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<article-id>S2183-59852017000300004</article-id>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Avaliação do risco nutricional e caracterização do estado nutricional de crianças internadas]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Assessment of nutritional risk and characterization of nutritional status of hospitalized children]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Introduction: The children admitted to the hospital present a high risk of developing malnutrition, especially those who already have an illness. Thus, nutritional risk screening, when applied early and in time, allows the health professional to make an appropriate nutritional approach, preventing or correcting malnutrition, as well as complications resulting from changes in nutritional status. Objectives: To identify the nutritional risk and to characterize the nutritional status of hospitalized children. Methodology: We conducted a cross-sectional study, from 25th May to 23rd June of 2015, including 63 children, aged 1 to 17 completed years. The STRONGkids screening tool was applied and height and weight were measured in order to calculate of Body Mass Index. Standard deviation scores (z-scores) of weight-for-height, height-for-age, weight-for-age and Body Mass Index were calculated and compared to World Health Organization&#8217;s recommended cut-offs, in order to assess the existence of malnutrition and to characterize the nutritional condition at the moment of admission into hospital. Results: The malnutrition screening showed that 58.7% of the children were at medium risk, 3.2% at high risk of malnutrition, and only 7.7% were in fact malnourished. Prevalence of thinness was 1.6%, while 65.1% children were eutrophic and 33.3% had overweight/ obesity. Conclusions: Nutritional condition doesn&#8217;t always have a direct correlation with the actual nutritional risk. Effectively, at the moment of hospitalization, the nutritional condition of the child might not yet be affected, even if there is a high risk of malnutrition. Thus, screening is necessary and crucial to the surveillance of the nutritional condition of patients with a high malnutrition risk.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Antropometria]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>ARTIGO ORIGINAL</b></p>     <p>     <p><b>Avalia&ccedil;&atilde;o do risco nutricional e caracteriza&ccedil;&atilde;o do estado nutricional de crian&ccedil;as internadas</b></p>     <p><b>Assessment of nutritional risk and characterization of nutritional status of hospitalized children</b></p>     <p></p>     <p><b>Cristiana Costa<sup>1*</sup>; Clara Matos<sup>2</sup>; Cristina C&acirc;ndido<sup>3</sup>; Eurico Gaspar<sup>3</sup></b></p>     <p></p>     <p><sup>1</sup>Estagi&aacute;ria de Ci&ecirc;ncias da Nutri&ccedil;&atilde;o</p>     <p><sup>2</sup>Servi&ccedil;o de Nutri&ccedil;&atilde;o do&nbsp;Centro Hospitalar de Tr&aacute;s-os-Montes e Alto Douro, Av. Noruega, Lordelo, 5000-508 Vila Real, Portugal</p>     <p><sup>3</sup>Servi&ccedil;o de Pediatria do&nbsp;Centro Hospitalar de Tr&aacute;s-os-Montes e Alto Douro, Av. Noruega, Lordelo, 5000-508 Vila Real, Portugal</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p></p> <a href="#c0">Endere&#231;o para correspond&#234;ncia</a><a name="topc0"></a></b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b     <p>RESUMO</p></b>     <p>Introdu&ccedil;&atilde;o:&nbsp;As crian&ccedil;as admitidas no hospital t&ecirc;m um elevado risco de desenvolver desnutri&ccedil;&atilde;o, especialmente as que possuem uma doen&ccedil;a subjacente. Assim, o rastreio do risco nutricional, quando aplicado precoce e atempadamente, permite ao profissional de sa&uacute;de realizar uma abordagem nutricional adequada, prevenindo ou corrigindo a desnutri&ccedil;&atilde;o, bem como poss&iacute;veis complica&ccedil;&otilde;es decorrentes de uma altera&ccedil;&atilde;o do estado nutricional.</p>     <p>Objetivos:&nbsp;Identificar o risco nutricional e caracterizar o estado nutricional das crian&ccedil;as internadas.