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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Composição corporal e hábitos alimentares da população adulta da região autónoma da madeira]]></article-title>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Body composition and food habits of the adult population of the Autonomous Region of Madeira]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Introduction: Inadequate eating habits are responsible for the increase in chronic diseases worldwide. The diagnosis of nutritional status and the collection of food consumption information from the population are fundamental in the definition of a strategy to promote a healthier diet. Objectives: To characterize the nutritional status of the adult population (18-65 years) of the Autonomous Region of Madeira; and to evaluate the adequacy of food group consumption in comparison to the Portuguese Food Wheel guide recommendation. Methodology: Cross-sectional study with 933 adults, carried out between 2012-2015. Food intake information collected by the 24-hour dietary recall method and collected data on Weight, Height, Waist Circumference, Fat Mass and Fat Free Mass. The descriptive statistical analysis included frequencies, median, percentiles 25 and 75, mean and standard deviation. The chi-square test was used to compare categorical variables. Student's t-tests and ANOVA were performed to compare differences between means, and the Mann-Whitney and Kruskal-Wallis tests when normality assumptions were not verified. A significance level of 5% was used. Results: The mean Body Mass Index for the total adult population of the Autonomous Region of Madeira was 26.6 Kg/m2 (±5.4), with no significant difference between sexes (p&gt;0.05). The mean value of Waist Circumference was 89.2 cm (±13.8) for women and 93.6 cm (±13.0) for men (p<0.05). The age group above 49 years presented the highest values of weight, Body Mass Index, Fat Mass and Waist Circumference, while the younger ones (<30 years) had the lowest mean values (p<0.05). In comparison with the Portuguese Food Wheel guide recommendation, the adult population of the Autonomous Region of Madeira consumed proportionally more 7% of "Meat, fish and eggs" but less "Vegetables" (-12%), &#8220;Cereals" (-7%) and &#8220;Fruit" (-5%). Conclusions: The adult population of Autonomous Region of Madeira showed an inadequate consumption for almost all food groups, and more than half were overweight.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Hábitos alimentares]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>ARTIGO ORIGINAL</b></p>     <p>     <p><strong>Composi&ccedil;&atilde;o corporal e h&aacute;bitos alimentares da popula&ccedil;&atilde;o adulta da regi&atilde;o aut&oacute;noma da madeira</strong></p>     <p><strong>Body composition and food habits of the adult population of the Autonomous Region of Madeira</strong></p>     <p><strong>Liliane Costa<sup>1*</sup>; Eva Henriques<sup>2</sup>; Mariana Rodrigues<sup>2</sup>; Teresa Esmeraldo<sup>1</sup></strong></p>     <p><sup>1</sup>Unidade de Nutri&ccedil;&atilde;o e Diet&eacute;tica do Servi&ccedil;o de Endocrinologia do Servi&ccedil;o de Sa&uacute;de da Regi&atilde;o Aut&oacute;noma da Madeira, E.P.E., Rua das Hortas, n.&ordm; 67, 9054-526, Funchal, Portugal</p>     <p><sup>2</sup>Unidade de Investiga&ccedil;&atilde;o Dra. Maria Isabel Mendon&ccedil;a do Hospital Dr. N&eacute;lio Mendon&ccedil;a do Servi&ccedil;o de Sa&uacute;de da Regi&atilde;o Aut&oacute;noma da Madeira, E.P.E., Av. Lu&iacute;s de Cam&otilde;es, n.&ordm; 57, 9004-514, Funchal, Portugal</p>     <p></p> <a href="#c0">Endere&#231;o para correspond&#234;ncia</a><a name="topc0"></a></b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><strong>RESUMO</strong></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Introdu&ccedil;&atilde;o: Os h&aacute;bitos alimentares inadequados s&atilde;o respons&aacute;veis pelo aumento de doen&ccedil;as cr&oacute;nicas em todo o Mundo. O diagn&oacute;stico do estado nutricional e a recolha de informa&ccedil;&atilde;o do consumo alimentar s&atilde;o fundamentais na defini&ccedil;&atilde;o de estrat&eacute;gias de promo&ccedil;&atilde;o de uma alimenta&ccedil;&atilde;o mais saud&aacute;vel.</p>     <p>Objetivos: Caracterizar o estado nutricional da popula&ccedil;&atilde;o adulta (18-65 anos) da Regi&atilde;o Aut&oacute;noma da Madeira; e comparar o consumo alimentar com as recomenda&ccedil;&otilde;es da Roda dos Alimentos Portuguesa.