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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Portugal segue a tendência global - uma análise da evolução das disponibilidades alimentares e nutricionais e do produto interno bruto ao longo de quatro décadas]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Food is one of the determinants with the greatest impact on health. Recognition of this reality should lead to a definition of policies geared to specific health problems and to the adoption of intervention strategies that favor an integrated approach aimed at improving the health of the population, the quality of care provided and the efficiency in the use of resources. Data on food and nutritional availability from the Food Scales published by the Food and Agriculture Organization from 1974 to 2013 were used to carry out this work. Data on the gross domestic product were collected from the PORDATA. The analysis of the evolution of food and nutritional availability showed the existence of differences in the food and nutritional pattern of the Portuguese throughout the period under analysis. There was an increase in energy availability (427 kcal per capita) due to the increase in animal lipids and proteins derived essentially from the increased availability of meat and milk. It also verified that the improvement of the economic performance of the country was accompanied by the energy availability and the alteration of the nutritional structure.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>ARTIGO ORIGINAL</b></p>     <p>     <p><b>Portugal segue a tend&ecirc;ncia global &ndash; uma an&aacute;lise da evolu&ccedil;&atilde;o das disponibilidades alimentares e nutricionais e do produto interno bruto ao longo de quatro d&eacute;cadas</b></p>     <p><b>Portugal follows the global trend &ndash; an analysis of the evolution of food and nutritional availability and gross domestic product over four decades</b></p>     <p><b>Alexandra Bento<sup>1</sup>*; T&acirc;nia Cordeiro<sup>2</sup>; Carla Gon&ccedil;alves<sup>3</sup>; Maria Daniel Vaz de Almeida<sup>4,5 </sup></b></p>     <p></p>     <p><sup>1</sup>Escola Superior de Biotecnologia da Universidade Cat&oacute;lica Portuguesa, Rua Arquiteto Lob&atilde;o Vital, 4200-375 Porto, Portugal</p>     <p><sup>2</sup>Universidade Fernando Pessoa,Pra&ccedil;a de 9 de Abril, n.&ordm; 349, 4249-004 Porto, Portugal</p>     <p><sup>3</sup>Universidade de Tr&aacute;s-os-Montes e Alto Douro, Quinta de Prados, 5001-801 Vila Real, Portugal</p>     <p><sup>4</sup>Faculdade Ci&ecirc;ncias da Nutri&ccedil;&atilde;o e Alimenta&ccedil;&atilde;o da Universidade do Porto, Rua Dr. Roberto Frias, 4200-465 Porto, Portugal</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><sup>5</sup>GreenUPorto, Rua da Agr&aacute;ria, n.&ordm; 747, 4485-646 Vair&atilde;o, Portugal</p>     <p></p> <a href="#c0">Endere&#231;o para correspond&#234;ncia</a><a name="topc0"></a></b></p>     <p>&nbsp;</p>      <p><b>RESUMO</b></p>     <p>A alimenta&ccedil;&atilde;o &eacute; um dos determinantes com maior impacto na sa&uacute;de. O reconhecimento desta realidade deve conduzir a uma defini&ccedil;&atilde;o de pol&iacute;ticas orientadas para problemas de sa&uacute;de espec&iacute;ficos e &agrave; ado&ccedil;&atilde;o de estrat&eacute;gias de interven&ccedil;&atilde;o que privilegiem uma abordagem integrada e que visem melhorar a sa&uacute;de das popula&ccedil;&otilde;es, a qualidade dos cuidados prestados e a efici&ecirc;ncia na utiliza&ccedil;&atilde;o de recursos. Para a realiza&ccedil;&atilde;o deste trabalho utilizaram-se os dados relativos &agrave; disponibilidade alimentar e nutricional, provenientes das Balan&ccedil;as Alimentares publicadas pela Food and Agriculture Organization, de 1974 a 2013. No que respeita aos dados do produto interno bruto, foram retirados da base de dados do PORDATA. A an&aacute;lise da evolu&ccedil;&atilde;o da disponibilidade alimentar e nutricional mostrou a exist&ecirc;ncia de diferen&ccedil;as no padr&atilde;o alimentar e nutricional dos portugueses ao longo do per&iacute;odo em an&aacute;lise. Verificou-se um aumento da disponibilidade de energia (427 kcal per capita) devido ao aumento de l&iacute;pidos e prote&iacute;nas de origem animal derivado essencialmente do aumento da disponibilidade de carne e leite. Permitiu verificar ainda que a melhoria do desempenho econ&oacute;mico do pa&iacute;s foi acompanhado pela disponibilidade energ&eacute;tica e pela altera&ccedil;&atilde;o da estrutura nutricional.