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<article-id pub-id-type="doi">10.21011/apn.2020.2107</article-id>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Presença de trihalometanos na água: potenciais riscos]]></article-title>
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<institution><![CDATA[,Instituto Politécnico de Coimbra Escola Superior de Tecnologia da Saúde ]]></institution>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Chlorine is the most used chemical to disinfect water. Nevertheless, the reaction is not complete, and the remaining chlorine reacts with organic compounds present in the water leading to the formation of trihalomethanes. The legal limits for these compounds in drinking water vary from country to country, but guidelines from the European Union established 80 µg/L as the maximum accepted concentration. The objective of this review work was to analyze the Portuguese situation regarding trihalomethanes levels in the water, assess possible health risks and strategies to reduce their levels. Several epidemiological studies have reported an association between long-time exposure to higher trihalomethanes levels and cancer risk. Despite conflicting data, the stronger associations were for bladder, rectal and pancreatic cancer. One of the limitations of these studies is related to the difficulty in controlling confounding factors. In this sense, although the usual focus is trihalomethanes ingestion through drinking water, there are other forms of exposure, specifically dermic and inhalation. The first is particularly relevant during shower, due to the heated water, and the second when attending swimming pools. Other reported health problems due to trihalomethanes exposure include infertility and pregnancy complications, but these require additional research. In conclusion, many factors are still unknown regarding the impact of trihalomethanes on human health. Future investigations should take into consideration the cumulative exposure through different routes to obtain comprehensive and relevant conclusions.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Cancro]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>ARTIGO DE REVIS&#195;O</b></p>     <p>     <p><b><font face="" size="4">Presen&ccedil;a de trihalometanos na &aacute;gua: potenciais riscos</font></b></p>      <p><strong>Trihalomethanes presence in the water: potencial risks</strong></p>     <p><strong>Marta Laranjeiro Pinto<sup>1*</sup>; Ana L&uacute;cia Baltazar<sup>1</sup></strong></p>     <p><sup>1</sup>Escola Superior de Tecnologia da Sa&uacute;de de Coimbra do Instituto Polit&eacute;cnico de Coimbra, Rua 5 de Outubro, 3046-854 Coimbra, Portugal</p> <a href="#c0">Endere&#231;o para correspond&#234;ncia</a><a name="topc0"></a></b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><strong>RESUMO</strong></p>     <p>O cloro &eacute; o qu&iacute;mico mais usado para desinfe&ccedil;&atilde;o da &aacute;gua. No entanto, quando a rea&ccedil;&atilde;o n&atilde;o &eacute; completa, o restante cloro pode reagir com compostos org&acirc;nicos resultando na forma&ccedil;&atilde;o de trihalometanos. Os limites legais para estes compostos variam de pa&iacute;s para pa&iacute;s, mas a Uni&atilde;o Europeia estabeleceu 80 &micro;g/L como o limite m&aacute;ximo aceit&aacute;vel. Este artigo de revis&atilde;o visa uma an&aacute;lise da situa&ccedil;&atilde;o portuguesa em rela&ccedil;&atilde;o aos n&iacute;veis de trihalometanos presentes da &aacute;gua, explora potenciais riscos para a sa&uacute;de e poss&iacute;veis estrat&eacute;gias para reduzir os seus n&iacute;veis. V&aacute;rios estudos epidemiol&oacute;gicos reportaram uma associa&ccedil;&atilde;o entre a exposi&ccedil;&atilde;o prolongada a n&iacute;veis elevados de trihalometanos e o desenvolvimento de cancro. Apesar de haver resultados contradit&oacute;rios, parece haver associa&ccedil;&atilde;o com o risco de desenvolver cancro da bexiga, reto e p&acirc;ncreas. Uma das limita&ccedil;&otilde;es destes estudos est&aacute; relacionada com a dificuldade em controlar todos os fatores que podem ter impacto nos n&iacute;veis de trihalometanos no corpo humano. Neste sentido, apesar de a exposi&ccedil;&atilde;o a trihalometanos atrav&eacute;s da ingest&atilde;o de &aacute;gua contaminada ser o mais frequentemente estudado, h&aacute; outras formas de exposi&ccedil;&atilde;o incluindo a d&eacute;rmica e a respirat&oacute;ria. A primeira &eacute; particularmente relevante durante o banho, nomeadamente devido ao aquecimento da &aacute;gua, e a segunda quando se frequentam piscinas. Outros problemas de sa&uacute;de potencialmente associados &agrave; exposi&ccedil;&atilde;o a trihalometanos incluem infertilidade e complica&ccedil;&otilde;es na gravidez, mas mais estudos s&atilde;o necess&aacute;rios. Como conclus&atilde;o, muitos fatores s&atilde;o ainda desconhecidos relativamente ao impacto dos trihalometanos na sa&uacute;de humana. Trabalhos futuros dever&atilde;o ter em considera&ccedil;&atilde;o a exposi&ccedil;&atilde;o cumulativa atrav&eacute;s das v&aacute;rias vias por forma a serem obtidas conclus&otilde;es relevantes.