</p>     <p>Metodologia: Estudo transversal com 933 adultos, realizado entre 2012-2015. Dados sobre a ingest&atilde;o alimentar obtidos atrav&eacute;s do question&aacute;rio das 24 horas anteriores e recolhidos dados de Peso, Estatura, Per&iacute;metro da Cintura, Massa Gorda e Massa Isenta de Gordura. A an&aacute;lise estat&iacute;stica descritiva incluiu frequ&ecirc;ncias, mediana, percentis 25 e 75, m&eacute;dia e desvio-padr&atilde;o. O teste do Qui-quadrado foi usado para comparar vari&aacute;veis categ&oacute;ricas. Os testes t de Student e ANOVA foram realizados para comparar diferen&ccedil;as entre as m&eacute;dias, e os testes de Mann-Whitney e Kruskal-Wallis quando os pressupostos da normalidade n&atilde;o se verificaram. Foi usado um n&iacute;vel de signific&acirc;ncia de 5%.</p>     <p>Resultados: O valor m&eacute;dio de &Iacute;ndice de Massa Corporal para o total da popula&ccedil;&atilde;o adulta da Regi&atilde;o Aut&oacute;noma da Madeira foi de 26,6 Kg/m2 (&plusmn;5,4), sem diferen&ccedil;a significativa entre sexos (p&gt;0,05). O valor m&eacute;dio do Per&iacute;metro da Cintura foi de 89,2 cm (&plusmn;13,8) para as mulheres e de 93,6 cm (&plusmn;13,0) para os homens (p&lt;0,05). O grupo et&aacute;rio acima dos 49 anos foi o que apresentou valores mais elevados de Peso, &Iacute;ndice de Massa Corporal, Massa Gorda e Per&iacute;metro da Cintura, enquanto os mais novos apresentaram os valores m&eacute;dios mais baixos (p&lt;0,05). Comparativamente com as recomenda&ccedil;&otilde;es, a popula&ccedil;&atilde;o adulta da Regi&atilde;o Aut&oacute;noma da Madeira consumiu, proporcionalmente, mais 7% de alimentos do grupo &ldquo;Carne, pescado e ovos&rdquo;, e menos &ldquo;Hort&iacute;colas&rdquo; (-12%), &ldquo;Cereais&rdquo; (-7%) e &ldquo;Fruta&rdquo; (-5%).</p>     <p>Conclus&otilde;es: A popula&ccedil;&atilde;o adulta da Regi&atilde;o Aut&oacute;noma da Madeira apresentou um consumo inadequado para quase todos os grupos de alimentos e mais de metade tinha excesso de peso.</p>     <p><strong>Palavras-chave</strong></p>     <p>H&aacute;bitos alimentares, Par&acirc;metros antropom&eacute;tricos, Popula&ccedil;&atilde;o adulta</p>     <p>&nbsp;</p>  <hr>     <p>&nbsp;</p>     <p><strong>ABSTRACT</strong></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Introduction: Inadequate eating habits are responsible for the increase in chronic diseases worldwide. The diagnosis of nutritional status and the collection of food consumption information from the population are fundamental in the definition of a strategy to promote a healthier diet.</p>     <p>Objectives: To characterize the nutritional status of the adult population (18-65 years) of the Autonomous Region of Madeira; and to evaluate the adequacy of food group consumption in comparison to the Portuguese Food Wheel guide recommendation.</p>     <p>Methodology: Cross-sectional study with 933 adults, carried out between 2012-2015. Food intake information collected by the 24-hour dietary recall method and collected data on Weight, Height, Waist Circumference, Fat Mass and Fat Free Mass. The descriptive statistical analysis included frequencies, median, percentiles 25 and 75, mean and standard deviation. The chi-square test was used to compare categorical variables. Student's t-tests and ANOVA were performed to compare differences between means, and the Mann-Whitney and Kruskal-Wallis tests when normality assumptions were not verified. A significance level of 5% was used.</p>     <p>Results: The mean Body Mass Index for the total adult population of the Autonomous Region of Madeira was 26.6 Kg/m2 (&plusmn;5.4), with no significant difference between sexes (p&gt;0.05). The mean value of Waist Circumference was 89.2 cm (&plusmn;13.8) for women and 93.6 cm (&plusmn;13.0) for men (p&lt;0.05). The age group above 49 years presented the highest values of weight, Body Mass Index, Fat Mass and Waist Circumference, while the younger ones (&lt;30 years) had the lowest mean values (p&lt;0.05). In comparison with the Portuguese Food Wheel guide recommendation, the adult population of the Autonomous Region of Madeira consumed proportionally more 7% of "Meat, fish and eggs" but less "Vegetables" (-12%), &ldquo;Cereals" (-7%) and &ldquo;Fruit" (-5%).</p>     <p>Conclusions: The adult population of Autonomous Region of Madeira showed an inadequate consumption for almost all food groups, and more than half were overweight.