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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Qualidade de vida em doentes com excesso ponderal]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Introduction: Obesity is strongly associated with morbidity and mortality, but the impact on health-related quality of life is less known. Due to the increasing importance given to health-related quality of life and the higher prevalence of excess weight and its consequences in Health, it is essential to evaluate it. Objective: Evaluate health-related quality of life before and after a nutritional intervention for weight/adiposity reduction. Methodology: Longitudinal analytical study with nutritional intervention for loss of overweight, in a sample of 39 patients the health-related quality of life was assessed by SF-36v2 and EQ-5D-3L questionnaires. Results: Weight, fat mass and body mass index were negatively associated with at least one of the dimensions evaluated. By the end of intervention the reduction in all anthropometric measurements was follow by significant increase in health-related quality of life. There was an increase in the EQ-5D-3L index with weight reduction, body mass index and fat mass. Conclusions: The weight reduction of only 4.3% in a sample of individuals with a moderate body mass index classified as obesity, although borderline (30.6 Kg/m2), was sufficient to observe positive changes in health-related quality of life.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Excesso de peso]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>ARTIGO ORIGINAL</b></p>     <p>     <p><b><font face="" size="4">Qualidade de vida em doentes com excesso ponderal</font></b></p>     <p><strong>Quality of life in overweight patients</strong></p>     <p><strong>Ana Sofia Esteves<sup>1,2*; </sup>Ana Catarina Moreira<sup>2,3</sup></strong></p>     <p><sup>1</sup>Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa, Av. Prof. Egas Moniz, 1649-028 Lisboa, Portugal</p>     <p><sup>2</sup>Escola Superior de Tecnologia da Sa&uacute;de de Lisboa do Instituto Polit&eacute;cnico de Lisboa, Av. D. Jo&atilde;o II, Lote 4.69.01,1990-096 Lisboa, Portugal</p>     <p><sup>3</sup>H&amp;TRC, Centro de Investiga&ccedil;&atilde;o em Sa&uacute;de e Tecnologia, Av. D. Jo&atilde;o II, Lote 4.69.01,1990-096 Lisboa, Portugal</p> <a href="#c0">Endere&#231;o para correspond&#234;ncia</a><a name="topc0"></a></b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><strong>RESUMO</strong></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Introdu&ccedil;&atilde;o: A obesidade est&aacute; fortemente associada &agrave; morbidade e mortalidade, no entanto &eacute; menos claro o seu impacto na qualidade de vida relacionada com a sa&uacute;de. Devido ao aumento da preval&ecirc;ncia de excesso ponderal e suas consequ&ecirc;ncias na sa&uacute;de e qualidade de vida relacionada com a sa&uacute;de torna-se importante proceder &agrave; sua avalia&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>Objetivos: Avaliar a qualidade de vida relacionada com a sa&uacute;de antes e ap&oacute;s interven&ccedil;&atilde;o nutricional para redu&ccedil;&atilde;o ponderal.</p>     <p>Metodologia Estudo anal&iacute;tico longitudinal com interven&ccedil;&atilde;o nutricional para perda de excesso ponderal/adiposidade, numa amostra de 39 utentes. A qualidade de vida relacionada com a sa&uacute;de foi avaliada pela aplica&ccedil;&atilde;o dos question&aacute;rios SF-36v2 e EQ-5D-3L.