<?xml version="1.0" encoding="ISO-8859-1"?><article xmlns:mml="http://www.w3.org/1998/Math/MathML" xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xmlns:xsi="http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance">
<front>
<journal-meta>
<journal-id>2183-5985</journal-id>
<journal-title><![CDATA[Acta Portuguesa de Nutrição]]></journal-title>
<abbrev-journal-title><![CDATA[Acta Port Nutr]]></abbrev-journal-title>
<issn>2183-5985</issn>
<publisher>
<publisher-name><![CDATA[Associação Portuguesa de Nutrição]]></publisher-name>
</publisher>
</journal-meta>
<article-meta>
<article-id>S2183-59852017000100007</article-id>
<article-id pub-id-type="doi">10.21011/apn.2017.0807</article-id>
<title-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Alimentação em contexto pré-escolar: relação com estado nutricional e local de residência]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Pre-School Feeding: Relationship with Nutritional Status and Place of Residence]]></article-title>
</title-group>
<contrib-group>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Santos]]></surname>
<given-names><![CDATA[Teresa]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Moreira]]></surname>
<given-names><![CDATA[Ana Catarina]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A02"/>
</contrib>
</contrib-group>
<aff id="A01">
<institution><![CDATA[,Grupo Luz Saúde  ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[Lisboa ]]></addr-line>
<country>Portugal</country>
</aff>
<aff id="A02">
<institution><![CDATA[,Escola Superior de Tecnologia da Saúde de Lisboa  ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[Lisboa ]]></addr-line>
<country>Portugal</country>
</aff>
<pub-date pub-type="pub">
<day>00</day>
<month>03</month>
<year>2017</year>
</pub-date>
<pub-date pub-type="epub">
<day>00</day>
<month>03</month>
<year>2017</year>
</pub-date>
<numero>8</numero>
<fpage>34</fpage>
<lpage>37</lpage>
<copyright-statement/>
<copyright-year/>
<self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S2183-59852017000100007&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S2183-59852017000100007&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S2183-59852017000100007&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><abstract abstract-type="short" xml:lang="pt"><p><![CDATA[Introdução: A prevalência de obesidade em adultos e em crianças tem vindo a aumentar, apresentando a idade pré-escolar especial relevância na adoção de hábitos alimentares. Objetivos: Avaliar o valor energético das refeições realizadas no jardim de infância e relacioná-las com o sexo e o meio de residência da criança. Metodologia: Recolha de dados antropométricos e avaliação da ingestão dietética das crianças através de um questionário e pesagem dos alimentos consumidos no jardim de infância. Resultados: Das 153 crianças avaliadas, verificou-se uma prevalência de excesso de peso/obesidade e obesidade de 5,9% e de 6,5% respetivamente, apresentando os rapazes e as crianças do meio rural valores mais elevados, bem como uma maior percentagem do valor energético ingerido nas refeições realizadas nos jardins de infância. Em 83% das crianças verificou-se um consumo energético superior às necessidades energéticas. Conclusões: Neste estudo verificámos um consumo energético superior face às necessidades nas refeições realizadas no jardim de infância e no total das refeições realizadas ao longo do dia. Verificámos ainda a existência de diferenças na seleção de alimentos entre os sexos e meio de residência nas refeições intercalares.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Introduction: The prevalence of obesity in adults and children has been increasing, the pre-school age has special relevance in the adoption of eating habits. Objectives: Evaluate the energetic value of meals eaten in the kindergarten and relate them to nutritional status, gender and residence of the child. Methodology: Anthropometric data collection and assessment of dietary intake of children through a questionnaire and weighing the food consumed in the kindergarten. Results: Of the 153 children studied, there was a prevalence of overweight/obesity and obesity of 5.9% and 6.5% respectively, showing boys and children from rural areas higher values as well as a higher percentage of ingested energy in meals eaten in the kindergarten. In 83% of children there was a higher energy consumption for energy needs. Conclusion: In this study we found a higher energy consumption to the needs in the meals eaten in the kindergarten for children and a total of meals eaten throughout the day. We also verified the existence of differences in food selection by gender and residence of the child in the small meals.]]></p></abstract>
<kwd-group>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Alimentação]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Ingestão energética]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Necessidade energética]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Pré-escolar]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Food]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Energy intake]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Energy demand]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Pre-school]]></kwd>
</kwd-group>
</article-meta>
</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>ARTIGO ORIGINAL</b></p>     <p>     <p><b>Alimenta&ccedil;&atilde;o em contexto pr&eacute;-escolar: rela&ccedil;&atilde;o com estado nutricional e local de resid&ecirc;ncia</b></p>     <p><b>Pre-School Feeding: Relationship with Nutritional Status and Place of Residence</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Teresa Santos<sup>1*</sup>; Ana Catarina Moreira<sup>2</sup></b></p>     <p></p>     <p><sup>1</sup>Grupo Luz Sa&uacute;de, Rua Carlos Alberto da Mota Pinto, Edif&iacute;cio Amoreiras Square, 17-9.&ordm;, 1070-313 Lisboa, Portugal</p>     <p><sup>2</sup>Escola Superior de Tecnologia da Sa&uacute;de de Lisboa, Av. Dom Jo&atilde;o II,Lote 4.69.01, 1990-096 Lisboa, Portugal</p> <a href="#c0">Endere&#231;o para correspond&#234;ncia</a><a name="topc0"></a></b></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b >RESUMO</b></p>     <p>Introdu&ccedil;&atilde;o:&nbsp;A preval&ecirc;ncia de obesidade em adultos e em crian&ccedil;as tem vindo a aumentar, apresentando a idade pr&eacute;-escolar especial relev&acirc;ncia na ado&ccedil;&atilde;o de h&aacute;bitos alimentares.