</p>     <p><b>Palavras-chave</b></p>     <p>Balan&ccedil;a alimentar, Disponibilidade alimentar, Disponibilidade nutricional, Produto interno bruto, Transi&ccedil;&atilde;o nutricional</p>     <p>&nbsp;</p>  <hr>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Food is one of the determinants with the greatest impact on health. Recognition of this reality should lead to a definition of policies geared to specific health problems and to the adoption of intervention strategies that favor an integrated approach aimed at improving the health of the population, the quality of care provided and the efficiency in the use of resources. Data on food and nutritional availability from the Food Scales published by the Food and Agriculture Organization from 1974 to 2013 were used to carry out this work. Data on the gross domestic product were collected from the PORDATA. The analysis of the evolution of food and nutritional availability showed the existence of differences in the food and nutritional pattern of the Portuguese throughout the period under analysis. There was an increase in energy availability (427 kcal per capita) due to the increase in animal lipids and proteins derived essentially from the increased availability of meat and milk. It also verified that the improvement of the economic performance of the country was accompanied by the energy availability and the alteration of the nutritional structure.</p>     <p><b>Keywords</b></p>     <p>Food balance, Food supply, Nutritional availability, Gross domestic product, Nutritional transition</p>     <p>&nbsp;</p>  <hr>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>INTRODU&Ccedil;&Atilde;O</b></p>     <p>Os dados para a vigil&acirc;ncia nutricional podem ser obtidos atrav&eacute;s da recolha direta, por inqu&eacute;ritos alimentares que avaliam a ingest&atilde;o alimentar de grupos populacionais, ou indiretamente, atrav&eacute;s das balan&ccedil;as alimentares (BA), que avaliam a disponibilidade alimentar de um pa&iacute;s num determinado per&iacute;odo de tempo, habitualmente um ano civil (1). As BA permitem estimar a disponibilidade anual de alimentos de um pa&iacute;s, mostrando estimativas sobre as quantidades e os grupos dos principais alimentos para consumo humano. Por conseguinte, neste trabalho os enunciados &ldquo;consumo de alimentos&rdquo; ou &ldquo;ingest&atilde;o alimentar&rdquo; devem entender-se como os alimentos dispon&iacute;veis para consumo, ou como &ldquo;consumo m&eacute;dio aparente&rdquo; (2).</p>     <p>A realiza&ccedil;&atilde;o de inqu&eacute;ritos alimentares de &acirc;mbito nacional &eacute; a abordagem mais adequada para se conhecer a adequa&ccedil;&atilde;o alimentar e nutricional da ingest&atilde;o das popula&ccedil;&otilde;es. No entanto, a complexidade do processo de avalia&ccedil;&atilde;o de amostras representativas da popula&ccedil;&atilde;o aumenta o respetivo custo, pelo que se recorre frequentemente a dados indiretos.</p>     <p>Foi em 1980 que se realizou pela primeira vez em Portugal um inqu&eacute;rito alimentar de &acirc;mbito nacional, tendo a informa&ccedil;&atilde;o sido obtida atrav&eacute;s de um registo alimentar de 24 h (3-5). Mais recentemente, em 2016, foi realizado o Inqu&eacute;rito Alimentar Nacional e de Atividade F&iacute;sica (6).</p>     <p>Na aus&ecirc;ncia de inqu&eacute;ritos alimentares frequentes, recorre-se a dados referentes &agrave; disponibilidade alimentar para se inferir consumos alimentares. Contudo, o consumo real de determinado alimento poder&aacute; diferir consideravelmente da sua disponibilidade alimentar, podendo haver sobrestima&ccedil;&atilde;o ou subestima&ccedil;&atilde;o dos dados. Isto verifica-se sobretudo em rela&ccedil;&atilde;o a alguns alimentos espec&iacute;ficos como hort&iacute;colas por exemplo, j&aacute; que as perdas ao longo da cadeia, bem como a produ&ccedil;&atilde;o familiar e o autoconsumo n&atilde;o s&atilde;o inclu&iacute;dos nas estat&iacute;sticas (7). Outra limita&ccedil;&atilde;o inerente &agrave; utiliza&ccedil;&atilde;o das BA para a caracteriza&ccedil;&atilde;o da situa&ccedil;&atilde;o alimentar de qualquer pa&iacute;s &eacute; n&atilde;o permitirem distin&ccedil;&otilde;es regionais, j&aacute; que se referem a dados nacionais, al&eacute;m de n&atilde;o distinguirem os diferentes grupos et&aacute;rios ou socioecon&oacute;micos (8).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Pese embora as suas limita&ccedil;&otilde;es, constituem uma importante ferramenta para recolha de informa&ccedil;&atilde;o sobre a situa&ccedil;&atilde;o alimentar dos pa&iacute;ses, sobretudo na aus&ecirc;ncia de inqu&eacute;ritos alimentares nacionais peri&oacute;dicos. As BA s&atilde;o pois um importante instrumento para a delinea&ccedil;&atilde;o de estrat&eacute;gias na &aacute;rea da alimenta&ccedil;&atilde;o e nutri&ccedil;&atilde;o porque permitem tamb&eacute;m analisar as principais tend&ecirc;ncias temporais e fazer compara&ccedil;&otilde;es entre pa&iacute;ses (8).</p>     <p>Portugal disp&otilde;e de dados anuais sobre a disponibilidade alimentar, que foram at&eacute; ao momento organizados em cinco publica&ccedil;&otilde;es: a primeira referente ao per&iacute;odo de 1980-1992; a segunda referente a 1990-1997; a terceira referente a 2003-2008; a quarta referente a 2008-2012 e a &uacute;ltima referente a 2012-2016 (9-14). A &uacute;ltima publica&ccedil;&atilde;o revelou uma disponibilidade energ&eacute;tica di&aacute;ria m&eacute;dia per capita de 3834 kcal, o que permitiria satisfazer as necessidades de consumo de 1,6 a 2 adultos, tendo por base o aporte energ&eacute;tico m&eacute;dio di&aacute;rio recomendado (13).