimentos confecionados. Em m&eacute;dia desperdi&ccedil;aram-se 7,9 Kg por refei&ccedil;&atilde;o, isto &eacute;, 161 g por crian&ccedil;a. Ao analisar o desperd&iacute;cio alimentar verificou-se que, antes da estrat&eacute;gia de sensibiliza&ccedil;&atilde;o, as quantidades de alimentos preparados era superior cerca de 0,28%, dos alimentos consumidos era 0,17% superior e de alimentos desperdi&ccedil;ados era 0,11% superior (p=0,01).</p>     <p>Verificou-se que, nas institui&ccedil;&otilde;es onde n&atilde;o houve sensibiliza&ccedil;&atilde;o, a dimens&atilde;o total de desperd&iacute;cio aumentou de 18,1% para 21,4%, enquanto que nas escolas onde se realizou uma a&ccedil;&atilde;o de sensibiliza&ccedil;&atilde;o a quantidade de res&iacute;duos decresceu de 32,4% para 28,2% (p=0,216) (<a href ="/img/revistas/apn/n8/n8a02g1.jpg">Gr&aacute;fico 1</a>).</p>     
<p>Quanto &agrave; composi&ccedil;&atilde;o do desperd&iacute;cio, o acompanhamento fornecedor de hidratos de carbono foi o mais desprezado (44,8%), seguido pela componente proteica (32,3%) e pelos produtos hort&iacute;colas 10,6% (p=0,336). No que respeita &agrave; componente proteica, verifica-se que o desperd&iacute;cio de pescado (64,1%) foi superior ao de carne (35,9%) e que quando se fornece pescado o desperd&iacute;cio total do prato &eacute; maior (p=0,037).</p>     <p>Verificou-se que as sobras limpas representaram quantidades superiores &agrave;s de restos no caso da sopa (89,6%), da componente proteica (73,5%) e do acompanhamento fornecedor de hidratos de carbono (78,9%). Apenas no caso dos hort&iacute;colas tal n&atilde;o se verificou, tendo sido os valores de restos (63,7%) superiores ao das sobras (36,3%).</p>     <p>O desperd&iacute;cio revelou-se mais elevado quando a refei&ccedil;&atilde;o era transportada, e desagregando em sobras e restos &eacute; not&oacute;rio que, no caso de refei&ccedil;&otilde;es transportadas, o valor de sobras foi sempre superior (p=0,01) (<a href ="/img/revistas/apn/n8/n8a02t1.jpg">Tabela 1</a>).</p>     
<p>A quantidade consumida de sopa (p=0,029), do prato (p=0,029) e de sobremesa (p=0,029) &eacute; superior nas escolas com confe&ccedil;&atilde;o local. E quanto maior o n&uacute;mero de funcion&aacute;rios que acompanham a refei&ccedil;&atilde;o, menor a quantidade desperdi&ccedil;ada de sopa (p=0,009), do prato (p=0,01) e de sobremesa (p=0,025). Verifica-se que o facto dos alunos n&atilde;o poderem sair da cantina sem terem finalizado a refei&ccedil;&atilde;o, resulta tamb&eacute;m numa diminui&ccedil;&atilde;o do desperd&iacute;cio (p=0,044).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>DISCUSS&Atilde;O DOS RESULTADOS</b></p>     <p>Ap&oacute;s an&aacute;lise dos resultados, verificou-se que a quantidade de alimentos desperdi&ccedil;ados pelos alunos de quatro escolas do Munic&iacute;pio de Barcelos representa cerca de 25% do que &eacute; produzido.</p>     <p>No presente estudo foi poss&iacute;vel constatar que se desperdi&ccedil;ou cerca de 0,2 Kg por refei&ccedil;&atilde;o e por crian&ccedil;a valores bastante superiores aos de Campos et al., que apresenta uma m&eacute;dia&nbsp;<i>per capita</i>&nbsp;de 0,1 Kg. Se considerarmos que as quantidades de alimentos disponibilizadas est&atilde;o adequadas a n&iacute;vel nutricional, torna-se evidente que as crian&ccedil;as ingerem quantidades de alimentos, e consequentemente de nutrientes, inferiores &agrave;s recomendadas (22).</p>     <p>Na primeira fase do estudo observou-se um desperd&iacute;cio m&eacute;dio de 11,5% e na segunda fase de 11,2%, o que denota que as ementas ou as capita&ccedil;&otilde;es servidas s&atilde;o inadequadas (23).