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<article-id pub-id-type="doi">10.21011/apn.2019.1907</article-id>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Impacto económico do desperdício alimentar num centro escolar]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Introduction: The younger population spends most of the time at school and therefore it is in those places that they consume most of their daily meals. It is then of high importance to control food intake namely by quantifying food waste in the school environment. Objectives: Evaluate the economic impact of food waste from school meals in a school centre in the north of the country. Methodology: The work was carried out at the school centre during 6 days, including 1684 meals. Food produced, leftovers and waste were measured. Per capita consumption, the cost of waste and the number of people who could be fed with the value corresponding to waste was calculated. Results: The results showed that there were wasted 29% of the produced food, and that bread was the most wasted meal component. The average cost of waste was around 35&#8364; per day and it would be enough to feed 119 people. Conclusions: The performance of the food unit taking into account the food waste according to Aragão is awful and produces unnecessary costs, so it is essential to define strategies to reduce food waste.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Desperdício alimentar]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Impacto económico]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Refeições escolares]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>ARTIGO ORIGINAL</b></p>     <p>     <p><strong>Impacto econ&oacute;mico do desperd&iacute;cio alimentar num centro escolar</strong></p>     <p><strong>Economic impact of food waste in a school centre</strong></p>     <p><strong>Joana Ribeiro<sup>1</sup>; Ada Rocha<sup>1-3</sup>*</strong></p>     <p><sup>1</sup>Faculdade de Ci&ecirc;ncias da Nutri&ccedil;&atilde;o e Alimenta&ccedil;&atilde;o da Universidade do Porto, Rua Dr. Roberto Frias, 4200-465 Porto, Portugal</p>     <p><sup>2</sup>GreenUPorto, Campus de Vair&atilde;o, Edif&iacute;cio de Ci&ecirc;ncias Agr&aacute;rias, Rua da Agr&aacute;ria, n. 747, 4485-646 Vair&atilde;o, Portugal</p>     <p><sup>3</sup>LAQV@REQUIMTE, Rua Dr. Roberto Frias, 4200-465 Porto, Portugal</p>     <p></p> <a href="#c0">Endere&#231;o para correspond&#234;ncia</a><a name="topc0"></a></b></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><strong>RESUMO</strong></p>     <p>Introdu&ccedil;&atilde;o: Atualmente, &eacute; na escola que os jovens passam grande parte do seu dia, sendo, portanto, a&iacute; que ingerem uma parte substancial da sua alimenta&ccedil;&atilde;o, pelo que &eacute; importante controlar o consumo alimentar efetivo nomeadamente pela quantifica&ccedil;&atilde;o do desperd&iacute;cio alimentar em meio escolar.</p>     <p>Objetivos: Avaliar o impacto econ&oacute;mico do desperd&iacute;cio alimentar de refei&ccedil;&otilde;es num Centro Escolar do norte do pa&iacute;s.</p>     <p>Metodologia: O estudo foi realizado num Centro Escolar durante 6 dias, perfazendo um total de 1684 refei&ccedil;&otilde;es. Foram pesados os alimentos produzidos, as sobras e os restos e calculadas as respetivas percentagens. Os consumos per capita, o custo do desperd&iacute;cio e o n&uacute;mero de pessoas que poderiam ser alimentadas com o desperd&iacute;cio foram tamb&eacute;m avaliados.</p>     <p>Resultados: Foram desperdi&ccedil;ados 29% dos alimentos produzidos, sendo que o p&atilde;o foi o componente da refei&ccedil;&atilde;o mais desperdi&ccedil;ado. O custo m&eacute;dio do desperd&iacute;cio ronda os &euro;35 por dia com os quais poderiam ser alimentados 119 alunos.</p>     <p>Conclus&otilde;es: O desempenho desta unidade de alimenta&ccedil;&atilde;o tendo em considera&ccedil;&atilde;o o desperd&iacute;cio alimentar, de acordo com Arag&atilde;o &eacute; considerado p&eacute;ssimo e gera custos desnecess&aacute;rios, pelo que &eacute; necess&aacute;rio identificar as respetivas causas e definir estrat&eacute;gias para reduzir o desperd&iacute;cio alimentar.