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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Estado nutricional e Nível de Independência em pessoas idosas]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Introduction: Malnutrition is one of the main determinants of disease and decrease of quality of life. A bad nutritional status affects both physical and psychological health predisposing to the development of diseases and negatively affecting their prognosis. Objectives: To know the nutritional status and independency level of the elderly enrolled at the Health Center of Sta Maria - Bragança by establishing the relationship between the two variables. Methodology: From a population of 5373 elderly enrolled at the Health Center of Santa Maria in Bragança, a proportional sample stratified by sex and group of age of 385 elderly was studied. It was drawn a quantitative, observational, analytical and cross-sectional study. A structural interview was used to data collection where Mini Nutritional Assessment and Barthel Index were included. Results: As main results, it was found that 86,8% of the elderly is functionally independent and 13,3% has any type of dependency. By the use of Mini Nutritional Assessment, 0,8% of the elderly were identified as undernourished and 24,16% were at risk of undernourishment. It was still conclude that independent elderly have a higher probability of normal nutritional state when compared with those with mild or moderate dependency (p<0,001). Conclusions: Results allow us to conclude that nutritional status according to Mini Nutritional Assessment is significantly associated with the independence level of this older population. Taking into account the high number of elderly people in Portugal, we highlight the importance of screening nutritional status and its determinants as part of a multidimensional assessment of the elderly and consequent intervention in order to enhance their quality of life.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Estado Nutricional]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>ARTIGO ORIGINAL</b></p>     <p>     <p><b>Estado nutricional e N&iacute;vel de Independ&ecirc;ncia em pessoas idosas</b></p>     <p><b>Nutritional Status and Independence Level in Elderly People</b></p>     <p><b>Alexandra Parente<sup>1</sup>; Ana Maria Pereira<sup>2*</sup>; Augusta Mata<sup>2</sup></b></p>     <p><sup>1</sup>&nbsp;Unidade Local de Sa&uacute;de do Nordeste - Centro de Sa&uacute;de Santa Maria de Bragan&ccedil;a, Avenida Cidade de Leon, 5300-274 Bragan&ccedil;a, Portugal</p>     <p><sup>2</sup>&nbsp;Instituto Polit&eacute;cnico de Bragan&ccedil;a-ESSa, Avenida D. Afonso V, 5300-121 Bragan&ccedil;a, Portugal</p>     <p></p> <a href="#c0">Endere&#231;o para correspond&#234;ncia</a><a name="topc0"></a></b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Introdu&ccedil;&atilde;o:&nbsp;A malnutri&ccedil;&atilde;o constitui um dos principais determinantes de doen&ccedil;a e diminui&ccedil;&atilde;o da qualidade de vida. Um mau estado nutricional prejudica a sa&uacute;de f&iacute;sica e psicol&oacute;gica, predispondo ao desenvolvimento de doen&ccedil;as, condicionando negativamente o seu progn&oacute;stico.</p>     <p>Objetivos:&nbsp;Conhecer o estado nutricional e nivel de independ&ecirc;ncia dos idosos inscritos no centro de sa&uacute;de de Santa Maria de Bragan&ccedil;a, identificando a rela&ccedil;&atilde;o existente entre as duas vari&aacute;veis.</p>     <p>Metodologia:&nbsp;A partir de uma popula&ccedil;&atilde;o de 5373 idosos inscritos no centro de sa&uacute;de de Santa Maria em Bragan&ccedil;a estudou-se uma amostra proporcional estratificada em fun&ccedil;&atilde;o do sexo e faixa et&aacute;ria de 385 idosos. Desenvolveu-se um estudo quantitativo, observacional, anal&iacute;tico, transversal. Para a colheita de dados utilizou-se um formul&aacute;rio que inclu&iacute;a o&nbsp;Mini Nutritional Assessment&nbsp;e o &Iacute;ndice de Barthel.</p>     <p>Resultados:&nbsp;Como principais resultados verifica-se que 86,8% dos utentes &eacute; funcionalmente independente e 13,3% apresentam algum tipo de depend&ecirc;ncia. Atrav&eacute;s da aplica&ccedil;&atilde;o do&nbsp;Mini Nutritional Assessment&nbsp;identificam-se 0,8% dos idosos em estado desnutrido e 24,16% em risco de desnutri&ccedil;&atilde;o. Constata-se ainda, que os idosos independentes apresentam maior probabilidade de estarem em estado nutricional normal face aos idosos com depend&ecirc;ncia ligeira a moderada (p &lt;0,001).</p>     <p>Conclus&otilde;es:&nbsp;Com os resultados deste estudo constata-se que o estado nutricional segundo o&nbsp;Mini Nutritional Assessment&nbsp;est&aacute; significativamente associado ao n&iacute;vel de independ&ecirc;ncia desta popula&ccedil;&atilde;o de idosos. Tendo em conta o n&uacute;mero elevado de idosos em Portugal, salienta-se a import&acirc;ncia de rastrear o estado nutricional e as suas condicionantes, como parte integrante da avalia&ccedil;&atilde;o multidimensional e consequente interven&ccedil;&atilde;o nesta camada da popula&ccedil;&atilde;o tendo em mente a melhoria da sua qualidade de vida.</p>     <p><b>PALAVRAS-CHAVE</b></p>     <p>Estado Nutricional, Idoso, Malnutri&ccedil;&atilde;o, N&iacute;vel de Independ&ecirc;ncia</p>     <p>&nbsp;</p>  <hr>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Introduction:&nbsp;Malnutrition is one of the main determinants of disease and decrease of quality of life. A bad nutritional status affects both physical and psychological health predisposing to the development of diseases and negatively affecting their prognosis.