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<journal-title><![CDATA[Acta Portuguesa de Nutrição]]></journal-title>
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<publisher-name><![CDATA[Associação Portuguesa de Nutrição]]></publisher-name>
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<article-id>S2183-59852018000300002</article-id>
<article-id pub-id-type="doi">10.21011/apn.2018.1402</article-id>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Avaliação do risco nutricional em idosos utentes de um Centro de Saúde de Lisboa]]></article-title>
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<self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S2183-59852018000300002&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S2183-59852018000300002&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S2183-59852018000300002&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><abstract abstract-type="short" xml:lang="pt"><p><![CDATA[Introdução: O envelhecimento populacional é considerado um fenómeno mundial. A identificação precoce da desnutrição é fundamental para uma intervenção individualizada promovendo e protegendo a saúde do idoso. Objetivos: Avaliar a prevalência do risco nutricional numa amostra de idosos utentes de um Centro de Saúde de Lisboa pertencente à Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo. Metodologia: Estudo observacional analítico do tipo transversal realizado em 30 idosos (75,4 ± 7,6 anos), utentes de um centro de Saúde de Lisboa. Os dados socioeconómicos, clínicos e de estilo de vida foram obtidos pela aplicação de um questionário de resposta fechada. O peso e a altura foram medidos de acordo com as recomendações da Direção-Geral da Saúde. O Índice de Massa Corporal foi avaliado por comparação com o valor de referência de Lipschitz. A prevalência de desnutrição e risco de desnutrição foi avaliada pela aplicação do Mini Nutritional Assessment - MNA® . Resultados: A maioria dos idosos (93,3%) realiza 3 refeições diárias e 96,7% dos participantes consome menos água diariamente do que o recomendado pela European Food Safety Authority. Dos idosos avaliados, 36,7% dormia menos de 6 horas/noite. A avaliação do Índice de Massa Corporal segundo classificação de Lipschitz indicou que 54,1% dos homens e 65,2% das mulheres tinham excesso de peso. Os resultados da aplicação do MNA® evidenciaram que 16,7% dos idosos estava em risco de desnutrição. Conclusões: A prevalência do risco de desnutrição na amostra estudada é relevante, sendo crucial o acompanhamento nutricional dos participantes em risco nutricional e/ou com excesso de peso, de forma a evitar deterioração no seu estado de saúde e promover um estilo de vida saudável.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Introduction: Population aging is considered a worldwide phenomenon. The early identification of malnutrition is essential for an individualized intervention that promotes and protects the health of the elderly. Objectives: to evaluate the prevalence of nutritional risk in a sample of elderly users of a Lisbon Health Center belonging to the Regional Health Administration of Lisbon and Vale do Tejo. Methodology: An observational analytical, cross-sectional study was carried out on 30 elderly patients from a health center in Lisbon. Socioeconomic, clinical and lifestyle data were obtained by the application of a closed response questionnaire. Weight and height were measured according to the recommendations of the