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<article-id pub-id-type="doi">10.21011/apn.2020.2205</article-id>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Serviço de Refeições Escolares da autarquia de Gondomar: análise das atividades de verificação]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[School Meals Service of the municipality of Gondomar: verification activities analysis]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Introduction: In Portugal, the responsibility of school meals in Primary School and Kindergartens was transferred to the autarchies, with the majority of the municipalities in the North of Portugal having the meal offer service awarded. The safety, quality and quantity of food produced/supplied/ingested in schools have an impact on the health of children, justifying regular verification activities. Objectives: Analyze the verification activities of the school meal service in Primary Schools and Kindergartens within the public network of the Gondomar Municipality. Methodology: A descriptive and retrospective observational study was carried out between September 2016 and June 2018 in 46 of 84 schools under the responsibility of the Municipality. As working tools, two databases were created, one for recording, categorizing and analyzing the complaints of the service that supplies schools’ meals and snacks. And another database for processing and analyzing the internal checklist reports, which evaluates hygienic, technical and functional conditions and also the compliance with the technical clauses in the specifications. Results: It was found out that there were no records of verification activities in all schools. Besides, the working tools used and created cover the entirety of the technical clauses in the specifications, making possible their improvement. The quality of the food served received the largest number of complaints (n=130) and the "Preparation and confectionery zone" was the one with the highest number of non-conformities (n=133). Conclusions: The standardization of procedures for monitoring and intervention the evaluation of the meal supply service and the rules of the municipality through the use of standardized work tools is essential for improving the quality of the service.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Caderno de encargos]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Lista de verificação]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>ARTIGO ORIGINAL</b></p>     <p>     <p><b><font face="" size="4">Servi&ccedil;o de Refei&ccedil;&otilde;es Escolares da autarquia de Gondomar: an&aacute;lise das atividades de verifica&ccedil;&atilde;o</font></b></p>     <p><strong>School Meals Service of the municipality of Gondomar: verification activities analysis</strong></p>     <p><strong>Catarina Moreira<sup>1</sup>; Beatriz Teixeira<sup>1-3</sup>*; Maria Cristina Teixeira Santos<sup>1,4</sup></strong></p>     <p><sup>1</sup>Faculdade de Ci&ecirc;ncias da Nutri&ccedil;&atilde;o e Alimenta&ccedil;&atilde;o da Universidade do Porto, Rua do Campo Alegre, n.&ordm; 823, 4150-180 Porto, Portugal</p>     <p><sup>2</sup>Faculdade de Medicina da Universidade do Porto, Alameda Prof. Hern&acirc;ni Monteiro, 4200 - 319 Porto, Portugal</p>     <p><sup>3</sup>Faculdade de Psicologia e de Ci&ecirc;ncias da Educa&ccedil;&atilde;o da Universidade do Porto, Rua Alfredo Allen, 4200-135 Porto, Portugal</p>     <p><sup>4</sup>CINTESIS, Rua Dr. Pl&aacute;cido da Costa, s/n, 4200-450 Porto, Portugal</p> <a href="#c0">Endere&#231;o para correspond&#234;ncia</a><a name="topc0"></a>     <p></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><strong>RESUMO</strong></p>     <p>Introdu&ccedil;&atilde;o: Em Portugal a oferta das refei&ccedil;&otilde;es escolares nas Escolas do 1.&ordm; Ciclo de Ensino B&aacute;sico e Jardins de Inf&acirc;ncia &eacute; da responsabilidade das autarquias, tendo a maioria dos munic&iacute;pios do Norte de Portugal o servi&ccedil;o de oferta de refei&ccedil;&otilde;es adjudicado. A seguran&ccedil;a, qualidade e a quantidade dos alimentos produzidos/fornecidos/ingeridos nas escolas t&ecirc;m impacto na sa&uacute;de das crian&ccedil;as, justificando atividades de verifica&ccedil;&atilde;o regulares.</p>     <p>Objetivos: An&aacute;lise das atividades de verifica&ccedil;&atilde;o do servi&ccedil;o de refei&ccedil;&otilde;es escolares nas Escolas B&aacute;sicas de 1.&ordm; Ciclo e Jardins de Inf&acirc;ncia da rede p&uacute;blica do Munic&iacute;pio de Gondomar.</p>     <p>Metodologia: Foi desenvolvido um estudo observacional descritivo e retrospetivo, realizado entre setembro de 2016 e junho de 2018, relativo a 46 dos 84 estabelecimentos de ensino escolares da responsabilidade do munic&iacute;pio. Como instrumentos de trabalho, criaram-se duas bases de dados, uma para registo, categoriza&ccedil;&atilde;o e an&aacute;lise das reclama&ccedil;&otilde;es do servi&ccedil;o do fornecimento de almo&ccedil;os e lanches escolares. A outra base teve como finalidade o tratamento e an&aacute;lise dos registos dos relat&oacute;rios da lista de verifica&ccedil;&atilde;o interna, que avalia condi&ccedil;&otilde;es de higiossanidade, t&eacute;cnicofuncionais e o cumprimento das cl&aacute;usulas t&eacute;cnicas do caderno de encargos.</p>     <p>Resultados: Constatou-se que n&atilde;o teve registos de atividades de verifica&ccedil;&atilde;o em todas as escolas. Verificou-se que os instrumentos de trabalho utilizados e criados abrangem a totalidade dos itens das cl&aacute;usulas t&eacute;cnicas dos cadernos de encargos, possibilitando ainda a sua melhoria. A qualidade dos alimentos servidos obteve o maior n&uacute;mero de reclama&ccedil;&otilde;es (n=130) e a &ldquo;Zona de prepara&ccedil;&atilde;o e confe&ccedil;&atilde;o&rdquo; foi o dom&iacute;nio que apresentou um maior n&uacute;mero de n&atilde;o conformidades (n=133).