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<article-id>S2183-59852019000300009</article-id>
<article-id pub-id-type="doi">10.21011/apn.2019.1809</article-id>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Alimentação vegetariana na criança e no adolescente]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Vegetarian food in children and adolescents]]></article-title>
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<institution><![CDATA[,Escola Superior de Tecnologia da Saúde de Coimbra  ]]></institution>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Eating behaviors have been changing over the years and there has been a greater interest in the vegetarian dietary pattern by adults but also by children and adolescents. The aim of this paper is to identify the reasons for adhering to the vegetarian dietary pattern and to identify the health effects of this dietary pattern on children and adolescents. Some of the reasons that may lead children and adolescents to adopt a vegetarian dietary pattern may be for health, environmental, religious or ethical reasons. The dietary pattern in question has some health benefits including the prevention of diseases such as obesity, cardiovascular disease, type 2 diabetes and cancer. Finally, the vegetarian dietary pattern, if properly planned, can provide the nutritional needs of children and adolescents. However, if not well planned can lead to nutritional deficits, compromising proper growth and development in these age groups.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Adolescentes]]></kwd>
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<kwd lng="en"><![CDATA[Health]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>ARTIGO DE REVIS&#195;O</b></p>     <p>     <p><b><font face="" size="4">Alimenta&ccedil;&atilde;o vegetariana na crian&ccedil;a e no adolescente</font></b></p>     <p><strong>Vegetarian food in children and adolescents</strong></p>     <p><strong>Daniela Silva Martins<sup>1*</sup>; Ana Faria<sup>1</sup>; Helena Loureiro<sup>1</sup></strong></p>     <p><sup>1</sup>Escola Superior de Tecnologia da Sa&uacute;de de Coimbra, Rua 5 de Outubro,3046-854 Coimbra, Portugal</p> <a href="#c0">Endere&#231;o para correspond&#234;ncia</a><a name="topc0"></a></b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><strong>RESUMO</strong></p>     <p>Os comportamentos alimentares t&ecirc;m vindo a alterar-se ao longo dos anos, tendo-se verificado um maior interesse pelo padr&atilde;o alimentar vegetariano, por parte de adultos mas tamb&eacute;m de crian&ccedil;as e adolescentes.</p>     <p>O objetivo deste artigo &eacute; identificar os motivos que provocam uma ades&atilde;o ao padr&atilde;o alimentar vegetariano e identificar os efeitos sobre a sa&uacute;de deste padr&atilde;o alimentar nas crian&ccedil;as e adolescentes.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Alguns dos motivos que podem levar as crian&ccedil;as e adolescentes a adotarem por um padr&atilde;o alimentar vegetariano podem ser por quest&otilde;es de sa&uacute;de, ambientais, religiosas ou &eacute;ticas.</p>     <p>O padr&atilde;o alimentar em quest&atilde;o apresenta alguns benef&iacute;cios para a sa&uacute;de, nomeadamente na preven&ccedil;&atilde;o de doen&ccedil;as como a obesidade, doen&ccedil;as cardiovasculares, diabetes tipo 2 e cancro.</p>     <p>Por fim, o padr&atilde;o alimentar vegetariano, se for corretamente planeado, pode fornecer as necessidades nutricionais de crian&ccedil;as e adolescentes. Contudo, se n&atilde;o for bem planeado pode originar d&eacute;fices nutricionais, comprometendo o crescimento e desenvolvimento adequados nestas faixas et&aacute;rias.</p>     <p><strong>Palavras-chave</strong></p>     <p>Adolescentes, Crian&ccedil;as, Dieta vegetariana, Sa&uacute;de</p>     <p>&nbsp;</p>  <hr>     <p>&nbsp;</p>     <p><strong>ABSTRACT</strong></p>     <p>Eating behaviors have been changing over the years and there has been a greater interest in the vegetarian dietary pattern by adults but also by children and adolescents.</p>     <p>The aim of this paper is to identify the reasons for adhering to the vegetarian dietary pattern and to identify the health effects of this dietary pattern on children and adolescents.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Some of the reasons that may lead children and adolescents to adopt a vegetarian dietary pattern may be for health, environmental, religious or ethical reasons.