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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Desenvolvimento de Ferramenta Online Para o Direito à Saúde: A Rede Ibero-Americana de Direito Sanitário]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The article is about the so-called socio-technical network Iberoamerican Network of Health Law in cyberspace which is an academic network for studies and research on the right to health made up by universities and scientific institutes of countries from the Americas and the Iberian region. The article aims to present the theoretical and methodological foundations underpinning the structure of technical and scientific cooperation networks using the case study method. It shows an intellectual production, especially concentrated in sub-networks, within a wider coverage network. It concludes that the physical distances on a continental scale make the use of a wide network an option for group work that is being recognized by its efficiency and effectiveness.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p style="text-align: right;"><b>REVIEW ARTICLE</b></p>     <p><b>Desenvolvimento de Ferramenta Online Para o Direito &agrave; Sa&uacute;de: A Rede Ibero-Americana de Direito Sanit&aacute;rio</b></p>     <p><b>Development of an Online Tool for Health Law: The Iberoamerican Health Law Network</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Maria Célia Delduque<sup>a</sup>; Sandra Mara C. Alves<sup>a</sup>; Marcelo S. Jesus<sup>b</sup></b></p>     <p><sup>a</sup> Rede Ibero-Americana de Direito Sanit&aacute;rio, Funda&ccedil;&atilde;o Oswaldo Cruz-Fiocruz, Rio de Janeiro, Brazil</p>     <p><sup>b</sup> Funda&ccedil;&atilde;o Oswaldo Cruz-Fiocruz, Rio de Janeiro, Brazil</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p>O artigo versa a instala&ccedil;&atilde;o e funcionamento da rede sociot&eacute;cnica denominada Rede Ibero-Americana de Direito Sanit&aacute;rio no ciberespa&ccedil;o que constitui uma inst&acirc;ncia acad&eacute;mica destinada a estudos e pesquisas na &aacute;rea do direito &agrave; sa&uacute;de, composta por universidades e institutos de ensino e pesquisa dos pa&iacute;ses das Am&eacute;ricas e da Regi&atilde;o Ib&eacute;rica. O estudo apresenta as bases te&oacute;rica e metodol&oacute;gica em que se baseia a estrutura da rede de coopera&ccedil;&atilde;o t&eacute;cnica e cient&iacute;fica utilizando o m&eacute;todo de estudo de caso. O estudo aponta para uma prof&iacute;cua produ&ccedil;&atilde;o intelectual no tema do direito &agrave; sa&uacute;de, especialmente concentrada em sub-redes no &acirc;mbito de uma network de maior abrang&ecirc;ncia. Conclui que com as dist&acirc;ncias f&iacute;sicas em escala continental, a utiliza&ccedil;&atilde;o desta rede alargada como op&ccedil;&atilde;o de trabalho em grupo tem sido reconhecida em termos da sua efici&ecirc;ncia e efic&aacute;cia.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Keywords:</b> Network &middot; Cooperation network &middot; Right to health &middot; Iberoamerican region &middot;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>The article is about the so-called socio-technical network Iberoamerican Network of Health Law in cyberspace which is an academic network for studies and research on the right to health made up by universities and scientific institutes of countries from the Americas and the Iberian region. The article aims to present the theoretical and methodological foundations underpinning the structure of technical and scientific cooperation networks using the case study method. It shows an intellectual production, especially concentrated in sub-networks, within a wider coverage network. It concludes that the physical distances on a continental scale make the use of a wide network an option for group work that is being recognized by its efficiency and effectiveness.</p>     <p><b>Keywords:</b> Network &middot; Cooperation network &middot; Right to health &middot; Iberoamerican region &middot;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></p>     <p>A figura de uma rede &eacute; a imagem mais usada para designar ou qualificar sistemas, estruturas ou desenhos organizacionais. &Eacute; uma a&ccedil;&atilde;o humana, um padr&atilde;o organizativo em que se envolvem v&aacute;rios atores com o objetivo de promover a transforma&ccedil;&atilde;o da realidade, embutidos em seus princ&iacute;pios e procedimentos. Um dos pioneiros nos estudos interdisciplinares que utilizou a rede como protagonista foi o f&iacute;sico austr&iacute;aco Fritjof Capra <sup><a href="#1">1</a></sup><a name="top1"></a>, autor de A teia da vida, obra de1996 que compila as v&aacute;rias contribui&ccedil;&otilde;es da f&iacute;sica, da matem&aacute;tica e da biologia para a compreens&atilde;o dos sistemas vivos e, especialmente, de seu padr&atilde;o de organiza&ccedil;&atilde;o. Capra <sup><a href="#1">1</a></sup><a name="top1"></a> identifica a rede com esse padr&atilde;o comum a todos os organismos vivos.</p>     <p>O cientista social espanhol Manuel Castells <sup><a href="#2">2</a></sup><a name="top2"></a> tamb&eacute;m &eacute; uma das refer&ecirc;ncias dos estudos de redes no campo das ci&ecirc;ncias sociais. Para Castells <sup><a href="#2">2</a></sup><a name="top2"></a> as redes s&atilde;o uma estrutura social, um sistema aberto, altamente din&acirc;mico e suscet&iacute;vel de inova&ccedil;&atilde;o sem amea&ccedil;as ao seu equil&iacute;brio.