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<article-id pub-id-type="doi">10.21011/apn.2018.1404</article-id>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Importância da escola na educação alimentar em crianças do primeiro ciclo do ensino básico - como ser mais eficaz]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[The role of school in nutrition education in elementary school children - how to be more effective]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Introduction: We&#8217;ve never talked so much about the importance of a healthy diet since childhood and we&#8217;ve never worked on this topic so much like nowadays. However, the fight against obesity is still far from being overcome and it seems unquestionable the role of nutrition in that. Children spend a huge part of their days in school, where they have the chance to eat several meals. Furthermore, the school allows to include other groups, like parents, teachers, school employees and even the local community. It allows to reach all the socioeconomic groups, making it a good place for nutrition education interventions. Objectives: This review aims to answer to the following questions: (I) Which factors should be taken into account when planning an effective intervention for this group age? (II) Which are the most effective measures? (III) What has been done in Portugal to change the eating behavior in children? (IV) What more can be done for better results? Methodology: A narrative review was carried out to gather scientific papers, documents of national and international organizations that work in the field, academic thesis and the own previous experience of the authors. Discussion/Conclusions: The success of nutrition education interventions is supported by the existing bibliography but the results are still not enough to reverse the situation of obesity and unhealthy eating habits such as low consumption of fruit and vegetables. The inclusion of new forms of intervention such as the inclusion of parents, teachers and school staff, school gardens, cooking lessons, the use of well-known characters in food and use appealing packaging to promote healthy foods seems to be important to improve the results of nutrition education projects.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Comportamentos]]></kwd>
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<kwd lng="en"><![CDATA[Obesity]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>ARTIGO DE REVIS&#195;O</b></p>     <p>     <p><strong>Import&acirc;ncia da escola na educa&ccedil;&atilde;o alimentar em crian&ccedil;as do primeiro ciclo do ensino b&aacute;sico &ndash; como ser mais eficaz</strong></p>     <p><strong>The role of school in nutrition education in elementary school children &ndash; how to be more effective</strong></p>     <p><strong>Beatriz Santos<sup>1*</sup>; Clara Silva<sup>2</sup>; Elisabete Pinto<sup>1,3</sup></strong></p>     <p><sup>1</sup>CBQF - Centro de Biotecnologia e Qu&iacute;mica Fina &ndash; Laborat&oacute;rio Associado, Escola Superior de Biotecnologia da Universidade Cat&oacute;lica Portuguesa, Rua Arquiteto Lob&atilde;o Vital, n.&ordm; 172, 4200-374 Porto, Portugal</p>     <p><sup>2</sup>C&acirc;mara Municipal de Santa Maria da Feira, Pra&ccedil;a Rep&uacute;blica, 4520-161 Santa Maria da Feira, Portugal</p>     <p><sup>3</sup>Grupo de Investiga&ccedil;&atilde;o em Epidemiologia da Nutri&ccedil;&atilde;o e da Obesidade &ndash; EPIUnit, Instituto de Sa&uacute;de P&uacute;blica da Universidade do Porto, Rua das Taipas, n.&ordm; 135, 4050-600 Porto, Portugal</p> <a href="#c0">Endere&#231;o para correspond&#234;ncia</a><a name="topc0"></a></b></p>     <p>&nbsp;</p>      <p><strong>RESUMO</strong></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Introdu&ccedil;&atilde;o:&nbsp;Nunca se falou tanto da import&acirc;ncia de uma alimenta&ccedil;&atilde;o saud&aacute;vel e cuidada desde a inf&acirc;ncia, no entanto, a batalha da obesidade ainda est&aacute; longe de ser vencida e parece ser indiscut&iacute;vel o papel que a alimenta&ccedil;&atilde;o tem na etiologia e manuten&ccedil;&atilde;o desta doen&ccedil;a. As crian&ccedil;as passam uma grande parte do seu tempo na escola, onde tamb&eacute;m t&ecirc;m oportunidade de realizar v&aacute;rias refei&ccedil;&otilde;es. Para al&eacute;m disso, a escola permite abranger outros grupos, como os pais, os professores, os assistentes operacionais, e at&eacute; a pr&oacute;pria comunidade em que est&aacute; inserida, permitindo atingir todos os n&iacute;veis sociodemogr&aacute;ficos, o que faz dela um&nbsp;setting&nbsp;para interven&ccedil;&otilde;es de educa&ccedil;&atilde;o alimentar.</p>     <p>Objetivos:&nbsp;Esta revis&atilde;o tem como objetivos responder &agrave;s seguintes quest&otilde;es: (I) Quais os fatores a ter em conta no planeamento de interven&ccedil;&otilde;es eficazes para esta faixa et&aacute;ria? (II) Quais as medidas mais efetivas? (III) O que tem sido feito em Portugal para alterar o comportamento alimentar das crian&ccedil;as? e (IV) O que ainda pode ser feito para obter melhores resultados?</p>     <p>Metodologia:&nbsp;Foi feita uma revis&atilde;o narrativa onde se pretendeu reunir artigos cient&iacute;ficos, documentos de organiza&ccedil;&otilde;es nacionais e internacionais que trabalham na &aacute;rea, avaliados trabalhos acad&eacute;micos realizados anteriormente e pretendeu-se, tamb&eacute;m, acrescentar a experi&ecirc;ncia das pr&oacute;prias autoras.</p>     <p>Discuss&atilde;o/Conclus&otilde;es:&nbsp;O sucesso das interven&ccedil;&otilde;es de educa&ccedil;&atilde;o alimentar est&aacute; suportado pela bibliografia existente, mas os resultados ainda n&atilde;o s&atilde;o suficientes para que se reverta a situa&ccedil;&atilde;o de obesidade e de h&aacute;bitos alimentares considerados pouco saud&aacute;veis, como o baixo consumo de fruta e produtos hort&iacute;colas. Neste sentido, a inclus&atilde;o de novas formas de interven&ccedil;&atilde;o como a inclus&atilde;o dos encarregados de educa&ccedil;&atilde;o, docentes e assistentes operacionais, hortas nas escolas, aulas de culin&aacute;ria, atribui&ccedil;&atilde;o de mascotes aos alimentos e melhoramento das embalagens dos alimentos a promover, parecem ser importantes para melhorar os resultados dos projetos de interven&ccedil;&atilde;o de educa&ccedil;&atilde;o alimentar.</p>     <p><strong>PALAVRAS-CHAVE</strong></p>     <p>Comportamentos, Educa&ccedil;&atilde;o alimentar, Escola, Inf&acirc;ncia, Obesidade</p>     <p>&nbsp;</p>  <hr>     <p>&nbsp;</p>     <p><strong>ABSTRACT</strong></p>     <p>Introduction:&nbsp;We&rsquo;ve never talked so much about the importance of a healthy diet since childhood and we&rsquo;ve never worked on this topic so much like nowadays. However, the fight against obesity is still far from being overcome and it seems unquestionable the role of nutrition in that. Children spend a huge part of their days in school, where they have the chance to eat several meals. Furthermore, the school allows to include other groups, like parents, teachers, school employees and even the local community. It allows to reach all the socioeconomic groups, making it a good place for nutrition education interventions.