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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[O fitato e a biodisponibilidade de ferro nas leguminosas]]></article-title>
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<institution><![CDATA[,Instituto Politécnico de Coimbra Escola Superior de Tecnologia da Saúde ]]></institution>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Legumes are rich in proteins, carbohydrates, phytochemicals, vitamins, minerals and antinutrients. The antinutrients compounds reduce the bioavailability of micronutrients, like phytate. Iron (Fe) has a crucial role in several metabolic processes, such as hemoglobin’ synthesis, hormones, DNA, conjunctive and muscle tissue, with a critical role in the production of energy and oxygen’ transportation. The presence of phytate could cause Fe deficiency and several consequences for the organism. Therefore, the reduction or elimination of this antinutrient, it’s essential to improve the biological utilization of legumes and to reduce possible adverse effects. This review aims to understand the phytate metabolization, effects and doses, and to identify strategies that can reduce the effects of phytate, to improve Fe bioavailability. Phytate, the complex of phytic acid and mineral elements, is a chelating agent that reduces mineral bioavailability. It has an inhibitory effect on Fe when the molar ratio phytate/Fe is higher than 1. The consequences of Fe deficiency include decreased physical and cognitive performance, depression and fatigue. Soaking, germination, fermentation and heat treatment reduce phytate content, therefore increasing Fe bioavailability. Biofortification improves Fe status and seems to enhance the consequences of Fe deficiency, such as physical ability and cognitive function. Future research is necessary to study different varieties of legumes and in combination with various biofortified foods, like cereals. Besides that, more studies are needed to assess physical and cognitive performance, to develop biofortification and improve the health of populations.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Absorção de ferro]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>ARTIGO DE REVIS&Atilde;O</b></p>     <p>     <p><b><font face="" size="4">O fitato e a biodisponibilidade de ferro nas leguminosas</font></b></p>     <p><strong>Phytate and iron bioavailability in legumes</strong></p>     <p><strong>Bruna Pinheiro<sup>1</sup>; Carolina Gomes<sup>1</sup>*; Ana L&uacute;cia Baltazar<sup>1</sup></strong></p>     <p><sup>1</sup>Escola Superior de Tecnologia da Sa&uacute;de do Instituto Polit&eacute;cnico de Coimbra,Rua 5 de Outubro - SM Bispo, Apartado 7006, 3046-854 Coimbra, Portugal</p> <a href="#c0">Endere&#231;o para correspond&#234;ncia</a><a name="topc0"></a>     <p></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><strong>RESUMO</strong></p>     <p>As leguminosas s&atilde;o ricas em prote&iacute;nas, hidratos de carbono, fitoqu&iacute;micos, vitaminas, minerais e anti-nutrientes. Os anti-nutrientes reduzem a biodisponibilidade de vitaminas e minerais. O fitato &eacute; um inibidor dominante da biodisponibilidade de minerais, como o ferro (Fe). O Fe tem um papel crucial em v&aacute;rios processos metab&oacute;licos, como a s&iacute;ntese de hemoglobina, hormonas, DNA, tecido conjuntivo e muscular, tendo um papel crucial na produ&ccedil;&atilde;o de energia e transporte de oxig&eacute;nio no sangue. Assim, a presen&ccedil;a de fitato pode causar defici&ecirc;ncia de Fe e v&aacute;rias consequ&ecirc;ncias para o organismo. Portanto, a redu&ccedil;&atilde;o ou elimina&ccedil;&atilde;o deste anti-nutriente &eacute; essencial para melhorar a utiliza&ccedil;&atilde;o biol&oacute;gica de leguminosas e reduzir poss&iacute;veis efeitos adversos.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O objetivo desta revis&atilde;o &eacute; entender o metabolismo, efeitos e doses do fitato. Al&eacute;m disso, outro objetivo &eacute; mencionar estrat&eacute;gias que reduzam os efeitos do fitato, melhorem a biodisponibilidade do Fe e previnam a defici&ecirc;ncia deste micronutriente.