</p>     <p>Outra caracter&iacute;stica singular de uma rede &eacute; a sua capacidade de operar de modo linear sem a necessidade de hierarquias. Do mesmo modo, na rede social de car&aacute;ter estritamente institucional, h&aacute; fen&oacute;menos organizativos n&atilde;o verticais e n&atilde;o hier&aacute;rquicos, funcionando produtivamente.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A primeira pr&eacute;-condi&ccedil;&atilde;o da rede &eacute; a participa&ccedil;&atilde;o volunt&aacute;ria: pessoas ou organiza&ccedil;&otilde;es participam da rede quando querem e porque assim o desejam. Elas n&atilde;o s&atilde;o obrigadas a faz&ecirc;-lo; decidem compartilhar do projeto coletivo da rede porque acreditam e investem nele.</p>     <p>Nas redes, a distribui&ccedil;&atilde;o do poder &eacute; polic&eacute;fala, pois uma rede n&atilde;o pode ter um comando central. &Eacute; poss&iacute;vel, no entanto, para fins log&iacute;sticos, um grupo representativo tomar, por per&iacute;odos preestabelecidos, a organiza&ccedil;&atilde;o da rede, sem, no entanto, criar um sistema de subordina&ccedil;&atilde;o entre as m&uacute;ltiplas lideran&ccedil;as. Articul&aacute;- las implica, al&eacute;m de conectividade, comunica&ccedil;&atilde;o, uma opera&ccedil;&atilde;o conjunta e um tipo especial de coordena&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>O prop&oacute;sito de exist&ecirc;ncia de uma rede tem o mesmo papel do poder de mando nos sistemas verticais hier&aacute;rquicos. Lipnack e Stamps <sup><a href="#3">3</a></sup><a name="top3"></a>, expressam-se assim quanto ao assunto: O prop&oacute;sito faz o papel de coordenador tradicionalmente desempenhado pelo comando e o controle centralizados. A for&ccedil;a do prop&oacute;sito mant&eacute;m a coes&atilde;o entre os participantes (...), unifica elementos d&iacute;spares, atuando como se fosse uma for&ccedil;a centr&iacute;fuga. O prop&oacute;sito substitui os adesivos tradicionais &ndash; por exemplo, a coes&atilde;o hier&aacute;rquica e as instru&ccedil;&otilde;es escritas da burocracia (...). Diante de mudan&ccedil;as r&aacute;pidas, os mecanismos tradicionais de controle causam trope&ccedil;os. O prop&oacute;sito oferece contexto para a a&ccedil;&atilde;o (p 45)</p>     <p>O surgimento de uma rede ocorre quando um prop&oacute;sito comum consegue aglutinar diferentes atores, formando-se o grupo <sup><a href="#4">4</a></sup><a name="top4"></a> e convoc&aacute;-los para a a&ccedil;&atilde;o. O elemento de coes&atilde;o das redes &eacute; uma ideia-for&ccedil;a, uma tarefa, um objetivo. Algo que parece fr&aacute;gil como princ&iacute;pio organizacional, mas que quando potencializado pela a&ccedil;&atilde;o volunt&aacute;ria se constitui em um poderoso agente de transforma&ccedil;&atilde;o. Segundo Passarelli <sup><a href="#5">5</a></sup><a name="top5"></a>, &ldquo;redes s&atilde;o pessoas que anseiam por conversar, se apresentar, compartilhar conhecimentos t&aacute;citos, pensamentos cr&iacute;ticos, conhecimentos cient&iacute;ficos ou se unir para alcan&ccedil;ar maior influ&ecirc;ncia (p. 325).</p>     <p>No campo da coopera&ccedil;&atilde;o internacional, tem-se a compreens&atilde;o atual de que uma rede n&atilde;o se limita &agrave;s organiza&ccedil;&otilde;es e f&oacute;runs internacionais convocados pelos Estados, mas igualmente por alian&ccedil;as e estrat&eacute;gias com e entre v&aacute;rios atores, como organiza&ccedil;&otilde;es da sociedade civil, da iniciativa privada, entidades acad&eacute;micas e outros <sup><a href="#6">6</a></sup><a name="top6"></a>.</p>     <p>Egger <sup><a href="#7">7</a></sup><a name="top7"></a> disp&otilde;e que as redes podem ser informais/sociais ou redes formais. As primeiras s&atilde;o mapas de relacionamento pessoais, amizade ou neg&oacute;cios, consistindo de rela&ccedil;&otilde;es informais individuais. As &uacute;ltimas s&atilde;o &rdquo;grupos ou pessoas correlacionados de v&aacute;rias institui&ccedil;&otilde;es ou organiza&ccedil;&otilde;es independentes estabelecidas de acordo com um prop&oacute;sito ou necessidade espec&iacute;fica&rdquo; <sup><a href="#7">7</a></sup><a name="top7"></a> (p. 13) s&atilde;o as chamadas redes sociot&eacute;cnicas.</p>     <p>A rede sociot&eacute;cnica pode ser vista como o coletivo h&iacute;brido <sup><a href="#8">8</a></sup><a name="top8"></a> constitu&iacute;da pelo interc&acirc;mbio de capacidades humanas e institucionais em suas fun&ccedil;&otilde;es t&eacute;cnicas que compartilham boas pr&aacute;ticas para saltos qualitativos de car&aacute;ter duradouro para as partes envolvidas.</p>     <p>A rede sociot&eacute;cnica &eacute; transdisciplinar, na medida em que a produ&ccedil;&atilde;o, reprodu&ccedil;&atilde;o e difus&atilde;o de conhecimentos s&atilde;o heterog&eacute;neas, mas amplamente acess&iacute;veis aos seus integrantes. As suas t&eacute;nues fronteiras fazem convergir uma multiplicidade de compet&ecirc;ncias e experi&ecirc;ncias complexas <sup><a href="#9">9</a></sup><a name="top9"></a>. Em sendo relacional, &eacute; tamb&eacute;m estruturalmente condicionada, na medida em que &eacute; constitu&iacute;da por indiv&iacute;duos ou grupos socialmente posicionados. As interconex&otilde;es entre indiv&iacute;duos, os seus agrupamentos e comunica&ccedil;&atilde;o merecem a devida &ecirc;nfase, para se compreender a inser&ccedil;&atilde;o social e a distribui&ccedil;&atilde;o do poder <sup><a href="#2">2</a></sup><a name="top2"></a>.