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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Práticas parentais de controlo alimentar: relação com o peso da criança]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Parental-Child Feeding Practices: Relation With Children&#8217;s Weight]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Eating behaviours are shaped during childhood, and parents are crucial agents in this process. Parents adopt control feeding practices which influence children&#8217;s diet, in a way to increase or decrease their consumption, and thus could compromise their normal weight development. This review aims to study different parental-child feeding practices, focused in their individual effects, identifying the available instruments to evaluate them and the research studies conducted to establish an association between those practices and child&#8217;s weight. To conduct this review, a theoretical review in the PubMed® database was performed, supplemented by a snowball search. Only longitudinal studies (observational or experimental) which focus on the relation between parental-child feeding practices and dietary consumption or weight/body mass index of preschool-aged children were included. Parental-child feeding practices at early ages are frequently assessed by the Child Feeding Questionnaire, which includes three domains on pressure to eat, restriction and monitoring. The association between parental-child feeding practices and child&#8217;s weight has been inconsistent in the literature, due to the cross-sectional nature of several studies, which hampers the evaluation of the direction of these associations. This is particularly important because this effect could be bidirectional, which means the feeding practices could have a longitudinal influence child&#8217;s weight, but they also could be a reaction to the child&#8217;s weight. In general, pressure to eat seems to decrease child&#8217;s weight, while restriction appears to increase it. Both feeding practices have bidirectional effects. For monitoring, inconclusive results were found. The covert control appears to be positively associated with child&#8217;s weight while overt control shows a negative association. The knowledge on parental-child feeding practices and their complex association with child&#8217;s weight could serve as support to develop successful intervention programs to prevent and treat childhood obesity, and thus should be given value in the future.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Alimentação]]></kwd>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Índice de massa corporal]]></kwd>
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<kwd lng="en"><![CDATA[Feeding behaviours]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>ARTIGO DE REVIS&#195;O</b></p>     <p>     <p><b>Pr&aacute;ticas parentais de controlo alimentar: rela&ccedil;&atilde;o com o peso da crian&ccedil;a</b></p>     <p><b>Parental-Child Feeding Practices: Relation With Children&rsquo;s Weight</b></p>     <p></p>     <p><b>Carolina Coelho<sup>1</sup>; Lisa Afonso<sup>2</sup>; Andreia Oliveira<sup>1-3*</sup></b></p>     <p><sup>1</sup>Faculdade de Ci&ecirc;ncias da Sa&uacute;de da Universidade Fernando Pessoa, Rua Carlos da Maia, n.&ordm; 296, 4200&ndash;150 Porto, Portugal</p>     <p><sup>2</sup>EPIUnit &ndash; Instituto de Sa&uacute;de P&uacute;blica da Universidade do Porto, Rua das Taipas, n.&ordm; 135, 4050-600 Porto, Portugal</p>     <p><sup>3</sup>Faculdade de Medicina da Universidade do Porto, Alameda Prof. Hern&acirc;ni Monteiro, 4200-319 Porto, Portugal</p>     <p></p> <a href="#c0">Endere&#231;o para correspond&#234;ncia</a><a name="topc0"></a></b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>      <p><b>RESUMO</b></p>     <p>&Eacute; na inf&acirc;ncia que se formam os comportamentos alimentares, sendo os pais agentes cruciais neste processo. Os pais adotam pr&aacute;ticas de controlo alimentar que influenciam a alimenta&ccedil;&atilde;o das crian&ccedil;as, no sentido de aumentar ou diminuir a sua ingest&atilde;o, podendo desta forma comprometer o seu normal desenvolvimento ponderal.</p>     <p>Com esta revis&atilde;o pretende-se abordar as diferentes pr&aacute;ticas parentais de controlo alimentar, centradas nos seus efeitos ao n&iacute;vel individual, identificando os instrumentos dispon&iacute;veis para a sua avalia&ccedil;&atilde;o e os v&aacute;rios estudos conduzidos para estabelecer uma associa&ccedil;&atilde;o entre estas pr&aacute;ticas e o peso da crian&ccedil;a.