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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Adesão ao padrão alimentar mediterrânico e estado nutricional dos doentes com enfarte agudo do miocárdio]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Adherence to the Mediterranean Diet and the nutritional state of the patients with acute myocardial infarction]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Introduction: Cardiovascular diseases are the main cause of death in Portugal. Various studies point the Mediterranean diet as the protector of the cardiovascular diseases. Objectives: Evaluate the adherence to the Mediterranean diet and characterize the nutritional state of a sample of patients hospitalized at Hospital Espírito Santo de Évora, E.P.E. who suffered acute myocardial infarction. Methodology: Transversal study. Sample from 42 patients with myocardial infarction admitted at Hospital Espírito Santo de Évora, E.P.E., between February and April of 2018. Data on education, weight, height and the waist circumference were collected. Regarding the adherence to the Mediterranean diet MedDietScore was applied. To characterize the food pattern the alimentation frequency quiz was applied. Results: The average age of men and women was 65,3 years old±10,2 and 70,5 years old±11,3, respectively. The body mass index of the sample had an average of 28,5 Kg/m2±4,6 (29,6 Kg/m2±5,4 in women and 28,03 Kg/m2±4,3 in men). From the 25 elderly, 64% were overweight and from the 17 adults, 76,5% were overweight as well. The waist circumference median on men was of 100,0 cm and on women was of 102,0 cm. A waist circumference >88 cm was found in 100% of women. In 44.8% of men was found a waist circumference >102 cm and in 24.1% was found a waist circumference >94 cm. Only 19.1% of those who were surveyed presented a high adherence to Mediterranean diet. The consumption of red meat was higher than the consumption of white meat or fish [64,3 (P25=17,13; P75=77,15) g/day vs. 31,7(P25=12,0; P75=68,6) g/day e 14,3(P25=6,9;P75=31,4) g/day]. Conclusions: The majority of the sample participants were overweight (69,0%), had a waist circumference indicative of cardiovascular diseases, and 80,9% did not present a high adherence to the Mediterranean diet.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Alimentação no Alentejo]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>ARTIGO ORIGINAL</b></p>     <p>     <p><b>Ades&atilde;o ao padr&atilde;o alimentar mediterr&acirc;nico e estado nutricional dos doentes com enfarte agudo do mioc&aacute;rdio</b></p>     <p><b>Adherence to the Mediterranean Diet and the nutritional state of the patients with acute myocardial infarction</b></p>     <p><b>Sandra Rosado<sup>1,2</sup>*; Gra&ccedil;a Raimundo<sup>2,3</sup>; Jos&eacute; Aguiar<sup>3</sup>; Ana Catarina Moreira<sup>2,4</sup></b></p>     <p><sup>1</sup>Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa, Av. Prof. Egas Moniz,1649-028, Lisboa, Portugal</p>     <p><sup>2</sup>Escola Superior de Tecnologia da Sa&uacute;de de Lisboa do Instituto Polit&eacute;cnico de Lisboa, Av. D. Jo&atilde;o II,1990-096, Lisboa, Portugal</p>     <p><sup>3</sup>Hospital Esp&iacute;rito Santo de &Eacute;vora E.P.E., Largo Senhor da Pobreza, 7000- 811, &Eacute;vora, Portugal</p>     <p><sup>4</sup>H&amp;TRC - Centro de Investiga&ccedil;&atilde;o em Sa&uacute;de e Tecnologia da Escola Superior de Tecnologia da Sa&uacute;de de Lisboa do Instituto Polit&eacute;cnico de Lisboa, Av. D. Jo&atilde;o II, 1990-096, Lisboa, Portugal</p> <a href="#c0">Endere&#231;o para correspond&#234;ncia</a><a name="topc0"></a></b></p>     <p>&nbsp;</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>RESUMO</b></p>     <p>Introdu&ccedil;&atilde;o: As doen&ccedil;as cardiovasculares s&atilde;o a principal causa de morte em Portugal. V&aacute;rios estudos referem o Padr&atilde;o Alimentar Mediterr&acirc;nico como protetor das doen&ccedil;as cardiovasculares.