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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Suporte Nutricional na Doença de Crohn]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Inflammatory bowel diseases include Crohn’s disease, which manifests mostly in the ileum and colon, but can also cause changes in any region of the gastrointestinal tract. People with this type of disease have a higher risk of nutritional deficiencies due to a number of reasons related to the disease and the treatment itself. Thus, the primary purpose of feeding is to restore and maintain the nutritional status of the individual by using foods, dietary supplements, and enteral and parenteral nutrition. Oral nutrition and other nutritional support means may be changed during the characteristic phases of Crohn’s Disease. This study aims to review the most recent evidence related to Crohn’s disease and to elaborate a summarised reflection on these. Through this reflection, it was concluded that food education is fundamental to warn patients regarding the variety of foods they are able to consume, if they tolerate them, in order to avoid the extremely restricted diets indicated in the past, which contributed to a greater frustration of patients and consequently lower quality of life. Enteral nutrition is the first-line treatment for the induction of remission of the disease in the active phase in children, and it also has benefits in the remission of the disease in adults. In turn, parenteral nutrition is only recommended when Enteral Nutrition is contraindicated.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>ARTIGO DE REVIS&#195;O</b></p>     <p>     <p><b>Suporte Nutricional na Doen&ccedil;a de&nbsp;<i>Crohn</i></b></p>     <p></p>     <p><b>Nutrition Support in Crohn&rsquo;s Disease</b></p>     <p><b>Carina Oliveira<sup>1</sup>; Catarina Antunes<sup>1</sup>; Catarina Santos<sup>1</sup>; Ana Marques<sup>1</sup>; M&oacute;nica Sousa<sup>1*</sup></b></p>     <p></p>     <p><sup>1</sup>Escola Superior de&nbsp;Sa&uacute;de de Leiria,</p>     <p>Campus 2 &ndash; Morro do Lena &ndash; Alto do Vieiro, Apartado 4163,</p>     <p>2411-901 Leiria, Portugal</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p></p> <a href="#c0">Endere&#231;o para correspond&#234;ncia</a><a name="topc0"></a></b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b     <p>RESUMO</p></b>     <p>As doen&ccedil;as inflamat&oacute;rias intestinais incluem a doen&ccedil;a de&nbsp;<i>Crohn</i>, que se manifesta maioritariamente ao n&iacute;vel do &iacute;leo e do c&oacute;lon, mas tamb&eacute;m pode provocar altera&ccedil;&otilde;es em qualquer regi&atilde;o do trato gastrointestinal. Pessoas com este tipo de patologias possuem maior risco de car&ecirc;ncias nutricionais devido a v&aacute;rias raz&otilde;es relacionadas com a doen&ccedil;a e com o pr&oacute;prio tratamento. Assim, o objetivo prim&aacute;rio da alimenta&ccedil;&atilde;o &eacute; restaurar e manter o estado nutricional do indiv&iacute;duo. Para tal utilizam-se alimentos, suplementos alimentares, e a nutri&ccedil;&atilde;o ent&eacute;rica e parent&eacute;rica. A dieta oral e os outros meios de suporte nutricional podem ser alterados durante as fases caracter&iacute;sticas da Doen&ccedil;a de&nbsp;<i>Crohn</i>.</p>     <p>O presente trabalho tem como objetivo rever as evid&ecirc;ncias mais recentes acerca do suporte nutricional na doen&ccedil;a de&nbsp;<i>Crohn</i>&nbsp;e elaborar uma pequena reflex&atilde;o sobre estas. Atrav&eacute;s desta reflex&atilde;o, concluiu-se que a educa&ccedil;&atilde;o alimentar &eacute; fundamental para alertar os doentes em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; variedade de alimentos que disp&otilde;em e que podem consumir, caso os tolerem, de forma a evitar as dietas extremamente restritas indicadas no passado, que contribu&iacute;am para maior frustra&ccedil;&atilde;o dos doentes e consequentemente menor qualidade de vida. A nutri&ccedil;&atilde;o ent&eacute;rica &eacute; o tratamento de primeira linha para a indu&ccedil;&atilde;o da remiss&atilde;o da doen&ccedil;a em fase ativa em crian&ccedil;as, sendo que tamb&eacute;m apresenta benef&iacute;cios na remiss&atilde;o da doen&ccedil;a em adultos. Por sua vez, a nutri&ccedil;&atilde;o parent&eacute;rica apenas &eacute; recomendada quando a nutri&ccedil;&atilde;o ent&eacute;rica &eacute; contraindicada.