Directorate-General of Health. Body Mass Index was assessed by comparison with the Lipschitz reference value. The prevalence of malnutrition and risk of malnutrition was evaluated by the application of the Mini Nutritional Assessment - MNA®. Results: The majority of the elderly (93.3%) consume 3 meals a day and 96.7% of the participants consume daily less water than the recommended by the European Food Safety Authority. Of the elderly evaluated, 36.7% slept less than 6 hours/night. The assessment of Body Mass Index according to Lipschitz&#8217;s classification indicated that 54.1% of men and 65.2% of women were overweight. The results of the application of MNA® showed that 16.7% of the elderly were at risk of malnutrition. Conclusions: The prevalence of the risk of malnutrition in the studied sample is relevant, and nutritional monitoring of participants at nutritional and/or overweight risk is crucial to avoid deterioration in their health status and to promote a healthy lifestyle.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Estado nutricional]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>ARTIGO ORIGINAL</b></p>     <p><strong>Avalia&ccedil;&atilde;o do risco nutricional em idosos utentes de um centro de sa&uacute;de de Lisboa  </strong>     <p><b>Assessment of nutritional risk of elderly patients from a Lisbon Health Center</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><strong>Joana Lage<sup>1</sup>; Catarina D Sim&otilde;es<sup>2</sup>; Jaime Combad&atilde;o<sup>1</sup>; Alda Pereira da Silva<sup>2,3</sup>; Ana Valente<sup>1,2*</sup></strong></p>     <p><sup>1</sup>Atl&acirc;ntica - Escola Universit&aacute;ria de Ci&ecirc;ncias Empresariais, Sa&uacute;de, Tecnologias e Engenharia, F&aacute;brica da P&oacute;lvora de Barcarena, 2730-036 Barcarena, Oeiras, Portugal</p>     <p><sup>2</sup>Laborat&oacute;rio de Gen&eacute;tica, Instituto de Sa&uacute;de Ambiental - ISAMB, Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa, Avenida Professor Egas Moniz, 1649-028 Lisboa, Portugal</p>     <p><sup>3</sup>Centro de Sa&uacute;de da Alameda, Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de, Carvalho Ara&uacute;jo, n.&ordm; 103, 1900 Lisboa, Portugal</p>     <p></p> <a href="#c0">Endere&#231;o para correspond&#234;ncia</a><a name="topc0"></a></b></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>RESUMO</b></p>     <p>Introdu&ccedil;&atilde;o:&nbsp;O envelhecimento populacional &eacute; considerado um fen&oacute;meno mundial. A identifica&ccedil;&atilde;o precoce da desnutri&ccedil;&atilde;o &eacute; fundamental para uma interven&ccedil;&atilde;o individualizada promovendo e protegendo a sa&uacute;de do idoso.</p>     <p>Objetivos:&nbsp;Avaliar a preval&ecirc;ncia do risco nutricional numa amostra de idosos utentes de um Centro de Sa&uacute;de de Lisboa pertencente &agrave; Administra&ccedil;&atilde;o Regional de Sa&uacute;de de Lisboa e Vale do Tejo.</p>     <p>Metodologia:&nbsp;Estudo observacional anal&iacute;tico do tipo transversal realizado em 30 idosos (75,4 &plusmn; 7,6 anos), utentes de um centro de Sa&uacute;de de Lisboa. Os dados socioecon&oacute;micos, cl&iacute;nicos e de estilo de vida foram obtidos pela aplica&ccedil;&atilde;o de um question&aacute;rio de resposta fechada. O peso e a altura foram medidos de acordo com as recomenda&ccedil;&otilde;es da Dire&ccedil;&atilde;o-Geral da Sa&uacute;de. O &Iacute;ndice de Massa Corporal foi avaliado por compara&ccedil;&atilde;o com o valor de refer&ecirc;ncia de Lipschitz. A preval&ecirc;ncia de desnutri&ccedil;&atilde;o e risco de desnutri&ccedil;&atilde;o foi avaliada pela aplica&ccedil;&atilde;o do&nbsp;Mini Nutritional Assessment&nbsp;- MNA<sup>&reg;&nbsp;</sup>.