</p>     <p>The dietary pattern in question has some health benefits including the prevention of diseases such as obesity, cardiovascular disease, type 2 diabetes and cancer.</p>     <p>Finally, the vegetarian dietary pattern, if properly planned, can provide the nutritional needs of children and adolescents. However, if not well planned can lead to nutritional deficits, compromising proper growth and development in these age groups.</p>     <p><strong>keywords</strong></p>     <p>Adolescents, Children, Vegetarian diet, Health</p>     <p>&nbsp;</p>  <hr>     <p>&nbsp;</p>     <p><strong>INTRODU&Ccedil;&Atilde;O</strong></p>     <p>O padr&atilde;o alimentar vegetariano, &eacute; um padr&atilde;o de consumo alimentar, tamb&eacute;m designado por &ldquo;alimenta&ccedil;&atilde;o vegetariana&rdquo; ou &ldquo;dieta vegetariana&rdquo; (1) que tem vindo a ganhar popularidade em todo o mundo (2), bem como em Portugal (3). Apesar de n&atilde;o existirem muitos dados (4), sup&otilde;e-se que esteja a aumentar a preval&ecirc;ncia de beb&eacute;s, crian&ccedil;as e adolescentes que praticam este tipo de alimenta&ccedil;&atilde;o (5, 6).</p>     <p>De acordo com a Sociedade Vegetariana Brasileira (7) &rdquo;&eacute; considerado vegetariano todo aquele que exclui da sua alimenta&ccedil;&atilde;o todos os tipos de carne, aves, peixes e seus derivados, podendo ou n&atilde;o utilizar latic&iacute;nios ou ovos.&rdquo;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O padr&atilde;o alimentar vegetariano pode classificar-se em ovolactovegetariano (exclui a carne e o pescado e permite ovos e latic&iacute;nios) (5, 7-9), lactovegetariano (exclui a carne, pescado e ovos e permite os latic&iacute;nios) (5, 7-9), ovovegetariano (exclui carne, pescado e latic&iacute;nios e permite o consumo de ovos) (5, 7-9), vegetariano estrito (exclui todos os alimentos de origem animal (incluindo, por ex.: mel, gelatina, banha, insetos, albumina, case&iacute;na, corante E120)) e vegan (exclui todos os alimentos de origem animal e todos os produtos que os contenham, nomeadamente vestu&aacute;rio, adornos, produtos testados em animais e condena a utiliza&ccedil;&atilde;o de animais como forma de entretenimento) (1, 5, 7).</p>     <p>Os principais constituintes de um padr&atilde;o alimentar vegetariano s&atilde;o a fruta, os hort&iacute;colas, os cereais e tub&eacute;rculos, as leguminosas, os frutos gordos e as sementes, de prefer&ecirc;ncia produzidos localmente, da &eacute;poca e minimamente processados (5).</p>     <p>A Academia Americana de Nutri&ccedil;&atilde;o e Diet&eacute;tica (8) considera que &ldquo;dietas vegetarianas adequadamente planeadas, incluindo as vegan, s&atilde;o saud&aacute;veis, nutricionalmente adequadas e podem fornecer benef&iacute;cios &agrave; sa&uacute;de na preven&ccedil;&atilde;o e tratamento de certas doen&ccedil;as. S&atilde;o apropriadas para todas as etapas do ciclo de vida, incluindo gravidez, lacta&ccedil;&atilde;o, inf&acirc;ncia, adolesc&ecirc;ncia, idade adulta e para atletas.&rdquo; Contudo, a Associa&ccedil;&atilde;o Alem&atilde; de Nutri&ccedil;&atilde;o (4) n&atilde;o recomenda uma dieta vegan na inf&acirc;ncia e adolesc&ecirc;ncia devido ao maior risco de d&eacute;fices nutricionais.</p>     <p><strong>Motivos que levam &agrave; ades&atilde;o a um padr&atilde;o alimentar vegetariano</strong></p>     <p>Desde a Antiguidade Cl&aacute;ssica que se conhecem e seguem padr&otilde;es alimentares vegetarianos, essencialmente por quest&otilde;es filos&oacute;ficas, religiosas e de sa&uacute;de (1). Os motivos que levam &agrave; ades&atilde;o a um padr&atilde;o alimentar vegetariano s&atilde;o diversos nomeadamente:</p> <ol>     <li><u>&Eacute;ticos e filos&oacute;ficos</u> &ndash; Quando os indiv&iacute;duos decidem evitar comer carne por acreditarem que o ato de a comerem &eacute; errado, por terem a no&ccedil;&atilde;o de que os animais s&atilde;o seres sencientes. Os animais n&atilde;o deviam ser criados e abatidos com o prop&oacute;sito de serem utilizados para fins alimentares, de cosm&eacute;tica e vestu&aacute;rio (7, 10).</li>     <li><u>Sa&uacute;de</u> &ndash; Uma alimenta&ccedil;&atilde;o vegetariana apresenta alguns benef&iacute;cios para a sa&uacute;de, nomeadamente na diminui&ccedil;&atilde;o do risco de diabetes tipo 2 (1, 6, 8, 9), doen&ccedil;as cardiovasculares (1, 6, 9), hipertens&atilde;o (1, 6, 8), hiperlipidemia (1, 6), obesidade (1, 8, 11, 12), cancro da mama (9), cancro do c&oacute;lon (9), doen&ccedil;as da ves&iacute;cula biliar (9), aumento da longevidade (1) e apresentam um perfil mais favor&aacute;vel de adipocinas anti-inflamat&oacute;rias (6).