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<article-id pub-id-type="doi">10.21011/apn.2020.2106</article-id>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Desnutrição, Sarcopenia e COVID-19 no Idoso: Evidência científica da suplementação de vitamina D]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Introduction: In the COVID-19 pandemic, older people are considered a population at increased risk. This situation is worsened in the presence of malnutrition and sarcopenia. Vitamin D can be a potential adjunct in the prevention and treatment of patients with respiratory viral infections who normally have low levels of vitamin D. Supplementation of vitamin D in patients with COVID-19, may be an important step in preventing and spreading the infection. Objectives: Analyze the evidence on vitamin D supplementation in elderly with malnutrition, sarcopenia and COVID-19. Methodology: Analyze the literature published in the electronic database Pubmed in the last 5 years, using the keywords "covid-19", "elderly", "malnutrition", "sarcopenia" and "vitamin D". The survey was conducted between April and May 2020. Results: Vitamin D supplementation, in case of deficiency, demonstrated a beneficial effect in improving muscle function and in reducing the severity and mortality from respiratory infections. When associated with protein and physical exercise, it showed a possible synergistic effect on muscle quantity and quality. In patients with COVID-19, in which lower concentrations of 25 (OH) D have been reported, there has been an increase in mortality and disease incidence. Conclusions: The existing evidence is not conclusive and is not sufficient to establish a direct relationship between vitamin D deficiency and the risk of incurring COVID-19 in the future. Clinical trials in the human population are needed to study this hypothesis and even to understand the influence of malnutrition and sarcopenia.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>ARTIGO DE REVIS&#195;O</b></p>     <p>     <p><b><font face="" size="4">Desnutri&ccedil;&atilde;o, Sarcopenia e COVID-19 no Idoso. Evid&ecirc;ncia cient&iacute;fica da suplementa&ccedil;&atilde;o de vitamina D</font></b></p>      <p><strong>Malnutrition, Sarcopenia and COVID-19 in the Elderly. Scientific evidence for vitamin D supplementation</strong></p>     <p><strong>In&ecirc;s Henriques<sup>1</sup>; Marisa Cebola<sup>2</sup>; Lino Mendes<sup>2</sup></strong></p>     <p><sup>1</sup>Escola Superior de Tecnologia da Sa&uacute;de de Lisboa do Instituto Polit&eacute;cnico de Lisboa, Av. D. Jo&atilde;o II, Lote 4.69.01, 1990-096 Lisboa, Portugal</p>     <p><sup>2</sup>Health &amp; Technology Research Centre, Escola Superior de Tecnologia da Sa&uacute;de de Lisboa do Instituto Polit&eacute;cnico de Lisboa, Av. D. Jo&atilde;o II, Lote 4.69.01, 1990-096 Lisboa, Portugal</p> <a href="#c0">Endere&#231;o para correspond&#234;ncia</a><a name="topc0"></a></b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><strong>RESUMO</strong></p>     <p>Introdu&ccedil;&atilde;o: Na pandemia de COVID-19, os idosos s&atilde;o considerados uma popula&ccedil;&atilde;o de risco acrescido. Situa&ccedil;&atilde;o que se agrava na presen&ccedil;a de desnutri&ccedil;&atilde;o e sarcopenia. A vitamina D pode ser uma potencial adjuvante na preven&ccedil;&atilde;o e tratamento de doentes com infe&ccedil;&otilde;es virais respirat&oacute;rias, que normalmente apresentam baixos n&iacute;veis de vitamina D. A suplementa&ccedil;&atilde;o de vitamina D em doentes com COVID-19, poder&aacute; ser um passo importante na preven&ccedil;&atilde;o e dissemina&ccedil;&atilde;o da infe&ccedil;&atilde;o.