</p>     <p>Resultados: O peso, a massa gorda e o &iacute;ndice de massa corporal iniciais encontraram-se negativamente associadas a pelo menos uma das dimens&otilde;es avaliadas. No final da interven&ccedil;&atilde;o observou-se uma diminui&ccedil;&atilde;o de medidas antropom&eacute;tricas e um aumento significativo na qualidade de vida relacionada com a sa&uacute;de. Verificou-se um aumento do &iacute;ndice EQ-5D-3L com a redu&ccedil;&atilde;o do peso, de &iacute;ndice de massa corporal e de massa gorda.</p>     <p>Conclus&otilde;es: A redu&ccedil;&atilde;o ponderal de apenas 4,3% numa amostra de indiv&iacute;duos com &iacute;ndice de massa corporal m&eacute;dio classificado em obesidade, embora borderline (30,6 Kg/m2), foi suficiente para se observarem altera&ccedil;&otilde;es positivas na qualidade de vida relacionada com a sa&uacute;de.</p>     <p><strong>Palavras-chave</strong></p>     <p>Excesso de peso, Qualidade de vida relacionada com a sa&uacute;de, EQ-5D-3L e SF-36</p>     <p>&nbsp;</p>  <hr>     <p>&nbsp;</p>     <p><strong>ABSTRACT</strong></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Introduction: Obesity is strongly associated with morbidity and mortality, but the impact on health-related quality of life is less known. Due to the increasing importance given to health-related quality of life and the higher prevalence of excess weight and its consequences in Health, it is essential to evaluate it.</p>     <p>Objective: Evaluate health-related quality of life before and after a nutritional intervention for weight/adiposity reduction.</p>     <p>Methodology: Longitudinal analytical study with nutritional intervention for loss of overweight, in a sample of 39 patients the health-related quality of life was assessed by SF-36v2 and EQ-5D-3L questionnaires.</p>     <p>Results: Weight, fat mass and body mass index were negatively associated with at least one of the dimensions evaluated. By the end of intervention the reduction in all anthropometric measurements was follow by significant increase in health-related quality of life. There was an increase in the EQ-5D-3L index with weight reduction, body mass index and fat mass.</p>     <p>Conclusions: The weight reduction of only 4.3% in a sample of individuals with a moderate body mass index classified as obesity, although borderline (30.6 Kg/m2), was sufficient to observe positive changes in health-related quality of life.</p>     <p><strong>keywords</strong></p>     <p>Overweight, Health-related quality of life, EQ-5D-3L and SF-36</p>     <p>&nbsp;</p>  <hr>     <p>&nbsp;</p>     <p><strong>INTRODU&Ccedil;&Atilde;O</strong></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A obesidade &eacute; considerada uma epidemia a n&iacute;vel mundial, e est&aacute; fortemente associada &agrave; morbidade e mortalidade (1). Al&eacute;m do impacto f&iacute;sico, tem um impacto relevante na vertente psicol&oacute;gica e de bem-estar dos indiv&iacute;duos, podendo afetar a sua qualidade de vida (QV) (2).