</p>     <p>Objetivos: Aferir a ades&atilde;o ao Padr&atilde;o Alimentar Mediterr&acirc;nico e caracterizar o estado nutricional de uma amostra de doentes internados no Hospital Esp&iacute;rito Santo de &Eacute;vora, E.P.E. que sofreram enfarte agudo do mioc&aacute;rdio.</p>     <p>Metodologia: Estudo transversal. Amostra composta por 42 doentes com enfarte agudo do mioc&aacute;rdio internados no Hospital Esp&iacute;rito Santo de &Eacute;vora, E.P.E., entre fevereiro e abril de 2018. Aferiu-se a escolaridade e mediu-se o peso, a altura e o per&iacute;metro abdominal. Para aferir a ades&atilde;o ao Padr&atilde;o Alimentar Mediterr&acirc;nico foi aplicado o MedDietScore e para caracterizar a alimenta&ccedil;&atilde;o foi aplicado um Question&aacute;rio de Frequ&ecirc;ncia Alimentar, previamente validado para a popula&ccedil;&atilde;o adulta portuguesa.</p>     <p>Resultados: A m&eacute;dia de idades dos homens e mulheres foi de 65,3 anos&plusmn;10,2 e de 70,5 anos&plusmn;11,3, respetivamente. O &iacute;ndice de massa corporal da amostra teve uma m&eacute;dia de 28,5 Kg/m2&plusmn;4,6 (no caso das mulheres de 29,6 Kg/m2&plusmn;5,4 e no caso dos homens de 28,0 Kg/m2&plusmn;4,3). Dos 25 idosos, 64% apresentou excesso de peso e dos 17 adultos, 76,5% apresentou excesso de peso. A mediana do per&iacute;metro abdominal dos homens foi de 100,0 cm e a mediana do per&iacute;metro abdominal das mulheres foi de 102,0 cm. Foi encontrado um per&iacute;metro abdominal &gt;88 cm em 100% das mulheres. Nos homens, 44,8% possu&iacute;a um per&iacute;metro abdominal &gt;102 cm e em 24,1% foi encontrado um per&iacute;metro abdominal &gt;94 cm. Apenas 19,1% dos inquiridos apresentaram uma ades&atilde;o elevada ao Padr&atilde;o Alimentar Mediterr&acirc;nico. O consumo de carne vermelha foi superior ao consumo de carne branca ou de peixe [64,3 (P25=17,13; P75=77,15) g/dia vs. 31,7(P25=12,0; P75=68,6) g/dia e 14,3(P25=6,9; P75=31,4) g/dia].</p>     <p>Conclus&otilde;es: A maioria da amostra apresentou excesso de peso (69,0%), possu&iacute;a um per&iacute;metro abdominal com risco de doen&ccedil;as cardiovasculares associado e 80,9% n&atilde;o apresentou uma elevada ades&atilde;o ao Padr&atilde;o Alimentar Mediterr&acirc;nico.</p>     <p><b>Palavras-Chave</b></p>     <p>Alimenta&ccedil;&atilde;o no Alentejo, Dieta mediterr&acirc;nica, Doen&ccedil;as cardiovasculares, Enfarte agudo do mioc&aacute;rdio</p>     <p>&nbsp;</p>  <hr>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>Introduction: Cardiovascular diseases are the main cause of death in Portugal. Various studies point the Mediterranean diet as the protector of the cardiovascular diseases.</p>     <p>Objectives: Evaluate the adherence to the Mediterranean diet and characterize the nutritional state of a sample of patients hospitalized at Hospital Esp&iacute;rito Santo de &Eacute;vora, E.P.E. who suffered acute myocardial infarction.