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<journal-title><![CDATA[Portuguese Journal of Public Health]]></journal-title>
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<article-id>S2504-31452017000200005</article-id>
<article-id pub-id-type="doi">10.1159/000479755</article-id>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Proposta de um Core Set Abreviado de Avaliação da Funcionalidade em Cuidados Pós-Agudos Geriátricos]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Proposal of a Brief Core Set of Functioning Assessment in Post-Acute Geriatric Care]]></article-title>
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<institution><![CDATA[,Grupo Hospital Particular do Algarve Núcleo de Formação ]]></institution>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Objective: Developing a brief geriatric core set for the assessment/ intervention of functioning in the post-acute context of rehabilitative care. Materials and Methods: We developed an observational study of analytical and longitudinal type that allows to know the domains and variables with greater predictive and discriminative value regarding the evolution of the functioning of the health conditions observed. For the selection of the sample individuals aged 65 years or older were considered, who were hospitalized in Convalescence Units and Rehabilitation and Average Duration Units of the National Network of Integrated Continuous Care of the Algarve region. Results: The sample consisted of 451 individuals with an average age of 79.5 ± 7.5 years, of which 62.1% were women. Health conditions at higher frequencies as a cause of admission to the network were fractures of the upper extremity of the femur and stroke, which together amounted to 73.6% of cases. Of the 21 independent variables that were part of the explanatory models of functioning, it was possible to organize 28 categories: 5 Functions, 16 Activities/ Participation, and 7 Environmental Factors. Conclusions: The proposed Brief Geriatric Core Set for the postacute context of rehabilitation care focuses primarily on the category Activities/Participation as a component that materialized in a concrete way the interaction of the individual with the environment and real life. The function should be considered an essential variable of public health in being able to reproduce the weaknesses and limitations of individuals, but also facilitate structured allocation of equipments, services, and systems, promoting their participation.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Envelhecimento]]></kwd>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Incapacidade e saúde]]></kwd>
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<kwd lng="en"><![CDATA[Continuous care]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p style="text-align: right;"><b>RESEARCH ARTICLE</b></p>     <p><b>Proposta de um Core Set Abreviado de Avalia&ccedil;&atilde;o da Funcionalidade em Cuidados P&oacute;s-Agudos Geri&aacute;tricos</b></p>     <p><b>Proposal of a Brief Core Set of Functioning Assessment in Post-Acute Geriatric Care</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Ana Paula de Almeida Fontes<sup>a</sup> ,Ana Alexandre Fernandes<sup>b</sup> ,Maria Amália Botelho<sup>c</sup>&nbsp;,Ana Luísa Papoila<sup>c</sup></b></p>     <p><sub>a</sub> N&uacute;cleo de Forma&ccedil;&atilde;o, Grupo Hospital Particular do Algarve, Centro Interdisciplinar de Ci&ecirc;ncias Sociais (CICS.Nova), Faculdade de Ci&ecirc;ncias Sociais e Humanas, Universidade NOVA de Lisboa, Lisbon, Portugal</p>     <p><sub>b</sub> Instituto Superior de Ci&ecirc;ncias Sociais e Pol&iacute;ticas, Universidade T&eacute;cnica de Lisboa, Centro Interdisciplinar de Ci&ecirc;ncias Sociais (CICS.Nova), Faculdade de Ci&ecirc;ncias Sociais e Humanas, Universidade NOVA de Lisboa, Lisbon, Portugal</p>     <p><sub>c</sub> Faculdade de Ci&ecirc;ncias M&eacute;dicas, Universidade NOVA de Lisboa, Lisbon, Portugal</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Objetivo: Desenvolver um Core Set Geri&aacute;trico Abreviado para avalia&ccedil;&atilde;o/interven&ccedil;&atilde;o da funcionalidade, em cuidados de reabilita&ccedil;&atilde;o de contexto p&oacute;s-agudo. - Materiais e M&eacute;todos: Desenvolveu-se um estudo observacional do tipo anal&iacute;tico e longitudinal, que permitisse conhecer os dom&iacute;nios e as vari&aacute;veis com maior valor preditivo e discriminativo relativamente &agrave; evolu&ccedil;&atilde;o da funcionalidade das condi&ccedil;&otilde;es de sa&uacute;de observadas. Para a constitui&ccedil;&atilde;o da amostra consideraram-se os indiv&iacute;duos com 65 ou mais anos, internados em unidades de Convalescen&ccedil;a e M&eacute;dia Dura&ccedil;&atilde;o da Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados da regi&atilde;o do Algarve. - Resultados: A amostra foi constitu&iacute;da por 451 indiv&iacute;duos, com uma m&eacute;dia de idade 79,5 &plusmn; 7,5 anos, dos quais 62,1% eram mulheres. As condi&ccedil;&otilde;es de sa&uacute;de com frequ&ecirc;ncias mais elevadas como causa de admiss&atilde;o na Rede foram as fraturas da extremidade superior do f&eacute;mur e os acidentes vasculares encef&aacute;licos que no seu conjunto equivaleram a 73,6% dos casos. Das 21 vari&aacute;veis independentes que integraram os modelos explicativos da funcionalidade foi poss&iacute;vel organizar uma listagem de 28 categorias: 5 Fun&ccedil;&otilde;es, 16 Atividades/Participa&ccedil;&atilde;o e 7 Fatores Ambientais. - Conclus&otilde;es: A presente proposta de Core Set Geri&aacute;trico Abreviado para os cuidados de reabilita&ccedil;&atilde;o de contexto p&oacute;s-agudo tem um enfoque sobretudo no componente Atividades/Participa&ccedil;&atilde;o, enquanto componente que materializa de forma concreta a intera&ccedil;&atilde;o do indiv&iacute;duo com o meio e a sua vida real. A funcionalidade deve ser considerada uma vari&aacute;vel incontorn&aacute;vel da Sa&uacute;de P&uacute;blica pelo facto de permitir reproduzir as defici&ecirc;ncias e limita&ccedil;&otilde;es dos indiv&iacute;duos, mas igualmente facilitar a aloca&ccedil;&atilde;o estruturada de equipamentos, servi&ccedil;os e sistemas, promotores da sua participa&ccedil;&atilde;o.</p> <b>Keywords:</b> Envelhecimento, Classifica&ccedil;&atilde;o Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e sa&uacute;de, Core Set geri&aacute;trico, Cuidados continuados     <p></p>     <p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>Objective: Developing a brief geriatric core set for the assessment/ intervention of functioning in the post-acute context of rehabilitative care. Materials and Methods: We developed an observational study of analytical and longitudinal type that allows to know the domains and variables with greater predictive and discriminative value regarding the evolution of the functioning of the health conditions observed. For the selection of the sample individuals aged 65 years or older were considered, who were hospitalized in Convalescence Units and Rehabilitation and Average Duration Units of the National Network of Integrated Continuous Care of the Algarve region. Results: The sample consisted of 451 individuals with an average age of 79.5 &plusmn; 7.5 years, of which 62.1% were women. Health conditions at higher frequencies as a cause of admission to the network were fractures of the upper extremity of the femur and stroke, which together amounted to 73.6% of cases. Of the 21 independent variables that were part of the explanatory models of functioning, it was possible to organize 28 categories: 5 Functions, 16 Activities/ Participation, and 7 Environmental Factors. Conclusions: The proposed Brief Geriatric Core Set for the postacute context of rehabilitation care focuses primarily on the category Activities/Participation as a component that materialized in a concrete way the interaction of the individual with the environment and real life. The function should be considered an essential variable of public health in being able to reproduce the weaknesses and limitations of individuals, but also facilitate structured allocation of equipments, services, and systems, promoting their participation.