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<journal-title><![CDATA[Acta Portuguesa de Nutrição]]></journal-title>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Avaliação das perdas de alimentos na produção de refeições em unidades de alimentação escolar]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Evaluation of meals production food losses in school food units]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Introduction: Food waste is a problem present in our daily, and its reduction is essential. Thus, it is necessary to quantify it both during the meals production and after consumption, aiming to identify the phases with high food waste values, targeting its reduction. Objectives: To evaluate food losses in the school lunch production provided in primary school canteens from a Portuguese Municipality. Methodology: Data collection was carried out in 18 food units, through monitoring all stages of meals production. Losses resulted from the debarking, cutting and boning processes and the leftovers corresponded to all food prepared and not served were evaluated. The constituents of the main dish were classified as protein component, carbohydrate source and vegetable source. All quantification procedures were performed using the aggregate weighing method. Results: The production losses of 10 different meals, corresponding to 1451 lunches and the leftovers of 18 different meals, corresponding to a total of 1998 lunches were evaluated. A mean value for losses of 14.2% was observed, being 20.7% of the debarking process and 6.2% of the cutting and deboning process. Leftovers corresponded to 14.6%, resulting a mean value of 14.4% from soup and 14.9% of leftovers from main dish. Conclusions: The high value of losses found demonstrates the improvement need concerning to meals preparation techniques. Leftovers values are above the limits recommended by the literature (3%), pointing the need for intervention, in order to reduce food waste.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Almoço escolar]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>ARTIGO ORIGINAL</b></p>     <p>     <p><b><font face="" size="4">Avalia&ccedil;&atilde;o das perdas de alimentos na produ&ccedil;&atilde;o de refei&ccedil;&otilde;es em unidades de alimenta&ccedil;&atilde;o escolar</font></b></p>      <p><strong>Evaluation of meals production food losses in school food units</strong></p>     <p><strong>Fl&aacute;via Mota Ribeiro<sup>1</sup>; Margarida Liz Martins<sup>2-4,5</sup>*</strong></p>     <p><sup>1</sup>Faculdade de Ci&ecirc;ncias da Nutri&ccedil;&atilde;o e Alimenta&ccedil;&atilde;o da Universidade do Porto, Rua do Campo Alegre, n.&ordm; 823, 4150-180 Porto,Portugal</p>     <p><sup>2</sup>Universidade de Tr&aacute;s-os-Montes e Alto Douro, Quinta de Prados, 5000-801 Vila Real, Portugal</p>     <p><sup>3</sup>CBQF - Centro de Biotecnologia e Qu&iacute;mica Fina &ndash; Laborat&oacute;rio Associado, Escola Superior de Biotecnologia da Universidade Cat&oacute;lica Portuguesa, Rua Diogo Botelho, n.&ordm; 1327, 4169-005 Porto, Portugal</p>     <p><sup>4</sup>GreenUPorto - Sustainable Agrifood Production Research Centre, Edif&iacute;cio de Ci&ecirc;ncias Agr&aacute;rias, Rua da Agr&aacute;ria, n.&ordm; 747, 4485-646 Vair&atilde;o, Portugal</p>     <p><sup>5</sup>CITAB - Centre for the Research and Technology of Agro-Environmental and Biological Sciences, Quinta de Prados Edif&iacute;cio Reitoria, 5000-801 Vila Real, Portugal</p> <a href="#c0">Endere&#231;o para correspond&#234;ncia</a><a name="topc0"></a></b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><strong>RESUMO</strong></p>     <p>Introdu&ccedil;&atilde;o: O desperd&iacute;cio alimentar assume-se como uma problem&aacute;tica presente no setor da alimenta&ccedil;&atilde;o coletiva, sendo de enorme import&acirc;ncia a sua redu&ccedil;&atilde;o. Para tal &eacute; necess&aacute;rio quantific&aacute;-lo, quer durante a produ&ccedil;&atilde;o de refei&ccedil;&otilde;es, quer ap&oacute;s o seu consumo, com o objetivo de identificar as etapas geradoras de maior desperd&iacute;cio, visando a sua redu&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>Objetivos: Avaliar as perdas de alimentos nas diferentes etapas da produ&ccedil;&atilde;o do almo&ccedil;o escolar fornecido em cantinas de escolas b&aacute;sicas de ensino p&uacute;blico e de educa&ccedil;&atilde;o pr&eacute;-escolar de um Munic&iacute;pio Portugu&ecirc;s.</p>     <p>Metodologia: A recolha de dados decorreu em 18 unidades de alimenta&ccedil;&atilde;o, atrav&eacute;s do acompanhamento de todas as etapas de produ&ccedil;&atilde;o de refei&ccedil;&otilde;es. Foram avaliadas as perdas resultantes dos processos de descasque, corte e desossagem e, as sobras, que corresponderam a todos os alimentos confecionados e n&atilde;o servidos. Os constituintes do prato foram classificados como componente proteica, acompanhamento fornecedor de hidratos de carbono e acompanhamento de produtos hort&iacute;colas. Todos os procedimentos de quantifica&ccedil;&atilde;o foram realizados com recurso ao m&eacute;todo de pesagem agregada.