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><strong>Palavras-chave</strong></p>     <p>Cancro, Clorina&ccedil;&atilde;o, Cloro, Piscinas</p>     <p>&nbsp;</p>  <hr>     <p>&nbsp;</p>     <p><strong>ABSTRACT</strong></p>     <p>Chlorine is the most used chemical to disinfect water. Nevertheless, the reaction is not complete, and the remaining chlorine reacts with organic compounds present in the water leading to the formation of trihalomethanes. The legal limits for these compounds in drinking water vary from country to country, but guidelines from the European Union established 80 &micro;g/L as the maximum accepted concentration. The objective of this review work was to analyze the Portuguese situation regarding trihalomethanes levels in the water, assess possible health risks and strategies to reduce their levels. Several epidemiological studies have reported an association between long-time exposure to higher trihalomethanes levels and cancer risk. Despite conflicting data, the stronger associations were for bladder, rectal and pancreatic cancer. One of the limitations of these studies is related to the difficulty in controlling confounding factors. In this sense, although the usual focus is trihalomethanes ingestion through drinking water, there are other forms of exposure, specifically dermic and inhalation. The first is particularly relevant during shower, due to the heated water, and the second when attending swimming pools. Other reported health problems due to trihalomethanes exposure include infertility and pregnancy complications, but these require additional research. In conclusion, many factors are still unknown regarding the impact of trihalomethanes on human health. Future investigations should take into consideration the cumulative exposure through different routes to obtain comprehensive and relevant conclusions.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><strong>Keywords</strong></p>     <p>Cancer, Chlorination, Chlorine, Swimming pools</p>     <p>&nbsp;</p>  <hr>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><strong>INTRODU&Ccedil;&Atilde;O</strong></p>     <p>A Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial da Sa&uacute;de (OMS) revela que, em 2017, 2.1 mil milh&otilde;es de pessoas n&atilde;o tinham acesso a &aacute;gua pr&oacute;pria para consumo (1). Por outro lado, um estudo de 2018, sobre a carga global de doen&ccedil;a, onde foram inclu&iacute;dos 195 pa&iacute;ses, divulgou que o consumo de &aacute;gua impr&oacute;pria, nomeadamente devido &agrave; falta de acesso a &aacute;gua canalizada, continua a ser um fator importante, apesar das melhorias em rela&ccedil;&atilde;o a 2007 (2).</p>     <p>A forma mais comum para tratamento de &aacute;gua, incluindo a da torneira ou de piscinas, &eacute; a adi&ccedil;&atilde;o de cloro, ou &ldquo;clora&ccedil;&atilde;o&rdquo;, que permite a elimina&ccedil;&atilde;o ou inativa&ccedil;&atilde;o de algas, bact&eacute;rias e outros agentes potencialmente contaminantes da &aacute;gua da rede p&uacute;blica. A primeira forma de cloro usada foi o hipoclorito de s&oacute;dio, vulgarmente conhecida como lix&iacute;via, tendo este m&eacute;todo sido adotado inicialmente na B&eacute;lgica, a partir de 1902, e depois alargado a outros pa&iacute;ses (3). Desde ent&atilde;o, outras formas de desinfe&ccedil;&atilde;o com cloro foram desenvolvidas, incluindo a utiliza&ccedil;&atilde;o de formas gasosas, nomeadamente di&oacute;xido de cloro ou cloro gasoso, ou formas s&oacute;lidas como hipoclorito de c&aacute;lcio (4). O cloro reage de forma quase completa com a &aacute;gua, originando o &aacute;cido hipocloroso (HOCl) que, por sua vez, se dissocia em i&otilde;es de hidrog&eacute;nio (H+) e hipoclorito (OCl-). Uma das maiores desvantagens da utiliza&ccedil;&atilde;o de cloro, para este prop&oacute;sito, est&aacute; relacionada com a forma&ccedil;&atilde;o de subprodutos, nomeadamente os trihalometanos (THMs), resultantes da rea&ccedil;&atilde;o do cloro residual com alguns compostos org&acirc;nicos. Este &eacute; um grupo bastante heterog&eacute;neo de compostos qu&iacute;micos, sendo os principais o clorof&oacute;rmio, o diclorometano e o clorodibromometano (5). Estes produtos s&atilde;o conhecidos por terem consequ&ecirc;ncias nefastas para a sa&uacute;de humana, quando a exposi&ccedil;&atilde;o &eacute; prolongada, sendo por isso essencial o seu controlo.