</p>     <p>Objetivos:&nbsp;Avaliar o valor energ&eacute;tico das refei&ccedil;&otilde;es realizadas no jardim de inf&acirc;ncia e relacion&aacute;-las com o sexo e o meio de resid&ecirc;ncia da crian&ccedil;a.</p>     <p>Metodologia:&nbsp;Recolha de dados antropom&eacute;tricos e avalia&ccedil;&atilde;o da ingest&atilde;o diet&eacute;tica das crian&ccedil;as atrav&eacute;s de um question&aacute;rio e pesagem dos alimentos consumidos no jardim de inf&acirc;ncia.</p>     <p>Resultados:&nbsp;Das 153 crian&ccedil;as avaliadas, verificou-se uma preval&ecirc;ncia de excesso de peso/obesidade e obesidade de 5,9% e de 6,5% respetivamente, apresentando os rapazes e as crian&ccedil;as do meio rural valores mais elevados, bem como uma maior percentagem do valor energ&eacute;tico ingerido nas refei&ccedil;&otilde;es realizadas nos jardins de inf&acirc;ncia. Em 83% das crian&ccedil;as verificou-se um consumo energ&eacute;tico superior &agrave;s necessidades energ&eacute;ticas.</p>     <p>Conclus&otilde;es:&nbsp;Neste estudo verific&aacute;mos um consumo energ&eacute;tico superior face &agrave;s necessidades nas refei&ccedil;&otilde;es realizadas no jardim de inf&acirc;ncia e no total das refei&ccedil;&otilde;es realizadas ao longo do dia. Verific&aacute;mos ainda a exist&ecirc;ncia de diferen&ccedil;as na sele&ccedil;&atilde;o de alimentos entre os sexos e meio de resid&ecirc;ncia nas refei&ccedil;&otilde;es intercalares.</p>     <p><b>Palavras-Chave</b></p>     <p>Alimenta&ccedil;&atilde;o, Ingest&atilde;o energ&eacute;tica, Necessidade energ&eacute;tica, Pr&eacute;-escolar</p>     <p>&nbsp;</p>  <hr>     <p>&nbsp;</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>Introduction:&nbsp;The prevalence of obesity in adults and children has been increasing, the pre-school age has special relevance in the adoption of eating habits.</p>     <p>Objectives:&nbsp;Evaluate the energetic value of meals eaten in the kindergarten and relate them to nutritional status, gender and residence of the child.</p>     <p>Methodology:&nbsp;Anthropometric data collection and assessment of dietary intake of children through a questionnaire and weighing the food consumed in the kindergarten.</p>     <p>Results:&nbsp;Of the 153 children studied, there was a prevalence of overweight/obesity and obesity of 5.9% and 6.5% respectively, showing boys and children from rural areas higher values as well as a higher percentage of ingested energy in meals eaten in the kindergarten. In 83% of children there was a higher energy consumption for energy needs.</p>     <p>Conclusion:&nbsp;In this study we found a higher energy consumption to the needs in the meals eaten in the kindergarten for children and a total of meals eaten throughout the day. We also verified the existence of differences in food selection by gender and residence of the child in the small meals.</p>     <p></p>     <p><b>Keywords</b></p>     <p>Food, Energy intake, Energy demand, Pre-school</p>     <p>&nbsp;</p>  <hr>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>INTRODU&Ccedil;&Atilde;O</b></p>     <p>Devido &agrave; situa&ccedil;&atilde;o profissional dos pais, verifica-se um aumento do n&uacute;mero de crian&ccedil;as a frequentar o ensino pr&eacute;-escolar (1) sendo os jardins de inf&acirc;ncia (JI) o local onde a crian&ccedil;a passa grande parte do seu dia, ingerindo a&iacute; parte significativa das suas refei&ccedil;&otilde;es (2) sendo, por isso, locais de excel&ecirc;ncia para a promo&ccedil;&atilde;o de comportamentos que conduzam a uma alimenta&ccedil;&atilde;o mais saud&aacute;vel (3). O meio onde o JI se encontra apresenta tamb&eacute;m ele um papel importante nos h&aacute;bitos alimentares das crian&ccedil;as (4). Atualmente, a obesidade surge como uma doen&ccedil;a crescente em todo o Mundo, assemelhando-se a uma epidemia com uma preval&ecirc;ncia crescente (5), adquirindo o excesso de peso e a obesidade infantil um estatuto de problema de sa&uacute;de p&uacute;blica (6). Segundo a Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial da Sa&uacute;de (OMS) em 2013, mais de 42 milh&otilde;es de crian&ccedil;as com menos de 5 anos tinham j&aacute; excesso de peso (5), previs&otilde;es para 2020 apontam que este valor atinja os&nbsp;59,4 milh&otilde;es (7). A inf&acirc;ncia surge como um per&iacute;odo chave para a sua preven&ccedil;&atilde;o (8) sendo o conhecimento dos comportamentos alimentares da crian&ccedil;a um aspeto fulcral na preven&ccedil;&atilde;o e tratamento da obesidade (9).</p>     <p></p>     <p><b>OBJETIVOS</b></p>     <p>Tendo os JI a capacidade de lan&ccedil;ar os fundamentos para a ado&ccedil;&atilde;o de uma alimenta&ccedil;&atilde;o mais saud&aacute;vel, este trabalho teve como objetivo avaliar a composi&ccedil;&atilde;o e os valores energ&eacute;ticos das refei&ccedil;&otilde;es realizadas no JI, relacionando-as com o sexo e o meio de resid&ecirc;ncia da crian&ccedil;a.</p>     <p></p>     <p><b>MATERIAL E M&Eacute;TODOS</b></p>     <p><u>Caracteriza&ccedil;&atilde;o da Amostra</u></p>     <p>A recolha dos dados foi realizada entre 20 de outubro de 2014 e 26 de fevereiro de 2015 em 7 dos 17 JI p&uacute;blicos do concelho da Guarda, com uma popula&ccedil;&atilde;o de 186 crian&ccedil;as entre os 3 e os 6 anos de idade. Consistindo a amostra final por 153 crian&ccedil;as, ap&oacute;s a autoriza&ccedil;&atilde;o dos encarregados de educa&ccedil;&atilde;o e devolu&ccedil;&atilde;o dos question&aacute;rios corretamente preenchidos. Os JI envolvidos no estudo representaram uma amostra de conveni&ecirc;ncia, sendo classificados de acordo com o meio de resid&ecirc;ncia urbano (MU) e rural (MR) (10).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><u>An&aacute;lise estat&iacute;stica</u></p>     <p>O tratamento estat&iacute;stico foi efetuado no programa SPSS (Statistical Package for Social Sciences) vers&atilde;o 22.0 para Windows. Tendo sido realizada a estat&iacute;stica descritiva das diferentes vari&aacute;veis em estudo (frequ&ecirc;ncia, mediana (m&iacute;nimo; m&aacute;ximo), m&eacute;dia&plusmn;desvio-padr&atilde;o) e estat&iacute;stica inferencial. Para a normalidade das vari&aacute;veis utilizou-se o Teste de&nbsp;Kolmogorov-Smirnov&nbsp;ou em alternativa o Teste de&nbsp;Shapiro-Wilk. Utilizaram-se os Testes&nbsp;t-student&nbsp;e ANOVA para quando se verificava a condi&ccedil;&atilde;o de normalidade das amostras ou em alternativa os Testes de&nbsp;Mann-Whitney&nbsp;e&nbsp;Kruskal Wallis.