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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Rede de voluntários do projeto Nutrition UP 65: perspetivas do trabalho voluntário em intervenção comunitária e saúde pública]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Nutrition UP 65 project is framed on the goal of reducing nutritional inequities among older adults in Portugal, improving the knowledge on their nutritional status and empowering health professionals on dealing with older adults&#8217; nutritional status. To achieve those goals, a nationwide study was conducted within a sample of 1500 subjects aged &#8805; 65, representative of the structure of the Portuguese older adults&#8217; population in terms of sex, age, region of the country and educational level. The study results allowed for the identification of the educational needs of health professionals, older adults, caregivers and other social agents. A network of volunteers among students and alumni from Faculdade de Ciências da Nutrição e Alimentação da Universidade do Porto was organized with the objective of conducting educational sessions on healthy eating habits and meals preparation, aimed at older adults, caregivers and food handlers. Between January 2016 and April 2017, 56 volunteers enrolled in the network and 48 sessions were delivered to 1654 older adults and 257 caregivers and food handlers in 44 social institutions. Around 3500 materials were distributed to the target audiences. The evaluation of the network&#8217;s results was conducted through the analysis of the volunteers&#8217; reports. The majority (63%) claims to have felt difficulties getting acceptance by the institutions and 88% stated the interaction with older adults as the most positive aspect of the activity. The motivation towards participation was analysed on enrolment forms. The majority (65.4%) stated a professional motivation. A reported personal motivation was inversely related with the number of performed sessions (p<0.05). The network of volunteers has demonstrated to be an easily replicable initiative for short term community-based interventions.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Estado nutricional]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>ARTIGO PROFISSIONAL</b></p>     <p>     <p><b>Rede de volunt&aacute;rios do projeto Nutrition UP 65:  perspetivas do trabalho volunt&aacute;rio em interven&ccedil;&atilde;o comunit&aacute;ria e sa&uacute;de p&uacute;blica</b></p>     <p><b>Network of Volunteers from the Nutrition UP 65 project: voluntary work perspectives in community-based interventions and public health</b></p>     <p><b>Rui Valdiviesso<sup>1,2*</sup>; Ana S Sousa<sup>1,3</sup>; Rita S Guerra<sup>1,4,5</sup>; Lu&iacute;sa &Aacute;lvares<sup>1</sup>; Alejandro Santos<sup>1,6</sup>; Nuno Borges<sup>1,2</sup>; Cl&aacute;udia Afonso<sup>1</sup>; Patr&iacute;cia Padr&atilde;o<sup>1,7</sup>; Pedro Moreira<sup>1,7,8</sup>; Gra&ccedil;a Ferro<sup>9</sup>; C&aacute;tia Martins<sup>10</sup>; Teresa F Amaral<sup>1,4</sup></b></p>     <p><sup>1</sup>&nbsp;Faculdade de Ci&ecirc;ncias da Nutri&ccedil;&atilde;o e Alimenta&ccedil;&atilde;o da Universidade do Porto, Rua Dr. Roberto Frias, s/n, 4200-465 Porto, Portugal</p>     <p><sup>2</sup>&nbsp;CINTESIS - Centro de Investiga&ccedil;&atilde;o em Tecnologias e Servi&ccedil;os de Sa&uacute;de, Faculdade de Medicina da Universidade do Porto, Rua Dr. Pl&aacute;cido da Costa, s/n, Ed. Nascente, Piso 2, 4200-450 Porto, Portugal</p>     <p><sup>3</sup>&nbsp;Escola Superior de Sa&uacute;de do Instituto Polit&eacute;cnico de Leiria, Campus 2 - Morro do Lena, Alto do Vieiro - Apartado 4137, 2411-901 Leiria, Portugal</p>     <p><sup>4</sup>&nbsp;UISPA, LAETA-INEGI, Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto, Rua Dr. Roberto Frias, Campus da FEUP, 400, 4200-465, Porto, Portugal</p>     <p><sup>5</sup>&nbsp;Faculdade de Ci&ecirc;ncias da Sa&uacute;de da Universidade Fernando Pessoa, Rua Carlos da Maia, n.&ordm; 296, 4200-150 Porto, Portugal</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><sup>6</sup>&nbsp;i3S - Instituto de Investiga&ccedil;&atilde;o e Inova&ccedil;&atilde;o em Sa&uacute;de da Universidade do Porto, R. Alfredo Allen, 4200-135 Porto, Portugal</p>     <p><sup>7</sup>&nbsp;EPIUnit - Instituto de Sa&uacute;de P&uacute;blica da Universidade do Porto, Rua das Taipas, n.