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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Roda da Alimentação Mediterrânica e Pirâmide da Dieta Mediterrânica: comparação entre dois guias alimentares]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Mediterranean Food Wheel and Mediterranean Diet Pyramid: comparison between the two food guides]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Introduction: The Mediterranean Diet is considered one of the healthiest food patterns of the world, however, most countries have their own food guide. In Portugal, it is used as guide, the Portuguese Food Wheel. However, as Portugal is a country with Mediterranean characteristics, the Mediterranean Food Wheel has been developed. Objectives: Compare the Mediterranean Food Wheel and the Mediterranean Diet Pyramid, to see and analyze the differences and concordances between the two. Methodology: It was established four levels of comparison of several parameters set by the guides (I: equal in every aspects; II: existence of the parameter in the two guides, but with differences in the recommendation; III: the parameter only exists in the Mediterranean Food Wheel; IV: the parameter only exists in the Pyramid of Mediterranean Diet). Were analyzed 27 parameters: sustainability; white meat; red meat; processed meat; fish; eggs; beans; vegetables; fruit; cereals; water; wine; sugar and sugar products; fat and oils; physical activity; seasonality; seeds; oleaginous fruits; national cuisine; culinary; living together; herbs; salt; dairy products; equivalent portions; rest; biodiversity. Results: The percentage of the level I, II, III and IV is 29.6 %, 48.2 %, 3.7 % and 18.5 %, respectively. The parameters corresponding to the level I are: conviviality, biodiversity, traditional local foods, seasonality, physical activity, wine, national cuisine and culinary; at level II are: dairy, white meat, red meat, fish/seafood, eggs, beans, oleaginous fruits, vegetables, fruit, cereals, water, fat and oils and herbs; at level III are: equivalent portions; at level IV are: processed meat, salt, sugar and sugar products, seeds and rest. Besides that, the guides have different schematic forms. Conclusions: Comparing the two guides, it is verified that there is a high agreement between both, being the Mediterranean Food Weel, elaborated based on the Portuguese reality and the entire national culture, history and traditions, and may appear to be the more suitable for use in actions aimed at the Portuguese population. It will also be essential to increase information about the Mediterranean Food Wheel in school textbooks.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Guias alimentares]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>ARTIGO ORIGINAL</b></p>     <p>     <p><b>Roda da Alimenta&ccedil;&atilde;o Mediterr&acirc;nica e Pir&acirc;mide da Dieta Mediterr&acirc;nica: Compara&ccedil;&atilde;o entre os dois guias alimentares</b></p>     <p><b>Mediterranean Food Wheel and Mediterranean Diet Pyramid: comparison between the two food guides</b></p>     <p><b>Catarina Barbosa<sup>1</sup>; Pedro Pimenta<sup>1</sup>; Helena Real<sup>1,2*</sup></b></p>     <p><sup>1&nbsp;</sup>Instituto Universit&aacute;rio de Ci&ecirc;ncias da Sa&uacute;de, CESPU - Cooperativa de Ensino Superior, Polit&eacute;cnico e Universit&aacute;rio, crl, Rua Central de Gandra, n.&ordm; 1317,</p>     <p>4585-116 Gandra, Portugal</p>     <p><sup>2</sup>&nbsp;Associa&ccedil;&atilde;o Portuguesa de Nutri&ccedil;&atilde;o,</p>     <p>Rua Jo&atilde;o das Regras, n.&ordm; 278 e 284, R/C 3, 4000-291 Porto, Portugal</p>     <p></p> <a href="#c0">Endere&#231;o para correspond&#234;ncia</a><a name="topc0"></a></b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p>Introdu&ccedil;&atilde;o:&nbsp;A Dieta Mediterr&acirc;nica &eacute; considerada um dos padr&otilde;es alimentares mais saud&aacute;veis do mundo, contudo, a maioria dos pa&iacute;ses tem o seu pr&oacute;prio guia alimentar. Em Portugal, utiliza-se como guia a Roda dos Alimentos. Contudo, dado que Portugal &eacute; um pa&iacute;s com caracter&iacute;sticas mediterr&acirc;nicas, foi desenvolvida a Roda da Alimenta&ccedil;&atilde;o Mediterr&acirc;nica.</p>     <p>Objetivos:&nbsp;Comparar a Roda da Alimenta&ccedil;&atilde;o Mediterr&acirc;nica e a Pir&acirc;mide da Dieta Mediterr&acirc;nica para verificar e analisar as diferen&ccedil;as e concord&acirc;ncias entre ambas.</p>     <p>Metodologia:&nbsp;Foram estabelecidos quatro n&iacute;veis de compara&ccedil;&atilde;o de diversos par&acirc;metros estabelecidos pelos guias (I: igual em todos os aspetos; II: exist&ecirc;ncia do par&acirc;metro nos dois guias, mas com diferen&ccedil;as ao n&iacute;vel da recomenda&ccedil;&atilde;o; III: s&oacute; se verifica na Roda da Alimenta&ccedil;&atilde;o Mediterr&acirc;nica; IV: s&oacute; se verifica na Pir&acirc;mide da Dieta Mediterr&acirc;nica). Foram analisados 27 par&acirc;metros: sustentabilidade; carnes brancas; carnes vermelhas; carnes processadas; pescado; ovos; leguminosas; hort&iacute;colas; fruta; cereais; &aacute;gua; vinho; a&ccedil;&uacute;car e produtos a&ccedil;ucarados; gorduras e &oacute;leos; atividade f&iacute;sica; sazonalidade; sementes; frutos oleaginosos; gastronomia nacional; atividades culin&aacute;rias; conviv&ecirc;ncia; ervas arom&aacute;ticas; sal; latic&iacute;nios; por&ccedil;&otilde;es equivalentes; descanso; biodiversidade.</p>     <p>Resultados:&nbsp;A percentagem do n&iacute;vel I, II, III e IV &eacute; de 29,6%, 48,2%, 3,7% e 18,5%, respetivamente. Os par&acirc;metros correspondentes ao n&iacute;vel I s&atilde;o: conviv&ecirc;ncia, biodiversidade, sustentabilidade, sazonalidade, atividade f&iacute;sica, vinho, gastronomia nacional e atividades culin&aacute;rias; ao n&iacute;vel II s&atilde;o: latic&iacute;nios, carnes brancas, carnes vermelhas, pescado, ovos, leguminosas, frutos oleaginosos, produtos hort&iacute;colas, fruta, cereais, &aacute;gua, gorduras e &oacute;leos e ervas arom&aacute;ticas; ao n&iacute;vel III &eacute;: por&ccedil;&otilde;es equivalentes; ao n&iacute;vel IV s&atilde;o: carnes processadas, sal, a&ccedil;&uacute;car e produtos a&ccedil;ucarados, sementes e descanso. Acresce ainda o facto de os guias terem formas esquem&aacute;ticas diferentes.