</p>     <p>Ao longo do tempo, temos assistido a altera&ccedil;&otilde;es na disponibilidade de produtos alimentares (15). Acentuaram-se os desequil&iacute;brios alimentares dos Portugueses, que s&atilde;o o reflexo de uma disponibilidade excessiva e desequilibrada de energia (2).</p>     <p>O n&iacute;vel socioecon&oacute;mico pode influenciar os h&aacute;bitos alimentares de uma popula&ccedil;&atilde;o (16), pelo que o Produto Interno Bruto (PIB), medida habitualmente utilizada para avaliar o desempenho de uma economia, &eacute; analisado por alguns autores em associa&ccedil;&atilde;o com a disponibilidade de alimentos de uma popula&ccedil;&atilde;o (1).</p>     <p><b>OBJETIVOS</b></p>     <p>Este trabalho teve como objetivos descrever a evolu&ccedil;&atilde;o da disponibilidade alimentar e nutricional em Portugal e a rela&ccedil;&atilde;o com a taxa de crescimento do PIB, nas &uacute;ltimas quatro d&eacute;cadas.</p>     <p><b>METODOLOGIA</b></p>     <p>Para realizar o presente trabalho usaram-se os dados relativos &agrave; disponibilidade de nutrientes (prote&iacute;nas, l&iacute;pidos e etanol em kg/pessoa/ano), disponibilidade energ&eacute;tica (kcal/pessoa/dia) e disponibilidade de alimentos (trigo, milho, batata, arroz, outros cereais, outros tub&eacute;rculos, leite, hort&iacute;colas, fruta, carne de bovino, carne de porco, carne de aves, outras carnes, pescado, peixe, moluscos e crust&aacute;ceos, leguminosas, &oacute;leos vegetais, azeite, manteiga, natas, banha, &oacute;leos de peixe, a&ccedil;&uacute;car, ado&ccedil;antes, mel, vinho, cerveja, outras bebidas alco&oacute;licas), entendidos como produtos prim&aacute;rios equivalentes, sendo posteriormente agrupados nos seguintes grupos de acordo com a Roda dos Alimentos: cereais e tub&eacute;rculos; produtos hort&iacute;colas; fruta; leite; carne, pescado e ovos; gorduras e &oacute;leos e leguminosas (17). Usaram-se ainda os dados das bebidas alco&oacute;licas e dos a&ccedil;&uacute;cares e ado&ccedil;antes. Para o c&aacute;lculo dos hidratos de carbono (HC) foi realizada a subtra&ccedil;&atilde;o do etanol, das prote&iacute;nas e dos l&iacute;pidos &agrave; energia di&aacute;ria (kcal/pessoa/dia) e convertido para gramas, considerando que 1g de HC equivale a 4 kcal. Posteriormente os dados relativos aos alimentos foram convertidos para g/pessoa/dia para a an&aacute;lise. Os dados foram obtidos atrav&eacute;s das BA publicadas pela FAO (base de dados: FAOSTAT) (18).</p>     <p>Os dados relativos &agrave; evolu&ccedil;&atilde;o da disponibilidade alimentar e nutricional dizem respeito ao per&iacute;odo temporal entre 1974 e 2013, sendo estes os dados mais recentes disponibilizados pela FAO &agrave; data da sua consulta, agosto de 2018.</p>     <p>Relativamente aos dados da an&aacute;lise econ&oacute;mica foi considerado o PIB. O PIB per capita a pre&ccedil;os constantes &eacute; a riqueza criada, por pessoa, a pre&ccedil;os constantes, no ano civil, em Euro (pre&ccedil;os constantes). O valor do PIB foi obtido na base de dados do PORDATA, entre 1974 e 2013 (19).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Com a finalidade de agrupar as d&eacute;cadas analisadas nos 40 anos em observa&ccedil;&atilde;o, formaram-se os seguintes per&iacute;odos: Per&iacute;odo I (anos 1974-1983), Per&iacute;odo II (1984-1993), Per&iacute;odo III (1994-2003) e Per&iacute;odo IV (2004-2013).</p>     <p>Foi analisada a evolu&ccedil;&atilde;o da disponibidade dos grupos de alimentos, bem como da energia, dos macronutrientes e do etanol em g/pessoa/dia.</p>     <p>Foi tamb&eacute;m estudada a evolu&ccedil;&atilde;o da contribui&ccedil;&atilde;o dos macronutrientes (de proveni&ecirc;ncia animal e vegetal) em percentagem para o valor energ&eacute;tico total (VET).</p>     <p>Por fim, foi analisada a evolu&ccedil;&atilde;o do PIB per capita, dos macronutrientes e do etanol (em percentagem do VET per capita).</p>     <p><b>RESULTADOS</b></p>     <p>Verificamos que, entre 1974 e 2013, ocorreu um crescimento dos alimentos do grupo do leite, do grupo da carne, pescado e ovos e do grupo da fruta e um crescimento menos acentuado e com v&aacute;rias oscila&ccedil;&otilde;es dos alimentos do grupo dos hort&iacute;colas; um crescimento menos acentuado e quase constante do grupo das gorduras; um decr&eacute;scimo acentuado dos alimentos do grupo dos cereais e tub&eacute;rculos e ainda uma diminui&ccedil;&atilde;o da disponibilidade do grupo das leguminosas (<a href ="/img/revistas/apn/n16/n16a03g1.jpg">Gr&aacute;fico 1</a>).</p>     