</p>     <p>Objectives:&nbsp;To know the nutritional status and independency level of the elderly enrolled at the Health Center of Sta Maria - Bragan&ccedil;a by establishing the relationship between the two variables.</p>     <p>Methodology:&nbsp;From a population of 5373 elderly enrolled at the Health Center of Santa Maria in Bragan&ccedil;a, a proportional sample stratified by sex and group of age of 385 elderly was studied. It was drawn a quantitative, observational, analytical and cross-sectional study. A structural interview was used to data collection where Mini Nutritional Assessment and Barthel Index were included.</p>     <p>Results:&nbsp;As main results, it was found that 86,8% of the elderly is functionally independent and 13,3% has any type of dependency. By the use of Mini Nutritional Assessment, 0,8% of the elderly were identified as undernourished and 24,16% were at risk of undernourishment.</p>     <p>It was still conclude that independent elderly have a higher probability of normal nutritional state when compared with those with mild or moderate dependency (p&lt;0,001).</p>     <p>Conclusions:&nbsp;Results allow us to conclude that nutritional status according to Mini Nutritional Assessment is significantly associated with the independence level of this older population. Taking into account the high number of elderly people in Portugal, we highlight the importance of screening nutritional status and its determinants as part of a multidimensional assessment of the elderly and consequent intervention in order to enhance their quality of life.</p>     <p><b>KEYWORDS</b></p>     <p>Nutritional state, Elderly, Malnutrition, Independency level</p>     <p>&nbsp;</p>  <hr>     <p>&nbsp;</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>INTRODU&Ccedil;&Atilde;O</b></p>     <p>No final do s&eacute;culo XX, in&iacute;cio do s&eacute;culo XXI, a nutri&ccedil;&atilde;o assumiu um papel importante no &acirc;mbito da sa&uacute;de p&uacute;blica, em particular nas pessoas idosas, sendo considerada um dos &ldquo;ex-libris&rdquo; do envelhecimento ativo. Com base no aumento da esperan&ccedil;a m&eacute;dia de vida, emergiu neste per&iacute;odo a pertin&ecirc;ncia do estudo da rela&ccedil;&atilde;o entre nutri&ccedil;&atilde;o e envelhecimento. Evid&ecirc;ncias epidemiol&oacute;gicas revelam que o risco de in&uacute;meras patologias associadas ao envelhecimento pode ser minimizado por uma interven&ccedil;&atilde;o adequada nos estilos de vida, nomeadamente ao n&iacute;vel da alimenta&ccedil;&atilde;o (1, 2).</p>     <p>Um bom estado nutricional, depende de um equil&iacute;brio entre a ingest&atilde;o e as necessidades nutricionais; constitui um pilar fundamental na promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de dos idosos, permitindo a realiza&ccedil;&atilde;o de atividades da vida di&aacute;ria e garantindo uma maior prote&ccedil;&atilde;o contra diversas patologias (3).</p>     <p>Quando a ingest&atilde;o alimentar &eacute; inadequada instala-se um quadro de malnutri&ccedil;&atilde;o estando a popula&ccedil;&atilde;o idosa particularmente sujeita a problemas nutricionais devido a fatores relacionados com altera&ccedil;&otilde;es psicossociais associadas &agrave; solid&atilde;o, doen&ccedil;as cr&oacute;nicas, polimedica&ccedil;&atilde;o assim como condicionantes socioecon&oacute;micas (4, 5). Fisiologicamente, com o envelhecimento, surge tamb&eacute;m diminui&ccedil;&atilde;o da ingest&atilde;o, digest&atilde;o, absor&ccedil;&atilde;o, transporte e excre&ccedil;&atilde;o de subst&acirc;ncias, traduzindo-se em necessidades nutricionais espec&iacute;ficas nesta fase da vida (6, 7). Desta forma, uma alimenta&ccedil;&atilde;o equilibrada ajustada &agrave;s necessidades dos idosos assume particular relevo na sua sa&uacute;de, bem-estar e longevidade.</p>     <p>A malnutri&ccedil;&atilde;o prejudica a sa&uacute;de f&iacute;sica e psicol&oacute;gica do idoso, predispondo-o ao desenvolvimento de doen&ccedil;as, ao mesmo tempo que condiciona negativamente o seu progn&oacute;stico (8-10). Tem sido identificada como uma componente de fragilidade em pessoas, aumentando consideravelmente o risco de doen&ccedil;as infeciosas, o que leva &agrave; redu&ccedil;&atilde;o da capacidade funcional, pelo que &eacute; um indicador importante de morbilidade e mortalidade (11).</p>     <p>A dete&ccedil;&atilde;o precoce da malnutri&ccedil;&atilde;o incluindo o risco de desnutri&ccedil;&atilde;o, usando medidas simples, n&atilde;o invasivas e precisas, representa um passo importante na presta&ccedil;&atilde;o de melhores cuidados de sa&uacute;de aos idosos (12).</p>     <p>A preval&ecirc;ncia da desnutri&ccedil;&atilde;o nos idosos ronda os 60% a n&iacute;vel de institui&ccedil;&otilde;es hospitalares, 40% em unidades residenciais e cerca de 5 a 10% nas pessoas idosas que residem no seu pr&oacute;prio domic&iacute;lio ou com os familiares (13, 14). A desnutri&ccedil;&atilde;o da pessoa idosa &eacute; muitas vezes sub diagnosticada, por ser confundida com sinais de envelhecimento, pelo que o seu reconhecimento precoce &eacute; fundamental para uma corre&ccedil;&atilde;o adequada e atempada, com benef&iacute;cios na sa&uacute;de e na economia (15).