</p>     <p></p>     <p><b>METODOLOGIA</b></p>     <p>Foi entregue aos encarregados de educa&ccedil;&atilde;o um question&aacute;rio para preenchimento do registo alimentar de 3 dias das refei&ccedil;&otilde;es realizadas em casa, contendo imagens de diferentes alimentos com diferentes quantidades, possibilitando deste modo uma quantifica&ccedil;&atilde;o. Quando a crian&ccedil;a ingerisse algum alimento que n&atilde;o se encontrasse nas imagens, foi solicitado aos pais a sua pesagem. Relativamente ao total de refei&ccedil;&otilde;es realizadas no JI foram quantificadas durante um per&iacute;odo de 5 dias. Esta an&aacute;lise centrou-se em duas dimens&otilde;es, por um lado, foram quantificadas as refei&ccedil;&otilde;es por si e, por outro lado, analisou-se a totalidade das refei&ccedil;&otilde;es, de cada crian&ccedil;a, realizadas no JI. Os valores energ&eacute;ticos de cada refei&ccedil;&atilde;o realizada no JI foram obtidos atrav&eacute;s de pesagem dos alimentos ingeridos pelas crian&ccedil;as tal como dos seus desperd&iacute;cios. O JI era respons&aacute;vel pelo fornecimento do almo&ccedil;o, sendo que todas as crian&ccedil;as que participaram neste estudo almo&ccedil;aram no JI. A quantifica&ccedil;&atilde;o do almo&ccedil;o foi obtida atrav&eacute;s da pesagem de um prato de refer&ecirc;ncia. Caso a crian&ccedil;a n&atilde;o ingerisse a totalidade do prato, o desperd&iacute;cio era contabilizado ap&oacute;s a refei&ccedil;&atilde;o, n&atilde;o influenciado deste modo a ingest&atilde;o das crian&ccedil;as nesta refei&ccedil;&atilde;o. As refei&ccedil;&otilde;es intercalares (RI) eram da responsabilidade dos pais, com a exce&ccedil;&atilde;o do leite escolar, dado a cada crian&ccedil;a na refei&ccedil;&atilde;o do meio da manh&atilde;. Os alimentos consumidos nas RI foram divididos em diferentes grupos como consta na <a href ="/img/revistas/apn/n8/n8a07t1.jpg">Tabela 1</a>, tendo sido criado posteriormente o grupo dos alimentos do tipo farin&aacute;ceo, constitu&iacute;do pelos grupos alimentares correspondentes ao p&atilde;o, bolos, bolachas e cereais, todos os alimentos ingeridos no JI foram pesados e os valores nutricionais obtidos atrav&eacute;s da    de Composi&ccedil;&atilde;o de Alimentos (11) ou atrav&eacute;s da informa&ccedil;&atilde;o contida nos r&oacute;tulos.</p>     
<p>Os dados antropom&eacute;tricos foram recolhidos segundo as t&eacute;cnicas padr&atilde;o (12-15), o peso medido numa balan&ccedil;a da marca SECA (modelo 804) com aproxima&ccedil;&atilde;o &agrave;s d&eacute;cimas de Kg, a estatura medida em cent&iacute;metros (cm) com um estadi&oacute;metro port&aacute;til TANITA e os per&iacute;metros da cintura e do bra&ccedil;o medidos em cm com uma fita da marca SECA (modelo 203), sendo posteriormente classificados em percentis e z-scores (12, 16). O &Iacute;ndice de Massa Corporal (IMC) de cada crian&ccedil;a foi calculado mediante a f&oacute;rmula de Quetelet (peso a dividir pela estatura ao quadrado) (17). Ap&oacute;s o c&aacute;lculo valores de IMC, as crian&ccedil;as foram classificadas de acordo com o seu estado nutricional (EN) segundo os crit&eacute;rios da OMS (16, 17). O metabolismo basal foi calculado atrav&eacute;s da f&oacute;rmula de Harris-Benedict multiplicando posteriormente pelo fator de atividade de cada crian&ccedil;a (18).</p>     <p></p>     <p><b>RESULTADOS</b></p>     <p><u>Caracteriza&ccedil;&atilde;o da amostra</u></p>     <p>A amostra final apresentou idades entre os 3 e os 6 anos com uma mediana de 4,4 anos (m&iacute;nimo 3,0; m&aacute;ximo 6,7). No que diz respeito &agrave; divis&atilde;o por sexo 46,7% eram raparigas e 53,6% eram rapazes, relativamente ao meio 77% das crian&ccedil;as pertenciam ao MU e 23% ao MR.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>N&atilde;o se registaram casos de desnutri&ccedil;&atilde;o. A avalia&ccedil;&atilde;o do EN da amostra revelou que 5,9% das crian&ccedil;as tinham excesso de peso e destas 6,5% eram obesas, apresentando os rapazes valores superiores na classifica&ccedil;&atilde;o do EN, quando comparados com os valores obtidos nas raparigas (7,3%&nbsp;vs.&nbsp;4,2% e 7,3%&nbsp;vs.&nbsp;5,6% respetivamente), tal como as crian&ccedil;as do MU em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s do MR (8,5%&nbsp;vs.&nbsp;4,0% e 4,6%&nbsp;vs.&nbsp;2,0% respetivamente). Apesar da exist&ecirc;ncia de diferen&ccedil;as entre os sexos e os meios, estas n&atilde;o apresentaram significado estat&iacute;stico (p=0,385 e p=0,343, respetivamente).</p>     <p>Quanto &agrave; rela&ccedil;&atilde;o entre a classifica&ccedil;&atilde;o do EN e o valor energ&eacute;tico di&aacute;rio consumido pelas crian&ccedil;as, n&atilde;o se verificou uma rela&ccedil;&atilde;o de associa&ccedil;&atilde;o entre as vari&aacute;veis (p = 0,219). Tal como tamb&eacute;m n&atilde;o se verificou uma rela&ccedil;&atilde;o entre a classifica&ccedil;&atilde;o do EN e a percentagem do valor energ&eacute;tico consumido pelas crian&ccedil;as face &agrave;s suas necessidades (p = 0,554). Quando analisado o valor energ&eacute;tico ingerido pelas crian&ccedil;as, apenas nas refei&ccedil;&otilde;es realizadas no JI, 83% das crian&ccedil;as excediam as suas necessidades energ&eacute;ticas, obtendo os rapazes valores energ&eacute;ticos superiores aos verificados nas raparigas (834,7&plusmn;191,3 kcal&nbsp;vs.&nbsp;790,7&plusmn;203,1 kcal; p=0,035). Na refei&ccedil;&atilde;o do meio da manh&atilde;, verificou-se uma mediana do aporte energ&eacute;tico de 11,2% (4; 31,1) do valor energ&eacute;tico total, e na refei&ccedil;&atilde;o do meio da tarde, o valor energ&eacute;tico foi de 25,5&plusmn;7,1% da ingest&atilde;o energ&eacute;tica total, excedendo em 10,5% o valor tido como refer&ecirc;ncia (20). Apresentando os rapazes uma maior percentagem de valor energ&eacute;tico ingerido face &agrave;s suas necessidades (<a href ="/img/revistas/apn/n8/n8a07t2.jpg">Tabela 2</a>). Na refei&ccedil;&atilde;o do almo&ccedil;o, constatou-se uma situa&ccedil;&atilde;o oposta, uma vez que 82,3% das crian&ccedil;as n&atilde;o atingiram o valor recomendado (19,20), obtendo as raparigas valores mais baixos (-8,9&plusmn;2,4%; p &lt; 0,001). Na an&aacute;lise do consumo dos grupos de alimentos pelas crian&ccedil;as nas RI realizadas no JI, verificou-se uma elevada percentagem de consumo de l&aacute;cteos (98%) e bolachas (83%) (<a href ="/img/revistas/apn/n8/n8a07g1.jpg">Gr&aacute;fico 1</a>). Relacionando o consumo dos grupos de alimentos nas RI com o sexo, apenas no consumo de p&atilde;o e nos alimentos do tipo farin&aacute;ceo, se verificou a exist&ecirc;ncia de diferen&ccedil;as, registando os rapazes valores de consumo m&eacute;dios superiores destes grupos de alimentos (<a href ="/img/revistas/apn/n8/n8a07t3.jpg">Tabela 3</a>). Quanto ao consumo de alimentos nas RI mas diferenciando o meio de resid&ecirc;ncia, verificou-se uma diferen&ccedil;a estatisticamente significativa nos valores de consumo de bolachas, produtos l&aacute;cteos, sumos e alimentos do tipo farin&aacute;ceo apresentando o MR um consumo superior destes grupos de alimentos (<a href ="/img/revistas/apn/n8/n8a07t4.jpg">Tabela 4</a>).</p>     
