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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Caracterização do desperdício alimentar de idosos numa instituição do distrito de Aveiro: Estudo de caso]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Introduction: The food waste is a reality that needs to be better known in order to find strategies to contribute for its decrease. Objectives: This study aimed to quantify and qualify the food waste at lunch time of elderly attending a Private Institution of Social Solidarity in the Aveiro district, through the quantification of leftovers and plate waste from this meal. Methodology: Data collection comprised 20 working days and included 26 elderly (84.0 ± 4.9 years) and lunch meal. The soup, the main course (meat or fish and respective side dishes), dessert and bread were weighed before and after the distribution for subsequent calculation of leftovers and plate waste indices. Results: In total, 605.2 kg of food were produced, of which 80.6% was actually consumed. The remaining 19.4% constituted waste. Average index of plate waste was 3.7%, &#8220;excellent/good&#8221;, but it was &#8220;regular&#8221; and &#8220;bad&#8221; for side dishes and bread, respectively. The average index of leftovers was 16.3%, which is considered &#8220;unacceptable&#8221; according to the reference values present in literature. The costs of waste not used amounted to &#8364; 230.15 representing 15.8% of the meals cost. After a year, the estimated value could reach &#8364; 2,991.95. Conclusions: The case study demonstrated the existence of a worrying food waste, indicating a need for improvement in the management of the quantity of food produced, better adaptation of menus to the elderly and implementation of measures aimed at reducing food waste and optimize costs.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Desperdício alimentar]]></kwd>
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<kwd lng="en"><![CDATA[Leftovers]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>ARTIGO ORIGINAL</b></p>     <p>     <p><b>Caracteriza&ccedil;&atilde;o do desperd&iacute;cio alimentar de idosos numa institui&ccedil;&atilde;o do distrito de Aveiro: Estudo de caso</b></p>     <p><b>Food Waste Characterisation of Elderly from One Institution in Aveiro District: Case Study</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Goreti Botelho<sup>1*</sup>; Catarina Travassos<sup>2</sup></b></p>     <p></p>     <p><sup>1</sup>Unidade de I&amp;D CERNAS, Escola Superior Agr&aacute;ria de Coimbra, Instituto Polit&eacute;cnico de Coimbra, Bencanta, 3045-601 Coimbra, Portugal</p>     <p><sup>2</sup>Escola Superior Agr&aacute;ria de Coimbra, Instituto Polit&eacute;cnico de Coimbra, Bencanta, 3045-601 Coimbra, Portugal</p> <a href="#c0">Endere&#231;o para correspond&#234;ncia</a><a name="topc0"></a></b></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b >RESUMO</b></p>     <p>Introdu&ccedil;&atilde;o: O desperd&iacute;cio alimentar &eacute; uma realidade que precisa de ser melhor conhecida para se conseguir arranjar estrat&eacute;gias para a sua diminui&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>Objetivos: O presente trabalho procurou quantificar e qualificar o desperd&iacute;cio alimentar do almo&ccedil;o de idosos que frequentam uma Institui&ccedil;&atilde;o Particular de Solidariedade Social (IPSS) do distrito de Aveiro, atrav&eacute;s da quantifica&ccedil;&atilde;o das sobras e restos desta refei&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>Metodologia: A recolha de dados teve uma dura&ccedil;&atilde;o de 20 dias &uacute;teis e contemplou 26 idosos (84,0 &plusmn; 4,9 anos) e a refei&ccedil;&atilde;o almo&ccedil;o. A sopa, o prato principal (carne ou peixe e o acompanhamento), a sobremesa e o p&atilde;o foram pesados antes e depois da sua distribui&ccedil;&atilde;o, para posterior c&aacute;lculo dos &iacute;ndices de sobras e restos.