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Objetivos: Analisar a evid&ecirc;ncia sobre a suplementa&ccedil;&atilde;o de vitamina D em idosos com desnutri&ccedil;&atilde;o, sarcopenia e COVID-19.</p>     <p>Metodologia: Analisar a literatura publicada na base de dados eletr&oacute;nica Pubmed nos &uacute;ltimos 5 anos, utilizando as palavras-chave &ldquo;covid-19&rdquo;, &ldquo;elderly&rdquo;, &ldquo;malnutrition&rdquo;, &ldquo;sarcopenia&rdquo; e &ldquo;vitamin D&rdquo;. A pesquisa foi realizada entre abril e maio de 2020.</p>     <p>Resultados: A suplementa&ccedil;&atilde;o de vitamina D, em caso de car&ecirc;ncia, demonstrou um efeito ben&eacute;fico na melhoria da fun&ccedil;&atilde;o muscular e na redu&ccedil;&atilde;o da severidade e mortalidade por infe&ccedil;&otilde;es respirat&oacute;rias. Quando associada &agrave; prote&iacute;na e ao exerc&iacute;cio f&iacute;sico, apresentou um poss&iacute;vel efeito sin&eacute;rgico na quantidade e qualidade muscular. Em doentes com COVID-19, nas quais foram relatadas concentra&ccedil;&otilde;es mais baixas de 25 (OH) D, verificou-se um aumento da mortalidade e da incid&ecirc;ncia da doen&ccedil;a.</p>     <p>Conclus&otilde;es: A evid&ecirc;ncia existente &eacute; pouco conclusiva e n&atilde;o &eacute; suficiente para estabelecer uma rela&ccedil;&atilde;o direta entre a defici&ecirc;ncia de vitamina D e o risco de incorrer em COVID-19 no futuro. S&atilde;o necess&aacute;rios ensaios cl&iacute;nicos na popula&ccedil;&atilde;o humana para estudar essa hip&oacute;tese e inclusive perceber a influ&ecirc;ncia da malnutri&ccedil;&atilde;o e sarcopenia.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><strong>Palavras-chave</strong></p>     <p>Covid-19, Desnutri&ccedil;&atilde;o, Idosos, Sarcopenia, Vitamina D</p>     <p>&nbsp;</p>  <hr>     <p>&nbsp;</p>     <p><strong>ABSTRACT</strong></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Introduction: In the COVID-19 pandemic, older people are considered a population at increased risk. This situation is worsened in the presence of malnutrition and sarcopenia. Vitamin D can be a potential adjunct in the prevention and treatment of patients with respiratory viral infections who normally have low levels of vitamin D. Supplementation of vitamin D in patients with COVID-19, may be an important step in preventing and spreading the infection.</p>     <p>Objectives: Analyze the evidence on vitamin D supplementation in elderly with malnutrition, sarcopenia and COVID-19.</p>     <p>Methodology: Analyze the literature published in the electronic database Pubmed in the last 5 years, using the keywords "covid-19", "elderly", "malnutrition", "sarcopenia" and "vitamin D". The survey was conducted between April and May 2020.</p>     <p>Results: Vitamin D supplementation, in case of deficiency, demonstrated a beneficial effect in improving muscle function and in reducing the severity and mortality from respiratory infections. When associated with protein and physical exercise, it showed a possible synergistic effect on muscle quantity and quality. In patients with COVID-19, in which lower concentrations of 25 (OH) D have been reported, there has been an increase in mortality and disease incidence.</p>     <p>Conclusions: The existing evidence is not conclusive and is not sufficient to establish a direct relationship between vitamin D deficiency and the risk of incurring COVID-19 in the future. Clinical trials in the human population are needed to study this hypothesis and even to understand the influence of malnutrition and sarcopenia.