&ordm; 135, 4050-600 Porto, Portugal</p>     <p><sup>8</sup>&nbsp;CIAFEL - Centro de Atividade F&iacute;sica, Sa&uacute;de e Lazer da Universidade do Porto, Rua Dr. Pl&aacute;cido Costa, n.&ordm; 91, 4200-450 Porto, Portugal</p>     <p><sup>9</sup>&nbsp;Unidade Local de Sa&uacute;de do Alto Minho, EPE, Estr. de Santa Luzia, n.&ordm; 50, 4904-858 Viana do Castelo, Portugal</p>     <p>10&nbsp;Department of Clinical and Molecular Medicine of Faculty of Medicine, Norwegian University of Science and Technology, PO Box 8905 MTFS, NO-7491 Trondheim, Norway</p>     <p></p> <a href="#c0">Endere&#231;o para correspond&#234;ncia</a><a name="topc0"></a></b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p>O Projeto Nutrition UP 65 tem como objetivo a redu&ccedil;&atilde;o de desigualdades nutricionais nas pessoas idosas em Portugal, atrav&eacute;s da melhoria do conhecimento do seu estado nutricional e da capacita&ccedil;&atilde;o de profissionais de sa&uacute;de para lidar com o estado nutricional de pessoas idosas. Para atingir esse objetivo, foi realizado um estudo de &acirc;mbito nacional com uma amostra de 1500 pessoas com &ge; 65 anos, representativa da estrutura da popula&ccedil;&atilde;o idosa portuguesa quanto ao sexo, idade, regi&atilde;o geogr&aacute;fica e n&iacute;vel educacional. Os resultados do estudo permitiram a identifica&ccedil;&atilde;o das necessidades educativas dos profissionais de sa&uacute;de, pessoas idosas, cuidadores e outros agentes sociais. Foi organizada uma rede de volunt&aacute;rios entre estudantes e&nbsp;<em>alumni</em>&nbsp;da Faculdade de Ci&ecirc;ncias da Nutri&ccedil;&atilde;o e Alimenta&ccedil;&atilde;o da Universidade do Porto, com o objetivo de ministrar forma&ccedil;&atilde;o em alimenta&ccedil;&atilde;o saud&aacute;vel e prepara&ccedil;&atilde;o de alimentos a pessoas idosas, cuidadores e preparadores de alimentos.</p>     <p>Entre janeiro de 2016 e abril de 2017, inscreveram-se 56 volunt&aacute;rios, realizaram-se 48 sess&otilde;es a 1654 pessoas idosas e a 257 cuidadores e preparadores de alimentos em 44 institui&ccedil;&otilde;es. Distribu&iacute;ram-se cerca de 3500 materiais a diversos p&uacute;blicos-alvo. A avalia&ccedil;&atilde;o dos resultados da rede foi efetuada qualitativamente atrav&eacute;s da an&aacute;lise dos relat&oacute;rios dos volunt&aacute;rios. A maioria (63%) reportou dificuldades de aceita&ccedil;&atilde;o das forma&ccedil;&otilde;es por parte das institui&ccedil;&otilde;es contactadas e, por outro lado, 88% referiram como aspeto mais positivo a intera&ccedil;&atilde;o com as pessoas idosas. A an&aacute;lise da motiva&ccedil;&atilde;o dos volunt&aacute;rios atrav&eacute;s dos formul&aacute;rios de inscri&ccedil;&atilde;o revelou que a maior parte tinha uma motiva&ccedil;&atilde;o profissional (65,4%) e que a motiva&ccedil;&atilde;o pessoal estava inversamente relacionada com o n&uacute;mero de sess&otilde;es conduzidas (p&lt;0,05).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Os resultados sugerem que esta iniciativa poder&aacute; ser facilmente replic&aacute;vel e exequ&iacute;vel para interven&ccedil;&otilde;es comunit&aacute;rias a curto prazo.</p>     <p><b>Palavras-chave</b></p>     <p>Estado nutricional, Envelhecimento saud&aacute;vel, Gerontologia, Pessoas idosas, Voluntariado</p>     <p>&nbsp;</p>  <hr>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>Nutrition UP 65 project is framed on the goal of reducing nutritional inequities among older adults in Portugal, improving the knowledge on their nutritional status and empowering health professionals on dealing with older adults&rsquo; nutritional status. To achieve those goals, a nationwide study was conducted within a sample of 1500 subjects aged &ge; 65, representative of the structure of the Portuguese older adults&rsquo; population in terms of sex, age, region of the country and educational level. The study results allowed for the identification of the educational needs of health professionals, older adults, caregivers and other social agents. A network of volunteers among students and&nbsp;alumni&nbsp;from Faculdade de Ci&ecirc;ncias da Nutri&ccedil;&atilde;o e Alimenta&ccedil;&atilde;o da Universidade do Porto was organized with the objective of conducting educational sessions on healthy eating habits and meals preparation, aimed at older adults, caregivers and food handlers.