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<article-id pub-id-type="doi">10.21011/apn2019.1803</article-id>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Avaliação e autoperceção antropométrica de crianças do 1.º ciclo do ensino básico de valongo]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Anthropometric assessment and self-perception among primary schoolchildren in Valongo]]></article-title>
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<self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S2183-59852019000300003&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S2183-59852019000300003&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S2183-59852019000300003&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><abstract abstract-type="short" xml:lang="pt"><p><![CDATA[O excesso de peso em crianças é um grave problema de saúde pública, com repercussões na saúde e qualidade de vida no imediato e a longo prazo. Foram objetivos deste estudo: caraterizar crianças a frequentar o 1.º ciclo do ensino básico em termos de antropometria e imagem corporal (atual e desejada), avaliar a satisfação com a imagem corporal e relacionar o estado ponderal das crianças com a perceção e satisfação face à imagem corporal. Para este estudo epidemiológico transversal foi selecionada uma amostra representativa da população estudantil do 1.º ciclo do ensino básico das escolas do Município de Valongo. Foi feita uma avaliação antropométrica (peso e estatura) e da perceção da imagem corporal (atual e desejada). Das 481 crianças cujos dados foram analisados (52,2% do sexo feminino) frequentavam o 1.º, 2.º, 3.º e 4.º ano, respetivamente, 112, 123, 139 e 107 crianças. A proporção de crianças com excesso de peso (sobrepeso ou obesidade) foi de 41,0% nas raparigas e 35,7% nos rapazes. Cerca de sete em cada dez crianças desejavam uma imagem diferente da atual, uma em cada oito desejava uma imagem correspondente a magreza e crianças com índice de massa corporal mais elevado indicavam imagens desejadas mais baixas. Os resultados reforçam a necessidade de políticas alimentares e intervenções que promovam simultaneamente uma correta evolução estaturo-ponderal e uma perceção adequada da imagem corporal, considerando as caraterísticas pessoais e contextuais dos indivíduos e grupos a que se destinam.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Overweight among children is a serious public health problem, with repercussions in health and quality of life, both in the present and long term. The aims of this study were to characterize primary schoolchildren regarding anthropometry and body image (current and desired), to evaluate satisfaction with body image, and to relate children&#8217;s weight status with their body image perception and satisfaction. For this cross-sectional study a representative sample of primary schoolchildren in the municipality of Valongo was selected. Anthropometric (weight and height) and body image (current and desired) assessments were made. From a total of 481 children whose data were analyzed (52.2% females), respectively 112, 123, 139 and 107 attended the first, second, third and fourth school years. The proportion of overweight or obese children was 41.0% among girls and 35.7% among boys. About seven out of ten children desired a body image different from their current one, one out of eight desired an image corresponding to low weight, and children with higher body mass index selected lower desired images. The results highlight the need for food policies and interventions promoting simultaneously an healthy weight and height progression and an adequate body image perception, taking into account the personal and contextual features of the target individuals and groups.