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<article-id pub-id-type="doi">10.21011/apn.2017.1005</article-id>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Estudo Comparativo da Composição dos Suplementos Alimentares Termogénicos Contendo Cafeína Disponíveis em Portugal]]></article-title>
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<institution><![CDATA[,Universidade do Porto Faculdade de Farmácia Departamento de Ciências Biológicas]]></institution>
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<self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S2183-59852017000300005&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S2183-59852017000300005&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S2183-59852017000300005&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><abstract abstract-type="short" xml:lang="pt"><p><![CDATA[Introdução: Promover a perda de peso é o principal objetivo dos suplementos alimentares termogénicos, muitas vezes referidos como &#8220;queimadores de gordura&#8221;. A presença da cafeína nestes suplementos baseia-se em estudos que indicam um efeito termogénico desta substância com a promoção da lipólise e oxidação de gordura, acompanhada de eventual perda de peso. Objetivos: Estudar a composição dos suplementos alimentares termogénicos contendo cafeína disponíveis no mercado português e analisar os riscos associados às doses de cafeína neles contidas. Metodologia: Para o estudo dos suplementos alimentares referidos como termogénicos e contendo cafeína disponíveis em Portugal, foi efetuada uma pesquisa em pontos físicos de venda e sítios da internet. Resultados: Foram compilados dados de 43 suplementos. Verificou-se que a dose diária de cafeína anidra correspondente à porção recomendada pelos suplementos correspondeu à mediana de 250 mg, sendo o valor mínimo de 64 mg no suplemento 35 e o valor máximo de 846 mg no suplemento 42. Verificou-se que 10 suplementos recomendam porções diárias que oscilaram entre os 405 mg e 846 mg de cafeína, doses superiores a 400 mg consideradas não seguras para os consumidores habituais desta substância. O extrato de café verde e de chá verde presentes em muitos suplementos podem aumentar o conteúdo total de cafeína ingerida. Conclusões: Poucos estudos comprovam a real eficácia e segurança da cafeína na promoção da perda de peso. Os consumidores destes suplementos devem ser alertados para os riscos de saúde decorrentes do consumo excessivo de cafeína, em particular problemas cardiovasculares, tolerância e dependência física.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Introduction: Promoting weight loss is the main goal of thermogenic dietary supplements, commonly referred as &#8220;fat burners&#8221;. The presence of caffeine in these supplements is based in studies that reveal a thermogenic effect for this substance promoting lipolysis and fat oxidation, eventually accompanied by weight loss. ObjectiveS: To study availability of thermogenic food supplements containing caffeine in the Portuguese market highlighting the risks associated with their caffeine dosage. Methodology: Thermogenic food supplements available in Portugal were searched in the usual selling channels for these products, including shops and websites. Results: Data from 43 supplements was collected. Regarding the recommended daily dose of anhydrous caffeine, the median corresponded to 250 mg, the minimum value was 64 mg in supplement 35 and the maximum value was 846 mg in supplement 42. It was found that 10 supplements recommended daily caffeine doses between 405 mg and 846 mg, well above the 400 mg/day dosage considered safe for regular caffeine consumers. The green tea and green coffee extracts are present in many supplements and can contribute for increasing the daily caffeine intake. Conclusions: Few studies prove the efficacy and safety of caffeine to promote weight loss. Users of these supplements should be advised on the health risks from high caffeine doses, in particular cardiovascular problems, tolerance and dependence.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Cafeína]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Perda de peso]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>ARTIGO ORIGINAL</b></p>     <p>     <p><b>Estudo Comparativo da Composi&ccedil;&atilde;o dos Suplementos Alimentares Termog&eacute;nicos Contendo Cafe&iacute;na Dispon&iacute;veis em Portugal</b></p>     <p><b>Study on the Composition of Thermogenic Food Supplements Containing Caffeine Available in Portugal</b></p>     <p></p>     <p><b>M&aacute;rcia Daniela M Lopes<sup>1*</sup>; Jo&atilde;o Paulo Capela<sup>1,2</sup></b></p>     <p></p>     <p><sup>1</sup>Unidade de Investiga&ccedil;&atilde;o da Universidade Fernando Pessoa em Energia, Ambiente e Sa&uacute;de (FP-ENAS), Centro de Estudos em Biomedicina (CEBIMED), Faculdade de Ci&ecirc;ncias da Sa&uacute;de da Universidade Fernando Pessoa, Rua Carlos da Maia, n.&ordm; 296, 4020-150 Porto, Portugal</p>     <p><sup>2</sup>UCIBIO/REQUIMTE (Rede de Qu&iacute;mica e Tecnologia), Laborat&oacute;rio de Toxicologia, Departamento de Ci&ecirc;ncias Biol&oacute;gicas, Faculdade de Farm&aacute;cia da Universidade do Porto, R. D. Manuel II, Apartado 55142, 4051-401 Porto, Portugal</p>     <p></p> <a href="#c0">Endere&#231;o para correspond&#234;ncia</a><a name="topc0"></a></b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b     <p>RESUMO</p></b>     <p>Introdu&ccedil;&atilde;o: Promover a perda de peso &eacute; o principal objetivo dos suplementos alimentares termog&eacute;nicos, muitas vezes referidos como &ldquo;queimadores de gordura&rdquo;. A presen&ccedil;a da cafe&iacute;na nestes suplementos baseia-se em estudos que indicam um efeito termog&eacute;nico desta subst&acirc;ncia com a promo&ccedil;&atilde;o da lip&oacute;lise e oxida&ccedil;&atilde;o de gordura, acompanhada de eventual perda de peso.</p>     <p>Objetivos: Estudar a composi&ccedil;&atilde;o dos suplementos alimentares termog&eacute;nicos contendo cafe&iacute;na dispon&iacute;veis no mercado portugu&ecirc;s e analisar os riscos associados &agrave;s doses de cafe&iacute;na neles contidas.</p>     <p>Metodologia: Para o estudo dos suplementos alimentares referidos como termog&eacute;nicos e contendo cafe&iacute;na dispon&iacute;veis em Portugal, foi efetuada uma pesquisa em pontos f&iacute;sicos de venda e s&iacute;tios da internet.</p>     <p>Resultados: Foram compilados dados de 43 suplementos. Verificou-se que a dose di&aacute;ria de cafe&iacute;na anidra correspondente &agrave; por&ccedil;&atilde;o recomendada pelos suplementos correspondeu &agrave; mediana de 250 mg, sendo o valor m&iacute;nimo de 64 mg no suplemento 35 e o valor m&aacute;ximo de 846 mg no suplemento 42. Verificou-se que 10 suplementos recomendam por&ccedil;&otilde;es di&aacute;rias que oscilaram entre os 405 mg e 846 mg de cafe&iacute;na, doses superiores a 400 mg consideradas n&atilde;o seguras para os consumidores habituais desta subst&acirc;ncia. O extrato de caf&eacute; verde e de ch&aacute; verde presentes em muitos suplementos podem aumentar o conte&uacute;do total de cafe&iacute;na ingerida.