</p>     <p><b>Palavras-Chave</b></p>     <p>Doen&ccedil;as gastrointestinais, Doen&ccedil;as inflamat&oacute;rias intestinais, Nutri&ccedil;&atilde;o artificial, Nutri&ccedil;&atilde;o ent&eacute;rica, Nutri&ccedil;&atilde;o parent&eacute;rica, Suporte nutricional</p>     <p>&nbsp;</p>  <hr>     <p>&nbsp;</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>Inflammatory bowel diseases include <i>Crohn</i>&rsquo;s disease, which manifests mostly in the ileum and colon, but can also cause changes in any region of the gastrointestinal tract. People with this type of disease have a higher risk of nutritional deficiencies due to a number of reasons related to the disease and the treatment itself. Thus, the primary purpose of feeding is to restore and maintain the nutritional status of the individual by using foods, dietary supplements, and enteral and parenteral nutrition. Oral nutrition and other nutritional support means may be changed during the characteristic phases of Crohn&rsquo;s Disease.</p>     <p>This study aims to review the most recent evidence related to <i>Crohn</i>&rsquo;s disease and to elaborate a summarised reflection on these. Through this reflection, it was concluded that food education is fundamental to warn patients regarding the variety of foods they are able to consume, if they tolerate them, in order to avoid the extremely restricted diets indicated in the past, which contributed to a greater frustration of patients and consequently lower quality of life. Enteral nutrition is the first-line treatment for the induction of remission of the disease in the active phase in children, and it also has benefits in the remission of the disease in adults. In turn, parenteral nutrition is only recommended when Enteral Nutrition is contraindicated.</p>     <p></p>     <p><b>Keywords</b></p>     <p>Gastrointestinal disorders, Inflammatory bowel diseases, Artificial nutrition, Enteral nutrition, Parenteral nutrition, Nutrition support</p>     <p>&nbsp;</p>  <hr>     <p>&nbsp;</p>      <p><b>INTRODU&Ccedil;&Atilde;O</b></p>     <p>As doen&ccedil;as inflamat&oacute;rias intestinais (DII) s&atilde;o consideradas doen&ccedil;as cr&oacute;nicas que afetam o trato gastrointestinal, sendo a doen&ccedil;a de&nbsp;<i>Crohn</i>&nbsp;(DC) e a colite ulcerativa as principais formas (1, 2). A DC &eacute; uma DII severa, que se manifesta maioritariamente no &iacute;leo e c&oacute;lon, podendo provocar altera&ccedil;&otilde;es em qualquer regi&atilde;o do trato gastrointestinal (3). Cerca de 20 a 85% dos doentes com esta patologia est&atilde;o desnutridos, sendo a m&aacute; ingest&atilde;o oral, a malabsor&ccedil;&atilde;o, o hipercatabolismo e os efeitos colaterais da terap&ecirc;utica farmacol&oacute;gica os fatores que comprometem o aporte nutricional adequado. Para al&eacute;m do d&eacute;fice proteico-energ&eacute;tico tamb&eacute;m podem ocorrer defici&ecirc;ncias em micronutrientes e oligoelementos (4).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A dieta oral e os restantes tipos de suporte nutricional podem ser alternados durante os per&iacute;odos de remiss&atilde;o e exacerba&ccedil;&atilde;o da patologia (5). Quando as necessidades n&atilde;o s&atilde;o atingidas por via oral, &eacute; necess&aacute;rio recorrer-se ao suporte nutricional atrav&eacute;s da nutri&ccedil;&atilde;o ent&eacute;rica (NE) e em situa&ccedil;&otilde;es extremas, quando as vias de administra&ccedil;&atilde;o anteriores n&atilde;o s&atilde;o eficazes, pela nutri&ccedil;&atilde;o parent&eacute;rica (NP) (6, 7). Assim, este artigo surge com o intuito de rever as evid&ecirc;ncias mais recentes relacionadas com a DC.</p>     <p><b>Doen&ccedil;a de&nbsp;Crohn</b></p>     <p>As DII s&atilde;o estados cr&oacute;nicos que causam a inflama&ccedil;&atilde;o do revestimento e da parede do intestino, onde se incluem a colite ulcerativa e a DC (1, 2), ocorrendo com maior frequ&ecirc;ncia em indiv&iacute;duos entre os 15 e os 30 anos de idade, e de igual preval&ecirc;ncia em ambos os g&eacute;neros (5). A DC &eacute; uma patologia de origem idiop&aacute;tica caracterizada pela inflama&ccedil;&atilde;o recorrente do trato gastrointestinal (TGI), que pode ser afetado em toda a sua extens&atilde;o, desde a boca at&eacute; ao &acirc;nus, sendo o &iacute;leo e o c&oacute;lon as por&ccedil;&otilde;es mais afetadas. Nesta patologia, todas as camadas da mucosa s&atilde;o atingidas, existindo les&otilde;es desde a camada mucosa &agrave; serosa, no entanto, as les&otilde;es n&atilde;o ocorrem de forma cont&iacute;nua ao longo do TGI, estando as &aacute;reas lesadas separadas por uma regi&atilde;o sem inflama&ccedil;&atilde;o (1, 8, 9).