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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Determinantes do Estado de Hidratação em Crianças Portuguesas]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Introduction: The literature regarding the relationship between hydration status and their potential determinants in children is scarce. Objectives: To evaluate the hydration status in a sample of portuguese children and quantify the association between hydration status weight status and sociodemographic and lifestyle factors. Methodology: A cross-sectional study conducted between January and June 2014, included 348 school children (187 boys), between 7-12 years. To evaluate hydration status, a 24 h urine sample was collected and the urinary markers were quantified, in order to estimate the Free Water Reserve: positive Free Water Reserve values were considered hypohydrated or risk of hypohydration. The sociodemographic and lifestyle data (time spent on computer/TV, sleeping and physical activity) were collected through a questionnaire applied to the parents. Results: Of the total sample, 9.2% of the children were classified as hypohydrated or at risk of hypohydration. Of these, 62.5% were males, mostly overweight / obese with parents overweight / obese. Of the total ehydrated, 52.8% are boys. Walking &#8805;30 minutes and be son of a <40 years old parents, in girls, was negatively associated with hydration status. The number of hours spent on computer/electronic games, TV/video, sleeping and physical activity was not significantly associated with the status hydration. Conclusions: Although most of the children studied were classified as euhydrated, water intake in boys with overweight / obesity or with parents with overweight / obesity should be particularly stimulated.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>ARTIGO ORIGINAL</b></p>     <p>     <p><b>Determinantes do Estado de Hidrata&ccedil;&atilde;o em Crian&ccedil;as Portuguesas</b></p>     <p><b>Determinants of Hydration Status in Portuguese Children</b></p>     <p></p>     <p><b>Goreti Silva<sup>1-3</sup>; Ana Catarina Oliveira<sup>1</sup>; Mariana Pinto<sup>1</sup>; Andr&eacute; Moreira<sup>1-4</sup>; Patr&iacute;cia Padr&atilde;o<sup>1-3</sup></b><sup>*</sup></p>     <p></p>     <p><sup>1</sup>Faculdade de Ci&ecirc;ncias da Nutri&ccedil;&atilde;o e Alimenta&ccedil;&atilde;o da Universidade do Porto, Rua Dr. Roberto Frias, 4200-465 Porto, Portugal</p>     <p><sup>2</sup>Centro de Investiga&ccedil;&atilde;o em Atividade F&iacute;sica, Sa&uacute;de e Lazer (CIAFEL) da Universidade do Porto, Rua Eng.&ordm; Frederico Ulrich, n.&ordm; 2650 Moreira da Maia, 4470-605 Maia, Portugal</p>     <p><sup>3</sup>EPIUnit - Instituto de Sa&uacute;de P&uacute;blica da Universidade do Porto, Rua das Taipas, n.&ordm; 135, 4050-600 Porto, Portugal</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><sup>4</sup>Departamento de Imunologia da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto,Alameda Prof. Hern&acirc;ni Monteiro, 4200-319 Porto, Portugal</p>     <p></p> <a href="#c0">Endere&#231;o para correspond&#234;ncia</a><a name="topc0"></a></b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b     <p>RESUMO</p></b>     <p>Introdu&ccedil;&atilde;o:&nbsp;A literatura &eacute; escassa quanto &agrave; rela&ccedil;&atilde;o entre o estado de hidrata&ccedil;&atilde;o e seus potenciais determinantes em crian&ccedil;as.</p>     <p>Objetivos:&nbsp;Avaliar o estado de hidrata&ccedil;&atilde;o numa amostra de crian&ccedil;as portuguesas e quantificar a associa&ccedil;&atilde;o entre o estado de hidrata&ccedil;&atilde;o e o estado ponderal e fatores sociodemogr&aacute;ficos e de estilo de vida.