</p>     <p>Resultados:&nbsp;A maioria dos idosos (93,3%) realiza 3 refei&ccedil;&otilde;es di&aacute;rias e 96,7% dos participantes consome menos &aacute;gua diariamente do que o recomendado pela&nbsp;European Food Safety Authority. Dos idosos avaliados, 36,7% dormia menos de 6 horas/noite. A avalia&ccedil;&atilde;o do &Iacute;ndice de Massa Corporal segundo classifica&ccedil;&atilde;o de Lipschitz indicou que 54,1% dos homens e 65,2% das mulheres tinham excesso de peso. Os resultados da aplica&ccedil;&atilde;o do MNA<sup>&reg;&nbsp;</sup>evidenciaram que 16,7% dos idosos estava em risco de desnutri&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>Conclus&otilde;es:&nbsp;A preval&ecirc;ncia do risco de desnutri&ccedil;&atilde;o na amostra estudada &eacute; relevante, sendo crucial o acompanhamento nutricional dos participantes em risco nutricional e/ou com excesso de peso, de forma a evitar deteriora&ccedil;&atilde;o no seu estado de sa&uacute;de e promover um estilo de vida saud&aacute;vel.</p>     <p><b>Palavras-chave</b></p>     <p>Estado nutricional, Excesso de peso, Desnutri&ccedil;&atilde;o, Idoso</p>     <p>&nbsp;</p>  <hr>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>Introduction:&nbsp;Population aging is considered a worldwide phenomenon. The early identification of malnutrition is essential for an individualized intervention that promotes and protects the health of the elderly.</p>     <p>Objectives:&nbsp;to evaluate the prevalence of nutritional risk in a sample of elderly users of a Lisbon Health Center belonging to the Regional Health Administration of Lisbon and Vale do Tejo.</p>     <p>Methodology:&nbsp;An observational analytical, cross-sectional study was carried out on 30 elderly patients from a health center in Lisbon. Socioeconomic, clinical and lifestyle data were obtained by the application of a closed response questionnaire. Weight and height were measured according to the recommendations of the Directorate-General of Health. Body Mass Index was assessed by comparison with the Lipschitz reference value. The prevalence of malnutrition and risk of malnutrition was evaluated by the application of the Mini Nutritional Assessment - MNA<sup>&reg;</sup>.</p>     <p>Results:&nbsp;The majority of the elderly (93.3%) consume 3 meals a day and 96.7% of the participants consume daily less water than the recommended by the European Food Safety Authority. Of the elderly evaluated, 36.7% slept less than 6 hours/night. The assessment of Body Mass Index according to Lipschitz&rsquo;s classification indicated that 54.1% of men and 65.2% of women were overweight. The results of the application of MNA<sup>&reg;&nbsp;</sup>showed that 16.7% of the elderly were at risk of malnutrition.</p>     <p>Conclusions:&nbsp;The prevalence of the risk of malnutrition in the studied sample is relevant, and nutritional monitoring of participants at nutritional and/or overweight risk is crucial to avoid deterioration in their health status and to promote a healthy lifestyle.