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<article-id>S2183-59852020000100002</article-id>
<article-id pub-id-type="doi">10.21011/apn.2020.2002</article-id>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Hábitos alimentares, de saúde e adesão à dieta mediterrânica dos jovens da região do algarve]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Eating habits, health and adherence to mediterranean diet among young people in algarve]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Introduction: Study developed by the University of Algarve, under the Project 0290_MEDITA_5_P-"Mediterranean Diet Promotes Health", financed by the European Regional Development Fund (FEDER) through the operational programme (POCTEP). Objectives: Characterize the eating habits of health and adherence to the Mediterranean Dietary Pattern of young people of secondary school of the Algarve region. Methodology: In a cross-sectional descriptive study, a sample of students, from the 10th grade, of the scientific-humanistic and professional courses from eight secondary schools in the Algarve region were surveyed. Information was collected through a self-filling questionnaire with five sections: 1) eating habits; 2) adherence to the Mediterranean Dietary Pattern (KIDMED Index); 3) practice of physical activity; 4) sleep and oral hygiene; 5) sociodemographic characteristics. Weight, height, waist and hip circumference, and blood pressure were recorded using reference methodologies. Results: The final sample included 325 participants, 47% (n = 153) male and 53% (n = 172) female, aged between 15 and 19 years (M = 16.4 years; DP = 0.89 years). The Body Mass Index/Age percentile was measured according to World Health Organization recommendations and the prevalence of overweight was 19.7%. The results of the KIDMED Index (M = 6.9 points, SD = 2.46) indicated a low adherence to the Mediterranean Dietary Pattern in 9,0% of the participants, intermediate adherence in 45.5% and high adherence in 45.5%. Conclusions: The results indicate that strategies for food education and health promotion aimed at the youth population should be drawn upon the basis of the Mediterranean Diet.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>ARTIGO ORIGINAL</b></p>     <p>     <p><b><font face="" size="4">H&aacute;bitos alimentares, de sa&uacute;de e ades&atilde;o &agrave; dieta mediterr&acirc;nica dos jovens da regi&atilde;o do algarve</font></p> </b>     <p><strong>Eating habits, health and adherence to mediterranean diet among young people in algarve</strong></p>     <p><strong>Joana Margarida B&ocirc;to<sup>1</sup>; Ezequiel Pinto<sup>1,2</sup>; Maria Palma Mateus<sup>1*</sup></strong></p>     <p><sup>1</sup>Escola Superior de Sa&uacute;de da Universidade do Algarve, Campus de Gambelas, Edif&iacute;cio 1, 8005-139 Faro, Portugal</p>     <p><sup>2</sup>Centro de Estudos e Desenvolvimento em Sa&uacute;de da Universidade do Algarve, Campus de Gambelas, Edif&iacute;cio 1, 8005-139 Faro, Portugal</p> <a href="#c0">Endere&#231;o para correspond&#234;ncia</a><a name="topc0"></a></b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><strong>RESUMO</strong></p>     <p>Introdu&ccedil;&atilde;o:&nbsp;Estudo desenvolvido pela Universidade do Algarve, inserido no &acirc;mbito do Projeto 0290_MEDITA_5_P - "Dieta Mediterr&acirc;nica Promove Sa&uacute;de", financiado pelo Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER) atrav&eacute;s do Programa Operacional (POCTEP).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Objetivos:&nbsp;Caracterizar os h&aacute;bitos alimentares, de sa&uacute;de e a ades&atilde;o ao padr&atilde;o alimentar mediterr&acirc;nico dos jovens do ensino secund&aacute;rio da regi&atilde;o do Algarve.</p>     <p>Metodologia:&nbsp;Estudo descritivo transversal onde se inquiriu, em ambiente escolar, uma amostra de jovens, do 10.&ordm; ano de escolaridade, dos cursos cient&iacute;fico-human&iacute;sticos e cursos profissionais de oito escolas secund&aacute;rias da regi&atilde;o do Algarve. Recolheu-se informa&ccedil;&atilde;o atrav&eacute;s de um question&aacute;rio de autopreenchimento com cinco sec&ccedil;&otilde;es: 1) h&aacute;bitos alimentares; 2) ades&atilde;o ao padr&atilde;o alimentar mediterr&acirc;nico (&Iacute;ndice KIDMED); 3) pr&aacute;tica de atividade f&iacute;sica; 4) higiene do sono e oral; 5) caracter&iacute;sticas sociodemogr&aacute;ficas. Registou-se o peso, altura, per&iacute;metro da cintura e da anca, e a press&atilde;o arterial, obtidos atrav&eacute;s de metodologias de refer&ecirc;ncia.</p>     <p>Resultados:&nbsp;A amostra final incluiu 325 participantes, 47% (n=153) do sexo masculino e 53% (n=172) do sexo feminino, com idades entre 15 e 19 anos (M=16,4 anos; DP=0,89 anos). Analisou-se o percentil &Iacute;ndice de Massa Corporal/Idade de acordo com as recomenda&ccedil;&otilde;es da Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial da Sa&uacute;de e registou-se uma preval&ecirc;ncia de sobrecarga ponderal de 19,7%. Os resultados do &Iacute;ndice KIDMED (M= 6,9 pontos; DP=2,46) indicam uma baixa ades&atilde;o ao padr&atilde;o alimentar mediterr&acirc;nico em 9,0% dos participantes, ades&atilde;o interm&eacute;dia em 45,5% e ades&atilde;o alta em 45,5%.</p>     <p>Conclus&otilde;es:&nbsp;Os resultados indicam que devem ser delineadas estrat&eacute;gias de educa&ccedil;&atilde;o alimentar e de promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de dirigidas &agrave; popula&ccedil;&atilde;o juvenil, tendo por base a Dieta Mediterr&acirc;nica.</p>     <p><strong>Palavras-chave</strong></p>     <p>Adolescentes, Dieta Mediterr&acirc;nica, Excesso de peso, H&aacute;bitos alimentares, Obesidade, Sa&uacute;de</p>     <p>&nbsp;</p>  <hr>     <p>&nbsp;</p>     <p><strong>ABSTRACT</strong></p>     <p>Introduction:&nbsp;Study developed by the University of Algarve, under the Project 0290_MEDITA_5_P-"Mediterranean Diet Promotes Health", financed by the European Regional Development Fund (FEDER) through the operational programme (POCTEP).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Objectives:&nbsp;Characterize the eating habits of health and adherence to the Mediterranean Dietary Pattern of young people of secondary school of the Algarve region.