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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[A Influência das Características dos Prestadores e dos Utentes no Consumo de Recursos em Unidades de Cuidados Continuados]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[The Influence of Providers' and Patients'Characteristics on Resource Use in Long-Term Care Inpatient Units]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Introduction: For the aging population, as well as for the growing prevalence of chronic diseases and multipathology, new answers have been found with the creation of the Portuguese National Long Term Care Network (PNLTCN) in 2006. It is expected that this additional level of care provision can create value for patients. Objective: This study aimed to estimate resource use in long-term care inpatient units in Portugal and to analyze its association with providers' and patients' characteristics. Methods: We conducted a cross-sectional retrospective study using information from the PNLTCN units between 2010 and 2012. Multiple linear regression analyses were performed, including the logarithm of length of stay as dependent variable and variables on patients' and providers' characteristics as predictors. Results: For the 30,090 admissions included, the average length of stay was 34.2 days for Convalescent Care Units, 84.1 days for Medium Stay and Rehabilitation Units, and 106 days for Long Stay and Maintenance Units. Significant dispersion was found for all regions and type of providers. Patients' characteristics alone showed low predictive capacity. The inclusion of providers' characteristics increased the model's predictive ability to explain the length of stay. Conclusions: Multiple regression model results suggest that resource utilization in long-term care is mainly influenced by the characteristics of the providers. Future development should include improvements on data collection procedures and the implementation of a risk-adjusted patient classification system internationally validated for long term care]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Organização e gestão dos serviços de saúde]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p style="text-align: right;"><b>REVIEW ARTICLE</b></p>     <p style="text-align: right;">&nbsp;</p>     <p><b>A Influ&ecirc;ncia das Caracter&iacute;sticas dos Prestadores e dos Utentes no Consumo de Recursos em Unidades de Cuidados Continuados</b></p>     <p><b>The Influence of Providers&rsquo; and Patients&rsquo;Characteristics on Resource Use in Long-Term Care Inpatient Units</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Rui Santana <sup>a,</sup><sup>b</sup>&nbsp;,Ana Patrícia Marques <sup>a</sup> ,Sílvia Lopes <sup>a,</sup><sup>b</sup>&nbsp;,Paulo Boto <sup>a,</sup><sup>b</sup>&nbsp;,José Luis Telles<sup>c</sup>&nbsp;,Sónia Félix <sup>d,</sup><sup>e</sup>&nbsp;,Ricardo Mestre<sup>f</sup>&nbsp;,Rosa Matos<sup>g</sup>&nbsp;,Bruno Moita<sup>h</sup></b></p>     <p></p>     <p><sub>a</sub> Centro de Investiga&ccedil;&atilde;o em Sa&uacute;de P&uacute;blica da Universidade NOVA de Lisboa, Lisbon, Portugal</p>     <p><sub>b</sub> Departamento de Pol&iacute;ticas e Gest&atilde;o dos Sistemas de Sa&uacute;de, Escola Nacional de Sa&uacute;de P&uacute;blica, Universidade NOVA de Lisboa, Lisbon, Portugal</p>     <p><sub>c</sub> Funda&ccedil;&atilde;o Oswaldo Cruz (FIOCRUZ), Rio de Janeiro, Brazil</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><sub>d</sub> Banco de Portugal, Lisbon, Portugal</p>     <p><sub>e</sub> NOVA School of Business and Economics, Universidade NOVA de Lisboa, Lisbon, Portugal</p>     <p><sub>f</sub> Administra&ccedil;&atilde;o Central do Sistema de Sa&uacute;de, Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de, Lisbon, Portugal</p>     <p><sub>g</sub> Administra&ccedil;&atilde;o Regional de Sa&uacute;de de Lisboa e Vale do Tejo, Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de, Lisbon, Portugal</p>     <p><sub>h</sub> Centro Hospitalar Universit&aacute;rio do Algarve, Faro, Portugal&nbsp;</p>     <p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p>Introdu&ccedil;&atilde;o: O envelhecimento populacional, o aumento da preval&ecirc;ncia de doen&ccedil;as cr&oacute;nicas e de multipatologia, s&atilde;o fen&oacute;menos que encontraram novas respostas com a cria&ccedil;&atilde;o da Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados (RNCCI) em Portugal, a partir de 2006. &Eacute; esperado que esta estrutura adicional de oferta de cuidados permita contribuir para a cria&ccedil;&atilde;o de valor aos seus utentes. - Objetivo: O presente estudo teve como objetivos estimar o consumo de recursos medido atrav&eacute;s da dura&ccedil;&atilde;o de internamento em unidades de internamento em cuidados continuados (UICC) em Portugal e analisar a associa&ccedil;&atilde;o com as caracter&iacute;sticas dos utentes e dos prestadores de cuidados. - M&eacute;todo: Foi realizado um estudo transversal e retrospetivo, que utilizou informa&ccedil;&atilde;o da atividade das unidades da RNCCI entre 2010 e 2012. Recorreu-se a modelos de regress&atilde;o lineares m&uacute;lti&shy;plos, utilizando a dura&ccedil;&atilde;o de internamento como vari&aacute;vel dependente e, como preditores, vari&aacute;veis representativas das caracter&iacute;sticas individuais dos utentes e dos prestadores. - Resultados: Para os 30.090 epis&oacute;dios inclu&iacute;dos, a dura&ccedil;&atilde;o m&eacute;dia de internamento foi de 34,2 dias nas unidades de convalescen&ccedil;a, 84,1 dias nas unidades de m&eacute;dia dura&ccedil;&atilde;o e reabilita&ccedil;&atilde;o e 106 dias nas unidades de longa dura&ccedil;&atilde;o e manuten&ccedil;&atilde;o. A dispers&atilde;o da dura&ccedil;&atilde;o de internamento foi elevada em todas as tipologias e regi&otilde;es. Isoladamente, as vari&aacute;veis associadas &agrave;s caracter&iacute;sticas dos utentes apresentaram capacidade preditiva muito reduzida. A inclus&atilde;o das vari&aacute;veis associadas &agrave; organiza&ccedil;&atilde;o da oferta de cuidados aumentou a capacidade do modelo explicar a variabilidade do tempo de internamento dos utentes. - Conclus&atilde;o: Os resultados do modelo de regress&atilde;o linear m&uacute;ltipla sugerem que s&atilde;o as caracter&iacute;sticas associadas &agrave; oferta de cuidados que apresentam maior relev&acirc;ncia para explicar a variabilidade da dura&ccedil;&atilde;o de internamento em cuidados continuados. Sugere-se que futuros desenvolvimentos incluam melhorias nas pr&aacute;ticas de registo e a implementa&ccedil;&atilde;o de um sistema de classifica&ccedil;&atilde;o de utentes espec&iacute;fico, internacionalmente validado para a estratifica&ccedil;&atilde;o do risco em cuidados continuados.</p> <b>Palavras-chave:</b> Organiza&ccedil;&atilde;o e gest&atilde;o dos servi&ccedil;os de sa&uacute;de Cuidados continuados Custos em organiza&ccedil;&otilde;es de sa&uacute;de     <p></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>Introduction: For the aging population, as well as for the growing prevalence of chronic diseases and multipathology, new answers have been found with the creation of the Portuguese National Long Term Care Network (PNLTCN) in 2006. It is expected that this additional level of care provision can create value for patients. Objective: This study aimed to estimate resource use in long-term care inpatient units in Portugal and to analyze its association with providers&rsquo; and patients&rsquo; characteristics. Methods: We conducted a cross-sectional retrospective study using information from the PNLTCN units between 2010 and 2012. Multiple linear regression analyses were performed, including the logarithm of length of stay as dependent variable and variables on patients&rsquo; and providers&rsquo; characteristics as predictors. Results: For the 30,090 admissions included, the average length of stay was 34.2 days for Convalescent Care Units, 84.1 days for Medium Stay and Rehabilitation Units, and 106 days for Long Stay and Maintenance Units. Significant dispersion was found for all regions and type of providers. Patients&rsquo; characteristics alone showed low predictive capacity. The inclusion of providers&rsquo; characteristics increased the model&rsquo;s predictive ability to explain the length of stay. Conclusions: Multiple regression model results suggest that resource utilization in long-term care is mainly influenced by the characteristics of the providers. Future development should include improvements on data collection procedures and the implementation of a risk-adjusted patient classification system internationally validated for long term care.