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<article-id pub-id-type="doi">10.21011/apn.2020.2206</article-id>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Dificuldades Alimentares em Crianças e Adolescentes com Paralisia Cerebral: Systematic Review]]></article-title>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Revisão Sistemática]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Feeding Difficulties in Children and Adolescents with Cerebral Palsy]]></article-title>
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<institution><![CDATA[,Centro de Reabilitação da Associação do Porto de Paralisia Cerebral  ]]></institution>
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<self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S2183-59852020000300006&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S2183-59852020000300006&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S2183-59852020000300006&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><abstract abstract-type="short" xml:lang="pt"><p><![CDATA[Introdução: A Paralisia Cerebral é um conjunto de distúrbios do desenvolvimento do movimento e postura resultantes de lesões cerebrais no feto ou criança. Estas alterações conduzem frequentemente a dificuldades alimentares e podem estar relacionadas com ingestão alimentar inadequada, estado nutricional, função motora, duração das refeições e dependência, qualidade de vida da criança e dos cuidadores. Objetivos: Realizar uma revisão sistemática sobre as dificuldades alimentares em crianças e adolescentes com Paralisia Cerebral e o seu impacto negativo na saúde e qualidade de vida. Metodologia: Recolher e analisar dificuldades alimentares descritas em artigos científicos, segundo as normas PRISMA. De seguida, analisar o seu impacto na saúde e qualidade de vida da população em estudo. Resultados: Um total de 19 estudos foi selecionado para esta revisão, sendo que todos relataram dificuldades alimentares. Onze referiram dificuldades alimentares de caráter oromotor, 6 identificaram problemas gastrointestinais, 8 abordaram a necessidade de assistência durante as refeições e 1 a recusa alimentar. A associação entre as competências alimentares e a função motora foi relatada em 6 estudos. Dez artigos evidenciaram um comprometimento da ingestão alimentar e 4 afirmaram que este pode conduzir à necessidade de utilização de outras vias de alimentação, como a gastrostomia. A baixa qualidade de vida destas crianças e dos seus cuidadores foi descrita em 3 estudos. Conclusões: As dificuldades alimentares são recorrentes na população com Paralisia Cerebral. Apesar da procura de um nutricionista ser pouco frequente, este deve ser consultado assim que surjam sinais de um possível comprometimento alimentar para minimizar as suas consequências, melhorando assim o estado nutricional e a qualidade de vida.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Introduction: Cerebral Palsy is a group of disorders in movement and posture development resulting from fetus’ or child’s brain damage. These changes often lead to feeding difficulties and may be related to inadequate food intake, nutritional status, motor function, meals length and dependence, quality of life of child and caregivers. Objectives: To review feeding difficulties in children and young people with Cerebral Palsy and its impact on health and life quality. Methodology: Synthesize and analyze feeding difficulties described in scientific articles, based on PRISMA methods. Then, analyze the negative effect of these difficulties on health and quality of life in the pediatric population with Cerebral Palsy. Results: A total of 19 studies were selected for this review. All articles reported eating difficulties. Eleven scientific articles mentioned oromotor eating difficulties, 6 identified gastrointestinal problems, 8 described the need of assistance during mealtimes and 1 food refusal. The association between eating skills and motor function was reported in 6 studies. Ten articles revealed food intake was compromised and 4 stated that it may lead to the use of other feeding routes, such as gastrostomy. The low quality of life of these children and their caregivers was described in 3 studies. Conclusions: Feeding difficulties are frequent in Cerebral Palsy population. Although the recommendation for consulting a nutritionist is uncommon it should occur as soon as complications arise to minimize the consequences and improving nutritional status and life quality.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Alimentação]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Intervenção dietética]]></kwd>
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<kwd lng="en"><![CDATA[Feeding problems]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>ARTIGO DE REVIS&Atilde;O</b></p>     <p>     <p><b><font face="" size="4">Dificuldades Alimentares em Crian&ccedil;as e Adolescentes com Paralisia Cerebral: Revis&atilde;o Sistem&aacute;tica</font></b></p>     <p><strong>Feeding Difficulties in Children and Adolescents with Cerebral Palsy: Systematic Review</strong></p>     <p><strong>Joana Cunha<sup>1</sup>*; M&oacute;nica Lopes<sup>1</sup>; Ana Faria<sup>1</sup>; Maria Ant&oacute;nia Campos<sup>2</sup>; Helena Loureiro<sup>1</sup></strong></p>     <p><sup>1</sup>Escola Superior de Tecnologia da Sa&uacute;de de Coimbra, Rua 5 de Outubro, 3046-854 Coimbra, Portugal</p>     <p><sup>2</sup>Centro de Reabilita&ccedil;&atilde;o da Associa&ccedil;&atilde;o do Porto de Paralisia Cerebral, Alameda de Cartes, n.