</p>     <p>Methodology: Transversal study. Sample from 42 patients with myocardial infarction admitted at Hospital Esp&iacute;rito Santo de &Eacute;vora, E.P.E., between February and April of 2018. Data on education, weight, height and the waist circumference were collected. Regarding the adherence to the Mediterranean diet MedDietScore was applied. To characterize the food pattern the alimentation frequency quiz was applied.</p>     <p>Results: The average age of men and women was 65,3 years old&plusmn;10,2 and 70,5 years old&plusmn;11,3, respectively. The body mass index of the sample had an average of 28,5 Kg/m2&plusmn;4,6 (29,6 Kg/m2&plusmn;5,4 in women and 28,03 Kg/m2&plusmn;4,3 in men). From the 25 elderly, 64% were overweight and from the 17 adults, 76,5% were overweight as well. The waist circumference median on men was of 100,0 cm and on women was of 102,0 cm. A waist circumference &gt;88 cm was found in 100% of women. In 44.8% of men was found a waist circumference &gt;102 cm and in 24.1% was found a waist circumference &gt;94 cm. Only 19.1% of those who were surveyed presented a high adherence to Mediterranean diet. The consumption of red meat was higher than the consumption of white meat or fish [64,3 (P25=17,13; P75=77,15) g/day vs. 31,7(P25=12,0; P75=68,6) g/day e 14,3(P25=6,9;P75=31,4) g/day].</p>     <p>Conclusions: The majority of the sample participants were overweight (69,0%), had a waist circumference indicative of cardiovascular diseases, and 80,9% did not present a high adherence to the Mediterranean diet.</p>     <p><b>Keywords</b></p>     <p>Food in the Alentejo, Mediterranean diet, Cardiovascular diseases, Acute myocardial infarction</p>     <p>&nbsp;</p>  <hr>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>INTRODU&Ccedil;&Atilde;O</b></p>     <p>As doen&ccedil;as cardiovasculares (DCV) s&atilde;o a principal causa de morte na Europa e tamb&eacute;m em Portugal (1). Existem v&aacute;rios fatores de risco para as DCV, nomeadamente, o n&iacute;vel desadequado das lipoprote&iacute;nas, a presen&ccedil;a de hipertens&atilde;o arterial ou de diabetes mellitus, o excesso de peso, a inatividade f&iacute;sica e o tabagismo (2-5). O excesso de adiposidade afeta o cora&ccedil;&atilde;o, por v&aacute;rios motivos, entre os quais, o facto de estar associado a n&iacute;veis superiores de LDL-c e promover a inflama&ccedil;&atilde;o (2). O per&iacute;metro abdominal est&aacute; associado ao risco de DCV, ou seja, um per&iacute;metro abdominal acima de 80 cm nas mulheres e 94 cm nos homens associa-se a risco cardiovascular aumentado e um per&iacute;metro abdominal acima de 88 cm nas mulheres e 102 cm nos homens associa-se a risco cardiovascular muito aumentado (6). A European Heart Network, em 2017, refor&ccedil;ou que, o maior contribuinte para o desenvolvimento de DCV, &eacute; a alimenta&ccedil;&atilde;o incorreta (1). O Padr&atilde;o Alimentar Mediterr&acirc;nico (PAM) tem sido relacionado com a preven&ccedil;&atilde;o de DCV (7-9). Este baseia-se no consumo abundante produtos hort&iacute;colas, frutas, leguminosas, frutos oleaginosos, cereais pouco refinados e azeite; na ingest&atilde;o moderada de peixe, carne (limitando a carne vermelha ou processada &agrave; menor quantidade poss&iacute;vel), latic&iacute;nios, vinho tinto; e na ingest&atilde;o reduzida de ovos e doces (10, 11). Segundo o Inqu&eacute;rito Alimentar Nacional e de Atividade F&iacute;sica 2015-2016, a regi&atilde;o do Alentejo apresenta uma ades&atilde;o &agrave; dieta mediterr&acirc;nica na ordem dos 30,7% (a segunda maior do pa&iacute;s, ainda assim, uma percentagem pequena), assim torna-se pertinente caracterizar o padr&atilde;o alimentar dos doentes que sofreram enfarte agudo do mioc&aacute;rdio nesta regi&atilde;o e verificar se cumprem as diretrizes deste padr&atilde;o (12).