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<article-id pub-id-type="doi">10.21011/apn.2020.2207</article-id>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Disbiose Intestinal e Síndrome do Intestino Irritável: efeito de uma dieta baixa em FODMAPs]]></article-title>
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<institution><![CDATA[,Instituto Politécnico de Coimbra Escola Superior de Tecnologia da Saúde ]]></institution>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Irritable bowel syndrome (IBS) is a multifactorial gastrointestinal disorder, affecting 10% to 25% of the world population. The diagnosis of IBS, according to the Rome IV Criteria, can be made when the individual suffers from recurrent abdominal pain and this is associated with at least two of the following symptoms: pain related to defecation, changes in stool frequency, and changes in the appearance of feces. Evidence suggests that a distortion in the biodiversity and composition of the intestinal microbiota, dysbiosis, interferes with the integrity of the intestine playing an important factor triggering IBS. FODMAP is the acronym for "oligo-, di- and monosaccharides and fermentable polyols". It designates a group of short-chain carbohydrates, osmotically active and highly fermentable in the colon since their absorption is incomplete in the small intestine. Low absorption of FODMAPs in the small intestine may be due to saturation, inhibition, and defects at the level of transporters by the epithelium (fructose), decreased activity of hydrolases (lactose), enzymatic deficits (fructans, galactans), or too large molecules unable to be absorbed by simple diffusion (polyols). The low FODMAPs diet consists of three phases: restriction, reintroduction, and maintenance, and according to some researchers, it can be recommended as first-line therapy for individuals with IBS. Studies show that an intake of up to 0.5 g of FODMAPs (except for lactose) per meal is effective in relieving symptoms in 70% of patients. The adoption of a diet low in FODMAPs reduces prebiotics and available fermentable substrates, which can negatively alter the structure and function of the intestinal microbiota. The prescription of this diet is not easy, requiring the intervention of a nutritionist with knowledge in this area, enabling patient empowerment, long-term control of symptoms, and improvement in the quality of life.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Dieta baixa em FODMAPs]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Disbiose]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>ARTIGO DE REVIS&Atilde;O</b></p>     <p>     <p><b><font face="" size="4">Disbiose Intestinal e S&iacute;ndrome do Intestino Irrit&aacute;vel: efeito de uma dieta baixa em FODMAPs</font></b></p>     <p><strong>Intestinal Dysbiosis and Irritable Bowel Syndrome: effect of a low diet on FODMAPs</strong></p>     <p><strong>Ana Martins<sup>1</sup>*; Ana Pequito<sup>1</sup>; Ana L&uacute;cia Baltazar<sup>1</sup></strong></p>     <p><sup>1</sup>Escola Superior de Tecnologia da Sa&uacute;de do Instituto Polit&eacute;cnico de Coimbra, Rua 5 de Outubro, S&atilde;o Martinho do Bispo, 3046-854 Coimbra, Portugal</p> <a href="#c0">Endere&#231;o para correspond&#234;ncia</a><a name="topc0"></a>     <p></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><strong>RESUMO</strong></p>     <p>A s&iacute;ndrome do intestino irrit&aacute;vel &eacute; um dist&uacute;rbio gastrointestinal multifatorial, que afeta entre 10% a 25% da popula&ccedil;&atilde;o mundial. O diagn&oacute;stico da s&iacute;ndrome do intestino irrit&aacute;vel, segundo os Crit&eacute;rios de Roma IV, pode ser feito quando o individuo sofre de dor abdominal recorrente e esta est&aacute; associada a pelo menos dois dos seguintes sintomas: dor relacionada &agrave; defeca&ccedil;&atilde;o, altera&ccedil;&atilde;o na frequ&ecirc;ncia das fezes e altera&ccedil;&atilde;o na apar&ecirc;ncia das fezes. Evid&ecirc;ncias sugerem que uma distor&ccedil;&atilde;o na biodiversidade e composi&ccedil;&atilde;o da microbiota intestinal, disbiose, interfere na integridade do intestino desempenhando um fator importante no desencadear da s&iacute;ndrome do intestino irrit&aacute;vel.