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Alunos do 1.º ciclo]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Autoperceção]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Avaliação antropométrica]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>ARTIGO ORIGINAL</b></p>     <p>     <p><b><font face="" size="4">Avalia&ccedil;&atilde;o e autoperce&ccedil;&atilde;o antropom&eacute;trica de crian&ccedil;as do 1.&ordm; ciclo do ensino b&aacute;sico de valongo</font></b></p>     <p><strong>Anthropometric assessment and self-perception among primary schoolchildren in Valongo</strong></p>     <p><strong>Ant&oacute;nio Teixeira<sup>1</sup>*; Nat&aacute;lia Costa<sup>1</sup>; J&uacute;lia Mendes<sup>2</sup>; Bela Franchini<sup>3</sup>; Rui Po&iacute;nhos<sup>3</sup></strong></p>     <p><sup>1</sup>ITAU &ndash; Instituto T&eacute;cnico de Alimenta&ccedil;&atilde;o Humana, S.A., Rua das Cardosas, n.&ordm; 1495,4425-510 S. Pedro Fins &ndash; Maia, Portugal</p>     <p><sup>2</sup>C&acirc;mara Municipal de Valongo, Avenida 5 de Outubro, n.&ordm; 160,  4440-503 Valongo, Portugal</p>     <p><sup>3</sup>Faculdade de Ci&ecirc;ncias da Nutri&ccedil;&atilde;o e Alimenta&ccedil;&atilde;o da Universidade do Porto, Rua Dr. Roberto Frias, 4200-465 Porto, Portugal</p> <a href="#c0">Endere&#231;o para correspond&#234;ncia</a><a name="topc0"></a></b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><strong>RESUMO</strong></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O excesso de peso em crian&ccedil;as &eacute; um grave problema de sa&uacute;de p&uacute;blica, com repercuss&otilde;es na sa&uacute;de e qualidade de vida no imediato e a longo prazo. Foram objetivos deste estudo: caraterizar crian&ccedil;as a frequentar o 1.&ordm; ciclo do ensino b&aacute;sico em termos de antropometria e imagem corporal (atual e desejada), avaliar a satisfa&ccedil;&atilde;o com a imagem corporal e relacionar o estado ponderal das crian&ccedil;as com a perce&ccedil;&atilde;o e satisfa&ccedil;&atilde;o face &agrave; imagem corporal.</p>     <p>Para este estudo epidemiol&oacute;gico transversal foi selecionada uma amostra representativa da popula&ccedil;&atilde;o estudantil do 1.&ordm; ciclo do ensino b&aacute;sico das escolas do Munic&iacute;pio de Valongo. Foi feita uma avalia&ccedil;&atilde;o antropom&eacute;trica (peso e estatura) e da perce&ccedil;&atilde;o da imagem corporal (atual e desejada).</p>     <p>Das 481 crian&ccedil;as cujos dados foram analisados (52,2% do sexo feminino) frequentavam o 1.&ordm;, 2.&ordm;, 3.&ordm; e 4.&ordm; ano, respetivamente, 112, 123, 139 e 107 crian&ccedil;as. A propor&ccedil;&atilde;o de crian&ccedil;as com excesso de peso (sobrepeso ou obesidade) foi de 41,0% nas raparigas e 35,7% nos rapazes. Cerca de sete em cada dez crian&ccedil;as desejavam uma imagem diferente da atual, uma em cada oito desejava uma imagem correspondente a magreza e crian&ccedil;as com &iacute;ndice de massa corporal mais elevado indicavam imagens desejadas mais baixas.</p>     <p>Os resultados refor&ccedil;am a necessidade de pol&iacute;ticas alimentares e interven&ccedil;&otilde;es que promovam simultaneamente uma correta evolu&ccedil;&atilde;o estaturo-ponderal e uma perce&ccedil;&atilde;o adequada da imagem corporal, considerando as carater&iacute;sticas pessoais e contextuais dos indiv&iacute;duos e grupos a que se destinam.