</p>     <p><b>OBJETIVOS</b></p>     <p>O objetivo deste trabalho foi aferir a ades&atilde;o ao plano alimentar mediterr&acirc;nico e caracterizar o estado nutricional de uma amostra de doentes internados no Hospital Esp&iacute;rito Santo de &Eacute;vora, E.P.E. (HESE, E.P.E.) que sofreram enfarte agudo do mioc&aacute;rdio.</p>     <p><b>METODOLOGIA</b></p>     <p>Foi desenvolvido um estudo transversal no servi&ccedil;o de cardiologia do HESE, E.P.E.. Trata-se de uma amostra de conveni&ecirc;ncia em que, foram inclu&iacute;dos os doentes com enfarte agudo do mioc&aacute;rdio, internados no HESE, E.P.E., entre fevereiro e abril de 2018, com idade igual ou superior a 18 anos, conscientes, orientados e com capacidade de audi&ccedil;&atilde;o e de resposta. Embora a amostra n&atilde;o seja representativa do Alentejo, foi recolhida no hospital central da regi&atilde;o, o &uacute;nico do Alentejo com centro de hemodin&acirc;mica e com uma unidade de cuidados intensivos card&iacute;acos, como tal, recebe os doentes dos v&aacute;rios distritos do Alentejo.</p>     <p>O presente estudo foi desenvolvido em conformidade com as considera&ccedil;&otilde;es presentes na Declara&ccedil;&atilde;o de Hels&iacute;nquia e na Conven&ccedil;&atilde;o de Oviedo e aprovado pela Comiss&atilde;o de &Eacute;tica do Hospital Esp&iacute;rito Santo de &Eacute;vora E.P.E.. A recolha de dados foi realizada at&eacute; &agrave;s 96h ap&oacute;s o internamento do doente. Foi questionado o seu n&iacute;vel de escolaridade. Os par&acirc;metros antropom&eacute;tricos avaliados no estudo foram o peso, a altura e o per&iacute;metro abdominal. Os procedimentos de pesagem e medi&ccedil;&atilde;o de altura foram realizados de acordo com a Orienta&ccedil;&atilde;o n.&ordm; 017/2013 &ldquo;Procedimentos Antropom&eacute;tricos na Pessoa Adulta&rdquo;, da Dire&ccedil;&atilde;o-Geral da Sa&uacute;de (13). Para analisar o &Iacute;ndice de Massa Corporal (IMC) dos idosos da nossa amostra, foi utilizada a refer&ecirc;ncia de Lipschitz (16) e para analisar o IMC dos adultos da nossa amostra foram utilizadas as refer&ecirc;ncias da Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial da Sa&uacute;de (17). O per&iacute;metro abdominal foi medido com base no protocolo WHO STEPS, ou seja, com o doente em posi&ccedil;&atilde;o vertical, a medi&ccedil;&atilde;o foi realizada no ponto m&eacute;dio entre a margem inferior da &uacute;ltima costela flutuante e o topo da crista il&iacute;aca no final da expira&ccedil;&atilde;o (6). Foram realizadas duas medi&ccedil;&otilde;es e calculada a m&eacute;dia entre elas.</p>     <p>Para avaliar a ades&atilde;o ao PAM foi aplicado o MedDietScore, este contem 11 itens com quest&otilde;es sobre o consumo de alimentos/bebidas inclu&iacute;dos(as) no PAM, a pontua&ccedil;&atilde;o dos mesmos varia de zero a cinco, consoante a frequ&ecirc;ncia de ingest&atilde;o. Reflete uma baixa ades&atilde;o ao PAM, uma pontua&ccedil;&atilde;o inferior a 25; uma pontua&ccedil;&atilde;o entre 25 a 30 consiste numa ades&atilde;o moderada; e uma pontua&ccedil;&atilde;o superior a 30 indica uma ades&atilde;o elevada ao PAM (9).</p>     <p>Para avaliar a ingest&atilde;o alimentar dos doentes, foi aplicado um question&aacute;rio semi-quantitativo de frequ&ecirc;ncia alimentar (QFA), validado para a popula&ccedil;&atilde;o portuguesa (14, 15). O question&aacute;rio &eacute; composto por 86 itens de alimentos e bebidas, bem como, uma sec&ccedil;&atilde;o em que se assinala a frequ&ecirc;ncia de consumo, desde &ldquo;nunca ou &lt;1 vez por m&ecirc;s&rdquo; a &ldquo;6 ou mais vezes por dia&rdquo; (14, 15).