</p>     <p>A desnutri&ccedil;&atilde;o pode estar tamb&eacute;m associada a problemas de sa&uacute;de oral, fraca acuidade sensorial, modifica&ccedil;&otilde;es da dieta, diminui&ccedil;&atilde;o da capacidade cognitiva e diminui&ccedil;&atilde;o da autonomia f&iacute;sica (16, 17). Esta diminui&ccedil;&atilde;o de autonomia f&iacute;sica e grau de depend&ecirc;ncia, relaciona-se com a incapacidade da pessoa para a satisfa&ccedil;&atilde;o das suas necessidades humanas b&aacute;sicas, necessitando de ajuda de terceiros para sobreviver (18). A avalia&ccedil;&atilde;o da capacidade funcional &eacute; importante, pois al&eacute;m de determinar riscos de depend&ecirc;ncia futura, auxilia a equipa de sa&uacute;de na tentativa de recuperar a capacidade do idoso. Considera-se pertinente o delineamento de estrat&eacute;gias e a implementa&ccedil;&atilde;o de medidas governamentais para a preven&ccedil;&atilde;o e diagn&oacute;stico precoce de situa&ccedil;&otilde;es de desnutri&ccedil;&atilde;o nas pessoas idosas, n&atilde;o s&oacute; na comunidade mas tamb&eacute;m a n&iacute;vel dos cuidados de sa&uacute;de, em indiv&iacute;duos institucionalizados e em estruturas residenciais para idosos. O presente estudo tem como principal objetivo caracterizar o estado nutricional dos idosos inscritos no centro de sa&uacute;de de Santa Maria de Bragan&ccedil;a, assim como relacionar o seu estado nutricional com o nivel de independ&ecirc;ncia.</p>     <p><b>METODOLOGIA</b></p>     <p>Estudo observacional, anal&iacute;tico, de car&aacute;cter transversal. Para a realiza&ccedil;&atilde;o do estudo foi obtida a autoriza&ccedil;&atilde;o da Comiss&atilde;o de &Eacute;tica da Unidade Local de Sa&uacute;de do Nordeste (ref:003825 de 12/10/2015). A presente investiga&ccedil;&atilde;o respeita integralmente os princ&iacute;pios &eacute;ticos, valores e normas do c&oacute;digo deontol&oacute;gico (19), em concord&acirc;ncia tamb&eacute;m com os princ&iacute;pios &eacute;ticos aceites pela comunidade de investiga&ccedil;&atilde;o e pela Declara&ccedil;&atilde;o de Hels&iacute;nquia tais como: consentimento informado dos participantes, confidencialidade, respeito, honestidade nas rela&ccedil;&otilde;es estabelecidas e garantia dos direitos dos que participaram voluntariamente. Em todos os casos a participa&ccedil;&atilde;o foi absolutamente volunt&aacute;ria, gratuita, an&oacute;nima e confidencial. Foi ainda solicitada e obtida a autoriza&ccedil;&atilde;o para a utiliza&ccedil;&atilde;o do question&aacute;rio&nbsp;Mini Nutritional Assessment&nbsp;(MNA&reg;), no &acirc;mbito da colheita de dados e publica&ccedil;&otilde;es resultantes da investiga&ccedil;&atilde;o.</p> <ol>     ]]></body>
<body><![CDATA[<li><b>a) Instrumentos</b></li>     </ol>     <p>Desenvolveu-se um instrumento de recolha de informa&ccedil;&atilde;o constitu&iacute;do por tr&ecirc;s partes distintas: i) Quest&otilde;es relativas a dados socioecon&oacute;micos, ii) MNA&reg;, vers&atilde;o portuguesa; validado em 2008 (20).</p>     <p>iii) &Iacute;ndice de Barthel (IB), vers&atilde;o portuguesa validado em 2007 (21).</p>     <p>MNA&reg;&nbsp;- Ferramenta de avalia&ccedil;&atilde;o do estado nutricional de idosos. &Eacute; o m&eacute;todo de avalia&ccedil;&atilde;o nutricional mais fundamentado sob o ponto de vista da investiga&ccedil;&atilde;o, sendo por isso o mais usado pelos profissionais de sa&uacute;de que trabalham em Geriatria. &Eacute; composto por duas sec&ccedil;&otilde;es, o MNA&nbsp;Short Form&nbsp;(MNA SF&reg;) para identifica&ccedil;&atilde;o do risco nutricional e o MNA&nbsp;Long Form&nbsp;(MNA LF&reg;) para a avalia&ccedil;&atilde;o nutricional. O MNA SF&reg;&nbsp;&eacute; composto por seis quest&otilde;es que avaliam a diminui&ccedil;&atilde;o da ingest&atilde;o nos &uacute;ltimos tr&ecirc;s meses, perda ponderal nos &uacute;ltimos tr&ecirc;s meses, mobilidade, se houve alguma situa&ccedil;&atilde;o de stress psicol&oacute;gico ou doen&ccedil;a aguda nos &uacute;ltimos tr&ecirc;s meses e se h&aacute; algum problema neuro psicol&oacute;gico, nomeadamente situa&ccedil;&atilde;o de depress&atilde;o ou dem&ecirc;ncia. A sexta quest&atilde;o diz respeito &agrave; avalia&ccedil;&atilde;o do &iacute;ndice de massa corporal (IMC) ou na impossibilidade de o obter a medi&ccedil;&atilde;o do per&iacute;metro geminal. Do preenchimento destas seis quest&otilde;es obt&eacute;m-se um score que pode ser analisado em tr&ecirc;s n&iacute;veis: 1) 0 a 7 indicativo de desnutri&ccedil;&atilde;o; 2) 8 a 11 indicativo de risco de desnutri&ccedil;&atilde;o; 3) 12 a 14 indicativo de estado nutricional normal (22). Se o resultado indicar risco de desnutri&ccedil;&atilde;o, segue-se para o preenchimento do MNA LF&reg;&nbsp;que &eacute; composto por mais doze quest&otilde;es, num total de dezoito distribu&iacute;das em 4 grupos: avalia&ccedil;&atilde;o antropom&eacute;trica, avalia&ccedil;&atilde;o geral, avalia&ccedil;&atilde;o da ingest&atilde;o nutricional e avalia&ccedil;&atilde;o subjetiva. &Agrave; semelhan&ccedil;a do que acontece na MNA SF&reg;, a cada resposta &eacute; atribu&iacute;do um valor num&eacute;rico que somados no final do preenchimento podem corresponder a: 1) desnutri&ccedil;&atilde;o &lt;17; 2) risco de desnutri&ccedil;&atilde;o 17 a 23,5; 3) estado nutricional normal 24 a 30 (22, 23).