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<article-id pub-id-type="doi">10.1159/000477645</article-id>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Uma Revisão Sistemática de Instrumentos sobre Qualidade de Vida em Pessoas Idosas após Implante Coclear]]></article-title>
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<institution><![CDATA[,Universidade de Aveiro Secção Autónoma das Ciências da Saúde ]]></institution>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Introduction: Hearing loss is a health problem that affects over 275 million people worldwide and it is the most common sensory deficit in the elderly. The aim of this study was to identify quality of life instruments that have been validated in older people with hearing loss submitted to cochlear implant and to review the studies that have used the quality of life instruments in their relationship with the specificity of postlingual bilateral profound sensorineural hearing loss in this population. Methods: A systematic literature search was conducted from January 1900 to June 2012. Validated instruments that were used in persons aged &#8805;65 years with postlingual bilateral profound sensorineural hearing loss who underwent cochlear implantation were reviewed. The search was limited to studies in English language. Results: The review identified a total of 7 validated instruments. Of these, 1 was specially designed for the specific disease and 6 for the general conditions of persons with hearing loss. The methodological quality of all articles was assessed according to the STROBE recommendations, and all items were classified in category B. Conclusions: The results of this systematic review can help health professionals and researchers select the most appropriate instruments to assess the changes in quality of life in elderly with cochlear implantation.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Qualidade de vida]]></kwd>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Deficiência auditiva]]></kwd>
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<kwd lng="en"><![CDATA[Cochlear implantation]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p style="text-align: right;"><b>REVIEW ARTICLE</b></p>     <p><b>Uma Revis&atilde;o Sistem&aacute;tica de Instrumentos sobre Qualidade de Vida em Pessoas Idosas ap&oacute;s Implante Coclear</b></p>     <p><b>A Systematic Review of Quality of Life Instruments in the Elderly after Cochlear Implantation</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Maria Piedade Brandão<sup>a</sup><sup>b</sup>; Cristiana Rebelo<sup>c</sup></b></p>     <p><sub>a</sub>Escola Superior de Sa&uacute;de da Universidade de Aveiro, Aveiro, Portugal</p>     <p><sub>b</sub>CINTESIS-UA &ndash; Centro de Investiga&ccedil;&atilde;o em Tecnologias e Servi&ccedil;os de Sa&uacute;de, Universidade de Aveiro/Universidade do Porto, Porto, Portugal</p>     <p><sub>c</sub>Sec&ccedil;&atilde;o Aut&oacute;noma das Ci&ecirc;ncias da Sa&uacute;de, Universidade de Aveiro, Aveiro, Portugal</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Introdu&ccedil;&atilde;o: A defici&ecirc;ncia auditiva &eacute; um problema particular de sa&uacute;de que afeta mais de 275 milh&otilde;es de pessoas em todo o mundo e &eacute; o d&eacute;fice sensorial mais comum nas pessoas idosas. O objetivo deste estudo foi identificar os instrumentos para avaliar a qualidade de vida em pessoas idosas com defici&ecirc;ncia auditiva submetidas ao implante coclear e rever os estudos que incluem a avalia&ccedil;&atilde;o da qualidade de vida na sua rela&ccedil;&atilde;o com a especificidade da defici&ecirc;ncia auditiva p&oacute;s-lingual sensorioneural severa a profunda bilateral nessa popula&ccedil;&atilde;o. M&eacute;todos: Foi conduzida uma revis&atilde;o sistem&aacute;tica da literatura entre Janeiro de 1900 e Junho de 2012. Instrumentos validados e usados em pessoas com 65 anos de idade ou mais, com defici&ecirc;ncia auditiva p&oacute;s-lingual, sensorioneural severa a profunda, que tivessem sido sujeitas a implante coclear, foram revistos. A pesquisa bibliogr&aacute;fica foi limitada a estudos escritos em l&iacute;ngua inglesa. Resultados: A revis&atilde;o identificou um total de sete instrumentos validados. Destes, um foi especialmente desenhado para avaliar o impacto do implante coclear e seis para as condi&ccedil;&otilde;es gerais das pessoas com defici&ecirc;ncia auditiva. A qualidade metodol&oacute;gica de todos os artigos foi avaliada segundo as recomenda&ccedil;&otilde;es de STROBE e todos os artigos foram classificados na categoria B. Conclus&otilde;es: Os resultados desta revis&atilde;o sistem&aacute;tica podem ajudar os profissionais de sa&uacute;de e os investigadores a selecionarem os instrumentos mais apropriados para avaliar as mudan&ccedil;as na qualidade de vida dos idosos com implantes cocleares.</p>     <p><b>Palavras-chave:</b> Qualidade de vida Idoso Defici&ecirc;ncia auditiva Implante coclear</p>     <p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>Introduction: Hearing loss is a health problem that affects over 275 million people worldwide and it is the most common sensory deficit in the elderly. The aim of this study was to identify quality of life instruments that have been validated in older people with hearing loss submitted to cochlear implant and to review the studies that have used the quality of life instruments in their relationship with the specificity of postlingual bilateral profound sensorineural hearing loss in this population. Methods: A systematic literature search was conducted from January 1900 to June 2012. Validated instruments that were used in persons aged &ge;65 years with postlingual bilateral profound sensorineural hearing loss who underwent cochlear implantation were reviewed. The search was limited to studies in English language. Results: The review identified a total of 7 validated instruments. Of these, 1 was specially designed for the specific disease and 6 for the general conditions of persons with hearing loss. The methodological quality of all articles was assessed according to the STROBE recommendations, and all items were classified in category B. Conclusions: The results of this systematic review can help health professionals and researchers select the most appropriate instruments to assess the changes in quality of life in elderly with cochlear implantation.