</p>     <p>As perguntas, de ambos os question&aacute;rios, foram colocadas verbalmente ao utente pelo autor principal, que registou as frequ&ecirc;ncias de consumo.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Os dados foram analisados no software estat&iacute;stico IBM SPSS Statistics<sup>&reg;</sup>, v.23 para Windows, foram calculadas percentagens, m&eacute;dia&plusmn;desvio-padr&atilde;o, mediana, m&aacute;ximos e m&iacute;nimos.</p>     <p><b>RESULTADOS</b></p>     <p><b>Idade, g&eacute;nero e escolaridade</b></p>     <p>A amostra foi composta por 42 doentes (13 do g&eacute;nero feminino e 29 do g&eacute;nero masculino). A m&eacute;dia de idades dos participantes no total foi de 66,9 anos&plusmn;13,2 sendo de 65,3 anos&plusmn;10,2 no g&eacute;nero masculino e 70,5 anos&plusmn;11,3 no g&eacute;nero feminino. Na <a href ="/img/revistas/apn/n15/n15a05t1.jpg">Tabela 1</a>, encontram-se os dados sobre g&eacute;nero e escolaridade.</p>     
<p><b>Estado nutricional</b></p>     <p>A m&eacute;dia de peso dos participantes no total foi de 75,5 Kg&plusmn;12,2, sendo no g&eacute;nero masculino e no g&eacute;nero feminino, respetivamente, 78,2 Kg&plusmn;12,5 e 69,5 Kg&plusmn;14,4. O IMC da amostra teve uma m&eacute;dia de 28,5 Kg/m<sup>2</sup>&plusmn;4,6 (no caso das mulheres da amostra, o IMC foi de 29,6 Kg/m<sup>2</sup>&plusmn;5,4 e no caso dos homens foi de 28,0 Kg/m<sup>2</sup>&plusmn;4,3). Dos idosos inquiridos, 64% apresentavam excesso de peso (IMC&gt; 27,0 Kg/m<sup>2</sup>) (16). A n&iacute;vel dos inquiridos de idade adulta, o IMC traduziu-se em obesidade (IMC&gt; 30,0 Kg/m<sup>2</sup>) (17) em 29,4% dos adultos e em pr&eacute;-obesidade (IMC entre 25,0 Kg/m<sup>2</sup> e 29,9 Kg/m<sup>2</sup>) (17) em 47,1% dos adultos. A mediana do per&iacute;metro abdominal (PA) dos participantes do g&eacute;nero masculino foi de 100,0 (P25=92,7; P75=110,7) cm e a mediana do PA dos participantes do g&eacute;nero feminino foi de 102,0 (P25=94,9; P75=114,7) cm. Foi encontrado um PA&gt;88 cm em 100% das mulheres. Nos homens, em 44,8% foi encontrado um PA&gt;102 cm e em 24,1% foi encontrado um PA &gt;94 cm. Na <a href ="/img/revistas/apn/n15/n15a05t1.jpg">Tabela 1</a>, encontram-se os dados sobre o estado nutricional. Para facilitar a descri&ccedil;&atilde;o, agruparam-se os doentes das categorias obesidade e pr&eacute;-obesidade na classe excesso de peso.</p>     
<p><b>Padr&atilde;o alimentar</b></p>     <p>Na nossa amostra de doentes que sofreram enfarte agudo, ao aplicar-se o question&aacute;rio MedDietScore, concluiu-se que 26,2% dos participantes do estudo apresentaram uma baixa ades&atilde;o ao PAM e apenas 19,1% dos inquiridos apresentaram uma ades&atilde;o elevada ao mesmo. Verificaram-se diferen&ccedil;as na ades&atilde;o ao PAM quando comparados os dois g&eacute;neros, 23,8% dos homens demonstrou uma baixa ades&atilde;o ao PAM e 2,4% das mulheres referiu o mesmo (<a href ="/img/revistas/apn/n15/n15a05t1.jpg">Tabela 1</a>). Na <a href ="/img/revistas/apn/n15/n15a05t2.jpg">Tabela 2</a>, encontra-se o consumo di&aacute;rio de alguns alimentos, realizado pela amostra.</p>     