</p>     <p>Resultados: Foram avaliadas as perdas de produ&ccedil;&atilde;o de 10 refei&ccedil;&otilde;es diferentes, destinadas ao fornecimento de 1.451 almo&ccedil;os e as sobras de 18 refei&ccedil;&otilde;es diferentes, correspondentes a um total de 1.998 almo&ccedil;os.</p>     <p>Observou-se uma percentagem m&eacute;dia de perdas de 14,2%, sendo 20,7% referentes ao processo de descasque e 6,2% referentes ao processo de corte e desossagem. A percentagem m&eacute;dia de sobras foi de 14,6%, sendo que a sopa apresentou um valor m&eacute;dio de sobras de 14,4% e o prato de 14,9%.</p>     <p>Conclus&otilde;es: O elevado valor de perdas observado demonstra a necessidade de melhoria no que respeita &agrave;s t&eacute;cnicas de prepara&ccedil;&atilde;o aplicadas. Os valores de sobras encontram-se acima dos limites recomendados pela literatura (3%), evidenciando a necessidade de interven&ccedil;&atilde;o para redu&ccedil;&atilde;o do desperd&iacute;cio alimentar.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><strong>Palavras-chave</strong></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Almo&ccedil;o escolar, Desperd&iacute;cio alimentar, Perdas, Sobras, Unidade de Alimenta&ccedil;&atilde;o</p>     <p>&nbsp;</p>  <hr>     <p>&nbsp;</p>     <p><strong>ABSTRACT</strong></p>     <p>Introduction: Food waste is a problem present in our daily, and its reduction is essential. Thus, it is necessary to quantify it both during the meals production and after consumption, aiming to identify the phases with high food waste values, targeting its reduction.</p>     <p>Objectives: To evaluate food losses in the school lunch production provided in primary school canteens from a Portuguese Municipality.</p>     <p>Methodology: Data collection was carried out in 18 food units, through monitoring all stages of meals production. Losses resulted from the debarking, cutting and boning processes and the leftovers corresponded to all food prepared and not served were evaluated. The constituents of the main dish were classified as protein component, carbohydrate source and vegetable source. All quantification procedures were performed using the aggregate weighing method.</p>     <p>Results: The production losses of 10 different meals, corresponding to 1451 lunches and the leftovers of 18 different meals, corresponding to a total of 1998 lunches were evaluated. A mean value for losses of 14.2% was observed, being 20.7% of the debarking process and 6.2% of the cutting and deboning process. Leftovers corresponded to 14.6%, resulting a mean value of 14.4% from soup and 14.9% of leftovers from main dish.</p>     <p>Conclusions: The high value of losses found demonstrates the improvement need concerning to meals preparation techniques. Leftovers values are above the limits recommended by the literature (3%), pointing the need for intervention, in order to reduce food waste.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><strong>Keywords</strong></p>     <p>School lunch, Food waste, Losses, Leftovers, Food unit</p>     <p>&nbsp;</p>  <hr>     <p>&nbsp;</p>     <p><strong>INTRODU&Ccedil;&Atilde;O</strong></p>     <p>O desperd&iacute;cio alimentar &eacute; uma realidade negativamente presente no nosso quotidiano, representando um problema global e transversal para o qual &eacute; necess&aacute;rio encontrar estrat&eacute;gias com vista &agrave; sua minimiza&ccedil;&atilde;o (1, 2). Neste sentido, o desperd&iacute;cio alimentar tem merecido uma aten&ccedil;&atilde;o crescente nos &uacute;ltimos anos (3-5). Em Portugal, a Assembleia da Rep&uacute;blica, nos termos do n.&ordm; 5 do artigo 166.&ordm; da Constitui&ccedil;&atilde;o, declarou o ano de 2016 como o &ldquo;Ano Nacional do Combate ao Desperd&iacute;cio Alimentar&rdquo; com a emiss&atilde;o de um conjunto de recomenda&ccedil;&otilde;es ao Governo para prevenir o desperd&iacute;cio.</p>     <p>Do ponto de vista moral a quest&atilde;o do desperd&iacute;cio alimentar &eacute; ainda interpelada pelo facto de milh&otilde;es de toneladas de alimentos serem lan&ccedil;ados ao lixo anualmente, contrastando com uma realidade mundial em que um sexto da popula&ccedil;&atilde;o passa fome (3, 6), acrescido ao facto de que se sabe que a atual produ&ccedil;&atilde;o de alimentos seria suficiente para alimentar toda a popula&ccedil;&atilde;o mundial (6). Face a este problema, a redu&ccedil;&atilde;o do desperd&iacute;cio alimentar surge enquadrada nos Objetivos de Desenvolvimento Sustent&aacute;vel da Organiza&ccedil;&atilde;o das Na&ccedil;&otilde;es Unidas e na Agenda 2030, sendo identificado como um dos objetivos &ldquo;reduzir para metade o desperd&iacute;cio de alimentos per capita a n&iacute;vel mundial at&eacute; 2030&rdquo; (7).