</p>     <p>O fitato, o complexo de &aacute;cido f&iacute;tico e elementos minerais, &eacute; um agente quelante que reduz a biodisponibilidade mineral. Este tem um efeito inibit&oacute;rio no Fe quando a raz&atilde;o molar fitato/Fe &eacute; maior do que 1. As consequ&ecirc;ncias da defici&ecirc;ncia de Fe incluem diminui&ccedil;&atilde;o do desempenho f&iacute;sico e cognitivo, depress&atilde;o e fadiga. A demolha, a germina&ccedil;&atilde;o, a fermenta&ccedil;&atilde;o e o tratamento t&eacute;rmico reduzem o conte&uacute;do de fitato, aumentando assim a biodisponibilidade do Fe. A biofortifica&ccedil;&atilde;o melhora o status de Fe e parece melhorar as consequ&ecirc;ncias da defici&ecirc;ncia de Fe, tais como a capacidade f&iacute;sica e fun&ccedil;&atilde;o cognitiva.</p>     <p>Pesquisas futuras s&atilde;o necess&aacute;rias para estudar outras variedades de leguminosas e em combina&ccedil;&atilde;o com v&aacute;rios alimentos biofortificados, como cereais. Al&eacute;m disso, s&atilde;o necess&aacute;rios mais estudos para avaliar o desempenho f&iacute;sico e cognitivo, para desenvolver a biofortifica&ccedil;&atilde;o e melhorar a sa&uacute;de das popula&ccedil;&otilde;es.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><strong>Palavras-chave</strong></p>     <p>Absor&ccedil;&atilde;o de ferro, Anti-nutrientes, Biodisponibilidade de ferro, Fitato, Leguminosas</p>     <p>&nbsp;</p> <hr>     <p>&nbsp;</p>     <p><strong>ABSTRACT</strong></p>     <p>Legumes are rich in proteins, carbohydrates, phytochemicals, vitamins, minerals and antinutrients. The antinutrients compounds reduce the bioavailability of micronutrients, like phytate. Iron (Fe) has a crucial role in several metabolic processes, such as hemoglobin&rsquo; synthesis, hormones, DNA, conjunctive and muscle tissue, with a critical role in the production of energy and oxygen&rsquo; transportation. The presence of phytate could cause Fe deficiency and several consequences for the organism. Therefore, the reduction or elimination of this antinutrient, it&rsquo;s essential to improve the biological utilization of legumes and to reduce possible adverse effects.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>This review aims to understand the phytate metabolization, effects and doses, and to identify strategies that can reduce the effects of phytate, to improve Fe bioavailability.</p>     <p>Phytate, the complex of phytic acid and mineral elements, is a chelating agent that reduces mineral bioavailability. It has an inhibitory effect on Fe when the molar ratio phytate/Fe is higher than 1. The consequences of Fe deficiency include decreased physical and cognitive performance, depression and fatigue. Soaking, germination, fermentation and heat treatment reduce phytate content, therefore increasing Fe bioavailability. Biofortification improves Fe status and seems to enhance the consequences of Fe deficiency, such as physical ability and cognitive function.</p>     <p>Future research is necessary to study different varieties of legumes and in combination with various biofortified foods, like cereals. Besides that, more studies are needed to assess physical and cognitive performance, to develop biofortification and improve the health of populations.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><strong>Keywords</strong></p>     <p>Iron absorption, Anti-nutrients, Iron bioavailability, Phytate, Legumes</p>     <p>&nbsp;</p> <hr>     <p>&nbsp;</p>     <p><strong>INTRODU&Ccedil;&Atilde;O</strong></p>     <p>As leguminosas t&ecirc;m benef&iacute;cios para a sa&uacute;de humana, pois fornecem fitoqu&iacute;micos e outros constituintes qu&iacute;micos com atividades antioxidantes, que reduzem o risco de doen&ccedil;as como obesidade, hipertens&atilde;o, diabetes e cancro e melhoram a fun&ccedil;&atilde;o fisiol&oacute;gica, como por exemplo a sa&uacute;de intestinal (1, 2)</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>As leguminosas s&atilde;o ricas em prote&iacute;nas e amino&aacute;cidos essenciais (especialmente a lisina), hidratos de carbono, fitoqu&iacute;micos (com propriedades antioxidantes, analg&eacute;sicas e neuroprotetoras), vitaminas e minerais, como o folato, niacina, tiamina, c&aacute;lcio, ferro (Fe) e zinco (3&ndash;8). A concentra&ccedil;&atilde;o de nutrientes varia consideravelmente entre as leguminosas, variedades e locais dos gr&atilde;os (8). Cont&ecirc;m tamb&eacute;m anti-nutrientes como o fitato, polifen&oacute;is como os taninos, oxalato e inibidores de protease, que reduzem a biodisponibilidade de vitaminas e minerais, inibindo a sua absor&ccedil;&atilde;o (3&ndash;7, 9). Portanto, a redu&ccedil;&atilde;o ou elimina&ccedil;&atilde;o destes anti-nutrientes &eacute; importante para melhorar a utiliza&ccedil;&atilde;o biol&oacute;gica das leguminosas e para reduzir ou at&eacute; eliminar os efeitos destes (3).