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<article-id pub-id-type="doi">10.21011/apn.2019.1703</article-id>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Preditores comportamentais e psicossociais da perda e manutenção do peso perdido a longo prazo: uma revisão conceptual de revisões]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Despite the increasing research on weight management, weight loss and weight loss maintenance remain a challenge for most of those trying to manage their weight. Identifying key factors in weight management is therefore essential to make obesity interventions more effective. This conceptual review of reviews aims to assemble the state of the art in what concerns the behavioural and psychosocial predictors of weight loss and weight loss maintenance in the long run, in individuals with overweight and obesity involved in lifestyle interventions. The main predictors of successful long-term weight loss and maintenance are those directly affecting energy balance, either by increasing energy expenditure through physical activity, or by reducing energy intake through increased protein intake and dietary fiber, and reduced fat and sugar intake. Higher perception of self-efficacy for healthy eating, physical activity and weight management, as well as self-regulatory skills, like self-monitoring of weight and related behaviors seem to be key ancillary factors. Fewer previous weight loss attempts is the only consistent pretreatment predictor of successful long-term weight management, potentially because a history of recurrent dieting attempts can be related to a psychological profile that is more vulnerable to failure, characterized by attitudes of skepticism and passivity.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Manutenção do peso perdido]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>ARTIGO DE REVIS&#195;O</b></p>     <p>     <p><strong>Preditores comportamentais e psicossociais da perda e manuten&ccedil;&atilde;o do peso perdido a longo prazo: uma revis&atilde;o conceptual de revis&otilde;es</strong></p>     <p><strong>Behavioral and psychological predictors of weight loss and long-term weight loss maintenance: a conceptual review of reviews</strong></p>     <p><strong>Rui Jorge<sup>1-3</sup>; In&ecirc;s Santos<sup>1</sup>; Eliana Veiga Carra&ccedil;a<sup>1</sup>; Vitor Hugo Teixeira<sup>3,4</sup>; Pedro Jorge Teixeira<sup>1</sup></strong></p>     <p></p>     <p><sup>1</sup>Self-regulation in Physical Activity, Nutrition and Obesity Research Group, Centro Interdisciplinar de Estudo da Performance Humana da Faculdade de Motricidade Humana da Universidade de Lisboa, Estrada da Costa, 1495-687 Cruz Quebrada, Portugal</p>     <p><sup>2</sup>Centro de Investiga&ccedil;&atilde;o Interdisciplinar Egas Moniz do Instituto Universit&aacute;rio Egas Moniz, Campus Universit&aacute;rio Quinta da Granja, 2829-511 Monte de Caparica, Portugal</p>     <p><sup>3</sup>Faculdade de Ci&ecirc;ncias da Nutri&ccedil;&atilde;o e Alimenta&ccedil;&atilde;o da Universidade do Porto, Rua Dr. Roberto Frias, 4200-465 Porto, Portugal</p>     <p><sup>4</sup>Centro de Investiga&ccedil;&atilde;o em Atividade F&iacute;sica, Sa&uacute;de e Lazer da Faculdade de Desporto da Universidade do Porto, Rua Dr. Pl&aacute;cido Costa, n.&ordm; 91, 4200-450 Porto, Portugal</p> <a href="#c0">Endere&#231;o para correspond&#234;ncia</a><a name="topc0"></a></b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>      <p><strong>RESUMO</strong></p>     <p>Perder e, sobretudo, manter o peso perdido a longo prazo continua a ser um desafio para a maioria dos indiv&iacute;duos, apesar da investiga&ccedil;&atilde;o emergente nesta &aacute;rea. A identifica&ccedil;&atilde;o de fatores chave na gest&atilde;o do peso &eacute; assim essencial para melhorar a efic&aacute;cia das interven&ccedil;&otilde;es comportamentais de tratamento do excesso de peso e obesidade. Esta revis&atilde;o conceptual de revis&otilde;es pretende sumariar o estado da arte no que respeita aos preditores comportamentais e psicossociais da perda e manuten&ccedil;&atilde;o do peso perdido a longo-prazo, em indiv&iacute;duos com excesso de peso e obesidade envolvidos em interven&ccedil;&otilde;es no estilo de vida.