</p>     <p><b>Keywords</b>: Aging, International Classification of Functioning, Disability and health, Geriatric ICF Core Set, Continuous care</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Desde 2001 que a OMS conceptualiza a funcionalidade como um conceito multidimensional e multideterminado, cuja operacionaliza&ccedil;&atilde;o se organiza atrav&eacute;s da Classifica&ccedil;&atilde;o Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Sa&uacute;de (CIF ou na terminologia anglo-sax&oacute;nica ICF).</p>     <p>Assente no modelo biopsicossocial, a funcionalidade &eacute; ent&atilde;o descrita pela intera&ccedil;&atilde;o de uma Condi&ccedil;&atilde;o de Sa&uacute;de (doen&ccedil;a, les&atilde;o ou trauma), da sa&uacute;de biol&oacute;gica (Fun&ccedil;&otilde;es e Estruturas do Corpo), da capacidade individual (Atividades), do desempenho social (Participa&ccedil;&atilde;o) e dos Fatores Contextuais (Pessoais e Ambientais).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Esta abrang&ecirc;ncia de componentes onde se integra um conjunto alargado de dom&iacute;nios faz com que a Classifica&ccedil;&atilde;o seja um descritor extenso, cuja aplicabilidade se torna morosa e algumas vezes dif&iacute;cil de contextualizar. Com o objetivo de simplificar e viabilizar o seu prop&oacute;sito, a OMS recomenda o desenvolvimento de Core Sets (listagens curtas de dom&iacute;nios e categorias da funcionalidade, relativas a condi&ccedil;&otilde;es ou estados de sa&uacute;de) que sobretudo na sua vers&atilde;o mais abreviada, facilitam a utiliza&ccedil;&atilde;o do modelo biopsicossocial e da Classifica&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>A avalia&ccedil;&atilde;o da funcionalidade do indiv&iacute;duo idoso, quer na presen&ccedil;a, quer na aus&ecirc;ncia de uma condi&ccedil;&atilde;o de sa&uacute;de espec&iacute;fica, deve respeitar todos os seus componentes, mas sobretudo permitir entender a sua rela&ccedil;&atilde;o e intera&ccedil;&atilde;o, de forma a valorizar ou modificar os dom&iacute;nios ou categorias que podem concorrer para o seu incremento.</p>     <p>O objetivo do presente estudo consistiu em desenvolver um Core Set Geri&aacute;trico Abreviado para avalia&ccedil;&atilde;o/interven&ccedil;&atilde;o da funcionalidade, em cuidados de reabilita&ccedil;&atilde;o de contexto p&oacute;s-agudo.</p>     <p>As altera&ccedil;&otilde;es demogr&aacute;ficas observadas nos &uacute;ltimos anos e projetadas para um futuro pr&oacute;ximo, associadas &agrave; evolu&ccedil;&atilde;o epistemol&oacute;gica da funcionalidade/incapacidade, t&ecirc;m projetado na Sa&uacute;de P&uacute;blica novos paradigmas de atua&ccedil;&atilde;o e media&ccedil;&atilde;o, que respondam de forma sistematizada &agrave;s atuais necessidades organizacionais, legislativas e estruturais. E porque viver mais anos est&aacute; associado a uma maior probabilidade de perder funcionalidade, este sucesso produziu um novo fen&oacute;meno em todos os dom&iacute;nios cient&iacute;ficos: um grande segmento da popula&ccedil;&atilde;o vive com incapacidade e &eacute; do universo da Sa&uacute;de P&uacute;blica saber como se considera e contabiliza esse fen&oacute;meno.</p>     <p>Desta forma, ao &acirc;mbito tradicional da Sa&uacute;de P&uacute;blica que inclui a avalia&ccedil;&atilde;o ampla dos determinantes ambientais, sociais e econ&oacute;micos, &eacute; agora tamb&eacute;m exigida uma avalia&ccedil;&atilde;o das interven&ccedil;&otilde;es relacionadas com a sa&uacute;de, onde se incluem a estrutura e o funcionamento dos sistemas de cuidados, ou a equidade da sua distribui&ccedil;&atilde;o, mas tamb&eacute;m o papel das pol&iacute;ticas p&uacute;blicas.</p>     <p>Contudo, a avalia&ccedil;&atilde;o mant&eacute;m-se como uma das fun&ccedil;&otilde;es imperativas da Sa&uacute;de P&uacute;blica, sendo descrita como um processo de monitoriza&ccedil;&atilde;o sistem&aacute;tico e de rotina da sa&uacute;de das popula&ccedil;&otilde;es, onde as pessoas com incapacidade(s) tempor&aacute;ria ou permanente s&atilde;o hoje uma fra&ccedil;&atilde;o importante desse conjunto, sobretudo nas faixas et&aacute;rias mais idosas.</p>     <p>Assumindo a incapacidade como uma vari&aacute;vel determinante do estudo da Sa&uacute;de P&uacute;blica, o passo seguinte respeita a possibilidade dela caraterizar os seus diferentes n&iacute;veis e consequentemente diferenciar as necessidades dos indiv&iacute;duos e das popula&ccedil;&otilde;es. Por fim, conhecer as compet&ecirc;ncias individuais e o ambiente onde as pessoas se movem, ser&aacute; determinante para a involu&ccedil;&atilde;o ou evolu&ccedil;&atilde;o da sua incapacidade, n&atilde;o s&oacute; enquanto fatores interativos deste processo, mas sobretudo como determinantes do locus da a&ccedil;&atilde;o, da interven&ccedil;&atilde;o e da resolu&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>Desde 2001 que a OMS conceptualiza a funcionalidade como um conceito multidimensional e multideterminado, cuja operacionaliza&ccedil;&atilde;o se organiza atrav&eacute;s da Classifica&ccedil;&atilde;o Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Sa&uacute;de (CIF ou na terminologia anglo-sax&oacute;nica ICF) <sup><a href="#1">1</a></sup><a name="top1"></a>.</p>     <p>Assente no modelo biopsicossocial, a funcionalidade &eacute; ent&atilde;o descrita pela intera&ccedil;&atilde;o de uma Condi&ccedil;&atilde;o de Sa&uacute;de (doen&ccedil;a, les&atilde;o ou trauma), da sa&uacute;de biol&oacute;gica (Fun&ccedil;&otilde;es e Estruturas do Corpo), da capacidade individual (Atividades), do desempenho social (Participa&ccedil;&atilde;o) e dos Fatores Contextuais (Pessoais e Ambientais).</p>     <p>Esta abrang&ecirc;ncia de componentes onde se integra um conjunto alargado de dom&iacute;nios faz com que a Classifica&ccedil;&atilde;o seja um descritor extenso, cuja aplicabilidade se torna morosa e algumas vezes dif&iacute;cil de contextualizar. Com o objetivo de simplificar e viabilizar o seu prop&oacute;sito, a OMS recomenda o desenvolvimento de Core Sets (listagens curtas de dom&iacute;nios e categorias da funcionalidade, relativas a condi&ccedil;&otilde;es ou estados de sa&uacute;de). Os Core Sets sobretudo na sua vers&atilde;o mais abreviada (compostos por um n&uacute;mero mais reduzido de categorias) facilitam a utiliza&ccedil;&atilde;o do modelo biopsicossocial e da Classifica&ccedil;&atilde;o devendo contudo manter o n&uacute;mero de categorias que permita uma avalia&ccedil;&atilde;o criteriosa de determinada condi&ccedil;&atilde;o ou estado de sa&uacute;de, respeitando igualmente a temporalidade em que esta decorre &ndash; contexto agudo, sub-agudo ou de ambulat&oacute;rio. A OMS recomenda ainda que al&eacute;m da utiliza&ccedil;&atilde;o dos Core Sets de condi&ccedil;&otilde;es ou estados de sa&uacute;de espec&iacute;ficos, a avalia&ccedil;&atilde;o da funcionalidade seja sistematicamente avaliada em conjunto com o Core Set Gen&eacute;rico <sup><a href="#2">2</a></sup><a name="top2"></a>. Este cont&eacute;m sete categorias que foram consideradas como sendo as que melhor diferenciam os v&aacute;rios n&iacute;veis de funcionalidade em qualquer condi&ccedil;&atilde;o de sa&uacute;de e em qualquer contexto.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A avalia&ccedil;&atilde;o da funcionalidade do indiv&iacute;duo idoso, quer na presen&ccedil;a, quer na aus&ecirc;ncia de uma condi&ccedil;&atilde;o de sa&uacute;de espec&iacute;fica, deve respeitar todos os seus componentes, mas sobretudo permitir entender a sua rela&ccedil;&atilde;o e intera&ccedil;&atilde;o, de forma a valorizar ou modificar os dom&iacute;nios ou categorias que podem concorrer para o seu incremento.</p>     <p>Para dar cumprimento ao objetivo desenvolveu-se um estudo observacional do tipo anal&iacute;tico e longitudinal, que permitisse conhecer os dom&iacute;nios e as vari&aacute;veis com maior valor preditivo e discriminativo relativamente &agrave; evolu&ccedil;&atilde;o da funcionalidade das condi&ccedil;&otilde;es de sa&uacute;de observadas.</p>     <p>Para a constitui&ccedil;&atilde;o da amostra consideraram-se os indiv&iacute;duos com 65 ou mais anos, internados em unidades de Convalescen&ccedil;a e M&eacute;dia Dura&ccedil;&atilde;o da Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados da regi&atilde;o do Algarve, cujo internamento se devesse &agrave; necessidade de cuidados de reabilita&ccedil;&atilde;o ap&oacute;s um epis&oacute;dio agudo de doen&ccedil;a, les&atilde;o ou trauma. A avalia&ccedil;&atilde;o estabeleceu-se em dois momentos: &agrave;s 48 horas de entrada na Rede e nas 24 horas anteriores ao dia da alta tendo decorrido entre abril de 2010 e julho de 2012.