</p>     <p>Conclus&otilde;es:&nbsp;Comparando os dois guias, verifica-se que existe elevada concord&acirc;ncia entre ambos, sendo que a Roda da Alimenta&ccedil;&atilde;o Mediterr&acirc;nica, elaborada com base na realidade portuguesa e tradi&ccedil;&otilde;es nacionais, pode afigurar-se como mais adequada para a utiliza&ccedil;&atilde;o nas a&ccedil;&otilde;es destinadas &agrave; popula&ccedil;&atilde;o portuguesa. Ser&aacute; ainda fundamental dar mais destaque &agrave; Roda da Alimenta&ccedil;&atilde;o Mediterr&acirc;nica nos manuais escolares.</p>     <p><b>PALAVRAS-CHAVE</b></p>     <p>Guias alimentares, Manuais escolares, Pir&acirc;mide da Dieta Mediterr&acirc;nica, Popula&ccedil;&atilde;o portuguesa, Roda da Alimenta&ccedil;&atilde;o Mediterr&acirc;nica</p>     <p>&nbsp;</p>  <hr>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>Introduction:&nbsp;The Mediterranean Diet is considered one of the healthiest food patterns of the world, however, most countries have their own food guide. In Portugal, it is used as guide, the Portuguese Food Wheel. However, as Portugal is a country with Mediterranean characteristics, the Mediterranean Food Wheel has been developed.</p>     <p>ObjectiveS:&nbsp;Compare the Mediterranean Food Wheel and the Mediterranean Diet Pyramid, to see and analyze the differences and concordances between the two.</p>     <p>Methodology:&nbsp;It was established four levels of comparison of several parameters set by the guides (I: equal in every aspects; II: existence of the parameter in the two guides, but with differences in the recommendation; III: the parameter only exists in the Mediterranean Food Wheel; IV: the parameter only exists in the Pyramid of Mediterranean Diet). Were analyzed 27 parameters: sustainability; white meat; red meat; processed meat; fish; eggs; beans; vegetables; fruit; cereals; water; wine; sugar and sugar products; fat and oils; physical activity; seasonality; seeds; oleaginous fruits; national cuisine; culinary; living together; herbs; salt; dairy products; equivalent portions; rest; biodiversity.</p>     <p>Results:&nbsp;The percentage of the level I, II, III and IV is 29.6 %, 48.2 %, 3.7 % and 18.5 %, respectively. The parameters corresponding to the level I are: conviviality, biodiversity, traditional local foods, seasonality, physical activity, wine, national cuisine and culinary; at level II are: dairy, white meat, red meat, fish/seafood, eggs, beans, oleaginous fruits, vegetables, fruit, cereals, water, fat and oils and herbs; at level III are: equivalent portions; at level IV are: processed meat, salt, sugar and sugar products, seeds and rest. Besides that, the guides have different schematic forms.</p>     <p>Conclusions:&nbsp;Comparing the two guides, it is verified that there is a high agreement between both, being the Mediterranean Food Weel, elaborated based on the Portuguese reality and the entire national culture, history and traditions, and may appear to be the more suitable for use in actions aimed at the Portuguese population. It will also be essential to increase information about the Mediterranean Food Wheel in school textbooks.</p>     <p><b>KEYWORDS</b></p>     <p>Food guides, School textbooks, Mediterranean Diet Pyramid, Portuguese population,Mediterranean Food Weel</p>     <p>&nbsp;</p>  <hr>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>      <p><b>INTRODU&Ccedil;&Atilde;O</b></p>     <p>Portugal &eacute; um pa&iacute;s com uma vasta heran&ccedil;a mediterr&acirc;nica resultante de constantes migra&ccedil;&otilde;es que, ao longo dos s&eacute;culos, configuraram o Mediterr&acirc;neo em geral (1&ndash;3). O homem soube tirar partido dos recursos escassos do solo da regi&atilde;o mediterr&acirc;nica, nomeadamente os arbustos, ao utiliz&aacute;-los para a lenha; as ervas, ao propiciarem o pasto para os animais; bem como os frutos e &oacute;leos, extra&iacute;dos de algumas plantas bravas. Para al&eacute;m disso, o homem tamb&eacute;m introduziu v&aacute;rias plantas agr&aacute;rias, que permaneceram nestas terras, at&eacute; aos dias de hoje, enriquecendo a vegeta&ccedil;&atilde;o e transformando as paisagens. S&atilde;o exemplos disso a oliveira, a videira, a figueira e as plantas de in&uacute;meras leguminosas (2&ndash;4).</p>     <p>A designa&ccedil;&atilde;o de &ldquo;Dieta Mediterr&acirc;nica&rdquo; (DM) surge na d&eacute;cada de 50/60 do s&eacute;culo XX , no decurso de um conjunto de estudos que o fisiologista norte-americano Ancel Keys realizou no Mediterr&acirc;neo (5&ndash;7). Contudo, este estilo de vida desenvolvia-se nesta regi&atilde;o desde h&aacute; muito mais tempo. O conceito ganhou novo destaque ap&oacute;s a distin&ccedil;&atilde;o pela UNESCO como Patrim&oacute;nio Cultural Imaterial da Humanidade, a qual veio trazer uma maior abrang&ecirc;ncia do mesmo (8), por oposi&ccedil;&atilde;o a um modelo de caracteriza&ccedil;&atilde;o baseado nas quest&otilde;es alimentares e o seu impacto na sa&uacute;de, sobejamente conhecido (9&ndash;13). Todavia, se se considerar apenas a parte alimentar, &eacute; poss&iacute;vel referir que o Padr&atilde;o Alimentar Mediterr&acirc;nico (PAM) que da&iacute; adv&eacute;m &eacute; caracterizado por um elevado consumo de alimentos de origem vegetal, de entre os quais cereais, hort&iacute;colas e fruta, leguminosas, frutos oleaginosos, azeitonas e sementes. Este padr&atilde;o recomenda ainda o azeite como a gordura de elei&ccedil;&atilde;o e incentiva um consumo moderado de pescado, carnes brancas, ovos e latic&iacute;nios, de prefer&ecirc;ncia sob a forma de queijo e iogurte. Por outro lado, aconselha um baixo consumo de carnes vermelhas e processadas e um consumo moderado, &agrave;s refei&ccedil;&otilde;es principais, de vinho (14). A sistematiza&ccedil;&atilde;o destas recomenda&ccedil;&otilde;es alimentares pode ser encontrada no formato de uma pir&acirc;mide &ndash; Pir&acirc;mide da Dieta Mediterr&acirc;nica (PDM) -, um guia alimentar que permite transmitir as mesmas de forma simples e acess&iacute;vel (14).