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<article-id pub-id-type="doi">10.21011/apn.2018.1208</article-id>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Implementação de um protocolo de avaliação nutricional numa unidade de cuidados integrados]]></article-title>
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<institution><![CDATA[,Centro Hospitalar Universitário de Coimbra Unidade de Nutrição e Dietética do Hospital Pediátrico ]]></institution>
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<self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S2183-59852018000100008&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S2183-59852018000100008&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S2183-59852018000100008&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><abstract abstract-type="short" xml:lang="pt"><p><![CDATA[A Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados foi criada com o objetivo geral de &#8220;prestação de cuidados continuados integrados a pessoas que, independentemente da idade, se encontrem em situação de dependência&#8221;. No entanto, a maioria das pessoas admitidas nestas unidades são idosas, com múltiplas comorbilidades. Os idosos, tendo em conta as alterações fisiológicas subjacentes ao processo de envelhecimento, encontram-se particularmente predispostos para alterações do estado nutricional, nomeadamente para o desenvolvimento de desnutrição, encontrando-se esta associada a maior morbilidade e mortalidade. O objetivo deste trabalho prende-se com a otimização dos cuidados nutricionais e de saúde prestados e uniformização de procedimentos relativos à avaliação do estado nutricional dos utentes admitidos nas Unidades de Cuidados Continuados Integrados. Este documento propõe um modelo de avaliação nutricional para os utentes admitidos em Unidades de Cuidados Continuados Integrados.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados was created to provide continuous care to people that, independent of their age, are dependent. However, most of the people admitted to these units are older adults, with multiple comorbidities. Older adults suffer from physiological transformations due to the ageing process, being particularly predisposed to changes in nutritional status, namely the development of undernutrition, which is associated with higher morbidity and mortality. The aim of this protocol is to optimize nutrition and health care given to the elderly and standardize the proceedings related to the nutritional assessment of the patients admitted to these units. This protocol proposes a model for the nutritional assessment of individuals in Unidades de Cuidados Continuados, mostly older adults.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Avaliação nutricional]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>ARTIGO PROFISSIONAL</b></p>     <p>     <p><b>Implementa&ccedil;&atilde;o de um protocolo de avalia&ccedil;&atilde;o nutricional numa unidade de cuidados integrados</b></p>     <p><b>Nutritional assessment protocol implemmentation on a Integrative Continuous Care Unit</b></p>     <p><b>Maria Armanda Marques<sup>1,2*</sup>; Jo&atilde;o Godinho<sup>1</sup>; V&iacute;tor Costa<sup>1</sup>; Ana Faria<sup>1,3,4</sup></b></p>     <p><sup>1</sup>&nbsp;Santa Casa da Miseric&oacute;rdia de Alvai&aacute;zere, Rua Professor Jos&eacute; Maria Castel&atilde;o, n.