</p>     <p>A etiologia da DC n&atilde;o &eacute; totalmente entendida, mas compreende-se que fatores imunol&oacute;gicos, microbiol&oacute;gicos, gen&eacute;ticos e ambientais est&atilde;o implicados na sua express&atilde;o. Evid&ecirc;ncias atuais afirmam que indiv&iacute;duos geneticamente suscet&iacute;veis t&ecirc;m uma desregula&ccedil;&atilde;o imunol&oacute;gica a um determinado fator ambiental, o que desencadeia uma resposta da microbiota intestinal e consequentemente a patologia (8&ndash;11).</p>     <p>Os sintomas desta patologia variam consoante a localiza&ccedil;&atilde;o da inflama&ccedil;&atilde;o e a exist&ecirc;ncia de estenoses e f&iacute;stulas, podendo diversificar-se consoante a regi&atilde;o lesada (8). Assim, caracter&iacute;sticas cl&iacute;nicas como diarreia, febre, dor abdominal, anorexia, perda de peso, desnutri&ccedil;&atilde;o, anemia, intoler&acirc;ncias alimentares e atraso no crescimento est&atilde;o presentes na maioria dos casos (12). Por sua vez, as manifesta&ccedil;&otilde;es extraintestinais surgem frequentemente na pele, articula&ccedil;&otilde;es, olhos e f&iacute;gado, havendo tamb&eacute;m maior risco de desenvolver doen&ccedil;a tromboemb&oacute;lica venosa, c&aacute;lculos biliares, c&aacute;lculos renais e osteoporose (8, 11).</p>     <p>Tipicamente, os doentes com DC sofrem um per&iacute;odo de inflama&ccedil;&atilde;o intestinal cr&oacute;nica, a fase aguda, seguida de um per&iacute;odo de recidiva-remiss&atilde;o, a fase de remiss&atilde;o (10). A fase aguda &eacute; caracterizada pela subnutri&ccedil;&atilde;o com perda de peso, defici&ecirc;ncia proteico-energ&eacute;tica, assim como defici&ecirc;ncias espec&iacute;ficas em vitaminas, minerais e oligoelementos, e provoca altera&ccedil;&otilde;es n&atilde;o espec&iacute;ficas no metabolismo do substrato semelhantes &agrave;s observadas em situa&ccedil;&otilde;es de fome e/ou inflama&ccedil;&atilde;o. Por sua vez, indiv&iacute;duos em fase de remiss&atilde;o apresentam um estado nutricional aparentemente normal, associado a uma aus&ecirc;ncia de sintomas inflamat&oacute;rios e &agrave; cicatriza&ccedil;&atilde;o da mucosa (13). A redu&ccedil;&atilde;o da ingest&atilde;o alimentar provocada pelos sintomas gastrointestinais, m&aacute; absor&ccedil;&atilde;o e pelo tratamento farmacol&oacute;gico pode afetar o estado nutricional, nomeadamente com as altera&ccedil;&otilde;es caracter&iacute;sticas da fase aguda (2).</p>     <p>Os biomarcadores s&eacute;ricos utilizados na DC s&atilde;o reagentes de fase aguda ou marcadores de inflama&ccedil;&atilde;o ativa ou desnutri&ccedil;&atilde;o, como as prote&iacute;nas s&eacute;ricas e eletr&oacute;litos, ferro, ferritina, capacidade total de liga&ccedil;&atilde;o de ferro, vitamina B12 e vitamina D. Por outro lado, a lactoferrina e a calprotectina fecal, s&atilde;o prote&iacute;nas que funcionam como marcadores espec&iacute;ficos da inflama&ccedil;&atilde;o intestinal. Neste sentido, durante a evolu&ccedil;&atilde;o da doen&ccedil;a, &eacute; fundamental fazer an&aacute;lises peri&oacute;dicas a estes biomarcadores, de forma a realizar o seguimento da atividade da doen&ccedil;a, evitando o recurso a m&eacute;todos invasivos (14).</p>     <p>As indica&ccedil;&otilde;es que existem, tanto para a interven&ccedil;&atilde;o farmacol&oacute;gica como para a cir&uacute;rgica, t&ecirc;m em considera&ccedil;&atilde;o a localiza&ccedil;&atilde;o das les&otilde;es, a intensidade da apresenta&ccedil;&atilde;o, a resposta &agrave; terapia medicamentosa antecedente e o diagn&oacute;stico de complica&ccedil;&otilde;es (15). Estas incluem terapia farmacol&oacute;gica, nutricional e cir&uacute;rgica, tendo como principal objetivo a indu&ccedil;&atilde;o e manuten&ccedil;&atilde;o da remiss&atilde;o, corre&ccedil;&atilde;o de defici&ecirc;ncias nutricionais e preven&ccedil;&atilde;o de complica&ccedil;&otilde;es (9, 11). Como tal, o tratamento farmacol&oacute;gico padr&atilde;o consiste na utiliza&ccedil;&atilde;o de corticosteroides e agentes anti-inflamat&oacute;rios. A terap&ecirc;utica de primeira linha definida para adultos rec&eacute;m-diagnosticados &eacute; a corticoterapia. Por&eacute;m, esta terapia possui diversos efeitos adversos, alguns deles a longo-prazo devido &agrave; utiliza&ccedil;&atilde;o repetida ou cont&iacute;nua de corticosteroides, nomeadamente resist&ecirc;ncia ou depend&ecirc;ncia a estes (11). Para combater esta realidade existem novas terap&ecirc;uticas que incluem imunossupressores, antibi&oacute;ticos ou modificadores da resposta biol&oacute;gica (1, 10).