</p>     <p>A perda de alimentos &eacute; definida como &ldquo;a diminui&ccedil;&atilde;o da quantidade ou da qualidade dos alimentos&rdquo;, englobando os produtos destinados ao consumo humano que n&atilde;o s&atilde;o consumidos ou que tiveram uma redu&ccedil;&atilde;o na qualidade que se refletiu no seu valor nutricional, valor econ&oacute;mico ou na sua seguran&ccedil;a alimentar (5). Sabe-se que</p>     <p>esta perda de alimentos ocorre em toda a cadeia de abastecimento, desde a produ&ccedil;&atilde;o agr&iacute;cola at&eacute; ao consumo final (6, 8).</p>     <p>Globalmente 1/3 dos alimentos produzidos para consumo humano &eacute; perdido ou desperdi&ccedil;ado (8, 9). Em Portugal est&aacute; descrito que esta perda &eacute; de aproximadamente 17%, correspondendo a cerca de 1 milh&atilde;o de toneladas de alimentos por ano (3). Este n&iacute;vel de res&iacute;duos tem impactos econ&oacute;micos, sociais e ambientais que s&atilde;o cada vez mais dif&iacute;ceis de ignorar (10). Por ano, o valor de alimentos desperdi&ccedil;ados globalmente &eacute; estimado em 1 trili&atilde;o de d&oacute;lares (5), sendo que a perda de alimentos e o desperd&iacute;cio t&ecirc;m tamb&eacute;m impactos ambientais negativos devido &agrave; &aacute;gua, solo, energia e outros recursos naturais usados para produzir alimentos que ningu&eacute;m consome (5).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>No que diz respeito &agrave;s Unidades de Alimenta&ccedil;&atilde;o e Nutri&ccedil;&atilde;o (UAN), reduzir o desperd&iacute;cio alimentar pode aumentar a efici&ecirc;ncia das mesmas (11), conduzir a diversos benef&iacute;cios, particularmente a n&iacute;vel nutricional, com a otimiza&ccedil;&atilde;o dos nutrientes dispon&iacute;veis para a alimenta&ccedil;&atilde;o dos diferentes grupos populacionais que realizam as suas refei&ccedil;&otilde;es em estabelecimentos de restaura&ccedil;&atilde;o coletiva, pass&iacute;vel de obter atrav&eacute;s de estrat&eacute;gias como o aproveitamento integral dos alimentos e consequentemente dos nutrientes presentes nas cascas e outras partes geralmente rejeitadas. Para as unidades acrescem ainda os ganhos econ&oacute;micos, possibilitando aumentar a qualidade e satisfa&ccedil;&atilde;o do consumidor com o servi&ccedil;o disponibilizado e a prote&ccedil;&atilde;o ambiental (12). O controlo das etapas de produ&ccedil;&atilde;o e distribui&ccedil;&atilde;o das refei&ccedil;&otilde;es, assim como a quantifica&ccedil;&atilde;o dos desperd&iacute;cios podem ser um indicador de qualidade do servi&ccedil;o prestado pela UAN (13).</p>     <p>Nas UAN em an&aacute;lise no presente estudo observam-se j&aacute; algumas pr&aacute;ticas com o objetivo de redu&ccedil;&atilde;o do desperd&iacute;cio durante a prepara&ccedil;&atilde;o de refei&ccedil;&otilde;es, nomeadamente a utiliza&ccedil;&atilde;o de produtos de 4.&ordf; gama. No entanto, torna-se necess&aacute;rio quantificar efetivamente a perda de alimentos durante todo o processo de produ&ccedil;&atilde;o de refei&ccedil;&otilde;es e identificar as etapas que podem gerar maiores perdas, para posteriormente poder identificar poss&iacute;veis causas, bem como, definir as estrat&eacute;gias adequadas &agrave; redu&ccedil;&atilde;o do desperd&iacute;cio neste setor. Assim, e considerando que a maioria dos estudos reflete o desperd&iacute;cio sobre a forma de restos, ap&oacute;s o consumo, e dada a escassez de estudos publicados que quantifiquem o desperd&iacute;cio alimentar especificamente na prepara&ccedil;&atilde;o de refei&ccedil;&otilde;es, torna-se crucial avaliar este desperd&iacute;cio para contribuir para a sua minimiza&ccedil;&atilde;o, sendo este o objetivo principal do presente trabalho (14).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><strong>OBJETIVOS</strong></p>     <p>Avaliar as perdas de alimentos no processo de produ&ccedil;&atilde;o do almo&ccedil;o escolar fornecido em cantinas de escolas b&aacute;sicas de ensino p&uacute;blico e de educa&ccedil;&atilde;o pr&eacute;-escolar.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><strong>METODOLOGIA</strong></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><strong>Sele&ccedil;&atilde;o da Amostra</strong></p>     <p>O presente trabalho de investiga&ccedil;&atilde;o realizou-se em unidades de alimenta&ccedil;&atilde;o de escolas b&aacute;sicas de ensino p&uacute;blico e educa&ccedil;&atilde;o pr&eacute;-escolar da rede p&uacute;blica de um Munic&iacute;pio Portugu&ecirc;s. A amostra usada no presente trabalho foi selecionada de forma n&atilde;o probabil&iacute;stica e por conveni&ecirc;ncia, sendo constitu&iacute;da por 18 unidades de alimenta&ccedil;&atilde;o, 10 das quais apresentavam prepara&ccedil;&atilde;o, confe&ccedil;&atilde;o e distribui&ccedil;&atilde;o de refei&ccedil;&otilde;es e 8 unidades que englobavam apenas a fase de distribui&ccedil;&atilde;o de refei&ccedil;&otilde;es.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><strong>Recolha de Dados</strong></p>     <p>A recolha de dados decorreu durante a prepara&ccedil;&atilde;o e distribui&ccedil;&atilde;o do almo&ccedil;o, sendo cada uma das unidades visitada uma vez.