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Objectives:&nbsp;This review aims to answer to the following questions: (I) Which factors should be taken into account when planning an effective intervention for this group age? (II) Which are the most effective measures? (III) What has been done in Portugal to change the eating behavior in children? (IV) What more can be done for better results?</p>     <p>Methodology:&nbsp;A narrative review was carried out to gather scientific papers, documents of national and international organizations that work in the field, academic thesis and the own previous experience of the authors.</p>     <p>Discussion/Conclusions:&nbsp;The success of nutrition education interventions is supported by the existing bibliography but the results are still not enough to reverse the situation of obesity and unhealthy eating habits such as low consumption of fruit and vegetables. The inclusion of new forms of intervention such as the inclusion of parents, teachers and school staff, school gardens, cooking lessons, the use of well-known characters in food and use appealing packaging to promote healthy foods seems to be important to improve the results of nutrition education projects.</p>     <p><strong>KEYWORDS</strong></p>     <p>Behaviours, Nutrition education, School, Childhood, Obesity</p>     <p>&nbsp;</p>  <hr>     <p>&nbsp;</p>     <p><strong>INTRODU&Ccedil;&Atilde;O</strong></p>     <p>Atualmente, a import&acirc;ncia de uma alimenta&ccedil;&atilde;o saud&aacute;vel (AS) e cuidada na inf&acirc;ncia, assim como a problem&aacute;tica da obesidade, s&atilde;o temas muito estudados e discutidos. Dados do&nbsp;Childhood Obesity Surveillance Initiative&nbsp;(COSI), relativos a Portugal, mostram uma descida da obesidade e pr&eacute;-obesidade em crian&ccedil;as do primeiro ciclo do ensino b&aacute;sico, com idades compreendidas entre os 6 e os 8 anos, entre 2008 e 2016, uma vez que em 2008 (1), 37,9% das crian&ccedil;as apresentava excesso de peso e 15,3% obesidade, em 2010 (2), 35,6% das crian&ccedil;as apresentava excesso de peso e 14,6% obesidade, em 2013 (3), 31,6% apresentava excesso de peso e 13,9% obesidade e em 2016 (4), 30,7% das crian&ccedil;as apresentaram excesso de peso e 11,7% obesidade. Apesar da descida, os valores ainda s&atilde;o elevados nesta faixa et&aacute;ria. Num outro estudo conduzido recentemente, o Inqu&eacute;rito Alimentar Nacional e de Atividade F&iacute;sica (IAN-AF 2015-2016) (5), 17,3% das crian&ccedil;as com menos de 10 anos de idade apresentaram excesso de peso e 7,7% obesidade. Apesar das diferen&ccedil;as observadas nos dois estudos, as amostras n&atilde;o s&atilde;o sobrepon&iacute;veis em termos de faixa et&aacute;ria, incluindo este &uacute;ltimo todas as crian&ccedil;as at&eacute; aos 10 anos, o que justificar&aacute; grandemente estes resultados (uma vez que a preval&ecirc;ncia de obesidade &eacute; crescente ao logo dos primeiros anos de vida).</p>     <p>S&atilde;o muitos os fatores que podem influenciar os comportamentos alimentares: fatores individuais (biol&oacute;gicos, cognitivos, cultura e religi&atilde;o); influ&ecirc;ncias da fam&iacute;lia e amigos; fatores ambientais, onde inclu&iacute;mos a escola e a comunidade em que estamos inseridos (6, 7). Apesar de nem todos os fatores que influenciam o comportamento alimentar serem modific&aacute;veis, o ambiente e as experi&ecirc;ncias com alimentos t&ecirc;m sido consistentemente demonstrados como centrais no desenvolvimento do comportamento alimentar das crian&ccedil;as (8).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Para a&nbsp;Food and Agriculture Organization&nbsp;(FAO), educa&ccedil;&atilde;o alimentar (EA) consiste numa variedade de estrat&eacute;gias educacionais que podem ser implementadas em diferentes n&iacute;veis, com o objetivo de ajudar os indiv&iacute;duos a melhorar as suas escolhas e comportamentos alimentares com dura&ccedil;&atilde;o para toda a vida (7). N&atilde;o existe um processo r&aacute;pido para a educa&ccedil;&atilde;o de qualidade, no entanto, os programas de EA focados em modificar comportamentos parecem ser eficazes para melhorar a qualidade de vida das crian&ccedil;as (9). Apesar de ser um grande desafio estabelecer boas pr&aacute;ticas alimentares em crian&ccedil;as, esta parece ser a melhor oportunidade para incluir alimentos considerados saud&aacute;veis no dia-a-dia uma vez que os seus h&aacute;bitos est&atilde;o a ser desenvolvidos. Os conhecimentos, os comportamentos e as cren&ccedil;as criadas numa fase precoce da vida tendem a persistir na vida adulta, pelo que a idade escolar &eacute; um marco importante na estrutura&ccedil;&atilde;o e cria&ccedil;&atilde;o de h&aacute;bitos (10). As crian&ccedil;as passam uma grande parte do seu tempo na escola, sendo esta um bom local para interven&ccedil;&otilde;es de EA, cuja comunidade &eacute; composta por alunos, professores, pais/encarregados de educa&ccedil;&atilde;o (EE) e assistentes operacionais. Acresce que a interven&ccedil;&atilde;o na escola permite abranger um grande n&uacute;mero de crian&ccedil;as num curto espa&ccedil;o de tempo, conseguindo-se englobar as crian&ccedil;as, e as suas fam&iacute;lias, de todos os estratos socioecon&oacute;micos (10, 11).</p>     <p>Apesar de toda a aten&ccedil;&atilde;o dada ao comportamento alimentar das crian&ccedil;as e, principalmente, &agrave;s formas de o alterar numa dire&ccedil;&atilde;o desej&aacute;vel e de tudo o que tem sido feito nesse sentido, a preval&ecirc;ncia de excesso de peso e obesidade infantil mant&eacute;m-se preocupante. Assim, esta revis&atilde;o tem como objetivos responder &agrave;s seguintes quest&otilde;es: (I) Quais os fatores a ter em conta no planeamento de interven&ccedil;&otilde;es eficazes para esta faixa et&aacute;ria? (II) Quais as medidas mais efetivas? (III) O que tem sido feito em Portugal para alterar o comportamento alimentar das crian&ccedil;as? e (IV) O que ainda pode ser feito para obter melhores resultados?</p>      <p><strong>Vantagens de uma interven&ccedil;&atilde;o alimentar nos primeiros anos de vida</strong></p>     <p>Atualmente, &eacute; prestada uma grande aten&ccedil;&atilde;o ao comportamento alimentar das crian&ccedil;as e principalmente em como alter&aacute;-lo, em grande parte devido &agrave;s elevadas taxas de obesidade infantil e &agrave;s consequ&ecirc;ncias que podem advir (8).