</p>     <p>Quando o tratamento cl&iacute;nico e diet&eacute;tico n&atilde;o &eacute; suficiente, poder&aacute; ser necess&aacute;rio tratamento cir&uacute;rgico. As resse&ccedil;&otilde;es resultantes da cirurgia podem levar a m&aacute; absor&ccedil;&atilde;o de l&iacute;quidos e nutrientes e, em casos mais graves, &agrave; s&iacute;ndrome de intestino curto devido &agrave;s resse&ccedil;&otilde;es extensas e m&uacute;ltiplas (1, 5).</p>     <p><b>Terapia nutricional na Doen&ccedil;a de&nbsp;<i>Crohn</i></b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A garantia de uma boa nutri&ccedil;&atilde;o &eacute; um fator importante na gest&atilde;o da DC, sendo o objetivo da interven&ccedil;&atilde;o e tratamento nutricional a manuten&ccedil;&atilde;o da remiss&atilde;o e melhoria do estado nutricional (5), uma vez que estes doentes est&atilde;o em risco de desenvolver desnutri&ccedil;&atilde;o global e defici&ecirc;ncias de nutrientes espec&iacute;ficos, o que dificulta os tratamentos e o combate &agrave; infe&ccedil;&atilde;o (16).</p>     <p>Com frequ&ecirc;ncia surgem defici&ecirc;ncias nutricionais decorrentes da DC, particularmente quando existe um comprometimento extenso do intestino delgado. A preval&ecirc;ncia de desnutri&ccedil;&atilde;o proteico-energ&eacute;tica est&aacute; associada a uma ingest&atilde;o diminuta de nutrientes (devido a anorexia, n&aacute;useas, v&oacute;mitos, dor, desconforto intestinal e uso concomitante de farmacoterapia), m&aacute; absor&ccedil;&atilde;o dos mesmos, hipermetabolismo e perdas proteicas a n&iacute;vel intestinal aumentadas, levando a imunodepress&atilde;o e consequentemente maior probabilidade de ocorr&ecirc;ncia de complica&ccedil;&otilde;es infeciosas, atraso no crescimento, osteop&eacute;nia, m&aacute; cicatriza&ccedil;&atilde;o, maior risco cir&uacute;rgico, redu&ccedil;&atilde;o do trofismo da mucosa intestinal, entre outras complica&ccedil;&otilde;es (5, 7).</p>     <p>As pessoas com DC n&atilde;o t&ecirc;m de se submeter a uma dieta espec&iacute;fica, nem existem fatores diet&eacute;ticos conhecidos que agravem ou causem um aumento da atividade da doen&ccedil;a. Por sua vez, a dieta recomendada consiste numa dieta equilibrada focada no aporte energ&eacute;tico, proteico, de vitaminas, minerais, e fluidos adequado (16, 17). Assim, n&atilde;o existem alimentos espec&iacute;ficos a evitar por todos os doentes, mas alguns indiv&iacute;duos podem ter intoler&acirc;ncias alimentares ou desconforto com determinados alimentos, sendo que nesses casos esses alimentos devem ser evitados (16). Alguns alimentos ligados &agrave; exacerba&ccedil;&atilde;o de sintomas incluem a lactose, sacarose, gl&uacute;ten, poli&oacute;is (como o sorbitol e manitol), baixa ingest&atilde;o de fruta e vegetais, baixa ingest&atilde;o de fibras, ingest&atilde;o de carne vermelha, consumo de &aacute;lcool, r&aacute;cio &oacute;mega 6/&oacute;mega 3 desapropriado e ingest&atilde;o de vitamina D insuficiente (18). Desta forma, a terapia nutricional na fase de remiss&atilde;o passa por remover alimentos ou ingredientes que possam provocar sintomatologia, ou aos quais o paciente seja intolerante, sendo importante substituir estes por outros alimentos que providenciem os mesmos nutrientes. Na fase aguda, dever&atilde;o ser adotadas estrat&eacute;gias que revertam a sintomatologia, nomeadamente a evic&ccedil;&atilde;o de cafe&iacute;na, de bebidas alco&oacute;licas e de fibra insol&uacute;vel, optando por fibra sol&uacute;vel, e a suplementa&ccedil;&atilde;o com lactase ou a ingest&atilde;o de produtos sem lactose (5, 17).</p>     <p><b>Energia e macronutrientes</b></p>     <p>As necessidades energ&eacute;ticas e proteicas dependem da gravidade e fase da doen&ccedil;a (6). As necessidades energ&eacute;ticas nestes doentes n&atilde;o est&atilde;o necessariamente aumentadas, a menos que seja necess&aacute;rio um aumento ponderal. A recomenda&ccedil;&atilde;o energ&eacute;tica indica um aporte de 25-30 kCal/Kg de peso ideal/dia e alguns estudos mostram que um aporte energ&eacute;tico de 30-45 kCal/Kg de nutri&ccedil;&atilde;o ent&eacute;rica est&aacute; associado a uma taxa de remiss&atilde;o superior (13). J&aacute; as necessidades proteicas podem estar aumentadas, uma vez que a inflama&ccedil;&atilde;o e o tratamento com corticosteroides induzem um balan&ccedil;o negativo de nitrog&eacute;nio e provocam perda de massa magra, al&eacute;m de que em &aacute;reas de mucosa intestinal inflamada e ulcerada tamb&eacute;m ocorrem perdas proteicas. De forma a manter um balan&ccedil;o positivo de nitrog&eacute;nio, recomenda-se 1,3 a 1,5 g/Kg/dia de prote&iacute;na (5,16), sendo que a&nbsp;<i>European Society for Parenteral and Enteral Nutrition&nbsp;</i>(ESPEN) nas suas orienta&ccedil;&otilde;es recomenda um aporte proteico de 1,2-1,5 g/Kg/dia nos adultos e de 1 g/Kg/dia na fase de remiss&atilde;o (19).