</p>     <p>Metodologia:&nbsp;Um estudo transversal, realizado entre janeiro e junho de 2014, incluiu 348 crian&ccedil;as em idade escolar (187 rapazes), entre os 7 e 12 anos. Para avaliar o estado de hidrata&ccedil;&atilde;o, foi recolhida uma amostra de urina de 24 h, tendo sido quantificados marcadores urin&aacute;rios para estimar o valor da Reserva de &Aacute;gua Livre. Para valores de Reserva de &Aacute;gua Livre positivos considerou-se indiv&iacute;duos euhidratados e valores negativos indiv&iacute;duos hipohidratados ou risco de hipohidrata&ccedil;&atilde;o. Os dados sociodemogr&aacute;ficos e de estilo de vida (tempo no computador/ver tv, de sono, atividade f&iacute;sica) foram recolhidos atrav&eacute;s de um question&aacute;rio aplicado aos pais.</p>     <p>Resultados:&nbsp;Do total da amostra, 9,2% das crian&ccedil;as foi classificada como hipohidratada ou em risco de hipohidrata&ccedil;&atilde;o. Destes, 62,5% eram do sexo masculino, na sua maioria com excesso de peso/obesidade e com pais com excesso de peso/obesidade. Do total de euhidratados, 52,8% s&atilde;o rapazes. Andar &ge;30 minutos a p&eacute; e ser filho de pai com &lt;40 anos nas raparigas, associou--se negativamente ao estado de hidrata&ccedil;&atilde;o. O n&uacute;mero de horas despendido em computador/jogos eletr&oacute;nicos, tv/v&iacute;deo, sono e atividade f&iacute;sica n&atilde;o se associou significativamente ao estado de hidrata&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>Conclus&otilde;es:&nbsp;Embora as crian&ccedil;as deste estudo se encontrassem maioritariamente euhidratadas, a ingest&atilde;o de &aacute;gua em rapazes com excesso de peso/obesidade ou com pais com excesso de peso/obesidade deve ser particularmente promovida.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Palavras-chave</b></p>     <p>Crian&ccedil;as, Determinantes sociodemogr&aacute;ficos, Estado de hidrata&ccedil;&atilde;o, Estado ponderal</p>     <p>&nbsp;</p>  <hr>     <p>&nbsp;</p>      <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>Introduction:&nbsp;The literature regarding the relationship between hydration status and their potential determinants in children is scarce.</p>     <p>Objectives:&nbsp;To evaluate the hydration status in a sample of portuguese children and quantify the association between hydration status weight status and sociodemographic and lifestyle factors.</p>     <p>Methodology:&nbsp;A cross-sectional study conducted between January and June 2014, included 348 school children (187 boys), between 7-12 years. To evaluate hydration status, a 24 h urine sample was collected and the urinary markers were quantified, in order to estimate the Free Water Reserve: positive Free Water Reserve values were considered hypohydrated or risk of hypohydration. The sociodemographic and lifestyle data (time spent on computer/TV, sleeping and physical activity) were collected through a questionnaire applied to the parents.</p>     <p>Results:&nbsp;Of the total sample, 9.2% of the children were classified as hypohydrated or at risk of hypohydration. Of these, 62.5% were males, mostly overweight / obese with parents overweight / obese. Of the total ehydrated, 52.8% are boys.</p>     <p>Walking &ge;30 minutes and be son of a &lt;40 years old parents, in girls, was negatively associated with hydration status. The number of hours spent on computer/electronic games, TV/video, sleeping and physical activity was not significantly associated with the status hydration.