</p>     <p><strong>Palavras-chave</strong></p>     <p>Desperd&iacute;cio alimentar, Impacto econ&oacute;mico, Refei&ccedil;&otilde;es escolares</p>     <p>&nbsp;</p>  <hr>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><strong>ABSTRACT</strong></p>     <p>Introduction: The younger population spends most of the time at school and therefore it is in those places that they consume most of their daily meals. It is then of high importance to control food intake namely by quantifying food waste in the school environment.</p>     <p>Objectives: Evaluate the economic impact of food waste from school meals in a school centre in the north of the country.</p>     <p>Methodology: The work was carried out at the school centre during 6 days, including 1684 meals. Food produced, leftovers and waste were measured. Per capita consumption, the cost of waste and the number of people who could be fed with the value corresponding to waste was calculated.</p>     <p>Results: The results showed that there were wasted 29% of the produced food, and that bread was the most wasted meal component. The average cost of waste was around 35&euro; per day and it would be enough to feed 119 people.</p>     <p>Conclusions: The performance of the food unit taking into account the food waste according to Arag&atilde;o is awful and produces unnecessary costs, so it is essential to define strategies to reduce food waste.</p>     <p><strong>keywords</strong></p>     <p>Food waste, Economic impact, School meals</p>     <p>&nbsp;</p>  <hr>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><strong>INTRODU&Ccedil;&Atilde;O</strong></p>     <p>O desperd&iacute;cio de alimentos representa um problema ambiental e &eacute;tico e tem repercuss&otilde;es sobre a fome, a redu&ccedil;&atilde;o da pobreza, a nutri&ccedil;&atilde;o e o crescimento econ&oacute;mico e social (1-3). &Eacute; indicador do mau funcionamento da cadeia de abastecimento alimentar e representa uma perda econ&oacute;mica para os v&aacute;rios intervenientes (4-8).</p>     <p>Em 2009, um relat&oacute;rio do Parlamento Europeu (PE) recomendou &agrave; Comiss&atilde;o Europeia que implementasse medidas urgentes para travar o desperd&iacute;cio alimentar, tendo como meta reduzir o seu volume em 50% at&eacute; 2025 (7).</p>     <p>A nossa sociedade evoluiu no sentido do consumo descontrolado sendo uma sociedade de consumo mas tamb&eacute;m de desperd&iacute;cio (6-7). No mundo Ocidental come-se muito, come-se mal e desperdi&ccedil;a-se muito (9). Al&eacute;m de todos os custos e repercuss&otilde;es associados ao desperd&iacute;cio alimentar, n&atilde;o podemos ficar indiferentes ao facto de milh&otilde;es de toneladas de alimentos serem lan&ccedil;ados ao lixo anualmente, num mundo onde um sexto da popula&ccedil;&atilde;o mundial passa fome e um ter&ccedil;o da produ&ccedil;&atilde;o alimentar em todo o mundo &eacute; desperdi&ccedil;ada (4, 9, 10).</p>     <p>O desperd&iacute;cio alimentar ocorre ao longo de toda a cadeia alimentar. Em Portugal, tal como acontece nos pa&iacute;ses industrializados, a maioria dos alimentos s&atilde;o desperdi&ccedil;ados ao n&iacute;vel da distribui&ccedil;&atilde;o e do consumo final. Por este motivo, os consumidores devem ser o alvo principal quando se procura reduzir o desperd&iacute;cio alimentar (4, 9, 11).</p>     <p>A Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial da Sa&uacute;de (OMS) tem vindo a manifestar uma enorme preocupa&ccedil;&atilde;o com o consumo alimentar das popula&ccedil;&otilde;es, sobretudo da popula&ccedil;&atilde;o jovem (12). &Eacute; na escola que os jovens passam grande parte do seu dia, sendo a&iacute; que consomem uma parte substancial da ingest&atilde;o di&aacute;ria total (13, 14). Assim, cabe &agrave; escola a responsabilidade acrescida de oferecer refei&ccedil;&otilde;es saud&aacute;veis, equilibradas e seguras, de forma a suprir as necessidades nutricionais dos jovens (15, 16).</p>     <p>O registo das sobras e dos restos pode ser eficiente para mostrar a adequa&ccedil;&atilde;o e a aceita&ccedil;&atilde;o dos produtos oferecidos aos clientes. &Eacute; dif&iacute;cil eliminar completamente os restos no prato em qualquer servi&ccedil;o de alimenta&ccedil;&atilde;o, dadas as varia&ccedil;&otilde;es individuais do dia a dia, o apetite, as necessidades energ&eacute;ticas e as prefer&ecirc;ncias alimentares (17). Atendendo ao facto de que as sobras e os restos no prato s&atilde;o uma raz&atilde;o comum para o desperd&iacute;cio alimentar ao n&iacute;vel do consumo e dos servi&ccedil;os de alimenta&ccedil;&atilde;o, torna-se fundamental a avalia&ccedil;&atilde;o dos desperd&iacute;cios alimentares em meio escolar (18, 19).