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<article-id pub-id-type="doi">10.21011/apn.2018.1202</article-id>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Avaliação e promoção da qualidade alimentar e nutricional de Refeições escolares portuguesas: Programa Eat Mediterranean]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Nutritional qualitative evaluation and improvement of school meals in Portugal: Eat Mediterranean Program]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Introduction: Eat Mediterranean: A Program for Eliminating Dietary Inequalities in Schools has been developed through a comprehensive approach at the individual and community level, focusing on the school environment. The school provides a privileged environment for health education, the promotion of healthy lifestyles and social equity, having the responsibility to ensure nutritionally balanced food availability. Objectives: Assess the impact of the Eat Mediterranean program on the nutritional quality of food offer in school canteens in 3 School Groupings in Santarém and Alpiarça municipalities. Methodology: All school menus (n = 386) of the school year 2015/16 were evaluated qualitatively through the tool SPARE (School Planning and Evaluation of School Meals): preschools and primary schools (responsibility of municipalities); 2nd and 3rd cycles of basic and secondary education schools (responsibility of DGEstE) and a school of 2nd and 3rd cycles of basic education with its own cooking service (responsibility of the School) - total of 25 schools. New menus were elaborated according to the SPARE criteria, which were implemented in school year 2016/17 in preschools and primary schools and in the school with its own cooking service. Results: After the intervention of the Eat Mediterranean, the SPARE score of the school menus with its own cooking service increased from 37% to 86.4%; in preschools and primary schools in Santarém and Alpiarça municipalities, the SPARE global scores went from 76.7% and 53.6%, respectively, to 88.2% and 100%, after intervention, respectively. Considering the SPARE criteria not met in the initial evaluation and those that have been fulfilled in the new menus implemented, we emphasize those associated with the supply of vegetables, legumes, fish and white meats. Conclusions: The Eat Mediterranean demonstrated to have a favourable impact on the quality of the meals served in the schools under study. Schools should play their key role in promoting healthy lifestyles, including the principles of the Mediterranean Diet, by taking it consistently through a balanced and healthy food offer, working in the social and economic environment of the most disadvantaged populations.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Oferta alimentar escolar]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>ARTIGO ORIGINAL</b></p>     <p>     <p><b>Avalia&ccedil;&atilde;o e promo&ccedil;&atilde;o da qualidade alimentar e nutricional de Refei&ccedil;&otilde;es escolares  portuguesas &ndash; Programa Eat Mediterranean</b></p>     <p><b>Nutritional qualitative evaluation and improvement of school meals in Portugal - Eat Mediterranean Program</b></p>     <p><b>Ana Isabel Rito<sup>1,2*</sup>; Ana Dinis<sup>3</sup>; Carla Rasc&ocirc;a<sup>3</sup>; Susana Rodrigues<sup>3</sup>; Camila Stein-Novais<sup>3</sup>; Sofia Mendes<sup>2</sup>; Ant&oacute;nio Maia<sup>3</sup>; S&oacute;nia Lu&iacute;s<sup>4</sup>; Ricardo Luciano<sup>5</sup></b></p>     <p><sup>1</sup>&nbsp;Instituto Nacional de Sa&uacute;de Doutor Ricardo Jorge,Av. Padre Cruz,1649-016 Lisboa, Portugal</p>     <p><sup>2</sup>&nbsp;Centro de Estudos e Investiga&ccedil;&atilde;o em Din&acirc;micas Sociais e Sa&uacute;de,F&aacute;brica da P&oacute;lvora de Barcarena, 2730-036 Oeiras, Portugal</p>     <p><sup>3</sup>&nbsp;Administra&ccedil;&atilde;o Regional de Sa&uacute;de de Lisboa e Vale do Tejo, Av. Estados Unidos da Am&eacute;rica, n.&ordm; 77, Piso 8, 1749 - 096 Lisboa, Portugal</p>     <p><sup>4</sup>&nbsp;C&acirc;mara Municipal de Santar&eacute;m, Pra&ccedil;a do Munic&iacute;pio,2005-245 Santar&eacute;m, Portugal</p>     <p><sup>5&nbsp;</sup>C&acirc;mara Municipal de Alpiar&ccedil;a, Rua Jos&eacute; Relvas, n.&ordm; 374, Apartado 25, 2094-909 Alpiar&ccedil;a, Portugal</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p></p> <a href="#c0">Endere&#231;o para correspond&#234;ncia</a><a name="topc0"></a></b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p>Introdu&ccedil;&atilde;o:&nbsp;O Programa&nbsp;<em>Eat Mediterranean: A&nbsp;Program for Eliminating Dietary Inequalities in Schools</em>&nbsp;foi desenvolvido atrav&eacute;s de uma abordagem abrangente a n&iacute;vel individual e comunit&aacute;rio, centrada no ambiente escolar. A escola constitui um ambiente privilegiado para educa&ccedil;&atilde;o para a sa&uacute;de, promo&ccedil;&atilde;o de estilos de vida saud&aacute;veis e equidade social, assumindo igualmente a responsabilidade de assegurar uma oferta alimentar nutricionalmente equilibrada.</p>     <p>Objetivos:&nbsp;Avaliar o impacto do programa&nbsp;<em>Eat Mediterranean</em>&nbsp;na qualidade nutricional da oferta alimentar nos refeit&oacute;rios escolares em 3 Agrupamentos de Escolas dos munic&iacute;pios de Santar&eacute;m e Alpiar&ccedil;a.</p>     <p>Metodologia:&nbsp;Foram avaliadas qualitativamente, atrav&eacute;s da ferramenta Sistema de Planeamento e Avalia&ccedil;&atilde;o de Refei&ccedil;&otilde;es Escolares (SPARE), todas as ementas escolares (n=386) do ano letivo 2015/16 das escolas do ensino pr&eacute;-escolar e 1.&ordm; ciclo do ensino b&aacute;sico (responsabilidade municipal); 2.&ordm; e 3.&ordm; ciclos do ensino b&aacute;sico e ensino secund&aacute;rio (responsabilidade da Dire&ccedil;&atilde;o-Geral dos Estabelecimentos de Ensino) e de uma escola de 2.&ordm; e 3.&ordm; ciclos com confe&ccedil;&atilde;o pr&oacute;pria (responsabilidade da Escola), num total de 25 escolas. Foram elaboradas novas ementas de acordo com os crit&eacute;rios SPARE, as quais foram implementadas, em 2016/17, nas escolas da responsabilidade dos Munic&iacute;pios e na escola com confe&ccedil;&atilde;o pr&oacute;pria.</p>     <p>Resultados:&nbsp;Ap&oacute;s a interven&ccedil;&atilde;o do&nbsp;<em>Eat Mediterranean</em>, a pontua&ccedil;&atilde;o global SPARE das ementas da escola com confe&ccedil;&atilde;o pr&oacute;pria passou de 37% para 86,4%; nas escolas da responsabilidade dos Munic&iacute;pios de Santar&eacute;m e Alpiar&ccedil;a, as pontua&ccedil;&otilde;es globais SPARE passaram de 76,7% e 53,6%, respetivamente, para 88,2% e 100%, ap&oacute;s a interven&ccedil;&atilde;o. Dos crit&eacute;rios SPARE n&atilde;o cumpridos na avalia&ccedil;&atilde;o inicial e que passaram a estar cumpridos nas novas ementas implementadas destacam-se os associados &agrave; oferta de hort&iacute;colas, leguminosas, pescado e carnes brancas.</p>     <p>Conclus&otilde;es:&nbsp;O&nbsp;<em>Eat Mediterranean</em>&nbsp;demonstrou ter um impacto favor&aacute;vel na qualidade das refei&ccedil;&otilde;es oferecidas nas escolas em estudo. As escolas devem assumir um papel determinante na promo&ccedil;&atilde;o de estilos de vida saud&aacute;veis onde se incluem os princ&iacute;pios da Dieta Mediterr&acirc;nica, assumindo-a de forma coerente atrav&eacute;s de uma oferta alimentar equilibrada e saud&aacute;vel, atuando no ambiente social e econ&oacute;mico das popula&ccedil;&otilde;es mais desfavorecidas.