</p>     <p>No passado, as medi&ccedil;&otilde;es em sa&uacute;de baseavam-se na presen&ccedil;a ou aus&ecirc;ncia de estados negativos de sa&uacute;de, limita&ccedil;&otilde;es funcionais, sintomas de doen&ccedil;a e exist&ecirc;ncia de problemas agudos e/ou cr&oacute;nicos (3). Atualmente incluem-se</p>     <p>medidas de QV, pelo que t&ecirc;m sido desenvolvidos v&aacute;rios instrumentos que permitem, numa defini&ccedil;&atilde;o global, avaliar a perce&ccedil;&atilde;o do utente sobre o seu estado de sa&uacute;de.</p>     <p>A QV foi definida pela Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial da Sa&uacute;de (OMS) como "a perce&ccedil;&atilde;o do indiv&iacute;duo da sua posi&ccedil;&atilde;o na vida no contexto da cultura e sistema de valores nos quais ele vive e em rela&ccedil;&atilde;o aos seus objetivos, expectativas, padr&otilde;es e preocupa&ccedil;&otilde;es" (2). A qualidade de vIda relacionada com a sa&uacute;de (QVRS) &eacute; um subconjunto dos aspetos de QV relacionados, na exist&ecirc;ncia individual, com o dom&iacute;nio da sa&uacute;de (3-5). S&atilde;o v&aacute;rios os instrumentos de avalia&ccedil;&atilde;o de QVRS. De entre estes encontra-se o question&aacute;rio Short Form Health Survey 36 (SF-36) (3), com grande potencial na utiliza&ccedil;&atilde;o e o muito utilizado EQ-5D (6).</p>     <p>A obesidade parece estar associada a menor QVRS independentemente da exist&ecirc;ncia ou n&atilde;o de outras doen&ccedil;as cr&oacute;nicas (7-9). No entanto s&atilde;o ainda escassos os estudos sobre o impacto da redu&ccedil;&atilde;o ponderal na QVRS.</p>     <p>Devido ao aumento da preval&ecirc;ncia de excesso ponderal e suas consequ&ecirc;ncias na sa&uacute;de, torna-se pertinente avaliar a QVRS e qual o impacto da redu&ccedil;&atilde;o ponderal.</p>     <p><strong>OBJETIVOS</strong></p>     <p>Foram nossos objetivos, avaliar a QVRS na perda ponderal, bem como avaliar a QVRS em indiv&iacute;duos com excesso ponderal/adiposidade; e relacionar a recente perda ponderal/adiposidade com a QVRS.</p>     <p><strong>METODOLOGIA</strong></p>     <p>Tratou-se de um estudo anal&iacute;tico longitudinal, numa popula&ccedil;&atilde;o de indiv&iacute;duos sujeitos a interven&ccedil;&atilde;o nutricional para perda de excesso ponderal/adiposidade. A amostra foi constitu&iacute;da por 39 utentes e selecionada por conveni&ecirc;ncia.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Para ser inclu&iacute;do no estudo o participante tinha de ser adulto e encontrar-se com excesso ponderal e/ou de adiposidade. Foi considerado excesso ponderal/adiposidade a presen&ccedil;a de pelo menos um dos seguintes crit&eacute;rios:</p> <ol>     <li>Per&iacute;metro da cintura (PC) aumentado. Considerou-se aumentado quando no g&eacute;nero masculino PC&ge;94 cm e no g&eacute;nero feminino PC&ge;80cm (10). Avaliou-se com recurso a uma fita m&eacute;trica n&atilde;o extens&iacute;vel Seca&reg; 201, com capacidade at&eacute; 205 cm e precis&atilde;o de 0,1 cm;</li>     <li>Percentagem de massa gorda aumentada. Considerou-se aumentada quando &ge;25% no g&eacute;nero masculino e &ge;32% no g&eacute;nero feminino. Avaliou-se com recurso a uma balan&ccedil;a Tanita&reg; BC-60, com precis&atilde;o de 100 g;</li>     <li>Raz&atilde;o cintura/altura aumentado/a. Considerou-se aumentado quando RCA&gt;0,5 cm (10);</li>     </ol> <ol start="4">     <li>Excesso de peso. Considerou-se excesso de peso quando IMC&ge;25 Kg/m<sup>2</sup>. O IMC foi classificado segundo a OMS (10). Avaliou-se com recurso a uma balan&ccedil;a Tanita&reg; BC-60, com precis&atilde;o de 100 g.