</p>     <p>Para a condu&ccedil;&atilde;o desta revis&atilde;o foi realizada uma pesquisa na base de dados PubMed&reg;, complementada por uma pesquisa em <i>snowball</i>. Inclu&iacute;ram-se estudos longitudinais (observacionais ou experimentais) que abordassem a rela&ccedil;&atilde;o das pr&aacute;ticas parentais de controlo alimentar com a ingest&atilde;o ou peso/&iacute;ndice de massa corporal da crian&ccedil;a em idade pr&eacute;-escolar.</p>     <p>As pr&aacute;ticas parentais de controlo alimentar de crian&ccedil;as em idades precoces s&atilde;o frequentemente avaliadas atrav&eacute;s do <i>Child Feeding Questionnaire</i>, que inclui tr&ecirc;s dom&iacute;nios que incidem sobre a press&atilde;o para comer, a restri&ccedil;&atilde;o e a monitoriza&ccedil;&atilde;o. A associa&ccedil;&atilde;o entre as pr&aacute;ticas parentais e o peso da crian&ccedil;a tem sido inconsistente na literatura, dada a natureza transversal de muitos estudos, o que limita a avalia&ccedil;&atilde;o da dire&ccedil;&atilde;o das associa&ccedil;&otilde;es, j&aacute; que este efeito pode ser bidirecional, ou seja as pr&aacute;ticas podem condicionar longitudinalmente o peso da crian&ccedil;a, mas tamb&eacute;m podem ser exercidas em rea&ccedil;&atilde;o ao peso da crian&ccedil;a. De um modo geral, a press&atilde;o para comer parece diminuir o peso da crian&ccedil;a, enquanto a restri&ccedil;&atilde;o alimentar parece aumentar o peso infantil. Ambas as pr&aacute;ticas de controlo alimentar apresentam efeitos bidirecionais. Para a pr&aacute;tica da monitoriza&ccedil;&atilde;o, os resultados s&atilde;o ainda inconclusivos. O controlo encoberto parece associar-se positivamente com o peso da crian&ccedil;a e o controlo expl&iacute;cito mostra uma associa&ccedil;&atilde;o negativa.</p>     <p>O conhecimento acerca das pr&aacute;ticas parentais de controlo alimentar e a sua complexa associa&ccedil;&atilde;o com o peso da crian&ccedil;a pode servir de suporte para a implementa&ccedil;&atilde;o com &ecirc;xito de programas de interven&ccedil;&atilde;o para prevenir e tratar a obesidade infantil, pelo que deve ser futuramente valorizado.</p>     <p><b>Palavras-chave</b></p>     <p>Alimenta&ccedil;&atilde;o, Estudos longitudinais, &Iacute;ndice de massa corporal, Inf&acirc;ncia, Obesidade infantil, Peso, Pr&aacute;ticas parentais</p>     <p>&nbsp;</p>  <hr>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>      <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>Eating behaviours are shaped during childhood, and parents are crucial agents in this process. Parents adopt control feeding practices which influence children&rsquo;s diet, in a way to increase or decrease their consumption, and thus could compromise their normal weight development.</p>     <p>This review aims to study different parental-child feeding practices, focused in their individual effects, identifying the available instruments to evaluate them and the research studies conducted to establish an association between those practices and child&rsquo;s weight.</p>     <p>To conduct this review, a theoretical review in the PubMed&reg; database was performed, supplemented by a snowball search. Only longitudinal studies (observational or experimental) which focus on the relation between parental-child feeding practices and dietary consumption or weight/body mass index of preschool-aged children were included.</p>     <p>Parental-child feeding practices at early ages are frequently assessed by the Child Feeding Questionnaire, which includes three domains on pressure to eat, restriction and monitoring. The association between parental-child feeding practices and child&rsquo;s weight has been inconsistent in the literature, due to the cross-sectional nature of several studies, which hampers the evaluation of the direction of these associations. This is particularly important because this effect could be bidirectional, which means the feeding practices could have a longitudinal influence child&rsquo;s weight, but they also could be a reaction to the child&rsquo;s weight. In general, pressure to eat seems to decrease child&rsquo;s weight, while restriction appears to increase it. Both feeding practices have bidirectional effects. For monitoring, inconclusive results were found. The covert control appears to be positively associated with child&rsquo;s weight while overt control shows a negative association.</p>     <p>The knowledge on parental-child feeding practices and their complex association with child&rsquo;s weight could serve as support to develop successful intervention programs to prevent and treat childhood obesity, and thus should be given value in the future.