</p>     <p>Between January 2016 and April 2017, 56 volunteers enrolled in the network and 48 sessions were delivered to 1654 older adults and 257 caregivers and food handlers in 44 social institutions. Around 3500 materials were distributed to the target audiences. The evaluation of the network&rsquo;s results was conducted through the analysis of the volunteers&rsquo; reports. The majority (63%) claims to have felt difficulties getting acceptance by the institutions and 88% stated the interaction with older adults as the most positive aspect of the activity. The motivation towards participation was analysed on enrolment forms. The majority (65.4%) stated a professional motivation. A reported personal motivation was inversely related with the number of performed sessions (p&lt;0.05).</p>     <p>The network of volunteers has demonstrated to be an easily replicable initiative for short term community-based interventions.</p>     <p><b>Keywords</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Nutritional status, Healthy ageing, Gerontology,&nbsp;Older adults, Voluntary work</p>     <p>&nbsp;</p>  <hr>     <p>&nbsp;</p>      <p><b>INTRODU&Ccedil;&Atilde;O</b></p>     <p>O Projeto Nutrition UP 65 tem como objetivo a redu&ccedil;&atilde;o de desigualdades nutricionais nas pessoas idosas em Portugal, atrav&eacute;s da melhoria do conhecimento sobre o seu estado nutricional e da capacita&ccedil;&atilde;o de profissionais de sa&uacute;de para lidar com o estado nutricional de pessoas idosas. Para atingir esse objetivo, foi realizado um estudo transversal de &acirc;mbito nacional, especificamente sobre desnutri&ccedil;&atilde;o, fragilidade, sarcopenia, obesidade, hidrata&ccedil;&atilde;o e vitamina D, a uma amostra de 1500 pessoas com 65 ou mais anos, representativas da popula&ccedil;&atilde;o portuguesa relativamente a sexo, intervalos de idade, escolaridade, proveni&ecirc;ncia geogr&aacute;fica (NUTS II) e estado de institucionaliza&ccedil;&atilde;o (1, 2). Em paralelo, a capacita&ccedil;&atilde;o de profissionais de sa&uacute;de baseou-se num programa de forma&ccedil;&atilde;o com o objetivo de atualizar e aprofundar os conhecimentos sobre o estado nutricional das pessoas idosas e as estrat&eacute;gias nutricionais e alimentares para promover a manuten&ccedil;&atilde;o de um bom estado nutricional ou a melhoria de patologias associadas.</p>     <p>O programa educativo que pretendemos explorar neste artigo, foi a cria&ccedil;&atilde;o de uma Rede de Volunt&aacute;rios (RV) entre estudantes e&nbsp;<em>alumni</em>&nbsp;da Faculdade de Ci&ecirc;ncias da Nutri&ccedil;&atilde;o e Alimenta&ccedil;&atilde;o da Universidade do Porto (FCNAUP), com o objetivo de ministrar forma&ccedil;&atilde;o em alimenta&ccedil;&atilde;o saud&aacute;vel e planeamento e prepara&ccedil;&atilde;o de refei&ccedil;&otilde;es, dirigida a pessoas idosas, cuidadores formais e informais, preparadores de alimentos e demais respons&aacute;veis institucionais, ministrada por pessoas com similaridades culturais e conhecedoras do meio. Optou-se por recrutar os volunt&aacute;rios que pudessem desenvolver estas a&ccedil;&otilde;es dentro das suas pr&oacute;prias comunidades de origem, das quais conhecem os usos, costumes e sabedoria popular, o que se reflete numa proposta pedag&oacute;gica de aproxima&ccedil;&atilde;o aos benefici&aacute;rios (3, 4).</p>     <p>Esta op&ccedil;&atilde;o pelo voluntariado justifica-se na necessidade de, num curto per&iacute;odo de tempo, veicular recomenda&ccedil;&otilde;es baseadas na evid&ecirc;ncia e dirigidas a uma popula&ccedil;&atilde;o que consideramos estar especialmente vulner&aacute;vel, e &eacute; uma op&ccedil;&atilde;o encorajada e devidamente regulamentada pela Universidade do Porto (5).</p>     <p>O facto de os volunt&aacute;rios serem recrutados entre estudantes dos dois &uacute;ltimos anos curriculares e&nbsp;<em>alumni</em>&nbsp;da FCNAUP teve a vantagem, em primeiro lugar, de contar com agentes com boa prepara&ccedil;&atilde;o t&eacute;cnica, cient&iacute;fica e pedag&oacute;gica e, em segundo lugar, de permitir que todos beneficiassem de um seguro contra acidentes pessoais, que consider&aacute;mos essencial.