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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Trigger Tool na Segurança do Doente: Uma Revisão Sistemática de Literatura]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Introduction: The high incidence of adverse events (AE) is one of the troubling situations described in the literature that is directly related with the rise of healthcare costs and the days of hospitalization. The Global Trigger Tool (GTT) methodology is relatively new but has shown promising results, in international contexts, by tracking AE actions. Objective: To obtain a body of proof, sets of information relating to the use of this methodology in a hospital setting were gathered. Methodology: This is a systematic review of the literature, based on primary studies of this subject, published between 2009 and 2014. Results: The study includes 8 primary studies and their results show relevant data on the utility of GTT in a hospital setting. Conclusion: The scientific evidence shows that the implementation of the GTT method as an AE monitoring strategy is a viable tool, since it allows to follow up the implementation of AE occurrence reduction changes.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p style="text-align: right;"><b>REVIEW ARTICLE</b></p>     <p><b>Trigger Tool na Seguran&ccedil;a do Doente: Uma Revis&atilde;o Sistem&aacute;tica de Literatura</b></p>     <p><b>Trigger Tool in Patient Safety: A Systematic Review of the Literature</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Ludmila Pierdevara<sup>a</sup>&nbsp;,Inês Margarida Ventura<sup>a</sup>Margarida Eiras<sup>b</sup>&nbsp;,Amélia Maria Brito Gracias<sup>c</sup> </b></p>     <p><sub>a</sub> Unidade Hospitalar de Lagos, Centro Hospitalar Algarve (CHA), Lagos, Portugal</p>     <p><sub>b</sub> Escola Superior de Tecnologia em Sa&uacute;de Lisboa (ESTeSL), Instituto Polit&eacute;cnico de Lisboa (IPL), Lisbon, Portugal</p>     <p><sub>c</sub> Unidade Hospitalar de Portim&atilde;o, Centro Hospitalar Algarve (CHA), Portim&atilde;o, Portugal&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Introdu&ccedil;&atilde;o: A elevada incid&ecirc;ncia de eventos adversos (EA) &eacute; uma das situa&ccedil;&otilde;es preocupantes descritas na literatura sendo relacionada diretamente com o aumento dos custos com a presta&ccedil;&atilde;o de cuidados de sa&uacute;de e com o aumento do n&uacute;mero de dias de internamento. A metodologia Global Trigger Tool (GTT) &eacute; relativamente nova mas tem-se mostrado promissora, em contextos internacionais, em a&ccedil;&otilde;es de rastreio dos EA. Objetivo: Obter um corpo de evid&ecirc;ncia, reunindo um conjunto de informa&ccedil;&otilde;es acerca da utiliza&ccedil;&atilde;o desta metodologia em contexto hospitalar. Metodologia: Trata-se de uma revis&atilde;o sistem&aacute;tica da literatura, baseada em estudos prim&aacute;rios relacionados com esta tem&aacute;tica, publicados entre o ano 2009 e 2014. Resultados: O estudo incluiu 8 estudos prim&aacute;rios e os resultados evidenciam dados relevantes acerca da utilidade da ferramenta GTT no &acirc;mbito hospitalar. Conclus&atilde;o: A evid&ecirc;ncia cient&iacute;fica mostra que a aplica&ccedil;&atilde;o do m&eacute;todo GTT, como estrat&eacute;gia de monitoriza&ccedil;&atilde;o dos EA, &eacute; uma ferramenta vi&aacute;vel, uma vez que permite acompanhar a implementa&ccedil;&atilde;o de mudan&ccedil;as orientadas para a redu&ccedil;&atilde;o da ocorr&ecirc;ncia dos EA.</p> <b>Palavras-chave:</b> Global Trigger Tool, Erros m&eacute;dicos, Seguran&ccedil;a do paciente, Eventos adversos, Gest&atilde;o de seguran&ccedil;a, Dano do doente&nbsp;     <p></p>     <p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>Introduction: The high incidence of adverse events (AE) is one of the troubling situations described in the literature that is directly related with the rise of healthcare costs and the days of hospitalization. The Global Trigger Tool (GTT) methodology is relatively new but has shown promising results, in international contexts, by tracking AE actions. Objective: To obtain a body of proof, sets of information relating to the use of this methodology in a hospital setting were gathered. Methodology: This is a systematic review of the literature, based on primary studies of this subject, published between 2009 and 2014. Results: The study includes 8 primary studies and their results show relevant data on the utility of GTT in a hospital setting. Conclusion: The scientific evidence shows that the implementation of the GTT method as an AE monitoring strategy is a viable tool, since it allows to follow up the implementation of AE occurrence reduction changes.