</p>     <p>De acordo com a&nbsp;<em>Food and Nutrition Board/ World Health Organization</em>,&nbsp;os guias alimentares s&atilde;o documentos elaborados com a finalidade de orientar e promover a educa&ccedil;&atilde;o nutricional de uma determinada popula&ccedil;&atilde;o (15). A cria&ccedil;&atilde;o de um guia alimentar deve respeitar aspetos relacionados com a disponibilidade alimentar nacional, o padr&atilde;o de consumo alimentar e nutricional e o estado nutricional da popula&ccedil;&atilde;o (16). Um dos objetivos na elabora&ccedil;&atilde;o dos guias alimentares &eacute; possibilitar uma f&aacute;cil leitura e interpreta&ccedil;&atilde;o, tal como descodificar a linguagem cient&iacute;fica em conceitos e representa&ccedil;&otilde;es mais simples (17).</p>     <p>Em Portugal, A Roda dos Alimentos (RA) corresponde ao guia alimentar que foi elaborado para acompanhar os h&aacute;bitos alimentares, a gastronomia, a cultura, e as tradi&ccedil;&otilde;es da popula&ccedil;&atilde;o portuguesa, tendo por base os conhecimentos nutricionais essenciais para a sua adequabilidade (17).</p>     <p>Recentemente,&nbsp;a Faculdade de Ci&ecirc;ncias da Nutri&ccedil;&atilde;o e Alimenta&ccedil;&atilde;o da Universidade do Porto, a Dire&ccedil;&atilde;o-Geral do Consumidor e a Dire&ccedil;&atilde;o Geral da Sa&uacute;de lan&ccedil;aram uma adapta&ccedil;&atilde;o da RA aos conceitos da DM, funcionando como complemento &agrave; RA j&aacute; existente. A cria&ccedil;&atilde;o da Roda da Alimenta&ccedil;&atilde;o Mediterr&acirc;nica (RAM), destinada &agrave; popula&ccedil;&atilde;o portuguesa, contribui para a valoriza&ccedil;&atilde;o e promo&ccedil;&atilde;o deste padr&atilde;o alimentar, estando a base do seu desenvolvimento assente na RA (18).</p>     <p>Portugal possui uma identidade mediterr&acirc;nica caracterizada pelo clima, que, embora regulado pelo Oceano Atl&acirc;ntico, sofre tamb&eacute;m influ&ecirc;ncia do mar Mediterr&acirc;neo, o que &eacute; vis&iacute;vel na paisagem e modo de vida (4). Assim, a elabora&ccedil;&atilde;o da RAM teve por base as nossas tradi&ccedil;&otilde;es alimentares e gastron&oacute;micas, que tinham j&aacute; contribu&iacute;do para a cria&ccedil;&atilde;o da RA, mas tamb&eacute;m teve influ&ecirc;ncia na DM (3).</p>     <p>Dado que em Portugal se tem vindo a refor&ccedil;ar o debate e promo&ccedil;&atilde;o da DM, para al&eacute;m de se ter incrementado informa&ccedil;&atilde;o sobre o tema nos manuais escolares, onde surge maior destaque para a PDM em detrimento da RA, torna-se importante explorar quais as diferen&ccedil;as e semelhan&ccedil;as entre os dois guias de forma a clarificar estes aspetos junto dos profissionais da &aacute;rea da nutri&ccedil;&atilde;o e alimenta&ccedil;&atilde;o e tamb&eacute;m os professores.</p>     <p><b>OBJETIVOS</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Comparar a RAM e a PDM, com o intuito de verificar e analisar as poss&iacute;veis diferen&ccedil;as e concord&acirc;ncias entre ambos os guias alimentares.</p>     <p><b>METODOLOGIA</b></p>     <p>Procedeu-se ao estudo de dois guias alimentares, tendo sido selecionados 27 par&acirc;metros para an&aacute;lise, tendo em conta todos os aspetos referenciados nos respetivos cartazes que cont&ecirc;m as representa&ccedil;&otilde;es gr&aacute;ficas (<a href ="/img/revistas/apn/n11/n11a02f1.jpg">Figura 1</a> e <a href ="/img/revistas/apn/n11/n11a02f2.jpg">2</a>) (18, 19). Os par&acirc;metros selecionados foram os seguintes: conviv&ecirc;ncia; biodiversidade; sustentabilidade; sazonalidade; atividade f&iacute;sica; gastronomia nacional; atividades culin&aacute;rias; por&ccedil;&otilde;es equivalentes e descanso. Nos grupos de alimentos pertencentes &agrave; RAM e &agrave; PDM foram considerados: vinho; latic&iacute;nios; carnes brancas; carnes vermelhas; pescado; ovos; leguminosas; frutos oleaginosos; produtos hort&iacute;colas; fruta; cereais; &aacute;gua; gorduras e &oacute;leos; ervas arom&aacute;ticas; carnes processadas; sal; a&ccedil;&uacute;car e produtos a&ccedil;ucarados; sementes.</p>     
<p>A RAM apresenta as por&ccedil;&otilde;es e respetivos equivalentes na documenta&ccedil;&atilde;o acess&oacute;ria e n&atilde;o na representa&ccedil;&atilde;o esquem&aacute;tica central da Roda. Por outro lado, a PDM n&atilde;o quantifica as por&ccedil;&otilde;es equivalentes, pelo que se assumiu que as por&ccedil;&otilde;es representam quantidades semelhantes &agrave;s da RAM (20).</p>     <p>Posteriormente foram criados quatro n&iacute;veis, de modo a comparar todos os par&acirc;metros selecionados:</p>     <p>(I) O par&acirc;metro analisado &eacute; igual em todos os aspetos, quer na recomenda&ccedil;&atilde;o, quer na exist&ecirc;ncia do mesmo no guia;</p>     <p>(II) Exist&ecirc;ncia do par&acirc;metro nos dois guias, mas com diferen&ccedil;as ao n&iacute;vel da recomenda&ccedil;&atilde;o;</p>     <p>(III) O par&acirc;metro s&oacute; &eacute; recomendado e preconizado na RAM;</p>     <p>(IV) O par&acirc;metro s&oacute; est&aacute; presente e &eacute; recomendado na PDM.</p>     <p>A an&aacute;lise foi efetuada no m&ecirc;s de julho de 2016, sendo que os resultados foram obtidos recorrendo ao aux&iacute;lio do programa Microsoft Office Excel&reg;&nbsp;2010 para o sistema operacional Windows 8.1.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>RESULTADOS</b></p>     <p>Na <a href ="/img/revistas/apn/n11/n11a02t1.jpg">Tabela 1</a>, &eacute; apresentada a compara&ccedil;&atilde;o de par&acirc;metros entre a RAM e a PDM.</p>     
<p>Dos 27 par&acirc;metros analisados, a percentagem dos mesmos pertencentes aos n&iacute;veis I, II, III e IV corresponde respetivamente a: 29,6%, 48,2%, 3,7% e 18,5%, tal como &eacute; representado na <a href ="/img/revistas/apn/n11/n11a02t2.jpg">Tabela 2</a>.</p>     