</p>     <p>Relativamente aos indiv&iacute;duos desnutridos e com m&aacute; absor&ccedil;&atilde;o, estes n&atilde;o devem exceder os 20% do aporte energ&eacute;tico total sob a forma de l&iacute;pidos (20). Existem evid&ecirc;ncias que afirmam que o consumo de &aacute;cidos gordos &oacute;mega-3 est&aacute; associado &agrave; diminui&ccedil;&atilde;o da inflama&ccedil;&atilde;o e manuten&ccedil;&atilde;o da fase de remiss&atilde;o, atrav&eacute;s dos seus mediadores lip&iacute;dicos (5, 21).</p>     <p>Em rela&ccedil;&atilde;o ao aporte de hidratos de carbono, o excessivo fornecimento de Oligossac&aacute;ridos, Dissac&aacute;ridos, Monossac&aacute;ridos e Poli&oacute;is Ferment&aacute;veis (FODMAPs), poder&aacute; ser um fator de suscetibilidade subjacente &agrave; DC, dado que a r&aacute;pida fermenta&ccedil;&atilde;o dos mesmos no intestino induz ao aumento de permeabilidade intestinal (22). Esta hip&oacute;tese defende que uma dieta com redu&ccedil;&atilde;o de FODMAPs reduz a sintomatologia gastrointestinal, no entanto, pode ocorrer altera&ccedil;&atilde;o e diminui&ccedil;&atilde;o da microbiota intestinal nos doentes com DII, que por si j&aacute; possuem um risco acrescido de disbiose (22). Contudo, s&atilde;o necess&aacute;rios mais estudos para determinar o qu&atilde;o rigorosa dever&aacute; de ser a restri&ccedil;&atilde;o para providenciar resultados favor&aacute;veis a longo prazo, sendo que estes estudos t&ecirc;m de considerar fatores para al&eacute;m da sintomatologia, como a evolu&ccedil;&atilde;o da cicatriza&ccedil;&atilde;o da mucosa (21).</p>     <p>No que respeita ao aporte de fibra, indiv&iacute;duos com DC n&atilde;o necessitam nem de restringir a ingest&atilde;o de fibra, nem de a aumentar acima dos n&iacute;veis recomendados para a popula&ccedil;&atilde;o saud&aacute;vel. A quantidade de fibra tolerada varia entre os indiv&iacute;duos e pode tamb&eacute;m variar ao longo da evolu&ccedil;&atilde;o da patologia, pelo que &eacute; necess&aacute;rio regular o seu consumo ao longo do tempo (16).</p>     <p><b>Micronutrientes</b></p>     <p>Ao n&iacute;vel das vitaminas, &eacute; comum o d&eacute;fice de &aacute;cido f&oacute;lico (induzida tamb&eacute;m pela farmacoterapia com sulfassalazina) e de vitamina B12, uma vez que as les&otilde;es mais comuns ocorrem no &iacute;leo e este &eacute; o local de absor&ccedil;&atilde;o destas vitaminas (2, 16). Assim, a suplementa&ccedil;&atilde;o de vitaminas poder&aacute; ser necess&aacute;ria, especialmente de vitamina B6, B12 (sobretudo se houver rece&ccedil;&atilde;o do &iacute;leo) e &aacute;cido f&oacute;lico (10, 23), tal como de vitaminas lipossol&uacute;veis uma vez que doentes com malabsor&ccedil;&atilde;o est&atilde;o em risco de defici&ecirc;ncias destas vitaminas (20).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>As car&ecirc;ncias vitam&iacute;nicas podem-se manifestar de diversas formas, como cabelo e unhas secos e quebradi&ccedil;os, altera&ccedil;&otilde;es dermatol&oacute;gicas, apatia, entre outros. Para reverter esta situa&ccedil;&atilde;o, em caso da m&aacute; absor&ccedil;&atilde;o de vitaminas lipossol&uacute;veis, recomenda-se a suplementa&ccedil;&atilde;o com triglic&eacute;ridos de cadeia m&eacute;dia (TCMs), que funcionam como ve&iacute;culo na absor&ccedil;&atilde;o de nutrientes lipossol&uacute;veis. Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s vitaminas hidrossol&uacute;veis, a sua suplementa&ccedil;&atilde;o pode ser um dos m&eacute;todos de tratamento do seu d&eacute;fice e, no caso dos doentes em fase de remiss&atilde;o, podem-se integrar gradualmente, e de acordo com a toler&acirc;ncia, os alimentos ricos nestes micronutrientes (5, 24).