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Conclusions:&nbsp;Although most of the children studied were classified as euhydrated, water intake in boys with overweight / obesity or with parents with overweight / obesity should be particularly stimulated.</p>     <p><b>Keywords</b></p>     <p>Children, Sociodemographic determinants, Hydration status, Weight status</p>     <p>&nbsp;</p>  <hr>     <p>&nbsp;</p>      <p><b>INTRODU&Ccedil;&Atilde;O</b></p>     <p>Essencial ao ser humano, a &aacute;gua encontra-se envolvida numa ampla variedade de processos fisiol&oacute;gicos, como transporte de nutrimentos, elimina&ccedil;&atilde;o de res&iacute;duos e regula&ccedil;&atilde;o da temperatura corporal, pelo que &eacute; reconhecido que a manuten&ccedil;&atilde;o de uma adequada hidrata&ccedil;&atilde;o oferece benef&iacute;cios &agrave; sa&uacute;de (1). Especialmente em ambientes quentes e durante a pr&aacute;tica de exerc&iacute;cio f&iacute;sico, as crian&ccedil;as parecem estar em maior risco de desidrata&ccedil;&atilde;o do que os adultos (2). A menor capacidade de expressar a sensa&ccedil;&atilde;o de sede, o mecanismo de transpira&ccedil;&atilde;o pouco desenvolvido e as maiores perdas de &aacute;gua n&atilde;o renais devido &agrave; maior rela&ccedil;&atilde;o entre a superf&iacute;cie e a sua massa corporal, s&atilde;o alguns dos motivos apontados para explicar a maior vulnerabilidade deste grupo populacional (1, 3). &Eacute; poss&iacute;vel que as crian&ccedil;as na presen&ccedil;a de uma inadequada hidrata&ccedil;&atilde;o apresentem um comprometimento da fun&ccedil;&atilde;o cognitiva, nomeadamente do estado de alerta e concentra&ccedil;&atilde;o (3). Deste modo, o reconhecimento de fatores que possam influenciar o estado de hidrata&ccedil;&atilde;o das crian&ccedil;as pode fornecer informa&ccedil;&otilde;es &uacute;teis, para a identifica&ccedil;&atilde;o de subgrupos populacionais que possam estar em maior risco de desidrata&ccedil;&atilde;o, bem como para o planeamento de estrat&eacute;gias que favore&ccedil;am uma ingest&atilde;o h&iacute;drica adequada.</p>     <p></p>     <p><b>OBJETIVOS</b></p>     <p>Avaliar o estado de hidrata&ccedil;&atilde;o (EH) numa amostra de crian&ccedil;as portuguesas e quantificar a associa&ccedil;&atilde;o entre o EH e o estado ponderal e fatores sociodemogr&aacute;ficos e de estilo de vida.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p></p>     <p><b>METODOLOGIA</b></p>     <p>Um estudo transversal, realizado entre janeiro e junho de 2014, incluiu crian&ccedil;as dos 7 aos 12 anos que frequentavam o 1.&ordm; ciclo do ensino b&aacute;sico da cidade do Porto.</p>     <p>Um total de 10 escolas prim&aacute;rias p&uacute;blicas selecionadas aleatoriamente, foram convidadas a participar, correspondendo a um total de 36 salas de aula. Foram convidadas a participar no estudo 1202 crian&ccedil;as convidadas, que frequentavam o 3.&ordm; e 4.&ordm; anos de escolaridade, e os respetivos pais/encarregados de educa&ccedil;&atilde;o, tendo-lhes sido explicado os objetivos e procedimentos do estudo. Todas as escolas onde o estudo foi realizado, juntamente com a Comiss&atilde;o de &Eacute;tica da Universidade do Porto, aprovaram o protocolo de estudo. Foi fornecido aos pais/encarregados de educa&ccedil;&atilde;o um consentimento informado escrito, de acordo com os padr&otilde;es &eacute;ticos estabelecidos na Declara&ccedil;&atilde;o de Hels&iacute;nquia, e as crian&ccedil;as deram o seu consentimento oral. Depois de receber o consentimento por escrito dos seus respons&aacute;veis legais, 916 crian&ccedil;as foram inclu&iacute;das no estudo (propor&ccedil;&atilde;o de participa&ccedil;&atilde;o