</p>     <p><b>Keywords:&nbsp;</b>Quality of life &middot; Elderly &middot; Hearing loss &middot; Cochlear implantation</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></p>     <p>A defici&ecirc;ncia auditiva (DA) afeta milh&otilde;es de pessoas em todo o mundo <sup><a href="#1">1</a></sup><a name="top1"></a>, tendo sido considerada como uma das doen&ccedil;as cr&oacute;nicas mais frequentes na popula&ccedil;&atilde;o idosa <sup><a href="#2">2</a></sup><a name="top2"></a><sup><a href="#3">3</a></sup><a name="top3"></a> . A presbiacusia &eacute; a perda de acuidade auditiva relacionada com o envelhecimento, sendo que &eacute; a causa mais comum de DA sensorioneural nas pessoas idosas <sup><a href="#4">4</a></sup><a name="top4"></a>. V&aacute;rios estudos t&ecirc;m mostrado que a DA sensorioneural severa a profunda bilateral, provoca frequentemente alte&shy;ra&ccedil;&otilde;es na qualidade de vida (QDV) dessas pessoas <sup><a href="#5">5</a></sup><a name="top5"></a>. Pode-se observar na literatura que a DA interfere em diferentes dom&iacute;nios da QDV: emocional, social, psicol&oacute;gico e intelectual <sup><a href="#2">2</a></sup><a name="top2"></a>, <sup><a href="#6">6</a></sup><a name="top6"></a>, <sup><a href="#7">7</a></sup><a name="top7"></a> . Assim, t&ecirc;m sido descritas as implica&ccedil;&otilde;es na solid&atilde;o, depress&atilde;o, ansiedade e decl&iacute;nio cognitivo <sup><a href="#8">8</a></sup><a name="top8"></a> , <sup><a href="#9">9</a></sup><a name="top9"></a>, <sup><a href="#10">10</a></sup><a name="top10"></a>.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O implante coclear tem sido a op&ccedil;&atilde;o mais vi&aacute;vel para a reabilita&ccedil;&atilde;o auditiva da DA sensorioneural severa a profunda bilateral <sup><a href="#11">11</a></sup><a name="top11"></a>. Os benef&iacute;cios auditivos e psicossociais decorrentes da aplica&ccedil;&atilde;o do implante coclear t&ecirc;m sido extensivamente documentados, assim como a QDV associada a essa t&eacute;cnica de reabilita&ccedil;&atilde;o em pessoas de v&aacute;rias faixas et&aacute;rias incluindo as pessoas idosas <sup><a href="#12">12</a></sup><a name="top12"></a>. Para os cl&iacute;nicos e investigadores, &eacute; importante monitorizar, avaliar e comparar os efeitos do implante coclear na QDV das pessoas idosas, assim como monitorizar o efeito das melhorias t&eacute;cnicas do implante coclear <sup><a href="#13">13</a></sup><a name="top13"></a>.</p>     <p>Apesar de existir uma grande diversidade de instrumentos de avalia&ccedil;&atilde;o da QDV, os mesmos integram conte&uacute;dos muito gen&eacute;ricos e, embora direcionados a qualquer idade, na sua globalidade n&atilde;o se debru&ccedil;am sobre problemas espec&iacute;ficos nomeadamente em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; DA. O objetivo desta revis&atilde;o sistem&aacute;tica foi: (1) identificar os instrumentos dispon&iacute;veis para avaliar a QDV em pessoas idosas com DA submetidas ao implante coclear; e (2) rever os estudos que incluem a avalia&ccedil;&atilde;o da QDV na sua rela&ccedil;&atilde;o com a especificidade da DA p&oacute;s-lingual sensorioneural severa a profunda bilateral nessa popula&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>M&eacute;todos</b></p>     <p><i>Estrat&eacute;gia de Pesquisa</i></p>     <p>Tendo em conta os princ&iacute;pios orientadores previstos em Preferred Reporting Items for Systematic Reviews and Meta-Analyses (PRISMA), os estudos foram procurados em bases de dados eletr&oacute;nicas, publicadas entre Janeiro de 1900 e Junho de 2012 (<a href="#t1"></a><a href="#t1">tabela 1</a>) designadamente na Academic Search Complete, Medline with Full Text, PubMed, Science Direct, Scopus, Web of Knowledge, Web of Science e Wiley Online Library. As estrat&eacute;gias de pesquisa basearam-se no uso duma combina&ccedil;&atilde;o de palavras, que deveriam ser encontradas no t&iacute;tulo, resumo ou palavras-chave do artigo: cochlear implant, elderly, old people, old adult, senior, geri&shy;atric, quality of life, postlingual, deaf, hearing loss, hearing impairment. &Agrave;s palavras-chave foram adicionados operadores booleanos (AND e OR) e um s&iacute;mbolo de truncatura (*) para alargar ou restringir a pesquisa. Os dados foram extra&iacute;dos por um revisor (CR) e verificada a exatid&atilde;o e integridade por um segundo revisor que agiu como &aacute;rbitro (MPB). As diverg&ecirc;ncias foram resolvidas por meio de discuss&atilde;o com os peritos da &aacute;rea. Na <a href="#f1"></a><a href="#f1">Figura 1</a> encontra-se um diagrama que descreve todo o processo de sele&ccedil;&atilde;o dos estudos. O acesso &agrave; vers&atilde;o integral de artigos foi conseguido atrav&eacute;s da Virtual Private Network, disponibilizada pela Universidade de Aveiro.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="t1"></a> <img src="/img/revistas/pjph/v35n1/35n1a03t1.jpg">     
<p>&nbsp;</p> <a name="f1"></a> <img src="/img/revistas/pjph/v35n1/35n1a03f1.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>Identificaram-se dois tipos de instrumentos de avalia&ccedil;&atilde;o da QDV: (i) gen&eacute;ricos e (ii) espec&iacute;ficos (&aacute;rea da otorrinolaringologia). S&atilde;o designados por instrumentos de avalia&ccedil;&atilde;o da QDV gen&eacute;ricos, aqueles que podem ser aplicados a qualquer indiv&iacute;duo, doente ou saud&aacute;vel e que aborda geralmente tr&ecirc;s dimens&otilde;es: f&iacute;sica, mental/psicol&oacute;gica e social. Os instrumentos de avalia&ccedil;&atilde;o da QDV espec&iacute;ficos medem a QDV e as suas altera&ccedil;&otilde;es em situa&ccedil;&otilde;es espec&iacute;ficas da &aacute;rea da otorrinolaringologia, nomeadamente na DA e no implante coclear. Para identificar o tipo dos instrumentos de QDV, foram extra&iacute;das as informa&ccedil;&otilde;es relativas aos dom&iacute;nios (f&iacute;sico, psicol&oacute;gico, dor f&iacute;sica, sa&uacute;de em geral, vitalidade, fun&ccedil;&atilde;o social e sa&uacute;de mental) e pontua&ccedil;&otilde;es. Foi tamb&eacute;m extra&iacute;da informa&ccedil;&atilde;o acerca da valida&ccedil;&atilde;o dos instrumentos de avalia&ccedil;&atilde;o da QDV.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><i>Crit&eacute;rios de Sele&ccedil;&atilde;o dos Estudos</i></p>     <p>Para a inclus&atilde;o dos estudos, foram considerados os seguintes crit&eacute;rios: (i) artigos de investiga&ccedil;&atilde;o originais e escritos em l&iacute;ngua inglesa; (ii) participantes idosos com DA p&oacute;s-lingual, sensorioneural, severa a profunda, e que tenham sido implantados com 65 anos de idade ou mais; (iii) aplica&ccedil;&atilde;o de um instrumento de avalia&ccedil;&atilde;o da QDV das pessoas idosas sobre um ou mais dom&iacute;nios: f&iacute;sico, psicol&oacute;gico, dor f&iacute;sica, sa&uacute;de em geral, vitalidade, fun&ccedil;&atilde;o social e sa&uacute;de mental; iv) com instrumentos validados.