</p>     <p>Metodologia:&nbsp;Realizou-se um estudo transversal, no per&iacute;odo de 25 de maio a 23 de julho de 2015, constitu&iacute;do por 63 crian&ccedil;as, com idades compreendidas entre 1 e 17 anos completos. Procedeu-se &agrave; aplica&ccedil;&atilde;o da ferramenta de rastreio&nbsp;bkids&nbsp;e &agrave; recolha da altura e do peso e ao c&aacute;lculo do &Iacute;ndice de Massa Corporal. De seguida, calcularam-se os&nbsp;z-scores&nbsp;do peso-para-estatura, estatura-para-idade, peso-para-idade e &Iacute;ndice de Massa Corporal, que foram comparados com os pontos de corte recomendados pela Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial da Sa&uacute;de, de forma a avaliar a exist&ecirc;ncia de desnutri&ccedil;&atilde;o e caracterizar o estado nutricional no momento da admiss&atilde;o hospitalar.</p>     <p>Resultados:&nbsp;O rastreio da desnutri&ccedil;&atilde;o evidenciou que 58,7% tinham um risco m&eacute;dio e 3,2% alto risco de desnutri&ccedil;&atilde;o, por&eacute;m apenas 7,7% destas &eacute; que estavam desnutridas. A preval&ecirc;ncia de desnutri&ccedil;&atilde;o foi de 6,3%, 65,1% eram crian&ccedil;as eutr&oacute;ficas e 33,3% tinham excesso de peso/obesidade.</p>     <p>Conclus&otilde;es:&nbsp;O estado nutricional nem sempre se correlaciona com o risco nutricional atual. Efetivamente, no momento da admiss&atilde;o hospitalar, o estado nutricional pode ainda n&atilde;o se encontrar afetado, mesmo existindo elevado risco de desnutri&ccedil;&atilde;o. Dessa forma, este rastreio &eacute; essencial e crucial para a vigil&acirc;ncia do estado nutricional em doentes com risco de desnutri&ccedil;&atilde;o.</p>     <p></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Palavras-Chave</b></p>     <p>Antropometria, Crian&ccedil;as, Desnutri&ccedil;&atilde;o, Estado Nutricional,&nbsp;bkids</p>     <p>&nbsp;</p>  <hr>     <p>&nbsp;</p>      <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>Introduction:&nbsp;The children admitted to the hospital present a high risk of developing malnutrition, especially those who already have an illness. Thus, nutritional risk screening, when applied early and in time, allows the health professional to make an appropriate nutritional approach, preventing or correcting malnutrition, as well as complications resulting from changes in nutritional status.</p>     <p>Objectives:&nbsp;To identify the nutritional risk and to characterize the nutritional status of hospitalized children.</p>     <p>Methodology:&nbsp;We conducted a cross-sectional study, from 25th May to 23rd June of 2015, including 63 children, aged 1 to 17 completed years. The bkids screening tool was applied and height and weight were measured in order to calculate of Body Mass Index. Standard deviation scores (z-scores) of weight-for-height, height-for-age, weight-for-age and Body Mass Index were calculated and compared to World Health Organization&rsquo;s recommended cut-offs, in order to assess the existence of malnutrition and to characterize the nutritional condition at the moment of admission into hospital.</p>     <p>Results:&nbsp;The malnutrition screening showed that 58.7% of the children were at medium risk, 3.2% at high risk of malnutrition, and only 7.7% were in fact malnourished. Prevalence of thinness was 1.6%, while 65.1% children were eutrophic and 33.3% had overweight/ obesity.</p>     <p>Conclusions:&nbsp;Nutritional condition doesn&rsquo;t always have a direct correlation with the actual nutritional risk. Effectively, at the moment of hospitalization, the nutritional condition of the child might not yet be affected, even if there is a high risk of malnutrition. Thus, screening is necessary and crucial to the surveillance of the nutritional condition of patients with a high malnutrition risk.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p></p>     <p><b>Keywords</b></p>     <p>Anthropometrics, Children, Malnutrition, Nutritional status, bkids</p>     <p>&nbsp;</p>  <hr>     <p>&nbsp;</p>      <p><b>INTRODU&Ccedil;&Atilde;O</b></p>     <p>A malnutri&ccedil;&atilde;o &eacute; definida pela&nbsp;European Society for Clinical Nutrition and Metabolism&nbsp;(ESPEN) como o &ldquo;estado nutricional no qual existe defici&ecirc;ncia ou excesso (ou desequil&iacute;brio) de energia, prote&iacute;na e outros nutrientes, que provoca efeitos adversos mensur&aacute;veis nos tecidos/forma f&iacute;sica (forma, tamanho e composi&ccedil;&atilde;o do corpo), fun&ccedil;&atilde;o e evolu&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica&rdquo; (1). Esta tem sido associada ao aumento da mortalidade e morbilidade, do tempo de internamento e, consequentemente, dos custos hospitalares (2-4).