</p>     <p><b>PALAVRAS-CHAVE</b></p>     <p>Oferta alimentar escolar, Qualidade de ementas, Refei&ccedil;&otilde;es escolares, SPARE</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>  <hr>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>Introduction:&nbsp;Eat Mediterranean: A Program for Eliminating Dietary Inequalities in Schools has been developed through a comprehensive approach at the individual and community level, focusing on the school environment. The school provides a privileged environment for health education, the promotion of healthy lifestyles and social equity, having the responsibility to ensure nutritionally balanced food availability.</p>     <p>Objectives:&nbsp;Assess the impact of the Eat Mediterranean program on the nutritional quality of food offer in school canteens in 3 School Groupings in Santar&eacute;m and Alpiar&ccedil;a municipalities.</p>     <p>Methodology:&nbsp;All school menus (n = 386) of the school year 2015/16 were evaluated qualitatively through the tool SPARE (School Planning and Evaluation of School Meals): preschools and primary schools (responsibility of municipalities); 2nd&nbsp;and 3rd&nbsp;cycles of basic and secondary education schools (responsibility of DGEstE) and a school of 2nd&nbsp;and 3rd&nbsp;cycles of basic education with its own cooking service (responsibility of the School) &ndash; total of 25 schools. New menus were elaborated according to the SPARE criteria, which were implemented in school year 2016/17 in preschools and primary schools and in the school with its own cooking service.</p>     <p>Results:&nbsp;After the intervention of the Eat Mediterranean, the SPARE score of the school menus with its own cooking service increased from 37% to 86.4%; in preschools and primary schools in Santar&eacute;m and Alpiar&ccedil;a municipalities, the SPARE global scores went from 76.7% and 53.6%, respectively, to 88.2% and 100%, after intervention, respectively. Considering the SPARE criteria not met in the initial evaluation and those that have been fulfilled in the new menus implemented, we emphasize those associated with the supply of vegetables, legumes, fish and white meats.</p>     <p>Conclusions:&nbsp;The Eat Mediterranean demonstrated to have a favourable impact on the quality of the meals served in the schools under study. Schools should play their key role in promoting healthy lifestyles, including the principles of the Mediterranean Diet, by taking it consistently through a balanced and healthy food offer, working in the social and economic environment of the most disadvantaged populations.</p>     <p><b>KEYWORDS</b></p>     <p>School menus, Nutrition qualitative evaluation, School meals, SPARE</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>  <hr>     <p>&nbsp;</p>      <p><b>INTRODU&Ccedil;&Atilde;O</b></p>     <p>Organismos internacionais (1, 2) e nacionais (3) t&ecirc;m continuamente discutido e apresentado uma s&eacute;rie de documentos, programas e iniciativas no &acirc;mbito da preven&ccedil;&atilde;o da doen&ccedil;a pedi&aacute;trica mais prevalente a n&iacute;vel mundial (1, 4, 5): a obesidade infantil. Portugal &eacute; um dos pa&iacute;ses da Europa com maior preval&ecirc;ncia de excesso de peso infantil, com valores acima dos 30% (6-9), afetando, principalmente, crian&ccedil;as de grupos socioecon&oacute;micos mais desfavorecidos (10), embora se venha a assistir a uma tend&ecirc;ncia invertida na &uacute;ltima d&eacute;cada (5&ndash;9). Reconhecidamente, crian&ccedil;as com excesso de peso ou obesidade apresentam maior probabilidade de continuarem obesas na idade adulta e possuem risco acrescido de desenvolverem doen&ccedil;as cr&oacute;nicas n&atilde;o transmiss&iacute;veis, em idades mais precoces (1). As interven&ccedil;&otilde;es em idade pedi&aacute;trica traduzem uma oportunidade para efeitos na sa&uacute;de mais sustent&aacute;veis resultantes de uma maior predisposi&ccedil;&atilde;o para a mudan&ccedil;a e aquisi&ccedil;&atilde;o de estilos de vida saud&aacute;veis (1), o que refor&ccedil;a a necessidade e pertin&ecirc;ncia de promover h&aacute;bitos alimentares saud&aacute;veis em crian&ccedil;as e adolescentes.</p>     <p>Neste sentido, a escola constitui um local de promo&ccedil;&atilde;o e refor&ccedil;o de comportamentos alimentares saud&aacute;veis, atrav&eacute;s da transmiss&atilde;o de mensagens educativas, coerentes e concordantes com as recomenda&ccedil;&otilde;es alimentares e nutricionais vigentes (11-13), para al&eacute;m de ser um dos espa&ccedil;os onde as crian&ccedil;as realizam grande parte das suas refei&ccedil;&otilde;es di&aacute;rias, designadamente o almo&ccedil;o.</p>     <p>Em Portugal, os munic&iacute;pios s&atilde;o respons&aacute;veis por fornecer as refei&ccedil;&otilde;es escolares (almo&ccedil;o) nas escolas do ensino pr&eacute;-escolar e 1.&ordm; ciclo do ensino b&aacute;sico, sendo ainda respons&aacute;veis por escolher e planear e implementar as ementas (14). Nas escolas dos 2.&ordm; e 3.&ordm; ciclos do ensino b&aacute;sico e do ensino secund&aacute;rio, o fornecimento das refei&ccedil;&otilde;es est&aacute; a cargo da Dire&ccedil;&atilde;o-Geral dos Estabelecimentos Escolares (DGEstE) (15), exceto nas escolas com servi&ccedil;o de confe&ccedil;&atilde;o pr&oacute;pria. A escola tem a responsabilidade de assegurar uma oferta alimentar nutricionalmente equilibrada, segura e adaptada ao contexto cultural e ambiental, de forma a promover uma ingest&atilde;o adequada, a contribuir para o desenvolvimento de atitudes/comportamentos alimentares adequados e a promover a ado&ccedil;&atilde;o de h&aacute;bitos alimentares saud&aacute;veis (11&ndash;13, 16). A transi&ccedil;&atilde;o nutricional de alguns pa&iacute;ses, caracterizada pela altera&ccedil;&atilde;o de comportamentos e atitudes alimentares da popula&ccedil;&atilde;o com consequ&ecirc;ncias diretas no estado nutricional, nomeadamente o aumento da preval&ecirc;ncia de excesso de peso e obesidade tanto em adultos como em crian&ccedil;as, motivou a Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial da Sa&uacute;de (OMS) a estabelecer orienta&ccedil;&otilde;es e estrat&eacute;gias quanto ao papel e import&acirc;ncia dos ambientes promotores de sa&uacute;de para a modifica&ccedil;&atilde;o de comportamentos alimentares, apontando a escola como um espa&ccedil;o privilegiado (1, 13, 17). A Uni&atilde;o Europeia (UE) &eacute; igualmente clara quanto ao papel da escola no combate &agrave; obesidade, nomeadamente no apelo aos governos para que adotem pol&iacute;ticas de apoio a comportamentos alimentares equilibrados e limitem a disponibilidade de produtos com elevados teores de sal, a&ccedil;&uacute;car e gordura (2,16,18,19). Estas orienta&ccedil;&otilde;es e preocupa&ccedil;&otilde;es internacionais t&ecirc;m-se espelhado na ado&ccedil;&atilde;o de pol&iacute;ticas e medidas preventivas a n&iacute;vel nacional, que passam pela elabora&ccedil;&atilde;o de guias sobre alimenta&ccedil;&atilde;o saud&aacute;vel, restri&ccedil;&atilde;o de alguns g&eacute;neros aliment&iacute;cios nos bufetes escolares e nas m&aacute;quinas de venda autom&aacute;tica e pela defini&ccedil;&atilde;o de orienta&ccedil;&otilde;es sobre ementas e refeit&oacute;rios escolares (15, 19, 20).