</p>     <p>A Rede Ibero-americana de Direito Sanit&aacute;rio (RDS) foi criada formalmente em 2011, a partir de um encontro de acad&eacute;micos na &aacute;rea do direito e da sa&uacute;de p&uacute;blica, na Faculdade de Ci&ecirc;ncias Jur&iacute;dicas da Universidade de Buenos Aires (UBA), Argentina, por&eacute;m a sua conce&ccedil;&atilde;o ocorreu dois anos antes, em reuni&atilde;o na cidade de Bras&iacute;lia, Brasil, com in&uacute;meros membros de universidades e institui&ccedil;&atilde;o de pesquisa, num evento denominado Taller Internacional de Derecho Sanit&aacute;rio.</p>     <p>Constituiu-se com a finalidade de ampliar os debates sobre o efetivo exerc&iacute;cio do direito &agrave; sa&uacute;de nas comunidades Ibero-americanas, por meio de articula&ccedil;&atilde;o e coopera&ccedil;&atilde;o t&eacute;cnica entre pessoas e institui&ccedil;&otilde;es.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O direito &eacute; uma importante ferramenta para a sa&uacute;de p&uacute;blica e as rela&ccedil;&otilde;es entre o m&eacute;dico e o paciente. Apesar de sua import&acirc;ncia, a disciplina n&atilde;o &eacute; ensinada nas universidades e poucos pesquisadores t&ecirc;m como tema de seus estudos o direito &agrave; sa&uacute;de, ou direito sanit&aacute;rio.</p>     <p>A RDS tem associados a t&iacute;tulo institucional como a t&iacute;tulo pessoal. Do primeiro tipo, existem como associados parte das universidades p&uacute;blicas e privadas da regi&atilde;o Ibero-americana. Em n&iacute;vel pessoal, a rede conta com 103 associados, entre pesquisadores, professores universit&aacute;rios, alunos de gradua&ccedil;&atilde;o e p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o, nas &aacute;reas do direito e da sa&uacute;de p&uacute;blica.</p>     <p>A Rede Ibero-americana de Direito Sanit&aacute;rio apresenta uma morfologia t&iacute;pica de uma rede sociot&eacute;cnica convencional em que n&atilde;o se observa um comando, mas conectividade cooperativa entre seus componentes, que ora se faz ou desfaz, a crit&eacute;rio de interesses de pesquisa ou educacional dos parceiros. Tem sua composi&ccedil;&atilde;o em elementos acad&eacute;micos advindos dos pa&iacute;ses componentes das Regi&otilde;es Ib&eacute;rica na Uni&atilde;o Europeia, Am&eacute;rica do Sul, Am&eacute;rica Latina, Am&eacute;rica Central e Am&eacute;rica do Norte.</p>     <p>A organiza&ccedil;&atilde;o da RDS tem base em tr&ecirc;s &oacute;rg&atilde;os: Assembleia Geral, Conselho Diretor e Secretaria Executiva. Trata-se de uma rede nucleada, em que os membros est&atilde;o diretamente vinculados a um n&uacute;cleo formado por um conselho diretor eleito entre os pares, quando reunidos em Assembleia, por um per&iacute;odo de 4 anos. &Agrave; Secretaria Executiva compete apoiar administrativamente as a&ccedil;&otilde;es do Conselho Diretor.</p>     <p>Os meios de comunica&ccedil;&atilde;o com uso de ferramentas tecnol&oacute;gicas facilitam o di&aacute;logo interativo dos grupos. A RDS fez largo uso do Internet Realtime Conference (IRC), conhecido como chat, al&eacute;m de software que permitiu troca de mensagens eletr&oacute;nicas (e-mails). A videoconfer&ecirc;ncia tamb&eacute;m foi utilizada para intera&ccedil;&atilde;o sincr&oacute;nica. Para as reuni&otilde;es e oficinas permanentes, foram utilizadas t&eacute;cnicas de groupware [<sup><a href="#10">10</a></sup><a name="top10"></a>, <sup><a href="#11">11</a></sup><a name="top11"></a> ].</p>     <p>Neste contexto, a <a href="#f1">Figura 1</a> representa como a rede se configura. A figura &eacute; a prepara&ccedil;&atilde;o para an&aacute;lise de rede detalhada ao longo do texto, e de como se comportou no per&iacute;odo de 2011 a 2015.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f1"></a> <img src="/img/revistas/pjph/v35n1/35n1a02f1.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>Morfologia da Rede Ibero-americana de Direito Sanit&aacute;rio. Fonte: Dados obtidos nos documentos dispon&iacute;veis no s&iacute;tio da RDS (<a href="http://rededireitosanitario.fiocruz.br/?page_id=2&amp;lang=pt" target="_blank">http://rededireitosanitario.fiocruz.br/?page_id=2&amp;lang=pt</a>).</p>     <p>Em 2012, a RDS com o intuito de difundir e estimular o desenvolvimento do Direito Sanit&aacute;rio na regi&atilde;o Ibero-americana, divulgar a produ&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica dos profissionais e institui&ccedil;&otilde;es que a comp&otilde;e e promover o debate dos grandes temas e dos principais desafios do direito &agrave; sa&uacute;de contempor&acirc;neo, lan&ccedil;ou publica&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica intitulada Cadernos Ibero-Americanos de Direito Sanit&aacute;rio (CIADS).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O CIADS se constitui em uma publica&ccedil;&atilde;o eletr&oacute;nica, de acesso livre e gratuito, disponibilizado trimestralmente na Internet no endere&ccedil;o <a href="http://www.cadernos.prodisa.fiocruz.br/index.php/cadernos" target="_blank">http://www.cadernos.prodisa.fiocruz.br/index.php/cadernos</a>. Aceita trabalhos redigidos em portugu&ecirc;s, espanhol e ingl&ecirc;s e opera com a modalidade de double blind peer review.