</p>     <p>Conclus&otilde;es: A padroniza&ccedil;&atilde;o dos procedimentos de monotoriza&ccedil;&atilde;o e interven&ccedil;&atilde;o na avalia&ccedil;&atilde;o do servi&ccedil;o de oferta de refei&ccedil;&otilde;es e lanches da autarquia atrav&eacute;s da utiliza&ccedil;&atilde;o de ferramentas de trabalho normalizadas &eacute; essencial para a melhoria da qualidade de servi&ccedil;o.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><strong>Palavras-chave</strong></p>     <p>Caderno de encargos, Lista de verifica&ccedil;&atilde;o, Munic&iacute;pio, Reclama&ccedil;&atilde;o</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> <hr>     <p>&nbsp;</p>     <p><strong>ABSTRACT</strong></p>     <p>Introduction: In Portugal, the responsibility of school meals in Primary School and Kindergartens was transferred to the autarchies, with the majority of the municipalities in the North of Portugal having the meal offer service awarded. The safety, quality and quantity of food produced/supplied/ingested in schools have an impact on the health of children, justifying regular verification activities.</p>     <p>Objectives: Analyze the verification activities of the school meal service in Primary Schools and Kindergartens within the public network of the Gondomar Municipality.</p>     <p>Methodology: A descriptive and retrospective observational study was carried out between September 2016 and June 2018 in 46 of 84 schools under the responsibility of the Municipality. As working tools, two databases were created, one for recording, categorizing and analyzing the complaints of the service that supplies schools&rsquo; meals and snacks. And another database for processing and analyzing the internal checklist reports, which evaluates hygienic, technical and functional conditions and also the compliance with the technical clauses in the specifications.</p>     <p>Results: It was found out that there were no records of verification activities in all schools. Besides, the working tools used and created cover the entirety of the technical clauses in the specifications, making possible their improvement. The quality of the food served received the largest number of complaints (n=130) and the "Preparation and confectionery zone" was the one with the highest number of non-conformities (n=133).</p>     <p>Conclusions: The standardization of procedures for monitoring and intervention the evaluation of the meal supply service and the rules of the municipality through the use of standardized work tools is essential for improving the quality of the service.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><strong>Keywords</strong></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Specifications, Check List, Municipality, Complaint</p>     <p>&nbsp;</p> <hr>     <p>&nbsp;</p>     <p><strong>INTRODU&Ccedil;&Atilde;O</strong></p>     <p>O refeit&oacute;rio escolar tem uma import&acirc;ncia fulcral no quotidiano dos alunos no que diz respeito &agrave; promo&ccedil;&atilde;o de estilos de vida saud&aacute;veis (1, 2). A seguran&ccedil;a, qualidade e quantidade de alimentos ingeridos em meio escolar t&ecirc;m um impacto elevado na sa&uacute;de infantil (3), o que refor&ccedil;a a necessidade de uma constante educa&ccedil;&atilde;o alimentar e vigil&acirc;ncia sanit&aacute;ria da oferta alimentar nas escolas (3-5).</p>     <p>Em Portugal, a responsabilidade das refei&ccedil;&otilde;es escolares nas Escolas do 1.&ordm; Ciclo de Ensino B&aacute;sico (EB1) e Jardins de Inf&acirc;ncia (JI) &eacute; das autarquias. (6). &Eacute;, pois, sua compet&ecirc;ncia assegurar o fornecimento e a gest&atilde;o dos refeit&oacute;rios destes estabelecimentos (7, 8). Atualmente, grande parte dos munic&iacute;pios, tem o servi&ccedil;o de refei&ccedil;&otilde;es escolares adjudicado a empresas de restaura&ccedil;&atilde;o coletiva (9). Esta adjudica&ccedil;&atilde;o &eacute;, em geral, sustentada por um procedimento p&uacute;blico em que os documentos mais relevantes s&atilde;o o programa do concurso e o caderno de encargos (CE) (6, 9). O Munic&iacute;pio de Gondomar (MG) em an&aacute;lise, apresenta, &agrave; data do estudo, 11 agrupamentos de escola (AE) e 84 estabelecimentos de ensino (23 EB1, 40 JI e 21 EB1/JI). Deste universo de estabelecimentos, 17 escolas t&ecirc;m unidades de confe&ccedil;&atilde;o (UC) e as restantes 67 unidades de distribui&ccedil;&atilde;o (UD), sendo o servi&ccedil;o de oferta de refei&ccedil;&otilde;es adjudicado a uma empresa de restaura&ccedil;&atilde;o coletiva. O MG possui 2 cadernos de encargos, um relativo ao fornecimento dos almo&ccedil;os e outro para os lanches (10, 11).</p>     <p>A an&aacute;lise de atividades de verifica&ccedil;&atilde;o quanto ao servi&ccedil;o de fornecimento de refei&ccedil;&otilde;es escolares deve ser realizada de forma a: avaliar o desempenho geral dos refeit&oacute;rios escolares; identificar as necessidades a melhorar/modificar e as tend&ecirc;ncias que indiquem uma maior incid&ecirc;ncia de produtos potencialmente n&atilde;o conformes e/ou inseguros; estabelecer planos de a&ccedil;&atilde;o, no &acirc;mbito da realiza&ccedil;&atilde;o de auditorias internas, e identificar prioridades de atua&ccedil;&atilde;o/interven&ccedil;&atilde;o (12). Salienta-se assim a import&acirc;ncia do uso de atividades de verifica&ccedil;&atilde;o, para averiguar o desempenho/efici&ecirc;ncia do servi&ccedil;o de oferta alimentar, atrav&eacute;s da recolha do m&aacute;ximo de informa&ccedil;&atilde;o poss&iacute;vel e naturalmente articulada com o CE (9). Assim, a verifica&ccedil;&atilde;o que se entende como a confirma&ccedil;&atilde;o, atrav&eacute;s da evid&ecirc;ncia objetiva, de que os itens especificados foram satisfeitos, &eacute; crucial nesta realidade (12).