&ordm; 9, 3250-115 Alvai&aacute;zere, Portugal</p>     <p><sup>2</sup>&nbsp;Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa, Av. Prof. Egas Moniz, 1649-028 Lisboa, Portugal</p>     <p><sup>3</sup>&nbsp;Escola Superior de Tecnologia da Sa&uacute;de de Coimbra,Rua 5 de Outubro, 3046-854 Coimbra, Portugal</p>     <p><sup>4</sup>&nbsp;Unidade de Nutri&ccedil;&atilde;o e Diet&eacute;tica do Hospital Pedi&aacute;trico, Centro Hospitalar Universit&aacute;rio de Coimbra, Praceta Prof. Mota Pinto, 3000-075 Coimbra</p>     <p></p> <a href="#c0">Endere&#231;o para correspond&#234;ncia</a><a name="topc0"></a></b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p>A Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados foi criada com o objetivo geral de &ldquo;presta&ccedil;&atilde;o de cuidados continuados integrados a pessoas que, independentemente da idade, se encontrem em situa&ccedil;&atilde;o de depend&ecirc;ncia&rdquo;. No entanto, a maioria das pessoas admitidas nestas unidades s&atilde;o idosas, com m&uacute;ltiplas comorbilidades.</p>     <p>Os idosos, tendo em conta as altera&ccedil;&otilde;es fisiol&oacute;gicas subjacentes ao processo de envelhecimento, encontram-se particularmente predispostos para altera&ccedil;&otilde;es do estado nutricional, nomeadamente para o desenvolvimento de desnutri&ccedil;&atilde;o, encontrando-se esta associada a maior morbilidade e mortalidade.</p>     <p>O objetivo deste trabalho prende-se com a otimiza&ccedil;&atilde;o dos cuidados nutricionais e de sa&uacute;de prestados e uniformiza&ccedil;&atilde;o de procedimentos relativos &agrave; avalia&ccedil;&atilde;o do estado nutricional dos utentes admitidos nas Unidades de Cuidados Continuados Integrados. Este documento prop&otilde;e um modelo de avalia&ccedil;&atilde;o nutricional para os utentes admitidos em Unidades de Cuidados Continuados Integrados.</p>     <p><b>PALAVRAS-CHAVE</b></p>     <p>Avalia&ccedil;&atilde;o nutricional, Idosos, Unidade de Cuidados Continuados</p>     <p>&nbsp;</p>  <hr>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados was created to provide continuous care to people that, independent of their age, are dependent. However, most of the people admitted to these units are older adults, with multiple comorbidities.</p>     <p>Older adults suffer from physiological transformations due to the ageing process, being particularly predisposed to changes in nutritional status, namely the development of undernutrition, which is associated with higher morbidity and mortality.</p>     <p>The aim of this protocol is to optimize nutrition and health care given to the elderly and standardize the proceedings related to the nutritional assessment of the patients admitted to these units. This protocol proposes a model for the nutritional assessment of individuals in Unidades de Cuidados Continuados, mostly older adults.</p>     <p><b>KEYWORDS</b></p>     <p>Nutritional assessment, Elderly, Nursing homes</p>     <p>&nbsp;</p>  <hr>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>INTRODU&Ccedil;&Atilde;O</b></p>     <p>A Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados (RNCCI) foi criada atrav&eacute;s do Decreto-Lei n.&ordm; 101/2006 de 6 de Junho com o objetivo geral de &ldquo;presta&ccedil;&atilde;o de cuidados continuados integrados a pessoas que, independentemente da idade, se encontrem em situa&ccedil;&atilde;o de depend&ecirc;ncia&rdquo;. Para a RNCCI podem ser referenciados indiv&iacute;duos com limita&ccedil;&atilde;o funcional, em processo de doen&ccedil;a cr&oacute;nica ou na sequ&ecirc;ncia de doen&ccedil;a aguda, em fase avan&ccedil;ada ou terminal, e com necessidades de cuidados de sa&uacute;de e de apoio social (1).