</li>     <li><u>Ambientais</u> &ndash; De acordo com a Sociedade de Educa&ccedil;&atilde;o e Comportamento Nutricional Americana (11) as tend&ecirc;ncias ambientais atuais (ex.: altera&ccedil;&otilde;es clim&aacute;ticas, perda de biodiversidade, escassez de &aacute;gua) amea&ccedil;am a seguran&ccedil;a alimentar a longo prazo, e em parte, s&atilde;o causadas pelas escolhas alimentares e pr&aacute;ticas agr&iacute;colas atuais. O impacto ambiental pode ser diminu&iacute;do reduzindo o consumo de alimentos de origem animal e aumentando o consumo de alimentos de origem vegetal (11).</li>     </ol>     <p>A produ&ccedil;&atilde;o dos alimentos que integram a alimenta&ccedil;&atilde;o vegetariana utiliza menos recursos de &aacute;gua, combust&iacute;veis f&oacute;sseis, pesticidas e fertilizantes, comparada com uma alimenta&ccedil;&atilde;o omn&iacute;vora (8).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>De acordo com a Organiza&ccedil;&atilde;o para a Alimenta&ccedil;&atilde;o e Agricultura (13) &ldquo;Dietas sustent&aacute;veis s&atilde;o aquelas com baixo impacto ambiental que contribuem para a seguran&ccedil;a alimentar e nutricional, para a sa&uacute;de e vida das gera&ccedil;&otilde;es presentes e futuras. As dietas sustent&aacute;veis protegem e respeitam a biodiversidade e os ecossistemas, s&atilde;o culturalmente aceit&aacute;veis, dispon&iacute;veis, economicamente justas e acess&iacute;veis, nutricionalmente adequadas, seguras e saud&aacute;veis, enquanto contribuem para otimizar os recursos naturais e humanos&rdquo;. Deste modo podemos considerar que o padr&atilde;o alimentar vegetariano apresenta efeitos favor&aacute;veis na sustentabilidade ambiental (8).</p> <ol start="4">     <li><u>Familiares</u> &ndash; Por vezes as crian&ccedil;as e adolescentes, assim como a popula&ccedil;&atilde;o adulta s&atilde;o influenciadas a adotar este tipo de alimenta&ccedil;&atilde;o por familiares (7) ou influenciadores nas redes sociais.</li>     <li><u>Religiosos</u> &ndash; Algumas religi&otilde;es como a Igreja Adventista do S&eacute;timo Dia, o Espiritismo, o Hindu&iacute;smo, o Budismo, entre outras, recomendam a ado&ccedil;&atilde;o de um padr&atilde;o alimentar vegetariano (7).</li>     <li><u>Sociopol&iacute;ticos</u> &ndash; Quando os indiv&iacute;duos decidem evitar a carne por quest&otilde;es de seguran&ccedil;a alimentar e de justi&ccedil;a social (10), no sentido de haver alimento dispon&iacute;vel para todas as pessoas.</li>     <li><u>Paladar</u> &ndash; Pode haver recusa do consumo de carne por n&atilde;o aceita&ccedil;&atilde;o do paladar (7). De acordo com Ramalho C. e col. (14), no seu estudo sobre neofobia alimentar em crian&ccedil;as dos 6 aos 12 anos, os novos alimentos com menor inten&ccedil;&atilde;o de serem experimentados eram sobretudo de origem animal.</li>     </ol>     <p><strong>Benef&iacute;cios para a sa&uacute;de de um padr&atilde;o alimentar vegetariano</strong></p>     <p>A evid&ecirc;ncia cient&iacute;fica sobre os benef&iacute;cios do padr&atilde;o alimentar vegetariano tem vindo a aumentar nos &uacute;ltimos anos, nomeadamente na preven&ccedil;&atilde;o de algumas doen&ccedil;as cr&oacute;nicas que afetam a nossa sociedade (3). Um padr&atilde;o alimentar vegetariano adequado na inf&acirc;ncia pode reduzir os riscos de algumas doen&ccedil;as cr&oacute;nicas na idade adulta (5), nomeadamente:</p> <ol>     <li><u>Obesidade</u> &ndash; A obesidade infantil &eacute; um problema de sa&uacute;de p&uacute;blica do s&eacute;culo XXI (15), que tem vindo a aumentar em &aacute;reas urbanizadas de pa&iacute;ses em desenvolvimento (12), e est&aacute; associada a uma maior morte prematura e incapacidade na idade adulta (12,15).</li>     </ol>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>As principais consequ&ecirc;ncias do sobrepeso e obesidade infantil para a sa&uacute;de, que geralmente aparecem na idade adulta, s&atilde;o doen&ccedil;as cardiovasculares, diabetes, dist&uacute;rbios m&uacute;sculo-esquel&eacute;ticos e certos tipos de cancro (endom&eacute;trio, mama e c&oacute;lon) (15).