</p>     <p>O MG tem &agrave; sua disposi&ccedil;&atilde;o dois tipos distintos de atividades de verifica&ccedil;&atilde;o no que diz respeito ao servi&ccedil;o de refei&ccedil;&otilde;es escolares da sua responsabilidade: a rece&ccedil;&atilde;o e a an&aacute;lise de reclama&ccedil;&otilde;es e as avalia&ccedil;&otilde;es higiossanit&aacute;rias que tem por base uma Lista de Verifica&ccedil;&atilde;o Interna (LVI) cuja an&aacute;lise &eacute; vertida em relat&oacute;rios. No que diz respeito &agrave;s reclama&ccedil;&otilde;es, estas s&atilde;o rececionadas por correio eletr&oacute;nico e os relat&oacute;rios das LVI s&atilde;o realizados ap&oacute;s as auditorias internas &agrave;s cantinas escolares.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><strong>OBJETIVOS</strong></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>An&aacute;lise das atividades de verifica&ccedil;&atilde;o do servi&ccedil;o de refei&ccedil;&otilde;es escolares em EB1 e JI da rede p&uacute;blica do Munic&iacute;pio de Gondomar.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><strong>METODOLOGIA</strong></p>     <p><strong>Tipo de Estudo e Espa&ccedil;o Temporal</strong></p>     <p>Estudo observacional, descritivo e retrospetivo, realizado entre setembro de 2016 e junho de 2018.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><strong>Recolha de Informa&ccedil;&atilde;o e Metodologia</strong></p>     <p><u>Sele&ccedil;&atilde;o da amostra:</u></p>     <p>O MG tem &agrave; sua responsabilidade 84 escolas (num total de 11 AE). A amostra abrange os registos de 46 escolas (de 10 AE), uma vez que s&atilde;o as que apresentam registos de dados de ocorr&ecirc;ncia e/ou relat&oacute;rios da LVI.</p>     <p>Efetuou-se o levantamento de n&uacute;mero de reclama&ccedil;&otilde;es relativas &agrave; oferta alimentar, perfazendo um total de 55 ocorr&ecirc;ncias/reclama&ccedil;&otilde;es, bem como de 51 relat&oacute;rios da aplica&ccedil;&atilde;o da LVI relativo &agrave;s condi&ccedil;&otilde;es sanit&aacute;rias e t&eacute;cnico-funcionais, ambos relativos aos per&iacute;odos letivos de 2016/2017 e 2017/2018.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Criou-se e organizaram-se duas bases de dados em fun&ccedil;&atilde;o para cada uma das atividades de verifica&ccedil;&atilde;o, para posterior an&aacute;lise.</p>     <p>- Base de Dados de Reclama&ccedil;&otilde;es &ndash; Instrumento, em que foram tipificados 183 registos de reclama&ccedil;&otilde;es recolhidos para caracterizar as 55 ocorr&ecirc;ncias, que resultou na cria&ccedil;&atilde;o de 5 dom&iacute;nios: &ldquo;N&atilde;o cumprimento de ementa&rdquo; (NCE) com 2 tipifica&ccedil;&otilde;es &ldquo;hort&iacute;cola&rdquo; e &ldquo;sobremesa&rdquo;, &ldquo;Qualidade/caracter&iacute;sticas organol&eacute;ticas dos alimentos servidos&rdquo; (QUAL) com 4 tipifica&ccedil;&otilde;es &ldquo;p&atilde;o ao lanche&rdquo;, &ldquo;iogurte s&oacute;lido&rdquo;, &ldquo;queijo&rdquo; e &ldquo;manteiga&rdquo;, &ldquo;Quantidade dos alimentos servidos&rdquo; (QUAN) com 2 tipifica&ccedil;&otilde;es &ldquo;hort&iacute;cola&rdquo; e &ldquo;Fonte proteica&rdquo;, &ldquo;Variedade dos alimentos servidos&rdquo; (V) com 1 tipifica&ccedil;&atilde;o &ldquo;sobremesa&rdquo; e &ldquo;Seguran&ccedil;a Alimentar&rdquo; (SA) com 2 tipifica&ccedil;&otilde;es &ldquo;perigo biol&oacute;gico&rdquo; e &ldquo;perigo f&iacute;sico&rdquo;.</p>     <p>- Base de Dados dos Relat&oacute;rios da LVI da Higiossanidade &ndash; Relativa &agrave;s condi&ccedil;&otilde;es higiossanit&aacute;rias e t&eacute;cnicofuncionais das UC e UD organizada em fun&ccedil;&atilde;o da LVI com 11 dom&iacute;nios, num total de 144 itens alvo de avalia&ccedil;&atilde;o. Dez dos dom&iacute;nios s&atilde;o relativos &agrave;s condi&ccedil;&otilde;es sanit&aacute;rias: &ldquo;Pr&eacute;-requisitos gerais do estabelecimento&rdquo; (19 itens), &ldquo;Zona de Rece&ccedil;&atilde;o e Armazenagem&rdquo; (22 itens), &ldquo;Equipamento de refrigera&ccedil;&atilde;o e de conserva&ccedil;&atilde;o de congelados&rdquo; (9 itens), &ldquo;Zona de prepara&ccedil;&atilde;o e confe&ccedil;&atilde;o&rdquo; (37 itens), &ldquo;Distribui&ccedil;&atilde;o e Empratamento&rdquo; (14 itens), &ldquo;Equipamento de manuten&ccedil;&atilde;o a quente&rdquo; (3 itens), &ldquo;Lavagem de material&rdquo; (4 itens), &ldquo;Controlo de Res&iacute;duos&rdquo; (11 itens), &ldquo;Instala&ccedil;&otilde;es sanit&aacute;rias e vesti&aacute;rios&rdquo; (4 itens) e &ldquo;Pessoal&rdquo; (7 itens). Um dominio &eacute; relativo ao cumprimento das cl&aacute;usulas t&eacute;cnicas do CE: &ldquo;Servi&ccedil;o&rdquo; (14 itens) (13).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><strong>Tratamento e An&aacute;lise de Dados</strong></p>     <p>Reclama&ccedil;&otilde;es: Analisaram-se as vari&aacute;veis: agrupamento de escola, escola, anos letivos, data de rece&ccedil;&atilde;o da reclama&ccedil;&atilde;o, tipo de unidade, categoria e tipifica&ccedil;&atilde;o. Relat&oacute;rios de avalia&ccedil;&atilde;o da Higiossanidade relativos &agrave; LVI: Avaliaram-se os par&acirc;metros: agrupamentos de escola, escola, anos letivos, tipo de unidade, dom&iacute;nios e itens alvo de avalia&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>Procedeu-se &agrave; an&aacute;lise descritiva das vari&aacute;veis dos diferentes dom&iacute;nios da LVI e da tipifica&ccedil;&atilde;o das reclama&ccedil;&otilde;es, atrav&eacute;s da frequ&ecirc;ncia das observa&ccedil;&otilde;es estat&iacute;sticas e medida de tend&ecirc;ncia central (moda). Esta an&aacute;lise foi feita com recurso ao Software Microsoft Excel&reg; 2016.