</p>     <p>A refei&ccedil;&atilde;o tipo servida englobava sopa, prato constitu&iacute;do por componente proteica (CP), acompanhamento fornecedor de hidratos de carbono (AFHC) e acompanhamento de produtos hort&iacute;colas (APH), sobremesa (fruta ou doce), p&atilde;o de mistura e &aacute;gua de abastecimento da rede p&uacute;blica. Relativamente &agrave; classifica&ccedil;&atilde;o do prato, quando este apresentava as tr&ecirc;s componentes separadamente foi classificado como n&atilde;o composto. Quando se verificou a ocorr&ecirc;ncia da agrega&ccedil;&atilde;o de dois, ou mais, componentes do prato, classificou-se o mesmo como prato composto.</p>     <p>No presente estudo, considerou-se como desperd&iacute;cio alimentar as perdas de alimentos na produ&ccedil;&atilde;o de refei&ccedil;&otilde;es, designadas ao longo do trabalho, por perdas alimentares ou perdas e as sobras resultantes do almo&ccedil;o escolar. Foram consideradas como perdas alimentares todas as partes descartadas durante a prepara&ccedil;&atilde;o dos alimentos, nomeadamente nos processos de descasque, corte e desossagem. Consideraram-se perdas de descasque as perdas resultantes de todos os processos que envolviam a retirada de cascas e, como perdas de corte e desossagem as perdas resultantes dos processos onde se verificava a necessidade de cortar em por&ccedil;&otilde;es, retirar peles, gorduras e ossos das pe&ccedil;as de carnes. No que respeita &agrave;s sobras foram considerados todos os alimentos confecionados que n&atilde;o foram distribu&iacute;dos (15).</p>     <p>Para os produtos utilizados de 4.&ordf; gama n&atilde;o existiam perdas associadas ao processo de prepara&ccedil;&atilde;o, bem como, no caso dos produtos secos (por exemplo: massa, arroz). Sempre que se recorreu &agrave; utiliza&ccedil;&atilde;o de automatismo para o descasque de batatas e outros tub&eacute;rculos (atrav&eacute;s de m&aacute;quina de descascar batatas) n&atilde;o foi poss&iacute;vel a quantifica&ccedil;&atilde;o das perdas inerentes a este processo.</p>     <p>Os procedimentos de quantifica&ccedil;&atilde;o foram realizados com recurso ao m&eacute;todo de pesagem, sendo utilizada uma balan&ccedil;a digital Becken&reg; modelo BKS-2389, com capacidade m&aacute;xima de 10 kg e precis&atilde;o 1 g. Todas as pesagens e procedimentos metodol&oacute;gicos foram efetuados pelo mesmo avaliador.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><u>Avalia&ccedil;&atilde;o das perdas:</u></p>     <p>Para a avalia&ccedil;&atilde;o das perdas decorrentes dos processos de produ&ccedil;&atilde;o das refei&ccedil;&otilde;es, todos os alimentos, pass&iacute;veis de ocorrerem perdas, foram pesados em bruto, sendo posteriormente pesadas as perdas decorrentes de cada um dos processos de descasque ou corte e desossagem. O valor das perdas foi obtido atrav&eacute;s da diferen&ccedil;a entre o peso do recipiente com os alimentos descartados e o peso do recipiente vazio. Posteriormente foi calculada a percentagem de perdas atrav&eacute;s da seguinte f&oacute;rmula, tendo por base a f&oacute;rmula referenciada por outros autores para o c&aacute;lculo das sobras (15):</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>O valor de Perdas Totais (PT), por escola, e por etapa, foi calculado atrav&eacute;s da seguinte f&oacute;rmula:</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><u>Avalia&ccedil;&atilde;o do desperd&iacute;cio sob a forma de sobras:</u></p>     <p>Ap&oacute;s a confe&ccedil;&atilde;o do almo&ccedil;o pesaram-se os seus constituintes, categorizados como sopa, CP, AFHC e APH, sendo sempre subtra&iacute;do o valor correspondente ao recipiente de pesagem utilizado. Nos pratos compostos, as pesagens foram realizadas agregando os diferentes alimentos fornecidos. Nos pratos n&atilde;o compostos, as pesagens foram efetuadas pesando-se separadamente os diferentes constituintes do prato. No final da refei&ccedil;&atilde;o todos os alimentos que n&atilde;o foram distribu&iacute;dos foram novamente pesados. O valor das sobras foi obtido pela diferen&ccedil;a entre o valor inicial encontrado e a quantidade de alimentos n&atilde;o distribu&iacute;dos no final da refei&ccedil;&atilde;o. A percentagem de sobras foi obtida atrav&eacute;s da seguinte f&oacute;rmula (15):</p>     <p>N&atilde;o foram consideradas as perdas do processo de produ&ccedil;&atilde;o nem as sobras da sobremesa, uma vez que no per&iacute;odo em avalia&ccedil;&atilde;o s&oacute; foi fornecida fruta inteira (com casca) como sobremesa. Esta era distribu&iacute;da no final da refei&ccedil;&atilde;o dando a possibilidade aos alunos de consumir no recreio ou no per&iacute;odo da tarde, o que inviabilizou a quantifica&ccedil;&atilde;o de poss&iacute;veis sobras.</p>     <p>De modo a testar a metodologia a utilizar, realizou-se um teste piloto numa unidade de confe&ccedil;&atilde;o de um estabelecimento escolar respons&aacute;vel pela produ&ccedil;&atilde;o di&aacute;ria de 100 refei&ccedil;&otilde;es. Ap&oacute;s a realiza&ccedil;&atilde;o do teste-piloto realizaram-se os ajustes necess&aacute;rios &agrave; metodologia previamente definida, nomeadamente nos tempos definidos para a pesagem para minimizar perturba&ccedil;&otilde;es no servi&ccedil;o de alimenta&ccedil;&atilde;o. Os dados recolhidos durante o teste-piloto foram exclu&iacute;dos da amostra final.