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>FODMAP &eacute; o acr&oacute;nimo para "oligo-, di- e monossacar&iacute;deos e poli&oacute;is ferment&aacute;veis" e designa um grupo de hidratos de carbono de cadeia curta, osmoticamente ativos e altamente ferment&aacute;veis no c&oacute;lon uma vez que a sua absor&ccedil;&atilde;o &eacute; incompleta no intestino delgado. Uma baixa absor&ccedil;&atilde;o de FODMAPs no intestino delgado pode dever-se a satura&ccedil;&atilde;o, inibi&ccedil;&atilde;o e defeitos ao n&iacute;vel dos transportadores pelo epit&eacute;lio (frutose), diminui&ccedil;&atilde;o da atividade das hidr&oacute;lases (lactose), deficits enzim&aacute;ticos (frutanos, galactanos) ou a mol&eacute;culas de elevadas dimens&otilde;es incapazes de ser absorvidas por difus&atilde;o simples (poli&oacute;is).</p>     <p>A dieta baixa em FODMAPs &eacute; constitu&iacute;da por tr&ecirc;s fases: restri&ccedil;&atilde;o, reintrodu&ccedil;&atilde;o e manuten&ccedil;&atilde;o e segundo alguns investigadores, pode ser recomendada como terapia de primeira linha para indiv&iacute;duos com s&iacute;ndrome do intestino irrit&aacute;vel. Estudos comprovam que uma ingest&atilde;o de at&eacute; 0,5g de FODMAPs (com exce&ccedil;&atilde;o da lactose) por refei&ccedil;&atilde;o se mostra eficaz no al&iacute;vio de sintomas, em 70% dos doentes.</p>     <p>A ado&ccedil;&atilde;o de uma dieta baixa em FODMAPs reduz os prebi&oacute;ticos e os substratos ferment&aacute;veis dispon&iacute;veis podendo alterar negativamente a estrutura e fun&ccedil;&atilde;o da microbiota intestinal.</p>     <p>A prescri&ccedil;&atilde;o deste regime alimentar n&atilde;o &eacute; f&aacute;cil sendo necess&aacute;ria a interven&ccedil;&atilde;o de um nutricionista com conhecimento nesta &aacute;rea, possibilitando o empowerment do doente, o controlo a longo prazo dos sintomas e melhoria da qualidade de vida.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><strong>Palavras-chave</strong></p>     <p>Dieta baixa em FODMAPs, Disbiose, FODMAP, Microbiota intestinal, S&iacute;ndrome do intestino irrit&aacute;vel</p>     <p>&nbsp;</p> <hr>     <p>&nbsp;</p>     <p><strong>ABSTRACT</strong></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Irritable bowel syndrome (IBS) is a multifactorial gastrointestinal disorder, affecting 10% to 25% of the world population. The diagnosis of IBS, according to the Rome IV Criteria, can be made when the individual suffers from recurrent abdominal pain and this is associated with at least two of the following symptoms: pain related to</p>     <p>defecation, changes in stool frequency, and changes in the appearance of feces. Evidence suggests that a distortion in the biodiversity and composition of the intestinal microbiota, dysbiosis, interferes with the integrity of the intestine playing an important factor triggering IBS.</p>     <p>FODMAP is the acronym for "oligo-, di- and monosaccharides and fermentable polyols". It designates a group of short-chain carbohydrates, osmotically active and highly fermentable in the colon since their absorption is incomplete in the small intestine. Low absorption of FODMAPs in the small intestine may be due to saturation, inhibition, and defects at the level of transporters by the epithelium (fructose), decreased activity of hydrolases (lactose), enzymatic deficits (fructans, galactans), or too large molecules unable to be absorbed by simple diffusion (polyols).</p>     <p>The low FODMAPs diet consists of three phases: restriction, reintroduction, and maintenance, and according to some researchers, it can be recommended as first-line therapy for individuals with IBS. Studies show that an intake of up to 0.5 g of FODMAPs (except for lactose) per meal is effective in relieving symptoms in 70% of patients.</p>     <p>The adoption of a diet low in FODMAPs reduces prebiotics and available fermentable substrates, which can negatively alter the structure and function of the intestinal microbiota.</p>     <p>The prescription of this diet is not easy, requiring the intervention of a nutritionist with knowledge in this area, enabling patient empowerment, long-term control of symptoms, and improvement in the quality of life.