&ordm; 192, 4300-008 Porto, Portugal</p> <a href="#c0">Endere&#231;o para correspond&#234;ncia</a><a name="topc0"></a>     <p></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><strong>RESUMO</strong></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Introdu&ccedil;&atilde;o: A Paralisia Cerebral &eacute; um conjunto de dist&uacute;rbios do desenvolvimento do movimento e postura resultantes de les&otilde;es cerebrais no feto ou crian&ccedil;a. Estas altera&ccedil;&otilde;es conduzem frequentemente a dificuldades alimentares e podem estar relacionadas com ingest&atilde;o alimentar inadequada, estado nutricional, fun&ccedil;&atilde;o motora, dura&ccedil;&atilde;o das refei&ccedil;&otilde;es e depend&ecirc;ncia, qualidade de vida da crian&ccedil;a e dos cuidadores.</p>     <p>Objetivos: Realizar uma revis&atilde;o sistem&aacute;tica sobre as dificuldades alimentares em crian&ccedil;as e adolescentes com Paralisia Cerebral e o seu impacto negativo na sa&uacute;de e qualidade de vida.</p>     <p>Metodologia: Recolher e analisar dificuldades alimentares descritas em artigos cient&iacute;ficos, segundo as normas PRISMA. De seguida, analisar o seu impacto na sa&uacute;de e qualidade de vida da popula&ccedil;&atilde;o em estudo.</p>     <p>Resultados: Um total de 19 estudos foi selecionado para esta revis&atilde;o, sendo que todos relataram dificuldades alimentares. Onze referiram dificuldades alimentares de car&aacute;ter oromotor, 6 identificaram problemas gastrointestinais, 8 abordaram a necessidade de assist&ecirc;ncia durante as refei&ccedil;&otilde;es e 1 a recusa alimentar. A associa&ccedil;&atilde;o entre as compet&ecirc;ncias alimentares e a fun&ccedil;&atilde;o motora foi relatada em 6 estudos. Dez artigos evidenciaram um comprometimento da ingest&atilde;o alimentar e 4 afirmaram que este pode conduzir &agrave; necessidade de utiliza&ccedil;&atilde;o de outras vias de alimenta&ccedil;&atilde;o, como a gastrostomia. A baixa qualidade de vida destas crian&ccedil;as e dos seus cuidadores foi descrita em 3 estudos.</p>     <p>Conclus&otilde;es: As dificuldades alimentares s&atilde;o recorrentes na popula&ccedil;&atilde;o com Paralisia Cerebral. Apesar da procura de um nutricionista ser pouco frequente, este deve ser consultado assim que surjam sinais de um poss&iacute;vel comprometimento alimentar para minimizar as suas consequ&ecirc;ncias, melhorando assim o estado nutricional e a qualidade de vida.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><strong>Palavras-chave</strong></p>     <p>Alimenta&ccedil;&atilde;o, Interven&ccedil;&atilde;o diet&eacute;tica, Nutri&ccedil;&atilde;o, Paralisia Cerebral, Problemas alimentares</p>     <p>&nbsp;</p> <hr>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><strong>ABSTRACT</strong></p>     <p>Introduction: Cerebral Palsy is a group of disorders in movement and posture development resulting from fetus&rsquo; or child&rsquo;s brain damage. These changes often lead to feeding difficulties and may be related to inadequate food intake, nutritional status, motor function, meals length and dependence, quality of life of child and caregivers.</p>     <p>Objectives: To review feeding difficulties in children and young people with Cerebral Palsy and its impact on health and life quality.</p>     <p>Methodology: Synthesize and analyze feeding difficulties described in scientific articles, based on PRISMA methods. Then, analyze the negative effect of these difficulties on health and quality of life in the pediatric population with Cerebral Palsy.</p>     <p>Results: A total of 19 studies were selected for this review. All articles reported eating difficulties. Eleven scientific articles mentioned oromotor eating difficulties, 6 identified gastrointestinal problems, 8 described the need of assistance during mealtimes and 1 food refusal. The association between eating skills and motor function was reported in 6 studies. Ten articles revealed food intake was compromised and 4 stated that it may lead to the use of other feeding routes, such as gastrostomy. The low quality of life of these children and their caregivers was described in 3 studies.</p>     <p>Conclusions: Feeding difficulties are frequent in Cerebral Palsy population. Although the recommendation for consulting a nutritionist is uncommon it should occur as soon as complications arise to minimize the consequences and improving nutritional status and life quality.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><strong>Keywords</strong></p>     <p>Feeding, Dietary intervention, Nutrition, Cerebral Palsy, Feeding problems</p>     <p>&nbsp;</p> <hr>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><strong>INTRODU&Ccedil;&Atilde;O</strong></p>     <p>A Paralisia Cerebral (PC) define-se por &ldquo;um grupo de dist&uacute;rbios permanentes do desenvolvimento do movimento e postura, que provocam limita&ccedil;&otilde;es na atividade e que s&atilde;o atribu&iacute;das a dist&uacute;rbios n&atilde;o progressivos que ocorrem durante o desenvolvimento cerebral do feto ou crian&ccedil;a. Os dist&uacute;rbios motores da PC s&atilde;o frequentemente acompanhados por dist&uacute;rbios da sensa&ccedil;&atilde;o, perce&ccedil;&atilde;o, cogni&ccedil;&atilde;o, comunica&ccedil;&atilde;o e comportamento, epilepsia e problemas m&uacute;sculo-esquel&eacute;ticos secund&aacute;rios&rdquo; (1). O diagn&oacute;stico &eacute; amplo e habitualmente estabelecido aos 4-5 anos de idade (2&ndash;5). A sua origem &eacute; provavelmente multifatorial, considerando-se 3 grupos de fatores: pr&eacute;-natais, como infe&ccedil;&otilde;es cong&eacute;nitas, gravidez m&uacute;ltipla ou falta de oxigena&ccedil;&atilde;o; perinatais, como anoxia neonatal e pr&eacute;-ecl&acirc;mpsia; e p&oacute;s-natais como infe&ccedil;&otilde;es ou traumas (6&ndash;8).