</p>     <p><b>Keywords</b></p>     <p>Diet, Longitudinal studies, Body mass index, Childhood, Childhood obesity, Weight, Feeding behaviours</p>     <p>&nbsp;</p>  <hr>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>       <p><b>INTRODU&Ccedil;&Atilde;O</b></p>     <p>A obesidade infantil deriva da associa&ccedil;&atilde;o de diversos fatores tanto do foro gen&eacute;tico como ambiental (1). S&atilde;o exemplos de fatores ambientais, a atividade f&iacute;sica e o acesso aos alimentos (1-3). Como referem Leann Birch e Jennifer Fisher: &ldquo;O que &eacute; familiar &eacute; o que est&aacute; presente no ambiente&rdquo;, j&aacute; que este ambiente familiar, sobretudo no momento das refei&ccedil;&otilde;es, vai estruturar as prefer&ecirc;ncias da crian&ccedil;a, constituindo um modelo de observa&ccedil;&atilde;o para a mesma (2). O controlo sobre a alimenta&ccedil;&atilde;o das crian&ccedil;as, ou a falta dele, pode condicionar a alimenta&ccedil;&atilde;o destas, e aliado ao ambiente obesog&eacute;nico que hoje predomina, contribuir para o excesso de peso ou obesidade (3-5). De uma forma geral, s&atilde;o os pais os grandes respons&aacute;veis pela estrutura&ccedil;&atilde;o dos padr&otilde;es alimentares, pela manuten&ccedil;&atilde;o do estado ponderal e ainda pela sua autorregula&ccedil;&atilde;o (6-8). Os pais influenciam a decis&atilde;o sobre os alimentos que a crian&ccedil;a consome, a sua quantidade, a frequ&ecirc;ncia do consumo e ainda modelam as emo&ccedil;&otilde;es e a socializa&ccedil;&atilde;o durante as refei&ccedil;&otilde;es, podendo as suas atitudes comprometer o normal desenvolvimento ponderal da crian&ccedil;a, bem como os respetivos h&aacute;bitos alimentares (1, 7, 9, 10). Desta forma, as pr&aacute;ticas parentais podem afetar indiretamente o peso da crian&ccedil;a atrav&eacute;s do seu efeito no consumo e comportamento alimentares (3).</p>     <p>A associa&ccedil;&atilde;o entre as pr&aacute;ticas parentais e o peso da crian&ccedil;a tem sido inconsistente na literatura. Grande parte dos estudos assume uma natureza transversal o que limita a avalia&ccedil;&atilde;o da dire&ccedil;&atilde;o das associa&ccedil;&otilde;es, j&aacute; que este efeito pode ser bidirecional (11, 12). Os pais s&atilde;o propensos a modificar as suas atitudes por influ&ecirc;ncia das caracter&iacute;sticas que a crian&ccedil;a possa apresentar, como, por exemplo, o peso, face ao qual utilizam as diferentes pr&aacute;ticas para controlar a alimenta&ccedil;&atilde;o da crian&ccedil;a (13-16). Por um lado, os estudos s&atilde;o influenciados por diversas vari&aacute;veis que podem confundir os resultados obtidos (17). Por outro lado, o question&aacute;rio &eacute; o m&eacute;todo mais frequentemente utilizado para avaliar as pr&aacute;ticas parentais de controlo alimentar e pode conduzir a vieses (13).</p>     <p>O conhecimento acerca das pr&aacute;ticas parentais de controlo alimentar e a sua complexa associa&ccedil;&atilde;o com o peso da crian&ccedil;a &eacute; crucial, dado que estas podem servir de suporte para a implementa&ccedil;&atilde;o de programas de interven&ccedil;&atilde;o eficazes para prevenir e tratar a obesidade infantil (14, 18).</p>     <p>Com esta revis&atilde;o pretende-se abordar as diferentes pr&aacute;ticas parentais de controlo alimentar, centradas nos seus efeitos ao n&iacute;vel individual, identificando os instrumentos dispon&iacute;veis para a sua avalia&ccedil;&atilde;o e os v&aacute;rios estudos conduzidos para estabelecer uma associa&ccedil;&atilde;o entre estas pr&aacute;ticas e o peso da crian&ccedil;a.</p>     <p>Foi realizada uma revis&atilde;o da literatura recorrendo &agrave; base de dados PubMed&reg;, usando como express&otilde;es de pesquisa &ldquo;<i>Parenting practices AND child BMI&rdquo</i>;, &ldquo;<i>Parenting child-feeding practices&rdquo</i>; e &ldquo;<i>Parental feeding practices AND child weight&rdquo</i>;, complementadas por uma pesquisa em <i>snowball</i>, sempre que apropriada. Foram inclu&iacute;dos apenas os estudos observacionais longitudinais e experimentais que relacionassem as pr&aacute;ticas com o peso/&iacute;ndice de massa corporal e com a ingest&atilde;o alimentar de crian&ccedil;as em idade pr&eacute;-escolar, resultando em 50 artigos utilizados nesta revis&atilde;o. N&atilde;o foram estabelecidas quaisquer restri&ccedil;&otilde;es relativas ao ano ou idioma de publica&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>Esta revis&atilde;o encontra-se estruturada nas seguintes sec&ccedil;&otilde;es: nota introdut&oacute;ria &agrave;s pr&aacute;ticas parentais de controlo alimentar; identifica&ccedil;&atilde;o dos m&eacute;todos de avalia&ccedil;&atilde;o das referidas pr&aacute;ticas mais frequentemente utilizados a n&iacute;vel populacional; efeito das pr&aacute;ticas parentais de controlo alimentar, nomeadamente da press&atilde;o para comer, da restri&ccedil;&atilde;o, da monitoriza&ccedil;&atilde;o, dos controlos expl&iacute;cito e encoberto, na regula&ccedil;&atilde;o do peso da crian&ccedil;a; evid&ecirc;ncia sobre a bilateralidade da rela&ccedil;&atilde;o entre as pr&aacute;ticas e o peso da crian&ccedil;a. No final, &eacute; feita uma an&aacute;lise cr&iacute;tica aos conte&uacute;dos abordados e identificam-se perspetivas futuras de investiga&ccedil;&atilde;o.