</p>     <p>Os principais preditores que explicam o sucesso na perda e manuten&ccedil;&atilde;o do peso perdido a longo prazo s&atilde;o os que afetam diretamente o equil&iacute;brio energ&eacute;tico, seja pelo aumento do gasto energ&eacute;tico, atrav&eacute;s da pr&aacute;tica de maiores n&iacute;veis de atividade f&iacute;sica, seja pela redu&ccedil;&atilde;o do aporte energ&eacute;tico, atrav&eacute;s do aumento do aporte proteico e de fibra alimentar em detrimento do aporte de gordura e a&ccedil;&uacute;car. Uma maior perce&ccedil;&atilde;o de autoefic&aacute;cia para realizar uma alimenta&ccedil;&atilde;o saud&aacute;vel, praticar atividade f&iacute;sica regularmente e gerir o peso, assim como o desenvolvimento de compet&ecirc;ncias autorregulat&oacute;rias, como a automonitoriza&ccedil;&atilde;o do peso e dos comportamentos associados, parecem ser fatores complementares chave. No que se refere a preditores de pr&eacute;-tratamento, o &uacute;nico que se revela consistentemente associado ao sucesso na gest&atilde;o do peso a longo prazo &eacute; um menor n&uacute;mero de tentativas de perda de peso anteriores, provavelmente porque a experi&ecirc;ncia de repetidas tentativas mal sucedidas pode estar relacionada com um perfil psicol&oacute;gico mais vulner&aacute;vel ao insucesso, caracterizado por atitudes de ceticismo e passividade.</p>     <p><strong>Palavras-chave</strong></p>     <p>Manuten&ccedil;&atilde;o do peso perdido, Perda de peso, Preditores, Revis&atilde;o de revis&otilde;es</p>     <p>&nbsp;</p>  <hr>     <p>&nbsp;</p>     <p><strong>ABSTRACT</strong></p>     <p>Despite the increasing research on weight management, weight loss and weight loss maintenance remain a challenge for most of those trying to manage their weight. Identifying key factors in weight management is therefore essential to make obesity interventions more effective. This conceptual review of reviews aims to assemble the state of the art in what concerns the behavioural and psychosocial predictors of weight loss and weight loss maintenance in the long run, in individuals with overweight and obesity involved in lifestyle interventions.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>The main predictors of successful long-term weight loss and maintenance are those directly affecting energy balance, either by increasing energy expenditure through physical activity, or by reducing energy intake through increased protein intake and dietary fiber, and reduced fat and sugar intake. Higher perception of self-efficacy for healthy eating, physical activity and weight management, as well as self-regulatory skills, like self-monitoring of weight and related behaviors seem to be key ancillary factors. Fewer previous weight loss attempts is the only consistent pretreatment predictor of successful long-term weight management, potentially because a history of recurrent dieting attempts can be related to a psychological profile that is more vulnerable to failure, characterized by attitudes of skepticism and passivity.</p>     <p><strong>Keywords</strong></p>     <p>Weight loss maintenance, Weight loss, Predictors, Review of reviews</p>     <p>&nbsp;</p>  <hr>     <p>&nbsp;</p>     <p><strong>INTRODU&Ccedil;&Atilde;O</strong></p>     <p>O excesso de peso e a obesidade est&atilde;o entre os problemas de sa&uacute;de p&uacute;blica mais importantes da atualidade. As estimativas da Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial da Sa&uacute;de indicam que, em 2016, cerca de 39% dos indiv&iacute;duos adultos em todo o mundo apresentavam excesso de peso (&Iacute;ndice de Massa Corporal [IMC] &ge; 25 kg/m2) (1). Em Portugal, mais de metade da popula&ccedil;&atilde;o adulta apresenta um IMC igual ou superior a 25 kg/m2 (2) e cerca de 44% da popula&ccedil;&atilde;o reporta estar ativamente a tentar gerir (perder ou manter) o peso, principalmente as mulheres (53% vs. 35% dos homens) e os indiv&iacute;duos com excesso de peso ou obesidade (56% vs. 39% dos indiv&iacute;duos com peso normal) (3). Contudo, as taxas de sucesso a longo prazo s&atilde;o relativamente baixas: o peso perdido em interven&ccedil;&otilde;es comportamentais &eacute; geralmente recuperado na sua totalidade no espa&ccedil;o de tr&ecirc;s a cinco anos (4-7).</p>     <p>A gest&atilde;o do peso &eacute; um processo din&acirc;mico, com uma fase pr&eacute;-tratamento, uma fase de tratamento (perda de peso) e uma fase p&oacute;s-tratamento (manuten&ccedil;&atilde;o do peso perdido), podendo haver reca&iacute;das durante a perda ou manuten&ccedil;&atilde;o do peso perdido (8). O sucesso na perda de peso &eacute; usualmente definido como uma perda de 5 ou 10% do peso durante a interven&ccedil;&atilde;o (9) e a manuten&ccedil;&atilde;o do peso tem sido definida como uma varia&ccedil;&atilde;o inferior a 3% do peso corporal (10), existindo evid&ecirc;ncia dos benef&iacute;cios de sa&uacute;de obtidos com redu&ccedil;&otilde;es de peso dessa magnitude (11, 12). Identificar e aprofundar a compreens&atilde;o sobre vari&aacute;veis que predizem o sucesso na perda e manuten&ccedil;&atilde;o do peso perdido a longo prazo permitir&aacute; aos profissionais de sa&uacute;de selecionar as estrat&eacute;gias mais indicadas em fun&ccedil;&atilde;o das caracter&iacute;sticas de cada indiv&iacute;duo e desenvolver interven&ccedil;&otilde;es mais eficazes na perda de peso e na sua manuten&ccedil;&atilde;o (13, 14).