</p>     <p>A classifica&ccedil;&atilde;o da PC baseia-se em diferentes crit&eacute;rios. De acordo com a distribui&ccedil;&atilde;o topogr&aacute;fica, podemos estar perante um caso de tetraplegia, diplegia, hemiplegia ou situa&ccedil;&otilde;es raras de triplegia e monoplegia (9). Quanto &agrave; descoordena&ccedil;&atilde;o motora, a PC pode classificar-se em dist&oacute;nica, at&aacute;xica ou esp&aacute;stica, sendo este o tipo motor mais predominante (2, 9, 10). Existem ainda as classifica&ccedil;&otilde;es mistas, j&aacute; que os casos puros s&atilde;o raros (9). As diferentes classifica&ccedil;&otilde;es est&atilde;o na origem da complexidade e diversidade desta condi&ccedil;&atilde;o (11).</p>     <p>PC &eacute; a principal causa de incapacidade f&iacute;sica infantil (11, 12). Dados mundiais do Centers for Disease Control and Prevention relatam uma preval&ecirc;ncia que varia de 1,5 a mais de 4 por 1.000 nados vivos. Sabe-se ainda que a incid&ecirc;ncia de PC &eacute; superior no sexo masculino (2, 8, 13). Em Portugal, segundo o &uacute;ltimo relat&oacute;rio do Programa de Vigil&acirc;ncia Nacional da Paralisia Cerebral aos 5 Anos de Idade, a taxa de incid&ecirc;ncia &eacute; de 1,55 (13).</p>     <p>Quando comparados com a popula&ccedil;&atilde;o em geral para a mesma idade e sexo, crian&ccedil;as ou adolescentes com PC leve parecem ter uma esperan&ccedil;a de vida semelhante ou ligeiramente inferior. Contudo, o agravar do tipo de PC, o comprometimento motor e as compet&ecirc;ncias alimentares t&ecirc;m impacto na esperan&ccedil;a m&eacute;dia de vida (14). Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; mortalidade, esta &eacute; cerca de 50 vezes maior que na popula&ccedil;&atilde;o pedi&aacute;trica geral. Este valor varia com o n&uacute;mero e a gravidade das defici&ecirc;ncias associadas e com fatores como sexo e idade (15&ndash;17). As maiores taxas de mortalidade correspondem a problemas respirat&oacute;rios, seguidos de doen&ccedil;as do sistema circulat&oacute;rio (15, 18&ndash;20).</p>     <p>Nesta popula&ccedil;&atilde;o &eacute; frequente o descontrolo motor, que resulta em movimentos involunt&aacute;rios e descoordenados, espasticidade muscular e disfun&ccedil;&otilde;es oromotoras (12, 21). Para al&eacute;m destes, ocorrem les&otilde;es no sistema nervoso central que podem conduzir a epilepsia e convuls&otilde;es, dist&uacute;rbios da sensa&ccedil;&atilde;o, perce&ccedil;&atilde;o, cogni&ccedil;&atilde;o, comunica&ccedil;&atilde;o e comportamento, assim como dor, d&eacute;fices auditivos e visuais. Em alguns casos, podem surgir problemas &oacute;sseos, articulares, urin&aacute;rios, pulmonares, end&oacute;crinos e cardiovasculares (3, 12, 16, 22&ndash;29). Existem tamb&eacute;m relatos da influ&ecirc;ncia desta condi&ccedil;&atilde;o no ciclo circadiano. A ocorr&ecirc;ncia destes problemas &eacute; maior em fun&ccedil;&atilde;o do local, extens&atilde;o e momento em que ocorre a les&atilde;o cerebral (4, 22).</p>     <p>Na popula&ccedil;&atilde;o com PC podem existir complica&ccedil;&otilde;es associadas que influenciam as compet&ecirc;ncias alimentares, nomeadamente disfun&ccedil;&otilde;es oromotoras, refluxo gastroesof&aacute;gico (RGE), postura incorreta, convuls&otilde;es e movimentos involunt&aacute;rios, que afetam quer a mastiga&ccedil;&atilde;o e a degluti&ccedil;&atilde;o, quer a autoalimenta&ccedil;&atilde;o (12, 16, 24, 28, 30, 31). Tamb&eacute;m as dificuldades auditivas, visuais e cognitivas dificultam a comunica&ccedil;&atilde;o, o que prejudica a alimenta&ccedil;&atilde;o (32). &Eacute; de salientar que estas dificuldades se agravam com um maior comprometimento motor, o que justifica o amplo uso de tecnologia assistida e a necessidade de aux&iacute;lio na alimenta&ccedil;&atilde;o (12, 21, 26, 28, 30, 32&ndash;34).</p>     <p>As dificuldades alimentares, de uma forma geral, manifestam-se precocemente, s&atilde;o comuns e graves. Estas condicionam a capacidade alimentar, o crescimento, o estado nutricional e por conseguinte, a sa&uacute;de e a QV (3, 4, 12, 16, 21, 24, 28, 33, 35&ndash;38). Fatores como ingest&atilde;o energ&eacute;tica, atividade f&iacute;sica, t&oacute;nus muscular, dificuldades cognitivas e dores musculares podem ter influ&ecirc;ncia no estado nutricional, conduzindo &agrave; desnutri&ccedil;&atilde;o ou ao excesso de peso/obesidade (3, 16, 23, 26, 28, 30, 33, 36, 37). Por outro lado, os cuidadores tendem a compensar as dificuldades oferecendo uma elevada quantidade de alimentos, principalmente em crian&ccedil;as alimentadas via gastrostomia (12, 24, 27, 29, 33).</p>     <p>Para assegurar um bom estado nutricional, a popula&ccedil;&atilde;o pedi&aacute;trica com PC necessita de uma identifica&ccedil;&atilde;o precoce das dificuldades alimentares e motoras, al&eacute;m de cuidados multidisciplinares complexos, nos quais o acompanhamento nutricional individualizado com o uso dos padr&otilde;es de refer&ecirc;ncia adequados &eacute; essencial (3, 4, 16, 27, 29, 33).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><strong>OBJETIVOS</strong></p>     <p>Foi objetivo deste trabalho realizar uma revis&atilde;o sistem&aacute;tica sobre as dificuldades alimentares em crian&ccedil;as e adolescentes com PC e o seu impacto negativo na sa&uacute;de e QV.