</p>     <li>    <p><b> Pr&aacute;ticas parentais de controlo alimentar</b></p></li>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>As pr&aacute;ticas parentais de controlo alimentar s&atilde;o estrat&eacute;gias comportamentais concretas, usadas pelos pais, que influenciam diretamente a alimenta&ccedil;&atilde;o das crian&ccedil;as, no sentido de aumentar ou diminuir a sua ingest&atilde;o alimentar. Como exemplos destas apresentam--se a modela&ccedil;&atilde;o de comportamentos alimentares, a restri&ccedil;&atilde;o de alguns alimentos, a press&atilde;o para comer, a recompensa com alimentos ap&oacute;s a&ccedil;&otilde;es positivas e ainda a disponibilidade de alimentos em casa (13).</p>     <p>As pr&aacute;ticas de controlo alimentar podem afetar a prefer&ecirc;ncia, a seletividade e a autorregula&ccedil;&atilde;o da crian&ccedil;a (2, 17, 19), ou seja, afetam a capacidade de perce&ccedil;&atilde;o dos sinais internos de fome e saciedade (2, 20). Podem igualmente estimular sinais externos (3, 10), como, por exemplo, comer alimentos por recompensa ou mesmo condicionar o tamanho da por&ccedil;&atilde;o ingerida (15, 21, 22).</p>     <p>As pr&aacute;ticas parentais de controlo alimentar mais frequentemente estudadas t&ecirc;m sido a press&atilde;o para comer, a restri&ccedil;&atilde;o e a monitoriza&ccedil;&atilde;o (23). A press&atilde;o para comer &eacute; uma pr&aacute;tica usada no sentido de aumentar a ingest&atilde;o alimentar das crian&ccedil;as. Contrariamente, a restri&ccedil;&atilde;o &eacute; dirigida &agrave;s crian&ccedil;as de forma a limitar a ingest&atilde;o de alguns alimentos ou grupo de alimentos. A monitoriza&ccedil;&atilde;o &eacute; a observa&ccedil;&atilde;o exercida sobre os alimentos que a crian&ccedil;a ingere (4, 11).</p>     <p>A utiliza&ccedil;&atilde;o destas pr&aacute;ticas de forma excessiva pode afetar negativamente ou positivamente a ingest&atilde;o e o peso das crian&ccedil;as (24, 25). No entanto, algumas pr&aacute;ticas parentais parecem influenciar a crian&ccedil;a para uma alimenta&ccedil;&atilde;o mais saud&aacute;vel (3).</p>     <p>S&atilde;o diversos os instrumentos que t&ecirc;m vindo a ser desenvolvidos para avaliar as pr&aacute;ticas parentais de controlo alimentar (4, 23). Nesta revis&atilde;o ser&aacute; abordado especificamente o <i>Child Feeding Questionnaire</i> (CFQ), por ser o mais frequentemente utilizado no desenvolvimento de estudos desta tem&aacute;tica e o que mais se adequa &agrave; idade pr&eacute;-escolar.</p>     <p>    <p><b>1.1. <i>Child Feeding Questionnaire</i> (CFQ) como m&eacute;todo de avalia&ccedil;&atilde;o</b></p></p>     <p>Descrito originalmente por Birch e colaboradores, o CFQ1 &eacute; um m&eacute;todo desenvolvido no sentido de avaliar as pr&aacute;ticas e preocupa&ccedil;&otilde;es parentais associadas &agrave; alimenta&ccedil;&atilde;o e peso infantis, mostrando as estrat&eacute;gias usadas para o controlo das atitudes alimentares da crian&ccedil;a (26). &Eacute; constitu&iacute;do por sete dom&iacute;nios que englobam trinta e um itens. Quatro dom&iacute;nios permitem medir as perce&ccedil;&otilde;es parentais relativas ao pr&oacute;prio peso, ao peso da crian&ccedil;a e preocupa&ccedil;&otilde;es acerca dos mesmos: &ldquo;Perce&ccedil;&atilde;o do peso parental&rdquo;, &ldquo;Perce&ccedil;&atilde;o do peso da crian&ccedil;a&rdquo;, &ldquo;Preocupa&ccedil;&atilde;o acerca do peso da crian&ccedil;a&rdquo; e &ldquo;Perce&ccedil;&atilde;o de responsabilidade&rdquo;. Os restantes tr&ecirc;s dom&iacute;nios incidem sobre as pr&aacute;ticas parentais de controlo alimentar: &ldquo;Press&atilde;o para comer&rdquo;, &ldquo;Restri&ccedil;&atilde;o&rdquo; e &ldquo;Monitoriza&ccedil;&atilde;o&rdquo; (26).