</p>     <p>IB - Instrumento que avalia o n&iacute;vel de independ&ecirc;ncia do sujeito para a realiza&ccedil;&atilde;o de dez atividades b&aacute;sicas de vida di&aacute;ria (ABVD): comer, higiene pessoal, uso dos sanit&aacute;rios, tomar banho, vestir e despir, controlo de esf&iacute;ncteres, deambular, transfer&ecirc;ncia da cadeira para a cama, subir e descer escadas (18, 24). Permite conhecer quais as incapacidades espec&iacute;ficas da pessoa e como tal, adequar os cuidados &agrave;s necessidades (21). Cada atividade apresenta entre dois a quatro n&iacute;veis de depend&ecirc;ncia, em que 0 corresponde &agrave; depend&ecirc;ncia total e a independ&ecirc;ncia pode ser pontuada com 5, 10 ou 15 pontos de acordo com os n&iacute;veis de depend&ecirc;ncia. A classifica&ccedil;&atilde;o varia entre 0 a 100 pontos e s&atilde;o considerados os seguintes pontos de corte: 90-100 Independente; 60-89 Ligeiramente dependente; 40-55 Moderadamente dependente; 20-35 Severamente dependente; &lt;20 Totalmente dependente (24).</p> <ol>     <li><b>b) Popula&ccedil;&atilde;o e Amostra</b></li>     </ol>     <p>A popula&ccedil;&atilde;o do estudo &eacute; composta 5373 utentes, com idade igual ou superior a 65 anos e de ambos os sexos, inscritos no centro de sa&uacute;de de Santa Maria de Bragan&ccedil;a.</p>     <p>Para selecionar a amostra procedeu-se a um processo de amostragem n&atilde;o probabil&iacute;stica visando a disponibilidade e a rapidez na recolha de dados (25). Os elementos da amostra foram selecionados entre os que foram primeiramente contactados presencialmente no centro de sa&uacute;de, e em visita domicili&aacute;ria. Foram definidos como crit&eacute;rios de inclus&atilde;o da amostra: indiv&iacute;duos de ambos os sexos, com idade igual ou superior a 65 anos, inscritos no centro de sa&uacute;de de Santa Maria de Bragan&ccedil;a, conscientes e com capacidade de comunica&ccedil;&atilde;o, que aceitassem participar voluntariamente no estudo. A amostra ficou constitu&iacute;da por 385 indiv&iacute;duos, estratificados em fun&ccedil;&atilde;o do sexo e grupo et&aacute;rio.</p> <ol>     ]]></body>
<body><![CDATA[<li><b>c) Procedimentos da colheita de dados</b></li>     </ol>     <p>O presente estudo foi desenvolvido no centro de sa&uacute;de de Santa Maria de Bragan&ccedil;a e a recolha de informa&ccedil;&atilde;o decorreu no per&iacute;odo compreendido entre setembro a dezembro de 2015. Os Idosos que recorreram ao Centro de Sa&uacute;de e os que foram visitados no domic&iacute;lio no hor&aacute;rio das 8h &agrave;s 20h, que preenchiam os crit&eacute;rios de inclus&atilde;o foram abordados e convidados a participarem no estudo.</p>     <p>A colheita de dados foi efetuada por uma &uacute;nica investigadora, mediante realiza&ccedil;&atilde;o de entrevista e medi&ccedil;&otilde;es antropom&eacute;tricas. Para a realiza&ccedil;&atilde;o destas, recorreu aos mesmos instrumentos e t&eacute;cnicas, minimizando a possibilidade de vi&eacute;s.</p>     <p>Para realizar a medi&ccedil;&atilde;o da altura utilizou-se um estadi&oacute;metro acoplado &agrave; balan&ccedil;a (SECA&reg;). Em idosos sem mobiliza&ccedil;&atilde;o recorreu-se &agrave; f&oacute;rmula para estimativa indireta da altura de Chumlea et al. (26). Para determinar o peso dos idosos que tinham mobilidade utilizou-se uma balan&ccedil;a digital (SECA&reg;); nos idosos sem mobilidade recorreu-se &agrave; f&oacute;rmula para estimativa indireta do peso de Rabito et al. (27). O per&iacute;metro braquial foi medido no membro superior n&atilde;o dominante, no ponto m&eacute;dio entre o acr&oacute;mio e o olecr&acirc;nio com uma fita m&eacute;trica (male&aacute;vel), com a precis&atilde;o de 1mm, sem compress&atilde;o dos tecidos, com o idoso sentado ou em dec&uacute;bito dorsal. Para determinar o per&iacute;metro geminal posicionou-se o joelho num &acirc;ngulo de 90&ordm; em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; coxa. A fita m&eacute;trica foi colocada em volta da barriga da perna na por&ccedil;&atilde;o mais larga e procedeu-se &agrave; leitura do valor obtido, sem compress&atilde;o dos tecidos (28).</p>     <p>O tempo m&eacute;dio para a colheita de dados de cada participante foi de aproximadamente 35 minutos, vari&aacute;vel de acordo com a capacidade de mobiliza&ccedil;&atilde;o do idoso.</p> <ol>     <li><b>e) Tratamento de Dados</b></li>     </ol>     <p>O tratamento estat&iacute;stico foi efetuado com recurso ao programa inform&aacute;tico&nbsp;Statistical Package for the Social Sciences&nbsp;- SPSS for Windows, vers&atilde;o 20.0.</p>     <p>A an&aacute;lise estat&iacute;stica dos resultados obtidos foi realizada atrav&eacute;s de tabelas de conting&ecirc;ncia com aplica&ccedil;&atilde;o do teste do qui-quadrado com o objetivo de avaliar a independ&ecirc;ncia das vari&aacute;veis. Posteriormente recorreu-se ao c&aacute;lculo dos&nbsp;odds ratio&nbsp;e respetivos valores de prova de forma a especificar em fun&ccedil;&atilde;o das vari&aacute;veis independentes, os idosos com maior/menor probabilidade de estado nutricional normal segundo o instrumento MNA&reg;.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>RESULTADOS</b></p>     <p>A amostra &eacute; composta por 385 utentes com pelo menos 65 anos, dos quais 56,4% s&atilde;o mulheres e 43,6% s&atilde;o homens. Relativamente &agrave; vari&aacute;vel idade, constata-se uma idade m&eacute;dia de 76,39 anos com desvio padr&atilde;o de 7,18 anos, a partir de um m&iacute;nimo de 65 e de um m&aacute;ximo de 98 anos (<a href ="/img/revistas/apn/n12/n12a04t1.jpg">Tabela 1</a>).</p>     