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><strong>Keywords</strong></p>     <p>Covid-19, Elderly, Malnutrition, Sarcopenia, Vitamin D</p>     <p>&nbsp;</p>  <hr>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><strong>INTRODU&Ccedil;&Atilde;O</strong></p>     <p>A pandemia de COVID-19 surgiu em Wuhan, na China e desde a&iacute; tornou-se uma grande amea&ccedil;a humana global (1). O coronav&iacute;rus da s&iacute;ndrome respirat&oacute;ria aguda grave 2 (SARS-CoV-2) &eacute; um dos principais agentes patog&eacute;nicos que atinge principalmente o sistema respirat&oacute;rio humano, provocando infe&ccedil;&otilde;es severas e potencialmente fatais (2).</p>     <p>O n&uacute;mero de idosos infetados com COVID-19 foi aumentando no mundo, sendo considerados uma popula&ccedil;&atilde;o de risco acrescido. Est&aacute; provado que os doentes idosos t&ecirc;m uma taxa superior de infe&ccedil;&atilde;o e de mortalidade e menos resist&ecirc;ncia, agravado pela deteriora&ccedil;&atilde;o do estado nutricional (3). A desnutri&ccedil;&atilde;o &eacute; frequente em idosos, e resulta da ingest&atilde;o ou absor&ccedil;&atilde;o nutricionais insuficientes, que leva &agrave; altera&ccedil;&atilde;o da composi&ccedil;&atilde;o corporal e &agrave; perda de peso n&atilde;o intencional (4). A perda de massa muscular (MM) e a ingest&atilde;o proteica insuficiente contribui, al&eacute;m de outros fatores predisponentes, para o desenvolvimento de sarcopenia. A sarcopenia &eacute; caracterizada pela progressiva e generalizada redu&ccedil;&atilde;o da for&ccedil;a muscular (FM), combinada com altera&ccedil;&otilde;es na quantidade e qualidade musculares e performance f&iacute;sica (5). Em associa&ccedil;&atilde;o, contribuem para perda de funcionalidade dos m&uacute;sculos respirat&oacute;rios, imunodefici&ecirc;ncia, permitindo a persist&ecirc;ncia v&iacute;rica e o aumento de c&eacute;lulas inflamat&oacute;rias nos pulm&otilde;es (6).</p>     <p>A nutri&ccedil;&atilde;o &eacute; o maior determinante na sa&uacute;de e bem-estar da popula&ccedil;&atilde;o idosa, assumindo um papel crucial na modula&ccedil;&atilde;o da homeostase imune, no tratamento e na preven&ccedil;&atilde;o da desnutri&ccedil;&atilde;o e sarcopenia, assim como na abordagem de doentes com COVID-19 (7, 8). Em idosos com desnutri&ccedil;&atilde;o e sarcopenia, a ingest&atilde;o proteica adequada, ajuda a limitar e evitar os decl&iacute;nios na MM, for&ccedil;a e capacidades funcionais. Interven&ccedil;&otilde;es nutricionais que englobem quantidades adequadas de prote&iacute;na e vitamina D, idealmente em combina&ccedil;&atilde;o com atividade f&iacute;sica, s&atilde;o estrat&eacute;gias promissoras para atenuar o desenvolvimento da sarcopenia (9).</p>     <p>No que diz respeito &agrave; preven&ccedil;&atilde;o e ao tratamento, ainda n&atilde;o existe medicamentos ou terapias eficazes dispon&iacute;veis. No entanto, sabe-se que numa infe&ccedil;&atilde;o v&iacute;rica, &eacute; crucial otimizar a fun&ccedil;&atilde;o do sistema imunol&oacute;gico. Uma ingest&atilde;o e absor&ccedil;&atilde;o inadequadas conduzem &agrave; defici&ecirc;ncia de micronutrientes, prejudicando as respostas imunol&oacute;gicas. Al&eacute;m disso, as infe&ccedil;&otilde;es aumentam a necessidade de v&aacute;rios nutrientes. Existem v&aacute;rios micronutrientes essenciais (vitaminas A, D, C, E, B6, B12, folato, cobre, ferro, zinco e sel&eacute;nio) para o normal funcionamento do sistema imunol&oacute;gico, com potenciais rela&ccedil;&otilde;es sin&eacute;rgicas entre eles. Neste contexto a corre&ccedil;&atilde;o de todas as car&ecirc;ncias nutricionais e n&atilde;o apenas de um nutriente &eacute; essencial para uma resposta adequada &agrave; infe&ccedil;&atilde;o pelo SARS-CoV-2 (10, 11).