</p>     <p>Uma desnutri&ccedil;&atilde;o prolongada, na inf&acirc;ncia, provoca diminui&ccedil;&atilde;o do crescimento, aumento da suscetibilidade a infe&ccedil;&otilde;es, altera&ccedil;&otilde;es na capacidade de cicatriza&ccedil;&atilde;o e aumento de problemas comportamentais (2, 5-7).</p>     <p>As crian&ccedil;as que s&atilde;o admitidas no hospital t&ecirc;m um elevado risco de desenvolver desnutri&ccedil;&atilde;o, especialmente as que t&ecirc;m uma doen&ccedil;a subjacente (2, 5, 8), tendo sido encontrada uma preval&ecirc;ncia de 15 a 50% em v&aacute;rios estudos (2, 6, 8-12). A preval&ecirc;ncia de desnutri&ccedil;&atilde;o, na admiss&atilde;o hospitalar, n&atilde;o tem vindo a diminuir ao longo dos &uacute;ltimos anos, por n&atilde;o ser reconhecida e, por isso, n&atilde;o ser tratada (9, 13). No entanto, a consci&ecirc;ncia desta problem&aacute;tica tem vindo a aumentar (5, 14).</p>     <p>Quando avaliamos o estado nutricional atual da crian&ccedil;a, estamos a identificar apenas os que j&aacute; est&atilde;o desnutridos e n&atilde;o aqueles em risco de desnutri&ccedil;&atilde;o (14-16). Acresce que o estado nutricional na admiss&atilde;o nem sempre se correlaciona com o risco nutricional atual (6, 14). Da&iacute; que, para prevenir a desnutri&ccedil;&atilde;o, a ESPEN, a&nbsp;American Society for Parenteral and Enteral Nutrition&nbsp;(ASPEN) e a&nbsp;European Society for Paediatric Gastroenterology, Hepatology and Nutrition&nbsp;(ESPGHAN) recomendam o rastreio nutricional para diagnosticar os pacientes em risco nutricional e que, posteriormente, ser&atilde;o submetidos a uma avalia&ccedil;&atilde;o nutricional detalhada (9, 14, 17).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O rastreio do risco nutricional, por ser um m&eacute;todo r&aacute;pido e simples de aplicar, quando aplicado precoce e atempadamente permite realizar uma abordagem nutricional adequada, prevenindo ou corrigindo a desnutri&ccedil;&atilde;o, bem como poss&iacute;veis complica&ccedil;&otilde;es decorrentes de uma altera&ccedil;&atilde;o do estado nutricional. Consequentemente, consegue-se obter melhores resultados, reduzindo os custos inerentes &agrave; sa&uacute;de (2, 5, 8, 16, 18, 19).</p>     <p></p>     <p><b>OBJETIVOS</b></p>     <p>Foram objetivos deste trabalho identificar o risco nutricional, atrav&eacute;s da aplica&ccedil;&atilde;o de uma ferramenta de rastreio do risco de desnutri&ccedil;&atilde;o&nbsp;bkids&nbsp;e realizar a avalia&ccedil;&atilde;o nutricional, atrav&eacute;s dos par&acirc;metros antropom&eacute;tricos das crian&ccedil;as internadas no Servi&ccedil;o de Pediatria da Unidade Hospitalar de Vila Real, do Centro Hospitalar de Tr&aacute;s-os-Montes e Alto Douro, EPE (CHTMAD).</p>     <p></p>     <p><b>METODOLOGIA</b></p>     <p>Este &eacute; um estudo transversal, realizado nas primeiras 24 a 48 horas &uacute;teis ap&oacute;s a admiss&atilde;o no Servi&ccedil;o de Pediatria da Unidade Hospitalar de Vila Real. Avaliaram-se crian&ccedil;as com idades compreendidas entre 1 e 17 anos completos, colaborantes e conscientes, sendo os crit&eacute;rios de exclus&atilde;o para este estudo o tempo de internamento inferior a 24 horas. O presente estudo foi realizado entre 25 de maio e 23 de julho de 2015, ap&oacute;s a obten&ccedil;&atilde;o do parecer favor&aacute;vel da Comiss&atilde;o de &Eacute;tica e da autoriza&ccedil;&atilde;o do Conselho de Administra&ccedil;&atilde;o do CHTMAD. Cada crian&ccedil;a/jovem e o seu respons&aacute;vel leram e assinaram o consentimento informado, tendo-se respeitado as regras de conduta expressas na Declara&ccedil;&atilde;o de Hels&iacute;nquia (20).</p>     <p>Os dados relativos &agrave; avalia&ccedil;&atilde;o do risco de desnutri&ccedil;&atilde;o foram obtidos com recurso &agrave; ferramenta de rastreio&nbsp;Screening Tool for Risk of impaired Nutritional status and Growth&nbsp;(bkids). Esta classifica os doentes em n&iacute;veis de risco baixo, m&eacute;dio e elevado, atrav&eacute;s de 4 quest&otilde;es simples (8, 21).</p>     <p>Esta ferramenta de rastreio considera como doen&ccedil;as subjacentes ao risco nutricional as seguintes patologias: anorexia nervosa, queimaduras, displasia broncopulmonar (idade m&aacute;xima de 2 anos), doen&ccedil;a cel&iacute;aca, fibrose qu&iacute;stica, dismaturidade/prematuridade (idade corrigida 6 meses), doen&ccedil;a card&iacute;aca cr&oacute;nica, doen&ccedil;a infeciosa (sida), doen&ccedil;a inflamat&oacute;ria intestinal, cancro, doen&ccedil;a hep&aacute;tica cr&oacute;nica, doen&ccedil;a renal cr&oacute;nica, pancreatite, s&iacute;ndrome do intestino curto, doen&ccedil;a neuromuscular, doen&ccedil;a metab&oacute;lica, trauma, defici&ecirc;ncia mental, cirurgia eletiva major e outra n&atilde;o especificada (classificada pelo m&eacute;dico) (8).