</p>     <p>Alguns estudos referem que as dietas vegetarianas est&atilde;o associadas a um menor &Iacute;ndice de Massa Corporal (IMC) e menor preval&ecirc;ncia de obesidade em adultos e crian&ccedil;as (8, 12). Em compara&ccedil;&atilde;o com crian&ccedil;as n&atilde;o vegetarianas, as vegetarianas s&atilde;o mais magras e a diferen&ccedil;a de IMC aumenta durante a adolesc&ecirc;ncia (12). Um estudo realizado em crian&ccedil;as e adolescentes adventistas com idades entre os 7 e os 18 anos, classificadas como vegetarianas, observou que as crian&ccedil;as vegetarianas eram mais altas que os colegas omn&iacute;voros (12). Contudo, numa pesquisa longitudinal realizada em crian&ccedil;as e adolescentes adventistas e omn&iacute;voros entre os 6 e os 18 anos, observou-se que as meninas pr&eacute;-p&uacute;beres adventistas eram mais baixas, e que, nas meninas omn&iacute;voras o in&iacute;cio do surto de crescimento puberal ocorreu um ano antes, o que sugere que as meninas adventistas vegetarianas apresentam um atraso no in&iacute;cio da matura&ccedil;&atilde;o puberal, o que pode reduzir o risco de desenvolver cancro da mama (12). Um estudo realizado em adolescentes adventistas que frequentavam o ensino secund&aacute;rio mostrou que os estudantes com uma alimenta&ccedil;&atilde;o predominantemente vegetariana tinham menores valores de IMC, circunfer&ecirc;ncia da cintura, rela&ccedil;&atilde;o colesterol total e colesterol HDL e concentra&ccedil;&atilde;o do colesterol LDL, em compara&ccedil;&atilde;o com os estudantes omn&iacute;voros (12). As dietas &agrave; base de plantas apresentam uma baixa densidade energ&eacute;tica (4, 12), e um elevado teor de hidratos de carbono complexos, fibra e &aacute;gua que aumentam a saciedade e o gasto energ&eacute;tico em repouso (12).</p>     <p>Sabat&eacute; e Wen (12) relataram que os alimentos de origem animal (carne, latic&iacute;nios e ovos) est&atilde;o associados a um aumento do risco de excesso de peso, enquanto os alimentos de origem vegetal s&atilde;o protetores (cereais, hort&iacute;colas, nozes) ou n&atilde;o apresentam associa&ccedil;&atilde;o (fruta, hort&iacute;colas e produtos de prote&iacute;na vegetal). Os autores descreveram que as diferen&ccedil;as observadas no IMC entre vegetarianos e n&atilde;o vegetarianos podem ser explicadas pelo consumo de carne (rica em &aacute;cidos gordos saturados e com maior densidade cal&oacute;rica), por fatores de estilo de vida (ex.: tabagismo, atividade f&iacute;sica e n&iacute;vel de educa&ccedil;&atilde;o) e por uma maior ingest&atilde;o e/ou variedade de hortofrut&iacute;colas. Deste modo, um padr&atilde;o alimentar vegetariano pode ser importante na preven&ccedil;&atilde;o prim&aacute;ria de excesso de peso e obesidade (12). A ingest&atilde;o alimentar elevada de prote&iacute;na, principalmente de origem animal, est&aacute; positivamente associada ao IMC (12) e &eacute; um fator que predisp&otilde;e para o excesso de peso e obesidade em crian&ccedil;as (6, 12).</p> <ol start="2">     <li><u>Estado de inflama&ccedil;&atilde;o</u> &ndash; Ambroszkiewicz e col. (6) descreveram que um padr&atilde;o alimentar ovolactovegetariano, quando bem planeado pode afetar beneficamente o perfil de adipocinas e pode ter um efeito protetor sobre o estado inflamat&oacute;rio em crian&ccedil;as pr&eacute;-p&uacute;beres com idades entre os 5 e os 10 anos, comparativamente a uma dieta omn&iacute;vora tradicional. As adipocinas secretadas pelo tecido adiposo, est&atilde;o envolvidas de maneira aut&oacute;crina e par&aacute;crina na regula&ccedil;&atilde;o do gasto de energia, na sensibilidade &agrave; insulina, no metabolismo de glicose e lip&iacute;dico, na fun&ccedil;&atilde;o endotelial e no estado inflamat&oacute;rio (6). Entre as adipocinas, a leptina, a resistina e a visfatina, foram descritas como marcadores positivamente relacionados com o peso corporal, a massa gorda, a resist&ecirc;ncia &agrave; insulina e propriedades pr&oacute;-inflamat&oacute;rias (6). No estudo realizado por Ambroszkiewicz e col. (6) observou-se que os n&iacute;veis da adipocina leptina eram menores nas crian&ccedil;as vegetarianas em compara&ccedil;&atilde;o com as omn&iacute;voras. A desregula&ccedil;&atilde;o da s&iacute;ntese de adipocinas pode alterar a homeostase e levar a condi&ccedil;&otilde;es patol&oacute;gicas (6). De acordo com alguns autores, os principais compostos bioativos associados &agrave;s propriedades anti-inflamat&oacute;rias e antioxidantes s&atilde;o os polifen&oacute;is, as vitaminas e os minerais que se obt&eacute;m nos alimentos de origem vegetal (6). O padr&atilde;o alimentar vegetariano e a dieta mediterr&acirc;nea est&atilde;o associados a um menor estado inflamat&oacute;rio, a n&iacute;veis mais elevados de adiponectina, n&iacute;veis mais baixos de leptina e n&iacute;veis inalterados de resistina (6).