</p>     <p>Foram exclu&iacute;dos os estudos cujos instrumentos utilizados na avalia&ccedil;&atilde;o da QDV tinham em conta somente as prefer&ecirc;ncias das pessoas.</p>     <p><i>Qualidade Metodol&oacute;gica dos Estudos</i></p>     <p>A qualidade metodol&oacute;gica dos estudos inclu&iacute;dos nesta revis&atilde;o foi avaliada segundo as recomenda&ccedil;&otilde;es de Strengthening the Reporting of Observational Studies in Epidemiology (STROBE) <sup><a href="#14">14</a></sup><a name="top14"></a> , <sup><a href="#15">15</a></sup><a name="top15"></a>.</p>     <p>Tendo por base outros autores <sup><a href="#16">16</a></sup><a name="top16"></a>, foram consideradas tr&ecirc;s categorias na avalia&ccedil;&atilde;o: A &ndash; quando o estudo preenchia mais de 80% dos crit&eacute;rios estabelecidos nas recomenda&ccedil;&otilde;es STROBE; B &ndash; quando 50&ndash;80% dos crit&eacute;rios do STROBE fossem preenchidos; C &ndash; quando menos de 50% dos crit&eacute;rios fossem preenchidos.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Resultados</b></p>     <p><i>Descri&ccedil;&atilde;o dos Estudos</i></p>     <p>Ap&oacute;s o processo de localiza&ccedil;&atilde;o e sele&ccedil;&atilde;o dos artigos detalhado na <a href="#f1"></a><a href="#f1">Figura 1</a>, preencheram os crit&eacute;rios de elegibilidade sete estudos <sup><a href="#17">17</a></sup><a name="top17"></a> , <sup><a href="#18">18</a></sup><a name="top18"></a>, <sup><a href="#19">19</a></sup><a name="top19"></a>, <sup><a href="#20">20</a></sup><a name="top20"></a>, <sup><a href="#21">21</a></sup><a name="top21"></a> , <sup><a href="#22">22</a></sup><a name="top22"></a>, <sup><a href="#23">23</a></sup><a name="top23"></a> . Em todos os estudos verificou-se que o impacto da coloca&ccedil;&atilde;o dos implantes cocleares na QDV das pessoas idosas era positivo, isto &eacute;, houve melhoria na QDV ap&oacute;s essa t&eacute;cnica de interven&ccedil;&atilde;o.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A <a href="#t2"></a><a href="#t2">tabela 2</a> re&uacute;ne as informa&ccedil;&otilde;es de cada artigo selecionado para esta revis&atilde;o acerca do tipo de estudo, do n&uacute;mero de participantes e respetiva idade aquando da coloca&ccedil;&atilde;o do implante coclear e resume ainda os instrumentos de avalia&ccedil;&atilde;o de QDV usados.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="t2"></a> <img src="/img/revistas/pjph/v35n1/35n1a03t2.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>Os instrumentos Glasgow Health Status Inventory Questionnaire (GHSI) e Glasgow Benefit Inventory Questionnaire (GBI) desenhados respetivamente para medir o efeito de um problema de sa&uacute;de sobre a QDV de uma pessoa e a QDV ap&oacute;s as interven&ccedil;&otilde;es cir&uacute;rgicas, foram usados em dois estudos: Vermeire et al. <sup><a href="#23">23</a></sup><a name="top23"></a> e Orabi et al. <sup><a href="#20">20</a></sup><a name="top20"></a>. O instrumento Hearing Handicap Inventory for the Elderly (HHIE) ou Adults (HHIA) desenhado para avaliar a perce&ccedil;&atilde;o da QDV de pessoas com DA com 65 anos ou mais (HHIE) e abaixo dos 65 anos (HHIA), tem um enfoque especial para as consequ&ecirc;ncias emocionais e sociais percecionadas em fun&ccedil;&atilde;o da perda de audi&ccedil;&atilde;o e foi utilizado em tr&ecirc;s estudos: Vermeire et al. <sup><a href="#23">23</a></sup><a name="top23"></a>, Eshraghi et al. <sup><a href="#18">18</a></sup><a name="top18"></a> e Park et al. <sup><a href="#21">21</a></sup><a name="top21"></a>.</p>     <p>O instrumento SF-36 de cariz gen&eacute;rico desenhado para medir os dom&iacute;nios f&iacute;sico e psicol&oacute;gico da QDV foi utilizado em dois estudos: Chung et al. <sup><a href="#17">17</a></sup><a name="top17"></a> e Olze et al. <sup><a href="#19">19</a></sup><a name="top19"></a>.</p>     <p>Os principais resultados e conclus&otilde;es de cada estudo est&atilde;o resumidos na <a href="#t3"></a><a href="#t3">tabela 3</a>. Nos estudos de Vermeire et al. <sup><a href="#23">23</a></sup><a name="top23"></a>, Poissant et al. <sup><a href="#22">22</a></sup><a name="top22"></a> e Park et al. <sup><a href="#21">21</a></sup><a name="top21"></a> os participantes idosos apresentaram melhorias significativas na QDV ap&oacute;s o implante coclear, semelhantes &agrave;quelas que s&atilde;o apresentadas por indiv&iacute;duos adultos com menos idade. No estudo de Olze et al. <sup><a href="#19">19</a></sup><a name="top19"></a> as pessoas idosas em compara&ccedil;&atilde;o com o grupo de pessoas mais novas, revelaram melhorias significativas na QDV ap&oacute;s o implante coclear. No estudo de Chung et al. <sup><a href="#17">17</a></sup><a name="top17"></a>, os participantes idosos apresentaram melhorias significativas na QDV em compara&ccedil;&atilde;o com os mais novos, contudo as pessoas com menos idade mostraram melhorias mais acentuadas em alguns dom&iacute;nios da QDV (desempenho f&iacute;sico e emocional, vitalidade, fun&ccedil;&atilde;o social e sa&uacute;de mental).</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="t3"></a> <img src="/img/revistas/pjph/v35n1/35n1a03t3.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>Nos estudos de Orabi et al. <sup><a href="#20">20</a></sup><a name="top20"></a> e Eshraghi et al. <sup><a href="#18">18</a></sup><a name="top18"></a>, os participantes apresentaram melhorias significativas em todos os dom&iacute;nios da QDV avaliados, ap&oacute;s a coloca&ccedil;&atilde;o do implante coclear.