</p>     <p>Resultados: No fim dos 20 dias, foram produzidos 605,2 kg de alimentos, dos quais, 80,6% foram efetivamente consumidos. Os restantes 19,4% constitu&iacute;ram desperd&iacute;cio. Observou-se um &iacute;ndice de restos m&eacute;dio de 3,7%, &ldquo;&oacute;timo/bom&rdquo;, embora &ldquo;regular&rdquo; e &ldquo;p&eacute;ssimo&rdquo; para o acompanhamento e o p&atilde;o, respetivamente. O &iacute;ndice de sobras m&eacute;dio foi de 16,3%, o que se considera &ldquo;inaceit&aacute;vel&rdquo;, segundo os valores da literatura consultada. Os custos com o desperd&iacute;cio n&atilde;o aproveitado ascenderam a 230,15 &euro;, representando 15,8% do custo das refei&ccedil;&otilde;es. Ao fim de um ano o valor estimado pode chegar a 2991,95 &euro;.</p>     <p>Conclus&otilde;es: O estudo de caso apresentado demonstrou a exist&ecirc;ncia de um desperd&iacute;cio alimentar preocupante, indicando a necessidade de melhoria na gest&atilde;o da quantidade de alimentos produzida, melhor adapta&ccedil;&atilde;o das ementas aos utentes idosos e de implementa&ccedil;&atilde;o de medidas que visem a redu&ccedil;&atilde;o do desperd&iacute;cio alimentar e otimiza&ccedil;&atilde;o dos custos.</p>     <p><b>PALAVRAS-CHAVE</b></p>     <p>Desperd&iacute;cio alimentar, Idoso, Restos, Sobras</p>     <p>&nbsp;</p>  <hr>     <p>&nbsp;</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>Introduction: The food waste is a reality that needs to be better known in order to find strategies to contribute for its decrease.</p>     <p>Objectives: This study aimed to quantify and qualify the food waste at lunch time of elderly attending a Private Institution of Social Solidarity in the Aveiro district, through the quantification of leftovers and plate waste from this meal.</p>     <p>Methodology: Data collection comprised 20 working days and included 26 elderly (84.0 &plusmn; 4.9 years) and lunch meal. The soup, the main course (meat or fish and respective side dishes), dessert and bread were weighed before and after the distribution for subsequent calculation of leftovers and plate waste indices.</p>     <p>Results: In total, 605.2 kg of food were produced, of which 80.6% was actually consumed. The remaining 19.4% constituted waste. Average index of plate waste was 3.7%, &ldquo;excellent/good&rdquo;, but it was &ldquo;regular&rdquo; and &ldquo;bad&rdquo; for side dishes and bread, respectively. The average index of leftovers was 16.3%, which is considered &ldquo;unacceptable&rdquo; according to the reference values present in literature. The costs of waste not used amounted to &euro; 230.15 representing 15.8% of the meals cost. After a year, the estimated value could reach &euro; 2,991.95.</p>     <p>Conclusions: The case study demonstrated the existence of a worrying food waste, indicating a need for improvement in the management of the quantity of food produced, better adaptation of menus to the elderly and implementation of measures aimed at reducing food waste and optimize costs.</p>     <p><b>KEYWORDS</b></p>     <p>Food waste, Elderly, Plate wastes, Leftovers</p>     <p>&nbsp;</p>  <hr>     <p>&nbsp;</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>INTRODU&Ccedil;&Atilde;O</b></p>     <p>Tem vindo a ser demonstrado na literatura que, ao longo do envelhecimento humano, h&aacute; modifica&ccedil;&otilde;es ao n&iacute;vel do paladar, com particular incid&ecirc;ncia na perce&ccedil;&atilde;o do gosto e do flavour.</p>     <p>Num estudo comparativo entre idosos (79,0 &plusmn; 6 anos) e jovens (22,0 &plusmn; 2 anos), de forma a compreender-se a perce&ccedil;&atilde;o da intensidade do sabor doce e agradabilidade da sacarose em alimentos consumidos ao pequeno-almo&ccedil;o, foi poss&iacute;vel verificar que as concentra&ccedil;&otilde;es de sacarose mais elevadas foram as preferidas pelos idosos (1).</p>     <p>Adicionalmente, um estudo realizado com um grupo de idosos residentes num lar (2) concluiu que os idosos preferem pratos tradicionais, pratos da sua inf&acirc;ncia e pratos simples, cujos ingredientes facilmente se identifiquem. Al&eacute;m disso, preferem pratos com ingredientes de sabor distinto e apreciam os pratos pelos seguintes aspetos sensoriais, por ordem decrescente de prefer&ecirc;ncia: sabor, cheiro, aspeto e textura.