</li>     <li><u>Doen&ccedil;as cardiovasculares</u> (hiperlipidemia, cardiopatia isqu&eacute;mica e hipertens&atilde;o) &ndash; O consumo de um padr&atilde;o alimentar vegetariano est&aacute; associado a uma redu&ccedil;&atilde;o do risco de desenvolver doen&ccedil;as cardiovasculares (8), devido &agrave; melhoria de fatores de risco modific&aacute;veis, nomeadamente obesidade abdominal, press&atilde;o arterial (16), perfil lip&iacute;dico, glic&eacute;mia, diminui&ccedil;&atilde;o da prote&iacute;na C reativa, redu&ccedil;&atilde;o do stress oxidativo e redu&ccedil;&atilde;o da forma&ccedil;&atilde;o de placas ateroscler&oacute;ticas (8). Alguns estudos verificaram uma redu&ccedil;&atilde;o da preval&ecirc;ncia de hipertens&atilde;o arterial sist&eacute;mica em popula&ccedil;&otilde;es vegetarianas. Esta redu&ccedil;&atilde;o est&aacute; relacionada com uma maior sensibilidade &agrave; insulina e um melhor estado antioxidante, que melhora a redu&ccedil;&atilde;o da aterogenicidade e preserva o &oacute;xido n&iacute;trico sintetizado pelo endot&eacute;lio (7). Os indiv&iacute;duos que praticam um padr&atilde;o alimentar vegetariano apresentam um n&iacute;vel s&eacute;rico mais elevado de diversos antioxidantes, atividade da super&oacute;xido-dismutase, maior prote&ccedil;&atilde;o contra a oxida&ccedil;&atilde;o das lipoprote&iacute;nas e maior estabilidade gen&oacute;mica. No entanto, os indiv&iacute;duos vegetarianos que n&atilde;o fazem suplementa&ccedil;&atilde;o de vitamina B12, apresentam n&iacute;veis maiores de homociste&iacute;na, o que aumenta a forma&ccedil;&atilde;o de radicais livres (7).</li>     <li><u>Diabetes tipo 2</u> &ndash; Os indiv&iacute;duos com um padr&atilde;o alimentar vegan ou ovolactovegetariano t&ecirc;m menor risco de desenvolver diabetes tipo 2 relativamente a indiv&iacute;duos omn&iacute;voros. O consumo elevado de cereais integrais, hort&iacute;colas, fruta e sementes e o baixo consumo de cereais refinados, bebidas a&ccedil;ucaradas e de carnes vermelhas ou processadas, reduz o risco de diabetes e melhora o controlo glic&eacute;mico e o perfil lip&iacute;dico em pessoas com diabetes (8).</li>     <li><u>Cancro</u> &ndash; Estudos epidemiol&oacute;gicos referem que os fitoqu&iacute;micos presentes nos alimentos de origem vegetal est&atilde;o associados a um risco reduzido de certos tipos de cancro (8, 17). Alguns estudos verificaram uma menor preval&ecirc;ncias de alguns tipos de cancro em indiv&iacute;duos vegetarianos, tendo sido associados fatores como um menor valor de IMC, um melhor estado antioxidante e inflamat&oacute;rio e a um menor n&iacute;vel de insulina, encontrados em indiv&iacute;duos vegetarianos (7). O consumo excessivo de carne aumenta o risco de cancro do c&oacute;lon e reto (7).</li>     <li><u>Osteoporose</u> &ndash; A elevada ingest&atilde;o de produtos hortofrut&iacute;colas est&aacute; associada a alguns fatores que promovem a sa&uacute;de &oacute;ssea. Contudo, a baixa ingest&atilde;o de c&aacute;lcio, vitaminas D e B12 e prote&iacute;na pode comprometer a sa&uacute;de &oacute;ssea, principalmente no padr&atilde;o alimentar vegan (8).</li>     <li><u>Menor exposi&ccedil;&atilde;o a antibi&oacute;ticos</u> &ndash; Crian&ccedil;as com uma alimenta&ccedil;&atilde;o vegetariana est&atilde;o menos expostas a antibi&oacute;ticos veterin&aacute;rios, encontrados em alimentos de origem animal (2), e que podem provocar resist&ecirc;ncia a antibi&oacute;ticos, causando doen&ccedil;as dif&iacute;ceis de tratar e aumentando a morbilidade e mortalidade (8).</li>     </ol>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><strong>Riscos nutricionais associados a um padr&atilde;o alimentar vegetariano</strong></p>     <p>Os nutrientes que apresentam um maior risco de car&ecirc;ncia nos praticantes deste padr&atilde;o alimentar s&atilde;o a vitamina B12, a vitamina D, os &aacute;cidos gordos &oacute;mega 3, a prote&iacute;na, o c&aacute;lcio, o zinco, o ferro e o iodo (2, 4, 5, 18) devendo ser realizado um correto planeamento e uma monitoriza&ccedil;&atilde;o adequada, de modo a colmatar as poss&iacute;veis car&ecirc;ncias nutricionais, tendo em aten&ccedil;&atilde;o a biodisponibilidade dos nutrientes (2, 18, 19). Em alguns casos pode ser necess&aacute;ria a ingest&atilde;o de suplementos e/ou de alimentos fortificados (5, 8, 18).</p>     <p>Os beb&eacute;s, as crian&ccedil;as e os adolescentes s&atilde;o mais vulner&aacute;veis e apresentam maior risco de inadequa&ccedil;&atilde;o nutricional do que os adultos, uma vez que apresentam maiores necessidades de energia e nutrientes durante o crescimento (4).