</p>     <p>Entre estas medidas, foi desenvolvido o Sistema de Planeamento e Avalia&ccedil;&atilde;o de Refei&ccedil;&otilde;es Escolares (SPARE) (21) que constitui uma ferramenta &uacute;til para a escola, tendo sido desenvolvida com o objetivo de ajudar a planear as refei&ccedil;&otilde;es escolares de forma r&aacute;pida, organizada e de acordo com as principais recomenda&ccedil;&otilde;es alimentares e nutricionais, nacionais e internacionais, vigentes.</p>     <p>No entanto, apesar dos esfor&ccedil;os e desenvolvimento de orienta&ccedil;&otilde;es por parte dos Minist&eacute;rios da Educa&ccedil;&atilde;o (15, 19, 20) e da Sa&uacute;de (3), ainda &eacute; frequente uma oferta alimentar de baixa qualidade nutricional e a informa&ccedil;&atilde;o sobre a avalia&ccedil;&atilde;o qualitativa, planeamento e elabora&ccedil;&atilde;o &eacute; ainda esparsa (22-24).</p>     <p>O Programa de interven&ccedil;&atilde;o comunit&aacute;ria&nbsp;<em>Eat Mediterranean: A Program for Eliminating Dietary Inequality in Schools</em>, promovido pela Administra&ccedil;&atilde;o Regional de Sa&uacute;de de Lisboa e Vale do Tejo, IP (ARSLVT), e desenvolvido nos munic&iacute;pios de Santar&eacute;m e Alpiar&ccedil;a nos anos letivos de 2015/16 e 2016/17, pretendeu constituir um modelo ecol&oacute;gico comunit&aacute;rio e sustent&aacute;vel com a finalidade de contribuir para a redu&ccedil;&atilde;o das desigualdades nutricionais em meio escolar, dirigido a crian&ccedil;as, atrav&eacute;s da promo&ccedil;&atilde;o de h&aacute;bitos saud&aacute;veis de vida, principalmente atrav&eacute;s da promo&ccedil;&atilde;o da Dieta Mediterr&acirc;nica e seus princ&iacute;pios. O&nbsp;<em>Eat Mediterranean</em>&nbsp;foi desenvolvido atrav&eacute;s de uma abordagem abrangente envolvendo o indiv&iacute;duo e a comunidade. A n&iacute;vel individual foi dirigido ao aluno e &agrave;s respetivas fam&iacute;lias, o mesmo envolveu a avalia&ccedil;&atilde;o do estado nutricional dos alunos, sendo dada a possibilidade de acesso, aos alunos com desvios do estado nutricional identificado, e respetivas fam&iacute;lias, a um Programa de Acompanhamento Individual, Nutricional e Motivacional. A n&iacute;vel comunit&aacute;rio foi dirigido ao ambiente escolar envolvendo a avalia&ccedil;&atilde;o e melhoria da oferta alimentar nos refeit&oacute;rios, bares e bufetes escolares e m&aacute;quinas de venda autom&aacute;tica de alimentos.</p>     <p>O presente artigo centra-se no diagn&oacute;stico e interven&ccedil;&atilde;o relativos &agrave; oferta alimentar nos refeit&oacute;rios escolares.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>OBJETIVOS</b></p>     <p>O objetivo do presente estudo foi avaliar o impacto da interven&ccedil;&atilde;o do programa&nbsp;<em>Eat Mediterranean</em>&nbsp;na qualidade da oferta escolar, nomeadamente nos refeit&oacute;rios escolares.</p>     <p><b>METODOLOGIA</b></p>     <p>O Programa obteve a aprova&ccedil;&atilde;o da Comiss&atilde;o de &Eacute;tica e da Sa&uacute;de da ARSLVT, abrangendo 5773 alunos, matriculados no ano letivo 2015/16, e 5925 matriculados no ano letivo 2016/17, desde o ensino pr&eacute;-escolar ao secund&aacute;rio, compreendendo idades entre os 2 e os 21 anos. Foi desenvolvido em tr&ecirc;s Agrupamentos de Escolas dos Munic&iacute;pios de Santar&eacute;m e de Alpiar&ccedil;a, num total de 25 escolas e 257 turmas.</p>     <p>No &acirc;mbito da abordagem ao n&iacute;vel individual, foi feita a avalia&ccedil;&atilde;o do estado nutricional da popula&ccedil;&atilde;o infantil atrav&eacute;s da classifica&ccedil;&atilde;o do &Iacute;ndice de Massa Corporal para a idade utilizando as curvas de crescimento para crian&ccedil;as dos 5 aos 19 anos publicadas pela OMS, em 2007 (25).</p>     <p>No &acirc;mbito da abordagem ao n&iacute;vel da oferta alimentar nos refeit&oacute;rios escolares, foram agrupadas as escolas de acordo com as suas especificidades do ponto de vista da Entidade respons&aacute;vel pelas ementas:</p> <ul>     <li>Escolas do 1.&ordm; Ciclo do Ensino B&aacute;sico e Ensino Pr&eacute;-Escolar (responsabilidade do Munic&iacute;pio de Santar&eacute;m) &ndash; 17 escolas</li>     <li>Escolas do 1.&ordm; Ciclo do Ensino B&aacute;sico e Ensino Pr&eacute;-Escolar (responsabilidade do Munic&iacute;pio de Alpiar&ccedil;a) &ndash; 3 escolas</li>     <li>Escola do 2.&ordm; e 3.&ordm; Ciclos do Ensino B&aacute;sico com confe&ccedil;&atilde;o pr&oacute;pria (responsabilidade da pr&oacute;pria Escola) &ndash; 1 escola</li>     <li>Escolas do 2.&ordm; e 3.&ordm; Ciclos do Ensino B&aacute;sico e Ensino Secund&aacute;rio (responsabilidade da DGEstE) &ndash; 4 escolas</li>     ]]></body>
<body><![CDATA[</ul>     <p>As refei&ccedil;&otilde;es das escolas abrangidas foram avaliadas do ponto de vista qualitativo, quantitativo e sensorial, tendo sido posteriormente alvo de uma interven&ccedil;&atilde;o com vista &agrave; sua melhoria, de acordo com o Padr&atilde;o Alimentar Mediterr&acirc;nico e tendo por base as orienta&ccedil;&otilde;es t&eacute;cnico-normativas vigentes: orienta&ccedil;&otilde;es da OMS, Dire&ccedil;&atilde;o-Geral da Sa&uacute;de (DGS) e Dire&ccedil;&atilde;o-Geral da Educa&ccedil;&atilde;o (DGE) (1, 13, 15, 20, 21). O Programa desenvolveu-se em fases sequenciais: 1) Fase de Diagn&oacute;stico inicial; 2) Fase de Interven&ccedil;&atilde;o, com elabora&ccedil;&atilde;o, avalia&ccedil;&atilde;o e implementa&ccedil;&atilde;o das novas ementas.</p>     <p>O presente artigo refere-se apenas &agrave; avalia&ccedil;&atilde;o qualitativa das ementas e implementa&ccedil;&atilde;o de novas ementas nos refeit&oacute;rios escolares.</p>     <p>Diagn&oacute;stico Inicial: Foram recolhidas todas as ementas do ano letivo 2015/16, num total de 386. A composi&ccedil;&atilde;o standard das refei&ccedil;&otilde;es inclu&iacute;das nos Planos de ementas que eram constitu&iacute;das por sopa, um prato principal (peixe ou carne com acompanhamento de cereais, batata ou leguminosas e hort&iacute;colas crus ou cozinhados), uma sobremesa (fruta ou doce) e oferta de uma unidade de p&atilde;o (com o peso de, aproximadamente, 50 gramas).</p>     <p>Procedeu-se &agrave; avalia&ccedil;&atilde;o retrospetiva das ementas, em conjuntos de pelo menos 4 semanas, utilizando a ferramenta SPARE (21), que permite avaliar as ementas com base numa alimenta&ccedil;&atilde;o saud&aacute;vel, na qual se enquadra o Padr&atilde;o Alimentar Mediterr&acirc;nico.</p>     <p>A avalia&ccedil;&atilde;o foi feita atrav&eacute;s da verifica&ccedil;&atilde;o do cumprimento de 40 crit&eacute;rios, organizados em 6 dom&iacute;nios, previstos no SPARE: 1) itens gerais; 2) sopa; 3) carne, pescado e ovos; 4) acompanhamento de cereais e derivados, e tub&eacute;rculos; 5) acompanhamento de hort&iacute;colas e leguminosas; e 6) sobremesa. Os crit&eacute;rios s&atilde;o ponderados e a pontua&ccedil;&atilde;o m&aacute;xima poss&iacute;vel &eacute; 100%.</p>     <p>As escolas da responsabilidade dos munic&iacute;pios (Pr&eacute;-Escolar e 1.&ordm; Ciclo do Ensino B&aacute;sico), alvo do Programa, serviram no ano letivo 2015/16, em Santar&eacute;m, 192 669 refei&ccedil;&otilde;es e, em Alpiar&ccedil;a, 44 632 refei&ccedil;&otilde;es.