</p>     <p>As institui&ccedil;&otilde;es que acolhem idosos t&ecirc;m como responsabilidade e dever fornecer uma alimenta&ccedil;&atilde;o completa, variada e equilibrada aos seus utentes. Devem para isso adaptar a alimenta&ccedil;&atilde;o ao estado nutricional dos utentes, ao seu comportamento alimentar e &agrave;s suas condi&ccedil;&otilde;es sociais (3). Por conseguinte, as ementas oferecidas devem respeitar as prefer&ecirc;ncias, os h&aacute;bitos alimentares, bem como as limita&ccedil;&otilde;es individuais dos utentes. Pode-se otimizar a aceita&ccedil;&atilde;o das refei&ccedil;&otilde;es, fornecendo pratos adaptados ao n&iacute;vel nutricional e que &ldquo;produzam&rdquo; pouco desperd&iacute;cio. As ementas devem ser elaboradas ainda tendo em conta tamb&eacute;m a quantidade per capita (quantidade individual de alimento por utente), de forma a garantir o equil&iacute;brio das mesmas, o controlo de custos e a redu&ccedil;&atilde;o de desperd&iacute;cios (4).</p>     <p>A exist&ecirc;ncia de desperd&iacute;cio alimentar (sobras e restos) revela falhas ao n&iacute;vel da elabora&ccedil;&atilde;o das ementas, capita&ccedil;&atilde;o, sele&ccedil;&atilde;o dos alimentos e sua prepara&ccedil;&atilde;o e at&eacute; mesmo na escolha nutricional adequada &agrave; popula&ccedil;&atilde;o alvo (5).</p>     <p>No contexto do presente trabalho importa definir sobras e restos: i) sobras s&atilde;o os alimentos que, estando prontos e confecionados, n&atilde;o foram servidos (6). Avaliando as sobras, atrav&eacute;s da determina&ccedil;&atilde;o do &iacute;ndice de sobras (IS) pode-se medir a efici&ecirc;ncia do planeamento das refei&ccedil;&otilde;es e determinar a capita&ccedil;&atilde;o mais adequada aos utentes diminuindo assim o desperd&iacute;cio. O &ldquo;IS&rdquo; &eacute; a rela&ccedil;&atilde;o entre as sobras e a quantidade de alimentos produzidos. A an&aacute;lise do IS visa avaliar as quantidades desperdi&ccedil;adas por motivos como: aceita&ccedil;&atilde;o da ementa, capita&ccedil;&atilde;o inadequada no momento da confe&ccedil;&atilde;o dos alimentos, modo de apresenta&ccedil;&atilde;o dos alimentos preparados ou quantidade de alimentos produzida. Quanto maior o valor deste &iacute;ndice, maior a inadequa&ccedil;&atilde;o das atividades pr&eacute;-fornecimento das refei&ccedil;&otilde;es (7). Admite-se um &iacute;ndice de sobras at&eacute; 3,0% (&ldquo;&oacute;timo&rdquo;), sendo que, acima deste valor, o &iacute;ndice de sobras &eacute; &ldquo;inaceit&aacute;vel&rdquo; (8); ii) restos s&atilde;o os alimentos servidos que n&atilde;o foram consumidos, ou seja, o que regressa do prato do utente (9). Controlando os restos pode-se avaliar a adequa&ccedil;&atilde;o das ementas e das capita&ccedil;&otilde;es, assim como a satisfa&ccedil;&atilde;o do utente em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; refei&ccedil;&atilde;o, quer a n&iacute;vel sensorial, quer a n&iacute;vel das dificuldades de degluti&ccedil;&atilde;o. Para isso, determina-se o &iacute;ndice de restos (IR) que &eacute; a rela&ccedil;&atilde;o entre o resto devolvido no prato e a quantidade de alimento servida (10). Quanto mais baixo este &iacute;ndice melhor a aceita&ccedil;&atilde;o da refei&ccedil;&atilde;o. De acordo com alguns autores admite-se um IR at&eacute; 15,0% (11).</p>     <p><b>OBJETIVOS</b></p>     <p>O presente trabalho tem como objetivo determinar o desperd&iacute;cio alimentar de idosos, durante o almo&ccedil;o, identificando as suas poss&iacute;veis causas e custos econ&oacute;micos de forma a contribuir para a otimiza&ccedil;&atilde;o do servi&ccedil;o prestado por uma IPSS aos seus utentes.</p>     <p><b>METODOLOGIA</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A popula&ccedil;&atilde;o em estudo foi constitu&iacute;da pela totalidade dos utentes que almo&ccedil;avam na institui&ccedil;&atilde;o, 26 idosos com idade m&eacute;dia de 84,0 &plusmn; 4,9 anos, sendo 69,2% do g&eacute;nero feminino e 30,8% do g&eacute;nero masculino. Todos os participantes volunt&aacute;rios assinaram uma declara&ccedil;&atilde;o de consentimento informado ap&oacute;s explica&ccedil;&atilde;o dos objetivos e &acirc;mbito do estudo.