</p>     <p>Este artigo de revis&atilde;o visa uma an&aacute;lise da situa&ccedil;&atilde;o portuguesa em rela&ccedil;&atilde;o aos n&iacute;veis e potenciais riscos para a sa&uacute;de de THMs na &aacute;gua, com maior &ecirc;nfase no cancro, e poss&iacute;veis estrat&eacute;gias para reduzir os seus n&iacute;veis.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><strong>N&iacute;veis de trihalometanos permitidos e situa&ccedil;&atilde;o em Portugal</strong></p>     <p>Em rela&ccedil;&atilde;o aos valores m&aacute;ximos permitidos para estes compostos, existem algumas diferen&ccedil;as considerando o pa&iacute;s ou a entidade envolvida. A Uni&atilde;o Europeia (UE) determinou como limite m&aacute;ximo de compostos totais de THMs na &aacute;gua o valor de 80 &micro;g/L (6). Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s orienta&ccedil;&otilde;es da OMS, estas s&atilde;o de 200 &micro;g/L para o clorof&oacute;rmio, 60 &micro;g/L para o diclorobromometano, 100 &micro;g/L para o dibromoclorometano e 90 &micro;g/L para o dicloroacetonitrilo (7). Especificamente em Portugal, o Decreto--Lei n.&ordm; 152/2017, de 7 de dezembro, determina como valor de THMs permitido 100 &micro;g/L (80 &micro;g/L nos pontos de entrega). Dados de 2018, da Entidade Reguladora dos Servi&ccedil;os de &Aacute;guas e Res&iacute;duos (ERSAR), revelaram que 98,72% da &aacute;gua da torneira, controlada em Portugal, era de boa qualidade, correspondendo a um valor global de 98,63%. Em rela&ccedil;&atilde;o aos n&iacute;veis de THMs, a percentagem de cumprimento diminuiu entre 2017 e 2018 tendo passado de 99,55% para 97,67% resultado de um aumento no n&uacute;mero total de incumprimentos de dez para 17 (8).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><strong>Associa&ccedil;&atilde;o entre trihalometanos e o cancro: perspetiva evolucional e potenciais limita&ccedil;&otilde;es nos estudos</strong></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Na d&eacute;cada de 60 e 70, estudos elaborados em ratinhos revelaram os efeitos t&oacute;xicos da administra&ccedil;&atilde;o de THMs, nomeadamente ao n&iacute;vel hep&aacute;tico e renal (9). Posteriormente, v&aacute;rios investigadores procuraram perceber a associa&ccedil;&atilde;o entre o consumo de THMs presentes na &aacute;gua e o risco de desenvolver cancro. Um estudo de 1978, realizado nos Estados Unidos da Am&eacute;rica (EUA), revelou uma correla&ccedil;&atilde;o positiva entre o risco de desenvolver v&aacute;rios quadros oncol&oacute;gicos, incluindo da bexiga e c&eacute;rebro, e os n&iacute;veis de THMs na &aacute;gua. Especificamente na bexiga, foi tamb&eacute;m encontrada uma forte associa&ccedil;&atilde;o com a taxa de mortalidade (10). V&aacute;rios estudos posteriores realizados nos EUA, na d&eacute;cada de 80, especificamente estudos caso-controlo, mostraram alguns resultados contradit&oacute;rios: um deles apenas reportou uma associa&ccedil;&atilde;o entre o consumo de &aacute;gua clorinada com cancro retal (11) enquanto outro n&atilde;o encontrou qualquer diferen&ccedil;a nos n&iacute;veis de THMs consumidos, especificamente clorof&oacute;rmio, entre pessoas que morreram de cancro colorretal e pessoas saud&aacute;veis (12). Num estudo onde foram inclu&iacute;dos v&aacute;rios tipos de cancros, especificamente p&acirc;ncreas, c&oacute;lon, reto, est&ocirc;mago, es&oacute;fago e bexiga, os autores apenas encontraram uma correla&ccedil;&atilde;o em homens brancos e cancro do p&acirc;ncreas (12). Neste sentido, uma meta-an&aacute;lise de 1992, que incluiu dez estudos realizados, entre 1978 e 1988, em diferentes estados dos EUA, procurou avaliar a associa&ccedil;&atilde;o entre a clora&ccedil;&atilde;o da &aacute;gua e o consumo dos seus subprodutos e o risco de desenvolver cancro. Estes autores apenas encontraram uma associa&ccedil;&atilde;o positiva para o cancro retal e do p&acirc;ncreas (13). Mais tarde, foi novamente reportada uma associa&ccedil;&atilde;o com o risco de desenvolver cancro da bexiga (14). No Canad&aacute;, um estudo revelou que indiv&iacute;duos com um consumo de &aacute;gua com cloro, por um per&iacute;odo superior a 35 anos, tinham um maior risco de desenvolver cancro da bexiga, do que aqueles expostos a este tipo de &aacute;gua durante um per&iacute;odo inferior a dez anos (15). Tamb&eacute;m no Canad&aacute;, um estudo caso-controlo, onde foram inclu&iacute;dos 486 casos de cancro do p&acirc;ncreas n&atilde;o encontrou qualquer associa&ccedil;&atilde;o entre maior consumo de THMs e o risco de desenvolver este tipo de cancro (16). Em Espanha, os resultados sugerem que nas localidades em que os n&iacute;veis de THMs na &aacute;gua s&atilde;o maiores, h&aacute; um risco mais elevado de desenvolver cancro da bexiga (17). Curiosamente, Kasim e colaboradores reportaram, em 2006, uma associa&ccedil;&atilde;o positiva entre