</p>     <p><i>Instrumentos de Avalia&ccedil;&atilde;o</i></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Tendo em conta os crit&eacute;rios de inclus&atilde;o pr&eacute;-definidos, n&atilde;o foram encontrados outros instrumentos gen&eacute;ricos al&eacute;m dos seguintes: Glasgow Benefit Inventory (GBI) e o Glasgow Health Status Inventory (GHSI). O GBI e o GHSI foram empregues nos estudos de Vermeire et al. <sup><a href="#23">23</a></sup><a name="top23"></a> e Orabi et al. <sup><a href="#20">20</a></sup><a name="top20"></a>. O GBI &eacute; um question&aacute;rio gen&eacute;rico que mede as altera&ccedil;&otilde;es na QDV (perce&ccedil;&atilde;o geral de bem-estar psicol&oacute;gico, social e f&iacute;sico) produzidas pelas interven&ccedil;&otilde;es cir&uacute;rgicas <sup><a href="#24">24</a></sup><a name="top24"></a>. O GHSI mede o efeito de um problema de sa&uacute;de na QDV de uma pessoa. Este permite a compara&ccedil;&atilde;o entre v&aacute;rias condi&ccedil;&otilde;es de sa&uacute;de, diferentes interven&ccedil;&otilde;es de sa&uacute;de e entre subgrupos demogr&aacute;ficos e culturais. Ambos os question&aacute;rios cont&ecirc;m 18 quest&otilde;es, as quais podem ser completadas atrav&eacute;s de uma entrevista ou pelo pr&oacute;prio paciente.</p>     <p>Medical Outcome Study 36 Short Form Healthy Survey (MOS SF-36). O SF-36 <sup><a href="#25">25</a></sup><a name="top25"></a> , <sup><a href="#26">26</a></sup><a name="top26"></a> &eacute; considerado uma medida gen&eacute;rica de sa&uacute;de, uma vez que se destina a medir conceitos de sa&uacute;de que representam valores humanos b&aacute;sicos relevantes &agrave; funcionalidade e ao bem-estar de cada um, sendo que n&atilde;o &eacute; espec&iacute;fico de qualquer n&iacute;vel et&aacute;rio, doen&ccedil;a ou tratamento <sup><a href="#25">25</a></sup><a name="top25"></a>. Este question&aacute;rio foi empregue nos estudos de Olze et al. <sup><a href="#18">18</a></sup><a name="top18"></a> e Chung et al. <sup><a href="#17">17</a></sup><a name="top17"></a>. O SF-36 foi adaptado lingu&iacute;stica e culturalmente e validado para o portugu&ecirc;s <sup><a href="#25">25</a></sup><a name="top25"></a>, <sup><a href="#27">27</a></sup><a name="top27"></a>. Esta escala foi constru&iacute;da para representar oito dos conceitos mais importantes de sa&uacute;de: fun&ccedil;&atilde;o f&iacute;sica, desempenho f&iacute;sico e emocional, dor f&iacute;sica, sa&uacute;de em geral, vitalidade, fun&ccedil;&atilde;o social e sa&uacute;de mental. Estas oito escalas podem ser agrupadas em duas componentes: sa&uacute;de f&iacute;sica e sa&uacute;de mental <sup><a href="#25">25</a></sup><a name="top25"></a>.</p>     <p>Geriatric Depression Screening Scale (GDS). A GDS <sup><a href="#28">28</a></sup><a name="top28"></a> &eacute; um question&aacute;rio de 30 itens, desenvolvido e validado para avaliar a depress&atilde;o nas pessoas idosas, independentemente do seu estado de sa&uacute;de. Este, foi empregue no estudo de Poissant et al. <sup><a href="#22">22</a></sup><a name="top22"></a> e tem sido considerado por alguns autores como fazendo parte do grupo de instrumentos gen&eacute;ricos de medida da qualidade de vida <sup><a href="#29">29</a></sup><a name="top29"></a>. Os indiv&iacute;duos t&ecirc;m de responder &ldquo;sim&rdquo; ou &ldquo;n&atilde;o&rdquo; a cada quest&atilde;o, tendo em considera&ccedil;&atilde;o aquilo que sentiram na semana anterior, sendo que 20 quest&otilde;es indicam a presen&ccedil;a de depress&atilde;o quando a resposta &eacute; &ldquo;sim&rdquo;, enquanto as restantes 10 quest&otilde;es indicam a presen&ccedil;a de depress&atilde;o quando a resposta &eacute; &ldquo;n&atilde;o&rdquo; <sup><a href="#28">28</a></sup><a name="top28"></a>. O estudo realizado por Poissant <sup><a href="#22">22</a></sup><a name="top22"></a>, mostra que as pessoas idosas participantes tinham graus mais elevados de solid&atilde;o e depress&atilde;o antes dos implantes cocleares e por isso uma pior QDV devido &agrave; dificuldade em comunicar.</p>     <p>UCLA Loneliness Scale (version 3). A UCLA Loneliness Scale (version 3) <sup><a href="#30">30</a></sup><a name="top30"></a> &eacute; considerada uma medida fi&aacute;vel para avaliar a solid&atilde;o nas pessoas idosas, composta por 20 quest&otilde;es que descrevem como as pessoas se sentem sobre si mesmas, as pessoas &agrave; sua volta e os seus relacionamentos. Esta escala foi empregue no estudo de Poissant et al. <sup><a href="#22">22</a></sup><a name="top22"></a>.</p>     <p>Os indiv&iacute;duos indicam os seus sentimentos respondendo a quest&otilde;es numa escala de 4 pontos (1 = nunca a 4 = sempre). Existem 11 itens redigidos de forma negativa e 9 itens positivos <sup><a href="#30">30</a></sup><a name="top30"></a>. As pontua&ccedil;&otilde;es mais elevadas indicam um grau de solid&atilde;o maior. No que respeita &agrave; solid&atilde;o, a evid&ecirc;ncia cient&iacute;fica tem mostrado que as pessoas idosas muitas vezes expressam sentimentos negativos e de solid&atilde;o que resultam de uma combina&ccedil;&atilde;o do processo de envelhecimento e de estere&oacute;tipos sociais, influenciando a respetiva qualidade de vida <sup><a href="#31">31</a></sup><a name="top31"></a>. Por esta raz&atilde;o, a solid&atilde;o pode ser um indicador cr&iacute;tico para estimar a qualidade de vida assim como vice-versa <sup><a href="#32">32</a></sup><a name="top32"></a> tendo sido este o motivo que levou a incluir a a UCLA nesta revis&atilde;o.</p>     <p>Nijmegen Cochlear Implant Questionnaire (NCIQ). O Nijmegen Cochlear Implant Questionnaire (NCIQ) foi desenvolvido e validado <sup><a href="#13">13</a></sup><a name="top13"></a> com o objetivo de avaliar a QDV dos indiv&iacute;duos utilizadores de implante coclear, tendo sido utilizado no estudo de Olze et al. <sup><a href="#18">18</a></sup><a name="top18"></a> Este question&aacute;rio avalia tr&ecirc;s dom&iacute;nios principais, especificados em seis subdom&iacute;nios. O dom&iacute;nio f&iacute;sico engloba tr&ecirc;s subdom&iacute;nios, relacionados com a perce&ccedil;&atilde;o de sons (b&aacute;sica e avan&ccedil;ada) e a produ&ccedil;&atilde;o de fala. O dom&iacute;nio psicol&oacute;gico avalia a autoestima e, finalmente, do dom&iacute;nio social fazem parte os subdom&iacute;nios relacionados com a atividade e as intera&ccedil;&otilde;es sociais. Cada subdom&iacute;nio tem associado 10 itens, que correspondem a 10 quest&otilde;es, pelo que no total o question&aacute;rio &eacute; composto por 60 perguntas. Para cada quest&atilde;o &eacute; apresentada uma escala de resposta com 5 op&ccedil;&otilde;es, que varia de &ldquo;nunca&rdquo; a &ldquo;sempre&rdquo; (em 55 perguntas) ou de &ldquo;n&atilde;o&rdquo; a &ldquo;bom&rdquo; (nas restantes 5 perguntas). Caso determinada pergunta n&atilde;o se aplique ao indiv&iacute;duo, pode ser dada uma sexta resposta: &ldquo;n&atilde;o aplic&aacute;vel&rdquo;. Desde a sua valida&ccedil;&atilde;o, o NCIQ tem sido utilizado como um teste padr&atilde;o para a avalia&ccedil;&atilde;o da QDV dos indiv&iacute;duos com implante coclear ou pr&oacute;tese auditiva. Em apenas dois dos seis subdom&iacute;nios (produ&ccedil;&atilde;o de fala e autoestima), a consist&ecirc;ncia interna mostrou-se aceit&aacute;vel (0,73 e 0,75 respetivamente) enquanto os restantes quatro subdom&iacute;nios (perce&ccedil;&atilde;o de sons b&aacute;sica e avan&ccedil;ada, atividade e intera&ccedil;&otilde;es sociais), apresentam uma consist&ecirc;ncia interna alta (&gt;80) <sup><a href="#13">13</a></sup><a name="top13"></a>. No que respeita &agrave; fiabilidade teste-reteste, os mesmos autores mostram resultados satisfat&oacute;rios para o instrumento NCIQ.