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><strong>Keywords</strong></p>     <p>Low FODMAPs diet, Dysbiosis, FODMAP, Intestinal microbiota, Irritable bowel syndrome</p>     <p>&nbsp;</p> <hr>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><strong>INTRODU&Ccedil;&Atilde;O</strong></p>     <p>A s&iacute;ndrome do intestino irrit&aacute;vel (SII) &eacute; um dist&uacute;rbio gastrointestinal multifatorial. Embora a sua etiologia ainda n&atilde;o seja totalmente compreendida, v&aacute;rias altera&ccedil;&otilde;es fisiopatol&oacute;gicas est&atilde;o associadas, tais como motilidade intestinal alterada, hipersensibilidade visceral, inflama&ccedil;&atilde;o intestinal de baixo grau, aumento da permeabilidade intestinal, desregula&ccedil;&atilde;o do eixo c&eacute;rebro-intestino e microbiota intestinal alterada sendo tamb&eacute;m a predisposi&ccedil;&atilde;o gen&eacute;tica um fator associado a este dist&uacute;rbio (1&ndash;6).</p>     <p>Este &eacute; um dos dist&uacute;rbios gastrointestinais mais comuns em todo o mundo, afetando entre 10% a 25% da popula&ccedil;&atilde;o mundial sendo mais frequente em mulheres e apresentando uma preval&ecirc;ncia menor para indiv&iacute;duos acima de 50 anos (2&ndash;4, 7&ndash;9).</p>     <p>O diagn&oacute;stico da SII &eacute; feito primariamente a partir dos Crit&eacute;rios de Roma IV. Segundo estes, o diagn&oacute;stico pode ser feito quando o individuo sofre de dor abdominal recorrente, em m&eacute;dia, pelo menos 1 dia por semana durante os &uacute;ltimos 3 meses, com in&iacute;cio h&aacute; pelo menos 6 meses, estando esta associada a pelo menos dois dos seguintes sintomas: dor relacionada &agrave; defeca&ccedil;&atilde;o, altera&ccedil;&atilde;o na frequ&ecirc;ncia das fezes e altera&ccedil;&atilde;o na apar&ecirc;ncia das fezes. Todos os casos diagnosticados s&atilde;o posteriormente atribu&iacute;dos a um subtipo de SII dependendo dos h&aacute;bitos intestinais, como obstipa&ccedil;&atilde;o (SII-O), diarreia (SII-D), combina&ccedil;&atilde;o de obstipa&ccedil;&atilde;o e diarreia (SII-M) e indefinida (SII-I) podendo, cada um deles associar-se tamb&eacute;m aos seguintes sintomas: distens&atilde;o abdominal e/ou flatul&ecirc;ncia excessiva. Alguns dos sintomas digestivos mais frequentes associados &agrave; SII incluem saciedade precoce, dispepsia intermitente e n&aacute;usea (7&ndash;10).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><strong>Disbiose Intestinal e S&iacute;ndrome do Intestino Irrit&aacute;vel</strong></p>     <p>Evid&ecirc;ncias sugerem que uma distor&ccedil;&atilde;o na biodiversidade e composi&ccedil;&atilde;o da microbiota intestinal, denominada disbiose, interfere na integridade do intestino desempenhando um fator importante no desencadear da SII. Esta distor&ccedil;&atilde;o pode dever-se a fatores como a idade, o tempo de tr&acirc;nsito intestinal e o seu pH, a</p>     <p>disponibilidade de substrato ferment&aacute;vel, estado imunol&oacute;gico e o uso de antibi&oacute;ticos (9, 11, 12).</p>     <p>A microbiota gastrointestinal humana representa um ecossistema metabolicamente ativo e complexo onde coabitam milhares de microrganismos, desempenhando fun&ccedil;&otilde;es (imunol&oacute;gicas, metab&oacute;licas e motoras) essenciais para a sa&uacute;de e sobreviv&ecirc;ncia do hospedeiro. Desta forma, a microbiota atua como uma barreira contra microrganismos invasores promovendo a imunidade intestinal, prevenindo tamb&eacute;m a prolifera&ccedil;&atilde;o de bact&eacute;rias patog&eacute;nicas. Contribui para o metabolismo de nutrientes e vitaminas essenciais, auxiliando na fermenta&ccedil;&atilde;o de hidratos de carbono mal absorvidos ou resistentes ao processo digestivo, favorecendo uma digest&atilde;o e absor&ccedil;&atilde;o eficaz de nutrientes. Assim, o comprometimento da sua integridade pode modificar significativamente a fisiologia gastrointestinal e acionar os mecanismos subjacentes &agrave; SII (1, 9, 11).