<p><b>DISCUSS&Atilde;O DOS RESULTADOS</b></p>     <p>Verificou-se que dos 27 par&acirc;metros analisados, existem par&acirc;metros comuns em 77,8% dos casos. Destes, 29,6% s&atilde;o iguais nos dois guias alimentares. Desta percentagem fazem parte nomeadamente a conviv&ecirc;ncia, importante para a aquisi&ccedil;&atilde;o de h&aacute;bitos promotores de estilos de vida mais saud&aacute;veis e melhor estado de sa&uacute;de (21&ndash;24).</p>     <p>A biodiversidade, sustentabilidade e sazonalidade alimentar s&atilde;o par&acirc;metros considerados pelos dois guias, estando espelhados conceitos como o recurso a produtos da &eacute;poca, tradicionais e de proveni&ecirc;ncia local.</p>     <p>A RAM e a PDM tamb&eacute;m preconizam a pr&aacute;tica de atividade f&iacute;sica, um fator fulcral na sa&uacute;de e bem-estar, recomenda&ccedil;&atilde;o transversal a todas as faixas et&aacute;rias (25, 26). A import&acirc;ncia destas recomenda&ccedil;&otilde;es prende-se com o facto de esta pr&aacute;tica contribuir para a diminui&ccedil;&atilde;o dos comportamentos sedent&aacute;rios e poder reduzir o risco de desenvolvimento de doen&ccedil;as cardiovasculares, de diabetes&nbsp;Mellitus, de hipertens&atilde;o arterial e de certos tipos de cancro (25).</p>     <p>A RAM e a PDM fazem ainda alus&atilde;o ao consumo de vinho, produto muito associado &agrave; regi&atilde;o mediterr&acirc;nica (27). Estas recomenda&ccedil;&otilde;es sustentam-se no interesse para a sa&uacute;de do consumo dos componentes, sobretudo, do vinho tinto, especialmente o resveratrol, com a&ccedil;&atilde;o anti--aterog&eacute;nica, e os flavon&oacute;ides, que t&ecirc;m uma a&ccedil;&atilde;o antioxidante e que diminuem o stress oxidativo, inibindo a forma&ccedil;&atilde;o de esp&eacute;cies reativas de oxig&eacute;nio (27&ndash;30). Estes benef&iacute;cios ocorrem aquando um consumo moderado e &agrave;s refei&ccedil;&otilde;es principais (31, 32).</p>     <p>A gastronomia nacional &eacute; outro par&acirc;metro pertencente a este n&iacute;vel de compara&ccedil;&atilde;o, de forma a promover a presen&ccedil;a de pratos tradicionais das v&aacute;rias regi&otilde;es do pa&iacute;s, que representam o modo como as pessoas se relacionam e usam os diferentes produtos alimentares, e contribuem para que as tradi&ccedil;&otilde;es se mantenham ao longo dos anos (33). A RAM e a PDM enfocam a import&acirc;ncia da realiza&ccedil;&atilde;o de atividades culin&aacute;rias, cujas t&eacute;cnicas sejam saud&aacute;veis e tradicionais (como sopas, ensopados, estufados e caldeiradas) dado preservarem a qualidade nutricional dos alimentos e por serem simples e pr&aacute;ticas de realizar (33, 34).</p>     <p>Quanto aos par&acirc;metros comuns aos dois guias, mas com recomenda&ccedil;&otilde;es distintas, identificaram-se 48,2% dos par&acirc;metros nessas condi&ccedil;&otilde;es. Desta percentagem fazem parte nomeadamente as recomenda&ccedil;&otilde;es de consumo de latic&iacute;nios, onde se verifica, por exemplo, que o consumo de iogurte e queijo &eacute; mais evidenciado, do que o leite, pela PDM. A escolha de consumo de queijo, sobretudo proveniente de cabra e ovelha, prende-se com raz&otilde;es hist&oacute;ricas e culturais, pelo facto de estes serem animais com mobilidade suficiente para procurarem os pastos nos locais dispon&iacute;veis e, por vezes de menor acesso, sendo, por isso, animais mais comuns nos pa&iacute;ses do Mediterr&acirc;neo. O clima representa outro aspeto determinante para uma maior presen&ccedil;a de alimentos derivados do leite, pois temperaturas mais elevadas determinam a necessidade de existirem alimentos que possuam um prazo de validade mais alargado (3). O consumo de latic&iacute;nios faz parte das recomenda&ccedil;&otilde;es di&aacute;rias tanto da PDM como da RAM. Contudo, a RAM salienta o consumo de latic&iacute;nios como um todo, visto que o consumo de leite &eacute; muito comum na popula&ccedil;&atilde;o portuguesa. O leite &eacute; um alimento com um valor nutricional muito importante, dado ser uma fonte de energia, de c&aacute;lcio e de f&oacute;sforo e sobretudo de prote&iacute;na de alto valor biol&oacute;gico, essencial para a manuten&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de &oacute;ssea (35). De acordo com a Funda&ccedil;&atilde;o Internacional de Osteoporose, a incid&ecirc;ncia mundial desta doen&ccedil;a est&aacute; a aumentar, sendo, por isso, importante promover o consumo de leite desde cedo (36). O leite tem ainda outras vantagens, derivadas do seu elevado teor proteico de alto valor biol&oacute;gico, que apresenta benef&iacute;cios na preven&ccedil;&atilde;o do desenvolvimento de sarcopenia, condi&ccedil;&atilde;o onde se desenvolvem perdas musculares relacionadas com o avan&ccedil;ar da idade (37). Para al&eacute;m disso, o leite tem ainda importantes nutrientes, como o magn&eacute;sio, o c&aacute;lcio e o pot&aacute;ssio, com a&ccedil;&atilde;o preventiva no desenvolvimento de doen&ccedil;as cardiovasculares (38,39). Face &agrave;s vantagens anteriormente enumeradas, o consumo deste alimento &eacute; importante e deve ser incentivado, recomenda&ccedil;&atilde;o que est&aacute; presente sobretudo na RAM.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Mencionando o grupo &ldquo;Carne, Pescado e Ovos&rdquo;, a RAM inclui as carnes brancas, carnes vermelhas, pescado e ovos no mesmo grupo, contrariamente &agrave; PDM, que exibe recomenda&ccedil;&otilde;es separadas e distintas. Contudo, seria ben&eacute;fico que a RAM procedesse a uma separa&ccedil;&atilde;o das diversas fontes proteicas, &agrave; semelhan&ccedil;a da PDM, pois a carne, o pescado e os ovos deviam possuir recomenda&ccedil;&otilde;es de frequ&ecirc;ncia de consumo diferentes. A corroborar esta sugest&atilde;o existem as recomenda&ccedil;&otilde;es de v&aacute;rias institui&ccedil;&otilde;es, entre as quais a&nbsp;The <em>American Heart Association</em>&nbsp;(AHA) e a&nbsp;European Food Safety Authority&nbsp;(EFSA), que defendem o consumo de peixe, sobretudo o peixe gordo, no m&iacute;nimo duas vezes por semana (40, 41). Por outro lado, segundo o relat&oacute;rio conjunto da Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial da Sa&uacute;de (OMS) e da&nbsp;<em>International Agency for Research of Cancer</em>&nbsp;(IARC), evidencia-se a recomenda&ccedil;&atilde;o de n&atilde;o ultrapassar o consumo de 100 g de carnes vermelhas e 50 g de carnes processadas, pois podem aumentar em 17% e 18% respetivamente, o risco de desenvolvimento do cancro colorretal (42). Existem inclusivamente rela&ccedil;&otilde;es estabelecidas entre o consumo de carnes vermelhas e processadas com