</p>     <p>Hearing Handicap Inventory (HHI). O HHI &eacute; um instrumento de autoavalia&ccedil;&atilde;o desenvolvido com o objetivo de avaliar os efeitos da DA no ajustamento social e emocional das pessoas idosas, em que grau os indiv&iacute;duos se sentem restringidos ou em desvantagem nos ambientes sociais e pessoais <sup><a href="#33">33</a></sup><a name="top33"></a>. Este instrumento foi empregue nos estudos de Vermeire et al. <sup><a href="#23">23</a></sup><a name="top23"></a>, Eshraghi et al. <sup><a href="#18">18</a></sup><a name="top18"></a> e Park et al. <sup><a href="#21">21</a></sup><a name="top21"></a>. O HHI &eacute; composto por duas subescalas: uma subescala de 13 itens que explora as consequ&ecirc;ncias emocionais da DA; uma subescala de 12 itens que aborda os efeitos sociais e situacionais. Cada item tem tr&ecirc;s possibilidades de resposta: &ldquo;sim&rdquo;, &ldquo;por vezes&rdquo; e &ldquo;n&atilde;o&rdquo;, sendo que s&atilde;o atribu&iacute;dos 4 pontos a uma resposta &ldquo;sim&rdquo;, dois pontos ao &ldquo;por vezes&rdquo; e zero pontos a uma resposta &ldquo;n&atilde;o&rdquo;, pelo que poder&atilde;o, no m&aacute;ximo, ser obtidos 100 pontos <sup><a href="#33">33</a></sup><a name="top33"></a>. As pontua&ccedil;&otilde;es de HHI mais elevadas indicam um maior grau de incapacidade/dificuldades <sup><a href="#33">33</a></sup><a name="top33"></a>. Existem duas varia&ccedil;&otilde;es similares do HHI, o Hearing Handicap Inventory for the Adults (HHIA) <sup><a href="#34">34</a></sup><a name="top34"></a> e o Hearing Handicap Inventory for the Elderly (HHIE) <sup><a href="#33">33</a></sup><a name="top33"></a>. O HHIE foi desenvolvido e validado para ser usado em pessoas com 66 anos ou mais de idade. O HHIA foi criado, atrav&eacute;s da modifica&ccedil;&atilde;o do HHIE, para ser usado em indiv&iacute;duos com DA que tenham menos de 65 anos <sup><a href="#34">34</a></sup><a name="top34"></a>. Os crit&eacute;rios utilizados pelos v&aacute;rios autores selecionados nesta revis&atilde;o s&atilde;o diferentes, nomeadamente: (i) a defini&ccedil;&atilde;o da idade cronol&oacute;gica, a partir da qual consideram os participantes como pessoas idosas (65 anos de idade ou mais e acima dos 70 anos); e (ii) a defini&ccedil;&atilde;o do intervalo de tempo considerado para a avalia&ccedil;&atilde;o dos pacientes ap&oacute;s a implanta&ccedil;&atilde;o, para que sejam comparados os desempenhos pr&eacute; e p&oacute;s- implante coclear (1 ano e 2 anos).</p>     <p>Atrav&eacute;s da aplica&ccedil;&atilde;o dos crit&eacute;rios STROBE, todos os estudos t&ecirc;m uma alta credibilidade pois concentraram-se na categoria B pr&eacute;-definida. N&atilde;o existem grandes diferen&ccedil;as de qualidade entre os estudos, tendo em conta as percentagens obtidas por cada um: todos os estudos cumpriram entre 50&ndash;80% dos crit&eacute;rios de STROBE. O estudo que obteve uma percentagem mais elevada (77,2%) segundo os crit&eacute;rios STROBE, foi o de Chung et al. <sup><a href="#17">17</a></sup><a name="top17"></a>. Mediante os mesmos crit&eacute;rios, a percentagem mais baixa (68,2%) foi observada em quatro estudos <sup><a href="#18">18</a></sup><a name="top18"></a>, <sup><a href="#21">21</a></sup><a name="top21"></a>.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Discuss&atilde;o</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Os objetivos desta revis&atilde;o da literatura foram identificar e avaliar os instrumentos dispon&iacute;veis que avaliam a QDV em pessoas idosas com DA, p&oacute;s-lingual sensorioneural severa a profunda bilateral, com implante coclear. Nos estudos identificados nesta revis&atilde;o, foram encontrados sete instrumentos usados na avalia&ccedil;&atilde;o da QDV das pessoas idosas.</p>     <p>Apenas um dos instrumentos de avalia&ccedil;&atilde;o foi especialmente desenhado para a avalia&ccedil;&atilde;o da QDV das pessoas com implante coclear <sup><a href="#19">19</a></sup><a name="top19"></a>, designado por NCIQ, sendo que este foi o primeiro instrumento criado especificamente para a avalia&ccedil;&atilde;o das pessoas com implante coclear <sup><a href="#13">13</a></sup><a name="top13"></a>.</p>     <p>O instrumento HHI foi utilizado em tr&ecirc;s estudos <sup><a href="#18">18</a></sup><a name="top18"></a>, <sup><a href="#21">21</a></sup><a name="top21"></a>, <sup><a href="#23">23</a></sup><a name="top23"></a> para avaliar a QDV a pessoas com DA sem a especificidade de a particularizar. Os instrumentos GBI, GHSI, SF-36, GDS e a UCLA Loneliness Scale (version 3) utilizados em 5 estudos <sup><a href="#16">16</a></sup><a name="top16"></a> ,<sup><a href="#18">18</a></sup><a name="top18"></a>, <sup><a href="#22">22</a></sup><a name="top22"></a> embora tamb&eacute;m avaliem a QDV, n&atilde;o foram especificamente desenhados para uma determinada &aacute;rea ou patologia podendo ser encontrados em diversos estudos, que abordam diferentes tem&aacute;ticas.</p>     <p>A coloca&ccedil;&atilde;o do implante coclear na popula&ccedil;&atilde;o idosa tem sido bastante debatida, dada a possibilidade destes indiv&iacute;duos poderem n&atilde;o obter tantos benef&iacute;cios com a coloca&ccedil;&atilde;o do implante coclear quanto as pessoas mais jovens, devido a fatores audiol&oacute;gicos (altera&ccedil;&otilde;es nos sistemas auditivos relacionados com a idade), f&iacute;sicos e cognitivos <sup><a href="#23">23</a></sup><a name="top23"></a>, <sup><a href="#35">35</a></sup><a name="top35"></a>.</p>     <p>Contudo, os estudos analisados s&atilde;o un&acirc;nimes em considerar que as pessoas idosas t&ecirc;m benef&iacute;cios na QDV ap&oacute;s a coloca&ccedil;&atilde;o do implante coclear. Ap&oacute;s a an&aacute;lise de todos os estudos, verificou-se que existem estudos nos quais n&atilde;o s&atilde;o observadas diferen&ccedil;as estatisticamente significativas entre o desempenho das pessoas idosas e dos adultos mais jovens, sendo que outros estudos referem a exist&ecirc;ncia de menos ou mais ganhos significativos nas pessoas idosas.