</p>     <p>A reposi&ccedil;&atilde;o de minerais poder&aacute; ser necess&aacute;ria devido a m&aacute; digest&atilde;o, m&aacute; absor&ccedil;&atilde;o, perdas hematol&oacute;gicas, intera&ccedil;&atilde;o f&aacute;rmaco-nutriente e baixa ingest&atilde;o alimentar. Al&eacute;m disso, a diarreia aumenta a perda de zinco, pot&aacute;ssio e sel&eacute;nio. Por sua vez, a car&ecirc;ncia de ferro &eacute; comum devido &agrave;s perdas de sangue agudas ou cr&oacute;nicas nestes doentes, devendo ser suplementado em caso de defici&ecirc;ncia (19). As car&ecirc;ncias de c&aacute;lcio e vitamina D s&atilde;o recorrentes, estando os doentes especialmente em risco, uma vez que os latic&iacute;nios s&atilde;o frequentemente evitados devido a intoler&acirc;ncias e a absor&ccedil;&atilde;o de vitamina D est&aacute; comprometida (25). &Eacute; importante a monitoriza&ccedil;&atilde;o (e suplementa&ccedil;&atilde;o se necess&aacute;rio) dos n&iacute;veis de c&aacute;lcio s&eacute;rico e de vitamina D em doentes, tanto adultos como crian&ccedil;as, em fase ativa da patologia e doentes tratados com ester&oacute;ides, com vista &agrave; preven&ccedil;&atilde;o da osteopenia e osteoporose. Se o tratamento com esteroides for superior a 12 semanas, deve ser garantido um aporte de 1000-1500 mg de c&aacute;lcio/dia, recorrendo-se a suplementa&ccedil;&atilde;o se a dieta n&atilde;o for adequada, e 800 UI de vitamina D (19).</p>     <p>Al&eacute;m do d&eacute;fice destes micronutrientes, o d&eacute;fice de magn&eacute;sio, cobre, cr&oacute;mio, mangan&ecirc;s e molibd&eacute;nio tamb&eacute;m pode ser caracter&iacute;stico destes doentes, pelo que se deve garantir o consumo das&nbsp;Dietary Reference Intakes&nbsp;(DRIs) para cada vitamina e mineral e caso n&atilde;o seja suficiente, recorrer a suplementos (9, 16, 23, 26).</p>     <p><b>Nutri&ccedil;&atilde;o Ent&eacute;rica</b></p>     <p>Quando a via oral, a via de elei&ccedil;&atilde;o, n&atilde;o garante que as necessidades nutricionais sejam atingidas, dever&aacute; optar-se pela NE (6). As indica&ccedil;&otilde;es para NE no tratamento de DII incluem: NE exclusiva para a doen&ccedil;a em fase aguda, NE suplementar para manter a remiss&atilde;o da doen&ccedil;a e apoio nutricional para alcan&ccedil;ar aumento de peso e crescimento adequados (9, 27).</p>     <p>Uma parte significativa dos doentes necessita de suporte nutricional em determinadas fases evolutivas da doen&ccedil;a. Ao contr&aacute;rio do que era recomendado anteriormente, a pausa alimentar e consequente repouso intestinal n&atilde;o &eacute; uma forma de tratamento efetiva na remiss&atilde;o (5, 7).</p>     <p>Diversos estudos indicaram que doentes que ingeriam mais de 1200 kCal/dia atrav&eacute;s da NE apresentavam um melhor estado cl&iacute;nico do que os que consumiam um valor inferior. Nestes, al&eacute;m da NE, os doentes podiam realizar uma dieta padr&atilde;o. Assim, a NE parcial aparenta ser uma terapia de manuten&ccedil;&atilde;o eficaz para esta doen&ccedil;a (23). No caso de doentes com estenoses intestinais ou estenose em combina&ccedil;&atilde;o com sintomas obstrutivos, &eacute; recomendada uma dieta com adapta&ccedil;&atilde;o da textura ou NE distal, ou seja, p&oacute;s-estenose (19).</p>     <p>Em conjunto com a melhoria do estado nutricional, crescimento e composi&ccedil;&atilde;o corporal, a NE exclusiva demonstrou induzir a remiss&atilde;o e cicatriza&ccedil;&atilde;o das mucosas, melhorar a permeabilidade da mucosa, regular as citocinas pr&oacute;-inflamat&oacute;rias, reduzir os marcadores inflamat&oacute;rios s&eacute;ricos, modificar a microbiota intestinal e melhorar a qualidade de vida ap&oacute;s o tratamento (10, 28), al&eacute;m de ser mais econ&oacute;mica e segura (29), mostrando-se eficaz tamb&eacute;m em crian&ccedil;as com DC ativa (30). No entanto, a NE exclusiva durante longos per&iacute;odos de tempo traz ainda algumas d&uacute;vidas (31).</p>     <p>A NE exclusiva dever&aacute; ser preferida &agrave; NP exclusiva, uma vez que ambas apresentam a mesma taxa de remiss&atilde;o, sendo os efeitos colaterais e a taxa de complica&ccedil;&otilde;es p&oacute;s-operat&oacute;ria mais baixos na primeira via de administra&ccedil;&atilde;o. Al&eacute;m disso, a NE exclusiva oferece uma abordagem terap&ecirc;utica alternativa com efeitos secund&aacute;rios m&iacute;nimos, em compara&ccedil;&atilde;o com a terap&ecirc;utica com corticosteroides ou terapia imunossupressora (4, 10).</p>     <p>Estudos recentes referem que a efic&aacute;cia da NE exclusiva pode ser compar&aacute;vel &agrave; dos corticosteroides, pois diminui a atividade da doen&ccedil;a e promove a cicatriza&ccedil;&atilde;o da mucosa, mas o mecanismo de a&ccedil;&atilde;o desta terap&ecirc;utica ainda &eacute; pouco compreendido (9). Assim, a NE dever&aacute; ser considerada como alternativa a doentes resistentes aos ester&oacute;ides e particularmente dependentes destes f&aacute;rmacos. Esta dever&aacute; ser utilizada a curto prazo, em indiv&iacute;duos que se encontrem na fase aguda e que est&atilde;o desnutridos ou em risco de desnutri&ccedil;&atilde;o. Aqueles que apresentem DC complicada podem precisar de NE no domic&iacute;lio a longo prazo, podendo considerar-se a gastrostomia endosc&oacute;pica percut&acirc;nea. J&aacute; no caso das crian&ccedil;as, a NE &eacute; escolhida como terap&ecirc;utica de primeira linha (9, 11, 27&ndash;29).