</p>     <p>No sentido de dar um maior esclarecimento acerca da restri&ccedil;&atilde;o e dos seus efeitos, Odgen e colaboradores questionaram o conceito desta pr&aacute;tica e resolveram expandi-lo para duas dimens&otilde;es de controlo expl&iacute;cito e encoberto. O controlo expl&iacute;cito &eacute; uma dimens&atilde;o que limita a ingest&atilde;o de alimentos menos saud&aacute;veis com a perce&ccedil;&atilde;o da crian&ccedil;a (por exemplo, proibindo-a de comer determinados alimentos). O controlo encoberto diz respeito &agrave; mesma restri&ccedil;&atilde;o, mas sem que a crian&ccedil;a a percecione (por exemplo, n&atilde;o a levando a restaurantes fast food) (27).</p>     <p>Este instrumento foi aplicado em Portugal numa amostra de crian&ccedil;as com 4 anos de idade da coorte Gera&ccedil;&atilde;o XXI (Porto, 2009-2010) e combinou o CFQ com os conceitos de controlo expl&iacute;cito e encoberto (<a href ="/img/revistas/apn/n9/n9a02t1.jpg">Tabela 1</a>). O instrumento mostrou boas propriedades psicom&eacute;tricas, no entanto, real&ccedil;ou a necessidade de reformular a dimens&atilde;o da restri&ccedil;&atilde;o e manter separadas as dimens&otilde;es do controlo expl&iacute;cito e encoberto (28).</p>     
]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>1.2. Efeito das pr&aacute;ticas parentais de controlo alimentar na regula&ccedil;&atilde;o do peso da crian&ccedil;a</b></p>     <p>A press&atilde;o para comer, a restri&ccedil;&atilde;o e a monitoriza&ccedil;&atilde;o (23) ser&atilde;o abordadas detalhadamente de seguida, juntamente com os novos conceitos de controlo expl&iacute;cito e encoberto, dada a sua maior relev&acirc;ncia na literatura cient&iacute;fica. Ir&atilde;o ser descritos estudos observacionais longitudinais e experimentais que avaliam o efeito das pr&aacute;ticas parentais no peso da crian&ccedil;a e adicionalmente estudos que avaliam o efeito das pr&aacute;ticas parentais na ingest&atilde;o alimentar, visto este ser um poss&iacute;vel mediador para o estado ponderal.</p>     <p><u>1.2.1. Press&atilde;o para comer</u></p>     <p>Na generalidade, os pais utilizam a press&atilde;o para comer no sentido de incrementar a ingest&atilde;o alimentar da crian&ccedil;a (17, 29), estabelecendo normas relativas ao tipo, qualidade e quantidade de alimentos a ingerir, para, desta forma, obter um maior ganho de peso (11).</p>     <p>O recurso a esta pr&aacute;tica de forma excessiva pode incutir efeitos adversos na crian&ccedil;a, de tal forma que possa comprometer a sua pr&oacute;pria autorregula&ccedil;&atilde;o, ou seja, condicionando a sua resposta &agrave; fome ou &agrave; saciedade (2, 11, 30). Estas estrat&eacute;gias que pretendem motivar a crian&ccedil;a para aumentar a ingest&atilde;o de um alimento em particular podem tamb&eacute;m ter consequ&ecirc;ncias na vis&atilde;o que a crian&ccedil;a tem desse alimento, nomeadamente condicionar uma avers&atilde;o a esse alimento (3, 11, 22, 29) ou o h&aacute;bito de comer desse alimento (29).</p>     <p>S&atilde;o v&aacute;rios os estudos que mostram uma associa&ccedil;&atilde;o significativa negativa (inversa) entre a press&atilde;o para comer e o &iacute;ndice de massa corporal (IMC) da crian&ccedil;a (3, 6, 11, 15, 17, 20, 26, 28, 29, 31-38), a ingest&atilde;o alimentar (3, 13, 29) e em particular o consumo de fruta e produtos hort&iacute;colas (11, 39, 40). Contudo, segundo alguns autores pode haver tanto uma associa&ccedil;&atilde;o positiva como negativa entre estas duas vari&aacute;veis, sugerindo que as crian&ccedil;as mais pequenas e magras s&atilde;o pressionadas de forma a incrementar a sua ingest&atilde;o alimentar, resultando num aumento da ingest&atilde;o energ&eacute;tica pelo aporte de alimentos mais densamente energ&eacute;ticos, enquanto crian&ccedil;as com maior IMC s&atilde;o pressionadas a aumentar o aporte de alimentos menos energ&eacute;ticos, como produtos hortofrut&iacute;colas (4). &Eacute; curioso, ainda nesta tem&aacute;tica, real&ccedil;ar um estudo que encontra uma associa&ccedil;&atilde;o entre o aumento da press&atilde;o para comer e o aumento do consumo de latic&iacute;nios (39).</p>     <p>A press&atilde;o para o consumo de latic&iacute;nios, fruta e produtos hort&iacute;colas pode ser explicada pelo entendimento que os cuidadores t&ecirc;m sobre o que &eacute; uma alimenta&ccedil;&atilde;o saud&aacute;vel.</p>     <p>A rela&ccedil;&atilde;o entre a press&atilde;o para comer e a diminui&ccedil;&atilde;o do IMC pode entender-se como um efeito obtido devido &agrave; resposta que a crian&ccedil;a d&aacute; ao seu sinal interno de saciedade, ou seja, quando pressionada a ingerir mais alimentos a crian&ccedil;a sente-se rapidamente saciada (33), o que leva a uma menor ingest&atilde;o (41) e a um menor prazer pela alimenta&ccedil;&atilde;o, conduzindo a uma consequente perda ponderal (33).