</p>     <p>Estudos de Olze et al. <sup><a href="#19">19</a></sup><a name="top19"></a>, Poissant et al. <sup><a href="#22">22</a></sup><a name="top22"></a> e Vermeire et al. <sup><a href="#23">23</a></sup><a name="top23"></a>, indicam que os participantes idosos com idade igual ou superior a 70 anos com implante coclear apresentaram melhorias significativas na QDV. Contudo, essas melhorias foram semelhantes &agrave;s dos pacientes adultos com menos idade, dado que foi feita a compara&ccedil;&atilde;o dos resultados obtidos nas pessoas idosas com os resultados obtidos nos participantes mais novos, tamb&eacute;m com implante coclear.</p>     <p>Poissant e seus colaboradores, avaliaram a depress&atilde;o e a solid&atilde;o na QDV dos participantes e conclu&iacute;ram que o implante coclear melhora a QDV em termos da diminui&ccedil;&atilde;o das pontua&ccedil;&otilde;es encontradas nos resultados desse estudo, sendo que tamb&eacute;m n&atilde;o existem diferen&ccedil;as significativas entre os resultados obtidos pelos pacientes idosos (&ge;70 anos) e os mais novos (&le;60 anos) <sup><a href="#22">22</a></sup><a name="top22"></a>. Estes resultados, v&atilde;o ao encontro das premissas da OMS no que respeita ao conceito de QDV na medida em que esta &eacute; definida como a perce&ccedil;&atilde;o que o indiv&iacute;duo tem sobre a sua posi&ccedil;&atilde;o na vida, dentro do contexto dos sistemas de cultura e valores nos quais est&aacute; inserido em rela&ccedil;&atilde;o aos seus objetivos, expectativas, padr&otilde;es e preocupa&ccedil;&otilde;es <sup><a href="#36">36</a></sup><a name="top36"></a>.</p>     <p>Nos estudos de Chung et al. <sup><a href="#17">17</a></sup><a name="top17"></a>, Orabi et al. <sup><a href="#20">20</a></sup><a name="top20"></a> e Park et al. <sup><a href="#21">21</a></sup><a name="top21"></a> os participantes idosos tinham idade igual ou superior a 65 anos. Orabi et al. <sup><a href="#20">20</a></sup><a name="top20"></a> e Park et al. <sup><a href="#21">21</a></sup><a name="top21"></a> referem que ap&oacute;s o implante coclear os pacientes idosos t&ecirc;m melhorias na QDV. No entanto, Orabi et al. <sup><a href="#20">20</a></sup><a name="top20"></a> n&atilde;o fazem a compara&ccedil;&atilde;o com resultados obtidos por um grupo de pacientes mais novos. Chung et al. <sup><a href="#17">17</a></sup><a name="top17"></a> obtiveram melhorias nas pontua&ccedil;&otilde;es p&oacute;s-implante coclear no grupo de pessoas idosas, contudo, os grupos de pacientes com menos de 65 anos conseguiram apresentar melhores resultados dado que apresentaram benef&iacute;cios significativos num maior n&uacute;mero de subescalas. O estudo de Eshraghi et al. <sup><a href="#18">18</a></sup><a name="top18"></a> &eacute; o &uacute;nico que analisa a QDV num grupo de participantes com mais idade (&ge;79 anos) o qual utiliza uma metodologia um pouco diferente de todos os outros autores pois estudaram a QDV em pessoas com implante coclear ligado ou desligado. Contudo, chegaram &agrave; conclus&atilde;o que os seus participantes obt&ecirc;m benef&iacute;cios significativos com o implante coclear ligado, ao n&iacute;vel da QDV, pois quando estavam com o implante coclear desligado o grau de dificuldades era maior, tendo sido encontrada uma diferen&ccedil;a significativa entre o antes (implante coclear desligado) e o ap&oacute;s (implante coclear ligado) (p &lt; 0,001).</p>     <p>As diferen&ccedil;as encontradas nos estudos quanto &agrave; defini&ccedil;&atilde;o dos conceitos de pessoa idosa e intervalo de tempo considerado para a avalia&ccedil;&atilde;o dos pacientes ap&oacute;s a implanta&ccedil;&atilde;o contribuem para uma dificuldade na interpreta&ccedil;&atilde;o dos resultados, tornando-se por isso dif&iacute;cil a compara&ccedil;&atilde;o dos resultados obtidos nos diferentes estudos. A exist&ecirc;ncia de diferentes amostras em cada estudo, algumas delas reduzidas, criou tamb&eacute;m dificuldades na obten&ccedil;&atilde;o de similaridades nos resultados obtidos. Estas dificuldades tamb&eacute;m foram encontradas por outros investigadores aquando da an&aacute;lise de estudos numa outra revis&atilde;o sistem&aacute;tica <sup><a href="#37">37</a></sup><a name="top37"></a>.</p>     <p>Uma vez que a DA &eacute; uma patologia em que as pessoas n&atilde;o correm risco de vida, questiona-se se a coloca&ccedil;&atilde;o do implante coclear n&atilde;o ser&aacute; um procedimento demasiado dispendioso, e por isso dispens&aacute;vel, quando destinado a pessoas idosas, que vivem das suas reformas e supostamente com uma produtividade diminu&iacute;da <sup><a href="#11">11</a></sup><a name="top11"></a>.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Contudo, apesar dessas pessoas poderem j&aacute; n&atilde;o estar inseridas no mercado de trabalho, continuam a necessitar de ter uma boa QDV, o que apenas &eacute; poss&iacute;vel quando conseguem comunicar com os seus pares de uma forma eficaz.</p>     <p>O implante coclear pode trazer muitos benef&iacute;cios a esse n&iacute;vel, ajudando as pessoas a poderem mais facilmente interagir e comunicar com os outros, pelo que a sua vida social se torna mais positiva, e consequentemente as pessoas idosas melhoram a sua QDV como mostra o mais recente estudo realizado em pessoas implantadas com 80 anos ou mais <sup><a href="#38">38</a></sup><a name="top38"></a>.</p>     <p>Num atual contexto de crise econ&oacute;mica, em que os gastos em sa&uacute;de tamb&eacute;m s&atilde;o afetados, torna-se muito importante comprovar os benef&iacute;cios que adv&ecirc;m da coloca&ccedil;&atilde;o do implante coclear nos idosos. Alguns estudos realizados nos EUA e na Europa demonstram que a implanta&ccedil;&atilde;o coclear tem uma rela&ccedil;&atilde;o custo/benef&iacute;cio favor&aacute;vel, desde que se comparem os custos da opera&ccedil;&atilde;o e do equipamento (que &eacute; dispendioso) com os custos que teriam de ser despendidos nos cuidados m&eacute;dicos, educa&ccedil;&atilde;o e apoio social ao longo da vida dos indiv&iacute;duos com DA <sup><a href="#39">39</a></sup><a name="top39"></a>.