</p>     <p>Conclus&otilde;es: Poucos estudos comprovam a real efic&aacute;cia e seguran&ccedil;a da cafe&iacute;na na promo&ccedil;&atilde;o da perda de peso. Os consumidores destes suplementos devem ser alertados para os riscos de sa&uacute;de decorrentes do consumo excessivo de cafe&iacute;na, em particular problemas cardiovasculares, toler&acirc;ncia e depend&ecirc;ncia f&iacute;sica.</p>     <p><b>Palavras-Chave</b></p>     <p>Cafe&iacute;na, Perda de peso, Riscos, Suplemento alimentar, Termog&eacute;nese</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>  <hr>     <p>&nbsp;</p>      <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>Introduction: Promoting weight loss is the main goal of thermogenic dietary supplements, commonly referred as &ldquo;fat burners&rdquo;. The presence of caffeine in these supplements is based in studies that reveal a thermogenic effect for this substance promoting lipolysis and fat oxidation, eventually accompanied by weight loss.</p>     <p>ObjectiveS: To study availability of thermogenic food supplements containing caffeine in the Portuguese market highlighting the risks associated with their caffeine dosage.</p>     <p>Methodology: Thermogenic food supplements available in Portugal were searched in the usual selling channels for these products, including shops and websites.</p>     <p>Results: Data from 43 supplements was collected. Regarding the recommended daily dose of anhydrous caffeine, the median corresponded to 250 mg, the minimum value was 64 mg in supplement 35 and the maximum value was 846 mg in supplement 42. It was found that 10 supplements recommended daily caffeine doses between 405 mg and 846 mg, well above the 400 mg/day dosage considered safe for regular caffeine consumers. The green tea and green coffee extracts are present in many supplements and can contribute for increasing the daily caffeine intake.</p>     <p>Conclusions: Few studies prove the efficacy and safety of caffeine to promote weight loss. Users of these supplements should be advised on the health risks from high caffeine doses, in particular cardiovascular problems, tolerance and dependence.</p>     <p><b>Keywords</b></p>     <p>Caffeine, Weight loss, Risks, Dietary supplement, Thermogenesis</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>  <hr>     <p>&nbsp;</p>      <p><b>INTRODU&Ccedil;&Atilde;O</b></p>     <p>Nos dias de hoje, a obesidade &eacute; considerada a epidemia do s&eacute;culo XXI, sendo que mais de 1,6 bili&otilde;es de adultos sofre de excesso de peso e pelo menos 400 milh&otilde;es de pessoas s&atilde;o obesas (1, 2). Esta elevada preval&ecirc;ncia potencia o desenvolvimento de doen&ccedil;as cr&oacute;nicas que incluem a hipertens&atilde;o, diabetes mellitus tipo II, arteriosclerose, certos tipos de cancro, doen&ccedil;a coron&aacute;ria e s&iacute;ndrome metab&oacute;lica, sendo que a obesidade &eacute; o maior fator de risco para o desenvolvimento desta s&iacute;ndrome (2-6). Em Portugal durante o ano de 2014 mais de metade da popula&ccedil;&atilde;o adulta sofria de excesso de peso (7).</p>     <p>A obesidade &eacute; uma morbidade evit&aacute;vel com comportamentos alimentares saud&aacute;veis e exerc&iacute;cio f&iacute;sico, assim como com interven&ccedil;&otilde;es cir&uacute;rgicas e farmacol&oacute;gicas. O aumento da incid&ecirc;ncia da obesidade ou do excesso de peso levam &agrave; procura de produtos promotores da perda de peso, onde se incluem os suplementos alimentares termog&eacute;nicos. Os consumidores v&ecirc;m nestes produtos uma forma simples, r&aacute;pida e f&aacute;cil de perda de peso, acreditando frequentemente que s&atilde;o absolutamente seguros (1, 8). As principais raz&otilde;es que levam a popula&ccedil;&atilde;o a consumir suplementos de perda de peso incluem: estigma social da obesidade, benef&iacute;cios para a sa&uacute;de, solu&ccedil;&atilde;o r&aacute;pida para a perda de peso, acesso mais f&aacute;cil do que consultar um m&eacute;dico ou nutricionista, sem a necessidade de prescri&ccedil;&atilde;o, e os suplementos n&atilde;o exigem mudan&ccedil;as do estilo de vida que incluem a dieta e o exerc&iacute;cio f&iacute;sico (9). Esta suposi&ccedil;&atilde;o errada conjugada com o f&aacute;cil acesso e publicidade agressiva contribuem para a elevada popularidade dos suplementos diet&eacute;ticos, apesar de uma dieta saud&aacute;vel em conjunto com a pr&aacute;tica de atividade f&iacute;sica serem as melhores ferramentas para a redu&ccedil;&atilde;o do excesso de peso e dos riscos que a obesidade acarreta para a sa&uacute;de (1, 10).</p>     <p>Os suplementos diet&eacute;ticos comerciais alegam muitas vezes estimular o metabolismo e causar r&aacute;pida perda de peso e/ou gordura, enquanto poucos estudos comprovam estes factos (8). Uma das mais populares categorias de suplementos diet&eacute;ticos &eacute; frequentemente referida como &ldquo;queimador de gordura&rdquo;, sendo este termo usado para descrever os suplementos alimentares termog&eacute;nicos. Os suplementos que se intitulam como termog&eacute;nicos s&atilde;o aqueles que alegam promover a perda de peso pelo aumento do gasto energ&eacute;tico, aumento da oxida&ccedil;&atilde;o de gordura e diminui&ccedil;&atilde;o do apetite, aumentando tamb&eacute;m a performance durante o exerc&iacute;cio f&iacute;sico (11-13). Frequentemente, estes suplementos cont&ecirc;m v&aacute;rios ingredientes, cada um com um mecanismo de a&ccedil;&atilde;o distinto, alegando que um composto singular ou a combina&ccedil;&atilde;o destas subst&acirc;ncias ter&aacute; efeitos termog&eacute;nicos. A lista de compostos que alegadamente aumentam ou promovem o metabolismo das gorduras &eacute; longa. No entanto, os suplementos termog&eacute;nicos mais populares, regra geral, incluem a cafe&iacute;na, carnitina, ch&aacute; verde, &aacute;cido linoleico conjugado, forscolina, cr&oacute;mio, fucoxantina e sinefrina (12). Ser&aacute; importante referir que nos &uacute;ltimos anos alguns dos ingredientes considerados termog&eacute;nicos t&ecirc;m mostrado n&atilde;o ser seguros para o consumo humano e por isso retirados do mercado, como &eacute; o caso da efedrina. &Eacute; importante assim verificar a seguran&ccedil;a destes suplementos, em particular os decorrentes do consumo cr&oacute;nico (14).