</p>     <p><u>1.2.2. Restri&ccedil;&atilde;o</u></p>     <p>A restri&ccedil;&atilde;o &eacute; descrita como uma pr&aacute;tica que os pais recorrem para tornar menos acess&iacute;vel um alimento ou grupo de alimentos, controlando o tipo ou quantidade de alimentos que a crian&ccedil;a vai ingerir (4, 11). Geralmente esta pr&aacute;tica &eacute; reportada menos frequentemente pelos pais, o que pode indicar que limitar o consumo de alimentos menos saud&aacute;veis n&atilde;o seja percecionado pelos pais como restri&ccedil;&atilde;o (32).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A literatura sugere existir uma associa&ccedil;&atilde;o positiva entre a restri&ccedil;&atilde;o e o IMC da crian&ccedil;a (3, 4, 6, 12-15, 20, 26, 27, 29, 31-33, 38, 42-44) e a ingest&atilde;o alimentar (3), particularmente de fruta e produtos hort&iacute;colas (39). Por outro lado, &eacute; descrita uma associa&ccedil;&atilde;o negativa com o consumo de snacks e refrigerantes (4).</p>     <p>A restri&ccedil;&atilde;o n&atilde;o parece produzir rejei&ccedil;&atilde;o por parte da crian&ccedil;a a determinado alimento, mas sim uma maior atra&ccedil;&atilde;o por este (2, 3, 15, 20, 21, 25, 39, 41, 42), podendo mesmo promover uma maior desinibi&ccedil;&atilde;o (25, 29, 41, 45) e excessivo consumo quando o alimento se torna acess&iacute;vel (2, 3, 25, 29, 33, 41, 46, 47), com consequente aumento de peso (25, 33, 35, 44). Alguns autores explicam que esta pr&aacute;tica pode causar pensamentos contradit&oacute;rios na crian&ccedil;a, j&aacute; que os alimentos &ldquo;menos saud&aacute;veis&rdquo; s&atilde;o geralmente os mais restringidos, mas s&atilde;o habitualmente os mais oferecidos em momentos agrad&aacute;veis de socializa&ccedil;&atilde;o e celebra&ccedil;&atilde;o, nomeadamente festas e jantares fora de casa (2).</p>     <p><u>1.2.3. Monitoriza&ccedil;&atilde;o</u></p>     <p>A monitoriza&ccedil;&atilde;o &eacute; caracterizada pelo n&iacute;vel de observa&ccedil;&atilde;o mantido sobre os alimentos que a crian&ccedil;a vai ingerir (4, 11).</p>     <p>A associa&ccedil;&atilde;o entre esta pr&aacute;tica e o IMC da crian&ccedil;a n&atilde;o &eacute; consistente na literatura (4, 12, 33, 35). Uma justifica&ccedil;&atilde;o para tal incoer&ecirc;ncia &eacute; que provavelmente o ato de vigiar o consumo de snacks, doces, alimentos com elevado teor de gordura ou qualquer outro que seja considerado como menos saud&aacute;vel, entende-se como um comportamento comum aos pais, n&atilde;o estando objetivamente relacionado com o peso da crian&ccedil;a (33). Por outro lado, existe a probabilidade dos pais apenas exercerem esta pr&aacute;tica quando a crian&ccedil;a demonstra j&aacute; ter excesso de peso/obesidade e n&atilde;o pela respetiva preven&ccedil;&atilde;o (4, 48).</p>     <p>O aumento da utiliza&ccedil;&atilde;o desta pr&aacute;tica apresenta uma associa&ccedil;&atilde;o negativa significativa com o consumo de fruta e produtos hort&iacute;colas abaixo das recomenda&ccedil;&otilde;es (39), cujo ponto de corte foi definido de acordo com um consenso de recomenda&ccedil;&otilde;es alimentares para crian&ccedil;as em idade pr&eacute;-escolar, que para o consumo de fruta e produtos hort&iacute;colas foi 4 por&ccedil;&otilde;es/dia.</p>     <p><u>1.2.4. Controlo expl&iacute;cito e controlo encoberto</u></p>     <p>Odgen descreve que o controlo expl&iacute;cito e encoberto podem refletir-se nas subescalas do CFQ, sendo que o controlo expl&iacute;cito est&aacute; relacionado positivamente com a monitoriza&ccedil;&atilde;o (27) e a press&atilde;o para comer (27, 39) e o controlo encoberto associado &agrave; restri&ccedil;&atilde;o (27) e a IMC mais elevados (12, 39).</p>     <p>A literatura sugere que elevados n&iacute;veis de controlo expl&iacute;cito podem aumentar a ingest&atilde;o de snacks mais saud&aacute;veis (28, 40, 46). O controlo encoberto leva a uma diminui&ccedil;&atilde;o da ingest&atilde;o de snacks menos saud&aacute;veis (27, 39). Ambos parecem associar-se a um aumento do consumo de frutas e produtos hort&iacute;colas (39, 40).</p>     <p>Relativamente ao IMC da crian&ccedil;a, o controlo encoberto mostra uma associa&ccedil;&atilde;o significativamente positiva, enquanto o controlo expl&iacute;cito parece influenciar negativamente o IMC nos anos seguintes (12). No entanto, s&atilde;o poucos os resultados longitudinais desenvolvidos para avaliar a rela&ccedil;&atilde;o do controlo encoberto e expl&iacute;cito com o IMC da crian&ccedil;a.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>1.3. Rela&ccedil;&atilde;o bilateral entre as pr&aacute;ticas e o peso da crian&ccedil;a</b></p>     <p>Por um lado, as pr&aacute;ticas parentais de controlo alimentar podem influenciar a alimenta&ccedil;&atilde;o e o estado ponderal da crian&ccedil;a; por outro lado, as pr&aacute;ticas podem ser exercidas em resposta &agrave; alimenta&ccedil;&atilde;o e ao peso da crian&ccedil;a (11, 12).