</p>     <p>De acordo com alguns autores, a dieta vegan &eacute; o &uacute;nico padr&atilde;o alimentar vegetariano que pode apresentar risco de nutri&ccedil;&atilde;o inadequada, caso n&atilde;o seja bem planeado (9) e a dieta ovolactovegetariana &eacute; a que se associa a um menor risco no desenvolvimento e crescimento das crian&ccedil;as (19).</p>     <p>Durante a adolesc&ecirc;ncia (8) podem desenvolver-se dist&uacute;rbios alimentares como a bulimia (5), a anorexia nervosa (7) e a ortorexia (7), contudo n&atilde;o existe evid&ecirc;ncia de que o consumo de um padr&atilde;o alimentar vegetariano aumente o risco de um dist&uacute;rbio alimentar, embora adolescentes com dist&uacute;rbios alimentares pr&eacute;-existentes possam adotar este tipo de alimenta&ccedil;&atilde;o para limitar a ingest&atilde;o de alimentos (5, 8).</p>     <p><strong>AN&Aacute;LISE CR&Iacute;TICA</strong></p>     <p>Um padr&atilde;o alimentar vegetariano saud&aacute;vel deve respeitar as regras b&aacute;sicas de uma alimenta&ccedil;&atilde;o saud&aacute;vel, nomeadamente o fornecimento de refei&ccedil;&otilde;es completas, equilibradas e diversificadas; a ingest&atilde;o adequada de &aacute;gua; e a redu&ccedil;&atilde;o do consumo de a&ccedil;&uacute;car, sal e gordura saturada e trans (1, 3). Deve fornecer energia e nutrientes em quantidades adequadas para o correto funcionamento do organismo, permitindo um crescimento e desenvolvimento adequado de crian&ccedil;as e adolescentes (2, 5).</p>     <p>O padr&atilde;o alimentar vegetariano, apresenta algumas caracter&iacute;sticas do padr&atilde;o alimentar Mediterr&acirc;nico, nomeadamente o consumo elevado de alimentos de origem vegetal e o consumo de produtos frescos, minimamente processados e produzidos localmente, respeitando a sazonalidade (5, 20-23). Ambos os padr&otilde;es alimentares est&atilde;o associados com uma maior longevidade, menor &iacute;ndice de inflama&ccedil;&atilde;o (6), prote&ccedil;&atilde;o contra doen&ccedil;as como o cancro, a diabetes tipo 2, a hipertens&atilde;o arterial, a doen&ccedil;a cardiovascular e a obesidade (1, 20).</p>     <p>De acordo com dados preliminares da 5.&ordf; fase do COSI Portugal (24), verificou-se uma diminui&ccedil;&atilde;o de 8,3% na preval&ecirc;ncia de excesso de peso infantil (37,9% para 29,6%) e de 3,3% na preval&ecirc;ncia de obesidade infantil (15,3% para 12,0%), entre 2008 e 2019, em crian&ccedil;as entre os 6 e os 8 anos. Contudo, os resultados do Inqu&eacute;rito Alimentar Nacional e de Atividade F&iacute;sica (25) revelaram que o grupo et&aacute;rio das crian&ccedil;as (3-9 anos) e dos adolescentes (10-17 anos) &eacute; onde se verifica um menor consumo de fruta e hort&iacute;colas. Deste modo, a implementa&ccedil;&atilde;o da op&ccedil;&atilde;o vegetariana (26, 27) nas ementas escolares foi uma medida importante uma vez que num padr&atilde;o alimentar vegetariano existe um maior consumo de alimentos de origem vegetal (5).</p>     <p>Por fim, o padr&atilde;o alimentar vegetariano, se n&atilde;o for bem planeado pode ter consequ&ecirc;ncias para a sa&uacute;de, deste modo s&atilde;o necess&aacute;rias escolhas alimentares adequadas e um estilo de vida saud&aacute;vel.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><strong>CONCLUS&Otilde;ES</strong></p>     <p>Relativamente aos motivos que levam a uma ades&atilde;o a um padr&atilde;o alimentar vegetariano por parte de crian&ccedil;as e adolescentes s&atilde;o necess&aacute;rios mais estudos nesta popula&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>Em rela&ccedil;&atilde;o aos riscos e benef&iacute;cios de um padr&atilde;o alimentar vegetariano, desde que bem planeado e monitorizado por um profissional de sa&uacute;de qualificado, os v&aacute;rios tipos de dietas vegetarianas s&atilde;o adequadas nas crian&ccedil;as e adolescentes, apresentando v&aacute;rios benef&iacute;cios para a sa&uacute;de a curto e a longo prazo. Contudo, se n&atilde;o for bem planeado pode originar d&eacute;fices nutricionais, comprometendo o crescimento e desenvolvimento adequados das crian&ccedil;as e adolescentes.</p>     <p>Por fim, s&atilde;o necess&aacute;rios mais estudos realizados em crian&ccedil;as e adolescentes que pratiquem um padr&atilde;o alimentar vegetariano em compara&ccedil;&atilde;o com grupos de controlo que pratiquem uma alimenta&ccedil;&atilde;o omn&iacute;vora para analisar os efeitos na sa&uacute;de deste padr&atilde;o alimentar.