</p>     <p><b>Keywords:&nbsp;</b>Global Trigger Tool, Patient safety, Adverse events, Safety management, Patient harm, Medical errors</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Nas &uacute;ltimas d&eacute;cadas, os avan&ccedil;os na tecnologia e no con hecimento criaram sistemas de sa&uacute;de cada vez mais complexos. A evid&ecirc;ncia cient&iacute;fica mostra que essa complexidade acarreta muitos riscos <sup><a href="#1">1</a></sup><a name="top1"></a>. A elevada incid&ecirc;ncia dos eventos adversos (EA) em hospitais tem preocupado investigadores, profissionais e gestores em sa&uacute;de, devido ao seu impacto socioecon&oacute;mico com custos elevados para os doentes e para as institui&ccedil;&otilde;es.</p>     <p>Para a Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial de Sa&uacute;de, um EA &eacute; um incidente que resulta em danos para o doente. Os danos implicam preju&iacute;zo na estrutura ou fun&ccedil;&otilde;es do corpo do doente, ou qualquer efeito pernicioso da&iacute; resultante, incluindo doen&ccedil;a, les&atilde;o, sofrimento, incapacidade ou morte, podendo ser f&iacute;sico, social ou psicol&oacute;gico <sup><a href="#2">2</a></sup><a name="top2"></a>.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Atualmente, torna-se cada vez mais imprescind&iacute;vel reconhecer que a identifica&ccedil;&atilde;o dos EA permite a avalia&ccedil;&atilde;o da qualidade em sa&uacute;de, contribuindo, decisivamente, para as mudan&ccedil;as na pr&aacute;tica cl&iacute;nica. Para tal, s&atilde;o necess&aacute;rios programas e instrumentos de gest&atilde;o do risco cl&iacute;nico, incluindo a dete&ccedil;&atilde;o precoce e a corre&ccedil;&atilde;o dos EA.</p>     <p>Encontram-se descritos na literatura v&aacute;rios m&eacute;todos de avalia&ccedil;&atilde;o dos EA, tais como relat&oacute;rios volunt&aacute;rios de incidentes, relat&oacute;rios espont&acirc;neos com alerta, observa&ccedil;&atilde;o direta, revis&atilde;o de processos cl&iacute;nicos, entrevista a utentes, ou a combina&ccedil;&atilde;o destes m&eacute;todos <sup><a href="#3">3</a></sup><a name="top3"></a>. A sua sele&ccedil;&atilde;o deve depender da sua finalidade, tendo em considera&ccedil;&atilde;o o eventual sucesso na utiliza&ccedil;&atilde;o em institui&ccedil;&otilde;es/contextos similares <sup><a href="#4">4</a></sup><a name="top4"></a>.</p>     <p>Em Portugal, a Dire&ccedil;&atilde;o-Geral da Sa&uacute;de, por proposta do Departamento da Qualidade na Sa&uacute;de e no &acirc;mbito da qualidade organizacional, emitiu a norma 025/2012, de 19 de dezembro que orienta as institui&ccedil;&otilde;es prestadoras de cuidados do Sistema Nacional de Sa&uacute;de relativamente ao Sistema Nacional de Notifica&ccedil;&atilde;o de Incidentes e Eventos Adversos. A elabora&ccedil;&atilde;o da presente norma baseou-se na colabora&ccedil;&atilde;o da Agencia de Calidad Sanitaria de Andaluc&iacute;a. Este sistema pode ser um instrumento importante, desde que sejam, de facto, comunicados e analisados os EA. No entanto, as pesquisas mostram que a maioria dos incidentes n&atilde;o s&atilde;o comunicados pelos profissionais de sa&uacute;de <sup><a href="#5">5</a></sup><a name="top5"></a>. S&atilde;o conhecidos muito menos erros do que aqueles que s&atilde;o praticados, sendo a principal raz&atilde;o a culpabiliza&ccedil;&atilde;o associada aos erros, o que faz com que a maioria n&atilde;o seja divulgada. Estima-se que os incidentes notificados voluntariamente refletem cerca de 10 a 20% dos incidentes que realmente ocorrem e destas apenas 5% causam dano ao doente <sup><a href="#6">6</a></sup><a name="top6"></a>.</p>     <p>Sendo assim, a resist&ecirc;ncia em assumir o erro por parte dos profissionais e em notificar voluntariamente os incidentes ocorridos dificulta aos gestores de qualidade para analisar esses erros e encontrar solu&ccedil;&otilde;es de implementa&ccedil;&atilde;o de bons programas de gest&atilde;o do risco cl&iacute;nico, incluindo a dete&ccedil;&atilde;o precoce e corre&ccedil;&atilde;o de EA.</p>     <p>Os esfor&ccedil;os para detetar os EA atrav&eacute;s de v&aacute;rias metodologias (auditorias, relat&oacute;rios volunt&aacute;rios), s&atilde;o dispendiosos, com fraca sensibilidade e, na maior parte, menos eficientes <sup><a href="#7">7</a></sup><a name="top7"></a>.</p>     <p>Na tentativa de colmatar esta lacuna, o Institute for Healthcare Improvement (IHI) desenvolveu em 2002 a metodologia IHI Global Trigger Tool (GTT) para identificar os EA.</p>     <p>A metodologia GTT assenta numa revis&atilde;o retrospetiva de processos cl&iacute;nicos, que utiliza pistas para identificar poss&iacute;veis EA. Esta metodologia permite identificar determinadas palavras-sentinela ( triggers ), que poder&atilde;o conduzir &agrave; identifica&ccedil;&atilde;o de um poss&iacute;vel dano que poder&aacute; estar relacionado com um EA <sup><a href="#8">8</a></sup><a name="top8"></a>.