</p>     <p>A literatura t&ecirc;m suportado o papel protetor da suplementa&ccedil;&atilde;o em vitamina D na preven&ccedil;&atilde;o e redu&ccedil;&atilde;o do risco de infe&ccedil;&otilde;es agudas do trato respirat&oacute;rio (IRA), incluindo as virais (12). A vitamina D pode ser uma potencial adjuvante na prote&ccedil;&atilde;o e tratamento de doentes com infe&ccedil;&otilde;es virais respirat&oacute;rias que normalmente apresentam baixos n&iacute;veis de vitamina D (8, 13). Durante a pandemia de COVID-19, a toma de suplementos de vitamina D para aumentar as concentra&ccedil;&otilde;es de 25 (OH) D em doentes, poder&aacute; ser um passo importante na preven&ccedil;&atilde;o da infe&ccedil;&atilde;o e dissemina&ccedil;&atilde;o. No entanto, a hip&oacute;tese de que a suplementa&ccedil;&atilde;o de vitamina D possa reduzir o risco do SARS-CoV-2 e a incid&ecirc;ncia de morte por COVID-19 est&aacute; ainda em investiga&ccedil;&atilde;o pelo que devem ser efetuados ensaios cl&iacute;nicos para determinar as doses apropriadas e comprovar esta hip&oacute;tese (13).</p>     <p>Em Portugal, a car&ecirc;ncia de vitamina D [25 (OH) D &lt;20 ng/mL] &eacute; altamente prevalente (&gt;60%), principalmente na faixa et&aacute;ria do idoso (14), sendo o valor s&eacute;rico m&eacute;dio de 42,3 nmol / L(15). Segundo o Inqu&eacute;rito Alimentar Nacional e de Atividade F&iacute;sica (IAN-AF 2015-2016) a ingest&atilde;o m&eacute;dia di&aacute;ria de vitamina D nos idosos corresponde a 5,5 &mu;g com uma mediana de 3,7 (2,0-6,8), que quando comparado &agrave;s restantes faixas et&aacute;rias apresenta o valor mais baixo.(16) Comparativamente &agrave;s Dietary Reference Intakes (DRI) de vitamina D para a popula&ccedil;&atilde;o idosa (20 &mu;g/dia)(17), a ingest&atilde;o di&aacute;ria &eacute; bastante inferior.</p>     <p>&Agrave; luz da atual pandemia de COVID-19, avaliou-se a evid&ecirc;ncia cient&iacute;fica sobre o efeito da suplementa&ccedil;&atilde;o de vitamina D em infe&ccedil;&otilde;es virais e respirat&oacute;rias, bem como o seu efeito na fun&ccedil;&atilde;o muscular em idosos sarcopenicos e desnutridos.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><strong>METODOLOGIA</strong></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A pesquisa foi realizada na base de dados eletr&oacute;nica PubMed entre abril e maio de 2020. A pesquisa abrangeu artigos publicados entre 2015 e 2020 os termos de pesquisa utilizados foram &ldquo;"vitamin D" AND "elderly" AND &ldquo;sarcopenia&rdquo; AND &ldquo;malnutrition&rdquo; AND &ldquo;covid-19&rdquo;&rdquo;. Foram inclu&iacute;dos artigos publicados na l&iacute;ngua inglesa e portuguesa realizados em idosos (&gt;65 anos), relacionados com a tem&aacute;tica de estudo, ensaios cl&iacute;nicos aleatorizados e estudos de coorte. Foram exclu&iacute;dos os artigos de revis&atilde;o e meta-an&aacute;lises, estudos realizados em animais, casos &uacute;nicos reportados e anteriores ao ano de 2015.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><strong>RESULTADOS</strong></p>     <p>Na primeira pesquisa foram recuperados 285 artigos. Ap&oacute;s a aplica&ccedil;&atilde;o dos v&aacute;rios filtros (idade, l&iacute;ngua, anos de publica&ccedil;&atilde;o, popula&ccedil;&atilde;o humana e tipos de estudo) obtiveram-se 25 artigos. Seguidamente analisou-se o t&iacute;tulo, o resumo e o texto completo e foram selecionados 16 estudos. O objetivo desta revis&atilde;o foi analisar a evid&ecirc;ncia sobre a suplementa&ccedil;&atilde;o de vitamina D em idosos com desnutri&ccedil;&atilde;o, sarcopenia e COVID-19. Dada a inexist&ecirc;ncia de evid&ecirc;ncia que relacione os tr&ecirc;s temas principais, bem como a inexist&ecirc;ncia de ensaios em humanos que avaliem a efic&aacute;cia da