</p>     <p><strong>Keywords</strong></p>     <p>Dietary habits, Anthropometric parameters, Adult population</p>     <p>&nbsp;</p>  <hr>     <p>&nbsp;</p>     <p><strong>INTRODU&Ccedil;&Atilde;O</strong></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial da Sa&uacute;de (OMS) reconhece que os h&aacute;bitos alimentares inadequados, associados a um estilo de vida inativo, t&ecirc;m conduzido ao aumento de doen&ccedil;as cr&oacute;nicas como a obesidade, diabetes, doen&ccedil;as cardiovasculares e alguns tipos de cancro (1). Em Portugal, e de acordo com os dados da Balan&ccedil;a Alimentar, um instrumento anal&iacute;tico de natureza estat&iacute;stica que mede a disponibilidade de alimentos e a sua evolu&ccedil;&atilde;o, a popula&ccedil;&atilde;o tem vindo a mostrar um desequil&iacute;brio face &agrave;s recomenda&ccedil;&otilde;es do guia alimentar oficial, a Roda dos Alimentos (2). H&aacute;bitos de consumo alimentar inadequados s&atilde;o j&aacute; respons&aacute;veis por 86% da carga de doen&ccedil;a no Sistema Nacional de Sa&uacute;de e constituem um dos principais fatores de risco para o total de anos de vida saud&aacute;veis perdidos (3). Na Regi&atilde;o Aut&oacute;noma da Madeira (RAM), o &uacute;nico estudo dos h&aacute;bitos alimentares da popula&ccedil;&atilde;o adulta foi realizado em 1998-1999 (4, 5). Desde ent&atilde;o, foram muitas as transforma&ccedil;&otilde;es sociais e demogr&aacute;ficas que marcaram a Regi&atilde;o. Em uma d&eacute;cada (2001-2011), a RAM foi das que mais cresceu em popula&ccedil;&atilde;o e &eacute; uma das regi&otilde;es do pa&iacute;s com menor &iacute;ndice de envelhecimento (6). O diagn&oacute;stico do estado nutricional e a recolha de informa&ccedil;&atilde;o do consumo alimentar da popula&ccedil;&atilde;o adulta da RAM ser&aacute;, por isso, fundamental na defini&ccedil;&atilde;o de uma estrat&eacute;gia regional de promo&ccedil;&atilde;o de uma alimenta&ccedil;&atilde;o mais saud&aacute;vel e segura.</p>     <p><strong>OBJETIVOS</strong></p>     <p>Este trabalho tem como objetivos principais: i) caracterizar o perfil antropom&eacute;trico e composi&ccedil;&atilde;o corporal da popula&ccedil;&atilde;o adulta (18-65 anos) da RAM, por sexo e grupo et&aacute;rio; ii) e avaliar a adequa&ccedil;&atilde;o da ingest&atilde;o dos grupos alimentares relativamente &agrave;s recomenda&ccedil;&otilde;es da Roda dos Alimentos Portuguesa.</p>     <p><strong>METODOLOGIA</strong></p>     <p><strong>Popula&ccedil;&atilde;o e Amostra</strong></p>     <p>Os dados do presente estudo prov&ecirc;m do Estudo dos H&aacute;bitos Alimentares da Popula&ccedil;&atilde;o Adulta da RAM (EHA-RAM), aprovado pela Comiss&atilde;o de &Eacute;tica do Servi&ccedil;o de Sa&uacute;de da RAM (SESARAM, E.P.E.), com o parecer N.&ordm; 03/2012, e coordenado pela Unidade de Nutri&ccedil;&atilde;o e Diet&eacute;tica, Servi&ccedil;o de Endocrinologia. A sele&ccedil;&atilde;o dos participantes foi efetuada atrav&eacute;s da lista de utentes (18-65 anos) inscritos nos centros de sa&uacute;de da RAM &agrave; data de 18 junho de 2012, depois de confirmada a sua concord&acirc;ncia pelos dados dos Censos 2011. Foi elaborada inicialmente uma lista de 1570 utentes, a partir do c&aacute;lculo de uma amostra aleat&oacute;ria (5% de erro, 95% de n&iacute;vel de confian&ccedil;a) para ser representativa por grupo et&aacute;rio (&lt;30; 30-49; &gt;49 anos) e por munic&iacute;pio, com acr&eacute;scimo de 10% em cada lista. Ao longo do processo foram solicitados refor&ccedil;os de listas adicionais, perfazendo um total de 1800 utentes convocados. A todos os selecionados, foi enviada uma carta para explica&ccedil;&atilde;o do estudo, com indica&ccedil;&atilde;o da data, local da entrevista (o centro de sa&uacute;de da &aacute;rea de resid&ecirc;ncia) e os contactos para esclarecimentos ou altera&ccedil;&atilde;o de datas e/ou local. Na v&eacute;spera da entrevista, os utentes foram contactados telefonicamente para confirmarem a presen&ccedil;a ou alterar data e/ou local, conforme conveni&ecirc;ncia. A taxa de participa&ccedil;&atilde;o foi de 53,8%, com 969 adultos entrevistados entre novembro de 2012 e mar&ccedil;o de 2015. Todos os participantes entregaram o consentimento informado, devidamente assinado. Do total de inqu&eacute;ritos realizados foram exclu&iacute;dos 36, devido a respostas inv&aacute;lidas a quest&otilde;es fundamentais. A amostra final do presente estudo foi assim de 933 adultos que, apesar de n&atilde;o ser representativa por concelho (menos 1%, 2% e 9% de participantes em 3 concelhos) nem grupo et&aacute;rio (diferen&ccedil;a negativa de 6% no grupo