</p>     <p><strong>OBJETIVOS</strong></p>     <p>Avaliar o impacto econ&oacute;mico do desperd&iacute;cio alimentar de refei&ccedil;&otilde;es num centro escolar.</p>     <p><strong>METODOLOGIA</strong></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Este &eacute; um estudo do tipo observacional descritivo, desenvolvido num Centro Escolar (CE) do norte do pa&iacute;s, com gest&atilde;o municipal do refeit&oacute;rio. O estudo foi autorizado pela institui&ccedil;&atilde;o. O refeit&oacute;rio escolar funciona com o sistema de produ&ccedil;&atilde;o tradicional &ldquo;cozinhar e servir&rdquo;. Serve 239 crian&ccedil;as do 1.&ordm; Ciclo do Ensino B&aacute;sico (EB 1), com idades compreendidas entre os 6 e os 10 anos e 73 crian&ccedil;as do Jardim de Inf&acirc;ncia (JI), dos 3 aos 5 anos de idade. A refei&ccedil;&atilde;o fornecida &eacute; constitu&iacute;da por uma sopa, um prato de carne, pescado ou ovo com acompanhamento de arroz, massa, batata ou leguminosas e de produtos hort&iacute;colas, p&atilde;o, uma sobremesa (fruta ou doce) e &aacute;gua.</p>     <p>A recolha de dados foi realizada durante os meses de maio e junho de 2017, tendo sido selecionada uma amostra n&atilde;o randomizada e de conveni&ecirc;ncia de 6 dias. Foram exclu&iacute;dos da recolha os pratos compostos (pratos onde a principal componente proteica &eacute; confecionada juntamente com o componente fornecedor de hidratos de carbono &ndash; feijoada, rancho, cozido ou arroz ou massa de carne ou peixe, por exemplo (20)).</p>     <p>As sobras correspondem aos alimentos que n&atilde;o foram distribu&iacute;dos, ficando conservadas no balc&atilde;o t&eacute;rmico ou refrigeradas sob monitoriza&ccedil;&atilde;o. Os restos s&atilde;o os alimentos prontos, que foram servidos e n&atilde;o consumidos e que n&atilde;o dever&atilde;o ser reaproveitados, ou aqueles que ficaram em espera sem monitoriza&ccedil;&atilde;o de tempo e temperatura (21-26).</p>     <p>A popula&ccedil;&atilde;o-alvo foi a comunidade escolar que almo&ccedil;ou no refeit&oacute;rio durante o per&iacute;odo de estudo. Atendendo &agrave; idade da popula&ccedil;&atilde;o-alvo, a componente proteica foi servida livre de peles, ossos ou espinhas. Foi feito um teste piloto que avaliou 282 refei&ccedil;&otilde;es servidas durante um dia, cujos dados n&atilde;o foram utilizados. Para as pesagens utilizou-se uma balan&ccedil;a digital da marca BAXTRAN&reg; / BS15, com capacidade para 15 kg (precis&atilde;o de 0,005 kg). Ap&oacute;s o teste piloto, foram recolhidos os dados para o estudo, em 6 dias n&atilde;o consecutivos, durante o per&iacute;odo de distribui&ccedil;&atilde;o da refei&ccedil;&atilde;o, das 12h00 &ndash; 13h30.</p>     <p>N&atilde;o foram recolhidos dados relativos &agrave; sopa e &agrave; sobremesa. Antes de distribuir a refei&ccedil;&atilde;o, foram pesados os recipientes vazios, que depois foram pesados juntamente com os alimentos prontos a servir. Posteriormente foi descontado o peso dos recipientes de cada prepara&ccedil;&atilde;o, obtendo-se assim o peso total dos alimentos dispon&iacute;veis. O peso das sobras foi obtido de forma semelhante. Os restos foram recolhidos em quatro sacos de pl&aacute;stico distintos, correspondentes aos restos, o peso dos sacos de pl&aacute;stico foi desprezado.</p>     <p>A quantifica&ccedil;&atilde;o da percentagem das sobras e dos restos de cada componente da refei&ccedil;&atilde;o foi calculada com base na equa&ccedil;&atilde;o do Indicador de Restos (27) (IR):</p>     <p>O IR &eacute; a rela&ccedil;&atilde;o entre os restos e a quantidade de alimentos distribu&iacute;dos. Uma vez que as sobras n&atilde;o s&atilde;o reaproveitadas, a partir da soma das sobras e dos restos, foi calculada a percentagem total de desperd&iacute;cios de cada componente da refei&ccedil;&atilde;o, de acordo com a seguinte equa&ccedil;&atilde;o (28):</p>     <p>O Consumo Per Capita por Refei&ccedil;&atilde;o (CPCR) foi calculado, de acordo com a seguinte f&oacute;rmula (28):</p>     <p>Para o Desperd&iacute;cio M&eacute;dio Per Capita (DMPC), utilizou-se a equa&ccedil;&atilde;o:</p>     <p>Foi estimado o custo das sobras, dos restos e do desperd&iacute;cio total dos alimentos, com desagrega&ccedil;&atilde;o por componentes da refei&ccedil;&atilde;o. Para