suplementa&ccedil;&atilde;o de vitamina D, decidiu-se incluir os estudos que englobassem as tem&aacute;ticas em separado ou em contextos semelhantes. Destes 16 estudos, 6 englobaram os efeitos na fun&ccedil;&atilde;o muscular (import&acirc;ncia dos m&uacute;sculos respirat&oacute;rios na recupera&ccedil;&atilde;o por COVID-19), 1 em doentes malnutridos (aumenta a suscetibilidade a situa&ccedil;&otilde;es de morbilidade e mortalidade), 5 englobaram outras infe&ccedil;&otilde;es respirat&oacute;rias (import&acirc;ncia dos m&uacute;sculos respirat&oacute;rios na recupera&ccedil;&atilde;o por COVID-19) e 4 inclu&iacute;ram a COVID-19. A dura&ccedil;&atilde;o dos estudos variou de 24 dias a 1,1 anos. Nas Tabelas <a href ="/img/revistas/apn/n21/n21a06t1.jpg">1</a> e <a href ="/img/revistas/apn/n21/n21a06t2.jpg">2</a> est&atilde;o presentes os artigos mencionados.</p>     
<p>&nbsp;</p>     <p><strong>AN&Aacute;LISE CR&Iacute;TICA</strong></p>     <p>Hajj E. C, et al. (18) examinaram o efeito da suplementa&ccedil;&atilde;o de vitamina D na FM e MM esquel&eacute;tica em idosos pr&eacute;-sarcopenicos em eutrofia e obesidade, com car&ecirc;ncia de vitamina D. Os resultados n&atilde;o mostraram associa&ccedil;&atilde;o entre a concentra&ccedil;&atilde;o s&eacute;rica de 25-hidroxivitamina D (25(OH)D) e a FM, mas sim entre a concentra&ccedil;&atilde;o s&eacute;rica de 25 (OH) D, MM apendicular e massa gorda. A obesidade e a sarcopenia est&atilde;o inter-relacionadas no desenvolvimento de doen&ccedil;as em idosos, contribuindo para piores resultados na incapacidade f&iacute;sica e mortalidade.</p>     <p>Do mesmo modo, Aoki K, et al. (19) demonstraram que a suplementa&ccedil;&atilde;o de vitamina D fornece melhorias na fun&ccedil;&atilde;o f&iacute;sica, prevenindo a incapacidade f&iacute;sica e promovendo o aumento da MM em idosos da comunidade. Para al&eacute;m disso, avaliaram a combina&ccedil;&atilde;o com o exerc&iacute;cio f&iacute;sico di&aacute;rio que promove o aumento desses efeitos. A sele&ccedil;&atilde;o de idosos saud&aacute;veis e com maior interesse pela sa&uacute;de f&iacute;sica, poder&atilde;o ter influenciado os resultados e contribuindo para uma maior ades&atilde;o dos participantes.</p>     <p>Por outro lado, um estudo recente em idosos da comunidade com d&eacute;fice de vitamina D, sujeitos a uma interven&ccedil;&atilde;o di&aacute;ria com vitamina D, n&atilde;o revelou efeitos nos par&acirc;metros musculares. Baseado nestes resultados, aumentar as concentra&ccedil;&otilde;es s&eacute;ricas de 25(OH)D de 20 ng/mL para &gt;30 ng/mL n&atilde;o parece ter benef&iacute;cio na fun&ccedil;&atilde;o muscular. &Eacute; poss&iacute;vel que doses mais elevadas ou um follow-up superior a 1 ano, pudessem modificar os resultados do estudo (20).</p>     <p>Tendo em conta o papel importante da prote&iacute;na na fun&ccedil;&atilde;o muscular em idosos com desnutri&ccedil;&atilde;o e sarcopenia, inclu&iacute;ram-se 3 estudos com suplementos nutricionais enriquecidos com prote&iacute;na e vitamina D. Verlaan S, et al. (21) observaram que, em idosos com sarcopenia, uma concentra&ccedil;&atilde;o de 25(OH)D acima de 50 nmol/L e uma ingest&atilde;o proteica &gt; 1,0 g/kg/dia, contribui para ganhos superiores de MM. A vitamina D pode agir de forma sin&eacute;rgica com a leucina e a insulina na estimula&ccedil;&atilde;o anab&oacute;lica da s&iacute;ntese proteica.