</p>     <p>Embora possam integrar a RNCCI pessoas de qualquer idade, o aumento exponencial da popula&ccedil;&atilde;o idosa em Portugal &eacute; um fen&oacute;meno que se espelha nas admiss&otilde;es em Unidade de Cuidados Continuados Integrados, em que a maioria dos utentes s&atilde;o idosos, com m&uacute;ltiplas comorbilidades (2, 3).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Os idosos, tendo em conta as altera&ccedil;&otilde;es fisiol&oacute;gicas subjacentes ao processo de envelhecimento, encontram--se particularmente predispostos para altera&ccedil;&otilde;es do estado nutricional. Altera&ccedil;&otilde;es como o aumento da gordura corporal, atrofia intestinal, diminui&ccedil;&atilde;o da fun&ccedil;&atilde;o hep&aacute;tica e motilidade intestinal, diminui&ccedil;&atilde;o da massa muscular, diminui&ccedil;&atilde;o da densidade &oacute;ssea e desenvolvimento de resist&ecirc;ncia &agrave; insulina, podem conduzir &agrave; desnutri&ccedil;&atilde;o, sarcopenia e/ou fragilidade (4). A desnutri&ccedil;&atilde;o, definida como uma altera&ccedil;&atilde;o da composi&ccedil;&atilde;o corporal e massa celular corporal, consequente da insuficiente ingest&atilde;o ou absor&ccedil;&atilde;o, que resulta na diminui&ccedil;&atilde;o da fun&ccedil;&atilde;o f&iacute;sica e cognitiva, &eacute; um problema frequente nos idosos, com preval&ecirc;ncia relevante em ambiente hospitalar e institucional (5). A desnutri&ccedil;&atilde;o est&aacute; frequentemente associada &agrave; presen&ccedil;a de fragilidade, sendo que 20% a 60% dos idosos fr&aacute;geis apresentam&nbsp;desnutri&ccedil;&atilde;o (6). Para al&eacute;m da desnutri&ccedil;&atilde;o, a presen&ccedil;a concomitante de sarcopenia &eacute; frequente em quadros cl&iacute;nicos de fragilidade, sendo que ambas t&ecirc;m sido estudadas em paralelo, uma vez que a sarcopenia pode ser considerada o substrato biol&oacute;gico para o desenvolvimento da fragilidade f&iacute;sica, e consequentemente para o s&iacute;ndrome de fragilidade (7). A presen&ccedil;a de obesidade &eacute; tamb&eacute;m significativa, sendo que os dados mais recentes do Inqu&eacute;rito Alimentar Nacional e de Atividade F&iacute;sica reportam uma preval&ecirc;ncia de 39,2% de obesidade em idosos (65 &ndash; 84 anos) (8). Estas s&atilde;o condi&ccedil;&otilde;es que limitam o potencial de reabilita&ccedil;&atilde;o dos idosos nas Idosos nas Unidades de Cuidados Continuados Integrados (UCCI), apresentando um pior progn&oacute;stico e maior mortalidade (9).</p>     <p>Na abordagem &agrave; tem&aacute;tica da nutri&ccedil;&atilde;o, a RNCCI tem como objetivo promover e manter o estado nutricional adequado dos utentes institucionalizados, prevenindo a perda de peso e a desidrata&ccedil;&atilde;o, bem como instituir medidas corretivas sempre que se verifique a necessidade. Segundo a Unidade de Miss&atilde;o para os Cuidados Continuados Integrados (UMCCI), a RNCCI deve adotar as recomenda&ccedil;&otilde;es relativas &agrave; alimenta&ccedil;&atilde;o saud&aacute;vel emitidas pela Dire&ccedil;&atilde;o-Geral da Sa&uacute;de. No entanto, nos idosos, existe um elevado n&uacute;mero de fatores que podem potenciar uma m&aacute; nutri&ccedil;&atilde;o, relacionados com aspetos fisiol&oacute;gicos do envelhecimento, com a exist&ecirc;ncia de determinadas patologias e com f&aacute;rmacos e intera&ccedil;&otilde;es entre estes, pelo que a interven&ccedil;&atilde;o junto desta popula&ccedil;&atilde;o dever&aacute; ser diferenciada, uma vez que a desnutri&ccedil;&atilde;o se encontra associada a um mau progn&oacute;stico cl&iacute;nico e aumento da mortalidade (10, 11).