exposi&ccedil;&atilde;o prolongada a THMs e o desenvolvimento de leucemia miel&oacute;ide, mas uma associa&ccedil;&atilde;o negativa com leucemia linf&oacute;ide cr&oacute;nica (18). Mais recentemente, um estudo caso-controlo, envolvendo habitantes de Espanha e de It&aacute;lia, n&atilde;o mostrou evid&ecirc;ncia clara entre maiores exposi&ccedil;&otilde;es a THMs e o risco para desenvolver cancro coloretal (19). Tamb&eacute;m n&atilde;o foi encontrada qualquer associa&ccedil;&atilde;o entre exposi&ccedil;&atilde;o prolongada a THMs e cancro de mama (20). J&aacute; em 2020, foi publicado um estudo a n&iacute;vel europeu, onde foram inclu&iacute;dos dados de 26 pa&iacute;ses, tendo-se avaliada a associa&ccedil;&atilde;o entre o cancro da bexiga e a quantidade de THMs detetada nas &aacute;guas da torneira ou nas pr&oacute;prias redes de distribui&ccedil;&atilde;o dos v&aacute;rios pa&iacute;ses. Em Portugal, os n&iacute;veis de THMs m&eacute;dios foram de 23,8 &micro;g/L, sendo este valor inferior ao detetado em Espanha (28,8 &micro;g/L), mas superior a outros pa&iacute;ses da Europa, como Fran&ccedil;a (11,7 &micro;g/L) e It&aacute;lia (3,1 &micro;g/L) (<a href ="/img/revistas/apn/n21/n21a07f1.jpg">Figura 1</a>). Neste estudo, os autores estimam que 6561 casos de cancro da bexiga por ano, na Europa, estejam associados &agrave; exposi&ccedil;&atilde;o a THMs, representando 4,9% dos casos. Especificamente em Portugal, o valor estimado foi de 9,1% (21).</p>     
<p>Para al&eacute;m da exposi&ccedil;&atilde;o a THMs por via oral, atrav&eacute;s do consumo de &aacute;gua, &eacute; importante n&atilde;o esquecer que h&aacute; outras formas de exposi&ccedil;&atilde;o nomeadamente, atrav&eacute;s da pele ou atrav&eacute;s das vias respirat&oacute;rias, nomeadamente quando a &aacute;gua &eacute; aquecida para tomar banho ou lavar a loi&ccedil;a. Esta exposi&ccedil;&atilde;o &agrave; &aacute;gua a temperaturas mais elevadas pode aumentar a forma&ccedil;&atilde;o de THMs, uma vez que promove a rea&ccedil;&atilde;o entre o cloro residual e compostos org&acirc;nicos. Este facto foi evidenciado tamb&eacute;m, num estudo realizado por Weisel e Chen, de 1994, onde estes investigadores mostraram que a concentra&ccedil;&atilde;o de THMs em &aacute;gua aquecida aumenta 50% em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; mesma &aacute;gua fria (22). Neste sentido, foi descrito que a dura&ccedil;&atilde;o do banho &eacute; diretamente proporcional ao risco de inala&ccedil;&atilde;o de THMs e ao risco de cancro devido (23). Um estudo realizado em Taiwan, em 1998, revelou que a exposi&ccedil;&atilde;o a clorof&oacute;rmio presente na &aacute;gua era superior via contacto d&eacute;rmico e por inala&ccedil;&atilde;o do que propriamente pela ingest&atilde;o de &aacute;gua (24). Neste sentido, Backer e colaboradores, em 2000, compararam a quantidade de THMs no sangue de 31 volunt&aacute;rios ap&oacute;s tomarem duche durante 10 minutos, tomarem banho durante 10 minutos numa banheira cheia de &aacute;gua ou beberem um litro de &aacute;gua durante 10 minutos (a &aacute;gua usada para os tr&ecirc;s grupos foi &aacute;gua da torneira). Os valores mais altos de THMs no sangue foram encontrados nos indiv&iacute;duos que tomaram duche e os mais baixos nos que beberam a &aacute;gua (<a href ="/img/revistas/apn/n21/n21a07g1.jpg">Gr&aacute;fico 1</a>) (25). Este tipo de estudo ganha particular relev&acirc;ncia considerando que os limites para os valores de THMs presentes na &aacute;gua s&atilde;o definidos considerando a ingest&atilde;o, e n&atilde;o a exposi&ccedil;&atilde;o por outras vias, incluindo a d&eacute;rmica e a inala&ccedil;&atilde;o. &Eacute; ainda importante n&atilde;o esquecer do efeito cumulativo das tr&ecirc;s vias de exposi&ccedil;&atilde;o.</p>     
<p>Considerando que o cloro tamb&eacute;m &eacute; usado como forma de desinfe&ccedil;&atilde;o das &aacute;guas das piscinas, v&aacute;rios investigadores t&ecirc;m procurado clarificar se h&aacute; algum risco acrescido para nadadores. Um estudo realizado com amostras de &aacute;gua de piscinas interiores de Taiwan revelou que o clorof&oacute;rmio era o principal THMs em &aacute;guas tratadas com cloro, com uma m&eacute;dia de 40,7 &micro;g/L. Este mesmo estudo, revelou que o maior risco para os nadadores prov&eacute;m da inala&ccedil;&atilde;o destes compostos (26), resultados posteriormente validados por outros investigadores (27). Um estudo realizado em Espanha, quantificou os n&iacute;veis de THMs na urina de nadadores e funcion&aacute;rios de piscinas, como forma de medir a absor&ccedil;&atilde;o destes compostos, tendo apenas detetado clorof&oacute;rmio e bromodiclorometano. Os resultados mostraram que indiv&iacute;duos que nadaram durante uma hora tinham n&iacute;veis superiores a funcion&aacute;rios