</p>     <p>Methodology:&nbsp;In a cross-sectional descriptive study, a sample of students, from the 10th grade, of the scientific-humanistic and professional courses from eight secondary schools in the Algarve region were surveyed. Information was collected through a self-filling questionnaire with five sections: 1) eating habits; 2) adherence to the Mediterranean Dietary Pattern (KIDMED Index); 3) practice of physical activity; 4) sleep and oral hygiene; 5) sociodemographic characteristics. Weight, height, waist and hip circumference, and blood pressure were recorded using reference methodologies.</p>     <p>Results:&nbsp;The final sample included 325 participants, 47% (n = 153) male and 53% (n = 172) female, aged between 15 and 19 years (M = 16.4 years; DP = 0.89 years). The Body Mass Index/Age percentile was measured according to World Health Organization recommendations and the prevalence of overweight was 19.7%. The results of the KIDMED Index (M = 6.9 points, SD = 2.46) indicated a low adherence to the Mediterranean Dietary Pattern in 9,0% of the participants, intermediate adherence in 45.5% and high adherence in 45.5%.</p>     <p>Conclusions:&nbsp;The results indicate that strategies for food education and health promotion aimed at the youth population should be drawn upon the basis of the Mediterranean Diet.</p>     <p><strong>Keywords</strong></p>     <p>Adolescents, Mediterranean Diet, Overweight, Food habits, Obesity, Health</p>     <p>&nbsp;</p>  <hr>     <p>&nbsp;</p>     <p><strong>INTRODU&Ccedil;&Atilde;O</strong></p>     <p>Os h&aacute;bitos alimentares praticados durante a inf&acirc;ncia e a adolesc&ecirc;ncia, nomeadamente o consumo de alimentos nutricionalmente pobres e de elevada densidade energ&eacute;tica, podem tornar estas fases particularmente vulner&aacute;veis a situa&ccedil;&otilde;es de obesidade e car&ecirc;ncias nutricionais espec&iacute;ficas (1, 2). Maus h&aacute;bitos alimentares e estilos de vida sedent&aacute;rios, quando desenvolvidos na primeira inf&acirc;ncia e especialmente na adolesc&ecirc;ncia, tendem a ser refor&ccedil;ados e mantidos na vida adulta (3).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Uma dieta saud&aacute;vel sustent&aacute;vel e um estilo de vida ativo podem limitar os comportamentos prejudiciais que contribuem para a epidemia de doen&ccedil;as cr&oacute;nicas n&atilde;o transmiss&iacute;veis, como a diabetes, hipertens&atilde;o, doen&ccedil;as cardiovasculares, apneia do sono e certos tipos de cancro (4).</p>     <p>Conhecer os h&aacute;bitos de vida dos adolescentes &eacute; condi&ccedil;&atilde;o determinante para poder intervir adequadamente em estrat&eacute;gias preventivas, focadas na promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de, atrav&eacute;s da a&ccedil;&atilde;o articulada de fatores relacionados com estilos de vida, ao n&iacute;vel dos h&aacute;bitos alimentares e pr&aacute;tica de atividade f&iacute;sica (5).</p>     <p>A Dieta Mediterr&acirc;nica (DM) &eacute; considerada, pela Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial da Sa&uacute;de (OMS), como um importante modelo salutog&eacute;nico, com efeito no controlo do peso, preven&ccedil;&atilde;o de doen&ccedil;as cr&oacute;nicas e aumento da longevidade, pelo que a sua promo&ccedil;&atilde;o torna-se fundamental junto dos adolescentes (6, 7). Investir na sua sa&uacute;de traz vantagens na sa&uacute;de imediata e futura e na sa&uacute;de da sua descend&ecirc;ncia (4).</p>     <p>O Algarve, pelas suas caracter&iacute;sticas geogr&aacute;ficas e socioculturais, &eacute; uma regi&atilde;o onde se espera que as tradi&ccedil;&otilde;es alimentares mediterr&acirc;nicas estejam presentes. Contudo, n&atilde;o existem publica&ccedil;&otilde;es na literatura cient&iacute;fica que permitam identificar o padr&atilde;o alimentar e a ades&atilde;o &agrave; DM em adolescentes algarvios. De maneira a caracterizar os h&aacute;bitos alimentares de adolescentes da regi&atilde;o e obter informa&ccedil;&atilde;o que possa servir de base para interven&ccedil;&atilde;o alimentar, submeteu-se uma candidatura ao Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER) atrav&eacute;s do Programa Operacional (POCTEP) para desenvolver o Projeto 0290_MEDITA_5_P - "Dieta Mediterr&acirc;nica Promove Sa&uacute;de". Esta candidatura foi aceite e este artigo apresenta os resultados da primeira fase do projeto.</p>     <p><strong>OBJETIVOS</strong></p>     <p>Caracterizar os h&aacute;bitos alimentares, de sa&uacute;de e a ades&atilde;o ao padr&atilde;o alimentar mediterr&acirc;nico de jovens da regi&atilde;o do Algarve.</p>     <p><strong>METODOLOGIA</strong></p>     <p>Estudo descritivo transversal, aprovado pela Comiss&atilde;o Nacional de Prote&ccedil;&atilde;o de Dados (Autoriza&ccedil;&atilde;o n.&ordm; 234/2018) e Dire&ccedil;&atilde;o-Geral de Inova&ccedil;&atilde;o e Desenvolvimento Curricular (Registro n.&ordm; 0625700001).</p>     <p><strong>Popula&ccedil;&atilde;o-alvo e amostra</strong></p>     <p>De acordo com os recursos alocados ao projeto, tempo de execu&ccedil;&atilde;o e natureza deste estudo, direcionou-se as atividades da primeira fase apenas a estudantes do 10.&ordm; ano de escolaridade. Foi selecionada uma amostra aleat&oacute;ria estratificada, multietapas, representativa dos alunos do 10.&ordm; ano dos cursos cient&iacute;fico-human&iacute;sticos e cursos profissionais do Ensino Secund&aacute;rio, na regi&atilde;o do Algarve. De acordo com o m&eacute;todo proposto por Fleiss e colaboradores (8), estimou-se que devia inquirir-se oito das dezasseis escolas secund&aacute;rias da regi&atilde;o, perfazendo uma amostra final de 545 jovens. A estratifica&ccedil;&atilde;o foi levada a cabo tendo em conta a densidade estudantil. De maneira a aumentar a validade e fiabilidade da inquiri&ccedil;&atilde;o, definiram-se como fatores de exclus&atilde;o: 1) gravidez; 2) incapacidade f&iacute;sica e/ou doen&ccedil;a mental. As participantes gr&aacute;vidas poderiam enviesar os resultados das avalia&ccedil;&otilde;es antropom&eacute;tricas e poderiam ter um padr&atilde;o alimentar espec&iacute;fico, diferente dos restantes elementos da popula&ccedil;&atilde;o-alvo. Participantes que apresentassem incapacidade f&iacute;sica e/ou doen&ccedil;a mental poderiam inviabilizar as avalia&ccedil;&otilde;es antropom&eacute;tricas ou terem a capacidade de compreens&atilde;o do question&aacute;rio comprometida.