</p>     <p>No que diz respeito &agrave; avalia&ccedil;&atilde;o antropom&eacute;trica, procedeu-se &agrave; medi&ccedil;&atilde;o da estatura e &agrave; pesagem, atrav&eacute;s de um estadi&oacute;metro e&nbsp;balan&ccedil;a de bioimped&acirc;ncia TANITA<sup>&reg </sup>;(Tanita SC -330ST), e calculou-se&nbsp;o &Iacute;ndice de Massa Corporal (IMC). Estes dados foram obtidos no momento da admiss&atilde;o hospitalar, tendo-se registado ainda a idade, o sexo, o diagn&oacute;stico e o tempo de internamento.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Estes dados antropom&eacute;tricos foram comparados com os valores de refer&ecirc;ncia da estatura-para-idade (E/I) (22), peso-para-estatura (P/E) (23, 24) ou IMC (25), definidos pela Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial da Sa&uacute;de (OMS), de forma a avaliar a exist&ecirc;ncia de desnutri&ccedil;&atilde;o. A desnutri&ccedil;&atilde;o cr&oacute;nica &eacute; definida por um score &lt;-2 desvio-padr&atilde;o (dp) para E/I e a desnutri&ccedil;&atilde;o aguda &eacute; definida por um score &lt;-2 dp para P/E ou IMC, para idades inferiores 5 anos e dos 5 aos 18 anos, respetivamente (5), sendo a desnutri&ccedil;&atilde;o global definida pela presen&ccedil;a de desnutri&ccedil;&atilde;o aguda e/ou cr&oacute;nica (8). Os z-scores destes &iacute;ndices antropom&eacute;tricos foram calculados atrav&eacute;s do&nbsp;software&nbsp;WHO Anthro<sup>&reg </sup>(26) e WHO AnthroPlus<sup>&reg </sup>(27), para a faixa et&aacute;ria dos 0 aos 5 e dos 5 aos 19 anos, respetivamente.</p>     <p>Para caracterizar o estado nutricional em magreza, normoponderalidade, excesso de peso e obesidade, usaram-se os pontos de corte de IMC espec&iacute;ficos para o sexo e idade recomendados pela OMS 2006 (28) e OMS 2007 (25).</p>     <p>Os diagn&oacute;sticos principais do internamento foram tamb&eacute;m categorizados como sendo do foro respirat&oacute;rio, traum&aacute;tico, infecioso, cir&uacute;rgico, oncol&oacute;gico, gastrointestinal, card&iacute;aco, neurol&oacute;gico e outros (8).</p>     <p>A an&aacute;lise estat&iacute;stica foi realizada com recurso ao SPSS (Statistical Package for Social Sciences) vers&atilde;o 21.0 para o Windows. Recorreu--se ao teste de&nbsp;Kolmogorov-Smirnov&nbsp;para avaliar a normalidade das vari&aacute;veis cardinais. Consoante esta, recorreu-se ao teste&nbsp;Mann-Whitney&nbsp;ou ao teste&nbsp;t de&nbsp;Student&nbsp;e ao teste do&nbsp;Qui-quadrado&nbsp;para verificar se havia exist&ecirc;ncia de diferen&ccedil;as estatisticamente significativas entre os grupos de risco de desnutri&ccedil;&atilde;o. Consideraram-se os resultados estatisticamente significativos quando p&lt;0,05.</p>     <p></p>     <p><b>RESULTADOS</b></p>     <p>Na <a href ="/img/revistas/apn/n10/n10a04t1.jpg">Tabela 1 </a> podemos observar a an&aacute;lise descritiva da amostra. Das 63 crian&ccedil;as, 32 (50,8%) eram do sexo feminino e os restantes do sexo masculino (49,2%). A m&eacute;dia de idades foi de 8,3 anos, com um dp de 5,3 anos. Por&eacute;m, a maioria destas encontrava-se no intervalo de idades dos 1 aos 5 (n=19) e dos 6 aos 9 anos (n=20). Os motivos de internamento mais frequentes foram as doen&ccedil;as infeciosas (28,6%) e o grupo de outras patologias (33,3%), como a &beta;-talassemia major, p&uacute;rpura trombocitop&eacute;nica imune e pancitopenia. O tempo de internamento teve uma mediana de 3 dias, um m&iacute;nimo de 1 dia e um m&aacute;ximo de 24 dias.</p>     
<p>Atrav&eacute;s da aplica&ccedil;&atilde;o do bkids observou-se que a maioria das crian&ccedil;as internadas (n=37; 58,7%) apresentavam um moderado risco, enquanto 38,1% (n=24) tinham baixo risco e 3,2% (n=2) elevado risco de desnutri&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>Para ser poss&iacute;vel a an&aacute;lise estat&iacute;stica foi necess&aacute;rio agrupar os grupos de m&eacute;dio e elevado risco de desnutri&ccedil;&atilde;o e subdividir os diagn&oacute;sticos de internamento apenas em infecioso, cir&uacute;rgico e outros.