<p><b>DISCUSS&Atilde;O DOS RESULTADOS</b></p>     <p>Verificaram-se nesta amostra valores de excesso de peso/obesidade e de obesidade inferiores aos registados noutros estudos em Portugal com faixas et&aacute;rias semelhantes (21, 22). Esta diferen&ccedil;a pode ser explicada quer pela variedade regional existente em Portugal ao n&iacute;vel da escolha dos alimentos, quer pela ado&ccedil;&atilde;o de diferentes m&eacute;todos utilizados para a classifica&ccedil;&atilde;o do EN (16,23,24).</p>     <p>A Dire&ccedil;&atilde;o-Geral da Sa&uacute;de refere que o valor energ&eacute;tico ingerido pelas crian&ccedil;as no total das refei&ccedil;&otilde;es realizadas no JI deveria corresponder a 55% das suas necessidades (20). No entanto, verific&aacute;mos que os rapazes ingeriam 66,8% das suas necessidades, enquanto as raparigas ingeriram um valor inferior (52%). Esta diferen&ccedil;a no consumo energ&eacute;tico entre sexos vai ao encontro com resultados registados em literatura (25). No entanto, o valor que encontramos nas raparigas contraria os encontrados por Gubbels et al (25), uma vez que no nosso estudo se verificou um d&eacute;fice de 3% face ao recomendado (20), enquanto que, no estudo de Gubbels et al (25) quase metade das crian&ccedil;as apresentava consumos superiores &agrave;s recomenda&ccedil;&otilde;es. Podendo esta diferen&ccedil;a dever-se ao deficiente aporte verificado na refei&ccedil;&atilde;o do almo&ccedil;o pelas crian&ccedil;as face &agrave;s respetivas necessidades energ&eacute;ticas. D&eacute;fice esse, que poderia ser minimizado pelo facto de nas RI as crian&ccedil;as apresentarem um aporte superior face &agrave;s suas necessidades. No entanto, no caso das raparigas o aporte nestas refei&ccedil;&otilde;es, apesar de ultrapassar as recomenda&ccedil;&otilde;es, n&atilde;o conseguiu cobrir o d&eacute;fice registado na refei&ccedil;&atilde;o do almo&ccedil;o. Embora a rela&ccedil;&atilde;o entre os lanches realizados pelas crian&ccedil;as e o risco de excesso de peso ainda n&atilde;o se encontrar totalmente esclarecida (26), o tipo de alimentos consumidos nestas refei&ccedil;&otilde;es, apresenta um contributo importante para o aporte energ&eacute;tico e em caso excessivo, para o aparecimento de um excesso ponderal (27). As refei&ccedil;&otilde;es interm&eacute;dias devem, por isso, ser alvo de uma planifica&ccedil;&atilde;o cuidada, permitindo a maximiza&ccedil;&atilde;o de um aporte energ&eacute;tico e nutricional adequado &agrave;s necessidades das crian&ccedil;as, atuando como complemento das refei&ccedil;&otilde;es principais (28). Na an&aacute;lise da composi&ccedil;&atilde;o das RI, verific&aacute;mos que 98% das crian&ccedil;as ingeriam algum tipo de produto l&aacute;cteo, sendo o leite escolar ingerido por cerca de 93%. De destacar que o consumo de fruta natural foi superior ao de produtos de fruta (40,5%&nbsp;vs.&nbsp;19,6%), e apesar dos resultados serem semelhantes aos de Herrick et al, o consumo de fruta foi inferior ao registado no mesmo estudo (29). Relativamente aos h&aacute;bitos alimentares das crian&ccedil;as nas RI, verific&aacute;mos uma diferen&ccedil;a nos consumos de alguns tipos de alimentos de acordo com o meio de resid&ecirc;ncia, apresentando o MR valores superiores.</p>     <p>Se nos centrarmos no consumo de p&atilde;o e no consumo de alimentos do tipo farin&aacute;ceo por parte das crian&ccedil;as nas RI, constat&aacute;mos a exist&ecirc;ncia de um maior consumo de ambos pelos rapazes. O que poder&aacute; explicar o maior valor energ&eacute;tico ingerido por estes. Considerando o meio de resid&ecirc;ncia, foi no MR onde se verificou um maior consumo de alimentos do tipo farin&aacute;ceo nas RI. Devido &agrave; sua situa&ccedil;&atilde;o profissional, os pais disp&otilde;em de menos tempo para o planeamento e confe&ccedil;&atilde;o de refei&ccedil;&otilde;es mais saud&aacute;veis para os seus filhos (30), podendo este facto explicar a elevada percentagem de consumo de bolos e bolachas; 66,7% das crian&ccedil;as ingeriram pelo menos uma vez bolos e 83% bolachas, pois como estes alimentos se encontram embalados diminuem o tempo de planeamento e de prepara&ccedil;&atilde;o das RI, mas a publicidade poder&aacute; tamb&eacute;m influenciar os h&aacute;bitos alimentares das crian&ccedil;as (31).</p>     <p>Atrav&eacute;s deste estudo, obtiveram-se dados relativos a um maior e melhor conhecimento das diferen&ccedil;as dos h&aacute;bitos alimentares das crian&ccedil;as do concelho da Guarda dependendo do meio onde est&atilde;o inseridas, podendo estes dados serem interessantes para o desenvolvimento de projetos nesta popula&ccedil;&atilde;o. Contudo, um aspeto limitativo que se teve em conta neste estudo, foi o m&eacute;todo utilizado para a recolha dos h&aacute;bitos alimentares das crian&ccedil;as. Uma vez que, a recolha dos h&aacute;bitos alimentares foi realizada atrav&eacute;s do preenchimento de registos pelos pais, podendo ter originado uma sub-quantifica&ccedil;&atilde;o e distor&ccedil;&atilde;o dos reais h&aacute;bitos alimentares das crian&ccedil;as em casa, no entanto, esta situa&ccedil;&atilde;o poderia ocorrer tamb&eacute;m com outros tipos de avalia&ccedil;&atilde;o da ingest&atilde;o alimentar.</p>     <p><b>CONCLUS&Otilde;ES</b></p>     <p>Sabendo que os h&aacute;bitos alimentares adquiridos durante a inf&acirc;ncia se ir&atilde;o manter durante a vida adulta, as escolhas alimentares das crian&ccedil;as nesta idade adquirem uma grande import&acirc;ncia. Nesta amostra verificou-se uma ingest&atilde;o energ&eacute;tica total superior &agrave;s necessidades e recomenda&ccedil;&otilde;es, tanto no total do dia como nas refei&ccedil;&otilde;es realizadas no JI. Apesar de o valor energ&eacute;tico da refei&ccedil;&atilde;o do almo&ccedil;o ser inferior &agrave;s necessidades das crian&ccedil;as para essa refei&ccedil;&atilde;o, n&atilde;o consegue compensar o excesso energ&eacute;tico das RI provenientes de casa. Apesar deste excesso energ&eacute;tico ingerido pelas crian&ccedil;as, a preval&ecirc;ncia de excesso de peso e de obesidade foi inferior &agrave; registada na literatura. Verific&aacute;mos ainda que as raparigas apresentam um consumo de p&atilde;o e de alimentos do tipo farin&aacute;ceo menor do que os rapazes.