o desenvolvimento de hipercolesterolemia, hipertens&atilde;o ou mesmo s&iacute;ndrome metab&oacute;lica, quest&atilde;o que n&atilde;o se evidencia nas carnes brancas (43). Por estas raz&otilde;es e pelas diferen&ccedil;as nutricionais seria importante a separa&ccedil;&atilde;o dos diferentes tipos de carnes. Ser&aacute;, assim, importante, que a indica&ccedil;&atilde;o relativa a um consumo diferenciado dos alimentos que comp&otilde;e o grupo das &ldquo;carnes, pescado e ovos&rdquo; possa ser feita de forma acess&oacute;ria quando se apresenta a RAM &agrave; popula&ccedil;&atilde;o. Desta forma, verifica-se que a divis&atilde;o por frequ&ecirc;ncia de consumo da PDM &eacute; mais vantajosa, dado que transmite uma informa&ccedil;&atilde;o mais completa sobre estas fontes proteicas, do que apenas englob&aacute;-las num s&oacute; grupo. A PDM refere um consumo semanal destes alimentos, dando maior prefer&ecirc;ncia ao pescado, aspeto este que se assume ben&eacute;fico porque o mesmo representa uma fonte de energia, de prote&iacute;nas de alto valor biol&oacute;gico, de iodo, de sel&eacute;nio, de c&aacute;lcio, de vitaminas A e D e &aacute;cidos gordos essenciais (41).</p>     <p>Quanto &agrave;s leguminosas, estas s&atilde;o individualizadas dos restantes fornecedores proteicos tanto na RAM como na PDM. Apesar disso, nos dias de hoje &eacute; not&oacute;ria uma menor valoriza&ccedil;&atilde;o e utiliza&ccedil;&atilde;o das leguminosas, muito presentes em pratos da gastronomia tradicional portuguesa. As recomenda&ccedil;&otilde;es dos dois guias diferem quanto &agrave; frequ&ecirc;ncia de consumo, na medida em que a RAM aconselha o consumo de 1 a 2 por&ccedil;&otilde;es di&aacute;rias e a PDM um consumo superior ou igual a 2 por&ccedil;&otilde;es por semana. As leguminosas s&atilde;o alimentos que exercem in&uacute;meros benef&iacute;cios para a sa&uacute;de, contribuem para um melhor controlo glic&eacute;mico, para a modula&ccedil;&atilde;o lip&iacute;dica, s&atilde;o ricas em subst&acirc;ncias bioativas e fibras, n&atilde;o apresentam colesterol e s&atilde;o boas fornecedoras de prote&iacute;nas (44). Desta forma, pelos benef&iacute;cios inerentes, seria prefer&iacute;vel a recomenda&ccedil;&atilde;o basear-se no consumo di&aacute;rio, tal como se verifica com a RAM.</p>     <p>O consumo de frutos oleaginosos &eacute; promovido de forma di&aacute;ria em cerca de 1 a 2 por&ccedil;&otilde;es na PDM, contrariamente &agrave; RAM, cuja men&ccedil;&atilde;o n&atilde;o surge inclu&iacute;da na Roda, mas sim nas recomenda&ccedil;&otilde;es adicionais, n&atilde;o sendo dada uma orienta&ccedil;&atilde;o quanto &agrave; frequ&ecirc;ncia de consumo. Os frutos oleaginosos s&atilde;o caracterizados por serem alimentos com elevado teor de l&iacute;pidos, sobretudo &aacute;cidos gordos insaturados (45). Dentro destes, &eacute; de destacar o &oacute;mega 6, particularmente importante no desenvolvimento cerebral e na prote&ccedil;&atilde;o da pele, entre outros (46). Para al&eacute;m disso, estes alimentos apresentam ainda boas quantidades de &oacute;mega 3 com uma a&ccedil;&atilde;o importante no sistema cardiovascular e que previne a ocorr&ecirc;ncia de doen&ccedil;as card&iacute;acas e vasculares (47). Segundo a EFSA, as recomenda&ccedil;&otilde;es de ingest&atilde;o dos &aacute;cidos gordos &oacute;mega 3 e &oacute;mega 6 s&atilde;o 2 e 10 g por dia, respetivamente (47).</p>     <p>O consumo de frutos oleaginosos acima de tr&ecirc;s doses por semana &eacute; cientificamente sustentado como tendo efeitos significativos na redu&ccedil;&atilde;o do risco de mortalidade (48). O consumo de uma por&ccedil;&atilde;o equivalente a uma m&atilde;o de frutos oleaginosos por dia est&aacute; associado &agrave; preven&ccedil;&atilde;o de doen&ccedil;as, tais como obesidade, doen&ccedil;as cardiovasculares ou a diabetes&nbsp;Mellitus. Desta forma, a recomenda&ccedil;&atilde;o di&aacute;ria deste tipo de alimentos, &agrave; semelhan&ccedil;a do que ocorre na PDM, destaca-se como mais vantajosa (49).</p>     <p>Os hortofrut&iacute;colas pela sua riqueza nutricional, devem estar presentes em abund&acirc;ncia num padr&atilde;o alimentar promotor de sa&uacute;de, como sugerem as recomenda&ccedil;&otilde;es da RAM e da PDM. No primeiro guia s&atilde;o recomendados entre 3 a 5 por&ccedil;&otilde;es por dia e no segundo um consumo maior ou igual a 2 por&ccedil;&otilde;es para os hort&iacute;colas e 1 a 2 por&ccedil;&otilde;es para as frutas, a cada refei&ccedil;&atilde;o principal. De acordo com as recomenda&ccedil;&otilde;es da OMS, que preconiza um consumo m&iacute;nimo di&aacute;rio de 400 g de produtos hort&iacute;colas e de fruta, verifica-se que os dois guias superam estas recomenda&ccedil;&otilde;es (50, 51). O consumo di&aacute;rio de 400 g pode reduzir o risco de desenvolvimento de doen&ccedil;as cr&oacute;nicas n&atilde;o transmiss&iacute;veis, como a doen&ccedil;a coron&aacute;ria, doen&ccedil;as cerebrovasculares e hipertens&atilde;o arterial. Nutricionalmente, este grupo de alimentos apresenta uma grande variedade de vitaminas, minerais, fitonutrientes e elevado teor de fibra (50). A grande discord&acirc;ncia entre os dois guias, quanto &agrave;s recomenda&ccedil;&otilde;es de fruta e produtos hort&iacute;colas, prende-se com o momento do seu consumo. A RAM &eacute; mais vantajosa neste sentido, dado promover um consumo ao longo do dia e n&atilde;o exclusivamente nas refei&ccedil;&otilde;es principais. A refor&ccedil;ar esta mensagem temos as recomenda&ccedil;&otilde;es da OMS que aconselham a promo&ccedil;&atilde;o do consumo destes alimentos durante as refei&ccedil;&otilde;es e nas refei&ccedil;&otilde;es intercalares.</p>     <p>Relativamente aos cereais, a RAM recomenda uma ingest&atilde;o de 4 a 11 por&ccedil;&otilde;es di&aacute;rias e a PDM refere o consumo de 1 a 2 por&ccedil;&otilde;es por cada refei&ccedil;&atilde;o principal. O PAM elege o consumo de cereais integrais dado que estes s&atilde;o uma importante fonte de energia, hidratos de carbono,&nbsp;prote&iacute;na e fibra (52, 53). De acordo com dados dispon&iacute;veis, poder&aacute; existir uma redu&ccedil;&atilde;o de 21% no risco de desenvolvimento de doen&ccedil;as cardiovasculares em indiv&iacute;duos que consomem em m&eacute;dia entre 48 a 80 g&nbsp;de cereais integrais por dia, em compara&ccedil;&atilde;o com os que n&atilde;o atingem estas recomenda&ccedil;&otilde;es (54). Desta forma, ambos os guias s&atilde;o ben&eacute;ficos para a promo&ccedil;&atilde;o do consumo de cereais, embora as recomenda&ccedil;&otilde;es da PDM sejam mais evidentes para os cereais integrais.