<p>A disponibilidade de hort&iacute;colas apresentou uma tend&ecirc;ncia crescente at&eacute; 2004, 593,4 g/pessoa/dia, reduzindo para 416,6 g/pessoa/dia em 2013. No ano de 1974, a disponibilidade foi de 371,6 g/pessoa/dia; sendo o valor mais baixo de 286,2 g/pessoa/dia em 1981.</p>     <p>A disponibilidade de leite mais do que duplicou desde 1974. Nesse ano, o valor era de 219,4 g/pessoa/dia, em 2008 foi registado o valor mais elevado nos anos em an&aacute;lise, 612,1 g/pessoa/dia. Verificou-se a partir dessa data uma diminui&ccedil;&atilde;o progressiva at&eacute; 2013, com 561,8 g/pessoa/dia.</p>     <p>A disponibilidade de fruta aumentou 147,1 g/pessoa/dia de 1974 a 2013, sendo que em 1974, era de 196,1 g/pessoa/dia. Foi em 2004 que se atingiu o valor m&aacute;ximo do per&iacute;odo em an&aacute;lise: 348,5 g/pessoa/dia.</p>     <p>Verificou-se uma redu&ccedil;&atilde;o da disponibilidade de cereais e tub&eacute;rculos: representando 671,4 g/pessoa/dia em 1974, passando para um valor de 560,2 g/pessoa/dia em 2013.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>As gorduras quase que duplicaram a sua disponibilidade de 1974 a 2013, tendo passado de 55,4 g/pessoa/dia para 90,9 g/pessoa/dia, respetivamente.</p>     <p>No que respeita ao grupo das carnes, pescado e ovos, verifica-se uma invers&atilde;o da disponibilidade da carne e do peixe, tendo aumentado exponencialmente o consumo de carne a partir de 1984, e que ultrapassa a disponibilidade do peixe em 1990. Em rela&ccedil;&atilde;o aos ovos mais que duplicou a disponibilidade (10,6 g/pessoa/dia em 1974 versus 24,8 g/pessoa/dia em 2013).</p>     <p>A disponibilidade de bebidas alco&oacute;licas reduziu de 42,4 g/pessoa/dia em 1974 para 30,6,0 g/pessoa/dia em 2013, tendo este sido o menor valor no per&iacute;odo em an&aacute;lise e tendo o valor mais elevado sido registado em 1976, com 55,7 g/pessoa/dia. Analisando a disponibilidade de vinho e de cerveja, verificou-se que em 1988 ocorreu uma invers&atilde;o do padr&atilde;o, tendo deixado o vinho de ser a bebida alco&oacute;lica mais dispon&iacute;vel, sendo substitu&iacute;do pela cerveja.</p>     <p>A disponibilidade de a&ccedil;&uacute;car, que em 1974 era de 74,9 g/pessoa/dia, passou, em 2013, a ser de 64,9 g/pessoa/dia. Contudo, ao longo do per&iacute;odo em an&aacute;lise assistiu-se a varia&ccedil;&otilde;es na disponibilidade de a&ccedil;&uacute;car com um valor m&aacute;ximo de 82,2 g/pessoa/dia em 1998. Quanto aos edulcorantes assistiu-se a um grande aumento da sua disponibilidade, com 0,2 g/pessoa/dia em 1974 e 10,6 g/pessoa/dia em 2013. O mel teve um aumento gradual, representando 0,8 g/pessoa/dia em 1974 e 2,5 g/pessoa/dia em 2013.</p>     <p>Em paralelo, ao longo do per&iacute;odo estudado, registou-se um aumento da disponibilidade energ&eacute;tica, tendo-se verificado um aporte energ&eacute;tico de 3050 kcal em 1974 e de 3477 kcal em 2013, ou seja, um aumento de 427 kcal/dia/pessoa. Esta contribui&ccedil;&atilde;o energ&eacute;tica resultou da diminui&ccedil;&atilde;o do contributo dos HC, que em 1974 representava 54% do VET e, em 2013, representava 45%, aumento do contributo das prote&iacute;nas (11% versus 13%) e dos l&iacute;pidos (26% versus 36%) e diminui&ccedil;&atilde;o do contributo do etanol (10% versus 6%) (<a href ="/img/revistas/apn/n16/n16a03g2.jpg">Gr&aacute;fico 2</a>).</p>     
<p>Analisando a evolu&ccedil;&atilde;o da contribui&ccedil;&atilde;o energ&eacute;tica dos macronutrientes e do etanol para o VET, mediante a sua proveni&ecirc;ncia animal ou vegetal, desde 1974 at&eacute; 2013, verificam-se altera&ccedil;&otilde;es expressivas (<a href ="/img/revistas/apn/n16/n16a03g3.jpg">Gr&aacute;fico 3</a>).</p>     
<p>As prote&iacute;nas de proveni&ecirc;ncia animal tiveram um aumento progressivo e as de origem vegetal uma redu&ccedil;&atilde;o. Os l&iacute;pidos de origem animal apresentaram um aumento de 8,2% no VET de 1974 para 2013 e os de origem vegetal um aumento de 3,0% no VET ao longo do per&iacute;odo em estudo. Os HC reduziram a sua contribui&ccedil;&atilde;o para o VET devido &agrave; acentuada redu&ccedil;&atilde;o da contribui&ccedil;&atilde;o dos de proveni&ecirc;ncia vegetal, que reduziu 10,3% a sua a contribui&ccedil;&atilde;o de 1974 para 2013, j&aacute; que os de origem animal apresentaram um ligeiro aumento de 1,5%. Por outro lado, a disponibilidade energ&eacute;tica proveniente do etanol reduziu nas &uacute;ltimas quatro d&eacute;cadas.</p>     <p>Analisando, por per&iacute;odos, verificou-se um aumento do PIB per capita do pa&iacute;s, quase que duplicando do Per&iacute;odo I ao Per&iacute;odo IV. No que respeita aos dados referentes ao PIB per capita e &agrave; disponibilidade dos macronutrientes e do etanol em fun&ccedil;&atilde;o do VET podemos verificar que &agrave; medida que o PIB per capita aumenta, a propor&ccedil;&atilde;o de prote&iacute;nas e mais acentuadamente a dos l&iacute;pidos aumenta, verificando-se, pelo contr&aacute;rio, uma diminui&ccedil;&atilde;o dos HC e do etanol. Destaca-se o aumento do contributo energ&eacute;tico dos macronutrientes de origem animal versus os de origem vegetal, em conson&acirc;ncia com o aumento do PIB per capita (<a href ="/img/revistas/apn/n16/n16a03g4.jpg">Gr&aacute;fico 4</a>).</p>     