de 76%). Das 916 crian&ccedil;as que concordaram participar, 4 (0,4%) foram exclu&iacute;das pelo n&atilde;o preenchimento do question&aacute;rio e 569 (62,0%) por recolha incompleta de urina de 24 h, avaliada atrav&eacute;s do coeficiente de creatinina (descrito em detalhe &agrave; frente). A amostra final incluiu 348 crian&ccedil;as (187 rapazes), com idades compreendidas entre os 7 e 12 anos. Os pais/encarregados de educa&ccedil;&atilde;o das crian&ccedil;as participantes foram convidados a preencher um question&aacute;rio estruturado sobre as suas caracter&iacute;sticas sociodemogr&aacute;ficas e dos seus filhos, concretamente a idade, o sexo e o n&iacute;vel de escolaridade (posteriormente agrupado em 3 categorias: 0-9 anos; 10-12 anos; &gt;12 anos). A recolha dos dados antropom&eacute;tricos das crian&ccedil;as foi efetuada segundo os procedimentos padr&atilde;o (4). A medi&ccedil;&atilde;o do peso e percentagem de massa gorda foi determinada utilizando uma balan&ccedil;a eletr&oacute;nica (Tanita&reg;&nbsp;TBF-300A, 200 Kg de capacidade, precis&atilde;o de 100 g) e a estatura foi obtida com a utiliza&ccedil;&atilde;o do estadi&oacute;metro (200 cm capacidade, precis&atilde;o 1 mm). Os participantes usavam roupas leves e foram avaliados sem sapatos tendo sido posicionados com a cabe&ccedil;a no plano de Frankfort (5).O &Iacute;ndice de Massa Corporal (IMC) foi calculado segundo a f&oacute;rmula peso (Kg) /altura<sup>2</sup>(m). Depois de calcular o IMC, obtiveram-se os percentis usando as tabelas de crescimento da Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial da Sa&uacute;de (OMS) (IMC-para-idade), espec&iacute;ficos por sexo e idade, classificando-se as crian&ccedil;as em: magreza (&lt;percentil 3), peso normal (percentil 3 a &lt;percentil 85), excesso de peso (&ge;85 a &lt;percentil 97) e obesidade (&ge; percentil 97) (6). Para a percentagem de massa gorda, a classifica&ccedil;&atilde;o baseou-se nos valores de refer&ecirc;ncia de McCarthy et al (7): massa gorda baixa (&le; percentil 2), massa gorda normal (percentil 3 a percentil 84), massa gorda em excesso (percentil &gt;85 a percentil 94) e obesidade (percentil &gt;95). Dados relativos ao peso e estatura dos pais foram reportados pelos mesmos num question&aacute;rio estruturado. O IMC foi calculado segundo a f&oacute;rmula peso (Kg) /altura<sup>2</sup>(m) e os pais dos participantes foram classificados de acordo com os valores de refer&ecirc;ncia da OMS (8) em: magreza (&lt;18,5 Kg/m<sup>2</sup>), peso normal (18,5-24,9 Kg/m<sup>2</sup>), excesso de peso (25,0-29,9 Kg/m<sup>2</sup>) ou obesidade (&ge;30,0 Kg/m<sup>2</sup>). Neste trabalho, devido ao pequeno n&uacute;mero de crian&ccedil;as&nbsp;na categoria inferior de IMC (n=4) e massa gorda baixa (n=4), optou-se&nbsp;por agrupar as duas classes mais baixas, para a an&aacute;lise estat&iacute;stica. Os h&aacute;bitos de atividade f&iacute;sica das crian&ccedil;as foram avaliados atrav&eacute;s do question&aacute;rio respondido pelos pais/encarregados de educa&ccedil;&atilde;o. Foi reportado: o tempo despendido frente ao computador/jogos eletr&oacute;nicos e a ver TV/v&iacute;deo durante a semana e fim de semana (registado em cinco categorias: menos de 1 h/dia, 1-2 h/dia, 2-4 h/dia, 4-6 h/dia, e mais de 6 h/dia, e, posteriormente, agrupadas para an&aacute;lise em duas categorias: &lt;2 h/dia e &ge;2 h/dia) (9); dura&ccedil;&atilde;o do sono (registado em horas/minutos por dia, e classificado para a an&aacute;lise em tr&ecirc;s categorias: &le;8 h/dia; 9 h/dia; e &ge;10 h/dia) (10); minutos por dia a andar a p&eacute; (&lt;30 min e &ge;30 min) e