</p>     <p></p>     <p><b>Keywords</b></p>     <p>Nutritional status, Overweight, Malnutrition, Elderly</p>     <p>&nbsp;</p>  <hr>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>      <p><b>INTRODU&Ccedil;&Atilde;O</b></p>     <p>O envelhecimento populacional &eacute; considerado um fen&oacute;meno mundial, sendo t&atilde;o caracter&iacute;stico de pa&iacute;ses desenvolvidos como nos pa&iacute;ses em desenvolvimento (1). &Eacute; esperado que em 2050 a popula&ccedil;&atilde;o mundial com idade acima dos 60 anos seja o dobro que em 2000 (2). Portugal ser&aacute; um dos pa&iacute;ses da Uni&atilde;o Europeia com maior percentagem de idosos e menor n&uacute;mero de popula&ccedil;&atilde;o ativa (3). O envelhecimento &eacute; considerado um processo complexo, irrevers&iacute;vel, progressivo e natural, que se caracteriza por modifica&ccedil;&otilde;es morfol&oacute;gicas, psicol&oacute;gicas, funcionais e bioqu&iacute;micas que influenciam a nutri&ccedil;&atilde;o e alimenta&ccedil;&atilde;o das pessoas (4). Uma das principais altera&ccedil;&otilde;es &eacute; a modifica&ccedil;&atilde;o da composi&ccedil;&atilde;o corporal, existindo um aumento e redistribui&ccedil;&atilde;o da massa gorda e diminui&ccedil;&atilde;o da massa magra (como &aacute;gua, tecido &oacute;sseo e muscular). A avalia&ccedil;&atilde;o nutricional do idoso &eacute; fundamental nos cuidados continuados de sa&uacute;de para detetar precocemente a desnutri&ccedil;&atilde;o (5).</p>     <p><b>OBJETIVOS</b></p>     <p>Avaliar a preval&ecirc;ncia do risco nutricional em idosos utentes de um Centro de Sa&uacute;de de Lisboa.</p>     <p><b>METODOLOGIA</b></p>     <p>Estudo observacional anal&iacute;tico do tipo transversal em 30 idosos do Centro de Sa&uacute;de de Lisboa pertencente &agrave; Administra&ccedil;&atilde;o Regional de Sa&uacute;de de Lisboa e Vale do Tejo (ARSLVT). O m&eacute;todo de amostragem utilizado foi o aleat&oacute;rio simples, considerando o tamanho amostral m&iacute;nimo 10% do total de doentes idosos seguidos pelo mesmo m&eacute;dico de familia h&aacute; pelo menos 2 anos. Os crit&eacute;rios de inclus&atilde;o foram: a) idade igual ou superior a 65 anos; b) ser utente do Centro de Sa&uacute;de; c) consentimento informado assinado. O presente estudo foi aprovado pela Comiss&atilde;o de &Eacute;tica da Atl&acirc;ntica e desenvolvido em conformidade com as considera&ccedil;&otilde;es presentes na Declara&ccedil;&atilde;o de Hels&iacute;nquia e na Conven&ccedil;&atilde;o de Oviedo (6). Todos os participantes no estudo receberam informa&ccedil;&atilde;o sobre o projeto e assinaram um consentimento informado, livre e esclarecido. Foi aplicado um question&aacute;rio geral para obten&ccedil;&atilde;o de dados s&oacute;cioecon&oacute;micos, cl&iacute;nicos (presen&ccedil;a de patologias, medica&ccedil;&atilde;o e/ou suplementa&ccedil;&atilde;o, cirurgia, tr&acirc;nsito intestinal, alergia e intoler&acirc;ncia alimentar) e de estilo de vida (h&aacute;bitos tab&aacute;gicos, consumo de &aacute;lcool, ingest&atilde;o de &aacute;gua, horas de sono e comportamentos alimentares). As medi&ccedil;&otilde;es antropom&eacute;tricas foram efetuadas de acordo com procedimentos padr&atilde;o e equipamentos calibrados (7, 8). Os dados antropom&eacute;tricos avaliados inclu&iacute;ram o peso, estatura, per&iacute;metro do bra&ccedil;o (PB) e per&iacute;metro da perna (PP) (7). O peso foi medido em kg com uma precis&atilde;o de 100 g utilizando uma balan&ccedil;a da marca Jofre<sup>&copy;</sup>, modelo 6 (Jofre Ferreira de Carvalho, Portugal). A estatura foi registada com uma precis&atilde;o de 0,1 cm com um estadi&oacute;metro da marca Jofre<sup>&copy;</sup>, modelo 6. O &Iacute;ndice de Massa Corporal (IMC) foi calculado de acordo com a equa&ccedil;&atilde;o peso/estatura<sup>2&nbsp;</sup>(kg/m<sup>2</sup>). O resultado obtido foi comparado com o valor de refer&ecirc;ncia de Lipschitz (9). Na medi&ccedil;&atilde;o de ambos os per&iacute;metros foi utilizada uma fita antropom&eacute;trica n&atilde;o extens&iacute;vel com precis&atilde;o de 1 mm. Foi aplicado o&nbsp;Mini Nutritional Assessment&nbsp;(MNA) constitu&iacute;do por 18 quest&otilde;es e dividido em duas partes: Triagem e Avalia&ccedil;&atilde;o Global (10). A an&aacute;lise estat&iacute;stica dos dados foi realizada utilizando o software inform&aacute;tico para Windows, SPSS<sup>&reg;&nbsp;</sup>, vers&atilde;o 23.0 (SPSS INc, Chicago). Os resultados foram expressos como m&eacute;dia &plusmn; desvio-padr&atilde;o (DP) ou como n&uacute;mero e percentagem. Foi testada a normalidade de todas as vari&aacute;veis pelo teste Shapiro-Wilk. Para comparar as frequ&ecirc;ncias das vari&aacute;veis qualitativas foi utilizado o teste do Qui quadrado. O teste t-student foi aplicado para comparar m&eacute;dias das vari&aacute;veis num&eacute;ricas com distribui&ccedil;&atilde;o normal. Foi considerada signific&acirc;ncia estat&iacute;stica quando p&lt;0,05.</p>     <p><b>RESULTADOS</b></p>     <p>As caracter&iacute;sticas gerais da amostra est&atilde;o apresentadas na <a href ="/img/revistas/apn/n14/n14a02t1.jpg">Tabela 1</a>. A m&eacute;dia de idades dos participantes foi de 75,4 &plusmn; 7,6 anos. A maioria dos idosos eram vi&uacute;vos e com o ensino prim&aacute;rio completo. Um ter&ccedil;o indicou estar a tomar algum suplemento (os mais consumidos eram os multivitam&iacute;nicos, magn&eacute;sio e vitamina D + c&aacute;lcio). No que diz respeito aos fatores de risco de doen&ccedil;as cr&oacute;nicas, cerca de 63% dos idosos apresentavam valores de colesterol total superiores a 190 mg/dL (11). A grande maioria n&atilde;o bebia bebidas alco&oacute;licas (83%) e o consumo de &aacute;gua era inferior ao recomendado em 97,7% dos participantes (12). O n&uacute;mero de horas de sono aconselhado para a popula&ccedil;&atilde;o idosa ronda as 6-6,5 horas/noite (13), no entanto 36,7% dos participantes dormia menos do que o recomendado. N&atilde;o foram observadas diferen&ccedil;as estatisticamente significativas nas frequ&ecirc;ncias das vari&aacute;veis entre os idosos em risco de desnutri&ccedil;&atilde;o e os bem nutridos. Verificou-se, no entanto, uma tend&ecirc;ncia estat&iacute;stica (p = 0,057) em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; vari&aacute;vel horas de sono. A preval&ecirc;ncia de patologias cr&oacute;nicas foi elevada, sendo as doen&ccedil;as reum&aacute;ticas, hipertens&atilde;o arterial e cardiovasculares as mais prevalentes (80,0%, 63,3% e 46,7%, respetivamente). Os par&acirc;metros antropom&eacute;tricos foram avaliados segundo a classifica&ccedil;&atilde;o de Lipschitz (9), o que revelou que 54,1% dos homens e 65,2% das mulheres tinham excesso de peso.</p>     