et&aacute;rio 30-49 anos), foi considerada representativa do total da popula&ccedil;&atilde;o adulta residente na RAM. O question&aacute;rio foi aplicado por profissionais de sa&uacute;de da &aacute;rea da nutri&ccedil;&atilde;o (dietista ou nutricionista) e a recolha de informa&ccedil;&atilde;o da ingest&atilde;o alimentar foi efetuada pelo m&eacute;todo retrospetivo de consumo das 24h anteriores &agrave; data da realiza&ccedil;&atilde;o da entrevista. A avalia&ccedil;&atilde;o da composi&ccedil;&atilde;o corporal foi realizada pela medi&ccedil;&atilde;o de par&acirc;metros antropom&eacute;tricos (Peso, Estatura, per&iacute;metro da cintura (PC)) e an&aacute;lise de bioimped&acirc;ncia (massa gorda (MG), massa isenta de gordura (MIG)). As medi&ccedil;&otilde;es foram realizadas atrav&eacute;s da balan&ccedil;a de an&aacute;lise de imped&acirc;ncia bioel&eacute;ctrica tetrapolar Tanita (modelo TBF-300) e estadi&oacute;metro. A pesagem na balan&ccedil;a foi realizada com o m&iacute;nimo de roupa poss&iacute;vel, p&eacute;s descal&ccedil;os e na aus&ecirc;ncia de objetos met&aacute;licos, objetos nos bolsos e adere&ccedil;os. Aos participantes foi solicitado o esvaziamento da bexiga, no in&iacute;cio da entrevista e aproximadamente 30 minutos antes da medi&ccedil;&atilde;o. Os registos foram efetuados no question&aacute;rio em papel ou, em alternativa, eletronicamente atrav&eacute;s do question&aacute;rio no formato ACCESS 2007, para o qual foi realizada forma&ccedil;&atilde;o pr&eacute;via.</p>     <p><strong>Vari&aacute;veis</strong></p>     <p>No presente estudo, as vari&aacute;veis sociodemogr&aacute;ficas usadas para caracterizar a popula&ccedil;&atilde;o foram: sexo, grupo et&aacute;rio, escolaridade, empregabilidade, estado civil e zona de resid&ecirc;ncia. A empregabilidade foi categorizada em: desempregado; ativo (trabalhador por conta de outrem ou por conta pr&oacute;pria, e empregado dom&eacute;stico); outros (inclui dom&eacute;sticos, estudante, reformados e outros). O estado civil foi categorizado em casado/uni&atilde;o de facto ou n&atilde;o casado (divorciado, solteiro ou vi&uacute;vo). Os munic&iacute;pios de resid&ecirc;ncia foram agrupados em 4 zonas: Funchal; Zona Oeste (C&acirc;mara de Lobos, Ribeira Brava, Ponta do Sol e Calheta); Zona Norte (Porto Moniz, S&atilde;o Vicente e Santana); e Zona Leste (Machico, Santa Cruz e Porto Santo). Par&acirc;metros como o peso, estatura e PC foram objetivamente medidos, de acordo com procedimentos padronizados que os profissionais da &aacute;rea da nutri&ccedil;&atilde;o aplicam na sua atividade cl&iacute;nica di&aacute;ria e que constam no Manual de Procedimentos da Consulta de Nutri&ccedil;&atilde;o do SESARAM, E.P.E. (7). O &Iacute;ndice de Massa Corporal (IMC) foi calculado pela f&oacute;rmula peso/estatura2. Os itens alimentares obtidos no question&aacute;rio &agrave;s 24h, incluindo bebidas, alimentos e receitas foram organizados posteriormente em grupos de alimentos.</p>     <p><strong>An&aacute;lise Estat&iacute;stica</strong></p>     <p>A an&aacute;lise estat&iacute;stica foi efetuada atrav&eacute;s do programa IBM SPSS vers&atilde;o 25.0 para Windows e do Microsoft Excel 2010, com recurso &agrave;s tabelas din&acirc;micas. A an&aacute;lise estat&iacute;stica descritiva consistiu no c&aacute;lculo de mediana (Percentil 25 &ndash; Percentil 75), m&eacute;dia e desvio-padr&atilde;o (dp) no caso das vari&aacute;veis num&eacute;ricas, e no c&aacute;lculo de frequ&ecirc;ncias absolutas (n) e relativas (%) no caso das vari&aacute;veis categ&oacute;ricas. O teste de Kolmogorov-Smirnov foi usado para determinar se as vari&aacute;veis estavam normalmente distribu&iacute;das na popula&ccedil;&atilde;o e, nos casos em que n&atilde;o se verificou a normalidade, usaram-se os testes n&atilde;o param&eacute;tricos. Utilizou-se o teste do Qui-quadrado para comparar vari&aacute;veis categ&oacute;ricas. Os testes t de Student e ANOVA foram realizados para comparar as diferen&ccedil;as entre as m&eacute;dias e os testes de Mann-Whitney e Kruskal-Wallis quando os pressupostos da normalidade n&atilde;o se verificavam. Em caso de diferen&ccedil;as significativas entre grupos, foram realizados testes post hoc (Tukey e Tamhane). Em todas as an&aacute;lises, rejeitou-se a hip&oacute;tese nula, quando o n&iacute;vel de signific&acirc;ncia cr&iacute;tico para a sua rejei&ccedil;&atilde;o (p) foi inferior a 0,05.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><strong>RESULTADOS</strong></p>     <p>As caracter&iacute;sticas sociodemogr&aacute;ficas da popula&ccedil;&atilde;o em estudo est&atilde;o descritas na <a href ="/img/revistas/apn/n19/n19a05t1.jpg">Tabela 1</a>. Do total da amostra, 61,2% eram mulheres e o grupo et&aacute;rio mais prevalente foi o dos 30-49 anos de idade (43,3%). A maioria da popula&ccedil;&atilde;o em estudo cumpriu 9 ou mais anos de escolaridade (60,3%) e encontrava-se em situa&ccedil;&atilde;o de emprego ativo (55,5%).</p>     