<p><b>DISCUSS&Atilde;O DOS RESULTADOS</b></p>     <p>Pela classifica&ccedil;&atilde;o do IMC, 69,0% da amostra apresentava excesso de peso (2). Estima-se que uma redu&ccedil;&atilde;o do IMC, na ordem da unidade, conduza por cada 1000 indiv&iacute;duos, a uma redu&ccedil;&atilde;o na incid&ecirc;ncia de 26 e 28 casos de doen&ccedil;as cr&oacute;nicas (mulheres e homens, respetivamente)(18). Tamb&eacute;m o PA se relaciona diretamente com as DCV (18-20). Estima-se que por cada cent&iacute;metro de PA acima do m&aacute;ximo aconselhado o risco de DCV aumente em 2% (21). Os valores de PA presentes neste estudo refor&ccedil;am esta liga&ccedil;&atilde;o, uma vez que, 100,0% das mulheres da amostra apresentavam um PA superior a 80 cm e 68,9% dos homens da amostra possu&iacute;am um PA superior a 94 cm.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Foi poss&iacute;vel verificar que, na amostra, o consumo de carne vermelha foi superior ao consumo de carne branca ou de peixe. V&aacute;rios estudos referem que a ingest&atilde;o de carne vermelha parece estar intimamente relacionada com as DCV (22), por outro lado, a ingest&atilde;o moderada e regular de peixe encontra-se associada &agrave; preven&ccedil;&atilde;o de DCV (4).</p>     <p>No Alentejo, a m&eacute;dia de consumo di&aacute;rio de hort&iacute;colas &eacute; de 157,2 g, valor superior ao da nossa amostra de doentes com EAM (12). No que diz respeito &agrave; fruta, o consumo por parte dos participantes deste estudo, foi superior ao que est&aacute; documentado ser a ingest&atilde;o na regi&atilde;o do Alentejo (12). Contudo, salienta-se que 33,33% da amostra n&atilde;o chegou a uma ingest&atilde;o de 400 g di&aacute;rias de frutas e hort&iacute;colas, quantidade recomendada pela Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial da Sa&uacute;de (12).</p>     <p>Relativamente ao consumo de azeite, na nossa amostra, a ingest&atilde;o m&eacute;dia foi de 36,3 g/dia&plusmn;24,1, ou seja, foi verificado que os participantes do estudo, ingeriam maior quantidade deste alimento do que a popula&ccedil;&atilde;o na regi&atilde;o (11,4 g/dia). Contudo, verificou-se tamb&eacute;m que, a ingest&atilde;o de &oacute;leos e gorduras, no geral, foi superior na nossa amostra (46,6 g/dia&plusmn;17,8) comparativamente com os dados da regi&atilde;o (21,9 g/dia) (12).</p>     <p>Na amostra de doentes com EAM, 19,1% dos inquiridos apresentou uma elevada ades&atilde;o ao PAM, valor inferior ao apresentado no Inqu&eacute;rito Alimentar Nacional e de Atividade F&iacute;sica de 2015-2016 relativamente &agrave; popula&ccedil;&atilde;o do Alentejo (12).</p>     <p>Segundo a mesma fonte, pode concluir-se que, a n&iacute;vel nacional cerca de 27,4% dos adultos e 43,7% dos idosos apresentam elevada ades&atilde;o ao PAM. Na nossa amostra de doentes com EAM concluiu-se que, apenas 17,7% dos adultos e 20,0% dos idosos apresentavam elevada ades&atilde;o ao padr&atilde;o alimentar referido.</p>     <p><b>CONCLUS&Otilde;ES</b></p>     <p>A maioria dos doentes da amostra com EAM apresentou excesso de peso (69,0%) e estudou at&eacute; ao ensino b&aacute;sico (78,6%). A m&eacute;dia do PA, em ambos os g&eacute;neros associou-se a risco cardiovascular, ou seja, nas mulheres foi &gt;80 cm e nos homens foi &gt;94 cm. Dos doentes com EAM, apenas 19,1% apresentaram uma ades&atilde;o elevada ao PAM. O consumo de carne vermelha foi superior ao consumo de carne branca ou de peixe [64,3 (P25=17,13; P75=77,15) g/dia vs. 31,7 (P25=12,0;P75=68,6) g/dia e 14,3 (P25=6,9;P75=31,4) g/dia]. Nesta amostra de doentes com EAM, verificou-se uma ingest&atilde;o de gorduras e &oacute;leos superior &agrave; existente na popula&ccedil;&atilde;o da regi&atilde;o do Alentejo. Este estudo &eacute; o primeiro a avaliar a ades&atilde;o ao PAM numa amostra de doentes que sofreram EAM na regi&atilde;o do Alentejo. Os nossos resultados detetam uma ades&atilde;o ao PAM inferior &agrave; da restante popula&ccedil;&atilde;o da regi&atilde;o, n&atilde;o sendo poss&iacute;vel estabelecer rela&ccedil;&otilde;es estatisticamente significativas entre a ades&atilde;o ao PAM e o EN, pelo que sugerimos a realiza&ccedil;&atilde;o de um estudo com amostra de maiores dimens&otilde;es.