</p>     <p><strong>Palavras-chave</strong></p>     <p>Alunos do 1.&ordm; ciclo, Autoperce&ccedil;&atilde;o, Avalia&ccedil;&atilde;o antropom&eacute;trica, Imagem corporal, Satisfa&ccedil;&atilde;o</p>     <p>&nbsp;</p>  <hr>     <p>&nbsp;</p>     <p><strong>ABSTRACT</strong></p>     <p>Overweight among children is a serious public health problem, with repercussions in health and quality of life, both in the present and long term. The aims of this study were to characterize primary schoolchildren regarding anthropometry and body image (current and desired), to evaluate satisfaction with body image, and to relate children&rsquo;s weight status with their body image perception and satisfaction.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>For this cross-sectional study a representative sample of primary schoolchildren in the municipality of Valongo was selected. Anthropometric (weight and height) and body image (current and desired) assessments were made.</p>     <p>From a total of 481 children whose data were analyzed (52.2% females), respectively 112, 123, 139 and 107 attended the first, second, third and fourth school years. The proportion of overweight or obese children was 41.0% among girls and 35.7% among boys. About seven out of ten children desired a body image different from their current one, one out of eight desired an image corresponding to low weight, and children with higher body mass index selected lower desired images.</p>     <p>The results highlight the need for food policies and interventions promoting simultaneously an healthy weight and height progression and an adequate body image perception, taking into account the personal and contextual features of the target individuals and groups.</p>     <p><strong>keywords</strong></p>     <p>Schoolchildren, Self-perception, Anthropometric assessment, Body image, Satisfaction</p>     <p>&nbsp;</p>  <hr>     <p>&nbsp;</p>     <p><strong>INTRODU&Ccedil;&Atilde;O</strong></p>     <p>Desde h&aacute; d&eacute;cadas a comunidade cient&iacute;fica reconhece o excesso de peso como um grave problema de sa&uacute;de p&uacute;blica, sendo crescente a import&acirc;ncia atribu&iacute;da ao excesso de peso em crian&ccedil;as (1, 2). Na Europa foram reportadas preval&ecirc;ncias de excesso de peso em crian&ccedil;as dos 6 aos 9 anos de idade entre 18,4% e 42,5% em raparigas e entre 19,3% e 49,0% em rapazes; mesmo quando considerados apenas os casos de obesidade, os valores s&atilde;o igualmente alarmantes, chegando aos 17,3% nas raparigas e 26,6% nos rapazes (3, 4). A estes dados acresce que a preval&ecirc;ncia de excesso de peso em crian&ccedil;as tem vindo a aumentar (1, 4), e na Europa verifica-se um gradiente norte-sul nas preval&ecirc;ncias referidas, sendo as maiores preval&ecirc;ncias registadas nos pa&iacute;ses do sul (3, 4). Em Portugal, entre 2008 e 2016, verificou-se uma redu&ccedil;&atilde;o de 37,9% para 30,7% na preval&ecirc;ncia de excesso de peso (incluindo obesidade) e de 15,3% para 11,7% na de obesidade. Os rapazes s&atilde;o quem apresenta maior preval&ecirc;ncia de obesidade (12,6%), sendo que as raparigas registam maior preval&ecirc;ncia de excesso de peso (incluindo obesidade) (31,6%) (5).</p>     <p>Para al&eacute;m do maior risco de excesso de peso e problemas associados na idade adulta (6), o excesso de peso infantil est&aacute; associado a diversas comorbilidades ainda durante a inf&acirc;ncia e adolesc&ecirc;ncia, como hipertens&atilde;o arterial (7), diabetes tipo 2 (8), doen&ccedil;as cardiovasculares (9) e dist&uacute;rbios de sono (10,11), bem como a outros problemas como pior qualidade de vida e baixa autoestima (12).