</p>     <p><b>Keywords</b>:&nbsp;Health services organization and management, Continuity of care, Costs in health organizations</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>A necessidade crescente de resposta dos sistemas de sa&uacute;de a utentes que se encontram na quarta idade, com multipatologia cr&oacute;nica e depend&ecirc;ncia, &eacute; uma realidade presente em todo o mundo, nomeadamente em pa&iacute;ses como a Alemanha, Canad&aacute;, Estados Unidos da Am&eacute;rica (EUA), Espanha e Reino Unido [<sup><a href="#1">1</a></sup><a name="top1"></a> - <sup><a href="#6">6</a></sup><a name="top6"></a> ]. Esta tend&ecirc;ncia desperta o interesse e a aten&ccedil;&atilde;o por parte dos v&aacute;rios atores e intervenientes do sistema, particularmente no que diz respeito, a novas formas de organiza&ccedil;&atilde;o da presta&ccedil;&atilde;o de cuidados, no seu enquadramento legal, bem como nos mecanismos para melhorar a efetividade e a distribui&ccedil;&atilde;o equitativa dos recursos e benef&iacute;cios <sup><a href="#7">7</a></sup><a name="top7"></a>.</p>     <p>Em Portugal, a resposta a este tipo de necessidades materializou-se na cria&ccedil;&atilde;o da Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados (RNCCI). A RNCCI constitui um &ldquo;conjunto de interven&ccedil;&otilde;es sequenciais de sa&uacute;de e/ou de apoio social, decorrente de avalia&ccedil;&atilde;o conjunta, centrado na recupera&ccedil;&atilde;o global&rdquo; <sup><a href="#8">8</a></sup><a name="top8"></a> da pessoa em situa&ccedil;&atilde;o de depend&ecirc;ncia. Esta recupera&ccedil;&atilde;o pode ser entendida como o &ldquo;processo terap&ecirc;utico e de apoio social, ativo e cont&iacute;nuo, que visa promover a autonomia melhorando a funcionalidade da pessoa em situa&ccedil;&atilde;o de depend&ecirc;ncia atrav&eacute;s da sua reabilita&ccedil;&atilde;o, readapta&ccedil;&atilde;o e reinser&ccedil;&atilde;o familiar e social&rdquo; <sup><a href="#8">8</a></sup><a name="top8"></a>. A presta&ccedil;&atilde;o de cuidados integrados na RNCCI &eacute; desenvolvida por quatro tipos de servi&ccedil;os distintos: Unidades de Internamento, Unidades de Ambulat&oacute;rio, Equipas Hospitalares e Equipas Domicili&aacute;rias. No que diz respeito &agrave;s Unidades de Internamento estas subdividem-se em Unidades de Convalescen&ccedil;a, Unidades de M&eacute;dia Dura&ccedil;&atilde;o e Reabilita&ccedil;&atilde;o, Unidades de Longa Dura&ccedil;&atilde;o e Manuten&ccedil;&atilde;o e Unidades de Cuidados Paliativos <sup><a href="#8">8</a></sup><a name="top8"></a>.</p>     <p>O conceito internacional que se encontra mais pr&oacute;ximo do que se entende no nosso contexto por &ldquo;Cuidados Continuados Integrados&rdquo; &eacute; o de Long-Term Care (LTC). Contudo, a defini&ccedil;&atilde;o de LTC n&atilde;o &eacute; un&acirc;nime no seu &acirc;mbito e delimita&ccedil;&atilde;o. Uma dessas defini&ccedil;&otilde;es, a da Organiza&ccedil;&atilde;o para a Coopera&ccedil;&atilde;o e Desenvolvimento Econ&oacute;mico (OCDE), considera LTC como &ldquo;a range of services for persons who are dependent on help with activities of daily living over an extend period of time&rdquo; <sup><a href="#9">9</a></sup><a name="top9"></a>. Por facilidade de abordagem, assumir-se-&aacute; o termo Cuidados Continuados (CC) como proxy de LTC independentemente das particularidades existentes em cada pa&iacute;s.</p>     <p>Desde a sua cria&ccedil;&atilde;o, em 2006, a RNCCI apresentou um crescimento significativo at&eacute; ao presente. Este facto pode ser evidenciado pelo n&uacute;mero de camas existentes &ndash; de 646 em 2006 para 7.160 em 2014 &ndash; e pelo seu or&ccedil;amento global que prov&eacute;m conjuntamente do Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de e Minist&eacute;rio do Trabalho, Solidariedade e Seguran&ccedil;a So - cial &ndash; de 3,2 milh&otilde;es or&ccedil;amentados em 2006 aumentou para 152,7 milh&otilde;es no ano de 2014 <sup><a href="#10">10</a></sup><a name="top10"></a>. Este montante representa cerca de 2% do or&ccedil;amento total do Servi&ccedil;o Nacional de Sa&uacute;de (SNS) e 0,1% do Produto Interno Bruto (PIB) portugu&ecirc;s. Apesar do crescimento, Portugal n&atilde;o se encontra nos padr&otilde;es de afeta&ccedil;&atilde;o de verbas observados em pa&iacute;ses como a Alemanha, Reino Unido ou Austr&aacute;lia, onde os valores se aproximam de 1% do PIB [<sup><a href="#5">5</a></sup><a name="top5"></a> , <sup><a href="#11">11</a></sup><a name="top11"></a> , <sup><a href="#12">12</a></sup><a name="top12"></a> ].</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Desta forma, a representatividade do fen&oacute;meno e o seu previs&iacute;vel crescimento obriga a interven&ccedil;&otilde;es cada vez mais custo-efetivas por parte dos diferentes agentes envolvidos nas pol&iacute;ticas e gest&atilde;o dos CC. No entanto, n&atilde;o existem mecanismos uniformes e sistem&aacute;ticos de recolha, an&aacute;lise e tratamento da informa&ccedil;&atilde;o de custos em CC no nosso pa&iacute;s, particularmente no que respeita &agrave; sua componente anal&iacute;tica. Noutros contextos, a partilha deste tipo de informa&ccedil;&atilde;o &eacute; condi&ccedil;&atilde;o essencial para as organiza&ccedil;&otilde;es poderem desenvolver os seus servi&ccedil;os <sup><a href="#13">13</a></sup><a name="top13"></a>. Face a esta indisponibilidade de informa&ccedil;&atilde;o de custos, a defini&ccedil;&atilde;o dos pre&ccedil;os a aplicar na RNCCI refletiu a expectativa de consumo de recursos estabelecida por um conjunto de peritos em fun&ccedil;&atilde;o das caracter&iacute;sticas estruturais dos prestadores de cuidados.</p>     <p>Decorridos cerca de 10 anos da implementa&ccedil;&atilde;o da RNCCI, torna-se premente a avalia&ccedil;&atilde;o das caracter&iacute;sticas espec&iacute;ficas e diferenciadoras do perfil dos utentes e a sua influ&ecirc;ncia no consumo de recursos. Entre as caracter&iacute;sticas consensualmente mais utilizadas a n&iacute;vel internacional destacam-se as vari&aacute;veis sexo e idade apesar de raramente serem utilizadas de forma isolada [<sup><a href="#14">14</a></sup><a name="top14"></a> - <sup><a href="#17">17</a></sup><a name="top17"></a> ]. Li et al. <sup><a href="#18">18</a></sup><a name="top18"></a> e Kim e Kim <sup><a href="#19">19</a></sup><a name="top19"></a> acrescentam, &agrave;s vari&aacute;veis sexo e idade, o estado de incapacidade como determinante da utiliza&ccedil;&atilde;o de cuidados continuados. Borrayo et al. <sup><a href="#20">20</a></sup><a name="top20"></a> sustentam que a utiliza&ccedil;&atilde;o de cuidados continuados &eacute; tamb&eacute;m influenciada pelo estado cognitivo, funcional, mental e f&iacute;sico. De um modo geral, considera-se que utentes com maiores dificuldades em realizar actividades de vida di&aacute;ria, menores n&iacute;veis de autonomia f&iacute;sica e funcional e piores estados cognitivos e mentais t&ecirc;m maior probabilidade de utiliza&ccedil;&atilde;o de cuidados continuado <sup><a href="#21">21</a></sup><a name="top21"></a>, apresentando uma maior probabilidade de internamento, justificada pela necessidade de maior interven&ccedil;&atilde;o para recupera&ccedil;&atilde;o de autonomia <sup><a href="#22">22</a></sup><a name="top22"></a>.