</p>     <p>As vari&aacute;veis foram recolhidas a partir de tr&ecirc;s instrumentos: um question&aacute;rio de carateriza&ccedil;&atilde;o sociodemogr&aacute;fica, o M&eacute;todo de Avalia&ccedil;&atilde;o Biopsicossocial (MAB) <sup><a href="#3">3</a></sup><a name="top3"></a> e o Core Set Geri&aacute;trico (CSG) desenvolvido por Grill et al. <sup><a href="#4">4</a></sup><a name="top4"></a>, que contem 123 categorias de 2&deg; n&iacute;vel.</p>     <p>Analisou-se previamente a liga&ccedil;&atilde;o conceptual entre o MAB e a Classifica&ccedil;&atilde;o, respeitando as regras de liga&ccedil;&atilde;o descritas por Cieza et al. <sup><a href="#5">5</a></sup><a name="top5"></a>, cujo resultado revelou existir uma boa liga&ccedil;&atilde;o entre os conceitos significativos das vari&aacute;veis do instrumento e a taxonomia da Classifica&ccedil;&atilde;o <sup><a href="#6">6</a></sup><a name="top6"></a>. Paralelamente foi tamb&eacute;m validado o Core Set Geri&aacute;trico, utilizando a mesma metodologia aconselhada pelo ICF Research Branch (Centro Colaborador da OMS) e descrita num estudo id&ecirc;ntico <sup><a href="#7">7</a></sup><a name="top7"></a>; as categorias foram consideradas como validadas se a sua frequ&ecirc;ncia inicial de defici&ecirc;ncia ou limita&ccedil;&atilde;o fosse &gt;5% ou se a diferen&ccedil;a entre a avalia&ccedil;&atilde;o inicial e final sofresse diferen&ccedil;as estatisticamente significativas.</p>     <p>As vari&aacute;veis do MAB respeitantes &agrave;s componentes das Fun&ccedil;&otilde;es e das Atividades/Participa&ccedil;&atilde;o foram aglutinadas por dom&iacute;nios da funcionalidade de acordo com a ICF. Tal como o seu nome indica, o MAB cont&eacute;m 3 &aacute;reas de avalia&ccedil;&atilde;o, com 12 dom&iacute;nios que aglutinam 19 vari&aacute;veis, que no seu conjunto englobam 56 quest&otilde;es. Estas vari&aacute;veis s&atilde;o pontuadas numa escala que pode ter at&eacute; 4 gradua&ccedil;&otilde;es permitindo no seu conjunto atribuir um score aos dom&iacute;nios e que por sua vez originam o perfil funcional do indiv&iacute;duo. Quando o dom&iacute;nio era constitu&iacute;do por mais do que uma vari&aacute;vel, foi atribu&iacute;do um score , que resultava da m&eacute;dia das vari&aacute;veis que o constitu&iacute;am e que resultava em dois outcomes : &lt;2 &ndash; outcome &ldquo;Desfavor&aacute;vel ou de Depend&ecirc;ncia Funcional&rdquo;; &ge;2 &ndash; outcome &ldquo;Favor&aacute;vel ou de Autonomia/Independ&ecirc;ncia Funcional.&rdquo;</p>     <p>As categorias do Core Set que tinham uma liga&ccedil;&atilde;o direta com as quest&otilde;es do MAB foram quantificadas pelo mesmo valor das suas vari&aacute;veis, em caso de n&atilde;o existir essa correspond&ecirc;ncia, as categorias eram quantificadas pelos qualificadores da Classifica&ccedil;&atilde;o <sup><a href="#1">1</a></sup><a name="top1"></a>.</p>     <p>Atrav&eacute;s da estat&iacute;stica descritiva (frequ&ecirc;ncias e medidas de tend&ecirc;ncia central e de dispers&atilde;o) caraterizaram-se as vari&aacute;veis de interesse nos dois momentos avaliativos, sendo que as suas altera&ccedil;&otilde;es foram verificadas atrav&eacute;s de estat&iacute;stica inferencial consoante a natureza das vari&aacute;veis. Foi considerado o n&iacute;vel de signific&acirc;ncia de 5% em todas as an&aacute;lises inferenciais; qualquer valor de p &le; 0,05 representou o que se considera como diferen&ccedil;a estatisticamente significativa, nas an&aacute;lises comparativas entre os grupos de interesse (idade, sexo, estado civil e escolaridade). As an&aacute;lises comparativas entre dois grupos independentes (sexo e estado civil) envolveram o teste de Qui-quadrado para vari&aacute;veis categ&oacute;ricas e o teste de t Student ou o teste n&atilde;o param&eacute;trico Mann-Whitney para vari&aacute;veis cont&iacute;nuas. Para amostras emparelhadas utilizou-se o teste n&atilde;o param&eacute;trico de Wilcoxon ou o teste de McNemar. As an&aacute;lises comparativas entre tr&ecirc;s grupos (idade e escolaridade) envolveram testes Qui-quadrado para vari&aacute;veis categ&oacute;ricas e a ANOVA para vari&aacute;veis num&eacute;ricas ou o teste n&atilde;o param&eacute;trico Kruskal-Wallis para vari&aacute;veis quantitativas.</p>     <p>De modo a resumir a informa&ccedil;&atilde;o estat&iacute;stica mais relevante para a investiga&ccedil;&atilde;o, foram estimados Odds Ratios ajustados e respetivos intervalos de confian&ccedil;a, atrav&eacute;s de modelos de regress&atilde;o log&iacute;stica univari&aacute;vel e multivari&aacute;vel (utilizando o m&eacute;todo de Forward Wald para a sele&ccedil;&atilde;o de vari&aacute;veis), tendo-se considerado como vari&aacute;veis dependentes os outcomes da funcionalidade obtidos no momento da alta. Nesse sentido, foram considerados os outcomes relativos &agrave;s Fun&ccedil;&otilde;es Queixas de Sa&uacute;de, Estado Cognitivo, Fun&ccedil;&otilde;es Emocionais e Contin&ecirc;ncia e as Atividades/Participa&ccedil;&atilde;o relativas &agrave; Mobilidade, Auto Cuidados, Vida Dom&eacute;stica, Comunica&ccedil;&atilde;o e &Aacute;reas Principais de Vida. Foram candidatas ao modelo as vari&aacute;veis independentes que ap&oacute;s an&aacute;lise univari&aacute;vel apresentaram um valor p &lt; 0,25. A escolha das categorias para o Core Set Abreviado teve em conta todas as vari&aacute;veis que fizeram parte dos modelos de regress&atilde;o log&iacute;stica dos outcomes da funcionalidade, ap&oacute;s ter sido avaliado o seu poder preditivo e discriminativo. Para o primeiro considerou-se o valor p do teste de Hosmer Lemeshow e para o segundo, a &aacute;rea sob a curva ROC ( Receiver Operating Characteristic ), sendo os seus valores considerados com poder preditivo e discriminativo quando &gt;0,05 e &gt;0,7 respetivamente.</p>     <p>A amostra foi constitu&iacute;da por 451 indiv&iacute;duos, com uma m&eacute;dia de idade 79,5 (SD = 7,5) anos, dos quais 62,1% eram mulheres.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>As condi&ccedil;&otilde;es de sa&uacute;de com frequ&ecirc;ncias mais elevadas como causa de admiss&atilde;o na Rede foram as fraturas da extremidade superior do f&eacute;mur e os acidentes vasculares encef&aacute;licos que no seu conjunto equivaleram a 73,6% dos casos. A frequ&ecirc;ncia das restantes condi&ccedil;&otilde;es distribuiu-se entre doen&ccedil;as do sistema respirat&oacute;rio, do sistema digestivo, neoplasias e amputa&ccedil;&otilde;es.</p>     <p>Relativamente &agrave; valida&ccedil;&atilde;o do Core Set Geri&aacute;trico os resultados revelaram que 15,7% ( n = 8) das categorias das Fun&ccedil;&otilde;es do Corpo registaram uma presen&ccedil;a &lt;5% e que n&atilde;o se observaram melhorias significativas em cerca de 75% ( n = 13) das categorias. Por outro lado, as Fun&ccedil;&otilde;es Neuromusculoesquel&eacute;ticas e Relacionadas com o Movimento foram aquelas que em ambos os momentos avaliativos registaram frequ&ecirc;ncias mais elevadas de defici&ecirc;ncia; no momento da admiss&atilde;o a frequ&ecirc;ncia mais elevada de defici&ecirc;ncia (99,6%) foi observada nas Fun&ccedil;&otilde;es das Rea&ccedil;&otilde;es Motoras Involunt&aacute;rias (equil&iacute;brio) e na alta isso ocorreu nas Fun&ccedil;&otilde;es da For&ccedil;a Muscular e nas Fun&ccedil;&otilde;es de Controlo do Movimento Volunt&aacute;rio (96,2%).</p>     <p>N&atilde;o foram calculadas as preval&ecirc;ncias para as Estruturas do Corpo, pois a maior parte dos processos cl&iacute;nicos n&atilde;o possu&iacute;am essa informa&ccedil;&atilde;o, nem se faziam acompanhar de meios complementares que permitissem operacionalizar essa avalia&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>Relativamente &agrave;s Atividades/Participa&ccedil;&atilde;o, todas as categorias desta componente e para ambos os momentos de avalia&ccedil;&atilde;o tiveram frequ&ecirc;ncias de limita&ccedil;&atilde;o superiores a 5%, sendo que as melhorias significativas s&oacute; n&atilde;o foram registadas em 16,7% ( n = 5). Quanto &agrave; frequ&ecirc;ncia mais elevada de limita&ccedil;&atilde;o, ela observou-se na avalia&ccedil;&atilde;o inicial na Realiza&ccedil;&atilde;o da Rotina Di&aacute;ria, na Utiliza&ccedil;&atilde;o dos Movimentos Finos da M&atilde;o e na Utiliza&ccedil;&atilde;o da M&atilde;o e do Bra&ccedil;o (todas com 99,6%), enquanto no momento da alta essa observa&ccedil;&atilde;o se registou na Utiliza&ccedil;&atilde;o dos Movimentos Finos da M&atilde;o (94,7%).