</p>     <p>As escolas da responsabilidade dos munic&iacute;pios compreendiam um conjunto de ementas para 6 semanas, que se repetia ciclicamente ao longo do ano, num total de 30 ementas, em cada munic&iacute;pio. As 167 ementas das Escolas do 2.&ordm; e 3.&ordm; Ciclos do Ensino B&aacute;sico e Ensino Secund&aacute;rio cujo servi&ccedil;o de refei&ccedil;&otilde;es era adjudicado atrav&eacute;s da DGEstE e as 159 ementas da Escola com confe&ccedil;&atilde;o pr&oacute;pria foram agrupadas em conjuntos de pelo menos 4 semanas, uma vez que existem, no SPARE, crit&eacute;rios de avalia&ccedil;&atilde;o de verifica&ccedil;&atilde;o mensal. No que respeita &agrave; avalia&ccedil;&atilde;o dos crit&eacute;rios de frequ&ecirc;ncia semanal, avaliaram-se todas as semanas com 4 dias &uacute;teis ou mais.</p>     <p>Em rela&ccedil;&atilde;o a 2 dos 40 par&acirc;metros de avalia&ccedil;&atilde;o relacionados com a confe&ccedil;&atilde;o da refei&ccedil;&atilde;o, seguiu-se a seguinte metodologia:</p>     <p>&ndash; Crit&eacute;rio 1.18. Cumprimento da Ementa e da Ficha T&eacute;cnica - foi sempre considerado que, existindo Ficha T&eacute;cnica, a refei&ccedil;&atilde;o seria sempre executada conforme o constante na Ficha T&eacute;cnica (cumprimento do crit&eacute;rio), uma vez que a Equipa de Campo n&atilde;o estava presente no momento da confe&ccedil;&atilde;o das refei&ccedil;&otilde;es, n&atilde;o sendo poss&iacute;vel verificar o cumprimento deste crit&eacute;rio. No caso da Escola com confe&ccedil;&atilde;o pr&oacute;pria, uma vez que n&atilde;o existiam Fichas T&eacute;cnicas dos pratos servidos, o crit&eacute;rio relativo ao cumprimento das mesmas foi considerado n&atilde;o cumprido.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&ndash; Crit&eacute;rio 3.6. Carne e peixe livres de peles e gorduras vis&iacute;veis &ndash; foi considerado cumprido, devido &agrave; impossibilidade de o avaliar, por n&atilde;o ter sido acompanhado o processo de confe&ccedil;&atilde;o das refei&ccedil;&otilde;es.</p>     <p>Foi constitu&iacute;do um grupo de trabalho para a discuss&atilde;o e elabora&ccedil;&atilde;o de uma nova proposta de ementas. Deste grupo fizeram parte profissionais de sa&uacute;de (nutricionistas, m&eacute;dicos, t&eacute;cnicos de sa&uacute;de ambiental), profissionais dos munic&iacute;pios (engenheira alimentar e psic&oacute;logo), membros das associa&ccedil;&otilde;es de pais e respons&aacute;veis das escolas pela &aacute;rea da oferta alimentar nos refeit&oacute;rios escolares. Durante as v&aacute;rias reuni&otilde;es de trabalho, discutiu-se e elaborou-se a nova proposta de ementas, tendo por base os resultados da avalia&ccedil;&atilde;o inicial e as recomenda&ccedil;&otilde;es da OMS (1, 13, 15) e da Circular n.&ordm; 3/DSEEAS/DGE (15) e ainda as orienta&ccedil;&otilde;es da ferramenta SPARE (21-23). A nova proposta de ementas foi constitu&iacute;da por um conjunto de 30 ementas di&aacute;rias (6 semanas), com as respetivas Fichas T&eacute;cnicas. Ap&oacute;s conclu&iacute;da a nova proposta de ementas, procedeu-se &agrave; sua avalia&ccedil;&atilde;o qualitativa, utilizando a mesma metodologia do Diagn&oacute;stico Inicial: verifica&ccedil;&atilde;o do cumprimento dos par&acirc;metros de avalia&ccedil;&atilde;o com recurso &agrave; ferramenta SPARE.</p>     <p><b>Implementa&ccedil;&atilde;o das novas ementas</b></p>     <p>A implementa&ccedil;&atilde;o das novas ementas decorreu de acordo com as especificidades de cada escola, do ponto de vista da Entidade respons&aacute;vel pelas ementas:</p> <ul>     <li>Escolas do 1&ordm; Ciclo do Ensino B&aacute;sico e Ensino Pr&eacute;-Escolar &ndash; a implementa&ccedil;&atilde;o foi iniciada em setembro do ano letivo 2016/17 e executada pela empresa prestadora de servi&ccedil;os.</li>     <li>Escola do 2.&ordm; e 3.&ordm; Ciclos do Ensino B&aacute;sico com confe&ccedil;&atilde;o pr&oacute;pria &ndash; as novas ementas foram implementadas semanalmente pela escola, tendo em conta os alimentos dispon&iacute;veis atrav&eacute;s dos contratos celebrados com os fornecedores.</li>     </ul>     <p>Embora propostas, n&atilde;o foram implementadas novas ementas nas Escolas do 2.&ordm; e 3.&ordm; Ciclos e Secund&aacute;rio, no ano letivo 2016/17.</p>     <p><b>RESULTADOS</b></p>     <p>No que se refere ao estado nutricional dos alunos, na fase de diagn&oacute;stico (ano letivo 2015/16), foram avaliados 3965 alunos, dos 3 aos 21 anos de idade, do total de 5773 alunos que frequentaram as Escolas alvo (taxa de participa&ccedil;&atilde;o de 68,7%). A preval&ecirc;ncia de excesso de peso (pr&eacute;-obesidade e obesidade) foi de 31,8 %; 10,9% dos alunos avaliados apresentava obesidade e 0,90% baixo peso.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Relativamente &agrave; oferta alimentar nos refeit&oacute;rios escolares, a <a href ="/img/revistas/apn/n12/n12a02f1.jpg">Figura 1</a> apresenta a avalia&ccedil;&atilde;o inicial (Diagn&oacute;stico Inicial), atrav&eacute;s da ferramenta SPARE, das ementas das Escolas do 2.&ordm; e 3.&ordm; Ciclos e Secund&aacute;rio, da responsabilidade da DGEstE. A pontua&ccedil;&atilde;o m&iacute;nima obtida foi de 65,6%, equivalente &agrave; classifica&ccedil;&atilde;o qualitativa SPARE &ldquo;Aceit&aacute;vel&rdquo;, nos meses de setembro/outubro, e a pontua&ccedil;&atilde;o m&aacute;xima foi de 79,9%, correspondente &agrave; classifica&ccedil;&atilde;o &ldquo;Bom&rdquo;, nos meses de fevereiro/mar&ccedil;o do ano letivo 2015/2016.</p>     
<p>Nas escolas alvo de interven&ccedil;&atilde;o, foram identificados os crit&eacute;rios SPARE (<a href ="/img/revistas/apn/n12/n12a02f2.jpg">Figura 2</a> &ndash; alguns dos 40 crit&eacute;rios SPARE) e ap&oacute;s an&aacute;lise, discuss&atilde;o e elabora&ccedil;&atilde;o de novas ementas, estas foram avaliadas segundo os mesmos par&acirc;metros, com posterior implementa&ccedil;&atilde;o nas Escolas. As novas ementas implementadas na Escola do 2.&ordm; e 3.&ordm; Ciclos do Ensino B&aacute;sico com confe&ccedil;&atilde;o pr&oacute;pria (C) passaram a cumprir mais 16 crit&eacute;rios SPARE relativamente &agrave; avalia&ccedil;&atilde;o das ementas iniciais, n&atilde;o tendo sido cumpridos 6 crit&eacute;rios, designadamente: oferta semanal de pescado em propor&ccedil;&atilde;o igual ou superior &agrave; de carne, carne como principal fonte proteica 1 a 2 vezes por semana, ovo como principal fonte proteica 1 a 2 vezes por semana, ovo no m&iacute;nimo 1 vez por semana (como principal fonte proteica), carne vermelha no m&aacute;ximo 1 vez por semana e peixe gordo no m&iacute;nimo 1 vez por semana. Na <a href ="/img/revistas/apn/n12/n12a02f3.jpg">Figura 3</a>  est&atilde;o representadas as pontua&ccedil;&otilde;es referentes &agrave; avalia&ccedil;&atilde;o qualitativa efetuada antes e ap&oacute;s a interven&ccedil;&atilde;o do programa na Escola do 2.&ordm; e 3.&ordm; Ciclos do Ensino B&aacute;sico com confe&ccedil;&atilde;o pr&oacute;pria, tendo obtido uma pontua&ccedil;&atilde;o inicial SPARE que variou entre 37% e 47,1% (ambas correspondentes a uma classifica&ccedil;&atilde;o qualitativa SPARE &ldquo;N&atilde;o aceit&aacute;vel&rdquo;), no ano letivo 2015/16. Ap&oacute;s a interven&ccedil;&atilde;o, que compreendeu o novo ciclo de ementas, implementado de setembro a janeiro de 2017, estas atingiram o valor m&aacute;ximo de 86,4% de pontua&ccedil;&atilde;o SPARE, equivalente &agrave; classifica&ccedil;&atilde;o qualitativa &ldquo;Bom&rdquo;.</p>     