</p>     <p>A atua&ccedil;&atilde;o da RV seguiu uma metodologia padronizada para projetos de interven&ccedil;&atilde;o na comunidade, centrada nos passos seguintes: diagn&oacute;stico, planeamento, interven&ccedil;&atilde;o e avalia&ccedil;&atilde;o (6). Numa primeira fase, o diagn&oacute;stico assentou em estudos nacionais e internacionais sobre o estado nutricional das pessoas idosas, nomeadamente sobre a inseguran&ccedil;a alimentar (7), a desnutri&ccedil;&atilde;o (8-10), o estado de vitamina D (11-13), o estado de hidrata&ccedil;&atilde;o (14), a hipertens&atilde;o e ingest&atilde;o de sal (15), a fragilidade (16) e a obesidade (17). Quando os resultados preliminares do estudo Nutrition UP 65 relativamente a uma propor&ccedil;&atilde;o significativa da amostra ficaram dispon&iacute;veis, foram empreendidas algumas altera&ccedil;&otilde;es sens&iacute;veis na planifica&ccedil;&atilde;o e interven&ccedil;&atilde;o, especificamente na prioridade que come&ccedil;ou a ser dada a determinados aspetos relacionados com o estado nutricional, nomeadamente em rela&ccedil;&atilde;o ao estado de vitamina D, &agrave; frequ&ecirc;ncia de sobrepeso e obesidade e ao consumo de sal. Os resultados finais publicados de que dispomos consubstanciam estas op&ccedil;&otilde;es para a vitamina D, com 29,4% de pessoas em risco de inadequa&ccedil;&atilde;o e 39,6% em risco de defici&ecirc;ncia, e para o estado ponderal, com 44,1% de sobrepeso e 38,8% de obesidade (18).</p>     <p>O planeamento da RV passou, em primeiro lugar, pela sele&ccedil;&atilde;o criteriosa dos temas a abordar e pela constru&ccedil;&atilde;o de materiais de apoio. Foram desenhados dois cartazes sobre hidrata&ccedil;&atilde;o e vitamina D, duas apresenta&ccedil;&otilde;es PowerPoint&reg;&nbsp;dirigidas a pessoas idosas em diferentes graus de literacia, um magn&eacute;tico de frigor&iacute;fico sobre hidrata&ccedil;&atilde;o e 16 panfletos. Estes panfletos foram desenhados diferencialmente de acordo com o p&uacute;blico alvo a que se destinavam, no que concerne &agrave; rela&ccedil;&atilde;o entre imagens e texto, ao tamanho das fontes, inteligibilidade e profundidade dos temas, que v&atilde;o desde o&nbsp;<em>Mini Nutritional Assessment</em>&reg;&nbsp;- <em>Short Form</em>&nbsp;(19, 20), dirigido a cuidadores, &agrave; nova Roda dos Alimentos (21) adaptada para pessoas idosas com caracteres maiores e texto mais simples, passando por panfletos sobre o controlo do peso e da hipertens&atilde;o arterial, bem como sobre esofagite, disfagia, obstipa&ccedil;&atilde;o, dem&ecirc;ncias, altera&ccedil;&otilde;es do comportamento alimentar, &Iacute;ndice de Massa Corporal, prepara&ccedil;&atilde;o de sopas, higiene alimentar e recomenda&ccedil;&otilde;es relativamente &agrave; hidrata&ccedil;&atilde;o, vitamina D e consumo de sal. Todos estes materiais est&atilde;o dispon&iacute;veis em vers&atilde;o impressa e numa p&aacute;gina do s&iacute;tio de Internet do Projeto (22). Foram criadas ferramentas de gest&atilde;o da RV, como formul&aacute;rios de inscri&ccedil;&atilde;o e relat&oacute;rio, minutas, manuais de procedimentos e bases de dados, e foram lan&ccedil;adas campanhas informativas nas redes sociais e p&aacute;ginas Internet do Projeto e da FCNAUP, no sentido de iniciar e refor&ccedil;ar o recrutamento de volunt&aacute;rios. O planeamento das atividades educativas estava a cargo dos volunt&aacute;rios, e na depend&ecirc;ncia das necessidades identificadas pelas institui&ccedil;&otilde;es de acolhimento e das caracter&iacute;sticas socioculturais dos p&uacute;blicos-alvo. Esta abordagem individual a cada institui&ccedil;&atilde;o permite um melhor conhecimento dos determinantes sociais da sa&uacute;de das pessoas idosas (23, 24), bem como das inadequa&ccedil;&otilde;es nutricionais e alimentares mais prevalentes, contribuindo, assim, para o delinear de atividades espec&iacute;ficas para cada grupo de benefici&aacute;rios.