<p>Os resultados da avalia&ccedil;&atilde;o global do MNA<sup>&reg;&nbsp;</sup>aplicado aos idosos s&atilde;o apresentados na <a href ="/img/revistas/apn/n14/n14a02t2.jpg">Tabela 2</a>. Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; componente da triagem, cerca de 17% dos participantes referiu uma diminui&ccedil;&atilde;o ligeira da ingest&atilde;o alimentar nos &uacute;ltimos 3 meses, embora 60% tenha indicado que n&atilde;o verificou diminui&ccedil;&atilde;o do peso no mesmo per&iacute;odo. 16 % dos idosos referiu ter passado por uma situa&ccedil;&atilde;o de stress ou doen&ccedil;a aguda nos &uacute;ltimos 3 meses, tendo-se verificado uma associa&ccedil;&atilde;o tendencial entre esta vari&aacute;vel e risco de desnutri&ccedil;&atilde;o na popula&ccedil;&atilde;o estudada (p=0,088). Relativamente ao IMC, observou-se que 93,3% dos indiv&iacute;duos avaliados apresentavam valores superiores a 23 kg/m<sup>2</sup>. Os resultados indicaram que a maioria dos idosos (93,3%) referem fazer 3 refei&ccedil;&otilde;es di&aacute;rias, 40% consome carne, peixe, leite e seus derivados diariamente, bem como leguminosas e ovos todas as semanas. Em rela&ccedil;&atilde;o ao consumo de fruta e produtos hort&iacute;colas, 90% dos participantes indicam que ingerem estes alimentos diariamente. Cerca de 43% mencionou ingerir mais de 5 copos de l&iacute;quidos/dia e 43%, 3 a 5 copos/dia. De acordo com a avalia&ccedil;&atilde;o do PB e PP, todos os idosos apresentaram medidas &gt;22 cm e &ge;31 cm, respetivamente. Ap&oacute;s a avalia&ccedil;&atilde;o do estado nutricional dos participantes segundo o MNA<sup>&reg;&nbsp;</sup>verificou-se que nenhum participante foi classificado como desnutrido, mas 16,7% estavam sob risco de desnutri&ccedil;&atilde;o.</p>     
]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>DISCUSS&Atilde;O DOS RESULTADOS</b></p>     <p>A avalia&ccedil;&atilde;o do risco nutricional atrav&eacute;s do MNA poder&aacute; contribuir para o diagn&oacute;stico precoce do estado nutricional e preven&ccedil;&atilde;o de uma poss&iacute;vel deteriora&ccedil;&atilde;o do estado geral de sa&uacute;de. No presente estudo foi aplicado o MNA em idosos n&atilde;o institucionalizados utentes num Centro de Sa&uacute;de de Lisboa, onde se praticam cuidados de sa&uacute;de prim&aacute;rios, mas sem servi&ccedil;os especializados na &aacute;rea da nutri&ccedil;&atilde;o. Verificou-se que 63% dos idosos avaliados tinha excesso de peso e 16,7% estavam em risco de desnutri&ccedil;&atilde;o (14). A percentagem obtida foi inferior &agrave; estimada num estudo realizado em 337 idosos n&atilde;o institucionalizados de Pa&ccedil;os de Ferreira, em que 2,1% apresentava desnutri&ccedil;&atilde;o e 31,8% estava em risco de desnutri&ccedil;&atilde;o (15). A elevada preval&ecirc;ncia de idosos em risco nutricional &eacute; algo que tem vindo a ser observado mundialmente. Em 2008 foi realizado em Espanha um estudo a 22 007 idosos da comunidade tendo-se verificado que 4,3% estavam desnutridos e 25,4% em risco de desnutri&ccedil;&atilde;o (16). Na China, Han et al. (17) realizaram um estudo em 162 idosos, residentes em Wuhan onde verificaram que 8% da amostra estava desnutrida e 36,4% apresentava risco de desnutri&ccedil;&atilde;o. Num outro estudo realizado no Brasil, em 267 idosos n&atilde;o institucionalizados, que tinha como objetivo analisar a associa&ccedil;&atilde;o entre o estado nutricional e a m&aacute; sa&uacute;de bucal, conclu&iacute;ram que 1,9% da amostra apresentava desnutri&ccedil;&atilde;o e 19,9% risco de desnutri&ccedil;&atilde;o, foi ainda estabelecida uma associa&ccedil;&atilde;o da pior condi&ccedil;&atilde;o de sa&uacute;de bucal com o estado nutricional mais deteriorado (18). Segundo o crit&eacute;rio do IMC, a maioria dos participantes apresenta excesso de peso. O IMC elevado &eacute; considerado um fator de risco para a sa&uacute;de dos idosos por estar associado a deteriora&ccedil;&atilde;o da qualidade de vida e a elevadas taxas de