que trabalharam durante 4 quatro horas. Isto ter&aacute; a ver com o facto de os funcion&aacute;rios estarem expostos unicamente aos compostos vol&aacute;teis, enquanto os nadadores tamb&eacute;m absorvem estes compostos por via oral e d&eacute;rmica. A quantidade de clorof&oacute;rmio detetada na urina dos nadadores foi tanto maior, quanto maior a concentra&ccedil;&atilde;o de clorof&oacute;rmio na &aacute;gua da piscina (<a href ="/img/revistas/apn/n21/n21a07g2.jpg">Gr&aacute;fico 2</a>) (28). Tamb&eacute;m um estudo realizado por investigadores portugueses, procurou avaliar o risco de exposi&ccedil;&atilde;o a estes compostos por parte de nadadores de elite e dos seus treinadores. Apesar dos n&iacute;veis de THMs na &aacute;gua estarem abaixo do limite legal (21&ndash;69 &mu;g/L), este estudo mostrou que a absor&ccedil;&atilde;o destes compostos, especificamente clorof&oacute;rmio, pela via respirat&oacute;ria nos nadadores era cerca de seis vezes superior &agrave; dos treinadores. Para ambos, o risco de desenvolver cancro devido &agrave; exposi&ccedil;&atilde;o aos THMs foi entre uma e duas ordens de grandeza superior ao determinado Ag&ecirc;ncia de Prote&ccedil;&atilde;o Ambiental dos Estados Unidos (29). Villanueva e colaboradores, avaliaram o risco de desenvolver cancro da bexiga em fun&ccedil;&atilde;o da exposi&ccedil;&atilde;o a THMs por diferentes vias: consumo de &aacute;gua, exposi&ccedil;&atilde;o no banho ou praticar nata&ccedil;&atilde;o. Globalmente, o risco de desenvolver cancro da bexiga para indiv&iacute;duos com uma exposi&ccedil;&atilde;o prolongada a THMs foi aproximadamente duas vezes superior comparativamente aos que tinham baixa exposi&ccedil;&atilde;o. Este risco foi mais alto quando avaliaram a rela&ccedil;&atilde;o com a dura&ccedil;&atilde;o do banho (1,83 vezes) e o praticar nata&ccedil;&atilde;o (1,57) comparativamente &agrave; ingest&atilde;o de THM pela &aacute;gua superior a 35 &micro;g/dia (1,35) (30). Este mesmo grupo mostrou que as vias de exposi&ccedil;&atilde;o a THMs variam em fun&ccedil;&atilde;o do n&iacute;vel socioecon&oacute;mico. Indiv&iacute;duos com um n&iacute;vel socioecon&oacute;mico mais elevado est&atilde;o menos sujeitos a THMs por ingest&atilde;o, uma vez que bebem mais &aacute;gua engarrafada, mas em contrapartida com uma maior exposi&ccedil;&atilde;o devido a fazerem banhos mais prolongados e por frequentarem piscinas (31). Tendo em conta estes estudos, ser&aacute; importante tomar medidas que minimizem a exposi&ccedil;&atilde;o a estes compostos vol&aacute;teis, nomeadamente atrav&eacute;s do aumento do arejamento destas &aacute;reas. Poder&aacute; ser igualmente equacionado outra forma de desinfe&ccedil;&atilde;o da &aacute;gua. Por outro lado, alguns estudos t&ecirc;m sugerido que os potenciais riscos carcinog&eacute;nicos devido &agrave; exposi&ccedil;&atilde;o a THMs s&atilde;o influenciados por outras caracter&iacute;sticas da &aacute;gua incluindo a sua dureza e quantidade de i&otilde;es magn&eacute;sio (32).</p>     
<p>&nbsp;</p>     <p><strong>Poss&iacute;veis mecanismos de atua&ccedil;&atilde;o dos trihalometanos</strong></p>     <p>Considerando a exist&ecirc;ncia de estudos epidemiol&oacute;gicos que mostram a associa&ccedil;&atilde;o entre a exposi&ccedil;&atilde;o a THMs e um maior risco de desenvolver determinados tipos de cancro, Geter e colaboradores avaliaram o efeito de determinados THMs, especificamente triclorometano, bromodiclorometano e dibromoclorometano nas quebras de DNA, um fen&oacute;meno associado com o processo carcinog&eacute;nico. Estudos realizados in vitro com uma linha celular humana de leucemia linfobl&aacute;stica, revelaram um aumento das quebras de DNA em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s c&eacute;lulas controlo. No entanto, o mesmo n&atilde;o foi observado quando expuseram ratazanas aos mesmos compostos atrav&eacute;s da administra&ccedil;&atilde;o via &aacute;gua ou gavagem oral, nomeadamente ao n&iacute;vel do f&iacute;gado, rins ou duodeno (33). Outros investigadores procuraram analisar o impacto que exposi&ccedil;&otilde;es prolongadas a THMs (&gt;85 &mu;g/L vs. &le;85 &mu;g/L) tinham ao n&iacute;vel da metila&ccedil;&atilde;o de DNA, outro processo associado com o processo oncog&eacute;nico. Este estudo concluiu que pessoas expostas a maiores n&iacute;veis de THMs tinham significativamente maiores n&iacute;veis de metila&ccedil;&atilde;o em v&aacute;rias regi&otilde;es do DNA, nomeadamente em genes associados ao desenvolvimento de tumores colorretais e da bexiga (34).