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><strong>METODOLOGIA</strong></p>     <p>Foi efetuada uma pesquisa de artigos cient&iacute;ficos, segundo a metodologia PRISMA, nas bases de dados online PubMed e Scielo com a express&atilde;o de pesquisa: (((cerebral palsy)) AND ((feeding) OR (feeding problems) OR (feeding difficulties) OR (feeding disorders))) AND ((nutrition) OR (nutrition intervention) OR (nutritional intervention) OR (dietary intervention)), at&eacute; maio de 2020, sem restri&ccedil;&atilde;o temporal da publica&ccedil;&atilde;o e de idioma dos artigos (<a href ="/img/revistas/apn/n22/n22a06t1.jpg">Tabela 1</a>). Na PubMed, foram adicionados os filtros: &ldquo;Free fulltext&rdquo;, &ldquo;Human&rdquo; e &ldquo;Age&rdquo; (Newborn, Infant, Preschool Child, Child, Adolescent). A aplica&ccedil;&atilde;o do filtro &ldquo;Free fulltext&rdquo; poder&aacute; ter criado restri&ccedil;&otilde;es no que diz respeito &agrave;s fontes de informa&ccedil;&atilde;o, nomeadamente quanto &agrave; disponibiliza&ccedil;&atilde;o de dados. Na Scielo n&atilde;o foram adicionados filtros.</p>     
<p>Foram tomadas medidas para minimizar o vi&eacute;s no processo de sele&ccedil;&atilde;o dos estudos. Contudo, n&atilde;o foram utilizados m&eacute;todos adicionais para a identifica&ccedil;&atilde;o de artigos relevantes, como por exemplo, pesquisa manual e por refer&ecirc;ncias. Da an&aacute;lise e revis&atilde;o do resultado das pesquisas, uma amostra total de 19 artigos foi considerada para a constitui&ccedil;&atilde;o deste trabalho (<a href ="/img/revistas/apn/n22/n22a06f1.jpg">Figura 1</a>).</p>     
<p>Para a constitui&ccedil;&atilde;o dos desenhos dos estudos selecionados consistiram em: descritivo, transversal, de coorte, prospetivo e longitudinal. Foram exclu&iacute;dos estudos publicados no formato de revis&otilde;es de literatura e estudos qualitativos. Os conte&uacute;dos descritivos de cada estudo em an&aacute;lise foram: tipo de estudo, caracter&iacute;sticas da amostra, instrumentos de avalia&ccedil;&atilde;o e principais resultados relativos &agrave;s dificuldades alimentares em crian&ccedil;as e adolescentes com PC (<a href ="/img/revistas/apn/n22/n22a06t2.jpg">Tabela 2</a>).</p>     
<p>O processo de pesquisa, sele&ccedil;&atilde;o, an&aacute;lise e avalia&ccedil;&atilde;o do risco de vi&eacute;s foi realizado pelas duas investigadoras de forma independente. Quando se verificou aus&ecirc;ncia de concord&acirc;ncia, foram analisadas as respetivas interpreta&ccedil;&otilde;es e conclu&iacute;da a an&aacute;lise conjunta.</p>     <p>N&atilde;o foi poss&iacute;vel realizar uma s&iacute;ntese quantitativa dos resultados, devido &agrave; heterogeneidade cl&iacute;nica dos artigos considerados, pelo que a abordagem narrativa foi a metodologia seguida.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><strong>RESULTADOS</strong></p>     <p>Segundo Sullivan et al. (2000), da totalidade da amostra, 93% apresentaram PC, 47% n&atilde;o conseguiam andar, 78% possu&iacute;am dificuldades na fala e 31% tinham sofrido pelo menos uma infe&ccedil;&atilde;o respirat&oacute;ria nos 6 meses anteriores. Este estudo revelou ainda que crian&ccedil;as total ou parcialmente incapazes de andar eram mais propensas a ter problemas de degluti&ccedil;&atilde;o e engasgos frequentes com s&oacute;lidos e l&iacute;quidos (p&lt;0,0001), precisando de assist&ecirc;ncia na alimenta&ccedil;&atilde;o. As crian&ccedil;as que se babavam com frequ&ecirc;ncia tinham maior risco de sofrer disfagia, precisar de mais tempo e aux&iacute;lio na alimenta&ccedil;&atilde;o. Houve tamb&eacute;m uma correla&ccedil;&atilde;o significativa entre a sialorreia e o prazer de comer, dado que em 32% das crian&ccedil;as que se babavam com frequ&ecirc;ncia, os seus cuidadores acreditavam que estas n&atilde;o apreciavam as refei&ccedil;&otilde;es. As crian&ccedil;as que se engasgavam com l&iacute;quidos (p&lt;0,003) e que apresentavam dificuldades para engolir alimentos (p=0,0002) eram mais propensas a ter infe&ccedil;&otilde;es respirat&oacute;rias, necessitavam de mais tempo e aux&iacute;lio na alimenta&ccedil;&atilde;o (p&lt;0,03), assim como, relatavam v&oacute;mitos frequentes (p&lt;0,0001). Estas tamb&eacute;m mostravam pouco interesse pela alimenta&ccedil;&atilde;o (p&lt;0,02) e os pais estavam mais preocupados com os seus problemas alimentares (p&lt;0,04). Sullivan et al. (2000) evidenciaram que a alimenta&ccedil;&atilde;o e o estado nutricional de 64% das crian&ccedil;as nunca foram avaliados, embora 38% dos pais considerassem que o seu filho tinha baixo peso.</p>     <p>De acordo com os resultados de Vik et al. (2001), as crian&ccedil;as com disfun&ccedil;&atilde;o oromotora n&atilde;o diferiram das sem disfun&ccedil;&atilde;o em rela&ccedil;&atilde;o ao apetite, contudo 13 dos 35 pais relataram uma baixa ingest&atilde;o alimentar dos filhos, em compara&ccedil;&atilde;o com 8 dos 70 pais de crian&ccedil;as sem disfun&ccedil;&atilde;o oromotora (p&lt;0,001). Em casos de disfun&ccedil;&atilde;o oromotora, o tempo gasto na alimenta&ccedil;&atilde;o era superior comparativamente aos casos sem disfun&ccedil;&atilde;o (p&lt;0,001). Quanto &agrave; procura de ajuda nutricional, 9 em 10 crian&ccedil;as com v&aacute;rias complica&ccedil;&otilde;es oromotoras j&aacute; tinham consultado um nutricionista, enquanto apenas 23 das 40 com 1 complica&ccedil;&atilde;o tiveram esse contacto. Em rela&ccedil;&atilde;o ao impacto no contexto familiar, 15% dos pais relataram que a sua QV seria superior sem os problemas alimentares.