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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Integração dos Nutricionistas no Serviço Nacional de Saúde em Portugal]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Introduction: The National Health Service is the state structure in Portugal that ensures to the population the provision of health care. Integrated into the Primary Health Care Network and into Hospital Health Care Network, the units that make up the National Health Service prove to be privileged places for the incorporation of professional nutritionist practice, due to the fact that their work focuses on the health promotion, prevention and treatment, contributing to the reversal of the epidemiological scenario focused on the intensification of chronic noncommunicable diseases and to meet the health goals established at national and international level. Objectives: Determine the number of nutritionists practicing in the Primary Health Care and in Hospital Health Care of National Health Service. Calculate the number of users and beds assigned to each nutritionist integrated on the units that comprise, respectively, Primary Health Care Network and Hospital Health Care Network. Methodology: In this descriptive study, was obtained, by e-mail and phone, information about the number of professionals that practiced as &#8220;dietitian&#8221;, &#8220;trainee dietitian&#8221;, &#8220;nutritionist&#8221; and &#8220;trainee nutritionist&#8221;, according to the National Registry of the Portuguese Council of Nutritionists, in the constituent institutions of the National Health Service, the Health Service of the Autonomous Region of Madeira and the Regional Health Service of the Government of Azores. In the end, the adequacy of the ratios obtained was analyzed based on criteria transmitted by the Portuguese Council of Nutritionists. Results: There were a total of 416 nutritionists working in the National Health Service, of which 123 professionals belonged to Primary Health Care and 293 to Hospital Health Care. In the Primary Health Care was identified a ratio of 86.006 users per nutritionist and in the Hospital Health Care the estimated ratio was of 97 beds per nutritionist. Conclusions: The total number of nutritionists practicing in the National Health Service was clearly below what is considered appropriate, so the incorporation of nutritionists in the National Health Service should be strengthened.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Cuidados de Saúde Hospitalares]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>ARTIGO ORIGINAL</b></p>     <p>     <p><b>Integra&ccedil;&atilde;o dos Nutricionistas no Servi&ccedil;o Nacional de Sa&uacute;de em Portugal</b></p>     <p><b>Integration of Nutritionists in Portugal&rsquo;s National Health Service</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Beatriz Ferreira<sup>1</sup>; T&acirc;nia Cordeiro<sup>1,2*</sup>; Alexandra Bento<sup>1,3</sup></b></p>     <p></p>     <p><sup>1</sup>Ordem dos Nutricionistas, Rua do Pinheiro Manso, n.&ordm; 174, 4100-409 Porto, Portugal</p>     <p><sup>2</sup>Universidade Fernando Pessoa, Pra&ccedil;a de 9 de Abril, n.&ordm; 349, 4249-004 Porto, Portugal</p>     <p><sup>3</sup>Escola Superior de Biotecnologia da Universidade Cat&oacute;lica Portuguesa, Rua Arquitecto Lob&atilde;o Vital, 4200-072 Porto, Portugal</p> <a href="#c0">Endere&#231;o para correspond&#234;ncia</a><a name="topc0"></a></b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b >RESUMO</b></p>     <p>Introdu&ccedil;&atilde;o:&nbsp;O Servi&ccedil;o Nacional de Sa&uacute;de &eacute; a estrutura do Estado portugu&ecirc;s que assegura &agrave; popula&ccedil;&atilde;o a presta&ccedil;&atilde;o dos cuidados de sa&uacute;de. Integradas nas Redes Nacionais de Cuidados de Sa&uacute;de Prim&aacute;rios e Cuidados de Sa&uacute;de Hospitalares, as unidades que formam o Servi&ccedil;o Nacional de Sa&uacute;de revelam-se locais privilegiados para a incorpora&ccedil;&atilde;o da pr&aacute;tica profissional do nutricionista, pelo facto de a sua atua&ccedil;&atilde;o se focar na promo&ccedil;&atilde;o de sa&uacute;de, na preven&ccedil;&atilde;o e no tratamento da doen&ccedil;a, contribuindo para a revers&atilde;o do cen&aacute;rio epidemiol&oacute;gico centrado na intensifica&ccedil;&atilde;o das doen&ccedil;as cr&oacute;nicas n&atilde;o transmiss&iacute;veis e para o cumprimento das metas em sa&uacute;de estabelecidas a n&iacute;vel nacional e internacional.