a pr&aacute;tica de atividades desportivas, al&eacute;m das aulas de educa&ccedil;&atilde;o f&iacute;sica na escola (recolhida em seis categorias de frequ&ecirc;ncia: &ldquo;nunca&rdquo;, &ldquo;pelo menos uma vez por m&ecirc;s&rdquo;, &ldquo;entre uma vez por m&ecirc;s e uma vez por semana&rdquo;, &ldquo;2-3 vezes por semana&rdquo;, &ldquo;4-6 vezes por semana&rdquo;, ou todos os dias, e posteriormente agrupadas para a an&aacute;lise em tr&ecirc;s categorias: &lt;2 vezes/semana; 2-3 vezes/semana, &ge;4 vezes/semana) (11). Pais/encarregados de educa&ccedil;&atilde;o receberam instru&ccedil;&otilde;es orais e escritas para auxiliar as crian&ccedil;as na recolha das amostras de urina e receberam frascos esterilizados para a colheita. Foram fornecidas instru&ccedil;&otilde;es para descartar a primeira mic&ccedil;&atilde;o na primeira manh&atilde; da recolha de urina, e recolher toda a urina das 24 h seguintes, incluindo a primeira mic&ccedil;&atilde;o da manh&atilde; seguinte. As amostras foram analisadas por laborat&oacute;rios certificados (LabMED, Porto) tendo sido avaliados: volume de urina (mL), creatinina urin&aacute;ria (mg/dia) e osmolalidade urin&aacute;ria (mOsm/Kg) de 24 h. A integridade da recolha da urina de 24 h foi verificada pela an&aacute;lise da excre&ccedil;&atilde;o de creatinina em rela&ccedil;&atilde;o ao peso corporal (isto &eacute;, o coeficiente de creatinina). Coeficientes de creatinina acima de 0.1 mmol &bull; Kg-1 &bull; dia-1 foram classificados como indicadores de uma recolha de urina 24 h aceit&aacute;vel (12). Como marcador do EH foi utilizado a Reserva de &Aacute;gua Livre RAL (mL/24 h), previamente descrito noutros estudos (13, 14). A RAL foi calculada para cada crian&ccedil;a, segundo as seguintes f&oacute;rmulas (14): RAL = Volume da Urina (mL/24 h) &ndash; Volume de&nbsp;urina obrigat&oacute;rio (mL/24 h);. Para valores de RAL positivos, considera--se&nbsp;que os indiv&iacute;duos est&atilde;o euhidratados, enquanto valores negativos indicam indiv&iacute;duos hipohidratados ou em risco de hipohidrata&ccedil;&atilde;o (14).</p>     <p>A estat&iacute;stica descritiva consistiu no c&aacute;lculo de frequ&ecirc;ncias, m&eacute;dias e desvios--padr&atilde;o. A normalidade das distribui&ccedil;&otilde;es das vari&aacute;veis cardinais foi estudada atrav&eacute;s dos coeficientes de simetria e de achatamento. Usou-se o teste do&nbsp;Qui-quadrado&nbsp;para comparar propor&ccedil;&otilde;es e o teste&nbsp;t de student&nbsp;e de&nbsp;Mann-Whitney&nbsp;para comparar vari&aacute;veis cont&iacute;nuas. Rejeitou-se a hip&oacute;tese nula quando o n&iacute;vel de signific&acirc;ncia cr&iacute;tico para a sua rejei&ccedil;&atilde;o (p) foi inferior a 0,05.</p>     <p></p>     <p><b>RESULTADOS</b></p>     <p>Do total da amostra, 9,2% das crian&ccedil;as foi classificada como hipohidratada ou em risco hipohidrata&ccedil;&atilde;o. Destes, 62,5% eram do sexo masculino, na sua maioria com excesso de peso/obesidade e com pais com excesso de peso/obesidade. Do total de euhidratados, 52,8% s&atilde;o rapazes (<a href ="/img/revistas/apn/n10/n10a03t1.jpg">Tabela 1 </a>).</p>     
<p>A m&eacute;dia da RAL foi positiva em ambos os sexos, com 90,8% das crian&ccedil;as classificadas como euhidratadas. A preval&ecirc;ncia de excesso de peso e obesidade nas crian&ccedil;as nesta amostra foi 32,9% (24,2% excesso de peso e 8,7% obesidade) em raparigas e 31,5% (18,7% excesso de peso e 12,8% obesidade) em rapazes (<a href ="/img/revistas/apn/n10/n10a03t2.jpg">Tabela 2 </a>). Nas raparigas, a idade e o IMC n&atilde;o se associaram significativamente com o estado de hidrata&ccedil;&atilde;o.</p>     