</p>     <p>Troughton et al. (2001) confirmaram uma associa&ccedil;&atilde;o entre o comprometimento dos membros superiores e a fun&ccedil;&atilde;o oromotora, uma vez que, crian&ccedil;as com quadriplegia apresentaram scores menores de compet&ecirc;ncia alimentar em compara&ccedil;&atilde;o com outros grupos (p&lt;0,001). Tamb&eacute;m observaram uma correla&ccedil;&atilde;o entre compet&ecirc;ncias alimentares e percentis de peso, pregas cut&acirc;neas subescapular e tricipital e circunfer&ecirc;ncia do bra&ccedil;o (p&lt;0,02). Este estudo demonstrou que melhores compet&ecirc;ncias de autoalimenta&ccedil;&atilde;o estavam associadas a um estado nutricional adequado (p&lt;0,02), sendo que, em todos os aspetos da alimenta&ccedil;&atilde;o, os desnutridos apresentaram scores mais baixos que crian&ccedil;as adequadamente nutridas (p&lt;0,002).</p>     <p>Motion et al. (2002) afirmaram que exaust&atilde;o, asfixia e fraca suc&ccedil;&atilde;o durante a alimenta&ccedil;&atilde;o &agrave;s 4 semanas de idade eram frequentes no grupo com PC. Nove em cada 10 crian&ccedil;as com PC e com fraca suc&ccedil;&atilde;o &agrave;s 4 semanas de idade n&atilde;o conseguiram andar aos 4 anos, em compara&ccedil;&atilde;o com 3 das 8 crian&ccedil;as que relataram &ldquo;mamar&rdquo; normalmente &agrave;s 4 semanas (p=0,009). Dificuldades na alimenta&ccedil;&atilde;o aos 6 meses foram relatadas em 10% do grupo com PC e em 3% do grupo controlo (p=0,017). Aos 8 anos, a disfun&ccedil;&atilde;o oromotora foi menos frequente quando comparada aos 4 anos, tendo havido melhoria na degluti&ccedil;&atilde;o e no controlo da saliva. Cinco das 9 crian&ccedil;as que necessitavam de adapta&ccedil;&otilde;es de texturas alimentares aos 8 anos de idade relataram exaust&atilde;o na alimenta&ccedil;&atilde;o &agrave;s 4 semanas, em compara&ccedil;&atilde;o com 5 das 23 que conseguiram ingerir alimentos sem adapta&ccedil;&otilde;es (p=0,05). Cinco das 10 crian&ccedil;as que estavam abaixo do peso (percentil 0,4 no UK Reference Growth Chart) aos 8 anos demonstraram exaust&atilde;o durante a alimenta&ccedil;&atilde;o &agrave;s 4 semanas de idade, em compara&ccedil;&atilde;o com 5 das 22 que n&atilde;o estavam abaixo do peso (p=0,01). Tr&ecirc;s das 4 crian&ccedil;as com problemas de alimenta&ccedil;&atilde;o aos 6 meses estavam abaixo do peso aos 8 anos, em compara&ccedil;&atilde;o com 1 das 4 que n&atilde;o tiveram problemas alimentares precoces (p=0,013). As dificuldades de alimenta&ccedil;&atilde;o &agrave;s 4 semanas de idade foram associadas ao comprometimento funcional aos 4 anos (p=0,009), estar abaixo do peso (p=0,01) e apresentar dificuldades de fala e degluti&ccedil;&atilde;o (p=0,005) aos 8 anos de idade.</p>     <p>Hung et al. (2003) observaram uma associa&ccedil;&atilde;o entre a desnutri&ccedil;&atilde;o e a perda de alimentos pela boca (p=0,026) e apresentarem mais que 1 problema na alimenta&ccedil;&atilde;o (p=0,044). Neste estudo, foi demonstrado que a desnutri&ccedil;&atilde;o estava associada &agrave; depend&ecirc;ncia do cuidador para alimenta&ccedil;&atilde;o (p&lt;0,001).</p>     <p>No estudo de Campos et al. (2007), as capacidades alimentares diferiam entre crian&ccedil;as desnutridas e n&atilde;o desnutridas (p&lt;0,001). O peso e as pregas cut&acirc;neas subescapular e tricipital relacionaram-se com as compet&ecirc;ncias alimentares, sendo a correla&ccedil;&atilde;o mais forte entre o peso e o par&acirc;metro &ldquo;beber pela ch&aacute;vena&rdquo; (p=0,001).</p>     <p>Sangermano et al. (2014) referiram que na amostra, 39% das crian&ccedil;as tinham historial de doen&ccedil;as respirat&oacute;rias. J&aacute; Somerville et al. (2008) verificaram em 65% da amostra infe&ccedil;&otilde;es respirat&oacute;rias recorrentes ou cr&oacute;nicas. A videofluoroscopia esof&aacute;gica evidenciou aspira&ccedil;&atilde;o traqueal em 41% dos resultados e a endoscopia digestiva alta detetou anormalidades em 57%, incluindo esofagite (45%), es&oacute;fago de Barrett (8%) e gastrite por Helicobacter pylori (12%). Os autores reconheceram que pacientes com defici&ecirc;ncia exibiram uma ingest&atilde;o oral reduzida, desnutri&ccedil;&atilde;o e problemas gastrointestinais que podem conduzir a esofagite cr&oacute;nica e doen&ccedil;as pulmonares.</p>     <p>Silv&eacute;rio et al. (2009) estudaram a reabilita&ccedil;&atilde;o funcional de disfagia orofar&iacute;ngea em crian&ccedil;as com PC tetrapl&eacute;gica esp&aacute;stica e observaram que, antes da terapia, 61% das crian&ccedil;as alimentavam-se via oral, ingeriam m&uacute;ltiplas consist&ecirc;ncias e necessitavam de uma prepara&ccedil;&atilde;o especial (n&iacute;vel V da escala Functional Oral Intake Scale, p=0,043), valor que reduziu para 33% ap&oacute;s a interven&ccedil;&atilde;o (p=0,043).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Lopes et al. (2013) observaram que crian&ccedil;as com diplegia n&atilde;o apresentaram dificuldades para mastigar e deglutir, enquanto que na tetraplegia existiram mais dificuldades para mastigar (41%) e deglutir (12,8%), comparadas a 15 e 7%, respetivamente, das crian&ccedil;as com hemiplegia. Este estudo reportou ainda que, a maioria das crian&ccedil;as com PC apresentaram tr&acirc;nsito intestinal regular, j&aacute; nos restantes grupos era menor que tr&ecirc;s vezes por semana, em dias alternados.