</li>     </ol>     <p>Foram recolhidos dados sociodemogr&aacute;ficos (idade e g&eacute;nero), diretamente questionados ao utente. Foram ainda avaliados dados de antropometria (altura, peso) e composi&ccedil;&atilde;o corporal (% massa gorda).Os dados antropom&eacute;tricos e de composi&ccedil;&atilde;o corporal foram avaliados em consulta de acordo com as diretrizes da OMS (10) e DGS (11). Os dados relativos &agrave; QVRS foram recolhidos com recurso aos question&aacute;rios SF-36 v2 (3) e EQ--5D-3L (EuroQol-5 dimens&otilde;es-3 n&iacute;veis) e EQ-VAS (EuroQol-escala visual anal&oacute;gica), onde valores mais elevados correspondem a melhor QVRS (6), preenchidos em local reservado e entregues num envelope fechado. A sua aplica&ccedil;&atilde;o e a avalia&ccedil;&atilde;o de medidas antropom&eacute;tricas realizou-se em dois momentos: 1.&ordm; Momento: 1.&ordf; consulta de perda ponderal/adiposidade; e 2.&ordm; Momento: 8 semanas &plusmn; 2 semanas ap&oacute;s o 1.&ordm; momento.</p>     <p>A an&aacute;lise estat&iacute;stica foi realizada com o software IBM SPSS vers&atilde;o 24.0, utilizou-se um n&iacute;vel de signific&acirc;ncia p &le; 0,05. Na carateriza&ccedil;&atilde;o global da amostra, as vari&aacute;veis num&eacute;ricas s&atilde;o resumidas atrav&eacute;s da m&eacute;dia e desvio-padr&atilde;o (DP) e as vari&aacute;veis qualitativas atrav&eacute;s das frequ&ecirc;ncias absolutas e relativas. Para testar a normalidade das vari&aacute;veis foi utilizado o teste Shapiro-Wilk. Foi realizada uma an&aacute;lise das vari&aacute;veis atrav&eacute;s de testes estat&iacute;sticos param&eacute;tricos e n&atilde;o param&eacute;tricos, conforme adequado. No caso das vari&aacute;veis num&eacute;ricas, a compara&ccedil;&atilde;o entre os dois momentos foi efetuada atrav&eacute;s do teste t para duas amostras emparelhadas ou teste Wilcoxon. Para avaliar a altera&ccedil;&atilde;o das vari&aacute;veis qualitativas entre dois momentos, recorreu-se ao Teste de Homogeneidade Marginal. Para comparar os valores das vari&aacute;veis MSF, MSM e dimens&otilde;es do SF-36, EQ-5D-3L e EQ-VAS entre as diferentes categorias de IMC, utilizou-se o teste Kruskal-Wallis. Com vista a avaliar correla&ccedil;&atilde;o entre os dados recolhidos utilizou-se os testes &agrave; signific&acirc;ncia de correla&ccedil;&atilde;o de Pearson e Spearman.</p>     <p>O presente estudo foi aprovado pelo Conselho Cient&iacute;fico da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa e pela Comiss&atilde;o de &Eacute;tica do Centro Hospitalar Lisboa Norte e da Comiss&atilde;o de &Eacute;tica do Centro Acad&eacute;mico de Medicina de Lisboa. Todos os participantes preencheram o Termo de Consentimento Informado, esclarecido e livre (por escrito e em duplicado).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><strong>RESULTADOS</strong></p>     <p>O tempo decorrido entre as avalia&ccedil;&otilde;es inicial e final foi de 8 semanas&plusmn;2 semanas. Verificou-se 20,4% de dropouts.</p>     <p><strong>Caracter&iacute;sticas sociodemogr&aacute;ficas e estado nutricional</strong></p>     <p>Foram inclu&iacute;dos 39 participantes, 82,1% (n=32) eram do g&eacute;nero feminino. A idade dos participantes variou entre os 19 e 59 anos, apresentando uma m&eacute;dia de 39&plusmn;11 anos. A altura m&eacute;dia foi 1,65&plusmn;0,08 m (1,52-1,87).</p>     <p>As vari&aacute;veis referentes ao estado nutricional (refere-se a IMC, RCA, MG e PC) no in&iacute;cio e t&eacute;rmino do estudo apresentam-se em tabela (<a href ="/img/revistas/apn/n18/n18a05t1.jpg">Tabela 1</a>). Verificou-se uma redu&ccedil;&atilde;o significativa nas vari&aacute;veis de peso (3,6 Kg; 4,3%), de IMC (1,3 Kg/m<sup>2</sup>; 4,4%), de MG (2,3%), de PC (7,01 cm; 6,8%) e de RCA (0,12 cm; 17,7%).</p>     