</p>     <p>Objetivos:&nbsp;Determinar o n&uacute;mero de nutricionistas a exercer no Servi&ccedil;o Nacional de Sa&uacute;de nos Cuidados de Sa&uacute;de Prim&aacute;rios e nos Cuidados de Sa&uacute;de Hospitalares. Calcular o n&uacute;mero de utentes e de camas atribu&iacute;do a cada nutricionista integrado nas unidades que comp&otilde;em, respetivamente, as Redes Nacionais de Cuidados de Sa&uacute;de Prim&aacute;rios e Cuidados de Sa&uacute;de Hospitalares.</p>     <p>Metodologia:&nbsp;Neste estudo descritivo obteve-se, por correio eletr&oacute;nico e telefone, informa&ccedil;&atilde;o sobre o n&uacute;mero de profissionais a exercer como &ldquo;Dietista&rdquo;, &ldquo;Dietista estagi&aacute;rio&rdquo;, &ldquo;Nutricionista&rdquo; e &ldquo;Nutricionista estagi&aacute;rio&rdquo;, de acordo com o Registo Nacional da Ordem dos Nutricionistas, nas institui&ccedil;&otilde;es constituintes do Servi&ccedil;o Nacional de Sa&uacute;de, Servi&ccedil;o de Sa&uacute;de da Regi&atilde;o Aut&oacute;noma da Madeira e Servi&ccedil;o Regional de Sa&uacute;de do Governo dos A&ccedil;ores. No final, a adequa&ccedil;&atilde;o dos r&aacute;cios obtidos foi analisada com base em crit&eacute;rios emitidos pela Ordem dos Nutricionistas.</p>     <p>Resultados:&nbsp;Verificou-se um total de 416 nutricionistas a exercer no Servi&ccedil;o Nacional de Sa&uacute;de, dos quais 123 profissionais pertenciam aos Cuidados de Sa&uacute;de Prim&aacute;rios e 293 aos Cuidados de Sa&uacute;de Hospitalares. Nos Cuidados de Sa&uacute;de Prim&aacute;rios identificou-se um r&aacute;cio de 86.006 utentes por nutricionista e nos Cuidados de Sa&uacute;de Hospitalares o r&aacute;cio estimado foi de 97 camas por nutricionista.</p>     <p>Conclus&otilde;es:&nbsp;O n&uacute;mero total de nutricionistas a exercer no Servi&ccedil;o Nacional de Sa&uacute;de revelou-se manifestamente aqu&eacute;m do que se considera adequado, devendo-se refor&ccedil;ar a incorpora&ccedil;&atilde;o de nutricionistas no Servi&ccedil;o Nacional de Sa&uacute;de.</p>     <p><b>Palavras-Chave</b></p>     <p>Cuidados de Sa&uacute;de Hospitalares, Cuidados de Sa&uacute;de Prim&aacute;rios, Doen&ccedil;as Cr&oacute;nicas N&atilde;o Transmiss&iacute;veis, Nutricionista, Servi&ccedil;o Nacional de Sa&uacute;de</p>     <p>&nbsp;</p>  <hr>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>      <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>Introduction:&nbsp;The National Health Service is the state structure in Portugal that ensures to the population the provision of health care. Integrated into the Primary Health Care Network and into Hospital Health Care Network, the units that make up the National Health Service prove to be privileged places for the incorporation of professional nutritionist practice, due to the fact that their work focuses on the health promotion, prevention and treatment, contributing to the reversal of the epidemiological scenario focused on the intensification of chronic noncommunicable diseases and to meet the health goals established at national and international level.</p>     <p>Objectives:&nbsp;Determine the number of nutritionists practicing in the Primary Health Care and in Hospital Health Care of National Health Service. Calculate the number of users and beds assigned to each nutritionist integrated on the units that comprise, respectively, Primary Health Care Network and Hospital Health Care Network.</p>     <p>Methodology:&nbsp;In this descriptive study, was obtained, by e-mail and phone, information about the number of professionals that practiced as &ldquo;dietitian&rdquo;, &ldquo;trainee dietitian&rdquo;, &ldquo;nutritionist&rdquo; and &ldquo;trainee nutritionist&rdquo;, according to the National Registry of the Portuguese Council of Nutritionists, in the constituent institutions of the National Health Service, the Health Service of the Autonomous Region of Madeira and the Regional Health Service of the Government of Azores. In the end, the adequacy of the ratios obtained was analyzed based on criteria transmitted by the Portuguese Council of Nutritionists.</p>     <p>Results:&nbsp;There were a total of 416 nutritionists working in the National Health Service, of which 123 professionals belonged to Primary Health Care and 293 to Hospital Health Care. In the Primary Health Care was identified a ratio of 86.006 users per nutritionist and in the Hospital Health Care the estimated ratio was of 97 beds per nutritionist.</p>     <p>Conclusions:&nbsp;The total number of nutritionists practicing in the National Health Service was clearly below what is considered appropriate, so the incorporation of nutritionists in the National Health Service should be strengthened.