<p>Os par&acirc;metros antropom&eacute;tricos e os valores da composi&ccedil;&atilde;o corporal por bioimped&acirc;ncia s&atilde;o apresentados na <a href ="/img/revistas/apn/n19/n19a05t2.jpg">Tabela 2</a>. O valor m&eacute;dio de IMC para o total da popula&ccedil;&atilde;o adulta da RAM em estudo foi de 26,6 Kg/m2 (&plusmn;5,4), sem diferen&ccedil;a significativa entre sexos (p&gt;0,05). Metade da popula&ccedil;&atilde;o apresentou um IMC superior a 26,1 kg/m2, conforme indicado pelo valor da mediana. O valor m&eacute;dio do PC foi de 89,2 cm (&plusmn;13,8) para as mulheres e de 93,6 cm (&plusmn;13,0) para os homens (p&lt;0,0001). Na distribui&ccedil;&atilde;o das vari&aacute;veis antropom&eacute;tricas pelos grupos et&aacute;rios, h&aacute; diferen&ccedil;as significativas para os valores de Peso, Estatura, IMC, MG e PC (<a href ="/img/revistas/apn/n19/n19a05t2.jpg">Tabela 2</a>). O grupo mais velho (&gt;49 anos) foi o que apresentou valores mais elevados de Peso, IMC, MG e PC, enquanto os mais novos (&lt;30 anos) apresentaram os valores m&eacute;dios mais baixos (p&lt;0,0001).</p>     
<p>A <a href ="/img/revistas/apn/n19/n19a05t3.jpg">Tabela 3</a> descreve a distribui&ccedil;&atilde;o do consumo habitual dos principais grupos alimentares e compara a distribui&ccedil;&atilde;o percentual do consumo alimentar com as recomenda&ccedil;&otilde;es nacionais da Roda dos Alimentos. O consumo de &ldquo;Fruta&rdquo; e de &ldquo;Hort&iacute;colas&rdquo; pela popula&ccedil;&atilde;o adulta da RAM foi, em m&eacute;dia, de 153 g/dia e 43 g/dia, respetivamente. Os participantes reportaram um consumo m&eacute;dio de 78 g/dia de alimentos do grupo da &ldquo;Carne, pescado e ovos&rdquo;. Dos alimentos que n&atilde;o fazem parte da Roda dos Alimentos Portuguesa, salienta-se que mais de metade da popula&ccedil;&atilde;o adulta ingeriu quantidades superiores a 200 g de bebidas alco&oacute;licas e refrigerantes/n&eacute;ctares. Considerando a quantidade total de alimentos e bebidas consumidos pelos indiv&iacute;duos (exceto &aacute;gua), a percentagem de consumo dos grupos alimentares foi de 7% de &ldquo;Cereais, derivados e tub&eacute;rculos&rdquo;, 15% de &ldquo;Fruta&rdquo; e &ldquo;Produtos l&aacute;cteos&rdquo;, 12% de &ldquo;Carne, pescado e ovos&rdquo;, 11% de &ldquo;Hort&iacute;colas&rdquo;, 2% de &ldquo;Gorduras&rdquo; e 1% de &ldquo;Leguminosas&rdquo; (<a href ="/img/revistas/apn/n19/n19a05t3.jpg">Tabela 3</a>). Comparativamente com as recomenda&ccedil;&otilde;es preconizadas pela Roda dos Alimentos Portuguesa, a popula&ccedil;&atilde;o adulta da RAM consumiu, entre 2013-2014, mais 7% do grupo &ldquo;Carne, pescado e ovos&rdquo;, e menos 12% de &ldquo;Produtos hort&iacute;colas&rdquo;, 7% de &ldquo;Cereais, derivados e tub&eacute;rculos&rdquo; e 5% de &ldquo;Fruta&rdquo;. Os alimentos do grupo &ldquo;&Oacute;leos e gorduras&rdquo; foram consumidos na propor&ccedil;&atilde;o recomendada (2%). O conjunto de alimentos n&atilde;o inclu&iacute;dos no guia alimentar teve um contributo percentual de 23%, dos quais se destaca o grupo dos &ldquo;Refrigerantes e n&eacute;ctares&rdquo; (11%) e &ldquo;Bebidas alco&oacute;licas&rdquo; (7%).</p>     
<p><strong>DISCUSS&Atilde;O DOS RESULTADOS</strong></p>     <p>A informa&ccedil;&atilde;o recolhida no EHA-RAM 2012-2015 n&atilde;o permite estabelecer compara&ccedil;&otilde;es sobre o estado nutricional com o estudo anterior (1998-1999), principalmente por diferen&ccedil;as de amostragem. Em 1998/1999, foram inquiridos 920 adultos (18-74), dos quais 58,8% apresentava excesso de peso e destes, 22,7% eram obesos (4). &Eacute; reconhecido que a m&eacute;dia de IMC e preval&ecirc;ncia de obesidade tendem a aumentar com a idade, mas h&aacute; tamb&eacute;m evid&ecirc;ncia de altera&ccedil;&otilde;es no padr&atilde;o de composi&ccedil;&atilde;o corporal e na distribui&ccedil;&atilde;o de gordura em idosos (9,10). No EHA-RAM 2012-2015, mais de metade da popula&ccedil;&atilde;o apresentou excesso de peso, segundo os crit&eacute;rios da OMS (11), para ambos os sexos, e a m&eacute;dia de IMC foi superior