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Com a mesma interven&ccedil;&atilde;o e associada a um programa de atividade f&iacute;sica, Englund A. D, et al. (22) conclu&iacute;ram que a adi&ccedil;&atilde;o da suplementa&ccedil;&atilde;o nutricional a longo-prazo resultou em maiores decl&iacute;nios na gordura intermuscular e melhoria da densidade muscular em idosos com mobilidade limitada e vitamina D insuficiente (9-24 ng/mL). Este estudo revelou ainda que podem ser alcan&ccedil;adas melhorias na composi&ccedil;&atilde;o muscular, sem altera&ccedil;&atilde;o substancial na perda de peso, muitas vezes verificada nestes doentes. De encontro a esses resultados, Yamada M, et al. (23) confirmaram o efeito sin&eacute;rgico da suplementa&ccedil;&atilde;o de prote&iacute;na com vitamina D e do exerc&iacute;cio de resist&ecirc;ncia na qualidade muscular e FM, em idosos sarcopenicos.</p>     <p>Um estudo recente revelou que a preval&ecirc;ncia de car&ecirc;ncia de vitamina D em idosos malnutridos rondou quase os 60%, sendo 20% considerada severa. Nos doentes com car&ecirc;ncia, a taxa de mortalidade em 180 dias aumentou de 23,1% para 29,9%. Alguns doentes receberam tratamento com vitamina D, antes da admiss&atilde;o hospitalar ou durante o internamento, o que diminuiu o risco de mortalidade. Estes resultados sugerem que a elevada preval&ecirc;ncia em doentes malnutridos, pode estar associada &agrave; severidade da doen&ccedil;a, que compromete a exposi&ccedil;&atilde;o solar, e &agrave; ingest&atilde;o alimentar inadequada com baixa quantidade de vitamina D (24).</p>     <p>Um ECR recente sobre o impacto da suplementa&ccedil;&atilde;o de vitamina D na resposta &agrave; vacina contra influenza em idosos com car&ecirc;ncia de vitamina D (&lt;30 ng/L), mostrou que esta promove um aumento do n&iacute;vel plasm&aacute;tico do TGF&beta;, sem melhorar a produ&ccedil;&atilde;o de anticorpos. Para al&eacute;m disso, sugeriu que a suplementa&ccedil;&atilde;o parece direcionar a polariza&ccedil;&atilde;o dos linf&oacute;citos para uma toler&acirc;ncia &agrave; resposta imune (25). Da mesma forma, num outro ECR, uma suplementa&ccedil;&atilde;o mensal de uma dose elevada de vitamina D reduziu em 40% a incid&ecirc;ncia de IRA em idosos residentes em cuidados prolongados, em compara&ccedil;&atilde;o com um grupo de uma dose standard. A dose elevada n&atilde;o manifestou efeitos negativos na hipercalcemia, c&aacute;lculos renais, hipervitaminose D, internamento, morte ou fraturas, mas revelou uma maior incid&ecirc;ncia de quedas. &Eacute; evidente que o papel da suplementa&ccedil;&atilde;o de vitamina D na imunidade antiviral contra infe&ccedil;&otilde;es respirat&oacute;rias provavelmente depende do n&iacute;vel de vitamina D do indiv&iacute;duo (26).</p>     <p>Sluyter D. J, et al.(27) e Martineau R. A, et al. (28) em dois ECR, tamb&eacute;m estudaram os efeitos de doses elevadas de vitamina D a longo-prazo na fun&ccedil;&atilde;o pulmonar e na preven&ccedil;&atilde;o de IRA, respetivamente. No primeiro estudo, concentra&ccedil;&otilde;es de 25(OH)D &gt;50 nmol/L, n&atilde;o melhoraram a fun&ccedil;&atilde;o pulmonar, mas demonstraram melhorias em fumadores, principalmente com d&eacute;fice ou doen&ccedil;as pulmonares. No segundo estudo, tamb&eacute;m n&atilde;o se verificou influ&ecirc;ncia na adi&ccedil;&atilde;o de doses intermitentes por b&oacute;lus &agrave; suplementa&ccedil;&atilde;o standard nas IRA em idosos residentes em lares. Apesar disso, aumentou o risco e a dura&ccedil;&atilde;o das infe&ccedil;&otilde;es do trato respirat&oacute;rio superior, concluindo que a suplementa&ccedil;&atilde;o di&aacute;ria &eacute; mais eficaz que a suplementa&ccedil;&atilde;o intermitente.