</p>     <p><b>Keywords</b></p>     <p>Hospital Health Care, Primary Health Care, Noncommunicable Diseases, Nutritionist, National Health Service</p>     <p>&nbsp;</p>  <hr>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>       <p><b>INTRODU&Ccedil;&Atilde;O</b></p>     <p>A Constitui&ccedil;&atilde;o da Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial da Sa&uacute;de (OMS) define sa&uacute;de como &ldquo;o estado de completo bem-estar f&iacute;sico, mental e social e n&atilde;o somente a aus&ecirc;ncia de doen&ccedil;a ou enfermidade&rdquo;, apontando-a como direito fundamental do ser humano (1).</p>     <p>A intensifica&ccedil;&atilde;o das doen&ccedil;as cr&oacute;nicas n&atilde;o transmiss&iacute;veis (DCNT) tem-se revelado o maior desafio de sa&uacute;de p&uacute;blica, amea&ccedil;ando o desenvolvimento econ&oacute;mico e social da comunidade (2, 3). Das seis regi&otilde;es pertencentes &agrave; OMS, a regi&atilde;o europeia &eacute; a mais afetada pelas DCNT, destacando-se as doen&ccedil;as cardiovasculares, o cancro e a diabetes (4). Mundialmente, as DCNT revelam-se a principal causa de incapacita&ccedil;&atilde;o e morte, tendo sido respons&aacute;veis por 63% das mortes ocorridas em 2008 e por 68% em 2012 (3, 5).</p>     <p>A n&iacute;vel internacional, s&atilde;o v&aacute;rias as publica&ccedil;&otilde;es que repetidamente frisam a relev&acirc;ncia de combater o duplo encargo da malnutri&ccedil;&atilde;o, espelhada tanto nos d&eacute;fices, como nos excessos nutricionais. Recentemente, a OMS lan&ccedil;ou o &ldquo;Global Nutrition Report&nbsp;2016&rdquo;, documento que visa a extin&ccedil;&atilde;o de todas as formas de malnutri&ccedil;&atilde;o at&eacute; 2030, divulgando as orienta&ccedil;&otilde;es e ferramentas necess&aacute;rias para alcan&ccedil;ar tal objetivo (6).</p>     <p>Em Portugal, os h&aacute;bitos alimentares inadequados e as atitudes sedent&aacute;rias foram dos fatores de risco que mais contribu&iacute;ram para o total de anos de vida saud&aacute;vel perdidos pela popula&ccedil;&atilde;o durante o ano de 2014 (7, 8). A rea&ccedil;&atilde;o provocada por estes comportamentos encontra-se refletida nas desmesuradas preval&ecirc;ncias de DCNT. Dados recentes evidenciam que o excesso de peso e a obesidade afeta 52,8% da popula&ccedil;&atilde;o adulta portuguesa, a diabetes&nbsp;mellitus&nbsp;tipo 2 manifesta-se em 13,1% da popula&ccedil;&atilde;o portuguesa entre os 20 e os 79 anos e a hipertens&atilde;o arterial atinge 42,2% da popula&ccedil;&atilde;o adulta portuguesa (7, 9, 10).</p>     <p>Neste sentido, o nutricionista surge na sociedade com um potencial papel determinante no combate deste panorama epidemiol&oacute;gico, uma vez que a sua pr&aacute;tica profissional prev&ecirc; a integra&ccedil;&atilde;o, aplica&ccedil;&atilde;o e desenvolvimento dos &ldquo;princ&iacute;pios das &aacute;reas base da biologia, qu&iacute;mica, fisiologia, das ci&ecirc;ncias sociais e comportamentais e aqueles provenientes das ci&ecirc;ncias da nutri&ccedil;&atilde;o, alimenta&ccedil;&atilde;o, gest&atilde;o e comunica&ccedil;&atilde;o, para atingir e manter ao melhor n&iacute;vel o estado de sa&uacute;de dos indiv&iacute;duos, atrav&eacute;s de uma pr&aacute;tica profissional cientificamente sustentada, &agrave; luz dos conhecimentos atuais, em constante aperfei&ccedil;oamento&rdquo; (11).</p>     <p>O Servi&ccedil;o Nacional de Sa&uacute;de (SNS), criado em 1979, &eacute; a estrutura do Estado portugu&ecirc;s que integra &ldquo;todos os servi&ccedil;os e entidades p&uacute;blicas prestadoras de cuidados de sa&uacute;de, designadamente os agrupamentos de centros de sa&uacute;de, os estabelecimentos hospitalares, independentemente da sua designa&ccedil;&atilde;o, e as unidades locais de sa&uacute;de&rdquo; (12). Desta forma, se assegura a integral presta&ccedil;&atilde;o dos cuidados de sa&uacute;de a todos os cidad&atilde;os, independentemente da sua situa&ccedil;&atilde;o econ&oacute;mica, social ou geogr&aacute;fica (13, 14).</p>     <p>Os cuidados de sa&uacute;de prim&aacute;rios (CSP), destacados pela Declara&ccedil;&atilde;o de Alma-Ata (1978) e pelo &ldquo;Relat&oacute;rio Mundial de Sa&uacute;de 2008: Cuidados de Sa&uacute;de Prim&aacute;rios Agora Mais do que Nunca&rdquo;, revelam um formato de interven&ccedil;&atilde;o essencial para a adequada presta&ccedil;&atilde;o dos cuidados de sa&uacute;de &agrave; popula&ccedil;&atilde;o, considerando as necessidades expressas (15, 16) . Atualmente em Portugal, os Agrupamentos de Centros de Sa&uacute;de (ACES) representam o organismo cuja miss&atilde;o consiste no aprovisionamento de CSP &agrave; popula&ccedil;&atilde;o. Neste local, o nutricionista executa a sua atividade profissional ao n&iacute;vel das Unidades de Recursos Assistenciais Partilhados (URAP) (17). A incorpora&ccedil;&atilde;o deste profissional de sa&uacute;de no dom&iacute;nio dos CSP revela-se determinante para a melhoria da sa&uacute;de da popula&ccedil;&atilde;o, pelo facto de, neste espa&ccedil;o, os cuidados serem prestados indo ao encontro das necessidades inerentes da popula&ccedil;&atilde;o (18, 19).