</p>     <p>A taxonomia referida em estudos anteriores para identifica&ccedil;&atilde;o de fatores associados ao consumo de recursos segue a abordagem definida nos trabalhos realizados por Andersen e Newman <sup><a href="#23">23</a></sup><a name="top23"></a> e Andersen <sup><a href="#24">24</a></sup><a name="top24"></a>, que consideram tr&ecirc;s componentes principais: fatores predisponentes, condi&ccedil;&otilde;es prop&iacute;cias e fatores associados a necessidades espec&iacute;ficas [<sup><a href="#20">20</a></sup><a name="top20"></a> , <sup><a href="#25">25</a></sup><a name="top25"></a> - <sup><a href="#27">27</a></sup><a name="top27"></a> ]. Na categoria dos fatores predisponentes est&atilde;o inclu&iacute;das as caracter&iacute;sticas individuais tal como a etnia, a idade e o estado civil <sup><a href="#25">25</a></sup><a name="top25"></a>. O rendimento e a educa&ccedil;&atilde;o s&atilde;o vari&aacute;veis inclu&iacute;das na categoria referente a condi&ccedil;&otilde;es prop&iacute;cias <sup><a href="#26">26</a></sup><a name="top26"></a>. E na categoria de necessidades espec&iacute;ficas incluem-se os fatores relacionados com doen&ccedil;as e incapacidades, bem como limita&ccedil;&otilde;es na realiza&ccedil;&atilde;o de atividades de vida di&aacute;ria, estado cognitivo, mental, funcional e f&iacute;sico <sup><a href="#20">20</a></sup><a name="top20"></a>.</p>     <p>Na RNCCI, parte desta informa&ccedil;&atilde;o &eacute; recolhida atrav&eacute;s do Instrumento de Avalia&ccedil;&atilde;o Integral (IAI), composto por um conjunto de escalas de avalia&ccedil;&atilde;o aplicada aos utentes nas dimens&otilde;es biol&oacute;gica, psicol&oacute;gica e social (bio-&shy;psico-social). Este instrumento cont&eacute;m informa&ccedil;&atilde;o recolhida periodicamente dos utentes internados em Unidades de Convalescen&ccedil;a (UC), Unidades de M&eacute;dia Dura&ccedil;&atilde;o e Reabilita&ccedil;&atilde;o (UMDR), Unidades de Longa Dura&ccedil;&atilde;o e Manuten&ccedil;&atilde;o (ULDM) e Unidades de Cuidados Paliativos (UCP).</p>     <p>De acordo com a Unidade de Miss&atilde;o para os Cuidados Continuados <sup><a href="#28">28</a></sup><a name="top28"></a>, o objetivo do IAI consiste em avaliar um conjunto de perturba&ccedil;&otilde;es f&iacute;sicas, funcionais, mentais e sociais que influenciam a autonomia dos indiv&iacute;duos e que podendo ser intervencionadas s&atilde;o utilizadas para a constru&ccedil;&atilde;o de um plano individual de interven&ccedil;&atilde;o. O IAI foi desenvolvido tamb&eacute;m como instrumento que permite monitorizar a evolu&ccedil;&atilde;o do doente de forma uniformizada e pass&iacute;vel de registo informatizado. Foi constru&iacute;do com base em instrumentos internacionais validados, como por exemplo o &Iacute;ndice de Katz utilizado para medir a autonomia f&iacute;sica <sup><a href="#28">28</a></sup><a name="top28"></a>. Alguns dos atributos e instrumentos utilizados no IAI j&aacute; tinham sido identificados por Botelho <sup><a href="#29">29</a></sup><a name="top29"></a> num estudo que pretendia efetuar uma avalia&ccedil;&atilde;o multidimensional de car&aacute;cter funcional, biol&oacute;gico, mental e social em idosos. Especificamente o IAI incorporou parte das vari&aacute;veis identificadas por Botelho <sup><a href="#29">29</a></sup><a name="top29"></a> medindo-as atrav&eacute;s dos instrumentos utilizados nesse estudo ou por adapta&ccedil;&otilde;es aos mesmos.</p>     <p>Perante o enquadramento exposto e, em concomit&acirc;ncia com a aus&ecirc;ncia de estudos nesta &aacute;rea em Portugal, justifica-se a realiza&ccedil;&atilde;o de um trabalho de investiga&ccedil;&atilde;o que tem como objetivos estimar o consumo de recursos, medido atrav&eacute;s da dura&ccedil;&atilde;o de internamento em unidades de internamento em cuidados continuados (UICC) em Portugal, e analisar a sua associa&ccedil;&atilde;o com as caracter&iacute;sticas dos utentes e dos prestadores de cuidados.</p>     <p>Foi desenvolvido um estudo transversal e retrospetivo para estimar o consumo de recursos em unidades de internamento em cuidados continuados (UICC), medido atrav&eacute;s da dura&ccedil;&atilde;o de internamento. A rela&ccedil;&atilde;o entre o consumo de recursos e as caracter&iacute;sticas dos utentes foi aferida atrav&eacute;s de regress&atilde;o linear m&uacute;ltipla, tendo-se especificado dois tipos de modelos: incluindo apenas as caracter&iacute;sticas biopsicossociais dos utentes ou incluindo tamb&eacute;m as caracter&iacute;sticas dos prestadores.</p>     <p>Os dados utilizados no estudo foram extra&iacute;dos do sistema de informa&ccedil;&atilde;o &ldquo;GestCare Cuidados Continuados Integrado&rdquo; desenvolvido pela RNCCI, tendo sido cedidos pela Administra&ccedil;&atilde;o Central do Sistema de Sa&uacute;de (ACSS) de forma anonimizada.</p>     <p>Consideraram-se todos os epis&oacute;dios de internamento das Unidades de Convalescen&ccedil;a (UC), Unidades de M&eacute;dia Dura&ccedil;&atilde;o e Reabilita&ccedil;&atilde;o (UMDR) e Unidades de Longa Dura&ccedil;&atilde;o e Manuten&ccedil;&atilde;o (ULDM) em que se verificasse cumulativamente a admiss&atilde;o e alta nos anos 2010&ndash;2012.</p>     <p>Para cada epis&oacute;dio obteve-se informa&ccedil;&atilde;o relativa a: sexo, idade, queixas de sa&uacute;de, risco de quedas, locomo&ccedil;&atilde;o, autonomia f&iacute;sica, estado cognitivo, tipologia de unidade, regi&atilde;o de sa&uacute;de e n&uacute;mero de dias de internamento. Sistematiza-se na <a href="#t1">tabela 1</a> as vari&aacute;veis consideradas no nosso estudo que correspondem aos scores dos dom&iacute;nios do IAI. A forma de obten&ccedil;&atilde;o destes scores resulta da combina&ccedil;&atilde;o das vari&aacute;veis espec&iacute;ficas que comp&otilde;em cada um dos dom&iacute;nios. A informa&ccedil;&atilde;o que nos foi disponibilizada apenas continha os scores dos dom&iacute;nios, previamente calculados pelas regras que se explicitam na <a href="#t1">tabela 1</a> .</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> <a name="t1"></a> <img src="/img/revistas/pjph/v35n2/35n2a06t1.jpg"> <a name="top30"></a> <a name="top31"></a>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Durante a fase de valida&ccedil;&atilde;o da consist&ecirc;ncia da informa&ccedil;&atilde;o foram exclu&iacute;dos: (1) 212 epis&oacute;dios cujo tempo de internamento era inferior a 0 dias; (2) 13.505 epis&oacute;dios cujo n&uacute;mero de identifica&ccedil;&atilde;o se repetia apesar de se tratar de epis&oacute;dios em unidades distintas; (3) 1.883 epis&oacute;dios em que a data de sinaliza&ccedil;&atilde;o do doente &agrave; RNCCI era posterior &agrave; data de admiss&atilde;o ao internamento. A amostra final foi constitu&iacute;da por 30.090 epis&oacute;dios, relativos a 28.164 utentes.</p>     <p>A an&aacute;lise descritiva das vari&aacute;veis nominais foi realizada atrav&eacute;s da sua distribui&ccedil;&atilde;o, frequ&ecirc;ncia absoluta e relativa.</p>     <p>Para a dura&ccedil;&atilde;o de internamento, foram utilizadas medidas de tend&ecirc;ncia central e medidas de dispers&atilde;o tendo-se recorrido a an&aacute;lise de vari&acirc;ncia a dois fatores (ANOVA two-way) e ao teste n&atilde;o param&eacute;trico de Kruskal-Wallis para estudar a associa&ccedil;&atilde;o entre as vari&aacute;veis regi&atilde;o e tipologia de unidade.</p>     <p>Uma vez que a distribui&ccedil;&atilde;o da dura&ccedil;&atilde;o de internamento por regi&atilde;o poderia ser influenciada pela express&atilde;o relativa de cada tipologia em cada regi&atilde;o, prosseguiu-se a an&aacute;lise descritiva com o estudo da vari&acirc;ncia a dois fatores (regi&atilde;o e tipologia) para a vari&aacute;vel dependente transformada pelo seu logaritmo natural.</p>     <p>A transforma&ccedil;&atilde;o da vari&aacute;vel dependente pelo seu logaritmo natural permitiu melhorar as propriedades estat&iacute;sticas da vari&aacute;vel natural e interpretar os coeficientes de regress&atilde;o como varia&ccedil;&otilde;es percentuais, uma vez que se constatou que o tempo de internamento apresentava uma distribui&ccedil;&atilde;o assim&eacute;trica &agrave; esquerda e leptoc&uacute;rtica e a homogeneidade das vari&acirc;ncias n&atilde;o podia ser assumida pelo teste de Levene, tendo-se desta forma optado pela utiliza&ccedil;&atilde;o do logaritmo natural para transforma&ccedil;&atilde;o da vari&aacute;vel.