</p>     <p>Outros estudos mostram ainda que os adultos reabilitados que est&atilde;o em condi&ccedil;&otilde;es de voltarem ao mercado de trabalho, em resultado do implante coclear, ir&atilde;o representar menos gastos para o estado, dado que a probabilidade de necessitarem de apoios sociais ser&aacute; menor <sup><a href="#40">40</a></sup><a name="top40"></a>. Num estudo realizado no Reino Unido, o custo-benef&iacute;cio do implante coclear em pessoas idosas, foi considerado mediano em rela&ccedil;&atilde;o aos portadores de pr&oacute;teses auditivas convencionais apenas devido &agrave; diferen&ccedil;a na longevidade em rela&ccedil;&atilde;o aos mais novos <sup><a href="#41">41</a></sup><a name="top41"></a>. Por outro lado, o implante coclear traz muitos benef&iacute;cios ao n&iacute;vel da comunica&ccedil;&atilde;o, ajudando as pessoas a poderem mais facilmente interagir com os outros, pelo que a sua vida social se torna mais positiva, e consequentemente as pessoas idosas melhoram a sua QDV como mostra o mais recente estudo realizado em pessoas implantadas com 80 anos ou mais <sup><a href="#38">38</a></sup><a name="top38"></a>. No seguimento destas observa&ccedil;&otilde;es e numa era em que a esperan&ccedil;a m&eacute;dia de vida &eacute; cada vez mais elevada, pode-se questionar se n&atilde;o ser&aacute; mesmo importante a ado&ccedil;&atilde;o do implante coclear mesmo nas pessoas com 65 ou mais anos de idade, p&uacute;blico-alvo desta revis&atilde;o.</p>     <p>Na avalia&ccedil;&atilde;o da qualidade dos trabalhos, nenhum estudo correspondeu plenamente aos crit&eacute;rios para ser enquadrado na categoria A da classifica&ccedil;&atilde;o STROBE, por&eacute;m todos mereceram enquadrar-se na categoria B, o que valoriza a credibilidade dos resultados.</p>     <p><i>Limita&ccedil;&otilde;es e Perspetivas de Pesquisa</i></p>     <p>No presente trabalho, a principal limita&ccedil;&atilde;o diz respeito &agrave; falta de apresenta&ccedil;&atilde;o das caracter&iacute;sticas psicom&eacute;tricas da maioria dos instrumentos avaliados. Essa limita&ccedil;&atilde;o, no entanto, n&atilde;o teve repercuss&atilde;o para o objetivo do presente estudo, pois os instrumentos foram analisados de modo a permitir mostrar quais s&atilde;o os utilizados em indiv&iacute;duos com DA e principalmente qual &eacute; o instrumento espec&iacute;fico (o &uacute;nico onde se incluem as caracter&iacute;sticas psicom&eacute;tricas), que mede a QDV em pessoas idosas submetidas a implantes cocleares. No entanto, &eacute; recomend&aacute;vel a pesquisa das caracter&iacute;sticas psicom&eacute;tricas de todos os instrumentos a avaliar num trabalho futuro.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Conclus&atilde;o</b></p>     <p>Apenas um dos sete estudos selecionados contemplou um instrumento de avalia&ccedil;&atilde;o espec&iacute;fico, especialmente desenhado para avaliar a QDV das pessoas com implante coclear (NCIQ), incluindo as pessoas idosas.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O implante coclear mostrou ser efetivo em todos os grupos de participantes acima dos 65 anos de idade, pelo que deve ser considerado na popula&ccedil;&atilde;o idosa com DA p&oacute;s-lingual, sensorioneural, severa a profunda. O implante coclear pode trazer muitos benef&iacute;cios para esta popula&ccedil;&atilde;o, podendo ser um auxiliar de excel&ecirc;ncia na sua intera&ccedil;&atilde;o e comunica&ccedil;&atilde;o com os pares, contribuindo para a sua participa&ccedil;&atilde;o e inclus&atilde;o na vida social e, consequentemente, na melhoria da sua sa&uacute;de e QDV.</p>     <p>Mais estudos s&atilde;o necess&aacute;rios para investigar a relev&acirc;ncia do uso de instrumentos espec&iacute;ficos, pois o uso de instrumentos gen&eacute;ricos pode criar limita&ccedil;&otilde;es <sup><a href="#17">17</a></sup><a name="top17"></a> &agrave; avalia&ccedil;&atilde;o da QDV das pessoas ap&oacute;s a coloca&ccedil;&atilde;o do implante coclear, incluindo as idosas.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>References</b></p>     <p></p>     <!-- ref --><p><Sup><a name="1"></a><a href="#top1">1</a></Sup> World Health Organization: International Day for Ear and Hearing. Geneva, WHO, 2012.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2096537&pid=S2504-3145201700010000300001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <p><Sup><a name="2"></a><a href="#top2">2</a></Sup> Bogardus ST, Yueh B, Shekelle PG: Screening and management of adult hearing loss in primary care: clinical applications. JAMA 2003; 289:1986&ndash;1990.10.1001/jama.289.15.198612697802 </p>     <p><Sup><a name="3"></a><a href="#top3">3</a></Sup> Scarinci N, Worrall L, Hickson L: The ICF and third-party disability: its application to spouses of older people with hearing impairment. Disabil Rehabil 2009; 31:2088&ndash;2100.10.3109/0963828090292702819888839 </p>     <p><Sup><a name="4"></a><a href="#top4">4</a></Sup> Harrison RV: Noise-induced hearing loss in children: a &lsquo;less than silent&rsquo; environmental danger. J Paediatr Child Health 2008; 13:377&ndash;382.19412364 </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><Sup><a name="5"></a><a href="#top5">5</a></Sup> Ciorba A, Bianchini C, Pelucchi S, Pastore A: The impact of hearing loss on the quality of life of elderly adults. Clin Interv Aging 2012; 7:159&ndash;163.10.2147/CIA.S2605922791988 </p>     <p><Sup><a name="6"></a><a href="#top6">6</a></Sup> Almeida SP, Falc&atilde;o JM: Incapacidade auditiva autodeclarada na popula&ccedil;&atilde;o portuguesa: uma an&aacute;lise aos dados do quarto Inqu&eacute;rito Nacional de Sa&uacute;de. Acta Med Port 2009; 22:223&ndash;232. </p>     <p><Sup><a name="7"></a><a href="#top7">7</a></Sup> Gates GA, Mills JH: Presbycusis. Lancet 2005; 366:1111&ndash;1120.10.1016/S0140-6736(05)67423-516182900 </p>     <p><Sup><a name="8"></a><a href="#top8">8</a></Sup> Dalton DS, Cruickshanks KJ, Klein BE, Klein R, Wiley TL, Nondahl DM: The impact of hearing loss on quality of life in older adults. Gerontologist 2003; 43:661&ndash;668.10.1093/geront/43.5.66114570962 </p>     <p><Sup><a name="9"></a><a href="#top9">9</a></Sup> Heine C, Browning CJ: Communication and psychosocial consequences of sensory loss in older adults: overview and rehabilitation directions. Disabil Rehabil 2002; 24:763&ndash;773.10.1080/0963828021012916212437862 </p>     <p><Sup><a name="10"></a><a href="#top10">10</a></Sup> Huang Q, Tang J: Age-related hearing loss or presbycusis. Eur Arch Otorhinolaryngol 2010; 267:1179&ndash;1191.10.1007/s00405-010-1270-720464410 </p>     <p><Sup><a name="11"></a><a href="#top11">11</a></Sup> Andrade S, Peixoto C, Alves M, Martins JH, Ver&iacute;ssimo MT, Quadros J, et al: Reabilita&ccedil;&atilde;o auditiva por implante coclear na popula&ccedil;&atilde;o geri&aacute;trica. 