</p>     <p><b>AGRADECIMENTOS</b></p>     <p>O presente estudo &eacute; parte integrante da tese de Mestrado em Nutri&ccedil;&atilde;o Cl&iacute;nica de um dos autores (SR), orientado por ACM e coorientado por GR, organizado pela Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa em parceria com a Escola Superior de Tecnologia da Sa&uacute;de de Lisboa, Instituto Polit&eacute;cnico de Lisboa. Os autores agradecem ao Hospital Esp&iacute;rito Santo de &Eacute;vora, E.P.E., servi&ccedil;os de Cardiologia e de Nutri&ccedil;&atilde;o e Diet&eacute;tica. Um agradecimento muito especial aos doentes que participaram neste estudo.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>REFER&Ecirc;NCIAS BIBLIOGR&Aacute;FICAS</b></p> <ol>     <li>European heart network. Transforming European food and drink policies for cardiovascular health; 2017[cited 2018 20 Feb]. Available from: <a href="http://www.ehnheart.org/medias/news/1369-transforming-european-food-and-drink-policies.html" target="_blank">http://www.ehnheart.org/medias/news/1369-transforming-european-food-and-drink-policies.html</a>.</li>     <li>Mahan L, Escott-Stump S. Krause -Alimentos, Nutri&ccedil;&atilde;o e Dietoterapia. 12th ed. Elsevier; 2010.</li>     <li>Eckel N, Meidtner K, Kalle-Uhlmann T, Stefan N, Schulze MB. Metabolically healthy obesity and cardiovascular events: A systematic review and meta-analysis. Eur J Prev Cardiol. 2016; 23(9):956&ndash;66.</li>     <li>Benjamin EJ, Virani SS, Callaway CW, Chang AR, Cheng S, Chiuve SE, et al. Heart Disease and Stroke Statistics&mdash;2018 Update: A Report From the American Heart Association. Circulation. 2018; 137:e67-e492.</li>     <li>Mons U, M&uuml;ezzinler A, Gellert C, Sch&ouml;ttker B, Abnet CC, Bobak M, et al. Impact of smoking and smoking cessation on cardiovascular events and mortality among older adults: meta-analysis of individual participant data from prospective cohort studies of the CHANCES consortium. BMJ. 2015; 350:h1551.</li>     <li>WHO. Waist Circumference and Waist-Hip Ratio: Report of a WHO Expert Consultation. Geneva: WHO Library Cataloguing-in-Publication Data; 2008 [cited 2018 14 Apr]. Available from: <a href="https://bit.ly/2RYwbPw" target="_blank">https://bit.ly/2RYwbPw</a>.</li>     <li>Rees K, Hartley L, Flowers N, Clarke A, Hooper L, Thorogood M, et al. &ldquo;Mediterranean&rdquo; dietary pattern for the primary prevention of cardiovascular disease. Cochrane Database Syst Rev. 2013; 12;(8):CD009825.</li>     <li>Estruch R, Ros E, Salas-Salvad&oacute; J, Covas M-I, Corella D, Ar&oacute;s F, et al. Primary Prevention of Cardiovascular Disease with a Mediterranean Diet. N Engl J Med. 2013; 368(14):1279&ndash;90.</li>     <li>Panagiotakos DB, Pitsavos C, Arvaniti F, Stefanadis C. Adherence to the Mediterranean food pattern predicts the prevalence of hypertension, hypercholesterolemia, diabetes and obesity, among healthy adults; the accuracy of the MedDietScore. Prev Med. 2007; 44(4):335&ndash;40.</li>     ]]></body>