<p><b>Carateriza&ccedil;&atilde;o do Estado Funcional</b></p>     <p>A carateriza&ccedil;&atilde;o da funcionalidade por atividade (<a href ="/img/revistas/apn/n12/n12a04t2.jpg">Tabela 2</a>) revela que em todos os itens avaliados a maioria dos registos acontece na op&ccedil;&atilde;o independente. Conforme os pontos de corte previamente estabelecidos verifica-se que a maioria dos utentes (86,8%) &eacute; funcionalmente independente e os restantes apresentam algum tipo de depend&ecirc;ncia (<a href ="/img/revistas/apn/n12/n12a04t3.jpg">Tabela 3</a>).</p>     
<p><b>Carateriza&ccedil;&atilde;o do Estado Nutricional segundo o MNA&reg;</b></p>     <p>A carateriza&ccedil;&atilde;o dos idosos segundo a triagem estabelecida pela aplica&ccedil;&atilde;o do MNA&reg;&nbsp;(<a href ="/img/revistas/apn/n12/n12a04t4.jpg">Tabela 4</a>), indica que 53,2% dos idosos n&atilde;o teve perda de apetite nos &uacute;ltimos tr&ecirc;s meses e 46,5% tiveram perda moderada de apetite. Relativamente &agrave; perda ponderal nos &uacute;ltimos tr&ecirc;s meses, observa-se que 92,5% dos idosos n&atilde;o tiveram perdas de peso, 7% perderam 1 a 3 kg e 0,5% perderam mais de 3 kg. Quanto &agrave; mobilidade verifica-se que a maioria sai do domic&iacute;lio (89,1%). Dos idosos em estudo constata-se que 16,1% passaram por algum stress psicol&oacute;gico ou doen&ccedil;a aguda nos &uacute;ltimos tr&ecirc;s meses. Quanto aos problemas neuro psicol&oacute;gicos, estes s&atilde;o do tipo moderado em 26,5% dos idosos e graves em 2,1%; Relativamente ao IMC apresentado constata-se que 86,5% dos idosos tem valores superiores ou iguais a 23 pontos e 6 idosos apresentam valores inferiores a 19 pontos.</p>     
<p>Da aplica&ccedil;&atilde;o do MNA, sec&ccedil;&atilde;o inicial obt&eacute;m-se um score indicativo de que 289 (75%) idosos em estudo apresentam estado nutricional normal e que aos restantes 96 idosos (25%) deve ser aplicada a avalia&ccedil;&atilde;o global do MNA&reg;. Da avalia&ccedil;&atilde;o global do instrumento MNA&reg;&nbsp;(<a href ="/img/revistas/apn/n12/n12a04t5.jpg">Tabela 5</a>), observa-se que a maioria (71,9%) vive em casa pr&oacute;pria, 86,5% dos idosos toma tr&ecirc;s ou mais medicamentos diferentes por dia e 24% tem escaras ou feridas cut&acirc;neas. Relativamente &agrave; alimenta&ccedil;&atilde;o destes idosos verifica-se que a maioria (78,1%) toma tr&ecirc;s refei&ccedil;&otilde;es completas por dia; 89,6% dos idosos consome por dia pelo menos duas por&ccedil;&otilde;es de fruta/vegetais e 51% bebe diariamente 3 a 5 copos/ch&aacute;venas de &aacute;gua, sumo, caf&eacute;, leite ou ch&aacute;. Constata-se tamb&eacute;m que a maioria dos idosos (70,8%) alimenta-se sozinho sem dificuldade, 69,8% dos idosos acredita n&atilde;o ter problema nutricional e 66,7% acredita que tem um estado de sa&uacute;de pior quando se compara com outros nas mesmas condi&ccedil;&otilde;es. Quanto ao per&iacute;metro do meio bra&ccedil;o, a maioria dos idosos apresenta valores acima da m&eacute;dia e no caso do per&iacute;metro da barriga da perna, a maioria apresenta resultados que indicam deficit de massa magra.</p>     
<p>Atrav&eacute;s da pontua&ccedil;&atilde;o total obtida pelo instrumento MNA&reg;, classificam-se 3 (0,8%) idosos em estado desnutrido; 93 (24,16%) em risco de desnutri&ccedil;&atilde;o e os restantes 289 (75%) em estado nutricional normal. Nas mulheres, a faixa et&aacute;ria com maior relev&acirc;ncia em risco de desnutri&ccedil;&atilde;o &eacute; entre 75 a 84 anos e nos homens &eacute; a faixa dos 65 aos 74 anos (<a href ="/img/revistas/apn/n12/n12a04t6.jpg">Tabela 6</a>). Os resultados demonstram que o estado nutricional segundo MNA est&aacute; significativamente associado ao n&iacute;vel de independ&ecirc;ncia em cada uma das atividades b&aacute;sicas da vida di&aacute;ria, bem como ao n&iacute;vel de independ&ecirc;ncia global (p &lt;0,001). S&atilde;o os idosos independentes que apresentam maior probabilidade de estarem em estado nutricional normal face os idosos com depend&ecirc;ncia ligeira a moderada (<a href ="/img/revistas/apn/n12/n12a04t7.jpg">Tabela 7</a>). Pela determina&ccedil;&atilde;o do&nbsp;odds ratio&nbsp;&eacute; poss&iacute;vel afirmar que os idosos independentes apresentaram maior probabilidade de estarem em estado nutricional normal face os idosos com depend&ecirc;ncia ligeira a moderada, em cerca de 10 vezes. Real&ccedil;a-se ainda que os idosos independentes em cada uma das atividades b&aacute;sicas da vida di&aacute;ria apresentam maior probabilidade de possu&iacute;rem um estado nutricional normal face aos idosos com algum grau de depend&ecirc;ncia.</p>     