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PLoS Med 2007; 4:e297.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2096551&pid=S2504-3145201700010000300014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p><Sup><a name="15"></a><a href="#top15">15</a></Sup> von Elm E, Altman DG, Egger M, Pocock SJ., G&oslash;tzsche PC, Vandenbroucke JP, et al: The Strengthening the Reporting of Observational Studies in Epidemiology (STROBE) Statement: guidelines for reporting observational studies. PLoS Med 2007; 4:e296.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2096553&pid=S2504-3145201700010000300015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <p><Sup><a name="16"></a><a href="#top16">16</a></Sup> Olmos M, Antelo M, Vazquez H, Smecuol E, Maurino E, Bai JC: Systematic review and meta-analysis of observational studies on the prevalence of fractures in coeliac disease. Dig Liver Dis 2008; 40:46&ndash;53.10.1016/j.dld.2007.09.00618006396 </p>     <p><Sup><a name="17"></a><a href="#top17">17</a></Sup> Chung J, Chueng K, Shipp D, Friesen L, Chen JM, Nedzelski JM, et al: Unilateral multi-channel cochlear implantation results in significant improvement in quality of life. 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<body><![CDATA[<p><Sup><a name="23"></a><a href="#top23">23</a></Sup> Vermeire K, Brokx JP, Wuyts FL, Cochet E, Hofkens A, Van de Heyning PH: Quality-of-life benefit from cochlear implantation in the elderly. Otol Neurotol 2005; 26:188&ndash;195.10.1097/00129492-200503000-0001015793403 </p>     <p><Sup><a name="24"></a><a href="#top24">24</a></Sup> Robinson K, Gatehouse S, Browning GG: Measuring patient benefit from otorhinolaryngological surgery and therapy. Ann Otol Rhinol Laryngol 1996; 105:415&ndash;422.10.1177/0003489496105006018638891 </p>     <p><Sup><a name="25"></a><a href="#top25">25</a></Sup> Ferreira PL: Cria&ccedil;&atilde;o da vers&atilde;o portuguesa do MOS SF-36. Parte I &ndash; Adapta&ccedil;&atilde;o cultural e lingu&iacute;stica. Acta Med Port 2000; 13:55&ndash;66. </p>     <p><Sup><a name="26"></a><a href="#top26">26</a></Sup> Ware JE, Sherbourne CD: The MOS 36-item short-form health survey (SF-36). I. Conceptual framework and item selection. Med Care 1992; 30:473&ndash;483.1593914 </p>     <p><Sup><a name="27"></a><a href="#top27">27</a></Sup> Ferreira PL: Cria&ccedil;&atilde;o da vers&atilde;o portuguesa do MOS SF-36. Parte II &ndash; Testes de valida&ccedil;&atilde;o. Acta Med Port 2000b;13:119&ndash;127. </p>     <p><Sup><a name="28"></a><a href="#top28">28</a></Sup> Yesavage JA, Brink TL, Rose TL, Lum O, Huang V, Adey M, et al: Development and validation of a geriatric depression screening scale: a preliminary report. J Psychiatr Res 1982; 17:37&ndash;49.10.1016/0022-3956(82)90033-47183759 </p>     <!-- ref --><p><Sup><a name="29"></a><a href="#top29">29</a></Sup> Chou R, Dana T, Bougatsos C, Fleming C, Beil T: Screening for Hearing Loss in Adults Ages 50 Years and Older: A Review of the Evidence for the U.S. Preventive Services Task Force. Rockville, Agency for Healthcare Research and Quality, 2011.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2096568&pid=S2504-3145201700010000300029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <p><Sup><a name="30"></a><a href="#top30">30</a></Sup> Russell DW: UCLA Loneliness Scale (Version 3): reliability, validity, and factor structure. J Pers Assess 1996; 66:20&ndash;40.10.1207/s15327752jpa6601_28576833 </p>     <p><Sup><a name="31"></a><a href="#top31">31</a></Sup> Newton JP: Changes in the ageing process: a longer working life for some quality of life? Gerodontology 2006; 23:193&ndash;194.10.1111/j.1741-2358.2006.00145.x17105499 </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><Sup><a name="32"></a><a href="#top32">32</a></Sup> Ekwall AK, Sivberg B, Hallberg IR: Loneliness as a predictor of quality of life among older caregivers. J Adv Nurs 2005; 49:23&ndash;32.10.1111/j.1365-2648.2004.03260.x15610378 </p>     <p><Sup><a name="33"></a><a href="#top33">33</a></Sup> Ventry IM, Weinstein BE: The hearing handicap inventory for the elderly: a new tool. Ear Hear 1982; 3:128&ndash;134.7095321 </p>     <p><Sup><a name="34"></a><a href="#top34">34</a></Sup> Newman CW, Weinstein BE, Jacobson GP, Hug GA: The Hearing Handicap Inventory for Adults: psychometric adequacy and audiometric correlates. Ear Hear 1990; 11:430&ndash;433.2073976 </p>     <p><Sup><a name="35"></a><a href="#top35">35</a></Sup> Buchman CA, Fucci MJ, Luxford WM: Cochlear implants in the geriatric population. Ear Nose Throat J 1999; 78:489&ndash;494.10429324 </p>     <p><Sup><a name="36"></a><a href="#top36">36</a></Sup> WHOQOL Group: Development of the WHOQOL: rationale and current status. Int J Ment Health Nurs 1994; 23:24&ndash;56.10.1080/00207411.1994.11449286 </p>     <p><Sup><a name="37"></a><a href="#top37">37</a></Sup> Yeagle JD, Ceh KM, Francis HW: Geriatric cochlear implantation. Oper Tech Otolaryngol Head Neck Surg 2010; 21:266&ndash;271. </p>     <p><Sup><a name="38"></a><a href="#top38">38</a></Sup> Cloutier F, Bussi&egrave;res R, Ferron P, C&ocirc;t&eacute; M: OCTO &ldquo;Outcomes of cochlear implant for the octogenarians: audiologic and quality-of-life&rdquo;. Otol Neurotol 2014; 35:22&ndash;28.10.1097/MAO.0b013e3182a5d11324270725 </p>     <p><Sup><a name="39"></a><a href="#top39">39</a></Sup> Manrique M, Ramos A, Morera C, Cenjor C, Lavilla MJ, Boleas MS, et al: Analysis of the cochlear implant as a treatment technique for profound hearing loss in pre and postlocutive patients. Acta Otorrinolaringol Esp 2006; 57: 2&ndash;23.10.1016/S0001-6519(06)78657-516503028 </p>     <p><Sup><a name="40"></a><a href="#top40">40</a></Sup> Carter R, Hailey D: Economic evaluation of the cochlear implant. Int J Technol Assess Health Care 1999; 15:520&ndash;530.10874379 </p>     <p><Sup><a name="41"></a><a href="#top41">41</a></Sup> UK Cochlear Implant Study Group: Criteria of candidacy for unilateral cochlear implantation in postlingually deafened adults III: prospective evaluation of an actuarial approach to defining a criterion. Ear Hear 2004; 25: 361&ndash;374.10.1097/01.AUD.0000134551.13162.8815292776</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>Received: January 25, 2014</p>     <p>Accepted: December 6, 2016</p>      ]]></body><back>
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