</p>     <p>As UCCI, como unidades prestadoras de cuidados de sa&uacute;de, devem ter um protocolo para a identifica&ccedil;&atilde;o de doentes em risco, levando ao desenvolvimento de planos de cuidados nutricionais, possibilitando uma interven&ccedil;&atilde;o precoce que previna o decl&iacute;nio do estado nutricional e promova uma melhoria cont&iacute;nua dos cuidados de sa&uacute;de prestados (12). Assim sendo, existe a necessidade de desenvolver e implementar um protocolo de avalia&ccedil;&atilde;o do estado nutricional destinado &agrave;s Unidades de Cuidados Continuados.</p>     <p><b>Protocolo</b></p>     <p>A identifica&ccedil;&atilde;o do risco nutricional, seguida da avalia&ccedil;&atilde;o e interven&ccedil;&atilde;o no estado nutricional dos utentes, &eacute; um fator determinante para o sucesso da interven&ccedil;&atilde;o e reabilita&ccedil;&atilde;o em cuidados continuados (12).</p>     <p><u>Rastreio de Desnutri&ccedil;&atilde;o</u></p>     <p>O rastreio de desnutri&ccedil;&atilde;o &eacute; um processo que identifica os indiv&iacute;duos desnutridos ou em risco de desnutri&ccedil;&atilde;o, considerando o estado nutricional atual e o risco de preju&iacute;zo do mesmo, devido ao aumento das necessidades metab&oacute;licas decorrente da condi&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica, determinando a necessidade de proceder a uma avalia&ccedil;&atilde;o nutricional pormenorizada (12, 13).</p>     <p>A&nbsp;European Society for Clinical Nutrition and Metabolism&nbsp;(ESPEN) preconiza o rastreio de desnutri&ccedil;&atilde;o em idosos, identificado atrav&eacute;s da ferramenta&nbsp;Mini&nbsp;Nutritional Assessment&reg;&nbsp;(MNA) (12). Todos os utentes devem ser rastreados pelo nutricionista da UCCI at&eacute; 48h ap&oacute;s a admiss&atilde;o, sempre que se verifique a ocorr&ecirc;ncia de um evento significativo (internamento hospitalar, intercorr&ecirc;ncia infeciosa, luto, etc) e mensalmente atrav&eacute;s da aplica&ccedil;&atilde;o da ferramenta MNA-SF. Esta ferramenta encontra-se validada para aplica&ccedil;&atilde;o em idosos, sendo preditora dos resultados cl&iacute;nicos e de mortalidade (1, 5, 15).</p>     <p>Relativamente &agrave;s medidas antropom&eacute;tricas, a avalia&ccedil;&atilde;o da estatura e do peso s&atilde;o fundamentais para realizar o rastreio de desnutri&ccedil;&atilde;o e avalia&ccedil;&atilde;o nutricional, bem como para monitorizar a evolu&ccedil;&atilde;o ponderal e a resposta a interven&ccedil;&otilde;es terap&ecirc;uticas.</p>     <p>A avalia&ccedil;&atilde;o da estatura dos utentes &eacute; efetuada no momento da admiss&atilde;o atrav&eacute;s de estadi&oacute;metro, de acordo com os procedimentos descritos na Orienta&ccedil;&atilde;o n.&ordm; 017/2013 &ldquo;Procedimentos Antropom&eacute;tricos na Pessoa Adulta&rdquo;, da Dire&ccedil;&atilde;o-Geral da Sa&uacute;de. Nos utentes acamados ou incapazes de seguir os procedimentos acima mencionados, a avalia&ccedil;&atilde;o da estatura &eacute; realizada atrav&eacute;s da medida da semi envergadura, como descrito no guia para completar o MNA (16).