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Apesar de na Europa as preval&ecirc;ncias de crian&ccedil;as com baixo peso, baixa estatura ou baixo &Iacute;ndice de Massa Corporal (IMC) para a idade serem muito mais baixas comparativamente &agrave;s de excesso de peso (3), estas condi&ccedil;&otilde;es n&atilde;o deixam de ser graves e, paradoxalmente, est&atilde;o associadas a maior risco de excesso de peso no futuro (1).</p>     <p>A imagem corporal e, particularmente, a insatisfa&ccedil;&atilde;o com a mesma, influencia o autoconceito, n&atilde;o s&oacute; em adultos como tamb&eacute;m em crian&ccedil;as e adolescentes. Para al&eacute;m de baixa autoestima e autoconfian&ccedil;a, a insatisfa&ccedil;&atilde;o com a imagem corporal pode causar depress&atilde;o, dificuldades nas intera&ccedil;&otilde;es sociais e altera&ccedil;&otilde;es comportamentais em crian&ccedil;as (13-18). Adicionalmente, se por um lado a insatisfa&ccedil;&atilde;o com a imagem corporal na inf&acirc;ncia aumenta o risco de excesso de peso, o excesso de peso leva &agrave; insatisfa&ccedil;&atilde;o corporal, havendo assim uma potencia&ccedil;&atilde;o das consequ&ecirc;ncias negativas das duas condi&ccedil;&otilde;es (14,19-20).</p>     <p>Os dados referentes &agrave; preval&ecirc;ncia do excesso de peso em crian&ccedil;as evidenciam a necessidade de interven&ccedil;&otilde;es que a reduzam, minimizando assim as suas consequ&ecirc;ncias imediatas e futuras. A avalia&ccedil;&atilde;o concomitante da perce&ccedil;&atilde;o e insatisfa&ccedil;&atilde;o com a imagem corporal ser&aacute; &uacute;til no delineamento destas estrat&eacute;gias, dadas as rela&ccedil;&otilde;es reportadas.</p>     <p><strong>OBJETIVOS</strong></p>     <p>Caraterizar crian&ccedil;as a frequentar o 1.&ordm; ciclo do ensino b&aacute;sico sob o ponto de vista antropom&eacute;trico; caraterizar as crian&ccedil;as quanto &agrave; sua imagem corporal atual e desejada; avaliar a satisfa&ccedil;&atilde;o com a imagem corporal; relacionar o estado ponderal das crian&ccedil;as com a sua imagem corporal; e relacionar o estado ponderal com a satisfa&ccedil;&atilde;o face &agrave; imagem corporal.</p>     <p><strong>METODOLOGIA</strong></p>     <p>Este estudo epidemiol&oacute;gico transversal foi desenvolvido no &acirc;mbito do Projeto &ldquo;CRESCER+&rdquo;, da responsabilidade do Instituto T&eacute;cnico de Alimenta&ccedil;&atilde;o Humana, S.A. (ITAU), juntamente com a Faculdade de Ci&ecirc;ncias da Nutri&ccedil;&atilde;o e Alimenta&ccedil;&atilde;o da Universidade do Porto (FCNAUP) e em parceria com o Munic&iacute;pio de Valongo (MV). O estudo foi autorizado pela Comiss&atilde;o de &Eacute;tica da Universidade do Porto, Comiss&atilde;o Nacional de Prote&ccedil;&atilde;o de Dados e Dire&ccedil;&atilde;o-Geral da Educa&ccedil;&atilde;o.</p>     <p><strong>Amostra</strong></p>     <p>No ano letivo de 2017-2018 estavam inscritas/os 3147 alunas/os no 1.&ordm; ciclo do ensino b&aacute;sico, no MV, distribu&iacute;das/os por 144 turmas. Foram selecionadas para participar no estudo 29 turmas, correspondendo a 20% do n&uacute;mero total de turmas. A amostragem foi aleat&oacute;ria, estratificada por agrupamentos e ano de escolaridade.