</p>     <p>A determina&ccedil;&atilde;o do desperd&iacute;cio alimentar foi realizada &agrave; hora do almo&ccedil;o, das 12h00 &agrave;s 14h00, de segunda a sexta-feira, durante 20 dias, de forma a abranger o maior n&uacute;mero poss&iacute;vel de refei&ccedil;&otilde;es distintas. Foram utilizadas folhas de registo, uma balan&ccedil;a digital (Kern<sup>&reg;</sup>), termos alimentares, cubas alimentares e ta&ccedil;as pl&aacute;sticas.</p>     <p>A refei&ccedil;&atilde;o foi composta por sopa, prato principal (carne ou peixe e respetivo acompanhamento), sobremesa (fruta ou doce), p&atilde;o e &aacute;gua mineral. A &aacute;gua consumida durante a refei&ccedil;&atilde;o foi exclu&iacute;da deste estudo. Os pratos dos utentes foram pr&eacute;-preparados de igual forma para todos os utentes.</p>     <p>As cubas e termos que continham a refei&ccedil;&atilde;o foram pesados antes e depois de cada refei&ccedil;&atilde;o ser servida de forma a determinar-se o peso dos alimentos produzidos e distribu&iacute;dos. No final da refei&ccedil;&atilde;o os restos dos pratos dos utentes eram separados em diferentes ta&ccedil;as e agrupados conforme as cubas (por exemplo: uma cuba com couve e cenoura cozida correspondia a uma ta&ccedil;a com restos de couve e cenoura cozida), determinando-se, assim, o peso dos alimentos consumidos, &iacute;ndice de restos e &iacute;ndice de sobras. Os restos n&atilde;o ed&iacute;veis (ossos, espinhas, peles, cascas, caro&ccedil;os, etc&hellip;) foram subtra&iacute;dos ao peso dos alimentos distribu&iacute;dos.</p>     <p>Todas as f&oacute;rmulas de c&aacute;lculo utilizadas no &acirc;mbito deste estudo encontram-se devidamente explicitadas em Travassos (2016) (12), sendo que algumas das f&oacute;rmulas de c&aacute;lculo utilizadas para determina&ccedil;&atilde;o do desperd&iacute;cio foram adaptadas de Henriques (2013) (13). Os resultados obtidos para as sobras e restos foram avaliados segundo os crit&eacute;rios de Vaz (2006) (8) e Castro (1998) (14) / Arag&atilde;o (2005) (15), respetivamente.</p>     <p><b>RESULTADOS</b></p>     <p>Produziram-se 605,2 kg de comida com 12 tipos de sopa, 20 tipos de prato principal, nove tipos de acompanhamento principais diferentes com algumas varia&ccedil;&otilde;es, 11 tipos diferentes de sobremesa e um tipo de p&atilde;o.</p>     <p>Foram servidos 586 almo&ccedil;os aos utentes, totalizando 506,7 kg de comida distribu&iacute;da. Dessa comida foram consumidos 488,1 kg (80,6%). Foram desperdi&ccedil;ados 98,5 kg de sobras (16,3%) e 18,6 kg de restos (3,1%). O &iacute;ndice das sobras total &eacute; de 16,3% e de restos 3,7% <a href ="/img/revistas/apn/n8/n8a03t1.jpg">Tabela 1</a>.</p> <b>a) Sopa</b>     
<p>O total de sopa produzida foi de 186,5 kg. Foram distribu&iacute;dos 175,5 kg de sopa, consumidos 172,8 kg, sobraram 11,0 kg e foram quantificados 2,7 kg de restos. O IS foi de 5,9%, &ldquo;inaceit&aacute;vel&rdquo; segundo Vaz (2006) (8), e o de restos de 1,6%, &ldquo;&oacute;timo&rdquo; segundo Castro (1998) (14) e Arag&atilde;o (2005) (15) (<a href ="/img/revistas/apn/n8/n8a03t1.jpg">Tabela 1</a>).</p>     
<p>Na maioria dos dias (13 dias) sobrou alguma sopa, com um IS &ldquo;inaceit&aacute;vel&rdquo;. As sopas de &ldquo;feij&atilde;o-frade&rdquo;, &ldquo;legumes&rdquo; (em tr&ecirc;s dos sete dias em que foi servida), &ldquo;ervilhas&rdquo;, &ldquo;espinafres&rdquo; e &ldquo;nabi&ccedil;as&rdquo; tiveram um IS &ldquo;&oacute;timo&rdquo; (8), (<a href ="/img/revistas/apn/n8/n8a03t2.jpg">Tabela 2</a>).</p>     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>A sopa de &ldquo;feij&atilde;o-verde&rdquo; &eacute; a que tem maior IR, sendo &ldquo;regular&rdquo; segundo Arag&atilde;o (2005) (15), embora &ldquo;bom&rdquo; segundo Castro (1998) (14) (<a href ="/img/revistas/apn/n8/n8a03t3.jpg">Tabela 3</a>).</p> <b>b) Prato principal</b>     
<p>O peso total de alimentos confecionados para servi&ccedil;o em prato foi de 163,5 kg. Distribu&iacute;ram-se 130,8 kg dos quais 126,5 kg foram consumidos. Sobraram 32,7 kg e produziram-se 4,3 kg de restos. O IS foi de 20,0%, &ldquo;inaceit&aacute;vel&rdquo; segundo Vaz (2006) (8) e o de restos de 3,3%, &ldquo;bom&rdquo; segundo Arag&atilde;o (2005) (15) e &ldquo;&oacute;timo&rdquo; segundo Castro (1998) (14) (<a href ="/img/revistas/apn/n8/n8a03t1.jpg">Tabela 1</a>).</p>     