<p><b>DISCUSS&Atilde;O</b></p>     <p>A an&aacute;lise dos dados da BA em Portugal de 1974 a 2013 mostrou que a disponibilidade dos alimentos &eacute; heterog&eacute;nea, ocorrendo importantes altera&ccedil;&otilde;es ao longo desse per&iacute;odo, sendo que se traduzem igualmente na disponibilidade nutricional. Este padr&atilde;o de mudan&ccedil;a tem ocorrido em v&aacute;rios outros pa&iacute;ses a n&iacute;vel mundial (2, 20-26).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O quadro que foi tra&ccedil;ado mostra que os portugueses alteraram o seu perfil alimentar ao longo destes 40 anos. Verificou-se que o consumo nacional aparente da maioria dos grupos alimentares aumentou consideravelmente, tendo sido acompanhado por um aumento do consumo energ&eacute;tico di&aacute;rio. No entanto, o consumo de alguns alimentos diminuiu nesta janela temporal (como os dos grupos dos cereais e tub&eacute;rculos, das leguminosas e das bebidas alco&oacute;licas). Esta tend&ecirc;ncia foi id&ecirc;ntica &agrave; encontrada em estudos globais mundiais, em pa&iacute;ses desenvolvidos, que verificaram um aumento do consumo de fruta e carne vermelha, uma diminui&ccedil;&atilde;o do consumo de cereais integrais e um consumo estabilizado de hort&iacute;colas (26).</p>     <p>Foi poss&iacute;vel verificar que os anos de 1978 e 1979 marcaram o aumento do consumo de fruta, carne, pescado e ovos, e gorduras, e que posteriormente os anos de 1985 e 1986 marcaram o aumento do consumo de leite e de a&ccedil;&uacute;cares e ado&ccedil;antes. Estes marcos poder&atilde;o ser analisados &agrave; luz da evolu&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica, social e econ&oacute;mica da Hist&oacute;ria de Portugal (27) .</p>     <p>Os anos 90 s&atilde;o descritos como anos de riqueza e de crescimento econ&oacute;mico; foi nesse per&iacute;odo que se verificou o maior consumo de a&ccedil;&uacute;car e ado&ccedil;antes, produtos de leite e carne, pescado e ovos.</p>     <p>Em 2002, a economia portuguesa entrou numa fase de estagna&ccedil;&atilde;o ou recess&atilde;o com elevadas taxas de desemprego, fase que culminou com o pedido de resgate financeiro &agrave; Comiss&atilde;o Europeia em 2011. Esta fase coincidiu com a estabiliza&ccedil;&atilde;o/diminui&ccedil;&atilde;o do consumo aparente de v&aacute;rios alimentos como os do grupo dos cereais e tub&eacute;rculos (a partir de 2006), do leite (a partir de 2007) e da carne, pescado e ovos (com estabiliza&ccedil;&atilde;o entre 2000-2006 e diminui&ccedil;&atilde;o a partir de 2007) e dos a&ccedil;&uacute;cares e ado&ccedil;antes (a partir de 1998).</p>     <p>A diminui&ccedil;&atilde;o da disponibilidade dos cereais e tub&eacute;rculos &eacute; concordante com a evolu&ccedil;&atilde;o verificada em outros pa&iacute;ses desenvolvidos cuja disponibilidade de cereais tamb&eacute;m diminuiu (23, 25). Numa an&aacute;lise sistem&aacute;tica que analisou 113 pa&iacute;ses, verificou-se que o consumo m&eacute;dio de cereais diminuiu 8,5 g/dia entre 1990 e 2010, redu&ccedil;&atilde;o que tamb&eacute;m se verificou na Europa (26). Tamb&eacute;m outros autores (24) verificaram que ocorreu, durante o per&iacute;odo de 1961 a 2001, uma diminui&ccedil;&atilde;o da disponibilidade de cereais na Europa e um aumento na &Aacute;frica e na &Aacute;sia. Em Espanha, uma an&aacute;lise de 1964 a 1991 mostrou uma redu&ccedil;&atilde;o do consumo de cereais para cerca de metade (28). A disponibilidade de cereais e tub&eacute;rculos foi das que sofreu maior varia&ccedil;&atilde;o ao longo do per&iacute;odo estudado, tendo sido intercalados per&iacute;odos de diminui&ccedil;&atilde;o com per&iacute;odos de aumento da disponibilidade (essencialmente relacionados com a varia&ccedil;&atilde;o da disponibilidade de trigo e batata).</p>     <p>O consumo de fruta e hort&iacute;colas teve um aumento evidente entre 1974 e 2013. Constatou-se que a disponibilidade de hortofrut&iacute;colas se encontrava de acordo com as recomenda&ccedil;&otilde;es da Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial da Sa&uacute;de (OMS), representando em 1974 cerca de 568 g/pessoa/dia e em 2013 cerca de 759,7 g/pessoa/dia, tendo sido maior o aumento registado no caso da fruta (aumentou 147,1 g/pessoa/dia) do que no dos hort&iacute;colas (aumentou 45,0 g/pessoa/dia). Estes dados s&atilde;o consistentes com a situa&ccedil;&atilde;o verificada em outros pa&iacute;ses (2, 29), nomeadamente nos pa&iacute;ses mediterr&acirc;nicos (24), que sugerem que a disponibilidade destes alimentos a n&iacute;vel mundial tem vindo a aumentar.