</p>     <p>A centraliza&ccedil;&atilde;o do sistema de sa&uacute;de ocidental nos cuidados de sa&uacute;de hospitalares (CSH) tem-se revelado insatisfat&oacute;ria no combate ao cen&aacute;rio epidemiol&oacute;gico atual (20). Ao n&iacute;vel do SNS, estes cuidados s&atilde;o disponibilizados por uma rede que abrange centros hospitalares, hospitais p&uacute;blicos, hospitais em parceria p&uacute;blico-privada e unidades locais de sa&uacute;de (ULS) (12). Em ambiente hospitalar, o nutricionista tem a potencialidade de se enquadrar em diversas &aacute;reas, sendo respons&aacute;vel pela avalia&ccedil;&atilde;o e prescri&ccedil;&atilde;o nutricional tanto no internamento, como no ambulat&oacute;rio, bem como pela gest&atilde;o da alimenta&ccedil;&atilde;o hospitalar (21).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Reconhecendo o comprovado contributo da nutri&ccedil;&atilde;o para a obten&ccedil;&atilde;o de melhorias em sa&uacute;de, revela-se fundamental investir neste setor tendo por base um eixo estrat&eacute;gico robusto que garanta a efic&aacute;cia das suas interven&ccedil;&otilde;es. A escassez de estudos que comprovem o d&eacute;fice nutricionistas dificulta o delineamento de um plano que reverta o cen&aacute;rio epidemiol&oacute;gico nacional e internacional. Neste contexto, surge o presente estudo.</p>     <p><b>OBJETIVOS</b></p>     <p>Este estudo teve como objetivo determinar o n&uacute;mero de nutricionistas a desempenhar a sua atividade profissional no SNS, tanto ao n&iacute;vel da Rede Nacional de Cuidados de Sa&uacute;de Prim&aacute;rios (RNCSP), como da Rede Nacional de Cuidados de Sa&uacute;de Hospitalar (RNCSH). Pretendeu tamb&eacute;m apurar o n&uacute;mero de utentes e de camas atribu&iacute;do a cada nutricionista enquadrado em unidades prestadoras de CSP e de CSH, respetivamente.</p>     <p><b>METODOLOGIA</b></p>     <p>Realizado entre mar&ccedil;o e julho de 2016, este estudo descritivo apresentou como popula&ccedil;&atilde;o-alvo as unidades pertencentes &agrave;s redes prestadoras de cuidados de sa&uacute;de prim&aacute;rios e hospitalares do SNS, do Servi&ccedil;o de Sa&uacute;de da Regi&atilde;o Aut&oacute;noma da Madeira (SESARAM) e do Servi&ccedil;o Regional de Sa&uacute;de (SRS) do Governo dos A&ccedil;ores (GA). A determina&ccedil;&atilde;o das institui&ccedil;&otilde;es resultou da consulta &agrave;s p&aacute;ginas de Internet das cinco Administra&ccedil;&otilde;es Regionais de Sa&uacute;de (ARS) e aos documentos legislativos da Madeira e dos A&ccedil;ores que estabelecem as unidades constituintes dos servi&ccedil;os de sa&uacute;de das regi&otilde;es (22, 23).</p>     <p>A solicita&ccedil;&atilde;o de informa&ccedil;&atilde;o centrou-se no n&uacute;mero total de nutricionistas e dietistas a exercer no local, bem como no respetivo nome e n&uacute;mero de c&eacute;dula. O interesse em ambas as tipologias profissionais prendeu-se ao facto de o processo de converg&ecirc;ncia das profiss&otilde;es ser facultativo para aqueles que &agrave; data de entrada em vigor da Lei n.&ordm; 126/2015 se encontrassem inscritos na Ordem dos Nutricionistas (ON) como &ldquo;dietistas&rdquo; ou &ldquo;dietistas estagi&aacute;rios&rdquo; (24). Com base nesta mesma lei, verificou-se ainda, no &ldquo;Registo Nacional&rdquo; do site da ON, a legalidade da pr&aacute;tica profissional de cada um dos indiv&iacute;duos indicados pelas entidades, sendo que a identifica&ccedil;&atilde;o de indiv&iacute;duos n&atilde;o inscritos nesta associa&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica profissional levou a que fossem exclu&iacute;dos do estudo e remetidos para o Departamento Jur&iacute;dico da ON para que desencadeasse o competente processo de averigua&ccedil;&atilde;o de exerc&iacute;cio ilegal.</p>     <p>A dissemina&ccedil;&atilde;o dos comunicados ocorreu por correio eletr&oacute;nico, maioritariamente, e por telefone. Na <a href ="/img/revistas/apn/n8/n8a04t1.jpg">Tabela 1</a> encontram-se reunidas as entidades contactadas e a respetiva taxa de resposta.</p>     