o c&aacute;lculo dos custos do p&atilde;o e da carne ou peixe, foi utilizado o custo anual do p&atilde;o e da carne + peixe, respetivamente. Para o c&aacute;lculo do componente arroz, massa, batata ou leguminosas foi utilizado o custo anual da mercearia e para o c&aacute;lculo do componente hort&iacute;colas foi utilizado &frac14; do custo anual das frutas e hort&iacute;colas, uma vez que se assumiu que &frac12; do valor desta fatura&ccedil;&atilde;o era gasto em fruta e &frac14; era gasto em hort&iacute;colas para a sopa. Foi ainda estimado o custo dos desperd&iacute;cios alimentares sem desagrega&ccedil;&atilde;o pelo custo m&eacute;dio de uma refei&ccedil;&atilde;o (CMR) composta por p&atilde;o e prato principal, para o qual contribui o custo anual de todos os g&eacute;neros aliment&iacute;cios, de acordo com a seguinte f&oacute;rmula:</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>De acordo com os dados do consumo per capita, foi calculado o n&uacute;mero de refei&ccedil;&otilde;es que poderiam ser servidas tendo em conta o custo dos alimentos desperdi&ccedil;ados. Com os dados resultantes das vari&aacute;veis supracitadas, foi ainda avaliado o desempenho do refeit&oacute;rio escolar atrav&eacute;s de uma tabela de classifica&ccedil;&atilde;o proposta por Arag&atilde;o, 2005 (29).</p>     <p>Foram calculadas as m&eacute;dias e os desvios padr&atilde;o para vari&aacute;veis quantitativas, com recurso ao software Microsoft Office Excel&reg; (vers&atilde;o 2007).</p>     <p><strong>RESULTADOS</strong></p>     <p>Foram servidas 1684 refei&ccedil;&otilde;es no refeit&oacute;rio do CE durante os 6 dias de recolha, das quais 20% foram servidas a alunos do JI e as restantes a alunos do EB1. Durante os 6 dias n&atilde;o houve repeti&ccedil;&atilde;o da ementa e foram servidas 4 refei&ccedil;&otilde;es de pescado e 2 refei&ccedil;&otilde;es de carne (tendo em considera&ccedil;&atilde;o a preval&ecirc;ncia praticada, de peixe em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; carne), tendo sido servidos tr&ecirc;s dias fritos, um dia grelhados e dois dias assados no forno sem adi&ccedil;&atilde;o de gordura.</p>     <p><strong>Avalia&ccedil;&atilde;o dos Desperd&iacute;cios por Componentes da Refei&ccedil;&atilde;o</strong></p>     <p>Durante os 6 dias de recolha foram produzidos 323 kg de alimentos, dos quais 29% foram desperdi&ccedil;ados (<a href ="/img/revistas/apn/n19/n19a07t1.jpg">Tabela 1</a>).</p>     
<p>Destaca-se o p&atilde;o pela elevada percentagem de restos produzidos durante os 6 dias de recolha (<a href ="/img/revistas/apn/n19/n19a07t1.jpg">Tabela 1</a>).</p>     
<p>Contabilizando as sobras e os restos &eacute; poss&iacute;vel verificar que o maior desperd&iacute;cio alimentar ocorre no p&atilde;o, em m&eacute;dia 44,2% (dp. &plusmn;6,3). Sendo que a fra&ccedil;&atilde;o dos restos contribui fortemente para este resultado.</p>     <p><strong>Avalia&ccedil;&atilde;o do Custo dos Desperd&iacute;cios</strong></p>     <p><u>Com desagrega&ccedil;&atilde;o por componentes da refei&ccedil;&atilde;o</u></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O componente da refei&ccedil;&atilde;o que acarreta um custo mais elevado relativamente ao desperd&iacute;cio &eacute; a carne ou peixe com um forte contributo das sobras para este valor (<a href ="/img/revistas/apn/n19/n19a07t2.jpg">Tabela 2</a>). Apesar do p&atilde;o ser o componente mais desperdi&ccedil;ado (<a href ="/img/revistas/apn/n19/n19a07t1.jpg">Tabela 1</a>), &eacute; aquele que acarreta o menor custo quando desperdi&ccedil;ado (<a href ="/img/revistas/apn/n19/n19a07t2.jpg">Tabela 2</a>), devido ao seu baixo custo relativo.</p>     
<p>O custo m&eacute;dio das sobras, dos restos e do desperd&iacute;cio total, &eacute; mais baixo quando calculado por componente da refei&ccedil;&atilde;o, do que quando &eacute; calculado pelo custo m&eacute;dio da refei&ccedil;&atilde;o, revelando um custo m&eacute;dio relativamente ao desperd&iacute;cio total de 35,3&euro; (dp. &plusmn;15,1) por dia (<a href ="/img/revistas/apn/n19/n19a07t3.jpg">Tabela 3</a>).</p>     
<p><u>Sem desagrega&ccedil;&atilde;o por componentes da refei&ccedil;&atilde;o (custo m&eacute;dio da refei&ccedil;&atilde;o)</u></p>     <p>Considerando o custo dos alimentos e de acordo com os resultados obtidos poderiam ser alimentadas com o custo das sobras 51 (dp. &plusmn;23) pessoas, com o custo associado aos restos poderiam ser alimentadas 68 (dp. &plusmn;23) e 119 (dp. &plusmn;38) pessoas com o custo do desperd&iacute;cio total (<a href ="/img/revistas/apn/n19/n19a07t4.jpg">Tabela 4</a>).</p>     