<p><b>DISCUSS&Atilde;O DOS RESULTADOS</b></p>     <p>No trabalho atual constata-se uma idade m&eacute;dia dos idosos de 76,39 anos sendo a idade m&eacute;dia das mulheres de 76,77 anos e nos homens a m&eacute;dia &eacute; de 75,90 anos.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>No que diz respeito &agrave; aplica&ccedil;&atilde;o do MNA&reg;&nbsp;identificam-se 3 idosos desnutridos, 93 em risco de desnutri&ccedil;&atilde;o e 289 em estado nutricional normal. Apesar da baixa preval&ecirc;ncia de desnutri&ccedil;&atilde;o, o n&uacute;mero de idosos em risco nutricional &eacute; preocupante. De uma forma geral, na comunidade, os n&iacute;veis de desnutri&ccedil;&atilde;o s&atilde;o mais baixos do que em idosos institucionalizados. Segundo um estudo de Guigoz e Vellas (29), o MNA&reg;foi utilizado para rastrear/avaliar 14.149 idosos, na comunidade, 3.119 em unidades residenciais e 8.596 em institui&ccedil;&otilde;es hospitalares. Os resultados indicaram risco/desnutri&ccedil;&atilde;o na comunidade com uma preval&ecirc;ncia de 26%, nas unidades residenciais para pessoas idosos de 54% e 70% em institui&ccedil;&otilde;es hospitalares. Estudos de grande escala no Reino Unido e Holanda t&ecirc;m mostrado tamb&eacute;m que cerca de 1 em cada 4 pacientes est&atilde;o em risco de desnutri&ccedil;&atilde;o ap&oacute;s admiss&atilde;o hospitalar e muitos mais n&atilde;o s&atilde;o diagnosticados devido ao rastreio inadequado (30).</p>     <p>O conceito de que o estado nutricional dos indiv&iacute;duos idosos &eacute; o fator chave do envelhecimento saud&aacute;vel tem sido corroborado por diversos estudos (31-33), verificando-se que os idosos desnutridos apresentam padr&otilde;es de morbilidade e mortalidade mais graves do que os indiv&iacute;duos da mesma idade com correto estado de nutri&ccedil;&atilde;o. A malnutri&ccedil;&atilde;o &eacute; assim identificada como uma componente de fragilidade em pessoas idosas (34), sendo muitas vezes sub diagnosticada. A dete&ccedil;&atilde;o precoce permite uma interven&ccedil;&atilde;o atempada, com estabelecimento de objetivos de interven&ccedil;&atilde;o nutricional, implementa&ccedil;&atilde;o de suporte nutricional individualizado e a sua estreita monitoriza&ccedil;&atilde;o (35).</p>     <p>O local onde os idosos habitam tamb&eacute;m determina o seu estado nutricional, a qualidade de vida e mesmo o seu bem-estar f&iacute;sico e psicol&oacute;gico. A maioria dos idosos da amostra habitam em &ldquo; casa pr&oacute;pria&rdquo;, o que segundo a literatura, disp&otilde;e a que os mesmos possuam condi&ccedil;&otilde;es mais adequadas para uma alimenta&ccedil;&atilde;o de qualidade, no entanto, a solid&atilde;o, a falta de conv&iacute;vio e as dietas mon&oacute;tonas parecem ser fatores de risco para a malnutri&ccedil;&atilde;o neste grupo et&aacute;rio (36).</p>     <p>A polimedica&ccedil;&atilde;o &eacute; comum na terceira idade, pois &eacute; frequente o aparecimento de mais do que uma patologia no mesmo idoso. Na amostra em estudo 86,5% dos idosos toma tr&ecirc;s ou mais medicamentos diferentes por dia, o que segundo a literatura aumenta a probabilidade dos idosos apresentarem altera&ccedil;&otilde;es nutricionais, quer pela pr&oacute;pria doen&ccedil;a, quer pela interven&ccedil;&atilde;o terap&ecirc;utica que a patologia requer. Se por um lado, o estado nutricional do idoso interfere com a farmacocin&eacute;tica, o consumo de f&aacute;rmacos tamb&eacute;m pode condicionar o estado nutricional (37, 38).</p>     <p>No que respeita &agrave; depend&ecirc;ncia funcional de idosos, dados da literatura (39) tamb&eacute;m revelam que a maioria dos idosos n&atilde;o institucionalizados s&atilde;o independentes nas suas atividades de vida di&aacute;ria (AVD). No entanto, cerca de 50% da popula&ccedil;&atilde;o idosa tem muita dificuldade ou n&atilde;o consegue realizar pelo menos uma das 6 atividades do seu dia-a-dia, destacando-se a dificuldade em subir/descer escadas (40).</p>     <p>No que diz respeito &agrave; rela&ccedil;&atilde;o entre a pontua&ccedil;&atilde;o do MNA e a capacidade funcional, tendo em conta a realiza&ccedil;&atilde;o das AVD, o estado nutricional est&aacute; significativamente associado ao n&iacute;vel de independ&ecirc;ncia do idoso, dados consistentes com o estudo de Andre et al (41), onde 94,3% dos idosos desnutridos apresentavam limita&ccedil;&otilde;es para a realiza&ccedil;&atilde;o das suas AVD, em compara&ccedil;&atilde;o com 11,8% dos idosos bem nutridos. Um estudo realizado em larga escala nos Estados Unidos da Am&eacute;rica revela tamb&eacute;m que um estado nutricional normal estava associado a baixo risco de incapacidade (42). Conforme demonstrado na literatura, tanto o baixo peso quanto o excesso de peso em idosos residentes na comunidade, podem comprometer a capacidade funcional no individuo idoso (43), destacando-se o baixo peso como um importante fator de risco para a depend&ecirc;ncia dos idosos, independente dos outros fatores analisados (44). A compreens&atilde;o sobre o grau de associa&ccedil;&atilde;o entre esses fatores pode favorecer a elabora&ccedil;&atilde;o de propostas que visem a melhoria da sa&uacute;de, nomeadamente do estado nutricional e da qualidade de vida neste grupo et&aacute;rio.</p>     <p><b>CONCLUS&Otilde;ES</b></p>     <p>Envelhecer com autonomia, independ&ecirc;ncia e qualidade de vida constitui uma aposta &agrave; responsabilidade individual e um desafio para a sociedade em geral. A evid&ecirc;ncia cient&iacute;fica &eacute; consistente e consensual de que a malnutri&ccedil;&atilde;o &eacute; um grave problema da sa&uacute;de p&uacute;blica, com implica&ccedil;&otilde;es dram&aacute;ticas na sa&uacute;de coletiva. A dete&ccedil;&atilde;o precoce permite uma interven&ccedil;&atilde;o eficaz e proativa, com implementa&ccedil;&atilde;o de um apoio nutricional individualizado e consequente monitoriza&ccedil;&atilde;o. Neste contexto, os cuidados de sa&uacute;de prim&aacute;rios representam um vetor fundamental para intervir na promo&ccedil;&atilde;o de h&aacute;bitos alimentares saud&aacute;veis e na preven&ccedil;&atilde;o da malnutri&ccedil;&atilde;o. Os mesmos devem fornecer uma assist&ecirc;ncia diferenciada, pautada pela sinergia de esfor&ccedil;os das equipas multidisciplinares.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>REFER&Ecirc;NCIAS BIBLIOGR&Aacute;FICAS</b></p> <ol>     ]]></body>