</p>     <p>Encontra-se publicada vasta literatura cient&iacute;fica sobre preditores da perda e manuten&ccedil;&atilde;o do peso perdido em humanos, quer como investiga&ccedil;&otilde;es originais (e.g. 15, 16), quer como revis&otilde;es conceptuais ou sistem&aacute;ticas (e.g. 13, 17, 18). Neste contexto, o objetivo desta revis&atilde;o conceptual de revis&otilde;es &eacute; sumariar a evid&ecirc;ncia cient&iacute;fica existente no que respeita aos preditores comportamentais e psicossociais da perda e manuten&ccedil;&atilde;o do peso perdido a longo prazo. Para isso, procedeu-se a uma pesquisa nas bases de dados Pubmed e Cochrane Library usando os termos weight loss, weight maintenance, weight loss maintenance, weight gain, weight regain, predictors e review. Ap&oacute;s leitura de todos os t&iacute;tulos (e, quando necess&aacute;rio, dos resumos) obtidos na pesquisa, identificaram-se 60 revis&otilde;es potencialmente relevantes para dar resposta aos objetivos da presente revis&atilde;o de revis&otilde;es e, ap&oacute;s a sua leitura integral, foram selecionadas 30 para serem inclu&iacute;das (avaliavam um ou mais preditores comportamentais e psicossociais da perda ou manuten&ccedil;&atilde;o do peso perdido).</p>     <p><strong>Preditores Comportamentais</strong></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Poucos ensaios cl&iacute;nicos controlados e aleatorizados na &aacute;rea da gest&atilde;o de peso a longo prazo focam a sua interven&ccedil;&atilde;o apenas na componente de atividade f&iacute;sica (AF), mas contemplam o aumento da AF como parte da interven&ccedil;&atilde;o. Contudo, existe uma grande disparidade entre estudos quanto aos protocolos de AF aplicados (19). Estes protocolos v&atilde;o desde caminhadas de 20 a 30 minutos, 3 a 5 vezes por semana (20), at&eacute; caminhadas di&aacute;rias de 60 minutos (21).</p>     <p>O n&iacute;vel de AF n&atilde;o se apresenta como um preditor pr&eacute;-tratamento da perda e manuten&ccedil;&atilde;o do peso perdido (22, 23). No entanto, o aumento do gasto energ&eacute;tico atrav&eacute;s da AF, do pr&eacute;-tratamento para o p&oacute;s-tratamento, estabelece-se como um preditor consistente do sucesso na manuten&ccedil;&atilde;o do peso perdido (16 dos 21 estudos que avaliaram esta vari&aacute;vel confirmaram o papel preditivo do aumento da AF na manuten&ccedil;&atilde;o do peso perdido) (22). Nas revis&otilde;es de literatura sobre o impacto da AF na gest&atilde;o do peso, os autores conclu&iacute;ram que apesar dos ensaios cl&iacute;nicos controlados e aleatorizados n&atilde;o identificarem de forma consistente a AF como um preditor de sucesso para a perda e manuten&ccedil;&atilde;o do peso perdido, os estudos observacionais e pr&eacute;-cl&iacute;nicos suportam a utilidade da AF em programas de gest&atilde;o do peso, corroborando o forte racional te&oacute;rico das respostas biol&oacute;gicas &agrave; AF (e.g. aumento da sensibilidade &agrave; insulina e &agrave; leptina, aumento da taxa metab&oacute;lica de repouso e da oxida&ccedil;&atilde;o de gordura) na perda e na manuten&ccedil;&atilde;o do peso perdido, principalmente em indiv&iacute;duos menos suscet&iacute;veis a adotar comportamentos compensat&oacute;rios (22, 24, 25). Foright e colaboradores sugerem que os efeitos ben&eacute;ficos do exerc&iacute;cio f&iacute;sico na gest&atilde;o do peso podem ser mascarados por comportamentos compensat&oacute;rios (conscientes ou inconscientes) que podem diminuir o gasto (e.g. realizar menos AF n&atilde;o estruturada) ou aumentar o aporte energ&eacute;tico (e.g. maior ingest&atilde;o energ&eacute;tica para compensar o aumento do gasto induzido pela AF, ou para compensar a taxa metab&oacute;lica de repouso derivada do poss&iacute;vel aumento da massa isenta de gordura) (25). A baixa ades&atilde;o aos protocolos de AF verificada nos ensaios cl&iacute;nicos controlados e aleatorizados e a consequente varia&ccedil;&atilde;o na quantidade de AF efetivamente realizada, somada ao facto dos desenhos destes estudos n&atilde;o considerarem de antem&atilde;o a tend&ecirc;ncia dos participantes para realizar AF regularmente, poder&atilde;o condicionar a capacidade dos ensaios cl&iacute;nicos controlados e aleatorizados confirmarem a AF de forma mais s&oacute;lida como um preditor consistente da perda e manuten&ccedil;&atilde;o do peso perdido (25). N&iacute;veis mais elevados de energia despendida atrav&eacute;s da participa&ccedil;&atilde;o em AF e menor tempo despendido em comportamentos sedent&aacute;rios apresentam-se quase sempre como caracter&iacute;sticas dos indiv&iacute;duos que atingem o sucesso na manuten&ccedil;&atilde;o do peso perdido (26).