</p>     <p>O financiamento da RDS se d&aacute; pelo aporte de recursos de seus membros, individuais ou institucionais. As institui&ccedil;&otilde;es devem financiar o deslocamento de seus pesquisadores para a participa&ccedil;&atilde;o nos congressos e reuni&otilde;es cient&iacute;ficas e, tamb&eacute;m, apoiar financeiramente a realiza&ccedil;&atilde;o dos Congressos da Rede, quando realizados no pa&iacute;s em que o membro institucional est&aacute; situado.</p>     <p>Os associados individuais por sua vez, podem capitanear recursos em seus pa&iacute;ses, nas diversas ag&ecirc;ncias de fomento ou em &oacute;rg&atilde;os de apoio, para a realiza&ccedil;&atilde;o de projetos com outros membros da rede, de modo a promover a coopera&ccedil;&atilde;o t&eacute;cnica e cient&iacute;fica.</p>     <p>A Organiza&ccedil;&atilde;o Pan-Americana da Sa&uacute;de, por sua representa&ccedil;&atilde;o no Brasil, no primeiro ano de exist&ecirc;ncia da rede, foi a financiadora das atividades acad&eacute;micas e cient&iacute;ficas. Este aporte inicial foi de fundamental import&acirc;ncia para alavancar a estrutura&ccedil;&atilde;o da rede e dos primeiros trabalhos de pesquisa em colabora&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>N&atilde;o h&aacute; fontes privadas de provimento de fundos, mas apenas fontes p&uacute;blicas de financiamento, embora a rede conte com institui&ccedil;&otilde;es privadas de ensino como membros.</p>     <p>Este artigo &eacute; o resultado de estudo de caso e examina os m&eacute;todos, obst&aacute;culos e limita&ccedil;&otilde;es encontradas no desenho e desenvolvimento da Rede Ibero-Americana de Direito Sanit&aacute;rio.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Metodologia</b></p>     <p>Tratou-se de um estudo de caso12 com abordagem quali-quanti e unidade de an&aacute;lise a organiza&ccedil;&atilde;o constitu&iacute;da por institui&ccedil;&otilde;es acad&eacute;micas e pesquisadores, com exist&ecirc;ncia no ciberespa&ccedil;o denominada &ldquo;Rede Ibero-americana de Direito Sanit&aacute;rio&rdquo; (RDS). O estudo de caso como modalidade de pesquisa do como um fen&oacute;meno de certa natureza ocorrendo num dado contexto <sup><a href="#12">12</a></sup><a name="top12"></a>. A utiliza&ccedil;&atilde;o de um &uacute;nico caso revelador &eacute; apropriada, pois inexistem situa&ccedil;&otilde;es semelhantes para que sejam feitos estudos comparativos.</p>     <p>Segundo Yin <sup><a href="#12">12</a></sup><a name="top12"></a>, o estudo de caso representa uma investiga&ccedil;&atilde;o emp&iacute;rica com m&eacute;todo abrangente desde o planejamento at&eacute; a an&aacute;lise de dados. Pode incluir um caso &uacute;nico com abordagens quantitativas e qualitativas. Os casos mais comuns dessa esp&eacute;cie de investiga&ccedil;&atilde;o s&atilde;o os que t&ecirc;m foco numa unidade, quer seja o indiv&iacute;duo quer uma organiza&ccedil;&atilde;o.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A pesquisa teve car&aacute;ter instrumental, descritivo-anal&iacute;tico e retrospectivo. O estilo de relato &eacute; informal e narrativo.</p>     <p>Os documentos analisados foram disponibilizados pela secretaria executiva da RDS, cuja exist&ecirc;ncia esteve fisicamente localizada na Funda&ccedil;&atilde;o Oswaldo Cruz, Fiocruz, institui&ccedil;&atilde;o de ensino e pesquisa em sa&uacute;de p&uacute;blica, na sua Unidade de Bras&iacute;lia, Brasil, at&eacute; agosto de 2015. Os documentos foram: regimento da rede e suas subsequentes emendas, atas e pautas de reuni&otilde;es ocorridas no quinqu&eacute;nio investigado, relat&oacute;rios de gest&atilde;o e planos de trabalho.</p>     <p>As publica&ccedil;&otilde;es em coautoria foram utilizadas como par&acirc;metro para justificar a coopera&ccedil;&atilde;o entre os membros, utilizando-se como fonte de dados os livros e cap&iacute;tulos de livros, artigos publicados no peri&oacute;dico cient&iacute;fico denominado Cadernos Ibero-americanos de Direito Sanit&aacute;rio (ISSN 2358-1824) e trabalhos cient&iacute;ficos apresentados nos cinco congressos internacionais promovidos pela RDS. Identificada a autoria desses trabalhos, os nomes dos autores e co-autores foram inseridos em planilha no mesmo n&uacute;mero de vezes em que foram identificados trabalhos publicados nas fontes pesquisadas, formando assim o banco de dados utilizado na pesquisa. A planilha foi transportada para o software de an&aacute;lise de redes, fazendo surgir as conex&otilde;es entre autores e evidenciando aqueles que mais produziram cientificamente. Ressalte-se que a an&aacute;lise levou em conta apenas a colabora&ccedil;&atilde;o em coautoria, desprezando-se as cita&ccedil;&otilde;es entre os membros da rede em suas publica&ccedil;&otilde;es.</p>     <p>N&atilde;o foram computados na pesquisa os acordos, conv&eacute;nios e termos de coopera&ccedil;&atilde;o firmados entre institui&ccedil;&otilde;es e universidades membros da RDS, embora existam.</p>     <p>Utilizou-se a metodologia de an&aacute;lise das redes sociais que se concentra na rela&ccedil;&atilde;o entre as unidades sociais que interagem na forma de padr&otilde;es ou regularidades de relacionamento <sup><a href="#13">13</a></sup><a name="top13"></a>. A an&aacute;lise possibilitou avaliar os aspectos descritivos dos relacionamentos e as an&aacute;lises estat&iacute;sticas causais de tais fen&oacute;menos [<sup><a href="#13">13</a></sup><a name="top13"></a>-<sup><a href="#16">16</a></sup><a name="top16"></a>].