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><strong>RESULTADOS</strong></p>     <p><strong>Caracteriza&ccedil;&atilde;o da Amostra</strong></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A amostra corresponde a 46 (55%) do total das escolas do munic&iacute;pio e &eacute; constitu&iacute;da por registos de 18 (39%) EB1, 13 (28%) JI e 15 (33%) EB1/JI. Al&eacute;m disso, 11 (24%) escolas apresentam registos da LVI, 9 (20%) registos de ocorr&ecirc;ncias e 26 (56%) apresentam ambos.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><strong>Avalia&ccedil;&atilde;o das Reclama&ccedil;&otilde;es</strong></p>     <p>Os dom&iacute;nios QUAL, QUANT e NCE apresentaram maiores n&uacute;meros de ocorr&ecirc;ncias (tipifica&ccedil;&otilde;es de reclama&ccedil;&otilde;es): 130 (71%), 32 (17%) e 17 (9%), respetivamente (<a href ="/img/revistas/apn/n22/n22a05g1.jpg">Gr&aacute;fico 1</a>). Constata-se que as UD apresentam um maior n&uacute;mero de tipifica&ccedil;&otilde;es de reclama&ccedil;&otilde;es que as UC, 134 versus (vs.) 49, tendo-se destacado os dom&iacute;nios: QUAL (96 UD vs. 34 UC) e QUANT (23 UD vs. 9 UC). Da an&aacute;lise da moda dos itens alvo de avalia&ccedil;&atilde;o por dom&iacute;nio, destaca-se, dentro do dom&iacute;nio QUAL o p&atilde;o servido ao lanche (n=63), o iogurte s&oacute;lido (n=30) o queijo (n=19) e a manteiga (n=18). Relativamente &agrave; QUANT evidencia-se a baixa quantidade de hort&iacute;colas (n=19) e de fonte proteica (n=13) servidos ao almo&ccedil;o e, por fim, relativamente &agrave; categoria NCE &eacute; de salientar um maior incumprimento/inexist&ecirc;ncia de hort&iacute;colas (n=15) (<a href ="/img/revistas/apn/n22/n22a05t1.jpg">Tabela 1</a>).</p>     
<p>&nbsp;</p>     <p><strong>Avalia&ccedil;&atilde;o da Higiossanidade</strong></p>     <p>Todos os requisitos do CE em mat&eacute;ria de higiossanidade est&atilde;o representados na LVI. Os dom&iacute;nios da LVI com maior n&uacute;mero de NC foram, por ordem decrescente: &ldquo;Zona de prepara&ccedil;&atilde;o e confe&ccedil;&atilde;o&rdquo;, &ldquo;Zona de rece&ccedil;&atilde;o e armazenagem&rdquo;, &ldquo;Pr&eacute;-requisitos gerais do estabelecimento&rdquo;, &ldquo;Instala&ccedil;&otilde;es sanit&aacute;rias e vesti&aacute;rios&rdquo; e &ldquo;Servi&ccedil;o&rdquo;, com um valor de NC de, respetivamente, 133,131,122,62 e 60 (<a href ="/img/revistas/apn/n22/n22a05g2.jpg">Gr&aacute;fico 2</a>). Relativamente &agrave;s NC por dom&iacute;nio, destacam-se, no 1.&ordm; dom&iacute;nio referido, NC relativas &agrave;s an&aacute;lises peri&oacute;dicas, nos itens: &ldquo;An&aacute;lise Microbiol&oacute;gica &agrave;s refei&ccedil;&otilde;es, pessoal e superf&iacute;cies&rdquo;; &ldquo;An&aacute;lise ao teor de prote&iacute;nas e a&ccedil;ucares nas bancadas&rdquo; e &ldquo;An&aacute;lise aos compostos polares nos &oacute;leos de fritura&rdquo; (n=26 para os 3 itens); no dom&iacute;nio &ldquo;Zona de rece&ccedil;&atilde;o e armazenagem&rdquo;, o item &ldquo;Dispositivos para desperd&iacute;cios com tampa, acionamento n&atilde;o manual e saco de pl&aacute;stico no interior&rdquo; (n=40); no dom&iacute;nio &ldquo;Pr&eacute;-requisitos gerais do estabelecimento&rdquo;, o item &ldquo;Dispositivos para lavagem de m&atilde;os, com &aacute;gua quente e fria, de acionamento n&atilde;o manual, provido de sabonete l&iacute;quido e meio de secagem higi&eacute;nica das m&atilde;os&rdquo; (n=24); no dom&iacute;nio &ldquo;Instala&ccedil;&otilde;es sanit&aacute;rias e vesti&aacute;rios&rdquo;, o item &ldquo;Lavat&oacute;rios com torneiras de acionamento n&atilde;o manual, com &aacute;gua quente e fria, provido de sabonete l&iacute;quido e meio de secagem higi&eacute;nica das m&atilde;os&rdquo; (n=35) e, no dom&iacute;nio &ldquo;Servi&ccedil;o&rdquo;, os itens &ldquo;Ementa executada nas por&ccedil;&otilde;es corretas - correto fornecimento de capita&ccedil;&otilde;es&rdquo; e &ldquo;Verifica&ccedil;&atilde;o do acompanhamento de produtos hort&iacute;colas no prato&rdquo; (n=15 e n=14, respetivamente). Estes dados encontram-se presentes na <a href ="/img/revistas/apn/n22/n22a05t1.jpg">Tabela 1</a>, que apresenta os tr&ecirc;s itens com maior n&uacute;mero de NC existentes em cada dom&iacute;nio.</p>     
<p>&nbsp;</p>     <p><strong>Discuss&atilde;o dos Resultados</strong></p>     <p>Relativamente &agrave; caracteriza&ccedil;&atilde;o da amostra salienta-se que, apesar da amostra ter uma representatividade de 55% em rela&ccedil;&atilde;o ao n&uacute;mero total de escolas da autarquia, o n&uacute;mero de registos de atividades de verifica&ccedil;&atilde;o presente &eacute; escasso, tendo em conta que nem todas as escolas s&atilde;o avaliadas pelo menos uma vez, o que pode ser explicado pela falta de recursos humanos e especializados para o exerc&iacute;cio desta atividade.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><strong>Avalia&ccedil;&atilde;o das Reclama&ccedil;&otilde;es</strong></p>     <p>Os dom&iacute;nios com mais reclama&ccedil;&otilde;es (QUAL, QUANT e NCE) v&atilde;o de encontro ao descrito no &ldquo;Relat&oacute;rio do Plano Integrado de Controlo da Qualidade e Quantidade das Refei&ccedil;&otilde;es Escolares&rdquo;, mais especificamente, no que concerne &agrave; Dire&ccedil;&atilde;o dos Servi&ccedil;os da Regi&atilde;o Norte (14).