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Relativamente &agrave; interven&ccedil;&atilde;o, consider&aacute;mos que poderia ser redutor padronizar o tipo de atividade educativa atendendo &agrave; diversidade de situa&ccedil;&otilde;es que poderiam ser encontradas pelos volunt&aacute;rios, pelo que demos liberdade aos volunt&aacute;rios para serem eles a identificarem as necessidades dos locais onde intervieram, juntamente com os dirigentes, cuidadores e outros respons&aacute;veis desses locais, e sugerirem atividades, que seriam sumariamente revistas na coordena&ccedil;&atilde;o do projeto. Como tal, os volunt&aacute;rios estavam incumbidos de selecionar institui&ccedil;&otilde;es na sua &aacute;rea de proveni&ecirc;ncia, contactar os respons&aacute;veis das institui&ccedil;&otilde;es e promover as atividades educativas, planear e agendar as atividades e dar conhecimento &agrave; coordena&ccedil;&atilde;o do Projeto, requisitar materiais, desempenhar as sess&otilde;es e remeter para a coordena&ccedil;&atilde;o do Projeto uma declara&ccedil;&atilde;o da institui&ccedil;&atilde;o comprovando o seu servi&ccedil;o. No final de todas as a&ccedil;&otilde;es &agrave;s quais os volunt&aacute;rios se propunham, era emitido um certificado contra o envio de um relat&oacute;rio das atividades, cuja estrutura foi previamente definida pelo respons&aacute;vel da RV.</p>     <p>No per&iacute;odo total de funcionamento da RV, inscreveram-se 56 volunt&aacute;rios (30 estudantes e 26&nbsp;<em>alumni</em>), distribu&iacute;dos de acordo com a NUTS II, pelo Norte (48), Centro (4), Lisboa (3) e A&ccedil;ores (1). A maioria dos inscritos reportaram ter experi&ecirc;ncia pessoal, profissional ou acad&eacute;mica com pessoas idosas. No total, 1654 pessoas idosas e 257 cuidadores formais e informais, preparadores de alimentos, dirigentes institucionais e demais agentes sociais beneficiaram de 48 sess&otilde;es de forma&ccedil;&atilde;o em 44 institui&ccedil;&otilde;es. Foram distribu&iacute;dos cerca de 3500 materiais educativos aos diversos p&uacute;blicos-alvo.</p>     <p>A avalia&ccedil;&atilde;o da RV deve ser entendida no contexto da sua diversidade e heterogeneidade: os volunt&aacute;rios eram estudantes de dois anos curriculares e profissionais graduados e p&oacute;s-graduados, que desenvolvem a sua atividade em &aacute;reas diferentes das Ci&ecirc;ncias da Nutri&ccedil;&atilde;o; os benefici&aacute;rios das sess&otilde;es educativas foram pessoas idosas com diferentes n&iacute;veis de escolaridade, provenientes de meios socioculturais diversos e em situa&ccedil;&otilde;es distintas no que concerne ao seu sistema de suporte comunit&aacute;rio; os demais intervenientes eram cuidadores informais ou profissionais de diversas &aacute;reas; os locais onde as sess&otilde;es foram ministradas contribu&iacute;ram para essa variabilidade, compreendendo estruturas residenciais, centros de dia, de conv&iacute;vio, c&acirc;maras municipais e juntas de freguesia, centros paroquiais e universidades s&eacute;nior. Em consequ&ecirc;ncia, as sess&otilde;es foram extremamente diversas em todos os sentidos, quer no n&uacute;mero e tipo de intervenientes, dura&ccedil;&atilde;o e local, quer no formato pedag&oacute;gico adotado, que variou entre meras sess&otilde;es expositivas, grupos de reflex&atilde;o, sess&otilde;es de diagn&oacute;stico ao estado nutricional,&nbsp;workshops&nbsp;com alimentos, atividades l&uacute;dicas. Esta diversidade obviou a sistematiza&ccedil;&atilde;o da avalia&ccedil;&atilde;o, pelo que se optou por avaliar quantitativamente, entre dezembro de 2016 e janeiro de 2017, a RV atrav&eacute;s dos relat&oacute;rios at&eacute; ent&atilde;o enviados pelos volunt&aacute;rios. Estes apontaram como principais dificuldades a aceita&ccedil;&atilde;o por parte das institui&ccedil;&otilde;es (62,5%), a heterogeneidade dos grupos-alvo (25%) e a relativa complexidade da apresenta&ccedil;&atilde;o (50%), e sugeriram apoio por parte da coordena&ccedil;&atilde;o do Projeto para facilitar a aproxima&ccedil;&atilde;o &agrave;s institui&ccedil;&otilde;es (25%), promover melhorias nos materiais de apoio (37,5%) e criar uma forma de partilhar experi&ecirc;ncias com outros volunt&aacute;rios (12,5%). Consequentemente, foi criada uma carta de apresenta&ccedil;&atilde;o &agrave;s institui&ccedil;&otilde;es e dado apoio e possibilidade destas contactarem a coordena&ccedil;&atilde;o do projeto, a apresenta&ccedil;&atilde;o foi simplificada com a inclus&atilde;o de mais imagens e mensagens mais curtas e diretas e reordenada, tendo tamb&eacute;m em conta os resultados preliminares do estudo, e foi criado