</p>     <p>O consumo aparente de leite aumentou de 1974 para 2013; no entanto, a partir de 2008 verificou-se uma diminui&ccedil;&atilde;o. A partir de 1986, ano em que Portugal aderiu &agrave; Pol&iacute;tica Agr&iacute;cola Comum, assistiu-se a um aumento substancial da produ&ccedil;&atilde;o e importa&ccedil;&atilde;o de leite, aumentando por conseguinte a sua disponibilidade. Este aumento tamb&eacute;m &eacute; referido em estudos com dados do Inqu&eacute;rito Nacional de Sa&uacute;de (30). O seu aumento tamb&eacute;m foi verificado na maioria dos pa&iacute;ses mediterr&acirc;nicos, com impacto no aumento do consumo de energia proveniente de gordura animal (24). Em 1991, foi fixada a quota de leite a produzir em Portugal; sendo que nos anos 2002/2003 e 2005/2006 Portugal chegou mesmo a ter de pagar multa por excesso de produ&ccedil;&atilde;o. A partir de 2007, o consumo de leite diminuiu, podendo esta situa&ccedil;&atilde;o estar associada &agrave; instala&ccedil;&atilde;o da crise econ&oacute;mica ou por outros fatores.</p>     <p>O grupo que mais contribuiu para o consumo de prote&iacute;nas, a partir de 1989, foi o da carne, pescado e ovos, em lugar dos cereais. Esta invers&atilde;o &eacute; muitas vezes apontada como um momento-chave de transi&ccedil;&atilde;o nutricional (31-35). Sendo que nestas quatro d&eacute;cadas ter&aacute; ocorrido em Portugal uma transi&ccedil;&atilde;o nutricional (35).</p>     <p>O consumo de carne est&aacute; associado ao rendimento e riqueza do pa&iacute;s. O aumento do consumo de carne em pa&iacute;ses de baixo rendimento est&aacute; associado a melhorias na sa&uacute;de, sendo a carne um bem alimentar caro. Por outro lado, nos pa&iacute;ses ricos, o excesso de consumo de carne est&aacute; associado a impactos negativos na sa&uacute;de. No entanto, esta rela&ccedil;&atilde;o n&atilde;o &eacute; linear, sendo apontada uma rela&ccedil;&atilde;o em U invertido, isto &eacute;, o seu consumo n&atilde;o aumenta de forma linear com o rendimento do pa&iacute;s. Parece, na verdade, que o consumo de carne estagna ou at&eacute; come&ccedil;a a diminuir a partir de um certo limite de rendimento (36). As causas apontadas para esta rela&ccedil;&atilde;o s&atilde;o a preocupa&ccedil;&atilde;o com a polui&ccedil;&atilde;o e o aquecimento global, que tamb&eacute;m aumentam com o maior rendimento do pa&iacute;s, e um aumento das preocupa&ccedil;&otilde;es com a sa&uacute;de (36).</p>     <p>O presente trabalho mostra que a disponibilidade de carne duplicou entre 1974 e 2013, devido essencialmente &agrave; carne de porco e de aves. Em 1992, este tipo de carnes tornou-se mais dispon&iacute;vel do que a carne de vaca. A diminui&ccedil;&atilde;o desta poder&aacute; ter sido devida ao impacto provocado pela crise de encefalopatia espongiforme bovina (37).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; disponibilidade de pescado, foi poss&iacute;vel observar que, embora tenha sofrido v&aacute;rias oscila&ccedil;&otilde;es ao longo do per&iacute;odo, tornou-se relativamente est&aacute;vel a partir de 1985, seguida de uma ligeira diminui&ccedil;&atilde;o progressiva da disponibilidade de peixe. A diminui&ccedil;&atilde;o da disponibilidade de pescado, aliado a um aumento da carne, conduziu a um cen&aacute;rio de afastamento do padr&atilde;o mediterr&acirc;neo. A diminui&ccedil;&atilde;o do consumo de pescado deve-se &agrave; influ&ecirc;ncia dos h&aacute;bitos alimentares ocidentais, &agrave; globaliza&ccedil;&atilde;o da produ&ccedil;&atilde;o e consumo, &agrave; menor disponibilidade de pescado e &agrave; indisponibilidade de produtos processados em quantidade e qualidade e de f&aacute;cil prepara&ccedil;&atilde;o, como resposta ao estilo de vida atual; h&aacute; ainda naturalmente a considerar a influ&ecirc;ncia de fatores econ&oacute;micos e culturais (22, 38-42).</p>     <p>A tend&ecirc;ncia de aumento do consumo de gorduras foi observada de forma consistente em Portugal desde 1974, tendo ocorrido um aumento do consumo de gorduras vegetais e animais (note-se que o consumo de gorduras animais aumentou de forma mais expressiva, entre 1974 e 2013, tendo os valores quase triplicado). Em 1974, o padr&atilde;o de consumo apontava como principais fontes de gorduras os &oacute;leos vegetais e o azeite; no entanto, em 2013, foram os &oacute;leos vegetais e a banha que mais passaram a contribuir para o consumo de gorduras. Embora o azeite represente um papel importante como gordura de elei&ccedil;&atilde;o da Dieta Mediterr&acirc;nea (43), a sua disponibilidade diminuiu desde 1974 at&eacute; 1984, ano em que foi inferior &agrave; banha, que se manteve, at&eacute; 2013, como o segundo alimento que mais contribuiu para o grupo das gorduras. No entanto, verificou-se um aumento da disponibilidade de azeite a partir de 2007 e at&eacute; 2013. Portugal apresenta um consumo aparente de azeite dos mais elevados da Europa, mas abaixo do da Espanha e da Gr&eacute;cia, sendo este pa&iacute;s o que apresenta o consumo mais elevado (44). O aumento do consumo de azeite em Portugal na &uacute;ltima d&eacute;cada poder&aacute; estar relacionado com a consciencializa&ccedil;&atilde;o, quanto aos seus benef&iacute;cios para a sa&uacute;de (44, 45).