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O uso de suplementos alimentares orais (SAO) ajuda a melhorar o estado nutricional e a eliminar consequ&ecirc;ncias da desnutri&ccedil;&atilde;o, como o atraso do crescimento nas crian&ccedil;as (13). Para indiv&iacute;duos desnutridos com DC ou em risco de desnutri&ccedil;&atilde;o, os SAO podem ser bem tolerados, permitindo melhorias antropom&eacute;tricas, consequentes da satisfa&ccedil;&atilde;o das suas necessidades nutricionais. Assim, a ESPEN recomenda at&eacute; 600 kCal por dia sob a forma de SAO (4, 13). As f&oacute;rmulas polim&eacute;ricas s&atilde;o utilizadas para mimetizar uma dieta geral com prote&iacute;nas n&atilde;o hidrolisadas, hidratos de carbono e l&iacute;pidos, por sua vez, as f&oacute;rmulas semi-elementares e elementares s&atilde;o utilizadas em doentes com m&aacute; absor&ccedil;&atilde;o, pelo que os nutrientes s&atilde;o parcialmente (f&oacute;rmulas semi-elementares) ou completamente hidrolisados (f&oacute;rmulas elementares) (4, 9, 23). Independentemente do seu tipo, as f&oacute;rmulas nutricionais utilizadas como tratamento prim&aacute;rio parecem apresentar o mesmo grau de efetividade (4, 10, 29) e na NE exclusiva estas f&oacute;rmulas s&atilde;o consideradas a terapia de primeira linha na Europa (31).</p>     <p>Existem diversas teorias que pretendem explicar a efetividade da NE na remiss&atilde;o da DC, no entanto, n&atilde;o existe nenhum consenso, sendo que existem autores que afirmam que a remiss&atilde;o cl&iacute;nica da DC, durante NE exclusiva, resulta da redu&ccedil;&atilde;o do processo inflamat&oacute;rio e n&atilde;o da melhoria do estado nutricional do paciente (9). Em geral, nenhum dos componentes da NE foi definido como a causa para o efeito curativo desta terap&ecirc;utica (9). As mais recentes diretrizes da ESPEN n&atilde;o recomendam o uso de nutrientes mediadores imunol&oacute;gicos em NE (9). O mesmo acontece com o tratamento com probi&oacute;ticos, uma vez que n&atilde;o existem evid&ecirc;ncias cient&iacute;ficas s&oacute;lidas no tratamento ou remiss&atilde;o na DC (32). Assim, o uso de probi&oacute;ticos nestes doentes pode ser recomendado apenas em situa&ccedil;&otilde;es cl&iacute;nicas especiais (27).</p>     <p><b>Nutri&ccedil;&atilde;o Parent&eacute;rica</b></p>     <p>Apesar da prefer&ecirc;ncia cl&iacute;nica pela NE, a NP poder&aacute; ser utilizada quando o paciente n&atilde;o tolera a NE ou quando esta &eacute; contraindicada, como em caso de perfura&ccedil;&atilde;o intestinal, oclus&atilde;o intestinal, perdas de sangue graves no TGI e f&iacute;stulas no jejuno, sendo comummente recomendada a longo termo para utentes com s&iacute;ndrome de intestino curto (4, 6, 9, 26, 29). Quando o doente apresenta estomas de alto d&eacute;bito s&atilde;o recomendadas infus&otilde;es por via parent&eacute;rica, de fluidos e eletr&oacute;litos (19). Este tipo de nutri&ccedil;&atilde;o &eacute; tamb&eacute;m aconselhado na fase pr&eacute;-operat&oacute;ria, no caso de doentes com um risco mais elevado de complica&ccedil;&otilde;es cir&uacute;rgicas, isto &eacute;, aqueles que se encontram com uma perda ponderal m&iacute;nima de 10% do peso nos &uacute;ltimos 3 a 6 meses, um &Iacute;ndice de Massa Corporal inferior a 18,5 Kg/m2&nbsp;ou com uma albumina s&eacute;rica menor que 3,0 g/dL (9).</p>     <p>Num momento anterior &agrave; cirurgia de recess&atilde;o do intestino, a NP diminui o tempo de internamento uma vez que ocorre uma redu&ccedil;&atilde;o dos n&iacute;veis de complica&ccedil;&otilde;es e do comprimento da pr&oacute;pria resse&ccedil;&atilde;o. Quando esta &eacute; frequente e se torna extensa, pode levar a s&iacute;ndrome de intestino curto. Numa fase inicial, as necessidades de energia e prote&iacute;na dever&atilde;o ser supridas com NP exclusiva, no entanto, pequenas doses de NE podem se administradas com vista a melhorar a adapta&ccedil;&atilde;o intestinal e evitar a transloca&ccedil;&atilde;o bacteriana. Esta adapta&ccedil;&atilde;o varia consoante a extens&atilde;o e o local da resse&ccedil;&atilde;o (4, 9, 33). Portanto, a NP pode ser solu&ccedil;&atilde;o tanto em pr&eacute; como p&oacute;s-operat&oacute;rio, de forma a prevenir perturba&ccedil;&otilde;es nutricionais ou alcan&ccedil;ar a recupera&ccedil;&atilde;o mais facilmente (9, 26, 34).