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Estudos cient&iacute;ficos comprovam que a microbiota de doentes com SII apresenta uma diminui&ccedil;&atilde;o global e menor diversidade em compara&ccedil;&atilde;o com a de indiv&iacute;duos saud&aacute;veis. Evidenciam ainda que bact&eacute;rias potencialmente perigosas se encontram em concentra&ccedil;&otilde;es mais elevadas em indiv&iacute;duos com SII. O crescimento exagerado destas bact&eacute;rias vai perturbar a fun&ccedil;&atilde;o gastrointestinal, desequilibrando a produ&ccedil;&atilde;o das secre&ccedil;&otilde;es e consequente produ&ccedil;&atilde;o de enzimas pelos &oacute;rg&atilde;os que comp&otilde;em o trato gastrointestinal (9, 11), podendo levar a um d&eacute;fice nutricional uma vez que a capacidade de absor&ccedil;&atilde;o de nutrientes se encontra diminu&iacute;da.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><strong>O conceito FODMAPs</strong></p>     <p>FODMAP &eacute; o acr&oacute;nimo para "oligo-, di- e monossacar&iacute;deos e poli&oacute;is ferment&aacute;veis" e designa um grupo de hidratos de carbono de cadeia curta (frutanos, galactanos, lactose, frutose e poli&oacute;is), osmoticamente ativos e altamente ferment&aacute;veis no c&oacute;lon uma vez que a sua absor&ccedil;&atilde;o &eacute; incompleta no intestino delgado (5, 7, 13).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><strong>Frutanos e Galactanos</strong></p>     <p>Os oligossacar&iacute;deos, frutanos e galactanos, n&atilde;o sendo digeridos no trato digestivo devido a d&eacute;fices enzim&aacute;ticos, atravessam o trato gastrointestinal at&eacute; atingir o intestino grosso onde s&atilde;o fermentados, com consequente forma&ccedil;&atilde;o de gases e &aacute;cidos gordos de cadeia curta (4, 14). Estes hidratos de carbono apresentam fun&ccedil;&atilde;o de prebi&oacute;ticos uma vez que estimulam o crescimento e a atividade bacteriana de Bifidobacteria e Lactobacilli, potencialmente ben&eacute;ficas (4). Os frutanos s&atilde;o pol&iacute;meros de frutose ligados a uma mol&eacute;cula de glicose no final e os galactanos s&atilde;o pol&iacute;meros de galactose. Estes oligossacar&iacute;deos apresentam o maior comprimento de cadeia quando comparados com os restantes FODMAPs (10, 14).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><strong>Lactose</strong></p>     <p>A lactose &eacute; um dissacar&iacute;deo constitu&iacute;do pela jun&ccedil;&atilde;o de glicose e galactose e dependente da enzima lactase, presente nas vilosidades do intestino delgado, para a sua hidrolisa&ccedil;&atilde;o e posterior absor&ccedil;&atilde;o (4, 14, 15). A quantidade dispon&iacute;vel desta enzima no intestino est&aacute; sujeita a fatores gen&eacute;ticos e &eacute;tnicos ou at&eacute; de condi&ccedil;&otilde;es gastrointestinais (14). Quando esta enzima se encontra inativa ou numa concentra&ccedil;&atilde;o insuficiente, a lactose n&atilde;o absorvida no intestino delgado &eacute; mais tarde utilizada pelas bact&eacute;rias como substrato ferment&aacute;vel no c&oacute;lon distal, produzindo &aacute;cidos gordos de cadeia curta, hidrog&eacute;nio e metano em excesso (10, 15). Uma ingest&atilde;o superior a 7g de lactose est&aacute; associada a sintomas decorrentes da sua m&aacute; absor&ccedil;&atilde;o (14).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><strong>Frutose</strong></p>     <p>Este monossacar&iacute;deo de 6 carbonos pode ser absorvido atrav&eacute;s de v&aacute;rias vias de transporte facilitado no epit&eacute;lio intestinal. Quando a frutose est&aacute; presente na sua forma livre, ou seja, enquanto monossacar&iacute;deo, &eacute; absorvida por difus&atilde;o facilitada atrav&eacute;s do transportador de glicose 5 (GLUT-5), localizado na membrana apical dos enter&oacute;citos (4, 14). Como a frutose livre &eacute; absorvida na sua maioria por</p>     <p>mecanismos mediados por transportadores de baixa capacidade, quanto maior for o excesso deste monossacar&iacute;deo, maior a probabilidade de ocorrer m&aacute; absor&ccedil;&atilde;o. A absor&ccedil;&atilde;o deste a&ccedil;&uacute;car tamb&eacute;m pode ser mediada pelo transportador de glicose 2 (GLUT-2) quando se encontra na presen&ccedil;a de glicose e galactose podendo ser minimizada na presen&ccedil;a de sorbitol. Assim, o excesso de consumo de frutose, a inibi&ccedil;&atilde;o de GLUT-2 ou outros problemas podem resultar na acumula&ccedil;&atilde;o de frutose n&atilde;o absorvida no intestino grosso. Quantidades de frutose superiores a 25 g n&atilde;o s&atilde;o bem absorvidas por metade da popula&ccedil;&atilde;o, sendo que desta m&aacute; absor&ccedil;&atilde;o resulta um aumento da carga osm&oacute;tica no l&uacute;men intestinal e consequente fermenta&ccedil;&atilde;o (14, 16).