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O peso do utente &eacute; um indicador do risco e do estado nutricional, com import&acirc;ncia relevante no seu estado de sa&uacute;de. No &acirc;mbito da adequa&ccedil;&atilde;o da dieta prescrita e monitoriza&ccedil;&atilde;o da terap&ecirc;utica nutricional, &eacute; importante uma monitoriza&ccedil;&atilde;o sistem&aacute;tica deste par&acirc;metro.</p>     <p>A avalia&ccedil;&atilde;o do peso dos utentes &eacute; realizada na admiss&atilde;o e mensalmente, no primeiro fim de semana de cada m&ecirc;s, excetuando em situa&ccedil;&otilde;es em que tal n&atilde;o seja de todo poss&iacute;vel devido a intercorr&ecirc;ncias no servi&ccedil;o. Nestas situa&ccedil;&otilde;es, o per&iacute;odo de pesagem n&atilde;o dever&aacute; ultrapassar os dois dias subsequentes.</p>     <p>A pesagem &eacute; uma tarefa atribu&iacute;da aos profissionais de enfermagem, uma vez que s&atilde;o os mais aptos a realiz&aacute;-la neste contexto, com diminui&ccedil;&atilde;o significativa do risco de acidente ou intercorr&ecirc;ncias durante a mesma. Sempre que poss&iacute;vel, o nutricionista participar&aacute; neste processo.</p>     <p>Os utentes que possuam capacidade para a deambula&ccedil;&atilde;o e equil&iacute;brio est&aacute;tico na posi&ccedil;&atilde;o ereta preservado, devem ser pesados numa balan&ccedil;a convencional, de acordo com a Orienta&ccedil;&atilde;o n.&ordm; 017/2013 &ldquo;Procedimentos Antropom&eacute;tricos na Pessoa Adulta&rdquo;, da Dire&ccedil;&atilde;o-Geral da Sa&uacute;de.</p>     <p>Os utentes acamados ou sem capacidade para deambula&ccedil;&atilde;o e sem equil&iacute;brio est&aacute;tico que permita a pesagem como anteriormente descrito, devem ser pesados com recurso a um equipamento adequado.</p>     <p><u>Avalia&ccedil;&atilde;o do Estado Nutricional</u></p>     <p>Sempre que se verifique a presen&ccedil;a de risco nutricional (pontua&ccedil;&atilde;o MNA SF &le; 11), dever&aacute; proceder-se a avalia&ccedil;&atilde;o do estado nutricional, interpretando os dados do rastreio de desnutri&ccedil;&atilde;o e incorporando informa&ccedil;&atilde;o adicional (17).</p>     <p>A avalia&ccedil;&atilde;o do estado nutricional visa averiguar a presen&ccedil;a de desnutri&ccedil;&atilde;o e a sua etiologia, que ser&aacute; diagnosticada atrav&eacute;s da avalia&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica e funcional, da ingest&atilde;o alimentar, antropom&eacute;trica e da composi&ccedil;&atilde;o corporal e bioqu&iacute;mica. A avalia&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica e funcional engloba a recolha da hist&oacute;ria cl&iacute;nica, avalia&ccedil;&atilde;o da capacidade funcional, toma de f&aacute;rmacos modificadores do apetite, presen&ccedil;a de altera&ccedil;&otilde;es neuropsicol&oacute;gicas (depress&atilde;o, dem&ecirc;ncia), avalia&ccedil;&atilde;o da dimens&atilde;o social, presen&ccedil;a de dificuldades de mastiga&ccedil;&atilde;o e/ou degluti&ccedil;&atilde;o, presen&ccedil;a de problemas gastrointestinais. A avalia&ccedil;&atilde;o da ingest&atilde;o alimentar realiza-se atrav&eacute;s da recolha da hist&oacute;ria nutricional e anamnese alimentar. A avalia&ccedil;&atilde;o do estado nutricional dever&aacute; incluir a avalia&ccedil;&atilde;o