<p>Relativamente &agrave;s novas ementas implementadas nas Escolas do Ensino Pr&eacute;-Escolar e do 1.&ordm; Ciclo, da responsabilidade do Munic&iacute;pio de Santar&eacute;m (A), passaram a cumprir mais 5 crit&eacute;rios SPARE relativamente &agrave;s ementas iniciais, n&atilde;o tendo sido cumpridos 4 crit&eacute;rios, concretamente: oferta semanal de pescado em propor&ccedil;&atilde;o igual ou superior &agrave; de carne, carne como principal fonte proteica 1 a 2 vezes por semana, ovo como principal fonte proteica 1 a 2 vezes por semana e ovo no m&iacute;nimo 1 vez por semana (como principal fonte proteica). A classifica&ccedil;&atilde;o qualitativa SPARE das ementas das Escolas do Munic&iacute;pio de Santar&eacute;m, no ano letivo 2015/16, foi &ldquo;Bom&rdquo; com uma pontua&ccedil;&atilde;o global de 76,7% tendo, ap&oacute;s a interven&ccedil;&atilde;o do Programa, aumentado para 88,2% (<a href ="/img/revistas/apn/n12/n12a02f4.jpg">Figura 4</a> ).</p>     
<p>Quanto &agrave;s novas Ementas implementadas nas Escolas do Ensino Pr&eacute;-Escolar e do 1.&ordm; Ciclo, da responsabilidade do Munic&iacute;pio de Alpiar&ccedil;a, passaram a cumprir mais 17 crit&eacute;rios SPARE relativamente &agrave; avalia&ccedil;&atilde;o das ementas iniciais, perfazendo os 40 crit&eacute;rios. A pontua&ccedil;&atilde;o global das ementas das Escolas do Munic&iacute;pio de Alpiar&ccedil;a, no ano letivo 2015/16, foi de 53,6%, tendo atingido, ap&oacute;s a interven&ccedil;&atilde;o do Programa, 100% na classifica&ccedil;&atilde;o SPARE, o que corresponde a uma evolu&ccedil;&atilde;o da classifica&ccedil;&atilde;o qualitativa de &ldquo;Aceit&aacute;vel&rdquo; para &ldquo;Muito bom&rdquo; (<a href ="/img/revistas/apn/n12/n12a02f5.jpg">Figura 5</a> ).</p>     
<p>No ano de 2016/17 foi tamb&eacute;m avaliado o estado nutricional dos alunos matriculados naquele ano letivo, tendo sido avaliados 3894 alunos, dos 2 aos 21 anos de idade, do total de 5925 alunos que frequentaram as mesmas Escolas alvo (taxa de participa&ccedil;&atilde;o de 65,7%). A preval&ecirc;ncia de excesso de peso (pr&eacute;-obesidade e obesidade) foi de 29,1%; 9,8% dos alunos apresentava obesidade e 1,1% baixo peso.</p>     <p><b>DISCUSS&Atilde;O DOS RESULTADOS</b></p>     <p>A implementa&ccedil;&atilde;o do Padr&atilde;o Alimentar Mediterr&acirc;nico nas ementas escolares pode desempenhar um papel fundamental na melhoria e na aceitabilidade das refei&ccedil;&otilde;es escolares (26). Neste sentido, a ferramenta portuguesa SPARE (21) &eacute; uma ferramenta &uacute;til j&aacute; que incorpora estes princ&iacute;pios sendo de f&aacute;cil utiliza&ccedil;&atilde;o no planeamento ajustado e avalia&ccedil;&atilde;o das refei&ccedil;&otilde;es escolares em cada escola (21-23). O&nbsp;<em>Eat Mediterranean</em>&nbsp;foi um dos primeiros programas desenvolvido atrav&eacute;s de uma abordagem multidisciplinar e abrangente em Portugal, e que utilizou esta ferramenta em todos os ciclos de ensino, trazendo &agrave; luz informa&ccedil;&atilde;o importante para o ajuste e corre&ccedil;&atilde;o mais adequados das refei&ccedil;&otilde;es escolares.</p>     <p>O Programa dirigiu-se a uma popula&ccedil;&atilde;o escolar com 31,8% de excesso de peso de 25 escolas de Santar&eacute;m e Alpiar&ccedil;a, no ano letivo 2015/2016 (1262 alunos, de 3965 alunos avaliados, num universo de 5773 alunos matriculados nesse ano letivo), muito semelhante aos valores apresentados para o resto do pa&iacute;s (6). A avalia&ccedil;&atilde;o dos crit&eacute;rios SPARE na fase de diagn&oacute;stico permitiu observar que a Escola do 2.&ordm; e 3.&ordm; Ciclos do Ensino B&aacute;sico com confe&ccedil;&atilde;o pr&oacute;pria foi a que obteve pontua&ccedil;&atilde;o mais baixa, no geral, relativamente &agrave;quelas cujas refei&ccedil;&otilde;es eram distribu&iacute;das por empresas de restaura&ccedil;&atilde;o coletiva.</p>     <p>A melhoria nutricional qualitativa introduzida nas ementas escolares abrangeu todas as escolas do ensino pr&eacute;-escolar e 1.&ordm; Ciclo dos munic&iacute;pios de Santar&eacute;m e Alpiar&ccedil;a, tendo permitido uma nova classifica&ccedil;&atilde;o SPARE de 88,2% (&ldquo;Bom&rdquo;) e 100% (&ldquo;Muito bom&rdquo;), respetivamente.</p>     <p>Esta melhoria geral nas ementas no &acirc;mbito da interven&ccedil;&atilde;o do Programa&nbsp;<em>Eat Mediterranean</em>&nbsp;traduziu-se em um maior equil&iacute;brio nutricional das refei&ccedil;&otilde;es escolares, com um aumento de hort&iacute;colas cozidos e sopa de hort&iacute;colas (permitindo aumentar a fibra, vitaminas e prote&iacute;nas de origem vegetal) e um aumento do fornecimento de frutas sazonais, com redu&ccedil;&atilde;o de sobremesas doces (redu&ccedil;&atilde;o de a&ccedil;&uacute;cares adicionados). Crit&eacute;rios como &ldquo;Oferta de sopa com hort&iacute;colas diariamente&rdquo;, &ldquo;Leguminosas como base da sopa 2 a 3 vezes por semana&rdquo;, &ldquo;Distribui&ccedil;&atilde;o equitativa na oferta de hort&iacute;colas crus e confecionados&rdquo; e &ldquo;Leguminosas no prato no m&iacute;nimo 1 vez por semana&rdquo; passaram a ser cumpridos ap&oacute;s a interven&ccedil;&atilde;o em todas as escolas. Estes crit&eacute;rios apresentam particular relev&acirc;ncia, uma vez que s&atilde;o referentes a grupos de alimentos geralmente preteridos pelas crian&ccedil;as e adolescentes, mas que se revestem de elevada qualidade nutricional, permitindo que desta forma a escola por si s&oacute; assegure as por&ccedil;&otilde;es di&aacute;rias destes grupos alimentares que as crian&ccedil;as necessitam (27, 28).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Outras altera&ccedil;&otilde;es positivas nas ementas escolares foram as que inclu&iacute;ram um aumento do fornecimento de pescado, especialmente peixes gordos (fonte de &aacute;cidos gordos &ocirc;mega-3), de acordo com o crit&eacute;rio SPARE &ldquo;Pescado como principal fonte proteica 2 a 3 vezes por semana&rdquo;, e uma redu&ccedil;&atilde;o dos pratos de carne com limita&ccedil;&atilde;o da carne vermelha (contribuindo para a redu&ccedil;&atilde;o de gorduras saturadas). O crit&eacute;rio &ldquo;Carne vermelha no m&aacute;ximo 1 vez por semana&rdquo; foi cumprido em todas as escolas, exceto naquela com servi&ccedil;o de confe&ccedil;&atilde;o pr&oacute;pria. Foi igualmente tida em considera&ccedil;&atilde;o a elimina&ccedil;&atilde;o de refei&ccedil;&otilde;es com alimentos fritos ou pr&eacute;-fritos, aumentando as t&eacute;cnicas de culin&aacute;ria saud&aacute;veis, de acordo com os princ&iacute;pios do Padr&atilde;o Alimentar Mediterr&acirc;nico (azeite e &ldquo;pratos aquosos ou de panela&rdquo;) (29).