<p>Durante o ano letivo foram servidas no CE 70924 refei&ccedil;&otilde;es. O custo m&eacute;dio dos g&eacute;neros aliment&iacute;cios gasto por refei&ccedil;&atilde;o foi de &euro;0,48. Assim, verificou-se que as sobras t&ecirc;m um custo m&eacute;dio di&aacute;rio para a unidade de &euro;24,3 (dp. &plusmn;10,8), os restos t&ecirc;m o custo m&eacute;dio de &euro;32,8 (dp. &plusmn;10,9) e o desperd&iacute;cio total acarreta um custo m&eacute;dio por dia de &euro;57,1 (dp. &plusmn;18,2) (<a href ="/img/revistas/apn/n19/n19a07t4.jpg">Tabela 4</a>).</p>     
<p>O desempenho do refeit&oacute;rio do CE tendo em conta a classifica&ccedil;&atilde;o proposta por Arag&atilde;o (2005)(29), relativamente &agrave; percentagem de restos (% IR) produzidos na unidade, foi classificado como p&eacute;ssimo (<a href ="/img/revistas/apn/n19/n19a07t5.jpg">Tabela 5</a>).</p>     
<p><strong>DISCUSS&Atilde;O DOS RESULTADOS</strong></p>     <p>O &iacute;ndice de ades&atilde;o ao refeit&oacute;rio escolar foi em m&eacute;dia de 90% e de acordo com Martins (2004) representa uma ades&atilde;o regular (25,30). O desempenho do refeit&oacute;rio do CE tendo em conta a classifica&ccedil;&atilde;o proposta por Arag&atilde;o (2005) (29), relativamente &agrave; percentagem de restos (% IR) produzidos na unidade, foi classificado como p&eacute;ssimo.</p>     <p>A avalia&ccedil;&atilde;o di&aacute;ria das sobras &eacute; uma medida que pode ser utilizada no controlo do desperd&iacute;cio, que permite medir a efici&ecirc;ncia da prepara&ccedil;&atilde;o de alimentos. Permite ainda medir a efici&ecirc;ncia do planeamento de refei&ccedil;&otilde;es que, &eacute; influenciado pelo n&uacute;mero de refei&ccedil;&otilde;es a servir, pelo c&aacute;lculo das capita&ccedil;&otilde;es, pela falta de fichas t&eacute;cnicas, pela falta de treino dos funcion&aacute;rios, pela utiliza&ccedil;&atilde;o de utens&iacute;lios inadequados na linha de distribui&ccedil;&atilde;o e pela incompatibilidade com o padr&atilde;o dos consumidores (23, 27, 31).</p>     <p>De acordo com Kawahara (1998) o valor aceit&aacute;vel de sobras por pessoa &eacute; de 10 g. Os resultados obtidos revelam um valor n&atilde;o aceit&aacute;vel com uma m&eacute;dia de sobras per capita de 23,2 g (dp. &plusmn; 8,9) (32). De acordo com M&uuml;ller (2008) e Vaz (2006), s&atilde;o considerados aceit&aacute;veis para as sobras, valores at&eacute; 3%. Neste estudo foi encontrada uma m&eacute;dia de sobras n&atilde;o aceit&aacute;vel de 12,4% (dp. &plusmn;5,0) (21). No entanto, os valores obtidos est&atilde;o de acordo com os valores obtidos por Augustini (2008) numa unidade de alimenta&ccedil;&atilde;o no Brasil em que foi encontrada uma m&eacute;dia de sobras de 9,04% (33). Em Portugal, Campos et al. (2011) obtiveram 7% de sobras em escolas do 1.&ordm; ciclo (34). Moura (2009) avaliou o IR num refeit&oacute;rio escolar no Brasil e encontrou uma m&eacute;dia de sobras de 10,41% (35). Posteriormente Moura (2012) avaliou as sobras e o IR numa unidade de alimenta&ccedil;&atilde;o e nutri&ccedil;&atilde;o no Brasil, tendo registado uma m&eacute;dia de sobras de 12,31% (36).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O IR avalia a aceita&ccedil;&atilde;o e adequa&ccedil;&atilde;o da ementa em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s quantidades distribuidas (23, 37, 38). Neste estudo o IR m&eacute;dio foi de 19,2% (dp. &plusmn;5,2). O desempenho da unidade de alimenta&ccedil;&atilde;o em termos de desperd&iacute;cio alimentar classifica-se como p&eacute;ssimo considerando a classifica&ccedil;&atilde;o proposta por Arag&atilde;o (2005), e como n&atilde;o aceit&aacute;vel se utilizarmos a proposta de Teixeira (1990) e Mezomo (2002) que estabelecem como limite at&eacute; 5% de restos (27, 39). O estudo realizado por Ricarte (2008) numa UAN registou, em m&eacute;dia 8,62% de restos, valor muito inferior ao obtido (40). Neste estudo foi encontrado um IR m&aacute;ximo de 24,6%, resultado semelhante aos encontrados em Portugal por Liz Martins et al. (2011) numa cantina escolar e por Ferreira et al. (2013) numa cantina universit&aacute;ria (41, 42). Para minimizar o IR as ementas devem ser planeadas mensalmente e adequadas &agrave;s necessidades de consumo dos utentes, por exemplo, mantendo os pratos com maior aceitabilidade e alterando os pratos com elevado IR.