</p>     <p>Relativamente &agrave; evid&ecirc;ncia das UD apresentarem um maior n&uacute;mero de reclama&ccedil;&otilde;es que as UC, esta pode ser explicada pelo facto das refei&ccedil;&otilde;es transportadas obrigarem a uma log&iacute;stica de processos/procedimentos, que contemplam equipamento espec&iacute;fico, designadamente ve&iacute;culos e material de acondicionamento. O maior n&uacute;mero de reclama&ccedil;&otilde;es no dom&iacute;nio QUANT nas UD, pode justificar-se pelo incumprimento do CE, no cap&iacute;tulo II, cl&aacute;usula n.&ordm; 21, ponto 2 - &ldquo;Para as escolas sem cozinha, as refei&ccedil;&otilde;es dever&atilde;o ser levantadas na cozinha polo, a partir das 11:00h e transportadas, pelo adjudicat&aacute;rio, at&eacute; as salas de refei&ccedil;&otilde;es, para que o hor&aacute;rio das refei&ccedil;&otilde;es mencionado no n.&ordm; 3 da cl&aacute;usula 1.&ordf; desta pe&ccedil;a de procedimento, seja respeitado. Dever&aacute; existir um acr&eacute;scimo de fornecimento de cerca de 10% da quantidade, inclusive na sobremesa, relativamente &agrave;s quantidades&rdquo; (10). &Eacute; consensual que as vari&aacute;veis temperatura e tempo s&atilde;o cruciais &agrave; condi&ccedil;&atilde;o de manipula&ccedil;&atilde;o a ter em conta numa oferta alimentar desta natureza (15-17), o que dada a realidade do incumprimento pode justificar as altera&ccedil;&otilde;es organol&eacute;ticas alvo de reclama&ccedil;&atilde;o. As refei&ccedil;&otilde;es das UD encontram-se mais suscet&iacute;veis &agrave; contamina&ccedil;&atilde;o por microrganismos e &agrave; sua posterior prolifera&ccedil;&atilde;o, se as boas pr&aacute;ticas de higiene e fabrico n&atilde;o forem rigorosas, bem como, &agrave; perda de propriedades sensoriais e nutricionais durante o transporte (18, 19).</p>     <p>De um modo geral, o n&uacute;mero de reclama&ccedil;&otilde;es no dom&iacute;nio QUANT, pode ser explicado pelo incumprimento da correta capita&ccedil;&atilde;o prevista no CE uma vez que as reclama&ccedil;&otilde;es se referiam &agrave; pouca quantidade de fonte prote&iacute;na fornecida. Outra justifica&ccedil;&atilde;o poder&aacute; ser a eventual baixa literacia alimentar/nutricional quanto &agrave;s corretas por&ccedil;&otilde;es a serem servidas na refei&ccedil;&atilde;o por parte da comunidade escolar nomeadamente encarregados de educa&ccedil;&atilde;o e pessoal t&eacute;cnico. Como tal, seria interessante a realiza&ccedil;&atilde;o de forma&ccedil;&atilde;o in loco &agrave;s cozinheiras, de forma a minimizar os erros sobre as capita&ccedil;&otilde;es a fornecer no empratamento e n&atilde;o menos importante a toda a comunidade escolar.</p>     <p>Ademais, em fun&ccedil;&atilde;o do elevado n&uacute;mero elevado de reclama&ccedil;&otilde;es nas UD em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s UC, sugere-se averiguar as condi&ccedil;&otilde;es de transporte (higiene, manipula&ccedil;&atilde;o, acondicionamento e percurso) e controlar as horas a que a refei&ccedil;&atilde;o sai da UC e chega &agrave;s respetivas UD.</p>     <p>A informa&ccedil;&atilde;o na literatura relativa &agrave; caracteriza&ccedil;&atilde;o do servi&ccedil;o de fornecimento de lanches pelas autarquias &eacute; escassa, n&atilde;o existindo, at&eacute; ao momento, dados relativos &agrave;s reclama&ccedil;&otilde;es desta refei&ccedil;&atilde;o. Neste trabalho, sendo a maioria das reclama&ccedil;&otilde;es relativa aos lanches e &agrave;s suas caracter&iacute;sticas qualitativas, nomeadamente a vertente organol&eacute;tica, seria interessante averigu&aacute;-las, bem como as condi&ccedil;&otilde;es de transporte no sentido de saber se estas foram/ser&atilde;o as respons&aacute;veis por estas ocorr&ecirc;ncias (17, 20, 21).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><strong>Avalia&ccedil;&atilde;o da Higiossanidade</strong></p>     <p>O conhecimento das condi&ccedil;&otilde;es sanit&aacute;rias fornece informa&ccedil;&otilde;es quanto &agrave;s boas pr&aacute;ticas, higiene, seguran&ccedil;a e manuten&ccedil;&atilde;o da qualidade do alimento ou dos instrumentos que contactam com os alimentos e o pessoal afeto &agrave; manipula&ccedil;&atilde;o. Assim, e devido ao elevado n&uacute;mero de NC relativas a estes par&acirc;metros, particularmente, a aus&ecirc;ncia de an&aacute;lises microbiol&oacute;gicas peri&oacute;dicas, alerta-se para a import&acirc;ncia da realiza&ccedil;&atilde;o das mesmas, bem como para a necessidade de exist&ecirc;ncia de um procedimento de verifica&ccedil;&atilde;o peri&oacute;dico baseado em an&aacute;lises microbiol&oacute;gicas adaptado &agrave; realidade, que permita monitorizar/verificar as condi&ccedil;&otilde;es sanit&aacute;rias das</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>refei&ccedil;&otilde;es e meio envolvente, designadamente nas unidades de confe&ccedil;&atilde;o e distribui&ccedil;&atilde;o e a qualidade do ar interior (22, 23).