morbilidade e mortalidade (19). Assim, idosos com IMC elevado apresentam maior probabilidade de terem ou virem a desenvolver doen&ccedil;as cr&oacute;nicas n&atilde;o-transmiss&iacute;veis (20). A preval&ecirc;ncia de ins&oacute;nias aumenta com a idade (21). A falta de sono &eacute; considerada um importante problema de sa&uacute;de no idoso, estando associada a um maior risco de doen&ccedil;as cr&oacute;nicas (22), menor qualidade de vida (23) e comprometimento cognitivo (24). Promover h&aacute;bitos saud&aacute;veis de sono e manter a qualidade do sono no envelhecimento favorece a redu&ccedil;&atilde;o do processo inflamat&oacute;rio (25) e promover a sa&uacute;de do idoso (26). No presente estudo cerca de 37% dos participantes reportaram dormir menos horas por noite do que o recomendado, algo que deve ser tido em considera&ccedil;&atilde;o e futuramente estudado em rela&ccedil;&atilde;o a uma poss&iacute;vel associa&ccedil;&atilde;o com o estado nutricional dos idosos. Pela an&aacute;lise dos aspetos cl&iacute;nicos relevantes e da aplica&ccedil;&atilde;o do MNA<sup>&reg;&nbsp;</sup>parece existir uma associa&ccedil;&atilde;o do risco de desnutri&ccedil;&atilde;o com n&uacute;mero de horas de sono e com a presen&ccedil;a de stresse ou ou doen&ccedil;a aguda nos &uacute;ltimos 3 meses. O tamanho amostral &eacute; uma limita&ccedil;&atilde;o deste estudo e poder&aacute; ser uma justifica&ccedil;&atilde;o para a menor percentagem de idosos identificados como estando sob risco de desnutri&ccedil;&atilde;o comparativamente a outros estudos semelhantes (15-18). De futuro ser&aacute; importante realizar mais estudos com um tamanho amostral superior e em outros Centros de Sa&uacute;de e Centros de Dia de modo a aumentar a evid&ecirc;ncia cient&iacute;fica sobre a preval&ecirc;ncia de risco nutricional em idosos n&atilde;o institucionalizados.</p>     <p><b>CONCLUS&Otilde;ES</b></p>     <p>A desnutri&ccedil;&atilde;o na pessoa idosa &eacute; na maioria das vezes desvalorizada e o seu diagn&oacute;stico requer ferramentas de triagem espec&iacute;ficas, bem como sensibiliza&ccedil;&atilde;o dos profissionais de sa&uacute;de e forma&ccedil;&atilde;o adequada. A malnutri&ccedil;&atilde;o deve ser encarada como uma das maiores amea&ccedil;as para a sa&uacute;de, bem-estar e autonomia dos idosos. A preval&ecirc;ncia do risco de desnutri&ccedil;&atilde;o na amostra estudada &eacute; relevante (16,7%), sendo crucial o acompanhamento nutricional dos participantes em risco nutricional e/ou com excesso de peso, de forma a evitar deteriora&ccedil;&atilde;o no seu estado de sa&uacute;de e promover um estilo de vida saud&aacute;vel. Este estudo evid&ecirc;ncia a necessidade de interven&ccedil;&atilde;o nutricional personalizada no &acirc;mbito de cuidados de sa&uacute;de prim&aacute;rios, atrav&eacute;s de um acompanhamento nutricional por um profissional de sa&uacute;de especializado em alimenta&ccedil;&atilde;o e nutri&ccedil;&atilde;o no idoso.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>REFER&Ecirc;NCIAS BIBLIOGR&Aacute;FICAS</b></p> <ol>     <li>National Institute of Aging, National Institutes of Health. Global Health and Aging. World Health Organization. 2011. 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<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>Recebido a 29 de mar&ccedil;o de 2018</p>     <p>Aceite a 31 de agosto de 2018</p>     <p>&nbsp;</p>      ]]></body><back>
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