</p>     <p>Para aplicar esta metodologia, o IHI aconselha que a revis&atilde;o dos processos deve ser feita por um grupo de, pelo menos, dois enfermeiros, revisores prim&aacute;rios e um m&eacute;dico que assume a fun&ccedil;&atilde;o de revisor secund&aacute;rio ou &aacute;rbitro. O m&eacute;dico n&atilde;o participa na revis&atilde;o dos processos cl&iacute;nicos, mas autentica o consenso dos revisores e ajuda a classificar os resultados dos EA, em fun&ccedil;&atilde;o da gravidade dos danos. Os revisores, de forma independente, duas vezes por m&ecirc;s, de 15 em 15 dias, selecionam, aleatoriamente, 10 dos processos que tiveram alta cl&iacute;nica, pelo menos h&aacute; 2 meses. De forma a aumentar a validade interna da revis&atilde;o, cada revisor analisa os 10 processos. A revis&atilde;o &eacute; feita com base nos triggers da ferramenta GTT, e a an&aacute;lise de cada processo n&atilde;o deve exceder 20 minutos. Os processos s&oacute; devem ser revistos, para identificar a presen&ccedil;a dos triggers , e n&atilde;o lidos na sua totalidade. Durante a revis&atilde;o, a presen&ccedil;a de um trigger positivo encontrado, n&atilde;o significa, obrigatoriamente, que um EA &eacute; confirmado. No fim de cada m&ecirc;s, os revisores prim&aacute;rios re&uacute;nem-se, com o intuito de rever todos os EA identificados e classificados em fun&ccedil;&atilde;o da gravidade dos danos, de modo a chegar a um consenso. Posteriormente, realiza-se uma reuni&atilde;o com o m&eacute;dico, para autenticar o consenso dos resultados.</p>     <p>A ferramenta utiliza cinco categorias de danos decorrentes de um EA, sendo elas: dano tempor&aacute;rio ao doente com interven&ccedil;&atilde;o necess&aacute;ria (E), dano tempor&aacute;rio que exigiu prolongamento da hospitaliza&ccedil;&atilde;o (F), dano permanente (G), interven&ccedil;&otilde;es necess&aacute;rias para sustentar a vida (H) e a morte do doente (I). Esta classifica&ccedil;&atilde;o est&aacute; de acordo com a National Coordinating Council for Medication Error Reporting and Prevention (NCC MERP). A NCC MERP classifica os erros associados ao uso de medicamentos em 9 categorias (A a I), sendo que somente as categorias E, F, G, H e I est&atilde;o relacionadas com erros que ocasionam dano.</p>     <p>A GTT cont&eacute;m seis m&oacute;dulos que integram v&aacute;rios triggers , sendo eles: cuidados gerais, cirurgia, cuidados intensivos, medica&ccedil;&atilde;o, perinatal e departamento de emerg&ecirc;ncia. Quatro dos m&oacute;dulos s&atilde;o desenhados para refletir os EA que ocorrem, geralmente, em unidades especificas. Os m&oacute;dulos de cuidados gerais e medica&ccedil;&atilde;o s&atilde;o pensados para refletir sobre os EA que podem ocorrer em qualquer unidade hospitalar.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A flexibilidade da GTT permite a sua aplica&ccedil;&atilde;o em diversos ambientes cl&iacute;nicos, desde unidades ambulat&oacute;rias, at&eacute; unidades de cuidados intensivos. A ferramenta n&atilde;o &eacute; por si s&oacute; uma metodologia de melhoria, mas proporciona a aquisi&ccedil;&atilde;o de dados e, consequentemente, conduz a organiza&ccedil;&atilde;o &agrave; melhoria cont&iacute;nua <sup><a href="#9">9</a></sup><a name="top9"></a>.</p>     <p>A GTT &eacute; considerada uma metodologia relativamente nova, que se tem mostrado promissora em contextos internacionais.</p>     <p>Em virtude de se desconhecer a exist&ecirc;ncia de estudos que analisem esta tem&aacute;tica em Portugal, as implica&ccedil;&otilde;es cient&iacute;ficas desta revis&atilde;o sistem&aacute;tica de literatura v&atilde;o ao encontro da car&ecirc;ncia de dados cient&iacute;ficos relacionados com a presente metodologia.</p>     <p>Antes de passar &agrave; metodologia da presente revis&atilde;o sistem&aacute;tica de literatura definiu-se a quest&atilde;o orientadora em formato de acr&oacute;nimo PICO <sup><a href="#10">10</a></sup><a name="top10"></a> (Problema, Interven&ccedil;&atilde;o, Compara&ccedil;&atilde;o e Outcomes ): &ldquo;Qual &eacute; a evid&ecirc;ncia cient&iacute;fica, relativamente &agrave; utiliza&ccedil;&atilde;o da metodologia GTT, no rastreio dos EA no contexto hospitalar?&rdquo;.</p>     <p>O objetivo deste trabalho consiste em obter um corpo de evid&ecirc;ncia que re&uacute;na um conjunto de informa&ccedil;&otilde;es acerca da utiliza&ccedil;&atilde;o da metodologia GTT no meio hospitalar.</p>     <p>Realizou-se uma revis&atilde;o sistem&aacute;tica da literatura, que consistiu na an&aacute;lise de estudos prim&aacute;rios que se reportam &agrave; metodologia GTT. A estrutura do estudo foi baseada em princ&iacute;pios recomendados pelo Cochrane Handbook <sup><a href="#11">11</a></sup><a name="top11"></a>.