<p>J&aacute; nos rapazes, o IMC&nbsp;associou-se significativamente ao estado de hidrata&ccedil;&atilde;o, observando-se&nbsp;uma propor&ccedil;&atilde;o de obesidade superior nas crian&ccedil;as hipohidratadas ou em risco de hipohidrata&ccedil;&atilde;o, comparativamente &agrave;s euhidratadas (30,0%&nbsp;vs.&nbsp;10,8%, p=0,043). Entre aquelas que reportaram andar &ge;30 min/dia, observou-se maior propor&ccedil;&atilde;o de raparigas hipohidratadas ou risco de hipohidtara&ccedil;&atilde;o do que euhidratadas (90,0%&nbsp;vs.&nbsp;57,7%, p=0,044). A idade do pai associou-se significativamente ao estado de hidrata&ccedil;&atilde;o nas raparigas, observando-se uma propor&ccedil;&atilde;o de crian&ccedil;as filhas de pais mais novos superior nas raparigas hipohidratadas ou em risco de hipohidrata&ccedil;&atilde;o (66,7%&nbsp;vs.&nbsp;32,6% de euhidratadas, p=0,018). Entre os rapazes cujos pais apresentaram excesso de peso/obesidade, observou-se maior propor&ccedil;&atilde;o de hipohidrata&ccedil;&atilde;o/risco de hipohidrata&ccedil;&atilde;o (no caso da m&atilde;e: 55,0%&nbsp;vs.&nbsp;38,2 %, p=0,010); (no caso do pai: 86,7%&nbsp;vs.&nbsp;51,9%, p=0,031). N&atilde;o foram observadas diferen&ccedil;as significativas&nbsp;no sexo feminino. A percentagem de massa gorda definida como obesidade foi superior nos rapazes hipohidratados face aos euhidratados (40,0%&nbsp;vs.&nbsp;19,2%, p=0,091). Nas raparigas filhas de pais com maior n&iacute;vel de escolaridade, verificou-se uma maior propor&ccedil;&atilde;o de raparigas euhidratadas (para a m&atilde;e: 36,7%&nbsp;vs.&nbsp;18,2% de hipohidratadas, p=0,426); (para o pai: 31,0%&nbsp;vs.&nbsp;18,2% de hipohidratadas, p=0,544) (<a href ="/img/revistas/apn/n10/n10a03t3.jpg">Tabela 3 </a>).</p>     
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<body><![CDATA[<p></p>     <p><b>DISCUSS&Atilde;O DOS RESULTADOS</b></p>     <p>Embora a maioria das crian&ccedil;as fossem classificadas como euhidratadas, este estudo mostrou que 62,5% das crian&ccedil;as classificadas como hipohidratadas ou em risco de hipohidrata&ccedil;&atilde;o pertencem ao sexo masculino, observando-se valores da osmolalidade urin&aacute;ria tamb&eacute;m superiores nos rapazes, como j&aacute; reportado por outros autores e comum entre pa&iacute;ses industrializados (13). Um dos motivos apontados para esta diferen&ccedil;a diz respeito &agrave; prefer&ecirc;ncia das raparigas por alimentos ricos em &aacute;gua e ao facto destas exibirem menores perdas de &aacute;gua insens&iacute;veis quanto comparado com os rapazes (15). Este estudo mostrou que entre os rapazes com excesso de peso/obesidade, a propor&ccedil;&atilde;o de hipohidratados ou em risco de hipohidrata&ccedil;&atilde;o foi superior comparativamente aos euhidratados. Este resultado, semelhante ao de Maffeis et al. (16), que estudou crian&ccedil;as dos 7 aos 11 anos, reflete a poss&iacute;vel relev&acirc;ncia que a &aacute;gua pode ter em crian&ccedil;as com excesso de peso/obesidade. Alguns estudos apontaram at&eacute; para a possibilidade da ingest&atilde;o adequada de &aacute;gua poder prevenir o excesso de peso/obesidade em crian&ccedil;as e adultos (17). Esta constata&ccedil;&atilde;o pode ser explicada pelo facto de crian&ccedil;as adequadamente hidratadas, apresentarem um perfil alimentar mais saud&aacute;vel, caracterizado por um maior consumo de alimentos fornecedores de &aacute;gua e de baixa densidade energ&eacute;tica, como observado no estudo de DONALD (18). Quando nos focamos na rela&ccedil;&atilde;o entre a caracteriza&ccedil;&atilde;o dos pais e o estado de