</p>     <p>Este trabalho alerta para a relev&acirc;ncia de uma pr&aacute;tica correta de manipula&ccedil;&atilde;o dos desperd&iacute;cios (24, 25), uma vez que se constatou que era o item do dom&iacute;nio &ldquo;Zona de rece&ccedil;&atilde;o e armazenagem&rdquo; com maior n&uacute;mero de NC, refor&ccedil;ando-se a import&acirc;ncia do uso correto dos dispositivos de lavagem de m&atilde;os. O incumprimento deste item favorece oportunidades de contamina&ccedil;&otilde;es cruzadas e perman&ecirc;ncia de microrganismos nas m&atilde;os dos manipuladores, o que vai ao encontro da investiga&ccedil;&atilde;o de Santos et al (26). Na investiga&ccedil;&atilde;o de Pagotto et al (27), o d&eacute;fice de conhecimento relativo a boas pr&aacute;ticas de higiene e fabrico, particularmente na manipula&ccedil;&atilde;o, &eacute; respons&aacute;vel pela realiza&ccedil;&atilde;o incorreta das pr&aacute;ticas de manipula&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>Os itens em destaque do dom&iacute;nio &ldquo;Servi&ccedil;o&rdquo; permitem efetuar um paralelismo entre o dom&iacute;nio QUANT das reclama&ccedil;&otilde;es nos itens &ldquo;incumprimento da ementa&rdquo; e &ldquo;quantidade de hort&iacute;colas&rdquo;. Verificou-se um incumprimento de 17% relativo ao &ldquo;incumprimento da ementa&rdquo; e 10% de NC no item &ldquo;Ementa executada nas por&ccedil;&otilde;es corretas - correto fornecimento de capita&ccedil;&otilde;es&rdquo;. J&aacute; na segunda associa&ccedil;&atilde;o, &ldquo;quantidade de hort&iacute;colas&rdquo; vs. &ldquo;Verifica&ccedil;&atilde;o do acompanhamento de produtos hort&iacute;colas no prato&rdquo; os dois apresentaram 8% de reclama&ccedil;&otilde;es e NC. Apesar de n&atilde;o ser poss&iacute;vel medir nem estabelecer a associa&ccedil;&atilde;o entre estas atividades de verifica&ccedil;&atilde;o, a coincid&ecirc;ncia &eacute; not&oacute;ria e esperada no incumprimento destes itens.</p>     <p>Como principais limita&ccedil;&otilde;es deste estudo destacam-se a aus&ecirc;ncia de relat&oacute;rios da LVI de todas as escolas; a inexist&ecirc;ncia de um procedimento padronizado de verifica&ccedil;&atilde;o relativamente &agrave; periodicidade de visitas &agrave;s cantinas n&atilde;o permitindo obter informa&ccedil;&atilde;o relativa ao desempenho (n&uacute;mero total de NC por dom&iacute;nio e item alvo de avalia&ccedil;&atilde;o) de cada unidade, bem como &agrave; evolu&ccedil;&atilde;o do mesmo; e o modo menos bem organizado e gerido de como chegam as ocorr&ecirc;ncias ao n&uacute;cleo da sa&uacute;de em tempo &uacute;til. Evidencia-se de forma positiva a utilidade da cria&ccedil;&atilde;o de instrumentos de trabalho padronizados; monotoriza&ccedil;&atilde;o/verifica&ccedil;&atilde;o das atividades de verifica&ccedil;&atilde;o; a import&acirc;ncia da utilidade futura para o trabalho do nutricionista na autarquia, atrav&eacute;s da cria&ccedil;&atilde;o de uma estrutura organizacional relativa &agrave; gest&atilde;o da documenta&ccedil;&atilde;o que permita, em tempo real, ter informa&ccedil;&atilde;o factual que espelhe a realidade dos servi&ccedil;os de fornecimento de almo&ccedil;os e lanches escolares (28, 29).</p>     <p>Como considera&ccedil;&otilde;es finais, apresentam-se algumas sugest&otilde;es de melhoria. Assim, salienta-se a necessidade de refor&ccedil;ar a padroniza&ccedil;&atilde;o dos procedimentos de monotoriza&ccedil;&atilde;o/verifica&ccedil;&atilde;o e interven&ccedil;&atilde;o na avalia&ccedil;&atilde;o do servi&ccedil;o de oferta alimentar da autarquia, que se traduzir&aacute; na melhoria da qualidade de servi&ccedil;o, visto que a normaliza&ccedil;&atilde;o potencia o rigor e a diminui&ccedil;&atilde;o de falhas quer na operacionaliza&ccedil;&atilde;o quer na verifica&ccedil;&atilde;o, tendo em conta que os crit&eacute;rios subjacentes a utilizar ser&atilde;o os mesmos (30-33). Evidencia-se a necessidade da cria&ccedil;&atilde;o de um plano de atividades de verifica&ccedil;&atilde;o que defina a periocidade da sua execu&ccedil;&atilde;o. Como a autarquia disp&otilde;e de um nutricionista para, &agrave; data, monitorizar 84 escolas sugere-se uma periodicidade m&iacute;nima de 6 em seis 6 meses a UD e de 3 em 3 meses a UC, de forma a controlar os par&acirc;metros de seguran&ccedil;a e qualidade alimentar.</p>     <p>Dado que a LVI n&atilde;o &eacute; nem valorada nem quantificada, n&atilde;o permite resultados quantitativos, o que seria uma mais valia para todo o diagn&oacute;stico e para a indica&ccedil;&atilde;o da prioridade de interven&ccedil;&atilde;o (33, 34) preconiza-se a sua quantifica&ccedil;&atilde;o e valora&ccedil;&atilde;o dos dom&iacute;nios em fun&ccedil;&atilde;o do compromisso na seguran&ccedil;a alimentar, bem como no cumprimento das cl&aacute;usulas t&eacute;cnicas dos cadernos de encargos.</p>     <p>Quanto &agrave;s reclama&ccedil;&otilde;es, sugere-se a cria&ccedil;&atilde;o de uma linha direta de telefone/e-mail de forma a toda a comunidade escolar ser capaz de efetuar, se necess&aacute;rio, o registo de uma ocorr&ecirc;ncia e, com isto, reduzir o tempo de chegada das reclama&ccedil;&otilde;es ao nutricionista, o tempo de resposta &agrave;s mesmas e, sobretudo, a perda de informa&ccedil;&atilde;o. Prop&otilde;e-se ainda a aplica&ccedil;&atilde;o de um question&aacute;rio de satisfa&ccedil;&atilde;o relativo &agrave; oferta alimentar dos almo&ccedil;os e lanches escolares para coordenadores de escola, a ser aplicado, no m&iacute;nimo, uma vez por per&iacute;odo e, aos encarregados de educa&ccedil;&atilde;o (via online), com o intuito de se obter informa&ccedil;&atilde;o adicional relativamente ao desempenho do servi&ccedil;o de refei&ccedil;&otilde;es escolares.