<p>Quase todos os pratos (17 pratos, considerando uma repeti&ccedil;&atilde;o nos dias 7 e 19) apresentaram um IS &ldquo;inaceit&aacute;vel&rdquo; de acordo com Vaz (2006) (8). Os pratos &ldquo;vitela estufada com batata cozida&rdquo;, &ldquo;abr&oacute;tea estufada&rdquo; e &ldquo;caldeirada de peixe&rdquo; tiveram um IS &ldquo;&oacute;timo&rdquo; (8) (<a href ="/img/revistas/apn/n8/n8a03t2.jpg">Tabela 2</a>).</p>     
<p>Como se pode constatar na <a href ="/img/revistas/apn/n8/n8a03t3.jpg">Tabela 3</a>, o prato &ldquo;bifinhos de porco com cogumelos&rdquo; teve um IR &ldquo;p&eacute;ssimo&rdquo; segundo Arag&atilde;o (2005) (15) e &ldquo;regular&rdquo; segundo Castro (1998) (14). Observa-se ainda que o prato &ldquo;hamb&uacute;rguer de peru grelhado&rdquo; apresenta um IR &ldquo;regular&rdquo; segundo Arag&atilde;o (2005) (15) embora &ldquo;bom&rdquo; segundo Castro (1998) (14). Destacam-se ainda os pratos &ldquo;pescada cozida&rdquo;, &ldquo;caldeirada de peixe&rdquo; e &ldquo;coxa de frango grelhada&rdquo; que tiveram o melhor IR (&oacute;timo) (14,15).</p> <b>c) Acompanhamento</b>     
<p>O peso total de acompanhamentos preparados foi de 138,7 kg. Distribu&iacute;ram-se 93,6 kg dos quais 87,9 kg foram consumidos. Desperdi&ccedil;aram-se 45,1 kg de sobras e 5,7 kg de restos. O &iacute;ndice de sobras foi de 32,5 %, &ldquo;inaceit&aacute;vel&rdquo; segundo Vaz (2006) (8), e o &iacute;ndice de restos 6,1 %, &ldquo;bom&rdquo; segundo Castro (1998) (14) e Arag&atilde;o (2005) (15) (<a href ="/img/revistas/apn/n8/n8a03t1.jpg">Tabela 1</a>).</p>     
<p>Quase todos os acompanhamentos tiveram um &iacute;ndice de sobras &ldquo;inaceit&aacute;vel&rdquo;, apenas o acompanhamento &ldquo;tomate e cebola&rdquo; teve um IS &ldquo;&oacute;timo&rdquo; segundo Vaz (2006) (8) (<a href ="/img/revistas/apn/n8/n8a03t2.jpg">Tabela 2</a>). O acompanhamento &ldquo;alface&rdquo; apresentou um &iacute;ndice de sobras &ldquo;inaceit&aacute;vel&rdquo; em 5 dias e, por outro lado, um &iacute;ndice de sobras &ldquo;&oacute;timo&rdquo; noutros 9 dias (<a href ="/img/revistas/apn/n8/n8a03t2.jpg">Tabela 2</a>), revelando assim uma grande inconsist&ecirc;ncia na sua produ&ccedil;&atilde;o e/ou distribui&ccedil;&atilde;o.</p>     
<p>Na <a href ="/img/revistas/apn/n8/n8a03t3.jpg">Tabela 3</a> podemos observar que os acompanhamentos &ldquo;couve-flor&rdquo; e &ldquo;br&oacute;colos&rdquo; t&ecirc;m um valor de IR &ldquo;p&eacute;ssimo&rdquo; segundo Arag&atilde;o (2005) (15) e &ldquo;regular&rdquo; e &ldquo;p&eacute;ssimo&rdquo;, respetivamente, segundo Castro (1998) (14).</p>     
<p>A alface apresenta um IR que varia de &ldquo;&oacute;ptimo&rdquo; a &ldquo;p&eacute;ssimo&rdquo; (14,15). Os outros acompanhamentos tiveram IR &ldquo;&oacute;timo&rdquo; e &ldquo;bom&rdquo; segundo Arag&atilde;o (2005) (15) e Castro (1998) (14).</p> <b>d) Sobremesa</b>     <p>O total de sobremesa adquirida ou produzida foi de 93,2 kg sendo que se distribu&iacute;ram 89,3 kg. Consumiram-se 85,4 kg e sobraram 3,9 kg de sobremesa. Os restos totalizaram 3,9 kg. O &iacute;ndice de sobras foi de 4,2 %, &ldquo;inaceit&aacute;vel&rdquo; segundo Vaz (2006) (8), e o de restos de 4,3 %, &ldquo;&oacute;timo&rdquo; segundo Castro (1998) (14) e &ldquo;bom&rdquo; segundo Arag&atilde;o (2005) (15) (<a href ="/img/revistas/apn/n8/n8a03t1.jpg">Tabela 1</a>).</p>     
<p>A maioria das 13 sobremesas (8 sobremesas) teve um IS &ldquo;&oacute;timo&rdquo; segundo Vaz (8). A &ldquo;pera&rdquo; (num dos dois dias em que foi servida), a &ldquo;tangerina&rdquo;, a &ldquo;gelatina&rdquo;, o &ldquo;arroz doce&rdquo; e a laranja (no segundo dia seguido em que foi servida) tiveram IS &ldquo;inaceit&aacute;vel&rdquo;, segundo Vaz (2006) (8) (<a href ="/img/revistas/apn/n8/n8a03t2.jpg">Tabela 2</a>).</p>     