<p>Relativamente ao n&uacute;mero de utentes nos CSP e de camas nos CSH em Portugal Continental foram utilizados dados provenientes da Administra&ccedil;&atilde;o Central do Sistema de Sa&uacute;de (ACSS) e da Dire&ccedil;&atilde;o-Geral da Sa&uacute;de (DGS), respetivamente (25, 26), e nas regi&otilde;es aut&oacute;nomas estas mesmas informa&ccedil;&otilde;es foram adquiridas com base em dados emitidos pelo Instituto Nacional de Estat&iacute;stica (INE) (27, 28). O r&aacute;cio adequado de utentes por nutricionista e de camas por nutricionista utilizado baseou-se na &ldquo;Proposta de Contributos para a sustentabilidade do Servi&ccedil;o Nacional de Sa&uacute;de&rdquo;, elaborada pela ON (29).</p>     <p><b>RESULTADOS</b></p>     <p>Em Portugal, foi identificado pelo presente estudo, a exercer no SNS, um total de 416 nutricionistas, dos quais 123 afetos aos CSP (cada respons&aacute;vel por 86.006 utentes) e 293 associados aos CSH (cada respons&aacute;vel por 97 camas). Os resultados obtidos encontram-se detalhados por Administra&ccedil;&atilde;o Regional de Sa&uacute;de (ARS), I.P. e Regi&atilde;o Aut&oacute;noma nas Tabelas <a href ="/img/revistas/apn/n8/n8a04t2.jpg"> 2</a> e <a href ="/img/revistas/apn/n8/n8a04t3.jpg"> 3</a> (CSP e CSH, respetivamente).</p>     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>No que respeita a RNCSP, aferiu-se que 15 dos 55 ACES de Portugal Continental n&atilde;o integram nenhum nutricionista a exercer fun&ccedil;&otilde;es, pertencendo tr&ecirc;s &agrave; ARS Norte e 12 &agrave; ARS Lisboa e Vale do Tejo. Para al&eacute;m disso, uma das Unidades de Sa&uacute;de da Ilha (USI) dos A&ccedil;ores tamb&eacute;m n&atilde;o incorpora nenhum nutricionista. Quanto &agrave;s unidades formadoras da RNCSH, verifica-se que a presen&ccedil;a do nutricionista &eacute; mais coerente, uma vez que, dos dados obtidos, apenas um instituto de oftalmologia e um centro de oncologia carecem completamente do aux&iacute;lio deste profissional de sa&uacute;de.</p>     <p>Este estudo recolheu ainda informa&ccedil;&atilde;o relativa aos r&aacute;cios recomendados para o adequado exerc&iacute;cio da profiss&atilde;o, tendo-se estimado o n&uacute;mero de nutricionistas que seria necess&aacute;rio incorporar por ARS, I.P. e Regi&atilde;o Aut&oacute;noma. Consequentemente estabeleceu-se uma taxa de cumprimento que espelha a adequa&ccedil;&atilde;o do total de nutricionistas a exercer na realidade. Estes resultados encontram-se descriminados nas Tabelas <a href ="/img/revistas/apn/n8/n8a04t4.jpg"> 4</a> e <a href ="/img/revistas/apn/n8/n8a04t5.jpg"> 5</a> (CSP e CSH, respetivamente).</p>     
<p></p>     <p><b>DISCUSS&Atilde;O DOS RESULTADOS</b></p>     <p>Contemplando o SNS como garantia da integral presta&ccedil;&atilde;o de cuidados de sa&uacute;de, em todas as suas val&ecirc;ncias, &agrave; totalidade da popula&ccedil;&atilde;o (14) e considerando o contexto epidemiol&oacute;gico corrente, naturalmente se depreende a conveni&ecirc;ncia da inclus&atilde;o do nutricionista nesta estrutura. Os progn&oacute;sticos emitidos pela OMS preveem que as DCNT ser&atilde;o respons&aacute;veis por 52 milh&otilde;es de mortes at&eacute; 2030, perfazendo a quase totalidade dos estimados 56 milh&otilde;es de mortes ocorridas em 2012 (5). A assumida import&acirc;ncia do papel da nutri&ccedil;&atilde;o e da alimenta&ccedil;&atilde;o na preven&ccedil;&atilde;o e no tratamento cl&iacute;nico das DCNT evidencia o contributo decisivo dos nutricionistas na revers&atilde;o deste cen&aacute;rio. Neste sentido, o estudo realizado centrou-se no diagn&oacute;stico da situa&ccedil;&atilde;o profissional nos CSP e nos CSH do SNS.</p>     <p>Os resultados obtidos permitiram determinar um total de 416 nutricionistas a atuar no SNS, o qual se reparte em 123 nutricionistas nos CSP e 293 nos CSH. Analisando especificamente esta situa&ccedil;&atilde;o, estimou-se que, em m&eacute;dia, no que respeita a sua inclus&atilde;o na RNCSP, cada um destes profissionais tem como responsabilidade dar resposta &agrave;s necessidades impostas por 86006 utentes, valor claramente superior ao de 20.000 utentes/nutricionista estabelecido como desej&aacute;vel pela &ldquo;Proposta de contributos para a sustentabilidade do Servi&ccedil;o Nacional de Sa&uacute;de&rdquo; elaborada pela ON. De acordo com este documento, seriam necess&aacute;rios 533 nutricionistas a exercer nos CSP, de forma a dar resposta aos 10.578.733 utentes abrangidos. Relativamente &agrave; RNCSH, identificaram-se 293 nutricionistas incorporados nas equipas profissionais das suas unidades, o que fixa uma rela&ccedil;&atilde;o de 97 camas por profissional. Confrontando este valor com o padr&atilde;o estipulado de 50 a 75 camas por