</p>     <p>De acordo com os dados apresentados na <a href ="/img/revistas/apn/n10/n10a04t2.jpg">Tabela 2 </a> verificam-se diferen&ccedil;as entre os grupos de baixo e m&eacute;dio/alto risco, por&eacute;m destacam-se apenas as seguintes diferen&ccedil;as significativas. Os&nbsp;z-scores&nbsp;m&eacute;dios do IMC foram menores no grupo m&eacute;dio/elevado risco de desnutri&ccedil;&atilde;o (p=0,016). A maioria das crian&ccedil;as com baixo risco (70,8%) estavam inclu&iacute;das no grupo outras patologias, enquanto a maioria das crian&ccedil;as com m&eacute;dio/elevado risco de desnutri&ccedil;&atilde;o tinham doen&ccedil;as infeciosas (41,0%) e outras patologias (41,0%) (p=0,017).</p>     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>No <a href ="/img/revistas/apn/n10/n10a04g1.jpg"> Gr&aacute;fico 1 </a> encontra-se a distribui&ccedil;&atilde;o antropom&eacute;trica da amostra, com base nos&nbsp;z-scores&nbsp;para o IMC. Verificou-se ainda que 4 crian&ccedil;as/adolescentes (6,3%) estavam desnutridas no momento da admiss&atilde;o, concretamente com desnutri&ccedil;&atilde;o cr&oacute;nica (n=3).</p>     
<p></p>     <p><b>DISCUSS&Atilde;O</b></p>     <p>Neste estudo verificou-se que a maioria das crian&ccedil;as/adolescentes eram de faixas et&aacute;rias mais jovens (at&eacute; aos 9 anos) e normoponderais (65,1%), o que vai de encontro aos resultados obtidos por Silveira JIF. et al. (29).</p>     <p>A ferramenta de avalia&ccedil;&atilde;o do risco de desnutri&ccedil;&atilde;o pedi&aacute;trica&nbsp;bKids&nbsp;apresenta menor subjetividade e maior precis&atilde;o na identifica&ccedil;&atilde;o de crian&ccedil;as com risco de desnutri&ccedil;&atilde;o quando comparada com a ferramenta&nbsp;Paediatric Yorkhill Malnutrition Score&nbsp;(PYMS) e&nbsp;Screening Tool for the Assessment of Malnutrition in Pediatrics&nbsp;(STAMP) (7, 8, 18, 21). Esta conclus&atilde;o tamb&eacute;m foi observada num estudo realizado em Portugal, em que conclu&iacute;ram que o&nbsp;bkids&nbsp;era a ferramenta mais apta para avaliar o risco nutricional em idade pedi&aacute;trica (29). Assim, atrav&eacute;s da aplica&ccedil;&atilde;o da ferramenta de rastreio&nbsp;bkids&nbsp;observou-se que a maioria da amostra (58,7%) tinha um moderado risco de desnutri&ccedil;&atilde;o e somente 3,2% &eacute; que tinham elevado risco. Apesar de mais de metade das crian&ccedil;as internadas terem m&eacute;dio/alto risco de desnutri&ccedil;&atilde;o, apenas 7,7% destas &eacute; que estavam desnutridas, de acordo os par&acirc;metros antropom&eacute;tricos.</p>     <p>Resultados semelhantes foram encontrados no estudo realizado na Holanda e em Portugal. Hulst et al. relataram uma preval&ecirc;ncia de desnutri&ccedil;&atilde;o de 19% atrav&eacute;s das medidas antropom&eacute;tricas e, com recurso ao&nbsp;bkids, 54% das crian&ccedil;as tinham m&eacute;dio risco de desnutri&ccedil;&atilde;o e 8% alto risco (8). Desta forma, pode-se afirmar que a avalia&ccedil;&atilde;o do estado nutricional atual n&atilde;o &eacute; suficiente para descartar a hip&oacute;tese da crian&ccedil;a ter algum risco nutricional, como observado por outros autores (6, 14). Silveira JIF. et al. evidenciaram que a maioria da sua amostra (83,3%) tinha moderado risco de desnutri&ccedil;&atilde;o e n&atilde;o encontraram nenhuma crian&ccedil;a com elevado risco (29). J&aacute; Franchini B. et. al. evidenciaram que 47,8% tinham moderado risco e 2,2% alto risco (30) e Moutinho JCF. et al. verificaram que 58,7% tinham moderado risco e 8,7% elevado risco (31).</p>     <p>Apesar de n&atilde;o ter sido alvo deste estudo, as crian&ccedil;as que apresentaram risco moderado/elevado foram acompanhadas pelo Servi&ccedil;o de Nutri&ccedil;&atilde;o, tendo recebido uma interven&ccedil;&atilde;o nutricional detalhada e individualizada.</p>     <p>Neste estudo observou-se uma diminui&ccedil;&atilde;o do&nbsp;z-score&nbsp;do IMC &agrave; medida que o risco de desnutri&ccedil;&atilde;o aumenta, o que vai de encontro aos resultados obtidos anteriormente. Nesses mesmos estudos (8, 13, 18, 19, 32) foi comprovado que um elevado risco de desnutri&ccedil;&atilde;o tamb&eacute;m est&aacute; associado &agrave; idade pedi&aacute;trica, a piores&nbsp;z-scores&nbsp;do P/E, estatura-para-idade (E/I) e a um internamento mais prolongado. Franchini B. et al. tamb&eacute;m verificaram que o&nbsp;z-score&nbsp;P/E, P/I e IMC s&atilde;o mais baixos no grupo de moderado/elevado risco de desnutri&ccedil;&atilde;o (30).