</p>     <p>A exist&ecirc;ncia de diferen&ccedil;as significativas entre a dura&ccedil;&atilde;o m&eacute;dia de internamento por regi&atilde;o e por tipologia e que para uma probabilidade de erro tipo I de 5%, evidenciou uma intera&ccedil;&atilde;o significativa entre o fator tipologia e o fator regi&atilde;o, i.e., o fator tipologia influenciava a resposta da vari&aacute;vel dependente ao fator regi&atilde;o.</p>     <p>A utiliza&ccedil;&atilde;o do teste n&atilde;o param&eacute;trico de Kruskal-Wallis permitiu concluir, para todos os pares poss&iacute;veis de vari&aacute;vel dependente/vari&aacute;vel independente e para qualquer n&iacute;vel de signific&acirc;ncia ( p &lt; 0,001), que existiam diferen&ccedil;as na dura&ccedil;&atilde;o m&eacute;dia de internamento entre as classes que comp&otilde;em cada uma das vari&aacute;veis independentes.</p>     <p>No sentido de avaliar a rela&ccedil;&atilde;o funcional entre a dura&ccedil;&atilde;o de internamento e os seus preditores, desenvolveram-se dois modelos de regress&atilde;o linear m&uacute;ltipla.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O modelo 1, onde se avalia o impacto das caracter&iacute;sticas individuais dos utentes na variabilidade do tempo de internamento n&atilde;o considerando ou controlando as vari&aacute;veis associadas &agrave;s caracter&iacute;sticas dos prestadores de cuidados.</p>     <p>O modelo 2 introduz tamb&eacute;m as caracter&iacute;sticas da estrutura assistencial, designadamente tipologia e regi&atilde;o de sa&uacute;de em que as unidades de internamento est&atilde;o implementadas, permitindo aferir o impacto das caracter&iacute;sticas individuais dos utentes na variabilidade do tempo de internamento, controlando as diferen&ccedil;as existentes entre tipologias e regi&otilde;es.</p>     <p>Faz-se notar que o estado funcional dos utentes, medido atrav&eacute;s da autonomia f&iacute;sica no momento da primeira avalia&ccedil;&atilde;o, apesar de apresentado na estat&iacute;stica descritiva, n&atilde;o foi inclu&iacute;do nos modelos adotados. Tal deveu-se ao facto de para as duas classes mais prevalentes (incapaz e dependente), se ter detetado valores dos fatores de infla&ccedil;&atilde;o da vari&acirc;ncia bastante superiores aos limiares m&aacute;ximos comummente aceites (VIF &le;10) <sup><a href="#32">32</a></sup><a name="top32"></a>, indiciando a presen&ccedil;a de multi-colineariedade.</p>     <p>Para analisar a import&acirc;ncia das caracter&iacute;sticas individuais na determina&ccedil;&atilde;o do consumo de recursos, a especifica&ccedil;&atilde;o dos modelos anteriormente referidos segue uma regress&atilde;o linear m&uacute;ltipla realizada pelo m&eacute;todo dos m&iacute;nimos quadrados ordin&aacute;rios do tipo Yj = &beta;0 + &beta;i.Xj + &epsilon;j (j = 1, &hellip;, n ) em que: Yj = logaritmo natural da dura&ccedil;&atilde;o de internamento; &beta;0 = constante; &beta;i = medida da influ&ecirc;ncia de Xi em Y; Xij = vetor das vari&aacute;veis independentes; &epsilon;j = erro.</p>     <p>Todas as vari&aacute;veis independentes Xij s&atilde;o categ&oacute;ricas, tendo-se optado por dicotomizar cada uma das classes de cada vari&aacute;vel independente, assumido como classes de refer&ecirc;ncia a tipologia convalescen&ccedil;a, a regi&atilde;o de sa&uacute;de Norte, o sexo masculino, o grupo et&aacute;rio 18&ndash;49 anos, os epis&oacute;dios cujos utentes na primeira avalia&ccedil;&atilde;o biopsicossocial n&atilde;o apresentaram queixas de sa&uacute;de, o risco de quedas bom, a capacidade de locomo&ccedil;&atilde;o independente e o estado cognitivo bom.</p>     <p>Assim, por exemplo para a vari&aacute;vel sexo, o expoente do coeficiente &beta;i subtra&iacute;do de 1 e multiplicado por 100, deve ser interpretado como a altera&ccedil;&atilde;o percentual em Yj (dias de internamento) associada ao sexo feminino, i.e., a percentagem de dias de internamento que os utentes do sexo feminino t&ecirc;m a mais (ou a menos) do que o sexo masculino, mantendo tudo o resto constante.</p>     <p>Para lidar com a falta de normalidade e homocedasticidade dos res&iacute;duos foram considerados os erros padr&atilde;o robustos estimados pelo m&eacute;todo de Huber-White. Foi considerada uma probabilidade de erro de tipo I de 0,05.</p>     <p>Por &uacute;ltimo e como forma de especificar a an&aacute;lise desenvolvida, optou-se por desenvolver adicionalmente tr&ecirc;s modelos de regress&atilde;o, um por cada tipologia de unidade, em que se consideraram todas as caracter&iacute;sticas individuais dos utentes controlando as diferen&ccedil;as regionais existentes.</p>     <p>A an&aacute;lise de dados foi efetuada recorrendo aos softwares estat&iacute;sticos SPSS V20.0 e Stata v13.0.</p>     <p>A amostra considerada no presente estudo foi de 30.090 epis&oacute;dios de internamento em unidades de internamento de CCI associados a 28.164 utentes.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>No respeitante &agrave;s caracter&iacute;sticas da amostra (<a href="#t2">tabela 2</a> ), verifica-se uma maior preval&ecirc;ncia de epis&oacute;dios associados &agrave; tipologia de convalescen&ccedil;a e &agrave;s regi&otilde;es Norte e Centro do pa&iacute;s.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="t2"></a> <img src="/img/revistas/pjph/v35n2/35n2a06t2.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>Observou-se tamb&eacute;m uma percentagem mais elevada de epis&oacute;dios associados a utentes do sexo feminino, com idade igual ou superior a 65 anos, que apresentam queixas de sa&uacute;de, com uma avalia&ccedil;&atilde;o boa relativamente ao risco de quedas, maioritariamente incapazes no que respeita &agrave; sua capacidade de locomo&ccedil;&atilde;o, dependentes ou incapazes no que respeita &agrave; sua autonomia f&iacute;sica e com uma concentra&ccedil;&atilde;o elevada nas classes extremas no que respeita ao estado cognitivo.</p>     <p>Atrav&eacute;s da <a href="#t3">tabela 3</a> , podemos observar os resultados descritivos das vari&aacute;veis em estudo. Assim, pode-se constatar que a dura&ccedil;&atilde;o de internamento apresentou uma dispers&atilde;o significativa, independentemente da desagrega&ccedil;&atilde;o adotada. Em m&eacute;dia, a dura&ccedil;&atilde;o de internamento nas unidades de convalescen&ccedil;a foi de 34,2 dias, 84,1 dias nas unidades de m&eacute;dia dura&ccedil;&atilde;o e reabilita&ccedil;&atilde;o e 106 dias nas unidades de longa dura&ccedil;&atilde;o e manuten&ccedil;&atilde;o, comportamento esperado considerando os crit&eacute;rios de referencia&ccedil;&atilde;o estabelecidos. De notar que a dura&ccedil;&atilde;o m&eacute;dia de internamento nas unidades de convalescen&ccedil;a foi superior ao tempo de internamento m&aacute;ximo referencial adotado (30 dias): 28,6% dos epis&oacute;dios nas unidades de convalescen&ccedil;a apresentaram tempo de internamento superior a 30 dias.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="t3"></a> <img src="/img/revistas/pjph/v35n2/35n2a06t3.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>A desagrega&ccedil;&atilde;o por regi&atilde;o de sa&uacute;de tamb&eacute;m permitiu constatar a variabilidade da dura&ccedil;&atilde;o m&eacute;dia de internamento, verificando-se que a regi&atilde;o mais representada (Norte) foi tamb&eacute;m onde se observou uma dura&ccedil;&atilde;o m&eacute;dia de internamento mais reduzida (54,3 dias).</p>     <p>Os resultados dos modelos de regress&atilde;o utilizados para estimar a rela&ccedil;&atilde;o entre consumo de recursos e caracter&iacute;sticas biopsicossociais encontram-se na <a href="#t4">tabela 4</a> .