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Participaram neste estudo apenas os jovens autorizados pelos encarregados de educa&ccedil;&atilde;o, mediante consentimento informado, livre e esclarecido, e que, simultaneamente, manifestaram vontade em participar.</p>     <p>Foi desenvolvido o question&aacute;rio &ldquo;Alimenta&ccedil;&atilde;o, estilo de vida e sa&uacute;de&rdquo;, de autopreenchimento, com cinco sec&ccedil;&otilde;es: 1) h&aacute;bitos alimentares; 2) ades&atilde;o ao Padr&atilde;o Alimentar Mediterr&acirc;nico (&Iacute;ndice KIDMED); 3) pr&aacute;tica de atividade f&iacute;sica; 4) h&aacute;bitos de sa&uacute;de (higiene do sono e oral); e 5) caracter&iacute;sticas sociodemogr&aacute;ficas.</p>     <p>A ades&atilde;o ao Padr&atilde;o Alimentar Mediterr&acirc;nico (PAM) foi estudada a partir da vers&atilde;o portuguesa do &iacute;ndice KIDMED utilizada no estudo de Mateus MP (9). Na tradu&ccedil;&atilde;o portuguesa, a autora optou por redigir a quest&atilde;o relativa ao pequeno-almo&ccedil;o como &ldquo;Costumas tomar o pequeno-almo&ccedil;o?&rdquo;, na forma positiva, e com isso ajustou a pontua&ccedil;&atilde;o, em que a resposta &ldquo;sim&rdquo; passa a corresponder a &ldquo;0&rdquo; e o &ldquo;n&atilde;o&rdquo; corresponde a &ldquo;-1&rdquo;.</p>     <p>Criou-se um protocolo para a avalia&ccedil;&atilde;o f&iacute;sica, com registo do peso, altura, per&iacute;metro da cintura, per&iacute;metro da anca e da press&atilde;o arterial, recolhidos atrav&eacute;s de metodologias de refer&ecirc;ncia e c&aacute;lculo do &Iacute;ndice de Massa Corporal (IMC) (10, 11). Utilizou-se equipamento validado e certificado para o efeito: balan&ccedil;a digital Seca 877&reg;; estadi&oacute;metro port&aacute;til Seca 217&reg;; fita m&eacute;trica de teflon flex&iacute;vel e indeform&aacute;vel; e esfigmoman&oacute;metro Medel Elite&reg;. A classifica&ccedil;&atilde;o do estado nutricional teve por base o percentil IMC/Idade, segundo os crit&eacute;rios da OMS que utiliza as curvas de crescimento para crian&ccedil;as dos 5 aos 19 anos (12). A classifica&ccedil;&atilde;o da hipertens&atilde;o foi feita com recurso &agrave;s&nbsp;guidelines&nbsp;da Sociedade Europeia de Hipertens&atilde;o para crian&ccedil;as e adolescentes (13).</p>     <p><strong>An&aacute;lise estat&iacute;stica</strong></p>     <p>Utilizou-se o&nbsp;software&nbsp;IBM-SPSS&reg;&nbsp;vers&atilde;o 25.0 (SPSS Inc., Chicago, IL, USA) para a an&aacute;lise estat&iacute;stica.</p>     <p>Para compara&ccedil;&otilde;es entre dois grupos utilizou-se o teste t-de-Student ou o teste de Mann-Whitney, para compara&ccedil;&otilde;es de m&uacute;ltiplos grupos utilizou-se o teste de Kruskal-Wallis ou a an&aacute;lise de vari&acirc;ncia (ANOVA), juntamente com a corre&ccedil;&atilde;o de Bonferroni sempre que necess&aacute;rio.</p>     <p>Utilizou-se o coeficiente de correla&ccedil;&atilde;o de Pearson para analisar a associa&ccedil;&atilde;o entre vari&aacute;veis com distribui&ccedil;&atilde;o Normal. Em todas as outras situa&ccedil;&otilde;es onde se levou a cabo um teste de correla&ccedil;&atilde;o foi interpretado o coeficiente de correla&ccedil;&atilde;o de Spearman.</p>     <p>Utilizaram-se os testes de independ&ecirc;ncia e de homogeneidade do qui-quadrado para estudar vari&aacute;veis categ&oacute;ricas. Em situa&ccedil;&otilde;es onde a aplica&ccedil;&atilde;o do teste era limitada pelo n&uacute;mero de respostas, optou-se por acompanhar o teste por um procedimento de bootstrap, bias-corrected (BCa) com 1000 amostras aleat&oacute;rias.</p>     <p>Analisou-se o IMC de acordo com os crit&eacute;rios da OMS (12) e calcularam-se os respetivos z-scores atrav&eacute;s do&nbsp;software&nbsp;WHO Anthro (vers&atilde;o 3.2.2,&nbsp;January&nbsp;2011).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Considerou-se, em todos os testes, um intervalo de signific&acirc;ncia inferior a 0,05 como indica&ccedil;&atilde;o de significado estat&iacute;stico.</p>     <p><strong>RESULTADOS</strong></p>     <p><strong>Caracteriza&ccedil;&atilde;o sociodemogr&aacute;fica</strong></p>     <p>Registou-se uma taxa de resposta de 59,6%, correspondendo a uma amostra final composta por 325 participantes, 47% (n=153) do sexo masculino e 53% (n=172) do sexo feminino, com idades entre os quinze e os dezanove anos (M=16,4 anos; DP=0,89 anos).</p>     <p>No geral, os participantes vivem num meio n&atilde;o rural (78,5%, n=255), s&atilde;o de nacionalidade portuguesa (88,6%; n=287) e naturais do Algarve (76,3%; n=244). Relativamente &agrave; composi&ccedil;&atilde;o dos agregados familiares, a maior parte (67,0%; n=217) vivem com a m&atilde;e e com o pai, com maior preval&ecirc;ncia da nacionalidade portuguesa em ambos os progenitores (M&Atilde;E: 80,4%; n=230; PAI: 78,9%; n=183).</p>     <p><strong>H&aacute;bitos alimentares</strong></p>     <p>Mais de um ter&ccedil;o dos participantes (41%; n=134) referiram ter modificado os seus h&aacute;bitos alimentares nos &uacute;ltimos 12 meses, e os tr&ecirc;s principais motivos foram: &ldquo;Preocupa&ccedil;&otilde;es do pr&oacute;prio com a imagem ou com o peso&rdquo; (22,4%; n=30), &ldquo;Preocupa&ccedil;&atilde;o do pr&oacute;prio com a qualidade da alimenta&ccedil;&atilde;o&rdquo; (23,1%; n=31), e &ldquo;Motivos de sa&uacute;de&rdquo; (26,1%; n=35). Cerca de 7% (n=24) refere seguir um padr&atilde;o alimentar especial, do qual a exclus&atilde;o da lactose (66,7%; n=16), da carne (29,2%; n=7) e do gl&uacute;ten (20,8%; n=5) s&atilde;o as altera&ccedil;&otilde;es predominantes. A maior parte dos jovens inquiridos faz entre quatro e seis refei&ccedil;&otilde;es di&aacute;rias, com uma m&eacute;dia de cinco refei&ccedil;&otilde;es (DP=&plusmn;0,95). A merenda da manh&atilde; (28,6%; n=93) e a ceia (59,7% (n=194) s&atilde;o as refei&ccedil;&otilde;es menos realizadas. Verificou-se tamb&eacute;m que 13,2% (n=43) n&atilde;o toma regularmente o pequeno-almo&ccedil;o, por &ldquo;falta de tempo&rdquo; (32,6%; n=14) ou &ldquo;falta de apetite&rdquo; (39,5%; n=17) como os motivos mais referidos.