</p>     <p>Um estudo de 2018 de Shimizu Y, et al. (29) destacou que a suplementa&ccedil;&atilde;o di&aacute;ria de vitamina D reduz a dura&ccedil;&atilde;o e severidade da infe&ccedil;&atilde;o respirat&oacute;ria e melhora a qualidade de vida dos doentes. A ingest&atilde;o de 25(OH)D pode induzir prote&ccedil;&atilde;o antimicrobiana e inibir a prolifera&ccedil;&atilde;o da infe&ccedil;&atilde;o. O tamanho reduzido da amostra, a n&atilde;o examina&ccedil;&atilde;o do comportamento cl&iacute;nico durante a ingest&atilde;o e a subjetividade da sintomatologia reportada pelos doentes foram algumas das limita&ccedil;&otilde;es do estudo.</p>     <p>No que diz respeito &agrave; COVID-19, Ilie C. P, et al. (30) relataram que os n&iacute;veis de vitamina D est&atilde;o fortemente relacionados com o n&uacute;mero de casos e especialmente com a taxa de mortalidade da COVID-19. Os idosos, popula&ccedil;&atilde;o mais vulner&aacute;vel, revelaram um maior d&eacute;fice. A evidente associa&ccedil;&atilde;o observada no presente estudo pode ser explicada pelo papel da vitamina D na preven&ccedil;&atilde;o da infe&ccedil;&atilde;o por COVID-19 ou, mais provavelmente, por uma prote&ccedil;&atilde;o potencial da vitamina D nas consequ&ecirc;ncias mais negativas da infe&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>Segundo um estudo de coorte, os doentes que apresentaram resultados positivos no teste do SARS-CoV-2, revelaram n&iacute;veis mais baixos de vitamina D, sugerindo que o risco de infe&ccedil;&atilde;o est&aacute; fortemente relacionado com as concentra&ccedil;&otilde;es de 25(OH)D, mais do que em outras infe&ccedil;&otilde;es respirat&oacute;rias. Algumas limita&ccedil;&otilde;es do estudo foram o n&uacute;mero reduzido de doentes recolhidos de um &uacute;nico hospital, a indisponibilidade de informa&ccedil;&otilde;es cl&iacute;nicas sobre a severidade da sintomatologia e a poss&iacute;vel influ&ecirc;ncia da ingest&atilde;o alimentar e da suplementa&ccedil;&atilde;o nos n&iacute;veis de vitamina D registados (31).</p>     <p>Asyary A, et al. (32) descobriram que uma maior dura&ccedil;&atilde;o da exposi&ccedil;&atilde;o &agrave; luz solar, tanto em meio hospitalar como domiciliar, estava relacionada a um maior n&uacute;mero de casos recuperados de COVID-19 entre os doentes. Sabe-se que a luz solar desencadeia a produ&ccedil;&atilde;o de vitamina D, que funciona para aumentar a imunidade. Por outro lado, a luz solar pode manter a condi&ccedil;&atilde;o de sa&uacute;de dos indiv&iacute;duos, para que eles possam ter oportunidade de recuperar-se da doen&ccedil;a.</p>     <p>Pelo contr&aacute;rio, Hastie C. et al. (33) numa coorte realizada em adultos e idosos do UK Biobank (37-73 anos), n&atilde;o forneceu evid&ecirc;ncias que as concentra&ccedil;&otilde;es de vitamina D (25 (OH) D) possam estar associadas ao risco de infe&ccedil;&atilde;o de COVID-19. No entanto, as concentra&ccedil;&otilde;es de vitamina D e o estado de sa&uacute;de dos participantes foram avaliados no in&iacute;cio do estudo, em vez de no momento do diagn&oacute;stico de COVID-19.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><strong>CONCLUS&Otilde;ES</strong></p>     <p>A presente revis&atilde;o evidencia que os estudos t&ecirc;m resultados promissores na utiliza&ccedil;&atilde;o da vitamina D como suplemento nutricional, em caso de car&ecirc;ncia, na melhoria da fun&ccedil;&atilde;o muscular, bem como redu&ccedil;&atilde;o da severidade e mortalidade por infe&ccedil;&otilde;es respirat&oacute;rias, acelerando o processo de recupera&ccedil;&atilde;o e consequentemente diminuindo o tempo de internamento hospitalar. A combina&ccedil;&atilde;o da vitamina D com a prote&iacute;na e o exerc&iacute;cio f&iacute;sico, potenciam os resultados a n&iacute;vel da preserva&ccedil;&atilde;o muscular e revelam um efeito sin&eacute;rgico. Alguns estudos sugerem que doses elevadas de vitamina D durante um curto per&iacute;odo s&atilde;o eficazes no aumento das concentra&ccedil;&otilde;es s&eacute;ricas de 25(OH)D, sem efeitos adversos em doentes com problemas respirat&oacute;rios.