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><strong>REFER&Ecirc;NCIAS BIBLIOGR&Aacute;FICAS</strong></p> <ol>     <li>Silva S C G, et al. Linhas de orienta&ccedil;&atilde;o para uma alimenta&ccedil;&atilde;o vegetariana saud&aacute;vel. Programa Nacional para a Promo&ccedil;&atilde;o da Alimenta&ccedil;&atilde;o Saud&aacute;vel. Dire&ccedil;&atilde;o-Geral da Sa&uacute;de. 2015. Dispon&iacute;vel em:<a href="  http://nutrimento.pt/noticias/linhas-de-orientacao-para-uma-alimentacao-vegetariana-saudavel/"target="_blank">  http://nutrimento.pt/noticias/linhas-de-orientacao-para-uma-alimentacao-vegetariana-saudavel/</a>.</li>     <li>Baroni L, et al. Vegan Nutrition for Mothers and Children: Practical Tools for Healthcare Providers. Nutrients. 2019. 11, 5. Dispon&iacute;vel em <a href=" https://doi.org/10.3390/nu11010005 "target="_blank"> https://doi.org/10.3390/nu11010005 </a>.</li>     <li>Lobato L, Silva SCG, et al. Planeamento de refei&ccedil;&otilde;es vegetarianas para crian&ccedil;as em restaura&ccedil;&atilde;o coletiva: Princ&iacute;pios Base. Programa Nacional para a Promo&ccedil;&atilde;o da Alimenta&ccedil;&atilde;o Saud&aacute;vel. Dire&ccedil;&atilde;o-Geral da Sa&uacute;de. 2016. Dispon&iacute;vel em:<a href=" http://nutrimento.pt/noticias/planeamento-de-refeicoes-vegetarianas-para-criancas-em-restauracao-coletiva-principios-base/. "target="_blank"> http://nutrimento.pt/noticias/planeamento-de-refeicoes-vegetarianas-para-criancas-em-restauracao-coletiva-principios-base/</a></li>     <li>Sch&uuml;rmann S, Kersting M, &amp; Alexy U. Vegetarian diets in children: a systematic review. European Journal of Nutrition. 2017. 56(5), 1797&ndash;1817.Disponivel em:doi:10.1007/s00394-017-1416-0.</li>     ]]></body>
<body><![CDATA[<li>Pinho J P, et al. Alimenta&ccedil;&atilde;o vegetariana em idade escolar. Programa Nacional para a Promo&ccedil;&atilde;o da Alimenta&ccedil;&atilde;o Saud&aacute;vel. Dire&ccedil;&atilde;o-Geral da Sa&uacute;de. 2016. Dispon&iacute;vel em: <a href=" http://nutrimento.pt/noticias/alimentacao-vegetariana-em-idade-escolar/. "target="_blank"> http://nutrimento.pt/noticias/alimentacao-vegetariana-em-idade-escolar/. </a></li>     <li>Ambroszkiewicz J, et al. Anti-Inflammatory and Pro-Inflammatory Adipokine Profiles in Children on Vegetarian and Omnivorous Diets. Nutrients.2018.10, 1241. Dispon&iacute;vel em: doi:10.3390/nu10091241.</li>     <li>Sociedade Vegetariana Brasileira. Guia alimentar de dietas vegetarianas para adultos. S&atilde;o Paulo. 2012. Dispon&iacute;vel em: <a href=" https://www.svb.org.br/publicacoes/livros "target="_blank"> https://www.svb.org.br/publicacoes/livros</a>Acedido em 11/08/2019.</li>     <li>Melina V, Craig W, Levin S. Position of the Academy of Nutrition and Dietetics: Vegetarian Diets. Journal of the Academy of Nutrition and Dietetics: 2016;116(12):1970-1980. Disponivel em:<a href=" https://doi.org/10.1016/j.jand.2016.09.025"target="_blank">https://doi.org/10.1016/j.jand.2016.09.025 </a>.</li>     <li>Mahan LK, Escott- Stump S. Krause: Alimentos, Nutri&ccedil;&atilde;o e Dietoterapia 12&ordf; ed. S&atilde;o Paulo; 2010.</li>     <li>Naconecy C.. &Eacute;tica &amp; Vegetarianismo. Sociedade Vegetariana Brasileira. 2015. Dispon&iacute;vel em:<a href=" https://www.svb.org.br/publicacoes/livros "target="_blank">https://www.svb.org.br/publicacoes/livros  </a> Acedido em 11/08/2019.</li>     <li>Rose D. et al. Position of the Society for Nutrition Education and Behavior: The Importance of Including Environmental Sustainability in Dietary Guidance. Journal of Nutrition Education and Behavior. 2019. 51,1. Dispon&iacute;vel em: <a href=" https://doi.org/10.1016/j.jneb.2018.07.006 "target="_blank"> https://doi.org/10.1016/j.jneb.2018.07.006 </a>.</li>     <li>Sabat&eacute; J, Wien M. Vegetarian diets and childhood obesity prevention. The American Journal of Clinical Nutrition. 2010. 91;1525S-1529S. Dispon&iacute;vel em:<a href=" https://doi.org/10.3945/ajcn.2010.28701F"target="_blank"> https://doi.org/10.3945/ajcn.2010.28701F</a>.</li>     <li>Burlingame B., et al., Sustainable Diets and Biodiversity in Directions and Solutions for Policy, Research and Action. Food and Agriculture Organization. 2012.</li>     <li>Ramalho C, et al. Neofobia alimentar em crian&ccedil;as do 1.&ordm; ciclo e seus cuidadores. Acta Portuguesa de Nutri&ccedil;&atilde;o.2016.</li>     ]]></body>