</p>     <p>A cafe&iacute;na, ou 1,3,7-trimetilxantina, &eacute; utilizada h&aacute; milhares de anos e &eacute; uma das subst&acirc;ncias farmacologicamente ativas mais consumidas no mundo (15). Pode-se encontrar em bebidas comuns incluindo o caf&eacute;, ch&aacute;, refrigerantes, chocolate e numa variedade de medica&ccedil;&otilde;es e suplementos diet&eacute;ticos (16, 17). A cafe&iacute;na &eacute; adicionada &agrave; maioria dos suplementos termog&eacute;nicos devido &agrave; sua capacidade em aumentar o metabolismo, promover a lip&oacute;lise e a oxida&ccedil;&atilde;o de gordura, e aumentar a for&ccedil;a muscular (18-20). Quando consumida em doses moderadas tem mostrado aumentar o desempenho f&iacute;sico e mental, tornando-a assim o composto ideal para combater a fadiga (20). Os estudos t&ecirc;m mostrado que o consumo de cafe&iacute;na pode induzir a termog&eacute;nese e suprimir o apetite em parte pela ativa&ccedil;&atilde;o do Sistema Nervoso Simp&aacute;tico (SNS), reduzindo assim a fome, promovendo a saciedade e estimulando o gasto energ&eacute;tico pelo aumento da oxida&ccedil;&atilde;o de gordura (21). Contudo, quando a cafe&iacute;na est&aacute; combinada com outras subst&acirc;ncias parece ser mais eficaz no aumento da taxa metab&oacute;lica do que cafe&iacute;na isoladamente (12, 18, 22).</p>     <p><b>METODOLOGIA</b></p>     <p>Para a pesquisa dos suplementos alimentares referidos como termog&eacute;nicos dispon&iacute;veis em Portugal, foi efetuada uma pesquisa em pontos de venda desses produtos, incluindo s&iacute;tios da internet. A informa&ccedil;&atilde;o contida nos r&oacute;tulos dos suplementos foi cautelosamente avaliada e compilada, tendo sido obtida junto dos s&iacute;tios da internet da empresa prozis(<a href="http://www.prozis.com" target="_blank">http://www.prozis.com</a>), do site zumbu (<a href="http://www.zumbu.com" target="_blank">http://www.zumbu.com</a>), nutribody (<a href="http://www.nutribody.pt" target="_blank">http://www.nutribody.pt</a>), forma fit (<a href="http://www.formafit.pt" target="_blank">http://www.formafit.pt</a>) e enetural (<a href="http://www.enetural.com" target="_blank">http://www.enetural.com</a>), mas tamb&eacute;m de pontos de venda f&iacute;sicos como farm&aacute;cias e locais de venda de suplementos. O espa&ccedil;o temporal para a pesquisa dos suplementos foi de mar&ccedil;o de 2016 a abril de 2016. Foram exclu&iacute;dos da an&aacute;lise suplementos que n&atilde;o continham as quantidades dos ingredientes no r&oacute;tulo ou nos s&iacute;tios da internet, ou que n&atilde;o referiam o valor di&aacute;rio recomendado. Atrav&eacute;s da pesquisa obteve-se 78 suplementos alimentares termog&eacute;nicos, no entanto, exclu&iacute;ram-se aqueles que n&atilde;o continham cafe&iacute;na anidra, resultando assim na compila&ccedil;&atilde;o de 43 suplementos alimentares termog&eacute;nicos contendo cafe&iacute;na. Para informatiza&ccedil;&atilde;o dos dados, foi criada uma base de dados, no programa Numbers (vers&atilde;o 3.6 para OSX). Para a pesquisa cient&iacute;fica deste trabalho, usaram-se as bases de dados PubMed, B-on, Science direct e Google acad&eacute;mico, tendo como palavras-chave &ldquo;caffeine supplementation&rdquo;, &ldquo;caffeine thermogenesis&rdquo; &ldquo;caffeine thermogenic effects&rdquo; e &ldquo;caffeine effects&rdquo;. Os crit&eacute;rios de sele&ccedil;&atilde;o dos artigos cingiram-se ao espa&ccedil;o temporal dos &uacute;ltimos 15 anos.</p>     <p><b>RESULTADOS</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O estudo comparado do conte&uacute;do referido pelas empresas no r&oacute;tulo dos suplementos alimentares termog&eacute;nicos encontra-se inscrito na  <a href ="/img/revistas/apn/n10/n10a05t1.jpg"> Tabela 1 </a>. Devido ao facto de se terem obtido muitos ingredientes, cerca de 170, existiu a necessidade de os agrupar para se tornar mais simples e objetiva a interpreta&ccedil;&atilde;o dos dados, obtendo-se assim o grupo dos &ldquo;ingredientes contendo cafe&iacute;na&rdquo; que inclui a cafe&iacute;na anidra, extrato de caf&eacute; verde e extrato de ch&aacute; verde por serem ingredientes com maior quantidade de cafe&iacute;na, &ldquo;minerais&rdquo;, &ldquo;amino&aacute;cidos e derivados&rdquo;, &ldquo;complexo vegetal&rdquo; que cont&eacute;m os ingredientes &agrave; base de plantas, &ldquo;vitaminas&rdquo; e &ldquo;outros ingredientes&rdquo;. &Eacute; importante real&ccedil;ar que os valores apresentados na  <a href ="/img/revistas/apn/n10/n10a05t1.jpg"> Tabela 1 </a>, com exce&ccedil;&atilde;o da cafe&iacute;na, referem-se &agrave; quantidade de determinado ingrediente presente por dose &uacute;nica, e n&atilde;o por total di&aacute;rio. No objeto principal deste estudo, para a cafe&iacute;na anidra optou-se por colocar a quantidade por dose, e o total di&aacute;rio recomendado pelo produtor. Optou-se por n&atilde;o incluir na tabela o conte&uacute;do em hidratos de carbono, l&iacute;pidos, prote&iacute;na e valor energ&eacute;tico, pois n&atilde;o era o objeto principal deste estudo.</p>     
<p>Ao analisar os r&oacute;tulos de 43 suplementos, e de acordo com a  <a href ="/img/revistas/apn/n10/n10a05t2.jpg"> Tabela 2</a>,pode-se concluir que a dose mediana di&aacute;ria recomendada pela empresa respons&aacute;vel pelo suplemento de cafe&iacute;na anidra &eacute; de 250 mg, o limite inferior do intervalo de confian&ccedil;a a 95% da mediana correspondeu a 200 mg e o limite superior a 400 mg. Verificou-se ainda que o valor m&iacute;nimo de dose di&aacute;ria recomendada corresponde a 64 mg, pertencendo ao suplemento 35, e o valor m&aacute;ximo a 846 mg, no suplemento 42.</p>     
<p>Relativamente &agrave;s quantidades presentes por dose, p&ocirc;de-se verificar que o teor mediano de cafe&iacute;na foi de 100 mg, o limite inferior do intervalo de confian&ccedil;a a 95% da mediana correspondeu a 66,7 mg, e o limite superior encontrou-se nos 112,5 mg, o valor m&iacute;nimo nos 31,25 mg no suplemento 20 e o valor m&aacute;ximo a 350 mg no suplemento 26.</p>     <p>Durante a pesquisa para a realiza&ccedil;&atilde;o da tabela p&ocirc;de-se verificar que muitos destes suplementos cont&ecirc;m presentes no seu r&oacute;tulo os avisos: &ldquo;Elevado teor em cafe&iacute;na&rdquo;, &ldquo;N&atilde;o deve ser consumido por indiv&iacute;duos sens&iacute;veis &agrave; cafe&iacute;na&rdquo;, &ldquo;Pessoas com sensibilidade &agrave; cafe&iacute;na podem sentir os seguintes sintomas: agita&ccedil;&atilde;o, nervosismo, tremores, dores de cabe&ccedil;a, ansiedade, palpita&ccedil;&otilde;es, aumentos do ritmo card&iacute;aco e ins&oacute;nia&rdquo;, &ldquo;N&atilde;o ingerir este suplemento se tiver menos de 18 anos, estiver gr&aacute;vida ou a amamentar&rdquo;, &ldquo;Este produto n&atilde;o pretende diagnosticar, tratar, curar ou prevenir nenhuma doen&ccedil;a&rdquo;, &ldquo;Este produto n&atilde;o deve substituir uma alimenta&ccedil;&atilde;o variada e equilibrada, nem um estilo de vida saud&aacute;vel&rdquo;, ou &ldquo;Aconselhe-se junto do seu m&eacute;dico ou nutricionista antes de tomar o suplemento&rdquo;. &Eacute; importante que as ind&uacute;strias se preocupem com o facto de alertar o consumidor para estas advert&ecirc;ncias, no entanto, nem todos os suplementos estudados continham esta informa&ccedil;&atilde;o. Outro facto que se constatou durante a pesquisa deste trabalho, foi que alguns s&iacute;tios da internet n&atilde;o disponibilizaram para consulta os ingredientes que o suplemento continha, ou ent&atilde;o referia os ingredientes, por&eacute;m sem fazer refer&ecirc;ncia &agrave;s por&ccedil;&otilde;es dos mesmos, e por este facto n&atilde;o est&atilde;o presentes na  <a href ="/img/revistas/apn/n10/n10a05t1.jpg"> Tabela 1 </a> e foram exclu&iacute;dos da an&aacute;lise do trabalho.</p>     