</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="t4"></a> <img src="/img/revistas/pjph/v35n2/35n2a06t4.jpg">     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>De uma forma geral, verifica-se que a capacidade explicativa dos modelos &eacute; relativamente reduzida, uma vez que os seus coeficientes de determina&ccedil;&atilde;o s&atilde;o de 0,017 para o modelo 1 e que, embora a inclus&atilde;o das caracter&iacute;sticas relativas &agrave; oferta aumente significativamente a capacidade do modelo, esta ainda se mant&eacute;m relativamente reduzida (0,194).</p>     <p>Da an&aacute;lise da rela&ccedil;&atilde;o entre vari&aacute;veis, verifica-se que no modelo 1, o sexo feminino apresenta um tempo de internamento 7,6% superior ao verificado no sexo masculino ( p &lt; 0,01) mantendo todas as restantes caracter&iacute;sticas individuais constantes. O controlo das diferen&ccedil;as da dura&ccedil;&atilde;o de internamento associadas &agrave; oferta assistencial (modelo 2), permite tamb&eacute;m concluir que o sexo feminino apresenta um tempo de internamento 10,7% superior ao sexo masculino, ceteris paribus .</p>     <p>A vari&aacute;vel idade apenas apresenta signific&acirc;ncia estat&iacute;stica para explicar a variabilidade da dura&ccedil;&atilde;o de internamento quando as caracter&iacute;sticas associadas &agrave; oferta s&atilde;o inclu&iacute;das e apenas para as faixas et&aacute;rias dos 50 aos 64 anos e dos 65 aos 79 anos: os utentes com idades compreendidas entre os 50 e os 64 anos apresentam uma dura&ccedil;&atilde;o de internamento 11% superior aos utentes com idades entre 18 e 49 anos, considerando todas as restantes caracter&iacute;sticas constantes.</p>     <p>A presen&ccedil;a de queixas de sa&uacute;de no momento da primeira avalia&ccedil;&atilde;o biopsicossocial n&atilde;o apresenta signific&acirc;ncia estat&iacute;stica para a explica&ccedil;&atilde;o da variabilidade da dura&ccedil;&atilde;o de internamento.</p>     <p>Por sua vez, a avalia&ccedil;&atilde;o da capacidade de locomo&ccedil;&atilde;o sugere uma aus&ecirc;ncia de capacidade preditiva para a variabilidade da dura&ccedil;&atilde;o de internamento, apesar de, para 95% de confian&ccedil;a e apenas quando as caracter&iacute;sticas da oferta n&atilde;o s&atilde;o controladas, existir signific&acirc;ncia estat&iacute;stica para as classes aut&oacute;nomo e dependente quando comparadas com a classe de refer&ecirc;ncia independente.</p>     <p>Utentes avaliados com um risco de quedas insatisfat&oacute;rio ou mau apresentam dura&ccedil;&otilde;es de internamento significativamente superiores aos utentes sem risco de quedas.</p>     <p>O estado cognitivo dos utentes no momento da primeira avalia&ccedil;&atilde;o, quando n&atilde;o s&atilde;o controladas as caracter&iacute;sticas da oferta de cuidados e tendo por refer&ecirc;ncia os utentes com bom estado cognitivo, apresenta valores positivos e crescentes &agrave; medida que o estado cognitivo decresce, i.e., aparentemente a dura&ccedil;&atilde;o de internamento cresce com o aumento da incapacidade cognitiva. Contudo, ap&oacute;s inclus&atilde;o das vari&aacute;veis referentes &agrave; tipologia e regi&atilde;o de sa&uacute;de, a rela&ccedil;&atilde;o perde relev&acirc;ncia estat&iacute;stica, sendo que para o pior estado cognitivo &eacute; poss&iacute;vel inclusive encontrar uma rela&ccedil;&atilde;o inversa, i.e., utentes com mau estado cognitivo apresentam dura&ccedil;&otilde;es de internamento 9,3% mais reduzidas do que utentes com bom estado cognitivo, mantendo todas as restantes caracter&iacute;sticas constantes.</p>     <p>N&atilde;o obstante as limita&ccedil;&otilde;es apresentadas e considerando que a relev&acirc;ncia das caracter&iacute;sticas individuais em cada tipologia poderia n&atilde;o ter express&atilde;o semelhante e apresentar-se como fator de confundimento, optou-se por desenvolver tr&ecirc;s modelos de regress&atilde;o, um por cada tipologia, considerando todas as caracter&iacute;sticas individuais e controlando as diferen&ccedil;as regionais existentes. Os resultados destes modelos apresentam-se na <a href="#t5">tabela 5</a> .</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="t5"></a> <img src="/img/revistas/pjph/v35n2/35n2a06t5.jpg">     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>Relativamente &agrave; vari&aacute;vel sexo, &eacute; poss&iacute;vel confirmar que as mulheres apresentam em todas as tipologias uma dura&ccedil;&atilde;o de internamento superior aos homens, sendo que as diferen&ccedil;as s&atilde;o mais expressivas nas unidades de m&eacute;dia dura&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>A idade apenas apresenta capacidade preditiva da dura&ccedil;&atilde;o de internamento nas classes et&aacute;rias 50&ndash;64 anos e 65&ndash;79 anos, sendo que para as unidades de longa dura&ccedil;&atilde;o, a idade n&atilde;o tem poder explicativo estatisticamente significativo em nenhuma das classes et&aacute;rias.</p>     <p>A apresenta&ccedil;&atilde;o de queixas de sa&uacute;de pelos utentes no momento da primeira avalia&ccedil;&atilde;o biopsicossocial em unidades de convalescen&ccedil;a apresenta-se como fator protetor relativamente &agrave; dura&ccedil;&atilde;o de internamento, i.e., estes utentes apresentam uma dura&ccedil;&atilde;o de internamento 2,5% inferior aos utentes que n&atilde;o apresentam queixas.</p>     <p>A capacidade de locomo&ccedil;&atilde;o n&atilde;o apresenta capacidade preditiva para nenhuma das tipologias de cuidados.</p>     <p>Utentes com avalia&ccedil;&atilde;o de risco de quedas insatisfat&oacute;rio ou mau apresentam tempos de internamento significativamente superiores aos utentes cujo risco &eacute; avaliado como bom em todas as tipologias de cuidados, sendo que este fator apresenta maior capacidade discriminat&oacute;ria nas unidades de longa dura&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>Relativamente ao estado cognitivo &eacute; poss&iacute;vel concluir que n&atilde;o apresenta capacidade preditiva da dura&ccedil;&atilde;o de internamento nas unidades de longa dura&ccedil;&atilde;o. Contudo, utentes das unidades de convalescen&ccedil;a com estado cognitivo insatisfat&oacute;rio ou mau e utentes das unidades de m&eacute;dia dura&ccedil;&atilde;o com estado cognitivo mau, apresentam dura&ccedil;&otilde;es de internamento significativamente mais reduzidas do que utentes com bom estado cognitivo.</p>     <p>A desagrega&ccedil;&atilde;o da an&aacute;lise por tipologia de internamento parece confirmar que as caracter&iacute;sticas individuais consideradas apresentam reduzida capacidade preditiva da variabilidade da dura&ccedil;&atilde;o de internamento, o que se encontra plasmado nos coeficientes de determina&ccedil;&atilde;o reduzidos que foram obtidos.</p>     <p>Os resultados apurados sugerem que o consumo de recursos est&aacute; maioritariamente associado &agrave;s caracter&iacute;sticas dos prestadores de cuidados. De facto, a inclus&atilde;o da tipologia e da regi&atilde;o no modelo de regress&atilde;o aumentou significativamente a capacidade preditiva do modelo (0,194), sugerindo que as caracter&iacute;sticas dos prestadores de cuidados e o condicionamento da referencia&ccedil;&atilde;o dos utentes em fun&ccedil;&atilde;o da estrutura existente t&ecirc;m um poder explicativo substancialmente mais elevado do que as caracter&iacute;sticas individuais dos utentes. Num estudo se&shy;melhante, verificou-se que as caracter&iacute;sticas da oferta permitem explicar cerca de 24% da varia&ccedil;&atilde;o do consumo de recursos <sup><a href="#33">33</a></sup><a name="top33"></a> .</p>     <p>No que diz respeito &agrave;s caracter&iacute;sticas dos utentes, verificamos que apenas a vari&aacute;vel sexo apresenta capacidade preditiva do consumo de recursos em todos os modelos, sendo que o sexo feminino apresenta uma dura&ccedil;&atilde;o de internamento superior &agrave; do sexo masculino. Este resultado &eacute; consistente com outros estudos que, em contexto de reabilita&ccedil;&atilde;o de acidente vascular cerebral, sustentam que estas diferen&ccedil;as de g&eacute;nero podem ser explicadas pelo facto de as mulheres apresentarem piores estados funcionais na admiss&atilde;o, menores apoios sociais, existindo tamb&eacute;m um maior n&uacute;mero de mulheres com estado civil de viuvez e a viver sozinhas <sup><a href="#34">34</a></sup><a name="top34"></a>.