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<body><![CDATA[<p>Na <a href ="/img/revistas/apn/n8/n8a03t3.jpg">Tabela 3</a> pode-se verificar que as sobremesas &ldquo;ma&ccedil;&atilde;&rdquo; (dia 9) e &ldquo;banana&rdquo; (dia 15) t&ecirc;m IR &ldquo;p&eacute;ssimo&rdquo; segundo Castro (1998) (14) e Arag&atilde;o (2005) (15) e, segundo os mesmos autores, as outras sobremesas apresentam um IR &ldquo;&oacute;timo&rdquo; a &ldquo;bom&rdquo;.</p> <b>e) P&atilde;o</b>     
<p>O p&atilde;o adquirido totalizou 23,3 kg. Distribu&iacute;ram-se 17,5 kg dos quais 15,5 kg foram consumidos, sobraram 5,8 kg e 2,0 kg constitu&iacute;ram restos. O IS foi de 24,9%, &ldquo;inaceit&aacute;vel&rdquo; segundo Vaz (2006) (8), e o IR foi de 11,5%, &ldquo;regular&rdquo; segundo Castro (1998) (14) e &ldquo;p&eacute;ssimo&rdquo; segundo Arag&atilde;o (2005) (15) (<a href ="/img/revistas/apn/n8/n8a03t1.jpg">Tabela 1</a>). Registou-se apenas um dia em que o IS foi &ldquo;&oacute;timo&rdquo; (8) conforme se pode verificar na <a href ="/img/revistas/apn/n8/n8a03t2.jpg">Tabela 2</a>. De acordo com a <a href ="/img/revistas/apn/n8/n8a03t3.jpg">Tabela 3</a>, o IR varia de &ldquo;&oacute;ptimo&rdquo; a &ldquo;p&eacute;ssimo&rdquo; ao longo dos dias (14,15).</p>     
<p><b>Avalia&ccedil;&atilde;o geral</b></p>     <p>Nos 20 dias do estudo, acumularam-se restos que podiam servir para a produ&ccedil;&atilde;o de 10 refei&ccedil;&otilde;es completas e sobras para 47. Das sobras conseguem-se aproveitar 369 por&ccedil;&otilde;es de sopa, sobremesa e p&atilde;o, mas 642 por&ccedil;&otilde;es de prato principal e acompanhamento s&atilde;o desperdi&ccedil;ados (<a href ="/img/revistas/apn/n8/n8a03t4.jpg">Tabela 4</a>).</p>     
<p>Pode-se verificar ainda, na <a href ="/img/revistas/apn/n8/n8a03t4.jpg">Tabela 4</a>, que o custo total das refei&ccedil;&otilde;es produzidas foi de 1486,11 &euro;. O valor das refei&ccedil;&otilde;es consumidas foi de 1179,85 &euro;. O custo total dos restos e sobras n&atilde;o aproveitadas totalizou 230,15 &euro;, o correspondente a 15,8% do custo das refei&ccedil;&otilde;es, preparadas nas quatro semanas do estudo. Ao fim de um ano (52 semanas) este custo estimado eleva-se at&eacute; 2991,95 &euro;.</p>     
<p><b>DISCUSS&Atilde;O DOS RESULTADOS</b></p>     <p>O &iacute;ndice m&eacute;dio de sobras calculado no presente trabalho foi bastante elevado, sendo considerado &ldquo;inaceit&aacute;vel&rdquo; segundo Vaz (2006) (8).</p>     <p>Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s sobras, todos os constituintes da ementa possuem um IS m&eacute;dio &ldquo;inaceit&aacute;vel&rdquo;. Esta situa&ccedil;&atilde;o n&atilde;o &eacute; particularmente preocupante no caso da sopa, da sobremesa e do p&atilde;o, porque estas sobras s&atilde;o totalmente aproveitadas pela Institui&ccedil;&atilde;o, n&atilde;o constituindo, por isso, desperd&iacute;cio efetivo. Contudo, nos restantes alimentos, um IS &ldquo;inaceit&aacute;vel&rdquo; evidencia uma m&aacute; efici&ecirc;ncia do planeamento da refei&ccedil;&atilde;o e uma poss&iacute;vel capita&ccedil;&atilde;o desajustada, porque em alguns dias h&aacute; muitas sobras e noutros nenhuma.</p>     <p>Quanto &agrave; avalia&ccedil;&atilde;o dos restos, o &iacute;ndice de restos m&eacute;dio &eacute; &ldquo;&oacute;timo/bom&rdquo; segundo Castro (1998) (14) e Arag&atilde;o (2005) (15), evidenciando uma boa adequa&ccedil;&atilde;o da capita&ccedil;&atilde;o servida e na aceita&ccedil;&atilde;o do alimento servido. No entanto, constatou-se a exist&ecirc;ncia de extremos. Assim, em pratos com alimentos duros (rijos), processados ou repetidos na mesma semana, obteve-se um IR &ldquo;p&eacute;ssimo&rdquo;. Os idosos participantes no estudo apresentavam muita dificuldade de mastiga&ccedil;&atilde;o, sendo que todos apresentam falta de dentes. Esta situa&ccedil;&atilde;o requer que a sele&ccedil;&atilde;o do tipo de alimentos e da sua forma de confe&ccedil;&atilde;o e apresenta&ccedil;&atilde;o seja criteriosa de forma a facilitar a mastiga&ccedil;&atilde;o e degluti&ccedil;&atilde;o dos mesmos. Por exemplo, sugere-se que a carne pode ser apresentada picada, em empad&atilde;o, assim como o peixe, desfiado e isento de espinhas. Os cuidados a ter na forma de apresenta&ccedil;&atilde;o dos alimentos t&ecirc;m sido discutidos e salientados em estudos realizados em ambiente hospitalar (16).