</p>     <p>No aspecto qualitativo, a an&aacute;lise utilizou a proposta baseada nas medidas de centralidade (de grau e de intermedia&ccedil;&atilde;o), de coes&atilde;o social (propriedades de mutualidade dos la&ccedil;os e de proximidade e alcance) e de densidade (la&ccedil;os) <sup><a href="#16">16</a></sup><a name="top16"></a>.</p>     <p>Para a constru&ccedil;&atilde;o das imagens utilizaram-se os softwares Gephi, software livre, gratuito e multil&iacute;ngue (<a href="https://gephi.github.io/" target="_blank">https://gephi.github.io/</a>), na sua vers&atilde;o 8.2.</p>     <p>Para a constru&ccedil;&atilde;o da nuvem de palavras utilizou-se o software IRAMUTEQ (vers&atilde;o 0.7 Alpha 2, dispon&iacute;vel em: <a href="https://%20http://www.iramuteq.org/" target="_blank">https:// http://www.iramuteq.org/</a>) e como fonte, os artigos e cap&iacute;tulos produzidos no &acirc;mbito da rede no per&iacute;odo investigado.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Resultados e Discuss&atilde;o</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A Rede Ibero-americana de Direito Sanit&aacute;rio &eacute; composta de 17 membros a t&iacute;tulo institucional e 103 membros a t&iacute;tulo individual, sendo 50 do sexo feminino e 53 do sexo masculino. Os membros s&atilde;o, em sua maioria, pesquisadores e professores vinculados a universidades e centros de pesquisa e forma&ccedil;&atilde;o relacionada ao direito e &agrave; sa&uacute;de p&uacute;blica.</p>     <p>A RDS nasceu e funciona com objetivos bem delimitados: (1) a necessidade de discuss&atilde;o da legisla&ccedil;&atilde;o sanit&aacute;ria em n&iacute;vel regional; (2) o estabelecimento de par&acirc;metros comparativos do arcabou&ccedil;o legislativo da sa&uacute;de nos diversos pa&iacute;ses constitutivos da Regi&atilde;o Ibero-Am&eacute;rica; (3) a defini&ccedil;&atilde;o da metodologia comum para as investiga&ccedil;&otilde;es e pesquisas no tema do Direito &agrave; Sa&uacute;de e, (4) a reuni&atilde;o da produ&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica e intelectual dos diversos n&uacute;cleos participantes, publicitando-os.</p>     <p>Os membros que comp&otilde;em a RDS est&atilde;o distribu&iacute;dos em tr&ecirc;s continentes, sendo uma maior concentra&ccedil;&atilde;o no continente sul americano (65), seguidos do europeu (19) e norte americano (19). A representa&ccedil;&atilde;o de g&eacute;nero faz-se equilibrada, com leve aumento na propor&ccedil;&atilde;o masculina.</p>     <p>A RDS tem participa&ccedil;&atilde;o de pa&iacute;ses perif&eacute;ricos e pa&iacute;ses centrais. Dos pa&iacute;ses participantes no hemisf&eacute;rio sul, apenas as Guianas, Suriname, Bol&iacute;via e Paraguai ainda n&atilde;o t&ecirc;m representatividade na RDS, todos os demais participam como institui&ccedil;&otilde;es universit&aacute;rias e/ou pesquisadores.</p>     <p>A <a href="#f2">Figura 2</a> demonstra que o pa&iacute;s com maior quantidade de pesquisadores &eacute; a Argentina com 23,34%, seguido pelo Brasil com 20,00% e Espanha com 12,5%. A maior inser&ccedil;&atilde;o de membros na RDS da Argentina explica-se por ser o local em que se deu a cria&ccedil;&atilde;o da rede, seguida do Brasil, sede de sua secretaria executiva, at&eacute; 2015. A <a href="#f3">Figura 3</a> apresenta a an&aacute;lise da produ&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica dos membros da RDS (artigos, peri&oacute;dicos, livros e anais). O total da produ&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica e intelectual encontrado somam 57 produ&ccedil;&otilde;es de diversos tipos realizadas por 34 autores, no per&iacute;odo de 2011 a 2015.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f2"></a> <img src="/img/revistas/pjph/v35n1/35n1a02f2.jpg">     
<p>&nbsp;</p> <a name="f3"></a> <img src="/img/revistas/pjph/v35n1/35n1a02f3.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>Distribui&ccedil;&atilde;o dos membros na RDS nos diferentes continentes 2011&ndash;2015. Fonte: Informa&ccedil;&otilde;es coletadas nos documentos da Rede Ibero-americana de Direito Sanit&aacute;rio.</p>     <p>Atores conectados por coautoria na Rede Ibero-Americana de Direito Sanit&aacute;rio. Fonte: Peri&oacute;dicos, artigos e livros indicados para a pesquisa; produzido pelo software Gephi.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A coautoria &eacute; frequente na produ&ccedil;&atilde;o intelectual na RDS. N&atilde;o foram encontradas produ&ccedil;&otilde;es isoladas. H&aacute; um destaque para Delduque, seguido de Aizenberg, Badim e Cay&oacute;n.</p>     <p>Tratam-se de pesquisadores de refer&ecirc;ncia para os demais com expressiva influ&ecirc;ncia na pr&oacute;pria rede. Juntos e com os demais integrantes a eles interligados, formam o que &eacute; conhecido como &ldquo;componente gigante&rdquo;: grupo formado por um n&uacute;mero consider&aacute;vel de conex&otilde;es, destacando-se dentro da pr&oacute;pria Rede. A topologia, a qualidade e a intensidade destas liga&ccedil;&otilde;es s&atilde;o os principais fatores de acoplamento entre cada ator e a rede como um todo, na consecu&ccedil;&atilde;o dos objetivos individuais e do grupo, e no exerc&iacute;cio de poder <sup><a href="#14">14</a></sup><a name="top14"></a>. A posi&ccedil;&atilde;o de centralidade &eacute; associada ao poder de comunica&ccedil;&atilde;o e coopera&ccedil;&atilde;o, estar no centro da rede significa ter menos restri&ccedil;&otilde;es e mais oportunidades de rela&ccedil;&otilde;es que se estabelecem entre os atores. Definir uma posi&ccedil;&atilde;o mais ou menos favor&aacute;vel n&atilde;o &eacute; uma tarefa simples e definitiva, mas as an&aacute;lises de redes sociais t&ecirc;m contribu&iacute;do bastante para uma melhor compreens&atilde;o do poder que pode ser atribu&iacute;do a determinados atores dentro das estruturas de rela&ccedil;&otilde;es sociais <sup><a href="#13">13</a></sup><a name="top13"></a>.