</p>     <p>A maioria dos estudos na &aacute;rea da gest&atilde;o do peso a longo prazo soma a componente alimentar ao aumento da AF nas altera&ccedil;&otilde;es de estilo de vida (19). O aporte energ&eacute;tico, de macronutrientes e o aporte de nutrientes ou grupos de alimentos espec&iacute;ficos n&atilde;o se apresentam como preditores pr&eacute;-tratamento da manuten&ccedil;&atilde;o do peso perdido. No entanto, qualquer interven&ccedil;&atilde;o que induza um balan&ccedil;o energ&eacute;tico negativo no indiv&iacute;duo, quer atrav&eacute;s do aumento do gasto energ&eacute;tico pela AF, quer atrav&eacute;s de uma diminui&ccedil;&atilde;o do aporte energ&eacute;tico pela alimenta&ccedil;&atilde;o (desde dietas de muito baixo valor energ&eacute;tico, passando pelas dietas hiperproteicas ou pelas dietas low-fat e low-carb), &eacute; preditora do sucesso na perda de peso, desde que haja ades&atilde;o por parte dos participantes ao protocolo alimentar e de AF prescrito (26-28). As dietas low-fat e low-carb, que t&ecirc;m sido bastante estudadas no &acirc;mbito da perda de peso, t&ecirc;m demonstrado resultados sobrepon&iacute;veis na perda e na posterior manuten&ccedil;&atilde;o do peso perdido, transportando para o balan&ccedil;o energ&eacute;tico e para a ades&atilde;o a longo prazo o &oacute;nus desse sucesso (22, 27-31). A defini&ccedil;&atilde;o de dietas low-fat e low-carb n&atilde;o &eacute; consensual, surgindo na literatura como dietas com valores m&aacute;ximos da energia aportada diariamente proveniente da gordura entre os 10 a 30% &ndash; dietas low-fat &ndash;, e com um aporte di&aacute;rio m&aacute;ximo entre os 20 e os 130 g de hidratos de carbono ou com valores m&aacute;ximos da energia aportada diariamente proveniente dos hidratos de carbono at&eacute; aos 26% &ndash; dietas low-carb (32, 33). A t&iacute;tulo de exemplo, o maior e mais recente ensaio cl&iacute;nico controlado e aleatorizado sobre o impacto do gen&oacute;tipo e da sensibilidade &agrave; insulina (fatores usualmente apontados como determinantes) na perda de peso, concluiu que a perda de peso, ap&oacute;s uma interven&ccedil;&atilde;o de 12 meses por via de uma dieta saud&aacute;vel low-fat e de uma dieta saud&aacute;vel low-carb &ndash; com no m&aacute;ximo 20 g de gordura ou hidratos de carbono (respetivamente) nas primeiras 8 semanas e aumentos semanais de 5-15 g de gordura ou hidratos de carbono at&eacute; perfazer o valor m&iacute;nimo que cada participante conseguia manter indefinidamente &ndash;, n&atilde;o era determinada pelo patrim&oacute;nio gen&eacute;tico ou pela sensibilidade &agrave; insulina doseada pr&eacute;-tratamento (28).</p>     <p>Contudo, existem outros fatores relacionados com altera&ccedil;&otilde;es comportamentais em interven&ccedil;&otilde;es no estilo de vida que conseguem predizer o sucesso na perda e manuten&ccedil;&atilde;o do peso perdido, nomeadamente um maior aporte de fibra alimentar (26, 31), um menor aporte de gordura (22, 31) e um maior aporte proteico em detrimento do aporte de hidratos de carbono e gordura (26, 34). Alguns dos potenciais mecanismos apontados como explicativos para o papel da prote&iacute;na como adjuvante na gest&atilde;o do peso s&atilde;o a melhoria da composi&ccedil;&atilde;o corporal &ndash; preserva&ccedil;&atilde;o da massa isenta de gordura, potenciando a perda de massa gorda &ndash; e a melhoria da regula&ccedil;&atilde;o hormonal do apetite devido &agrave; supress&atilde;o da produ&ccedil;&atilde;o de grelina e ao est&iacute;mulo &agrave; produ&ccedil;&atilde;o de p&eacute;ptido YY e GLP-1 (26, 34). Altera&ccedil;&otilde;es no comportamento alimentar como reduzir a dimens&atilde;o das por&ccedil;&otilde;es, aumentar o consumo de hortofrut&iacute;colas e reduzir o consumo de bebidas a&ccedil;ucaradas s&atilde;o preditores de sucesso, enquanto que fazer refei&ccedil;&otilde;es fora de casa (em restaurantes) ou usar suplementos substitutos da refei&ccedil;&atilde;o est&atilde;o sustentados na literatura como fatores n&atilde;o preditores de sucesso na manuten&ccedil;&atilde;o do peso perdido (22).