<p></p>     <p><b>DISCUSS&Atilde;O DOS RESULTADOS</b></p>     <p>O processo definido por &ldquo;termog&eacute;nese&rdquo; consiste na produ&ccedil;&atilde;o de calor pelo organismo devido a um aumento do metabolismo. Para regular o peso corporal e o gasto energ&eacute;tico, o tecido adiposo castanho estabelece a termog&eacute;nese atrav&eacute;s da dissipa&ccedil;&atilde;o do excesso de energia sob a forma de calor. O tecido adiposo castanho regula a termog&eacute;nese pelo controlo do balan&ccedil;o energ&eacute;tico atrav&eacute;s da prote&iacute;na de desacoplamento 1 (UCP1) (6), encontrada maioritariamente nas mitoc&ocirc;ndrias do tecido adiposo castanho (23). Esta prote&iacute;na &eacute; respons&aacute;vel pelo desacoplamento da fosforila&ccedil;&atilde;o oxidativa, e consequentemente a maior parte da energia &eacute; dissipada sob a forma de calor em vez de ser convertida em ATP (6, 23). Assim, compostos naturais como a cafe&iacute;na que regulam a express&atilde;o gen&eacute;tica da UCP1 podem ser estrat&eacute;gias para o controlo do excesso de peso atrav&eacute;s do aumento do gasto energ&eacute;tico (6). Esta prote&iacute;na &eacute; constitutivamente expressa nos adip&oacute;citos castanhos, enquanto que nos adip&oacute;citos brancos a UCP1 &eacute; induzida pelos ativadores de termog&eacute;nese (quando est&aacute; frio ou quando ocorrem estimula&ccedil;&otilde;es &szlig;-adren&eacute;rgicas) (24).</p>     <p>A cafe&iacute;na est&aacute; presente na maioria dos suplementos alimentares termog&eacute;nicos, por&eacute;m o mecanismo farmacol&oacute;gico de a&ccedil;&atilde;o da cafe&iacute;na como agente termog&eacute;nico ainda n&atilde;o est&aacute; bem estabelecido. A cafe&iacute;na atua como um estimulante do sistema nervoso central (SNC) e do SNS promovendo o alerta e a concentra&ccedil;&atilde;o (20, 25), e &eacute; adicionada a estes suplementos devido &agrave; sua capacidade em promover a termog&eacute;nese pelo aumento do metabolismo e da lip&oacute;lise (18, 26). A cafe&iacute;na, a n&iacute;vel do sistema nervoso, tem a capacidade de se ligar aos recetores de adenosina no c&eacute;rebro, sendo um antagonista. A cafe&iacute;na promove a excitabilidade do sistema nervoso, e ainda maior liberta&ccedil;&atilde;o de catecolaminas para a corrente sangu&iacute;nea (10, 13, 15, 16). O aumento da concentra&ccedil;&atilde;o de catecolaminas resultante da ingest&atilde;o de cafe&iacute;na tem mostrado aumentar a atividade do SNC e do SNS. A adrenalina tem o potencial de promover a disponibilidade dos &aacute;cidos gordos para oxida&ccedil;&atilde;o, e a noradrenalina promove a ativa&ccedil;&atilde;o da UCP1, que como j&aacute; foi referido anteriormente promove o mecanismo da termog&eacute;nese (12, 14, 23).</p>     <p>Ao n&iacute;vel do metabolismo energ&eacute;tico, a cafe&iacute;na poder&aacute; aumentar indiretamente o metabolismo basal atrav&eacute;s da promo&ccedil;&atilde;o da estimula&ccedil;&atilde;o cont&iacute;nua dos recetores adren&eacute;rgicos via catecolaminas, principalmente os &szlig;-3 do tecido adiposo e promovem a lip&oacute;lise, esta ativa&ccedil;&atilde;o est&aacute; ligada a uma maior concentra&ccedil;&atilde;o de catecolaminas (15, 26). Acresce que a cafe&iacute;na tamb&eacute;m &eacute; respons&aacute;vel pela inibi&ccedil;&atilde;o das enzimas fosfodiesterases, esta inibi&ccedil;&atilde;o resulta num aumento de monofosfato c&iacute;clico de adenosina (AMPc), que ir&aacute; estimular a prote&iacute;na-c&iacute;nase, esta por sua vez ao promover a fosforila&ccedil;&atilde;o da enzima l&iacute;pase dos triacilglicer&oacute;is, ativa esta enzima promovendo a lip&oacute;lise (degrada&ccedil;&atilde;o dos triacilglicer&oacute;is em &aacute;cidos gordos e glicerol). Um aumento na semi-vida de AMPc promove a lip&oacute;lise e consequentemente aumenta os &aacute;cidos gordos dispon&iacute;veis para combust&iacute;vel (4, 8, 12, 15, 16, 26, 27). Assim, a adi&ccedil;&atilde;o de cafe&iacute;na aos suplementos alimentares termog&eacute;nicos &eacute; baseada nos seus alegados efeitos em facilitar a perda de gordura, aumentar o metabolismo, promover o gasto energ&eacute;tico em repouso, aumentar os marcadores de lip&oacute;lise, aumentar a oxida&ccedil;&atilde;o de gordura, libertar &aacute;cidos gordos do tecido adiposo e promover maior for&ccedil;a na realiza&ccedil;&atilde;o de exerc&iacute;cios de resist&ecirc;ncia (10, 12-14, 26-28).</p>     <p>Encontram-se descritos na literatura alguns estudos que efetuam a avalia&ccedil;&atilde;o da efic&aacute;cia da cafe&iacute;na na promo&ccedil;&atilde;o da termog&eacute;nese. Campbell e coautores conduziram um estudo cujo prop&oacute;sito foi examinar os efeitos de um suplemento termog&eacute;nico contendo entre outros ingredientes 150 mg de cafe&iacute;na (26). Este estudo foi realizado em 9 participantes do sexo feminino com idades compreendidas entre os 18 e os 50 anos. As volunt&aacute;rias realizaram, duas sess&otilde;es de teste separadas por 7 semanas. Na primeira sess&atilde;o deslocaram-se a um laborat&oacute;rio para fazerem a medi&ccedil;&atilde;o da taxa metab&oacute;lica em repouso, frequ&ecirc;ncia card&iacute;aca e press&atilde;o arterial. Na segunda sess&atilde;o cada participante ingeriu o suplemento termog&eacute;nico ou o placebo e repetiram-se as medi&ccedil;&otilde;es da primeira sess&atilde;o. Os autores determinaram que o suplemento em quest&atilde;o provocou um aumento na taxa metab&oacute;lica em repouso de 9% nas 3 horas ap&oacute;s a ingest&atilde;o comparando ao grupo placebo (26). Noutro estudo o objetivo foi determinar a efic&aacute;cia de um suplemento termog&eacute;nico contendo cafe&iacute;na (3 c&aacute;psulas ao dia, cada c&aacute;psula contendo 50 mg de cafe&iacute;na anidra) entre outros ingredientes (10). Este estudo foi conduzido em 5 mulheres e 7 homens saud&aacute;veis e ativos fisicamente. Os volunt&aacute;rios foram aleatoriamente separados em dois grupos experimentais, ambos realizaram exerc&iacute;cios de &ldquo;cycling&rdquo;, por&eacute;m um grupo ingeriu o suplemento termog&eacute;nico e o grupo restante consumiu o placebo (maltodextrina). Este estudo teve algumas restri&ccedil;&otilde;es, e uma delas foi n&atilde;o consumir nenhuma ajuda ergog&eacute;nica nem consumir mais que 200 mg de cafe&iacute;na por dia durante 6 semanas antes do estudo. Este ensaio teve a dura&ccedil;&atilde;o de duas semanas, e o intervalo entre cada sess&atilde;o foi de pelo menos 3 dias. Os autores conclu&iacute;ram que o suplemento aumentou a oxida&ccedil;&atilde;o de gordura em 26% imediatamente antes do exerc&iacute;cio, bem como aumentou a saciedade, e promoveu a redu&ccedil;&atilde;o da perce&ccedil;&atilde;o de esfor&ccedil;o, o que sugere a efic&aacute;cia do suplemento em promover a perda de peso (10). Um estudo realizado por Outlaw e colaboradores com o prop&oacute;sito foi avaliar os efeitos de um suplemento termog&eacute;nico contendo cafe&iacute;na (340 mg) e outros ingredientes. 