</p>     <p>Apesar de terem sido encontradas muitas categorias dos Fatores Contextuais com uma frequ&ecirc;ncia &lt;5% relativamente ao impacto Barreira ou Facilitador, optou-se por n&atilde;o excluir nenhuma vari&aacute;vel do processo de valida&ccedil;&atilde;o, tendo em conta as percentagens elevadas que se observaram na resposta &ldquo;N&atilde;o Sabe/N&atilde;o Responde&rdquo; (varia&ccedil;&otilde;es entre 3,1 e 76,3%). A categoriza&ccedil;&atilde;o dos Fatores Ambientais como facilitadores variou entre 0% (Produtos e Tecnologias) e 86,5% (Apoios e Relacionamentos e Atitudes), enquanto como barreiras entre 0% (Produtos e Tecnologias) e 33,9% (Apoios e Relacionamentos e Atitudes). Cerca de 36% dos Fatores Ambientais foram concomitantemente referidos como barreiras e facilitadores.</p>     <p>Na <a href="#t1">tabela 1</a> descrevem-se de forma detalhada as categorias que n&atilde;o foram validadas por terem apresentado uma preval&ecirc;ncia &lt;5% e concomitantemente, por n&atilde;o se ter observado melhoria estatisticamente significativa entre os dois momentos de avalia&ccedil;&atilde;o, sendo que isso acabou por ocorrer exclusivamente na componente Fun&ccedil;&otilde;es do Corpo.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="t1"></a> <img src="/img/revistas/pjph/v35n2/35n2a05t1.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>A Tabela S1 (disponibilizada de forma suplementar online em <a href="http://www.karger.com/doi/10.1159/000479755" target="_blank">www.karger.com/doi/10.1159/000479755</a>) descreve as quatro categorias que n&atilde;o est&atilde;o contempladas no atual Core Set, com uma frequ&ecirc;ncia superior a 5% e que resultaram da avalia&ccedil;&atilde;o a partir do MAB. Todas pertencem ao componente Atividades/Participa&ccedil;&atilde;o, sendo uma do cap&iacute;tulo da Mobilidade e tr&ecirc;s pertencentes &agrave; Vida Dom&eacute;stica .</p>     <p>Na <a href="#t2">tabela 2</a> apresenta-se o n&uacute;mero de casos em situa&ccedil;&atilde;o favor&aacute;vel de funcionalidade ( score &ge;2) relativo aos out&shy;comes dos scores ou dom&iacute;nios da funcionalidade nos dois momentos de avalia&ccedil;&atilde;o. Em ambos os momentos, o dom&iacute;nio onde regist&aacute;mos a maior percentagem de casos favor&aacute;veis foi na contin&ecirc;ncia (76,1 e 13,1%) tendo a percentagem mais baixa ocorrido no dom&iacute;nio da vida dom&eacute;stica (19,7 e 17,3%), tamb&eacute;m de forma transversal. O dom&iacute;nio onde se verificou a aquisi&ccedil;&atilde;o de um maior n&uacute;mero de situa&ccedil;&otilde;es favor&aacute;veis entre a admiss&atilde;o e a alta foi o dom&iacute;nio dos auto cuidados (37,5%) enquanto as fun&ccedil;&otilde;es emocionais foram o dom&iacute;nio onde essa diferen&ccedil;a foi mais baixa (8,6%).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> <a name="t2"></a> <img src="/img/revistas/pjph/v35n2/35n2a05t2.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>A apresenta&ccedil;&atilde;o dos modelos de regress&atilde;o encontra-se em duas tabelas (<a href="#t3">tabelas 3</a> , <a href="#t4">4</a> ) cuja agrega&ccedil;&atilde;o est&aacute; de acordo com os componentes da funcionalidade Fun&ccedil;&otilde;es do Corpo e Atividades/Participa&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="t3"></a> <img src="/img/revistas/pjph/v35n2/35n2a05t3.jpg">     
<p>&nbsp;</p> <a name="t4"></a> <img src="/img/revistas/pjph/v35n2/35n2a05t4.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>Na <a href="#t3">tabela 3</a> surgem as vari&aacute;veis que permaneceram no modelo final relativamente &agrave;s Fun&ccedil;&otilde;es do Corpo no momento da alta: Queixas de Sa&uacute;de, Fun&ccedil;&otilde;es Mentais, Fun&ccedil;&otilde;es Emocionais e Contin&ecirc;ncia.</p>     <p>O modelo revelou que a possibilidade do agravamento das Queixas de Sa&uacute;de aumentava nos doentes internados em unidades sem Equipa Multidisciplinar de Terapeutas (OR = 3,2; CI 95%: 1,73&ndash;6,09; p &lt; 0,001) e na aus&ecirc;ncia de Comunica&ccedil;&atilde;o Telef&oacute;nica com a Fam&iacute;lia (OR = 3,1; CI 95%: 1,80&ndash;5,47; p &lt; 0,001). As defici&ecirc;ncias nas Fun&ccedil;&otilde;es Emocionais contribu&iacute;ram igualmente para aumentar essa possibilidade (OR = 2,1; CI 95%: 1,30&ndash;3,52; p &lt; 0,003), bem como a limita&ccedil;&atilde;o na Mobilidade na alta (OR = 2,4; CI 95%: 1,38&ndash;4,14; p &lt; 0,002) e a limita&ccedil;&atilde;o na Comunica&ccedil;&atilde;o na altura da admiss&atilde;o na Rede (OR = 1,7; CI 95%: 1,00&ndash;2,74; p &lt; 0,050). Fizeram tamb&eacute;m parte deste modelo as vari&aacute;veis &ldquo;internamento em unidades com elevado R&aacute;cio Doentes/Terapeutas,&rdquo; n&atilde;o possuir Pr&aacute;tica de Culto e ter hist&oacute;ria de Internamentos Hospitalares Anteriores.</p>     <p>Relativamente &agrave; possibilidade de apresentar defici&ecirc;ncias nas Fun&ccedil;&otilde;es Mentais, o modelo revelou que os indiv&iacute;duos que referiram percecionar desfavoravelmente o seu Estado de Sa&uacute;de Mental (OR = 6,1; CI 95%: 3,23&ndash;11,63; p &lt; 0,001) e que revelavam limita&ccedil;&atilde;o no desempenho da Comunica&ccedil;&atilde;o (OR = 4,6; CI 95%: 2,52&ndash;8,37; p &lt; 0,001) e das &Aacute;reas Principais da Vida (OR = 4,1; CI 95%: 2,12&ndash;7,88; p &lt; 0,001) no momento da alta, tinham maior possibilidade de apresentar essas defici&ecirc;ncias. Associaram-se tamb&eacute;m a este modelo a Idade (possibilidade aumentada nos indiv&iacute;duos com idade &ge;85 anos), a Atividade F&iacute;sica (possibilidade aumentada nos indiv&iacute;duos que n&atilde;o tinham esta pr&aacute;tica) e as Queixas de Sa&uacute;de (possibilidade aumentada para os indiv&iacute;duos que referiam menos queixas ou que n&atilde;o se queixavam).</p>     <p>O modelo revelou para as Fun&ccedil;&otilde;es Emocionais, que as vari&aacute;veis que mais contribu&iacute;am para o seu aparecimento no momento da alta eram as relacionadas com os Fatores Pessoais: ter uma perce&ccedil;&atilde;o desfavor&aacute;vel do Estado de Sa&uacute;de F&iacute;sico e Mental no momento da alta (OR = 3,1; CI 95%: 1,78&ndash;5,25; p &lt; 0,001; OR = 3,0; CI 95%: 1,66&ndash;5,55; p &lt; 0,001) e n&atilde;o possuir Cren&ccedil;a Religiosa (OR = 2,8; CI 95%: 1,30&ndash;5,89; p &lt; 0,008), al&eacute;m de apresentar Queixas de Sa&uacute;de no momento de admiss&atilde;o na Rede (OR = 2,1; CI 95%: 1,28&ndash;3,35; p &lt; 0,003). Revelar limita&ccedil;&atilde;o na Comunica&ccedil;&atilde;o Telef&oacute;nica na alta, esteve tamb&eacute;m presente neste modelo, se bem que de forma menos importante (OR = 1,8; CI 95%: 1,09&ndash;2,87; p &lt; 0,021).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>As vari&aacute;veis que apresentaram um efeito mais significativo sobre a possibilidade de ter defici&ecirc;ncia na Contin&ecirc;ncia de acordo com o modelo, foram as vari&aacute;veis relacionadas com a defici&ecirc;ncia das Fun&ccedil;&otilde;es Mentais (OR = 4,5; CI 95%: 2,12&ndash;9,42; p &lt; 0,001) e as limita&ccedil;&otilde;es no dom&iacute;nio da Mobilidade, ambas no momento da alta (OR = 4,0; CI 95%: 1,15&ndash;14,21; p &lt; 0,030). Manifestar baixa Perce&ccedil;&atilde;o do Estado de Sa&uacute;de Mental e Queixas de Sa&uacute;de na alta, explicaram tamb&eacute;m a ocorr&ecirc;ncia desta defici&ecirc;ncia.</p>     <p>A <a href="#t4">tabela 4</a> representa as vari&aacute;veis com um efeito estatisticamente significativo relativamente &agrave; possibilidade da presen&ccedil;a de limita&ccedil;&otilde;es no momento da alta nas Atividades/Participa&ccedil;&atilde;o: Mobilidade, Autocuidados, Comunica&ccedil;&atilde;o, Vida Dom&eacute;stica e &Aacute;reas Principais da Vida.</p>     <p>O modelo revelou que a possibilidade do aparecimento de limita&ccedil;&atilde;o nas atividades relacionadas com a Mobilidade aumentava sobretudo devido &agrave; incapacidade nos Auto Cuidados no momento de admiss&atilde;o na Rede (OR = 5,7; CI 95%: 3,07&ndash;10,48; p &lt; 0,001) e da Perce&ccedil;&atilde;o desfavor&aacute;vel do Estado de Sa&uacute;de F&iacute;sica tamb&eacute;m na altura da alta (OR = 4,2; CI 95%: 2,30&ndash;7,82; p &lt; 0,001). Contribu&iacute;ram tamb&eacute;m, apesar de forma menos importante a presen&ccedil;a de defici&ecirc;ncias no momento da alta nas Fun&ccedil;&otilde;es Mentais, nas Queixas de Sa&uacute;de e no Estado Emocional.