antropom&eacute;trica e o exame f&iacute;sico, tal como descrito na <a href ="/img/revistas/apn/n12/n12a08t1.jpg">Tabela 1</a> (6, 12). A avalia&ccedil;&atilde;o da composi&ccedil;&atilde;o corporal poder&aacute; ser realizada atrav&eacute;s de Imped&acirc;ncia Bioel&eacute;trica Tetrapolar (BIA), aferindo-se a quantidade de Massa Gorda e Massa Isenta de Gordura (14). Na avalia&ccedil;&atilde;o bioqu&iacute;mica, o par&acirc;metro utilizado mais frequentemente &eacute; a albumina, considerando-se a possibilidade de presen&ccedil;a de desnutri&ccedil;&atilde;o quando os seus n&iacute;veis s&eacute;ricos s&atilde;o inferiores a 35 g/dL (17, 18).</p>     
<p>A presen&ccedil;a de desnutri&ccedil;&atilde;o &eacute; diagnosticada quando se verifica risco de desnutri&ccedil;&atilde;o (pontua&ccedil;&atilde;o MNA-SF &le; 11), em simult&acirc;neo com um dos seguintes: IMC &lt; 18,5 Kg/m2; perda de peso n&atilde;o intencional e IMC &lt; 20 Kg/m2, se idade &lt; 70 anos, ou IMC &lt; 22 Kg/m2, se idade &ge; 70 anos; ou perda de peso n&atilde;o intencional e &Iacute;ndice de Massa Isenta de Gordura &lt; 15 Kg/m2&nbsp;para mulheres e &lt; 17 Kg/m2&nbsp;para homens (calculado atrav&eacute;s do valor de Massa Isenta de Gordura, em Kg, obtido atrav&eacute;s da BIA, e da altura). A perda de peso n&atilde;o intencional &eacute; considerada no diagn&oacute;stico de desnutri&ccedil;&atilde;o quando &eacute; superior a 10% num per&iacute;odo de tempo indefinido ou superior a 5% nos &uacute;ltimos 3 meses (14).</p>     <p><u>Interven&ccedil;&atilde;o</u></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A interven&ccedil;&atilde;o nutricional compreende a institui&ccedil;&atilde;o de suporte ou plano nutricional, de acordo com as necessidades estabelecidas. Esta &eacute; propositadamente desenhada e planeada com o intuito de modificar comportamentos, fatores de risco, fatores ambientais e/ou aspetos do estado de sa&uacute;de relacionados com a nutri&ccedil;&atilde;o. &Eacute; direcionada &agrave; resolu&ccedil;&atilde;o da etiologia ou do diagn&oacute;stico nutricional, podendo tamb&eacute;m incluir o al&iacute;vio de sintomas (19).</p>     <p><u>Monitoriza&ccedil;&atilde;o</u></p>     <p>A monitoriza&ccedil;&atilde;o dos utentes pretende identificar o progresso alcan&ccedil;ado e averiguar se os objetivos nutricionais e terap&ecirc;uticos foram concretizados, contribuindo assim para a melhoria do estado nutricional e cl&iacute;nico. A monitoriza&ccedil;&atilde;o engloba a reavalia&ccedil;&atilde;o dos par&acirc;metros recolhidos na avalia&ccedil;&atilde;o inicial (19).</p>     <p>Ap&oacute;s a institui&ccedil;&atilde;o do plano nutricional individualizado, a monitoriza&ccedil;&atilde;o deve ser realizada num per&iacute;odo de 48h, para verificar a toler&acirc;ncia e adequa&ccedil;&atilde;o do mesmo. No caso de inexist&ecirc;ncia de intercorr&ecirc;ncias, dever&aacute; proceder-se &agrave; avalia&ccedil;&atilde;o no per&iacute;odo de um m&ecirc;s.</p>     <p><u>Comunica&ccedil;&atilde;o</u></p>     <p>Os dados decorrentes da aplica&ccedil;&atilde;o da ferramenta de rastreio de desnutri&ccedil;&atilde;o e da avalia&ccedil;&atilde;o, interven&ccedil;&atilde;o e monitoriza&ccedil;&atilde;o do estado nutricional devem ser registados na plataforma da rede e comunicados &agrave; equipa multidisciplinar.