</p>     <p>A NP de longa dura&ccedil;&atilde;o aumenta o risco de complica&ccedil;&otilde;es relacionadas com dist&uacute;rbios metab&oacute;licos, insufici&ecirc;ncia hep&aacute;tica, colestase, infe&ccedil;&atilde;o e trombose venosa relacionada ao cateter, implicando uma redu&ccedil;&atilde;o significativa da qualidade de vida do paciente. Assim, se o intestino estiver funcionante, a NE &eacute; o m&eacute;todo de alimenta&ccedil;&atilde;o de elei&ccedil;&atilde;o para doentes com DII e deve ser a primeira escolha na fase de remiss&atilde;o do tratamento (9, 10, 13, 23, 26).</p>     <p></p>     <p><b>AN&Aacute;LISE CR&Iacute;TICA</b></p>     <p>Sempre que poss&iacute;vel, a primeira linha de tratamento dever&aacute; ser a nutri&ccedil;&atilde;o oral, sendo que a dieta deve garantir o cumprimento dos princ&iacute;pios de uma alimenta&ccedil;&atilde;o saud&aacute;vel, removendo apenas os alimentos n&atilde;o tolerados.</p>     <p>Nos casos em que a nutri&ccedil;&atilde;o oral n&atilde;o &eacute; suficiente para alcan&ccedil;ar o aporte energ&eacute;tico, a NE deve ser considerada terapia prim&aacute;ria em indiv&iacute;duos com DC leve a moderada, de forma a induzir a remiss&atilde;o da mesma, garantindo as suas vantagens fisiol&oacute;gicas, os menores custos associados, assim como a maior seguran&ccedil;a caracter&iacute;stica desta. A NE parcial, como suplemento &agrave; ingest&atilde;o habitual, parece acarretar alguns benef&iacute;cios, nomeadamente na modifica&ccedil;&atilde;o da microbiota intestinal. Por sua vez, a NP tem maiores custos e potenciais complica&ccedil;&otilde;es, sendo por isso a &uacute;ltima op&ccedil;&atilde;o de tratamento.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>No que toca ao fornecimento de FODMAPs, s&atilde;o necess&aacute;rios mais estudos que considerem fatores para al&eacute;m da sintomatologia, para determinar o grau de restri&ccedil;&atilde;o do mesmo de forma a garantir resultados positivos a longo prazo.</p>     <p><b>CONCLUS&Otilde;ES</b></p>     <p>A alimenta&ccedil;&atilde;o nas DII, nomeadamente na DC, tem um papel fundamental, uma vez que &eacute; considerada um fator que pode desencadear a doen&ccedil;a e um m&eacute;todo de tratamento desta.</p>     <p>O suporte nutricional &eacute; considerado parte integrante do tratamento do paciente com DC e deve ser individualizado &agrave;s necessidades de cada utente, visto que para al&eacute;m das necessidades nutricionais diferirem de pessoa para pessoa, tamb&eacute;m variam consoante a fase de doen&ccedil;a, n&atilde;o esquecendo tamb&eacute;m que cada indiv&iacute;duo possui intoler&acirc;ncias que t&ecirc;m de ser consideradas aquando da contabiliza&ccedil;&atilde;o da dieta.</p>     <p>Assim, a terapia nutricional deve considerar a fase de doen&ccedil;a em que se encontra o individuo, garantindo que as necessidades nutricionais s&atilde;o alcan&ccedil;adas e que existem melhorias ao n&iacute;vel da sintomatologia e da evolu&ccedil;&atilde;o da cicatriza&ccedil;&atilde;o da mucosa, evitando alimentos que agravem o estado inflamat&oacute;rio.</p>     <p><b>REFER&Ecirc;NCIAS BIBLIOGR&Aacute;FICAS</b></p> <ol>     <li>Yamamoto-Furusho JK, Bosques-Padilla F, De-Paula J, Galiano MT, Iba&ntilde;ez P, Juliao F, et al. Diagn&oacute;stico y tratamiento de la enfermedad inflamatoria intestinal: Primer Consenso Latinoamericano de la Pan American Crohn&rsquo;s and Colitis Organisation. Rev Gastroenterol M&eacute;xico. 2016.</li>     <li>Silva AF da, Schieferdecker MEM, Amarante HMB dos S. Ingest&atilde;o alimentar em pacientes com doen&ccedil;a inflamat&oacute;ria intestinal. ABCD Arq Bras Cir Dig. 2011;24(3):204&ndash;9.</li>     <li>Peixoto AL. Terapia Nutricional Enteral e Parenteral. AS Sistemas; 2015.</li>     <li>Donnellan CF, Yann LH, Lal S. Nutritional management of Crohn&rsquo;s disease. Therap Adv Gastroenterol. 2013;6(3):231&ndash;42.</li>     ]]></body>
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<body><![CDATA[</ol>     <p></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>  <b><a href="#topc0">Endere&#231;o para correspond&#234;ncia</a><a name="c0"></a></b>     <p>     <p>M&oacute;nica Sousa</p>     <p>Escola Superior de Sa&uacute;de de Leiria,</p>     <p>Campus 2 &ndash; Morro do Lena &ndash; Alto do Vieiro, Apartado 4163,</p>     <p>2411-901 Leiria, Portugal</p>     <p><a href="mailto:monica.sousa@ipleiria.pt">monica.sousa@ipleiria.pt</a></p>     ]]></body>
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