</p>     <p>A priori, definiram-se as palavras-chave: Global Trigger Tool , patient safety , adverse events, safety management , patient harm e medical errors. Posteriormente, confirmou-se se as palavras-chave pr&eacute;vias constitu&iacute;am descritores MeSH ( Medical Subject Headings ). Obteve-se resposta positiva para patient safety , safety management , patient harm e medical errors . Para as palavras-chave Global Trigger Tool e adverse events n&atilde;o se encontrou um descritor, mas por serem consideradas relevantes no estudo foram inclu&iacute;das.</p>     <p>Seguidamente, foi realizada uma pesquisa em bases de dados online Medline via PubMed e B-on , entre julho e outubro de 2014. Como complemento, utilizou-se o motor de busca Google Scholar .</p>     <p>Na constru&ccedil;&atilde;o da estrat&eacute;gia de busca dos estudos, foram utilizadas as palavras-chave combinadas e/ou isoladas, e os operadores booleanos &ldquo;AND&rdquo;/&ldquo;OR&rdquo; que permitiram a liga&ccedil;&atilde;o dos termos de pesquisa.</p>     <p>Foram selecionados apenas os artigos cient&iacute;ficos cujo ano de publica&ccedil;&atilde;o se encontra compreendido entre 2009 e 2014. De acordo com as palavras-chave utilizadas, os motores de busca identificaram 639 artigos.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A triagem dos artigos foi realizada por dois revisores de forma independente. Atrav&eacute;s de uma leitura r&aacute;pida dos t&iacute;tulos e resumos, foram considerados, inicialmente, 24 artigos. Pela leitura do ab&shy;stract , e aplicando os crit&eacute;rios de inclus&atilde;o e exclus&atilde;o, foram exclu&iacute;dos 15 artigos, tendo sido considerados, inicialmente, 9 estudos potencialmente eleg&iacute;veis, visto terem dados suficientes para o estudo. Ap&oacute;s a leitura na &iacute;ntegra dos estudos e o consenso das duas investigadoras, foi ainda exclu&iacute;do um estudo, por n&atilde;o fornecer toda a informa&ccedil;&atilde;o considerada imprescind&iacute;vel &agrave; an&aacute;lise, perfazendo assim um total de 8 artigos selecionados.</p>     <p>Como crit&eacute;rios de inclus&atilde;o, foram considerados estudos prim&aacute;rios publicados em ingl&ecirc;s, espanhol e portugu&ecirc;s, dispon&iacute;veis na &iacute;ntegra, realizados com base nos processos cl&iacute;nicos dos doentes que estiveram internados numa unidade hospitalar e aplicaram ferramenta GTT. Foram exclu&iacute;dos os artigos de estudos que envolviam processos cl&iacute;nicos de doentes internados com idade inferior a 18 anos, ou com diagn&oacute;stico do foro psiqui&aacute;trico.</p>     <p>A avalia&ccedil;&atilde;o da qualidade metodol&oacute;gica dos estudos inclu&iacute;dos foi realizada por dois investigadores independentes. Para tal, utilizou-se um teste de evid&ecirc;ncia, adaptado e utilizado por Vilelas <sup><a href="#12">12</a></sup><a name="top12"></a>. O instrumento &eacute; composto por uma lista clara de 11 perguntas, dividido em tr&ecirc;s testes. O primeiro teste &eacute; considerado de relev&acirc;ncia preliminar, aplicado &agrave;s refer&ecirc;ncias bibliogr&aacute;ficas dos artigos, constitu&iacute;do por 3 quest&otilde;es; o segundo teste &eacute; formado por 2 quest&otilde;es e &eacute; aplicado aos resumos dos artigos; o terceiro &eacute; aplicado aos artigos na &iacute;ntegra, sendo composto por 6 quest&otilde;es. Estas perguntas devem ser respondidas por cada investigador, mediante a afirma&ccedil;&atilde;o ou a nega&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>Na avalia&ccedil;&atilde;o de cada artigo, foi atribu&iacute;da a pontua&ccedil;&atilde;o 1, quando o item era positivo, e zero, quando negativo. A qualidade metodol&oacute;gica de cada artigo foi classificada de baixa (0&ndash;3 pontos), moderada (4&ndash;7 pontos), ou alta (8&ndash;11 pontos).</p>     <p>Para aumentar o n&iacute;vel de fiabilidade do estudo, realizou-se o teste de concord&acirc;ncia entre os investigadores, atrav&eacute;s do &iacute;ndice de Kappa.</p>     <p>De modo a determinar o n&iacute;vel da evid&ecirc;ncia dos estudos inclu&iacute;dos, foi utilizado o esquema de classifica&ccedil;&atilde;o dos n&iacute;veis de evid&ecirc;ncia baseada na hierarquia, descrito por Melnyk e Fineout-Overholt <sup><a href="#13">13</a></sup><a name="top13"></a>.</p>     <p>Para a an&aacute;lise destes estudos, recorreu-se ao m&eacute;todo quantitativo e descritivo.</p>     <p>Para se obter uma ideia abrangente e atual do consenso cient&iacute;fico acerca da metodologia GTT, os dados encontrados foram estruturados numa tabela que descreve os estudos inclu&iacute;dos e posteriormente apresentam-se os principais resultados e conclus&otilde;es encontrados em cada estudo.