</p>     <p>Delduque tem 11 liga&ccedil;&otilde;es com Badim; Dallari e Aith tem 9 liga&ccedil;&otilde;es por coautoria; e Aizenberg e Rotman apresentam 7 liga&ccedil;&otilde;es. S&atilde;o atores com a proximidade de conhecimento na intelig&ecirc;ncia cooperativa para a sa&uacute;de.</p>     <p>H&aacute; tamb&eacute;m subgrupos de conex&atilde;o entre pesquisadores sem, necessariamente, vincula&ccedil;&atilde;o com o centro. Tais subgrupos representam pesquisadores de nacionalidade id&ecirc;ntica e pertencentes a uma mesma institui&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>H&aacute; a presen&ccedil;a de d&iacute;ades (par de atores e a rela&ccedil;&atilde;o entre eles). As 3 duplas (demarcados com setas) trabalharam na periferia da rede sem conex&otilde;es com ela. Tamb&eacute;m Vanni et al. <sup><a href="#17">17</a></sup><a name="top17"></a> encontraram resultados semelhantes em an&aacute;lise de rede em HIV.</p>     <p>As marca&ccedil;&otilde;es da figura demonstram os subgrupos da rede por sua dimens&atilde;o, sendo que o maior &eacute; composto por Delduque, Badim, Alves, Sousa Jr, Cardoso e outros. A conex&atilde;o entre Delduque e Cay&oacute;n forma o segundo maior grupo da rede. Mas Cay&oacute;n mant&eacute;m, paralelamente, parceria com subgrupo de trabalho com quatro outros pesquisadores, na periferia da rede.</p>     <p>A An&aacute;lise de Redes Sociais n&atilde;o diz respeito apenas &agrave; cole&ccedil;&atilde;o de d&iacute;ades, tr&iacute;ades e subgrupos, mas &agrave; habilidade de modelar as rela&ccedil;&otilde;es entre sistemas de atores. Os la&ccedil;os sociais s&atilde;o uma medida de capital social, um ativo a ser usado pelo ator, caminhos de fluxo da informa&ccedil;&atilde;o e de poder: &ldquo;uma pessoa que est&aacute; ligada a pessoas que n&atilde;o est&atilde;o diretamente ligadas entre si, tem oportunidade de mediar entre elas e de tirar proveito desta media&ccedil;&atilde;o&rdquo; <sup><a href="#18">18</a></sup><a name="top18"></a>.</p>     <p>A <a href="#f4">Figura 4</a> &eacute; a representa&ccedil;&atilde;o da produ&ccedil;&atilde;o acad&eacute;mica dos membros da RDS no seu ve&iacute;culo de comunica&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica, os Cadernos Ibero-Americanos de Direito Sanit&aacute;rio (CIADS), no per&iacute;odo de 2012 a 2015. Dos 103 membros da rede a t&iacute;tulo individual, foram encontradas 51 liga&ccedil;&otilde;es de coautoria.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f4"></a> <img src="/img/revistas/pjph/v35n1/35n1a02f4.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Rede de coautoria no peri&oacute;dico cient&iacute;fico CIADS entre 2012&ndash;2015. Fonte: Cadernos Ibero-Americanos de Direito Sanit&aacute;rio (<a href="http://www.cadernos.prodisa.fiocruz.br/index.php/cadernos" target="_blank">http://www.cadernos.prodisa.fiocruz.br/index.php/cadernos</a>).</p>     <p>Visualmente a <a href="#f4">Figura 4</a> apresenta pesquisadores separados e com poucas liga&ccedil;&otilde;es. O peri&oacute;dico criado para a divulga&ccedil;&atilde;o dos trabalhos e pesquisas realizados pela rede n&atilde;o tem sido explorado nesse sentido. Ficou demonstrado que outros ve&iacute;culos s&atilde;o prefer&iacute;veis para a difus&atilde;o de resultados de pesquisas pelo grupo da rede.</p>     <p>No que se refere ao peri&oacute;dico, a produ&ccedil;&atilde;o se destaca especialmente por Delduque e Carignani que fazem colabora&ccedil;&atilde;o com Romero, Alves, Ortega e Robledo. Os autores destacados t&ecirc;m maior possibilidade de intermedia&ccedil;&atilde;o na comunica&ccedil;&atilde;o cientifica. Quanto mais atores dependerem desses pesquisadores para realizar conex&otilde;es, mais poder t&ecirc;m para negociar contatos, estimular conex&otilde;es e firmar parcerias. Os pesquisadores mais produtivos tendem a ser mais colaborativos <sup><a href="#19">19</a></sup><a name="top19"></a>.</p>     <p>Destaca-se visualmente uma tr&iacute;ade de colabora&ccedil;&atilde;o entre Rovira, Decia, La Rosa, e quatro duplas de coopera&ccedil;&atilde;o: Zalazar e Puccio; Merino e Ruiz; Arias e Luna; e Aizenberg e Ciruzzi.</p>     <p>As conex&otilde;es ocorridas entre os pesquisadores da RDS no &acirc;mbito da revista s&atilde;o mais frequentes quando comparadas com as conex&otilde;es percebidas nos outros ve&iacute;culos estudados.</p>     <p>Na <a href="#f4">Figura 4</a>, a regi&atilde;o 1 apresenta atores com publica&ccedil;&otilde;es individuais, nos CIADS. Representam 58,25% do total de membros da rede aqueles sem publica&ccedil;&atilde;o na revista, apesar de ter sido criada para difundir os estudos e pesquisas desses membros (regi&atilde;o 2). O restante dos 40.78% apresentaram entre 1 e 4 trabalhos no per&iacute;odo de publica&ccedil;&atilde;o do peri&oacute;dico e apenas 0.97% publicaram 9 trabalhos.