<p>Verificou-se varia&ccedil;&atilde;o (p&lt;0,001) na classifica&ccedil;&atilde;o nutricional no in&iacute;cio e o t&eacute;rmino do estudo (<a href ="/img/revistas/apn/n18/n18a05t2.jpg">Tabela 2</a>).</p>     
<p>A maioria dos utentes apresentava no in&iacute;cio do estudo MG, PC e RCA em excesso, tendo-se verificado no final do estudo redu&ccedil;&atilde;o no n&uacute;mero de utentes classificados na categoria de PC muito aumentado, MG em excesso e RCA, no entanto apenas a &uacute;ltima com significado estat&iacute;stico (p=0,003).</p>     <p><strong>Qualidade de vida relacionada com a sa&uacute;de</strong></p>     <p>Do in&iacute;cio para o final do estudo, as pontua&ccedil;&otilde;es do EQ-5D-3L (<a href ="/img/revistas/apn/n18/n18a05t3.jpg">Tabela 3</a>) aumentaram no EQ-VAS (p&lt;0,001) e no &iacute;ndice EQ-5D-3L (p=0,022).</p>     
<p>Quanto &agrave;s pontua&ccedil;&otilde;es do SF-36 (<a href ="/img/revistas/apn/n18/n18a05t3.jpg">Tabela 3</a>) tamb&eacute;m foi observado aumento em todas as dimens&otilde;es, no entanto apenas estatisticamente significativo nas dimens&otilde;es fun&ccedil;&atilde;o f&iacute;sica (p=0,027), sa&uacute;de geral (p=0,013), vitalidade (p=0,016) e MSF (p=0,015).</p>     
]]></body>
<body><![CDATA[<p><strong>Influ&ecirc;ncia do estado nutricional na qualidade de vida relacionada com a sa&uacute;de</strong></p>     <p>Foi observada (<a href ="/img/revistas/apn/n18/n18a05t4.jpg">Tabela 4</a>) uma correla&ccedil;&atilde;o entre o estado nutricional e a QVRS. Observou-se um aumento de diferentes dimens&otilde;es de QVRS do SF-36 com a redu&ccedil;&atilde;o do IMC, massa gorda, PC e RCA. N&atilde;o se verificou correla&ccedil;&atilde;o de nenhuma vari&aacute;vel do estado nutricional com o EQ-VAS e com o &iacute;ndice EQ-5D-3L.</p>     
<p>A QVRS avaliada pelo SF-36 foi inferior nas categorias mais elevadas de IMC, onde os utentes classificados com excesso ponderal apresentaram pior QVRS nas dimens&otilde;es fun&ccedil;&atilde;o f&iacute;sica (96,67 vs. 91,6; p=0,036), dor f&iacute;sica (88,33 vs. 71,81; p=0,045) e MSF (59,10 vs. 57,52; p=0,015). Nas dimens&otilde;es de QVRS avaliadas pelo EQ-5D-3L, n&atilde;o houve diferen&ccedil;a.</p>     <p>Observou-se a exist&ecirc;ncia de uma correla&ccedil;&atilde;o positiva entre o &iacute;ndice EQ-5D-3L e a redu&ccedil;&atilde;o das seguintes vari&aacute;veis: peso (em %, r=0,384; p=0,016 em Kg, r=0,369;p=0,021), MG (r=0,336;p=0,036) e IMC (r=0,380;p=0,017). N&atilde;o foi observada correla&ccedil;&atilde;o entre a redu&ccedil;&atilde;o de peso (%, Kg), IMC, MG, PC e RCA e as pontua&ccedil;&otilde;es do EQ-VAS, e as dimens&otilde;es MSF e MSM do SF-36.