</p>     <p>A biodisponibilidade &eacute; a propor&ccedil;&atilde;o do conte&uacute;do total de nutrientes de um alimento dispon&iacute;vel, para fun&ccedil;&otilde;es metab&oacute;licas normais e indica a quantidade de um nutriente que &eacute; absorvida pelo corpo, depois da digest&atilde;o gastrointestinal (6, 9). Muitos minerais n&atilde;o s&atilde;o eficientemente absorvidos na dieta, por exemplo, o Fe (&lt;1 a 30%). Este fen&oacute;meno deve ser tido em conta na prepara&ccedil;&atilde;o de alimentos para reduzir defici&ecirc;ncias de micronutrientes, como o Fe, que leva &agrave; anemia (9).</p>     <p>A defici&ecirc;ncia de Fe &eacute; uma das defici&ecirc;ncias de micronutrientes mais comuns no mundo, afetando mais de 30% da popula&ccedil;&atilde;o mundial, principalmente crian&ccedil;as e mulheres. De acordo com os dados de mortalidade da Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial da Sa&uacute;de (OMS), a anemia por defici&ecirc;ncia de Fe causa 17.000 mortes por ano em mulheres em idade reprodutiva, com mais de 70% dessas mortes ocorrendo em &Aacute;frica (4, 8, 10&ndash;13).</p>     <p>O Fe &eacute; necess&aacute;rio em v&aacute;rios processos metab&oacute;licos como s&iacute;ntese de hemoglobina, hormonas e tecido conjuntivo e est&aacute; presente no tecido muscular como mioglobina (4, 14). Assim, o Fe tem um papel vital como transportador de oxig&eacute;nio no sangue, na s&iacute;ntese de DNA e produ&ccedil;&atilde;o de energia (14, 15). O Fe &eacute; essencial para o normal desenvolvimento do c&eacute;rebro e fun&ccedil;&atilde;o cognitiva, crescimento, produ&ccedil;&atilde;o de neurotransmissores e mieliniza&ccedil;&atilde;o (11). As consequ&ecirc;ncias da defici&ecirc;ncia de Fe incluem diminui&ccedil;&atilde;o do desempenho f&iacute;sico e cognitivo (concentra&ccedil;&atilde;o e mem&oacute;ria de curto prazo), depress&atilde;o e fadiga (10, 11). As consequ&ecirc;ncias sociais e econ&oacute;micas incluem aumento da mortalidade perinatal, baixa produtividade laboral e aumento das necessidades energ&eacute;ticas (10).</p>     <p>Nas leguminosas, o Fe &eacute; armazenado em complexos de ferritina, mas apenas uma parte deste est&aacute; biodispon&iacute;vel. Assim, est&atilde;o a ser investigadas estrat&eacute;gias que aumentem a sua biodisponibilidade e reduzam a concentra&ccedil;&atilde;o de anti-nutrientes (4).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><strong>METODOLOGIA</strong></p>     <p>Esta revis&atilde;o foi realizada nas bases de dados &ldquo;ScienceDirect&rdquo; e &ldquo;Scholar Google&rdquo; usando simultaneamente os seguintes descritores em ingl&ecirc;s: &ldquo;iron bioavailability&rdquo;, &ldquo;legumes&rdquo; e &ldquo;phytate&rdquo;. A partir das fontes mencionadas, dos 1630 artigos publicados entre 2002 e 2020, foram exclu&iacute;dos todos os resumos e inclu&iacute;dos artigos de revis&atilde;o para melhor compreens&atilde;o dos conceitos abordados, por&eacute;m dando prefer&ecirc;cia a artigos de pesquisa. Para al&eacute;m disto, foram exclu&iacute;dos estudos em animais e inclu&iacute;dos estudos em seres humanos e estudos com m&eacute;todos laboratoriais, como por exemplo, a cromatografia l&iacute;quida de alta press&atilde;o (HPLC) ou a espetrofotometria. Com base nestes crit&eacute;rios de exclus&atilde;o e inclus&atilde;o, selecionaram-se 53 artigos a partir da leitura do t&iacute;tulo e do resumo. Ap&oacute;s a leitura e an&aacute;lise dos artigos selecionados e atendendo ao seu n&iacute;vel de pertin&ecirc;ncia para a tem&aacute;tica da revis&atilde;o, utilizaram-se 25 artigos para a elabora&ccedil;&atilde;o desta.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><strong>Anti-nutrientes e Fitato</strong></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Os anti-nutrientes ou fatores anti-nutricionais s&atilde;o compostos sintetizados nos alimentos, pelo metabolismo normal das esp&eacute;cies. Estas subst&acirc;ncias, por si s&oacute; ou por meio dos seus produtos metab&oacute;licos, interferem na utiliza&ccedil;&atilde;o metab&oacute;lica de alimentos, atuando para reduzir a digest&atilde;o, absor&ccedil;&atilde;o e utiliza&ccedil;&atilde;o de nutrientes, e podem produzir outros efeitos adversos. Algumas destas subst&acirc;ncias conhecidas como &ldquo;metabolitos secund&aacute;rios&rdquo; s&atilde;o biologicamente ativas e provocam efeitos biol&oacute;gicos e fisiol&oacute;gicos adversos quando ingeridos pelo Homem e pelos animais, enquanto que outras s&atilde;o aplicadas na nutri&ccedil;&atilde;o e como agentes farmacologicamente ativos. A concentra&ccedil;&atilde;o dos constituintes anti-nutricionais nas leguminosas variam consoante as esp&eacute;cies da planta e m&eacute;todos de processamento p&oacute;s-colheita (16, 17).