um f&oacute;rum no s&iacute;tio de Internet do Projeto, para possibilitar a partilha de impress&otilde;es. Por outro lado, a intera&ccedil;&atilde;o com as pessoas idosas foi referenciada como o aspeto mais positivo por 88% dos volunt&aacute;rios. Ainda no espectro de avalia&ccedil;&atilde;o da atua&ccedil;&atilde;o da RV, no sentido de compreender os aspetos socioprofissionais dos integrantes da rede, foram analisados, em mar&ccedil;o de 2017, os formul&aacute;rios de inscri&ccedil;&atilde;o dos volunt&aacute;rios, nomeadamente no que concerne &agrave; motiva&ccedil;&atilde;o para a sua inscri&ccedil;&atilde;o, que foi pessoal para 57,7% dos volunt&aacute;rios, profissional para 65,4% e acad&eacute;mica para 26,9%. No sentido de tentar relacionar a motiva&ccedil;&atilde;o com o desempenho da rede, foram executados testes de hip&oacute;teses. Apenas se encontrou rela&ccedil;&atilde;o inversa entre o facto de o volunt&aacute;rio ter referido uma motiva&ccedil;&atilde;o pessoal e o n&uacute;mero de sess&otilde;es executadas (prova do qui-quadrado, p&lt;0,05).</p>     <p><b>AN&Aacute;LISE CR&Iacute;TICA</b></p>     <p>Como principais limita&ccedil;&otilde;es da atua&ccedil;&atilde;o da RV, destacamos a taxa de participa&ccedil;&atilde;o inferior ao esperado, em que apenas 29 volunt&aacute;rios (51,8%) desempenharam sess&otilde;es educativas, e ao contr&aacute;rio do esperado, uma baixa diversidade geogr&aacute;fica, com apenas cerca de metade das atividades realizada fora da zona do Grande Porto, o que se pode atribuir, em parte, aos crit&eacute;rios de inclus&atilde;o desta RV: estudantes e&nbsp;<em>alumni</em> da FCNAUP.</p>     <p>Acreditamos que os benef&iacute;cios da RV n&atilde;o se esgotam apenas nas pessoas e institui&ccedil;&otilde;es que acolheram as atividades educativas, mas estendem-se aos pr&oacute;prios volunt&aacute;rios. O facto de uma elevada propor&ccedil;&atilde;o ter referenciado como aspeto mais positivo a intera&ccedil;&atilde;o com as pessoas idosas sugere que os volunt&aacute;rios encontraram uma fonte de satisfa&ccedil;&atilde;o neste trabalho, o que parece ir ao encontro de diversos estudos que pretendem relacionar o voluntariado com benef&iacute;cios em termos de cidadania, evita&ccedil;&atilde;o de comportamento antissocial, sa&uacute;de f&iacute;sica e mental (25) e bem-estar pessoal (26). Por outro lado, esta experi&ecirc;ncia poder&aacute; criar a possibilidade de os volunt&aacute;rios continuarem a desenvolver educa&ccedil;&atilde;o alimentar de pessoas idosas a longo prazo e de motivarem outros para o fazer, uma das miss&otilde;es deste Projeto.</p>     <p>A participa&ccedil;&atilde;o na RV permitiu vivenciar um conjunto de experi&ecirc;ncias diversificadas por parte dos volunt&aacute;rios. Muitos profissionais tiveram a oportunidade de atualizar os seus conhecimentos e alguns de colocar em pr&aacute;tica as suas compet&ecirc;ncias em &aacute;reas em que n&atilde;o atuam numa base di&aacute;ria. Os estudantes que participaram, puderam beneficiar de um ambiente de aprendizagem mais operacional e de perspetivas mais realistas relativamente ao trabalho desenvolvido com as pessoas idosas. Ainda, alguns estudantes volunt&aacute;rios acabaram por desenvolver projetos de est&aacute;gio curricular relacionados com o estado nutricional dos idosos e assim contribuir para o diagn&oacute;stico de situa&ccedil;&atilde;o desses idosos e de forma assertiva, estabelecer medidas de promo&ccedil;&atilde;o do estado nutricional aos pr&oacute;prios e seus cuidadores formais ou informais.</p>     <p>Por fim, &eacute; nossa opini&atilde;o que o servi&ccedil;o volunt&aacute;rio no &acirc;mbito da promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de p&uacute;blica, por mais &uacute;til e impactante que seja, n&atilde;o deve ser um recurso sistem&aacute;tico nem sobre ele devem assentar as grandes a&ccedil;&otilde;es de promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de e qualidade de vida. Antes &eacute; uma valiosa ferramenta para promover o aumento do reconhecimento desta problem&aacute;tica pelos respons&aacute;veis institucionais, bem como uma interven&ccedil;&atilde;o r&aacute;pida &agrave; luz de resultados provenientes da investiga&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica, numa l&oacute;gica