</p>     <p><strong>DISCUSS&Atilde;O DOS RESULTADOS</strong></p>     <p>A maior preval&ecirc;ncia de indiv&iacute;duos do g&eacute;nero feminino no nosso estudo pode estar relacionado com o facto da preval&ecirc;ncia de obesidade em Portugal ser superior no g&eacute;nero feminino (12) ou por as mulheres apresentarem uma maior preocupa&ccedil;&atilde;o com a est&eacute;tica, possivelmente recorrendo mais a consultas de tratamento para redu&ccedil;&atilde;o ponderal/adiposidade (12, 13).</p>     <p>O valor m&eacute;dio de IMC encontrado (30,6 Kg/m2) foi inferior ao encontrado em estudos semelhantes (14, 15). Esta discrep&acirc;ncia pode estar relacionado com o facto do acompanhamento nutricional ser realizado em cl&iacute;nica privada, pois utentes acompanhados no sistema p&uacute;blico apresentam pior estado nutricional do que no sistema privado (16). Outro fator &eacute; a probabilidade de, no sistema p&uacute;blico, estarem inclu&iacute;dos utentes a aguardar cirurgia de obesidade, que devido ao seu protocolo exigem um valor superior de IMC (17).</p>     <p>Os resultados encontrados quando estudada a QVRS entre indiv&iacute;duos em eutrofia, pr&eacute;-obesidade e obesidade s&atilde;o semelhantes aos verificados por outros autores, em que indiv&iacute;duos com excesso ponderal s&atilde;o os que apresentam piores valores de QVRS (7, 9, 18).</p>     <p>Embora o valor m&eacute;dio de redu&ccedil;&atilde;o ponderal no presente estudo (4,3%) tenha sido inferior &agrave; reportada noutros estudos com o mesmo per&iacute;odo de interven&ccedil;&atilde;o, verificou-se uma redu&ccedil;&atilde;o significativa no peso, IMC, MG, PC e RCA. A redu&ccedil;&atilde;o ponderal de apenas 4,3% numa amostra de indiv&iacute;duos com IMC m&eacute;dio classificado em obesidade, embora borderline (30,6 Kg/m2), foi suficiente para se observarem altera&ccedil;&otilde;es positivas na QVRS, como verificado noutros estudos (18). Com exce&ccedil;&atilde;o da vitalidade, nenhuma dimens&atilde;o mental aumentou significativamente entre o in&iacute;cio e o t&eacute;rmino do estudo. Este resultado &eacute; semelhante ao observado por outros autores aquando da utiliza&ccedil;&atilde;o do SF-36, que verificaram altera&ccedil;&otilde;es na sa&uacute;de f&iacute;sica, mas n&atilde;o na sa&uacute;de mental (7, 9, 18). O mesmo se verificou na utiliza&ccedil;&atilde;o do EQ-5D-3L onde existiu um aumento do EQ-VAS e do &iacute;ndice EQ-5D-3L, ap&oacute;s interven&ccedil;&atilde;o (15). Neste estudo, as diferen&ccedil;as encontradas na QVRS do in&iacute;cio e final s&atilde;o no entanto inferiores &agrave;s encontradas por outros autores, possivelmente pelo menor tempo de interven&ccedil;&atilde;o nutricional (3 meses vs. 6 e 30 meses), ou porque a nossa amostra apresentava ao in&iacute;cio melhor estado nutricional (IMC m&eacute;dio bordeline de obesidade vs. classe I e II de obesidade) (14, 15).</p>     <p>Quanto &agrave; influ&ecirc;ncia do estado nutricional na QVRS, o presente estudo encontrou uma rela&ccedil;&atilde;o inversa entre o IMC e a QVRS (7, 9, 15). Apesar de S&Oslash;ltof at al (15) observaram uma correla&ccedil;&atilde;o negativa entre o IMC e a QVRS, em que utentes com IMC elevado apresentaram valores inferiores na maioria das dimens&otilde;es da QVRS, na nossa amostra tal n&atilde;o foi verificado no &iacute;ndice EQ-5D-3L e EQ-VAS. Possivelmente pelo facto do nosso estudo ter uma amostra reduzida e um valor m&eacute;dio de IMC inferior. Quando analisada a rela&ccedil;&atilde;o da redu&ccedil;&atilde;o das vari&aacute;veis observou-se que existia um aumento da pontua&ccedil;&atilde;o do &iacute;ndice EQ-5D-3L com a redu&ccedil;&atilde;o ponderal e de MG, semelhante a outros estudos (19).