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><strong>Poli&oacute;is</strong></p>     <p>Sorbitol, manitol, lactitol, xilitol, maltitol e isomalte s&atilde;o poli&oacute;is (&aacute;lcoois de a&ccedil;&uacute;car) parcialmente digeridos e absorvidos no intestino delgado e fermentados no intestino grosso (4, 14). Quando ingeridos em excesso, por exemplo numa quantidade superior a 50g de sorbitol por dia ou superior a 20g de manitol por dia, podem desencadear sintomas gastrointestinais (14).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><strong>Mecanismos e Consequ&ecirc;ncias da M&aacute; Absor&ccedil;&atilde;o dos FODMAPs</strong></p>     <p>Uma baixa absor&ccedil;&atilde;o de FODMAPs no intestino delgado pode dever-se a diversos mecanismos como satura&ccedil;&atilde;o, inibi&ccedil;&atilde;o e defeitos ao n&iacute;vel dos transportadores pelo epit&eacute;lio (frutose), diminui&ccedil;&atilde;o da atividade das hidr&oacute;lases (lactose), d&eacute;fices enzim&aacute;ticos (frutanos, galactanos) ou a mol&eacute;culas de elevadas dimens&otilde;es incapazes de ser absorvidas por difus&atilde;o simples (poli&oacute;is) (3, 5, 10, 16).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Este grupo de hidratos de carbono, quando n&atilde;o absorvidos, mobilizam a &aacute;gua para o intestino delgado, por efeito osm&oacute;tico (7, 14, 16, 17). Quando atingem o c&oacute;lon, s&atilde;o fermentados por bact&eacute;rias levando &agrave; produ&ccedil;&atilde;o de &aacute;cidos org&acirc;nicos e gases como o hidrog&eacute;nio (H2), di&oacute;xido de carbono (CO2) e metano (CH4) induzindo distens&atilde;o abdominal (4, 10, 17). Para al&eacute;m disso, os &aacute;cidos org&acirc;nicos resultantes da fermenta&ccedil;&atilde;o bacteriana, podem alterar a sensibilidade visceral e atuar ao n&iacute;vel do estado inflamat&oacute;rio da parede intestinal (5). Normalmente, estes processos ocorrem de forma despercebida ou causam sensa&ccedil;&otilde;es abdominais leves. Contudo, em indiv&iacute;duos com SII que apresentam hipersensibilidade visceral, pode levar a sintomas que apresentam um maior desconforto ao indiv&iacute;duo nomeadamente dor abdominal (4, 17).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><strong>Dieta Baixa em FODMAPs na SII</strong></p>     <p>Segundo alguns investigadores, uma dieta baixa em FODMAPs pode ser recomendada como terapia de primeira linha para indiv&iacute;duos com SII (18). Estudos comprovam que uma ingest&atilde;o de at&eacute; 0,5 g de FODMAPs (com exce&ccedil;&atilde;o da lactose) por refei&ccedil;&atilde;o se mostra eficaz no al&iacute;vio de sintomas como distens&atilde;o, dor abdominal, flatul&ecirc;ncia, fadiga, diarreia, em 70% dos doentes (3, 19, 20). Tendo em conta que esta dieta &eacute; restrita em fibra, pode-se verificar um agravamento do quadro de obstipa&ccedil;&atilde;o em alguns dos doentes com SII (1, 3, 4, 10).</p>     <p>A dieta baixa em FODMAPs &eacute; constitu&iacute;da por tr&ecirc;s fases: restri&ccedil;&atilde;o, reintrodu&ccedil;&atilde;o e manuten&ccedil;&atilde;o. Em baixo, encontram-se descritas as diretrizes gerais para a implementa&ccedil;&atilde;o das tr&ecirc;s fases.</p>     <p>Fase 1: restri&ccedil;&atilde;o, num per&iacute;odo de quatro a seis semanas, de alimentos com elevado teor de FODMAPs e substitui&ccedil;&atilde;o destes por alimentos com baixo teor (<a href ="/img/revistas/apn/n22/n22a07t1.jpg">Tabela 1</a>) (4, 14, 21). Desta forma, a dieta torna-se mais variada diminuindo o risco de defici&ecirc;ncias nutricionais (3, 10).</p>     