6 indiv&iacute;duos do sexo masculino e 6 do sexo feminino aparentemente saud&aacute;veis participaram neste estudo (11). Os volunt&aacute;rios eram consumidores moderados de cafe&iacute;na (&lt;200 mg/dia), e eram exclu&iacute;dos se tivessem sensibilidade &agrave; cafe&iacute;na, doen&ccedil;as metab&oacute;licas, entre outros par&acirc;metros. Este estudo foi conduzido em duas sess&otilde;es com 3 dias de intervalo. Os autores conclu&iacute;ram que este suplemento aumentou o gasto energ&eacute;tico em 8% nas 4 horas ap&oacute;s a suplementa&ccedil;&atilde;o enquanto aumentou o foco, o alerta, e a energia, al&eacute;m disso diminuiu a fadiga sem promover a ansiedade ou causar mudan&ccedil;as significativas na frequ&ecirc;ncia card&iacute;aca e press&atilde;o arterial. O aumento da utiliza&ccedil;&atilde;o de gordura como fonte de combust&iacute;vel &eacute; outro benef&iacute;cio associado &agrave; ingest&atilde;o e suplementa&ccedil;&atilde;o com cafe&iacute;na (11).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Num estudo de Belza e coautores, 20 homens saud&aacute;veis com peso normal foram administrados diariamente com comprimidos contendo uma das seguintes subst&acirc;ncias 500 mg de extrato de ch&aacute; verde, 400 mg de tirosina, 50 mg de cafe&iacute;na, ou placebo (21). Este estudo concluiu que apenas a cafe&iacute;na foi termog&eacute;nica na dose administrada, induzindo uma resposta termog&eacute;nica m&eacute;dia de 6% acima do valor basal comparando ao grupo placebo. As respostas termog&eacute;nicas da tirosina e do extrato de ch&aacute; verde n&atilde;o produziram um efeito termog&eacute;nico diferente do placebo. Contudo, h&aacute; uma evid&ecirc;ncia s&oacute;lida da cafe&iacute;na ser um potente amplificador da termog&eacute;nese quando &eacute; consumida em conjunto com outros agonistas do SNS como a efedrina, nicotina, catequinas ou capsaicina da malagueta. A combina&ccedil;&atilde;o de catequinas e cafe&iacute;na no extrato de ch&aacute; verde parece aumentar e prolongar o efeito da noradrenalina no SNS (21).</p>     <p>Noutro estudo conduzido por Lopez-Garcia e colaboradores o objetivo foi compreender a rela&ccedil;&atilde;o entre a ingest&atilde;o de cafe&iacute;na e mudan&ccedil;as no peso ao longo de 12 anos (29). Este estudo envolveu 18.417 homens e 39.740 mulheres, sem doen&ccedil;as cr&oacute;nicas no in&iacute;cio do estudo, que foram seguidas desde 1986 a 1998 (12 anos). A ingest&atilde;o de cafe&iacute;na foi verificada a cada 2 a 4 anos, e as mudan&ccedil;as no peso foram reportadas pelas pr&oacute;prias pessoas. A quantidade de cafe&iacute;na ingerida variou de 143 mg/dia a 342 mg/dia. O estudo demonstrou menos ganho de peso nos participantes que reportaram um aumento do consumo de cafe&iacute;na, contudo as diferen&ccedil;as n&atilde;o s&atilde;o significativas: -0,43 Kg nos homens e -0,35 Kg nas mulheres.</p>     <p>Este estudo encontrou que um aumento do consumo de caf&eacute; e ch&aacute; foi tamb&eacute;m associado a menor ganho de peso. Nos homens a associa&ccedil;&atilde;o entre a ingest&atilde;o de cafe&iacute;na e o peso foi maior em participantes jovens, nas mulheres a associa&ccedil;&atilde;o foi mais forte naquelas que tinham um IMC&ge;25 Kg/m<sup>2</sup>, que eram menos ativas fisicamente ou que eram fumadoras. Este estudo concluiu que aumentar a ingest&atilde;o de cafe&iacute;na parece produzir uma pequena redu&ccedil;&atilde;o no ganho de peso a longo-prazo (29).</p>     <p>Uma combina&ccedil;&atilde;o de exerc&iacute;cio f&iacute;sico e interven&ccedil;&otilde;es nutricionais &eacute; um &oacute;timo m&eacute;todo para criar um balan&ccedil;o energ&eacute;tico negativo que contribua para a perda de peso. Num estudo realizado por Schubert e coautores estes pretenderam mostrar que uma combina&ccedil;&atilde;o de exerc&iacute;cio e suplementa&ccedil;&atilde;o com cafe&iacute;na &eacute; mais eficaz na perda de peso do que s&oacute; o exerc&iacute;cio (30). Este estudo foi realizado em 14 indiv&iacute;duos que realizaram um ensaio cl&iacute;nico em descanso, outro ensaio com pr&aacute;tica de exerc&iacute;cio f&iacute;sico, e outro com suplementa&ccedil;&atilde;o de cafe&iacute;na e pr&aacute;tica de exerc&iacute;cio f&iacute;sico (3 mg/Kg de peso de cafe&iacute;na 90 minutos antes e 30 minutos ap&oacute;s o exerc&iacute;cio, o equivalente a 420 mg di&aacute;rios para uma pessoa de 70 Kg). As primeiras conclus&otilde;es foram que a cafe&iacute;na e o exerc&iacute;cio f&iacute;sico juntos aumentam a oxida&ccedil;&atilde;o de gordura e o gasto energ&eacute;tico comparando com a pr&aacute;tica de exerc&iacute;cio f&iacute;sico sem a suplementa&ccedil;&atilde;o com cafe&iacute;na. No entanto, neste estudo a ingest&atilde;o de cafe&iacute;na n&atilde;o provocou altera&ccedil;&otilde;es no apetite, mas atenuou a perce&ccedil;&atilde;o de esfor&ccedil;o durante a pr&aacute;tica deste e reduziu as dores musculares. Os autores tamb&eacute;m observaram por parte dos volunt&aacute;rios um maior prazer na pr&aacute;tica de exerc&iacute;cio f&iacute;sico, atrav&eacute;s de um question&aacute;rio. A cafe&iacute;na pode manipular o humor pelo antagonismo dos recetores de adenosina e tamb&eacute;m aumentar a liberta&ccedil;&atilde;o de serotonina e dopamina, sendo que maiores n&iacute;veis de dopamina atenuam a ingest&atilde;o cal&oacute;rica ou o desejo de comer (30).</p>     <p>O suplemento inclu&iacute;do na  <a href ="/img/revistas/apn/n10/n10a05t1.jpg"> Tabela 1 </a> com o n&uacute;mero 26, &eacute; um dos suplementos diet&eacute;ticos que se prop&otilde;e atuar como agente termog&eacute;nico, aumentando a taxa metab&oacute;lica, o consumo de oxig&eacute;nio e a oxida&ccedil;&atilde;o de &aacute;cidos gordos. Este suplemento cont&eacute;m 350 mg de cafe&iacute;na por c&aacute;psula, e a dose di&aacute;ria recomendada corresponde a 700 mg. Num recente estudo elaborado por Vaughan e coautores, realizado em 2015, estes administraram o suplemento em quest&atilde;o a 10 homens saud&aacute;veis, com idades compreendidas entre os 18 e os 40 anos, sem a presen&ccedil;a de: obesidade (IMC&gt;30 Kg/m<sup>2</sup>), doen&ccedil;a cardiovascular e hipertens&atilde;o (8). Cada sujeito foi convidado a participar em dois ensaios com dois tratamentos, num deles foi administrado placebo constitu&iacute;do por dextrose, e noutro uma dose do suplemento, que mostrou aumentar o gasto energ&eacute;tico em repouso em 159,7&plusmn;89,7 kCal/dia (valor estimado em 3 h de medi&ccedil;&atilde;o) e da press&atilde;o arterial sist&oacute;lica (8).</p>     