</p>     <p>De um total de 632 alunas/os inscritas/os (idades entre os 6 e os 11 anos), 122 n&atilde;o foram avaliadas/os (taxa de participa&ccedil;&atilde;o de 80,7%) por n&atilde;o devolu&ccedil;&atilde;o do consentimento informado (n = 62), recusa pela/o encarregada/o de educa&ccedil;&atilde;o (n = 38) ou aus&ecirc;ncia no dia da avalia&ccedil;&atilde;o (n = 22). Posteriormente, foram exclu&iacute;das da an&aacute;lise 29 crian&ccedil;as por impossibilidade de recolha completa dos dados.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><strong>Procedimentos e instrumentos</strong></p>     <p>O consentimento informado das/os encarregadas/os de educa&ccedil;&atilde;o foi obtido por escrito. O termo de consentimento inclu&iacute;a quest&otilde;es a serem respondidas pelas/os encarregadas/os de educa&ccedil;&atilde;o que autorizassem a participa&ccedil;&atilde;o. As avalia&ccedil;&otilde;es decorreram entre os dias 23 de abril e 16 de junho de 2018, nas instala&ccedil;&otilde;es dos pr&oacute;prios estabelecimentos de ensino.</p>     <p>As avalia&ccedil;&otilde;es foram realizadas por quatro avaliadoras/es com forma&ccedil;&atilde;o acad&eacute;mica superior em Ci&ecirc;ncias da Nutri&ccedil;&atilde;o e que participaram numa sess&atilde;o de treino e uniformiza&ccedil;&atilde;o de procedimentos. A avalia&ccedil;&atilde;o antropom&eacute;trica consistiu na medi&ccedil;&atilde;o do peso e da estatura, tendo sido posteriormente calculado o IMC. O peso foi medido com uma balan&ccedil;a Tanita BC-601 e registado em kg com uma precis&atilde;o de 0,1 kg. A estatura foi medida com um estadi&oacute;metro Seca 213 e registada em cm com uma precis&atilde;o de 0,1 cm. As medi&ccedil;&otilde;es foram realizadas de acordo com metodologia internacionalmente reconhecida (21), tendo sido uniformizado como procedimento a aus&ecirc;ncia de cal&ccedil;ado e a manuten&ccedil;&atilde;o da menor roupa de corpo em uso poss&iacute;vel (t-shirt, cal&ccedil;&otilde;es/cal&ccedil;as). O peso, a estatura e o IMC foram transformados em valores padronizados (z-scores) e classificados de acordo com os crit&eacute;rios da Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial da Sa&uacute;de (22-24).</p>     <p>A avalia&ccedil;&atilde;o da imagem corporal foi feita atrav&eacute;s da aplica&ccedil;&atilde;o da Escala de Silhuetas de Collins para crian&ccedil;as, onde &eacute; apresentando &agrave; crian&ccedil;a um conjunto de sete imagens que representavam ou raparigas ou rapazes com a mesma estatura e por ordem crescente de peso (1 = magreza; 7 = obesidade) (25). A crian&ccedil;a deveria identificar a imagem percecionada como atual (&ldquo;imagem atual&rdquo;; &ldquo;Das seguintes imagens, qual aquela que mais se parece contigo?&rdquo;) e a sua &ldquo;imagem desejada&rdquo; (&ldquo;Destas imagens, com qual te gostarias de parecer?&rdquo;).</p>     <p><strong>An&aacute;lise de dados</strong></p>     <p>A convers&atilde;o dos valores de peso, estatura e IMC para z-scores foi feita atrav&eacute;s da extens&atilde;o ao programa Microsoft Excel &ldquo;lmsGrowth&rdquo; (26). A an&aacute;lise estat&iacute;stica foi realizada no programa IBM SPSS vers&atilde;o 25.0 para Windows. A estat&iacute;stica descritiva consistiu no c&aacute;lculo de frequ&ecirc;ncias absolutas (n) e relativas (%) e de m&eacute;dias e desvios-padr&atilde;o (DP). A normalidade das vari&aacute;veis cardinais foi avaliada atrav&eacute;s dos coeficientes de assimetria e de achatamento, sendo que todas apresentavam distribui&ccedil;&atilde;o pr&oacute;xima da normal; dada a baixa amplitude da escala, as vari&aacute;veis correspondentes &agrave;s imagens foram tratadas