</p>     <p>Uma das justifica&ccedil;&otilde;es mais fortes para a EA com crian&ccedil;as reside no facto de existirem evid&ecirc;ncias de que uma AS aliada a um estilo de vida saud&aacute;vel &eacute; essencial para: (I) crescimento e desenvolvimento, (II) sa&uacute;de e bem-estar, (III) preven&ccedil;&atilde;o de d&eacute;fices em nutrientes importantes, bem como (IV) preven&ccedil;&atilde;o do aparecimento de doen&ccedil;as cr&oacute;nicas na vida adulta. Para al&eacute;m disso, uma dieta pobre ou incorreta, principalmente quando aliada &agrave; inatividade f&iacute;sica de onde resulte um desequil&iacute;brio energ&eacute;tico, &eacute; o fator mais importante para o aparecimento da obesidade (12-15). Outra justifica&ccedil;&atilde;o &eacute; que, apesar de crian&ccedil;as em idade pr&eacute;-escolar e escolar j&aacute; estarem expostas a tem&aacute;ticas sobre alimenta&ccedil;&atilde;o, necessitam de aumentar as suas compet&ecirc;ncias, como consumidores informados, para que estejam aptas a escolher os seus pr&oacute;prios alimentos numa sociedade onde existe uma grande variedade de alimentos dispon&iacute;veis e de f&aacute;cil acesso, para que n&atilde;o se deixem influenciar pelas a&ccedil;&otilde;es das pessoas que as rodeiam e pela press&atilde;o da publicidade que as envolve diariamente (11, 16-18).</p>     <p>&Eacute; na inf&acirc;ncia que as prefer&ecirc;ncias alimentares s&atilde;o mais f&aacute;ceis de moldar e, portanto, &eacute; nesta etapa que ocorre o seu maior desenvolvimento. O comportamento alimentar das crian&ccedil;as &eacute; fundamentalmente marcado pelos alimentos que lhes est&atilde;o dispon&iacute;veis e acess&iacute;veis (8). Estudos experimentais sugerem que as tend&ecirc;ncias neof&oacute;bicas (medo da novidade) podem ser reduzidas nesta fase e que as prefer&ecirc;ncias por novos alimentos podem ser aumentadas quando as crian&ccedil;as s&atilde;o expostas repetidamente a esses alimentos e a forma como a comida &eacute; apresentada &agrave;s crian&ccedil;as tamb&eacute;m &eacute; crucial para moldar o seu comportamento e prefer&ecirc;ncias alimentares (19).</p>     <p>As crian&ccedil;as v&atilde;o adquirindo conhecimentos e h&aacute;bitos, assimilando conceitos, pelo que os primeiros anos de vida s&atilde;o ideais para fornecer informa&ccedil;&atilde;o sobre AS e promover atitudes positivas face aos alimentos saud&aacute;veis (20).</p>      <p><strong>Impacto da educa&ccedil;&atilde;o alimentar nas crian&ccedil;as em meio escolar</strong></p>     <p>As escolas e outros locais de educa&ccedil;&atilde;o h&aacute; muito que s&atilde;o considerados os principais locais para realizar EA (21). Numa escola, &eacute; poss&iacute;vel atingir um vasto segmento da popula&ccedil;&atilde;o, desde os mais jovens at&eacute; &agrave;s suas fam&iacute;lias, passando por professores, funcion&aacute;rios e outros membros da comunidade (22).</p>     <p>Para a Dire&ccedil;&atilde;o-Geral da Sa&uacute;de, uma Escola Promotora de Sa&uacute;de (EPS) &eacute; &ldquo;um espa&ccedil;o organizado em termos humanos e t&eacute;cnicos, empenhado em proporcionar a aquisi&ccedil;&atilde;o de compet&ecirc;ncias pessoais e sociais que permitam aos indiv&iacute;duos e aos grupos melhorar a gest&atilde;o da sua sa&uacute;de e agir sobre fatores que a influenciam&rdquo; (23). Segundo a&nbsp;School for Health in Europe&nbsp;(SHE) uma EPS &eacute; uma &ldquo;escola que implementa planos estruturados e sistematizados para a promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de (PS) e do bem-estar, o desenvolvimento do capital social dos alunos, pessoal docente e n&atilde;o docente&rdquo; (24). A sa&uacute;de &eacute; alcan&ccedil;ada atrav&eacute;s da intera&ccedil;&atilde;o entre as pessoas e o seu meio ambiente. Por esse motivo, a PS inclui tanto o comportamento individual como o meio em que as pessoas est&atilde;o inseridas e as suas condi&ccedil;&otilde;es de vida. Estas referem-se &agrave; forma como a sociedade exerce impacto sobre a sua vida (25, 26).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Interven&ccedil;&otilde;es de EA na escola s&atilde;o importantes uma vez que chegam &agrave;s crian&ccedil;as num local onde estas j&aacute; est&atilde;o dispostas a aprender. Al&eacute;m disso, a maioria das crian&ccedil;as faz duas refei&ccedil;&otilde;es por dia na escola, podendo conciliar a pr&aacute;tica com a aprendizagem (27).</p>     <p>Acresce que interven&ccedil;&otilde;es para a sa&uacute;de t&ecirc;m um custo mais reduzido quando realizadas nas escolas (9).</p>     <p>Existem v&aacute;rios estudos que demonstram que as interven&ccedil;&otilde;es de EA nas escolas n&atilde;o t&ecirc;m sido suficientes para contrariar os maus h&aacute;bitos alimentares, como o baixo consumo de fruta e produtos hort&iacute;colas (F &amp; PH) (28, 29) mas &eacute; de real&ccedil;ar que as diferen&ccedil;as metodol&oacute;gicas e a grande heterogeneidade entre os estudos tornam a sua compara&ccedil;&atilde;o dif&iacute;cil, tornando complicado chegar a conclus&otilde;es firmes (30, 31). Avalia&ccedil;&otilde;es existentes sugerem que todas as a&ccedil;&otilde;es implementadas t&ecirc;m potencial para serem eficientes, mas que o desenho e o contexto podem ter um impacto significativo na efetividade da a&ccedil;&atilde;o. Um bom exemplo &eacute; dado por uma revis&atilde;o sistem&aacute;tica que mostra que os estudos de interven&ccedil;&atilde;o para diminui&ccedil;&atilde;o do consumo de bebidas a&ccedil;ucaradas focados em crian&ccedil;as e adolescentes, n&atilde;o est&atilde;o a fornecer informa&ccedil;&atilde;o suficiente para determinar as melhores pr&aacute;ticas para investigadores na &aacute;rea da nutri&ccedil;&atilde;o nem para profissionais de sa&uacute;de ou para que sejam tomadas medidas pol&iacute;ticas ou ambientais (31). Isto levanta quest&otilde;es sobre o que leva as a&ccedil;&otilde;es a funcionar: (I) como, quando e porqu&ecirc; devem ser realizadas essas a&ccedil;&otilde;es? (II) Quais s&atilde;o as caracter&iacute;sticas e contextos que fazem das a&ccedil;&otilde;es nas escolas um sucesso? (III) Quais s&atilde;o as raz&otilde;es que levam ao fracasso? (32)</p>      <p><strong>Planeamento de um projeto de educa&ccedil;&atilde;o alimentar</strong></p>     <p>Existem v&aacute;rias defini&ccedil;&otilde;es para EA, mas uma das mais utilizadas define-a como sendo qualquer combina&ccedil;&atilde;o de estrat&eacute;gias educacionais, acompanhadas por mudan&ccedil;as ambientais que lhes sirvam de suporte, desenhadas para facilitar voluntariamente a ado&ccedil;&atilde;o de escolhas de alimentos ou outras escolhas relacionadas com a nutri&ccedil;&atilde;o, que conduzam &agrave; sa&uacute;de e bem-estar (6).</p>     <p>A EA deve implementar atividades onde se mobilizem emo&ccedil;&otilde;es de forma a criar uma motiva&ccedil;&atilde;o positiva que, por sua vez, potencie mudan&ccedil;as comportamentais volunt&aacute;rias conducentes a uma pr&aacute;tica alimentar mais saud&aacute;vel. O sucesso de uma interven&ccedil;&atilde;o deste g&eacute;nero est&aacute; tamb&eacute;m dependente da dura&ccedil;&atilde;o e parece ser mais eficaz quando &eacute; feita uma interven&ccedil;&atilde;o multidimensional, incluindo sala de aula, refeit&oacute;rio, recreio, casa, entre outros (12, 33, 34).