</p>     <p>O fitato tem sido dominante em compara&ccedil;&atilde;o com outros inibidores da biodisponibilidade de minerais, como as fibras diet&eacute;ticas ou os taninos (18). Foi sugerido que doses baixas de fitatos reduzem o risco de cancro do c&oacute;lon devido ao seu efeito antioxidante e pr&eacute;-bi&oacute;tico e porque se ligam a enzimas como as amilases, para que parte do amido n&atilde;o digerido atinja o intestino (19, 20).</p>     <p>O fitato, complexo de &aacute;cido f&iacute;tico (inositol fosfato) e mineral, &eacute; um agente quelante e &eacute; a principal forma de armazenamento de f&oacute;sforo e inositol em leguminosas (9, 15, 18). Dos diferentes tipos de inositol fosfato, como o mio-inositol hexafosfato e inositol pentafosfato, o inositol hexafosfato &eacute; o mais abundante nas plantas (15). A fitase &eacute; uma fosfatase espec&iacute;fica de fitato que hidrolisa o fitato em inositol e ortofosfato livre e liberta minerais (18).</p>     <p>Sob condi&ccedil;&otilde;es &aacute;cidas no est&ocirc;mago, o &aacute;cido f&iacute;tico, por possuir alta densidade de grupos fosfato carregados negativamente, liga-se aos i&otilde;es minerais, formando complexos est&aacute;veis e insol&uacute;veis. No intestino delgado, estes complexos precipitam devido ao aumento do pH durante a passagem do est&ocirc;mago para o intestino, reduzindo a biodisponibilidade dos minerais, pois n&atilde;o s&atilde;o facilmente absorvidos pelo trato gastrointestinal (6, 16, 20, 21). Depois de chegar ao c&oacute;lon, o fitato &eacute; degradado pela fitase produzida pela microbiota intestinal, sendo que esta degrada&ccedil;&atilde;o &eacute; afetada pelo c&aacute;lcio e magn&eacute;sio. Uma elevada ingest&atilde;o de c&aacute;lcio e magn&eacute;sio afeta a solubilidade do fitato no trato gastrointestinal e reduz a acessibilidade do fitato para hidr&oacute;lise enzim&aacute;tica (21).</p>     <p>O &aacute;cido f&iacute;tico tamb&eacute;m inibe a a&ccedil;&atilde;o da tirosinase gastrointestinal, tripsina, pepsina, l&iacute;pase e am&iacute;lase (16).</p>     <p>A previs&atilde;o da biodisponibilidade de um mineral em alimentos com fitatos &eacute; dif&iacute;cil de fazer devido &agrave;s intera&ccedil;&otilde;es entre minerais e &aacute;cido f&iacute;tico, &agrave; dose de &aacute;cido f&iacute;tico,</p>     <p>atividade da fitase end&oacute;gena, condi&ccedil;&otilde;es de processamento, digestibilidade do alimento e estado fisiol&oacute;gico e intestinal individual (15).</p>     <p>A raz&atilde;o molar fitato/mineral &eacute; uma ferramenta para prever a biodisponibilidade dos minerais (15). O fitato come&ccedil;a a perder o seu efeito inibit&oacute;rio sobre o Fe quando a raz&atilde;o molar &eacute; inferior a 1. &Eacute; importante referir que diferentes alimentos s&atilde;o consumidos numa refei&ccedil;&atilde;o e que esta raz&atilde;o molar pode ser facilmente alterada (15, 20), podendo haver um efeito inibit&oacute;rio forte at&eacute; quando a raz&atilde;o fitato/Fe &eacute; baixa como 0,2. O teor de fitato deve ser reduzido, idealmente &le;25mg/100g, para minimizar perdas de micronutrientes (20).</p>     <p>A biodisponibilidade de minerais, como o Fe, pode ser melhorada aumentando fatores alimentares, como o &aacute;cido asc&oacute;rbico (vitamina C), que aumentem a absor&ccedil;&atilde;o mineral no intestino (14). Outras estrat&eacute;gias para melhorar a biodisponibilidade e reduzir fatores anti-nutricionais s&atilde;o a demolha (15), a germina&ccedil;&atilde;o (6, 7, 18), a fermenta&ccedil;&atilde;o (18, 19), o tratamento t&eacute;rmico (6, 7, 15, 19, 22) e os acidulantes alimentares (18). Apesar da fermenta&ccedil;&atilde;o e germina&ccedil;&atilde;o implicarem determinadas propriedades organol&eacute;ticas indesej&aacute;veis (9, 18).