<p>De acordo com os estudos acima analisados, a cafe&iacute;na poder&aacute; apresentar um efeito termog&eacute;nico produzindo um aumento do gasto energ&eacute;tico, constituindo esta a raz&atilde;o pela qual os fabricantes de suplementos incluem este ingrediente nos suplementos alimentares cujo objetivo &eacute; a redu&ccedil;&atilde;o de peso. No entanto, teremos sempre de considerar que os suplementos alimentares possuem uma vasta pan&oacute;plia de ingredientes. Conforme se poder&aacute; verificar do estudo comparado inscrito na  <a href ="/img/revistas/apn/n10/n10a05t1.jpg"> Tabela 1 </a>, os suplementos incluem em m&eacute;dia 10 ingredientes diferentes. A quantidade de determinado ingrediente, ou a mistura destes com a cafe&iacute;na pode influenciar o efeito termog&eacute;nico. Os efeitos decorrentes do consumo da mistura de todos estes ingredientes conjuntamente com a cafe&iacute;na s&atilde;o largamente desconhecidos e merecem um estudo quer em termos da efic&aacute;cia quer da seguran&ccedil;a.</p>     
<p>De acordo com um pedido da comiss&atilde;o europeia &agrave; Autoridade Europeia para a Seguran&ccedil;a Alimentar, esta autoridade elaborou uma opini&atilde;o cient&iacute;fica em 2015 sobre a seguran&ccedil;a no consumo de cafe&iacute;na (31). Este relat&oacute;rio concluiu que uma dose &uacute;nica de cafe&iacute;na at&eacute; 200 mg de todas as fontes n&atilde;o d&atilde;o origem a preocupa&ccedil;&otilde;es de seguran&ccedil;a para a popula&ccedil;&atilde;o adulta saud&aacute;vel que n&atilde;o seja consumidora habitual. Esta mesma dose tamb&eacute;m n&atilde;o levanta preocupa&ccedil;&otilde;es quando consumida em menos de duas horas antes de exerc&iacute;cio f&iacute;sico intenso e em condi&ccedil;&otilde;es ambientais normais. Uma dose &uacute;nica de 100 mg pode provocar lat&ecirc;ncia do sono e reduzir a dura&ccedil;&atilde;o do sono especialmente quando &eacute; consumida antes de deitar (31). Contudo, a quantidade necess&aacute;ria de cafe&iacute;na para produzir um efeito adverso varia de pessoa para pessoa dependendo do seu peso e sensibilidade &agrave; cafe&iacute;na (15). Para consumidores habituais, a dose indicada de cafe&iacute;na correspondente a 400 mg/dia n&atilde;o levanta preocupa&ccedil;&otilde;es para a popula&ccedil;&atilde;o adulta saud&aacute;vel. Para esta dose n&atilde;o se encontraram efeitos adversos relacionados com toxicidade aguda, sa&uacute;de &oacute;ssea, doen&ccedil;a cardiovascular, risco de cancro e redu&ccedil;&atilde;o da fertilidade nos homens. No entanto, 33% da popula&ccedil;&atilde;o em estudo excedeu esta dose recomendada (31). Para mulheres gr&aacute;vidas que sejam consumidoras habituais de cafe&iacute;na, n&atilde;o devem exceder os 200 mg/dia, esta dose apresenta seguran&ccedil;a para o feto, e na fase de amamenta&ccedil;&atilde;o tamb&eacute;m n&atilde;o devem exceder os 200 mg/dia (31). Al&eacute;m disso, o consumo de elevadas quantidades de cafe&iacute;na pode ter efeitos adversos na fertilidade. A recomenda&ccedil;&atilde;o para mulheres que est&atilde;o a tentar engravidar &eacute; limitar o consumo a menos de 300 mg/dia (15). Para crian&ccedil;as e adolescentes que n&atilde;o sejam consumidores habituais de cafe&iacute;na ou de produtos que contenham cafe&iacute;na, 3 mg/Kg de peso/dia &eacute; seguro para consumo. Para consumidores habituais, a recomenda&ccedil;&atilde;o &eacute; n&atilde;o exceder os 5,7 mg/Kg de peso/dia, no entanto, 5 a 10% dos adolescentes e 6 a 13% das crian&ccedil;as excedem esta dose m&aacute;xima recomendada (31). A cafe&iacute;na afeta as crian&ccedil;as da mesma forma que afeta os adultos, pode perturbar os seus padr&otilde;es de sono e, assim, prejudicar o seu desenvolvimento normal. Al&eacute;m disso, a cafe&iacute;na, muitas vezes &eacute; ingerida em bebidas com a&ccedil;&uacute;car que podem contribuir para o aumento de ganho de peso e c&aacute;ries dent&aacute;rias. Reportou-se que crian&ccedil;as e adolescentes com elevados consumos di&aacute;rios de cafe&iacute;na (pelo menos 1,5 L de bebidas de cola por dia (192,88 mg de cafe&iacute;na diariamente), podem sofrer de dores de cabe&ccedil;a induzidas pela cafe&iacute;na, no entanto a retirada gradual levou &agrave; completa cessa&ccedil;&atilde;o das dores de cabe&ccedil;a. Uma vez que os consumidores de suplementos podem ser adolescentes, encontra-se aqui mais um fator de risco (15).</p>     <p>O mercado das bebidas energ&eacute;ticas tem aumentado exponencialmente nos &uacute;ltimos anos devido aos seus benef&iacute;cios em aumentar a aten&ccedil;&atilde;o, for&ccedil;a e performance, e perda de peso (32). Este tipo de bebida pode conter cafe&iacute;na que pode ir da modesta quantidade de 50 mg para a quantidade alarmante de 505 mg por garrafa. A regula&ccedil;&atilde;o deste tipo de bebidas varia consoante o pa&iacute;s, no caso da Uni&atilde;o Europeia, &eacute; obrigat&oacute;rio que estas bebidas contenham presente no seu r&oacute;tulo a mensagem &ldquo;elevado teor em cafe&iacute;na&rdquo; (32).</p>     <p>A cafe&iacute;na tem um longo historial de seguran&ccedil;a, e no geral, os riscos de vida devido a sobredose de cafe&iacute;na envolvem a ingest&atilde;o de medicamentos contendo cafe&iacute;na, e n&atilde;o alimentos como caf&eacute;, ch&aacute; ou bebidas. Um efeito agudo relacionado com a ingest&atilde;o de cafe&iacute;na na popula&ccedil;&atilde;o em geral &eacute; um aumento da press&atilde;o arterial. Em particular, os indiv&iacute;duos hipertensos s&atilde;o mais sens&iacute;veis &agrave; cafe&iacute;na e mostram respostas progressivamente mais longas na press&atilde;o arterial com aumento do risco de hipertens&atilde;o, mesmo sob medica&ccedil;&atilde;o. Portanto, o consumo de bebidas ou suplementos com cafe&iacute;na nestes indiv&iacute;duos deve ser feita com precau&ccedil;&atilde;o. Indiv&iacute;duos que n&atilde;o consumam cafe&iacute;na diariamente est&atilde;o num maior risco de sofrer efeitos fisiol&oacute;gicos negativos do que os consumidores habituais (15).</p>     <p>A Ag&ecirc;ncia Mundial Antidoping indicou na lista de subst&acirc;ncias proibidas de 2016 (&ldquo;<i>The Prohibited List</i>&rdquo;) em que a cafe&iacute;na n&atilde;o &eacute; considerada uma subst&acirc;ncia proibida, no entanto encontra-se colocada na lista de subst&acirc;ncias em monitoriza&ccedil;&atilde;o de forma a detetar padr&otilde;es de uso abusivo no desporto (33). A cafe&iacute;na &eacute; uma subst&acirc;ncia bastante consumida pelos atletas, em parte pela sua capacidade em diminuir a perce&ccedil;&atilde;o de esfor&ccedil;o, contudo, isto pode ser considerado como um efeito adverso na medida em que a perce&ccedil;&atilde;o de fadiga &eacute; um mecanismo fisiol&oacute;gico que se desenvolve espontaneamente e estender esta dura&ccedil;&atilde;o pode comprometer o sistema cardiovascular (31).