<p>Fase 2: reintrodu&ccedil;&atilde;o gradual e isolada de grupo de alimentos anteriormente restritos, por um per&iacute;odo de seis a oito semanas, de modo a identificar a toler&acirc;ncia individual para cada tipo de hidratos de carbono com o objetivo de controlar os sintomas a longo prazo (3, 7, 10, 14).</p>     <p>Fase 3: manuten&ccedil;&atilde;o da dieta com um consumo dos subgrupos de FODMAPs tolerados pelo indiv&iacute;duo, a longo prazo, de forma a controlar os sintomas (10, 14).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Ap&oacute;s a introdu&ccedil;&atilde;o desta dieta espera-se uma melhora sintom&aacute;tica entre uma a oito semanas e caso n&atilde;o se verifique nenhuma resposta positiva, a dieta dever&aacute; ser interrompida. &Eacute; importante referir que a n&atilde;o ades&atilde;o parcial ou total &agrave; dieta constitui a causa mais comum da n&atilde;o resposta (10, 21).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><strong>Dieta Baixa em FODMAPs vs. Microbiota Intestinal</strong></p>     <p>A ado&ccedil;&atilde;o de uma dieta baixa em FODMAPs reduz os prebi&oacute;ticos e os substratos ferment&aacute;veis dispon&iacute;veis podendo alterar negativamente a estrutura e fun&ccedil;&atilde;o da microbiota intestinal (22&ndash;24).</p>     <p>Estudos relatam modifica&ccedil;&otilde;es ao n&iacute;vel da microbiota intestinal ap&oacute;s o cumprimento de uma dieta baixa em FODMAPs da qual ocorreu uma diminui&ccedil;&atilde;o na abund&acirc;ncia total das bact&eacute;rias, sem se registar varia&ccedil;&otilde;es ao n&iacute;vel da diversidade bacteriana (22, 23, 25).</p>     <p>Esta diminui&ccedil;&atilde;o verificou-se principalmente ao n&iacute;vel das bact&eacute;rias ben&eacute;ficas (fun&ccedil;&otilde;es anti-inflamat&oacute;rias e imunol&oacute;gicas) para o organismo, nomeadamente Bifidobacterium, Akkermansia muciniphila, Faecalibacterium prausnitzii e Lactobacillus respons&aacute;veis n&atilde;o s&oacute; pela manuten&ccedil;&atilde;o da mucosa como na produ&ccedil;&atilde;o de butirato (20, 23&ndash;25).</p>     <p>Quantidades inferiores de Bifidobacterium na SII est&atilde;o associadas inversamente a limiares de dor, indicando que a composi&ccedil;&atilde;o da microbiota intestinal pode estar relacionada com a resposta dos sintomas (12, 26).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><strong>AN&Aacute;LISE CR&Iacute;TICA E CONCLUS&Otilde;ES</strong></p>     <p>Estudos revelam um benef&iacute;cio de uma dieta baixa em FODMAPs no tratamento dos sintomas da SII, contudo ainda n&atilde;o s&atilde;o claros os efeitos da sua aplica&ccedil;&atilde;o na sa&uacute;de gastrointestinal. Ainda assim sabe-se que este padr&atilde;o alimentar altera a composi&ccedil;&atilde;o da microbiota intestinal sendo as suas implica&ccedil;&otilde;es (positivas ou negativas) desconhecidas (3).</p>     <p>Relativamente aos ensaios cl&iacute;nicos que comprovam a efic&aacute;cia dos resultados do baixo consumo de FODMAPs existem algumas limita&ccedil;&otilde;es, tais como a escolha do placebo, avalia&ccedil;&atilde;o a curto prazo e se o ensaio cl&iacute;nico n&atilde;o for totalmente cego pondo em causa a observa&ccedil;&atilde;o e a conduta do mesmo. Para al&eacute;m disso, n&atilde;o &eacute; poss&iacute;vel afirmar que a ado&ccedil;&atilde;o desta dieta a longo prazo trar&aacute; os benef&iacute;cios descritos nos ensaios cl&iacute;nicos uma vez que, sendo uma dieta t&atilde;o restritiva, n&atilde;o &eacute; f&aacute;cil de manter tanto a n&iacute;vel social como de trabalho, apresentando tamb&eacute;m a desvantagem de ser dispendiosa (4).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A prescri&ccedil;&atilde;o deste regime alimentar n&atilde;o &eacute; f&aacute;cil, sendo necess&aacute;ria a interven&ccedil;&atilde;o de um nutricionista com conhecimento nesta &aacute;rea j&aacute; que, a incorreta instru&ccedil;&atilde;o assim como o n&atilde;o cumprimento por parte do doente, a longo prazo, podem levar a um desequil&iacute;brio nutricional agravando o estado de sa&uacute;de do indiv&iacute;duo. Contudo, a sua correta realiza&ccedil;&atilde;o traduz-se num baixo risco de inadequa&ccedil;&atilde;o nutricional uma vez que nenhum grupo de alimentos &eacute; exclu&iacute;do, existindo v&aacute;rias alternativas de alimentos com baixo teor de FODMAPs para todos os alimentos com um alto teor (25).