</p>     <p>Incidindo nas recomenda&ccedil;&otilde;es h&iacute;dricas, os dois guias referem a import&acirc;ncia da ingest&atilde;o di&aacute;ria de &aacute;gua, embora as quantidades recomendadas sejam distintas (14, 17). De facto, a &aacute;gua &eacute; essencial &agrave; vida e para real&ccedil;ar a import&acirc;ncia do balan&ccedil;o h&iacute;drico, a imagem da &aacute;gua foi colocada em destaque no centro da RAM, ocupando igualmente uma posi&ccedil;&atilde;o de destaque na PDM (14,55). Relativamente &agrave;s recomenda&ccedil;&otilde;es, estas devem ter em considera&ccedil;&atilde;o diversos factores e de acordo com a OMS, em condi&ccedil;&otilde;es normais, os valores de ingest&atilde;o de &aacute;gua total para homens e mulheres s&atilde;o de 2,9 e 2,2 L, respetivamente (56). Para al&eacute;m disso, a EFSA estipulou valores de ingest&atilde;o adequados de &aacute;gua total de 2,5 e 2,0 L para homens e mulheres, respetivamente (57). Em virtude dos valores de ingest&atilde;o de &aacute;gua reportados pelos portugueses, o Instituto de Hidrata&ccedil;&atilde;o e Sa&uacute;de adotou os valores de refer&ecirc;ncia da EFSA supracitados (57). Contudo, estas recomenda&ccedil;&otilde;es n&atilde;o se reportam exclusivamente &agrave; ingest&atilde;o de &aacute;gua em natureza, mas tamb&eacute;m a outras bebidas e alimentos ou preparados culin&aacute;rios, que possuam &aacute;gua na sua composi&ccedil;&atilde;o. Por&eacute;m, dada a grande variabilidade do conte&uacute;do de &aacute;gua nos alimentos, &eacute; mais f&aacute;cil apresentar &agrave; popula&ccedil;&atilde;o valores de refer&ecirc;ncia de bebidas, pelo que o Instituto de Hidrata&ccedil;&atilde;o e Sa&uacute;de recomenda o consumo de 1,9 e 1,5 L para homens e mulheres, respetivamente (57). Os valores preconizados pela RAM aproximam-se mais destas recomenda&ccedil;&otilde;es do que os da PDM, dado que a recomenda&ccedil;&atilde;o se situa entre 1,5 a 3,0 L de &aacute;gua total a ingerir.</p>     <p>No &acirc;mbito do grupo &ldquo;Gorduras e &Oacute;leos&rdquo;, a RAM apresenta recomenda&ccedil;&otilde;es quanto &agrave;s por&ccedil;&otilde;es di&aacute;rias de consumo dos v&aacute;rios alimentos deste grupo, enquanto a PDM elege o azeite como a gordura preferencial, aconselhando o seu consumo a cada refei&ccedil;&atilde;o principal, ocupando um destaque central na Pir&acirc;mide, visto que constitui um dos pilares deste padr&atilde;o alimentar. Esta fonte de l&iacute;pidos &eacute; composta por &aacute;cidos gordos monoinsaturados, vitamina E e &beta; carotenos com propriedades salutog&eacute;nicas, pelo que o seu consumo deve ser valorizado (58&ndash;60). De acordo com a EFSA, o total de gordura ingerida deve corresponder entre 20 a 35% do total cal&oacute;rico di&aacute;rio para adultos (46). Ao n&iacute;vel do tipo de gordura a consumir, a EFSA n&atilde;o estipula nenhum valor, contudo, de acordo com a Organiza&ccedil;&atilde;o das Na&ccedil;&otilde;es Unidas para a Agricultura e Alimenta&ccedil;&atilde;o (FAO), menos de 10% devem ser atribu&iacute;dos &agrave; gordura saturada, 15 a 20% para a gordura monoinsaturada e 6 a 11% para a gordura polinsaturada (61). Posto isto, o azeite devido aos seus benef&iacute;cios deve ser privilegiado em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s outras gorduras, n&atilde;o necessitando as restantes de ser negligenciadas, desde que n&atilde;o sejam ultrapassados os valores recomendados pela EFSA, uma vez que contribuem para uma maior variabilidade dentro deste grupo.</p>     <p>Relativamente &agrave;s ervas arom&aacute;ticas, estas s&atilde;o muitas vezes encaradas como substitutos da utiliza&ccedil;&atilde;o do sal, por potenciarem os sabores dos pratos, atribuindo-lhes mais cor e aromas. Esta substitui&ccedil;&atilde;o traz vantagens para a sa&uacute;de, sobretudo se contribuir para alcan&ccedil;ar as as recomenda&ccedil;&otilde;es da OMS de um consumo m&aacute;ximo de 5 g/dia de sal (62). Al&eacute;m disso, &eacute; ainda poss&iacute;vel considerar a valoriza&ccedil;&atilde;o nutricional das ervas arom&aacute;ticas em vitaminas como a A, a C e do complexo B, em compostos vol&aacute;teis e subst&acirc;ncias fitoqu&iacute;micas (63). Assim sendo, &eacute; de ressalvar que a PDM aconselha a sua utiliza&ccedil;&atilde;o di&aacute;ria, o que n&atilde;o se verifica na RAM, onde a men&ccedil;&atilde;o &agrave;s ervas arom&aacute;ticas apenas aparece nas mensagens acess&oacute;rias como sugest&atilde;o de substituto do sal. Neste contexto, face aos benef&iacute;cios apresentados o consumo di&aacute;rio de ervas arom&aacute;ticas deve ser promovido.</p>     <p>Apesar das diferen&ccedil;as nas recomenda&ccedil;&otilde;es nestes grupos alimentares, na generalidade verifica-se uma aproxima&ccedil;&atilde;o entre a RAM e a PDM, uma vez que os alimentos mediterr&acirc;nicos mais destacados est&atilde;o de acordo com o padr&atilde;o alimentar portugu&ecirc;s. Assim, os alimentos que se destacam para cada um dos grupos s&atilde;o: &Oacute;leos e Gorduras (predomina o consumo de azeite e azeitona); Carne, Pescado e Ovos (salienta-se o consumo sobretudo de peixe, em especial sardinha, carapau, atum, cavala, pescada e sarda); Hort&iacute;colas (menciona a cebola, o alho, a couve galega, os grelos, o tomate, o pimento, o pepino e as beldroegas); Fruta (predomina mel&atilde;o, figo, ameixa, citrinos, n&ecirc;spera, rom&atilde;, melancia, p&ecirc;ssego, ma&ccedil;&atilde;, pera, cerejas e uva); Cereais e Tub&eacute;rculos (em especial batata doce, castanha, massa e arroz integrais, flocos de aveia e broa).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Paralelamente, constatou-se que quanto ao n&iacute;vel de compara&ccedil;&atilde;o III, 3,7% dos par&acirc;metros (<a href ="/img/revistas/apn/n11/n11a02t2.jpg">Tabela 2</a>) s&oacute; aparecem indicados na RAM, nomeadamente a men&ccedil;&atilde;o &agrave;s por&ccedil;&otilde;es equivalentes, o que facilita a realiza&ccedil;&atilde;o de uma alimenta&ccedil;&atilde;o variada, baseada nas quantidades recomendadas (17). A PDM n&atilde;o refere o par&acirc;metro das por&ccedil;&otilde;es equivalentes, uma vez que menciona apenas as frequ&ecirc;ncias de consumo (semanalmente, diariamente e a cada refei&ccedil;&atilde;o principal), n&atilde;o fazendo sequer refer&ecirc;ncia &agrave; quantifica&ccedil;&atilde;o das por&ccedil;&otilde;es recomendadas (33,64).</p>     