</p>     <p>Quando as atividades requerem uma participa&ccedil;&atilde;o ativa &eacute; quando parece haver melhores resultados uma vez que os alunos interiorizam os factos, n&atilde;o atrav&eacute;s do discurso de algu&eacute;m - m&eacute;todos de dissemina&ccedil;&atilde;o da informa&ccedil;&atilde;o e aprendizagem de conhecimentos, mas atrav&eacute;s da an&aacute;lise que eles pr&oacute;prios fizeram das atividades nas quais estiveram inseridos e das quais retiraram as suas conclus&otilde;es (33).</p>     <p>V&aacute;rias an&aacute;lises demonstram que as a&ccedil;&otilde;es de EA n&atilde;o t&ecirc;m resultados mais positivos porque, apesar do p&uacute;blico-alvo compreender os benef&iacute;cios das mudan&ccedil;as e estar disposto a alcan&ccedil;&aacute;-las, o ambiente em que est&aacute; inserido apresenta barreiras elevadas que n&atilde;o lhe permite atingir essa mudan&ccedil;a (6). Estas barreiras podem ser a pouca disponibilidade de alimentos saud&aacute;veis ou a sua disponibilidade a pre&ccedil;os muito elevados ou at&eacute; a demasiada exposi&ccedil;&atilde;o a alimentos ricos em a&ccedil;&uacute;car, sal e/ou gordura saturada, mais apelativos e muitas vezes a pre&ccedil;os mais acess&iacute;veis (22).</p>     <p>Terminada a fase de diagn&oacute;stico e tra&ccedil;ados os objetivos &eacute; necess&aacute;rio planificar e preparar as a&ccedil;&otilde;es: concretizar quais os objetivos de cada interven&ccedil;&atilde;o e tra&ccedil;ar os melhores m&eacute;todos e t&eacute;cnicas para os atingir (25). As atividades devem ter em considera&ccedil;&atilde;o o desenvolvimento intelectual dos alunos, mas tamb&eacute;m as suas cren&ccedil;as, costumes, realidade social e devem ser culturalmente relevantes (10).</p>     <p>Quando os m&eacute;todos utilizados envolvem modela&ccedil;&atilde;o de atitudes, autoaprendizagem, resolu&ccedil;&atilde;o de problemas, testes de sabor, discuss&otilde;es de turma, manuten&ccedil;&atilde;o de registos alimentares, simula&ccedil;&otilde;es de &ldquo;ida &agrave;s compras&rdquo;, interpreta&ccedil;&atilde;o de r&oacute;tulos, constru&ccedil;&atilde;o de lanches ou refei&ccedil;&otilde;es saud&aacute;veis, utiliza&ccedil;&atilde;o de novas tecnologias, jogos e question&aacute;rios, entre outras atividades pr&aacute;ticas e visuais, levam a resultados positivos e existe impacto positivo do programa nas crian&ccedil;as (35, 36).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Al&eacute;m das t&eacute;cnicas e m&eacute;todos utilizados, &eacute; necess&aacute;rio refor&ccedil;ar que, para haver impacto nas crian&ccedil;as, s&atilde;o necess&aacute;rios pelo menos seis meses de interven&ccedil;&atilde;o para que os resultados sejam vis&iacute;veis, mas tamb&eacute;m &eacute; necess&aacute;ria maior investiga&ccedil;&atilde;o nesta &aacute;rea para se perceber realmente qual o tempo necess&aacute;rio para maximizar os efeitos da interven&ccedil;&atilde;o, acreditando-se que interven&ccedil;&otilde;es com dura&ccedil;&atilde;o superior a seis meses sejam mais eficazes para consolidar os h&aacute;bitos saud&aacute;veis (21, 35).</p>     <p>Para al&eacute;m da dura&ccedil;&atilde;o, tamb&eacute;m a intensidade deve ser tida em conta, sendo que a&ccedil;&otilde;es espor&aacute;dicas n&atilde;o t&ecirc;m resultados t&atilde;o consistentes como a&ccedil;&otilde;es mais regulares. No entanto, muitos estudos n&atilde;o relatam a dura&ccedil;&atilde;o nem a intensidade das interven&ccedil;&otilde;es sendo mais dif&iacute;cil retirar conclus&otilde;es fidedignas (37).</p>     <p>No planeamento do projeto &eacute; necess&aacute;rio incluir a monitoriza&ccedil;&atilde;o e avalia&ccedil;&atilde;o desde o in&iacute;cio, n&atilde;o s&oacute; para medir os resultados obtidos ao longo do tempo, mas tamb&eacute;m para que possam ser feitos ajustes que permitam progredir no sentido de aumentar o sucesso do projeto e chegar mais perto dos objetivos propostos (38).</p>      <p><strong>Papel dos pais numa interven&ccedil;&atilde;o de educa&ccedil;&atilde;o alimentar</strong></p>     <p>Tendo em conta que a maioria das crian&ccedil;as cresce num ambiente familiar, n&atilde;o surpreende que seja a fam&iacute;lia quem tem uma influ&ecirc;ncia predominante nos seus h&aacute;bitos alimentares (10, 17). Os pais e/ou EE t&ecirc;m um papel fulcral na EA dos seus filhos uma vez que lhes compete transmitir conhecimentos que resultam numa posterior modela&ccedil;&atilde;o dos seus comportamentos, para al&eacute;m de que o ambiente familiar, assim como os alimentos que est&atilde;o dispon&iacute;veis em casa, tamb&eacute;m exercem uma influ&ecirc;ncia marcada nos h&aacute;bitos das crian&ccedil;as (8, 21, 39). Para al&eacute;m disso, as crian&ccedil;as tendem a imitar aquilo que observam das pessoas que as rodeiam. A alimenta&ccedil;&atilde;o dos pais tende, por este motivo, a encorajar ou n&atilde;o o consumo de certos alimentos por parte da crian&ccedil;a (40). A perce&ccedil;&atilde;o do comportamento alimentar dos pais parece ter influ&ecirc;ncia positiva no consumo destes alimentos. No entanto, se os pais insistirem com a crian&ccedil;a a fazer determinada a&ccedil;&atilde;o, por exemplo, comer determinado alimento ou restringir outro (press&atilde;o para comer e restri&ccedil;&atilde;o alimentar, respetivamente) ou utilizarem o efeito &ldquo;pr&eacute;mio&rdquo; mas eles pr&oacute;prios n&atilde;o tiverem cuidado com a sua alimenta&ccedil;&atilde;o, os efeitos n&atilde;o v&atilde;o ser positivos (8, 41).</p>     <p>Estudos apontam que a rela&ccedil;&atilde;o escola-fam&iacute;lia traz resultados mais positivos na alimenta&ccedil;&atilde;o das crian&ccedil;as quando os pais pertencem a um n&iacute;vel socioecon&oacute;mico mais elevado (39). Portanto, &eacute; necess&aacute;rio encontrar novas maneiras e formas de envolver todos os pais nos projetos de EA por ser uma mais-valia e at&eacute; mesmo determinante para o sucesso do programa de interven&ccedil;&atilde;o. Um dos problemas consiste no facto de haver, normalmente, pouca ades&atilde;o dos EE, sendo dif&iacute;cil lev&aacute;--los at&eacute; &agrave; escola. A comunica&ccedil;&atilde;o docente-EE e a rela&ccedil;&atilde;o estabelecida entre estes parecem ser fundamentais para que os EE se sintam mais pr&oacute;ximos e saibam como estabelecer essa rela&ccedil;&atilde;o e se sintam mais motivados para se envolverem com a escola. Convidar os EE a participar nas atividades, fazendo-o sentir-se bem-vindo, e convida-lo, atrav&eacute;s de trabalhos de casa onde seja necess&aacute;ria colabora&ccedil;&atilde;o parecem ser boas medidas para maior envolvimento dos EE e para fomentar a rela&ccedil;&atilde;o EE-docente. Um bom exemplo disto &eacute; o projeto &ldquo;Nutrici&ecirc;ncia: Jogar, Cozinhar e Aprender&rdquo;, desenvolvido pela Universidade do Porto, uma vez que desafia as fam&iacute;lias envolvidas a aprenderem sobre alimenta&ccedil;&atilde;o e nutri&ccedil;&atilde;o, atrav&eacute;s da realiza&ccedil;&atilde;o de jogos interativos numa rede social online e de um concurso televisivo de culin&aacute;ria, que visa premiar as receitas mais saud&aacute;veis dos participantes (42).