nutricionista comprova-se que, tal como nos CSP, tamb&eacute;m neste &acirc;mbito o n&uacute;mero de nutricionistas se revela insuficiente, sendo que, para cumprir com o m&iacute;nimo preconizado como satisfat&oacute;rio, seriam necess&aacute;rios 386 nutricionistas no plano hospitalar. Ponderando todos estes fatores, os resultados adquiridos sugerem a necessidade de integrar no terreno um total de 919 nutricionistas para colmatar a lacuna existente nos recursos humanos. Consequentemente, este reparo contribui para o cumprimento das metas tra&ccedil;adas pelo &ldquo;Plano Nacional de Sa&uacute;de - Revis&atilde;o e Extens&atilde;o a 2020&rdquo; e pela OMS no documento <i>&ldquo;Health 2020: A European Policy Framework Supporting Action across government and society for health and well-being&rdquo </i>; (30).</p>     <p>A pr&aacute;tica profissional do nutricionista no plano dos CSP revela-se ben&eacute;fica para o sistema de sa&uacute;de pelo facto de a sua atua&ccedil;&atilde;o se demonstrar mais rent&aacute;vel quando aplicada em contexto de preven&ccedil;&atilde;o (31). Contudo, como referido anteriormente, a integra&ccedil;&atilde;o deste profissional ao n&iacute;vel da rede prestadora de CSP em Portugal revela-se insuficiente, cumprindo com apenas 23% do sugerido nas propostas emitidas pela ON.</p>     <p>Em 2010, o Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de lan&ccedil;a um documento oficial onde estabelece como objetivo a inclus&atilde;o de, pelo menos, um nutricionista por ACES at&eacute; 2016 (19). A informa&ccedil;&atilde;o disponibilizada pelas entidades contactadas no presente estudo permitiu deduzir que o objetivo definido pelo documento n&atilde;o foi atingido, uma vez que foram identificados 15 ACES sem nutricionista. O objetivo deve, por isso, ser reformulado, de modo a viabilizar o alcance das metas estipuladas.</p>     <p>No ano seguinte foi publicado um estudo sobre a distribui&ccedil;&atilde;o geogr&aacute;fica dos nutricionistas nos CSP em Portugal Continental, observando-se uma modesta progress&atilde;o do n&uacute;mero de profissionais integrados neste servi&ccedil;o, com base num acr&eacute;scimo de quatro nutricionistas entre 2010 e 2016. Apesar deste ligeiro desenvolvimento, a concentra&ccedil;&atilde;o destes t&eacute;cnicos superiores de sa&uacute;de na regi&atilde;o norte do pa&iacute;s e a sua redutora presen&ccedil;a na ARS Lisboa e Vale do Tejo, I.P. permanece (32). Esta heterogeneidade na distribui&ccedil;&atilde;o geogr&aacute;fica decorre de variados fatores, supondo-se que um se deva ao facto de a primeira licenciatura em Ci&ecirc;ncias da Nutri&ccedil;&atilde;o ter surgido no norte do pa&iacute;s (33). Importa ainda referir que o facto do n&uacute;mero de utentes variar entre regi&otilde;es pressup&otilde;e, desde logo, uma distribui&ccedil;&atilde;o irregular dos profissionais.</p>     <p>De uma perspetiva geral, verifica-se que as regi&otilde;es aut&oacute;nomas cumprem os requisitos m&iacute;nimos considerados pela ON. Nestas regi&otilde;es o r&aacute;cio estimado teve em considera&ccedil;&atilde;o o n&uacute;mero de habitantes por nutricionista, em vez do n&uacute;mero de utentes, n&atilde;o tendo esta decis&atilde;o prejudicado as conclus&otilde;es, j&aacute; que o n&uacute;mero de nutricionistas corresponde &agrave;s necessidades m&iacute;nimas da popula&ccedil;&atilde;o, cumprindo tamb&eacute;m com as recomenda&ccedil;&otilde;es ao assumir o n&uacute;mero de utentes. De notar, contudo, que as condicionantes de acessibilidade geogr&aacute;fica destas regi&otilde;es portuguesas exigir&atilde;o que a presen&ccedil;a de nutricionista ocorra de forma adapt&aacute;vel a essas mesmas condi&ccedil;&otilde;es, de forma a permitir a necess&aacute;ria proximidade deste profissional com toda a popula&ccedil;&atilde;o, pelo que dever&aacute; ser considerado com cautela o r&aacute;cio encontrado nestas regi&otilde;es.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Direcionados para a vertente curativa e de reabilita&ccedil;&atilde;o, os CSH prestam um servi&ccedil;o fundamental para a melhoria e manuten&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de p&uacute;blica (20). Neste contexto, o nutricionista adquire in&uacute;meras responsabilidades, podendo influenciar fortemente a redu&ccedil;&atilde;o dos encargos econ&oacute;micos em sa&uacute;de (34, 35).</p>     <p>Considerando as orienta&ccedil;&otilde;es lan&ccedil;adas pela ON (29), os CSH evidenciam uma taxa de cumprimento de 76%, com a ARS Centro, I.P. a apresentar apenas 52% dos nutricionistas que seria desej&aacute;vel. A integra&ccedil;&atilde;o do nutricionista nos CSH das regi&otilde;es aut&oacute;nomas mant&eacute;m um cen&aacute;rio, relativamente, ben&eacute;fico para o desempenho de uma pr&aacute;tica profissional satisfat&oacute;ria.