</p>     <p>As recomenda&ccedil;&otilde;es alimentares inclu&iacute;das nas interven&ccedil;&otilde;es no estilo de vida s&atilde;o muito variadas, existindo abordagens que aconselham dietas de muito baixo valor energ&eacute;tico, com valores inferiores a 800 kcal por dia, na fase de perda de peso (19, 27). J&aacute; na fase de manuten&ccedil;&atilde;o do peso perdido, alguns estudos aconselham a manuten&ccedil;&atilde;o do aporte energ&eacute;tico adotado durante a fase de perda de peso, o que pode ser considerado irrealista a longo prazo visto poder significar um cont&iacute;nuo balan&ccedil;o energ&eacute;tico negativo, enquanto outros estudos recomendam dietas isoenerg&eacute;ticas relativamente ao gasto do indiv&iacute;duo (19).</p>     <p>Novamente, a baixa ades&atilde;o a longo prazo verificada na maioria destas interven&ccedil;&otilde;es e respetivos per&iacute;odos p&oacute;s-tratamento &eacute; o principal fator que nos impede de tirar conclus&otilde;es mais consistentes sobre que protocolos alimentares e de AF melhor predizem o sucesso na perda e na manuten&ccedil;&atilde;o do peso perdido (35). Uma revis&atilde;o sistem&aacute;tica com meta-an&aacute;lise de ensaios cl&iacute;nicos controlados e aleatorizados concluiu que interven&ccedil;&otilde;es que visam altera&ccedil;&otilde;es do estilo de vida s&atilde;o efetivas na perda e na manuten&ccedil;&atilde;o do peso perdido at&eacute; 24 meses, todavia refere que a evid&ecirc;ncia existente da sua efici&ecirc;ncia &eacute; limitada num espectro temporal superior. Dos 45 estudos sobre manuten&ccedil;&atilde;o do peso perdido identificados nesta revis&atilde;o, a interven&ccedil;&atilde;o mais duradoura foi de 36 meses e a mediana de 12 meses (a maioria dos estudos teve a dura&ccedil;&atilde;o de 12 meses) (19). Uma outra revis&atilde;o sistem&aacute;tica (a mais recente que comp&otilde;e esta revis&atilde;o de revis&otilde;es) que para al&eacute;m de incluir ensaios cl&iacute;nicos controlados e aleatorizados tamb&eacute;m incluiu ensaios cl&iacute;nicos aleatorizados n&atilde;o controlados e estudos longitudinais sem interven&ccedil;&atilde;o, mostra que dos 49 estudos inclu&iacute;dos (com a dura&ccedil;&atilde;o m&iacute;nima de 12 meses) o mais longo era de 10 anos e a dura&ccedil;&atilde;o m&eacute;dia era de 30 meses (22).</p>     <p>Paralelamente &agrave; AF e &agrave; alimenta&ccedil;&atilde;o, estrat&eacute;gias autorregulat&oacute;rias como a automonitoriza&ccedil;&atilde;o da alimenta&ccedil;&atilde;o, da AF e do peso s&atilde;o frequentemente aconselhadas em programas de gest&atilde;o do peso (19, 22, 31) e as tr&ecirc;s apresentam-se como preditoras de sucesso na perda e manuten&ccedil;&atilde;o do peso perdido (22, 31, 36-39). Contudo, quando avaliadas no pr&eacute;-tratamento s&atilde;o consideradas n&atilde;o preditoras da perda e manuten&ccedil;&atilde;o do peso perdido (22, 39), provavelmente devido &agrave;s pr&oacute;prias interven&ccedil;&otilde;es trabalharem e estimularem a automonitoriza&ccedil;&atilde;o (19, 22, 31) e &agrave; escassez de estudos que avaliem a automonitoriza&ccedil;&atilde;o no pr&eacute;--tratamento (e.g. 2 em 22 estudos numa revis&atilde;o sistem&aacute;tica sobre o papel da automonitoriza&ccedil;&atilde;o na perda de peso) (37).</p>     <p><strong>Preditores Psicossociais</strong></p>     <p>No que respeita a preditores pr&eacute;-tratamento, um menor n&uacute;mero de tentativas de perda de peso anteriores foi identificado como o preditor mais consistente de sucesso na perda de peso e na manuten&ccedil;&atilde;o do peso perdido (9, 13, 17, 18). Todavia, a maioria das vari&aacute;veis psicossociais n&atilde;o t&ecirc;m confirmado o seu potencial como preditores pr&eacute;-tratamento da perda e manuten&ccedil;&atilde;o do peso perdido (17, 18, 40). V&aacute;rios fatores, previamente considerados como barreiras para a gest&atilde;o eficaz do peso, foram identificados como n&atilde;o preditores, nomeadamente a compuls&atilde;o alimentar, a ingest&atilde;o emocional, a ingest&atilde;o externa, a perce&ccedil;&atilde;o de fome, a desinibi&ccedil;&atilde;o alimentar, a sintomatologia depressiva, a restri&ccedil;&atilde;o alimentar cognitiva e a qualidade de vida (geral e relacionada com o peso) (18). A autoefic&aacute;cia para a alimenta&ccedil;&atilde;o e para o exerc&iacute;cio, a insatisfa&ccedil;&atilde;o com a imagem corporal, os objetivos de perda de peso, a autoestima, o locus