</p>      <p><strong>Outros fatores a considerar numa interven&ccedil;&atilde;o de educa&ccedil;&atilde;o alimentar</strong></p>     <p>Existem v&aacute;rios outros fatores a ter em conta durante o desenvolvimento de um projeto de EA com o objetivo de diminuir mensagens amb&iacute;guas e/ou incoerentes. O que as crian&ccedil;as aprendem dentro da sala de aula sobre AS deve ser refor&ccedil;ado no exterior da sala, no refeit&oacute;rio, nos alimentos oferecidos durante atividades letivas, e tamb&eacute;m nas atitudes e a&ccedil;&otilde;es dos adultos presentes no meio escolar (14).</p>      <p><u>Ambiente escolar</u></p>     <p>Vendo os adultos a realizar uma a&ccedil;&atilde;o, as crian&ccedil;as tendem a copiar. Estudos mostram que os adultos que as crian&ccedil;as t&ecirc;m como modelos influenciam as suas escolhas, no entanto, a influ&ecirc;ncia &eacute; mais ou menos significativa conforme o modelo seja familiar, um docente ou um assistente operacional (8). Como tal, os professores que lecionam a alunos do ensino b&aacute;sico t&ecirc;m um potencial t&atilde;o grande de se tornarem modelos para os seus alunos como os seus familiares, pois tamb&eacute;m eles t&ecirc;m contacto di&aacute;rio com as crian&ccedil;as. Assim, os professores t&ecirc;m um papel fulcral na educa&ccedil;&atilde;o das crian&ccedil;as, podendo refor&ccedil;ar os conceitos de AS lecionados na sala de aula atrav&eacute;s das suas atitudes e promover o consumo de alimentos e bebidas saud&aacute;veis, sendo um modelo positivo para os seus alunos (43).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Tamb&eacute;m &eacute; importante trabalhar ao n&iacute;vel do ambiente escolar, para refor&ccedil;ar a motiva&ccedil;&atilde;o em alterar comportamentos. Alguns exemplos de atividades que podem ser feitas e com impacto comprovado s&atilde;o: oferta de alimentos e refei&ccedil;&otilde;es saud&aacute;veis e saborosos, hortas nas escolas e aulas de cozinha (10, 44), que incentivem a ado&ccedil;&atilde;o de uma alimenta&ccedil;&atilde;o mais saud&aacute;vel e equilibrada, mostrando que por ser saud&aacute;vel n&atilde;o significa que n&atilde;o tenha sabor.</p>     <p>As refei&ccedil;&otilde;es escolares est&atilde;o no centro das preocupa&ccedil;&otilde;es da Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial da Sa&uacute;de, que se prendem com a regulamenta&ccedil;&atilde;o e a orienta&ccedil;&atilde;o do tipo de ofertas alimentares. Estas medidas passam por restringir ou proibir alguns g&eacute;neros aliment&iacute;cios, elabora&ccedil;&atilde;o de guias sobre AS e recomenda&ccedil;&otilde;es nutricionais para as refei&ccedil;&otilde;es escolares, uma vez que as escolas, enquanto espa&ccedil;os educativos e promotores de sa&uacute;de, devem criar cen&aacute;rios valorizadores de uma alimenta&ccedil;&atilde;o saud&aacute;vel, atrav&eacute;s dos conte&uacute;dos curriculares mas tamb&eacute;m atrav&eacute;s da oferta alimentar (11, 45). Em Portugal, existe uma circular com as orienta&ccedil;&otilde;es sobre ementas e refeit&oacute;rios escolares (46) para que todas as crian&ccedil;as tenham acesso a refei&ccedil;&otilde;es nutricionalmente equilibradas, saud&aacute;veis e seguras, independentemente do estatuto socioecon&oacute;mico das suas fam&iacute;lias. A integra&ccedil;&atilde;o das escolas no Regime de Fruta Escolar (RFE) (47) tamb&eacute;m serve de incentivo a mudan&ccedil;as na alimenta&ccedil;&atilde;o uma vez que h&aacute; oferta de fruta ou produtos hort&iacute;colas, duas vezes por semana, e os professores s&atilde;o incentivados a desenvolver atividades com os seus alunos relacionadas com AS, despertando-lhes a curiosidade para a tem&aacute;tica e promovendo o consumo destes alimentos. Quanto &agrave; quantidade de fruta fresca distribu&iacute;da por esta iniciativa, verificaram--se oscila&ccedil;&otilde;es na oferta ao longo dos anos, sendo que no ano letivo 2015/2016 se atingiu a quantidade m&aacute;xima disponibilizada. No entanto, o relat&oacute;rio de avalia&ccedil;&atilde;o de 2011/2012 &ndash; 2015/2016 mostra que a ades&atilde;o ao RFE n&atilde;o atinge ainda cerca de metade dos alunos do 1.&ordm; ciclo do ensino b&aacute;sico. Um dos objetivos do RFE &eacute; a diminui&ccedil;&atilde;o da preval&ecirc;ncia de obesidade infantil. N&atilde;o se tratando somente de uma altera&ccedil;&atilde;o comportamental &ndash; o aumento do consumo de fruta &ndash; mas uma mudan&ccedil;a no padr&atilde;o de morbilidade, consequ&ecirc;ncia dessa altera&ccedil;&atilde;o comportamental, o cumprimento de tal objetivo s&oacute; poder&aacute; ser avaliado a m&eacute;dio/longo prazo. Este tipo de projetos de distribui&ccedil;&atilde;o gratuita de</p>     <p>F &amp; PH parece trazer efeitos positivos, predispondo a comunidade escolar &agrave; ado&ccedil;&atilde;o de medidas que potenciam o consumo destes alimentos. O sucesso deste programa est&aacute;, tamb&eacute;m, dependente da implementa&ccedil;&atilde;o das medidas de acompanhamento, as quais n&atilde;o s&atilde;o, at&eacute; &agrave; data, avaliadas (48).</p>     <p>Para al&eacute;m da F &amp; PH, tamb&eacute;m o regime de distribui&ccedil;&atilde;o de leite nas escolas, que consiste na distribui&ccedil;&atilde;o di&aacute;ria e gratuita de 20 cL de leite &agrave;s crian&ccedil;as ao longo de todo o ano letivo, &eacute; uma ajuda na EA das crian&ccedil;as, uma vez que proporciona leite e produtos l&aacute;cteos saud&aacute;veis &agrave;s crian&ccedil;as, contribuindo para o combate &agrave; obesidade (49). No entanto, o facto de ser com chocolate ainda traz alguma controv&eacute;rsia. Est&aacute;, tamb&eacute;m, dispon&iacute;vel leite simples, que seria uma op&ccedil;&atilde;o bem mais saud&aacute;vel. Assim, seria &uacute;til a exist&ecirc;ncia de promo&ccedil;&atilde;o do leite simples, junto das crian&ccedil;as, incentivando-as a escolher esta op&ccedil;&atilde;o para o seu lanche.</p>     <p>Os manuais escolares, por seu lado, tamb&eacute;m contribuem para a EA das crian&ccedil;as, uma vez que &eacute; atrav&eacute;s destes que estas aprendem uma grande parte da informa&ccedil;&atilde;o ao longo do ano letivo. Na escola, os alunos est&atilde;o predispostos para a aprendizagem, sendo que &eacute; prov&aacute;vel que confiem na informa&ccedil;&atilde;o que acompanha o seu manual escolar, pelo que estes desempenham um papel fulcral nos seus conhecimentos e, por conseguinte, nas suas atitudes. Assim, o facto de em alguns dos manuais escolares aparecer a Pir&acirc;mide Alimentar e de em muitas iniciativas de EA se falar na Roda dos Alimentos pode gerar confus&atilde;o nas crian&ccedil;as, pelo que seria de todo desej&aacute;vel haver uma uniformiza&ccedil;&atilde;o do guia alimentar utilizado. Admitimos que a Pir&acirc;mide Alimentar tinha a vantagem de fazer refer&ecirc;ncia a outros comportamentos salutog&eacute;nicos mas, atualmente, com a exist&ecirc;ncia da Roda dos Alimentos Mediterr&acirc;nica, essas informa&ccedil;&otilde;es adicionais tamb&eacute;m j&aacute; est&atilde;o contempladas.