</p>     <p>No estudo de Benfer et al. (2015), as crian&ccedil;as que estavam restritas a l&iacute;quidos espessados foram classificadas no n&iacute;vel V do Gross Motor Function Classification System (GMFCS) &ndash; transportado por cadeira de rodas manual. Os autores verificaram uma discrep&acirc;ncia entre a informa&ccedil;&atilde;o obtida pelos pais e a recomenda&ccedil;&atilde;o m&eacute;dica de seguran&ccedil;a para engolir, o que pode indicar que os pais n&atilde;o identificaram corretamente &ldquo;capacidade limitada&rdquo; para determinada textura, apesar de terem identificado com precis&atilde;o texturas de alimentos para as quais o filho pode precisar de adapta&ccedil;&otilde;es. Apenas 3 crian&ccedil;as que recebiam alimentos por via oral foram consideradas inseguras em todas as texturas.</p>     <p>Gomes et al. (2016) reconheceram que, quanto maior a gravidade motora e as dificuldades alimentares, maior o risco da crian&ccedil;a apresentar baixo peso para a idade e menor o risco de excesso de peso para a idade (p&lt;0,05).</p>     <p>Benfer et al. (2017) relacionaram a fun&ccedil;&atilde;o motora e as compet&ecirc;ncias alimentares, concluindo que a grande percentagem das crian&ccedil;as dos n&iacute;veis I - Anda sem limita&ccedil;&otilde;es e II - Anda com limita&ccedil;&otilde;es do GMFCS correspondiam ao n&iacute;vel I - Come e bebe em seguran&ccedil;a e de forma eficiente do EDACS (p&lt;0,001) e que a maioria das crian&ccedil;as de n&iacute;vel V do GMFCS apresentava n&iacute;vel V - Incapaz de comer ou beber em seguran&ccedil;a, a alimenta&ccedil;&atilde;o por sonda pode ser considerada para assegurar a nutri&ccedil;&atilde;o na escala EDACS (p&lt;0,001).</p>     <p>Benfer et al. (2017) encontraram uma rela&ccedil;&atilde;o entre tosse, engasgos, cerrar os dentes durante a refei&ccedil;&atilde;o, rouquid&atilde;o, ru&iacute;dos respirat&oacute;rios e o resultado geral da alimenta&ccedil;&atilde;o (p&lt;0,001). Os autores verificaram ainda uma rela&ccedil;&atilde;o entre o relat&oacute;rio dos pais sobre a "dificuldade de comer e beber" dos seus filhos e a desnutri&ccedil;&atilde;o moderada, no que diz respeito ao &Iacute;ndice de Massa Corporal e ao peso (p&lt;0,01).</p>     <p>Os resultados de Polack et al. (2018) revelaram que 2/3 dos cuidadores relataram estar "sempre" preocupados com a alimenta&ccedil;&atilde;o dos filhos. Os autores observaram ainda que as dificuldades alimentares das crian&ccedil;as foram comuns e estavam associadas ao baixo peso da crian&ccedil;a e &agrave; pior QV do cuidador (p &lt;0,001).</p>     <p>Bell et al. (2019) observaram em 11 crian&ccedil;as sinais sugestivos de aspira&ccedil;&atilde;o, em mais que uma situa&ccedil;&atilde;o, sendo que as que demonstraram 1 sinal em v&aacute;rias ocasi&otilde;es, ou mais que 1 sinal diferente numa ou mais ocasi&otilde;es, foram encaminhadas para videofluoroscopia da degluti&ccedil;&atilde;o (VFSS). Contudo, apenas em 6 crian&ccedil;as foi obtido o consentimento dos pais, sendo confirmada a aspira&ccedil;&atilde;o em 4, predominantemente em l&iacute;quidos finos (n=3), flu&iacute;dos levemente espessados (n=2), pur&eacute;s (n=2) e todas as texturas (n=1). Ap&oacute;s a VFSS, foi recomendado a 1 crian&ccedil;a a alimenta&ccedil;&atilde;o via gastrostomia e a 5 crian&ccedil;as modifica&ccedil;&otilde;es de texturas alimentares.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><strong>DISCUSS&Atilde;O DOS RESULTADOS</strong></p>     <p><strong>Dificuldades Alimentares</strong></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>As dificuldades alimentares em crian&ccedil;as e jovens com PC s&atilde;o frequentes, podendo ser oromotoras, onde se incluem dificuldades de degluti&ccedil;&atilde;o e/ou mastiga&ccedil;&atilde;o, como suc&ccedil;&atilde;o fraca, sialorreia, engasgos frequentes, tosse, perda de alimentos e disfagia que, como consequ&ecirc;ncia, pode acarretar aspira&ccedil;&atilde;o, que agravando pode conduzir a doen&ccedil;as pulmonares (26, 39&ndash;48). Problemas gastrointestinais como v&oacute;mitos e RGE, muitas vezes na origem de esofagite, gastrite e outras doen&ccedil;as no trato gastrointestinal, tamb&eacute;m se incluem nas complica&ccedil;&otilde;es alimentares frequentes nesta popula&ccedil;&atilde;o, tal como a obstipa&ccedil;&atilde;o (3, 26, 40, 42, 46, 47). Al&eacute;m destes, podem ser comuns a necessidade de assist&ecirc;ncia durante as refei&ccedil;&otilde;es e a recusa alimentar (28, 42&ndash;45, 47&ndash;50).</p>     <p>Os autores, ao aplicarem diversas metodologias para avaliar as compet&ecirc;ncias alimentares, evidenciaram uma elevada preval&ecirc;ncia de dificuldades na popula&ccedil;&atilde;o pedi&aacute;trica com PC e afirmaram que a maioria dos indiv&iacute;duos avaliados se encontrava em n&iacute;veis mais graves, revelando compet&ecirc;ncias alimentares diminutas e depend&ecirc;ncia na alimenta&ccedil;&atilde;o (48, 51). Por sua vez, o comprometimento da ingest&atilde;o oral pode levar &agrave; necessidade de utiliza&ccedil;&atilde;o de outras vias de alimenta&ccedil;&atilde;o, destacando-se a gastrostomia como um procedimento comum nesta popula&ccedil;&atilde;o (41, 42, 45, 50).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><strong>Ingest&atilde;o Alimentar</strong></p>     <p>Somerville et al. (2008) reconheceram que pacientes com dificuldades alimentares apresentaram uma ingest&atilde;o oral reduzida. Vik et al. (2001), atrav&eacute;s dos relatos de pais, verificaram a mesma associa&ccedil;&atilde;o, ao observar que a maioria dos pais que consideraram que o seu filho come muito pouco s&atilde;o pais de crian&ccedil;as com disfun&ccedil;&atilde;o motora oral. No que se refere &agrave; energia, foram v&aacute;rios os estudos que confirmaram uma ingest&atilde;o m&eacute;dia significativamente baixa entre as crian&ccedil;as que possu&iacute;am alguma dificuldade alimentar (26, 44, 46). Lopes et al. (2013) acrescentaram que, quanto maior o grau de comprometimento motor, menor a ingest&atilde;o energ&eacute;tica.