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><strong>CONCLUS&Otilde;ES</strong></p>     <p>Este estudo permitiu analisar as atividades de verifica&ccedil;&atilde;o - reclama&ccedil;&otilde;es e avalia&ccedil;&otilde;es higiossanit&aacute;rias - do servi&ccedil;o de refei&ccedil;&otilde;es escolares em 46 (55%) escolas do MG. Foi poss&iacute;vel constatar que a categoria Qualidade, designadamente caracter&iacute;sticas organol&eacute;ticas, foi a que obteve uma maior percentagem de reclama&ccedil;&otilde;es (71%) e o dom&iacute;nio &ldquo;Zona de prepara&ccedil;&atilde;o e confe&ccedil;&atilde;o&rdquo; foi o que apresentou um maior n&uacute;mero de NC relativamente &agrave;s condi&ccedil;&otilde;es higiossanit&aacute;rias. Concluiu-se que a padroniza&ccedil;&atilde;o dos procedimentos de monotoriza&ccedil;&atilde;o/verifica&ccedil;&atilde;o e a interven&ccedil;&atilde;o na avalia&ccedil;&atilde;o do servi&ccedil;o de oferta alimentar atrav&eacute;s do uso de ferramentas padronizadas &eacute; crucial para a melhoria da qualidade do servi&ccedil;o da oferta de refei&ccedil;&otilde;es.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><strong>AGRADECIMENTOS</strong></p>     <p>A equipa de investiga&ccedil;&atilde;o agradece ao Exmo. Sr. Presidente da C&acirc;mara de Gondomar, Dr. Marco Martins, &agrave;s Exmas. Sras. Vereadoras, Dra. Cl&aacute;udia Vieira do Departamento de Coes&atilde;o Social e Dra. Aurora Vieira do Departamento da Educa&ccedil;&atilde;o e Recursos Humanos, &agrave; Exma. Sra. Secret&aacute;ria de Apoio &agrave; Verea&ccedil;&atilde;o, Dra. In&ecirc;s Silva, &agrave; Dirigente Interm&eacute;dia</p>     <p>do N&uacute;cleo de Sa&uacute;de, Dra. Ant&oacute;nia Ferreira bem como o contributo da Dra. Joana Barroso, nutricionista.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><strong>REFER&Ecirc;NCIAS BIBLIOGR&Aacute;FICAS</strong></p> <ol>       <li>Dire&ccedil;&atilde;o Geral da Educa&ccedil;&atilde;o. Orienta&ccedil;&otilde;es sobre ementas e refeit&oacute;rios escolares &ndash; 2013/2014. Dire&ccedil;&atilde;o Geral da Educa&ccedil;&atilde;o 2013.</li>       <li>Lima, R. Orienta&ccedil;&otilde;es sobre Ementas e Refeit&oacute;rios Escolares Minist&eacute;rio da Educa&ccedil;&atilde;o Dire&ccedil;&atilde;o Geral da Sa&uacute;de. 2018.</li>       <li>Baptista M, Lima R. Educa&ccedil;&atilde;o Alimentar em Meio Escolar. Referencial para uma oferta alimentar Saud&aacute;vel Dire&ccedil;&atilde;o Geral de Inova&ccedil;&atilde;o e do Desenvolvimento Curricular. Lisboa, 2006.</li>       <li>Dire&ccedil;&atilde;o Geral do Consumidor. Associa&ccedil;&atilde;o Portuguesa dos Nutricionistas. Guia para educadores - Alimenta&ccedil;&atilde;o em idade escolar. Dire&ccedil;&atilde;o Geral do Consumidor. Associa&ccedil;&atilde;o Portuguesa dos Nutricionistas. Dispon&iacute;vel em <a href="https://wwwapnorgpt/documentos/guias/GuiaAPN_AlimentacaoIdadeEscolarpdf"target="_blank">https://wwwapnorgpt/documentos/guias/GuiaAPN_AlimentacaoIdadeEscolarpdf</a>. 2013.</li>       ]]></body>
<body><![CDATA[<li>World Health Organization. Food and nutrition policy for schools- A tool for the development of school nutrition programmes in the European Region. 2006.</li>       <li>Minist&eacute;rio da Educa&ccedil;&atilde;o, DGEstE. Fornecimento de Refei&ccedil;&otilde;es em Refeit&oacute;rios Escolares - Caderno de Encargos. DGEstE/ASE/AQ15-RC/2014. 2014.</li>       <li>Assembleia da Rep&uacute;blica. Lei n.&ordm; 159/99. Di&aacute;rio da Rep&uacute;blica n&ordm; 215/1999, S&eacute;rie I-A de 1999-09-14; 6301 - 07. 1999.</li>       <li>Camarinha B, Ribeiro F, Gra&ccedil;a P. O papel das Autarquias no Combate &agrave; Obesidade Infantil. Acta Portuguesa de Nutri&ccedil;&atilde;o. 2015, 1:6-9.</li>       <li>Rocha A, &Aacute;vila H, Marinho M. Avalia&ccedil;&atilde;o dos Cadernos de Encargos dos Munic&iacute;pios Portuguese para o Fornecimento de Refei&ccedil;&otilde;es Escolares. Revista Nutr&iacute;cias. 2012;12-16.</li>       <li>Caderno de Encargos da C&acirc;mara Municipal de Gondomar. Concurso P&uacute;blico CP 03/17- Fornecimento de Refei&ccedil;&otilde;es Escolares &agrave;s Escolas do 1&ordm; Ciclo do Ensino B&aacute;sico e aos Jardins de Inf&acirc;ncia. 29 de mar&ccedil;o de 2017.</li>       <li>Caderno de Encargos da C&acirc;mara Municipal de Gondomar. Concurso P&uacute;blico CP 08/17- Aquisi&ccedil;&atilde;o de Servi&ccedil;os para o Fornecimento de Lanches Durante o Per&iacute;odo de Alargamento de Hor&aacute;rio dos Alunos dos Estabelecimentos de Educa&ccedil;&atilde;o Pr&eacute;-Escolar. janeiro 2016.</li>       <li>NP EN ISO 19011:2019. Linhas de orienta&ccedil;&atilde;o para auditorias a sistemas de gest&atilde;o. IPQ 2019.</li>       <li>C&acirc;mara Municipal de Gondomar. Lista de Verifica&ccedil;&atilde;o Interna da CMG. 2017.</li>       <li>Minist&eacute;rio da Educa&ccedil;&atilde;o, DGEstE. Plano integrado de Controlo da Qualidade e Quantidade das Refei&ccedil;&otilde;es Escolares - Relat&oacute;rio. Lisboa 2018.</li>       ]]></body>
<body><![CDATA[<li>Rocha A, &Aacute;vila, H, Barbosa M.Caracteriza&ccedil;&atilde;o da Presta&ccedil;&atilde;o do Servi&ccedil;o de Refei&ccedil;&otilde;es Escolares pelos Munic&iacute;pios Portugueses.RevistaNutr&iacute;cias.2012;13:3-8.</li>       <li>Associa&ccedil;&atilde;o Portuguesa de Hotelaria. C&oacute;digo de boas pr&aacute;ticas de higiene e seguran&ccedil;a alimentar. Aplica&ccedil;&atilde;o dos princ&iacute;pios de HACCP a Hotelaria e Restaura&ccedil;&atilde;o. 2004.</li>       <li>WHO, FAO. Codex Alimentarius Comission. 21 ed Procedural manual Rome, 2013.</li>       <li>PARLAMENTO EUROPEU E O CONSELHO DA UNI&Atilde;O EUROPEIA. Anexo 2 do REGULAMENTO (CE) N.&ordm; 852/2004 DO PARLAMENTO EUROPEU E DO CONSELHO de 29 de Abril de 2004 Jornal Oficial da Uni&atilde;o Europeia 2004.