</p>     <p>Tamb&eacute;m no caso particular do p&atilde;o, o IR &eacute; &ldquo;regular/p&eacute;ssimo&rdquo; segundo Arag&atilde;o (15) o que traduz uma inadequa&ccedil;&atilde;o na capita&ccedil;&atilde;o servida e/ou n&atilde;o aceita&ccedil;&atilde;o do alimento. Em sentido oposto e positivo, no caso dos pratos de carne estufada ou confecionada no forno e postas de peixe cozidas ou em caldeirada, obteve-se um IR &ldquo;&oacute;ptimo&rdquo;.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>De uma forma global, os custos com o desperd&iacute;cio alimentar s&atilde;o muito elevados. O custo mais elevado prov&eacute;m das sobras, embora, comparando com outros estudos, verificamos que esta situa&ccedil;&atilde;o &eacute; comum. Carmo (2011) (7) obteve um &iacute;ndice de sobras de 19,4% numa unidade de alimenta&ccedil;&atilde;o e nutri&ccedil;&atilde;o institucional na cidade de Campo Grande no Brasil e Henriques (2013) (13) obteve um &iacute;ndice de sobras de 24,2% numa institui&ccedil;&atilde;o de apoio &agrave; terceira idade do concelho de Leiria.</p>     <p>Os resultados do presente estudo refor&ccedil;am a necessidade dos respons&aacute;veis da institui&ccedil;&atilde;o implementarem medidas de monitoriza&ccedil;&atilde;o dos n&iacute;veis de desperd&iacute;cio ao longo do tempo, de avalia&ccedil;&atilde;o das consequ&ecirc;ncias dos mesmos e constru&ccedil;&atilde;o de um plano de a&ccedil;&atilde;o que vise a diminui&ccedil;&atilde;o global dos custos envolvidos. Diversos estudos sugerem que &eacute; desej&aacute;vel reduzir o desperd&iacute;cio de alimentos para otimizar a rentabilidade e a sustentabilidade das unidades de alimenta&ccedil;&atilde;o (17,18). O estudo realizado apresenta como limita&ccedil;&atilde;o o facto de n&atilde;o ter sido poss&iacute;vel avaliar-se todas as ementas disponibilizadas na institui&ccedil;&atilde;o uma vez que estas n&atilde;o t&ecirc;m uma periodicidade (rotatividade) definida e variam ao longo do ano de uma forma irregular. Outra limita&ccedil;&atilde;o a apontar refere-se ao intervalo, relativamente curto, da recolha de dados. Seria desej&aacute;vel que esse per&iacute;odo fosse mais dilatado, no entanto, a escassez de pessoal de apoio ao servi&ccedil;o das refei&ccedil;&otilde;es, constituiu um forte constrangimento.</p>     <p><b>CONCLUS&Otilde;ES</b></p>     <p>O estudo de caso realizado demonstrou que o desperd&iacute;cio alimentar por parte dos idosos utentes numa IPSS &eacute; uma realidade e que devem ser tomadas medidas para, de uma forma sistem&aacute;tica e a curto prazo, esse desperd&iacute;cio ser reduzido ao m&iacute;nimo.</p>     <p>O planeamento das ementas, centrado numa escolha assertiva de alimentos que v&aacute; de encontro aos gostos e capacidades de mastiga&ccedil;&atilde;o e degluti&ccedil;&atilde;o individual de cada idoso, bem como a rota&ccedil;&atilde;o adequada das mesmas, &eacute; fundamental na contribui&ccedil;&atilde;o para a redu&ccedil;&atilde;o do desperd&iacute;cio alimentar e, consequentemente, na redu&ccedil;&atilde;o de custos das institui&ccedil;&otilde;es.</p>     <p><b>AGRADECIMENTOS</b></p>     <p>O Centro de I&amp;D CERNAS (Centro de Estudos de Recursos Naturais, Ambiente e Sociedade) &eacute; financiado no &acirc;mbito de UID/AMB/00681/2013.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>REFER&Ecirc;NCIAS BIBLIOGR&Aacute;FICAS</b></p>     <li>De Jong N, De Graaf C, van Staveren WA. Effect of sucrose in breakfast items on pleasantness and food intake in the elderly. Physiology and Behaviour. 1996 Dec; 60(6):1453-1462.</li>     ]]></body>