</p>     <p>Essa disparidade de dados demonstra que poucos atores apresentam um papel central na comunica&ccedil;&atilde;o e coopera&ccedil;&atilde;o da RDS, estando o poder da Rede Ibero-Americana de Direito Sanit&aacute;rio concentrado em poucos pesquisadores capazes de produzir rela&ccedil;&otilde;es de trabalho e colabora&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>A <a href="#f5">Figura 5</a> demonstra os temas mais frequentes ocorridos na produ&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica total da rede.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f5"></a> <img src="/img/revistas/pjph/v35n1/35n1a02f5.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Temas mais recorrentes na produ&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica total dos membros da RDS. Fonte: Artigos, cap&iacute;tulos, livros e anais de congressos produzidos por membros da RDS.</p>     <p>O direito &agrave; sa&uacute;de se sobrep&otilde;e aos demais temas estudados pelos membros da rede, acompanhado do tema direito sanit&aacute;rio. Mas medicamentos, judicializa&ccedil;&atilde;o e produ&ccedil;&atilde;o legislativa em sa&uacute;de tamb&eacute;m foram temas escolhidos pelos pesquisadores. A quest&atilde;o da regula&ccedil;&atilde;o na &aacute;rea da sa&uacute;de p&uacute;blica aparece como tem&aacute;tica de estudos e publica&ccedil;&otilde;es no &acirc;mbito da rede, tema em que o direito tem muito a colaborar com a sa&uacute;de p&uacute;blica. A palavra responsabilidade tamb&eacute;m aparece com destaque na nuvem de palavras. Na rela&ccedil;&atilde;o m&eacute;dico e paciente o tema da responsabilidade &eacute; tratado muito frequentemente e as ci&ecirc;ncias jur&iacute;dicas t&ecirc;m muito a contribuir para essa tem&aacute;tica.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Conclus&otilde;es</b></p>     <p>As grandes dist&acirc;ncias que separam os poucos pesquisadores do tema direito &agrave; sa&uacute;de em escala global dificultam a troca de conhecimento e coopera&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica. Em vista disso, foi constitu&iacute;da uma rede sociot&eacute;cnica de conhecimento cient&iacute;fico com o prop&oacute;sito de servir como ve&iacute;culo de comunica&ccedil;&atilde;o entre os membros sobre direito &agrave; sa&uacute;de e aproxim&aacute;-los.</p>     <p>O modo de implementa&ccedil;&atilde;o da rede, sem um centro, mas dotada de um grupo central respons&aacute;vel pelas a&ccedil;&otilde;es diretivas e uma secretaria executiva com compet&ecirc;ncia para a administra&ccedil;&atilde;o da rede fez com que houvesse uma centralidade na produ&ccedil;&atilde;o de pesquisa e estudos em colabora&ccedil;&atilde;o. Isso porque os integrantes dessas inst&acirc;ncias tiveram mais contato entre si favorecendo a coopera&ccedil;&atilde;o. Isso fez com que um largo n&uacute;mero de integrantes n&atilde;o tivesse a oportunidade de participar, ficando &agrave; margem da rede.</p>     <p>Por outro lado, as realiza&ccedil;&otilde;es ocorridas em apenas 5 anos demonstraram o amadurecimento do grupo de estudiosos, que apesar de estarem em pa&iacute;ses diferentes e falando idiomas distintos souberam, por meio da tecnologia de comunica&ccedil;&atilde;o, difundir seus conhecimentos e realizar atividades de produ&ccedil;&atilde;o intelectual.</p>     <p>As tecnologias que permitem a constru&ccedil;&atilde;o de espa&ccedil;os como o da RDS s&atilde;o essenciais para a difus&atilde;o de conhecimentos como o do Direito &agrave; Sa&uacute;de. O direito sanit&aacute;rio que n&atilde;o recebe incentivos da maioria das universidades e institui&ccedil;&otilde;es de pesquisa em sa&uacute;de p&uacute;blica tem nessa forma de agregar pesquisadores sua melhor oportunidade para realizar pesquisas jur&iacute;dicas sobre as quest&otilde;es de sa&uacute;de e construir os marcos te&oacute;ricos e metodol&oacute;gicos da nova disciplina.</p>     <p>O grau de intermedia&ccedil;&atilde;o na rede &eacute; prejudicado por ainda manter grupos e pesquisadores na sua periferia, sem a&ccedil;&otilde;es que possam incorporar tais elementos &agrave; produtividade geral da RDS. No que se refere &agrave; coes&atilde;o social, a mutualidade dos la&ccedil;os quando existentes favorecem a coopera&ccedil;&atilde;o internacional de pesquisadores e a produ&ccedil;&atilde;o de conhecimento. A Rede Ibero-americana de Direito Sanit&aacute;rio mant&eacute;m um centro denso e a periferia difusa, o que n&atilde;o favorece sua consolida&ccedil;&atilde;o e desenvolvimento, por&eacute;m a situa&ccedil;&atilde;o poder&aacute; ser superada com a maturidade do grupo e subgrupos a partir da elei&ccedil;&atilde;o de novos membros para o conselho diretivo e secretaria executiva.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>References</b></p>     <!-- ref --><p><Sup><a name="1"></a><a href="#top1">1</a></Sup> Capra F: A teia da vida. S&atilde;o Paulo, Editora Cultrix, 2012.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2089693&pid=S2504-3145201700010000200001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p><Sup><a name="2"></a><a href="#top2">2</a></Sup> Castell M, Cardoso G: org. Sociedade em rede: do conhecimento &agrave; ac&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica: Confer&ecirc;ncia promovida pelo Presidente da Rep&uacute;blica, 4 e 5 de Mar&ccedil;o de 2005, Centro Cultural de Bel&eacute;m. Lisboa, Imprensa Nacional-Casa da Moeda, 2005. Acesso em 23 jun. 2015. Dispon&iacute;vel em <a href="http://rededireitosanitario.fiocruz.br/?page_id=2&amp;lang=pt" target="_blank">http://www.cies.iscte.pt/destaques/documents/ Sociedade_em_Rede_CC.pdf</a>.