como ordinais (testes n&atilde;o param&eacute;tricos). Foi usado o teste t de student para comparar m&eacute;dias de amostras independentes, e foram usados os testes de Mann-Whitney e de Wilcoxon, respetivamente, para comparar ordens m&eacute;dias de amostras independentes ou emparelhadas. Utilizou-se o coeficiente de correla&ccedil;&atilde;o de Spearman (rs) para medir o grau de associa&ccedil;&atilde;o entre pares de vari&aacute;veis. Rejeitou--se a hip&oacute;tese nula quando o n&iacute;vel de signific&acirc;ncia cr&iacute;tico para a sua rejei&ccedil;&atilde;o (p) era inferior a 0,05.</p>     <p><strong>RESULTADOS</strong></p>     <p>Das 481 crian&ccedil;as cujos dados foram analisados, 251 (52,2%) eram do sexo feminino. Frequentavam o 1.&ordm;, 2.&ordm;, 3.&ordm; e 4.&ordm; ano, respetivamente, 112, 123, 139 e 107 crian&ccedil;as. N&atilde;o se verificaram diferen&ccedil;as significativas entre as idades das crian&ccedil;as do sexo feminino e masculino, quer para a totalidade da amostra quer por ano (dados n&atilde;o apresentados).</p>     <p><strong>Carateriza&ccedil;&atilde;o antropom&eacute;trica</strong></p>     <p>Nas Tabelas <a href ="/img/revistas/apn/n18/n18a03t1.jpg">1</a> e <a href ="/img/revistas/apn/n18/n18a03t2.jpg">2</a>, apresenta-se a carateriza&ccedil;&atilde;o antropom&eacute;trica da amostra. N&atilde;o se verificaram diferen&ccedil;as significativas entre sexos para os z-scores de peso-para-idade, estatura-para-idade ou IMC-para-idade (<a href ="/img/revistas/apn/n18/n18a03t1.jpg">Tabela 1</a>). A propor&ccedil;&atilde;o total de crian&ccedil;as com baixo peso-para-idade e baixa estatura-para-idade &eacute; inferior a 1% e a de crian&ccedil;as com baixo IMC-para-idade &eacute; inferior a 2%; apenas 12 crian&ccedil;as (2,5%) se encontram em uma ou mais destas condi&ccedil;&otilde;es. Por outro lado, a propor&ccedil;&atilde;o de crian&ccedil;as com excesso de peso (sobrepeso ou obesidade) atinge 41,0% nas raparigas e 35,7% nos rapazes (<a href ="/img/revistas/apn/n18/n18a03t2.jpg">Tabela 2</a>).</p>     
]]></body>
<body><![CDATA[<p><strong>Imagem corporal</strong></p>     <p>N&atilde;o foram encontradas diferen&ccedil;as significativas entre sexos relativamente &agrave; imagem atual ou &agrave; imagem desejada. &Eacute; de salientar que aproximadamente uma em cada oito crian&ccedil;as de cada sexo indicou como imagem desejada a primeira, que corresponde a uma situa&ccedil;&atilde;o de magreza (<a href ="/img/revistas/apn/n18/n18a03t3.jpg">Tabela 3</a>).</p>     
<p>A <a href ="/img/revistas/apn/n18/n18a03t4.jpg">Tabela 4</a> mostra a rela&ccedil;&atilde;o entre a imagem indicada por cada crian&ccedil;a como correspondendo &agrave; sua imagem atual e a que corresponde &agrave; que gostaria de ter (desejada). Para ambos os sexos a imagem preferida &eacute;, em m&eacute;dia, inferior &agrave; atual. Apenas cerca de tr&ecirc;s em cada 10 crian&ccedil;as est&atilde;o satisfeitas com a sua imagem corporal (imagem preferida = imagem atual), sendo que mais de metade das raparigas e mais de 40% dos rapazes indicaram como desejada uma imagem inferior &agrave; atual.</p>     
<p><strong>Avalia&ccedil;&atilde;o antropom&eacute;trica e imagem corporal</strong></p>     <p>Na <a href ="/img/revistas/apn/n18/n18a03t5.jpg">Tabela 5</a> , apresentam-se as associa&ccedil;&otilde;es da imagem atual, da imagem desejada e da diferen&ccedil;a entre as duas imagens com os z-scores de IMC-para-idade. Valores de IMC mais elevados est&atilde;o associados a uma perce&ccedil;&atilde;o da imagem atual tamb&eacute;m mais elevada, bem como a uma maior discrep&acirc;ncia entre a imagem desejada e a atual (crian&ccedil;as com IMC mais elevado preferem uma imagem mais inferior &agrave; atual), mas a uma imagem desejada inferior.</p>     