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>REFER&Ecirc;NCIAS BIBLIOGR&Aacute;FICAS</b></p>     <li>Briley M, McAllaster M. Nutrition and the child-care setting. J Am Diet Assoc. 2011;111(9):1298&ndash;300.</li>     <li>Lloyd-Williams F, Bristow K, Capewell S, Mwatsama M. Young children&rsquo;s food in Liverpool day-care settings: a qualitative study of pre-school nutrition policy and practice. Public Health Nutr. 2011;14(10):1858&ndash;66.</li>     <li>Ward S, B&eacute;langer M, Donovan D, Horsman A, Carrier N. Correlates, determinants, and effectiveness of childcare educators&rsquo; practices and behaviours on preschoolers&rsquo; physical activity and eating behaviours: a systematic review protocol. Syst Rev. 2015;4(1):1&ndash;6.</li>     <li>Frampton AM, Sisson SB, Horm D, Campbell JE, Lora K, Ladner JL. What&rsquo;s for Lunch? An Analysis of Lunch Menus in 83 Urban and Rural Oklahoma Child-Care Centers Providing All-Day Care to Preschool Children. J Acad Nutr Diet. 2013;114(9):1367&ndash;74.</li>     <li>World Health Organization. Global Status Report On Noncommunicable Diseases. Geneva: World Health Organization. 2014.</li>     <li>Bingham DD, Varela-Silva MI, Ferr&atilde;o MM, Augusta G, Mour&atilde;o MI, Nogueira H, et al. Socio-demographic and behavioral risk factors associated with the high prevalence of overweight and obesity in portuguese children. Am J Hum Biol. 2013;25(6):733-42.</li>     <li>De Onis M, Bl&ouml;ssner M, Borghi E. Global prevalence and trends of overweight and obesity among preschool children. Am J Clin Nutr. 2010;92(5):1257&ndash;64.</li>     <li>Dawson-McClure S, Brotman LM, Theise R, Palamar JJ, Kamboukos D, Barajas RG, et al. Early childhood obesity prevention in low-income, urban communities. J Prev Interv Community. 2014;42(2):152&ndash;66.</li>     <li>French SA, Epstein LH, Jeffery RW, Blundell JE, Wardle J. Eating behavior dimensions. Associations with energy intake and body weight . A review. Appetite. 2012;59(2):541&ndash;9.</li>     ]]></body>
<body><![CDATA[<li>Instituto Nacional de Estatistica. Divis&atilde;o administrativa. Consultado em 10 de Dezembro de 2014; Dispon&iacute;vel em: <a href="https://www.ine.pt/xportal/xmain?xpid=INE&amp;xpgid=ine_cont_inst&amp;INST=6251013" target="_blank">http://www.who.int/childgrowth/en/</a>.</li>     <li>Martins I, Tabela da Composi&ccedil;&atilde;o de Alimentos. Lisboa:Centro de Segran&ccedil;a Alimentar e Nutri&ccedil;&atilde;o Instituto Nacional de Sa&uacute;de Dr. Ricardo Jorge; 2006.</li>     <li>Nagy P, Kovacs E, Moreno LA, Veidebaum T, Tornaritis M, Kourides Y, et al. Percentile reference values for anthropometric body composition indices in European children from the IDEFICS study. Int J Obes. 2014;38:S15&ndash;25.</li>     <li>Gibson R, ed. Principles of Nutrition Assessment. 2 ed. New-York: Oxford University Press, 2005:353-372.</li>     <li>Lee R ND. Introduction to nutritional assessment. In: Lee R ND, ed. Nutritional Assessment. 3th ed. New-York: McGraw-Hill Science/Engineering, 2006:1-9.</li>     <li>De Onis M, Onyango AW, Van den Broeck J, Chumlea WC, Martorell R. Measurement and standardization protocols for anthropometry used in the construction of a new international growth reference. Food Nutr Bull. 2004;25 Suppl 1:S27-36.</li>     <li>World Health Organization. The WHO Child Growth Standards. Consultado em 25 de Agosto de 2014; Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.who.int/childgrowth/en/" target="_blank">http://www.who.int/childgrowth/en/</a>.</li>     <li>Fryar CD, Gu Q, Ogden CL. Anthropometric reference data for children and adults: United States, 2007&ndash;2010. National Center for Health Statistics. Vital Health Stat 11. 2012;(252):1-48.</li>     <li>Harris J, Benedict G. A biometric study of basal metabolism in man. Washington, DC, USA: Carnegie Institution of Washington; 1919.</li>     <li>World Health Organization. Nutrition Landscape Information System (NLiS). 2010;38.</li>     ]]></body>
<body><![CDATA[<li>Nunes E, Breda J. Manual para uma alimenta&ccedil;&atilde;o saud&aacute;vel em jardins de inf&acirc;ncia. 2001. Consultado em 19 de Novembro de 2014; Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.portaldasaude.pt/portal/conteudos/informacoes+uteis/saude+escolar/educacaoparaasaude.htm" target="_blank">http://www.portaldasaude.pt/portal/conteudos/informacoes+uteis/saude+escolar/educacaoparaasaude.htm</a>.</li>     <li>Gomes S, Espanca R, Gato A, Miranda C. Obesidade em idade pr&eacute;-escolar: Cedo demais para pesar demais! Acta Med Port. 2010;23(3):371&ndash;8.</li>     <li>Apar&iacute;cio G, Cunha M, Duarte J, Pereira A, Bonito J, Albuquerque C. Nutritional status in preschool children: Current trends of mother&rsquo;s body perception and concerns. Aten Primaria. 2013;45 Suppl 2:194&ndash;200.</li>     <li>Kuczmarski RJ, Ogden CL, Grummer-Strawn LM, et al. CDC growth charts: United States. Adv Data 2000;(314):1-27.</li>     <li>Cole T, Bellizzi M, Flegal K, Dietz W. Establishing a standard definition for child overweight and obesity worldwide: international survey. BMJ 2000;320:1240-3.</li>     <li>Gubbels JS, Raaijmakers LGM, Gerards SMPL, Kremers SPJ. Dietary intake by dutch 1- to 3-year-old children at childcare and at home. Nutrients. 2014;6(1):304&ndash;18.</li>     <li>Shroff MR, Perng W, Baylin A, Mora-Plazas M, Marin C, Villamor E. Adherence to a snacking dietary pattern and soda intake are related to the development of adiposity: a prospective study in school-age children. Public Health Nutr. 2013;17(18):1&ndash;7.</li>     <li>Piernas C, Popkin BM. Trends in Snacking Among U.S. Children. Health Aff (Millwood). 2010;29(3):398-404.</li>     <li>Jennings A, Mcevoy S, Corish C. Nutritional practices in full-day-care pre-schools. J Hum Nutr Diet. 2011;24(3):245&ndash;59.</li>     <li>Herrick KA, Rossen LM, Nielsen SJ, Branum AM, Ogden CL. Fruit Consumption by Youth in the United States. Pediatrics. 2015;136(4):664-71.</li>     ]]></body>