</p>     <p>Em rela&ccedil;&atilde;o ao consumo aparente de leguminosas, este diminuiu gradualmente no per&iacute;odo estudado, podendo resultar da altera&ccedil;&atilde;o dos padr&otilde;es de consumo e das prefer&ecirc;ncias do consumidor (46, 47)</p>     <p>Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s bebidas alco&oacute;licas, percebe-se que a disponibilidade diminuiu no per&iacute;odo estudado e que, em 1988, ocorreu uma invers&atilde;o do padr&atilde;o de consumo, tendo passado a cerveja a ser mais consumida do que o vinho. Analisando mais atentamente o fen&oacute;meno, verificar-se-&aacute; que o aumento da disponibilidade de cerveja poder&aacute; explicar a diminui&ccedil;&atilde;o observada a n&iacute;vel do consumo de etanol, visto ter um menor teor de etanol por 100 ml (14). O consumo de bebidas alco&oacute;licas em Portugal &eacute; entendido como um ato social inserido num contexto de valores, religi&atilde;o, atitudes e normas, sendo muitas vezes motivo de estudo antropol&oacute;gico (50), muito enraizado num pa&iacute;s de tradi&ccedil;&atilde;o vitivin&iacute;cola, como ali&aacute;s os restantes do mediterr&acirc;neo (51). No entanto, &eacute; um problema social e de sa&uacute;de p&uacute;blica quando ocorre em excesso (48).</p>     <p>A ocidentaliza&ccedil;&atilde;o do consumo alimentar tamb&eacute;m pode ser caracterizada pelo aumento do consumo de a&ccedil;&uacute;car e ado&ccedil;antes (57) uma tend&ecirc;ncia crescente em v&aacute;rios pa&iacute;ses desde a d&eacute;cada de 60 (58). Tamb&eacute;m em Portugal, a disponibilidade de a&ccedil;&uacute;cares e ado&ccedil;antes aumentou at&eacute; 2005, tendo posteriormente diminu&iacute;do a sua disponibilidade. Tend&ecirc;ncia semelhante foi observada nos Estados Unidos da Am&eacute;rica, estando essa redu&ccedil;&atilde;o associada &agrave; redu&ccedil;&atilde;o do consumo de refrigerantes e de a&ccedil;&uacute;car na pr&oacute;pria composi&ccedil;&atilde;o dos refrigerantes (59).</p>     <p>Relativamente &agrave; disponibilidade de energia e macronutrientes em Portugal, no per&iacute;odo estudado, o consumo energ&eacute;tico aumentou 427 kcal/pessoa/dia, um valor semelhante ao verificado a n&iacute;vel mundial (2). Nos pa&iacute;ses em desenvolvimento, este aumento tem sido a um ritmo mais acentuado do que nos desenvolvidos (2). Pode-se verificar que a disponibilidade de energia come&ccedil;ou a aumentar a partir de 1982, uma altura em que coincidiu com o aumento da disponibilidade de v&aacute;rios alimentos, tendo come&ccedil;ado a diminuir a partir de 2004.</p>     <p>A proveni&ecirc;ncia da energia ao longo do per&iacute;odo analisado sofreu altera&ccedil;&otilde;es, tendo-se verificado um aumento das fontes de origem animal. Os potenciadores desta altera&ccedil;&atilde;o foram as prote&iacute;nas de origem animal e, de forma mais marcada, os l&iacute;pidos de origem animal; assim, estes dados est&atilde;o relacionados com o aumento da disponibilidade de carne, peixe, ovos e leite discutidos anteriormente.</p>     <p>A an&aacute;lise das prote&iacute;nas permitiu verificar que apresentou varia&ccedil;&otilde;es no per&iacute;odo analisado, sendo caracterizado por um forte aumento da disponibilidade entre 1981 e 2006, ano em que come&ccedil;ou a diminuir.</p>     <p>Da an&aacute;lise da evolu&ccedil;&atilde;o da disponibilidade de HC, verificou-se que nos anos de 1981 a 1985 ocorreu um aumento dos mesmos, sendo que nos restantes anos a tend&ecirc;ncia foi decrescente, o que explica a disponibilidade tamb&eacute;m inconstante da energia proveniente do grupo dos cereais. Uma an&aacute;lise do consumo a n&iacute;vel mundial permite perceber que a diminui&ccedil;&atilde;o do contributo do grupo dos cereais se tem verificado nos pa&iacute;ses em desenvolvimento, como a China e o Brasil, essencialmente &agrave; custa da diminui&ccedil;&atilde;o do consumo de trigo e arroz (2). As varia&ccedil;&otilde;es do contributo energ&eacute;tico do grupo dos cereais, em Portugal, s&atilde;o mais relacionadas com a varia&ccedil;&atilde;o do consumo aparente de batata, e n&atilde;o de trigo e arroz.</p>     <p>A riqueza dos pa&iacute;ses influencia os alimentos dispon&iacute;veis para consumo e a estrutura energ&eacute;tica da ra&ccedil;&atilde;o alimentar (60). A alimenta&ccedil;&atilde;o rica em l&iacute;pidos, especialmente de proveni&ecirc;ncia animal, e de HC simples, com diminui&ccedil;&atilde;o de HC totais, e um contributo energ&eacute;tico das prote&iacute;nas relativamente constante (embora com diminui&ccedil;&atilde;o das de origem vegetal por substitui&ccedil;&atilde;o pelas animais) est&aacute; relacionada com um elevado n&iacute;vel de rendimento (31, 60). A rela&ccedil;&atilde;o direta entre o PIB per capita e a estrutura da dieta mundial foi documentada no final da d&eacute;cada de 60 do passado s&eacute;culo (16). Portugal seguiu esta mesma tend&ecirc;ncia. No presente estudo, o crescimento do PIB per capita, ao longo dos anos em an&aacute;lise, refletiu-se de modo semelhante na estrutura do padr&atilde;o nutricional dos portugueses (61).