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Existem estudos que demonstram a seguran&ccedil;a dos suplementos alimentares com doses di&aacute;rias recomendadas de cafe&iacute;na inferiores a 400 mg. Num estudo realizado por Wells e colaboradores 40 participantes foram convidados a participar num ensaio que consistia na administra&ccedil;&atilde;o de um suplemento que continha diversos ingredientes, incluindo cafe&iacute;na (200 mg/dia) (20). Os resultados deste estudo indicam que a ingest&atilde;o di&aacute;ria do suplemento em quest&atilde;o n&atilde;o afetou significativamente os l&iacute;pidos no sangue, nem o perfil metab&oacute;lico do sangue. Tamb&eacute;m n&atilde;o se observou mudan&ccedil;as nos par&acirc;metros cardiovasculares, sugerindo que o consumo prolongado do suplemento em quest&atilde;o &eacute; aparentemente seguro para adultos saud&aacute;veis (20). Contrariamente a este estudo, Campbell e colaboradores relataram que 150 mg de cafe&iacute;na presente num suplemento termog&eacute;nico elevou a press&atilde;o arterial, e por este facto as pessoas hipertensas devem tomar com precau&ccedil;&atilde;o suplementos contendo cafe&iacute;na (26). Um outro estudo levado a cabo por Vogel e colaboradores avaliou a seguran&ccedil;a de um suplemento contendo cafe&iacute;na, extrato de ch&aacute; verde e capsaicina durante um per&iacute;odo de 28 dias em 23 indiv&iacute;duos saud&aacute;veis (14). Os participantes foram instru&iacute;dos a consumir uma dose duas vezes ao dia, sendo que a quantidade de cafe&iacute;na por dose correspondeu a 150 mg (300 mg/dia). Uma dose antes do pequeno-almo&ccedil;o, e outra dose antes do almo&ccedil;o. Os resultados deste estudo suportam a hip&oacute;tese que a suplementa&ccedil;&atilde;o di&aacute;ria n&atilde;o aparenta causar anormalidades na sa&uacute;de das pessoas que o tomaram. Neste estudo foi analisada a press&atilde;o diast&oacute;lica, creatinina, taxa de filtra&ccedil;&atilde;o glomerular, cloreto, di&oacute;xido de carbono, globulina, albumina e HDL. Estes valores permaneceram id&ecirc;nticos nas medi&ccedil;&otilde;es antes e ap&oacute;s os 28 dias de suplementa&ccedil;&atilde;o (14).</p>     <p>A toxicidade da cafe&iacute;na &eacute; definida por sintomas espec&iacute;ficos que incluem nervosismo, ansiedade, inquieta&ccedil;&atilde;o, ins&oacute;nias, complica&ccedil;&otilde;es gastrointestinais, tremores, taquicardia, agita&ccedil;&atilde;o psicomotora e em casos raros at&eacute; mesmo morte (32). O consumo repetido de cafe&iacute;na geralmente conduz ao desenvolvimento de depend&ecirc;ncia f&iacute;sica e toler&acirc;ncia. Durante o per&iacute;odo de abstin&ecirc;ncia os sintomas mais comuns s&atilde;o dor de cabe&ccedil;a, cansa&ccedil;o, fadiga, sonol&ecirc;ncia, altera&ccedil;&otilde;es de humor, dificuldade de concentra&ccedil;&atilde;o, diminui&ccedil;&atilde;o da cogni&ccedil;&atilde;o, depress&atilde;o, irritabilidade, n&aacute;useas, v&oacute;mitos e dores musculares. Estes sintomas podem ser severos em alguns indiv&iacute;duos. Os casos de toxicidade da cafe&iacute;na proveniente das bebidas energ&eacute;ticas t&ecirc;m vindo a aumentar, principalmente nos adolescentes (32). A toler&acirc;ncia &agrave; cafe&iacute;na pode-se desenvolver em quatro dias com um consumo de 150 mg/dia (11). Os suplementos alimentares s&atilde;o muitas vezes compostos por um conjunto de subst&acirc;ncias, que por vezes n&atilde;o s&atilde;o reveladas as suas quantidades, nem s&atilde;o regulados por entidades competentes. Como consequ&ecirc;ncia, a administra&ccedil;&atilde;o consecutiva destes suplementos pode gerar efeitos adversos a curto e longo prazo. Uma das preocupa&ccedil;&otilde;es do consumo prolongado destes suplementos s&atilde;o os par&acirc;metros cardiovasculares e as fun&ccedil;&otilde;es hep&aacute;ticas e renais (20).</p>     <p>No presente estudo verificou-se que existem v&aacute;rios suplementos termog&eacute;nicos que recomendam doses di&aacute;rias de cafe&iacute;na que excedem largamente os 400 mg/dia. De acordo com os suplementos estudados presentes na <a href ="/img/revistas/apn/n10/n10a05t1.jpg"> Tabela 1</a>, existem 10 suplementos que recomendam doses de cafe&iacute;na superiores a 400 mg/total di&aacute;rio, nomeadamente o suplemento n.&ordm; 2, 4, 5, 6, 15, 16, 26, 41, 42 e 43. Contudo, para consumidores n&atilde;o habituais torna-se mais preocupante o consumo de cafe&iacute;na, uma vez que o limite corresponde a &le;200 mg/dia e nesta situa&ccedil;&atilde;o a maioria dos suplementos excede a dose m&aacute;xima recomendada, de acordo com a  <a href ="/img/revistas/apn/n10/n10a05t1.jpg"> Tabela 1 </a> existem 25 suplementos que excedem os 200 mg/total di&aacute;rio de cafe&iacute;na, nomeadamente o suplemento n.&ordm; 2, 3, 4, 5, 6, 7, 10, 11, 15, 16, 17, 19, 24, 25, 26, 31, 33, 36, 37, 38, 39, 40, 41, 42 e o 43. Uma considera&ccedil;&atilde;o importante a reter da  <a href ="/img/revistas/apn/n10/n10a05t1.jpg"> Tabela 1 </a> &eacute; que existem outros ingredientes em que a cafe&iacute;na tamb&eacute;m est&aacute; presente, por&eacute;m em quantidades significativamente inferiores como &eacute; o caso do extrato de caf&eacute; verde (Coffea canephora robusta), extrato de ch&aacute; verde (Camellia sinensis), cetonas de framboesa, erva-mate (Ilex paraguariensis), extrato de guaran&aacute;, entre outros. Por este facto, o teor em cafe&iacute;na presente num suplemento n&atilde;o se cinge apenas &agrave; cafe&iacute;na anidra podendo tamb&eacute;m estar presente noutros ingredientes, contribuindo estes para um aumento real no consumo de cafe&iacute;na. Existem poucos estudos que avaliam a seguran&ccedil;a destes suplementos, e os que o fazem testam esta hip&oacute;tese com doses de cafe&iacute;na baixas, e, por isso, n&atilde;o se podem obter conclus&otilde;es para doses mais elevadas. Nos suplementos com doses de cafe&iacute;na superiores a 400 mg/dia &eacute; espect&aacute;vel que ocorram efeitos adversos, entre os quais nervosismo, ansiedade, inquieta&ccedil;&atilde;o, ins&oacute;nias, complica&ccedil;&otilde;es gastrointestinais, tremores, taquicardia, agita&ccedil;&atilde;o psicomotora. Se o produtor/respons&aacute;vel pela comercializa&ccedil;&atilde;o n&atilde;o alertar o consumidor para o elevado teor em cafe&iacute;na que o suplemento cont&eacute;m, &eacute; poss&iacute;vel que o consumidor al&eacute;m de tomar o suplemento em quest&atilde;o ainda consuma caf&eacute;, bebidas energ&eacute;ticas, ou at&eacute; mesmo ch&aacute;, que cont&eacute;m cafe&iacute;na, por vezes, tamb&eacute;m em doses elevadas, e assim aumenta-se a dose di&aacute;ria de cafe&iacute;na ingerida e a probabilidade de ocorrerem efeitos t&oacute;xicos.</p>     