</p>     <p><strong>Avalia&ccedil;&atilde;o do Custo dos Desperd&iacute;cios</strong></p>     <p>Poucos estudos sobre desperd&iacute;cio alimentar estimam os custos associados. Moura (2012) mostra que 44 pessoas poderiam ser alimentadas diariamente com o desperd&iacute;cio total de alimentos. No entanto n&atilde;o estimou os custos do mesmo. Os resultados obtidos neste estudo s&atilde;o superiores, com uma m&eacute;dia di&aacute;ria de 119 (dp. &plusmn;23) pessoas que poderiam ser alimentadas com o desperd&iacute;cio gerado na UAN. No estudo de Moura (2012) foram avaliadas 198 refei&ccedil;&otilde;es di&aacute;rias e, o presente estudo avaliou 280,7 (dp. &plusmn;4,5) refei&ccedil;&otilde;es di&aacute;rias. Foram comparados os desperd&iacute;cios per capita de ambos, tendo-se verificado que os resultados registados por Moura (2012) s&atilde;o inferiores, com um desperd&iacute;cio de 21,9% de alimentos por pessoa, com o forte contributo das sobras, enquanto neste estudo foram desperdi&ccedil;ados 40,1% de alimentos por pessoa, com o forte contributo dos restos, em oposi&ccedil;&atilde;o aos resultados referidos na literatura (36).</p>     <p>No presente estudo, para estimar o custo do desperd&iacute;cio n&atilde;o foram contabilizados os custos indiretos. Atendendo ao custo m&eacute;dio de uma refei&ccedil;&atilde;o foi registado um custo m&eacute;dio di&aacute;rio do desperd&iacute;cio total de &euro;57,1 (dp. &plusmn;18,2), para o qual contribuiu fortemente o custo dos restos no prato com uma perda di&aacute;ria de &euro;32,8 (dp. &plusmn;10,9), sendo que as sobras contribu&iacute;ram com &euro;24,3 (dp. &plusmn; 10,8), para o custo total do desperd&iacute;cio alimentar.</p>     <p>Recorrendo ao custo m&eacute;dio da refei&ccedil;&atilde;o, o componente que mais contribuiu para o desperd&iacute;cio foi o p&atilde;o com 44,4% (dp. &plusmn;6,3), mas o custo associado ao p&atilde;o contribui para o custo m&eacute;dio da refei&ccedil;&atilde;o na mesma propor&ccedil;&atilde;o da &ldquo;carne e peixe, do arroz, massa, batata ou leguminosas e do acompanhamento de hort&iacute;colas", limita&ccedil;&atilde;o j&aacute; apontada por Buzby (2002) (17). Neste estudo estimou-se o custo do desperd&iacute;cio alimentar por componentes da refei&ccedil;&atilde;o. O forte contributo do desperd&iacute;cio de p&atilde;o em detrimento dos componentes mais caros, fez com que o custo baixasse ficando mais ajustado &agrave; realidade. Como tal, foi registado um custo m&eacute;dio do desperd&iacute;cio total de &euro;35,3 (dp. &plusmn; 15,1), isto &eacute; menos 38,2% do que pelo m&eacute;todo do custo m&eacute;dio da refei&ccedil;&atilde;o. O componente da refei&ccedil;&atilde;o que mais sobrou foi a carne ou peixe com um custo m&eacute;dio di&aacute;rio associado de &euro;15,4 (dp. &plusmn;13,1), sendo que a refei&ccedil;&atilde;o de riss&oacute;is de carne foi a que mais contribuiu para este valor com um custo de &euro;33,3 para a unidade. O mesmo se verificou quando se estimou o custo dos restos, tendo mais uma vez o componente carne ou peixe contribu&iacute;do maioritariamente para o elevado custo associado aos restos, com o valor m&aacute;ximo registado de &euro;20,9, no dia em que foi servido salm&atilde;o no forno. De acordo com os custos estimados, num ano, seriam desperdi&ccedil;ados aproximadamente 20% dos custos dos g&eacute;neros aliment&iacute;cios avaliados.</p>     <p>O desperd&iacute;cio alimentar revela ter impacto econ&oacute;mico no or&ccedil;amento do CE em an&aacute;lise. O recente estudo da equipa de Campoy-Mu&ntilde;oz (2017) (43) destaca a necessidade de mais estudos sobre o desperd&iacute;cio de alimentar a n&iacute;vel nacional nos pa&iacute;ses de cada estado membro da Uni&atilde;o Europeia (UE), bem como o estudo do seu impacto econ&oacute;mico. Neste sentido, uma poss&iacute;vel futura linha de pesquisa seria replicar este estudo para outras unidades escolares e, no caso da UE, existem informa&ccedil;&otilde;es sobre o desperd&iacute;cio de alimentos e matrizes para cada estado membro, podendo para outros setores, ser replicada a metodologia proposta por Campoy-Mu&ntilde;oz (2017) (43) e sua equipa.