<body><![CDATA[<li>Gupta N, Shah P, Nayyar S, Misra A. Childhood Obesity and the Metabolic Syndrome in Developing Countries. Indian J Pediatr. 2013; 80:1&ndash;10.</li>     <li>Gidding SS, Dennison BA, Birch LL, Daniels SR, Gillman MW, Lichtenstein AH, et al. Dietary recommendations for children and adolescents: a guide for practitioners. Pediatrics. 2006;117(2):544&ndash;59.</li>     <p></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>  <b><a href="#topc0">Endere&#231;o para correspond&#234;ncia</a><a name="c0"></a></b>     <p>Teresa Santos</p>     <p>Rua Doutor Santos Lucas n&ordm;8-A, 6300-702 Guarda, Portugal</p> <a href="mailto:teresa.santos20@gmail.com">teresa.santos20@gmail.com</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Recebido a 6 de maio de 2016</p>     <p>Aceite a 25 de fevereiro de 2017</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>      ]]></body><back>
<ref-list>
<ref id="B1">
<label>1</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Briley]]></surname>
<given-names><![CDATA[M]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[McAllaster]]></surname>
<given-names><![CDATA[M]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Nutrition and the child-care setting]]></article-title>
<source><![CDATA[J Am Diet Assoc]]></source>
<year>2011</year>
<volume>111</volume>
<numero>9</numero>
<issue>9</issue>
<page-range>1298-300</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B2">
<label>2</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Lloyd-Williams]]></surname>
<given-names><![CDATA[F]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Bristow]]></surname>
<given-names><![CDATA[K]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Capewell]]></surname>
<given-names><![CDATA[S]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Mwatsama]]></surname>
<given-names><![CDATA[M]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Young children's food in Liverpool day-care settings: a qualitative study of pre-school nutrition policy and practice]]></article-title>
<source><![CDATA[Public Health Nutr]]></source>
<year>2011</year>
<volume>14</volume>
<numero>10</numero>
<issue>10</issue>
<page-range>1858-66</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B3">
<label>3</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Ward]]></surname>
<given-names><![CDATA[S]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Bélanger]]></surname>
<given-names><![CDATA[M]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Donovan]]></surname>
<given-names><![CDATA[D]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Horsman]]></surname>
<given-names><![CDATA[A]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Carrier]]></surname>
<given-names><![CDATA[N]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Correlates, determinants, and effectiveness of childcare educators' practices and behaviours on preschoolers' physical activity and eating behaviours: a systematic review protocol]]></article-title>
<source><![CDATA[Syst Rev]]></source>
<year>2015</year>
<volume>4</volume>
<numero>1</numero>
<issue>1</issue>
<page-range>1-6</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B4">
<label>4</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Frampton]]></surname>
<given-names><![CDATA[AM]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Sisson]]></surname>
<given-names><![CDATA[SB]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Horm]]></surname>
<given-names><![CDATA[D]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Campbell]]></surname>
<given-names><![CDATA[JE]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Lora]]></surname>
<given-names><![CDATA[K]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Ladner]]></surname>
<given-names><![CDATA[JL]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[What's for Lunch: An Analysis of Lunch Menus in 83 Urban and Rural Oklahoma Child-Care Centers Providing All-Day Care to Preschool Children]]></article-title>
<source><![CDATA[J Acad Nutr Diet]]></source>
<year>2013</year>
<volume>114</volume>
<numero>9</numero>
<issue>9</issue>
<page-range>1367-74</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B5">
<label>6</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Bingham]]></surname>
<given-names><![CDATA[DD]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Varela-Silva]]></surname>
<given-names><![CDATA[MI]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Ferrão]]></surname>
<given-names><![CDATA[MM]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Augusta]]></surname>
<given-names><![CDATA[G]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Mourão]]></surname>
<given-names><![CDATA[MI]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Nogueira]]></surname>
<given-names><![CDATA[H]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Socio-demographic and behavioral risk factors associated with the high prevalence of overweight and obesity in portuguese children]]></article-title>
<source><![CDATA[Am J Hum Biol]]></source>
<year>2013</year>
<volume>25</volume>
<numero>6</numero>
<issue>6</issue>
<page-range>733-42</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B6">
<label>7</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[De Onis]]></surname>
<given-names><![CDATA[M]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Blössner]]></surname>
<given-names><![CDATA[M]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Borghi]]></surname>
<given-names><![CDATA[E]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Global prevalence and trends of overweight and obesity among preschool children]]></article-title>
<source><![CDATA[Am J Clin Nutr]]></source>
<year>2010</year>
<volume>92</volume>
<numero>5</numero>
<issue>5</issue>
<page-range>1257-64</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B7">
<label>8</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Dawson-McClure]]></surname>
<given-names><![CDATA[S]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Brotman]]></surname>
<given-names><![CDATA[LM]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Theise]]></surname>
<given-names><![CDATA[R]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Palamar]]></surname>
<given-names><![CDATA[JJ]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Kamboukos]]></surname>
<given-names><![CDATA[D]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Barajas]]></surname>
<given-names><![CDATA[RG]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Early childhood obesity prevention in low-income, urban communities]]></article-title>
<source><![CDATA[J Prev Interv Community]]></source>
<year>2014</year>
<volume>42</volume>
<numero>2</numero>
<issue>2</issue>
<page-range>152-66</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B8">