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O facto de a recolha de dados ser realizada em consulta conduziu &agrave; diminui&ccedil;&atilde;o da amostra, devido &agrave; exist&ecirc;ncia de desist&ecirc;ncias/adiamentos das consultas. Ainda assim a percentagem de dropouts foi semelhante ao reportado em interven&ccedil;&otilde;es para redu&ccedil;&atilde;o ponderal em ambulat&oacute;rio (20). Os participantes eram seguidos em consulta de perda ponderal, pelo que, n&atilde;o se pode considerar a amostra como representativa da popula&ccedil;&atilde;o com excesso ponderal, ainda assim, e apesar do n&uacute;mero reduzido de utentes avaliados neste estudo, foram analisados diferentes par&acirc;metros antropom&eacute;tricos, que poder&atilde;o ter influ&ecirc;ncia na perce&ccedil;&atilde;o da QVRS. Este estudo fornece informa&ccedil;&atilde;o sobre o impacto de uma interven&ccedil;&atilde;o a curto prazo, na QVRS de utentes seguidos em consulta de obesidade.</p>     <p><strong>CONCLUS&Otilde;ES</strong></p>     <p>Foram nossos objetivos, avaliar a QVRS na perda ponderal, bem como avaliar a QVRS em indiv&iacute;duos com excesso ponderal/ adiposidade; e relacionar a recente perda ponderal/adiposidade com a QVRS. A redu&ccedil;&atilde;o ponderal de apenas 4,3% numa amostra de indiv&iacute;duos com IMC m&eacute;dio classificado em obesidade, embora borderline (30,6 Kg/m2), foi suficiente para se observarem altera&ccedil;&otilde;es positivas na QVRS.</p>     <p><strong>AGRADECIMENTOS</strong></p>     <p>O presente estudo &eacute; parte integrante da tese de Mestrado em Nutri&ccedil;&atilde;o Cl&iacute;nica de um dos autores AE, orientado por ACM, organizado pela Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa em parceria com a Escola Superior de Tecnologia da Sa&uacute;de de Lisboa, Instituto Polit&eacute;cnico de Lisboa. Os autores agradecem aos utentes a sua participa&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><strong>REFER&Ecirc;NCIAS BIBLIOGR&Aacute;FICAS</strong></p> <ol>     <li>World Health Organization. Obesity and overweight. 2016.[Consultado em setembro de 2017]. Dsponivel em: <a href="  http://www.who.int/mediacentre/factsheets/fs311/en/"target="_blank"> http://www.who.int/mediacentre/factsheets/fs311/en/</a>.</li>     <li>World Health Organization. WHOQOL: measuring quality of life. Psychol Med. 1998:551 558.</li>     <li>Ferreira L. Cria&ccedil;&atilde;o da Vers&atilde;o Portuguesa do MOS SF-36 Parte I - Adapta&ccedil;&atilde;o Cultural e Lingu&iacute;stica. Acta M&eacute;dica Portuguesa. 2000; 13:55-66.</li>     ]]></body>
<body><![CDATA[<li>Centers for Disease Control and Prevention. Health-Related Quality of Life (HRQOL). (2016) [Consultado em Novembro de 2017]. Dsponivel em:<a href="   https://www.cdc.gov/hrqol/concept.htm"target="_blank">  https://www.cdc.gov/hrqol/concept.htm</a>.</li>     <li>Healthy People 2020. Health-related quality of life and well-being. Foundation Health Measure Report.2010:1-6.</li>     <li>Ferreira L, Ferreira N, Pereira N. Contributos para a valida&ccedil;&atilde;o da vers&atilde;o Portuguesa do EQ-5D. Acta M&eacute;dica Portuguesa. 2013;26(6):664-675.