</p>     <p>Os crit&eacute;rios associados &ldquo;Ovo como principal fonte proteica 1 a 2 vezes por semana&rdquo; e &ldquo;Ovo no m&iacute;nimo 1 vez por semana (como principal fonte proteica)&rdquo; na avalia&ccedil;&atilde;o qualitativa inicial n&atilde;o eram cumpridos. Finda a interven&ccedil;&atilde;o do Programa, apenas se verificou o seu cumprimento nas escolas do Munic&iacute;pio de Alpiar&ccedil;a. Tem sido relatado em outros estudos portugueses, com a mesma metodologia de avalia&ccedil;&atilde;o de refei&ccedil;&otilde;es escolares (30) e ainda em estudos que seguiram uma metodologia diferente (24,31-33), que as ementas escolares contemplam uma maior oferta de pratos de carne relativamente aos pratos de pescado, e sobretudo de ovo. Uma das explica&ccedil;&otilde;es apresentadas no estudo realizado na regi&atilde;o do Algarve (24), da resist&ecirc;ncia no cumprimento do crit&eacute;rio &ldquo;5 a 10% dos 2&ordm;s pratos com ovo&rdquo; como principal fonte proteica ao almo&ccedil;o, foi a dificuldade reportada pelas escolas, em fornecer pratos com ovo compat&iacute;veis com os requisitos obrigat&oacute;rios em termos de higiene e seguran&ccedil;a alimentar (24). No&nbsp;<em>Eat Mediterranean</em>&nbsp;foi reportado que o transporte destas refei&ccedil;&otilde;es obriga a v&aacute;rios condicionantes e igualmente dificulta a sua oferta.</p>     <p>O ovo &eacute; um alimento rico em prote&iacute;nas de alto valor biol&oacute;gico e com gorduras predominantemente mono e polinsaturadas, sendo um excelente fornecedor de minerais (f&oacute;sforo, ferro e zinco) e vitaminas (A, do complexo B e D) (34) e apesar de ser um alimento particularmente rico em colesterol, pode ser integrado em regimes alimentares saud&aacute;veis, com a respetiva modera&ccedil;&atilde;o (32).</p>     <p>De acordo com as recomenda&ccedil;&otilde;es tidas em considera&ccedil;&atilde;o no SPARE (21-23), no prato principal, a propor&ccedil;&atilde;o semanal de pescado dever&aacute; ser igual ou superior &agrave; da carne; dever&aacute; ser privilegiado, de acordo com as recomenda&ccedil;&otilde;es internacionais e nacionais, o consumo de carne de aves (frango, peru,&hellip;) e coelho em detrimento de carnes de outras esp&eacute;cies, rejeitar sempre as gorduras e peles vis&iacute;veis; consumir peixe gordo, fornecedor de &aacute;cidos gordos da s&eacute;rie &oacute;mega-3 (salm&atilde;o, sardinha, atum, cavala&hellip;), 1 vez por semana; nas refei&ccedil;&otilde;es confecionadas &agrave; base de ovos utilizar preferencialmente ovoprodutos e devem surgir nas ementas com uma periodicidade semanal m&iacute;nima de 1 vez (21-23).</p>     <p>Consistente com outros estudos (24,32), nas escolas intervencionadas pelo EM, e principalmente na Escola com confe&ccedil;&atilde;o pr&oacute;pria, a propor&ccedil;&atilde;o de pratos de pescado em rela&ccedil;&atilde;o aos pratos de carne melhorou com a interven&ccedil;&atilde;o do Programa, n&atilde;o cumprindo, por&eacute;m, ainda o crit&eacute;rio que prev&ecirc; que o n&uacute;mero de pratos de peixe seja igual ou superior ao n&uacute;mero de pratos de carne. Tal pode ser justificado pelo facto de a escola ter optado por uma mudan&ccedil;a gradual. Nesta escola, a aquisi&ccedil;&atilde;o de g&eacute;neros aliment&iacute;cios est&aacute; dependente de uma lista de produtos contratualizada previamente com os fornecedores, o que limita a diversidade de pratos a oferecer. Esta limita&ccedil;&atilde;o reflete-se, sobretudo, na oferta de pratos de peixe gordo, dificultando o cumprimento tamb&eacute;m deste crit&eacute;rio (<a href ="/img/revistas/apn/n12/n12a02f2.jpg">Figura 2</a> ).</p>     
<p>Nas ementas das Escolas do Munic&iacute;pio de Santar&eacute;m as altera&ccedil;&otilde;es foram introduzidas gradualmente, por decis&atilde;o do munic&iacute;pio, referindo este que desta forma poderia haver uma maior aceitabilidade por parte das crian&ccedil;as. Constatou-se que efetivamente as ementas melhoraram ap&oacute;s a interven&ccedil;&atilde;o do Programa, passando a cumprir os crit&eacute;rios descritos na <a href ="/img/revistas/apn/n12/n12a02f2.jpg">Figura 2</a> .</p>     
<p>As ementas das Escolas do Munic&iacute;pio de Alpiar&ccedil;a melhoraram ap&oacute;s a interven&ccedil;&atilde;o do Programa, passando a cumprir a totalidade dos crit&eacute;rios SPARE avali&aacute;veis. Este caso sugere que a proximidade e parceria entre todos os intervenientes no processo tenha sido um fator de facilita&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>A melhoria nas ementas introduzida pelo Programa&nbsp;<em>Eat Mediterranean</em>&nbsp;deve-se, em grande parte, ao trabalho integrado e concertado entre institui&ccedil;&otilde;es de sa&uacute;de, munic&iacute;pios e comunidades educativas. Ali&aacute;s, ap&oacute;s a implementa&ccedil;&atilde;o do Programa, outros Munic&iacute;pios da Comunidade Intermunicipal de Lez&iacute;ria do Tejo (total de 11 munic&iacute;pios, incluindo Alpiar&ccedil;a e Santar&eacute;m) tiveram a oportunidade de participar deste trabalho e implementar estas ementas nas suas pr&oacute;prias escolas.</p>     <p>Importa ainda referir que, n&atilde;o obstante o objetivo deste estudo n&atilde;o ter sido a abordagem da obesidade infantil, o Programa&nbsp;<em>Eat Mediterranean</em>&nbsp;poder&aacute; ter contribu&iacute;do para que a popula&ccedil;&atilde;o infantil escolar de Santar&eacute;m e Alpiar&ccedil;a tenha melhorado o seu estado nutricional, j&aacute; que se verificou uma redu&ccedil;&atilde;o com significado estat&iacute;stico (p&lt;0,05) na preval&ecirc;ncia de excesso de peso e obesidade infantil, concretamente de 32,3% para 29,7% e de 11,2% para 10,1%, respetivamente.</p>     <p><b>CONCLUS&Otilde;ES</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O Programa&nbsp;<em>Eat Mediterranean</em>&nbsp;demonstrou ter um impacto bastante favor&aacute;vel na qualidade das refei&ccedil;&otilde;es oferecidas nas escolas alvo de interven&ccedil;&atilde;o. Utilizando a ferramenta SPARE para alcan&ccedil;ar estes resultados, foi conseguido, no &acirc;mbito do Programa, aumentar cerca de 20% a 60% a pontua&ccedil;&atilde;o obtida em v&aacute;rias escolas, atingindo pontua&ccedil;&otilde;es m&aacute;ximas de 88,2% (Santar&eacute;m) e 100% (Alpiar&ccedil;a), classifica&ccedil;&otilde;es &ldquo;Bom&rdquo; e &ldquo;Muito bom&rdquo;, respetivamente. Salienta-se o car&aacute;cter multidisciplinar, multissectorial e abrangente, realizado aos v&aacute;rios n&iacute;veis, que parece ter trazido benef&iacute;cios mensur&aacute;veis para o ambiente escolar, incluindo uma melhoria do estado nutricional dos participantes.</p>     <p>A implementa&ccedil;&atilde;o do&nbsp;<em>Eat Mediterranean</em>&nbsp;deve-se ao trabalho integrado e conjunto dos profissionais de sa&uacute;de, dos munic&iacute;pios e das comunidades educativas. Permanece ainda o compromisso de melhoria de alguns aspetos, o que certamente ser&aacute; conseguido atrav&eacute;s do trabalho de todos estes atores combinado com o recurso a ferramentas auxiliadoras e de pr&aacute;tica utiliza&ccedil;&atilde;o para o planeamento e monitoriza&ccedil;&atilde;o das refei&ccedil;&otilde;es escolares, como a ferramenta SPARE. Assim, a escola ser&aacute; reconhecida n&atilde;o s&oacute; como um espa&ccedil;o de refer&ecirc;ncia a n&iacute;vel de aprendizagem e de aquisi&ccedil;&atilde;o de conhecimentos, como um espa&ccedil;o privilegiado pela oferta alimentar de qualidade e nutricionalmente adequada e equilibrada, contribuindo para o objetivo comum de promover h&aacute;bitos alimentares saud&aacute;veis e, consequentemente, melhorar a sa&uacute;de infantil.