</p>     <p>A personaliza&ccedil;&atilde;o desta dieta possibilita o empowerment do indiv&iacute;duo, o controlo a longo prazo dos sintomas e consequente melhoria da qualidade de vida. Alguns investigadores recomendam a dieta baixa em FODMAPs como terapia de primeira linha para doentes com SII (18).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><strong>REFER&Ecirc;NCIAS BIBLIOGR&Aacute;FICAS</strong></p> <ol>       <li>Passos M do CF, Moraes-Filho JP. Microbiota intestinal nas doen&ccedil;as digestivas. Arq Gastroenterol. 2017;54(3):255&ndash;62.</li>       <li>Choung RS, Saito YA. Epidemiology of Irritable Bowel Syndrome. GI Epidemiol Dis Clin Methodol Second Ed. 2014;222&ndash;34.</li>       <li>Ireton-Jones C. The low FODMAP diet: Fundamental therapy in the management of irritable bowel syndrome. Curr Opin Clin Nutr Metab Care. 2017;20(5):414&ndash;9.</li>       <li>Molina-Infante J, Serra J, Fernandez-Ba&ntilde;ares F, Mearin F. The low-FODMAP diet for irritable bowel syndrome: Lights and shadows. Gastroenterol y Hepatol (English Ed. 2016;39(2):55&ndash;65.</li>       <li>Jou&euml;t P, Morel N. Low FODMAPs diet, what nutritionist should know about it. Nutr Clin Metab [Internet]. 2019;33(3):199&ndash;204. Available from: <a href="https://doi.org/10.1016/j.nupar.2019.05.005"target="_blank">https://doi.org/10.1016/j.nupar.2019.05.005</a>.</li>       <li>Hellstr&ouml;m PM. Pathophysiology of the irritable bowel syndrome &ndash; Reflections of today. Best Pract Res Clin Gastroenterol. 2019;40&ndash;41.</li>       ]]></body>
<body><![CDATA[<li>Ooi SL, Correa D, Pak SC. Probiotics, prebiotics, and low FODMAP diet for irritable bowel syndrome &ndash; What is the current evidence? Complement Ther Med [Internet]. 2019;43(January):73&ndash;80. Available from: <a href="https://doi.org/10.1016/j.ctim.2019.01.010"target="_blank">https://doi.org/10.1016/j.ctim.2019.01.010</a></li>       <li>Soares RLS. Irritable bowel syndrome: A clinical review. World J Gastroenterol. 2014;20(34):12144&ndash;60.</li>       <li>Principi AN, Cozzali R, Farinelli E, Brusaferro A, Esposito S, Esposito S. Emeritus Professor of Pediatrics, Universit&agrave; degli Studi di Milano, Milan, Italy; 2 Pediatric Correspondence and requests for reprints should be addressed to: J Infect [Internet]. 2017; Available from: <a href="https://doi.org/10.1016/j.jinf.2017.12.013" target="_blank">https://doi.org/10.1016/j.jinf.2017.12.013</a>.</li>       <li>Mehtab W, Agarwal A, Singh N, Malhotra A, Makharia GK. All that a physician should know about FODMAPs. Indian J Gastroenterol. 2019;38(5):378&ndash;90.</li>       <li>Almeida, Luciana Barros; Marinho, C&eacute;lia Bastos; Souza, Cristiane da Silva; Cheib VBP. Disbiose Intestinal. Rev bras nutr cl&iacute;n. 2009;24(1):58&ndash;65.</li>       <li>Wang L, Alammar N, Singh R, Nanavati J, Song Y, Chaudhary R, et al. Gut Microbial Dysbiosis in the Irritable Bowel Syndrome: A Systematic Review and Meta-Analysis of Case-Control Studies. J Acad Nutr Diet [Internet]. 2020;120(4):565&ndash;86. Available from: <a href="https://doi.org/10.1016/j.jand.2019.05.015"target="_blank">https://doi.org/10.1016/j.jand.2019.05.015</a>.</li>       <li>Ispiryan L, Zannini E, Arendt EK. Characterization of the FODMAP-profile in cereal-product ingredients. J Cereal Sci [Internet]. 2020;92:102916. Available from: <a href="https://doi.org/10.1016/j.jcs.2020.102916"target="_blank">https://doi.org/10.1016/j.jcs.2020.102916</a>.</li>       <li>Zugasti Murillo A, Estremera Ar&eacute;valo F, Petrina J&aacute;uregui E. Diet low in fermentable oligosaccharides, disaccharides, monosaccharides and polyols (FODMAPs) in the treatment of irritable bowel syndrome: Indications and design. Endocrinol y Nutr (English Ed [Internet]. 2016;63(3):132&ndash;8. Available from: <a href="http://dx.doi.org/10.1016/j.endoen.2015.10.014"target="_blank">http://dx.doi.org/10.1016/j.endoen.2015.10.014</a>.</li>       <li>Eswaran S, Farida JP, Green J, Miller JD, Chey WD. Nutrition in the management of gastrointestinal diseases and disorders: the evidence for the low FODMAP diet. Curr Opin Pharmacol [Internet]. 2017;37:151&ndash;7. Available from: <a href="http://dx.doi.org/10.1016/j.coph.2017.10.008"target="_blank">http://dx.doi.org/10.1016/j.coph.2017.10.008</a>.</li>       <li>Barangu&aacute;n Castro ML, Ros Arnal I, Garc&iacute;a Romero R, Rodr&iacute;guez Mart&iacute;nez G, Ubalde Sainz E. Implementation of a low FODMAP diet for functional abdominal pain. An Pediatr&iacute;a (English Ed [Internet]. 2019;90(3):180&ndash;6. Available from: <a href="https://doi.org/10.1016/j.anpede.2018.02.014"target="_blank">https://doi.org/10.1016/j.anpede.2018.02.014</a>.</li>       ]]></body>