</p>     <p>Relativamente &agrave;s sobras, segundo Muller s&atilde;o apenas aceit&aacute;veis valores inferiores a 3% (22). No presente estudo observaram-se valores de sobras de 28,7% na primeira fase e 27,5% na segunda. Estes n&uacute;meros podem derivar do facto de se produzirem quantidades de alimentos superiores &agrave;s necess&aacute;rias. &Eacute; poss&iacute;vel notar que ap&oacute;s a consciencializa&ccedil;&atilde;o, houve uma diminui&ccedil;&atilde;o da quantidade confecionada, o que pode ter influenciado a redu&ccedil;&atilde;o de sobras.</p>     <p>Segundo Teixeira et al., valores de IR superiores a 10% s&atilde;o considerados inaceit&aacute;veis (22). O valor de 5,11% obtido no presente estudo foi por isso considerado aceit&aacute;vel. A oferta de refei&ccedil;&otilde;es que v&atilde;o ao encontro das prefer&ecirc;ncias dos alunos &eacute; importante para diminuir o montante de restos.</p>     <p>&Eacute; evidente que a quantidade de desperd&iacute;cio alimentar do presente estudo deriva sobretudo da quantidade de sobras. As sobras apresentam uma rela&ccedil;&atilde;o com o n&uacute;mero de refei&ccedil;&otilde;es servidas e com a margem de seguran&ccedil;a definida para que n&atilde;o faltem alimentos. Estes valores podem ser influenciados pela oscila&ccedil;&atilde;o di&aacute;ria das refei&ccedil;&otilde;es e pelas prefer&ecirc;ncias alimentares.</p>     <p>Verifica-se que, nas escolas onde se realizou a sensibiliza&ccedil;&atilde;o sobre o desperd&iacute;cio alimentar, diminuiu o volume de desperd&iacute;cio. De acordo com a investiga&ccedil;&atilde;o desenvolvida por Martins (2013), o acompanhamento dos alunos pelos professores durante o per&iacute;odo de almo&ccedil;o, conduz a uma redu&ccedil;&atilde;o do desperd&iacute;cio, o que faz desta uma importante estrat&eacute;gia quando pretendemos reduzir o desperd&iacute;cio alimentar (23). Poder&aacute; assim ser importante capacitar os funcion&aacute;rios que acompanham a refei&ccedil;&atilde;o para que se tornem determinantes na diminui&ccedil;&atilde;o do desperd&iacute;cio total.</p>     <p>Quanto &agrave; distribui&ccedil;&atilde;o do desperd&iacute;cio por componentes, verificou-se que os hort&iacute;colas foram o componente menos rejeitado, por&eacute;m foram&nbsp;igualmente o menos produzido. Quanto &agrave; componente proteica, verificou-se que o pescado foi mais rejeitado, o que vai ao encontro a outros trabalhos realizados em Portugal que referem o pescado como um dos alimentos com menor aceita&ccedil;&atilde;o por parte de crian&ccedil;as (22-24).</p>     <p>Verificou-se que a possibilidade das crian&ccedil;as sa&iacute;rem da cantina antes de consumirem a totalidade da refei&ccedil;&atilde;o bem como a presen&ccedil;a de um n&uacute;mero diminuto de tarefeiras a acompanhar a refei&ccedil;&atilde;o s&atilde;o fatores associados de altos n&iacute;veis de desperd&iacute;cio alimentar no almo&ccedil;o escolar.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O presente trabalho apresenta algumas limita&ccedil;&otilde;es, nomeadamente, o facto da composi&ccedil;&atilde;o das refei&ccedil;&otilde;es escolares nos outros pa&iacute;ses ser diferente, dificultando poss&iacute;veis compara&ccedil;&otilde;es com valores de refer&ecirc;ncia. A avalia&ccedil;&atilde;o do desperd&iacute;cio alimentar por componentes foi limitada, devido &agrave; falta de recursos humanos e de tempo para efetuar as pesagens no per&iacute;odo da refei&ccedil;&atilde;o.