</p>      <p><u>Marketing</u></p>     <p>As crian&ccedil;as passam muito tempo a ver televis&atilde;o ou a navegar na internet, onde t&ecirc;m acesso a mensagens comerciais, muitas delas relacionadas com alimentos. O&nbsp;marketing&nbsp;tem como objetivos: 1) criar a necessidade, 2) fazer gostar, criando o desejo, 3) fazer agir, fomentando a procura e, finalmente, 4) fidelizar o consumidor. Desta forma, a publicidade e o&nbsp;marketing&nbsp;tornam as escolhas alimentares saud&aacute;veis mais dif&iacute;ceis, sobretudo para as crian&ccedil;as, uma vez que a maior parte da publicidade alimentar, promove produtos alimentares de baixo valor nutricional e elevada densidade energ&eacute;tica (18, 50). Empresas alimentares utilizam o nome e a imagem de personagens reconhecidas pelas crian&ccedil;as da televis&atilde;o ou personagens novas criadas especialmente para determinado produto alimentar, para que estas as reconhe&ccedil;am e se interessem pelo seu produto. Este tipo de&nbsp;marketing&nbsp;parece resultar e aumentar a venda desses produtos, influenciando as escolhas das crian&ccedil;as por esses alimentos (8). No entanto, as mesmas estrat&eacute;gias tamb&eacute;m podem ser utilizadas para levar as crian&ccedil;as e os seus familiares a adotar comportamentos saud&aacute;veis.</p>      <p><strong>AN&Aacute;LISE CR&Iacute;TICA E CONCLUS&Otilde;ES</strong></p>     <p>Estabelecer h&aacute;bitos alimentares saud&aacute;veis em crian&ccedil;as traz vantagens tanto a curto como a longo prazo, tendo em conta que s&atilde;o fundamentais para o seu crescimento sadio e para o seu bom desenvolvimento.</p>     <p>A escola parece ser um bom local para realizar interven&ccedil;&otilde;es de EA, uma vez que &eacute; um espa&ccedil;o onde as crian&ccedil;as passam grande parte do seu dia, podendo fazer at&eacute; tr&ecirc;s refei&ccedil;&otilde;es e onde &eacute; poss&iacute;vel abranger v&aacute;rios n&iacute;veis socioecon&oacute;micos. Para al&eacute;m disso, &eacute; um setting poss&iacute;vel de moldar, de forma a facilitar as melhores escolhas alimentares e onde as crian&ccedil;as j&aacute; est&atilde;o predispostas para aprender.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Assim, a dificuldade reside em implementar um projeto que envolva toda a comunidade escolar, que tenha em considera&ccedil;&atilde;o as necessidades das crian&ccedil;as, utilizando m&eacute;todos diversificados, sem excluir pontos fulcrais que possam constituir barreiras &agrave;s mudan&ccedil;as que queremos observar. &Eacute; fundamental perceber o que &eacute; que as crian&ccedil;as comem e porque &eacute; que o comem, o que influencia os seus comportamentos e o que pode ser modificado para que essa influ&ecirc;ncia seja alterada.</p>     <p>Em resumo, para a EA ter um impacto positivo &eacute; necess&aacute;rio que:</p> <ol>     <li>Seja relevante em termos pessoais para cada crian&ccedil;a, ou seja, que v&aacute; ao encontro dos seus interesses e necessidades;</li>     <li>Seja perfeitamente clara e consistente, com mensagens simples e claras, sem ambiguidade ou que possa suscitar d&uacute;vidas;</li>     <li>Tenha em considera&ccedil;&atilde;o o que o p&uacute;blico-alvo j&aacute; sabe e em que fase de mudan&ccedil;a se encontra;</li>     <li>Enfatize os benef&iacute;cios da mudan&ccedil;a e fa&ccedil;a com que as crian&ccedil;as queiram mudar;</li>     <li>Elimine as barreiras que possam contrariar a mudan&ccedil;a desejada;</li>     <li>Tenha em conta as v&aacute;rias componentes que podem influenciar os comportamentos do p&uacute;blico-alvo.</li>     </ol>     <p>Duas caracter&iacute;sticas de um programa de interven&ccedil;&atilde;o que t&ecirc;m necessariamente de ser tidas em conta durante o planeamento do mesmo s&atilde;o a intensidade e a dura&ccedil;&atilde;o do programa. Programas mais longos e com interven&ccedil;&otilde;es frequentes parecem ter maior sucesso do que dura&ccedil;&otilde;es mais curtas ou com atividades espa&ccedil;adas no tempo.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Esta revis&atilde;o sugere que ainda n&atilde;o h&aacute; evid&ecirc;ncia sobre todas as vari&aacute;veis a ter em conta para um projeto de educa&ccedil;&atilde;o alimentar mais eficaz. &Eacute;, tamb&eacute;m, poss&iacute;vel que as interven&ccedil;&otilde;es que funcionam num contexto (por ex. numa regi&atilde;o, num estrato socioecon&oacute;mico), n&atilde;o funcionem com outro. A inclus&atilde;o dos pais/EE, professores e auxiliares de a&ccedil;&atilde;o educativa parece influenciar as crian&ccedil;as, uma vez que estas tendem a imitar os adultos que as rodeiam e o comportamento dos adultos parece ter mais efeito do que somente os ensinamentos (8). No entanto, para resultados mais positivos, interven&ccedil;&otilde;es junto das crian&ccedil;as, onde estas surgem nas atividades, parece ser mais eficaz.</p>     <p>Em Portugal, j&aacute; em 2005 havia sido implementado o Programa Nacional de Combate &agrave; Obesidade, tendo dado lugar, mais tarde, &agrave; Plataforma Contra a Obesidade em 2007, por se considerar que a obesidade e o excesso de peso infantis s&atilde;o, de facto, problemas s&eacute;rios de sa&uacute;de p&uacute;blica no nosso pa&iacute;s (51). Em 2012, foi criado o Programa Nacional para a Promo&ccedil;&atilde;o da Alimenta&ccedil;&atilde;o Saud&aacute;vel (PNPAS), que tem como objetivo melhorar o estado de nutricional e promover a sa&uacute;de da popula&ccedil;&atilde;o atrav&eacute;s de um conjunto de a&ccedil;&otilde;es destinadas a garantir e incentivar a disponibilidade e o acesso a determinado tipo de alimentos, tendo sido a EA desde sempre a &aacute;rea que sofreu maior investimento (52). O PNPAS surgiu, ent&atilde;o, com a miss&atilde;o de incentivar a disponibilidade f&iacute;sica e econ&oacute;mica dos alimentos constituintes de um padr&atilde;o alimentar saud&aacute;vel e criar as condi&ccedil;&otilde;es para que a popula&ccedil;&atilde;o os consuma no &acirc;mbito da sua rotina alimentar di&aacute;ria (52, 53). No entanto, a&ccedil;&otilde;es de Sa&uacute;de P&uacute;blica em Portugal t&ecirc;m predominantemente sido focadas em EA, guidelines e legisla&ccedil;&atilde;o, principalmente focado no que diz respeito ao consumo de F &amp; PH e desencorajamento do consumo de produtos processados. Estudos mostram que a disponibilidade dos alimentos (por exemplo a oferta de F &amp; PH nas escolas como no RFE), e a forma como estes aparecem acess&iacute;veis &agrave;s crian&ccedil;as (por exemplo, fruta cortada ou descascada) e a repetida exposi&ccedil;&atilde;o a um determinado alimento pode contribuir para o aumento do seu consumo. Estudos, realizados nos Estados Unidos (8), mostram que aulas de cozinha e a realiza&ccedil;&atilde;o de hortas nas escolas parecem ter uma influ&ecirc;ncia positiva nas escolhas