</p>     <p>A organiza&ccedil;&atilde;o dos servi&ccedil;os de alimenta&ccedil;&atilde;o e nutri&ccedil;&atilde;o nos hospitais portugueses foi avaliada por estudos publicados em 1992, 1997, 2007 e 2013, proporcionando uma breve an&aacute;lise evolutiva da profiss&atilde;o incorporada neste setor da sa&uacute;de (36-39). Apesar do distanciamento entre os objetivos estabelecidos nestas disserta&ccedil;&otilde;es e os planeados neste estudo e apesar de antecederem o processo de converg&ecirc;ncia da profiss&atilde;o, os estudos anteriores possibilitam confrontar a informa&ccedil;&atilde;o atualmente obtida com os resultados previamente observados. Ao longo dos anos assistiu-se a um progresso positivo do enquadramento destes profissionais nos hospitais portugueses. Em 2013, os dados obtidos registaram um total de 283 profissionais, verificando-se que, por compara&ccedil;&atilde;o com os 293 contabilizados neste estudo, ocorreu um ligeiro aumento. Contudo, deve-se ter em considera&ccedil;&atilde;o que os estudos foram realizados em diferentes condi&ccedil;&otilde;es, uma vez que a constitui&ccedil;&atilde;o da rede hospitalar sofreu altera&ccedil;&otilde;es e o presente trabalho debru&ccedil;ou-se sobre o setor p&uacute;blico (taxa de resposta de 95%), enquanto em 2013 investigaram-se os setores p&uacute;blico e privado (taxa de resposta de 66%).</p>     <p>Embora a cobertura deste estudo se aproxime dos 100%, o que permite uma vis&atilde;o mais abrangente e realista da situa&ccedil;&atilde;o estudada, a n&iacute;vel metodol&oacute;gico apresenta caracter&iacute;sticas que poder&atilde;o ser melhoradas num futuro estudo. Em primeiro lugar salientar que uma pequena parte da informa&ccedil;&atilde;o foi obtida via telef&oacute;nica, o que impossibilitou o registo comprovativo destes mesmos dados. Para al&eacute;m disso, em certas situa&ccedil;&otilde;es n&atilde;o foi poss&iacute;vel adquirir informa&ccedil;&atilde;o relativa ao nome do profissional e ao seu local espec&iacute;fico de trabalho.</p>     <p>A escassez de estudos efetuados nesta mat&eacute;ria, a n&iacute;vel nacional e internacional, dificultou a realiza&ccedil;&atilde;o de uma an&aacute;lise comparativa da situa&ccedil;&atilde;o profissional. Considerando as recomenda&ccedil;&otilde;es brasileiras de um nutricionista para 10.000 habitantes, deduz-se que a situa&ccedil;&atilde;o se&nbsp;encontra aqu&eacute;m do preconizado. Em Espanha, os r&aacute;cios propostos s&atilde;o de um nutricionista para 50.000 utentes nos CSP e de um nutricionista para 100 camas nos CSH (32, 40). Com base nesta informa&ccedil;&atilde;o, as conclus&otilde;es para os CSP permanecem, enquanto nos CSH a situa&ccedil;&atilde;o aparenta estar mais pr&oacute;xima do ideal. Importa referir que o confronto da situa&ccedil;&atilde;o com outros pa&iacute;ses inclui imprecis&otilde;es, dado o sistema sa&uacute;de de cada pa&iacute;s apresentar caracter&iacute;sticas espec&iacute;ficas, acrescentando-se o facto de as propostas se basearem em estudos ao pr&oacute;prio perfil epidemiol&oacute;gico.</p>     <p>O consensual reconhecimento da import&acirc;ncia da nutri&ccedil;&atilde;o e alimenta&ccedil;&atilde;o no aumento de anos de vida saud&aacute;vel da popula&ccedil;&atilde;o, espelhado na melhoria da qualidade de vida, e na redu&ccedil;&atilde;o da sobrecarga financeira do sistema de sa&uacute;de aponta para um urgente estabelecimento de eixos estrat&eacute;gicos que revertam o d&eacute;fice de nutricionistas a exercer no SNS.</p>     <p></p>     <p><b>CONCLUS&Otilde;ES</b></p>     <p>Em Portugal, o n&uacute;mero de nutricionistas afetos ao SNS encontra-se manifestamente aqu&eacute;m do preconizado como adequado, tendo-se registado um total de 416 nutricionistas a desempenhar a sua pr&aacute;tica profissional, quando seriam necess&aacute;rios, pelo menos, 919 profissionais para fazer cumprir com as necessidades impostas pela popula&ccedil;&atilde;o portuguesa. Este d&eacute;fice revela-se mais acentuado nos CSP, onde o r&aacute;cio estimado de utentes por nutricionista foi de 86.006, quando o adequado seria de 20.000, ou seja, esta val&ecirc;ncia de presta&ccedil;&atilde;o de cuidados de sa&uacute;de contemplou somente 23% do n&uacute;mero de nutricionistas propostos pela ON. Nos CSH a escassez de profissionais n&atilde;o &eacute; t&atilde;o proeminente, contudo s&atilde;o atribu&iacute;das 97 camas a cada nutricionista, em vez das 75 camas que se consideram adequadas, atingindo-se uma taxa de cumprimento de 76%. Assim, &eacute; importante investir neste setor de forma a reverter o constatado desfasamento existente entre os recursos necess&aacute;rios e os recursos dispon&iacute;veis na presta&ccedil;&atilde;o de cuidados de sa&uacute;de em Portugal, conduzindo &agrave; diminui&ccedil;&atilde;o e otimiza&ccedil;&atilde;o dos encargos econ&oacute;micos e &agrave; aquisi&ccedil;&atilde;o de melhorias nos indicadores de sa&uacute;de, o que permitir&aacute; alcan&ccedil;ar as metas em sa&uacute;de estabelecidas a n&iacute;vel nacional e internacional.