</p>     <p></p>     <p><b>CONCLUS&Otilde;ES</b></p>     <p>A quantifica&ccedil;&atilde;o do desperd&iacute;cio alimentar permitiu-nos identificar elevados valores, especificamente de sobras limpas, o que significa que no planeamento das prepara&ccedil;&otilde;es est&aacute; a ser considerada uma margem de erro demasiado ampla e que uma parcela dos alimentos confecionados n&atilde;o chegam a ser distribu&iacute;dos aos alunos. Estas falhas verificam-se sobretudo em escolas cujas refei&ccedil;&otilde;es s&atilde;o transportadas, pois para estas escolas s&atilde;o enviadas quantidades de alimentos superiores &agrave;s necess&aacute;rias.</p>     <p>As autarquias e empresas de restaura&ccedil;&atilde;o coletiva dever&atilde;o incentivar o acompanhamento por parte dos funcion&aacute;rios no almo&ccedil;o escolar, bem como, garantir a forma&ccedil;&atilde;o dos funcion&aacute;rios de forma a melhorar as caracter&iacute;sticas organol&eacute;ticas dos alimentos servidos e a padronizar as quantidades de alimentos que devem ser preparados, sem preju&iacute;zo da aplica&ccedil;&atilde;o dos princ&iacute;pios da culin&aacute;ria saud&aacute;vel.</p>     <p>Cabe aos nutricionistas encontrar formas inovadoras de reduzir o desperd&iacute;cio de alimentos, sem comprometer a satisfa&ccedil;&atilde;o dos alunos e a respetiva ingest&atilde;o nutricional.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b >REFER&#202;NCIAS BIBLIOGR&#193;FICAS</b> <ol start="1">     <li>Abeliotis K, Lasaridi K, Chroni C. Attitudes and behaviour of Greek households regarding food waste prevention. Waste Management &amp; Research. 2014; 32(3):237-240.</li>     <li>Priefer C, J&ouml;rissen J, Br&auml;utigam KR. Op&ccedil;&otilde;es tecnol&oacute;gicas para alimentar 10 mil milh&otilde;es de pessoas - Op&ccedil;&otilde;es para reduzir o desperd&iacute;cio de alimentos. Dire&ccedil;&atilde;o-Geral dos Servi&ccedil;os de Investiga&ccedil;&atilde;o Parlamentar Europeu. 2013.</li>     ]]></body>
<body><![CDATA[<li>Nahman A, de Lange W. Costs of food waste along the value chain: Evidence from South Africa. Waste Management. 2013; 33:2493-2500.</li>     <li>Schott ABS, Anderson T. Food waste minimization from a life cycle perspective. Journal of Environmental Management. 2015; 147:219-226.</li>     <li>Blondin SA, Djang HC, Metayer N, et al. &lsquo;It&rsquo;s just so much waste.&rsquo; A qualitative investigation of food waste in a universal free School Breakfast Program. Public Health Nutrition. 2014; 1-13.</li>     <li>Betz A, Buchli J, Gobel C, et al. Food waste in Swiss food service industry &ndash; Magnitude and potential for reduction. Waste Management. 2015; 35:218-226.</li>     <li>Brautigam KR, Jorissen J, Priefer C. The extent of food waste generation across EU-27: Different calculation methods and the reliability of their results. Waste Management &amp; Research. 2014; 32(8):683-694.</li>     <li>Halloran A, Clement J, Kornum N, et al. Addressing food waste reduction in Denmark. Food Policy. 2014; 49:294-301.</li>     <li>Baptista P, Campos I, Pires I, et al. Do Campo ao Garfo. Desperd&iacute;cio Alimentar em Portugal. Lisboa: CESTRAS. 2012.</li>     <li>Cohen JFW, Richardson S, Austin SB, et al. School Lunch Waste Among Middle School Students Nutrients Consumed and Costs. Am J Prev Med. 2013; 44(2):114-121.</li>     <li>Martins ML, Rodrigues S, Cunha ML, et al. Strategies to reduce plate waste in primary schools &ndash; experimental evaluation. Public Health Nutrition. 2016;19(8):1517-25.</li>     <li>Lages S. Rela&ccedil;&atilde;o entre a aceita&ccedil;&atilde;o das refei&ccedil;&otilde;es escolares e a perce&ccedil;&atilde;o dos pais sobre o comportamento alimentar dos filhos. Disserta&ccedil;&atilde;o de candidatura ao grau de Mestre em Alimenta&ccedil;&atilde;o Coletiva na Faculdade de Ci&ecirc;ncias da Nutri&ccedil;&atilde;o e Alimenta&ccedil;&atilde;o da Universidade do Porto. 2013.</li>     ]]></body>