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><strong>An&aacute;lise dos Dados</strong></p>     <p>A an&aacute;lise de dados foi efetuada com recurso ao programa Microsoft Excel&reg; 2017, atrav&eacute;s da aplica&ccedil;&atilde;o das f&oacute;rmulas para c&aacute;lculo de perdas, sobras e c&aacute;lculo de m&eacute;dias.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><strong>RESULTADOS</strong></p>     <p><strong>Caracteriza&ccedil;&atilde;o da Amostra</strong></p>     <p>Foram avaliadas as perdas de produ&ccedil;&atilde;o de 10 refei&ccedil;&otilde;es diferentes, destinadas ao fornecimento de 1.451 almo&ccedil;os e as sobras de 18 refei&ccedil;&otilde;es diferentes, correspondentes a um total de 1.998 almo&ccedil;os, correspondendo 77,8% a pratos classificados como compostos.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><strong>Avalia&ccedil;&atilde;o das Perdas na Produ&ccedil;&atilde;o dos Almo&ccedil;os</strong></p>     <p>Foi contabilizado um total de 84,2 kg de alimentos utilizados (Tub&eacute;rculos, Hort&iacute;colas, Carne e Pescado), pass&iacute;veis de sofrerem perdas, para a produ&ccedil;&atilde;o dos almo&ccedil;os, sendo desperdi&ccedil;ados 11,9 kg de alimentos nas etapas de prepara&ccedil;&atilde;o, correspondendo a um total de perdas de 14,2%.</p>     <p>A percentagem m&eacute;dia de perdas na produ&ccedil;&atilde;o do almo&ccedil;o por unidade de alimenta&ccedil;&atilde;o variou entre 4,8% e 29,8%, sendo o alimento com maior percentagem de perda a ab&oacute;bora, registando-se a perda de 44,4% da ab&oacute;bora utilizada. Em contrapartida, o alimento onde se verificou uma menor perda foi a cebola, com uma percentagem de 2,6% de perdas no processo de prepara&ccedil;&atilde;o. Entre as duas etapas avaliadas (descasque e corte/desossagem), a que registou a percentagem de perdas mais elevada foi a etapa de descasque com uma m&eacute;dia de perdas de 20,7% (<a href ="/img/revistas/apn/n22/n22a04t1.jpg">Tabela 1</a>).</p>     
<p>&nbsp;</p>     <p><strong>Avalia&ccedil;&atilde;o do Desperd&iacute;cio sob a Forma de Sobras</strong></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>No total foram produzidos 804,1 kg de alimentos, dos quais 686,4 kg foram distribu&iacute;dos, resultando assim numa percentagem de 14,6% de sobras. No que respeita &agrave; sopa, foi confecionado um total de 426,7 kg, sendo distribu&iacute;do 365,4 kg, o que perfaz um valor total de sobras de 61,3 kg, equivalente a 14,4% do que foi confecionado. Relativamente ao prato, foram produzidos 377,5 kg de alimentos, sendo 321,0 kg distribu&iacute;dos aos alunos, obtendo-se assim um valor total de sobras de 56,4 kg, equivalente a 14,9%.</p>     <p>O valor m&aacute;ximo de sobras no que respeita &agrave; sopa foi de 52,6%, para a ementa de creme de cenoura e br&oacute;colos, por sua vez, o valor m&iacute;nimo foi de 0,5% para o creme de br&oacute;colos. Relativamente ao prato o valor mais elevado foi de 54,1% do prato confecionado, carne de porco no tacho com tomilho, arroz branco e rodelas de cenoura cozidas, sendo que o valor mais baixo foi de 1,6%, verificado na ementa de cotovelinhos estufados com cubos de peito de frango e rodelas de cenoura. Contabilizando a sopa e o prato, em conjunto, o valor total de sobras variou entre os 3,7% e os 48,1% (<a href ="/img/revistas/apn/n22/n22a04t2.jpg">Tabela 2</a>, <a href ="/img/revistas/apn/n22/n22a04g1.jpg">Gr&aacute;fico 1</a>).</p>     
<p>&nbsp;</p>     <p><strong>DISCUSS&Atilde;O DOS RESULTADOS</strong></p>     <p>A quantifica&ccedil;&atilde;o das perdas alimentares &eacute; de extrema import&acirc;ncia na gest&atilde;o de uma UAN para a implementa&ccedil;&atilde;o de medidas de racionaliza&ccedil;&atilde;o, redu&ccedil;&atilde;o de desperd&iacute;cios e otimiza&ccedil;&atilde;o da produtividade (15).</p>     <p>O presente estudo revelou uma percentagem de perdas na prepara&ccedil;&atilde;o das refei&ccedil;&otilde;es de 14,2%, e os valores m&eacute;dios de sobras quer para a sopa (14,4%), quer para o prato (14,9%) revelaram-se preocupantes e acima do valor de refer&ecirc;ncia (3%) identificado na literatura. Verificou-se que, das 18 unidades envolvidas na avalia&ccedil;&atilde;o das sobras, apenas 4 apresentaram um valor m&eacute;dio de sobras para a sopa abaixo do limite aceit&aacute;vel, e 2 com valores m&eacute;dios de sobras para o prato abaixo de 3% (1).