</p>     <p>Analisando a <a href="#t1">tabela 1</a> , a totalidade dos estudos encontrados foram em formato de artigo. Relativamente ao tipo de estudo, 2 s&atilde;o transversais, 1 correlacional e 5 observacionais retrospetivos. Todos foram realizados em contexto hospitalar e utilizaram a ferramenta GTT. No que diz respeito aos pa&iacute;ses onde os estudos foram publicados, constatou-se que n&atilde;o foram encontrados estudos portugueses relacionados com a presente tem&aacute;tica.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="t1"></a> <img src="/img/revistas/pjph/v35n2/35n2a02t1.jpg">     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>Quanto &agrave; avalia&ccedil;&atilde;o metodol&oacute;gica da qualidade dos estudos inclu&iacute;dos, pode-se considerar que esta revis&atilde;o da literatura foi realizada com base em estudos avaliados como de alta qualidade (score 8&ndash;11).</p>     <p>A concord&acirc;ncia entre os investigadores relativamente ao consenso de sele&ccedil;&atilde;o dos artigos inclu&iacute;dos, atrav&eacute;s do &iacute;ndice de Kappa, foi de 0,992.</p>     <p>Seguidamente apresentam-se os principais resultados e conclus&otilde;es analisados dos estudos inclu&iacute;dos.</p>     <p>No estudo de Von Plessen et al. <sup><a href="#14">14</a></sup><a name="top14"></a> identificaram diferen&ccedil;as significativas entre taxas de danos encontrados em 5 hospitais, atrav&eacute;s da ferramenta GTT e taxa m&eacute;dia dos EA foi de 25%, dos quais 96% dos danos foram tempor&aacute;rios.</p>     <p>Conclu&iacute;ram que a GTT deve ser utilizada nos hospitais, de forma a orientar na melhoria da seguran&ccedil;a dos doentes e sugerem a implementa&ccedil;&atilde;o noutros hospitais do pa&iacute;s.</p>     <p>Rozenfeld et al. <sup><a href="#15">15</a></sup><a name="top15"></a> observaram que cerca de 70,0% dos processos apresentaram no m&iacute;nimo um trigger , dos quais 14,4% foram considerados EA, sendo a incid&ecirc;ncia de 26,6 por 100 doentes e por fim sugerem que a ferramenta estudada pode ser &uacute;til como t&eacute;cnica de monitoriza&ccedil;&atilde;o e avalia&ccedil;&atilde;o do resultado dos cuidados prestados aos doentes internados.</p>     <p>O estudo de Asevaroenghchai et al. <sup><a href="#16">16</a></sup><a name="top16"></a> identificaram uma taxa m&eacute;dia de 41 EA por 100 doentes; 53% foram de dano tempor&aacute;rio, enquanto 51,7% eram evit&aacute;veis. Os resultados encontrados apontam que a GTT detetou mais EA do que os m&eacute;todos anteriores. A maioria dos EA tiveram baixa gravidade e eram evit&aacute;veis. Sugerem a necessidade de avalia&ccedil;&atilde;o e valida&ccedil;&atilde;o dos triggers antes de usar GTT nos servi&ccedil;os de internamento.</p>     <p>Relativamente a Classen et al. <sup><a href="#17">17</a></sup><a name="top17"></a> encontraram 90.1% de EA atrav&eacute;s da GTT, 1% com sistema de notifica&ccedil;&atilde;o volunt&aacute;ria e 8,99% pela AHRQ. Alegaram que atrav&eacute;s dos resultados encontrados a ferramenta GTT mostrou que os EA em hospitais podem ser 10 vezes melhor identificados, comparativamente aos resultados previamente avaliados com outros m&eacute;todos.</p>     <p>No que diz respeito ao estudo de Landrigan et al. <sup><a href="#18">18</a></sup><a name="top18"></a>, os autores identificaram 25,1 de danos por 100 admiss&otilde;es, sendo a taxa de incid&ecirc;ncia dos EA de 25%. Afirmam que a GTT identificou taxas de danos mais elevados do que outros m&eacute;todos utilizados anteriormente. Os &iacute;ndices de confian&ccedil;a e de especificidade das revis&otilde;es foi elevado, contudo, houve diferen&ccedil;as significativas entre os resultados apresentados pelos revisores experientes e os rec&eacute;m-formados, sugerindo a necessidade de treino da equipa revisora antes de outros estudos.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Quanto ao estudo de Rutberg et al. <sup><a href="#19">19</a></sup><a name="top19"></a>, os investigadores alegam que a GTT identificou 20,5% de EA e com o sistema de notifica&ccedil;&atilde;o volunt&aacute;rio apenas 6,3% e concluem que a GTT permite identificar um n&uacute;mero muito mais significativo de EA do que com o sistema de notifica&ccedil;&atilde;o volunt&aacute;rio. Estes autores sugerem que as institui&ccedil;&otilde;es de sa&uacute;de devem utilizar um conjunto de ferramentas &uacute;teis para identificar os EA, por forma a diminuir, sub&shy;stancialmente, os custos relacionados com a preven&ccedil;&atilde;o dos EA.</p>     <p>Ganachari et al. <sup><a href="#20">20</a></sup><a name="top20"></a> avaliaram a taxa de EA atrav&eacute;s da ferramenta GTT. A taxa dos EA identificados foi de 18,1%, estando 50,6% relacionados com a medica&ccedil;&atilde;o. Por fim, salientam que a GTT supera os m&eacute;todos tradicionais na identifica&ccedil;&atilde;o dos EA e sugerem a aplica&ccedil;&atilde;o da mesma em novos estudos.