hidrata&ccedil;&atilde;o das crian&ccedil;as, verifica-se que rapazes considerados hipohidratados ou em risco de hipohidrata&ccedil;&atilde;o s&atilde;o na sua maioria filhos de pais com excesso de peso/obesidade quando comparado com rapazes euhidratatos. Sabe-se que as crian&ccedil;as podem estar em maior risco de desidrata&ccedil;&atilde;o volunt&aacute;ria durante o exerc&iacute;cio f&iacute;sico por n&atilde;o reconhecerem a necessidade de restituir os l&iacute;quidos perdidos (3). Este facto poder&aacute; contribuir para explicar a maior propor&ccedil;&atilde;o de crian&ccedil;as hipohidratadas/em risco de hipohidrata&ccedil;&atilde;o, entre aqueles que reportaram andar &ge;30 minutos diariamente.</p>     <p>Com base no nosso melhor conhecimento, este &eacute; o primeiro estudo a relacionar o estado de hidrata&ccedil;&atilde;o de crian&ccedil;as com diferentes fatores sociodemogr&aacute;ficos e de estilo de vida, com recurso &agrave; RAL. No entanto, apresenta como principais limita&ccedil;&otilde;es basear-se num &uacute;nico per&iacute;odo de recolha de urina, correspondente a 24 h para cada sujeito, pelo que pode n&atilde;o representar o comportamento habitual da crian&ccedil;a; n&atilde;o ter tido em considera&ccedil;&atilde;o a variabilidade sazonal do consumo h&iacute;drico, pois a inclus&atilde;o dos meses de ver&atilde;o levaria provavelmente a uma percentagem de hipohidrata&ccedil;&atilde;o menor; s&oacute; terem participado 302 crian&ccedil;as de um universo de 1200 crian&ccedil;as, que podem ter caracter&iacute;sticas diferentes das n&atilde;o participantes, o que poder&aacute; conduzir a um vi&eacute;s de sele&ccedil;&atilde;o; e o facto de representar apenas 3% das crian&ccedil;as inscritas nas escolas do 1.&ordm; ciclo do ensino b&aacute;sico da cidade do Porto.</p>     <p></p>     <p><b>CONCLUS&Otilde;ES</b></p>     <p>Os resultados do presente estudo, mostraram que a maioria das crian&ccedil;as se encontravam euhidratadas. Das crian&ccedil;as classificadas como hipohidratadas ou em risco de hipohidrata&ccedil;&atilde;o, a maior propor&ccedil;&atilde;o pertencia ao sexo masculino, apresentava excesso de peso/obesidade ou possu&iacute;a pais com excesso de peso/obesidade. Andar &ge;30 minutos a p&eacute; e ser filho de pai com &lt;40 anos nas raparigas, tamb&eacute;m se relacionou negativamente ao estado de hidrata&ccedil;&atilde;o. Estes resultados, n&atilde;o s&oacute; real&ccedil;am as diferen&ccedil;as encontradas entre sexos, bem como enfatizam a necessidade de educar a fam&iacute;lia para uma alimenta&ccedil;&atilde;o e um estilo de vida mais saud&aacute;veis, na medida em que podem ter repercuss&otilde;es no estado de hidrata&ccedil;&atilde;o.</p>     <p></p>     <p><b>AGRADECIMENTOS</b></p>     <p>Este artigo foi desenvolvido no &acirc;mbito da opera&ccedil;&atilde;o NORTE-01-0145-FEDER-000010 &ndash; Health, Comfort and Energy in the Built Environment (HEBE), cofinanciado pelo Programa Operacional Regional do Norte (NORTE2020), atrav&eacute;s do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p></p>     <p><b>REFER&Ecirc;NCIAS BIBLIOGR&Aacute;FICAS</b></p> <ol>     <li>Jequier E, Constant F. Water as an essential nutrient: the physiological basis of hydration. Eur J Clin Nutr. 2010; 64(2):115-23.</li>     <li>Gibson-Moore H. Improving hydration in children: A sensible guide. Nutr Bull. 2013; 38(2):236-42.</li>     <li>Popkin BM, D&rsquo;Anci KE, Rosenberg IH. Water, Hydration and Health. Nutr Rev. 2010; 68(8):439-58.</li>     <li>Sellen D. Physical Status: The Use and Interpretation of Anthropometry. Report of a WHO Expert Committee. WHO Technical Report Series No. 854. Pp. 452.