</p>     <p>A enorme discrep&acirc;ncia que se verifica entre as percentagens m&eacute;dias de perdas nas diferentes unidades (m&iacute;nimo de 4,8% e m&aacute;ximo de 29,9%) pode dever-se &agrave;s diferen&ccedil;as das t&eacute;cnicas e procedimentos utilizados entre manipuladores de alimentos. A utiliza&ccedil;&atilde;o de t&eacute;cnicas de prepara&ccedil;&atilde;o distintas pode relacionar-se com a diferente forma&ccedil;&atilde;o que cada manipulador obteve, assim como a aus&ecirc;ncia dessa mesma forma&ccedil;&atilde;o, resultando assim na execu&ccedil;&atilde;o da mesma tarefa de forma distinta (16). Pode tamb&eacute;m ser consequ&ecirc;ncia da inexist&ecirc;ncia de fichas t&eacute;cnicas, n&atilde;o existindo assim uma padroniza&ccedil;&atilde;o para o processo de prepara&ccedil;&atilde;o das refei&ccedil;&otilde;es, resultando numa maior variabilidade durante a produ&ccedil;&atilde;o das mesmas (16). A elabora&ccedil;&atilde;o das referidas fichas t&eacute;cnicas e a sua posterior aplica&ccedil;&atilde;o, acompanhadas do devido treino dos manipuladores de alimentos, poder&aacute; assim mostrar-se fundamental para colmatar esta situa&ccedil;&atilde;o (17).</p>     <p>A etapa de corte e desossagem apresentou um valor de perdas baixo (6,2%), o que pode ser justificado pelo facto de a maioria dos alimentos que constituem a CP j&aacute; se encontrarem previamente preparados quando s&atilde;o rececionados nas diversas unidades de confe&ccedil;&atilde;o. Caso n&atilde;o se verificasse este fator, e se fosse da responsabilidade das cozinheiras realizar esta prepara&ccedil;&atilde;o da CP, este valor seria possivelmente superior ao encontrado uma vez que em contexto escolar &eacute; recomendado retirar, para al&eacute;m dos ossos, todas as gorduras e peles vis&iacute;veis (18). No que diz respeito ao descasque, o valor m&eacute;dio encontrado (20,7%) encontra-se abaixo do valor descrito num trabalho id&ecirc;ntico realizado numa Institui&ccedil;&atilde;o Particular de Solidariedade Social de S. Jo&atilde;o da Madeira, que descreveu uma m&eacute;dia de perdas na etapa de descasque de 34,9% (19).</p>     <p>Comparado o valor m&eacute;dio de perdas obtido no presente trabalho (14,2%), com outros trabalhos descritos na literatura com metodologia semelhante, percebe-se que existem valores m&eacute;dios de perdas superiores (34,1%) (19), assim como inferiores (3,6%) (20), este &uacute;ltimo estudo realizado em contexto escolar na Finl&acirc;ndia. De referir que se verificou a exist&ecirc;ncia de poucos alimentos sujeitos a perdas, uma vez que se encontra generalizada a utiliza&ccedil;&atilde;o de produtos de 4.&ordf; gama com vista a essa mesma redu&ccedil;&atilde;o de perdas e de desperd&iacute;cios nas UAN.</p>     <p>No que diz respeito ao estabelecimento de um n&iacute;vel aceit&aacute;vel para as sobras, existe ainda uma indefini&ccedil;&atilde;o, no entanto, diversos estudos referenciam o valor de 3% como limite de sobras aceit&aacute;vel para o setor da restaura&ccedil;&atilde;o (15, 17, 21-23), valor este que foi descrito por Vaz, 2006 (1).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Os resultados observados podem ainda resultar de falhas no cumprimento das capita&ccedil;&otilde;es, durante a produ&ccedil;&atilde;o e distribui&ccedil;&atilde;o, devido ao incorreto planeamento das quantidades a produzir, falta de treino do colaborador para o correto empratamento ou a utiliza&ccedil;&atilde;o de utens&iacute;lios impr&oacute;prios na linha de distribui&ccedil;&atilde;o (15, 22). De referir ainda o incorreto planeamento das quantidades a confecionar e as faltas de alunos que previamente marcaram a refei&ccedil;&atilde;o e por diversos motivos n&atilde;o compareceram na mesma. Realizar junto dos manipuladores uma consciencializa&ccedil;&atilde;o para a problem&aacute;tica (22), assim como a&ccedil;&otilde;es de monitoriza&ccedil;&atilde;o das quantidades distribu&iacute;das podem ser medidas &uacute;teis para o combate ao elevado valor de sobras encontrado em algumas das unidades de alimenta&ccedil;&atilde;o avaliadas.</p>     <p>Os resultados obtidos no &acirc;mbito do desperd&iacute;cio alimentar nas escolas s&atilde;o dificilmente compar&aacute;veis, devido &agrave;s diferen&ccedil;as na tipologia de almo&ccedil;o escolar disponibilizado em diferentes pa&iacute;ses, assim como &agrave;s recomenda&ccedil;&otilde;es especificas em vigor em cada pa&iacute;s (24). Ainda assim, comparando o valor obtido com a literatura atual, o valor m&eacute;dio de sobras de 14,6% &eacute; inferior a outros descritos na literatura que variam entre 17,8% e 28,7% (19, 25-27). Por outro lado, existem estudos que apresentam valores inferiores a 14,6%, mas ainda assim superiores ao limite descrito como aceit&aacute;vel, valores estes entre 6,87% e 12,81% (15, 17, 21-23, 28-30).</p>     <p>Elevados valores de sobras t&ecirc;m consequ&ecirc;ncias econ&oacute;micas uma vez que as despesas mais relevantes s&atilde;o as que envolvem a mat&eacute;ria-prima (15), assim como todos os gastos associados &agrave; prepara&ccedil;&atilde;o dos alimentos, tais como &aacute;gua, luz e g&aacute;s. Torna-se assim fulcral a redu&ccedil;&atilde;o do desperd&iacute;cio alimentar uma vez que esta redu&ccedil;&atilde;o poder&aacute; tornar os programas de alimenta&ccedil;&atilde;o escolar mais eficientes, atrav&eacute;s da redu&ccedil;&atilde;o dos custos inerentes (24).