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><strong>Rela&ccedil;&atilde;o entre trihalometanos e outros problemas de sa&uacute;de</strong></p>     <p>Apesar da associa&ccedil;&atilde;o entre THMs e o risco de desenvolver cancro ser o mais estudado, h&aacute; outros problemas de sa&uacute;de que t&ecirc;m sido associados &agrave; exposi&ccedil;&atilde;o a estes compostos. Um destes problemas est&aacute; relacionado com quest&otilde;es de infertilidade. Um estudo realizado em ratinhos mostrou que exposi&ccedil;&atilde;o a determinados THMs reduzia a mobilidade dos espermatozoides (35). Em humanos, os dados n&atilde;o s&atilde;o totalmente concordantes. Um estudo realizado no Reino Unido, em homens que procuraram cl&iacute;nicas de infertilidade, n&atilde;o encontrou qualquer correla&ccedil;&atilde;o com os n&iacute;veis de THMs a que estavam expostos (36). J&aacute; na China, Chen e colaboradores, em 2020, procuraram analisar a associa&ccedil;&atilde;o entre os n&iacute;veis de THMs no sangue de dadores de esperma e uma s&eacute;rie de par&acirc;metros relacionados com a qualidade desse mesmo esperma. Os resultados mostram que os homens com n&iacute;veis mais elevados de THMs no sangue, tinham menor n&uacute;mero de espermatozoides e estes tinham uma menor motilidade (37). Estes dados n&atilde;o s&atilde;o corroborados por um estudo realizado nos EUA, onde n&atilde;o foi encontrada qualquer associa&ccedil;&atilde;o entre a qualidade de esperma e a exposi&ccedil;&atilde;o a THMs (38).</p>     <p>V&aacute;rios investigadores t&ecirc;m estudado os efeitos da exposi&ccedil;&atilde;o a THMs e eventuais resultados adversos da gravidez. No entanto, os dados n&atilde;o s&atilde;o consensuais. Este assunto foi recentemente abordado numa revis&atilde;o sistem&aacute;tica e, dos 44 estudos que analisaram o impacto da exposi&ccedil;&atilde;o a THMs, 20 deles n&atilde;o encontraram qualquer associa&ccedil;&atilde;o, enquanto que 22 reportaram uma associa&ccedil;&atilde;o entre os dois par&acirc;metros, incluindo baixo peso ou tamanho do beb&eacute; &agrave; nascen&ccedil;a ou maior probabilidade de abortos espont&acirc;neos (39).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Considerando o efeito t&oacute;xico dos THMs ao n&iacute;vel hep&aacute;tico, nomeadamente o impacto a n&iacute;vel da disfun&ccedil;&atilde;o mitocondrial e stress oxidativo, descrito com estudos realizados em ratinhos (40), tem sido especulado se a exposi&ccedil;&atilde;o a alguns destes THMs pode ter um impacto a n&iacute;vel do desenvolvimento de Diabetes tipo 2. No entanto, os resultados ainda n&atilde;o s&atilde;o conclusivos, sendo necess&aacute;rios mais estudos que aprofundem esta tem&aacute;tica (41).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><strong>Estrat&eacute;gias para reduzir n&iacute;veis de trihalometanos na &aacute;gua</strong></p>     <p>Como referido anteriormente, Portugal tem n&iacute;veis de THMs na &aacute;gua superiores a muitos dos pa&iacute;ses europeus apesar das m&eacute;dias nacionais poderem esconder disparidades internas de cada pa&iacute;s. Alguns dos fatores que podem influenciar estes n&iacute;veis dizem respeito ao facto de a capta&ccedil;&atilde;o de &aacute;gua poder ser superficial ou subterr&acirc;nea, sendo que a primeira poder&aacute; contribuir para um n&iacute;vel mais elevado de THMs devido &agrave; maior presen&ccedil;a de mat&eacute;ria org&acirc;nica, ou at&eacute; a pr&oacute;pria temperatura, na medida que temperaturas mais elevadas contribuem para uma velocidade superior de forma&ccedil;&atilde;o destes compostos (42).</p>     <p>Tendo em conta as v&aacute;rias preocupa&ccedil;&otilde;es de sa&uacute;de relacionas com a exposi&ccedil;&atilde;o aos THMs, algumas estrat&eacute;gias t&ecirc;m sido testadas com o objetivo de remover estes compostos da &aacute;gua ap&oacute;s tratamento com cloro. Neste sentido, a nanofiltra&ccedil;&atilde;o mostrou ser bastante eficiente. Testes realizados por Uyak e colaboradores em 2008, usando dois tipos de membranas diferentes, revelaram que a membrana NF200 conseguia remover entre 88 e 96% dos v&aacute;rios THMs estudados, quando testada a uma press&atilde;o de 1 bar (<a href ="/img/revistas/apn/n21/n21a07g3.jpg">Gr&aacute;fico 3</a>) (43). Em 2019, Chowdhury e colaboradores, submeteram &aacute;gua a diferentes processos e avaliaram o efeito que tinham ao n&iacute;vel dos THMs. Estes tratamentos foram: recolher a &aacute;gua e colocar no frigor&iacute;fico com e sem tampa, ferver a &aacute;gua durante um minuto e colocar no frigor&iacute;fico com e sem tampa ou filtrar a &aacute;gua com filtros de carbono j&aacute; usados ou novos e colocar no frigor&iacute;fico sem tampa. Para todas as situa&ccedil;&otilde;es, os n&iacute;veis de THM foram medidos &agrave;s 0, 4 e 24horas. Destes processos, o ferver e a filtra&ccedil;&atilde;o foram os mais eficientes tendo tido resultados semelhantes com uma redu&ccedil;&atilde;o dos valores de THMs entre 77,3 e 92,8%. O efeito de deixar sem tampa foi mais vis&iacute;vel ao fim de 24h na condi&ccedil;&atilde;o da &aacute;gua fervida (<a href ="/img/revistas/apn/n21/n21a07g4.jpg">Gr&aacute;fico 4</a>) (44).</p>     