</p>     <p>Pais com filhos com mais peso para a faixa et&aacute;ria tendem a responder com restri&ccedil;&atilde;o (3, 12, 13, 15, 29, 33, 44), com controlo encoberto (12), a monitorizar mais (39, 49) e a exercer menos press&atilde;o para comer (12, 15, 29, 49, 50). Em contrapartida, se a crian&ccedil;a apresentar peso mais baixo para a faixa et&aacute;ria, a resposta dos pais &eacute; exercer mais press&atilde;o para comer (3, 12, 15, 23, 24, 29, 33, 36, 44, 49) ou recorrer a alimentos de maior palatabilidade como recompensa pelo consumo de alimentos menos palat&aacute;veis (23). Esta rea&ccedil;&atilde;o pode surgir como resposta a um comportamento alimentar mais seletivo, percecionado como problem&aacute;tico pelos pais, e caracterizado pela recusa da crian&ccedil;a perante determinados alimentos (13, 42), pela ingest&atilde;o lenta dos mesmos (1, 6, 13) ou pela prefer&ecirc;ncia de alimentos menos saud&aacute;veis (6).</p>     <p>A associa&ccedil;&atilde;o entre a pr&aacute;tica de press&atilde;o para comer e o IMC da crian&ccedil;a parece ser inversa, em ambas as dire&ccedil;&otilde;es, no entanto, verifica-se ser mais forte no sentido do peso da crian&ccedil;a influenciar a pr&aacute;tica parental (12).</p>     <p>As pr&aacute;ticas de restri&ccedil;&atilde;o e de press&atilde;o para comer associam-se positivamente entre si, e de forma independente com o IMC, ou seja, em crian&ccedil;as com IMC mais elevado o uso da press&atilde;o para comer visa incrementar o consumo de alimentos saud&aacute;veis e a restri&ccedil;&atilde;o de limitar o consumo de alimentos n&atilde;o saud&aacute;veis. Desta forma, ambas visam uma alimenta&ccedil;&atilde;o saud&aacute;vel (13).</p>     <p>Para poder considerar a bilateralidade desta associa&ccedil;&atilde;o s&atilde;o necess&aacute;rios estudos observacionais longitudinais e experimentais para providenciar evid&ecirc;ncia acerca da dire&ccedil;&atilde;o destes efeitos.</p>     <p><b>AN&Aacute;LISE CR&Iacute;TICA</b></p>     <p>A associa&ccedil;&atilde;o entre as pr&aacute;ticas parentais de controlo alimentar e o peso das crian&ccedil;as em idade pr&eacute;-escolar &eacute; complexa e para a qual &eacute; necess&aacute;ria mais investiga&ccedil;&atilde;o de natureza longitudinal, no sentido de clarificar tanto a dire&ccedil;&atilde;o das associa&ccedil;&otilde;es como o papel do ambiente como fator influenciador. H&aacute; ainda a real&ccedil;ar a elevada inter-correla&ccedil;&atilde;o entre algumas destas pr&aacute;ticas, sendo que na rela&ccedil;&atilde;o quotidiana possam ser dif&iacute;ceis de destrin&ccedil;ar, nomeadamente as pr&aacute;ticas de controlo expl&iacute;cito e encoberto.</p>     <p>Claramente, a maioria dos estudos aborda as pr&aacute;ticas tendo como resultado o excesso de peso ou a obesidade infantil, no entanto, o subpeso infantil tamb&eacute;m &eacute; um fator de risco para comorbilidades futuras, e algumas pr&aacute;ticas podem contribuir para este efeito adverso.</p>     <p>Apesar de designadas de pr&aacute;ticas parentais de controlo alimentar, estas mostram, maioritariamente, o efeito que as m&atilde;es exercem na alimenta&ccedil;&atilde;o das crian&ccedil;as. No entanto, &eacute; de notar que o pai est&aacute; progressivamente mais envolvido na educa&ccedil;&atilde;o alimentar e comportamental das crian&ccedil;as, pelo que estudos futuros deveriam analisar o papel destes de forma a clarificar os seus efeitos e poder compar&aacute;-los com o das m&atilde;es. &Eacute; ainda importante real&ccedil;ar a situa&ccedil;&atilde;o familiar da crian&ccedil;a, analisando a estrutura (que pode seguir um modelo monoparental, de guarda partilhada, etc.) e a composi&ccedil;&atilde;o familiar, dado que os modelos parentais podem diferir e, dessa forma, influenciar a alimenta&ccedil;&atilde;o da crian&ccedil;a. Nesta perspetiva, o recurso a m&eacute;todos qualitativos poder&aacute; ajudar a compreender melhor as pr&aacute;ticas parentais de controlo alimentar adotadas, em fun&ccedil;&atilde;o destas caracter&iacute;sticas familiares.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>CONCLUS&Otilde;ES</b></p>     <p>As pr&aacute;ticas parentais de controlo alimentar podem influenciar a alimenta&ccedil;&atilde;o e o estado ponderal da crian&ccedil;a, podendo futuros programas de interven&ccedil;&atilde;o na obesidade infantil beneficiar do conhecimento acerca do efeito de cada uma destas pr&aacute;ticas. No entanto, pais e crian&ccedil;as influenciam-se mutuamente tornando complexo perceber o sentido destas associa&ccedil;&otilde;es.