</p>     <p><b>AGRADECIMENTOS</b></p>     <p>Os autores gostariam de agradecer a todos os nutricionistas, psic&oacute;logos e restantes profissionais de sa&uacute;de, crian&ccedil;as, pais, encarregados de educa&ccedil;&atilde;o, professores, cozinheiros e manipuladores de alimentos e t&eacute;cnicos dos munic&iacute;pios pela sua contribui&ccedil;&atilde;o no trabalho de campo, assim como &agrave;s seguintes Institui&ccedil;&otilde;es pela sua parceria e apoio: Agrupamentos de Escolas Dr. Ginestal Machado, S&aacute; da Bandeira e de Jos&eacute; Relvas; Hospital Distrital de Santar&eacute;m; CEIDSS &ndash; Centro de Estudos e Investiga&ccedil;&atilde;o em Din&acirc;micas Sociais e Sa&uacute;de; ISCTEIUL &ndash; Instituto Universit&aacute;rio de Lisboa; Munic&iacute;pios de Alpiar&ccedil;a e Santar&eacute;m e Instituto Nacional de Sa&uacute;de Doutor Ricardo Jorge, IP.</p>     <p><b>SUPORTE FINANCEIRO</b></p>     <p>O Programa Eat Mediterranean (2015-2017) foi coordenado pela Administra&ccedil;&atilde;o Regional de Sa&uacute;de de Lisboa e Vale do Tejo, IP (ARSLVT), Portugal, e co-financiado pelo Programa de Iniciativas de Sa&uacute;de P&uacute;blica - EEA Grants, da Isl&acirc;ndia, do Liechtenstein e da Noruega.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>REFER&Ecirc;NCIAS BIBLIOGR&Aacute;FICAS</b></p> <ol>     <li>World Health Organization (WHO). Report of the Commission on Ending Childhood Obesity. WHO [Internet]. 2016;30. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.who.int/end-childhood-obesity/publications/echo-report/en/" target="_blank">http://www.who.int/end-childhood-obesity/publications/echo-report/en/</a>.</li>     <li>European Union. EU Action Plan on Childhood Obesity 2014-2020. Nutr Phys Act from Child to Old Age Challenges Oppor [Internet]. 2014;(February). Dispon&iacute;vel em: <a href="http://ec.europa.eu/health/nutrition_physical_activity/docs/childhoodobesity_actionplan_2014_2020_en.pdf" target="_blank">http://ec.europa.eu/health/nutrition_physical_activity/docs/childhoodobesity_actionplan_2014_2020_en.pdf</a>.</li>     ]]></body>
<body><![CDATA[<li>Dire&ccedil;&atilde;o-Geral da Sa&uacute;de. Programa Nacional para a Promo&ccedil;&atilde;o da Alimenta&ccedil;&atilde;o Saud&aacute;vel [Internet]. 2012. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.dgs.pt/programas-de-saude-prioritarios.aspx" target="_blank">http://www.dgs.pt/programas-de-saude-prioritarios.aspx</a>.</li>     <li>Alwan A, MacLean DR, Riley LM, D&rsquo;Espaignet ET, Mathers CD, Stevens GA, et al. Monitoring and surveillance of chronic non-communicable diseases: Progress and capacity in high-burden countries. Lancet. 2010;376(9755):1861&ndash;8.</li>     <li>Abarca-G&oacute;mez L, Abdeen ZA, Hamid ZA, et al. Worldwide trends in body-mass index, underweight, overweight, and obesity from 1975 to 2016: a pooled analysis of 2416 population-based measurement studies in 128-9 million children, adolescents, and adults. Lancet. 10/2017; DOI: 10.1016/S0140-6736(17)32129-3. Dispon&iacute;vel em:<a href="http://www.thelancet.com/journals/lancet/article/PIIS0140-6736(17)32129-3/fulltext" target="_blank">http://www.thelancet.com/journals/lancet/article/PIIS0140-6736(17)32129-3/fulltext</a>.</li>     <li>Rito IA, Gra&ccedil;a P. Childhood Obesity Initiative Surveillance: COSI Portugal 2013 [Internet]. Portugal. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. Instituto Nacional de Sa&uacute;de Doutor Ricardo Jorge, INSA I, editor. Lisboa; 2015. 36 p. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://repositorio.insa.pt/bitstream/10400.18/3108/3/Relatorio_COSI_Portugal_2013.pdf" target="_blank">http://repositorio.insa.pt/bitstream/10400.18/3108/3/Relatorio_COSI_Portugal_2013.pdf</a>.</li>     <li>Rito IA, Paix&atilde;o E, Carvalho MA, Ramos C. Childhood Obesity Surveillance Initiative: COSI Portugal 2010.[Internet]. Portugal. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. Instituto Nacional de Sa&uacute;de Doutor Ricardo Jorge, INSA,IP: editor. Lisboa; 2012. Dispon&iacute;vel em:<a href="http://file:///Users/anarito/Downloads/cosi%202010%20versao%20WEB%20(3).pdf" target="_blank">http://file:///Users/anarito/Downloads/cosi%202010%20versao%20WEB%20(3).pdf</a>.</li>     <li>Rito AI, Paix&atilde;o E, Carvalho MA, Ramos C. Childhood Obesity Surveillance Iniciative - COSI Portugal 2008. Portugal. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. Instituto Nacional de Sa&uacute;de Dr. Ricardo Jorge, e outro. 2011. 81-87 p. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www2.insa.pt/sites/INSA/Portugues/Publicacoes/Outros/Documents/AlimentacaoNutricao/Relatorio_COSI.pdf" target="_blank">http://www2.insa.pt/sites/INSA/Portugues/Publicacoes/Outros/Documents/AlimentacaoNutricao/Relatorio_COSI.pdf</a>.</li>     <li>Rito A, Wijnhoven TMA, Rutter H, et al. Prevalence of obesity among Portuguese children (6-8 years old) using three definition criteria: COSI Portugal, 2008. Pediatr Obes. 2012; 7(6):413&ndash;22.</li>     <li>Lissner L, Wijnhoven TMA, Mehlig K, Sj&ouml;berg A, Kunesova M, Yngve A, et al. Socioeconomic inequalities in childhood overweight: heterogeneity across five countries in the WHO European Childhood Obesity Surveillance Initiative (COSI&ndash;2008). Int J Obes. 2016; 40(5):1&ndash;7.</li>     <li>Institute of Medicine (IOM). School meals: building blocks for healthy children. Washington, DC.The National Academy Press; 2009. <a href="http://www.food.gov.uk/multimedia/pdfs/cateringforhealthscot.pdf" target="_blank">http://www.food.gov.uk/multimedia/pdfs/cateringforhealthscot.pdf</a>.</li>     <li>Food Standards Agency. Catering for health; Scotland: Food Standards Agency. Healthier Scotland Scottish executive; 2002. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.food.gov.uk/multimedia/pdfs/cateringforhealthscot.pdf" target="_blank">http://www.food.gov.uk/multimedia/pdfs/cateringforhealthscot.pdf</a>.</li>     ]]></body>
<body><![CDATA[<li>World Health Organization (WHO). School policy framework : implementation of the WHOglobal strategy on diet, physical activity and health. WHO [Internet]. 2008. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.who.int/dietphysicalactivity/SPF-En.pdf" target="_blank">http://www.who.int/dietphysicalactivity/SPF-En.pdf</a>.</li>     <li>Minist&eacute;rio da Educa&ccedil;&atilde;o e Ci&ecirc;ncia. Parte C Despacho no8452-a/2015 [Internet]. 148&ndash;31 de julho de 2015 Portugal: Di&aacute;rio da Rep&uacute;blica; 2015 p. 6. Disponivel em: <a href="https://www.dge.mec.pt/sites/default/files/Esaude/despacho_8452-a_2015.pdf" target="_blank">https://www.dge.mec.pt/sites/default/files/Esaude/despacho_8452-a_2015.pdf</a>.</li>     <li>Dire&ccedil;&atilde;o-Geral da Educa&ccedil;&atilde;o, Minist&eacute;rio da Educa&ccedil;&atilde;o e Ci&ecirc;ncia. Circular no3/DSEEAS/DGE/2013: Orienta&ccedil;&otilde;es sobre ementas e refeit&oacute;rios escolares &ndash; 2013/2014 [Internet]. Lisboa, Portugal; 2014 p. 52. Disponivel em: <a href="http://www.dgeste.mec.pt/wp-content/uploads/2014/01/ASE_circular_3.pdf" target="_blank">http://www.dgeste.mec.pt/wp-content/uploads/2014/01/ASE_circular_3.pdf</a>.</li>     <li>Commission of the European Communities. White Paper - A Strategy for Europe on Nutrition, Overweight and Obesity related health issues. 2007; Disponivel em: <a href="https://ec.europa.eu/health/nutrition_physical_activity/policy/strategy_en" target="_blank">https://ec.europa.eu/health/nutrition_physical_activity/policy/strategy_en</a>.