</p>     <p>Os participantes fazem, em m&eacute;dia, 1,62 refei&ccedil;&otilde;es interm&eacute;dias (DP=&plusmn;0,57). Verificou-se que 4,6% (n=15) referem n&atilde;o fazer nenhuma, 28,3% (n=92) fazem apenas uma e 67,1% (n=218) fazem duas refei&ccedil;&otilde;es interm&eacute;dias ao longo do dia. A <a href ="/img/revistas/apn/n20/n20a02t1.jpg">Tabela 1</a> mostra a informa&ccedil;&atilde;o relativa ao pequeno-almo&ccedil;o e merendas dos participantes, no que respeita ao local, companhia e alimentos mais consumidos. De referir que se encontrou um consumo de alimentos de elevada densidade energ&eacute;tica nestas refei&ccedil;&otilde;es (<a href ="/img/revistas/apn/n20/n20a02t2.jpg">Tabela 2</a>). Obtiveram-se diferen&ccedil;as estatisticamente significativas entre sexos para o pequeno-almo&ccedil;o (X2=4,193; p=0,041) e para a merenda da manh&atilde; (X2=7,609; p=0,006), verificando-se que os rapazes referem uma maior frequ&ecirc;ncia de consumo destas refei&ccedil;&otilde;es comparativamente &agrave;s raparigas. Tamb&eacute;m foi poss&iacute;vel identificar diferen&ccedil;as estatisticamente significativas entre sexos no consumo de alguns alimentos. Os rapazes referem mais o consumo de leite (p=0,003), mas as raparigas referem mais o consumo de fruta (p=0,024), frutos secos e oleaginosos (p=0,028), sumos de fruta 100% (p=0,007) e ch&aacute; ou infus&otilde;es (p&lt;0,001).</p>     
<p>Encontrou-se uma associa&ccedil;&atilde;o positiva estatisticamente significativa entre a toma do pequeno-almo&ccedil;o e o n&uacute;mero de refei&ccedil;&otilde;es em fam&iacute;lia (MW=4519,500; p=0,004).</p>     <p>Todos os participantes referem almo&ccedil;ar (n=325), contudo 1,2% (n=4) destes n&atilde;o jantam (<a href ="/img/revistas/apn/n20/n20a02t3.jpg">Tabela 3</a>). Foi poss&iacute;vel observar que cerca de 31% (n=100) dos participantes comem sandes em substitui&ccedil;&atilde;o do prato ao almo&ccedil;o e 9,3% (n=30) ao jantar, e que mais de metade refere fazer um consumo habitual de leguminosas ao almo&ccedil;o (58,2%; n=173) e ao jantar (55,6%; n=163).</p>     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>O caf&eacute; &eacute; consumido por 23,3% (n=67) dos participantes ao almo&ccedil;o e por 12,9% (n=36) ao jantar. Obtiveram-se diferen&ccedil;as estatisticamente significativas entre sexos para o consumo de caf&eacute; ao jantar (X2=9,269; p=0,002), verificando-se que os rapazes referem um maior consumo do que as raparigas. Relativamente &agrave; ingest&atilde;o de &aacute;gua ao longo do dia, 37,5% (n=122) dos participantes refere consumir entre 0,5L e 1L.</p>     <p>No que diz respeito ao consumo de bebidas alco&oacute;licas, a maior parte dos participantes raramente ou nunca consomem bebidas alco&oacute;licas (80,6%, n=262). Contudo, 23,7% (n=78) dos jovens inquiridos consome bebidas destiladas (puras, com sumo ou refrigerantes e em shots), 23,1% (n=75) consome cidra ou cerveja com sabores ou com refrigerantes, 16,6% (n=54) consome cerveja e 5,8% (n=19) reporta o consumo de vinho. Encontraram-se diferen&ccedil;as estatisticamente significativas entre sexos para o consumo de cerveja (X2=19,5; p&lt;0,001), com os participantes do sexo masculino a reportarem um consumo mais frequente desta bebida alco&oacute;lica.</p>     <p><strong>Ades&atilde;o ao padr&atilde;o alimentar mediterr&acirc;nico</strong></p>     <p>Os resultados do &Iacute;ndice KIDMED apresentam uma pontua&ccedil;&atilde;o m&eacute;dia de 6,9 pontos (DP=2,46) e mostram uma baixa ades&atilde;o ao PAM em 9,0% dos jovens, uma ades&atilde;o interm&eacute;dia em 45,5% e uma alta ades&atilde;o em 45,5%. Os dados relativos &agrave;s respostas &ldquo;sim&rdquo; de cada pergunta do &Iacute;ndice KIDMED encontram-se na <a href ="/img/revistas/apn/n20/n20a02t4.jpg">Tabela 4</a>. Foi poss&iacute;vel identificar diferen&ccedil;as estatisticamente significativas entre sexos para algumas perguntas. Assim, os rapazes referem mais vezes &ldquo;frequentar, mais de uma vez por semana, restaurantes de&nbsp;fast-food&rdquo; (p=0,006), &ldquo;consumir massa ou arroz, quase todos os dias (5 ou mais vezes por semana)&rdquo; (p&lt;0,001).</p>     
<p>Um maior n&uacute;mero de refei&ccedil;&otilde;es di&aacute;rias associou-se significativamente a uma maior ades&atilde;o ao PAM (rspearman=0,195; p&lt;0,001), bem como a toma do pequeno-almo&ccedil;o (MW=2408,500; p&lt;0,001). Tamb&eacute;m o n&uacute;mero de refei&ccedil;&otilde;es em fam&iacute;lia se associou significativamente a uma maior ades&atilde;o ao PAM (rspearman=0,161; p=0,004). Os alunos que consomem habitualmente sopa ao almo&ccedil;o apresentaram uma maior ades&atilde;o ao PAM (MW=8843,500; p&lt;0,001) e ao jantar tamb&eacute;m (MW=7190,000; p&lt;0,001).</p>     <p><strong>Avalia&ccedil;&atilde;o f&iacute;sica</strong></p>     <p>Relativamente ao estado nutricional analisado a partir do Percentil IMC/Idade, verifica-se que 19,7% dos participantes encontram-se com sobrecarga ponderal, dos quais, 17,2% (n=56) com excesso de peso e 2,5% (n=8) com obesidade (<a href ="/img/revistas/apn/n20/n20a02t5.jpg">Tabela 5</a>). N&atilde;o se verificaram diferen&ccedil;as estatisticamente significativas entre sexos nesta vari&aacute;vel (X2=1,35, p=0,718). Observou-se que 2,2% (n=7) dos alunos apresentaram hipertens&atilde;o e que 10,2% (n=33) apresentaram valores de press&atilde;o arterial normal-alta (<a href ="/img/revistas/apn/n20/n20a02t5.jpg">Tabela 5</a>). A <a href ="/img/revistas/apn/n20/n20a02t6.jpg">Tabela 6</a> resume as caracter&iacute;sticas antropom&eacute;tricas e o valor da press&atilde;o arterial dos participantes. Verificaram-se diferen&ccedil;as estatisticamente significativas entre sexos (p&lt;0,05) no peso, altura, per&iacute;metro da cintura, per&iacute;metro da anca e na press&atilde;o arterial sist&oacute;lica. N&atilde;o se encontraram diferen&ccedil;as estatisticamente significativas na associa&ccedil;&atilde;o das categorias de hipertens&atilde;o com o n&iacute;vel de ades&atilde;o ao PAM.</p>     