<p>Mais de tr&ecirc;s quartos das crian&ccedil;as com excesso de peso indicaram uma imagem preferida inferior &agrave; atual. Mesmo entre as crian&ccedil;as normoponderais verifica-se uma elevada preval&ecirc;ncia de insatisfa&ccedil;&atilde;o com a imagem corporal, com cerca de 40% das raparigas e de um quarto dos rapazes a preferir tamb&eacute;m imagens inferiores &agrave; atual e uma em cada quatro raparigas e mais de 30% dos rapazes a indicar uma imagem desejada superior &agrave; atual. Salienta-se ainda que cerca de um sexto das crian&ccedil;as com excesso de peso indicou uma imagem desejada igual &agrave; atual (<a href ="/img/revistas/apn/n18/n18a03t6.jpg">Tabela 6</a>).</p>     
<p><strong>DISCUSS&Atilde;O DOS RESULTADOS</strong></p>     <p>Este estudo permitiu caraterizar sob o ponto de vista antropom&eacute;trico e em termos de imagem corporal as/os alunas/os do 1.&ordm; ciclo do ensino b&aacute;sico do MV. Apesar da limita&ccedil;&atilde;o decorrente da n&atilde;o participa&ccedil;&atilde;o de todas as crian&ccedil;as selecionadas, foi poss&iacute;vel analisar os dados de mais de tr&ecirc;s quartos destas, o que, conjugado com o tipo de amostragem, constitui um dos pontos fortes deste estudo.</p>     <p>O resultado mais preocupante em termos de avalia&ccedil;&atilde;o antropom&eacute;trica prende-se com a elevada propor&ccedil;&atilde;o de crian&ccedil;as de ambos os sexos com sobrepeso ou obesidade, cujos 38,5% superam em cerca de cinco pontos percentuais os 33,9% registados na regi&atilde;o norte de Portugal em 2016 (5). Tal como noutros estudos, as raparigas apresentaram maiores propor&ccedil;&otilde;es quer de sobrepeso quer de obesidade (27). Por outro lado, a preval&ecirc;ncia de baixo peso, baixa estatura e/ou baixo IMC para a idade &eacute; reduzida, pelo que as interven&ccedil;&otilde;es a esse n&iacute;vel dever&atilde;o ser individualizadas. J&aacute; a elevada preval&ecirc;ncia de excesso de peso faz com que possam ser definidas estrat&eacute;gias de preven&ccedil;&atilde;o e interven&ccedil;&atilde;o mais abrangentes, nomeadamente de &acirc;mbito escolar (26).</p>     <p>Para avalia&ccedil;&atilde;o da imagem corporal foi utilizada uma escala desenvolvida e testada especificamente para crian&ccedil;as, apesar de n&atilde;o se encontrar ainda validada especificamente para as crian&ccedil;as portuguesas (27). Sete em cada dez crian&ccedil;as n&atilde;o est&atilde;o satisfeitas com a sua imagem, sendo que a maioria deseja uma inferior &agrave; atual. A insatisfa&ccedil;&atilde;o com a imagem &eacute; mais prevalente em crian&ccedil;as com excesso de peso, o que &eacute; consistente com os resultados de outros estudos (28, 29). As raparigas apresentaram preval&ecirc;ncia superior de insatisfa&ccedil;&atilde;o com a imagem, consistentemente com o descrito noutros estudos. Esta maior preval&ecirc;ncia pode ser influenciada pela maior tend&ecirc;ncia para modelos de magreza como padr&atilde;o para o sexo feminino (27-30). Mais rapazes preferiam uma imagem corporal superior &agrave; atual, talvez em fun&ccedil;&atilde;o do padr&atilde;o de muscularidade incutido culturalmente (28-30). A insatisfa&ccedil;&atilde;o com a imagem corporal pode ter repercuss&otilde;es em termos de qualidade de vida no presente, mas tamb&eacute;m ser promotora de complica&ccedil;&otilde;es de sa&uacute;de no futuro, nomeadamente perturba&ccedil;&otilde;es da alimenta&ccedil;&atilde;o e do comportamento alimentar, pelo que deve ser alvo privilegiado de aten&ccedil;&atilde;o, especialmente no intervalo de idades das crian&ccedil;as estudadas (27-29).