</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><strong>Estrat&eacute;gias para a Redu&ccedil;&atilde;o de Anti-nutrientes</strong></p>     <p>Muitos estudos t&ecirc;m contribu&iacute;do para avaliar quais as estrat&eacute;gias mais eficazes e eficientes na redu&ccedil;&atilde;o do efeito dos anti-nutrientes, em particular, estrat&eacute;gias que reduzam o teor de fitato e que melhorem a biodisponibilidade mineral.</p>     <p>Lestienne et al. (2005) mostraram que a demolha reduziu o teor de Fe e de fitatos (entre os 17 e 28%) e n&atilde;o melhorou a raz&atilde;o molar fitato/Fe nem a biodisponibilidade deste mineral (9). Habiba (2002) verificou que a cozedura das ervilhas reduziu o teor de &aacute;cido f&iacute;tico em maior quantidade (47,9%) na cozedura de 40 minutos (3). No estudo de Brigide et al. (2019), a demolha e a cozedura dos feij&otilde;es reduziu a quantidade de inositol hexafosfato, sendo o tratamento dos feij&otilde;es demolhados, cozidos e secos/desidratados o mais promissor para a biodisponibilidade do Fe (15). Assim, conclu&iacute;ram que, a demolha por si s&oacute; n&atilde;o foi um bom m&eacute;todo para melhorar a biodisponibilidade mineral, mas pode ser &uacute;til se combinada com outros tratamentos ou condi&ccedil;&otilde;es otimizadas de demolha (9).</p>     <p>Pal et al. (2017) e Luo et al. (2013) verificaram que a germina&ccedil;&atilde;o reduziu o teor de &aacute;cido f&iacute;tico em 40-59% e melhorou a biodisponibilidade de Fe em 4 vezes mais nas favas e soja, respetivamente (7,18). No estudo de Sant&rsquo;Ana et al. (2019), verificaram que a raz&atilde;o fitato/Fe estava abaixo do valor considerado prejudicial para a biodisponibilidade de Fe, demonstrando que a cozedura e germina&ccedil;&atilde;o reduzem fitatos e melhoram a biodisponibilidade do Fe (6).</p>     <p>Lestienne et al. (2005) e Habiba (2002) verificaram que na demolha, cozedura sob press&atilde;o e na cozedura durante 40 min, as leguminosas mostraram baixo teor de prote&iacute;nas, bem como baixos n&iacute;veis de fitato. Isto mostra que a demolha e o cozimento melhoram a digestibilidade das leguminosas, devido &agrave; redu&ccedil;&atilde;o do conte&uacute;do em &aacute;cido f&iacute;tico e devido ao efeito do calor na estrutura tridimensional das prote&iacute;nas. No entanto, o processamento tamb&eacute;m pode causar uma diminui&ccedil;&atilde;o na digestibilidade das prote&iacute;nas, por escurecimento n&atilde;o enzim&aacute;tico e forma&ccedil;&atilde;o de complexos entre prote&iacute;nas e fitatos (3, 9).</p>     <p>A demolha, o cozimento e a germina&ccedil;&atilde;o s&atilde;o processos simples, comuns e eficazes que reduzem o conte&uacute;do de fitatos e melhoram a biodisponibilidade mineral das leguminosas (7, 9, 18). No entanto, &eacute; importante referir que, os efeitos da demolha, cozimento e germina&ccedil;&atilde;o nos componentes anti-nutricionais dependem do tipo de leguminosa e das condi&ccedil;&otilde;es usadas durante os processos, como o tempo, temperatura, teor de humidade, pH e presen&ccedil;a ou aus&ecirc;ncia de luminosidade (3, 6, 15).</p>     <p>Para al&eacute;m disso, existem outros fatores que afetam a biodisponibilidade, como potenciadores de absor&ccedil;&atilde;o de Fe (amino&aacute;cidos, carne, aves e peixe) e inibidores da absor&ccedil;&atilde;o de Fe (fitato, prote&iacute;na da gema do ovo e fosvitina da gema do ovo, case&iacute;na, conglicinina, albumina e certos polifen&oacute;is) (15).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><strong>Estrat&eacute;gias para Prevenir Defici&ecirc;ncia de Ferro</strong></p>     <p>As estrat&eacute;gias nutricionais para prevenir a defici&ecirc;ncia de Fe incluem diversidade alimentar, suplementa&ccedil;&atilde;o de Fe, fortifica&ccedil;&atilde;o alimentar e a biofortifica&ccedil;&atilde;o, uma alternativa sustent&aacute;vel, barata e eficaz (10, 23).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A biofortifica&ccedil;&atilde;o visa aumentar os n&iacute;veis de micronutrientes, atrav&eacute;s de pr&aacute;ticas agron&oacute;micas, melhoria gen&eacute;tica convencional de plantas ou biotecnologia moderna. Esta t&eacute;cnica pode ser ben&eacute;fica para popula&ccedil;&otilde;es vulner&aacute;veis, mesmo que o aumento de micronutrientes seja pequeno (11, 15, 23).</p>     <p>O aumento da concentra&ccedil;&atilde;o de Fe nas culturas alimentares pode n&atilde;o resultar num aumento proporcional de Fe absorvido, pois alimentos com alto teor de Fe tamb&eacute;m podem ter concentra&ccedil;&otilde;es aumentadas ou diminu&iacute;das de inibidores ou intensificadores da absor&ccedil;&atilde;o de Fe. Portanto, &eacute; necess&aacute;rio analisar a concentra&ccedil;&atilde;o e a biodisponibilidade de Fe, em culturas alimentares com altas concentra&ccedil;&otilde;es de minerais (15, 23).