<label>9</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[French]]></surname>
<given-names><![CDATA[SA]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Epstein]]></surname>
<given-names><![CDATA[LH]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Jeffery]]></surname>
<given-names><![CDATA[RW]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Blundell]]></surname>
<given-names><![CDATA[JE]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Wardle]]></surname>
<given-names><![CDATA[J]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Eating behavior dimensions: Associations with energy intake and body weight . A review]]></article-title>
<source><![CDATA[Appetite]]></source>
<year>2012</year>
<volume>59</volume>
<numero>2</numero>
<issue>2</issue>
<page-range>541-9</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B9">
<label>12</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Nagy]]></surname>
<given-names><![CDATA[P]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Kovacs]]></surname>
<given-names><![CDATA[E]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Moreno]]></surname>
<given-names><![CDATA[LA]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Veidebaum]]></surname>
<given-names><![CDATA[T]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Tornaritis]]></surname>
<given-names><![CDATA[M]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Kourides]]></surname>
<given-names><![CDATA[Y]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Percentile reference values for anthropometric body composition indices in European children from the IDEFICS study]]></article-title>
<source><![CDATA[Int J Obes]]></source>
<year>2014</year>
<volume>38</volume>
<page-range>S15-25</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B10">
<label>13</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Gibson]]></surname>
<given-names><![CDATA[R]]></given-names>
</name>
</person-group>
<collab>ed</collab>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Principles of Nutrition Assessment: 2 ed]]></article-title>
<source><![CDATA[New-York: Oxford University Press,]]></source>
<year>2005</year>
<page-range>353-372</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B11">
<label>14</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Lee R]]></surname>
<given-names><![CDATA[ND]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="it"><![CDATA[Introduction to nutritional assessment: In: Lee R ND, ed. Nutritional Assessment. 3th ed]]></article-title>
<source><![CDATA[New-York: McGraw-Hill Science/Engineering,]]></source>
<year>2006</year>
<page-range>1-9</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B12">
<label>15</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[De Onis]]></surname>
<given-names><![CDATA[M]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Onyango]]></surname>
<given-names><![CDATA[AW]]></given-names>
</name>
</person-group>
<collab>Van den Broeck J.Chumlea WC.Martorell R</collab>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Measurement and standardization protocols for anthropometry used in the construction of a new international growth reference]]></article-title>
<source><![CDATA[Food Nutr Bull]]></source>
<year>2004</year>
<volume>25</volume>
<numero>^s1</numero>
<issue>^s1</issue>
<supplement>1</supplement>
<page-range>S27-36</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B13">
<label>17</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Fryar]]></surname>
<given-names><![CDATA[CD]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Gu]]></surname>
<given-names><![CDATA[Q]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Ogden]]></surname>
<given-names><![CDATA[CL]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Anthropometric reference data for children and adults: United States, 2007-2010. National Center for Health Statistics]]></article-title>
<source><![CDATA[Vital Health Stat 11]]></source>
<year>2012</year>
<numero>252</numero>
<issue>252</issue>
<page-range>1-48</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B14">
<label>18</label><nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Harris]]></surname>
<given-names><![CDATA[J]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Benedict]]></surname>
<given-names><![CDATA[G]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[A biometric study of basal metabolism in man.Washington, DC,]]></source>
<year>1919</year>
<publisher-loc><![CDATA[USA ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Carnegie Institution of Washington]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B15">
<label>21</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Gomes]]></surname>
<given-names><![CDATA[S]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Espanca]]></surname>
<given-names><![CDATA[R]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Gato]]></surname>
<given-names><![CDATA[A]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Miranda]]></surname>
<given-names><![CDATA[C]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Obesidade em idade pré-escolar: Cedo demais para pesar demais!]]></article-title>
<source><![CDATA[Acta Med Port]]></source>
<year>2010</year>
<volume>23</volume>
<numero>3</numero>
<issue>3</issue>
<page-range>371-8</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B16">
<label>22</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Aparício]]></surname>
<given-names><![CDATA[G]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Cunha]]></surname>
<given-names><![CDATA[M]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Duarte]]></surname>
<given-names><![CDATA[J]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Pereira]]></surname>
<given-names><![CDATA[A]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Bonito]]></surname>
<given-names><![CDATA[J]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Albuquerque]]></surname>
<given-names><![CDATA[C]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Nutritional status in preschool children: Current trends of mother's body perception and concerns]]></article-title>
<source><![CDATA[Aten Primaria]]></source>
<year>2013</year>
<volume>45</volume>
<numero>^s2</numero>
<issue>^s2</issue>
<supplement>2</supplement>
<page-range>194-200</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B17">
<label>23</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Kuczmarski]]></surname>
<given-names><![CDATA[RJ]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Ogden]]></surname>