</p>     <p><strong>CONCLUS&Otilde;ES</strong></p>     <p>O desempenho da unidade em termos de desperd&iacute;cio alimentar foi classificado como p&eacute;ssimo. O desperd&iacute;cio alimentar desta unidade de alimenta&ccedil;&atilde;o foi de 29%. O custo m&eacute;dio do desperd&iacute;cio ronda os &euro;35 por dia com os quais poderiam ser alimentadas 119 pessoas. Num ano, seriam desperdi&ccedil;ados aproximadamente 20% dos custos dos g&eacute;neros aliment&iacute;cios avaliados. Como tal, este desempenho reflete-se em termos econ&oacute;micos, gerando custos desnecess&aacute;rios para o refeit&oacute;rio do CE e para o munic&iacute;pio, pelo que se revela necess&aacute;ria a identifica&ccedil;&atilde;o das causas e a ado&ccedil;&atilde;o de estrat&eacute;gias para a redu&ccedil;&atilde;o do desperd&iacute;cio alimentar.</p>     <p><strong>AGRADECIMENTOS</strong></p>     <p>This research was supported by national funds through FCT - Foundation for Science and Technology within the scope of UIDB/05748/2020 and UIDP/05748/2020.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><strong>REFER&ecirc;NCIAS BIBLIOGR&Aacute;FICAS</strong></p> <ol>     <li>FAO. The State of Food and Agriculture [Internet]. Food and Agriculture Organization (FAO). Rome 2012 [cited 2017 Mar 15]. Available from:<a href="http://www.fao.org/3/a-i3028e.pdf" target="_blank">http://www.fao.org/3/a-i3028e.pdf</a>.</li>     <li>HLPE. Social protection for food security. A report by the High Level Panel of Experts on Food. Security and Nutrition of the Committee on World Food Security. High Level Panel of Experts on Food Security and Nutrition (HLPE). Rome 2012 [cited 2017 Mar 15]. Available from:<a href="http://www.fao.org/3/a-me422e.pdf" target="_blank">http://www.fao.org/3/a-me422e.pdf</a>.</li>     <li>Ter-Minassian T, Allen M, Jonhson, S. Food and Fuel Prices - Recent Developments, Macroeconomic Impact, and Policy Responses [Internet]. International Monetary Fund FMI. 2008 [cited 2017 Apr 03]. Available from:<a href=" https://www.imf.org/~/media/Websites/IMF/imported-flagship-issues/external/np/pp/eng/2008/_063008pdf.ashx" target="_blank"> https://www.imf.org/~/media/Websites/IMF/imported-flagship-issues/external/np/pp/eng/2008/_063008pdf.ashx</a>.</li>     <li>FMI. The Poverty Reduction and Growth Facility (PRGF) [Internet]. International Monetary Fund (FMI). Washington D.C. 2009 [cited 2017 Apr 11]. Available from:<a href=" https://www.imf.org/external/np/exr/facts/prgf.htm" target="_blank"> https://www.imf.org/external/np/exr/facts/prgf.htm</a>.</li>     <li>Gustavsson J, Cerderberg J, Sonesson C, Otterdijk R, Meybeck A. Global Food Losses and Food Waste [Internet]. Food and Agriculture Organization (FAO). Rome 2011[cited 2017 Apr 17]. Available from:<a href="https://www.imf.org/external/np/exr/facts/prgf.htm" target="_blank">https://www.imf.org/external/np/exr/facts/prgf.htm</a>.</li>     <li>FAO. Global Initiative on Food Losses and Waste Reduction: Save food [Internet]. Food and Agriculture Organization (FAO). Rome 2012 [cited 2017 Apr 21]. Available from:<a href="http://www.fao.org/fileadmin/user_upload/ags/publications/1_GIFLWR_web.pdf" target="_blank">http://www.fao.org/fileadmin/user_upload/ags/publications/1_GIFLWR_web.pdf</a> .</li>     <li>Parlamento Europeu. Como evitar o desperd&iacute;cio de alimentos: estrat&eacute;gias para melhorar a efici&ecirc;ncia da cadeia alimentar na EU [Internet]. Bruxelas:PE; 2011 Nov [cited 2017 Apr 22]. 25p. Report no.: PE467.138v03-00. Available from:<a href="http://www.europarl.europa.eu/sides/getDoc.do?pubRef=-//EP//NONSGML+REPORT+A7-2011-0430+0+DOC+PDF+V0//PT" target="_blank">http://www.europarl.europa.eu/sides/getDoc.do?pubRef=-//EP//NONSGML+REPORT+A7-2011-0430+0+DOC+PDF+V0//PT</a>.</li>     <li>Engstrom R, Carlsson-Kanyama A. Food losses in food service institutions - Examples from Sweden. Food Policy [Internet]. 2004 Jun 30 [cited 2017 May 02]; 29 (3):203-213. Available from:<a href="https://www.sciencedirect.com/science/article/abs/pii/S030691920400020X?via%3Dihub" target="_blank">https://www.sciencedirect.com/science/article/abs/pii/S030691920400020X?via%3Dihub</a> DOI: https://doi.org/10.1016/j.foodpol.2004.03.004.</li>     ]]></body>