</p>     <p><u>Avalia&ccedil;&atilde;o de resultados</u></p>     <p>A avalia&ccedil;&atilde;o dos resultados obtidos dever&aacute; ser apresentada pelo nutricionista e discutida em reuni&atilde;o multidisciplinar.</p>     <p><b>AN&Aacute;LISE CR&Iacute;TICA</b></p>     <p>Devido &agrave; inexist&ecirc;ncia de um documento oficial, verificou-se a necessidade de desenvolver e implementar um protocolo de avalia&ccedil;&atilde;o do estado nutricional nas UCCI. &Eacute; objetivo deste protocolo otimizar a presta&ccedil;&atilde;o de cuidados de sa&uacute;de e nutricionais aos utentes, sensibilizar os restantes profissionais de sa&uacute;de para a tem&aacute;tica da desnutri&ccedil;&atilde;o, com relev&acirc;ncia importante no contexto institucional, e uniformizar os procedimentos relativos &agrave; avalia&ccedil;&atilde;o do estado nutricional.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>CONCLUS&Otilde;ES</b></p>     <p>O rastreio da desnutri&ccedil;&atilde;o &eacute; o primeiro passo para a presta&ccedil;&atilde;o de cuidados nutricionais. Este documento prop&otilde;e um modelo de avalia&ccedil;&atilde;o nutricional para os utentes admitidos em UCCI, que sendo na sua maioria idosos, se encontram predispostos a altera&ccedil;&otilde;es do estado nutricional e necessitam de uma interven&ccedil;&atilde;o diferenciada e precoce.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>REFER&Ecirc;NCIAS BIBLIOGR&Aacute;FICAS</b></p> <ol>     <li>Portaria no 50/2017 de 2 de fevereiro. Di&aacute;rio da Rep&uacute;blica, 1a s&eacute;rie - No 24 - 2 de fevereiro de 2017; 2017 p. 608&ndash;29.</li>     <li>Rato H, Rodrigues M, Rando B. Estudo de caracteriza&ccedil;&atilde;o dos utentes da Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados: Relat&oacute;rio final. Oeiras; 2009.</li>     <li>Entidade Reguladora da Sa&uacute;de. Avalia&ccedil;&atilde;o do Acesso dos Utentes aos Cuidados Continuados de Sa&uacute;de. Porto; 2013.</li>     <li>Botelho M. Idade avan&ccedil;ada&ndash;caracter&iacute;sticas biol&oacute;gicas e multimorbilidade. Rev Port Clin Geral. 2007;23:191&ndash;5.</li>     <li>Cederholm T, Barazzoni R, Austin P, Ballmer P, Biolo G, Bischoff SC, et al. ESPEN guidelines on definitions and terminology of clinical nutrition. Clin Nutr. 2017;36(1):49&ndash;64.</li>     <li>Abizanda P, Sinclair A, Barcons N, Liz&aacute;n L, Rodr&iacute;guez-Ma&ntilde;as L. Costs of Malnutrition in Institutionalized and Community-Dwelling Older Adults: A Systematic Review. J Am Med Dir Assoc. Elsevier Inc.; 2016;17(1):17&ndash;23.</li>     ]]></body>
<body><![CDATA[<li>Landi F, Calvani R, Cesari M, Tosato M, Martone AM, Bernabei R, et al. Sarcopenia as the Biological Substrate of Physical Frailty. Clin Geriatr Med. 2015;31(3):367&ndash;74.</li>     <li>Carla Lopes, Duarte Torres, Andreia Oliveira, Milton Severo, Violeta Alarc&atilde;o, Sofia Guiomar, Jorge Mota, Pedro Teixeira, Sara Rodrigues, Liliane Lobato, V&acirc;nia Magalh&atilde;es, Daniela Correia, Andreia Pizarro, Adilson Marques, Sofia Vilela, Lu&iacute;sa Oliveira, Paul ER. Inqu&eacute;rito Alimentar Nacional e de Atividade F&iacute;sica, IAN-AF 2015-2016, Relat&oacute;rio Parte II. Porto; 2017.</li>     <li>Cesari M, Prince M, Thiyagarajan JA, De Carvalho IA, Bernabei R, Chan P, et al. Frailty: An Emerging Public Health Priority. J Am Med Dir Assoc. 2016;17(3):188&ndash;92.</li>     <li>Agarwal E, Miller M, Yaxley a., Isenring E. Malnutrition in the elderly: A narrative review. Maturitas. Elsevier Ireland Ltd; 2013;76(4):296&ndash;302.