</p>     <p>As vari&aacute;veis cujos coeficientes de regress&atilde;o log&iacute;stica tiveram uma signific&acirc;ncia mais elevada no modelo respeitante &agrave; manifesta&ccedil;&atilde;o de limita&ccedil;&otilde;es no Auto Cuidado, foram a Perce&ccedil;&atilde;o desfavor&aacute;vel do Estado de Sa&uacute;de F&iacute;sica (OR = 4,9; CI 95%: 2,79&ndash;8,49; p &lt; 0,001) e a defici&ecirc;ncia nas Fun&ccedil;&otilde;es Mentais (OR = 3,3; CI 95%: 1,88&ndash;5,78; p &lt; 0,001) no momento da alta. Associaram-se tamb&eacute;m ao modelo a presen&ccedil;a de defici&ecirc;ncia ou limita&ccedil;&atilde;o nas seguintes vari&aacute;veis: Comunica&ccedil;&atilde;o, &Aacute;reas Principais da Vida e Contin&ecirc;ncia no momento de admiss&atilde;o e ainda Queixas de Sa&uacute;de na alta e ainda &ldquo;Estar internado em unidades cujo r&aacute;cio Doentes/Terapeutas&rdquo; era mais elevado.</p>     <p>O modelo constru&iacute;do para a Comunica&ccedil;&atilde;o, agregou vari&aacute;veis dos Fatores Pessoais (sexo e escolaridade), das Fun&ccedil;&otilde;es e das Atividades/Participa&ccedil;&atilde;o. Dificuldades nas atividades Mobilidade e na atividade Gerir Dinheiro na alta, mostraram os coeficientes de regress&atilde;o mais elevados no modelo (OR = 4,6; CI 95%: 2,42&ndash;8,73; p &lt; 0,001; OR = 4,0; CI 95%: 2,28&ndash;7,11; p &lt; 0,001). A aus&ecirc;ncia de escolaridade explicou tamb&eacute;m de forma importante as limita&ccedil;&otilde;es na comunica&ccedil;&atilde;o telef&oacute;nica (OR = 3,8; CI 95%: 2,14&ndash;6,86; p &lt; 0,001), bem como as defici&ecirc;ncias associadas &agrave; contin&ecirc;ncia (OR = 3,8; CI 95%: 1,44&ndash;9,85; p &lt; 0,007). Estiveram presentes no modelo e ainda de uma forma importante as defici&ecirc;ncias nas Fun&ccedil;&otilde;es Mentais no momento da admiss&atilde;o e da alta. Ser homem revelou tamb&eacute;m uma possibilidade aumentada para a presen&ccedil;a de incapacidade na comunica&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>As vari&aacute;veis que apresentaram um efeito mais significativo sobre a possibilidade de ter incapacidade nas atividades do dom&iacute;nio Vida Dom&eacute;stica foram a presen&ccedil;a de defici&ecirc;ncia nas Fun&ccedil;&otilde;es Mentais (OR = 4,4; CI 95%: 1,65&ndash;11,81; p &lt; 0,001) e a perce&ccedil;&atilde;o desfavor&aacute;vel da Sa&uacute;de F&iacute;sica ambas no momento da alta (OR = 3,3; CI 95%: 1,51&ndash;7,17; p &lt; 0,003). As limita&ccedil;&otilde;es nos Autocuidados (OR = 2,8; CI 95%: 1,52&ndash;5,0; p &lt; 0,001) e na Comunica&ccedil;&atilde;o (OR = 2,8; CI 95%: 1,51&ndash;5,26; p &lt; 0,001) na admiss&atilde;o tiveram a mesma import&acirc;ncia no modelo. A Idade (ter 85 ou mais anos) e a aus&ecirc;ncia de Atividade F&iacute;sica, contribu&iacute;ram tamb&eacute;m de forma importante para explicar a presen&ccedil;a de limita&ccedil;&atilde;o nas atividades deste dom&iacute;nio.</p>     <p>O modelo revelou para o dom&iacute;nio &Aacute;reas Principais da Vida que as vari&aacute;veis que mais contribu&iacute;am para o seu aparecimento no momento da alta foram a limita&ccedil;&atilde;o nas atividades da Vida Dom&eacute;stica (OR = 5,0; CI 95%: 1,96&ndash;12,62; p &lt; 0,001) e a defici&ecirc;ncia nas Fun&ccedil;&otilde;es Mentais no momento da alta (OR = 4,7; CI 95%: 2,33&ndash;9,58; p &lt; 0,001). Fizeram tamb&eacute;m parte do modelo e ainda de forma importante as limita&ccedil;&otilde;es na Comunica&ccedil;&atilde;o na altura da alta e as atividades relacionadas com o Auto Cuidado em ambos os momentos de avalia&ccedil;&atilde;o. Para explicar este modelo contribu&iacute;am ainda duas vari&aacute;veis pertencentes aos Fatores Contextuais: estar internado em unidades que n&atilde;o possu&iacute;am Equipa Multidisciplinar de Terapeutas e a perce&ccedil;&atilde;o desfavor&aacute;vel da Sa&uacute;de Mental.</p>     <p>Na <a href="#t5">tabela 5</a> s&atilde;o apresentados o poder preditivo e discriminativo das vari&aacute;veis explicativas dos modelos de regress&atilde;o dos outcomes da funcionalidade. Todos os modelos revelaram bons valores preditivos, sendo que o poder discriminativo variou entre aceit&aacute;vel e excelente (AUC entre 0,70 e 0,90). Ou seja, as vari&aacute;veis dos modelos apresentados possuem sensibilidade e especificidades elevadas, capazes de explicar a funcionalidade alcan&ccedil;ada dos indiv&iacute;duos internados em unidades de cuidados p&oacute;s-agudos. Constituiu exce&ccedil;&atilde;o o dom&iacute;nio das Fun&ccedil;&otilde;es Mentais que apresentou um poder discriminante fraco enquanto vari&aacute;vel independente, apesar da sua presen&ccedil;a nos modelos ter sido importante.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="t5"></a> <img src="/img/revistas/pjph/v35n2/35n2a05t5.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Das 21 vari&aacute;veis independentes que integraram os modelos explicativos da funcionalidade e respeitando o processo de liga&ccedil;&atilde;o entre o MAB e a Classifica&ccedil;&atilde;o, foi poss&iacute;vel organizar uma listagem de 32 categorias: 8 categorias das Fun&ccedil;&otilde;es do Corpo, 17 categorias pertencentes &agrave;s Atividades/Participa&ccedil;&atilde;o e 7 Fatores Ambientais. Na Tabela S2 (disponibilizada de forma suplementar online em <a href="http://www.karger.com/doi/10.1159/000479755" target="_blank">www.karger.com/doi/10.1159/000479755</a>) apresentamos as vari&aacute;veis dos modelos de regress&atilde;o e as categorias da ICF da&iacute; resultantes. S&oacute; foram consideradas categorias do 2&deg; n&iacute;vel, conforme sugerido pela OMS para este tipo de Core Sets.</p>     <p>Das 32 categorias iniciais foram exclu&iacute;das posteriormente 4 categorias: uma porque n&atilde;o foi validada no Core Set Abrangente, as outras porque j&aacute; fazem parte do Core Set Gen&eacute;rico.</p>     <p>Na <a href="#t6">tabela 6</a> apresenta-se a proposta para o Core Set Abreviado que pode ser utilizado em cuidados geri&aacute;tricos p&oacute;s-agudos por equipas de reabilita&ccedil;&atilde;o, cuja composi&ccedil;&atilde;o engloba ent&atilde;o 28 categorias: 5 Fun&ccedil;&otilde;es, 16 Atividades/Participa&ccedil;&atilde;o e 7 Fatores Ambientais.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="t6"></a> <img src="/img/revistas/pjph/v35n2/35n2a05t6.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>O Core Set Geri&aacute;trico s&oacute; teve at&eacute; ao momento um processo de valida&ccedil;&atilde;o, realizado com amostras austr&iacute;acas e alem&atilde;s <sup><a href="#7">7</a></sup><a name="top7"></a> o que condiciona a compara&ccedil;&atilde;o dos resultados, sobretudo os referentes aos Fatores Ambientais.</p>     <p>As defici&ecirc;ncias das Fun&ccedil;&otilde;es encontradas relacionam-se com as condi&ccedil;&otilde;es de sa&uacute;de mais prevalentes: as Fun&ccedil;&otilde;es Neurom&uacute;sculoesquel&eacute;ticas e Relacionadas com o Movimento, que nos seus diferentes dom&iacute;nios (equil&iacute;brio, for&ccedil;a, mobilidade e coordena&ccedil;&atilde;o), representam as principais altera&ccedil;&otilde;es das fun&ccedil;&otilde;es da&iacute; decorrentes.</p>     <p>Estas defici&ecirc;ncias costumam ser as mais detetadas na popula&ccedil;&atilde;o idosa, a par das disfun&ccedil;&otilde;es da marcha, mesmo na aus&ecirc;ncia de doen&ccedil;a, les&atilde;o ou trauma [<sup><a href="#8">8</a></sup><a name="top8"></a> , <sup><a href="#9">9</a></sup><a name="top9"></a> ] e paralelamente respons&aacute;veis pelos &iacute;ndices de incapacidade nas atividades de vida di&aacute;ria [<sup><a href="#10">10</a></sup><a name="top10"></a> , <sup><a href="#11">11</a></sup><a name="top11"></a> ].</p>     <p>As diminutas frequ&ecirc;ncias encontradas nas defici&ecirc;ncias das Fun&ccedil;&otilde;es do Aparelho Cardiovascular, dos Sistemas Hematol&oacute;gico e Imunol&oacute;gico e do Aparelho Respirat&oacute;rio, poder&atilde;o estar subvalorizadas sobretudo se se tiver em conta que muitas das fun&ccedil;&otilde;es que pertencem ao aparelho cardiovascular podem precipitar a ocorr&ecirc;ncia de um acidente vascular encef&aacute;lico, e que esta condi&ccedil;&atilde;o ocorreu de forma importante na amostra. A maioria destas fun&ccedil;&otilde;es foi recolhida atrav&eacute;s do processo cl&iacute;nico e na maior parte dos casos, s&oacute; se encontrou refer&ecirc;ncia exclusivamente ao diagn&oacute;stico principal.