de controlo e a perce&ccedil;&atilde;o de stress e ansiedade, t&ecirc;m sido classificados como preditores pr&eacute;-tratamento com evid&ecirc;ncia mista (17, 18). A motiva&ccedil;&atilde;o aut&oacute;noma e controlada, a prontid&atilde;o para iniciar o processo de perda de peso, a autoefic&aacute;cia geral e para a gest&atilde;o do peso, a qualidade de vida (espec&iacute;fica para a obesidade), a perce&ccedil;&atilde;o das consequ&ecirc;ncias da obesidade, a sensa&ccedil;&atilde;o de priva&ccedil;&atilde;o durante a alimenta&ccedil;&atilde;o, a perce&ccedil;&atilde;o de barreiras para o exerc&iacute;cio f&iacute;sico, a perda de peso em tentativas anteriores, o uso de recompensas ou puni&ccedil;&otilde;es, a perce&ccedil;&atilde;o de comportamentos de risco e o comportamento bul&iacute;mico ainda n&atilde;o se encontram suficientemente estudadas para que se retirem conclus&otilde;es como preditores pr&eacute;-tratamento da perda e manuten&ccedil;&atilde;o do peso perdido (17, 18, 22).</p>     <p>Uma revis&atilde;o sistem&aacute;tica que avaliou preditores da perda de peso a longo prazo em interven&ccedil;&otilde;es baseadas em altera&ccedil;&otilde;es no estilo de vida, identificou que melhorias ao n&iacute;vel da imagem corporal (principalmente na satisfa&ccedil;&atilde;o com a imagem corporal), maior motiva&ccedil;&atilde;o aut&oacute;noma para a AF e maior autoefic&aacute;cia para a alimenta&ccedil;&atilde;o e para o exerc&iacute;cio s&atilde;o os fatores que melhor explicam a variabilidade dos resultados alcan&ccedil;ados (36). Numa outra revis&atilde;o sistem&aacute;tica que avaliou preditores da manuten&ccedil;&atilde;o do peso perdido a longo prazo, a autoefic&aacute;cia para a alimenta&ccedil;&atilde;o, para o exerc&iacute;cio f&iacute;sico e para a gest&atilde;o do peso, a autovaloriza&ccedil;&atilde;o f&iacute;sica e menor desinibi&ccedil;&atilde;o alimentar interna mostraram--se preditores de sucesso, enquanto que o stress psicol&oacute;gico, o fraco controlo de impulsos, o refor&ccedil;o (positivo ou negativo) mostraram-se n&atilde;o preditores. J&aacute; vari&aacute;veis relacionadas com o humor, depress&atilde;o, motiva&ccedil;&atilde;o, imagem corporal (com exce&ccedil;&atilde;o da autovaloriza&ccedil;&atilde;o f&iacute;sica) e qualidade de vida n&atilde;o apresentam evid&ecirc;ncia suficiente para que se confirme o seu papel preditor da manuten&ccedil;&atilde;o do peso perdido no longo prazo (22).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><strong>AN&Aacute;LISE CR&Iacute;TICA</strong></p>     <p>Apesar das interven&ccedil;&otilde;es que incluem altera&ccedil;&otilde;es do estilo de vida serem consensualmente consideradas como eficazes na perda de peso, a literatura cient&iacute;fica sobre a viabilidade dos protocolos alimentares e de AF usados na manuten&ccedil;&atilde;o do peso perdido &eacute; insuficiente, verificando-se uma elevada variabilidade individual na resposta e na ades&atilde;o, e uma frequente recupera&ccedil;&atilde;o do peso perdido (com magnitudes distintas) ap&oacute;s a interven&ccedil;&atilde;o. Algumas limita&ccedil;&otilde;es metodol&oacute;gicas dificultam a avalia&ccedil;&atilde;o adequada dos motivos da recupera&ccedil;&atilde;o subsequente do peso, nomeadamente as ferramentas usadas para a avalia&ccedil;&atilde;o da ingest&atilde;o alimentar, como os question&aacute;rios de frequ&ecirc;ncia alimentar e os di&aacute;rios alimentares. Ao rever a evid&ecirc;ncia existente, fica claro que s&atilde;o necess&aacute;rios mais ensaios cl&iacute;nicos controlados e aleatorizados que utilizem a &aacute;gua duplamente marcada para estimar a energia gasta e aportada, sabendo que os elevados custos s&atilde;o uma barreira.</p>     <p>A homogeneidade dos indiv&iacute;duos que comp&otilde;em as amostras na grande maioria dos estudos nesta &aacute;rea &eacute; mais um aspeto a considerar, impedindo a generaliza&ccedil;&atilde;o dos resultados a outros que n&atilde;o mulheres caucasianas com excesso de peso e obesidade. Numa revis&atilde;o sistem&aacute;tica que investigou o impacto da automonitoriza&ccedil;&atilde;o da AF, da alimenta&ccedil;&atilde;o e do peso na perda de peso, apenas 2 estudos (dos 22 inclu&iacute;dos) n&atilde;o tinham uma amostra constitu&iacute;da maioritariamente por mulheres caucasianas (37). Noutra revis&atilde;o sistem&aacute;tica mais recente, com objetivos semelhantes &agrave; anterior, mas que se cingiu &agrave; avalia&ccedil;&atilde;o de estudos controlados e aleatorizados, apenas 1 estudo (dos 6 inclu&iacute;dos) n&atilde;o tinha uma amostra composta essencialmente por mulheres caucasianas (38).