alimentares das crian&ccedil;as, nomeadamente no aumento do consumo de F &amp; PH, e na forma como se comportam em rela&ccedil;&atilde;o aos alimentos, embora n&atilde;o se saiba quais os efeitos a longo prazo. Tamb&eacute;m a utiliza&ccedil;&atilde;o de personagens de televis&atilde;o reconhecidas pelas crian&ccedil;as ou a cria&ccedil;&atilde;o de mascotes apelativas &agrave;s crian&ccedil;as e a sua utiliza&ccedil;&atilde;o nos alimentos que queremos lev&aacute;-las a consumir, assim como a utiliza&ccedil;&atilde;o de pacotes apelativos, pode influenciar positivamente as suas escolhas, no entanto, n&atilde;o existem estudos que analisem adequadamente este efeito. A imposi&ccedil;&atilde;o de legisla&ccedil;&atilde;o restrita no que respeita ao marketing e publicidade a alimentos dirigidos a crian&ccedil;as tamb&eacute;m &eacute; uma necessidade (18). Outra forma de as influenciar a aumentar o consumo de alimentos considerados saud&aacute;veis &eacute; oferecer-lhos de uma forma em que a sua palatabilidade esteja aumentada, sendo que, o tipo de prepara&ccedil;&atilde;o, a forma como os alimentos s&atilde;o servidos, e a possibilidade de escolher um alimento em detrimento de outro tamb&eacute;m parecem influenciar escolhas positivas por parte das crian&ccedil;as, embora sejam necess&aacute;rios mais estudos para se perceberem os efeitos a longo prazo (8). Estas podiam ser ideias a aplicar em Portugal para complemento das medidas j&aacute; tomadas, como forma de combater a obesidade e excesso de peso infantis. Para al&eacute;m disso, em Portugal, n&atilde;o existe grande cultura de registo dos projetos realizados neste &acirc;mbito, o que significa que cada nova interven&ccedil;&atilde;o ocorre isoladamente, o que n&atilde;o permite que haja melhorias face a interven&ccedil;&otilde;es j&aacute; existentes. Os diferentes desenhos de avalia&ccedil;&atilde;o e a heterogeneidade ao n&iacute;vel da popula&ccedil;&atilde;o-alvo tornam tamb&eacute;m dif&iacute;cil a sua compara&ccedil;&atilde;o direta entre os resultados desses programas e a informa&ccedil;&atilde;o disponibilizada &eacute; insuficiente, o que por si s&oacute; &eacute; um obst&aacute;culo &agrave; sua melhoria e poss&iacute;vel replica&ccedil;&atilde;o futura (30). Ser&aacute;, assim, importante, para al&eacute;m de novas formas de fazer chegar a informa&ccedil;&atilde;o ao p&uacute;blico-alvo, que projetos futuros forne&ccedil;am maior informa&ccedil;&atilde;o para que sejam mais f&aacute;ceis de replicar.</p>     <p>Portanto, um melhor planeamento da interven&ccedil;&atilde;o e que tenha em conta as necessidades do p&uacute;blico-alvo, aquilo em que acreditam e os conhecimentos que j&aacute; possuem, que ligue a teoria &agrave; pr&aacute;tica e que englobe avalia&ccedil;&atilde;o cont&iacute;nua dos resultados e, por conseguinte, melhorias cont&iacute;nuas, parece ser a chave para se conseguir um impacto positivo e duradouro nos h&aacute;bitos alimentares das crian&ccedil;as. O projeto MAPICO &ndash; Mapeamento e Divulga&ccedil;&atilde;o de Boas Pr&aacute;ticas em Projetos de Interven&ccedil;&atilde;o Comunit&aacute;ria na &Aacute;rea da Preven&ccedil;&atilde;o da Obesidade e na Diminui&ccedil;&atilde;o da Preval&ecirc;ncia da Pr&eacute;-obesidade e Obesidade Infantil em Portugal pretende colmatar esta lacuna (54).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><strong>REFER&Ecirc;NCIAS BIBLIOGR&Aacute;FICAS</strong></p> <ol>     <li>Rito AI, Paix&atilde;o E, Carvalho MA, Ramos C. Childhood Obesity Surveillance Initiative_COSI Portugal 2008. Lisboa: INSA, IP; 2010.</li>     <li>Rito AI, Paix&atilde;o E, Carvalho MA, Ramos C. Childhood Obesity Surveillance Initiative_COSI Portugal 2010. Lisboa: INSA, IP; 2012.</li>     <li>Rito AI, Gra&ccedil;a P. Childhood Obesity Surveillance Initiative_COSI Portugal 2013. Lisboa: INSA, IP; 2015.</li>     <li>Rito A, Sousa RCd, Mendes S, Gra&ccedil;a P. Childhood Obesity Surveillance Initiative_COSI Portugal 2016. Lisboa: INSA, IP; 2017.</li>     <li>Lopes C, Torres D, Oliveira A, Severo M, Alarc&atilde;o V, Guiomar S, et al. Inqu&eacute;rito Alimentar Nacional e de Atividade F&iacute;sica: IAN-AF 2015-2016. Porto: U. Porto; 2017.</li>     ]]></body>
<body><![CDATA[<li>Contento IR. Nutrition education: linking research, theory, and practice. Asia Pac J ClinNutr. 2008;17 Suppl 1:176-9.</li>     <li>Food and Agriculture Organization [website]. FAO; cop. 2016 [1 de setembro de 2016]. Available from: <a href="http://www.fao.org/nutrition/education/en/" target="_blank">http://www.fao.org/nutrition/education/en/</a>.</li>     <li>DeCosta P, Moller P, Frost MB, Olsen A. Changing children&rsquo;s eating behaviour - A review of experimental research. Appetite. 2017;113:327-57.</li>     <li>Jukes MCH, Drake LJ, Bundy DAP. School health, nutrition and education for all: levelling the playing field: CABI; 2007.</li>     <li>Silva CEB. Educa&ccedil;&atilde;o alimentar na escola: metodologias de abordagem nas escolas do ensino b&aacute;sico [Trabalho Acad&eacute;mico]. Porto: FCNAUP; 2003.</li>     <li>Nutrimento. Alimenta&ccedil;&atilde;o em meio escolar Programa Nacional para a promo&ccedil;&atilde;o da Alimenta&ccedil;&atilde;o Saud&aacute;vel: Dire&ccedil;&atilde;o-Geral da Sa&uacute;de; 2014 [18 de maio de 2018]. Available from: https://nutrimento.pt/alimentacao-escolar/alimentacao-em-meio-escolar/.</li>     <li>Briggs M, Safaii S, Beall DL. Position of the American Dietetic Association, Society for Nutrition Education, and American School Food Service Association - Nutrition services: An essential component of comprehensive school health programs. Journal of the Academy of Nutrition and Dietetics. 2003;103(4):505-14.</li>     <li>Ontario Society of Nutrition Professionals in Public Health School Nutrition Workgroup. 2004. Call to Action: Creating a Healthy School Nutrition Environment.</li>     <li>Dixey R, Heindl I, Loureiro I, P&eacute;rez-Rodrigo C, Snel J, Warnking P. Healthy eating for young people in Europe: A school-based nutrition education guide. International Planning Commitee (IPC); 1999.</li>     <li>Centers for Disease Control and Prevention. School Health Guidelines to Promote Healthy Eating and Physical Activity. MMWR; 2011.</li>     ]]></body>