</p>     <p>Hwang et al. <sup><a href="#21">21</a></sup><a name="top21"></a> identificaram os EA atrav&eacute;s da GTT e encontraram diferen&ccedil;as estatisticamente significativas entre a identifica&ccedil;&atilde;o dos triggers e a ocorr&ecirc;ncia dos EA. Dos 13,3% triggers identificados, 10% foram considerados EA. Os resultados obtidos permitiram concluir que a ferramenta GTT foi um m&eacute;todo &uacute;til para identificar os EA num hospital coreano e a aplica&ccedil;&atilde;o da mesma poderia ter bons resultados noutras organiza&ccedil;&otilde;es de sa&uacute;de.</p>     <p>Da pesquisa efetuada, verificou-se que existe uma escassez de estudos realizados em Portugal e os artigos analisados, publicados internacionalmente, s&atilde;o, na sua maioria, recentes (2013 e 2014).</p>     <p>O grau de concord&acirc;ncia entre os investigadores acerca dos estudos inclu&iacute;dos, calculado atrav&eacute;s do &iacute;ndice de Kappa, foi considerado segundo classifica&ccedil;&atilde;o do Landis e Koch <sup><a href="#22">22</a></sup><a name="top22"></a> perfeito.</p>     <p>No que diz respeito &agrave; hierarquia da evid&ecirc;ncia cient&iacute;fica dos estudos, dado que na globalidade s&atilde;o de natureza descritivos, considera-se que estamos perante um n&iacute;vel de evid&ecirc;ncia cinco <sup><a href="#13">13</a></sup><a name="top13"></a>.</p>     <p>Apesar que os resultados dos estudos analisados foram diferentes, constatou-se que as conclus&otilde;es dos artigos n&atilde;o foram discrepantes, tendo, na verdade, todos eles apresentado sugest&otilde;es que apontam no mesmo sentido. Importa tamb&eacute;m salientar que a globalidade das conclus&otilde;es evidencia dados relevantes acerca da utilidade da ferramenta GTT no &acirc;mbito hospitalar, para identificar os EA. Quatro estudos analisados [<sup><a href="#17">17</a></sup><a name="top17"></a> - <sup><a href="#20">20</a></sup><a name="top20"></a>] refor&ccedil;am que a metodologia GTT supera os m&eacute;todos tradicionais na identifica&ccedil;&atilde;o dos EA e salientam a import&acirc;ncia de aplica&ccedil;&atilde;o da mesma em outros contextos hospitalares.</p>     <p>Estes dados v&atilde;o ao encontro do estudo realizado pelo IHI, que testaram a metodologia GTT em 86 hospitais internacionais, que participaram no desenvolvimento desta ferramenta. Com base no relat&oacute;rio IHI Global Trigger Tool for Measuring Adverse Events <sup><a href="#23">23</a></sup><a name="top23"></a>, verifica-se que a ferramenta GTT constitui um m&eacute;todo f&aacute;cil de usar para identificar, com precis&atilde;o, os EA e medir a taxa dos mesmos ao longo do tempo. A implementa&ccedil;&atilde;o desta ferramenta n&atilde;o necessita de recurso a tecnologia, nem carece de recursos financeiros elevados <sup><a href="#7">7</a></sup><a name="top7"></a>.</p>     <p>No que diz respeito relativamente a afirma&ccedil;&atilde;o do IHI acerca da GTT, tamb&eacute;m, est&atilde;o de acordo e um grupo de investigadores portugueses, que realizaram em 2015 um estudo descritivo, aplicando esta metodologia num servi&ccedil;o de medicina. Segundo Pierdevara et al. <sup><a href="#24">24</a></sup><a name="top24"></a> os resultados obtidos atrav&eacute;s da aplica&ccedil;&atilde;o da GTT refletem a real dimens&atilde;o e magnitude do problema de identificar os EA ao n&iacute;vel institucional e sugerem que outras institui&ccedil;&otilde;es portugueses realizem estudos desta natureza.</p>     <p>Esta revis&atilde;o sistem&aacute;tica de literatura &eacute; alvo de algumas limita&ccedil;&otilde;es. A maior limita&ccedil;&atilde;o desta revis&atilde;o foi o facto de n&atilde;o haver um consenso, relativamente &agrave; utiliza&ccedil;&atilde;o de um instrumento padr&atilde;o de avalia&ccedil;&atilde;o das evid&ecirc;ncias da qualidade dos estudos prim&aacute;rios.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Outra limita&ccedil;&atilde;o deste trabalho &eacute; o reduzido n&uacute;mero de estudos cient&iacute;ficos relacionados com esta tem&aacute;tica dispon&iacute;veis na &iacute;ntegra.</p>     <p>Com base nesta limita&ccedil;&atilde;o, para explicar a escassez das publica&ccedil;&otilde;es relacionadas com o presente tema e para assegurar que n&atilde;o foram exclu&iacute;dos estudos relevantes, pretendeu-se averiguar qual &eacute; a tend&ecirc;ncia da tem&aacute;tica Trigger Tool a n&iacute;vel mundial. Sendo assim, recorreu-se &agrave; ferramenta Google Trends que permite analisar a evolu&ccedil;&atilde;o do n&uacute;mero de pesquisas nos monitores de busca de uma palavra-chave ao longo do tempo (<a href="#f1">Fig. 1</a> ). Os resultados obtidos s&atilde;o fornecidos dentro de um &iacute;ndice entre 0 e 100 em que 100 &eacute; o ponto no tempo em que a pesquisa teve o seu m&aacute;ximo.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f1"></a> <img src="/img/revistas/pjph/v35n2/35n2a02f1.