</p>     <p>No nosso estudo verificou-se que todas as crian&ccedil;as com doen&ccedil;a subjacente apresentavam um m&eacute;dio/alto risco de desnutri&ccedil;&atilde;o. Resultados semelhantes e estatisticamente significativos foram observados num estudo realizado na Holanda e Nova Zel&acirc;ndia (8, 19). Em Portugal, Franchini B. et al. evidenciaram que 10% das crian&ccedil;as avaliadas tinham doen&ccedil;a subjacente e que todas estas tinham moderado/alto risco (30) e Moutinho JCF. et al. relataram que metade da amostra tinha doen&ccedil;a subjacente, sendo que todas as crian&ccedil;as/adolescentes com elevado risco e metade dos participantes com risco moderado de desnutri&ccedil;&atilde;o tinham doen&ccedil;a subjacente (31). Todos estes resultados sugerem que o estado nutricional de crian&ccedil;as com doen&ccedil;a subjacente deve receber uma aten&ccedil;&atilde;o especial no momento da admiss&atilde;o hospitalar (8).</p>     <p>No que diz respeito ao motivo de internamento, observou-se que as doen&ccedil;as infeciosas e outras patologias foram respons&aacute;veis pelo internamento da maioria das crian&ccedil;as com m&eacute;dio/elevado risco de desnutri&ccedil;&atilde;o. Franchini B. et al. tamb&eacute;m verificaram que as crian&ccedil;as diagnosticadas com doen&ccedil;a infeciosa obtiveram maior preval&ecirc;ncia de risco de desnutri&ccedil;&atilde;o (30). Uma poss&iacute;vel explica&ccedil;&atilde;o para o risco de desnutri&ccedil;&atilde;o ser superior em pacientes com doen&ccedil;as infeciosas poder&aacute; dever-se ao facto de muitas das doen&ccedil;as infeciosas agudas cursarem-se com diarreias ou v&oacute;mitos intensos, o que contribui para o agravamento do estado nutricional e, consequentemente, aumento do risco de desnutri&ccedil;&atilde;o. Por outro lado, outra explica&ccedil;&atilde;o para o risco de desnutri&ccedil;&atilde;o ser inferior nos doentes cir&uacute;rgicos poder&aacute; ser por estes serem internados para pequenas cirurgias de ambulat&oacute;rio. Por&eacute;m num estudo realizado por Cao J. et al. (13) e Moutinho JCF. et al. (31), os investigadores conclu&iacute;ram que as doen&ccedil;as card&iacute;acas, respirat&oacute;rias, gastrointestinais e oncol&oacute;gicas &eacute; que exibiam um maior risco de desnutri&ccedil;&atilde;o. Uma justifica&ccedil;&atilde;o para estas diferen&ccedil;as poder&aacute; dever-se ao facto de crian&ccedil;as com doen&ccedil;as graves, nomeadamente doen&ccedil;a oncol&oacute;gica, serem reencaminhadas para centros hospitalares espec&iacute;ficos e, por isso, n&atilde;o se encontrar nesta amostra nenhuma crian&ccedil;a/adolescente com estas patologias cl&iacute;nicas.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Este estudo teve ainda como objetivo conhecer o estado nutricional dos doentes, atrav&eacute;s da an&aacute;lise dos dados antropom&eacute;tricos recolhidos. A preval&ecirc;ncia de desnutri&ccedil;&atilde;o neste estudo foi de 6,3%, o que &eacute; muito inferior quando comparado com outros estudos. Por exemplo, noutros estudos em Portugal, a preval&ecirc;ncia encontrada foi de 23% (30) e de 17,3% (31), enquanto noutros pa&iacute;ses desenvolvidos como na Holanda foi de 19% (8), na Alemanha foi de 24,1% (2) e na Nova Zel&acirc;ndia foi de 9,9% (19). Em pa&iacute;ses em desenvolvimento, como o Ir&atilde;o (18) observou-se que mais de um quarto da amostra (n=119) tinha desnutri&ccedil;&atilde;o. Assim, podemos verificar que os pa&iacute;ses desenvolvidos t&ecirc;m uma menor preval&ecirc;ncia de desnutri&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>As limita&ccedil;&otilde;es principais deste estudo foram o reduzido tamanho amostral, sendo esta uma poss&iacute;vel justifica&ccedil;&atilde;o para a aus&ecirc;ncia de signific&acirc;ncia em alguns par&acirc;metros avaliados. Para al&eacute;m disso, a nossa amostra foi constitu&iacute;da apenas por 2 crian&ccedil;as com elevado risco de desnutri&ccedil;&atilde;o, pelo que se agruparam estas &agrave;s crian&ccedil;as do grupo de moderado risco, impossibilitando compara&ccedil;&otilde;es entre estes dois n&iacute;veis de risco. Outra limita&ccedil;&atilde;o &eacute; o facto deste estudo ser transversal e, por isso, n&atilde;o se puder retirar conclus&otilde;es de causalidade.</p>     <p>Este estudo tem como for&ccedil;as a realiza&ccedil;&atilde;o de um estudo de avalia&ccedil;&atilde;o do risco nutricional de crian&ccedil;as hospitalizadas, com recurso &agrave; ferramenta&nbsp;bkids, visto que existem poucos estudos em Portugal. Por outro lado, a avalia&ccedil;&atilde;o de medidas antropom&eacute;tricas, como complemento &agrave; ferramenta de rastreio, foi uma mais-valia para caracterizar o estado nutricional das crian&ccedil;as/adolescentes.