</p>     <p>Junqueira-Franco et al. (2018) testaram a absor&ccedil;&atilde;o do Fe de feij&atilde;o, em volunt&aacute;rios, n&atilde;o an&eacute;micos. A concentra&ccedil;&atilde;o de Fe do feij&atilde;o comum foi de 56,554 mg/kg e do feij&atilde;o biofortificado foi de 72,966 mg/kg, cerca de 29% mais que o feij&atilde;o comum. O consumo de Fe dos feij&otilde;es comuns foi de 5,65 mg e de 7,29 mg para os feij&otilde;es fortificados, pelo que a absor&ccedil;&atilde;o de Fe n&atilde;o diferiu estatisticamente entre os dois grupos. Provavelmente, a concentra&ccedil;&atilde;o de Fe no feij&atilde;o biofortificado n&atilde;o foi suficiente para aumentar a biodisponibilidade (23).</p>     <p>Haas et al. (2016) avaliaram a efic&aacute;cia de feij&atilde;o biofortificado com Fe, numa popula&ccedil;&atilde;o com defici&ecirc;ncia de Fe. Enquanto que o feij&atilde;o comum continha 50mg Fe/kg, o feij&atilde;o biofortificado continha 86mg Fe/kg, ou seja, continha 71% mais Fe que os feij&otilde;es comuns. A ingest&atilde;o de Fe a partir do feij&atilde;o foi de 14,5 mg/dia no feij&atilde;o biofortificado e de 8,6 mg/dia no feij&atilde;o comum e o Fe absorvido foi de 1,06 mg/dia e de 0,79 mg/dia, respetivamente. Isto representa 75% e 56% da dose di&aacute;ria recomendada. Os feij&otilde;es biofortificados com Fe aumentaram significativamente a hemoglobina, as concentra&ccedil;&otilde;es de ferritina s&eacute;rica e o Fe corporal total. Os resultados deste estudo tamb&eacute;m sugerem que o consumo de feij&atilde;o biofortificado melhora as consequ&ecirc;ncias da defici&ecirc;ncia de Fe, como capacidade f&iacute;sica e fun&ccedil;&atilde;o cognitiva (10).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><strong>AN&Aacute;LISE CR&Iacute;TICA</strong></p>     <p>O &aacute;cido f&iacute;tico &eacute; um dos inibidores dominantes da biodisponibilidade de minerais e atua, ligando-se a minerais como o Fe, dificultando a sua absor&ccedil;&atilde;o (6, 16, 18, 20, 21). Assim, pode haver altera&ccedil;&atilde;o do status de Fe e dos processos metab&oacute;licos nos quais o Fe interv&eacute;m, como &eacute; o caso da s&iacute;ntese de hemoglobina, hormonas, DNA, tecido conjuntivo e muscular e transporte de oxig&eacute;nio no sangue (4, 14). Consequentemente, o desempenho f&iacute;sico e cognitivo, o crescimento, o desenvolvimento cerebral, a produ&ccedil;&atilde;o de neurotransmissores e a mieliniza&ccedil;&atilde;o podem ser afetados (10, 11, 14, 15).</p>     <p>A redu&ccedil;&atilde;o dos fitatos nas leguminosas durante a demolha, germina&ccedil;&atilde;o e cozedura &eacute; atribu&iacute;da &agrave; s&iacute;ntese e ativa&ccedil;&atilde;o de fitases end&oacute;genas e &agrave; liberta&ccedil;&atilde;o dos i&otilde;es fitato que se difundem na &aacute;gua da demolha e cozedura (7, 15, 18, 19). Isto melhora a qualidade nutricional dos alimentos e aumenta o seu conte&uacute;do nutritivo e digestibilidade, podendo duplicar a biodisponibilidade de Fe (18).</p>     <p>Lestienne et al. (2015) verificaram que n&iacute;veis baixos de fitatos estavam associados a baixos teores de prote&iacute;na. Isto pode ser explicado pelo facto do &aacute;cido f&iacute;tico formar um complexo com amino&aacute;cidos, reduzindo a sua digestibilidade e biodisponibilidade. Como a demolha, germina&ccedil;&atilde;o e tratamento t&eacute;rmico reduzem o conte&uacute;do de fitato, v&atilde;o tamb&eacute;m reduzir os complexos &aacute;cido f&iacute;tico-amino&aacute;cido, aumentando assim os amino&aacute;cidos dispon&iacute;veis e a digestibilidade das prote&iacute;nas (3, 5, 9, 15, 16).</p>     <p>A biodisponibilidade do Fe nas leguminosas pode ser aumentada atrav&eacute;s da melhoria convencional de plantas, sem sacrificar as caracter&iacute;sticas agron&oacute;micas (24). A biofortifica&ccedil;&atilde;o em Fe, para al&eacute;m de aumentar o status de Fe, pode prevenir</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>as consequ&ecirc;ncias da defici&ecirc;ncia de Fe relacionadas com a fun&ccedil;&atilde;o cognitiva, mem&oacute;ria e aten&ccedil;&atilde;o, capacidade f&iacute;sica e resist&ecirc;ncia (10, 11).