</p>     <p>Apesar de apresentarem racionais te&oacute;ricos fortes, a maioria das vari&aacute;veis psicossociais potencialmente preditoras de sucesso na perda de peso e manuten&ccedil;&atilde;o do peso perdido encontram-se pouco estudadas (17, 18, 22, 36, 40). Alguns destes constructos apresentam resultados inconsistentes, possivelmente porque os instrumentos utilizados para os avaliar n&atilde;o foram desenhados e validados especificamente para indiv&iacute;duos com excesso de peso e obesidade e pelo facto de serem avaliados com base em instrumentos distintos nos diferentes estudos. Frequentemente os instrumentos utilizados para avaliar as vari&aacute;veis psicol&oacute;gicas pecam pela sua inespecificidade e heterogeneidade (40). A identifica&ccedil;&atilde;o de subgrupos de indiv&iacute;duos e o desenvolvimento e valida&ccedil;&atilde;o de instrumentos mais fi&aacute;veis e compreensivos, especificamente desenhados para indiv&iacute;duos com excesso de peso e obesidade deve ser uma prioridade, de modo a melhorar o conhecimento sobre a import&acirc;ncia destas vari&aacute;veis na gest&atilde;o do peso (40). Por outro lado, a grande diversidade de instrumentos utilizados para avaliar constructos psicossociais semelhantes pode n&atilde;o s&oacute; gerar resultados discrepantes, mas tamb&eacute;m dificultar a sua interpreta&ccedil;&atilde;o porque as subdimens&otilde;es avaliadas n&atilde;o coincidem (41). Por exemplo, os estudos que avaliam a restri&ccedil;&atilde;o alimentar nem sempre recorrem aos mesmos instrumentos (41) e nomeadamente a restri&ccedil;&atilde;o cognitiva n&atilde;o &eacute; analisada separadamente nas suas dimens&otilde;es r&iacute;gida e flex&iacute;vel (13, 17, 36), apesar de representarem formas distintas de restri&ccedil;&atilde;o alimentar e terem diferentes rela&ccedil;&otilde;es com o sucesso na gest&atilde;o do peso (42). A restri&ccedil;&atilde;o alimentar cognitiva correlaciona-se, ainda que de forma inconsistente, com o sucesso na gest&atilde;o do peso, todavia, n&atilde;o houve at&eacute; hoje nenhum estudo que tenha avaliado como se interrelacionam os diferentes instrumentos utilizados para a avaliar, nem quais os que melhor predizem a perda e manuten&ccedil;&atilde;o do peso perdido.</p>     <p>A defini&ccedil;&atilde;o e o estudo de diferentes perfis de sucesso na perda e manuten&ccedil;&atilde;o do peso perdido, com base nas caracter&iacute;sticas que os indiv&iacute;duos apresentam (e.g. personalidade, satisfa&ccedil;&atilde;o com a imagem corporal, autoestima, perfecionismo e narcisismo), pode ser um caminho a seguir nesta &aacute;rea. A t&iacute;tulo de exemplo, um estudo com base nos diferentes resultados alcan&ccedil;ados na caracteriza&ccedil;&atilde;o de indiv&iacute;duos que estavam ativamente a tentar controlar o peso (dieters), sugere que diferentes instrumentos de avalia&ccedil;&atilde;o da restri&ccedil;&atilde;o alimentar cognitiva identificam diferentes tipos de dieters. Neste estudo sobressa&iacute;ram dois tipos de dieters: os &ldquo;ioi&ocirc;s&rdquo;, caracterizados pelas flutua&ccedil;&otilde;es de peso e frequentes epis&oacute;dios/fases de desinibi&ccedil;&atilde;o alimentar, e os &ldquo;moderados&rdquo;, que conseguem atingir um controlo do peso sustentado atrav&eacute;s de um comportamento alimentar &ldquo;aparentemente mais normal&rdquo; (41).</p>     <p>Com a evolu&ccedil;&atilde;o nos m&eacute;todos estat&iacute;sticos de predi&ccedil;&atilde;o e com cada vez mais dados dispon&iacute;veis sobre indiv&iacute;duos a tentar gerir o peso, quer provenientes de programas comerciais de perda de peso, quer de gadgets e aplica&ccedil;&otilde;es que auxiliam na automonitoriza&ccedil;&atilde;o da AF, da alimenta&ccedil;&atilde;o e do peso, seria interessante que fossem tamb&eacute;m inseridas quest&otilde;es que avaliassem outras vari&aacute;veis (e.g. psicossociais) de modo a aumentar o conhecimento sobre a sua influ&ecirc;ncia na gest&atilde;o do peso (43).