</p>     <p></p>     <p><b>CONCLUS&Otilde;ES</b></p>     <p>Com a realiza&ccedil;&atilde;o deste trabalho foi poss&iacute;vel observar e concluir que, no momento da admiss&atilde;o hospitalar, o estado nutricional pode n&atilde;o estar ainda afetado, mas este facto n&atilde;o exclui a exist&ecirc;ncia de um m&eacute;dio ou elevado risco de desnutri&ccedil;&atilde;o e, por isso, ser necess&aacute;ria a vigil&acirc;ncia do estado nutricional ao longo do tempo de internamento. Este estudo refor&ccedil;a as recomenda&ccedil;&otilde;es da ESPEN, ASPEN e ESPGHAN, isto &eacute;, a realiza&ccedil;&atilde;o de rastreio para identifica&ccedil;&atilde;o do risco nutricional aquando da admiss&atilde;o. O&nbsp;bKids&nbsp;poder&aacute; ser &uacute;til na avalia&ccedil;&atilde;o sistem&aacute;tica do risco de desnutri&ccedil;&atilde;o e na preven&ccedil;&atilde;o ou controlo da desnutri&ccedil;&atilde;o hospitalar em idade pedi&aacute;trica, permitindo identificar precocemente as crian&ccedil;as com risco nutricional e, consequentemente, promover uma interven&ccedil;&atilde;o nutricional adequada.</p>     <p>O&nbsp;bKids&nbsp;&eacute; uma ferramenta cuja valida&ccedil;&atilde;o para a popula&ccedil;&atilde;o pedi&aacute;trica portuguesa ter&aacute; grande interesse, motivo pelo qual mais estudos nesta &aacute;rea s&atilde;o necess&aacute;rios.</p>     <p></p>     <p><b>REFER&Ecirc;NCIAS BIBLIOGR&Aacute;FICAS</b></p> <ol>     <li>Lochs H, Allison SP, Meier R, Pirlich M, Kondrup J, Schneider S, et al. Introductory to the ESPEN Guidelines on Enteral Nutrition: Terminology, Definitions and General Topics. Clin Nutr. 2006;25(2):180-6.</li>     ]]></body>
<body><![CDATA[<li>Pawellek I, Dokoupil K, Koletzko B. Prevalence of malnutrition in paediatric hospital patients. Clin Nutr. 2008;27(1):72-6.</li>     <li>Wonoputri N, Djais JTB, Rosalina I. Validity of Nutritional Screening Tools for Hospitalized Children. J Nutr Metab. 2014;2014:6.</li>     <li>Gerasimidis K, Keane O, MacLeod I, Flynn DM, Wright CM. A four-stage evaluation of the Paediatric Yorkhill Malnutrition Score in a tertiary paediatric hospital and a district general hospital. Br J Nutr. 2010;104(5):751-6.</li>     <li>Joosten KF, Hulst JM. Prevalence of malnutrition in pediatric hospital patients. Curr Opin Pediatr. 2008;20(5):590-6.</li>     <li>Sermet-Gaudelus I, Poisson-Salomon A-S, Colomb V, Brusset M-C, Mosser F, Berrier F, et al. Simple pediatric nutritional risk score to identify children at risk of malnutrition. The American Journal of Clinical Nutrition. 2000;72(1):64-70.</li>     <li>Huysentruyt K, Alliet P, Muyshont L, Rossignol R, Devreker T, Bontems P, et al. The bkids nutritional screening tool in hospitalized children: A validation study. Nutrition. 2013;29(11):1356-61.</li>     <li>Hulst JM, Zwart H, Hop WC, Joosten KFM. Dutch national survey to test the bkids nutritional risk screening tool in hospitalized children. Clin Nutr. 2010;29(1):106-11.</li>     <li>Agostoni C, Axelson I, Colomb V, Goulet O, Koletzko B, Michaelsen KF, et al. The need for nutrition support teams in pediatric units: A commentary by the ESPGHAN committee on nutrition. J Pediatr Gastroenterol Nutr. 2005;41(1):8-11.</li>     <li>Rocha GA, Rocha EJ, Martins CV. The effects of hospitalization on the nutritional status of children. J Pediatr (Rio J). 2006;82(1):70-4.</li>     <li>Mehta NM, Corkins MR, Lyman B, Malone A, Goday PS, Carney LN, et al. Defining Pediatric Malnutrition A Paradigm Shift Toward Etiology-Related Definitions. Journal of Parenteral and Enteral Nutrition. 2013:0148607113479972.</li>     ]]></body>
<body><![CDATA[<li>Joosten KFM, Hulst JM. Nutritional screening tools for hospitalized children: Methodological considerations. Clin Nutr. 2014;33(1):1-5.</li>     <li>Cao J, Peng L, Li R, Chen Y, Li X, Mo B, et al. Nutritional risk screening and its clinical significance in hospitalized children. Clin Nutr. 2014;33(3):432-6.</li>     <li>Huysentruyt K, Devreker T, Dejonckheere J, De Schepper J, Vandenplas Y, Cools F. The Accuracy of Nutritional Screening Tools in Assessing the Risk of Under-nutrition in Hospitalized Children: A Systematic Review of Literature and Meta-analysis. J Pediatr Gastroenterol Nutr. 2015.