<given-names><![CDATA[CL]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Grummer-Strawn]]></surname>
<given-names><![CDATA[LM]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[CDC growth charts: United States]]></article-title>
<source><![CDATA[Adv Data]]></source>
<year>2000</year>
<numero>314</numero>
<issue>314</issue>
<page-range>1-27</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B18">
<label>24</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Cole]]></surname>
<given-names><![CDATA[T]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Bellizzi]]></surname>
<given-names><![CDATA[M]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Flegal]]></surname>
<given-names><![CDATA[K]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Dietz]]></surname>
<given-names><![CDATA[W]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Establishing a standard definition for child overweight and obesity worldwide: international survey]]></article-title>
<source><![CDATA[BMJ]]></source>
<year>2000</year>
<volume>320</volume>
<page-range>1240-3</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B19">
<label>25</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Gubbels]]></surname>
<given-names><![CDATA[JS]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Raaijmakers]]></surname>
<given-names><![CDATA[LGM]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Gerards]]></surname>
<given-names><![CDATA[SMPL]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Kremers]]></surname>
<given-names><![CDATA[SPJ]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Dietary intake by dutch 1- to 3-year-old children at childcare and at home]]></article-title>
<source><![CDATA[Nutrients]]></source>
<year>2014</year>
<volume>6</volume>
<numero>1</numero>
<issue>1</issue>
<page-range>304-18</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B20">
<label>26</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Shroff]]></surname>
<given-names><![CDATA[MR]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Perng]]></surname>
<given-names><![CDATA[W]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Baylin]]></surname>
<given-names><![CDATA[A]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Mora-Plazas]]></surname>
<given-names><![CDATA[M]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Marin]]></surname>
<given-names><![CDATA[C]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Villamor]]></surname>
<given-names><![CDATA[E]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Adherence to a snacking dietary pattern and soda intake are related to the development of adiposity: a prospective study in school-age children]]></article-title>
<source><![CDATA[Public Health Nutr]]></source>
<year>2013</year>
<volume>17</volume>
<numero>18</numero>
<issue>18</issue>
<page-range>1-7</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B21">
<label>27</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Piernas]]></surname>
<given-names><![CDATA[C]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Popkin]]></surname>
<given-names><![CDATA[BM]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Trends in Snacking Among U: S. Children]]></article-title>
<source><![CDATA[Health Aff (Millwood)]]></source>
<year>2010</year>
<volume>29</volume>
<numero>3</numero>
<issue>3</issue>
<page-range>398-404</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B22">
<label>28</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Jennings]]></surname>
<given-names><![CDATA[A]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Mcevoy]]></surname>
<given-names><![CDATA[S]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Corish]]></surname>
<given-names><![CDATA[C]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Nutritional practices in full-day-care pre-schools]]></article-title>
<source><![CDATA[J Hum Nutr Diet]]></source>
<year>2011</year>
<volume>24</volume>
<numero>3</numero>
<issue>3</issue>
<page-range>245-59</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B23">
<label>29</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Herrick]]></surname>
<given-names><![CDATA[KA]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Rossen]]></surname>
<given-names><![CDATA[LM]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Nielsen]]></surname>
<given-names><![CDATA[SJ]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Branum]]></surname>
<given-names><![CDATA[AM]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Ogden]]></surname>
<given-names><![CDATA[CL]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Fruit Consumption by Youth in the United States]]></article-title>
<source><![CDATA[Pediatrics]]></source>
<year>2015</year>
<volume>136</volume>
<numero>4</numero>
<issue>4</issue>
<page-range>664-71</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B24">
<label>30</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Gupta]]></surname>
<given-names><![CDATA[N]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Shah]]></surname>
<given-names><![CDATA[P]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Nayyar]]></surname>
<given-names><![CDATA[S]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Misra]]></surname>
<given-names><![CDATA[A]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Childhood Obesity and the Metabolic Syndrome in Developing Countries]]></article-title>
<source><![CDATA[Indian J Pediatr]]></source>
<year>2013</year>
<volume>80</volume>
<page-range>1-10</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B25">
<label>31</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Gidding]]></surname>
<given-names><![CDATA[SS]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Dennison]]></surname>
<given-names><![CDATA[BA]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Birch]]></surname>
<given-names><![CDATA[LL]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Daniels]]></surname>
<given-names><![CDATA[SR]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Gillman]]></surname>
<given-names><![CDATA[MW]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Lichtenstein]]></surname>
<given-names><![CDATA[AH]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Dietary recommendations for children and adolescents: a guide for practitioners]]></article-title>
<source><![CDATA[Pediatrics]]></source>
<year>2006</year>
<volume>117</volume>
<numero>2</numero>
<issue>2</issue>
<page-range>544-59</page-range></nlm-citation>
</ref>
</ref-list>
</back>
</article>