para os indiv&iacute;duos mais velhos. O IMC&ge;25 kg/m2 &eacute; um indicador de risco de comorbilidades associadas &agrave; obesidade, que deve ser usado em associa&ccedil;&atilde;o com outros &iacute;ndices, nomeadamente o PC, para determinar o risco cardiometab&oacute;lico (11,12). Um risco aumentado devido &agrave; gordura abdominal (PC &gt;80 cm para mulheres; &gt;94 cm para homens), constitui um dos principais componentes da s&iacute;ndrome metab&oacute;lica, cuja condi&ccedil;&atilde;o aumenta 1,5 vezes o risco de mortalidade por todas as causas, e 2 vezes o risco de desenvolver doen&ccedil;as cardiovasculares e cerebrovasculares (13,14). No presente estudo, as mulheres apresentaram, em m&eacute;dia, um maior risco cardiometab&oacute;lico, devido a PC aumentado (&gt;80 cm), quando comparado com os homens (ponto de corte de &gt;94cm). Para ambos os &iacute;ndices, o risco surgiu aumentado para os grupos et&aacute;rios mais velhos, comparativamente aos adultos com &lt;30 anos de idade. As mulheres com idade igual ou superior a 30 anos devem, por isso, ser consideradas um grupo de risco para complica&ccedil;&otilde;es metab&oacute;licas. No que respeita aos resultados obtidos atrav&eacute;s da an&aacute;lise de bioimped&acirc;ncia, os resultados do nosso estudo s&atilde;o consistentes com a evid&ecirc;ncia presente na literatura, de que a MG aumenta com a idade e &eacute; maior em mulheres do que em homens (15&ndash;18).</p>     <p>No final da d&eacute;cada de 90, o estudo dos h&aacute;bitos alimentares permitiu concluir que a popula&ccedil;&atilde;o com 18 ou mais anos de idade tinha um consumo adequado de alimentos pertencentes aos grupos dos &ldquo;Cereais, derivados e tub&eacute;rculos&rdquo; e &ldquo;Carne, peixe e ovos&rdquo;, mas insuficiente dos alimentos dos grupos de &ldquo;Hort&iacute;colas&rdquo;, &ldquo;Fruta&rdquo;, &ldquo;Leguminosas&rdquo; e &ldquo;Produtos l&aacute;cteos&rdquo; (5). Os resultados do EHA-RAM 2012-2015 apresentaram um consumo inadequado de todos os grupos de alimentos, comparativamente ao que s&atilde;o as recomenda&ccedil;&otilde;es, exceto para o grupo dos &ldquo;&Oacute;leos e gorduras&rdquo;. O padr&atilde;o de consumo foi caracterizado por um excesso de produtos alimentares do grupo da &ldquo;Carne, pescado e ovos&rdquo; e por um d&eacute;fice de &ldquo;Hort&iacute;colas&rdquo;, &ldquo;Fruta&rdquo;, &ldquo;Cereais, derivados e tub&eacute;rculos&rdquo; e &ldquo;Leguminosas&rdquo;. A aparente diferen&ccedil;a na &uacute;ltima d&eacute;cada na adequa&ccedil;&atilde;o do consumo de &ldquo;Cereais, derivados e tub&eacute;rculos&rdquo; e &ldquo;Carne, peixe e ovos&rdquo;, pode dever-se ao facto de, no estudo anterior, estarem inclu&iacute;dos idosos que, tradicionalmente, consomem mais produtos em natureza.</p>     <p>Os resultados mais recentes do Inqu&eacute;rito Alimentar Nacional e de Atividade F&iacute;sica (IAN-AF 2015-2016), para o total da popula&ccedil;&atilde;o portuguesa, revelam um consumo, comparativamente &agrave;s recomenda&ccedil;&otilde;es, proporcionalmente superior de &ldquo;Carne, pescado e ovos&rdquo; (12%) e menor de &ldquo;Hort&iacute;colas&rdquo; (-8%), &ldquo;Fruta&rdquo; (-7%) e &ldquo;Leguminosas&rdquo; (-2%) (19). &Agrave; semelhan&ccedil;a do EHA-RAM 2012-2015, tamb&eacute;m o IAN-AF 2015-2016 revelou um consumo adequado apenas para gorduras e &oacute;leos. Uma das diferen&ccedil;as evidentes entre os dois estudos foi o consumo de latic&iacute;nios, proporcionalmente superior no IAN-AF 2015-2016 (6%), e inferior ao preconizado pela Roda dos Alimentos (-3%), no EHA-RAM 2012-2015.</p>     <p>O consumo de fruta e produtos hort&iacute;colas &eacute; considerado um dos principais indicadores da qualidade da alimenta&ccedil;&atilde;o e uma ingest&atilde;o m&iacute;nima di&aacute;ria de 400 g &eacute; a por&ccedil;&atilde;o recomendada pela OMS, como estrat&eacute;gia de preven&ccedil;&atilde;o de doen&ccedil;as cardiovasculares, obesidade, diabetes tipo 2 e alguns tipos de cancro (20, 21). Na RAM, e segundo o nosso estudo, a ingest&atilde;o de fruta, hort&iacute;colas e leguminosas, pela popula&ccedil;&atilde;o adulta, perfaz cerca de 230 g, o que corresponde a pouco mais de metade do que &eacute; recomendado. Resultados semelhantes foram obtidos no IAN-AF 2015-2016, onde a RAM se destacou por ter uma das preval&ecirc;ncias mais elevadas de inadequa&ccedil;&atilde;o de fruta e hort&iacute;colas. As estrat&eacute;gias regionais de promo&ccedil;&atilde;o de uma alimenta&ccedil;&atilde;o saud&aacute;vel devem, por isso, fomentar o consumo habitual destes produtos alimentares.