<body><![CDATA[<li>Kravchenco J. Nutrition and the Ederly. In: Caballero B, Allen L, Prentice A. Encyclopedia of Human Nutrition. Elsevier. 2008: 578-587.</li>     <li>Cardoso BR, Almondes KGS, Cozzolino SMF. Alimenta&ccedil;&atilde;o do idoso. In: S. M. F. Cozzolino &amp; C. Cristiane (Eds.). Bases bioqu&iacute;micas e fisiol&oacute;gicas da nutri&ccedil;&atilde;o: nas diferentes fases da vida, na sa&uacute;de e na doen&ccedil;a. 1&ordf; Edi&ccedil;&atilde;o. Brasil: Manole. 2013: 779-808.</li>     <li>Abell&aacute;n BG, Hidalgo JDLT, Sotos JR, L&oacute;pez JLT, Jim&eacute;nez CLV. Alimentaci&oacute;n saludable y autopercepci&oacute;n de salud. Atenci&oacute;n Primaria. doi:<a href="http://dx.doi.org/10.1016/j.aprim.2015.12.001" target="_blank">http://dx.doi.org/10.1016/j.aprim.2015.12.001</a>.</li>     <li>Harris B. Nutrition and aging. In: Mahan LK, Escott-Stump S. Krause&acute;s Food Nutrition, &amp; Diet Therapy. 10th Edition. Philadelphia: W.B. Saunders Company. 2000:287-305.</li>     <li>Najas MS, Nebuloni CC. Avalia&ccedil;&atilde;o Nutricional. In: Ramos LR, Toniolo Neto J. Geriatria e Geontologia. Barueri. Manole. 2005.</li>     <li>Loureiro MHVS. Valida&ccedil;&atilde;o do Mini Nutritional Assessment&reg; em Idosos. [Disserta&ccedil;&atilde;o de Mestrado]. Universidade de Coimbra: Faculdade de Medicina. 2008.</li>     <li>Berger L, Mailloux-Poirier D. Pessoas idosas: uma abordagem global. Lisboa. Lusodidata. 1995.</li>     <li>Stratton RJ, Green CJ, Elia M. Disease-related malnutrition: an evidence based approach to treatment. Wallingford, UK: CABI Publishing. 2003:35- 92.</li>     <li>Cowan D, Roberts J, Fitzpatrick J, Whilev, Baldwin J. Nutritional status of older people in long term care settings: current status and future directions. International Journal of Nursing Studies. 2004; 41(3):225&ndash;237.</li>     <li>Elia M, Stratton R. The costs associated with disease-related malnutrition in the UK and economic considerations for the use oral nutritional supplements in adult. In: Health economic report on malnutrition in the UK. Bapen 2005.</li>     ]]></body>
<body><![CDATA[<li>Samnieng P, Ueno M, Kayoko S, Zaitsu T, Wright F, Kawaguchi Y. Oral health status and chewing ability is related to Mini-Nutritional Assessment results in an older adult population in Thailand. Journal of Nutrition in Gerontology and Geriatrics. 2011; 30 (3): 291-304.</li>     <li>Marchi RJ, Hugo FN, Hilbert JB, Padilha DM. Association between oral health status and nutritional status in south Brazilian independent-living older people. Nutrition 2008. 24(6):546&ndash;53.</li>     <li>Kyle UG, Kossovsky MP, Karsegarda VL, Prichard C. Comparison of tools for nutritional assessment and screening at hospital admission: A population study. Clinical Nutrition. 2006; 25 (3):409&ndash;417.</li>     <li>Liang X, Jiang ZM, Nolan MT, Efron DT, Kondrup J. Comparative survey on nutritional risk and nutritional support between Beijing and Baltimore teaching hospitals. Nutrition. 2008; 24(10):969-976.</li>     <li>Bento A, Martins A, Cordeiro T. Interven&ccedil;&atilde;o Farmac&ecirc;utica no Idoso &ndash; Guia Pr&aacute;tico Volume II &ndash; Nutri&ccedil;&atilde;o e o Idoso. 1&ordf; Edi&ccedil;&atilde;o. Associa&ccedil;&atilde;o Nacional das Farm&aacute;cias. 2009: 5-18.</li>     <li>Wilson MM, Morley JE. Aging and energy balance. Journal of Applied Physiology. 2003; 95:1728-1736.</li>     <li>Malcata FX. O idoso, a nutri&ccedil;&atilde;o e a sociedade: considera&ccedil;&otilde;es sobre quantidade e qualidade de vida. Geriatria. 2003; 151(15):23-37.</li>     <li>Sequeira C. Cuidar de idosos dependentes. Coimbra: Quarteto Editora. 2007.</li>     <li>Ordem dos Enfermeiros C&oacute;digo deontol&oacute;gico do enfermeiro: anota&ccedil;&otilde;es e coment&aacute;rios. Lisboa: Ordem dos Enfermeiros 2003.</li>     <li>The Mini Nutritional Assessment (MNA). Web site: <a href="http://www.mnaelderly.com/forms/mini/mna_mini_portuguese.pdf" target="_blank">http://www.mnaelderly.com/forms/mini/mna_mini_portuguese.pdf</a>.</li>     ]]></body>
<body><![CDATA[<li>Ara&uacute;jo F, Ribeiro JP, Oliveira A, Pinto C. Valida&ccedil;&atilde;o do &Iacute;ndice de Barthel numa amostra de idosos n&atilde;o institucionalizados. Revista Portuguesa de Sa&uacute;de P&uacute;blica. 2007; 25 (2): 59-66.</li>     <li>Guigoz Y. The Mini Nutritional Assessment (MNA) Review of the literature: wat does it tell us? Journal Nutrition Health Aging. 2006; 10: 466-487.</li>     <li>Kaiser MJ, Bauer MJ, Ramsch C et al. Validation of the Mini Nutritional Assessment Short- Form (MNA-SF): A pratical tool for identification of nutricional status. Journal Nutrition Health Aging. 2009; 13: 782-788.</li>     <li>Mahoney FI, Barthel DW. Functional Evaluation: The Barthel Index. Maryland State .Medical Journal. 1965; 14:61-65.</li>     <li>Oliveira EFT, Gr&aacute;cio MCC. Analysis regarding the size of the simple sample random: an application in the area of Information Science. Revista de Ci&ecirc;ncia da Informa&ccedil;&atilde;o. 2005; 6 (3): 80-96.</li>     <li>Chumlea et al. Prediction Equations for Elderly non - Hispanic White, non &ndash;Hispanic black, and Mexican -American Persons Developed from NHANES III Data. Journal of the American Dietetic Association.1998; 98(2):137-42.