<p>O n&uacute;mero de refei&ccedil;&otilde;es associou-se de forma negativa e estatisticamente significativa ao percentil IMC/Idade (rspearman=-0,152; p=0,006), ou seja, quanto maior o n&uacute;mero de refei&ccedil;&otilde;es di&aacute;rias, menor o percentil IMC/Idade. N&atilde;o se encontrou associa&ccedil;&atilde;o estatisticamente significativa entre a toma do pequeno-almo&ccedil;o e o percentil IMC/Idade (MW=5113,500; p=0,098), contudo encontrou-se com o per&iacute;metro da cintura (MW=4898,500; p=0,046), sendo que quem n&atilde;o toma o pequeno-almo&ccedil;o apresenta um per&iacute;metro da cintura mais elevado.</p>     <p>Ao relacionar a ades&atilde;o ao PAM com elementos da avalia&ccedil;&atilde;o f&iacute;sica n&atilde;o se encontraram diferen&ccedil;as estatisticamente significativas para o percentil IMC/Idade (rspearman=0,061; p=0,275), nem para o per&iacute;metro da cintura (rspearman=0,030; p=0,591), nem para os n&iacute;veis de press&atilde;o arterial (rspearman=-0,018; p=0,749).</p>     <p>O per&iacute;metro da cintura associou-se positivamente e de forma significativa ao percentil IMC/Idade (rspearman=0,739; p&lt;0,001), bem como a press&atilde;o arterial (rspearman=0,225; p&lt;0,001).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><strong>Atividade f&iacute;sica e h&aacute;bitos de sa&uacute;de</strong></p>     <p>No que diz respeito &agrave; atividade f&iacute;sica, 90,2% (n=293) dos participantes referem n&atilde;o praticar desporto escolar. Dos que o fazem, a m&eacute;dia de horas semanal mais referida, foi de 2 horas (31,3%, n=10). Verificaram-se diferen&ccedil;as estatisticamente significativas no total de tempo dedicado ao desporto escolar durante a semana (X2=10,400; p=0,034), verificando-se que os rapazes dedicam mais tempo que as raparigas.</p>     <p>Mais de metade dos jovens inquiridos (55,4%, n=180) pratica desporto fora da escola, e destes 42,5% (n=76) dedicam, uma m&eacute;dia, de mais de 5 horas semanais, a essa pr&aacute;tica. Encontraram-se diferen&ccedil;as estatisticamente significativas entre sexos, com os rapazes a praticar mais desporto fora da escola do que as raparigas (x2=20,518; p&lt;0,001) e a dedicar mais tempo semanal a esses desportos (x2=12,960; p=0,011). N&atilde;o se encontraram diferen&ccedil;as estatisticamente significativas no percentil IMC/Idade (KW=4899,500; p=0,042), na press&atilde;o arterial (KW=9,683; p=0,021) nem no per&iacute;metro da cintura (KW=12547,000; p=0,608) entre os praticantes e n&atilde;o praticantes de desporto fora da escola.</p>     <p>Relativamente &agrave;s horas durante a semana que os participantes passam a ver televis&atilde;o ou a jogar videojogos, verificou-se que 27,8% (n=90), dedica uma m&eacute;dia, de 2 horas por dia, e que durante o fim de semana essa m&eacute;dia sobe para mais de 5 horas em 27,9% (n=90) dos participantes.</p>     <p>Registou-se uma m&eacute;dia de 8 horas de sono durante a semana e uma m&eacute;dia de 9,2 horas de sono durante o fim-de-semana. Verificaram-se diferen&ccedil;as na dura&ccedil;&atilde;o m&eacute;dia do sono entre os dias da semana e os dias de fim-de-semana (teste de Wilcoxon; p&lt;0,001). De destacar que durante a semana, 37,8% dos alunos refere dormir menos de 8 horas.</p>     <p>Encontrou-se uma associa&ccedil;&atilde;o negativa estatisticamente significativa entre o n&uacute;mero de horas sedent&aacute;rias semanais e o n&iacute;vel de ades&atilde;o ao PAM (rspearman=-0,175; p=0,002). A pr&aacute;tica de desporto fora da escola (MW=9548,000; p&lt;0,001) e de atividades desportivas de lazer (MW=8560,000; p&lt;0,001) associaram-se de forma significativa com uma maior ades&atilde;o ao PAM, assim como os participantes que bebem uma maior quantidade de &aacute;gua por dia (KW=28,572; p&lt;0,001).</p>     <p>Um maior n&uacute;mero de horas de sono semanais associou-se positiva e significativamente com uma maior ades&atilde;o ao PAM (rspearman=0,142; p=0,010).</p>     <p>Verificaram-se diferen&ccedil;as estatisticamente significativas na quantidade de &aacute;gua ingerida ao longo do dia, de acordo com n&uacute;mero de horas de atividade f&iacute;sica semanal (rspearman=0,298; p&lt;0,001), ou seja, quem pratica mais horas de atividade f&iacute;sica semanal consome uma quantidade de &aacute;gua superior. Tamb&eacute;m se encontraram diferen&ccedil;as estatisticamente significativas no n&uacute;mero de refei&ccedil;&otilde;es feitas pelos alunos que praticam desporto fora da escola (MW=11057,500; p=0,012), apresentando estes, uma m&eacute;dia de refei&ccedil;&otilde;es maior.</p>     <p>Assim como, entre a toma do pequeno-almo&ccedil;o e o n&uacute;mero de horas de sono duranta a semana (MW=4899,500; p=0,042), em que os participantes que tomam o pequeno-almo&ccedil;o dormem mais horas comparativamente aos que n&atilde;o o tomam.</p>     <p><strong>DISCUSS&Atilde;O DOS RESULTADOS</strong></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Os resultados obtidos indicam que, no geral, os adolescentes da regi&atilde;o possuem h&aacute;bitos alimentares que se distanciam de algumas das principais recomenda&ccedil;&otilde;es. A literatura descreve a import&acirc;ncia do pequeno-almo&ccedil;o para o rendimento intelectual (14), mas cerca de 13% dos participantes deste trabalho n&atilde;o tomam habitualmente o pequeno-almo&ccedil;o, uma preval&ecirc;ncia mais elevada do que a registada em adolescentes a n&iacute;vel nacional (15). Apesar de nesta refei&ccedil;&atilde;o o leite ser um dos cinco alimentos mais consumidos (74,8% dos participantes referem o seu consumo habitual), este assume uma import&acirc;ncia menor em refei&ccedil;&otilde;es subsequentes, n&atilde;o havendo men&ccedil;&atilde;o a este alimento ou a qualquer um dos seus derivados nos cinco alimentos mais consumidos, por exemplo, na refei&ccedil;&atilde;o a meio da manh&atilde; ou no lanche. A literatura sugere que existe uma associa&ccedil;&atilde;o negativa entre a ingest&atilde;o de leite, iogurte e bebidas &agrave; base de leite e iogurte, e o excesso de gordura total e abdominal (16), pelo que estes resultados indicam que a promo&ccedil;&atilde;o dos produtos l&aacute;cteos nas refei&ccedil;&otilde;es interm&eacute;dias pode constituir um campo de atua&ccedil;&atilde;o para a melhoria dos h&aacute;bitos alimentares.