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Alguns resultados encontrados indicam que muitas crian&ccedil;as n&atilde;o t&ecirc;m uma adequada perce&ccedil;&atilde;o da sua imagem corporal, pelo que este aspeto deve ser inclu&iacute;do em futuras interven&ccedil;&otilde;es que visem promover uma maior satisfa&ccedil;&atilde;o com a imagem corporal. &Eacute; de salientar que n&atilde;o se verifica uma correspond&ecirc;ncia exata entre o estado ponderal e a (in)satisfa&ccedil;&atilde;o com a imagem, devendo por isso ser explorada concomitantemente a perce&ccedil;&atilde;o de normas sociais relativamente ao estado ponderal e &agrave; imagem corporal. Estas normas podem variar em fun&ccedil;&atilde;o de carater&iacute;sticas sociodemogr&aacute;ficas, influ&ecirc;ncia de familiares, pares e meios de comunica&ccedil;&atilde;o (28, 29, 31), pelo que as interven&ccedil;&otilde;es devem ser espec&iacute;ficas para os grupos-alvo.</p>     <p><strong>CONCLUS&Otilde;ES</strong></p>     <p>Os resultados deste estudo refor&ccedil;am a necessidade de pol&iacute;ticas alimentares e interven&ccedil;&otilde;es que promovam uma correta evolu&ccedil;&atilde;o estaturo-ponderal em crian&ccedil;as do 1.&ordm; ciclo simultaneamente com a promo&ccedil;&atilde;o de uma perce&ccedil;&atilde;o adequada da imagem corporal. Estas a&ccedil;&otilde;es devem ter em conta as carater&iacute;sticas pessoais e contextuais dos indiv&iacute;duos e grupos a que se destinam.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><strong>REFER&Ecirc;NCIAS BIBLIOGR&Aacute;FICAS</strong></p> <ol>     <li>World Health Organization. Report of the commission on ending childhood obesity. Geneva: WHO. 2016.</li>     <li>de Onis M, Bl&ouml;ssner M, Borgji E. Global prevalence and trends of overweight and obesity among preschool children. Am J Clin Nutr. 2010, 92(5):1257-64.</li>     <li>Wijnhoven TM, van Raaij JM, Spinelli A, et al. WHO European Childhood Obesity Surveillance Initiative 2008: Weight, height and body mass index in 6-9-year-old children. Pediatr Obes. 2013;8(2):79-97.</li>     <li>Wijnhoven TM, Van Raaij JM, Spinelli A, et al. WHO European Childhood Obesity Surveillance Initiative: Body mass index and level of overweight among 6-9-year-old children from school year 2007/2008 to school year 2009/2010. BMC Public Health. 2014;14(1):806.</li>     <li>Rito A, Sousa R, Mendes S, Gra&ccedil;a P, WHO Childhood Obesity Surveillance Initiative. COSI Portugal 2016. Lisboa: Instituto Nacional de Sa&uacute;de Doutor Ricardo Jorge. 2017. Dispon&iacute;vel em: <a href="  http://repositorio.insa.pt/bitstream/10400.18/4857/8/COSI%202016_V2_fev2018.pdf"target="_blank"> http://repositorio.insa.pt/bitstream/10400.18/4857/8/COSI%202016_V2_fev2018.pdf</a></li>     ]]></body>
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<body><![CDATA[<p>Rua das Cardosas, n.&ordm; 1495,</p>     <p>4425-510 S. Pedro Fins - Maia, Portugal</p> <a href="mailto:antonio.teixeira@trivalor.pt">antonio.teixeira@trivalor.pt</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Recebido a 6 de junho de 2019</p>     <p>Aceite a 8 de outubro de 2019</p>     <p>&nbsp;</p>      ]]></body><back>
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