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>Analisando o gr&aacute;fico abaixo, verificou-se que a pesquisa desta tem&aacute;tica teve in&iacute;cio no fim do ano 2006 e o seu m&aacute;ximo atingiu entre os anos 2013 e 2014. A linha de tend&ecirc;ncia sofreu uma ligeira descida em meados de 2014 e uma subida desde o fim do ano 2014 at&eacute; ao presente. Portanto, examinando esta informa&ccedil;&atilde;o verificou-se que estamos perante uma &aacute;rea de investiga&ccedil;&atilde;o nova e em franco crescimento, raz&atilde;o pela qual n&atilde;o foram descartados artigos por dificuldade de n&atilde;o acesso.</p>     <p>Relativamente aos conflitos de interesse, apenas os estudos de Asavaroengchai et al. <sup><a href="#16">16</a></sup><a name="top16"></a> e de Ganachari et al. <sup><a href="#20">20</a></sup><a name="top20"></a> referem que n&atilde;o t&ecirc;m conflitos de interesse. Outros 6 estudos n&atilde;o mencionam, contudo o Classen pretense ao IHI como fundador da ferramenta.</p>     <p>A evid&ecirc;ncia cient&iacute;fica aponta que a aplica&ccedil;&atilde;o da metodologia GTT, como estrat&eacute;gia de monitoriza&ccedil;&atilde;o dos EA, &eacute; uma ferramenta vi&aacute;vel, permitindo a redu&ccedil;&atilde;o da ocorr&ecirc;ncia dos EA, fornecendo aos decisores da gest&atilde;o da qualidade, informa&ccedil;&atilde;o importante para implementar medidas de melhoria cont&iacute;nua.</p>     <p>Considera-se que a tem&aacute;tica analisada e os resultados encontrados nesta revis&atilde;o de literatura s&atilde;o incentivadores para os profissionais de sa&uacute;de ligados &agrave; presta&ccedil;&atilde;o de cuidados criarem novos projetos no &acirc;mbito da seguran&ccedil;a do doente, tornando-se muito &uacute;til como base metodol&oacute;gica para uma futura investiga&ccedil;&atilde;o nesta &aacute;rea. S&atilde;o necess&aacute;rios mais estudos, uma vez que n&atilde;o existem publica&ccedil;&otilde;es relacionadas com a presente tem&aacute;tica em Portugal.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>REFERENCES</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><Sup><a name="1"></a><a href="#top1">1</a></Sup> Balding C: From quality assurance to clinical governance. Aust Health Rev 2008; 32: 383&ndash;391. </p>     <!-- ref --><p><Sup><a name="2"></a><a href="#top2">2</a></Sup> Portugal, Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de, Direc&ccedil;&atilde;o-Geral da Sa&uacute;de: Estrutura concetual da Classifica&ccedil;&atilde;o Internacional sobre Seguran&ccedil;a do Doente. Lisboa, DGS, 2011.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2097648&pid=S2504-3145201700020000200002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <p><Sup><a name="3"></a><a href="#top3">3</a></Sup> Murff HJ, Patel VL, Hripcsak G, Bates DW: Detecting adverse events for patient safety research: a review of current methodologies. J Biomed Inform 2003; 36: 131&ndash;143. </p>     <p><Sup><a name="4"></a><a href="#top4">4</a></Sup> Colla JB, Bracken AC, Kinney LM, Weeks WB: Measuring patient safety climate: a review of surveys. Qual Saf Health Care 2005; 14: 364&ndash;366. </p>     <!-- ref --><p><Sup><a name="5"></a><a href="#top5">5</a></Sup> Pfeiffer Y, Manser T, Wehner T: Conceptualising barriers to incident reporting: a psychological framework. Qual Saf Health Care 2010; 19:e60.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2097652&pid=S2504-3145201700020000200005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p><Sup><a name="6"></a><a href="#top6">6</a></Sup> Sari AB, Sheldon TA, Cracknell A, Turnbull A: Sensitivity of routine system for reporting patient safety incidents in an NHS hospital: retrospective patient case note review. BMJ 2007; 334: 79.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2097654&pid=S2504-3145201700020000200006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <p><Sup><a name="7"></a><a href="#top7">7</a></Sup> Rozich JD, Haraden CR, Resar RK: Adverse drug event trigger tool: a practical methodology for measuring medication related harm. Qual Saf Health Care 2003; 12: 194&ndash;200. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><Sup><a name="8"></a><a href="#top8">8</a></Sup> Resar RK, Rozich JD, Classen D: Methodology and rationale for the measurement of harm with trigger tools. Qual Saf Health Care 2003; 12(suppl 2):ii39&ndash;ii45. </p>     <p><Sup><a name="9"></a><a href="#top9">9</a></Sup> Griffin FA, Classen DC: Detection of adverse events in surgical patients using the Trigger Tool approach. Qual Saf Health Care 2008; 17: 253&ndash;258. </p>     <p><Sup><a name="10"></a><a href="#top10">10</a></Sup> Santos C, Pimenta C, Nobre M: A estrat&eacute;gia PICO para a constru&ccedil;&atilde;o da pergunta de pesquisa e busca de evid&ecirc;ncias. Rev Latino Am Enferm 2007; 15: 2&ndash;5. </p>     <!