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A avalia&ccedil;&atilde;o do risco de quedas apresentou capacidade preditiva da dura&ccedil;&atilde;o de internamento. Os utentes com risco de queda insatisfat&oacute;rio ou mau encontram-se associados a epis&oacute;dios com maiores dura&ccedil;&otilde;es de internamento. Esta associa&ccedil;&atilde;o apresenta signific&acirc;ncia estat&iacute;stica em todas as tipologias, sendo que os utentes com maior risco de quedas internados em unidades de longa dura&ccedil;&atilde;o apresentavam mais 13,5% dias de internamento do que os utentes avaliados com risco de queda classificado como bom. Importa real&ccedil;ar que os resultados obtidos s&atilde;o independentes da ocorr&ecirc;ncia efetiva de queda durante o epis&oacute;dio de internamento. No entanto, um historial de quedas e fraturas &eacute; um dos maiores preditores de ocorr&ecirc;ncia futura de quedas <sup><a href="#35">35</a></sup><a name="top35"></a>. Diversos estudos demonstram que existe uma rela&ccedil;&atilde;o entre a ocorr&ecirc;ncia de quedas e a dura&ccedil;&atilde;o de internamento, verificando-se custos e dura&ccedil;&otilde;es de internamentos mais elevados nos utentes com quedas [<sup><a href="#36">36</a></sup><a name="top36"></a> - <sup><a href="#38">38</a></sup><a name="top38"></a>]. Existe ainda a possibilidade destes utentes beneficiarem de medidas protetoras que prolongam o tempo de reabilita&ccedil;&atilde;o e condicionam a possibilidade de uma alta mais precoce para o domic&iacute;lio.</p>     <p>A idade apresentou igualmente uma associa&ccedil;&atilde;o positiva com a dura&ccedil;&atilde;o de internamento, isto &eacute;, escal&otilde;es et&aacute;rios mais elevados apresentam maior dura&ccedil;&atilde;o de internamento. Contudo, esta associa&ccedil;&atilde;o s&oacute; &eacute; estatisticamente significativa quando as caracter&iacute;sticas dos prestadores de cuidados s&atilde;o controladas. A desagrega&ccedil;&atilde;o da an&aacute;lise por tipologia permitiu ainda concluir que as diferen&ccedil;as s&oacute; s&atilde;o estatisticamente significativas para os escal&otilde;es et&aacute;rios dos 50 aos 64 anos e dos 64 aos 79 anos e apenas para as tipologias convalescen&ccedil;a e m&eacute;dia dura&ccedil;&atilde;o. Assim, para as unidades de longa dura&ccedil;&atilde;o a idade parece n&atilde;o influenciar a dura&ccedil;&atilde;o de internamento. Um estudo realizado em utentes internados em cuidados continuados na Noruega, concluiu que n&atilde;o existe rela&ccedil;&atilde;o entre a idade e os recursos consumidos <sup><a href="#33">33</a></sup><a name="top33"></a>. Ressalva-se que n&atilde;o estava dispon&iacute;vel a idade enquanto vari&aacute;vel cont&iacute;nua e que existia uma elevada concentra&ccedil;&atilde;o de epis&oacute;dios (mais de 80%) nos escal&otilde;es et&aacute;rios dos 65 a 79 anos e mais de 80 anos. Uma diferente composi&ccedil;&atilde;o dos escal&otilde;es et&aacute;rios da amostra poderia proporcionar diferentes resultados.</p>     <p>O estado cognitivo apresenta uma associa&ccedil;&atilde;o inversa com a dura&ccedil;&atilde;o de internamento, desde que controladas as caracter&iacute;sticas dos prestadores de cuidados. Verificou-se que utentes com estado cognitivo mau apresentavam menor dura&ccedil;&atilde;o de internamento. A an&aacute;lise por tipologia veio, no entanto, demonstrar que esta associa&ccedil;&atilde;o era apenas significativa nas tipologias de convalescen&ccedil;a e m&eacute;dia dura&ccedil;&atilde;o. Num estudo realizado em Espanha, por Bazt&aacute;n et al. <sup><a href="#39">39</a></sup><a name="top39"></a>, foram encontrados resultados semelhantes numa unidade geri&aacute;trica de m&eacute;dia dura&ccedil;&atilde;o. Estes resultados podem ser explicados por duas potenciais raz&otilde;es. Bazt&aacute;n et al. <sup><a href="#39">39</a></sup><a name="top39"></a>, Valderrama-Gama et al. <sup><a href="#40">40</a></sup><a name="top40"></a>, e Patrick et al. <sup><a href="#41">41</a></sup><a name="top41"></a> concluem que os utentes com pior estado cognitivo t&ecirc;m um menor tempo de internamento porque apresentam menor capacidade de reabilita&ccedil;&atilde;o funcional. A possibilidade de estes utentes terem uma maior mobilidade na rede, transitando de unidades com cuidados reabilitativos para unidades com cuidados de manuten&ccedil;&atilde;o, poder&aacute; tamb&eacute;m explicar estes resultados. Estudos posteriores devem ser efetuados para validar esta potencial associa&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>O conjunto de resultados apurados e suas implica&ccedil;&otilde;es dever&atilde;o ser interpretados com alguma prud&ecirc;ncia, nomeadamente pelas limita&ccedil;&otilde;es impostas ao n&iacute;vel da exaustividade e fiabilidade da informa&ccedil;&atilde;o dispon&iacute;vel. A falta de explicita&ccedil;&atilde;o de alguns conceitos b&aacute;sicos (por exemplo o significado de um epis&oacute;dio de internamento), a variabilidade das pr&aacute;ticas de registo ou a utiliza&ccedil;&atilde;o do IAI como instrumento de registo das caracter&iacute;sticas dos utentes poder&atilde;o constituir fatores de relevo neste contexto. No entanto, os autores acreditam que foi utilizada a melhor informa&ccedil;&atilde;o dispon&iacute;vel para a prossecu&ccedil;&atilde;o dos objectivos do estudo.</p>     <p>A este respeito importa salientar que em pa&iacute;ses como os EUA, onde foram desenvolvidos processos sistem&aacute;ticos de recolha dados no &acirc;mbito do Long-Term Care , recorre-se de uma forma generalizada ao Minimum Data Set desde 1987 <sup><a href="#13">13</a></sup><a name="top13"></a>. Noutros pa&iacute;ses &eacute; utilizado o interRAI LTCF <sup><a href="#42">42</a></sup><a name="top42"></a>. Para al&eacute;m de serem instrumentos geralmente aceites neste contexto, s&atilde;o uniformizados, tendo sido testados e validados em diversos contextos e realidades. A sua aplica&ccedil;&atilde;o permitiria ainda efetuar compara&ccedil;&otilde;es e sobretudo promover o uso do sistema de classifica&ccedil;&atilde;o de utentes mais comummente referido internacionalmente para este fim: os Resource Utilization Groups (RUGs). Os RUGs s&atilde;o um sistema de classifica&ccedil;&atilde;o de utentes, desenvolvido nos EUA na d&eacute;cada de 80 do s&eacute;culo passado, que pretende agrupar os utentes em categorias homog&eacute;neas de utiliza&ccedil;&atilde;o di&aacute;ria de recursos [<sup><a href="#43">43</a></sup><a name="top43"></a> , <sup><a href="#44">44</a></sup><a name="top44"></a>].</p>     <p>O recurso a um sistema de classifica&ccedil;&atilde;o de utentes na &aacute;rea dos cuidados continuados no nosso pa&iacute;s parece ser crucial para um melhor entendimento sobre a distribui&ccedil;&atilde;o do consumo de recursos nas unidades prestadoras. Recorde-se que desta aplica&ccedil;&atilde;o dependem outros desenvolvimentos fundamentais para garantir a utiliza&ccedil;&atilde;o de instrumentos de gest&atilde;o que promovam a cria&ccedil;&atilde;o de valor, entre os quais se destacam a estratifica&ccedil;&atilde;o populacional, a an&aacute;lise da produ&ccedil;&atilde;o, o financiamento ou a avalia&ccedil;&atilde;o de desempenho.</p>     <p>Os crescentes desafios colocados &agrave; presta&ccedil;&atilde;o de cuidados a indiv&iacute;duos idosos, com multipatologia cr&oacute;nica e com depend&ecirc;ncia conduziram a uma resposta organizacional que em Portugal foi consubstanciada na cria&ccedil;&atilde;o da RNCCI. Contudo, os instrumentos de apoio, bem como estudos que incidam sobre a distribui&ccedil;&atilde;o do consumo de recursos nas unidades que constituem a RNCCI s&atilde;o praticamente inexistentes.