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<body><![CDATA[<li>Whitehead M DG, Gilson L. Developing the policy response to inequities in Health: a global perspective. in: Challenging inequities in health care: from ethics to action. New York: Oxford University Press; 2001:309-322.</li>     <li>Blitstein JL, Cates SC, Hersey J, Montgomery D, Shelley M, Hradek C, et al. Adding a Social Marketing Campaign to a School-Based Nutrition Education Program Improves Children&rsquo;s Dietary Intake: A Quasi-Experimental Study. Journal of the Academy of Nutrition and Dietetics. 2016;116(8):1285-94.</li>     <li>Evans CE, Christian MS, Cleghorn CL, Greenwood DC, Cade JE. Systematic review and meta-analysis of school-based interventions to improve daily fruit and vegetable intake in children aged 5 to 12 y. The American journal of clinical nutrition. 2012;96(4):889-901.</li>     <li>Kipping RR, Howe LD, Jago R, Campbell R, Wells S, Chittleborough CR, et al. Effect of intervention aimed at increasing physical activity, reducing sedentary behaviour, and increasing fruit and vegetable consumption in children: Active for Life Year 5 (AFLY5) school based cluster randomised controlled trial. The BMJ. 2014;348:g3256.</li>     <li>Filipe J, Godinho CA, Gra&ccedil;a P. Interven&ccedil;&otilde;es comportamentais de preven&ccedil;&atilde;o da obesidade infantil: Estado da arte em Portugal. Psychology, Community&amp; Health. 2016;5(2):170.</li>     <li>Lane H, Porter K, Estabrooks P, Zoellner J. A Systematic Review to Assess Sugar-Sweetened Beverage Interventions for Children and Adolescents across the Socioecological Model. J Acad Nutr Diet. 2016;116(8):1295-307.e6.</li>     <li>Hawkes C. Promoting healthy diets through nutrition education and changes in the food environment: an international review of actions and their effectiveness. Rome: Nutrition Education and Consumer Awareness Group, Food and Agriculture Organization of the United Nations; 2013.</li>     <li>Costa RN. O trabalho de projeto como estrat&eacute;gia para a promo&ccedil;&atilde;o da educa&ccedil;&atilde;o alimentar. Nutr&iacute;cias. 2008(8):4-13.</li>     <li>Loureiro I. A import&acirc;ncia da educa&ccedil;&atilde;o alimentar: o papel das escolas promotoras de sa&uacute;de. Revista Portuguesa de Sa&uacute;de P&uacute;blica. 2004;22(2):43-55.</li>     <li>Reynolds KD, Franklin FA, Binkley D, Raczynski JM, Harrington KF, Kirk KA, et al. Increasing the fruit and vegetable consumption of fourth-graders: results from the high 5 project. Preventive medicine. 2000;30(4):309-19.</li>     ]]></body>
<body><![CDATA[<li>Rosi A, Scazzina F, Ingrosso L, Morandi A, Del Rio D, Sanna A. The &ldquo;5 a day&rdquo; game: a nutritional intervention utilising innovative methodologies with primary school children. Internationaljournaloffoodsciencesandnutrition. 2015;66(6):713-7.</li>     <li>Roseman MG, Riddell MC, Haynes JN. A content analysis of kindergarten-12th grade school-based nutrition interventions: taking advantage of past learning. Journalofnutritioneducationandbehavior. 2011;43(1):2-18.</li>     <li>McNulty J. Challenges and issues in nutrition education. Rome: Nutrition Educaton and Consumer Awareness Group, Food and Agriculture Organization of the United Nations; 2013.</li>     <li>Diallo FB, Potvin L, B&eacute;dard J, Larose F. Participation des parents &agrave; un programme d&rsquo;&eacute;ducation nutritionnel implant&eacute; en milieu scolaire et d&eacute;veloppement de comportements alimentaires des enfants. 2014. 2014;105(6):6.</li>     <li>Dovey TM, Staples PA, Gibson EL, Halford JC. Food neophobia and &lsquo;picky/fussy&rsquo; eating in children: a review. Appetite. 2008;50(2-3):181-93.</li>     <li>Aloia CR, Shockey TA, Nahar VK, Knight KB. Pertinence of the recent school-based nutrition interventions targeting fruit and vegetable consumption in the United States:a systematic review. HealthPromotionPerspectives. 2016;6(1):1-9.</li>     <li>Nutrici&ecirc;ncia [website]. 2015 [12 de dezembro de 2017]. Availablefrom:  <a href="https://nutriciencia.pt" target="_blank">https://nutriciencia.pt</a>.</li>     <li>Nutrition tools for schools: Are you a positive role model? Ontario: Hastings &amp; Prince Edward Counties Health Unit; 2007.</li>     <li>Au LE, Rosen NJ, Fenton K, Hecht K, Ritchie LD. Eating School Lunch Is Associated with Higher Diet Quality among Elementary School Students. J Acad Nutr Diet. 2016;116(11):1817-24.</li>     <li>Batista MIM. Educa&ccedil;&atilde;o alimentar em meio escolar - referencial para uma oferta alimentar saud&aacute;vel. Lisboa: Dire&ccedil;&atilde;o-Geral de Inova&ccedil;&atilde;o e de Desenvolvimento Curricular; 2006.</li>     ]]></body>
<body><![CDATA[<li>Minist&eacute;rio da Educa&ccedil;&atilde;o - Dire&ccedil;&atilde;o-Geral da Educa&ccedil;&atilde;o. (2018). Orienta&ccedil;&otilde;es sobre Ementas e Refeit&oacute;rios Escolares.</li>     <li>Governo de Portugal. (2015). Estrat&eacute;gia Nacional de janeiro de 2015. Regime de Frutas e Hort&iacute;colas nas Escolas.</li>     <li>Gra&ccedil;a P, Sousa SMd, Ferreira B, Apar&iacute;cio I, Greg&oacute;rio MJ. Regime de Fruta Escolar - Portugal: 2&ordm; relat&oacute;rio de avalia&ccedil;&atilde;o. Lisboa: Programa Nacional para a Promo&ccedil;&atilde;o da Alimenta&ccedil;&atilde;o Saud&aacute;vel: Dire&ccedil;&atilde;o-Geral da Sa&uacute;de; 2017.</li>     <li>Regulamento (Ce) n.&ordm; 657/2008 da Comiss&atilde;o de 10 de Julho de 2008 que estabelece as normas de execu&ccedil;&atilde;o do Regulamento (CE) n.o 1234/2007 do Conselho no que respeita &agrave; concess&atilde;o de uma ajuda comunit&aacute;ria para a distribui&ccedil;&atilde;o de leite e de determinados produtos l&aacute;cteos aos alunos, nos estabelecimentos de ensino.</li>     <li>Rodrigues T. Passe: Programa de Alimenta&ccedil;&atilde;o Saud&aacute;vel em Sa&uacute;de Escolar - Marketing Alimentar ou Influenciar Quem Come. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de; Administra&ccedil;&atilde;o Regional de Sa&uacute;de do Norte; 2009.</li>     <li>Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. Programa Nacional de Combate &agrave; Obesidade. 2005. Dispon&iacute;vel em:  <a href="http://www.dgs.pt" target="_blank">http://www.dgs.pt</a>.</li>     <li>Gra&ccedil;a P, Greg&oacute;rio MJ. Estrat&eacute;gia para a promo&ccedil;&atilde;o da alimenta&ccedil;&atilde;o saud&aacute;vel em Portugal. Lisboa: Dire&ccedil;&atilde;o-Geral da Sa&uacute;de; 2015.</li>     <li>Dire&ccedil;&atilde;o-Geral da Sa&uacute;de. Programa Nacional da Promo&ccedil;&atilde;o da Alimenta&ccedil;&atilde;o Saud&aacute;vel - Orienta&ccedil;&otilde;es Program&aacute;ticas. Lisboa; 2012.</li>     <li>Nutrimento. MAPICO &ndash; Participe no Mapeamento de Projetos Nacionais Programa Nacional para a promo&ccedil;&atilde;o da Alimenta&ccedil;&atilde;o Saud&aacute;vel: Dire&ccedil;&atilde;o-Geral da Sa&uacute;de; 2016 [28 de maio de 2018]. Available from: <a href="https://nutrimento.pt/noticias/mapico-participe-no-mapeamento-de-projetos-nacionais/" target="_blank">https://nutrimento.pt/noticias/mapico-participe-no-mapeamento-de-projetos-nacionais/</a>.</li>     </ol>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>  <b><a href="#topc0">Endere&#231;o para correspond&#234;ncia</a><a name="c0"></a></b>     <p>Beatriz Santos</p>     <p>Rua Professor Egas Moniz, n.&ordm; 5 - 4.&ordm; andar, 3700-111 S. Jo&atilde;o da Madeira, Portugal</p> <a href="mailto:beatriz-santos5@sapo.pt">beatriz-santos5@sapo.pt</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Recebido a 27 de setembro de 2017</p>     <p>Aceite a 3 de setembro de 2018</p>     <p>&nbsp;</p>      ]]></body><back>
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