</p>     <p>O consumo de &ldquo;Carne, pescado e ovos&rdquo; parece ter aumentado nos &uacute;ltimos anos na RAM, passando de uma ingest&atilde;o adequada (1998/1999) para um consumo excessivo (+7% do que o recomendado no EAH-RAM 2012-2015). Contudo, no panorama Nacional, os dados mais recentes (IAN-AF 2015-2016) revelam que a Madeira foi a regi&atilde;o do pa&iacute;s com preval&ecirc;ncias de inadequa&ccedil;&atilde;o de carnes vermelhas e processadas mais baixas. Este resultado pode surpreender, uma vez que a carne vermelha &eacute; um ingrediente fundamental no t&iacute;pico prato &ldquo;espetada&rdquo;, globalmente difundido entre a popula&ccedil;&atilde;o da RAM. O reconhecimento da Ag&ecirc;ncia Internacional de Investiga&ccedil;&atilde;o em Cancro de que este tipo de carnes est&aacute; associada positivamente a cancro em alguns &oacute;rg&atilde;os humanos, nomeadamente c&oacute;lon, p&acirc;ncreas, est&ocirc;mago e pr&oacute;stata, enfatiza o consumo moderado de carnes vermelhas e processadas (22). No geral, iniciativas de promo&ccedil;&atilde;o de uma ingest&atilde;o adequada de &ldquo;Carne, pescado e ovos&rdquo; devem ser integradas na estrat&eacute;gia regional de promo&ccedil;&atilde;o de uma alimenta&ccedil;&atilde;o mais saud&aacute;vel e segura.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>No EHA-RAM 2012-2015, uma popula&ccedil;&atilde;o mais jovem aliada ao aumento da disponibilidade de alimentos do tipo fast-food e processados, pode ter potenciado o consumo destes &uacute;ltimos, em detrimento dos alimentos mais tradicionais. Neste estudo, a ingest&atilde;o m&eacute;dia de &ldquo;Snacks, salgados e pizzas&rdquo; foi superior &agrave; m&eacute;dia consumida de &ldquo;Cereais, derivados e tub&eacute;rculos&rdquo; e &ldquo;Carne, pescado e ovos&rdquo;. O contributo cal&oacute;rico total dos grupos de alimentos n&atilde;o inclu&iacute;dos na Roda dos Alimentos foi, em m&eacute;dia, de cerca de 800 Kcal/dia, com destaque para as bebidas &ldquo;Refrigerantes e n&eacute;ctares&rdquo; e &ldquo;Bebidas alco&oacute;licas&rdquo;, o que pode constituir um fator importante para a preval&ecirc;ncia de excesso de peso no total da popula&ccedil;&atilde;o adulta e, em particular, no excesso de gordura abdominal no sexo feminino.</p>     <p>O presente estudo apresenta pontos fortes e tamb&eacute;m algumas limita&ccedil;&otilde;es. Como ponto forte, destaca-se a representatividade da amostra a n&iacute;vel regional para a popula&ccedil;&atilde;o adulta. Trata-se do segundo estudo de base populacional realizado na RAM, sobre h&aacute;bitos alimentares e estado nutricional em adultos, e os seus resultados ser&atilde;o fundamentais para a defini&ccedil;&atilde;o de estrat&eacute;gias de sa&uacute;de p&uacute;blica. Outro aspeto importante &eacute; que a recolha de dados foi realizada por profissionais da &aacute;rea da Nutri&ccedil;&atilde;o treinados, conferindo maior precis&atilde;o dos valores do que no caso de dados autoreportados. Uma das principais limita&ccedil;&otilde;es deste estudo prende-se com a falta de representatividade da amostra por grupo et&aacute;rio e por munic&iacute;pio. Adicionalmente, &eacute; not&oacute;ria a discrep&acirc;ncia entre os participantes no que respeita ao sexo (61% mulheres vs. 39% homens), pelo que &eacute; necess&aacute;ria cautela no tratamento e interpreta&ccedil;&atilde;o dos dados.</p>     <p><strong>CONCLUS&Otilde;ES</strong></p>     <p>No EHA-RAM 2012-2015, mais de metade da popula&ccedil;&atilde;o adulta (18-65 anos) apresentou excesso de peso. As mulheres com idade igual ou superior a 30 anos constituem um grupo de risco para complica&ccedil;&otilde;es metab&oacute;licas, associadas &agrave; gordura abdominal. Comparativamente ao que s&atilde;o as recomenda&ccedil;&otilde;es, quase todos os grupos de alimentos apresentaram um consumo inadequado. A estrat&eacute;gia regional de promo&ccedil;&atilde;o da alimenta&ccedil;&atilde;o saud&aacute;vel e segura deve, por isso, promover o aumento do consumo de &ldquo;Hort&iacute;colas&rdquo;, &ldquo;Fruta&rdquo; e &ldquo;Leguminosas&rdquo;, assim como de &ldquo;Cereais e derivados, tub&eacute;rculos&rdquo; e &ldquo;Produtos L&aacute;cteos&rdquo;. Ao mesmo tempo devem ser encetados esfor&ccedil;os para reduzir a ingest&atilde;o de bebidas densamente cal&oacute;ricas e pobres sob o ponto de vista nutricional, nomeadamente &ldquo;Refrigerantes e n&eacute;ctares&rdquo; e &ldquo;Bebidas alco&oacute;licas&rdquo;.