</li>     <li>Kolotkin L, Andersen R. A systematic review of reviews: exploring the relationship between obesity, weight loss and health-related quality of life. Clinical Obesity. 2017;7(5):273-289.</li>     <li>Tavares B, Nunes M, Santos M. Obesidade e qualidade de vida: Revis&atilde;o da literatura. Revista M&eacute;dica Minas Gerais. 2002; 20(3): 359-366.</li>     <li>Hassan K, Joshi V, Madhavan S, Amonkar M. Obesity and health-related quality of life: a cross-sectional analysis of the US population. International Journal Obesity. 2003;2:1227- 32.</li>     <li>World Health Organization. Physical status: the use and interpretation of anthropometry. World Health Organization.1995;854:1-452.</li>     <li>Dire&ccedil;&atilde;o Geral da Sa&uacute;de. Avalia&ccedil;&atilde;o antropom&eacute;trica no adulto-2013; 017/2013:1-9.</li>     <li>Lopes C, Torres D, Oliveira, A, Severo, M, Alarc&atilde;o V, Guiomar S, et al. Inqu&eacute;rito Alimentar Nacional E de Atividade F&iacute;sica-IAN-AF.2015-2016;76-83.</li>     <li>Bjorntorp P, Bray A, Carroll K. Obesity: Preventing and Managing the Global Epidemic. WHO.2000;253.</li>     ]]></body>
<body><![CDATA[<li>Rothberg E, McEwen N, Kraftson T, Neshewat M, Fowler E, Bruant F, et al. The impact of weight loss on health-related quality-of-life: implications for cost-effectiveness analyses. Quality of Life Research. 2014;23(4):1371-1376.</li>     <li>S&oslash;ltoft F, Hammer M, Kragh N. The association of body mass index and health-related quality of life in the general population: Data from the 2003 Health Survey of England. Quality of Life Research. 2009;18(10):1293-1299.</li>     <li>Santos H, Lima S, Souza C. Comparative study of the nutritional evolution of patients/candidates for bariatric surgery attended by the Unified Health System and the Supplemental Health Network. Ci&ecirc;ncia&amp;Sa&uacute;de. 2014;19(5):1359-1365.</li>     <li>Dire&ccedil;&atilde;o Geral da Sa&uacute;de. Boas pr&aacute;ticas na abordagem do doente com obesidade eleg&iacute;vel para cirurgia bari&aacute;trica.2012;028/2012:2.</li>     <li>Ul-haq Z, Mackay D, Fenwick E, Pell J. Meta-analysis of the association between body mass index and health- related quality of life among adults, asessed by the SF-36. 2013;162(2).</li>     <li>Rothberg E, McEwen N, Kraftson T, Neshewat M, Fowler E, Bruant F, et al. The impact of weight loss on health-related quality-of-life: implications for cost-effectiveness analyses. Quality of Life Research. 2014;23(4):1371-1376.</li>     </ol>     <!-- ref --><p>20.Papadaki A, Linardakis M, Plada M, Larsen T, Baak M, et al. A multicentre weight loss study using a low calorie diet over 8 weeks: regional differences in efficacy across eight European cities.Swiss Med Wkly. 2013;143:1-9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1932556&pid=S2183-5985201900030000500020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>  <b><a href="#topc0">Endere&#231;o para correspond&#234;ncia</a><a name="c0"></a></b>     <p>Ana Sofia Teodoro e S&aacute; Esteves</p>     <p>Rua Major Cunha, lote 13,</p>     <p>8670-007 Aljezur, Faro, Portugal</p>     <p>asesteves2@gmail.com</p> <a href="mailto:sesteves2@gmail.com">sesteves2@gmail.com</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Recebido a 26 de outubro de 2018</p>     <p>Aceite a 15 de setembro de 2019</p>     <p>&nbsp;</p>      ]]></body><back>
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