<p>Alguns estudos tamb&eacute;m parecem apontar para o poss&iacute;vel impacto do tipo de canos usados para a distribui&ccedil;&atilde;o de &aacute;gua nos n&iacute;veis de THMs. Em 2017, Zhang e colaboradores avaliaram o efeito de diferentes materiais usados nas canaliza&ccedil;&otilde;es, incluindo polietileno, ferro fundido d&uacute;ctil e a&ccedil;o inoxid&aacute;vel, no crescimento bacteriano e n&iacute;veis de THMs. Os resultados revelaram que canos de polietileno promovem o crescimento de uma maior variedade de bact&eacute;rias, contribuindo tamb&eacute;m para uma maior produ&ccedil;&atilde;o de THMs. Em oposi&ccedil;&atilde;o, canos de a&ccedil;o inoxid&aacute;vel foram os que apresentaram melhores resultados, tanto ao n&iacute;vel de crescimento bacteriano como em n&iacute;veis de THMs. Assim sendo, a mudan&ccedil;a do tipo de canaliza&ccedil;&atilde;o poder&aacute; ser tamb&eacute;m uma estrat&eacute;gia a considerar quando se pretende reduzir os n&iacute;veis destes compostos (45).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><strong>AN&Aacute;LISE CR&Iacute;TICA</strong></p>     <p>O impacto que a exposi&ccedil;&atilde;o a THMs tem na sa&uacute;de humana &eacute; um t&oacute;pico que requer investiga&ccedil;&atilde;o adicional, uma vez que os resultados publicados n&atilde;o t&ecirc;m sido consensuais, nomeadamente no que diz respeito &agrave; associa&ccedil;&atilde;o com o risco de desenvolver cancro. Tamb&eacute;m o seu efeito a n&iacute;vel de outros problemas, como infertilidade e complica&ccedil;&otilde;es na gravidez t&ecirc;m sido contradit&oacute;rios. Isto pode estar relacionado com a falta de consist&ecirc;ncia entre os v&aacute;rios estudos, no que diz respeito &agrave;s vias de exposi&ccedil;&atilde;o a THMs e &agrave; dificuldade em controlar todos os par&acirc;metros que podem afetar os n&iacute;veis de THMs no corpo humano. Tendo em considera&ccedil;&atilde;o os estudos que apontam para a elevada absor&ccedil;&atilde;o de THMs por outras vias, que a n&atilde;o a ingest&atilde;o oral, torna-se redutor usar como &uacute;nico par&acirc;metro os n&iacute;veis de THMs existentes na &aacute;gua da &aacute;rea de resid&ecirc;ncia. Por outro lado, a ado&ccedil;&atilde;o de medidas complementares que permitam reduzir os n&iacute;veis destes produtos na &aacute;gua, nomeadamente por filtra&ccedil;&atilde;o, dever&aacute; ser equacionado pelas autoridades de forma a garantir a seguran&ccedil;a de todos.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><strong>CONCLUS&Otilde;ES</strong></p>     <p>Estudos futuros ter&atilde;o necessariamente de ter em considera&ccedil;&atilde;o a exposi&ccedil;&atilde;o aos THMs por todas as vias, nomeadamente d&eacute;rmica e respirat&oacute;ria, de forma a ponderar a dose cumulativa a que os indiv&iacute;duos est&atilde;o sujeitos. Este ser&aacute; igualmente um par&acirc;metro importante a ser analisado pelas autoridades competentes, na medida em que os limites m&aacute;ximos permitidos foram estabelecidos tendo por base a exposi&ccedil;&atilde;o a THMs pelo consumo de &aacute;gua.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><strong>REFER&Ecirc;NCIAS BIBLIOGR&Aacute;FICAS</strong></p> <ol>     <li>Publications U. Progress on Drinking Water, Sanitation and Hygiene: 2017 Update and SDG Baselines.</li>     <li>Collaborators GBDRF. Global, regional, and national comparative risk assessment of 84 behavioural, environmental and occupational, and metabolic risks or clusters of risks for 195 countries and territories, 1990-2017: a systematic analysis for the Global Burden of Disease Study 2017. Lancet. 2018;392(10159):1923-94.</li>     <li>White GC. Chlorine: History, Manufacture, Properties, Hazards, and Uses. White's Handbook of Chlorination and Alternative Disinfectants. p. 1-67.</li>     <li>SD F. Chlorine based disinfectants: How do they compare? Proc WISA Biennial Conference, 18&ndash;22 May 2008, Sun City, South Africa. 2008.</li>     <li>Meyer ST. O uso de cloro na desinfec&ccedil;&atilde;o de &aacute;guas, a forma&ccedil;&atilde;o de trihalometanos e os riscos potenciais &agrave; sa&uacute;de p&uacute;blica. Cadernos de Sa&uacute;de P&uacute;blica. 1994;10:99-110.</li>     <li>EECD (European Economic Community Directive). Amended proposal for a Council Directive concerning the quality of water intended for human consumption&mdash;common position. Proceedings of the council of the European union, directive 80/778/EEC, Com (97) 228 final 95/0010 SYN, Brussels; 1997.</li>     ]]></body>