<body><![CDATA[<li>Centro de estudos e Investiga&ccedil;&atilde;o em Din&acirc;micas Sociais e Sa&uacute;de. About Childhood Obesity. 2016. Dispon&iacute;vel em: <a href=" http://www.ceidss.com/about-childhood-obesity/"target="_blank"> http://www.ceidss.com/about-childhood-obesity/.</a> Acedido em 27/08/2019.</li>     <li>Key TJ, et al. Health effects of vegetarian and vegan diets. Proceedings of the Nutrition Society. 2006. 65, 35&ndash;41. Dispon&iacute;vel em: DOI:10.1079/PNS2005481.</li>     <li>Craig W J. &amp; Mangels A R. Position of the American Dietetic Association: vegetarian diets. J. Am. Diet. Assoc. 2009. 109, 1266&ndash;1282.</li>     <li>Agnoli C, et al. Position paper on vegetarian diets from the working group of the Italian Society of Human Nutrition. Nutrition, Metabolism &amp; Cardiovascular Diseases 2017. 27, 1037e1052. Dispon&iacute;vel em: <a href=" https://doi.org/10.1016/j.numecd.2017.10.020"target="_blank"> https://doi.org/10.1016/j.numecd.2017.10.020</a>.</li>     <li>Pimentel D, Tomada I, R&ecirc;go C. Alimenta&ccedil;&atilde;o vegetariana nos primeiros anos de vida: considera&ccedil;&otilde;es e orienta&ccedil;&otilde;es. Acta Portuguesa de Nutri&ccedil;&atilde;o. 2018; edi&ccedil;&atilde;o 14: 10-17.</li>     <li>In Brochura &ldquo;Dieta Mediterr&acirc;nica &ndash; um patrim&oacute;nio civilizacional partilhado&rdquo;. 2013. ISBN 978-972-8103-74-3. Dispon&iacute;vel em:<a href="  https://dietamediterranea.com/nutricion-saludable-ejercicio-fisico/"target="_blank">  https://dietamediterranea.com/nutricion-saludable-ejercicio-fisico/</a>.</li>     <li>Pinho I, et al. Guia Alimentar Mediterr&acirc;nico: Relat&oacute;rio justificativo do seu desenvolvimento. Programa Nacional para a Promo&ccedil;&atilde;o da Alimenta&ccedil;&atilde;o Saud&aacute;vel. Dire&ccedil;&atilde;o-Geral da Sa&uacute;de. 2016. Dispon&iacute;vel em:<a href="  http://www.dgs.pt/documentos-e-publicacoes/dieta-mediterranica-um-patrimonio-civilizacional-partilhado.aspx."target="_blank">   http://www.dgs.pt/documentos-e-publicacoes/dieta-mediterranica-um-patrimonio-civilizacional-partilhado.aspx</a>.</li>     <li>Fundaci&oacute;n Dieta Meterr&aacute;nea. Dieta Mediterr&aacute;nea. Dispon&iacute;vel em:<a href="  https://dietamediterranea.com/nutricion-saludable-ejercicio-fisico/."target="_blank"> https://dietamediterranea.com/nutricion-saludable-ejercicio-fisico/.</a> Acedido em 13/08/2019.</li>     <li>Serra-Majem, et al. Does the definition of the Mediterranean diet need to be updated? Public Health Nutrition. 2004, 7 (7): 927-929.</li>     <li>Instituto Ricardo Jorge. Childhood Obesity Surveillance Initiative - COSI PORTUGAL 2019. Dispon&iacute;vel em:<a href="  http://www.insa.min-saude.pt/cosi-portugal-2019-excesso-de-peso-e-obesidade-infantil-continuam-em-tendencia-decrescente/"target="_blank">  http://www.insa.min-saude.pt/cosi-portugal-2019-excesso-de-peso-e-obesidade-infantil-continuam-em-tendencia-decrescente/</a>. Acedido em 27/08/2019.</li>     ]]></body>
<body><![CDATA[<li>Lopes C, Torres D, Oliveira A, et al. Inqu&eacute;rito Alimentar Nacional e de Atividade F&iacute;sica, IAN-AF 2015-2016: Relat&oacute;rio de resultados. Universidade do Porto, 2017. ISBN: 978-989-746-181-1. Dispon&iacute;vel em: <a href=" https://www.ian-af.up.pt"target="_blank"> www.ian-af.up.pt</a></li>     <li>Assembleia da Rep&uacute;blica. Lei n&ordm;. 11/2017. Di&aacute;rio da Rep&uacute;blica, N.&ordm;75/2017, S&eacute;rie I; 17 de abril de 2017.Disponivel em:<a href=" https://dre.pt/pesquisa/-/search/106886578/details/normal?q=Lei+n.%C2%BA%2011%2F2017%2C%20de+17+de+abril"target="_blank"> https://dre.pt/pesquisa/-/search/106886578/details/normal?q=Lei+n.%C2%BA%2011%2F2017%2C%20de+17+de+abril</a>.</li>     <li>Lima, R.M. Orienta&ccedil;&otilde;es sobre ementas e refeit&oacute;rios escolares. Minist&eacute;rio da Educa&ccedil;&atilde;o - Dire&ccedil;&atilde;o-Geral da Educa&ccedil;&atilde;o. 2018. Dispon&iacute;vel em:<a href=" https://www.dge.mec.pt/noticias/educacao-saude/orientacoes-sobre-ementas-e-refeitorios-escolares-2018."target="_blank"> https://www.dge.mec.pt/noticias/educacao-saude/orientacoes-sobre-ementas-e-refeitorios-escolares-2018</a>.</li>     </ol>     <p>&nbsp;</p>     <p>  <b><a href="#topc0">Endere&#231;o para correspond&#234;ncia</a><a name="c0"></a></b>     <p>Daniela Silva Martins</p>     <p>Rua Principal, n.&ordm; 6, An&ccedil;os, Portugal</p> <a href="mailto:daniela_fm16@hotmail.com">daniela_fm16@hotmail.com</a></p>     <p>Recebido a 9 de setembro de 2019</p>     <p>Aceite a 30 de setembro de 2019</p>     ]]></body>
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