</p>     <p>Para planear programas e interven&ccedil;&otilde;es de sa&uacute;de p&uacute;blica, devem comparar-se os efeitos da biofortifica&ccedil;&atilde;o, da fortifica&ccedil;&atilde;o e da suplementa&ccedil;&atilde;o. Por exemplo, num ambiente com elevada defici&ecirc;ncia de Fe, a suplementa&ccedil;&atilde;o &eacute; a abordagem a curto prazo, enquanto que a fortifica&ccedil;&atilde;o e biofortifica&ccedil;&atilde;o s&atilde;o estrat&eacute;gias econ&oacute;micas e sustent&aacute;veis de manuten&ccedil;&atilde;o a longo prazo (11, 25).</p>     <p>Estudos futuros ser&atilde;o necess&aacute;rios para popula&ccedil;&otilde;es de risco e para avaliar os resultados funcionais, como a performance f&iacute;sica e cognitiva. Para, deste modo, desenvolver t&eacute;cnicas como a biofortifica&ccedil;&atilde;o, para diminuir as defici&ecirc;ncias de Fe e melhorar a sa&uacute;de das popula&ccedil;&otilde;es (11, 24). Al&eacute;m disso, s&atilde;o essenciais estudos da biofortifica&ccedil;&atilde;o de outras variedades de leguminosas, para al&eacute;m do feij&atilde;o j&aacute; estudado, e da combina&ccedil;&atilde;o de v&aacute;rios alimentos biofortificados com Fe, cereais (trigo, arroz, milho) e leguminosas (feij&atilde;o, gr&atilde;o, lentilha, ervilha) (24).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><strong>CONCLUS&Otilde;ES</strong></p>     <p>A pesquisa cient&iacute;fica e a an&aacute;lise dos artigos selecionados permitiram entender como se processa a metaboliza&ccedil;&atilde;o do fitato, quais os seus efeitos e quando a raz&atilde;o fitato/Fe &eacute; maior que 1, o fitato inibe a absor&ccedil;&atilde;o de Fe. Neste artigo de revis&atilde;o, foram tamb&eacute;m tidas em considera&ccedil;&atilde;o, as estrat&eacute;gias para melhorar a biodisponibilidade de minerais como o Fe. Foi poss&iacute;vel entender que os processos de demolha, germina&ccedil;&atilde;o e tratamento t&eacute;rmico reduzem o conte&uacute;do de fitato e aumentam a atividade da fitase, melhorando a biodisponibilidade mineral das leguminosas. Enquanto que, a biofortifica&ccedil;&atilde;o aumenta os n&iacute;veis de micronutrientes, beneficiando a sa&uacute;de de popula&ccedil;&otilde;es vulner&aacute;veis, a longo prazo.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><strong>REFER&Ecirc;NCIAS BIBLIOGR&Aacute;FICAS</strong></p> <ol>       <li>Thompson HJ. Dietary Bean Consumption and Human Health. Nutrients [Internet]. 2019 Dec 17;11(12):3074. Available from: <a href="https://www.mdpi.com/2072-6643/11/12/3074"target="_blank">https://www.mdpi.com/2072-6643/11/12/3074</a>.</li>       <li>Kumar S, Pandey G. Biofortification of pulses and legumes to enhance nutrition. Heliyon [Internet]. 2020 Mar;6(3):4&ndash;9. Available from: <a href="https://linkinghub.elsevier.com/retrieve/pii/S2405844020305272"target="_blank">https://linkinghub.elsevier.com/retrieve/pii/S2405844020305272</a>.</li>       ]]></body>
<body><![CDATA[<li>Habiba R. Changes in anti-nutrients, protein solubility, digestibility, and HCl-extractability of ash and phosphorus in vegetable peas as affected by cooking methods. Food Chem [Internet]. 2002 May 1 [cited 2020 Feb 27];77(2):187&ndash;92. Available from: <a href="https://linkinghub.elsevier.com/retrieve/pii/S0308814601003351"target="_blank">https://linkinghub.elsevier.com/retrieve/pii/S0308814601003351</a>.</li>       <li>Castro-Guerrero NA, Isidra-Arellano MC, Mendoza-Cozatl DG, Vald&eacute;s-L&oacute;pez O. Common Bean: A Legume Model on the Rise for Unraveling Responses and Adaptations to Iron, Zinc, and Phosphate Deficiencies. Front Plant Sci [Internet]. 2016 May 3;7(May):391&ndash;417. Available from: <a href="https://www.frontiersin.org/articles/10.3389/fpls.2016.00600/full"target="_blank">https://www.frontiersin.org/articles/10.3389/fpls.2016.00600/full</a>.</li>       <li>Oliveira AP, Naozuka J. Chemical Speciation of Iron in Different Varieties of Beans (Phaseolus vulgaris L.): Cooking Effects. J Braz Chem Soc [Internet]. 2015;26(10):2144&ndash;9. Available from: <a href="http://www.gnresearch.org/doi/10.5935/0103-5053.20150201"target="_blank">http://www.gnresearch.org/doi/10.5935/0103-5053.20150201</a>.</li>       <li>Sant&rsquo; Ana CT, Antunes PT, Reis TC, V&aacute;z-Tostes MG, Meira EF, Costa NMB. Bioaccessibility and bioavailability of iron in biofortified germinated cowpea. J Sci Food Agric [Internet]. 2019 Nov 6;99(14):6287&ndash;95. Available from: <a href="https://onlinelibrary.wiley.com/doi/abs/10.1002/jsfa.9902"target="_blank">https://onlinelibrary.wiley.com/doi/abs/10.1002/jsfa.9902</a>.