<body><![CDATA[<li>Baptista P, Campos I, Pires I, Vaz S. Do Campo ao Garfo. Desperd&iacute;cio Alimentar em Portugal. [Internet]. Lisboa: Cestras Press; 2012 [cited 2017 May 02]. Available from:<a href="http://www.cienciaviva.pt/img/upload/do_campo_ao_garfo.pdf" target="_blank">http://www.cienciaviva.pt/img/upload/do_campo_ao_garfo.pdf</a>.</li>     <li>Comiss&atilde;o Europeia. Semana Europeia da Preven&ccedil;&atilde;o de Res&iacute;duos. Reduzir o Desperd&iacute;cio Alimentar, A&ccedil;&atilde;o Comum N.&ordm; 2 &ndash; Adapta&ccedil;&atilde;o para o Concurso Escolar &ldquo;Cantina da SEPR 2012&rdquo; [Internet]. 2012. Available from:<a href="http://apambiente.pt/_zdata/Politicas/Residuos/Prevencao/Concurso%20Escolas_Cantina%20SEPR%202012-final.pdf" target="_blank">http://apambiente.pt/_zdata/Politicas/Residuos/Prevencao/Concurso%20Escolas_Cantina%20SEPR%202012-final.pdf</a>.</li>     <li>Instituto de Estudios del Hambre.Perdas e desperd&iacute;cio de alimentos: Boletim Tem&aacute;tico sobre Tecnologias Sociales [Internet]. 2009; (6):1-5.</li>     <li>WHO. Diet, Nutrition and the Prevention of Chronic Diseases: report of a joint FAO/WHO expert [Internet]. Geneva: WHO Library Cataloguing-in-Publication Data; 2002 Feb [cited 2017 May 26]. Available from:<a href=" https://apps.who.int/iris/bitstream/handle/10665/42665/WHO_TRS_916.pdf;jsessionid=E5D969DB8CE0BC0C820B3C7ACF783463?sequence=1" target="_blank"> https://apps.who.int/iris/bitstream/handle/10665/42665/WHO_TRS_916.pdf;jsessionid=E5D969DB8CE0BC0C820B3C7ACF783463?sequence=1</a>.</li>     <li>Escola Saud&aacute;vel. Plataforma Contra a Obesidade [Internet]. [cited 2017 May 26] Available from:<a href="http://www.plataformacontraaobesidade.dgs.pt/PresentationLayer/conteudo.aspx?menuid=219" target="_blank">http://www.plataformacontraaobesidade.dgs.pt/PresentationLayer/conteudo.aspx?menuid=219</a>.</li>     <li>Baptista M, Lima R. Educa&ccedil;&atilde;o alimentar em meio escolar: Referencial para uma oferta alimentar saud&aacute;vel [Internet]. Lisboa: Dire&ccedil;&atilde;o Geral de Inova&ccedil;&atilde;o e Desenvolvimento Curricular Press; 2006 [cited 2017 Jun 01]. Available from:<a href=" https://www.dge.mec.pt/sites/default/files/Esaude/educacao_alimentar_em_meio_escolar.pdf" target="_blank"> https://www.dge.mec.pt/sites/default/files/Esaude/educacao_alimentar_em_meio_escolar.pdf</a>.</li>     <li>DGE. Circular n&ordm;. 14/DCIDC/2007 - Refeit&oacute;rios Escolares Normas Gerais de Alimenta&ccedil;&atilde;o [Internet]. Lisboa: Direc&ccedil;&atilde;o Geral de Inova&ccedil;&atilde;o e Desenvolvimento Curricular Press; 2007 [cited 2017 Jun 01]. Available from:<a href=" https://www.dgeste.mec.pt/wp-content/uploads/2014/01/ASE_circular_3.pdf" target="_blank"> https://www.dgeste.mec.pt/wp-content/uploads/2014/01/ASE_circular_3.pdf</a>.</li>     <li>Loureiro I. A import&acirc;ncia da educa&ccedil;&atilde;o alimentar: o papel das escolas promotoras de sa&uacute;de. Revista Portuguesa de Sa&uacute;de P&uacute;blica [Internet]. 2004 Set 30 [cited 2017 Jun 04]; 22(2):43-55. Available from:<a href="https://run.unl.pt/bitstream/10362/16986/1/RUN%20-%20RPSP%20-%202004%20-%20v22n2a04%20-%20p.43-55.pdf" target="_blank">https://run.unl.pt/bitstream/10362/16986/1/RUN%20-%20RPSP%20-%202004%20-%20v22n2a04%20-%20p.43-55.pdf</a>.</li>     <li>Buzby J, Guthrie J. Plate Waste in School Nutrition Programs: Report to Congress [Internet]. US: Food Assistance &amp; Nutrition Research Program; 2002 Mar [cited 2017 Jun 08]. 17p. Report no.: E-FAN-02-009. Available from:<a href="https://naldc.nal.usda.gov/download/48204/PDF" target="_blank">https://naldc.nal.usda.gov/download/48204/PDF</a>.</li>     <li>Kantor L, Lipton K, Manchester A, and Oliveira V. Estimating and addressing America&rsquo;s food losses [Internet]. 1997 Jan-Apr [cited 2017 Jun 13]; 20(1):2-12. Available from:<a href=" http://gleaningusa.com/PDFs/USDA-Jan97a.pdf" target="_blank"> http://gleaningusa.com/PDFs/USDA-Jan97a.pdf</a>.</li>     ]]></body>
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<body><![CDATA[<p>Faculdade de Ci&ecirc;ncias da Nutri&ccedil;&atilde;o e Alimenta&ccedil;&atilde;o da Universidade do Porto,</p>     <p>Rua Dr. Roberto Frias, 4200-465 Porto, Portugal</p> <a href="mailto:adarocha@fcna.up.pt">adarocha@fcna.up.pt</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Recebido a 24 de fevereiro de 2019</p>     <p>Aceite em 25 de novembro de 2019</p>     <p>&nbsp;</p>      ]]></body><back>
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