<p>Assume-se como uma limita&ccedil;&atilde;o deste trabalho o facto de se considerar que as por&ccedil;&otilde;es alimentares recomendadas por ambos os guias s&atilde;o semelhantes em termos de quantidades. A PDM n&atilde;o apresenta informa&ccedil;&atilde;o sobre este aspeto, o que n&atilde;o permite uma compara&ccedil;&atilde;o fiel, podendo condicionar erros associados a uma compara&ccedil;&atilde;o abusiva. Al&eacute;m disso, a RAM recomenda por&ccedil;&otilde;es dirigidas a grupos et&aacute;rios e n&iacute;veis de atividade f&iacute;sica diferentes, o que incrementa a limita&ccedil;&atilde;o da compara&ccedil;&atilde;o, visto que a PDM apenas se destina &agrave; popula&ccedil;&atilde;o adulta, sem fazer destrin&ccedil;a de recomenda&ccedil;&otilde;es por n&iacute;veis de atividade f&iacute;sica.</p>     <p>Por fim, para o n&iacute;vel de compara&ccedil;&atilde;o IV, 18,5% dos par&acirc;metros analisados (<a href ="/img/revistas/apn/n11/n11a02t2.jpg">Tabela 2</a>) apenas surgem mencionados na PDM, como o exemplo das sementes, em que a PDM aconselha o consumo di&aacute;rio entre 1 a 2 por&ccedil;&otilde;es. Estes alimentos podem contribuir para um enriquecimento nutricional das ementas (65, 66), nomeadamente devido ao seu teor de fibra e l&iacute;pidos com predomin&acirc;ncia de &aacute;cidos gordos polinsaturados. Desta forma, a inclus&atilde;o na alimenta&ccedil;&atilde;o dos portugueses de sementes, como as de girassol ou ab&oacute;bora, produzidas em Portugal, poderia ser promovida.</p>     
<p>Relativamente ao sal, a PDM refere a necessidade de se reduzir a sua adi&ccedil;&atilde;o, contrariamente &agrave; RAM, que n&atilde;o o faz de forma expl&iacute;cita na representa&ccedil;&atilde;o gr&aacute;fica do guia, embora fa&ccedil;a refer&ecirc;ncia ao assunto nos documentos acess&oacute;rios &agrave; representa&ccedil;&atilde;o. Uma vez que os &uacute;ltimos dados relativos ao consumo de sal referem que os portugueses consomem, em m&eacute;dia, 7,3 g de sal por dia, seria importante refor&ccedil;ar e promover uma menor utiliza&ccedil;&atilde;o do mesmo (67, 68). Quanto ao a&ccedil;&uacute;car e produtos a&ccedil;ucarados, a OMS tem frequentemente enfocado as recomenda&ccedil;&otilde;es para a redu&ccedil;&atilde;o do consumo de a&ccedil;&uacute;car, para menos de 10% do valor energ&eacute;tico total, uma vez que se estima ser elevado e comprovadamente prejudicial &agrave; sa&uacute;de (69, 70). A PDM possui a recomenda&ccedil;&atilde;o de consumo dos produtos a&ccedil;ucarados no topo da Pir&acirc;mide, com uma frequ&ecirc;ncia de consumo semanal e inferior ou igual a 2 por&ccedil;&otilde;es. Este tipo de recomenda&ccedil;&atilde;o pode simultaneamente apresentar uma vantagem e uma desvantagem. Se por um lado a indica&ccedil;&atilde;o de por&ccedil;&otilde;es e frequ&ecirc;ncia de consumo pode auxiliar na limita&ccedil;&atilde;o de consumo, por fixar um valor, por outro lado a coloca&ccedil;&atilde;o dos produtos a&ccedil;ucarados no topo da Pir&acirc;mide pode ser um fator confundidor, devido ao facto de se poder associar o topo da representa&ccedil;&atilde;o gr&aacute;fica a alimentos mais importantes (71, 72). A RAM apenas apresenta informa&ccedil;&atilde;o sobre o assunto em documentos acess&oacute;rios &agrave; representa&ccedil;&atilde;o e n&atilde;o no modelo gr&aacute;fico gen&eacute;rico.</p>     <p>Deste modo, &eacute; percet&iacute;vel que estes dois guias possuem diversas concord&acirc;ncias entre si, sendo poucas as diferen&ccedil;as ao n&iacute;vel das recomenda&ccedil;&otilde;es alimentares e informa&ccedil;&otilde;es adicionais. A diferen&ccedil;a mais evidente nestes dois guias trata-se da sua representa&ccedil;&atilde;o gr&aacute;fica. A pir&acirc;mide alimentar consiste numa representa&ccedil;&atilde;o bastante comum, n&atilde;o s&oacute; utilizada pela PDM, mas tamb&eacute;m por pa&iacute;ses como &Aacute;ustria, Finl&acirc;ndia, Gr&eacute;cia, Espanha, entre outros (73). A pir&acirc;mide &eacute; uma estrutura gr&aacute;fica que conduz a uma interpreta&ccedil;&atilde;o com uma orienta&ccedil;&atilde;o de cima para baixo, o que motiva uma associa&ccedil;&atilde;o hier&aacute;rquica dos alimentos ou informa&ccedil;&otilde;es alimentares presentes. Os alimentos situados nas divis&otilde;es mais estreitas podem erradamente ser considerados mais importantes que os alimentos localizados nas divis&otilde;es inferiores (71, 72). A forma circular tem vindo a ser cada vez mais adotada. Refira-se o facto de historicamente determinados pa&iacute;ses terem guias alimentares em formato de pir&acirc;mide e terem atualizado para o formato de roda/prato. Veja-se o caso dos Estados Unidos que utilizou durante anos um guia em formato de pir&acirc;mide e que atualmente adota um formato de prato (1). Um formato circular apresenta a vantagem de n&atilde;o hierarquizar os alimentos, uma vez que lhes atribui igual import&acirc;ncia. Esta representa&ccedil;&atilde;o divide-se em v&aacute;rias fatias de tamanhos distintos, simbolizando quais os grupos alimentares que devem ser consumidos em maiores e menores quantidades e agrupando os alimentos com propriedades nutricionais similares (17, 74).