(WHO, Geneva, 1995.) Swiss Fr 71.00. J Biosocial Sc. 1998; 30(01):135-44.</li>     <li>Stewart A M-JM, Olds T, de Ridder H. International Standards for Anthropometric Assessment. Lower Hutt, New Zealand: ISAK; 2001.</li>     <li>World Health Organization. Growth reference 5-19 years. BMI-for-age (5-19 years). WHO; 2007.[citado em: 2016 Jul]. Dispon&iacute;vel em:<a href="http://www.who.int/growthref/who2007_bmi_for_age/en/" target="_blank">http://www.who.int/growthref/who2007_bmi_for_age/en/</a>. </li>     <li>McCarthy HD, Cole TJ, Fry T, Jebb SA, Prentice AM. Body fat reference curves for children. Int J Obes. 2006; 30(4):598-602.</li>     <li>World Health Organization. Obesity: preventing and managing the global epidemic. Report of a WHO Consultation (WHO Technical Report Series 894). [Internet]. Geneva: WHO; 2000. [citado em: 2016 Jul]. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.who.int/nutrition/publications/obesity/WHO_TRS_894/en/" target="_blank">http://www.who.int/nutrition/publications/obesity/WHO_TRS_894/en/</a>.</li>     ]]></body>
<body><![CDATA[<li>American Academy of Pediatrics: Children, adolescents, and television. Pediatrics. 2001; 107(2):423-6.</li>     <li>Hirshkowitz M, Whiton K, Albert SM, Alessi C, Bruni O, DonCarlos L, et al. National Sleep Foundation&acute;s sleep time duration recommendations: methodology and results summary. Sleep Health. 2015; 1(1):40-43.</li>     <li>Moreira P, Santos S, Padrao P, Cordeiro T, Bessa M, Valente H, et al. Food patterns according to sociodemographics, physical activity, sleeping and obesity in Portuguese children. Int J Environ Res Public Health. 2010; 7(3):1121-38.</li>     <li>Remer T, Neubert A, Maser-Gluth C. Anthropometry-based reference values for 24-h urinary creatinine excretion during growth and their use in endocrine and nutritional research. Am J Clin Nutr. 2002; 75(3):561-9.</li>     <li>Manz F, Johner SA, Wentz A, Boeing H, Remer T. Water balance throughout the adult life span in a German population. Br J Nutr. 2012; 107(11):1673-81.</li>     <li>Alexy U, Cheng G, Libuda L, Hilbig A, Kersting M. 24 h-Sodium excretion and hydration status in children and adolescents-results of the DONALD Study. Clin Nutr. 2012; 31(1):78-84.</li>     <li>Ebner A, Manz F. Sex difference of urinary osmolality in German children. Am J Nephrol. 2002; 22(4):352-5.</li>     <li>Maffeis C, Tommasi M, Tomasselli F, Spinelli J, Fornari E, Scattolo N, et al. Fluid intake and hydration status in obese vs normal weight children. Eur J Clin Nutr. 2016; 70(5):560-5.</li>     <li>Daniels MC, Popkin BM. Impact of water intake on energy intake and weight status: a systematic review. Nutr Rev. 2010; 68(9):505-21.</li>     <li>Stahl A, Kroke A, Bolzenius K, Manz F. Relation between hydration status in children and their dietary profile - results from the DONALD study. Eur J Clin Nutr. 2007; 61(12):1386-92.</li>     ]]></body>
<body><![CDATA[</ol>     <p></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>  <b><a href="#topc0">Endere&#231;o para correspond&#234;ncia</a><a name="c0"></a></b>     <p>     <p>Patr&iacute;cia Padr&atilde;o</p>     <p>Faculdade de Ci&ecirc;ncias da Nutri&ccedil;&atilde;o e Alimenta&ccedil;&atilde;o da Universidade do Porto,</p>     <p>Rua Dr. Roberto Frias,</p>     <p>4200-465 Porto, Portugal</p>     <p><a href="mailto:patriciapadrao@fcna.up.pt">patriciapadrao@fcna.up.pt</a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>Recebido a 30 de dezembro de 2016</p>     <p>Aceite a 3 de agosto de 2017</p>      ]]></body><back>
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