</p>     <p>Relativamente &agrave; evolu&ccedil;&atilde;o, o cap&iacute;tulo anteriormente referido em conjunto com o cap&iacute;tulo das Fun&ccedil;&otilde;es do Aparelho Digestivo e dos Sistemas Metab&oacute;lico e End&oacute;crino, foram aqueles onde as melhorias ocorreram com menor frequ&ecirc;ncia. A par da fr&aacute;gil informa&ccedil;&atilde;o dispon&iacute;vel destes sistemas, muitas destas fun&ccedil;&otilde;es estar&atilde;o ligadas a defici&ecirc;ncias estruturais irrevers&iacute;veis, sobre as quais as interven&ccedil;&otilde;es terap&ecirc;uticas e reabilitativas possuem uma discreta responsabilidade e que suportam os resultados observados.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Das categorias adicionais sugeridas pelos resultados, destaca-se a categoria Subir/Descer, por ser uma tarefa espec&iacute;fica, frequente e importante na autonomia e independ&ecirc;ncia nas atividades di&aacute;rias dos idosos, devendo por isso ser avaliada e trabalhada de forma sistematizada <sup><a href="#12">12</a></sup><a name="top12"></a>. Tamb&eacute;m as atividades Preparar Refei&ccedil;&otilde;es e Realizar as Tarefas Dom&eacute;sticas, poder&atilde;o ser tidas em considera&ccedil;&atilde;o no processo de avalia&ccedil;&atilde;o e interven&ccedil;&atilde;o das equipas multidisciplinares, pois podem sinalizar a qualidade de vida e o bem-estar, se bem que com diferentes identifica&ccedil;&otilde;es entre g&eacute;neros <sup><a href="#13">13</a></sup><a name="top13"></a>.</p>     <p>Estes resultados parecem estar de acordo com aqueles encontrados por Kus e colegas <sup><a href="#14">14</a></sup><a name="top14"></a> naquilo que diz respeito &agrave; perspetiva dos pacientes. Neste estudo, os indiv&iacute;duos manifestaram que as atividades n&atilde;o contempladas no Core Set Geri&aacute;trico e que constitu&iacute;am objetivos importantes para a funcionalidade alcan&ccedil;ada seriam entre outras, a categoria d455 (Deslocar-se) e o cap&iacute;tulo d6 (Vida Dom&eacute;stica), sendo que estes resultados foram tamb&eacute;m partilhados pela amostra de M&uuml;ller et al. <sup><a href="#15">15</a></sup><a name="top15"></a>.</p>     <p>As categorias que fazem parte da presente proposta para um Core Set Geri&aacute;trico Abreviado em contexto p&oacute;s-agudo, refletem os aspetos mais importantes da funcionalidade a ter em conta no processo de avalia&ccedil;&atilde;o/interven&ccedil;&atilde;o, sobretudo na presen&ccedil;a de traumatismos da extremidade superior do f&eacute;mur, mas tamb&eacute;m ap&oacute;s acidente vascular encef&aacute;lico.</p>     <p>Apesar de importantes na monitoriza&ccedil;&atilde;o de algumas condi&ccedil;&otilde;es de sa&uacute;de, as defici&ecirc;ncias das Fun&ccedil;&otilde;es do Corpo consideradas de forma isolada, captam e traduzem de forma limitativa a capacidade/desempenho dos indiv&iacute;duos para as atividades da vida real, j&aacute; que estas dependem muito mais da presen&ccedil;a ou aus&ecirc;ncia dos Fatores Ambientais. Ou seja, mesmo perante algumas defici&ecirc;ncias das Fun&ccedil;&otilde;es &eacute; poss&iacute;vel o indiv&iacute;duo ter um n&iacute;vel de capacidade/desempenho que lhe permita viver autonomamente, se os Fatores Ambientais estiverem presentes de uma forma facilitadora.</p>     <p>Nesse sentido, a presente proposta apesar de s&oacute; possuir cinco Fun&ccedil;&otilde;es, &eacute; concordante com a mudan&ccedil;a necess&aacute;ria relativamente ao paradigma modelo biom&eacute;dico versus modelo biopsicossocial, no que respeita aos modelos de avalia&ccedil;&atilde;o/interven&ccedil;&atilde;o dos processos reabilitativos.</p>     <p>A Fun&ccedil;&atilde;o de Orienta&ccedil;&atilde;o n&atilde;o sendo determinante para o desempenho das atividades, permitir&aacute; sinalizar os indiv&iacute;duos que poder&atilde;o beneficiar de um apoio mais especializado na &aacute;rea da reabilita&ccedil;&atilde;o cognitiva, ou alertar as equipas para aspetos ligados &agrave; seguran&ccedil;a e &agrave; estimula&ccedil;&atilde;o psicomotora.</p>     <p>Com efeito, a rela&ccedil;&atilde;o entre cogni&ccedil;&atilde;o e atividades mant&eacute;m alguns detalhes e limites que ainda n&atilde;o est&atilde;o totalmente esclarecidos e entendidos e que se manifestam diariamente na vida cl&iacute;nica; a sensibilidade que os testes neuropsicol&oacute;gicos oferecem fica aqu&eacute;m da sensibilidade proporcionada pela capacidade e desempenho das atividades [<sup><a href="#16">16</a></sup><a name="top16"></a> , <sup><a href="#17">17</a></sup><a name="top17"></a> ], podendo estas revelar um valor preditivo superior para o futuro desenvolvimento de altera&ccedil;&otilde;es demenciais. De facto, os estudos longitudinais de P&eacute;r&egrave;s et al. <sup><a href="#16">16</a></sup><a name="top16"></a> e Di Carlo et al. <sup><a href="#17">17</a></sup><a name="top17"></a>, bem como a extensa revis&atilde;o de Gold <sup><a href="#18">18</a></sup><a name="top18"></a>, revelam discrep&acirc;ncia entre as altera&ccedil;&otilde;es das fun&ccedil;&otilde;es cognitivas e o desempenho das atividades di&aacute;rias sobretudo as mais simples ou rotineiras. No entanto, sendo a orienta&ccedil;&atilde;o uma fun&ccedil;&atilde;o cognitiva b&aacute;sica, associada habitualmente a outras fun&ccedil;&otilde;es cognitivas mais elaboradas, como as fun&ccedil;&otilde;es de planeamento, executivas ou a mem&oacute;ria, merece ser considerada em qualquer listagem avaliativa elementar.</p>     <p>A avalia&ccedil;&atilde;o da Fun&ccedil;&atilde;o da Vis&atilde;o &eacute; no contexto da popula&ccedil;&atilde;o idosa de extrema import&acirc;ncia, n&atilde;o s&oacute; pela responsabilidade que possui na capacidade/desempenho das atividades/participa&ccedil;&atilde;o, mas tamb&eacute;m pela preval&ecirc;ncia que representa neste cen&aacute;rio. As altera&ccedil;&otilde;es da vis&atilde;o constituem um desafio importante da sa&uacute;de p&uacute;blica, se for tido em considera&ccedil;&atilde;o a sua preval&ecirc;ncia e as proje&ccedil;&otilde;es demogr&aacute;ficas associadas ao envelhecimento <sup><a href="#19">19</a></sup><a name="top19"></a>.</p>     <p>As Fun&ccedil;&otilde;es da Contin&ecirc;ncia influenciam de uma forma abrangente os aspetos ligados &agrave; qualidade de vida relacionada com a sa&uacute;de, possuindo uma associa&ccedil;&atilde;o importante com o desempenho das atividades di&aacute;rias. Al&eacute;m disso, a sua preval&ecirc;ncia tem uma presen&ccedil;a de destaque na popula&ccedil;&atilde;o idosa n&atilde;o s&oacute; de forma isolada, mas tamb&eacute;m associada &agrave;s condi&ccedil;&otilde;es de sa&uacute;de que foram contempladas [<sup><a href="#20">20</a></sup><a name="top20"></a> , <sup><a href="#21">21</a></sup><a name="top21"></a> ]. Por outro lado, a algalia&ccedil;&atilde;o nas unidades geri&aacute;tricas &eacute; uma situa&ccedil;&atilde;o comum e muitas vezes um recurso sem crit&eacute;rios de utiliza&ccedil;&atilde;o e supervis&atilde;o bem definidos [<sup><a href="#22">22</a></sup><a name="top22"></a> , <sup><a href="#23">23</a></sup><a name="top23"></a> ]. A sua sobre utiliza&ccedil;&atilde;o quer como op&ccedil;&atilde;o terap&ecirc;utica, quer temporalmente, &eacute; respons&aacute;vel por uma elevada taxa de infe&ccedil;&otilde;es do trato urin&aacute;rio que cria um ciclo vicioso dif&iacute;cil de quebrar e que por si s&oacute; pode levar &agrave; incontin&ecirc;ncia <sup><a href="#22">22</a></sup><a name="top22"></a>.</p>     <p>Apesar da vigil&acirc;ncia e da abordagem que merecem as Fun&ccedil;&otilde;es Reparadoras da Pele, elas surgem neste contexto associadas &agrave; presen&ccedil;a das fraturas da extremidade do f&eacute;mur. Nesse sentido, ser&aacute; uma categoria a considerar nesta condi&ccedil;&atilde;o mas que poder&aacute; estar omissa noutras condi&ccedil;&otilde;es de sa&uacute;de.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Apesar da preval&ecirc;ncia importante de defici&ecirc;ncias no cap&iacute;tulo das Fun&ccedil;&otilde;es Neurom&uacute;sculoesquel&eacute;ticas, a sua inclus&atilde;o n&atilde;o &eacute; determinante, pois estas ser&atilde;o reconhecidas durante a an&aacute;lise das limita&ccedil;&otilde;es das Atividades, devendo a&iacute; ser considerada a sua responsabilidade e merecer consequentemente a interven&ccedil;&atilde;o merecida.