</li>       <li>Pal RS, Bhartiya A, Yadav P, Kant L, Mishra KK, Aditya JP, et al. Effect of dehulling, germination and cooking on nutrients, anti-nutrients, fatty acid composition and antioxidant properties in lentil (Lens culinaris). J Food Sci Technol [Internet]. 2017 Mar 7;54(4):909&ndash;20. Available from: <a href="http://link.springer.com/10.1007/s13197-016-2351-4"target="_blank">http://link.springer.com/10.1007/s13197-016-2351-4</a>.</li>       <li>Jager I, Borgonjen-van den Berg KJ, Giller KE, Brouwer ID. Current and potential role of grain legumes on protein and micronutrient adequacy of the diet of rural Ghanaian infants and young children: using linear programming. Nutr J [Internet]. 2019 Dec 21 [cited 2020 Feb 27];18(1):12. Available from: <a href="http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/30791898"target="_blank">http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/30791898</a>.</li>       <li>Lestienne I, Icard-Verni&egrave;re C, Mouquet C, Picq C, Tr&egrave;che S. Effects of soaking whole cereal and legume seeds on iron, zinc and phytate contents. Food Chem [Internet]. 2005 Feb 1 [cited 2020 Feb 27];89(3):421&ndash;5. Available from: <a href="https://linkinghub.elsevier.com/retrieve/pii/S0308814604002298"target="_blank">https://linkinghub.elsevier.com/retrieve/pii/S0308814604002298</a>.</li>       <li>Haas JD, Luna S V, Lung&rsquo;aho MG, Wenger MJ, Murray-Kolb LE, Beebe S, et al. Consuming Iron Biofortified Beans Increases Iron Status in Rwandan Women after 128 Days in a Randomized Controlled Feeding Trial. J Nutr [Internet]. 2016 Aug 1;146(8):1586&ndash;92. Available from: <a href="https://academic.oup.com/jn/article/146/8/1586/4584652"target="_blank">https://academic.oup.com/jn/article/146/8/1586/4584652</a>.</li>       <li>Finkelstein JL, Fothergill A, Hackl LS, Haas JD, Mehta S. Iron biofortification interventions to improve iron status and functional outcomes. Proc Nutr Soc [Internet]. 2019 May 30;78(02):197&ndash;207. Available from: <a href="https://www.cambridge.org/core/product/identifier/S0029665118002847/type/journal_article"target="_blank">https://www.cambridge.org/core/product/identifier/S0029665118002847/type/journal_article</a>.</li>       <li>Weinborn V, Pizarro F, Olivares M, Brito A, Arredondo M, Flores S, et al. The Effect of Plant Proteins Derived from Cereals and Legumes on Heme Iron Absorption. Nutrients [Internet]. 2015 Oct 30;7(11):8977&ndash;86. Available from: <a href="http://www.mdpi.com/2072-6643/7/11/5446"target="_blank">http://www.mdpi.com/2072-6643/7/11/5446</a>.</li>       ]]></body>
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<body><![CDATA[<li>Junqueira-Franco MVM, Dutra de Oliveira JE, Nutti MR, Pereira HS, Carvalho JLV, Abrams SA, et al. Iron absorption from beans with different contents of iron, evaluated by stable isotopes. Clin Nutr ESPEN [Internet]. 2018 Jun;25:121&ndash;5. Available from: <a href="https://linkinghub.elsevier.com/retrieve/pii/S2405457717304941"target="_blank">https://linkinghub.elsevier.com/retrieve/pii/S2405457717304941</a>.</li>       <li>Boy E, Haas J, Petry N, Cercamondi CI, Gahutu J, Mehta S, et al. Efficacy of Iron-Biofortified Crops. African J Food, Agric Nutr Dev [Internet]. 2017;17(2):11879&ndash;92. Available from: <a href="https://www.ajfand.net/Volume17/No2/Biofortification%20Issue%20Chapter%203.pdf."target="_blank">https://www.ajfand.net/Volume17/No2/Biofortification%20Issue%20Chapter%203.pdf</a> .</li>       <li>Bouis HE, Hotz C, McClafferty B, Meenakshi J V., Pfeiffer WH. Biofortification: A New Tool to Reduce Micronutrient Malnutrition. Food Nutr Bull [Internet]. 2011 Mar 14;32(1):S31&ndash;40. Available from: <a href="http://journals.sagepub.com/doi/10.1177/15648265110321S105"target="_blank">http://journals.sagepub.com/doi/10.1177/15648265110321S105</a>.</li>     </ol>     <p></p>     <p>&nbsp;</p>     <p> <b><a href="#topc0">Endere&#231;o para correspond&#234;ncia</a><a name="c0"></a></b>     <p>Carolina Gomes</p>     <p>Rua do Forno, n. 53 – Pardielas, 2240-371 Ferreira do Z&ecirc;zere, Portugal</p>     <p><a href="mailto:carolinaramalhogomes@hotmail.com">carolinaramalhogomes@hotmail.com</a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>Recebido a 14 de maio de 2020</p>     <p>Aceite a 25 de setembro de 2020</p>      ]]></body><back>
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