</p>     <p>Ainda que os participantes identifiquem a fruta como um dos alimentos mais consumidos, as suas respostas no &iacute;ndice KIDMED contradizem o que declararam anteriormente, pois verificou-se que 31,4% (n=102) dos jovens n&atilde;o consome fruta diariamente. Contudo, este resultado &eacute; superior ao encontrado no estudo HBSC 2018 (15), que apresenta uma preval&ecirc;ncia de 11,5% dos jovens a consumir raramente ou nunca fruta. Resultado semelhante foi obtido no que respeita aos produtos hort&iacute;colas, onde a quest&atilde;o relativa ao consumo de produtos hort&iacute;colas pelo menos uma vez por dia, apresentou 31,1% (n=101) de respostas negativas, superior aos 17,8% encontrados no HBSC 2018 (15). Ainda que se tenha encontrado uma preval&ecirc;ncia de consumo de hortofrut&iacute;colas mais elevado do que em estudos anteriores, o consumo pode ser descrito como abaixo do proposto pelas recomenda&ccedil;&otilde;es alimentares para este p&uacute;blico-alvo (17).</p>     <p>No que diz respeito ao consumo de bebidas alco&oacute;licas, o presente trabalho apresentou uma preval&ecirc;ncia inferior para o consumo raro ou inexistente de bebidas destiladas (76,3%, n=248) do que no HBSC 2018 (89,4%) (15), mas superior para o consumo raro ou inexistente de cerveja (83,4%, n=271). A ingest&atilde;o de &aacute;gua entre 0,5L e 1L foi verificada em 37,5% (n=122) dos participantes, valor semelhante aos 35% encontrados no HBSC 2018 (15).</p>     <p>As principais bebidas ingeridas ao almo&ccedil;o e ao jantar foram a &aacute;gua (Almo&ccedil;o: 96,9%, n=279; Jantar: 95%, n=264), os refrigerantes (Almo&ccedil;o: 45,5%, n=131; Jantar: 41,7%, n=116) e os n&eacute;ctares de fruta (Almo&ccedil;o: 43,4%, n=125; Jantar: 38,1%, n=106). Nos dados do Inqu&eacute;rito Alimentar Nacional e de Atividade F&iacute;sica, IAN-AF 2015-2016 (18), os refrigerantes apresentam o consumo m&eacute;dio mais elevado a seguir &agrave; &aacute;gua (88 g/dia) e os adolescentes s&atilde;o o grupo et&aacute;rio com preval&ecirc;ncia de consumo di&aacute;rio de um ou mais refrigerantes ou n&eacute;ctares (&ge;220 g/dia) mais elevada (42%, 34% nas raparigas e 51% nos rapazes).</p>     <p>Tamb&eacute;m se encontrou neste estudo uma correla&ccedil;&atilde;o negativa entre o n&uacute;mero de refei&ccedil;&otilde;es di&aacute;rias e o percentil IMC/Idade, o que indica que estudantes num percentil IMC/idade mais elevado declaram fazer um menor n&uacute;mero de refei&ccedil;&otilde;es. Esta associa&ccedil;&atilde;o tamb&eacute;m foi descrita, em outros trabalhos com adolescentes, onde um menor n&uacute;mero de refei&ccedil;&otilde;es di&aacute;rias associou-se com uma maior preval&ecirc;ncia de excesso de peso (19-21).</p>     <p>O consumo de alimentos de elevada densidade energ&eacute;tica faz parte do consumo di&aacute;rio habitual dos participantes, ao pequeno-almo&ccedil;o, merendas e ceia. E, 16,3% refere consumir doces ou guloseimas todos os dias, indo de encontro aos 15,7% observados no HBSC 2018 (15). Este consumo poder&aacute; ser explicado pelo aumento exponencial da disponibilidade destes alimentos nas &uacute;ltimas d&eacute;cadas, e contribui para diversos preju&iacute;zos para a sa&uacute;de, relacionados com a obesidade e respetivas complica&ccedil;&otilde;es (22).</p>     <p>Neste trabalho encontrou-se um baixo n&iacute;vel de ades&atilde;o em 9,0% (n=29) dos participantes, valor mais elevado que o encontrado por Adelantado-Renau et al. (23) em adolescentes espanh&oacute;is (5,2%, n=14). Num estudo em adolescentes catal&atilde;es, foi verificada uma associa&ccedil;&atilde;o positiva entre a ades&atilde;o ao PAM e a pr&aacute;tica de atividade f&iacute;sica e o menor tempo em atividades sedent&aacute;rias (tempo de ecr&atilde;) (24). No presente estudo, um maior n&iacute;vel de ades&atilde;o ao PAM associou-se a um estilo de vida mais saud&aacute;vel, onde os jovens inquiridos tomam o pequeno-almo&ccedil;o, fazem um maior n&uacute;mero de refei&ccedil;&otilde;es di&aacute;rias, consomem sopa ao almo&ccedil;o e jantar, bebem uma maior quantidade de &aacute;gua por dia, passam menos tempo em atividades sedent&aacute;rias e s&atilde;o fisicamente mais ativos.</p>     <p>Relativamente ao estado nutricional, encontraram-se 19,7% dos participantes com sobrecarga ponderal, dos quais 17,2% apresentavam excesso de peso e 2,5% obesidade. Estes dados est&atilde;o de acordo com os obtidos no HBSC 2018 (15) que encontraram 15,8% dos jovens com excesso de peso e 3,1% com obesidade.</p>     <p>Os rapazes e raparigas apresentaram diferen&ccedil;as estatisticamente significativas para a pr&aacute;tica de atividade f&iacute;sica. S&atilde;o os rapazes os que mais praticam desporto fora da escola (X2=20,518; p&lt;0,001) e que dedicam mais tempo semanal a esses desportos (X2=12,960; p=0,011). Estas diferen&ccedil;as entre sexos para a atividade f&iacute;sica parece consistente com diversos estudos, em que as raparigas s&atilde;o menos ativas fisicamente (25). A an&aacute;lise da pr&aacute;tica de atividade f&iacute;sica e a sua rela&ccedil;&atilde;o com o percentil IMC/Idade n&atilde;o mostrou diferen&ccedil;as significativas. Um aspeto que poder&aacute; contribuir para a interpreta&ccedil;&atilde;o destes resultados &eacute; a energia utilizada na pr&aacute;tica de atividade f&iacute;sica ser excessivamente compensada com a ingest&atilde;o alimentar (5).</p>     <p>Os resultados obtidos relativos &agrave; higiene do sono v&atilde;o ao encontro dos obtidos no estudo do HBSC de 2018 (15), em que a percentagem de participantes que referem dormir &ldquo;mais de 8 horas&rdquo; durante o fim-de-semana &eacute; superior comparativamente com dias de semana. Segundo a&nbsp;Sleep Foundation&nbsp;(24) muitos dos adolescentes t&ecirc;m um ritmo irregular de sono durante a semana, havendo uma diferen&ccedil;a marcante entre os dias &uacute;teis e os fins de semana.