<body><![CDATA[<li>Staudacher HM, Whelan K. The low FODMAP diet: Recent advances in understanding its mechanisms and efficacy in IBS. Vol. 66, Gut. 2017. 1517&ndash;1527 p.</li>       <li>Zhou SY, Gillilland M, Wu X, Leelasinjaroen P, Zhang G, Zhou H, et al. FODMAP diet modulates visceral nociception by lipopolysaccharide-mediated intestinal inflammation and barrier dysfunction. J Clin Invest. 2018;128(1):267&ndash;80.</li>       <li>Staudacher HM, Ralph FSE, Irving PM, Whelan K, Lomer MCE. Nutrient Intake, Diet Quality, and Diet Diversity in Irritable Bowel Syndrome and the Impact of the Low FODMAP Diet. J Acad Nutr Diet [Internet]. 2020;120(4):535&ndash;47. Available from: <a href="https://doi.org/10.1016/j.jand.2019.01.017"target="_blank">https://doi.org/10.1016/j.jand.2019.01.017</a>.</li>       <li>Zannini E, Arendt EK. Low FODMAPs and gluten-free foods for irritable bowel syndrome treatment: Lights and shadows. Food Res Int [Internet]. 2018;110:33&ndash;41. Available from: <a href="http://dx.doi.org/10.1016/j.foodres.2017.04.001"target="_blank">http://dx.doi.org/10.1016/j.foodres.2017.04.001</a>.</li>       <li>Andrade VLA, Fonseca TN, Gouveia CA, Kobayashi TG, Leite RGS, Mattar RA, et al. Dieta restrita de FODMEPs como op&ccedil;&atilde;o terap&ecirc;utica na s&iacute;ndrome do intestino irrit&aacute;vel: Revis&atilde;o sistem&aacute;tica. GED - Gastrenterologia Endosc Dig. 2015;34(1):34&ndash;41.</li>       <li>Zhan Y le, Zhan Y an, Dai S xue. Is a low FODMAP diet beneficial for patients with inflammatory bowel disease? A meta-analysis and systematic review. Clin Nutr [Internet]. 2018;37(1):123&ndash;9. Available from: <a href="http://dx.doi.org/10.1016/j.clnu.2017.05.019"target="_blank">http://dx.doi.org/10.1016/j.clnu.2017.05.019</a>.</li>       <li>Cox SR, Lindsay JO, Fromentin S, Stagg AJ, McCarthy NE, Galleron N, et al. Effects of Low FODMAP Diet on Symptoms, Fecal Microbiome, and Markers of Inflammation in Patients With Quiescent Inflammatory Bowel Disease in a Randomized Trial. Gastroenterology [Internet]. 2020;158(1):176-188.e7. Available from: <a href="https://doi.org/10.1053/j.gastro.2019.09.024"target="_blank">https://doi.org/10.1053/j.gastro.2019.09.024</a>.</li>       <li>Laatikainen R, Jalanka J, Loponen J, Hongisto S-M, Hillil&auml; M, Koskenpato J, et al. Randomised clinical trial: effect of low-FODMAP rye bread versus regular rye bread on the intestinal microbiota of irritable bowel syndrome patients: association with individual symptom variation. BMC Nutr. 2019;5(1):1&ndash;11.</li>       <li>Gibson PR, Halmos EP. FODMAPs and carbohydrate intolerance [Internet]. Clinical and Basic Neurogastroenterology and Motility. Elsevier Inc.; 2020. 371&ndash;386 p. Available from: <a href="https://doi.org/10.1016/B978-0-12-813037-7.00026-1"target="_blank">https://doi.org/10.1016/B978-0-12-813037-7.00026-1</a>.</li>       <li>26. Valeur J, Sm&aring;stuen MC, Knudsen T, Lied GA, R&oslash;seth AG. Exploring Gut Microbiota Composition as an Indicator of Clinical Response to Dietary FODMAP Restriction in Patients with Irritable Bowel Syndrome. Dig Dis Sci [Internet]. 2018;63(2):429&ndash;36. Available from: <a href="https://doi.org/10.1007/s10620-017-4893-3"target="_blank">https://doi.org/10.1007/s10620-017-4893-3</a>.</li>     ]]></body>
<body><![CDATA[</ol>     <p></p>     <p>&nbsp;</p>     <p> <b><a href="#topc0">Endere&#231;o para correspond&#234;ncia</a><a name="c0"></a></b>     <p>Ana Teresa Valadar Martins</p>     <p>Rua dos Pescadores, lote 15, 2.&ordm;, Mirandela, 5370-421</p>     <p><a href="mailto:anavaladar@gmail.com">anavaladar@gmail.com</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Recebido a 5 de maio de 2020</p>     <p>Aceite a 23 de setembro de 2020</p>     ]]></body>
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