<p>Al&eacute;m da cafe&iacute;na, outros ingredientes dos suplementos, considerados na literatura como termog&eacute;nicos, merecem alguma aten&ccedil;&atilde;o. O ch&aacute; verde, a sinefrina e o cr&oacute;mio aparecem em muitos dos suplementos analisados neste trabalho. O consumo de extrato de ch&aacute; verde tem o potencial de aumentar a oxida&ccedil;&atilde;o de gordura, no entanto a literatura &eacute; ainda inconclusiva no que diz respeito ao protocolo de efic&aacute;cia da suplementa&ccedil;&atilde;o, a dosagem &oacute;tima de catequinas e a inclus&atilde;o/exclus&atilde;o de cafe&iacute;na (12). A sinefrina &eacute; obtida dos frutos imaturos da esp&eacute;cie Citrus aurantium (laranja amarga), e atua como um agente simpaticomim&eacute;tico (1). Lamentavelmente, nem todos os suplementos referem qual a quantidade de sinefrina inclu&iacute;da no extrato de laranja amarga adicionado ao suplemento. Dado o potencial cardiot&oacute;xico deste composto popula&ccedil;&otilde;es com risco cardiovascular devem ter especial cuidado na utiliza&ccedil;&atilde;o destes suplementos. O cr&oacute;mio trivalente (Cr<sup>3+</sup>) &eacute; reconhecido como sendo um nutriente essencial e est&aacute; presente na maioria dos suplementos diet&eacute;ticos. A suplementa&ccedil;&atilde;o com Cr<sup>3+</sup> promove o metabolismo da glucose (34) e desempenha um papel importante no metabolismo dos hidratos de carbono e dos l&iacute;pidos (9). Dos suplementos que est&atilde;o presentes na tabela a grande maioria excede a dose di&aacute;ria recomendada em cr&oacute;mio.</p>     <p>Outro facto importante que se constatou com a realiza&ccedil;&atilde;o deste trabalho foi que muitos dos suplementos n&atilde;o continham as quantidades dos ingredientes presentes no r&oacute;tulo, nem o valor di&aacute;rio recomendado, por este facto n&atilde;o est&atilde;o presentes na <a href ="/img/revistas/apn/n10/n10a05t1.jpg"> Tabela 1</a>, e por isso foram exclu&iacute;dos da an&aacute;lise do trabalho. Isto &eacute; preocupante na medida em que as pessoas est&atilde;o a ingerir determinado suplemento sem saberem realmente o que ele cont&eacute;m. A falta de regulamenta&ccedil;&atilde;o que acontece no mercado dos suplementos contribui para este facto. Outra importante quest&atilde;o que este estudo comprova &eacute; que a maioria dos suplementos alimentares termog&eacute;nicos s&atilde;o uma combina&ccedil;&atilde;o de subst&acirc;ncias, que por vezes est&atilde;o presentes em quantidades superiores &agrave;s recomendadas, como &eacute; o caso do cr&oacute;mio e de algumas vitaminas, e se o suplemento for usado cronicamente &eacute; poss&iacute;vel que surjam complica&ccedil;&otilde;es a longo prazo derivadas ao seu consumo.</p>     
<p></p>     <p><b>CONCLUS&Otilde;ES</b></p>     <p>Os suplementos termog&eacute;nicos s&atilde;o geralmente consumidos por pessoas que querem perder peso de forma simples e r&aacute;pida, no entanto, quando se recomendam estes suplementos deve-se dar a conhecer tamb&eacute;m os riscos associados ao consumo. Com a realiza&ccedil;&atilde;o deste trabalho encontrou-se que dentro dos suplementos termog&eacute;nicos com cafe&iacute;na estudados o suplemento que continha menor quantidade di&aacute;ria recomendada de cafe&iacute;na correspondeu a 64 mg no suplemento 35 e o valor m&aacute;ximo a 846 mg, no suplemento 42. Para consumidores habituais de cafe&iacute;na pensa-se que a dose di&aacute;ria n&atilde;o deva exceder os 400 mg, por&eacute;m neste estudo verificou-se que 10 suplementos recomendam tomas que excedem este valor, para consumidores n&atilde;o habituais de cafe&iacute;na a dose m&aacute;xima recomendada &eacute; de 200 mg/dia e constatou-se que 25 dos 43 suplementos recomendam tomas que excedem esta quantidade. Existem alguns estudos em humanos que demonstram a capacidade termog&eacute;nica da cafe&iacute;na. Contudo existem poucos estudos que avaliem a seguran&ccedil;a dos suplementos alimentares termog&eacute;nicos que cont&eacute;m cafe&iacute;na, e os que existem testam esta hip&oacute;tese em baixas doses de cafe&iacute;na, havendo uma larga falta de estudos sobre os efeitos na sa&uacute;de dos consumidores a curto e largo prazo decorrentes do consumo destes suplementos. A falta de regulamenta&ccedil;&atilde;o no mercado dos suplementos contribui para este facto. Os consumidores desta subst&acirc;ncia devem estar alertados dos riscos para a sa&uacute;de associados ao consumo da cafe&iacute;na, em particular problemas cardiovasculares, depend&ecirc;ncia f&iacute;sica, e a perda de sensibilidade aos efeitos da cafe&iacute;na. Uma alimenta&ccedil;&atilde;o saud&aacute;vel em conjunto com a pr&aacute;tica de atividade f&iacute;sica continua a ser a melhor estrat&eacute;gia para a perda de peso.</p>     <p></p>     <p><b>AGRADECIMENTOS</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Trabalho financiado por Fundos Nacionais atrav&eacute;s da FCT &ndash; Funda&ccedil;&atilde;o para a Ci&ecirc;ncia e a Tecnologia no &acirc;mbito do projeto UID/Multi/04546/2013.</p>     <p></p>     <p><b>REFER&Ecirc;NCIAS BIBLIOGR&Aacute;FICAS</b></p> <ol>     <li>Rossato LG, Costa VM, Limberger RP, Bastos ML, Remi&atilde;o F. Synephrine: from trace concentrations to massive consumption in weight-loss. Food Chem Toxicol. 2011;49:8-16.</li>     </ol> <ol start="2">     <li>Brydon L. Adiposity, leptin and stress reactivity in humans. Biol Psychol. 2011;86:114-20.</li>     </ol> <ol start="3">     <li>Baladia E, Basulto J, Manera M, Mart&iacute;nez R, Calbet D. Efecto del consumo de t&eacute; verde o extractos de t&eacute; verde en el peso y en la composici&oacute;n corporal: revisi&oacute;n sistem&aacute;tica y metaan&aacute;lisis. Nutr Hosp. 2014;29:479-90.</li>     </ol> <ol start="4">     <li>Ormsbee MJ, Rawal SR, Baur DA, Kinsey AW, Elam ML, Spicer MT, et al. The effects of a multi-ingredient dietary supplement on body composition, adipokines, blood lipids, and metabolic health in overweight and obese men and women: a randomized controlled trial. J Int Soc Sports Nutr. 2014;11:37.</li>     ]]></body>
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<body><![CDATA[</ol>     <p></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>  <b><a href="#topc0">Endere&#231;o para correspond&#234;ncia</a><a name="c0"></a></b>     <p>     <p>M&aacute;rcia Daniela M Lopes</p>     <p>Loteamento Casal de Era,</p>     <p>4775-442 Nine, Famalic&atilde;o, Portugal</p>     <p><a href="mailto:danielalopes.nutricionista@outlook.pt">danielalopes.nutricionista@outlook.pt</a></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
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