de diminui&ccedil;&atilde;o e conten&ccedil;&atilde;o do risco no per&iacute;odo de tempo que separa aquilo que &eacute; desvendado pela ci&ecirc;ncia e a sua operacionaliza&ccedil;&atilde;o atrav&eacute;s de pol&iacute;ticas p&uacute;blicas que emanem da legisla&ccedil;&atilde;o. Acreditamos que caber&aacute; &agrave;s mais altas compet&ecirc;ncias, nomeadamente &agrave;s autoridades de sa&uacute;de e seguran&ccedil;a social, e &agrave; intermedia&ccedil;&atilde;o de munic&iacute;pios, a cria&ccedil;&atilde;o de condi&ccedil;&otilde;es que ajudem a promover programas integrados e suportados na evid&ecirc;ncia, que visem a melhoria e manuten&ccedil;&atilde;o do estado nutricional das pessoas idosas.</p>     <p><b>CONCLUS&Otilde;ES</b></p>     <p>Num per&iacute;odo de cerca de 16 meses, foi poss&iacute;vel criar, organizar e gerir uma rede de volunt&aacute;rios que contribuiu para veicular boas pr&aacute;ticas de sa&uacute;de relativamente ao estado nutricional a cerca de 1900 pessoas. O modelo utilizado baseou-se em volunt&aacute;rios altamente capacitados para as fun&ccedil;&otilde;es pretendidas, que se revelaram motivados profissionalmente para o trabalho com a popula&ccedil;&atilde;o idosa. &Eacute; nossa convic&ccedil;&atilde;o que este modelo pode ser facilmente replicado em moldes semelhantes para iniciativas de sa&uacute;de p&uacute;blica que necessitem de uma resposta r&aacute;pida.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>De forma a promover a continuidade deste processo, o m&eacute;todo e os materiais desenvolvidos est&atilde;o dispon&iacute;veis para serem replicados (22, 27).</p>     <p><b>AGRADECIMENTOS</b></p>     <p>O Projeto Nutrition UP 65 foi promovido pela FCNAUP e financiado atrav&eacute;s dos EEA Grants &ndash; Programa Iniciativas em Sa&uacute;de P&uacute;blica PT06.</p>     <p>Agradecemos a todos os volunt&aacute;rios que participaram no Projeto Nutrition UP 65, e a todas as institui&ccedil;&otilde;es que acolheram as sess&otilde;es educativas.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>REFER&Ecirc;NCIAS BIBLIOGR&Aacute;FICAS</b></p> <ol>     <li>Amaral TF, Santos A, Guerra RS, Sousa AS, &Aacute;lvares L, Valdiviesso R, et al. Nutritional Strategies Facing an Older Demographic: The Nutrition UP 65 Study Protocol. JMIR Res Protoc. 2016;5(3):e184.</li>     <li>Amaral TF, Santos A, Sousa AS, Guerra RS, &Aacute;lvares L, Valdiviesso R, et al. Nuttrition UP 65 - Nutritional Strategies Facing an Older Demography: framework and methodological considerations. Acta Port Nutr. 2016;(05):8&ndash;11.</li>     <li>Vasconcelos EM. Redefining healthcare practices based on the experiences of people education at healthcare services. Interface - Comun Sa&uacute;de Educ. 2001 Feb;5(8):121&ndash;6.</li>     <li>Gomes LB, Merhy EE. Understanding popular health education: a review of the brazilian literature. Cad Sa&uacute;de P&uacute;blica. 2011 Jan;27(1):7&ndash;18.</li>     ]]></body>
<body><![CDATA[<li>Universidade do Porto. Despacho No GR.08/11/2016. Aprova as Altera&ccedil;&otilde;es ao Regulamento &lsquo;Princ&iacute;pios do Enquadramento do Voluntariado da Universidade do Porto&rsquo;. [Internet]. 2016. Available from: <a href="https://sigarra.up.pt/up/pt/conteudos_service.conteudos_cont?pct_id=26418&amp;pv_cod=02caaSkaEarE" target="_blank">https://sigarra.up.pt/up/pt/conteudos_service.conteudos_cont?pct_id=26418&amp;pv_cod=02caaSkaEarE</a>.</li>     <li>Nnakwe ISUN, Nnakwe N. Community Nutrition: Planning Health Promotion and Disease Prevention. Jones &amp; Bartlett Publishers; 2012. 494 p.</li>     <li>&Aacute;lvares L, Amaral TF. Food insecurity and associated factors in the Portuguese population. Food Nutr Bull. 2014 Dec;35(4):395&ndash;402.</li>     <li>Amaral TF, Matos LC, Teixeira MA, Tavares MM, Alvares L, Antunes A. Undernutrition and associated factors among hospitalized patients. Clin Nutr Edinb Scotl. 2010 Oct;29(5):580&ndash;5.</li>     <li>Santos A, Amaral T, Borges N. Undernutrition and associated factors in a Portuguese older adult community. Rev Nutr. 2015 Jun;28(3):231&ndash;40.</li>     <li>Pols-Vijlbrief R van der, Wijnhoven HA, Molenaar H, Visser M. Factors associated with (risk of) undernutrition in community-dwelling older adults receiving home care: a cross-sectional study in the Netherlands. Public Health Nutr. 2016 Aug;19(12):2278&ndash;89.