</p>     <p><strong>AGRADECIMENTOS</strong></p>     <p>Um agradecimento especial ao Centro de Investiga&ccedil;&atilde;o Dr.&ordf; Maria Isabel Mendon&ccedil;a e ao N&uacute;cleo de Gest&atilde;o de Doentes e Estat&iacute;stica do Servi&ccedil;o de Sa&uacute;de da Regi&atilde;o Aut&oacute;noma da Madeira, E.P.E. pela contribui&ccedil;&atilde;o na an&aacute;lise estat&iacute;stica dos dados.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><strong>REFER&Ecirc;NCIAS BIBLIOGR&Aacute;FICAS</strong></p> <ol>     <li>World Health Organization, Regional Office for Europe. European food and nutrition action plan 2015-2020. Copenhagen: World Health Organization, Regional Office for Europe; 2015.</li>     <li>Rodrigues SSP, Franchini B, Gra&ccedil;a P, Almeida MDV de. A New Food Guide for the Portuguese Population: Development and Technical Considerations. Journal of Nutrition Education and Behavior. 2006 May 1 [cited 2018 Mar 25];38(3):189&ndash;95. Available from:<a href="http://www.jneb.org/article/S1499-4046(06)00030-3/fulltext" target="_blank">http://www.jneb.org/article/S1499-4046(06)00030-3/fulltext</a>.</li>     ]]></body>
<body><![CDATA[<li>Portugal. Dire&ccedil;&atilde;o-Geral da Sa&uacute;de., Dire&ccedil;&atilde;o de Servi&ccedil;os de Informa&ccedil;&atilde;o e An&aacute;lise. A Sa&uacute;de dos Portugueses 2016. Dire&ccedil;&atilde;o-Geral da Sa&uacute;de; 2017.</li>     <li>Gabiente para a Qualidade e Investiga&ccedil;&atilde;o. Diagn&oacute;stico da situa&ccedil;&atilde;o alimentar e nutricional da Regi&atilde;o Aut&oacute;noma da Madeira. Funchal, Regi&atilde;o Aut&oacute;noma da Madeira: Secretaria Regional dos Assuntos Sociais; 2000.</li>     <li>Secretaria Regional dos Assuntos Sociais. Plano de Sa&uacute;de. Direc&ccedil;&atilde;o Regional de Planeamento e Sa&uacute;de P&uacute;blica, Direc&ccedil;&atilde;o de Servi&ccedil;os de Planeamento; 2003.</li>     <li>Instituto Nacional de Estat&iacute;stica. Censos 2011 Resultados Definitivos - Regi&atilde;o Aut&oacute;noma da Madeira. Lisboa: INE, I.P.; 2012.</li>     <li>Secretaria Regional dos Assuntos Sociais. Manual de Procedimentos da Consulta de Nutri&ccedil;&atilde;o. Funchal, Regi&atilde;o Aut&oacute;noma da Madeira: Dire&ccedil;&atilde;o Regional de Planeamento e Sa&uacute;de P&uacute;blica; 2007. 37 p.</li>     <li>Secretaria Regional dos Assuntos Sociais, Dire&ccedil;&atilde;o Regional de Planeamento e Sa&uacute;de P&uacute;blica. Manual de Procedimentos da Consulta de Nutri&ccedil;&atilde;o. DRPSP; 2007.</li>     <li>Flegal KM, Carroll MD, Kit BK, Ogden CL. Prevalence of obesity and trends in the distribution of body mass index among US adults, 1999-2010. Jama. 2012;307(5):491&ndash;497. doi: <a href="https://doi.org/10.1001/jama.2012.39" target="_blank">10.1001/jama.2012.39</a>.</li>     <li>Vlassopoulos A, Combet E, Lean ME. Changing distributions of body size and adiposity with age. International journal of obesity. 2014;38(6):857. doi: <a href="https://doi.org/10.1038/ijo.2013.216" target="_blank">10.1038/ijo.2013.216</a>.</li>     <li>WHO, IASO, IOFT. WHO | The Asia-Pacific Perspective: Redefining obesity and its treatment [Internet]. WHO. 2000 [cited 2017 Feb 20]. Available from:<a href="http://www.who.int/nutrition/publications/obesity/09577082_1_1/en/" target="_blank">http://www.who.int/nutrition/publications/obesity/09577082_1_1/en/</a>.</li>     <li>Organization WH. Obesity: preventing and managing the global epidemic: report of a WHO consultation on obesity, Geneva, 3-5 June 1997. Geneva: World Health Organization; 1998.</li>     ]]></body>
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<body><![CDATA[</ol>     <p></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>  <b><a href="#topc0">Endere&#231;o para correspond&#234;ncia</a><a name="c0"></a></b>     <p>Liliane Costa</p>     <p>Centro de Sa&uacute;de da Ribeira Brava,</p>     <p>Estrada Regional, n.&ordm; 104,</p>     <p>9350-146 Ribeira Brava, Portugal</p> <a href="mailto:liliane.lilocosta@gmail.com">liliane.lilocosta@gmail.com</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Recebido a 22 de julho de 2019</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Aceite a 20 de dezembro de 2019</p>     <p>&nbsp;</p>      ]]></body><back>
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<article-title xml:lang="en"><![CDATA[A New Food Guide for the Portuguese Population:: Development and Technical Considerations]]></article-title>
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