</p>     <p>J&aacute; Caramico-Favero et al. (2018) relataram que crian&ccedil;as com disfagia apresentaram maior consumo de HC quando comparadas a crian&ccedil;as sem disfagia. Os autores avaliaram ainda a ingest&atilde;o de l&iacute;quidos e depararam-se com uma ingest&atilde;o significativamente menor entre as crian&ccedil;as com disfagia e com obstipa&ccedil;&atilde;o. No entanto, nas crian&ccedil;as com RGE a ingest&atilde;o de l&iacute;quidos foi maior, comparativamente a crian&ccedil;as sem esta condi&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>Segundo Benfer et al. (2015) menos de 50% das crian&ccedil;as avaliadas tinham limita&ccedil;&otilde;es na capacidade de ingerir todos os tipos de alimentos, o que real&ccedil;ou a necessidade de modifica&ccedil;&otilde;es nas texturas ou exclus&atilde;o de algum tipo de alimento das dietas das crian&ccedil;as com PC dos 18 aos 36 meses, contudo estas adapta&ccedil;&otilde;es foram pouco relatadas pelos pais. Em estudos que consideraram idades mais avan&ccedil;adas (dos 2 aos 19 anos) tamb&eacute;m foram prescritas texturas modificadas para s&oacute;lidos e l&iacute;quidos (41, 45).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><strong>Estado Nutricional</strong></p>     <p>A desnutri&ccedil;&atilde;o &eacute; frequente quando nos referimos a crian&ccedil;as e jovens com PC (28, 40, 44, 45, 52, 53). Este problema &eacute;, na maioria dos casos, resultado das dificuldades alimentares (3, 40).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Campos et al. (2007) nos seus resultados demonstraram que crian&ccedil;as desnutridas tinham uma capacidade alimentar reduzida, comparativamente a crian&ccedil;as n&atilde;o desnutridas. No mesmo estudo, verificaram uma correla&ccedil;&atilde;o entre medidas antropom&eacute;tricas e compet&ecirc;ncias alimentares. Outros autores confirmaram esta rela&ccedil;&atilde;o ao observarem que, &agrave; medida que as dificuldades alimentares em crian&ccedil;as com graves defici&ecirc;ncias neuromotoras aumentam, aumenta o risco de baixo peso e baixa estatura para a idade (28,43,44,49,53,54). Benfer et al. (2017) encontraram a mesma rela&ccedil;&atilde;o, baseada nas &ldquo;dificuldades de comer e beber&rdquo; relatadas pelos pais. Os autores Motion et al. (2002) acrescentaram que o baixo peso na crian&ccedil;a estava associado a problemas alimentares que ocorriam quando lactentes.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><strong>Fun&ccedil;&atilde;o Motora Global</strong></p>     <p>Benfer et al. (2015) verificaram uma maior percentagem de dietas modificadas no grupo de crian&ccedil;as com pior fun&ccedil;&atilde;o motora global, sendo que a totalidade das crian&ccedil;as que s&oacute; conseguiam beber l&iacute;quidos espessados se encontravam no n&iacute;vel V do GMFCS. Outros estudos confirmaram esta premissa, ao revelarem que crian&ccedil;as mais afetadas em termos motores eram mais propensas a ter dificuldades alimentares (42, 43, 50, 53). Benfer et al. (2017) relataram uma rela&ccedil;&atilde;o evidente entre n&iacute;veis do GMFCS e do EDACS, em que pior fun&ccedil;&atilde;o motora se traduzia em piores compet&ecirc;ncias alimentares.</p>     <p>Quando nos referimos ao tipo de PC, a discrep&acirc;ncia em termos de dificuldades alimentares tamb&eacute;m &eacute; clara, como concluiu Lopes et al. (2013) quando verificaram que crian&ccedil;as com tetraplegia, ao contr&aacute;rio das com diplegia, apresentavam mais dificuldades para mastigar e deglutir, comparadas a crian&ccedil;as com hemiplegia. Os resultados de Motion et al. (2002) acrescentaram que, dificuldades alimentares em lactentes estavam associadas ao comprometimento funcional em idades posteriores.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><strong>Dura&ccedil;&atilde;o e Depend&ecirc;ncia na Hora da Refei&ccedil;&atilde;o</strong></p>     <p>V&aacute;rios autores demonstraram que esta popula&ccedil;&atilde;o dependia total ou parcialmente de terceiros para o processo de alimenta&ccedil;&atilde;o (48&ndash;50) e que o tempo despendido era prolongado, sendo menor em crian&ccedil;as que n&atilde;o apresentaram qualquer comprometimento alimentar (28, 42&ndash;44).</p>     <p>Sullivan et al. (2000) demonstraram que as crian&ccedil;as que se babavam continuamente, por norma, precisavam de mais tempo e ajuda nas refei&ccedil;&otilde;es, o que se relacionou inversamente com o prazer alimentar. Tamb&eacute;m foi evidenciado que crian&ccedil;as que se engasgavam com l&iacute;quidos necessitavam de mais ajuda e maior tempo com a refei&ccedil;&atilde;o (47, 54).</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><strong>Qualidade de Vida</strong></p>     <p>Nos estudos de Sullivan et al. (2000) e Polack et al. (2018) a maioria dos pais/cuidadores consideraram a alimenta&ccedil;&atilde;o exaustiva, dif&iacute;cil e demorada, demonstrando que as complica&ccedil;&otilde;es alimentares das crian&ccedil;as afetam a QV da fam&iacute;lia. Assim, deve ser dada aten&ccedil;&atilde;o ao estado emocional dos cuidadores, pois a exaust&atilde;o pode complicar o processo de alimenta&ccedil;&atilde;o, como demonstra a literatura (12, 21, 26, 28, 30, 32&ndash;34, 43). Somerville et al. (2008) real&ccedil;aram os problemas m&eacute;dicos associados a estas complica&ccedil;&otilde;es que, em conjunto com outras despesas de sa&uacute;de e educa&ccedil;&atilde;o, t&ecirc;m impacto significativo na economia familiar (12, 55).