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>As limita&ccedil;&otilde;es deste estudo est&atilde;o relacionadas com a dimens&atilde;o da amostra, dado que se registou uma taxa de ades&atilde;o de 52,4%, tendo em conta o n&uacute;mero total de potenciais participantes fornecido pelos agrupamentos escolares. Apesar de se terem assegurado todos os procedimentos poss&iacute;veis, verificou-se alguma dificuldade no recrutamento dos participantes, dadas as tarefas habituais que desenvolvem na escola e o n&uacute;mero de autoriza&ccedil;&otilde;es por parte dos encarregados de educa&ccedil;&atilde;o para participa&ccedil;&atilde;o no estudo. Apesar de se ter alcan&ccedil;ado um n&uacute;mero de participantes que permita indicar significado estat&iacute;stico na an&aacute;lise realizada, a taxa de ades&atilde;o poder&aacute; ter comprometido a caracteriza&ccedil;&atilde;o e identifica&ccedil;&atilde;o de subgrupos espec&iacute;ficos de participantes, com padr&otilde;es alimentares que careceriam de estudo e/ou interven&ccedil;&atilde;o.</p>     <p><strong>CONCLUS&Otilde;ES</strong></p>     <p>Este estudo permitiu concluir que os jovens inquiridos apresentam h&aacute;bitos alimentares e estilo de vida pass&iacute;veis de melhoria, nomeadamente o consumo do pequeno-almo&ccedil;o, a composi&ccedil;&atilde;o da refei&ccedil;&atilde;o do almo&ccedil;o, a quantidade de &aacute;gua ingerida ao longo do dia, o consumo de bebidas alco&oacute;licas, o n&iacute;vel de ades&atilde;o ao PAM, bem como a pr&aacute;tica de atividade f&iacute;sica. Desta forma, evidencia-se a import&acirc;ncia da implementa&ccedil;&atilde;o de estrat&eacute;gias de educa&ccedil;&atilde;o alimentar, que envolvam toda a comunidade educativa, nomeadamente os encarregados de educa&ccedil;&atilde;o e os professores, bem como as entidades de sa&uacute;de da regi&atilde;o, tendo por base o estilo de vida mediterr&acirc;nico.</p>     <p><strong>AGRADECIMENTOS</strong></p>     <p>Ao Programa de Coopera&ccedil;&atilde;o INTERREG V - A Espanha-Portugal 2014 &ndash; 2020.</p>     <p>&Agrave; Dire&ccedil;&atilde;o, diretores de turma e jovens participantes das Escolas Secund&aacute;rias que colaboraram neste estudo.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><strong>REFER&Ecirc;NCIAS BIBLIOGR&Aacute;FICAS</strong></p> <ol>     <li>Krebs NF, Himes JH, Jacobson D, Nicklas TA, Guilday P, Styne D. Assessment of child and adolescent overweight and obesity. Pediatrics. 2007 Dec;120 Suppl 4:S193-228. Dispon&iacute;vel em: DOI:<a href="https://doi.org/10.1542/peds.2007-2329D" target="_blank">10.1542/peds.2007-2329D</a>.</li>     <li>World Health Organization. Nutrition in adolescence: issues and challenges for the health sector: issues in adolescent health and development. World Health Organization, 2005. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.who.int/iris/handle/10665/43342">http://www.who.int/iris/handle/10665/43342</a>.</li>     ]]></body>
<body><![CDATA[<li>Louren&ccedil;o A, Nogueira H. Determinantes comportamentais e obesidade entre adolescentes: tend&ecirc;ncias e varia&ccedil;&otilde;es em territ&oacute;rio Europeu. Cadernos de Geografia n&ordm; 33 &ndash; 2014. Coimbra, FLUC &ndash; pp. 141-151. Dispon&iacute;vel em:  <a href="http://dx.doi.org/10.14195/0871-1623_33_13" target="_blank">http://dx.doi.org/10.14195/0871-1623_33_13</a>.</li>     <li>World Health Organization. Guideline: implementing effective actions for improving adolescent nutrition. World Health Organization, &lrm;2018. Dispon&iacute;vel em: <a href="https://www.who.int/nutrition/publications/guidelines/effective-actions-improving-adolescent/en/">https://www.who.int/nutrition/publications/guidelines/effective-actions-improving-adolescent/en/</a>.</li>     <li>Sobral G. Excesso de peso e estilos de vida na adolesc&ecirc;ncia [Trabalho de disserta&ccedil;&atilde;o desenvolvido para obten&ccedil;&atilde;o do grau de Mestre em Biologia Humana e Ambiente]. Lisboa: Faculdade de Ci&ecirc;ncias da Universidade de Lisboa. 2013. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://hdl.handle.net/10451/10331" target="_blank">http://hdl.handle.net/10451/10331</a>.</li>     <li>Dinu M, Pagliai G, Casini A, Sofi F. Mediterranean diet and multiple health outcomes: an umbrella review of meta-analyses of observational studies and randomised trials. Eur J Clin Nutr. 2018 Jan;72(1):30-43. Dispon&iacute;vel em: doi:<a href="https://doi.org/10.1038/ejcn.2017.58" target="_blank">10.1038/ejcn.2017.58</a>.</li>     <li>World Health Organization. European Food and Nutrition Action Plan 2015&ndash;2020. World Health Organization. 2014. Dispon&iacute;vel em:  <a href="http://www.euro.who.int/en/publications/abstracts/european-food-and-nutrition-action-plan-20152020-2014" target="_blank">http://www.euro.who.int/en/publications/abstracts/european-food-and-nutrition-action-plan-20152020-2014</a>.</li>     <li>Fleiss, J. L., Levin, B., Paik, M.C. Statistical Methods for Rates and Proportions. Third Edition. John Wiley &amp; Sons. New York. 2003.</li>     <li>Mateus MP. Ades&atilde;o ao Padr&atilde;o Alimentar Mediterr&acirc;nico em jovens no Algarve [Trabalho de disserta&ccedil;&atilde;o desenvolvido para obter o grau de Doutor em Ci&ecirc;ncias do Consumo Alimentar e Nutri&ccedil;&atilde;o]. Porto: Faculdade de Ci&ecirc;ncias da Nutri&ccedil;&atilde;o e Alimenta&ccedil;&atilde;o da Universidade do Porto. 2012. Dispon&iacute;vel em:  <a href="https://repositorio-aberto.up.pt/handle/10216/66678" target="_blank">https://repositorio-aberto.up.pt/handle/10216/66678</a>.</li>     <li>Rito A, Breda J, Carmo I. Guia de avalia&ccedil;&atilde;o do estado nutricional Infantil e Juvenil. Publica&ccedil;&atilde;o da Dire&ccedil;&atilde;o Geral da Sa&uacute;de e do Instituto Nacional de Sa&uacute;de-Dr. Ricardo Jorge. Lisboa. Dezembro 2010. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www2.insa.pt/sites/INSA/Portugues/Publicacoes/Outros/Documents/AlimentacaoNutricao/GuiaAvaliacaoEstadoNutricional.pdf" target="_blank">http://www2.insa.pt/sites/INSA/Portugues/Publicacoes/Outros/Documents/AlimentacaoNutricao/GuiaAvaliacaoEstadoNutricional.pdf</a>.</li>     <li>Pickering TG, Hall JE, Appel LJ, et al. Recommendations for blood pressure measurement in humans and experimental animals: Part 1: blood pressure measurement in humans: a statement for professionals from the Subcommittee of Professional and Public Education of the American Heart Association Council on High Blood Pressure Research. Circulation. 2005 Feb 8;111(5):697-716. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://doi:10.1161/01.CIR.0000154900.76284.F6" target="_blank">http://doi:10.1161/01.CIR.0000154900.76284.F6</a>.</li>     <li>World Health Organization. BMI-for-age (5-19 years) [p&aacute;gina da internet] [acedido a 08 de mar&ccedil;o de 2019]. Dispon&iacute;vel em: <a href="https://www.who.int/growthref/who2007_bmi_for_age/en/" target="_blank">https://www.who.int/growthref/who2007_bmi_for_age/en/</a>.</li>     ]]></body>