<body><![CDATA[<li>Laureati M, Pagliarini E, Calcinoni O, Bidoglio M. Sensory acceptability of traditional food preparations by elderly people. Food Quality and Preference. 2006 17: 43-52.</li>     <li>Dorner B, Friedrich E, Posthauer M. Practice Paper of the American Dietetic Association: Individualized Nutrition Approaches for Older Adults in Health Care Communities. Journal of the American Dietetic Association. 2010 Oct; 110(10):1554-1563.</li>     <li>Proen&ccedil;a R. Inova&ccedil;&atilde;o Tecnol&oacute;gica na Produ&ccedil;&atilde;o de Alimenta&ccedil;&atilde;o Colectiva. Florin&oacute;polis: Insular; 1997.</li>     <li>Nonino-Borges CB, Rabito EI, Silva K, Ferraz CA, Chiarello PG, Santos JS, Marchini J.S. Desperd&iacute;cio de alimentos intra-hospitalar. Revista de Nutri&ccedil;&atilde;o. 2006 Mai-Jun; 19(3):349-356.</li>     <li>Augustini VCM, Kishimoto P, Tescaro TC, Almeida FQA. Avalia&ccedil;&atilde;o do &iacute;ndice de resto-ingesta e sobras em Unidade de Alimenta&ccedil;&atilde;o e Nutri&ccedil;&atilde;o (UAN) de uma empresa metal&uacute;rgica na cidade de Piracicaba/SP. Revista Simbio-Logias. 2008 Mai; 99-110.</li>     <li>Carmo SO, Lima TP. Avalia&ccedil;&atilde;o do &iacute;ndice de sobras limpas em uma unidade de alimenta&ccedil;&atilde;o e nutri&ccedil;&atilde;o (UAN) institucional na cidade de Campo Grande - MS. Ensaios e Ci&ecirc;ncia: Ci&ecirc;ncias Biol&oacute;gicas, Agr&aacute;rias e da Sa&uacute;de. 2011 15(6): 9-20.</li>     <li>Vaz CS. Restaurantes: controlando custos e aumentando lucros. Bras&iacute;lia; Metha; 2006.</li>     <li>Maistro LC. Estudo do &iacute;ndice de resto ingest&atilde;o em servi&ccedil;os de alimenta&ccedil;&atilde;o. Revista Nutri&ccedil;&atilde;o em Pauta. 2000 Nov-Dez; 40-43.</li>     <li>Teixeira S, Milet Z, Carvalho J, Biscontini T. Administra&ccedil;&atilde;o Aplicada &agrave;s Unidades de Alimenta&ccedil;&atilde;o e Nutri&ccedil;&atilde;o. S&atilde;o Paulo: Atheneu; 2004.</li>     <li>Gomes GS, Jorge MN. Avalia&ccedil;&atilde;o do &iacute;ndice de resto-ingest&atilde;o e sobras em uma unidade produtora de refei&ccedil;&atilde;o comercial em Ipatinga &ndash; MG. Nutrir Gerais. 2012 Fev-Jul; 6(10): 857 - 868.</li>     ]]></body>
<body><![CDATA[<li>Travassos C. Caracteriza&ccedil;&atilde;o do desperd&iacute;cio alimentar e consumo h&iacute;drico dos utentes de uma IPSS [Relat&oacute;rio de Est&aacute;gio Profissionalizante]. Mestrado em Engenharia Alimentar. Coimbra: Escola Superior Agr&aacute;ria de Coimbra; 2016.</li>     <li>Henriques A. Avalia&ccedil;&atilde;o e controlo de desperd&iacute;cios alimentares numa institui&ccedil;&atilde;o de apoio &agrave; terceira idade [Disserta&ccedil;&atilde;o de Mestrado]. Mestrado em Alimenta&ccedil;&atilde;o Coletiva. Porto: Faculdade de Ci&ecirc;ncias da Nutri&ccedil;&atilde;o e Alimenta&ccedil;&atilde;o da Universidade do Porto; 2013.</li>     <li>Castro F, Queiroz V. Card&aacute;pios: planejamento, elabora&ccedil;&atilde;o e etiqueta. Vi&ccedil;osa: Universidade Federal de Vi&ccedil;osa; 1998.</li>     <li>Arag&atilde;o J. Controle da aceita&ccedil;&atilde;o de refei&ccedil;&otilde;es em uma Unidade de Alimenta&ccedil;&atilde;o Institucional da cidade de Fortaleza [Especializa&ccedil;&atilde;o em Gest&atilde;o de Qualidade em Servi&ccedil;os de Alimenta&ccedil;&atilde;o]. Fortaleza: Universidade Estadual do Cear&aacute;; 2005.</li>     <li>Williams P, Walton K. Plate waste in hospitals and strategies for change. European e-Journal of Clinical Nutrition and Metabolism. 2011 6: e235-e241.</li>     <li>Ferreira M, Martins M L, Rocha A. Food waste as an index of foodservice quality.British Food Journal. 2013. 115:11, 1628-1637.</li>     <li>McCaffre J. Reducing foodservice waste: going green can save green. Journal of the American Dietetic Association. 2009. 109:2, 205-206.</li>     <p></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><a href="#topc0">Endere&#231;o para correspond&#234;ncia</a><a name="c0"></a></b>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Goreti Botelho</p>     <p>Departamento de Ci&ecirc;ncia e Tecnologia Alimentar,</p>     <p>Escola Superior Agr&aacute;ria de Coimbra,</p>     <p>Bencanta,</p>     <p>3045-601 Coimbra, Portugal</p>     <p><a href="mailto:goreti@esac.pt">goreti@esac.pt</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Recebido a 2 de agosto de 2016</p>     <p>Aceite a 24 de fevereiro de 2017</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
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