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>CONCLUS&Otilde;ES</b></p>     <p>Nas &uacute;ltimas quatro d&eacute;cadas verificou-se um aumento da disponibilidade de energia em Portugal, de 427 kcal/dia per capita, devido essencialmente ao aumento de alimentos de origem animal. Os nutrientes que originaram esta altera&ccedil;&atilde;o foram os l&iacute;pidos e as prote&iacute;nas de origem animal. A melhoria do desempenho econ&oacute;mico do pa&iacute;s foi acompanhado pelo aumento da disponibilidade energ&eacute;tica.</p>     <p>Os dados da BA constituem a base para um sistema de vigil&acirc;ncia do consumo alimentar nacional. No entanto, a cria&ccedil;&atilde;o de sistemas de monitoriza&ccedil;&atilde;o e vigil&acirc;ncia do consumo alimentar em associa&ccedil;&atilde;o com a an&aacute;lise dos padr&otilde;es de sa&uacute;de/doen&ccedil;as ser&aacute; de grande import&acirc;ncia para o estabelecimento de programas de interven&ccedil;&atilde;o alimentar e nutricional cujo objetivo geral ser&aacute; o de contribuir para que o pa&iacute;s evolua para uma nova transi&ccedil;&atilde;o nutricional correspondente ao padr&atilde;o da mudan&ccedil;a comportamental.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>REFER&Ecirc;NCIAS BIBLIOGR&Aacute;FICAS</b></p> <ol>     <li>Elmadfa I, Meyer A, Nowak V, Hasenegger V, Putz P, Verstraeten R, et al. European Nutrition and Health Report 2009. Annals of nutrition &amp; metabolism. 2009;55 Suppl 2:1-40.</li>     <li>World Health Organization, Food and Agriculture Organization. Report of a Joint WHO/FAO Expert Consultation: Diet, Nutrition And The Prevention Of Chronic Diseases. Geneve; 2003. Report No.: 916.</li>     <li>Gon&ccedil;alves Ferreira F, Amorim Cruz J. Inqu&eacute;rito Alimentar Nacional (1&ordm; parte). Revista do Centro de Estudos de Nutri&ccedil;&atilde;o. 1985;9(4).</li>     <li>Gon&ccedil;alves Ferreira F, Amorim Cruz J. Inqu&eacute;rito Alimentar Nacional (2&ordf; parte). Revista do Centro de Estudos de Nutri&ccedil;&atilde;o. 1986;10(3).</li>     <li>Gon&ccedil;alves Ferreira F, Amorim Cruz J. Inqu&eacute;rito Alimentar Nacional (3&ordf; parte). Revista do Centro de Estudos de Nutri&ccedil;&atilde;o. 1987;12(1).</li>     ]]></body>
<body><![CDATA[<li>Faculdade de Medicina da Universidade do Porto, Dire&ccedil;&atilde;o-Geral da Sa&uacute;de, Admistra&ccedil;&atilde;o Central do Sistema de Sa&uacute;de, Administra&ccedil;&otilde;es Regionais de Sa&uacute;de. Inqu&eacute;rito Alimentar Nacional e de Atividade F&iacute;sica 2017 [Available from: <a href="http://ian-af.up.pt/" target="_blank">http://ian-af.up.pt/</a>.</li>     <li>Helsing E. Traditional diets and disease patterns of the Mediterranean, circa 1960. The American journal of clinical nutrition. 1995;61(6 Suppl):1329s-37s.</li>     <li>De Almeida MDV, Gra&ccedil;a P, Rodrigues S. Mudan&ccedil;as do padr&atilde;o de disponibilidades alimentar e recomenda&ccedil;&otilde;es nutricionais. Revista de Alimenta&ccedil;&atilde;o Humana. 1999;5(3):29-36.</li>     <li>Instituto Nacional de Estat&iacute;stica. Balan&ccedil;a Alimentar Portuguesa 1980-1992. Destaque. 1994.</li>     <li>Instituto Nacional de Estat&iacute;stica. Balan&ccedil;a Alimentar Portuguesa 1990-1997. Destaque. 1999.</li>     <li>Instituto Nacional de Estat&iacute;stica. Balan&ccedil;a Alimentar Portuguesa 2003-2008. Destaque. 2010.</li>     <li>Instituto Nacional de Estat&iacute;stica. Balan&ccedil;a Alimentar Portuguesa 2008-2012. Destaque. 2014.</li>     <li>Instituto Nacional de Estat&iacute;stica. Balan&ccedil;a Alimentar Portuguesa 2012-2016. Destaque. 2017.</li>     <li>Instituto Nacional de Sa&uacute;de Dr. Ricardo Jorge. Tabela da composi&ccedil;&atilde;o de alimentos portuguesa. 1&ordf; ed. INSA: Instituto Nacional de Sa&uacute;de Dr. Ricardo Jorge; 2007.</li>     <li>Dur&atilde;o C, Oliveira J, Almeida MDVd. Evolu&ccedil;&atilde;o das disponibilidades de alguns alimentos em Portugal de 1916 a 2000. Alimenta&ccedil;&atilde;o Humana 2007;13:43-50.</li>     ]]></body>
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<body><![CDATA[<p>Escola Superior de Biotecnologia Universidade Cat&oacute;lica Portuguesa,</p>     <p>Rua Arquiteto Lob&atilde;o Vital,</p>     <p>4200-375 Porto, Portugal</p> <a href="mailto:alexandrabentopinto@gmail.com">alexandrabentopinto@gmail.com</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Recebido a 28 de dezembro de 2018</p>     <p>Aceite a 1 de mar&ccedil;o de 2019</p>     <p>&nbsp;</p>      ]]></body><back>
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