</p>     <p>&Eacute; ainda de ressalvar que a RAM apresenta mensagens espec&iacute;ficas relativas ao consumo moderado de vinho &agrave;s refei&ccedil;&otilde;es, exceto por crian&ccedil;as, gr&aacute;vidas e aleitantes, e o incentivo ao consumo de frutos secos oleaginosos. A raz&atilde;o pela qual os anteriores n&atilde;o surgem comtemplados em grupos alimentares pertencentes &agrave; representa&ccedil;&atilde;o gr&aacute;fica &eacute; por n&atilde;o se desejar que o seu consumo seja feito diariamente, tal como se pretende para os grupos alimentares inclu&iacute;dos na RAM. Juntamente com estas recomenda&ccedil;&otilde;es &eacute; vis&iacute;vel o incentivo &agrave; pr&aacute;tica de atividade f&iacute;sica e o aumento do tempo despendido em atividades de lazer; a utiliza&ccedil;&atilde;o de ervas arom&aacute;ticas em substitui&ccedil;&atilde;o ao sal; a promo&ccedil;&atilde;o de t&eacute;cnicas culin&aacute;rias saud&aacute;veis e tradicionais no quotidiano; a ado&ccedil;&atilde;o de um estilo de vida fomentador de pr&aacute;ticas sustent&aacute;veis, com respeito &agrave; sazonalidade e proveni&ecirc;ncia dos alimentos; o conv&iacute;vio e partilha no momento das refei&ccedil;&otilde;es (33).</p>     <p>Ao longo dos tempos tem sido observado um gradual afastamento da pr&aacute;tica da alimenta&ccedil;&atilde;o mediterr&acirc;nica por parte dos pa&iacute;ses da regi&atilde;o do Mediterr&acirc;neo (65, 75). As poss&iacute;veis causas deste acontecimento podem centrar-se na globaliza&ccedil;&atilde;o e no desenvolvimento econ&oacute;mico, que contribuem para uma maior partilha de culturas de outros povos que influenciam o consumo alimentar tradicional (65, 76, 77). Neste sentido, &eacute; importante promover este padr&atilde;o alimentar de forma a serem recuperados os seus princ&iacute;pios e a sua aplica&ccedil;&atilde;o por parte da popula&ccedil;&atilde;o. Neste campo, um guia alimentar adaptado &agrave; nossa popula&ccedil;&atilde;o, que incorpore indica&ccedil;&otilde;es deste padr&atilde;o, representa uma mais-valia no &acirc;mbito da educa&ccedil;&atilde;o alimentar. Nos manuais escolares, os conte&uacute;dos program&aacute;ticos incluem tem&aacute;ticas relativas &agrave; alimenta&ccedil;&atilde;o, sendo disponibilizada informa&ccedil;&atilde;o sobre a RA e a PDM, o que pode potenciar alguma confus&atilde;o e dificultar a compara&ccedil;&atilde;o entre os guias, sobretudo se o enfoque n&atilde;o for feito na RAM e for efetuado na PDM. Ser&aacute; importante que a informa&ccedil;&atilde;o seja clara e concisa, dando-se destaque ao guia alimentar portugu&ecirc;s. Seria igualmente fundamental que na pr&oacute;xima revis&atilde;o curricular seja incluida nos manuais escolares informa&ccedil;&atilde;o sobre a RAM, de forma a complementar a informa&ccedil;&atilde;o veiculada pela RA, promovendo-se, assim, a DM, adaptada &agrave; realidade portuguesa.</p>     <p><b>CONCLUS&Otilde;ES</b></p>     <p>A RAM e a PDM constituem ferramentas que permitem boas formas de promover uma alimenta&ccedil;&atilde;o saud&aacute;vel, visto que ambos os guias se baseiam em recomenda&ccedil;&otilde;es alimentares suportadas pela evid&ecirc;ncia cient&iacute;fica.</p>     <p>Face aos pontos comuns a RAM &eacute; mais espec&iacute;fica para a popula&ccedil;&atilde;o portuguesa, porque foi elaborada com base na realidade e necessidades dos portugueses. Al&eacute;m disso, foi constru&iacute;da com base nos dados de disponibilidade alimentar nacionais, incluindo ainda informa&ccedil;&otilde;es mais esclarecedoras acerca das por&ccedil;&otilde;es, quanto &agrave; sua quantifica&ccedil;&atilde;o. &Eacute; tamb&eacute;m de ressalvar a sua forma circular, uma vez que permite uma interpreta&ccedil;&atilde;o mais f&aacute;cil e imediata da informa&ccedil;&atilde;o a transmitir &agrave; popula&ccedil;&atilde;o.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Dada toda a nossa tradi&ccedil;&atilde;o alimentar, seria pertinente incluir na RAM, uma men&ccedil;&atilde;o relativamente &agrave; import&acirc;ncia de um baixo consumo de carnes processadas. Quanto ao total de sal ingerido, a RAM deveria conter uma recomenda&ccedil;&atilde;o alusiva ao limite m&aacute;ximo de consumo. Considera-se ainda que &agrave; semelhan&ccedil;a da indica&ccedil;&atilde;o para a pr&aacute;tica de atividade f&iacute;sica, deveria existir uma para o descanso, nomeadamente focada nas horas de sono, dado este ser importante para a manuten&ccedil;&atilde;o de um bom estado de sa&uacute;de, n&atilde;o s&oacute; f&iacute;sica mas tamb&eacute;m psicol&oacute;gica.</p>     <p>A adapta&ccedil;&atilde;o da RA para a RAM permitiu uma maior aproxima&ccedil;&atilde;o do guia alimentar portugu&ecirc;s aos princ&iacute;pios da DM, o que veio enriquecer o guia e fortalecer esta ferramenta de educa&ccedil;&atilde;o alimentar. Desta forma, os profissionais de sa&uacute;de, em concreto os nutricionistas, t&ecirc;m agora &agrave; sua disposi&ccedil;&atilde;o uma ferramenta mais completa e de f&aacute;cil inclus&atilde;o nas suas a&ccedil;&otilde;es de promo&ccedil;&atilde;o de sa&uacute;de junto dos portugueses, esperando--se que possa tamb&eacute;m ser inclu&iacute;da nos manuais escolares, de forma a potenciar um ensino uniforme e consertado sobre alimenta&ccedil;&atilde;o saud&aacute;vel, baseada nos princ&iacute;pios da DM.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>REFER&Ecirc;NCIAS BIBLIOGR&Aacute;FICAS</b></p> <ol>     <li>Aguiliera C. Hist&oacute;ria da Alimenta&ccedil;&atilde;o Mediterr&acirc;nica. 1 st. Lisboa, Portugal: Terramar; 2001. 58-60 p.</li>     <li>Ribeiro O. Portugal, o Mediterr&acirc;eo e o Atl&acirc;ntico. 7a Ed. Lisboa, Portugal: Livraria S&aacute; da Costa Editora; 1998.</li>     <li>Partid&aacute;rio A. A Dieta Mediterr&acirc;nica em Portugal: Cultura, Alimenta&ccedil;&atilde;o e Sa&uacute;de. Faro: Universidade do Algarve; 2014.</li>     <li>Dur&atilde;o CR, Oliveira JFS, Almeida MDV de. Portugal e o Padr&atilde;o Alimentar Mediterr&acirc;nico. Aliment Humana. 2008;14(3):115&ndash;28.</li>     <li>Peres E. Saudabil&iacute;ssima alimenta&ccedil;&atilde;o mediterr&acirc;nea. H&aacute; tanta ideia perdida. 2001;II(2):5/59&ndash;5.</li>     <li>Nestle M. Mediterranean diets: historical and research overview. Am J Clin Nutr. 1995;61(Suppl):1313&ndash;20.</li>     ]]></body>
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<body><![CDATA[<p>Recebido a 2 de janeiro de 2017</p>     <p>Aceite a 31 de dezembro de 2017</p>     <p>&nbsp;</p>      ]]></body><back>
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