</li>     <li>Silva L, Freitas J, Sampaio L, Terroso G, Pinto J, Veludo V. N&iacute;veis s&eacute;ricos de vitamina D em portugueses com fraturas de fragilidade. Acta Reum Port. 2010;(35):352&ndash;7.</li>     <li>Granado-Lorencio F, Blanco-Navarro I, P&eacute;rez-Sacrist&aacute;n B, Mill&aacute;n I, Donoso-Navarro E, Silvestre-Mardomingo RA. Determinants of fat-soluble vitamin status in patients aged 65 years and over. Eur J Clin Nutr. 2013 Dec;67(12):1325&ndash;7.</li>     <li>Cashman KD, Dowling KG, &Scaron;krab&aacute;kov&aacute; Z, Gonzalez-Gross M, Valtue&ntilde;a J, De Henauw S, et al. Vitamin D deficiency in Europe: pandemic? Am J Clin Nutr. 2016 Apr;103(4):1033&ndash;44.</li>     <li>Padez C, Padr&atilde;o P, Macedo A, Santos A, Gon&ccedil;alves N. Caracteriza&ccedil;&atilde;o do aporte h&iacute;drico dos portugueses. Nutricias. 2009;9:27&ndash;9.</li>     ]]></body>
<body><![CDATA[<li>Polonia J, Martins L, Pinto F, Nazare J. Prevalence, awareness, treatment and control of hypertension and salt intake in Portugal: changes over a decade. The PHYSA study. J Hypertens. 2014 Jun;32(6):1211&ndash;21.</li>     <li>Kulmala J, Nyk&auml;nen I, Hartikainen S. Frailty as a predictor of all-cause mortality in older men and women. Geriatr Gerontol Int. 2014 Oct;14(4):899&ndash;905.</li>     <li>Obesity: preventing and managing the global epidemic. Report of a WHO consultation. World Health Organ Tech Rep Ser. 2000;894:i&ndash;xii, 1-253.</li>     <li>Santos A, Amaral TF, Guerra RS, Sousa AS, &Aacute;lvares L, Moreira P, et al. Vitamin D status and associated factors among Portuguese older adults: results from the Nutrition UP 65 cross-sectional study. BMJ Open. 2017 Jun 1;7(6):e016123.</li>     <li>Nestle Nutrition Institute. MNA Mini Nutritional Assessment [Internet]. 2009 [cited 2017 Jun 1]. Available from: <a href="http://www.mna-elderly.com/forms/mini/mna_mini_portuguese.pdf" target="_blank">http://www.mna-elderly.com/forms/mini/mna_mini_portuguese.pdf</a>.</li>     <li>Kaiser MJ, Bauer JM, Ramsch C, Uter W, Guigoz Y, Cederholm T, et al. Validation of the Mini Nutritional Assessment short-form (MNA-SF): a practical tool for identification of nutritional status. J Nutr Health Aging. 2009 Nov;13(9):782&ndash;8.</li>     <li>Rodrigues SSP, Franchini B, Gra&ccedil;a P, de Almeida MDV. A new food guide for the Portuguese population: development and technical considerations. J Nutr Educ Behav. 2006 Jun;38(3):189&ndash;95.</li>     <li>Nutrition UP 65. Materiais Educativos e Formativos. Available from: <a href="http://nutritionup65.up.pt/materiais-formativos-e-educativos/" target="_blank">http://nutritionup65.up.pt/materiais-formativos-e-educativos/</a>.</li>     <li>Buss PM, Pellegrini Filho A. Health and its social determinants. Physis Rev Sa&uacute;de Coletiva. 2007 Apr;17(1):77&ndash;93.</li>     <li>Geib LTC. Social determinants of health in the elderly. Ci&ecirc;nc Amp Sa&uacute;de Coletiva. 2012 Jan;17(1):123&ndash;33.</li>     ]]></body>
<body><![CDATA[<li>Wilson J, Musick M. The Effects of Volunteering on the Volunteer. Law Contemp Probl. 1999 Oct 1;62(4):141&ndash;68.</li>     <li>Thoits PA, Hewitt LN. Volunteer Work and Well-Being. J Health Soc Behav. 2001 Jun;42:115&ndash;31.</li>     <li>Nutrition UP 65. Materiais para Volunt&aacute;rios. Available from: <a href="http://nutritionup65.up.pt/materiais-para-voluntarios/" target="_blank">http://nutritionup65.up.pt/materiais-para-voluntarios/</a>.</li>     </ol>     <p></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>  <b><a href="#topc0">Endere&#231;o para correspond&#234;ncia</a><a name="c0"></a></b>     <p>Rui Valdiviesso</p>     <p>CINTESIS - Centro de Investiga&ccedil;&atilde;o em Tecnologias e Servi&ccedil;os de Sa&uacute;de, Faculdade de Medicina da Universidade do Porto,</p>     <p>Rua Dr. Pl&aacute;cido da Costa, s/n, Ed. Nascente, Piso 2,</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>4200-450 Porto, Portugal</p> <a href="mailto:valdiviesso@med.up.pt">valdiviesso@med.up.pt</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Recebido a 22 de agosto de 2017</p>     <p>Aceite a 20 de mar&ccedil;o de 2018</p>     <p>&nbsp;</p>      ]]></body><back>
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