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>REFER&Ecirc;NCIAS BIBLIOGR&Aacute;FICAS</b></p>     <li>World Health Organization. Constitution of the World Health Organization. Public Health Rep. 1946;61:1268-79.</li>     <li>World Health Organization. Global Health Risks: Mortality and burden of disease attributable to selected major risks. Geneva: World Health Organization; 2009.</li>     <li>World Health Organization. Global action plan for the prevention and control of noncommunicable diseases 2013-2020. Geneva; 2013. Report No.: 9241506237.</li>     <li>World Health Organization. European food and nutrition action plan 2015-2020. Copenhagen: World Health Organization; 2015.</li>     <li>Mendis S. Global status report on noncommunicable diseases 2014. Geneva: World Health Organization; 2014. Report No.: 9241564857.</li>     <li>International Food Policy Research Institute. Global Nutrition Report 2016: From Promise to Impact: Ending Malnutrition by 2030. Washington DC; 2016.</li>     <li>Dire&ccedil;&atilde;o Geral da Sa&uacute;de. Portugal - Alimenta&ccedil;&atilde;o Saud&aacute;vel em N&uacute;meros - 2015. Lisboa: Dire&ccedil;&atilde;o-Geral de Sa&uacute;de; 2016.</li>     <li>IHME. Portugal - Both sexes, All ages, 2013, DALY&rsquo;s attributable to All Risk Factors 2013 [Available from: <a href="http://vizhub.healthdata.org/gbd-compare/" target="_blank">http://vizhub.healthdata.org/gbd-compare/</a>.</li>     <li>Polonia J, Martins L, Pinto F, Nazare J. Prevalence, awareness, treatment and control of hypertension and salt intake in Portugal: changes over a decade. The PHYSA study. Journal of Hypertension. 2014;32(6):1211-21.</li>     ]]></body>
<body><![CDATA[<li>Sociedade Portuguesa de Diabetologia. Diabetes: Factos e N&uacute;meros&ndash;O Ano de 2014. Lisboa: Sociedade Portuguesa de Diabetologia; 2015.</li>     <li>Ordem dos Nutricionistas. Regulamento n.&ordm; 587/2016. Di&aacute;rio da Rep&uacute;blica. 2016;2&ordf; S&eacute;rie(112):18664-6.</li>     <li>Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. Decreto-Lei n.&ordm; 124/2011, de 29 de dezembro. Di&aacute;rio da Rep&uacute;blica. 2011;1.&ordf; S&eacute;rie(249):5491-8.</li>     <li>Arnaut A. O Servico Nacional de Sa&uacute;de: Sonho e Realidade. Acta M&eacute;dica Portuguesa. 2015;28(1):4-7.</li>     <li>Assembleia da Rep&uacute;blica. Lei n.&ordm; 56/79, de 15 de Setembro. Di&aacute;rio da Rep&uacute;blica. 1979;I S&eacute;rie(214):2357-63.</li>     <li>World Health Organization. Declaration of Alma-Ata. The International Conference on Primary Health Care; 12/09/1978; Alma-Ata: World Health Organization; 1978.</li>     <li>World Health Organization. The world health report 2008: primary health care now more than ever. Geneva: World Health Organization; 2008.</li>     <li>Presid&ecirc;ncia do Conselho de Ministros. Decreto-Lei n.&ordm; 28/2008, de 22 de Fevereiro. Di&aacute;rio da Rep&uacute;blica. 2008;1.&ordf; S&eacute;rie(38):1182-9.</li>     <li>Associa&ccedil;&atilde;o Nacional de Unidades de Sa&uacute;de Familiar. 7 x 7 Medidas, Novo Ciclo dos Cuidados de Sa&uacute;de Prim&aacute;rios. Associa&ccedil;&atilde;o Nacional de Unidades de Sa&uacute;de Familiar; 2015.</li>     <li>Miguel L, S&aacute; A. Cuidados de Sa&uacute;de Prim&aacute;rios em 2011-2016: refor&ccedil;ar, expandir. Lisboa: Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de e Alto Comissariado da Sa&uacute;de; 2010.</li>     ]]></body>
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<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>      ]]></body><back>
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<label>1</label><nlm-citation citation-type="journal">
<collab>World Health Organization</collab>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Constitution of the World Health Organization]]></article-title>
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<year>1946</year>
<volume>61</volume>
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