-- ref --><p><Sup><a name="11"></a><a href="#top11">11</a></Sup> The Cochrane Collaboration, Higgins JP, Green S (eds): Cochrane Handbook for Systematic Reviews of Interventions. New York, John Wiley &amp; Sons, 2008.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2097660&pid=S2504-3145201700020000200011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p><Sup><a name="12"></a><a href="#top12">12</a></Sup> Vilelas J: Investiga&ccedil;&atilde;o: o processo de constru&ccedil;&atilde;o do conhecimento. Lisboa, S&iacute;labo, 2009.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2097662&pid=S2504-3145201700020000200012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p><Sup><a name="13"></a><a href="#top13">13</a></Sup> Melnyk BM, Fineout-Overholt E: Evidence-Based Practice in Nursing &amp; Healthcare: A Guide to Best Practice, ed 2. Philadelphia, Wolters Kluwer Health, Lippincott Williams &amp; Wilkins, 2011. Available at: <a href="https://tinyurl.com/zvv77nw" target="_blank">https://tinyurl.com/zvv77nw</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2097664&pid=S2504-3145201700020000200013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p><Sup><a name="14"></a><a href="#top14">14</a></Sup> Von Plessen C, Kodal AM, Anh&oslash;j J: Experiences with global trigger tool reviews in five Danish hospitals: An implementation study. BMJ Open 2012; 2:e001324.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2097666&pid=S2504-3145201700020000200014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <p><Sup><a name="15"></a><a href="#top15">15</a></Sup> Rozenfeld S, Giordani F, Coelho S: Eventos adversos a medicamentos em hospital terciario: estudo piloto com rastreadores. Rev Saude Publica 2013; 47: 1102&ndash;1111. </p>     <p><Sup><a name="16"></a><a href="#top16">16</a></Sup> Asavaroengchai S, Sriratanaban J, Hiransuthikul N, Supachutikul A: Identifying adverse events in hospitalized patients using Global Trigger Tool in Thailand. Asian Biomed 2009; 3: 545&ndash;550. </p>     <p><Sup><a name="17"></a><a href="#top17">17</a></Sup> Classen DC, Resar R, Griffin F, Federico F, Frankel T, Kimmel N, et al: &ldquo;Global trigger tool&rdquo; shows that adverse events in hospitals may be ten times greater than previously measured. Health Aff 2011; 30: 581&ndash;589. </p>     <p><Sup><a name="18"></a><a href="#top18">18</a></Sup> Landrigan C, Parry G, Bones CB, Hackbarth AD, Goldmann DA, Sharek PJ: Temporal trends in rates of patient harm resulting from medical care. N Engl J Med 2010; 363: 2124&ndash;2134. </p>     <!-- ref --><p><Sup><a name="19"></a><a href="#top19">19</a></Sup> Rutberg H, Risberg MB, Sj&ouml;dahl R, Nordqvist P, Valter L, et al: Characterisations of adverse events detected in a university hospital: a 4-year study using the Global Trigger Tool method. BMJ Open 2014; 4:e004879.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2097672&pid=S2504-3145201700020000200019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <p><Sup><a name="20"></a><a href="#top20">20</a></Sup> Ganachari MS, Wadhwa T, Walli S, Khoda DA, Aggarwal A: Trigger Tools for monitoring and reporting of adverse drug reactions: a scientific tool for efficient reporting. Open Access Sci Rep 2013; 2: 2&ndash;6. </p>     <p><Sup><a name="21"></a><a href="#top21">21</a></Sup> Hwang J-I, Chin HJ, Chang Y-S: Characteristics associated with the occurrence of adverse events: a retrospective medical record review using the Global Trigger Tool in a fully digitalized tertiary teaching hospital in Korea. J Eval Clin Pract 2014; 20: 27&ndash;35. </p>     <p><Sup><a name="22"></a><a href="#top22">22</a></Sup> Landis JR, Koch GG: The measurement of observer agreement for categorical data. Biometrics 1977; 33: 159&ndash;174. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><Sup><a name="23"></a><a href="#top23">23</a></Sup> Griffin FA, Resar RK: IHI Global Trigger Tool for Measuring Adverse Events, ed 2. Cambridge, Institute for Healthcare Improvement, 2009 (IHI Innovation Series White Paper).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2097677&pid=S2504-3145201700020000200023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <p><Sup><a name="24"></a><a href="#top24">24</a></Sup>Pierdevara L, Ventura IM, Eiras M, Gracias AM, Silva CS: Uma experi&ecirc;ncia com a Global Trigger Tool no estudo dos eventos adversos num servi&ccedil;o de medicina. Rev Enf Ref 2016;IV:97&ndash;105</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Received: March 19, 2015</p>     <p>Accepted: June 9, 2017</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>ANEXOS</B></p>     <p>Grelha do teste de evid&ecirc;ncia dos artigos <sup><a href="#12">12</a></sup></p>     <p><img src="/img/revistas/pjph/v35n2/35n2a02a1.jpg"></p>     
]]></body>
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