</p>     <p>O presente trabalho ao identificar as etapas de prepara&ccedil;&atilde;o com valores superiores de perdas, possibilita aos gestores das UAN estudar as causas e implementar estrat&eacute;gias com vista &agrave; sua minimiza&ccedil;&atilde;o, bem como, trabalhar em conjunto com as escolas e autarquia na minimiza&ccedil;&atilde;o de sobras.</p>     <p>Uma das limita&ccedil;&otilde;es do presente trabalho foi a n&atilde;o contabiliza&ccedil;&atilde;o das perdas decorrentes das batatas e, em alguns casos das cenouras, uma vez que o descasque destes alimentos foi realizado com recurso a uma m&aacute;quina de descascar batatas, o que impossibilitou o acesso &agrave;s cascas retiradas. A identifica&ccedil;&atilde;o do n&uacute;mero de alunos faltosos com refei&ccedil;&atilde;o marcada n&atilde;o foi recolhida, impossibilitando aferir o volume de sobras que resulta destas aus&ecirc;ncias.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><strong>CONCLUS&Otilde;ES</strong></p>     <p>O presente estudo evidenciou um valor de perdas de 14,2%, o que demonstra uma oportunidade de melhoria no que respeita &agrave;s t&eacute;cnicas de prepara&ccedil;&atilde;o aplicadas. O processo de descasque e a prepara&ccedil;&atilde;o da ab&oacute;bora revelaram-se como a etapa e o alimento, respetivamente, que geraram perdas superiores ao longo do processo de produ&ccedil;&atilde;o de refei&ccedil;&otilde;es. Relativamente &agrave;s sobras, o valor m&eacute;dio encontrado (14,6%) est&aacute; acima dos limites recomendados pela literatura. A diminui&ccedil;&atilde;o do desperd&iacute;cio alimentar &eacute; fundamental, sendo de enorme import&acirc;ncia alertar as entidades competentes para esta problem&aacute;tica, como os Gestores das UAN, as Autarquias, as Dire&ccedil;&otilde;es e Agrupamentos de escolas, entre outros, com vista assim &agrave; melhoria do servi&ccedil;o prestado em cada UAN.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><strong>AGRADECIMENTOS</strong></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Este trabalho &eacute; financiado Fundos Nacionais atrav&eacute;s da FCT &ndash; Funda&ccedil;&atilde;o para a Ci&ecirc;ncia e a Tecnologia, no &acirc;mbito dos projetos&nbsp; UIDB/04033/2020, UIDB/50016/2020 e UIDB/05748/2020.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><strong>REFER&Ecirc;NCIAS BIBLIOGR&Aacute;FICAS</strong></p> <ol>     <li>Vaz C. Restaurantes - Controlando custos e aumentando lucros. Bras&iacute;lia: LGE. 2006.</li>     <li>Portugal Gd. Prevenir Desperd&iacute;cio Alimentar &ndash; Um compromisso de Todos! 2014. [Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.iniav.pt/fotos/editor2/guia_prevenir_desperdicio_alimentar.pdf"target="_blank">http://www.iniav.pt/fotos/editor2/guia_prevenir_desperdicio_alimentar.pdf</a>].</li>     <li>Baptista P, Campos I, PIres I, Vaz S. Do Campo ao Garfo: Desperd&iacute;cio Alimentar em Portugal. CESTRAS. 2012.</li>     <li>Bagherzadeh M, Inamura M, Jeong H. Food Waste Along the Food Chain. OECD Food, Agriculture and Fisheries Papers. 2014;71.</li>     <li>FAO. Global Initiative on Food Loss and Waste Reduction. 2015.</li>     <li>Comiss&atilde;o E. Preparatory study on food waste across EU 272010.</li>     <li>Organiza&ccedil;&atilde;o das Na&ccedil;&otilde;es Unidas. Objetivos de Desenvolvimento Sustent&aacute;vel. 2015 [Available from: <a href="https://www.ods.pt/"target="_blank">https://www.ods.pt/</a>].</li>     ]]></body>
<body><![CDATA[<li>Gustavsson J, Cederberg C, Otterdijk R, Meybeck A. Global Food Losses and Food Waste: Extent, Causes and Prevention. Rome: Food and Agriculture Organization of the United Nations. 2011.</li>     <li>FAO. Food wastage footprint. Impacts on natural resources: Summary Report. 2013.</li>     <li>Ta'afaki J. Insights in Public Health: Food Waste in Hawai'i: A Global Problem Manifested Locally. Hawaii J Med Public Health. 2015;74(9):315-8.</li>     <li>Guthrie J, Buzby J. 2002. FoodReview - Economic Research Service Several strategies may lower plate waste in schoool feeding programs;25:36-42.</li>     <li>Lin AY, Huang ST, Wahlqvist ML. Waste management to improve food safety and security for health advancement. Asia Pacific journal of clinical nutrition. 2009;18(4):538-45.</li>     <li>Nonino-Borges CB, Rabito EI, Silva Kd, Ferraz CA, Chiarello PG, Santos JSd, et al. Desperd&iacute;cio de alimentos intra-hospitalar. Revista de Nutri&ccedil;&atilde;o. 2006;19:349-56.</li>     <li>Gomes GS. Avalia&ccedil;&atilde;o do &iacute;ndice de resto-ingest&atilde;o e sobras em uma unidade produtora de refei&ccedil;&atilde;o comercial em Ipatinga - Minas Gerais. Nutrir Gerais. 2012;6(10):857-68.</li>     <li>Augustini V, Kishimoto P, Tescaro T, Almeida F. Avalia&ccedil;&atilde;o do &iacute;ndice de restoingest&atilde;o e sobras em Unidade de Alimenta&ccedil;&atilde;o e Nutri&ccedil;&atilde;o (UAN) de uma empresa metal&uacute;rgica na cidade de Piracicaba - S&atilde;o Paulo. Revista Simbio-Logias. 2008;1(1):99-110.</li>     <li>Akutsu RC, Botelho RA, Camargo EB, S&aacute;vio KEO, Araujo WC. A ficha t&eacute;cnica de prepara&ccedil;&atilde;o como instrumento de qualidade na produ&ccedil;&atilde;o de refei&ccedil;&otilde;es. Rev. Nutr. 2005;18(2):277-9.</li>     <li>Lopes ACC. Avalia&ccedil;&atilde;o do desperd&iacute;cio alimentar num Restaurante Universit&aacute;rio no Brasil: Tese de Licenciatura. Universidade Atl&acirc;ntica; 2011.</li>     ]]></body>