</li>     <li>World Health Organization. European Charter on counteracting obesity. 2006;(November). Disponivel em: <a href="http://www.euro.who.int/en/health-topics/noncommunicable-diseases/obesity/publications/pre-2009/european-charter-on-counteracting-obesity" target="_blank">http://www.euro.who.int/en/health-topics/noncommunicable-diseases/obesity/publications/pre-2009/european-charter-on-counteracting-obesity</a>.</li>     <li>Uni&atilde;o Europeia. Parecer do Comit&eacute; Econ&oacute;mico e Social Europeu sobre &ldquo;A obesidade na Europa papel e responsabilidades dos parceiros da sociedade civil&rdquo;. Jornal Oficial da Uni&atilde;o Europeia; 2006.</li>     <li>Baptista IM. Educa&ccedil;&atilde;o Alimentar em Meio Escolar - Referencial para uma Oferta Alimentar Saud&aacute;vel [Internet]. Minist&eacute;rio da Educa&ccedil;&atilde;o, editor. 2006. 35 p. Dispon&iacute;vel em: <a href="https://www.dge.mec.pt/sites/default/files/Esaude/educacao_alimentar_em_meio_escolar.pdf" target="_blank">https://www.dge.mec.pt/sites/default/files/Esaude/educacao_alimentar_em_meio_escolar.pdf</a>.</li>     <li>Carvalho &Aacute;, Matos C, Minderico C, Tavares de Almeida C, Abrantes E, Alexandre Mota E, et al. Referencial de Educa&ccedil;&atilde;o para a Sa&uacute;de [Internet]. Minist&eacute;rio da Educa&ccedil;&atilde;o - Dire&ccedil;&atilde;o-Geral da Educa&ccedil;&atilde;o, Dire&ccedil;&atilde;o-Geral da Sa&uacute;de, editores. 2017. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://dge.mec.pt/noticias/educacao-saude/referencial-de-educacao-para-saude" target="_blank">http://dge.mec.pt/noticias/educacao-saude/referencial-de-educacao-para-saude</a>.</li>     <li>SPARE - Sistema de Planeamento e Avalia&ccedil;&atilde;o de Refei&ccedil;&otilde;es Escolares - Elabora&ccedil;&atilde;o, verifica&ccedil;&atilde;o e monitoriza&ccedil;&atilde;o na &oacute;tica do utilizador. Edi&ccedil;&atilde;o - Faculdade de Ci&ecirc;ncias da Nutri&ccedil;&atilde;o e Alimenta&ccedil;&atilde;o da Universidade do Porto. 2.&ordf; edi&ccedil;&atilde;o. Porto, 2014. Disponivel em: <a href="http://www.plataformacontraaobesidade.dgs.pt:8080/SPARE2/index.php" target="_blank">http://www.plataformacontraaobesidade.dgs.pt:8080/SPARE2/index.php</a>.</li>     <li>Afonso C, Santos MCT, Morais C, Franchini B, Chilro R, Rocha A. Sistema de planeamento e avalia&ccedil;&atilde;o de refei&ccedil;&otilde;es escolares - SPARE. Rev Aliment Humana. 2011;17(1&ndash;3):37&ndash;46.</li>     ]]></body>
<body><![CDATA[<li>Rocha A, Afonso C, Santos M, Morais C, Franchini B, Chilro R. System of planning and evaluation of school meals. Public Health Nutr [Internet]. 2014; 17(6):1264-70. Disponivel em: <a href="http://dx.doi.org/10.1017/S1368980013001961" target="_blank">http://dx.doi.org/10.1017/S1368980013001961</a>.</li>     <li>Sancho T, Candeias A, Mendes C, Silvestre L, Cartaxo L, Andrade S. Promo&ccedil;&atilde;o da qualidade nutricional de refei&ccedil;&otilde;es em estabelecimentos de educa&ccedil;&atilde;o do Algarve - an&aacute;lise comparativa 2004/2005 - 2006/2007. Nutr&iacute;cias [Internet]. 2008; 8: 16-19. Disponivel em: <a href="http://www.apn.org.pt/documentos/revistas/Doc8.pdf" target="_blank">http://www.apn.org.pt/documentos/revistas/Doc8.pdf</a>.</li>     <li>World Health Organization. WHO Child Growth Standards: Training Course on Child Growth Assessment [Internet]. Geneva; 2008. Disponivel em: <a href="http://www.who.int/childgrowth/training/en" target="_blank">http://www.who.int/childgrowth/training/en</a>.</li>     <li>Gra&ccedil;a P, Palma M, Lima R. O Conceito de Dieta Mediterr&acirc;nica e a Promo&ccedil;&atilde;o da Alimenta&ccedil;&atilde;o Saud&aacute;vel nas Escolas Portuguesas. Revista Nutricias. 2013; 19: 6-9.</li>     <li>Rodrigues SSP, Franchini B, Gra&ccedil;a P, de Almeida MD V. A New Food Guide for the Portuguese Population: Development and Technical Considerations. J Nutr Educ Behav. 2006;38(3):189&ndash;95.</li>     <li>Gomes S, &Aacute;vila H, Oliveira B, Franchini B. Capita&ccedil;&otilde;es de G&eacute;neros Aliment&iacute;cios para Refei&ccedil;&otilde;es em Meio Escolar: Fundamentos, Consensos e Reflex&otilde;es [Internet]. Associa&ccedil;&atilde;o Portuguesa dos Nutricionistas, Faculdade de Ci&ecirc;ncias da Nutri&ccedil;&atilde;o e Alimenta&ccedil;&atilde;o da Universidade do Porto, Programa Nacional para a Promo&ccedil;&atilde;o da Alimenta&ccedil;&atilde;o Saud&aacute;vel da Dire&ccedil;&atilde;o-Geral da Sa&uacute;de, editors. Porto; 2015. 1-92 p. Disponivel em: <a href="http://www.apn.org.pt/noticia.php?id=326" target="_blank">http://www.apn.org.pt/noticia.php?id=326</a>.</li>     <li>Serra-Majem L, Trichopoulou A, de la Cruz JN, Cervera P, &Aacute;lvarez AG, La Vecchia C, et al. Does the definition of the Mediterranean diet need to be updated? Public Health Nutr [Internet]. 2004;7(7):927&ndash;9. Disponivel em: <a href="http://www.journals.cambridge.org/abstract_S1368980004001168" target="_blank">http://www.journals.cambridge.org/abstract_S1368980004001168</a>.</li>     <li>Reis C, Figueiredo M, &Aacute;vila H. Avalia&ccedil;&atilde;o Nutricional das Refei&ccedil;&otilde;es Servidas a Crian&ccedil;as e Idosos em Duas Unidades de Restaura&ccedil;&atilde;o Colectiva. Nutr&iacute;cias [Internet]. 2012; 15: 9-12. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.apn.org.pt/documentos/revistas/Doc15.pdf" target="_blank">http://www.apn.org.pt/documentos/revistas/Doc15.pdf</a>.</li>     <li>Guerra I, Rocha A. Avalia&ccedil;&atilde;o qualitativa e quantitativa das ementas de um jardim de inf&acirc;ncia em Coimbra. Rev Alimenta&ccedil;&atilde;o Humana. 2011, 17(1,2,3): 25-36.</li>     <li>Lopes S, Rocha A. Avalia&ccedil;&atilde;o qualitativa das ementas dos jardins-de-inf&acirc;ncia e escolas do primeiro ciclo de Pombal. Rev Alimenta&ccedil;&atilde;o Humana 2010; 16(1): 44-58.</li>     ]]></body>
<body><![CDATA[<li>Candeias A, Rego M. An&aacute;lise Qualitativa das Ementas Servidas pelas Escolas do Concelho de Loul&eacute;: Estudo Comparativo. Rev de Aliment Hum. 2005; 11 (2): 53-63.</li>     <li>Porto A, Oliveira L. Tabela da composi&ccedil;&atilde;o de alimentos. Lisboa: Instituto Nacional de Sa&uacute;de Doutor Ricardo Jorge. 2007. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://portfir.insa.pt/" target="_blank">http://portfir.insa.pt/</a>.</li>     </ol>     <p></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>  <b><a href="#topc0">Endere&#231;o para correspond&#234;ncia</a><a name="c0"></a></b>     <p>Ana Isabel Rito</p>     <p>F&aacute;brica da P&oacute;lvora de Barcarena,</p>     <p>2730-036 Oeiras, Portugal</p> <a href="mailto:ana.i.rito@gmail.com">ana.i.rito@gmail.com</a></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Recebido a 18 de janeiro de 2018</p>     <p>Aceite a 14 de mar&ccedil;o de 2018</p>     <p>&nbsp;</p>      ]]></body><back>
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<label>1</label><nlm-citation citation-type="book">
<collab>World Health Organization (WHO)</collab>
<source><![CDATA[Report of the Commission on Ending Childhood Obesity]]></source>
<year>2016</year>
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<collab>European Union</collab>
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<day>Fe</day>
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