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><strong>Procura de Ajuda Nutricional</strong></p>     <p>Sullivan et al. (2000) referiram que embora alguns pais tenham considerado que o seu filho apresentava baixo peso, mais de metade nunca os submeteram a uma avalia&ccedil;&atilde;o da alimenta&ccedil;&atilde;o e/ou estado nutricional. Vik et al. (2001) acrescentaram que a procura &eacute; maior quando existe um maior n&uacute;mero de complica&ccedil;&otilde;es oromotoras. Isto salienta que, recorrer a ajuda especializada em nutri&ccedil;&atilde;o n&atilde;o &eacute; frequente e depende da gravidade dos casos, muitas vezes devido ao facto de certas complica&ccedil;&otilde;es n&atilde;o serem facilmente identificadas pelos pais ou mesmo pelo n&atilde;o reconhecimento do papel fundamental do nutricionista destes dist&uacute;rbios.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><strong>Compara&ccedil;&atilde;o Cr&iacute;tica com a Literatura</strong></p>     <p>Os resultados desta revis&atilde;o sistem&aacute;tica v&atilde;o de encontro aos observados pelos autores Speyer et al. (2019) na &uacute;nica revis&atilde;o sistem&aacute;tica e meta-an&aacute;lises nesta tem&aacute;tica, nomeadamente, em termos da elevada preval&ecirc;ncia de problemas de saliva&ccedil;&atilde;o, degluti&ccedil;&atilde;o e alimenta&ccedil;&atilde;o na PC. Estes autores verificaram ainda uma rela&ccedil;&atilde;o entre estas dificuldades alimentares e um alto risco de desnutri&ccedil;&atilde;o, doen&ccedil;as pulmonares por aspira&ccedil;&atilde;o e, subsequentemente, baixa qualidade de vida. J&aacute; os autores Menezes et al. (2017) e Novak et al. (2020), em revis&otilde;es sistem&aacute;ticas no &acirc;mbito de outras tem&aacute;ticas que envolvem a popula&ccedil;&atilde;o pedi&aacute;trica com PC, inclu&iacute;ram estudos que relatam uma elevada frequ&ecirc;ncia de problemas alimentares nesta popula&ccedil;&atilde;o, nomeadamente a disfagia, e o seu impacto no estado nutricional e QV.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><strong>Limita&ccedil;&otilde;es</strong></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Atrav&eacute;s da avalia&ccedil;&atilde;o da qualidade dos estudos inclu&iacute;dos foram encontrados potenciais riscos de vi&eacute;s que foram considerados na discuss&atilde;o e nas conclus&otilde;es desta revis&atilde;o. Importa destacar o tamanho limitado e a heterogeneidade da amostra em alguns dos estudos selecionados, particularmente em termos de grau de PC, nacionalidade e idades. O facto de existir uma variedade de ferramentas para analisar as compet&ecirc;ncias alimentares e o estado nutricional tamb&eacute;m deve ser considerado. O pr&oacute;prio conceito de &ldquo;dificuldade alimentar&rdquo; n&atilde;o &eacute; uniforme dentro dos resultados, podendo ser mais ou menos abrangente. Houve, tamb&eacute;m, uma varia&ccedil;&atilde;o consider&aacute;vel dentro dos m&eacute;todos de identifica&ccedil;&atilde;o das dificuldades alimentares, destacando-se dados obtidos por registos m&eacute;dicos e question&aacute;rios aos pais/cuidadores, como m&eacute;todos mais subjetivos.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><strong>CONCLUS&Otilde;ES</strong></p>     <p>S&atilde;o in&uacute;meras as poss&iacute;veis dificuldades alimentares em crian&ccedil;as e adolescentes com PC. Apesar desta popula&ccedil;&atilde;o n&atilde;o apresentar um crescimento linear e possuir altera&ccedil;&otilde;es na sua composi&ccedil;&atilde;o corporal, a procura de um nutricionista ainda &eacute; pouco frequente. Contudo, este deve ser consultado assim que surjam dificuldades alimentares, para definir uma terap&ecirc;utica nutricional individual e adequada a esta popula&ccedil;&atilde;o. S&oacute; deste modo &eacute; poss&iacute;vel minimizar as dificuldades e as consequ&ecirc;ncias que delas adv&ecirc;m para melhorar o estado nutricional e a QV.</p>     <p>S&atilde;o necess&aacute;rios mais estudos com metodologias rigorosas nesta tem&aacute;tica, nomeadamente, a uniformiza&ccedil;&atilde;o das ferramentas para avalia&ccedil;&atilde;o das compet&ecirc;ncias alimentares, com recurso &agrave;s mais consensuais na pr&aacute;tica cl&iacute;nica e na comunidade cient&iacute;fica. &Eacute; ainda importante que englobem uma faixa et&aacute;ria mais abrangente, uma vez que a literatura relata um aumento da esperan&ccedil;a de vida, e por conseguinte, uma maior popula&ccedil;&atilde;o adulta com PC e com um n&uacute;mero elevado de indiv&iacute;duos com defici&ecirc;ncias graves. Neste sentido, n&atilde;o s&oacute; permitiria obter um levantamento das compet&ecirc;ncias alimentares na PC de forma mais correta e precisa, como tamb&eacute;m orientar as interven&ccedil;&otilde;es cl&iacute;nicas, tornando-as mais eficazes.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><strong>REFER&Ecirc;NCIAS BIBLIOGR&Aacute;FICAS</strong></p> <ol>       <li>Rosenbaum P, Paneth N, Leviton A, Goldstein M, Bax M. A Report: The Definition and Classification of Cerebral Palsy. April 2006. Developmental medicine &amp; child neurology. 2007;49(2):8&ndash;14.</li>       <li>Oskoui M, Coutinho F, Dykeman J, Jett&eacute; N, Pringsheim T. An update on the prevalence of cerebral palsy: a systematic review and meta-analysis. Developmental Medicine &amp; Child Neurology. 2013 Jun 1;55(6):509&ndash;19.</li>       <li>Lopes PAC, Amancio OMS, Ara&uacute;jo RFC, Vitalle MS de S, Braga JAP. Food pattern and nutritional status of children with cerebral palsy. Revista Paulista de Pediatria. 2013;31(3):344&ndash;9.</li>       ]]></body>
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