</p>     <!-- ref --><p><Sup><a name="3"></a><a href="#top3">3</a></Sup> Lipnack J, Stamps J: Rede de informa&ccedil;&otilde;es. S&atilde;o Paulo, Editora Makron, 1994.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2089696&pid=S2504-3145201700010000200002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p><Sup><a name="4"></a><a href="#top4">4</a></Sup> MacGrath JE: Groups: Interaction and Performance. New Jersey, Prentice Hall, 1984.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2089698&pid=S2504-3145201700010000200003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p><Sup><a name="5"></a><a href="#top5">5</a></Sup> Passarelli B: Aprendizagem on-line por meio de comunidades virtuais de aprendizagem; in Litto FM, Formiga MMM (org): Educa&ccedil;&atilde;o a dist&acirc;ncia: o estado da arte. S&atilde;o Paulo, Pearson Education do Brasil, 2009, pp 325&ndash;331.</p>     <p><Sup><a name="6"></a><a href="#top6">6</a></Sup> Campos RF: A Rede Ibero-americana de Direito Sanit&aacute;rio: uma proposta para se avan&ccedil;ar na garantia do Direito &agrave; Sa&uacute;de. Rev Tempus Actas Sa&uacute;de Col 2013; 7:91&ndash;106.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><Sup><a name="7"></a><a href="#top7">7</a></Sup> Egger UK, Glueck M, Buchholz G, Rana G, Arhidani S: Work the net: um guia de gerenciamento para redes formais. Rio de Janeiro, GTZ, 2007. Acesso em 23 jun. 2015. Dispon&iacute;vel em <a href="http://www.giz.de/akademie/de/downloads/gtz2008&ndash;0318pt-guia-redes-formais.pdf" target="_blank">http://www.giz.de/akademie/de/downloads/gtz2008&ndash;0318pt-guia-redes-formais.pdf</a>.</p>     <p><Sup><a name="8"></a><a href="#top8">8</a></Sup> Aibar E: Las culturas de internet: la configuraci&oacute;n s&oacute;ciot&eacute;cnica de la red de redes. Rev Cienc Tecnol Soc 2008; 11:9&ndash;21.</p>     <p><Sup><a name="9"></a><a href="#top9">9</a></Sup> Silva EL: Rede cient&iacute;fica e a constru&ccedil;&atilde;o do conhecimento, 2002. Inf Soc: Estudos 2002; 12:120&ndash;148.</p>     <p><Sup><a name="10"></a><a href="#top10">10</a></Sup> Coleman D, Khanna R: An overview of groupware; in Coleman D, Khanna R (eds): Groupware Technology and Applications. New Jersey, Prentice Hall, 1995, pp 3&ndash;41.</p>     <!-- ref --><p><Sup><a name="11"></a><a href="#top11">11</a></Sup> Alter S: Information Systems: A Management Perspective, ed 2. New York, Addison-Wesley, 1996.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2089706&pid=S2504-3145201700010000200010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p><Sup><a name="12"></a><a href="#top12">12</a></Sup> Yin RK: Estudo de caso: planejamento e m&eacute;todos. Porto Alegre, Bookman, 2015.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2089708&pid=S2504-3145201700010000200011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p><Sup><a name="13"></a><a href="#top13">13</a></Sup> Hanneman RA: Introduccion a los m&eacute;todos del analisis de redes sociales. Riverside, Universidad de California Riverside, 1998.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2089710&pid=S2504-3145201700010000200012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><Sup><a name="14"></a><a href="#top14">14</a></Sup> Hanneman RA, Riddle M: Introduction to Social Network Methods. Riverside, University of California, 2005. Acesso em 10 mar. 2014. Dispon&iacute;vel em <a href="http://faculty.ucr.edu/&sim;hanneman" target="_blank">http://faculty.ucr.edu/&sim;hanneman</a></p>     <!-- ref --><p><Sup><a name="15"></a><a href="#top15">15</a></Sup> Scott J: Social Network Analysis: A Handbook, ed 2. London, Sage Publications, 2002.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2089713&pid=S2504-3145201700010000200014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p><Sup><a name="16"></a><a href="#top16">16</a></Sup> Wasserman S, Faust K: Social Network Analysis: Methods and Applications. Cambridge, Cambridge University Press, 1994.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2089715&pid=S2504-3145201700010000200015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p><Sup><a name="17"></a><a href="#top17">17</a></Sup> Vanni T, Mesa-Frias M, Sanchez-Garcia R, Roesler R, Schwartsmann G, Goldani MZ, et al: International scientific collaboration in HIV and HPV: a network analysis. PLoS One 2014; 9:e93376.10.1371/journal.pone.009337624682041&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2089717&pid=S2504-3145201700010000200016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><Sup><a name="18"></a><a href="#top18">18</a></Sup> Nooy W, Mrvar A, Batagelj V: Exploratory Social Network Analysis with Pajek. New York, Cambridge University Press, 2005.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2089718&pid=S2504-3145201700010000200017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p><Sup><a name="19"></a><a href="#top19">19</a></Sup>Meadows AJ: A comunica&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica. Bras&iacute;lia, Briquet de Lemos, 1999.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2089720&pid=S2504-3145201700010000200018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>Received: February 15, 2016</p>     <p>Accepted: November 25, 2016</p>      ]]></body><back>
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