</li>     <li>Unidade de Miss&atilde;o para os Cuidados Continuados Integrados. Import&acirc;ncia da avalia&ccedil;&atilde;o nutricional em cuidados continuados. Lisboa; 2008.</li>     <li>Kondrup J, Allison SP, Elia M, Vellas B, Plauth M. ESPEN guidelines for nutrition screening 2002. Clin Nutr. 2003;22(4):415&ndash;21.</li>     <li>Mueller C, Compher C, Ellen DM, American Society for Parenteral and Enteral Nutrition (A.S.P.E.N.) Board of Directors. A.S.P.E.N. clinical guidelines: Nutrition screening, assessment, and intervention in adults. JPEN J Parenter Enteral Nutr. 2011;35(1):16&ndash;24.</li>     <li>Cederholm T, Bosaeus I, Barazzoni R, Bauer J, Van Gossum A, Klek S, et al. Diagnostic criteria for malnutrition - An ESPEN Consensus Statement. Clin Nutr. Elsevier Ltd; 2015;34(3):335&ndash;40.</li>     <li>Diekmann R, Winning K, Uter W, Kaiser MJ, Sieber CC, Volkert D, et al. Screening for malnutrition among nursing home residents &mdash; a comparative analysis of the Mini Nutritional Assessment, the Nutritional Risk Screening, and the Malnutrition Universal Screening Tool. J Nutr Health Aging. 2013;17(4):326&ndash;31.</li>     <li>Nestl&eacute; Nutrition Institute. Um Guia para completar a Mini Avalia&ccedil;&atilde;o Nutricional. Nestl&eacute; Nutrition Institute. 2009.</li>     ]]></body>
<body><![CDATA[<li>Mahan L, Escott-Stump S, Raymond J, Krause M. Krause&rsquo;s food &amp; the nutrition care process. 14th ed. Elsevier; 2017.</li>     <li>Ferry M, Alix E. Nutri&ccedil;&atilde;o na pessoa idosa - Aspetos fundamentais, cl&iacute;nicos e psicossociais. 2a Edi&ccedil;&atilde;o. Loures: Lusoci&ecirc;ncia; 2004.</li>     <li>Writing Group of the Nutrition Care Process/Standardized Language Committee. Nutrition care process and model part I: the 2008 update. J Am Diet Assoc. 2008;108(7):1113&ndash;7.</li>     <li>WHO. WHO&nbsp;:: Global Database on Body Mass Index [Internet]. <a href="http://apps.who.int/bmi/index.jsp?introPage=intro_3.html" target="_blank">http://apps.who.int/bmi/index.jsp?introPage=intro_3.html</a>. 2006. Obtido de:  <a href="http://apps.who.int/bmi/index.jsp?introPage=intro_3.html" target="_blank">http://apps.who.int/bmi/index.jsp?introPage=intro_3.html</a>.</li>     <li>White J V., Guenter P, Jensen G, Malone A, Schofield M. Consensus Statement: Academy of Nutrition and Dietetics and American Society for Parenteral and Enteral Nutrition. J Parenter Enter Nutr. 2012;36(3):275&ndash;83.</li>     <li>Woodward M. Guidelines to Effective Hydration in Aged Care Facilities. Australia: Heidelberg Repatriation Hospital; 2013. p. 12.</li>     <li>Jensen GL, Binkley J. Clinical Manifestations of Nutrient Deficiency. J Parenter Enter Nutr. Elsevier; 2002;26(5_suppl):S29&ndash;33.</li>     </ol>     <p>&nbsp;</p>     <p>  <b><a href="#topc0">Endere&#231;o para correspond&#234;ncia</a><a name="c0"></a></b>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Maria Armanda Marques</p>     <p>Santa Casa da Miseric&oacute;rdia de Alvai&aacute;zere,</p>     <p>Rua Prof. Jos&eacute; Maria Castel&atilde;o, n.&ordm; 9,</p>     <p>3250-115 Alvai&aacute;zere, Portugal</p> <a href="mailto:mariaanfm@gmail.com">mariaanfm@gmail.com</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Recebido a 1 de outubro de 2017</p>     <p>Aceite a 11 de mar&ccedil;o de 2018</p>     <p>&nbsp;</p>      ]]></body><back>
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