<body><![CDATA[<li>Panagiotakos D, Pitsavos C, Stefanadis C. Dietary patterns: a Mediterranean diet score and its relation to clinical and biological markers of cardiovascular disease risk. Nutr Metab Cardiovasc Dis. 2006; 16(8):559-68.</li>     <li>Willett W, Trichopoulou A, Drescher G. Mediterranean diet pyramid: a cultural model for healthy eating. Am J Clin Nutr. 1995; 61(6):1402S-1406S.</li>     <li>Carla Lopes, Duarte Torres, Andreia Oliveira, Milton Severo, Violeta Alarc&atilde;o, Sofia Guiomar, Jorge Mota, Pedro Teixeira, Sara Rodrigues, Liliane Lobato, V&acirc;nia Magalh&atilde;es, Daniela Correia, Catarina Carvalho, Andreia Pizarro, Adilson Marques, Sofia Vilela, Lu&iacute;sa Oliveira, Paulo Nicola, Sim&atilde;o Soares, Elisabete Ramos. Inqu&eacute;rito Alimentar Nacional e de Atividade F&iacute;sica, IAN-AF 2015-2016, Relat&oacute;rio de resultados. Porto; 2017.</li>     <li>DGS. Avalia&ccedil;&atilde;o Antropom&eacute;trica no Adulto. Orienta&ccedil;&atilde;o da Dire&ccedil;&atilde;o-Geral da Sa&uacute;de. 2013.</li>     <li>Lopes C. Reprodutibilidade e Valida&ccedil;&atilde;o de um question&aacute;rio semi-quantitativo de frequ&ecirc;ncia alimentar. In: Alimenta&ccedil;&atilde;o e enfarte agudo do mioc&aacute;rdio: um estudo caso- controlo de base populacional. Tese Doutoramento Univ do Porto. 2000;79&ndash;115.</li>     <li>Lopes C, Aro A, Azevedo A, Ramos E, Barros H. Intake and adipose tissue composition of fatty acids and risk of myocardial infarction in a male Portuguese community sample. J Am Diet Assoc. 2007;107:276-286.</li>     <li>Lipschitz D. Screening for nutritional status in the elderly. Prim Care. 1994; 21(1):55&ndash;67.</li>     <li>World Health Organization (WHO). Obesity: preventing and managing the global epidemic. WHO [Internet]. 2000 [cited 2018 Feb 1]. Available from: <a href="http://www.who.int/nutrition/publications/obesity/WHO_TRS_894/en/" target="_blank">http://www.who.int/nutrition/publications/obesity/WHO_TRS_894/en/</a>.</li>     <li>Chouraki V, Wagner A, Ferri&egrave;res J, Kee F, Bingham A, Haas B, et al. Smoking habits, waist circumference and coronary artery disease risk relationship: the PRIME study. Eur J Cardiovasc Prev Rehabil. 2008; 15(6):625&ndash;30.</li>     <li>Ness-Abramof R, Apovian CM. Waist Circumference Measurement in Clinical Practice. Nutr Clin Pract. 2008; 23(4):397&ndash;404.</li>     ]]></body>
<body><![CDATA[<li>Huxley R, Mendis S, Zheleznyakov E, Reddy S, Chan J. Body mass index, waist circumference and waist:hip ratio as predictors of cardiovascular risk&mdash;a review of the literature. Eur J Clin Nutr. 2010; 64(1):16&ndash;22.</li>     <li>de Koning L, Merchant AT, Pogue J, Anand SS. Waist circumference and waist-to- hip ratio as predictors of cardiovascular events: meta-regression analysis of prospective studies. Eur Heart J. 2007; 28(7):850&ndash;6.</li>     <li>Jakobsen MU, O&rsquo;Reilly EJ, Heitmann BL, Pereira MA, B&auml;lter K, Fraser GE, et al. Major types of dietary fat and risk of coronary heart disease: a pooled analysis of 11 cohort studies. Am J Clin Nutr. 2009; 89(5):1425&ndash;32.</li>     </ol>     <p>&nbsp;</p>     <p>  <b><a href="#topc0">Endere&#231;o para correspond&#234;ncia</a><a name="c0"></a></b>     <p>Sandra Rosado</p>     <p>Urbaniza&ccedil;&atilde;o Quinta Nova, lote 32,</p>     <p>7200-204, Reguengos de Monsaraz, Portugal</p> <a href="mailto:sandracmrosado@gmail.com">sandracmrosado@gmail.com</a></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Recebido a 18 de julho de 2018</p>     <p>Aceite a 17 de dezembro de 2018</p>     <p>&nbsp;</p>      ]]></body><back>
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