</li>     <li>Cross JH, Holden C, MacDonald A, Pearmain G, Stevens MC, Booth IW. Clinical examination compared with anthropometry in evaluating nutritional status. Arch Dis Child. 1995;72(1):60-1.</li>     <li>Hartman C, Shamir R, Hecht C, Koletzko B. Malnutrition screening tools for hospitalized children. Curr Opin Clin Nutr Metab Care. 2012;15(3):303-9.</li>     <li>Corkins MR, Griggs KC, Groh-Wargo S, Han-Markey TL, Helms RA, Muir LV, et al. Standards for nutrition support: Pediatric hospitalized patients. Nutr Clin Pract. 2013;28(2):263-76.</li>     <li>Moeeni V, Walls T, Day AS. Assessment of nutritional status and nutritional risk in hospitalized Iranian children. Acta Paediatrica, International Journal of Paediatrics. 2012;101(10):e446-e51.</li>     <li>Moeeni V, Walls T, Day AS. Nutritional status and nutrition risk screening in hospitalized children in New Zealand. Acta Paediatrica, International Journal of Paediatrics. 2013;102(9):e419-e23.</li>     <li>Dire&ccedil;&atilde;o-Geral da Sa&uacute;de. Norma n&ordm; 015/2013 de 03/10/2013.</li>     <li>Ling RE, Hedges V, Sullivan PB. Nutritional risk in hospitalised children: An assessment of two instruments. European e-Journal of Clinical Nutrition and Metabolism. 2011;6(3):e153-e7.</li>     ]]></body>
<body><![CDATA[<li>World Health Organization [webpage]. Geneve: WHO; cop. 2015 [2015/07]. Available from:<a href="http://www.who.int/childgrowth/standards/height_for_age/en/" target="_blank">http://www.who.int/childgrowth/standards/height_for_age/en/</a>.</li>     <li>World Health Organization [webpage]. Geneve: WHO; cop. 2015 [2015/07]. Available from:<a href="http://www.who.int/childgrowth/standards/weight_for_length/en/" target="_blank">http://www.who.int/childgrowth/standards/weight_for_length/en/</a>.</li>     <li>World Health Organization [webpage]. Geneve: WHO; cop. 2015 [2015/07]. Available from:<a href="http://www.who.int/childgrowth/standards/weight_for_height/en/" target="_blank">http://www.who.int/childgrowth/standards/weight_for_height/en/</a>.</li>     <li>World Health Organization [webpage]. Geneve: WHO; cop. 2015 [2015/05]. Available from:<a href="http://www.who.int/growthref/who2007_bmi_for_age/en/" target="_blank">http://www.who.int/growthref/who2007_bmi_for_age/en/</a>.</li>     <li>World Health Organization [webpage]. Geneve: WHO; cop. 2015 [2015/07]. Available from:<a href="http://www.who.int/childgrowth/software/en/" target="_blank">http://www.who.int/childgrowth/software/en/</a>.</li>     <li>World Health Organization [webpage]. Geneve: WHO; cop. 2015 [2015/07]. Available from:<a href="http://www.who.int/growthref/tools/en/" target="_blank">http://www.who.int/growthref/tools/en/</a>.</li>     <li>World Health Organization [webpage]. Geneve: WHO; cop. 2015 [2015/05]. Available from:<a href="http://www.who.int/childgrowth/standards/bmi_for_age/en/" target="_blank">http://www.who.int/childgrowth/standards/bmi_for_age/en/</a>.</li>     <li>Silveira JIF, Santos MCTc, Pinho JPo. Adequa&ccedil;&atilde;o de uma ferramenta de avalia&ccedil;&atilde;o de risco nutricional num Servi&ccedil;o de Pediatria [Trabalho de Investiga&ccedil;&atilde;o]: Porto : edi&ccedil;&atilde;o de autor. 2014.; 2014.</li>     <li>Franchini B, Lopes J, Carvalho R, C&eacute;sar R, Po&iacute;nhos R. Avalia&ccedil;&atilde;o do risco de desnutri&ccedil;&atilde;o (atrav&eacute;s do bkids) e da desnutri&ccedil;&atilde;o em crian&ccedil;as hospitalizadas2016.</li>     <li>Moutinho JCF, Diogo L, Mansilha HF. Estudo de rastreio de risco nutricional : bkids das crian&ccedil;as internadas no Hospital Pedi&aacute;trico de Coimbra: Universidade de Coimbra; 2014.</li>     ]]></body>
<body><![CDATA[<li>Joosten KFM, Hulst JM. Malnutrition in pediatric hospital patients: Current issues. Nutrition. 2011;27(2):133-7.</li>     </ol>     <p></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>  <b><a href="#topc0">Endere&#231;o para correspond&#234;ncia</a><a name="c0"></a></b>     <p>     <p><b>Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia:</b></p>     <p>Cristiana Silva Costa</p>     <p>Rua de Candosa, n.&ordm; 139,</p>     <p>3880-570, V&aacute;lega &ndash; Ovar, Portugal</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a href="mailto:cristiana.silva.costa@gmail.com">cristiana.silva.costa@gmail.com</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Recebido a 26 de janeiro de 2017</p>     <p>Aceite a 2 de agosto de 2017</p>      ]]></body><back>
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