<body><![CDATA[<li>Lurbe E, Agabiti-Rosei E, Cruickshank JK, Dominiczak A, Erdine S, Hirth A, et al. 2016 European Society of Hypertension guidelines for the management of high blood pressure in children and adolescents. J Hypertens. 2016 Oct;34(10):1887-920. Dispon&iacute;vel em: doi: <a href="https://doi.org/10.1097/HJH.0000000000001039" target="_blank">10.1097/HJH.0000000000001039</a>.</li>     <li>Gibney MJ, Barr SI, Bellisle F, Drewnowski A, Fagt S, Livingstone B. Breakfast in Human Nutrition: The International Breakfast Research Initiative. Nutrients. 2018 May 1;10(5). pii: E559. Dispon&iacute;vel em: doi: <a href="https://doi.org/10.3390/nu10050559" target="_blank">10.3390/nu10050559</a>.</li>     <li>Matos MG et al. Relat&oacute;rio do Estudo HBSC 2018: A sa&uacute;de dos adolescentes portugueses ap&oacute;s a recess&atilde;o &ndash; Dados nacionais do estudo HBSC 2018. Lisboa: Aventura Social; 2018.</li>     <li>Santaliestra-Pas&iacute;as AM, Bel-Serrat S, Moreno LA, Bueno G. Consumption of dairy products in youth, does it protect from cardio-metabolic risk? Nutr Hosp. 2016 Jul 12;33(Suppl 4):342. Dispon&iacute;vel em: doi: <a href="https://doi.org/10.20960/nh.342" target="_blank">10.20960/nh.342</a>.</li>     <li>World Health Organization. Diet, nutrition and the prevention of chronic diseases: report of a Joint WHO/FAO Expert Consultation. WHO Technical Report Series, No. 916. Geneva: World Health Organization; 2003.</li>     <li>Lopes C, Torres D, Oliveira A, Severo M, Alarc&atilde;o V, Guiomar S. et al. Inqu&eacute;rito Alimentar Nacional e de Atividade F&iacute;sica, IAN-AF 2015-2016: Relat&oacute;rio de resultados. Universidade do Porto, 2017. ISBN: 978-989-746-181-1. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.ian-af.up.pt" target="_blank">www.ian-af.up.pt</a>.</li>     <li>Silva FA, Candi&aacute; SM, Pequeno MS, Sartorelli DS, Mendes LL, Oliveira RM. et al. Daily meal frequency and associated variables in children and adolescents. J Pediatr (Rio J). 2017 Jan - Feb;93(1):79-86. Dispon&iacute;vel em: doi:<a href="https://doi.org/10.1016/j.jped.2016.04.008" target="_blank">10.1016/j.jped.2016.04.008</a>.</li>     <li>Bibiloni M, Martinez E, Llull R, Juarez MD, Pons A, Tur J&Aacute;. Prevalence and risk factors for obesity in Balearic Islands adolescents. British Journal of Nutrition. 2010; 103: 99&ndash;106. Dispon&iacute;vel em: doi:<a href="https://doi.org/10.1017/S000711450999136X" target="_blank">10.1017/S000711450999136X</a>.</li>     <li>Vik FN, &Oslash;verby NC, Lien N, Bere E. Number of meals eaten in relation to weight status among Norwegian adolescents. Scandinavian Journal of Public Health, 2010; 38(Suppl 5): 13&ndash;18. Dispon&iacute;vel em: doi:<a href="https://doi.org/10.1177/1403494810378920" target="_blank">10.1177/1403494810378920</a>.</li>     <li>Costa CS, Del-Ponte B, Assun&ccedil;&atilde;o MCF, Santos IS. Consumption of ultra-processed foods and body fat during childhood and adolescence: a systematic review. Public Health Nutr. 2018 Jan;21(1):148-159. Dispon&iacute;vel em: doi:<a href="https://doi.org/10.1017/S1368980017001331" target="_blank">10.1017/S1368980017001331</a>.</li>     ]]></body>
<body><![CDATA[<li>Adelantado-Renau M, Beltran-Valls MR, Esteban-Cornejo I, Mart&iacute;nez-Vizca&iacute;no V, Santaliestra-Pas&iacute;as AM, Moliner-Urdiales D. The influence of adherence to the Mediterranean diet on academic performance is mediated by sleep quality in adolescents. Acta Paediatr. 2019 Feb;108(2):339-346. Dispon&iacute;vel em: doi:<a href="https://doi.org/10.1111/apa.14472" target="_blank">10.1111/apa.14472</a>.</li>     <li>Fauquet, J., Sofi, F., L&oacute;pez-Guimer&agrave;, G., Leiva, D., Shal&agrave;, A., S&aacute;nchez-Carracedo, D., et al. Mediterranean diet adherence among Catalonian adolescents: Socio-economic and lifestyle factors. Nutricion Hospitalaria, 2016; 33, 1283&ndash;1290. Dispon&iacute;vel em: doi:<a href="https://doi.org/10.20960/nh.772" target="_blank">10.20960/nh.772</a>.</li>     <li>P&eacute;rez-Rodrigo C, Gil &Aacute;, Gonz&aacute;lez-Gross M, Ortega RM, Serra-Majem L, Varela-Moreiras G, Aranceta-Bartrina J. Clustering of Dietary Patterns, Lifestyles, and Overweight among Spanish Children and Adolescents in the ANIBES Study. Nutrients. 2015; Dec 28;8(1). pii: E11. Dispon&iacute;vel em: doi: <a href="https://doi.org/10.3390/nu8010011" target="_blank">10.3390/nu8010011</a>.</li>     <li>National Sleep Foundation. Teens and Sleep [p&aacute;gina da internet] [acedido a 8 de abril de 2019]. Dispon&iacute;vel em: <a href="https://www.sleepfoundation.org/articles/teens-and-sleep">https://www.sleepfoundation.org/articles/teens-and-sleep</a>.</li>     </ol>     <p></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>  <b><a href="#topc0">Endere&#231;o para correspond&#234;ncia</a><a name="c0"></a></b>     <p>Maria Palma Mateus</p>     <p>Escola Superior de Sa&uacute;de da Universidade do Algarve,</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Campus de Gambelas, Edif&iacute;cio 1, 8005-139 Faro, Portugal</p>     <p><a href="mailto:mpmateus@ualg.pt">mpmateus@ualg.pt</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Recebido a 5 de julho de 2019</p>     <p>Aceite a 27 de mar&ccedil;o de 2020</p>     <p>&nbsp;</p>      ]]></body><back>
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