<body><![CDATA[<li>P.C. Singer, Formation and Control of Disinfection By-products in Drinking Water, AWWA, Denver, CO, 1999.</li>     <li>Ana Martins JR, Lu&iacute;s Simas. Relat&oacute;rio Anual dos Servi&ccedil;os de &Aacute;guas e Res&iacute;duos em Portugal (2019). Volume 2 &ndash; Controlo da qualidade da &aacute;gua para consumo humano. 2019.</li>     <li>Klaassen CD, Plaa GL. Relative effects of various chlorinated hydrocarbons on liver and kidney function in mice. Toxicology and Applied Pharmacology. 1966;9(1):139-51.</li>     <li>Cantor KP HR, Mason TJ, McCabe LJ. Associations of cancer mortality with halomethanes in drinking water. J Natl Cancer Inst. 1978;61:979-85.</li>     <li>Gottlieb MS, Carr JK. Case-control cancer mortality study and chlorination of drinking water in Louisiana. Environmental Health Perspectives. 1982;46:169-77.</li>     <li>Carlo GL, Mettlin CJ. Cancer incidence and trihalomethane concentrations in a public drinking water system. American Journal of Public Health. 1980;70(5):523-4.</li>     <li>Morris RD, Audet AM, Angelillo IF, Chalmers TC, Mosteller F. Chlorination, chlorination by-products, and cancer: a meta-analysis. American Journal of Public Health. 1992;82(7):955-63.</li>     <li>Bove GE, Rogerson PA, Vena JE. Case-Control Study of the Effects of Trihalomethanes on Urinary Bladder Cancer Risk. Archives of Environmental &amp; Occupational Health. 2007;62(1):39-47.</li>     <li>King WD, Marrett LD. Case-control study of bladder cancer and chlorination by-products in treated water (Ontario, Canada). Cancer Causes &amp; Control. 1996;7(6):596-604.</li>     <li>Do MT, Birkett NJ, Johnson KC, Krewski D, Villeneuve P, Canadian Cancer Registries Epidemiology Research G. Chlorination disinfection by-products and pancreatic cancer risk. Environmental health perspectives. 2005;113(4):418-24.</li>     ]]></body>
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<body><![CDATA[<li>Erdinger L, K&uuml;hn KP, Kirsch F, Feldhues R, Fr&ouml;bel T, Nohynek B, et al. Pathways of trihalomethane uptake in swimming pools. International Journal of Hygiene and Environmental Health. 2004;207(6):571-5.</li>     <li>Caro J, Gallego M. Assessment of Exposure of Workers and Swimmers to Trihalomethanes in an Indoor Swimming Pool. Environmental Science &amp; Technology. 2007;41(13):4793-8.</li>     <li>Gouveia P, Felgueiras F, Mour&atilde;o Z, Fernandes EDO, Moreira A, Gabriel MF. Predicting health risk from exposure to trihalomethanes in an Olympic-size indoor swimming pool among elite swimmers and coaches. Journal of Toxicology and Environmental Health, Part A. 2019;82(9):577-90.</li>     <li>Villanueva CM, Cantor KP, Grimalt JO, Malats N, Silverman D, Tardon A, et al. Bladder Cancer and Exposure to Water Disinfection By-Products through Ingestion, Bathing, Showering, and Swimming in Pools. American Journal of Epidemiology. 2006;165(2):148-56.</li>     <li>Casta&ntilde;o-Vinyals G, Cantor KP, Villanueva CM, Tardon A, Garcia-Closas R, Serra C, et al. Socioeconomic status and exposure to disinfection by-products in drinking water in Spain. Environmental Health. 2011;10(1):18.</li>     <li>Kuo H-W, Chen P-S, Ho S-C, Wang L-Y, Yang C-Y. Trihalomethanes in Drinking Water and the Risk of Death From Rectal Cancer: Does Hardness in Drinking Water Matter? Journal of toxicology and environmental health Part A. 2010;73:807-18.</li>     <li>Geter D, Chang L, Hanley N, Ross M, Pegram R, DeAngelo A. Analysis of in vivo and in vitro DNA strand breaks from trihalomethane exposure. Journal of Carcinogenesis. 2004;3(1):2-.</li>     <li>Salas LA, Bustamante M, Gonzalez JR, Gracia-Lavedan E, Moreno V, Kogevinas M, et al. DNA methylation levels and long-term trihalomethane exposure in drinking water: an epigenome-wide association study. Epigenetics. 2015;10(7):650-61.</li>     <li>Klinefelter GR, Suarez JD, Roberts NL, DeAngelo AB. Preliminary screening for the potential of drinking water disinfection byproducts to alter male reproduction. Reproductive Toxicology. 1995;9(6):571-8.</li>     <li>Iszatt N, Nieuwenhuijsen MJ, Bennett J, Best N, Povey AC, Pacey AA, et al. Chlorination by-products in tap water and semen quality in England and Wales. Occupational and Environmental Medicine. 2013;70(11):754-60.</li>     ]]></body>
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<body><![CDATA[<p></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>  <b><a href="#topc0">Endere&#231;o para correspond&#234;ncia</a><a name="c0"></a></b>     <p>In&ecirc;s Henriques</p>     <p>Escola Superior de Tecnologia da Sa&uacute;de de Coimbra do Instituto Polit&eacute;cnico de Coimbra,</p>     <p>Rua 5 de Outubro, 3046-854 Coimbra, Portugal</p>     <p><a href="mailto:pinto.mlar@gmail.com">pinto.mlar@gmail.com</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Recebido a 25 de maio de 2020</p>     <p>Aceite a 30 de junho de 2020</p>     ]]></body>
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