</li>     <li>Rabito EI et al. Weight and height prediction of immobilized patients. Revista de Nutri&ccedil;&atilde;o. Campinas. 2008; 19(6):655-661.</li>     <li>Institute NN. Um Guia para completar a Mini Avalia&ccedil;&atilde;o Nutricional. Web site: <a href="http://www.mna-elderly.com/forms/mna_guide_portuguese.pdf" target="_blank">http://www.mna-elderly.com/forms/mna_guide_portuguese.pdf</a>.</li>     <li>Guigoz Y, Vellas B. Test d&eacute;valuation de l&rsquo;etat nutritionnel de la personne agee: le Mini Nutritional Assessment (MNA) [Test to assess the nutritional status of theelderly: The Mini Nutritional Assessment (MNA]. Journal of Tropical Medicine and Hygiene. 1995; 53:1965-1969.</li>     <li>Meijers JM et al. Malnutrition prevalence in The Netherlands: results of the annual dutch national prevalence measurement of care problems. British Journal of Nutrition. 2009; 101:417 &ndash; 423.</li>     ]]></body>
<body><![CDATA[<li>Vellas B et al. The Mini Nutritional Assessment (MNA) and its use in grading the nutritional state of elderly patients. Nutrition. 1999; 15 (2): 116-122.</li>     <li>Harris T et al. Body Mass Index and Mortality Among Nonsmoking Older Persons,The Framingham Heart Study. Jama. 1988; 259(10):1520-4.</li>     <li>Higgins M, D&acute;Agostino R, Kannel W, Cobb J,Pinsky J.Benefits And Adverse Efects of Weight Loss: Observations from the Framingham Study. 1993; 119(7 Pt 2):758-63.</li>     <li>Samnieng P,Ueno M, Kayoko S, ZaitsuT, Wright F. Kawaguchi Y. Oral health status and chewing ability is related to Mini-Nutritional Assessment results in an older adult population in Thailand. Journal of Nutrition in Gerontology and Geriatrics. 2011; 30 (3):291-304.</li>     <li>Ockenga J, Freudenreich M, Zakonsky R, Norman K, Pirlich M, Lochs H. Nutritional assessment and manegement in hospitalised patients: Implication for DRG-based reimbursement and health care quality. The American Journal of Clinical Nutrition. 2005; 24(6):913-916.</li>     <li>Ferry M, Alix E, Brocker P, Constans T, Lesourd B, Mischlich D. et. al. A Nutri&ccedil;&atilde;o da pessoa Idosa: Aspetos fundamentais, cl&iacute;nicos e psicossociais. Loures: Lusoci&ecirc;ncia. 2006.</li>     <li>Medina Mesa R, DapcichV. Escalas de evaluac&iacute;on r&aacute;pida del estado nutricional. In: Hornillos MM, Bartrina JA, Garcia JLG. Libro Blanco de la Alimentaci&oacute;n de los Mayores. 1&ordf; Edici&oacute;n. Buenos Aires: Editoral M&eacute;dica Panamericana. 2004: 45-51.</li>     <li>Pickering G. Frail elderly, nutritional status and drugs. Archives of Gerontology and Geriatics.2004.38 (2):174-180.</li>     <li>Sobral, C. G.C. Avalia&ccedil;&atilde;o multidimensional (OARS) do idoso na cidade de Bragan&ccedil;a [Disserta&ccedil;&atilde;o de Mestrado]. Escola Superior de Sa&uacute;de de Bragan&ccedil;a. 2015.</li>     <li>INE - Instituto Nacional de Estat&iacute;stica Sa&uacute;de e Incapacidades em Portugal 2011.Lisboa: INE, I.P., Lisboa. 2012.</li>     ]]></body>
<body><![CDATA[<li>Andre MB, Dumavibhat N, Ngatu NR, Eitoku M, Hirota R, Suganuma N.Mini Nutritional Assessment and functional capacity in community-dwelling elderly in Rural Luozi, Democratic Republic of Congo. Geriatrics &amp; Gerontology International. 2013; 13(1):35-42.</li>     <li>Al Snih S, Ottenbacher KJ, Markides KS, Kuo YF, Eschbach K, Goodwin JS. The effect of obesity on disability vs mortality in older americans. Archives of Internal Medicine. 2007; 167(8):774-80.</li>     <li>Yan LL, Daviglus ML, Liu K, Pirzada A, Garside D, Schiffer L, et al. BMI and health-related quality of life in adults 65 years and older.Obesity Research. 2004;12:69-76.</li>     <li>Andre MB, Dumavibhat N, Ngatu NR, Eitoku M, Hirota R, Suganuma N. Mini Nutritional Assessment and functional capacity in community-dwelling elderly in Rural Luozi, Democratic Republic of Congo. Geriatrics Gerontology International 2013; 13 (1):35-42.</li>     </ol>     <p></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>  <b><a href="#topc0">Endere&#231;o para correspond&#234;ncia</a><a name="c0"></a></b>     <p>Ana Maria Pereira</p>     <p>Instituto Polit&eacute;cnico de Bragan&ccedil;a-ESSa,</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Avenida D. Afonso V,</p>     <p>5300-121 Bragan&ccedil;a, Portugal</p> <a href="mailto:amgpereira@ipb.pt">amgpereira@ipb.pt</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Recebido a 14 de janeiro de 2017</p>     <p>Aceite a 14 de fevereiro de 2018</p>     <p>&nbsp;</p>      ]]></body><back>
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<ref id="B1">
<label>1</label><nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
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<surname><![CDATA[Kravchenco]]></surname>
<given-names><![CDATA[J]]></given-names>
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<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Nutrition and the Ederly]]></article-title>
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<surname><![CDATA[Caballero]]></surname>
<given-names><![CDATA[B]]></given-names>
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<surname><![CDATA[Allen]]></surname>
<given-names><![CDATA[L]]></given-names>
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<surname><![CDATA[Prentice]]></surname>
<given-names><![CDATA[A]]></given-names>
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