</p>     <p>A press&atilde;o para comer &eacute; usada para incrementar a ingest&atilde;o alimentar das crian&ccedil;as, mas pode ter como resultado uma diminui&ccedil;&atilde;o ponderal desta. A restri&ccedil;&atilde;o, apesar de limitar um alimento ou grupo alimentar, est&aacute; associada a um aumento do peso da crian&ccedil;a. Ambas as pr&aacute;ticas de controlo alimentar apresentam efeitos bidirecionais. Para a monitoriza&ccedil;&atilde;o n&atilde;o parece existir um consenso liter&aacute;rio acerca da sua influ&ecirc;ncia no IMC da crian&ccedil;a. O controlo encoberto mostra uma associa&ccedil;&atilde;o significativamente positiva com o peso da crian&ccedil;a, enquanto o controlo expl&iacute;cito parece potenciar o efeito contr&aacute;rio.</p>     <p>De futuro, ser&atilde;o necess&aacute;rios mais estudos longitudinais de forma a clarificar o papel das pr&aacute;ticas de controlo alimentar sobre o peso da crian&ccedil;a, bem como o respetivo sentido destas, dado que as pr&aacute;ticas podem ser reativas ao estado ponderal da crian&ccedil;a ou podem, quando exercidas frequentemente, influenciar de forma longitudinal o seu estado ponderal.</p>     <p><b>AGRADECIMENTOS</b></p>     <p>Andreia Oliveira &eacute; financiada pelo Contrato-Programa Investigador FCT IF/01350/2015, com Fundos FEDER atrav&eacute;s do Programa Operacional Competitividade e Internacionaliza&ccedil;&atilde;o e Fundos Nacionais atrav&eacute;s da FCT - Funda&ccedil;&atilde;o para a Ci&ecirc;ncia e a Tecnologia, cofinanciado pelo Programa Operacional Potencial Humano (POPH/FSE).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>REFER&Ecirc;NCIAS BIBLIOGR&Aacute;FICAS</b></p>     <li>Davison KK, Birch LL. Childhood overweight: a contextual model and recommendations for future research. Obes Rev. 2001;2(3):159-71.</li>     <li>Birch LL, Fisher JO. Development of eating behaviors among children and adolescents. Pediatrics. 1997;101(3):539-49.</li>     ]]></body>
<body><![CDATA[<li>Larsen JK, Hermans RC, Sleddens EF, Engels RC, Fisher JO, Kremers SP. How parental dietary behavior and food parenting practices affect children&rsquo;s dietary behavior. Interacting sources of influence? Appetite. 2015;89:246-57.</li>     <li>Stang J, Loth KA. Parenting style and child feeding practices: potential mitigating factors in the etiology of childhood obesity. J Am Diet Assoc. 2011;111(9):1301-5.</li>     <li>Birch LL. Child feeding practices and the etiology of obesity. Obesity. 2006;14(3):343-4.</li>     <li>Couch SC, Glanz K, Zhou C, Sallis JF, Saelens BE. Home food environment in relation to children&rsquo;s diet quality and weight status. J Acad Nutr Diet. 2014;114(10):1569-79 e1.</li>     <li>Johnson R, Welk G, Saint-Maurice PF, Ihmels M. Parenting styles and home obesogenic environments. Int J Environ Res Public Health. 2012;9(4):1411-26.</li>     <li>Francis LA, Birch LL. Maternal weight status modulates the effects of restriction on daughters&rsquo; eating and weight. Int J Obes (Lond). 2005;29(8):942-9.</li>     <li>Moreira I, Severo M, Oliveira A, Durao C, Moreira P, Barros H, et al. Social and health behavioural determinants of maternal child-feeding patterns in preschool-aged children. Matern Child Nutr. 2016;12(2):314-25.</li>     <li>Birch LL, Fisher JO, Davison KK. Learning to overeat: maternal use of restrictive feeding practices promotes girls&rsquo; eating in the absence of hunger. Am J Clin Nutr. 2003;78(2):215-20.</li>     <li>Jansen PW, Tharner A, van der Ende J, Wake M, Raat H, Hofman A, et al. Feeding practices and child weight: is the association bidirectional in preschool children? Am J Clin Nutr. 2014;100(5):1329-36.</li>     <li>Afonso L, Lopes C, Severo M, Santos S, Real H, Durao C, et al. Bidirectional association between parental child-feeding practices and body mass index at 4 and 7 y of age. Am J Clin Nutr. 2016;103(3):861-7.</li>     ]]></body>
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<body><![CDATA[<p>  <b><a href="#topc0">Endere&#231;o para correspond&#234;ncia</a><a name="c0"></a></b>     <p>Andreia Oliveira</p>     <p>Faculdade de Ci&ecirc;ncias da Sa&uacute;de da Universidade Fernando Pessoa,</p>     <p>Rua Carlos da Maia, n.&ordm; 296,</p>     <p>4200&ndash;150 Porto, Portugal</p>     <p><a href="mailto:acmo@ufp.edu.pt">acmo@ufp.edu.pt</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Recebido a 19 de junho de 2016</p>     <p>Aceite a 15 de mar&ccedil;o de 2017</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
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