</p>     <p>Considerando a evid&ecirc;ncia dispon&iacute;vel e cruzando-a com os recursos usualmente dispon&iacute;veis (tempo e dinheiro), parece-nos fundamental que se invista no desenvolvimento de instrumentos com aplica&ccedil;&atilde;o pr&aacute;tica em consult&oacute;rio, que possibilitem ao cl&iacute;nico de forma r&aacute;pida e simples, caracterizar o perfil do utente no pr&eacute;-tratamento, mas tamb&eacute;m no decorrer do tratamento (altera&ccedil;&otilde;es nas vari&aacute;veis modific&aacute;veis) e no p&oacute;s-tratamento, de forma a potenciar a perda e a manuten&ccedil;&atilde;o do peso perdido a longo prazo. A presente revis&atilde;o de revis&otilde;es pode ainda colmatar a lacuna de uma revis&atilde;o atual em portugu&ecirc;s sobre preditores comportamentais e psicossociais da perda e manuten&ccedil;&atilde;o do peso perdido a longo prazo, contribuindo para a atualiza&ccedil;&atilde;o dos profissionais de sa&uacute;de que trabalham em gest&atilde;o do peso, fomentando a implementa&ccedil;&atilde;o de estrat&eacute;gias baseadas na evid&ecirc;ncia cient&iacute;fica e com maior probabilidade de sucesso (principalmente a longo prazo) e apontando os aspetos mais importantes a considerar do ponto de vista comportamental e psicossocial que devem ser avaliados e trabalhados nas pessoas que procuram gerir o peso.</p>     <p><strong>CONCLUS&Otilde;ES</strong></p>     <p>Atingir o sucesso na gest&atilde;o do peso n&atilde;o depende dos valores pr&eacute;-tratamento de vari&aacute;veis relacionadas com a ingest&atilde;o alimentar ou AF, sendo a altera&ccedil;&atilde;o comportamental que mais significado tem nestes processos.</p>     <p>O menor n&uacute;mero de tentativas de perda de peso anteriores &eacute; o &uacute;nico preditor pr&eacute;-tratamento consistentemente associado ao sucesso na gest&atilde;o do peso a longo prazo, o que responsabiliza ainda mais os profissionais a procurarem sempre a melhor interven&ccedil;&atilde;o dispon&iacute;vel para cada indiv&iacute;duo, sob pena de apenas contribu&iacute;rem para o aumento da resist&ecirc;ncia &agrave; perda e manuten&ccedil;&atilde;o do peso perdido em tentativas subsequentes.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Os principais preditores que explicam o sucesso na perda de peso e manuten&ccedil;&atilde;o do peso perdido a longo prazo s&atilde;o o aumento do gasto energ&eacute;tico atrav&eacute;s do incremento da AF e da redu&ccedil;&atilde;o do aporte energ&eacute;tico proveniente da alimenta&ccedil;&atilde;o, atrav&eacute;s do aumento do aporte proteico em detrimento do aporte de gordura e a&ccedil;&uacute;car, do aumento do aporte de fibra alimentar e do consumo de hortofrut&iacute;colas. Compet&ecirc;ncias autorregulat&oacute;rias, como a automonitoriza&ccedil;&atilde;o da AF, alimenta&ccedil;&atilde;o e peso, na presen&ccedil;a de maiores n&iacute;veis de autoefic&aacute;cia para a alimenta&ccedil;&atilde;o, exerc&iacute;cio e gest&atilde;o do peso, parecem ser fatores complementares chave.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><strong>REFER&Ecirc;NCIAS BIBLIOGR&Aacute;FICAS</strong></p> <ol>     <li>World Health Organization. Obesity and overweight; 2018 [16 de fevereiro de 2018] Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.who.int/en/news-room/fact-sheets/detail/obesity-and-overweight" target="_blank">http://www.who.int/en/news-room/fact-sheets/detail/obesity-and-overweight</a>.</li>     <li>Lopes C, Torres D, Oliveira A, Severo M, Alarc&atilde;o V, Guiomar S, et al. Inqu&eacute;rito Alimentar Nacional e de Atividade F&iacute;sica, IAN-AF 2015-2016: Relat&oacute;rio de resultados. Porto (PT): Universidade do Porto; 2017.</li>     <li>Santos I, Andrade A, Teixeira JP. Weight Control Attempts in Portuguese Adults: Prevalence, Motives and Behavioral Stratagies. Acta Med Port. 2015;28(1):77-86.</li>     <li>Silva MN, Markland D, Carra&ccedil;a EV, Vieira PN, Coutinho SR, Minderico CS, et al. Exercise Autonomous Motivation Predicts 3-yr Weight Loss in Women. Med Sci Sports Exerc. 2011;43(4):728-37.</li>     <li>Anderson JW, Konz EC, Frederich RC, Wood CL. Long-term weight-loss maintenance: a meta-analysis of US studies. Am J Clin Nutr. 2001;74(5):579-584.</li>     <li>Kraschnewski JL, Boan J, Esposito J, Sherwood NE, Lehman EB, Kephart DK, et al. Long-term weight loss maintenance in the United States. Int J Obes. 2010;34(11):1644-54.</li>     <li>de Zwaan M, Hilbert A, Herpertz S, Zipfel S, Beutel M, Gefeller O. et al. Weight Loss Maintenance in a Population-based Sample of German Adults. Obesity. 2008;16(11)-:2535-40.</li>     ]]></body>
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<body><![CDATA[<p>Instituto Universit&aacute;rio Egas Moniz,</p>     <p>Campus Universit&aacute;rio Quinta da Granja,</p>     <p>2829-511 Monte de Caparica, Portugal</p> <a href="mailto:rjorge@egasmoniz.edu.pt">rjorge@egasmoniz.edu.pt</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Recebido a 18 de mar&ccedil;o de 2019</p>     <p>Aceite a 14 de maio de 2019</p>     <p>&nbsp;</p>      ]]></body><back>
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