</li>       <li>Associa&ccedil;&atilde;o da Restaura&ccedil;&atilde;o e Similares de Portugal. C&oacute;digo de Boas Pr&aacute;ticas para o Transporte de Alimentos. Associ&ccedil;&atilde;o da Restaura&ccedil;&atilde;o e Similares de Portugal. 2008.</li>       <li>WHO, FAO. Code of hygienic practice the transport of food in bulk and semipacked foof. CAC/RCP 47-2001. 2001.</li>       <li>WHO, FAO. Code of hygienic practice for milk and milk produts. CAC/RCP 57-2004 2004.</li>       <li>WHO, FAO. Principles and guidelines for the conduct of microbiological risk management (MRM). CAC/GL 73-2007 2007.</li>       <li>Grupo de Trabalho Ocorr&ecirc;ncia Microbiol&oacute;gica na Cadeia Alimentar. Guia para o Estabelecimento de Crit&eacute;rios Microbiol&oacute;gicos em G&eacute;neros Aliment&iacute;cios PortFIR. 2017.</li>       <li>Carvalho J, Roriz M, Liz M. Higiene e Seguran&ccedil;a Alimentar em Servi&ccedil;os de Alimenta&ccedil;&atilde;o de Escolas B&aacute;sicas de 1&ordm; Ciclo. . Acta Portuguesa de Nutri&ccedil;&atilde;o. 2015.</li>       ]]></body>
<body><![CDATA[<li>Correia J, Silva S, Santos C. Servi&ccedil;o de Refei&ccedil;&otilde;es Escolares num Munic&iacute;pio: Avalia&ccedil;&atilde;o da Higiossanidade e de Ementas em Unidades de Gest&atilde;o Direta. . Aliment Hum 2014;2014; 20(2 e 3):47-59.</li>       <li>Santos M, Nogueira J, Mayan O. Condi&ccedil;&otilde;es higio-sanit&aacute;rias das cantinas escolares do distrito de Vila Real. Revista Portuguesa de Sa&uacute;de P&uacute;blica. 2007;25(2).</li>       <li>Pagotto HZ, Esp&iacute;ndula LG, Vit&oacute;ria AG, Machado MCMM, S&atilde;o Jos&eacute; JFB. N&iacute;vel de conhecimento, atitudes e pr&aacute;ticas dos manipuladores de alimentos em servi&ccedil;os de alimenta&ccedil;&atilde;o. Demetra: Alimenta&ccedil;&atilde;o, Nutri&ccedil;&atilde;o &amp; Sa&uacute;de. 2018;13(1); 293-305</li>       <li>Lobato L. An&aacute;lise de risco e avalia&ccedil;&atilde;o higio-sanit&aacute;ria de refeit&oacute;rios escolares : Trabalho de Investiga&ccedil;&atilde;o : Risk analysis; Hygiene and Sanitary Conditions of School Canteens. [Tese de Licenciatura] Porto: Faculdade de Ci&ecirc;ncias da Nutri&ccedil;&atilde;o e Alimenta&ccedil;&atilde;o da Universidade do Porto. Dispon&iacute;vel <a href="https://hdlhandlenet/10216/54687"target="_blank">https://hdlhandlenet/10216/54687</a>. 2009.</li>       <li>Marinho AR. Fiscaliza&ccedil;&atilde;o municipal e an&aacute;lise de risco : trabalho de investiga&ccedil;&atilde;o: Municipality Inspection and risk analysis. [Tese de Licenciatura] Porto: Faculdade de Ci&ecirc;ncias da Nutri&ccedil;&atilde;o e Alimenta&ccedil;&atilde;o da Universidade do Porto. Dispon&iacute;vel <a href="http://hdlhandlenet/10216/54734"target="_blank">http://hdlhandlenet/10216/54734</a>. 2009.</li>       <li>NP EN ISO 9000: 2015. Sistemas de Gest&atilde;o da Qualidade. Fundamentos e Vocabul&aacute;rio. IPQ 2015.</li>       <li>ISO 22000: 2018 (E). ISO 2018. Sistemas de Gest&atilde;o da Seguran&ccedil;a Alimentar. Requisitos para qualquer organiza&ccedil;&atilde;o que opere na cadeia alimentar. NP EN ISO 19011:2019.</li>       <li>Parlamento Europeu e Conselho da Uni&atilde;o Europeia. Regulamento (CE) n.&ordm;852/2004. Jornal Oficial das Comunidades Europeias L 139/55 (2004-04-29), relativo &agrave; higiene dos g&eacute;neros aliment&iacute;cios.</li>       <li>Afonso C, Santos MCT, Morais C, Franchini B, Chilro R, Rocha A. SISTEMA DE PLANEAMENTO E AVALIA&Ccedil;&Atilde;O DE REFEI&Ccedil;&Otilde;ES ESCOLARES &ndash; SPARE. Alimenta&ccedil;&atilde;o Humana. 2011;Volume 17 &middot; N&ordm; 1/2/3.</li>       <li>Lobato L, Santos C. GRELHAS DE AVALIA&Ccedil;&Atilde;O HIGIO-SANIT&Aacute;RIA DE REFEIT&Oacute;RIOS ESCOLARES. Alimenta&ccedil;&atilde;o Humana. 2010 Volume 16 &middot; N&ordm; 1.</li>     ]]></body>
<body><![CDATA[</ol>     <p></p>     <p>&nbsp;</p>     <p> <b><a href="#topc0">Endere&#231;o para correspond&#234;ncia</a><a name="c0"></a></b>     <p>Beatriz Teixeira</p>     <p>Faculdade de Ci&ecirc;ncias da Nutri&ccedil;&atilde;o e Alimenta&ccedil;&atilde;o da Universidade do Porto,</p>     <p>Rua do Campo Alegre, n.&ordm; 823, 4150-180 Porto, Portugal</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Recebido a 17 de julho de 2020</p>     <p>Aceite a 4 de setembro de 2020</p>     ]]></body>
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<label>1</label><nlm-citation citation-type="book">
<collab>Direção Geral da Educação</collab>
<source><![CDATA[Orientações sobre ementas e refeitórios escolares: 2013/2014]]></source>
<year>2013</year>
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<source><![CDATA[Orientações sobre Ementas e Refeitórios Escolares Ministério da Educação Direção Geral da Saúde]]></source>
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<surname><![CDATA[Lima]]></surname>
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<year>2006</year>
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<publisher-name><![CDATA[Direção Geral de Inovação e do Desenvolvimento Curricular]]></publisher-name>
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<collab>Direção Geral do Consumidor</collab>
<collab>Associação Portuguesa dos Nutricionistas</collab>
<source><![CDATA[Guia para educadores: Alimentação em idade escolar. Direção Geral do Consumidor]]></source>
<year>2013</year>
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<label>5</label><nlm-citation citation-type="">
<collab>World Health Organization</collab>
<source><![CDATA[Food and nutrition policy for schools: A tool for the development of school nutrition programmes in the European Region]]></source>
<year>2006</year>
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