</p>     <p>A quantidade de vari&aacute;veis da componente das Atividades/Participa&ccedil;&atilde;o reflete a import&acirc;ncia que estas devem ter no resultado final dos processos de reabilita&ccedil;&atilde;o, por serem aquelas que operacionalizam a capacidade/desempenho do indiv&iacute;duo na vida real. Neste conjunto, o destaque para as atividades da Mobilidade e do Auto Cuidado, exprime o enfoque que estas produzem enquanto tarefas e a&ccedil;&otilde;es b&aacute;sicas para o desempenho de outras mais elaboradas, mas tamb&eacute;m como podendo ser consideradas o n&iacute;vel essencial para o indiv&iacute;duo poder viver de forma aut&oacute;noma e independente. A notoriedade que as atividades ligadas &agrave; Vida Dom&eacute;stica t&ecirc;m nesta proposta, pode ajudar &agrave; estrutura&ccedil;&atilde;o e aloca&ccedil;&atilde;o de recursos que permitam ao indiv&iacute;duo poder retornar &agrave; sua resid&ecirc;ncia, libertando os servi&ccedil;os, as institui&ccedil;&otilde;es e os sistemas cada vez mais carenciadas de apoio e de disponibilidade.</p>     <p>A import&acirc;ncia e os benef&iacute;cios que a Atividade F&iacute;sica e a Religiosidade/Espiritualidade podem ter na funcionalidade, na qualidade de vida e no bem-estar dos indiv&iacute;duos est&atilde;o sobejamente descritos na literatura, devendo por isso ser consideradas de forma transversal em todos os Core Sets. No que respeita de forma concreta &agrave; Atividade F&iacute;sica, ela possui uma evid&ecirc;ncia forte na preven&ccedil;&atilde;o e na abordagem das doen&ccedil;as cr&oacute;nicas n&atilde;o transmiss&iacute;veis, cuja import&acirc;ncia por parte das equipas de reabilita&ccedil;&atilde;o ainda n&atilde;o &eacute; suficientemente assumida de forma sistematizada e estruturada. Por seu turno, a associa&ccedil;&atilde;o entre a religiosidade/espiritualidade e a sa&uacute;de f&iacute;sica e mental, onde se incluem as queixas de sa&uacute;de, tem despertado nas &uacute;ltimas d&eacute;cadas um interesse crescente na comunidade cient&iacute;fica. Esta conclus&atilde;o &eacute; atestada pela revis&atilde;o de Koenig <sup><a href="#24">24</a></sup><a name="top24"></a>, 2012, talvez a maior revis&atilde;o sistem&aacute;tica nesta mat&eacute;ria, que abrange uma an&aacute;lise desde 1872, com a inclus&atilde;o de 444 estudos. A Cren&ccedil;a Religiosa, mais ainda do que a Pr&aacute;tica de Culto, permite uma remiss&atilde;o mais r&aacute;pida dos sintomas, cujo entendimento se baseia no facto da religi&atilde;o oferecer recursos de enfrentamento (cogni&ccedil;&otilde;es poderosas) que facilitam a resolu&ccedil;&atilde;o dos problemas e fazer recurso a regras e regulamentos (doutrinas) que facilitam o relacionamento com o(s) outro(s) <sup><a href="#24">24</a></sup><a name="top24"></a>.</p>     <p>Quanto aos Fatores Ambientais a presente proposta engloba dois grandes grupos: os apoios das tecnologias e o apoio e atitudes das pessoas. No primeiro, t&ecirc;m destaque as categorias que d&atilde;o apoio t&eacute;cnico e s&atilde;o essenciais ao desempenho das atividades/participa&ccedil;&atilde;o, como s&atilde;o as ort&oacute;teses visuais ou/e auditivas e os auxiliares de marcha; no segundo surgem o apoio, o relacionamento e as atitudes da fam&iacute;lia e dos profissionais de sa&uacute;de, que t&ecirc;m igualmente um papel decisivo na recupera&ccedil;&atilde;o, no suporte e na continuidade da autonomia e independ&ecirc;ncia dos indiv&iacute;duos.</p>     <p>A literatura &eacute; vasta na conclus&atilde;o de que a presen&ccedil;a e participa&ccedil;&atilde;o dos familiares e amigos como parceiros dos cuidados e cuidadores formais, proporciona a redu&ccedil;&atilde;o dos custos, melhora a gest&atilde;o das doen&ccedil;as cr&oacute;nicas e agudas, melhora a continuidade e os resultados dos tratamentos, prevenindo ainda as readmiss&otilde;es hospitalares. O suporte ou a rede social s&atilde;o fatores protetores da sa&uacute;de dos indiv&iacute;duos, concretizando-se no envelhecimento por exemplo ao n&iacute;vel da depress&atilde;o e da ansiedade [<sup><a href="#25">25</a></sup><a name="top25"></a> , <sup><a href="#26">26</a></sup><a name="top26"></a> ].</p>     <p>At&eacute; ao momento s&oacute; foi apresentada uma proposta abreviada do Core Set Geri&aacute;trico, desenvolvida pelo mesmo grupo de trabalho que criou a sua vers&atilde;o abrangente e composta por 38 categorias <sup><a href="#27">27</a></sup><a name="top27"></a>.</p>     <p>A compara&ccedil;&atilde;o dos resultados deste estudo e os que s&atilde;o apresentados por aqueles autores &eacute; dif&iacute;cil de ser estabelecida uma vez que se observam v&aacute;rias diferen&ccedil;as entre as duas pesquisas: nas preval&ecirc;ncias das condi&ccedil;&otilde;es de sa&uacute;de, nos aspetos sociais e culturais (determinantes na abordagem dos Fatores Ambientais) e na metodologia adotada.</p>     <p>Relativamente &agrave; exequibilidade desta proposta de Core Set Abreviado, o n&uacute;mero de categorias &eacute; adequado, apesar de ultrapassar as duas dezenas que s&atilde;o habitualmente aconselhadas. No entanto, a restri&ccedil;&atilde;o deste n&uacute;mero diz respeito &agrave; sua aplicabilidade por parte de um s&oacute; professional <sup><a href="#28">28</a></sup><a name="top28"></a> e a presente proposta &eacute; dirigida &agrave; equipa multiprofissional que atua na Rede. Nesse sentido, parece ser apropriado o conjunto que se prop&otilde;e, pois serve o prop&oacute;sito daquilo que se pretende de um Core Set Abreviado: ser o ponto de partida do processo de avalia&ccedil;&atilde;o b&aacute;sica de uma condi&ccedil;&atilde;o ou contexto e o padr&atilde;o m&iacute;nimo necess&aacute;rio mas eficiente, para descrever a funcionalidade e a incapacidade na pr&aacute;tica cl&iacute;nica e em estudos epidemiol&oacute;gicos <sup><a href="#29">29</a></sup><a name="top29"></a>. Al&eacute;m disso, os Core Sets devem ser considerados exclusivamente como documentos orientadores que respeitando a abordagem centrada no indiv&iacute;duo e na fam&iacute;lia, permitir&atilde;o em qualquer altura a possibilidade de se inclu&iacute;rem as categorias e os dom&iacute;nios que melhor podem servir o prop&oacute;sito para que foram criados.</p>     <p>Os motivos pelos quais as categorias do Core Set Geri&aacute;trico n&atilde;o foram validadas no presente estudo relacionaram-se sobretudo com a falta de informa&ccedil;&atilde;o dos processos cl&iacute;nicos, com a irreversibilidade das defici&ecirc;ncias estruturais, ou ainda com o tempo necess&aacute;rio para se poder operar ou observar evolu&ccedil;&atilde;o relevante.</p>     <p>As vari&aacute;veis que fizeram parte dos modelos de regress&atilde;o log&iacute;stica dos outcomes da funcionalidade representam todos os componentes da Classifica&ccedil;&atilde;o, respeitando o modelo biopsicossocial que lhe est&aacute; subjacente. Tamb&eacute;m a determina&ccedil;&atilde;o que os Fatores Contextuais podem ter nos processos de interven&ccedil;&atilde;o est&aacute; explicitamente representada pelo valor dos Odds Ratios encontrados.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Apesar da indetermina&ccedil;&atilde;o que possa existir entre as Fun&ccedil;&otilde;es Mentais e o desempenho de algumas atividades, a presen&ccedil;a e os valores de Odds Ratios encontrados para o Estado Cognitivo revelou n&atilde;o ser negligenci&aacute;vel a sua avalia&ccedil;&atilde;o na popula&ccedil;&atilde;o idosa em ambientes de reabita&ccedil;&atilde;o p&oacute;s-aguda.</p>     <p>A presente proposta de Core Set Geri&aacute;trico Abreviado para os cuidados de reabilita&ccedil;&atilde;o de contexto p&oacute;s-agudo tem um enfoque sobretudo no componente Atividades/Participa&ccedil;&atilde;o, enquanto componente que materializa de forma concreta a intera&ccedil;&atilde;o do indiv&iacute;duo com o meio e a sua vida real. S&atilde;o particularmente importantes duas categorias &ldquo;inovadoras&rdquo; neste contexto que podem constituir para as futuras gera&ccedil;&otilde;es de idosos, pilares importantes da sua sa&uacute;de: a Atividade F&iacute;sica e a Religiosidade/Espiritualidade. A primeira, pelo valor preditivo que representa na sa&uacute;de e no envelhecimento ativo e bem-sucedido, mas tamb&eacute;m pela potencialidade que tem enquanto estrat&eacute;gia de interven&ccedil;&atilde;o/reabilita&ccedil;&atilde;o. A segunda, pelas consequ&ecirc;ncias merit&oacute;rias que pode oferecer ao bem-estar e &agrave; sa&uacute;de mental dos indiv&iacute;duos manifestando-se por isso como uma aliada dos processos terap&ecirc;uticos.