</p>     <p>Desta forma, este estudo estimou o consumo de recursos, medido atrav&eacute;s da dura&ccedil;&atilde;o de internamento, em unidades de internamento nos cuidados continuados em Portugal e analisou a sua associa&ccedil;&atilde;o &agrave;s caracter&iacute;sticas dos prestadores e dos utentes.</p>     <p>Na amostra e per&iacute;odo considerados verificou-se que o tempo m&eacute;dio de internamento foi de 34,2 dias nas unidades de convalescen&ccedil;a, 84,1 dias nas unidades de m&eacute;dia dura&ccedil;&atilde;o e reabilita&ccedil;&atilde;o e 106 dias nas unidades de longa dura&ccedil;&atilde;o e manuten&ccedil;&atilde;o. Verific&aacute;mos a exist&ecirc;ncia de assimetrias regionais relativamente ao tempo m&eacute;dio de internamento refletindo as diferen&ccedil;as de resposta assistencial dispon&iacute;vel em cada regi&atilde;o. Conclu&iacute;mos tamb&eacute;m pela exist&ecirc;ncia de uma dispers&atilde;o significativa independentemente da tipologia ou regi&atilde;o considerada.</p>     <p>Ap&oacute;s a an&aacute;lise dos modelos de regress&atilde;o linear m&uacute;ltipla, os resultados apurados sugerem que o tempo de internamento &eacute; influenciado sobretudo pelas caracter&iacute;sticas dos prestadores de cuidados e n&atilde;o pelas caracter&iacute;sticas dos utentes.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A resposta a esta realidade exige um acompanhamento adequado e a considera&ccedil;&atilde;o de ferramentas e instrumentos de gest&atilde;o, como a aplica&ccedil;&atilde;o de um novo sistema de classifica&ccedil;&atilde;o de utentes. A aplica&ccedil;&atilde;o de um sistema de classifica&ccedil;&atilde;o poderia, para al&eacute;m de garantir uma classifica&ccedil;&atilde;o homog&eacute;nea das caracter&iacute;sticas dos utentes, contribuir para um melhor entendimento sobre a distribui&ccedil;&atilde;o do consumo de recursos e ter impactos significativos noutras &aacute;reas relevantes como a estratifica&ccedil;&atilde;o do risco, sistema de financiamento, garantia da qualidade e avalia&ccedil;&atilde;o de desempenho.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>REFERENCES</b></p>     <!-- ref --><p><Sup><a name="1"></a><a href="#top1">1</a></Sup> Schulz E: The Long-Term Care System for the Elderly in Germany. Brussels, European Network of Economic Policy Research Institutes (ENEPRI), 2010.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2091582&pid=S2504-3145201700020000600001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p><Sup><a name="2"></a><a href="#top1">2</a></Sup> McGregor M, Ronald L: Residential long-term care for Canadian seniors: nonprofit, for-profit or does it matter? Montreal, Institute for Research on Public Policy, 2011, Report No.: 978-0-88645-237-7.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2091584&pid=S2504-3145201700020000600002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <p><Sup><a name="3"></a><a href="#top1">3</a></Sup> Lezovic M, Raucinova M, Kovac A, Moricova S, Kovac R: Long-term care in developed countries and recommendations for Slovak Republic. Cent Eur J Public Health 2008; 16: 21&ndash;25. </p>     <!-- ref --><p><Sup><a name="4"></a><a href="#top1">4</a></Sup> Guti&eacute;rrez F: The Spanish Long-Term Care System. Brussels, European Network of Economic Policy Research Institutes (ENEPRI), 2010.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2091587&pid=S2504-3145201700020000600004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><Sup><a name="5"></a><a href="#top5">5</a></Sup> Comas-Herrera A: The Long-Term Care System for the Elderly in England. Brussels, European Network of Economic Policy Research Institutes (ENEPRI), 2010.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2091589&pid=S2504-3145201700020000600005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <p><Sup><a name="6"></a><a href="#top6">6</a></Sup> Brown J, Finkelstein A: Insuring long-term care in the United States. J Econ Perspect 2011; 25: 119&ndash;142. </p>     <p><Sup><a name="7"></a><a href="#top7">7</a></Sup> Fernandez JL, Forder J, Knapp M: Long term care; in Glied S, Smith P (eds): The Oxford Handbook of Health Economics. Oxford, Oxford University Press, 2011, pp 578&ndash;601. </p>     <p><Sup><a name="8"></a><a href="#top8">8</a></Sup> Decreto-Lei n&ordm; 101/2006. DR. S&eacute;rie I &ndash; A 109 (2006.06.06) 3856&ndash;3865. Procede &agrave; cria&ccedil;&atilde;o da Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados. </p>     <!-- ref --><p><Sup><a name="9"></a><a href="#top9">9</a></Sup> OECD: Long-term Care for Older People. Paris, OECD Publishing, 2005, DOI: 10.1787/ 9789264015852-en.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2091594&pid=S2504-3145201700020000600008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p><Sup><a name="10"></a><a href="#top10">10</a></Sup> Portugal, Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de, ACSS: Monitoriza&ccedil;&atilde;o da Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados (RNCCI). Lisboa, Administra&ccedil;&atilde;o Central do Sistema de Sa&uacute;de (ACSS), 2015.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2091596&pid=S2504-3145201700020000600009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p><Sup><a name="11"></a><a href="#top11">11</a></Sup> Federal Ministry of Health: Selected Facts and Figures about Long Term Care Insurance (online). Berlin, Federal Ministry of Health, 2012. Available from: <a href="http://www.bmg.bund.de/fileadmin/dateien/Englische_Dateien/%20121116_Factsheet_Long-Term_Care_Insurance.pdf" target="_blank">http://www.bmg.bund.de/fileadmin/dateien/Englische_Dateien/ 121116_Factsheet_Long-Term_Care_Insurance.pdf</a> (accessed April 1, 2016).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2091598&pid=S2504-3145201700020000600010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p><Sup><a name="12"></a><a href="#top12">12</a></Sup> OECD: Public long-term care financing arrangements in OECD countries: help wanted?: Providing and paying for long-term care (online). Paris, OECD, 2011. Available from: <a href="http://www.oecd.org/health/health-systems/helpwantedprovidingandpayingforlong-termcare.html" target="_blank">http://www.oecd.org/health/health-systems/helpwantedprovidingandpayingforlong-termcare.html</a> (accessed January 14, 2016).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2091600&pid=S2504-3145201700020000600011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p><Sup><a name="13"></a><a href="#top13">13</a></Sup> Centers for Medicare and Medicaid Services: Long term care Minimum Data Set (MDS) (online). Baltimore, Centers for Medicare and Medicaid Services, 2012. Available from: <a href="https://www.cms.gov/Research-Statistics-Data-and-Systems/Files-for-Order/IdentifiableDataFiles/LongTermCareMinimumDataSetMDS.html" target="_blank">https://www.cms.gov/Research-Statistics-Data-and-Systems/Files-for-Order/IdentifiableDataFiles/LongTermCareMinimumDataSetMDS.html</a> (accessed April 4, 2016).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2091602&pid=S2504-3145201700020000600012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <p><Sup><a name="14"></a><a href="#top14">14</a></Sup> Rosen AK, Reid R, Broemeling A-M, Rakov&shy;ski CC: Applying a risk-adjustment framework to primary care: can we improve on existing measures? Ann Fam Med 2003; 1: 44&ndash;51. </p>     <p><Sup><a name="15"></a><a href="#top14">15</a></Sup> van Barneveld EM, Lamers LM, van Vliet RC, van de Ven WP: Risk sharing as a supplement to imperfect capitation: a tradeoff between selection and efficiency. J Health Econ 2001; 20: 147&ndash;168. </p>     <p><Sup><a name="16"></a><a href="#top14">16</a></Sup> Green CA, Pope CR: Gender, psychosocial factors and the use of medical services: a longitudinal analysis. Soc Sci Med 1999; 48: 1363&ndash;1372. </p>     <p><Sup><a name="17"></a><a href="#top17">17</a></Sup> Ash AS, Ellis RP, Pope GC, Ayanian JZ, Bates DW, Burstin H, et al: Using diagnoses to describe populations and predict costs. Health Care Financ Rev 2000; 21: 7&ndash;28. </p>     <p><Sup><a name="18"></a><a href="#top18">18</a></Sup> Li IC, Fann SL, Kuo HAT: Predictors of the utilization of long-term care (LTC) services among residents in community-based LTC facilities in Taiwan. Gerontol Geriatr 2011; 53: 303&ndash;308. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><Sup><a name="19"></a><a href="#top19">19</a></Sup> Kim EY, Kim CY: Who wants to enter a long-term care facility in a rapidly aging non-Western society? Attitudes of older Koreans toward long-term care facilities. J Am Geriatr Soc 2004; 52: 2114&ndash;2119. </p>     <p><Sup><a name="20"></a><a href="#top20">20</a></Sup> Borrayo EA, Salmon JR, Polivka L, Dunlop BD: Utilization across the continuum of long-term care services. Gerontologist 2002; 42: 603&ndash;612. </p>     <!-- ref --><p><Sup><a name="21"></a><a href="#top21">21</a></Sup> Bakx P: Determinants of long-term care use. Rotterdam, Erasmus University Rotterdam; 2010; Master Thesis in Health Economics, Policy, and Law.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2091611&pid=S2504-3145201700020000600020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <p><Sup><a name="22"></a><a href="#top22">22</a></Sup> Feigenson JS, McDowell FH, Meese P, McCarthy ML, Greenberg SD: Factors influencing outcome and length of stay in a stroke rehabilitation unit: Part 1: Analysis of 248 unscreened patients-medical and functional prognostic indicators. Stroke 1977; 8: 651&ndash;656. </p>     <p><Sup><a name="23"></a><a href="#top23">23</a></Sup> Andersen R, Newman JF: Societal and individual determinants of medical care utilization in the United States. Milbank Mem Fund Q Health Soc 1973; 51: 95&ndash;124. </p>     <p><Sup><a name="24"></a><a href="#top24">24</a></Sup> Andersen R: Revisiting the behavioral model and access to medical care: does it matter? J Health Soc Behav 1995; 36: 1&ndash;10. </p>     <p><Sup><a name="25"></a><a href="#top25">25</a></Sup> Bookwala J, Zdaniuk B, Burton L, Lind B, Jackson S, Schulz R: Concurrent and long-term predictors of older adults&rsquo; use of community-based long-term care services: The Caregiver Health Effects Study. J Aging Health 2004; 16: 88&ndash;115. </p>     <p><Sup><a name="26"></a><a href="#top26">26</a></Sup> Skarupski KA, McCann JJ, Bienias JL, Wolinsky FD, Aggarwal NT, Evans DA: Use of home-based formal services by adult day care clients with Alzheimer&rsquo;s disease. Home Health Care Serv Q 2008; 27: 217&ndash;239. </p>     <p><Sup><a name="27"></a><a href="#top27">27</a></Sup> Heider D, Matschinger H, M&uuml;ller H, Saum K-U, Quinzler R, Haefeli WE, et al: Health care costs in the elderly in Germany: an analysis applying Andersen&rsquo;s behavioral model of health care utilization. BMC Health Serv Res 2014; 14: 1&ndash;12. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><Sup><a name="28"></a><a href="#top28">28</a></Sup> Portugal, Unidade de Miss&atilde;o para Cuidados Continuados Integrados: Crit&eacute;rios de monitoriza&ccedil;&atilde;o biopsicossocial na RNCCI: avalia&ccedil;&atilde;o biopsicossocial atrav&eacute;s do Instrumento de Avalia&ccedil;&atilde;o Integral (IAI). Lisboa, Unidade de Miss&atilde;o para os Cuidados Continuados Integrados, 2007. Available from: <a href="http://www.acss.minsaude.pt/Portals/0/ApresentacaoIAI_UMCCI.pdf" target="_blank">http://www.acss.minsaude.pt/Portals/0/ApresentacaoIAI_UMCCI.pdf</a> (accessed April 27, 2016).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2091619&pid=S2504-3145201700020000600027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <p><Sup><a name="29"></a><a href="#top29">29</a></Sup> Botelho M: Autonomia funcional em idosos: caracteriza&ccedil;&atilde;o multidimensional em idosos utentes de um centro de sa&uacute;de urbano. Lisboa, Faculdade de Ci&ecirc;ncias M&eacute;dicas. Universidade Nova de Lisboa, 1999; PhD Thesis. </p>     <p><Sup><a name="30"></a><a href="#top30">30</a></Sup> Katz S, Ford AB, Moskowitz RW, Jackson BA, Jaffe MW: Studies of illness in the aged: the index of ADL: a standardized measure of biological and psychosocial function. JAMA 1963; 185: 914&ndash;919. </p>     <p><Sup><a name="31"></a><a href="#top31">31</a></Sup> Folstein MF, Folstein SE, McHugh PR: &ldquo;Mini-mental state&rdquo;. A practical method for grading the cognitive state of patients for the clinician. J Psychiatr Res 1975; 12: 189&ndash;198. </p>     <p><Sup><a name="32"></a><a href="#top32">32</a></Sup> O&rsquo;brien RM: A caution regarding rules of thumb for variance inflation factors. Qual Quant 2007; 41: 673&ndash;690. </p>     <p><Sup><a name="33"></a><a href="#top33">33</a></Sup> D&oslash;hl &Oslash;, Gar&aring;sen H, Kalseth J, Magnussen J: Variations in levels of care between nursing home patients in a public health care system. BMC Health Serv Res 2014; 14: 1&ndash;10. </p>     <p><Sup><a name="34"></a><a href="#top34">34</a></Sup> Kapral MK, Fang J, Hill MD, Silver F, Richards J, Jaigobin C, et al: Sex differences in stroke care and outcomes: results from the Registry of the Canadian Stroke Network. Stroke 2005; 36: 809&ndash;814. </p>     <p><Sup><a name="35"></a><a href="#top35">35</a></Sup> Tinetti ME, Speechley M, Ginter SF: Risk factors for falls among elderly persons living in the community. N Engl J Med 1988; 319: 1701&ndash;1707. </p>     <p><Sup><a name="36"></a><a href="#top36">36</a></Sup> Basic D, Hartwell TJ: Falls in hospital and new placement in a nursing home among older people hospitalized with acute illness. Clin Interv Aging 2015; 10: 1637&ndash;1643. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><Sup><a name="37"></a><a href="#top37">37</a></Sup> Bouldin ED, Andresen EM, Dunton NE, Simon M, Waters TM, Liu M, et al: Falls among adult patients hospitalized in the United States: prevalence and trends. J Patient Saf 2013; 9: 13&ndash;17. </p>     <p><Sup><a name="38"></a><a href="#top38">38</a></Sup> Bates DW, Pruess K, Souney P, Platt R: Serious falls in hospitalized patients: correlates and resource utilization. Am J Med 1995; 99: 137&ndash;143. </p>     <p><Sup><a name="39"></a><a href="#top39">39</a></Sup> Bazt&aacute;n JJ, Domenech JR, Gonz&aacute;lez M, Forcano S, Morales C, Ruip&eacute;rez I: Ganancia fun&shy;cional y estancia hospitalaria en la unidad geri&aacute;trica de media estancia del Hospital Central de Cruz Roja de Madrid. Rev Esp Salud Publica 2004; 78: 355&ndash;366. </p>     <p><Sup><a name="40"></a><a href="#top40">40</a></Sup> Valderrama-Gama E, Damian J, Guallar E, Rodriguez-Manas L: Previous disability as a predictor of outcome in a geriatric rehabilitation unit. J Gerontol A Biol Sci Med Sci 1998; 53:M405&ndash;M409. </p>     <p><Sup><a name="41"></a><a href="#top41">41</a></Sup> Patrick L, Knoefel F, Gaskowski P, Rexroth D: Medical comorbidity and rehabilitation efficiency in geriatric inpatients. J Am Geriatr Soc 2001; 49: 1471&ndash;1477. </p>     <!-- ref --><p><Sup><a name="42"></a><a href="#top42">42</a></Sup> InterRAI: Long-Term Care Facilities (LTCF) (online). Ann Arbor, Institute of Gerontology, University of Michigan. Available from: <a href="http://interrai.org/long-term-care-facilities.html" target="_blank">http://interrai.org/long-term-care-facilities.html</a> (accessed January 14, 2016, updated 2016).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2091634&pid=S2504-3145201700020000600040&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <p><Sup><a name="43"></a><a href="#top43">43</a></Sup> Clauser SB, Fries BE: Nursing home resident assessment and case-mix classification: Cross-national perspectives. Health Care Financ Rev 1992; 13: 135&ndash;155. </p>     <p><Sup><a name="44"></a><a href="#top44">44</a></Sup>Martin L, Fries BE, Hirdes JP, James M: Using the RUG-III classification system for understanding the resource intensity of persons with intellectual disability residing in nursing homes. J Intellect Disabil 2011; 15: 131&ndash;141</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Received: July 29, 2016</p>     <p>Accepted: June 7, 2017</p>      ]]></body><back>
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