<body><![CDATA[<li>Rocha A, Santos MC, Afonso C, Franchini B, Morais C, Margarida Liz Martins Sistema de Planeamento e Avalia&ccedil;&atilde;o de Refei&ccedil;&otilde;es Escolares (SPARE) - Elabora&ccedil;&atilde;o, verifica&ccedil;&atilde;o e monitoriza&ccedil;&atilde;o na &oacute;tica do utilizador. FCNAUP [Internet]. 2014. [Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.plataformacontraaobesidade.dgs.pt:8080/SPARE2/"target="_blank">http://www.plataformacontraaobesidade.dgs.pt:8080/SPARE2/</a>].</li>     <li>Silva M, Liz Martins M. Avalia&ccedil;&atilde;o do desperd&iacute;cio alimentar ao longo do processo de produ&ccedil;&atilde;o de refei&ccedil;&otilde;es e na fase de consumo num jardim-de-inf&acirc;ncia de uma IPSS. Acta Portuguesa de Nutri&ccedil;&atilde;o. 2017; 9: 67.</li>     <li>Silvennoinen K, Heikkila L, Katajajuuri JM, Reinikainen A. Food waste volume and origin: Case studies in the Finnish food service sector. Waste Manag. 2015;46:140-5.</li>     <li>Muller PC. Avalia&ccedil;&atilde;o do desperd&iacute;cio de alimentos na distribui&ccedil;&atilde;o do almo&ccedil;o servido para os funcion&aacute;rios de um hospital p&uacute;blico de Porto Alegre - RS: Tese de Bacharelato. Porto Alegre: Universidade Federal de Rio Grande do Sul; 2008.</li>     <li>Moura PN, Honaiser A, Bolognini MCM. Avalia&ccedil;&atilde;o do &iacute;ndice de resto ingest&atilde;o e sobras em Unidade de Alimenta&ccedil;&atilde;o e Nutri&ccedil;&atilde;o (UAN) do Col&eacute;gio Agr&iacute;cola de Guarapuava (PR). Revista Salus-Guarapuava. 2009;3(1).</li>     <li>Rabelo NML, Alves TCU. Avalia&ccedil;&atilde;o do percentual de resto-ingest&atilde;o e sobra alimentar em uma unidade de alimenta&ccedil;&atilde;o e nutri&ccedil;&atilde;o institucional. Revista Brasileira de Tecnologia Agroindustrial. 2016;10(1):2039-52.</li>     <li>Liz Martins M, Rodrigues SSP, Cunha LM, Rocha A. Factors influencing food waste during lunch of fourth-grade school children. Waste Manag. 2020;113:439-46.</li>     <li>Matos GMS, Vasconcelos Ts, Boudou F, Bernardino L. Avalia&ccedil;&atilde;o do &iacute;ndice de resto-ingesta e sobras em uma Unidade de Alimenta&ccedil;&atilde;o e Nutri&ccedil;&atilde;o (UAN) em uma rede hoteleira de Aracaju / SE. 2015. [Dispon&iacute;vel em: <a href="https://portal.estacio.br/docs/revista-horus/2015/HORUS_2015_OK_MATOS_E_VASCONCELOS.pdf"target="_blank">https://portal.estacio.br/docs/revista-horus/2015/HORUS_2015_OK_MATOS_E_VASCONCELOS.pdf</a>].</li>     <li>Ara&uacute;jo L, Rocha A. Avalia&ccedil;&atilde;o e controlo do desperd&iacute;cio alimentar em refeit&oacute;rios escolares do Munic&iacute;pio de Barcelos. Acta Portuguesa de Nutri&ccedil;&atilde;o. 2017:6-9.</li>     <li>Carvalho J, Lima J, Rocha A. Food waste and consumer satisfaction with the food service of Hotel and Tourism School of Coimbra, Portugal. Demetra. 2015;10(2):405-18.</li>     ]]></body>
<body><![CDATA[<li>Remini K. Avalia&ccedil;&atilde;o quantitativa do desperd&iacute;cio alimentar na Santa Casa da Miseric&oacute;rida de Leiria: Tese de Mestrado - Faculdade de Medicina Veterin&aacute;ria da Universidade de Lisboa; 2018.</li>     <li>Ferreira M, Martins ML, Rocha A. Food waste as an index of foodservice quality. British Food Journal. 2013;115(11):1628-37.</li>     <li>Issa RC, Moraes LF, Francisco RR, dos Santos LC, dos Anjos AF, Pereira SC. [School meals: planning, production, distribution, and adequacy]. Rev Panam Salud Publica. 2014;35(2):96-103.</li>     </ol>     <p></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>  <b><a href="#topc0">Endere&#231;o para correspond&#234;ncia</a><a name="c0"></a></b>     <p>Margarida Liz Martins</p>     <p>Quinta de Prados,5000-801 Vila Real, Portugal</p>     <p><a href="mailto:mliz@utad.pt">mliz@utad.pt</a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>Recebido a 6 de agosto de 2020</p>     <p>Aceite a 30 de setembro de 2020</p>       ]]></body><back>
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<label>1</label><nlm-citation citation-type="book">
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<surname><![CDATA[Vaz]]></surname>
<given-names><![CDATA[C]]></given-names>
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<source><![CDATA[Restaurantes: Controlando custos e aumentando lucros]]></source>
<year>2006</year>
<publisher-loc><![CDATA[Brasília ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[LGE]]></publisher-name>
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<label>2</label><nlm-citation citation-type="">
<collab>Portugal Gd</collab>
<source><![CDATA[Prevenir Desperdício Alimentar: Um compromisso de Todos!]]></source>
<year>2014</year>
</nlm-citation>
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<label>3</label><nlm-citation citation-type="book">
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