<body><![CDATA[<li>Martins ML, Cunha LM, Rodrigues S, et al. Situational Determinants of Plate Waste at School Lunch in Public Primary Schools. World Academy of Science, Engineering and Technology. 2013; 79:1059.</li>     <li>Whitehair KJ, Shanklin CW, Brannon LA. Written Messages Improve Edible Food Waste Behaviors in a University Dining Facility. Journal of the academy of nutrition and dietetics. 2012; 113(1):63-69.</li>     <li>Bernstad A. Household food waste separation behavior and the importance of convenience. Waste Management. 2014; 34:1317-1323.</li>     <li>Byker CJ, Farris AR, Marcenelle M, et al. Food Waste in a School Nutrition Program After Implementation of New Lunch Program Guidelines. Journal of Nutrition Education and Behavior. 2014; 46(5):406-411.</li>     <li>Freedman MR, Bartoli C. Food Intake Patterns and Plate Waste Among Community Meal Center Guests Show Room for Improvement. Journal of Hunger &amp; Environmental Nutrition. 2013; 8:506&ndash;515.</li>     <li>Ferreira JMM. Desperd&iacute;cio alimentar em duas escolas b&aacute;sicas do Munic&iacute;pio de Penafiel &ndash; estudo piloto. Trabalho de Investiga&ccedil;&atilde;o do 1.&ordm; Ciclo em Ci&ecirc;ncias da Nutri&ccedil;&atilde;o da Faculdade de Ci&ecirc;ncias da Nutri&ccedil;&atilde;o e Alimenta&ccedil;&atilde;o da Universidade do Porto. 2012.</li>     <li>Jacko CC, Dellava J, Ensle K, et al. Use of the plate-waste method to measure food intake in children. Journal of Extension. 2007; 45(6).</li>     <li>Williams P, Walton K. Plate waste in hospitals and strategies for change. e-SPEN, the European e-journal of clinical nutrition and metabolism. 2011; 6(6):e235-e241. Dispon&iacute;vel em: URL: <a href="http://www.clinicalnutritionespen.com/" target="_blank">http://www.clinicalnutritionespen.com/</a>.</li>     <li>Dire&ccedil;&atilde;o Geral de Educa&ccedil;&atilde;o. Orienta&ccedil;&otilde;es sobre ementas e refeit&oacute;rios escolares &ndash; 2013/2014. Circular n&ordm;.: 3/DSEEAS/DGE/ 2013.</li>     <li>Campos V, Viana I, Rocha A. Estudo do Desperd&iacute;cio Alimentar em Meio Escolar. Nutri&ccedil;&atilde;o em Pauta. 2011; 109: 60-64.</li>     ]]></body>
<body><![CDATA[<li>Martins MJRL. Avalia&ccedil;&atilde;o e controlo do desperd&iacute;cio alimentar no almo&ccedil;o escolar nas escolas b&aacute;sicas de ensino p&uacute;blico do Munic&iacute;pio do porto &ndash; estrat&eacute;gias para redu&ccedil;&atilde;o do desperd&iacute;cio. Disserta&ccedil;&atilde;o para obten&ccedil;&atilde;o de grau de Doutor em Ci&ecirc;ncias do Consumo Alimentar e Nutri&ccedil;&atilde;o na Faculdade de Ci&ecirc;ncias da Nutri&ccedil;&atilde;o e Alimenta&ccedil;&atilde;o da Universidade do Porto. 2013.</li>     <li>Figueira JS. Influ&ecirc;ncia da satisfa&ccedil;&atilde;o com as refei&ccedil;&otilde;es escolares no desperd&iacute;cio alimentar, em crian&ccedil;as do 4&ordm; ano de escolaridade. Trabalho de Investiga&ccedil;&atilde;o do 1.&ordm; Ciclo em Ci&ecirc;ncias da Nutri&ccedil;&atilde;o da Faculdade de Ci&ecirc;ncias da Nutri&ccedil;&atilde;o e Alimenta&ccedil;&atilde;o da Universidade do Porto. 2012.</li>     </ol>     <p></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>  <b ><a href="#topc0">Endere&#231;o para correspond&#234;ncia</a><a name="c0"></a></b>     <p>Ada Rocha</p>     <p>Faculdade de Ci&ecirc;ncias da Nutri&ccedil;&atilde;o e Alimenta&ccedil;&atilde;o da Universidade do Porto,</p>     <p>Rua Dr. Roberto Frias,</p>     <p>4200-465 Porto, Portugal</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a href="mailto:adarocha@fcna.up.pt">adarocha@fcna.up.pt</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Recebido a 19 de junho de 2016</p>     <p>Aceite a 15 de mar&ccedil;o de 2017</p>     <p>&nbsp;</p>      ]]></body><back>
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