</p>     <p>Por outro lado, alguns estudos n&atilde;o demonstraram uma rela&ccedil;&atilde;o ben&eacute;fica evidente da suplementa&ccedil;&atilde;o de vitamina D e relataram que a concentra&ccedil;&atilde;o pode ser influenciada entre outros fatores, pela localiza&ccedil;&atilde;o geogr&aacute;fica, cor da pele, ingest&atilde;o alimentar, exposi&ccedil;&atilde;o solar, estado nutricional e severidade das doen&ccedil;as. A elevada preval&ecirc;ncia de car&ecirc;ncia de vitamina D em doentes com desnutri&ccedil;&atilde;o, revelou estar associada &agrave; severidade da doen&ccedil;a, que compromete a exposi&ccedil;&atilde;o solar, e &agrave; ingest&atilde;o alimentar inadequada com baixa quantidade de vitamina D. Em doentes desnutridos a interven&ccedil;&atilde;o nutricional dever&aacute; ser abrangente e n&atilde;o focada apenas num &uacute;nico nutriente, uma vez que &eacute; sabido que a desnutri&ccedil;&atilde;o afeta v&aacute;rios sistemas e &oacute;rg&atilde;os, sendo pouco prov&aacute;vel que a suplementa&ccedil;&atilde;o de vitamina D por si s&oacute;, tenha resultados relevantes na imunidade.</p>     <p>O aumento das taxas de mortalidade em doentes idosos malnutridos, nas quais foram relatadas concentra&ccedil;&otilde;es mais baixas de 25(OH)D, podem suportar um poss&iacute;vel papel ben&eacute;fico da vitamina D na recupera&ccedil;&atilde;o e no risco de COVID-19. No entanto, a evid&ecirc;ncia existente &eacute; pouco conclusiva e n&atilde;o &eacute; suficiente para estabelecer uma rela&ccedil;&atilde;o direta entre a car&ecirc;ncia de vitamina D e o risco de incorrer em COVID-19 no futuro. As maiores limita&ccedil;&otilde;es relatadas nos estudos foram as amostras pequenas, a poss&iacute;vel influ&ecirc;ncia da dieta e da exposi&ccedil;&atilde;o solar nos resultados, o tempo reduzido de follow-up e a aus&ecirc;ncia de grupos de controlo, que analisassem outros fatores.</p>     <p>Em suma, a evid&ecirc;ncia dispon&iacute;vel n&atilde;o permite concluir que a suplementa&ccedil;&atilde;o de vitamina D seja eficaz em idosos com COVID-19. A hip&oacute;tese de que a suplementa&ccedil;&atilde;o de vitamina D possa reduzir o risco e a incid&ecirc;ncia de morte por COVID-19 na popula&ccedil;&atilde;o idosa est&aacute; ainda em investiga&ccedil;&atilde;o, pelo que devem ser efetuados ensaios cl&iacute;nicos para comprovar a veracidade e para determinar a efic&aacute;cia e seguran&ccedil;a em doentes com desnutri&ccedil;&atilde;o e sarcopenia. A car&ecirc;ncia de vitamina D nos idosos, com base nos estudos efetuados na popula&ccedil;&atilde;o portuguesa e no IAN-AF, &eacute; uma realidade que deve ser alvo do desenvolvimento de pol&iacute;ticas de sa&uacute;de p&uacute;blica para a sua corre&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><strong>REFER&Ecirc;NCIAS BIBLIOGR&Aacute;FICAS</strong></p> <ol>     <li>WHO. Coronavirus disease (COVID-19) Pandemic.</li>     <li>Guo YR, Cao QD, Hong ZS, Tan YY, Chen SD, Jin HJ, et al. The origin, transmission and clinical therapies on coronavirus disease 2019 (COVID-19) outbreak- A n update on the status. Vol. 7, Military Medical Research. BioMed Central Ltd.; 2020.</li>     <li>Niu S, Tian S, Lou J, Kang X, Zhang L, Lian H, et al. Clinical characteristics of older patients infected with COVID-19: A descriptive study. Arch Gerontol Geriatr. 2020 Jul;89:104058.</li>     ]]></body>
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<body><![CDATA[<p>Aceite a 29 de junho de 2020</p>     <p>&nbsp;</p>      ]]></body><back>
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