</p>     <p>O leque de Fatores Ambientais que s&atilde;o sugeridos para esta vers&atilde;o abreviada transmite o suporte dos cuidados e o suporte dos cuidadores, operacionalizando-se pelos apoios das tecnologias e pelos apoios e atitudes de quem cuida ou pode cuidar.</p>     <p>A ado&ccedil;&atilde;o da ICF enquanto instrumento operacional do modelo biopsicossocial permite refletir numa nova dial&eacute;tica do m&eacute;todo de avalia&ccedil;&atilde;o/interven&ccedil;&atilde;o/resultados mais centrado no indiv&iacute;duo. Para este processo admite-se uma a&ccedil;&atilde;o mais responsabilizada na capacidade/desempenho das atividades/participa&ccedil;&atilde;o dos indiv&iacute;duos, com uma integra&ccedil;&atilde;o abrangente dos fatores contextuais, cuja articula&ccedil;&atilde;o em ambiente terap&ecirc;utico respeite e se aproxime o mais poss&iacute;vel da sua forma de vida real.</p>     <p>A funcionalidade deve ser considerada uma vari&aacute;vel incontorn&aacute;vel da Sa&uacute;de P&uacute;blica pelo facto de permitir reproduzir as defici&ecirc;ncias e limita&ccedil;&otilde;es dos indiv&iacute;duos, mas igualmente facilitar a aloca&ccedil;&atilde;o estruturada de equipamentos, servi&ccedil;os e sistemas, promotores da sua participa&ccedil;&atilde;o. Pretende-se de forma global que esses resultados possam quantificar as necessidades de servi&ccedil;os e apoios, mas sobretudo estudar o curso de vida das pessoas com incapacidades espec&iacute;ficas e direcionar com precis&atilde;o estrat&eacute;gias de preven&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>REFER&Ecirc;NCIAS</b></p>     <!-- ref --><p><Sup><a name="1"></a><a href="#top1">1</a></Sup> Portugal, Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de, Dire&ccedil;&atilde;o Geral de Sa&uacute;d:. A Classifica&ccedil;&atilde;o Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Sa&uacute;de. Lisboa, Direc&ccedil;&atilde;o Geral da Sa&uacute;de, 2004.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2091408&pid=S2504-3145201700020000500001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <p><Sup><a name="2"></a><a href="#top2">2</a></Sup> Ptyushkin P, Selb M, Cieza A: ICF Core Sets; in Bickenbach J, Cieza A, Rauch A, Stucki G (eds): ICF Core Sets: Manual for Clinical Practice. Gottingen, Hogrefe Publishing, 2012, pp 14&ndash;21. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><Sup><a name="3"></a><a href="#top3">3</a></Sup> Botelho MA: Autonomia funcional em idosos: caracteriza&ccedil;&atilde;o multidimensional em idosos utentes de um centro de sa&uacute;de urbano. Porto, Edi&ccedil;&otilde;es Bial, 2000.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2091411&pid=S2504-3145201700020000500003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <p><Sup><a name="4"></a><a href="#top4">4</a></Sup> Grill E, Hermes R, Swoboda W, Uzarewicz C, Kostanjsek N, Stucki G: ICF Core Sets for geriatric patients in early post-acute rehabilitation facilities. Disabil Rehabil 2005; 27: 411&ndash;417. </p>     <p><Sup><a name="5"></a><a href="#top5">5</a></Sup> Cieza A, Geyh S, Chatterji S, Kostanjsek N, Ust&uuml;n B, Stucki G: ICF linking rules: an update based on lessons learned. J Rehabil Med 2005; 37: 212&ndash;218. </p>     <p><Sup><a name="6"></a><a href="#top6">6</a></Sup> Fontes A, Botelho A, Fernandes A: A biopsychosocial evaluation method and the International Classification of Functioning, Disability, and Health (ICF). Educ Gerontol 2014; 40: 686&ndash;699. </p>     <p><Sup><a name="7"></a><a href="#top7">7</a></Sup> Stier-Jarmer M, Grill E, M&uuml;ller M, Strobl R, Quittan M, Stucki G: Validation of the comprehensive ICF Core Set for patients in geriatric post-acute rehabilitation. J Rehabil Med 2011; 43: 102&ndash;112. </p>     <p><Sup><a name="8"></a><a href="#top8">8</a></Sup> Orr D: Contribution of muscle weakness to postural instability in the elderly: a systematic review. Eur J Phys Rehabil Med 2010; 46: 183&ndash;220. </p>     <p><Sup><a name="9"></a><a href="#top9">9</a></Sup> Den Ouden ME, Schuurmans MJ, Arts IE, van der Schouw YT: Physical performance characteristics related to disability in older persons: a systematic review. Maturitas 2011; 69: 208&ndash;219. </p>     <p><Sup><a name="10"></a><a href="#top10">10</a></Sup> Al Snih S, Graham JE, Ray LA, Samper-Ternent R, Markides KS, Ottenbacher KJ: Frailty and incidence of activities of daily living disability among older Mexican Americans. J Rehabil Med 2009; 41: 892&ndash;897. </p>     <!-- ref --><p><Sup><a name="11"></a><a href="#top11">11</a></Sup> Vermeulen J, Neyens JC, van Rossum E, Spreeuwenberg MD, de Witte LP: Predicting ADL disability in community-dwelling elderly people using physical frailty indicators: a systematic review. BMC Geriatr 2011; 13: 33.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2091420&pid=S2504-3145201700020000500011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <p><Sup><a name="12"></a><a href="#top12">12</a></Sup> Seidel D, Brayne C, Jagger C: Limitations in physical functioning among older people as a predictor of subsequent disability in instrumental activities of daily living. Age Ageing 2011; 40: 463&ndash;469. </p>     <p><Sup><a name="13"></a><a href="#top13">13</a></Sup> Cabrero-Garc&iacute;a J, L&oacute;pez-Pina JA: Aggregated measures of functional disability in a nationally representative sample of disabled people: analysis of dimensionality according to gender and severity of disability. Qual Life Res 2008; 17: 425&ndash;436. </p>     <p><Sup><a name="14"></a><a href="#top14">14</a></Sup> Kus S, M&uuml;ller M, Strobl R, Grill E: Patient goals in post-acute geriatric rehabilitation-goal attainment is an indicator for improved functioning. J Rehabil Med 2011; 43: 156&ndash;161. </p>     <p><Sup><a name="15"></a><a href="#top15">15</a></Sup> M&uuml;ller M, Strobl R, Grill E: Goals of patients with rehabilitation needs in acute hospitals: Goal achivement is an indicator for improved functioning. J Rehabil Med 2011; 43: 145&ndash;150. </p>     <p><Sup><a name="16"></a><a href="#top16">16</a></Sup> P&eacute;r&egrave;s K, Helmer C, Amieva H, Orgogozo JM, Rouch I, Dartigues JF, et al: Natural history of decline in instrumental activities of daily living performance over the 10 years preceding the clinical diagnosis of dementia: a prospective population-based study. J Am Geriatr Soc 2008; 56: 37&ndash;44. </p>     <p><Sup><a name="17"></a><a href="#top17">17</a></Sup> Di Carlo A, Lamassa M, Baldereschi M, Inzitari M, Scafato E, Farchi G, et al: CIND and MCI in the Italian elderly: frequency, vascular risk factors, progression to dementia. Neurology 2007; 68: 1909&ndash;1916. </p>     <p><Sup><a name="18"></a><a href="#top18">18</a></Sup> Gold DA: An examination of instrumental activities of daily living assessment in older adults and mild cognitive impairment. J Clin Exp Neuropsychol 2012; 34: 11&ndash;34. </p>     <p><Sup><a name="19"></a><a href="#top19">19</a></Sup> Pascolini D, Mariotti SP: Global estimates of visual impairment 2010. Br J Ophthalmol 2011; 96: 614&ndash;618. </p>     <!-- ref --><p><Sup><a name="20"></a><a href="#top20">20</a></Sup> Thomas LH, Cross S, Barrett J, French B, Leathley M, Sutton CJ, et al: Treatment of urinary incontinence after stroke in adults. Cochrane Database Syst Rev 2008; 1:CD004462.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2091430&pid=S2504-3145201700020000500020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <p><Sup><a name="21"></a><a href="#top21">21</a></Sup> Parkinson L, Chiarelli P, Byrne J, Gibson R, McNeill S, Lloyd G, et al: Continence promotion for older hospital patients following surgery for fractured neck of femur: pilot of a randomized controlled trial. Clin Interv Aging 2007; 2: 705&ndash;714. </p>     <p><Sup><a name="22"></a><a href="#top22">22</a></Sup> Apisarnthanarak A, Rutjanawech S, Wichansawakun S, Ratanabunjerdkul H, Patthranitima P, Thongphubeth K, et al: Initial inappropriate urinary catheters use in a tertiary-care center: incidence, risk factors, and outcomes. 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